João Peglow tem sido referenciado pelos meios de comunicação social portugueses nos últimos dias como o próximo reforço do FC Porto. Na passada quinta-feira, após a derrota do SC Internacional (clube que representa) com o EC Vitória por 1-3, o avançado de apenas 19 anos saiu em lágrimas do relvado confirmando assim a mudança para os dragões.
Contudo, diz-se que o negócio será feito através de um empréstimo com uma cláusula de opção de compra estabelecida num valor a rondar os cinco e os seis milhões de euros. Os planos para Peglow passam inicialmente pela equipa B, mas será que o avançado consegue um lugar junto do plantel principal?
Fonte: SC Internacional
Olhemos para o que até agora foi a tenra carreira de João Peglow. Está no emblema de Porto Alegre desde bem cedo. Em 2017 militava na equipa sub-15 do SC Internacional, mas três anos depois já jogava como gente grande ao lado dos séniores. Em 2020, com apenas 456 minutos e tendo jogado 17 dos 21 jogos como suplente utilizado, Peglow conseguiu fazer dois golos e três assistências.
Esteve também presente na conquista do Campeonato do Mundo Sub-17 pelo Brasil, em 2019, tendo acabado a prova com três golos em sete jogos. A par de Kaio Jorge, foi uma das figuras na vitória da seleção canarinha nesta prova de formação a nível mundial e agora, provavelmente, estará a caminho do FC Porto para procurar evoluir o seu futebol e dar o salto na sua carreira.
— Sport Club Internacional (@SCInternacional) January 1, 2020
O baixinho de 1,72 metros é um segundo avançado que pode descair para o lado direito ou esquerdo do ataque, sendo também capaz de recuar no terreno e jogador como médio ofensivo. Toda esta polivalência pode ser uma mais valia para Sérgio Conceição, que certamente contará com o avançado para quando surgir uma oportunidade para rodar a equipa ou apostar no jovem. Demonstra ter uma capacidade técnica acima da média e ser um jogador que olha mais para a equipa do que para si, e que, simultaneamente, apresenta uma boa capacidade de finalização.
A sua transferência faz lembrar o caso de Otávio, que também saiu do SC Internacional para o FC Porto com 19 anos e, da mesma forma, começou pela equipa B, ainda que tenha chegado em definitivo por uma verba a rondar os sete milhões de euros. João Peglow terá agora um ano para mostrar o que vale e convencer o FC Porto e Sérgio Conceição a darem-lhe uma oportunidade para singrar nos azuis e brancos.
A CRÓNICA: JOGO DE LOUCOS COM FRIEZA DOS PAÍSES BAIXOS À MISTURA
O duelo entre Países Baixos e Ucrânia prometia ser um dos mais interessantes de acompanhar até ao momento desde o arranque da competição. Enquanto os Países Baixos pareciam aos pouco regressar aos bons momentos de outros anos, a Ucrânia terminou a fase de qualificação sem derrotas e deixou água na boca aos adeptos europeus.
Como se esperava, a partida começou frenética, com as duas seleções a jogarem a um ritmo intenso. Talvez imbuída pelo facto de jogar em casa, os Países Baixos entraram a todo o gás nos primeiros minutos, tendo somado oportunidades atrás de oportunidades.
De um modo geral esta foi a história de toda a primeira parte. Uns Países Baixos mais “mandões” no jogo e sempre muito mais perigosos que os adversários. Ia valendo a falta de pontaria dos laterais e médios holandeses e a grande exibição que Georgiy Bushchan ia fazendo. Tudo a zeros ao intervalo.
O golo dos Países Baixos que tanto se previa chegar, apareceu no arranque da segunda parte, quando nem ainda havia 10 minutos jogados. Jogada de perigo pelo corredor direito, que Giorginio Wijnaldum finalizou com toda a classe. Poucos minutos volvidos, os holandeses ampliaram a vantagem, por Wout Weghorst. Destaque para a criação da jogada novamente pelo corredor direito.
O jogo parecia completamente controlado pela seleção da casa, até que, aos 75 minutos, Yarmolenko, dotado de um belíssimo pé esquerdo apontou uma verdadeira obra-de-arte e relançou a partida. Partida que aos 78 minutos fica de novo empatada. Cruzamento de livre de Malinovskyi e resposta certeira de Roman Yaremchuk, que corou uma com golo uma exibição de gala. Qualidade não lhe falta.
A reação dos Países Baixos foi pronta e a cinco minutos do fim, nova vantagem no marcador, por Denzel Dumfries. Se o lateral foi destaque na primeira parte, por ter falhado a concretização de várias oportunidades, acabou mesmo por dar a vitória à sua seleção.
Assistimos, sem grandes dúvidas, ao melhor jogo deste Europeu até ao momento. Que 90 minutos deliciosos de acompanhar. Como este, venham mais!
Corredores laterais dos Países Baixos – Apesar do resultado, a exibição holandesa não merece grande contestação. Vergar uma seleção como a ucraniana de forma tão imponente revela um trabalho bastante coeso e sólido em toda a linha por parte da “Laranja Mecânica”. A reação ucraniana ainda assustou, mas não fez tremer a comitiva “laranja”. Esta é uma equipa que revela um vasto leque de opções: quando não conseguem explorar o meio de forma criativa, atacam sem medos pelos laterais, que sobem, oferecendo profundidade, jogadas de perigo e… golos!
Defesa da Ucrânia – Apesar da gigante exibição de Georgiy Bushchan, guarda-redes ucraniano, a passividade da defesa foi gritante. Se nos momentos ofensivos a equipa tentava expressar-se com alguma qualidade e critério, defensivamente nunca conseguiu controlar as investidas do adversário, principalmente pelos corredores laterais. Os erros pagam-se caros e quando falamos em fases finais de Europeus, o preço inflaciona ainda mais.
ANÁLISE TÁTICA – PAÍSES BAIXOS
A seleção da casa, orientada por Frank De Boer, apostou num 3-5-2. Neste sistema era por demais evidente a exploração das subidas dos laterais, que bem cedo na partida originaram algum perigo na baliza contrária. Quando não era em ataque organizado, estas subidas eram solicitadas frequentemente de forma direta pelos três defesas-centrais.
Do trio de médios, Frenkie de Jong e Marten de Roon, eram aqueles que mais vezes baixavam para criar, principalmente o primeiro. Giorginio Wijnaldum procurava sair do meio para explorar espaço nas laterais ou colar-se junto aos avançados em movimentos de rutura.
Os dois avançados não podiam ter características mais distintas. Enquanto Memphis Depay, estrela maior do conjunto laranja, tinha mais liberdade para se movimentar no ataque, Wout Weghorst, bem mais físico, funcionava como referência para cruzamentos, que não abundaram, ou bolas para a área. O aparente desaparecimento deste avançado explica-se pelo facto de os Países Baixos terem tentado chegar sempre com perigo através da troca de bola e da desmarcação dos laterais em zonas mais subidas. Na segunda parte as ocasiões de perigo na área adversária aumentaram e finalmente vimos o avançado do VfL Wolfsburgo em ação.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Maarten Stekelenburg (6)
Patrick van Aanholt (6)
Daley Blind (6)
Stefan de Vrij (7)
Jurriën Timber (6)
Denzel Dumfries (8)
Frenkie de Jong (7)
Georginio Wijnaldum (8)
Marten de Roon (6)
Memphis Depay (6)
Wout Weghorst (7)
SUBS UTILIZADOS
Owen Wijndal (6)
Nathan Aké (5)
Luuk de Jong (-)
Joel Veltman (-)
Donyell Malen (-)
ANÁLISE TÁTICA – UCRÂNIA
Andriy Shevchenko, treinador ucraniano, apostou num 4-3-3 para fazer frente ao adversário. A dúvida pairava sobre a posição de Zinchenko, lateral esquerdo com capacidade de jogar pelo meio, que podia fazer alterar o esquema tático.
A verdade é que Zinchenko jogou sempre pelo meio, ao lado de Ruslan Malinovskyi e Sergiy Sydorchuck. As ocasionais trocas sistémicas surgiam pelos movimentos de recuo dos extremos, que sentiam a necessidade de baixar no terreno para oferecer soluções na saída de bola ucraniana, desfazendo o 4-3-3 clássico por momentos. Roman Yaremchuk foi um dos elementos em maior evidência do lado Ucraniano. Era muito solicitado em ataques rápidos e principalmente nos momentos em que a equipa não conseguia sair a jogar a partir de trás.
O jogo começou difícil para a equipa forasteira, que sentiu bastantes dificuldades em conter o ímpeto inicial da Holanda. Volvidos os primeiros minutos, a seleção de leste tentou ter mais posse e controlar melhor o jogo, ainda que sem grande sucesso. Sofreu golos, reagiu e empatou mas voltou a sentir debilidades pelos corredores laterais, que se revelaram letais e decisivos para o desfecho final.
No Pavilhão da Luz, defrontavam-se duas equipas com objetivos distintos, embora, o denominador fosse o mesmo. Com 2-1 favorável ao Sporting CP, os Leões procuravam vencer para se sagrar já hoje como campeões nacionais. Enquanto que o SL Benfica teria que ganhar para levar a decisão do campeonato para o jogo cinco.
As águias entraram bem e agressivas a defender, algo que lhe valeu um acumular de três faltas nos primeiros seis minutos. Sempre que conseguiam chegar em ataque organizado, Guitta mostrava-se imbatível. Roncaglio também se mostrava atento e eficaz quando era chamado a intervir.
Chishkala conseguiu inaugurar o marcador após assistência de Arthur, mas a vantagem não durou muito, porque um erro defensivo dos encarnados permitiu a Pauleta empatar o encontro. A equipa leonina conseguiu virar o marcador com um tento de Tomás Paçó de cabeça, após assistência de Zicky Té. E não se ficou por aqui, pois Pany Varela aproveitou mais um erro básico da defesa do Benfica. Este permitiu ao internacional português bater Diego Roncaglio, após aparecer completamente isolado junto do guardião brasileiro.
Tomás Paçó e Zicky Té fabricaram o golo da reviravolta e nunca mais o Sporting voltou a estar em desvantagem Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Foram minutos absolutamente loucos estes, com quatro golos e muito espetáculo, sendo o Benfica obrigado a reagir, sob pena de terminar a série já neste jogo quatro. Obviamente que nestes minutos o Benfica não cometeu faltas, mantendo as quatro, com a quarta a ser feita antes desta sequência de quatro golos. Um marco importante neste jogo foi a quinta falta a seis minutos do fim da primeira parte, ficando assim tapado e impedido de cometer mais faltas, sob pena de sofrer um livre direto de dez metros sem barreira.
Situação semelhante aconteceu com o Sporting a dois minutos e meio. Nada de relevante aconteceu até ao término da primeira parte, com uma vantagem leonina que castigava os erros graves do conjunto orientado por Joel Rocha. Erros esses inadmissíveis na final de um play-off frente a uma equipa tão forte como o atual campeão europeu.
A segunda parte arrancou com uma equipa encarnada determinada a marcar cedo para reentrar na discussão do encontro e da final, mas foi o Sporting que marcou. Mais uma desconcentração defensiva, agora de Roncaglio, superiormente aproveitada por Alex Merlim, estreando nos play-off deste ano uma vantagem de três golos para uma das equipas.
As perdas de bola disparatadas continuaram, num claro sinal que a equipa estava a sentir o peso do resultado. Erick Mendonça ainda aumentou o pesadelo do Benfica ao marcar o quinto golo.
Em desespero, a única hipótese era colocar o guarda-redes avançado, como habitual, tarefa que coube a Tiago Brito. Rafael Hemni conseguiu encontrar um pequeno espaço na baliza verde e branca e ainda acendeu a discussão do encontro, acrescentando ainda uma pequena réstia de esperança aos jogadores e adeptos encarnados.
Com o passar dos minutos, não aparecia mais nenhum golo que reabrisse a discussão do resultado e o pior, na ótica do Benfica, acabou por surgir. Após um lance em que Tiago Brito não conseguiu encostar para a baliza, Guitta pegou na bola e fez um grande golo de baliza a baliza praticamente selando o título para o Sporting.
É o fim da maldição! Os leões, pela primeira vez, fazem o feito de conquistar a Champions e a Liga no mesmo ano, conquistando um inédito triplete. Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Com este golo, apesar de não desistir de usar o guarda-redes avançado, notou-se que animicamente as águias sentiram que o título tinha escapado de vez. O tempo foi passando até ao fim sem que nada de relevante sucedesse. O Sporting Clube de Portugal é o novo campeão nacional com inteira justiça, não havendo lugar a um quinto jogo pois tal não é necessário. O emblema leonino sucede assim ao Sport Lisboa e Benfica, campeão em 2018/19.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Sporting CP – Muitos parabéns ao campeão nacional. Com inteira justiça conseguiu acabar de forma brilhante uma época de sonho, juntando ao título nacional à Taça da Liga e ao título na Liga dos Campeões de Futsal. A equipa leonina quebrou assim uma “maldição”, pois, nunca um campeão europeu português tinha conseguido juntar o troféu de campeão nacional.
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Erros defensivos do SL Benfica – Foram demasiados erros no seu setor defensivo e nunca um candidato a campeão pode cometer tais erros num play-off tão equilibrado e discutido entre duas grandes equipas.
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
Jogo mediano em termos ofensivos, mas medíocre em termos defensivos. Uma equipa não pode cometer erros tão graves caso queira ganhar um campeonato nacional perante um rival tão forte e num jogo tão equilibrado.
5 INICIAL E PONTUAÇÕES
Diego Roncaglio (5)
Robinho (4)
Arthur (4)
Ivan Chishkala (6)
Jacaré (5)
SUBS UTILIZADOS
Fábio Cecílio (3)
Nilson Miguel (4)
Silvestre Ferreira (4)
Tiago Brito (4)
Rafael Henmi (5)
Fits (4)
ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP
Neste jogo quatro, jogar no erro adversário foi a tática ideal, pois os erros sucederam-se e a equipa leonina aproveitou, de forma brilhante, para se sagrar campeão nacional.
A fazer a estreia numa fase final de uma grande competição, a Macedónia do Norte tentou compensar a menor qualidade técnica, com uma exibição cheia de alma. A hipótese de uma surpresa ainda chegou a pairar, mas foram as individualidades austríacas a prevalecer. À sétima tentativa, a Áustria conseguiu a primeira vitória em Europeus, mas fica o aviso: esta Macedónia vai vender cara as derrotas.
A Macedónia do Norte entrou com muito alento, mas sem critério. Pouco ou nada haveria a contar sobre os primeiros 20 minutos, não fosse o golo austríaco. Passe espetacular de Sabitzer a descobrir Lainer ao segundo poste, que finalizou de primeira.
Com o acalmar dos ânimos, a Áustria parecia construir caminho para uma vitória tranquila. Mas como no futebol raramente impera a lógica, a Macedónia do Norte empatou, depois de um lance caricato. Hintereeger chutou contra Sabitzer. A bola até foi em direção ao guarda-redes, mas Bachmann não a conseguiu agarrar. Estava lá Goran Pandev (esse mesmo) que, aos 37 anos, marcou o primeiro golo do seu país num Campeonato da Europa.
Depois de um final de primeira parte morno, a intensidade voltou com o regresso das equipas dos balneários. Ainda assim, o entusiasmo raramente se traduziu em qualidade. A tendência evoluiu para um jogo agressivo e pastoso, que parecia interessar mais à Macedónia.
Só aos 63 minutos veio a primeira grande oportunidade para os austríacos, construída a partir do banco. Marko Aranautovic cruzou tenso e, entre os centrais, Gregoritsch cabeceou para boa defesa do guardião Dimitrievski.
Com o tempo a esgotar-se, a Áustria teve de recorrer aos serviços de Alaba. O reforço do Real Madrid deixou o seu papel mais defensivo e subiu no terreno e o resultado foi imediato. Um cruzamento com conta, peso e medida encontrou os pés de Gregoritsch que desta vez não desperdiçou e fez o 2-1. O golo da tranquilidade veio com selo de classe. Konrad Laimer fez um passe de calcanhar para isolar Arnautovic, que contornou o guarda-redes.
Marcel Sabitzer – Frente a um adversário incómodo, a qualidade técnica dos austríacos foi decisiva. O jogador do RB Leipzig está claramente acima da média nesse parâmetro e foi o mais desconcertante no ataque da Áustria. Fez a assistência espetacular para o primeiro golo.
DuplaKalajdzic/Baumgartner – Os avançados titulares da Áustria deixaram muito a desejar e raramente foram vistos durante a primeira parte. O cenário mudou quando foram substituídos por Gregoritsch e Arnautovic, que marcaram um golo cada.
ANÁLISE TÁTICA – ÁUSTRIA
O selecionador Franco Foda também montou um 5-3-2, mas com variações diferentes em relação ao esquema adversário. Os austríacos apresentaram uma estratégia de maior propensão atacante, com forte presença ofensiva dos laterais Ulmer e Lainer. Também o Alaba, a jogar a central, tinha frequentemente a função de iniciar os ataques. No último terço, Marcel Sabitzer foi o jogador mais perigoso, com as suas variações do centro para a esquerda.
Na segunda parte, a subida de Alaba no terreno acabou por resultar no golo da vitória. Uma alteração que pecou apenas por tardia.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Bachmann (5)
Stefan Lainer (7)
Dragovic (6)
Hinteregger (7)
Alaba (8)
Andreas Ulmes (5)
Baumgartner (4)
Konrad Laimer (7)
Schlager (6)
Sabitzer (8)
Kalajdzic (3)
SUBS UTILIZADOS
Lienhart (6)
Arnautovic (7)
Gregoritsch (7)
Baumgartlinger (-)
ANÁLISE TÁTICA – MACEDÓNIA DO NORTE
Macedónia do Norte repetiu o 5-3-2 da surpreendente vitória frente à Alemanha, em março. Uma linha defensiva muito fechada, com 3 centrais e os laterais a controlar a profundidade. A dupla Ademi e Nikolov esteve encarregue de dar algum equilíbrio ao meio-campo, dando alguma liberdade aos criativos Elmas e Enis Bardhi. A frente de ataque esteve entregue a Pandev e Trajkovski.
O palco da final do Euro 2020, o Estádio de Wembley, acolheu a primeira partida do Grupo D. A Inglaterra, uma das seleções que joga em casa, recebeu a Croácia, finalista vencida do Mundial de 2018, num dos jogos mais esperados da primeira fase da competição.
Os ingleses entraram com todo o gás nos primeiros minutos do encontro. Ao passar do quinto minuto, Phil Foden teve nos pés o golo inaugural, mas o poste não foi amigo do número 20 da seleção dos três leões. Quando o golo dos anfitriões parecia uma questão de minutos, a corrente de investidas atacantes terminou e o espetáculo do início do jogo não teve continuação.
O 0-0 foi o resultado levado para os balneários no final da primeira parte, mas, ao contrário do esperado, no regresso não houve mexidas para tentar mudar o cenário de nulo. No entanto, foi com as peças iniciais que a Inglaterra conseguiu marcar o único golo do jogo.
🏴 Raheem Sterling has been directly involved in 19 goals in his last 17 games for England (13 goals, 6 assists) 🔥🔥🔥#EURO2020pic.twitter.com/muNEvOJh2Z
Numa fase de clara apatia de ambas as seleções, Kalvin Phillips encontrou o caminho para a glória numa jogada que parecia inofensiva. Depois de um slalom onde deixou dois defesas croatas pregados ao chão, os pés do médio encontraram Raheem Sterling. O jogador pareceu ler os pensamentos do colega e, com tempo e espaço, rematou sem hipóteses de defesa de Livakovic.
Até ao final, a Croácia pouco ou nada fez para tentar levar pontos de Wembley. No momento do apito final do árbitro Daniele Orsato, o 1-0 fixou-se no placard. Se de um lado reinou a desilusão, a Inglaterra aproveitou para conseguir vencer o seu jogo de abertura de um Europeu pela primeira vez em 16 participações.
Na segunda jornada do Euro 2020, a Inglaterra recebe a Escócia, no dia 18 de junho, às 20h. A Croácia, por sua vez, vai tentar angariar os primeiros pontos no torneio frente à República Checa, no mesmo dia, mas mais cedo, às 17h.
Kalvin Phillips – Para quem ainda desconhecia o talento do “Yorkshire Pirlo”, é normal estar impressionado com o que fez durante os 90 minutos. Encheu o campo e demonstrou que se deve tratar muito mais do que um simples “médio-defensivo”, visto que pode aparecer nas zonas mais avançadas do terreno.
Coroou a exibição com a assistência para Raheem Sterling, mas, além da importância ofensiva, também foi importante na coesão defensiva. No final, terminou com 94% no capítulo do acerto dos passes e deve ter garantido um lugar no 11 inicial de Southgate para as próximas partidas.
Ataque da Croácia – Apesar de terminar o jogo com os mesmos remates de Inglaterra, nenhum foi realmente perigoso. A tarde calma de Jordan Pickford foi fruto do desacerto e pouca inspiração da frente de ataque croata, com a falta de uma referência matadora. Continuando assim, vai ser difícil marcar golos.
ANÁLISE TÁTICA – INGLATERRA
O selecionador inglês, Gareth Southgate, optou pelo sistema tático de 4-2-3-1 para o embate frente à Croácia. Tendo em conta o talento que o adversário apresenta no miolo, a dupla de pivôs composta por Declan Rice e Kalvin Phillips foi fundamental para conter o ataque à profundidade. Pelo contrário, os alas (principalmente Kyle Walker) foram muitas vezes expostos às investidas dos croatas.
Quando a seleção dos três leões partia para o contra-ataque, Raheem Sterling e Phil Foden foram muitas vezes as armas apontadas à baliza de Livakovic. Mason Mount foi a peça que, durante o encontro, deu mais balanço aos homens da frente, com bastantes iniciativas de associação com as duas faixas laterais.
Contudo, era notório o pouco atrevimento dos ingleses, porque mantinham muitos homens na defesa para prevenir um contra-ataque croata. Na frente, a defesa croata rapidamente engolia os atacantes com uma cortina de ferro.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Jordan Pickford (6)
Kyle Walker (5)
John Stones (6)
Tyrone Mings (6)
Kieran Trippier (6)
Declan Rice (5)
Kalvin Phillips (9)
Phil Foden (7)
Mason Mount (7)
Raheem Sterling (8)
Harry Kane (5)
SUBS UTILIZADOS
Marcus Rashford (6)
Jude Bellingham (-)
Calvert-Lewin (-)
ANÁLISE TÁTICA – CROÁCIA
Os croatas, liderados por Zlatko Dalic, foram a jogo num sistema tático ordenado num clássico 4-3-3. O desnorte ofensivo marcou todo o encontro do conjunto Kockasti que, apesar da qualidade individual, nunca se conseguiu reinventar, tendo em conta a estratégia inglesa.
As características de Kramaric, Rebic e Perisic acabam por embater umas nas outras. De certeza que a Croácia, desde a “reforma” de Mandzukic, anda a pedir um matador para colmatar esse problema sistémico. No entanto, apesar da pouca capacidade de garantir ataques à profundidade, ainda conseguiu causar perigo pelas faixas laterais, aproveitando algumas frechas dos alas da Inglaterra.
Para tentar sair da teia inglesa, não foram poucas as vezes em que vimos os avançados croatas a procurar a bola no primeiro terço do terreno. A Croácia tem muita qualidade com a bola nos pés, mas necessita de algo mais para marcar golos e ser candidata a chegar longe na competição.
Fez ontem precisamente um mês da conquista do 23.º campeonato nacional de futebol do Sporting CP. Uma conquista com muitos asteriscos, diga-se. Primeiramente, beneficiamos da falta de público nas bancadas. Depois, fomos eliminados das competições europeias muito cedo, pelo que só fizemos um jogo por semana e os rivais jogaram quase todos os dias.
Falemos dos rivais. Aproveitámo-nos do surto de COVID-19 que atingiu o SL Benfica e que quase fez vários jogadores terminarem a carreira, como um documentário recente do clube em questão comprovou. Uma (quase) tragédia sem precedentes no desporto em Portugal. E o que dizer dos muitos penáltis não assinalados a favor do FC Porto, claramente a equipa mais prejudicada pelo “centralismo” neste campeonato? Este ano tudo conspirou contra eles – suspeito que o trio Varandas, Viana e Zenha tenha estado envolvido na contratação de Armando Nhaga.
Falando dos nossos, Rúben Amorim fez o que quis no banco e só foi castigado mais para o fim, quando estava tudo decidido. Para além disso, nem curso tinha. Uma vergonha. Palhinha nunca foi suspenso, mesmo vendo cinco amarelos, e o árbitro muitas vezes só acabava os jogos do Sporting CP quando Sebastián Coates marcava um golo – todos eles com muita sorte à mistura, claro.
Sebastián Coates foi uma das armas secretas do Sporting CP durante 2020/2021 Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Do estádio ao pavilhão, comecemos pelo futsal. Tivemos a sorte de apanhar um Barcelona enfraquecido e lá ganhamos um troféu europeu. No hóquei, tivemos uma mãozinha dos árbitros espanhóis e lá veio mais um título internacional. Falemos do basquetebol. O Sporting CP venceu porque o árbitro não assinalou uma falta escandalosa a favor do FC Porto, caso contrário teria sido mais uma derrota devido ao desinvestimento. Ah, espera! Também depois de tanto investimento nesta modalidade, que é uma bandeira da direção, também se não ganhassem nada…
Pelo meio, ainda ganhamos qualquer coisa no voleibol, creio. Falando ainda do futsal e do hóquei, ainda estamos na luta pelos campeonatos nacionais, mas se ganharmos algum deles será só mesmo por mero acaso, já que o desinvestimento (tenho lido muito este termo, deve concorrer à categoria “palavra do ano” da Porto Editora em 2021) está a matar as modalidades.
Ah! Lembrei-me que, no andebol, o Sporting CP ganha nada. Que chatice!
Nota: não sou apoiante desta direção (nem de nenhuma), não sou sequer grande fã de Varandas e companhia, mas sou ainda menos fã de quem torce por determinados desfechos para ter razão.
O banco americano Goldman Sachs disse e a Bélgica fez questão de confirmar, eles estão mesmo neste Europeu para tentar levar o titulo, naquele que será muito provavelmente a última tentativa para esta geração nesta competição.
A Rússia tinha a vantagem de jogar em casa, num novo estádio em São Petersburgo, feito para o Mundial 2018, mas a vantagem acabou por ser praticamente nula. Depois do forte abalo que o mundo do futebol sofreu com a paragem cardíaca de Christian Eriksen, o seu companheiro de equipa no Football Club Internazionale Milano, Romelu Lukaku fez questão de fazer um brilharete, confirmando o seu momento de forma, e dedicando a sua exibição ao seu “Chris”.
A equipa da Bélgica explorou muito bem as fragilidades defensivas da Rússia, que além dos problemas defensivos, não mostrou ter capacidade em sair com a bola. Depois da vantagem de dois golos, a Bélgica deixou a Rússia jogar a seu belo prazer, sem que a Rússia conseguisse incomodar minimamente a defesa belga, que se mostrou ao longo de todo o jogo bastante segura. Relembre-se que a Bélgica não pode contar com a sua maior estrela, Kevin De Bruyne, mas isso não foi um problema minimamente.
Os russos, nas bancadas, não gostavam daquilo que viam e não era para menos, este era o jogo apontado por todos como o jogo do dia, mas que acabou por ser talvez o pior dos três. Do lado belga esperavam-se mais fragilidades perante a ausência de De Bruyne e do lado russo esperavam-se mais dificuldades pela vantagem de jogar em casa. Nenhum dos dois se confirmou e aquilo que fica desta partida é a confirmação de que a Bélgica é mesmo um caso sério e esta geração quer muito ficar na história do futebol belga como a geração de ouro que levou o caneco para o país.
Romelu Lukaku – Tarde difícil para o colega de equipa de Christian Eriksen, que anunciou ter chorado muito durante a tarde antes do jogo. Impulsionado por este momento ou não, a verdade é que fez uma excelente exibição e perfila-se para ser o melhor marcador do Europeu. Dois golos.
O FORA DE JOGO
Защитник ФК «Ахмат» Андрей Семёнов сыграл за сборную России в товарищеской игре против национальной команды Польши.
Отметим, что тренерский штаб сборной России включил Семёнова в окончательную заявку команды для участия в чемпионате Европы-2020.
Andrey Semenov– A defesa russa, toda ela, demonstrou fragilidades, mas Semenov, por ter oferecido de bandeja um golo a Lukaku, será o principal rosto das fragilidades defensivas de hoje.
ANÁLISE TÁTICA – RÚSSIA
A equipa de Cherchesov entrou em campo numa formação de 4-2-3-1, com Dzyuba a ser o pau pra toda obra da equipa, ofensivamente. O valor do gigante russo é inquestionável, mas a aposta da estratégia ofensiva centrar-se em torno de Dzyuba, revela o deserto de ideias que existe nesta equipa quando se fala em processos ofensivos.
Há muito trabalho para realizar nesta equipa, e, num Euro, tempo é aquilo que nenhuma das seleções tem. Resta saber que ilações irá Cherchesov tirar desta fraca exibição da sua equipa. Não há mais espaço de manobra.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Shunin (5)
Mário Fernandes (6)
Dzhikya (5)
Semyonov (4)
Zhirkov (5)
Barinov (5)
Ozdoev (5)
Zobnin (5)
Golovin (5)
Kuzyaev (5)
Dzyuba (6)
SUBS UTILIZADOS
Cheryshev (4)
Karavaev (5)
Diveev (5)
Miranchuk (5)
Mukhin (5)
ANÁLISE TÁTICA – BÉLGICA
A equipa da Bélgica não tem nada que enganar. Um dos aspetos mais mencionados desta muito talentosa geração belga foi a falta de opções para as laterais. Por essa razão, o 3-4-3 tornou-se no sistema tática predilecto de Roberto Martínez, que é, sem dúvida, aquele que melhor explora todas as potencialidades individuais que a Bélgica tem a seu dispor.
Vertonghen e Alderweireld conhecem-se e conseguem jogar de olhos fechados, e isso transmite muita segurança à defesa belga. Ao mesmo tempo, apresenta muito talento no meio campo e no ataque. É um conjunto praticamente perfeito que não apresenta lacunas a nível de nenhuma posição. No próximo jogo espera-se que o selecionador Roberto Martínez já possa contar com Kevin De Bruyne, que certamente trará ainda outro perfume ao jogo belga. São sérios candidatos à vitória final, não há dúvidas.
Um dos aspetos negativos da temporada passada foi a performance defensiva do FC Porto, a nível interno, já que os portistas concederam mais golos do que o habitual. Um aspeto que contribuiu inevitavelmente para o insucesso da época desportiva, pois é verdade que sofrer um golo não é sinónimo de derrota, mas também não é mentira que não sofrer deixa-nos sempre mais perto dos pontos.
A sabedoria já é antiga, mas não deixa de ser atual: uma equipa constrói-se a partir de trás, o mesmo significa que o sucesso começa pela base, pois não adianta de nada ter um telhado bonito, se a estrutura da casa não o aguenta. E este paralelismo parece ter sido um pouco o resumo do ano dos azuis e brancos, que desde cedo demonstraram uma permeabilidade que já não era testemunhada há alguns anos. Sendo que as partidas com o CS Marítimo, no Dragão, e contra o FC Paços de Ferreira, na capital do móvel, demonstraram bem este fator preocupante.
O principal motivo deste dado parece vir das laterais, uma vez que tanto Manafá, como Zaidu não mostraram até agora soft skills, além da velocidade, para serem indiscutíveis de uma formação como o FC Porto. Não desfazendo do seu compromisso e profissionalismo em prol do clube, ambos os atletas parecem demonstrar debilidades que prejudicam a forma de jogar da equipa de Sérgio Conceição.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
O que isto quer dizer? Desde 2017/2018, que Sérgio Conceição sempre valorizou e chamou a “jogo” os seus defesas laterais, de modo a beneficiar da profundidade que estes possam conceder pelo flanco e dos cruzamentos tirados para a área.
Tal função foi muito bem desempenhada por Alex Telles, durante as várias temporadas ao serviço do emblema da invicta, e que evidenciou da melhor forma a preponderância que o sistema tático do FC Porto pede a um jogador que atue naquela posição. Algo, que os seus dois colegas de profissão não parecem conceder com a mesma qualidade e isso é notório nos números de assistências.
Porém, as fragilidades também se demonstraram a nível defensivo. É certo, que a velocidade conseguiu disfarçar muito esses problemas, mas quando o nível subiu a conversa foi outra e aí temos o claro exemplo do jogo com o Chelsea FC, a contar para a Liga dos Campeões.
Deste modo, parece ser um dos problemas que a estrutura azul e branca, juntamente com a equipa técnica terá de resolver e solucionar. Algo, que aparentemente, parece estar a acontecer, no que toca ao lado esquerdo, pois já foram apontados vários laterais esquerdos ao FC Porto.
No lado contrário, a solução já parece ter sido encontrada e falamos de João Mário, que terminou a última época com muitas boas indicações, deixando a sensação que pode ter na temporada que se aproxima a sua afirmação na posição. Pelo menos, a nível ofensivo parece estar um patamar acima de Manafá. Contudo, também a promessa Tomás Esteves parece disposto a encontrar o seu espaço no plantel principal dos dragões, mostrando-se mais confiante, após um empréstimo em Inglaterra.
Assim, os azuis e brancos terão toda uma pré-época para resolucionar esta questão, que parece estar bem identificada pelos responsáveis do clube. Agora, é altura, de dar tempo ao tempo e esperar que as “asas do Dragão” sejam um apoio bem forte para uma temporada cheia de títulos.
O duelo entre Dinamarca e Finlândia ficou marcado por emoções fortes e com alguns momentos de tensão e pânico. Christian Eriksen caiu inanimado no relvado do estádio de Copenhaga à beira do intervalo e chegou-se a temer o pior relativamente à recuperação do dinamarquês. O jogo deixou de ser o mais importante, mas retomou e terminou com uma surpreendente vitória da Finlândia por 1-0.
Quanto ao filme do encontro entre nórdicos, os primeiros três minutos até deram conta de uma Finlândia a ter bola e a rondar a baliza de Schmeichel, mas rapidamente se percebeu que isso não passava de fogo de vista. Bastou a Dinamarca protagonizar a primeira investida ofensiva e não tardou em fazer tremer o adversário com sucessivas tentativas direcionadas à baliza de Hrádecky: ora nos remates de Wind, Hojbjerg e Braithwaite após momentos de pressão, ora através das diversas formas estudadas para bater pontapés de canto e que tornavam imprevisível a decisão de visar o golo.
Ao minuto 43’, quando a partida já se encaminhava para o intervalo, protagonizou-se um momento tremendamente arrepiante, com Christian Eriksen a cair inanimado no campo. Gerou-se de imediato um aparato em torno da situação delicada do jogador, com muita tensão, lágrimas e incertezas num estádio praticamente lotado. Rodeado pelos médicos e colegas, o dinamarquês de 29 anos saiu de maca aparentemente com alguma lucidez e viajou para o hospital já estável. E isso sim, é o que de mais importante retiramos deste jogo!
Depois de retomada a partida, Mathias Jensen entrou para o lugar de Eriksen e até foi o autor da primeira grande ocasião do segundo tempo, adivinhando-se que o golo da Dinamarca podia acontecer a qualquer momento. Contudo, a Finlândia revelou ser pragmática na única jogada construída com critério à passagem da hora de jogo, chegando à vantagem totalmente contra a corrente. Pohjanpalo correspondeu ao cruzamento de Uronen e cabeceou para o primeiro e único golo do encontro, num lance onde ficaram evidentes as debilidades da defensiva dinamarquesa, inclusive na abordagem de Schmeichel ao lance.
As substituições não foram sinónimo de melhoria nos índices de concentração da Dinamarca e a grande penalidade de Hojbjerg defendida por Hrádecky revelou ser um indicador de que pouco havia a fazer para alterar o rumo dos acontecimentos. Com este resultado, a Finlândia estreou-se numa fase final de um Europeu a vencer e logo num estádio cuja maior falange de apoio estava do lado dos dinamarqueses, que veem agora as contas do apuramento ficar mais complicadas.
Espírito dinamarquês perante o susto – A forma como a seleção da Dinamarca enfrentou um momento duro e de total apreensão só mostra o sangue frio e o profissionalismo que caracteriza o grupo comandado por Hjulmand. A opção de formar um cordão humano em torno de Eriksen por cerca de meia hora e a demonstração da coragem em ir a jogo após o susto é demonstrativo disso mesmo. De realçar também o comportamento exemplar da seleção da Finlândia, nomeadamente os aplausos ao adversário no regresso aos relvados para retomar o encontro. Porque o futebol é isto mesmo…
O FORA DE JOGO
Following the medical emergency involving Denmark’s player Christian Eriksen, a crisis meeting has taken place with both teams and match officials and further information will be communicated at 19:45 CET.
The player has been transferred to the hospital and has been stabilised.
Arrepiante minuto 43’ – Torna-se impossível não associar o lado mais negativo deste jogo ao minuto que ditou a queda de Christian Eriksen no relvado, deixado todos os amantes de futebol arrepiados com a situação dramática que se vivia em Copenhaga. Foram momentos duros de assistir, mas certo é que aquilo que poderia ter sido um episódio fatídico na História do futebol acabou por ter um final “feliz”, dadas as circunstâncias. E tudo graças à equipa médica que assistiu o atleta!
ANÁLISE TÁTICA – DINAMARCA
Kasper Hjulmand não apresentou qualquer surpresa no “onze” inicial e montou a equipa num 4-2-3-1 versátil. Com um domínio já expectável, a seleção dinamarquesa posicionou-se com uma linha subida e apoderou-se da posse de bola para chegar com perigo ao último terço. Nas ocasiões em que os médios descobriam espaço entre as linhas, os extremos (que tendiam a aparecer muito pode dentro) acabavam por baralhar a organização defensiva do adversário. Contudo, face à linha de cinco da Finlândia, a Dinamarca teve de recorrer sobretudo ao jogo exterior em maior parte das jogadas construídas com critério.
Na segunda parte, a Dinamarca continuou a apresentar-se como uma seleção virada para a frente e com vontade de chegar ao golo, mas algumas descoordenações no último terço impossibilitavam o devido seguimento das jogadas. A juntar a isso, na primeira aproximação da Finlândia com perigo, as desconcentrações defensivas foram fatais para o primeiro golo do encontro. O poder de reação ficou curto e praticamente desapareceu com o penálti falhado a quinze minutos do final.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Kasper Schmeichel (5)
Joakim Maehle (5)
Simon Kjaer (6)
Andreas Christensen (7)
Daniel Wass (7)
Thomas Delaney (7)
Pierre-Emile Hojbjerg (6)
Christian Eriksen (10)
Martin Braithwaite (7)
Yussuf Poulsen (6)
Jonas Wind (7)
SUBS UTILIZADOS
Mathias Jensen (6)
Andreas Skov Olsen (5)
Jannik Vestergaard (5)
Andreas Cornelius (5)
Jens Stryger Larsen (5)
ANÁLISE TÁTICA – FINLÂNDIA
Com um “onze” inicial algo expectável, a seleção orientada por Markku Kanerva alinhou num 5-3-2, com uma estratégia declaradamente mais defensiva e sempre à espreita de transições rápidas e perigosas. Com um bloco médio-baixo a defender, os finlandeses exploraram o ataque em profundidade através das referências ofensivas mais móveis (nomeadamente Pukki). Neste contexto, médios como Glen Kamara e Tim Sparv foram determinantes na ligação entre setores, dotados de uma boa qualidade de passe e de uma agradável saída de pressão nas poucas jogadas construídas.
Com o domínio da posse de bola do lado adversário, a Finlândia entrou para a segunda parte com os momentos de pressing mais definidos e isso foi crucial para travar algumas incursões do adversário, tanto pelo corredor central, como pelas alas. Os finlandeses chegaram ao golo contra a corrente de jogo e fecharam-se ainda mais lá atrás, tapando todos os caminhos da baliza, com particular destaque para a defesa de Hrádecky numa grande penalidade.
Novamente o segundo Grand Slam do calendário tenístico, após uma atípica edição de 2020 que teve lugar em pleno outono e já depois da disputa do US Open, as melhores tenistas do mundo regressaram, na última quinzena, à terra batida de Roland Garros, onde Iga Swiatek (número nove mundial), procurava revalidar o título da época passada, desta vez já com o estatuto de favorita à vitória.
A PRIMEIRA SEMANA DE DESISTÊNCIAS E SURPRESAS
Já com uma candidata de fora do torneio devido a lesão – Simona Halep (3.ª), campeã de 2018, lesionou-se em Roma e não recuperou a tempo de jogar em Paris -, a competição viu, durante a primeira semana, muitas cabeças de série saírem de cena antes de tempo, algumas das quais devido a desistências. Não foi o caso de Angelique Kerber (27.ª), Petra Martic (23.ª), Johanna Konta (20.ª) ou Kiki Bertens (17.ª) que perderam o seu encontro de estreia.
Também na primeira ronda, Bianca Andreescu (7.ª) foi surpreendida por Tamara Zidansek (85.ª), uma das surpresas do treinador, enquanto Garbine Muguruza (13.ª) perdeu em apenas dois sets frente à jovem Marta Kostyuk (81.ª). Destaque ainda para a vitória de Sofia Kenin (5.ª) frente à antiga campeã Jelena Ostapenko (44.ª), bem como a despedida de Carla Suárez Navarro (118.ª), que regressou após vencer um problema de saúde, para encerrar a carreira com uma derrota em três partidas frente a Sloane Stephens (59.ª), num encontro em que teve match points.
Quelle bataille 😲
Après trois heures et 20 minutes de jeu, Tamara Zidansek s’impose face à la tête de série N°6 Bianca Andreescu 6-7(1), 7-6(2), 9-7. pic.twitter.com/gWINdy24sU
Já a segunda ronda, que viu Belinda Bencic (11.ª) perder com Daria Kasatkina (37.ª) e Sloane Stephens bater Karolina Pliskova (10.ª), ficou marcada por várias desistências, entre as quais a de Naomi Osaka (2.ª), que optou por abandonar o torneio depois da reação à sua decisão de não comparecer às conferências de imprensa. Devido a lesão, a número um mundial, Ashleigh Barty, desistiu durante o seu encontro com Magda Linette (45.ª), enquanto Petra Kvitova (12.ª) foi forçada a abandonar a competição depois de torcer o tornozelo durante os compromissos com a imprensa.
Ainda na primeira semana do Grand Slam gaulês, Aryna Sabalenka (4.ª) foi mais uma jogadora do Top 10 a ser vítima de Anastasia Pavlyuchenkova (32.ª), uma habitual tomba-gigantes, enquanto Elina Svitolina (6.ª) caiu perante Barbora Krejcikova (33.ª), uma das revelações da atual temporada. Por sua vez, Sloane Stephens continuou a sua boa prestação ao bater Karolina Muchova (19.ª), numa terceira ronda que viu também Jennifer Brady (14.ª), finalista do US Open, desistir no encontro com Coco Gauff (25.ª).
NOVOS NOMES EM EVIDÊNCIA E A QUEDA DAS ÚLTIMAS FAVORITAS
Chegados aos oitavos de final, apenas restavam cinco vencedoras de Grand Slams no quadro, mas quatro sairiam de cena nesta fase. Serena Williams (8.ª) sucumbiu perante Elena Rybakina (22.ª), Victoria Azarenka foi vítima da futura finalista Pavlyuchenkova, Maria Sakkari (18.ª) colocou fim ao ressurgimento de Sofia Kenin, enquanto a outra futura finalista, Krejcikova, terminou a boa campanha de Sloane Stephens.
Paula Badosa (35.ª) confirmou as boas indicações dadas nos últimos meses e chegou até aos quartos de final, sendo derrotada por Tamara Zidansek, mais uma das tenistas que ganhou um novo protagonismo neste torneio. Contudo, seriam as derrotas da campeã Swiatek frente a Sakkari e da jovem Coco Gauff diante de Krejcikova os principais destaques desta etapa da competição.
Nas meias-finais, se Pavlyuchenkova venceu em apenas dois sets, ainda que equilibrados, Krejcikova teve uma batalha épica com Sakkari, naquela que foi a mais longa semifinal feminina da história de Roland Garros e que terminou com um 9-7 no terceiro set, após 3h18.