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As camisolas e cachecóis que nunca ganham pó | Sporting CP

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Pois é, o Sporting CP foi campeão após dezanove anos de jejum. E claro que não podiam faltar as habituais piadas rivais sobre o pó das camisolas, o local onde habitualmente se juntam os adeptos para festejar, e outras mais. E todas elas tinham em comum a falta de originalidade e objectividade.

É o que dá fazer as coisas à pressa, ou sem pensar. À pressa só porque como qualquer bom português deixaram tudo para a última, ou simplesmente porque quiseram acreditar muito que se iria revelar um qualquer milagre, dos muito comuns no futebol nacional, que pudesse ainda tirar o título ao Sporting CP. Pode ter também sido sem pensar, mas se calhar essa é uma capacidade que não lhes foi dada, até porque tiveram dezanove anos para o fazer.

A verdade é que, como bons samaritanos, tentaram ajudar os sportinguistas, relembrando que, se queriam fazer compras para comemorar, não se deviam esquecer que desde o último festejo de um campeonato a unidade monetária já tinha mudado. Ora, como depressa e bem não há quem, esqueceram-se que o Sporting CP já havia festejado em 2002, quando já circulava o Euro como meio de pagamento.

Paulinho assinalou o golo que deu o título ao Sporting CP
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Outra muito usada, que começou ainda antes de nos termos efectivamente tornado campeões, foi a poeira que andava no ar, fruto das camisolas e cachecóis verdes e brancos que começavam a sair das gavetas, depois de muitos anos esquecidos e guardados. Mas neste caso até entendo que, não sendo eles sportinguistas, não poderiam perceber algumas coisas que passo a explicar.

Se um sportinguista seguisse o seu clube ou fosse fiel ao mesmo apenas pelos resultados do futebol, não seriamos ainda um dos clubes com maior e mais dedicada massa adepta. Porque eles não entendem que o Sporting CP tem na sua génese o ecletismo que qualquer entidade desportiva deve ter, e por isso tem motivos para festejar todos os anos, em vários momentos da época desportiva.

O Sporting CP, mesmo estando dezanove anos sem festejar um título, teve sempre o estádio praticamente lotado com quem lá se deslocava, devidamente apetrechado com a sua verde e branca listada, sem esquecer o cachecol para poder levantar quando toca o “Mundo sabe que…”. Até porque não somos dos que queima o cartão depois de qualquer dificuldade que surja.

E se temos esse compromisso com uma modalidade que ganha pouco ou nada, o que dizer das que nos dão constantemente títulos nacionais e internacionais? Quais? Pois, eu sei que só se lembram que há mais para além do futebol quando outra modalidade do vosso clube lá consegue ganhar algo no Andebol (uma cena que se joga com as mãos – uma coisa parecida com Basquetebol, mas sem cesto e com baliza. Não sabem o que é Basquetebol? Então esqueçam), Atletismo, Futsal, Hóquei em Patins, etc… (Não vos vou explicar o que é cada uma delas.)

📸 As imagens da festa dos Leões do #BasquetebolSCP 🏆

A história ficou 𝓮𝓼𝓬𝓻𝓲𝓽𝓪… ✍️ pic.twitter.com/losTmCD92M

— Sporting CP – Modalidades (@SCPModalidades) June 3, 2021

É que nós não nos esquecemos delas, até porque, mesmo que quiséssemos, elas não deixavam. Fazem questão de nos fazer festejar todos os anos, em todos os pavilhões do país e da Europa, vários títulos. Se calhar, o Sporting CP até já festejou no vosso.

Enchemos pavilhões, principalmente o nosso, e pistas de tartã ou de terra batida, a apoiar todas as nossas modalidades, ditas amadoras, sempre sem descurar a apresentação cuidada, exibindo as nossas belas vestes verdes e brancas.

Por tudo isto, e muito mais, as camisolas dos sportinguistas não têm tempo para ganhar pó, porque nós temos muito a festejar para além do dito desporto rei.

Rei apenas o Leão.

Vocês sabem lá…

 

Artigo revisto por Joana Mendes

Análise do Grupo E | Euro 2020

Um ano depois do previsto, o Euro 2020 está prestes a entrar em ação, estando ali já ao virar da esquina. Os apaixonados pelo futebol disputado entre seleções não poderiam estar mais ansiosos para que a bola comece a rolar, já partir do próximo dia 11 de junho.

Em jeito de antevisão, foram observados todos os contornos que envolvem as seleções do grupo E: Espanha, Polónia, Suécia e Eslováquia. Face ao formato do Europeu, os dois primeiros de cada grupo passam diretamente à fase seguinte da prova, aos quais se juntam os quatro melhores terceiros classificados.

Neste artigo, analisamos o momento dessas seleções, as suas estrelas e revelações, o perfil dos selecionadores e ainda aquilo que podem fazer ao longo da competição. Será este um dos grupos capaz de levar três seleções aos “oitavos” do Euro?

O público também joga! | FC Porto

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Chegámos ao fim da primeira época desportiva completa sob a alçada do “fantasma covid”, que continua a comandar e a guiar as nossas vidas sob as suas diretrizes. O convívio social é um passado recente mas já distante, e os estádios de futebol, sem público, desde a formação ao escalão sénior, não escaparam a esta realidade cruel.

Atualmente, nunca fez tão sentido reduzir um jogo de futebol a apenas “22 homens”, porque com os estádios vazios é o que parece.. sendo até entediante, por momentos, ouvir as indicações dos treinadores e os avisos jogadores invés dos cânticos e gritos de incentivos à equipa.

No entanto, esta realidade temporária, esperemos, trouxe alguma imprevisibilidade ao futebol, mais equilíbrio entre os ditos “pequenos” e “grandes”, como os resultados assim comprovam. Este ano, assistimos a várias conquistas que pareciam improváveis, como a conquista do título nacional pelo Sporting CP, pelo Atlético de Madrid, em Espanha, a do Lille, em França, sendo que os habituais papões de títulos ressentiram a presença do público.

Público
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Outro dado interessante, na minha opinião, é o facto de não haver resultados tão desnivelados perante os “3 grandes”, centrando mais a nossa visão na realidade que conhecemos. Ou seja, poucas foram as partidas em que o FC Porto, SL Benfica ou Sporting CP conseguiram tranquilidade no resultado relativamente cedo. Por sua vez, durante a época fomos assistindo a várias surpresas, como a vitória do Marítimo, no Dragão, do Gil Vicente, na Luz.

Isto é, a pressão de jogar fora, nomeadamente nos estádios com maior número de assistência deixou de assustar e as equipas forasteiras passaram a olhar mais “olhos nos olhos” aos favoritos.

Tudo isto, demonstra que o público, mesmo não jogando, pode ter um papel ativo na partida e este ano foi mais do que notório esse dado. Porém, com a evolução da situação pandémica, as restrições, a nível de saúde, também vão aliviando e alguns países e em algumas competições internacionais já foi possível conceder o acesso dos adeptos às bancadas, ao seu verdadeiro lugar.

A próxima época será um verdadeiro teste aos resultados do presente, no sentido de perceber se foi uma mera coincidência ou que mesmo com adeptos, estas conquistas enunciadas se iriam verificar. Se sim ou não? Não sabemos, contudo com o regresso à normalidade, será um detalhe a ter em atenção.

No caso concreto, todos sabem da “fortaleza” que os adeptos, com o apoio das claques, que nem tudo o que fazem é no sentido negativo, fazem do Estádio do Dragão, que por diversas vezes, já foi considerado um dos recintos mais difíceis para se jogar e visitar.

Pela pressão e pelo encorajamento que o seu público concede aos jogadores do FC Porto e que muitas vezes fazem sentir a presença do “12 jogador”. É esta força anímica que, durante todo o ano, os jogadores não sentiram de perto dentro do relvado e que em certos momentos poderia ter marcado a diferença.

Assim, ficou mais do que evidente que “ir à bola” é muito mais do que assistir, é também participar e marcar a diferença.

Tribuna VIP: A dor de ser quase

TRIBUNA VIP é um espaço do BnR dedicado à opinião de cronistas de referência para escreverem sobre os diversos temas da atualidade desportiva.

O futebol ensinou-me a ficar no meu canto. Sobretudo nas derrotas ou no seu luto. A não me intrometer, mesmo quando quero muito ajudar. É que há momentos em que só o balneário se pode abraçar. Só o balneário pode gritar e baixar a cabeça e até atirar a toalha ao chão. E por muito que queiramos ajudar, por muita vontade de distribuir abraços ou (desculpem-me) caralh**as, o melhor que podemos fazer é ficar de fora. É deixar o grupo viver o momento enquanto grupo, enquanto balneário. É tramado, mas é o que tem de ser. Ajudar, muitas vezes, é ficar do lado de fora.

O jogo do Rio Ave FC com o AC Milan foi o que mais me marcou em toda a época. Tenho esta imagem gravada na memória: um grupo de homens saídos de um nevoeiro, de braços dados, debaixo de uma chuva impiedosa. Completamente encharcados a ver um sonho fugir-lhes pelas mãos.

Na altura tive vontade de escrever sobre isso, acabei por desistir, derrotada pela frustração de não encontrar palavras que estivessem à altura da grandeza do momento. Bem sei que o futebol é um jogo, que ora se ganha, ora se perde e que “só falha quem lá está”, e que é mesmo assim. Sei disso tudo, mas por muitas armaduras que vistam, não me convencem quando me tentam fazer crer que uma coisa destas não dói, não deixa marcas. Dói, dói que se farta. Não tenham medo de admitir.

Nessa noite de outubro, um clube do norte do país fez com que milhares se ligassem à televisão durante pelo menos 24 intermináveis penáltis. Não era o Rio Ave que sofria e sonhava, nem tão pouco Vila do Conde, eram milhares de portugueses que, sem qualquer afinidade especial pelo clube, se viram embrenhados naquele sonho. D. Sebastião teria regressado no tão típico nevoeiro dos Arcos para retomar uma batalha que agora se travava entre David e Golias. Não aconteceu. Tombámos todos. Eles tombaram sozinhos, num estádio mais vazio do que nunca. Ah! A dor de ser quase!

Não sou do Rio Ave desde pequenina. Não sou sócia, nem propriamente adepta convicta. Tropecei no clube num estágio da faculdade, em 2012. Na altura vivia em Paredes, estudava na Maia. Estagiar no Rio Ave implicava fazer todos os dias 120 km, 60 para cada lado. Já adorava futebol, mas conhecia pouco o clube de Vila do Conde. O estágio era curto em duração, mas intenso. Na fase final dessa temporada, o Rio Ave lutava pela manutenção e recebia nos dois últimos jogos em casa Benfica e Porto, ambos na luta pelo título. Com o Benfica a precisar de ganhar, a tarefa de pontuar para o Rio Ave tornava-se ainda mais difícil.

A tensão era muita, mas confesso que estava mais tensa com as tarefas que tinha de desempenhar pela primeira vez num jogo como este. Sentia as dores do clube, mas profissionalmente. Porém, nesse Rio Ave – Benfica de 2012, alguma coisa mudou. Lembro-me que o jogo estava já adiantado, cumpridas as tarefas, não tinha já nada para fazer a não ser ver o jogo, acompanhar o sofrimento dos meus colegas. Perto de mim, imparável, sem se conseguir sentar, estava a “Dona”, à primeira vista a pessoa responsável por tratar de equipamentos e pequenos-almoços da equipa.

À primeira vista, porque a Dona é muito mais. Andava de um lado para o outro, perto de um ataque. Eu dizia-lhe que ia correr bem, que tinha uma estrelinha da sorte, que acreditasse. Os minutos iam passando e com eles as dores da Dona Alexandrina iam aumentado e contagiando todos à sua volta, eu incluída. O Rio Ave a ganhar 1-0 desde os 8 minutos via Nolito a empatar para o Benfica aos 37, logo depois Cardozo convertia um penálti que aquecia a luta pelo título e empurrava o Rio Ave para a segunda. Dez minutos depois, porém, Yazalde atira para o fundo das redes aquele que viria a ser o golo pela manutenção. A ansiedade presa no corpo a explodir em alegria.

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Eu já não estava no meu habitual sofrimento profissional, já estava ali qualquer coisa a nascer. Foi um daqueles jogos de nervos até ao fim. Eu sempre de olho na Dona a achar que lhe podia dar qualquer coisa. O árbitro apita. Agarramo-nos em abraços, ela a chorar e eu comovida com aquilo tudo. Comovida com a emoção dos que me rodeavam. Estava ali há pouco mais de um mês, ainda não conseguia sentir o que eles sentiam, mas tudo aquilo era contagiante, agarrou-me.

Foi ali, com aquelas pessoas, que fiquei a sentir um bocadinho das dores do clube. Não sei de cor o 11 habitual desses tempos, mas lembro-me dos que sentiam o clube ali ao meu lado. Foi neles que pensei quando assisti à queda deste ano. “Um abraço à Dona. Ganhem pela Dona”. E posso dizer-vos que muitas vezes me imaginei a abraçar a Dona, mas D. Sebastião nunca chegou e o nevoeiro foi-se tornando cada vez mais denso e negro.

O Rio Ave FC desceu de divisão e eu não venho aqui dizer-vos porquê. É tempo de questionar mais do que responder. Dir-me-ão, com razão, que o futebol é mesmo assim, é um jogo entre cair e levantar. Pelo caminho vão-se contando muitas histórias, vão-se mudando personagens, mas há um elenco fixo. As “donas Alexandrinas” sobrevivem para nos contagiar com o seu amor desenfreado. São elas que me fazem ver a poesia do futebol e acreditar sempre um bocadinho, mesmo quando o sonho está desfeito.

Artigo de opinião de Márcia Ribeiro Pacheco,
comentadora Canal 11

Artigo revisto por Joana Mendes


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Os 5 melhores golos da história do Campeonato da Europa | Euro 2020

Ciente do risco que corro de parecer ter uma certa idade e usar um frasquinho de azeite como perfume, vou ser assertiva na minha afirmação: não acredito que seja possível ser a única pessoa que se recorda (sempre!) da “Conquistador” dos Da Vinci durante qualquer europeu ou mundial. Se estiver emigrada, então, é tiro e queda.

Por muito que magoe não ter golos de Trezeguet, Overmars, Poborsky ou Van Basten nesta lista, dói ainda mais não incluir golos magistrais de Figo e Rui Costa, pontapés de outro planeta de Maniche ou o tal de João Pinto, que chutou com a cabeça que (de todo não) lhe estava mais à mão.

Dei por mim com uma lista de 20 e tal golos sem saber bem para onde me virar. Marta, escolhe este. Marta, escolhe aquele. Longe de mim demorar demasiado a descomplicar a vida, segui o sexto sentido e coloquei os cinco eleitos por ordem cronológica. “Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo”.

WRC | Nas mãos de Ogier, Toyota finalmente vence o Rally Itália Sardenha

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Sébastien Ogier e Julien Ingrassia (Toyota Yaris WRC) venceram a quinta ronda do campeonato mundial de ralis. O piloto liderou as rochosas estradas da Sardenha, em Itália, e arrecadou a sua terceira vitória neste ano. A sua prestação na ilha mediterrânica valeu-lhe a expansão da sua liderança no WRC e a sua 52.ª vitória no Mundial! Para além disso, garantiu-lhe uma vantagem de 11 pontos sobre Eflyn Evans, na classificação de pilotos.

O galês, vencedor do Rali de Portugal, ocupou o segundo lugar do pódio em Itália, após ter superado algumas complicações com o seu carro. Ao início, não se sentia muito bem e perdia mais de um minuto após a primeira mão. Após as mudanças na configuração, sentiu-se mais confortável e confiante com o seu carro, ganhando várias etapas e aumentando a liderança da Toyota sobre a Hyundai, com uma diferença de 49 pontos.

Melhoraram as sensações do galês com o seu carro e um punhado de vitórias em etapas que impulsionou a aumentar a liderança dos fabricantes da Toyota na série sobre o Hyundai para 49 pontos.

Elfyn Evans, em declarações na conferência de imprensa pós evento organizada pela FIA, disse: “Na sexta-feira tive uma largada muito ruim, o oposto do que sentia o carro de Portugal. (…) não consegui sentir uma conexão com a estrada. Foi difícil, tínhamos que fazer alguma coisa. Você precisa de confiança para ir rápido aqui. Mas então foi diferente e assim que eu pude me sentir mais confortável as coisas foram ficando cada vez melhores”.

Enquanto líder do campeonato, Sébastien Ogier arrancou em primeiro na ordem de abertura da etapa na passada sexta-feira. A abertura da estrada nestas condições é um pouco ingrata, pois, com a passagem de cada carro, a estrada tornava-se mais limpa e proporcionava uma maior aderência. Com esta pequena desvantagem, era de esperar que o francês perdesse muito mais tempo. No entanto, terminou o primeiro dia na última posição do pódio, com uma diferença de trinta segundos do piloto que liderava, Ott Tänak.

O azar não larga Ott e Martin Järveoja (Hyundai I20 Coupé WRC). Enquanto lideravam a prova, embateram contra uma pedra, danificando a suspensão traseira e abandonaram o rali. É a segunda vez que um percalço interfere na liderança do estónio.

No dia seguinte, aquando do grande azar de Tänak no seu i20, Ogier “descansava” sabendo que, na final de domingo, arrecadava mais um número fantástico de vitórias na sua carreira.

O piloto francês, em declarações na conferência de imprensa pós evento organizada pela FIA, afirmou: “Foi um fim de semana incrível. Não esperava vir aqui e lutar pela primeira posição. (…) em Portugal não foi tão rápido como eu queria, por isso estou contente por voltar com um carro que gosto muito mais e tem mais potencial. Não é todo dia que se ganha a Sardenha enquanto o primeiro na estrada”.

Thierry Neauville, no seu Hyundai i20 Coupé WRC, ocupou o terceiro lugar do pódio, com uma diferença de cerca de 1 minuto e 5 segundos do líder do campeonato. O piloto sentiu dificuldades durante os três dias de provas, procurando melhorar o seu i20 que não estava de acordo com o que pretendia. Nem as melhorias fizeram com que estivesse apto a acompanhar o ritmo dos pilotos que tinham vantagem.

Em declarações à conferência de imprensa pós-evento, organizada pela FIA, Thierry Neuville afirmou: “Eu estava focado em deixar o carro mais rápido e mais ao meu estilo e na segunda passagem a velocidade foi boa, mas na primeira lutei muito. Infelizmente, Elfyn também foi capaz de ganhar velocidade. Eu estava impotente e percebi que tinha que continuar firme e ir para o Estágio de Força.”

A posição do belga não foi suficiente para a construtora Hyundai. No campeonato de construtores, ao conseguir os dois primeiros lugares em Itália, a Toyota aumentou a sua vantagem.

PODE VERIFICAR AQUI A CLASSIFICAÇÃO FINAL DO RALLY DA SARDENHA 

A próxima etapa, que será a sexta do Campeonato Mundial de Ralis, ocorre entre os dias 24 e 27 de junho, com lugar no continente africano em Naivasha, após muitos anos. O Rally Safari do Quénia não se realiza desde 2002.

Foto de capa: WRC

Artigo revisto por Joana Mendes

O «Renascimento» do Ténis Italiano

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Ultrapassada a primeira semana na catedral do pó de tijolo, Roland Garros, e fruto de grandes prestações no masculino, com três praticantes apurados para os oitavos de final da prova, é tempo de perceber se Musetti, Sinner e Berrettini poderão almejar ao título em Paris. Igual destaque merecerá a situação oposta vivida do lado feminino.

Após cerca de duas décadas de total apagamento dos tenistas italianos, num país que já contou com nomes grados como Nicola Pietrangeli, uma lenda dos anos 70 que dá nome a um dos courts do fórum itálico onde habitualmente se joga o Masters 1000 de Roma ou Potito Starace, que embora sem tantos resultados de destaque e que sempre que o circuito passava para a temporada de terra batida realizava resultados de superior qualidade, a situação está claramente ultrapassada!

JANNIK SINNER, UMA ESPERANÇA OU JÁ UMA CERTEZA?

Com apenas 19 anos, o romano Jannik Sinner, não obstante ser o número dois do país (19.º ATP), ao passo que Matteo Berrettini ocupa a nona posição da tabela individual masculina, parece conseguir mais e melhores resultados, explanando toda a riqueza, subtileza e, acima de tudo, a lucidez já demonstrada, em tão tenra idade, nas mais variadas superfícies. A prová-lo estão os já três troféus de campeão que o mesmo arrecadou, assim como os vários milhões que já recheiam a sua conta bancária, dois deles em terra e um outro em piso rápido, Hard Courts.

Como nem só de troféus e vitórias se faz a carreira e se escreve a história de Sinner no circuito principal da modalidade, fica como apresentação dois factos que me parecem relevantes para o jovem que se iniciou nas lides desportivas pela prática do Esqui Alpino, igualmente popular em solo pátrio. Foi aquele que na edição de 2020 “roubou” mais jogos, 14, ao “touro de Manacor”, capitulando de forma pouco esperada e resistindo enormemente como um atleta maduro, habituado a atuar no Philippe Chatrier, um dos maiores estádios da modalidade, e, mais que tudo, afrontando com armas muito eficazes aquele que é reconhecido unanimemente como o maior de todos os tempos na referida superfície.

Não esquecer que Rafa teve de se confrontar com o sérvio e líder da hierarquia, Novak Djokovic, no derradeiro duelo que faria Nadal escrever só mais um capítulo de glória na cidade luz.

Roma 2021 reservou, de novo, face a face entre Jannik e o maiorquino. Se é certo que o mais credenciado se voltou a impor, não será menos verdade e impressionante a réplica oferecida pelo jovem.  Embora derrotado por 7-5 e 6-4, o jovem praticante do país das pizzas tem um gigante futuro pela frente, como admitira o maiorquino após a conclusão do embate relativo à segunda ronda, pois consegue alear na perfeição as duas maiores vertentes para um atleta de ténis alcançar o estrelato: capacidade física e técnica e uma força mental que mais parece uma “rocha”.

Todas estas questões levam-me a pensar que, eventualmente, o teste supremo à condição de Rafa poderá ocorrer no próximo confronto.

MATTEO BERRETTINI “EXPLODE” NO PÓ DE TIJOLO

Matteo Berrettini parece ter finalmente conseguido estabilizar as suas exibições sob pó de tijolo, já apurado para os quartos de final em virtude da desistência de Roger Federer. Seria no ATP 250 de Belgrado, o primeiro de dois eventos na capital sérvia, que Matteo daria a sua primeira grande mostra, conquistando o primeiro título no referido piso para o que se seguiria na cidade gaulesa.

Sem caraterísticas, que digamos à primeira vista, atribuídas a um “terráqueo” nascido em Florença há 25 anos, tem rubricado exibições que fazem olhar os seus predicados e capacidades no piso com outros olhos. Serviço, direita potente e recurso a bolas em toque, algo desenvolvido por ele ao longo do último ano e meio, deverão ser “pancadas” que, se continuarem a sua evolução natural, serão chave para boas atuações de Berrettini sob terra!

Lorenzo Sonego, com finais disputadas em todas as superfícies, e Fábio Fognini são os restantes membros da nação no Top 30 mundial. Não subestimar as capacidades de Fábio, um dos ilustres do circuito, vencedor em 2019 do Masters 1000 de Monte Carlo e um dos dois tenistas a bater Nadal à melhor de cinco sets após a cedência da partida inaugural.

Atestando a qualidade e o trabalho desenvolvidos pela Federação Italiana de Ténis ao longo de mais de década e meia, os frutos recolhidos e bem sumarentos são os dez praticantes que o país, nos dias de hoje, coloca entre os 100 primeiros a nível mundial, sendo que, de entre os restantes, Lorenzo Musetti é o que possui maior margem de progressão. Começando a dar muito cedo que falar, foi na presente temporada, com 19 primaveras recém cumpridas, que se consolidou entre a elite da modalidade. Com o corolário dessa afirmação e dessa consolidação a serem a situação “virgem” de se apurar no segundo Grand Slam da temporada vigente para a sua primeira segunda semana de um dos quatro grandes.

Se nos senhores as coisas correm de vento em popa, nas senhoras a situação é diametralmente oposta. O país apenas se faz representar, na atualidade, por três praticantes no Top100 do ranking WTA: Camila Giorgi, Jasmine Paolini e Martina Trevisan, com a primeira a ser a mais bem cotada (80.ª).

Por este motivo, não vejo com facilidade que apareça uma digna herdeira da vedeta Gabriela Sabatini nos próximos longos anos, apesar de na forja, ao que me é dado a perceber, existirem algumas atletas juvenis e juniores que parecem apresentar alguma qualidade tenística. No entanto, a ver vamos como ocorrerá a sua passagem para o circuito principal, visto a mesma ser bastante complicada, exigente e requerer uma grande força anímica.

Atentaremos até onde poderão chegar a nova geração de bons rapazes e promissoras raparigas do ténis italiano, bem como de que modo conseguirão afrontar os nomes grados da modalidade.

Foto de Capa: ATP Tour

Artigo revisto por Joana Mendes

SL Benfica | Al Musrati nas asas da águia?

Almoatasembellah Ali Mohamed Al Musrati. Enquanto leram o nome completo dele, o rapaz já “roubou” a bola e colocou-a jogável 15 vezes. Um dos pilares do Rio Ave FC e do SC Braga de Carlos Carvalhal, o médio líbio está no radar do SL Benfica, que parece tentado a fazer dele uma das grandes novelas de verão.

Com 1,89m e 83Kg, Al Musrati sabe impor o seu físico perante os adversários na hora de recuperar o esférico, beneficiando ainda do seu exímio sentido posicional para chegar da melhor forma ao duelo ou até antecipar-se e evitá-lo. Quando recupera a bola (que é o que acontece na maioria das vezes), não se coíbe de assumir a saída de bola na transição, arriscando sem medo o passe vertical quando este se imponha.

Pela qualidade que também apresenta com bola, pode revelar-se bivalente. Não será o “8” de transporte à medida de Jorge Jesus, mas poderá ser mais do que um mero recuperador de bola, mesmo jogando claramente como “6”, podendo partir dele a iniciativa encarnada nas saídas para ataque ou contra-ataque.

O líbio de 25 anos prima não apenas pela qualidade, mas pela consistência e fiabilidade. Na época findada no último 23 de maio, Al Musrati participou em 44 partidas pelos arsenalistas e fez os 90 minutos nas três partidas para as quais foi chamado pelo selecionador líbio na qualificação para a CAN. De resto, as 34 internacionalizações (com dois tentos apontados) do médio demonstram que Al Musrati é já peça fundamental no xadrez líbio.

Al Musrati tem-se afirmado como peça fulcral no SC Braga e na seleção líbia
Al Musrati tem-se afirmado como peça fulcral no SC Braga e na seleção líbia
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Apesar da chegada à área não ser o seu ponto forte – movimentos verticais de transporte não são a sua praia (sendo médio-defensivo, não surpreende) -, na temporada 20/21 mostrou ter golo e preponderância no último terço, somando quatro golos e três assistências.

Isto não significa, no entanto, que Al Musrati não apareça no último terço. De resto, o líbio até está muitas vezes próximo da área adversária pela sua capacidade de pressionar alto e “roubar” a bola numa posição adiantada do terreno, característica que faz dele um médio à medida de Jorge Jesus.

Por tudo o que é e por tudo o que mostrou, Al Musrati seria uma aquisição de grande relevo e de baixo risco para as águias. O montante para o resgatar do SC Braga será sempre bastante avultado, mas poderá compensar. Não será, todavia, um jogador para emparelhar com Weigl ou com Florentino, pelo que a sua entrada no plantel deverá sempre implicar a saída de um dos dois mencionados. E, nesse caso, talvez seja melhor ponderar com muita cautela o próximo passo…

Artigo revisto por Joana Mendes

5 jogadores da Primeira Liga para reforçar o leão | Sporting CP

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Com o final da época, muitos são os adeptos que se tornam impacientes na espera por ver novamente a bola a rolar. No entanto, começa também uma altura desejada e amada por muitos: a silly season. É nesta altura que os plantéis se reconstroem e procuram melhorar as suas lacunas e é onde o mercado de transferências entra ao rubro com muitas surpresas e agitação diária. Neste top, dou a conhecer cinco nomes que se destacaram no nosso campeonato e os quais eu gostava de ver vestir a verde e branca.

Alemanha 1-0 Portugal (Sub-21): O título que falta volta a escapar

A CRÓNICA: NMECHA VOLTA A ASSOMBRAR PORTUGAL

A expectativa era muita, mas pela terceira vez, em três tentativas, Portugal voltou a perder no jogo decisivo de um Europeu de sub-21. Perante uma Alemanha traiçoeira e, aparentemente, mais madura, a seleção nacional não conseguiu responder a um golo madrugador na segunda parte. Os germânicos repetem os títulos de 2009 e 2017, enquanto os portugueses ficam-se pelo segundo lugar, tal como em 1994 e 2015.

Os primeiros minutos foram de estudo mútuo e grande equilíbrio. Ainda assim, seleção portuguesa acumulou mais lances de perigo, com destaque para um remate cruzado de Tiago Tomás que saiu a centímetros do alvo. A reação alemã chegou aos 15 minutos, na forma de um remate à barra de Florian Wirtz. Diogo Costa pouco podia fazer, mas a sorte esteve do lado português.

Gradualmente, a Alemanha ficou mais confortável e começou a ameaçar o primeiro golo de forma contundente. Ao minuto 30 valeu o voo de Diogo Costa, a responder a um pontapé forte e colocado de Arne Maier. Foi de forma semelhante que Fábio Vieira respondeu aos 39’, mas o remate, de fora da área, do jogador do FC Porto saiu com demasiada altura. O lado direito do ataque alemão ia criando muitos problemas – com Ridle Baku em destaque – mas o golo não apareceu.

Já na compensação, 9 em cada 10 portugueses ter-se-ão levantado do sofá quando viram Vitinha isolado frente ao guardião Dahmen. Entre simulações e trocas de pé, o médio não encontrou espaço para o remate e desperdiçou a melhor oportunidade lusa no primeiro tempo.

A segunda parte começou com o 1-0 para a Alemanha. Mais uma vez, o perigo veio pelo lado direito e por iniciativa de Ridle Baku. O lateral alemão descobriu Nmecha na área, que apontou o seu quarto golo na competição. O avançado alemão – também com nacionalidade inglesa – voltou a assombrar Portugal. Isto porque, em 2017, já tinha sido ele a marcar um golo que, na altura, deu a vitória do Europeu sub-19… A Inglaterra.

Em cima da hora de jogo, Fábio Vieira quase surpreendeu Dahmen com um chapéu do meio da rua. A Seleção estava a crescer no jogo e voltava a aparecer mais vezes junto da área alemã. No entanto, a impaciência também apareceu e traduziu-se em muita dificuldade para definir.

Aos 72’ um contra-ataque rápido alemão culminou numa defesa com as pernas de Diogo Costa. A história repetiu-se minutos depois e voltou a ser o guardião portista a manter Portugal no jogo.

Até ao fim, a Alemanha foi gerindo a vantagem de forma eficiente, perante uma seleção lusa a perder discernimento. Ainda não foi desta que Portugal venceu o troféu europeu que falta. Mas para o registo fica uma geração cheia de talento e potencial para trazer títulos à seleção “A” num futuro nada distante.

 

A FIGURA

Ridle Baku – A equipa alemã foi, de um modo geral, muito sólida. Mas destaco Ridle Baku. O lateral do VFL Wolfsburg foi a personificação das dificuldades que a seleção portuguesa sentiu e as suas ações incisivas, pela direita, foram determinantes para o sucesso alemão.

O FORA DE JOGO

Reação ao golo – Na primeira parte, mesmo com ligeiro ascendente alemão, Portugal conseguiu manter o equilíbrio e ameaçar a baliza contrária. Na segunda, após o golo, a história foi outra. A impaciência tomou conta dos portugueses demasiado cedo, o que culminou num leque de más decisões no ataque. Do outro lado, a Alemanha foi ficando cada vez mais galvanizada.

 

ANÁLISE TÁTICA – ALEMANHA SUB-21

A equipa alemã apresentou-se num 4-2-3-1, com muita presença a meio-campo na tentativa de anular o setor central português. No ataque, a projeção do lateral direito Ridle Baku e a polivalência de Wirtz (ora a médio ofensivo, ora a descair para a lateral) criaram muitos problemas. Com a vantagem no bolso, os alemães conseguiram ser muito eficientes e fizeram valer a solidez no meio-campo para controlar o jogo. Com a equipa portuguesa a colocar muitos homens no ataque, os alas germânicos foram explorando o espaço deixado nos corredores para criar perigo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Dahmen (7)

Ridle Baku (9)

Schlotterbeck (7)

Amos Pieper (8)

David Raum (7)

Niklas Dorsch (8)

Arne Maier (7)

Saalih Ozcan (7)

Florian Wirtz (7)

Mergim Berisha (6)

Nmecha (7)

SUBS UTILIZADOS

Burkardt (6)

Adeyemi (7)

Janelt (-)

Jakobs (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Rui Jorge preparou um 4-1-2-1-2, sem médios laterias. À frente da linha de quatro defesas, Florentino foi o homem mais recuado do meio-campo, com Vitinha e Daniel Bragança a ocupar as posições centrais e Fábio Vieira como médio ofensivo. Na frente a aposta foi na mobilidade, com a dupla Dany Mota e Tiago Tomás. Por vezes, Fábio Vieira ocupava uma das laterais, formando um 4-3-3 com Tiago Tomás na posição central do ataque.

Para a segunda parte, o selecionador português apostou em Rafael Leão, abdicando de alguma profundidade no ataque. Já em desvantagem, Rui Jorge fez entrar Francisco Conceição e Jota e formou um 4-3-3 mais vincado.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Costa (8)

Diogo Dalot (7)

Diogo Leite (6)

Diogo Queirós (6)

Abdu Conté (5)

Florentino (6)

Vitinha (5)

Daniel Bragança (6)

Fábio Vieira (7)

Dany Mota (5)

Tiago Tomás (4)

SUBS UTILIZADOS

Rafael Leão (3)

Francisco Conceição (5)

Jota (6)

Gedson Fernandes (4)

Gonçalo Ramos (-)

Artigo revisto por Joana Mendes