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Bruno Costa | O jogador que foi (re)visto e pode voltar

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Em primeiro lugar, cabe-me explicar-vos a escolha deste título. Pois bem, no dia 12 de janeiro de 2020, escrevi um artigo para o BnR que falava da saída de Bruno Costa para o Portimonense. O título era: “Bruno Costa | Um jogador a (re)ver”. Nessa altura, escolhi o título por acreditar que Bruno Costa era na altura uma carta fora do baralho para o FC Porto, mas que, no futuro, poderia ser uma opção viável para a equipa de Sérgio Conceição.

Bastava mostrar as suas melhores qualidades porque não iriam faltar observadores para poder potenciar o regresso do jovem da formação portista. Afinal de contas, parece que o jogador foi (re)visto e pode voltar à casa mãe. Esse é então o sentido para o título deste artigo.

Quase um ano e meio depois, eis que podemos ver o médio português a vestir de azul e branco de novo. As mais recentes notícias pelo menos apontam para isso.

Mas porque é que o FC Porto se lembrou de Bruno Costa? Para os menos atentos, o médio da formação portista foi um dos pilares de um FC Paços Ferreira (quase) europeu comandado na perfeição por Pepa. Ser um dos jogadores mais influentes numa das equipas sensações do campeonato não é para qualquer um. Até ao momento, foram 32 jogos e quatro golos pelos Castores.

A época está a terminar e estes números não devem sofrer grandes alterações, mas de qualquer forma é notória a evolução do número 10 na Capital do Móvel.

Se olharmos para o aspeto mais tático de Bruno Costa na recente temporada, é notório que ocupava a zona mais ofensiva do meio-campo acompanhado por outro jogador. Esse jogador era muitas vezes Stephan Eustáquio, também fortemente associado ao Dragão. Contudo, outro dado de relevo é que Bruno Costa habituou-se a alinhar num sistema de 4-3-3 em que tinha sempre cobertura de um médio mais defensivo.

Isto leva-nos a pensar que no esquema atual de Sérgio Conceição, Bruno Costa dificilmente teria oportunidades e sucesso na forma de jogar. Como já tive oportunidade de referir no outro artigo que escrevi sobre este jogador, é mais um médio criativo com características que variam entre um número 8 e número 10. Mas nunca pode ser um médio para duplo pivot, e isso é um dado que dá que pensar antes do regresso do atleta ao Dragão.

Bruno Costa
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

A verdade é que a primeira passagem pelo FC Porto foi talvez um passo maior que a perna para Bruno Costa. A qualidade estava lá, mas as oportunidades nem sempre eram muitas e qualquer exibição menos boa era sempre fatal para o jogador. Vejamos o que atualmente acontece a jogadores como Fábio Vieira, Francisco Conceição e João Mário.

Mas a verdade é que, por outro lado, já tivemos um caso de um jogador que estreou-se pelo FC Porto muito jovem e, depois de uma passagem pelo FC Paços de Ferreira, entrou pela porta grande no Dragão. Falo claro está do atual líder do meio campo azul e branco, Sérgio Oliveira. Bruno Costa será esse jogador? Creio que é muito cedo para estabelecermos essa comparação.

É inegável a excelente época do número 10 dos castores, mas não estou assim tão certo de que vejamos o mesmo de dragão ao peito. Sérgio Oliveira, Uribe e Otávio são intocáveis, para não falar das poucas vezes em que o FC Porto joga em 4-3-3.

Veremos em primeiro lugar se este regresso se concretiza. Bruno Costa pertence ao Portimonense SC que o deve ceder aos portistas. Mais um típico negócio do futebol português, que, desta vez, quem saiba, sorria aos dragões.

Chelsea FC 2-1 Leicester City FC: Londrinos vencem e a luta pela Liga dos Campeões fica ao rubro

A CRÓNICA: RESULTADO CONSTRUÍDO NA SEGUNDA-PARTE QUE FOI A MENOS ESPETACULAR

Passados apenas três dias, Chelsea e Leicester voltaram a encontrar-se, desta vez num jogo a contar para o campeonato. A final da taça ditou uma vitória do Leicester City FC por uma bola a zero, onde o equilíbrio predominou e a diferença se ditou por uma bomba do meio da rua da autoria de Tielemans. O contexto era, agora, diferente, e em causa estava o terceiro lugar da tabela classificativa que, ainda que seja semelhante ao quarto, em termos de objetivos europeus para a temporada seguinte, não é semelhante ao quinto.

Posto isto, tinha tudo para ser um enorme jogo de futebol e isso veio a verificar-se desde o primeiro minuto. Pelo menos para a equipa caseira. Os primeiros quarenta e cinco minutos tiveram uma grande e sucinta história: o Chelsea FC dominou do início ao fim, criando muitas oportunidades de golo, mas acabou por não o fazer. Pelo menos de forma legal, uma vez que Timo Werner viu os seus dois golos serem anulados, um por fora de jogo, outro por mão na bola.

Para a segunda parte previa-se um Leicester City FC um pouco mais ameaçador, mas antes que tivessem tempo para mudar, Rudiger foi lá a frente mostrar como se faz e colocou a sua equipa em vantagem. 1-0 para a equipa da casa que voltou a contar com cerca de dez mil adeptos nas bancadas.

A partir daí o jogo acalmou e as oportunidades deixaram de surgir com tanta naturalidade. Isto até Fofana fazer a grande penalidade que viria dar outro conforto aos blues. A vantagem foi dilatada e o jogo parecia, tendo em conta o que os foxes tinham feito até então, resolvido.

Mas pela primeira vez no encontro os homens do Chelsea FC desconcentraram-se e o recém entrado Iheanacho reduziu a desvantagem da equipa. 2-1 para os últimos 15 minutos, que nem por isso foram um motivo de interesse. O resultado não viria a sofrer qualquer alteração e o Chelsea FC passou assim para o terceiro lugar enquanto que o Leicester City FC espera que o Liverpool FC não ganhe para não perder o lugar de Champions.

 

A FIGURA

Dinâmica ofensiva do Chelsea FC – Essencialmente na primeira parte, a equipa deu um autêntico recital de futebol no relvado do Stamford Bridge. Os homens de fora moviam-se para dentro, os de dentro para fora e nem nós, adeptos, nem a defesa do Leicester City FC conseguimos acompanhar tanta mobilidade produzida por cinco ou seis homens. As oportunidades foram mais do que muitas e nos primeiros quarenta e cinco minutos não seria descabido pensar-se num resultado bastante avolumado para a equipa caseira. Muito boa réplica para um dos finalistas da Liga dos Campeões.

O FORA DE JOGO

Leicester City FC – Depois de vencer a Taça de Inglaterra frente a esta mesma equipa, esperava-se mais dos homens de Brendan Rodgers que pouco ou nada produziram durante toda a partida. A primeira parte foi miserável a todos os níveis, e na segunda, para além do golo, só conseguiram ter mais uma verdadeira oportunidade.

 

ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA FC

Tuchel voltou a optar no 3-4-3 característico da equipa nesta temporada, com Chilwell a percorrer toda a lateral esquerda e Azpilicueta a lateral direita. Reece James foi opção mais no centro da defesa muito devido à sua velocidade e capacidade de se reposicionar quando a equipa está balanceada para o ataque, ao lado de Thiago Silva e Rudiger, dois centrais mais puros.

No meio campo jogaram Jorginho e Kanté, com o italiano sempre mais fixo e com o internacional francês a jogar como médio de transição que leva a equipa para a frente e aparece também mais perto de zonas de finalização.

Na frente Pulisic mais à direita, Mount mais á esquerda e Werner no centro, mas também muitas vezes a surgir como um falso nove à procura de receber bola no meio campo e ajudar a equipa a ganhar metros no terreno. Este foi um jogo muito bem conseguido pela equipa essencialmente pela mobilidade que os homens da frente mostraram, com várias permutas de posição que acabaram por baralhar a defensiva adversária.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mendy (6)

Reece James (7)

Thiago Silva (7)

Rudiger (8)

Azpilicueta (7)

Jorginho (7)

Kante (7)

Chilwell (7)

Pulisic (7)

Mason Mount (7)

Werner (8)

SUBS UTILIZADAS

Kovacic (7)

Zouma (-)

Giroud (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – LEICESTER CITY FC

O Leicester City FC apresentou-se num 5-4-1 que à partida foi pensado num 3-4-3 onde o objetivo seria passar mais tempo a atacar do que a defender. Não aconteceu, e por isso o conjunto orientado por Brendan Rodgers acabou por passar muito tempo atrás da bola, com a linha mais recuada composta por cinco homens, seguido de uma outra linha de quatro e com Vardy na frente, à espera de ser útil num dos momentos mais fatais da equipa dos foxes, o contra-ataque.

Não foi algo que se verificou muitas vezes, e por isso os forasteiros acabaram por criar poucas oportunidades ao longo dos 90 minutos. Com as entradas de Iheanacho e Ricardo Pereira a equipa melhorou substancialmente, apesar de não ter conseguido chegar ao empate.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Schmeichel (7)

Albrighton (5)

Castagne (6)

Fofana (5)

Soyuncu (6)

Luke Thomas (5)

Ndidi (6)

Tielemans (6)

Ayoze Perez (5)

Maddison (5)

Vardy (6)

SUBS UTILIZADAS

Iheanacho (7)

Ricardo Pereira (7)

Sonho do Olimpo #5: Fernanda Ribeiro deu-nos uma alegria tremenda em Atlanta

Os Jogos Olímpicos contém muitas histórias incríveis – umas positivas outras nem tanto – mas esse assunto iria ocupar meses e páginas de artigos.

Reveja aqui o último «Sonho do Olimpo».

Foto de capa: FPA

Podcast Frente a Frente Bola na Rede #6 – Sergio Aguero vs. Karim Benzema

No podcast do Bola na Rede “Frente a Frente” desta semana colocamos em duelo Sergio Aguero e Karim Benzema! Qual é que é o teu preferido? Um programa a não perder com a moderação do João Filipe Brandão e as opiniões de Alexandre Matos e César Mayrinck. 🎙️

Se queres saber no que deu, então ouve o novo Podcast BnR.

Podes ouvi-lo no Spotify, Anchor, Breaker, Google Podcasts, Apple Podcasts, Overcast, Pocket Casts e Radio Public.

SL Benfica | Carlos Vinícius de regresso à Luz?

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Uma das boas notícias na preparação da próxima temporada encarnada: depois do (quase) inexplicável empréstimo de Carlos Vinícius ao Tottenham Hotespur FC, a Sky Sports avançou com a forte hipótese dos Spurs não exercerem a cláusula de compra opcional, fixada nos 45 milhões de euros.

O ponta-de-lança brasileiro deve voltar à Luz para competir por um lugar na equipa – missão muito mais acessível do que a que enfrentou em 2020-21, na qual serviu como alternativa a Harry Kane. Ainda assim, atinge números que não envergonham e confirmam potencialidades: dez golos em 1009 minutos de utilização (a maioria na Liga Europa e Taças internas), mais três assistências, o que significa participação em golo a cada 77 minutos.

Dados que se relacionam com os já alcançados em 2019-20 sob supervisão de Bruno Lage e , posteriormente, Nélson Veríssimo, quando Carlos Vinícius alcançou o primeiro lugar na tabela de melhores marcadores da Primeira Liga com 18 golos em 1784 minutos, o que representou um golo a cada 99’.

Se colocarmos na equação os dados totais da globalidade das competições, o elevado número de golos (24) e assistências (13) em 2623 minutos (ou 45 jogos), significa que cada participação em golo foi separada por uns inacreditáveis 70 minutos, rendimento superlativo que atestou bem a capacidade decisiva e a regularidade do goleador brasileiro e que dissipou todas as dúvidas geradas pelos 17 milhões de euros pagos ao SSC Nápoles, no verão de 2019.

A confirmar-se o seu regresso – até numa perspetiva de contenção de gastos -, representará a primeira emenda na preparação negligente da temporada que agora finda.

Esta reflexão faz-se sobretudo numa altura que Haris Seferovic prepara a sua possível segunda vitória no prémio de melhor marcador da Primeira Liga, ainda que dúvidas se continuem paradoxalmente a impor quanto à sua qualidade enquanto futebolista e o nível necessário para atacar objetivos de grande envergadura.

O atacante suíço nunca foi totalmente aceite pela massa adepta, ainda refém emocional de Jonas e do seu final de carreira. O oscilante rendimento do atual titular das águias nos quatro anos que leva na Luz obriga aos adeptos um esforço de tolerância que nunca foi necessário até com outros nomes como Mitroglou ou Jiménez, ainda que nem estes tenham conseguido alcançar tantas distinções individuais.

Repetindo o feito de 2018-19, Seferovic adquire balão de oxigénio quanto à sua reputação e bem-estar em Lisboa, nada previsível dada a sua situação na pré-temporada, quando iniciou como terceira opção. Se Vinícius se tinha tornado melhor marcador na última edição da Primeira Liga e era nome consensual, a novela Cavani remetia-o para última das opções de ataque.

Dadas as características dos dois, é descabido imaginar uma dupla que os integre como parelha – se nesta época Jesus insistiu em largas fases com Darwin a acompanhar o suíço, a verdade é que o uruguaio proporciona uma mobilidade que Vinícius não entrega ao jogo da equipa.

Como tal, é difícil imaginar imaginar Vinícius – Seferovic como hábito nas ideias do técnico português para o onze titular, sendo mais natural encarar uma eventual concorrência como luta direta por um posto. E, analisando desse prisma, seria dotar a equipa dos últimos dois melhores marcadores do campeonato, um luxo que alimentaria esperanças numa retoma aos sucessos desportivos prometidos pelos líderes encarnados.

Carlos Vinícius foi o melhor marcador do SL Benfica na temporada transata
Carlos Vinícius foi o melhor marcador do SL Benfica na temporada 2019/2020
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Porém, nada é ainda certo. A ligação de Vinícius à Gestifute impõe desde logo cautela quanto a especulações. Nuno Espírito Santo e o seu Wolves, ainda sem Jiménez e apenas com Fábio Silva como opção convicta para ‘9’, seriam porto de abrigo óbvio para o brasileiro, que encararia uma permanência na Premier League com bons olhos.

Além disso, foi a Gazetta dello Sport a incluir o nome de Carlos Vinícius nas cogitações de mercado da AS Roma assim que José Mourinho foi anunciado como próximo treinador dos giallorossi. A ligação do técnico português ao jogador é um dado a ter em conta, representando uma solução válida como alternativa a Dzeko, e a Serie A enquanto campeonato de topo seria sempre chamariz talvez demasiado forte para Vinícius resistir.

Certezas só haverão mais à frente, principalmente após as competições internacionais de Verão. O efeito dominó que se seguirá trará respostas impossíveis de ter nesta altura. A urgência dos responsáveis benfiquistas em preparar a próxima época, sobretudo pela questão Champions (3ª pré-eliminatória e play-off, se tudo correr bem: quatro jogos vitais em agosto) poderão então ajudar a discernir o futuro a curto prazo.

Vinícius seria adição nuclear à eficácia do ataque dos águias e daria garantias nesse sentido, colmatando uma das grandes lacunas do atual plantel. Com Vinícius, Seferovic, Darwin e Gonçalo Ramos, constituir-se-ia um leque ofensivo de soluções compatíveis com as ambições em revalidar o título, além de repetir uma grande campanha europeia – e a pressão é gigante nesse sentido, já que Luís Filipe Vieira tratou de denominar este quadriénio, em outubro passado, como o “mandato desportivo”.

Yuki Tsunoda: Pequeno em tamanho, grande em talento

Com quatro corridas realizadas na temporada de Fórmula 1, ninguém pode julgar muita coisa, ainda mais quando se trata de um estreante na categoria. Apesar de alguns episódios de raiva pouco comuns e erros de principiante, ninguém pode duvidar do talento de Yuki Tsunoda. O japonês já faz parte do futuro da modalidade.

Depois de substituir o russo Daniil Kvyat, houve quem pusesse em questão o mérito do jovem piloto. No entanto, com apenas um ano de Fórmula 2 nas pernas, a Red Bull não teve dúvidas e colocou todas as fichas em Yuki, tornando-o um dos ocupantes da Scuderia AlphaTauri durante o ano de 2021, ao lado de Pierre Gasly.

Parte desta promoção foi um prémio depois do terceiro lugar na geral da F2, ficando atrás de Callum Ilott e do vencedor, Mick Schumacher. No único ano na categoria inferior, o piloto ainda venceu três corridas e conquistou o prémio de melhor Rookie. Depois de surpreender, tornou-se o primeiro piloto nascido nos anos 2000 na Fórmula 1.

No mais alto nível do automobilismo, Yuki Tsunoda tinha em mãos um carro capaz de lutar pelas posições do meio da tabela na F1. Depois de o colega de equipa, Pierre Gasly, ter vencido o GP Itália na temporada anterior, espera-se sempre algo de surpreendente por parte da AlphaTauri.

A estreia não podia ter corrido melhor. No Bahrain, após algumas ultrapassagens com um nível de dificuldade elevado, Tsunoda terminou no nono lugar. Os primeiros dois pontos já estavam no mealheiro e as expectativas atingiram um nível que fazia prever demasiado para um estreante na categoria rainha.

Contudo, nos grandes prémios seguintes, uma nuvem negra tem pairado no carro do número 22 da grelha. No GP Itália, em Monza, terminou no 12.º posto. Na semana seguinte, em Portugal, depois de alguns erros, acabou com o 15.º lugar. Na última corrida, em Barcelona, no GP Espanha, não terminou a corrida devido a um problema mecânico.

Além dos resultados aquém do esperado, o temperamento de Tsunoda tem sido criticado. São várias as vezes em que o nipónico é indelicado e muito crítico com o carro que está a pilotar. Quem conhece o piloto há mais anos, sabe que estes episódios são comuns, mas bastante condenáveis nas regras da Fórmula 1.

Apesar de tudo, é inegável a qualidade de Yuki quando está ao volante do AT02. Ainda faltam bastantes etapas para o final da época e, mesmo com alguma turbulência, continua a ser candidato ao melhor estreante da temporada. A equipa dá espaço para crescer e ainda vai errar muito, mas é quase certo que vai dar muitas alegrias durante os próximos anos.

Foto de Capa: Scuderia AlphaTauri 

ATP Masters 1000 Roma: Nadal impera novamente em Roma

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Roma serviu de palco à quarta etapa da série de torneios Masters 1000, naquela que seria a 76.ª edição da maior prova de ténis do país em forma de bota de senhora. O fórum itálico, inaugurado com uma cara nova no ano de 2010, acolhia as principais figuras do circuito ATP, entre elas Novak Djokovic, que procurava a quinta conquista deste troféu, e Rafael Nadal, que arrecadara já em nove ocasiões a Taça na cidade eterna.

Nomes como Dominic Thiem, Stefanos Tsitsipas ou Alexander Zverev teriam legítimas aspirações em chegar bem longe no pó de tijolo transalpino. A competição encontrava-se despojada de representantes lusos, no entanto esperar-se-ia que o espetáculo fosse grandioso, algo que de facto se viria a confirmar, visto termos contemplado algum do melhor ténis praticado na presente temporada.

Foto de Capa: ATP Masters 1000 Roma

Os 5 treinadores com mais sucesso na Liga dos Campeões

Com a final da Liga dos Campeões desta época cada vez mais próxima, é sempre interessante explorar um pouco da história da competição.

Nesta lista, fazemos um top 5 dos treinadores com mais sucesso desde a época 1992/1993, altura em que foi adotada a denominação de Liga dos Campeões. Os critérios são simples: em primeiro, o número de títulos conquistados; como desempate, a média de pontos por jogo.

Los Verdes | Bem vindos a Austin, bem vindos à MLS

O meu texto desta semana vem falar-vos de como um clube de futebol se tornou o mais popular da modalidade na cidade de Austin,no Estado do Texas, antes sequer de ter disputado o seu primeiro jogo oficial.  Bem-vindos a Austin, bem-vindos à MLS.

O que começou por ser um boato na internet, acabou na criação de um Franchise com um futuro promissor. Os seus responsáveis acreditam que num futuro próximo é possível colocar os verdes e negros no topo da liga norte americana de futebol.

No dia 17 de outubro de 2017, um editor da revista “Sports Illustrated” lançou o rumor no universo do “soccer” americano, com o Tweet, afirmando que o proprietário do clube Columbus Crew, Anthony Precourt, iria mudar a sua equipa para Austin, Texas, em 2018, caso o estádio não pudesse ser construído no centro da cidade de Columbus.

Estes rumores arrastaram-se durante meses, mas acabaram por ser desmentidos. No entanto, até pelas reações que criou, rapidamente ficou patente a ideia de que a cidade de Austin necessitava de uma equipa de futebol. Depois daquele tweet, nada foi igual.

Em Columbus, Ohio, 2.000 fãs reuniram-se à porta da Câmara Municipal pedindo aos líderes locais que assumissem uma posição, acabando posteriormente por ser aprovada uma resolução para iniciar uma busca pelo local ideal para a construção de um estádio de futebol na cidade de Austin. Depois de uma série de ações judiciais e negociações, em janeiro de 2019, a Major League Soccer (MLS) anunciou sua decisão final: Columbus manteria a sua equipa, mas as aspirações de Precourt na cidade de Austin seriam igualmente correspondidas.

O anúncio da criação do Austin FC foi recebido em apoteose pelos cidadãos locais, área geográfica que é composta por mais de 2,2 milhões de pessoas, sendo a capital do Texas e facilmente a maior área geográfica sem um clube de futebol profissional. Estamos a falar de uma cidade que já tinha dado sinais claros do seu interesse pela modalidade, tendo sido a cidade americana com o quarto melhor share de visualizações durante o Mundial de 2018 e a cidade com mais audienças televisivas durante o Mundial feminino de 2019. Outros fatores foram determinantes como um setor de tecnologia em expansão, uma forte presença latino-americana e uma população cada vez mais jovem – tudo isto tornou Austin uma cidade promissora para o futebol.

Não houve, no entanto, tempo para comemorar, já que a temporada inaugural do Austin FC ficou marcada para abril de 2021, pelo que os responsáveis tinham pouco mais de dois anos para construir um Franchise desportivo do zero. Ao entusiasmo que já existia, juntou-se ainda o anuncio de algumas contratações importantes no mundo do futebol norte-americano, a começar pelo treinador Josh Wolff, que tinha sido treinador-adjunto da Seleção dos Estados Unidos e que aos 43 anos é considerado um dos treinadores mais promissores do “soccer”.

Há também Matthew McConaughey, que anunciou em agosto de 2019 que passaria a ser um doa acionista do clube. A presença do ator deu ao Austin FC um impulso inegável. No entanto, o grande trunfo do clube poderá ter estado na capacidade de trazer Claudio Reyna para a função de diretor esportivo. Trata-se de um dos jogadores mais condecorados da história do futebol americano, ex-capitão da Seleção americana e que participou em quatro mundiais. Além deste currículo, Reyna já tem experiência em construir uma equipa da MLS do zero – foi o primeiro funcionário do New York City FC. Reyna deixou bem claro: “esta equipa planeia vencer e vencer agora. Queremos uma equipa ofensiva. Os nossos cinco jogadores ofensivos precisam de ser perigosos, criar chances, marcar golos. Queremos ser pró-ativos em tudo o que fazemos em campo, jogar de uma forma emocionante e divertida. Estamos empenhados em estabelecer uma base sólida para os próximos cinco, dez, vinte cinco anos, e acreditamos que podemos chegar já aos playoffs.”

A aposta no mercado foi clara, com a contratação de nomes sonantes como Cecilio Domínguez, Tomás Pochettino, Alexander Ring, Nick Lima, Jon Gallagher, Ben Sweat ou Diego Fagúndez.

A FIGURA


Alexander Ring – Ring é um médio finlandês com muita experiência na Major League Soccer. É o primeiro capitão da história de Austin FC, depois de quatro anos ao serviço do New York FC, equipa que também capitaneou e onde era um verdadeiro ídolo. Ring é um elegante “8”, capaz de pautar e desenvolver bem todas as ações de jogo, sejam elas mais ofensivas ou no plano mais defensivo. Um líder nato, que pela qualidade e experiência será essencial no sucesso de Austin FC na época de estreia.

A PROMESSA


Nick Lima – Um dos melhores laterais do campeonato e atrevo-me a dizer que uma das principais promessas do futebol mundial naquela posição. Depois de “explodir” ao serviço dos SJ Earthquakes, o lateral direito, que muitas vezes também joga na esquerda, tem tudo para se fixar como o melhor lateral do campeonato e em breve dar o salto para o panorama europeu. Lima é disciplinado, um jogador muito determinado, forte, rápido com boa capacidade defensiva e ofensiva, um jogador que esta sempre envolvido no jogo da equipa. A seguir no futuro.

WWE Wrestlemania Backlash | Soberania

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Os reinados dos poderosos Bobby Lashley e Roman Reigns tiveram continuidade no Wrestlemania Backlash.

Na realidade, só um título mudou de mãos neste evento (os SmackDown Tag Team Championships), naquele que foi o combate mais emocionante da noite.

Eis o rescaldo do Wrestlemania BackLash!

Nota do evento: 7/10

Foto de capa: WWE