Início Site Página 10985

Half-time

0

relacionamentodistancia

Joga-se amanhã à tardinha a última jornada do campeonato 2013-14. Com o pódio resolvido, é tempo de os pupilos de Jardim darem um último espectáculo aos muitos adeptos que certamente se deslocarão a Alvalade, recompensar as bancadas por uma época de apoio inquestionável (uma recepção na casa dos 30 mil adeptos confirmará a melhor média de assistência em casa de sempre para o Clube).

Com o campeonato a terminar e o rival da Segunda Circular ainda a coleccionar “silverware”, começa-se, inevitavelmente, a pensar já na próxima temporada. As novelas mexicanas do entra e sai (não, não esse tipo de novelas) vão entretendo e vendendo jornais. Especulação em relação à potencial permanência de elementos chave do plantel está na ordem do dia.

Antes de entrar em detalhe, um ponto fulcral. Leonardo Jardim. O treinador teve um papel fulcral no desempenho desportivo da equipa e tem mais um ano de contrato. Grandes Europeus acenam com maços de notas e promessas de ribalta (falou-se no Mónaco e, mais recentemente, no Tottenham, para substituir o mal-amado Tim Sherwood). Mas acredito que Jardim, como profissional que já provou ser, liderará os verde-e-brancos por, pelo menos, mais uma temporada.

Passando à malta mai’ jovem, a Copa do Mundo (é favor ler com sotaque) está à porta, e muito do futuro de alguns leões dependerá disso. Com Paulo Bento nunca se sabe, mas a pré-convocatória de Rui Patrício, Cédric, André Martins, Adrien Silva, William Carvalho, Wilson Eduardo e ainda João Mário é um início do reconhecimento do bom trabalho realizado.

Não quero alimentar ainda mais os rumores em relação a saídas ou entradas de jogadores concretos. Quando houver confirmação oficial de qualquer movimentação de mercado, terei todo o prazer em fazê-lo. Até lá, tudo o que se lê é barulho e não me preocupa minimamente.

Falando em preocupações, há sim um factor que me atormenta. Incomoda. Arrelia, vá.

Falo da conferência de imprensa de ontem, que, admito, me deixou com um bichinho formigueiro. Já bastante se leu e escreveu sobre isso, mas não resisto a meter a minha colher no assunto.

Vamos ser pragmáticos: o clube e o treinador assumiram um compromisso por duas épocas.

Só Bruno de Carvalho e Jardim saberão que objectivos serão estabelecidos para a próxima época, mas parece-me legítimo o que disse o Presidente, que podemos lutar pelo título e fazer uma boa campanha na Champions.

Vamos ter de ir ao shopping? O orçamento chega para tudo? Depende. Se formos à procura das marcas boas que estão em promoção, ou encontrarmos marcas menos conhecidas com produtos de qualidade… E não esquecer dos produtos que temos a desabrochar na horta do quintal, pode ser o suficiente.

Jardim acha pouco? Também eu, gostava de ir buscar o Ronaldo ao Real para jogar ao lado do Montero, mas não posso.

O que não faz sentido é o presidente assumir a candidatura ao título e o treinador mostrar-se surpreso, usando a analogia de que não “se pode fazer soufflé com ingredientes para ovos mexidos” (por acaso até pode, basta juntar os ovos e o leite, mais um bocadito de farinha que se pode pedir à vizinha do rés-do-chão. Há várias receitas na net).

No fundo, o que arrelia é esta aparente desafinação entre equipa técnica e Direcção. Mais do que isso é esta desafinação não ser a meio de um ensaio. É a tocar ao vivo.

Augusto-Inácio-e-Leonardo-Jardim-e-Bruno-de-Carvalho
Os três homens fortes do Sporting preparam já a próxima temporada
Fonte: SuperSporting.net

Passando a melhores notícias, a Sporting TV vai arrancar! Com início marcado para Julho, um dos projectos bandeira da candidatura de Bruno de Carvalho à presidência do Sporting conhece a luz do dia, tendo sido aprovada a proposta apresentada pela World Channels. Fundamental, a meu ver, também por, em princípio, assegurar as transmissões dos jogos da equipa B, futebol de formação, andebol, futsal, atletismo e hóquei em patins, entre outras modalidades. O melhor de tudo? Será um canal de sinal aberto e terá transmissão 24h por dia!

Joga-se amanhã à tardinha a última jornada do campeonato 2013-14. Encaro-o como o minuto de compensação da primeira parte. Muitos já só pensam no intervalo ou na segunda parte. Mas ainda há adeptos nas bacadas, há que honrá-los até ao senhor do apito soprar três vezes. Para a próxima época? Para a segunda parte? Temos tempo para a preparar e cá estaremos para apoiar.

O Passado Também Chuta: Vicente

o passado tambem chuta

Vicente, o irmão de Matateu. Matateu, o irmão de Vicente. Duas figuras imortais do Belenenses, duas figuras estelares do futebol português e internacional. Hoje, alguns eruditos desta coisa do futebol, para situar um jogador no topo, costumam argumentar com dados de taças ganhas. Esquecem-se de que o futebol é um jogo coletivo onde os títulos, por muito que sobressaia um jogador, são obra do coletivo. O jornalismo corre atrás do goleador, atribuindo-lhe o louro do triunfador, esquecendo-se do defesa que cortou in extremis um jogada contrária que alteraria o resultado. Por isso, Vicente, sendo do Belenenses, talvez careça da lenda típica dos grandes craques, mas Vicente Lucas foi o Magriço que, no Mundial de Inglaterra, anulou o mítico Pelé sem o roçar. Era dono, para além da técnica, de um sentido posicional e do tempo do corte fora do comum.

Vicente, tal como o Magriço Hilário, cresceu na escola do futebol descalço e da bola amanhada com o disponível; no entanto, esse pontapear alegre, livre e ocasional não os privou de adquirir um sentido tático invejável. Sendo passado, são futebolistas do presente que se adaptariam sem despentear-se ao futebol atual, onde a tática e o sentido tático do jogador primam pela sua importância. Hoje, principalmente no futebol europeu, o jogador limita-se ao exato e à economia da bola, limitando o seu jogo ao útil. Poucos têm licença para inventar. Mas se a este sentido prático lhe somamos a capacidade técnica e a virtude de ler o tempo do jogo temos um mega craque. Vicente, hoje, seria um desses mega craques perseguidos e desejados pelos grandes clubes, porque, apesar dos adorados goleadores, este tipo de jogadores são as verdadeiras almas das grandes equipas.

Com Pelé Fonte: Belenensesilustrado
Vicente com Pelé
Fonte: Belenensesilustrado

Poucos irmãos foram craques contemporâneos na mesma equipa (possivelmente, só os irmãos De Boer, do Ajax). Estamos perante um caso único ou quase único. Vicente começou a jogar no seu Maputo natal no 1º Maio, sendo júnior. Uma seleção das camadas jovens do então Lourenço Marques contra uma seleção da África do Sul fez com que o seu talento alertasse os olheiros continentais. O velho e notável Lusitano de Évora pretendeu-o; no entanto, devido à sua tenra idade, a família não lhe permitiu vir para o continente. Posteriormente, o Belenenses, clube onde jogava o seu irmão, Matateu, ganhou a partida, e chegou antes dos vinte anos a Lisboa. Automaticamente apropriou-se da titularidade.

Falava de títulos, de conquistas para classificar um jogador – se isso fosse condição necessária, Vicente, com as suas duas Taças de Honra e a sua Taça de Portugal, ficaria na penumbra da História do futebol. Mas o talento não se escreve com taças, escreve-se com obra, e o Vicente, apesar de jogar no então quarto grande de Portugal, escreveu romances pelos relvados que pisou. Vicente estreou-se no campeonato nacional contra o Porto, no velho campo das Salésias; jogava, nos seus inícios, como interior-direito. O Porto perdeu 1-0, e o golo teve um selo chamado Vicente. Foi recebido com a alcunha de Matateu II. No entanto, Vicente rapidamente vincou que não era o Matateu II, vincou que era Vicente.

Análise aos jogos dos quartos-de-final deste fim-de-semana

cab futsal

Realizam-se este fim-de-semana os tão aguardados quartos-de final dos play-offs do Campeonato Nacional de Futsal. Os jogos serão disputados Sábado e Domingo, antevendo-se grandes confrontos.

A equipa detentora da Taça de Portugal, Fundão, irá jogar contra os Leões de Porto Salvo, num jogo que tem tudo para ser intenso, competitivo e disputado até ao último segundo. O Fundão vem de uma motivadíssima vitória e consequente conquista, enquanto os Leões de Porto Salvo realizaram uma belíssima temporada, acabando isolados na quarta posição.

Para mim irá ser um grande jogo, embora considere o Fundão favorito à vitória devido ao facto de jogar perante o seu público e de no passado fim-de-semana ter conquistado a sua primeira Taça de Portugal, como referi anteriormente.

O Boavista irá receber o Campeão Nacional, Sporting, num jogo que será certamente complicado para ambos. O Sporting parte como favorito, obviamente; todavia, o Boavista terá uma palavra a dizer nesta “final”. Joga em casa, ataca bem e é uma equipa bastante perigosa.

Terminou a temporada na sétima posição, mas o Sporting irá certamente impor o seu jogo e vencer com alguma naturalidade – embora saibamos que surpresas acontecem.

O Rio Ave vai receber o Braga, num jogo que promete ser agradabilíssimo para os espetadores que assistirem ao encontro no pavilhão. O Braga é uma equipa ofensiva; o Rio Ave é menos ofensivo, contudo defende bastante bem (foi a terceira melhor defesa na Fase Regular), o que faz prever um jogo combativo, principalmente no meio-campo.

O Benfica é a última equipa a entrar em campo, deslocando-se ao terreno do Belenenses.

O Benfica é claramente favorito e ficaria muitíssimo surpreendido caso os pupilos de João Freitas Pinto não vencessem. Não querendo desrespeitar os rapazes de azul, o Benfica entra neste jogo com muita pressão devido à derrota na Taça e irá certamente procurar o golo nos primeiros minutos. Atrevo-me mesmo a dizer que é muito possível que aconteça uma goleada, independentemente do valor do adversário.

O Benfica é um clube que não está habituado a perder, devido a todo o seu investimento e qualidade; por isso, nos jogos seguintes a um deslize procura sempre corrigir o resultado anterior, vencendo o jogo.

Calendário dos jogos disputados este fim-de-semana.  Fonte: Zerozero.pt
Calendário dos jogos disputados este fim-de-semana.
Fonte: ZeroZero

Concluindo, haverá certamente grandes jogos de futsal neste Play-off e veremos se não somos outra vez surpreendidos com uma derrota por parte das equipas consideradas “grandes”.

Dí Maria: o pormenor táctico de Ancelotti

0

O Real Madrid, clube recordista de troféus da Liga dos Campeões, com nada mais, nada menos do que 9 troféus, atingiu finalmente, doze anos depois, uma final europeia: doze anos que deixaram para trás aquela equipa de Zidane, Figo, Roberto Carlos e Raúl, que na arena de Hampdon Park fez história.

Decorridos esses doze anos, o clube espanhol vive quase uma obcessão na conquista do décimo troféu. Sob as ordens de Mourinho, que acabou por sair praticamente em litígio com o clube e sobretudo com os adeptos, o Real “morreu na praia” durante de três anos consecutivos, caindo nas meias-finais frente a Barcelona, Bayern de Munique e Borussia de Dortmund. Ancelotti chegou assim ao clube, vindo de duas épocas no PSG, onde construiu uma equipa e a conseguiu levar à conquista do campeonato francês.

Depois de um Verão quente em contratações e rumores, chegaram ao clube os jovens Jesé e Casemiro (provenientes da equipa B), além de Isco, Illarramendi, Carvajal e o galês Gareth Bale, que custou uma quantidade de dinheiro astronómica. Em sentido inverso, Özil, Kaká, Higuain e Callejón sairam. As contratações foram mais cirúrgicas, é certo, e Bale vem dar à equipa uma série de argumentos que esta não tinha; contudo é em Dí Maria que reside, na minha opinião, a maior diferença do Real de Ancelotti para o Real de Mourinho, permitindo-lhe uma variedade na componente táctica em campo que confunde e destrói os adversários.

Di María tem brilhado ao serviço dos Merengues
Fonte: soccerroomtoday.com

O Real de Mourinho era assente na coesão defensiva, com linhas de pressão não muito altas, procurando a transição ofensiva rápida e vertiginosa, sobretudo através de Ronaldo. No entanto o esquema táctico de Mourinho era bastante estanque, saindo as acelerações quase sempre através de Ronaldo, bem como a organização em transição ofensiva quase sempre feita pela lateral esquerda com Marcelo e Ronaldo. Arbeloa fechava mais como terceiro central, o que obrigava Dí Maria a fazer muitas vezes o corredor inteiro e Modric a cair na direita, perdendo amplitudo no centro. Assim, Mourinho jogava claramente num 4-3-3, transformando-se algumas vezes em transição defensiva num 4-4-2.

Com Ancelotti, a posição cirúrgica de Dí Maria no centro do terreno vem possibilitar um alargar de possibilidades tácticas num mesmo jogo que, com a qualidade individual destes jogadores, deixa qualquer equipa à mercê dos merengues. Modric assume um papel mais central e cerebral. Junto com Xabi Alonso, reparte a saída e posse de bola, não deixando esse cargo só para o espanhol. Por outro lado, com a chegada de Carvajal, também a transição defesa-ataque é repartida pelas duas laterais, sendo que é até o espanhol aquele que mais quantidade e qualidade de jogo ofensivo tem dado à equipa. Bale veio potenciar Ronaldo – permite transições muito rápidas, dá maior liberdade ao português e claramente potencia a veia goleadora do Bola de Ouro, já que leva 20 assistência na Liga.

Di María esteve em grande plano esta época
Fonte: diaadia.com.ar

Contudo, é em Dí Maria que me parece residir a “chave” táctica desta equipa. O argentino, colocado como médio mais avançado, permite a Ancelotti variar entre um 4-3-3 e um 4-4-2 com um dos extremos a fechar uma ala e permite transições em 4-2-4 com Ronaldo a aparecer no centro e Dí Maria e Bale nas alas. Aproveita na plenitude as qualidades de Dí Maria: rapidez, qualidade de passe, mobilidade táctica e capacidade de recuperação de bola.
Um Real diferente para melhor: mais adulto, mantendo a capacidade goleadora do Real de Mourinho e potenciando a capacidade e coesão defensiva da equipa, especialmente na transição, o onde é capaz de ser cirúrgico; um Real mais rápido, com mais capacidade de posse de bola e maior diversidade táctica no terreno de jogo. Este é o Real de Ancelotti.

Desperdício de luxo

0

dosaliadosaodragao

Quando Janeiro chegou e, com ele, o mercado de transferências reabriu, era já evidente que o plantel do FC Porto era desequilibrado. Nesse momento, vislumbrou-se em Quaresma uma solução e em Otamendi um problema a resolver. Com mais alguns retoques cirúrgicos pelo meio, hoje, fazendo um balanço quase aritmético, é fácil de concluir que o plantel do Dragão acabou por não ficar melhor do que o que estava – mesmo sabendo que os truques e magias de Quaresma vieram servir de curto paliativo aos adeptos portistas, a equipa, no geral, não ficou mais forte.

Mais do que a equipa, foi o FC Porto que não ficou melhor. E falando não apenas dentro das quatro linhas… Dois anos e dois campeonatos conquistados depois de ter regressado, Lucho González partiu para o Al-Rayyan, do Qatar. Discutir a opção de carreira do médio argentino é inócuo, mas perceber o que o FC Porto perdeu com a sua saída já não o será, parece-me.

Nesses dias de Janeiro, uma franja de adeptos azuis-e-brancos considerava que Lucho já pouco acrescentava à equipa, que não tinha capacidade para ser sempre titular e que os seus melhores anos estavam já para trás. E que, por tudo isso, a equipa acabaria por responder de forma positiva, pois havia sangue novo à espreita – grosso modo, era este o entendimento geral.

Mesmo deslocado, Lucho teve boas prestações esta temporada, como na Rússia, diante do Zenit  Fonte: Daily Mail
Mesmo deslocado, Lucho teve boas prestações esta temporada, como na Rússia, diante do Zenit
Fonte: Daily Mail

Fui daqueles que, mais do que surpreendido, não percebeu a partida de El Comandante. Mesmo ignorando as notícias (ou boatos e meras conjecturas?) que sempre surgiram de que havia algum mal-estar no balneário ou a confissão do próprio Lucho de que não se sentia tão cómodo e feliz como anteriormente, parece-me inegável que a saída do capitão de equipa (relembre-se) foi contraproducente. E foi-o por dois motivos.

Primeiro porque, sendo evidente que, aos 33 anos, Lucho não apresentava já a intensidade e frescura física de outros tempos, a verdade é que o esquema pensado por Paulo Fonseca para o FC Porto o prejudicou de forma gritante. Lucho passou seis meses a jogar colado a Jackson Martinez, numa função que nunca desempenhara e para a qual, claramente, não estava talhado. Mais, esteve sempre muito mais perto da baliza adversária do que da restante equipa, equipa essa que durante toda a época demonstrou uma incapacidade gritante no processo de construção de jogo. Quiçá porque Lucho esteve longe do papel central que sempre desempenhara; e talvez, por isso, o seu rendimento tanto tenha decrescido, com as naturais críticas de alguns adeptos – principalmente daqueles que nunca perceberam que o argentino era muito mais vítima do que réu.

Por outro lado, numa equipa claramente órfã de líderes e de jogadores que encarnem o ‘ser Porto’, Lucho era uma imensa mais-valia. Um dos jogadores estrangeiros que mais facilmente se identificaram e apreenderam a mística do Dragão, um dos grandes ídolos da massa associativa e alguém a quem se reconhecia singulares qualidades humanas que o projectavam como o líder da equipa e do balneário. Quando alguém deu o aval à partida de Lucho, saberia que o FC Porto, mais do que ficar menos forte dentro das quatro linhas, perdia uma referência fora delas.

A fibra de El Comandante. Poucos foram os estrangeiros que sentiram o clube como Lucho  Fonte: direttanews.it
A fibra de El Comandante. Poucos foram os estrangeiros que sentiram o clube como Lucho
Fonte: direttanews.it

Neste fim de época tão negro para o anterior tri-campeão nacional, é inevitável pensar como não poderia ter sido a época do FC Porto com El Comandante até ao fim. Não que Lucho fosse catapultar, per si, a equipa e o jogo desta para outros patamares; mas a entrada de Luís Castro e o redimensionar táctico deste FC Porto para um esquema (4-3-3) muito mais favorável ao argentino (e no qual este sempre se habituara a jogar de Dragão ao peito) poderia ter dado a Lucho uns últimos meses de época a outro nível, e, com a sua classe, visão de jogo, capacidade de passe e racionalidade, ter impulsionado as performances do conjunto azul-e-branco. E tal é ainda mais gritante se pensarmos que as discussões sobre o rendimento da equipa sempre foram muito em torno dos elementos que incluíam o meio-campo e que, à excepção de Fernando, nunca se conseguiram impor de forma consistente e apresentar um rendimento nivelado por cima.

Por outro lado, o que penso é ainda corroborado por aquilo que sucedeu nestas últimas semanas, de desaire em desaire, alguns deles com contornos, inclusivamente, de humilhação. Sendo impossível o contra factual, jogos como o de Sevilha ou os das Taças diante do Benfica, à cabeça, poderiam ter tido outro desfecho com alguém dentro de campo que soubesse segurar e agarrar em equipa em momentos de aperto, dando um berro de alerta e motivação e com capacidade para a organizar e orientar. Em suma, sem a deixar perdida em si mesmo, descontrolada, e caindo com estrondo. Ou, como dizia Jesualdo Ferreira, sendo o seu treinador em campo.

De todo em todo, tenho por certo que Lucho perdurará como um dos jogadores mais acarinhados pelos adeptos do FC Porto e respeitado (quase de forma unânime) por todos aqueles que gostam do desporto-rei. Pelo perfume do seu futebol, pelo trato da bola, pela classe do seu jogo e pelas suas inúmeras assistências e golos, alguns deles de grandiosa importância. Para o adepto portista – ou, pelo menos, para este – fica o amargo de boca de uma despedida sem as honras que El Comandante merecia. Mas, mais do que isso, de uma despedida demasiado antecipada – o FC Porto, às vezes, dá-se a estes luxos.

Barça vence armada lusitana

cab hoquei

A armada portuguesa chegou a Barcelona com expectativas de vencer a Liga Europeia. O Campeão Europeu, Benfica, e FC Porto lutavam num duelo ibérico frente a Vendrell e à equipa da casa. Um duelo ibérico é sempre escaldante.

O primeiro a entrar em campo foi o Porto. Contra o Vendrell, os dragões entraram determinados e não foi com surpresa que chegaram ao 5-1 na segunda parte. Caio, Jorge Silva (2x), Hélder Nunes e Vítor Hugo mostraram o poderio do Porto. Mas, quando tudo parecia decidido, o Vendrell chegou a assustar, ao reduzir para 5-3. Algo que não passou de um susto, pois Hélder Nunes marcou o sexto golo e levou o Porto à final. Era agora tempo de o Benfica mostrar o seu valor.

O jogo de cartaz opunha a melhor equipa do mundo, o Barcelona, e o campeão europeu, o Benfica. O Benfica até começou a ganhar, graças a João Rodrigues, mas o Barcelona conseguiu dar a volta. Na segunda parte, ambas as equipas tiveram oportunidade de marcar, desperdiçando vários livres directos. Os catalães aumentaram a vantagem, mas o Benfica acabou por cima, ao reduzir por João Rodrigues para 3-2 e ao desperdiçar uma oportunidade flagrante mesmo nos instantes finais. Uma derrota frustrante, pois o Benfica teve oportunidades para conseguir empatar.

 Eitor Egurrola foi uma das figuras do encontro Fonte: Fcbarcelona.es
Eitor Egurrola foi uma das figuras do encontro
Fonte: Fcbarcelona.es

A grande final tinha chegado, e era o Porto que carregava às costas o orgulho lusitano. O pavilhão estava cheio, com um público maioritariamente do Barcelona. Numa primeira parte onde ambas as equipas foram calculistas, os catalães marcaram já perto do final. Mas o Porto chegou ao empate já na segunda parte, com Hélder Nunes a converter um livre directo. Os dragões teriam aí o seu melhor momento no jogo, dispondo de várias oportunidades, todas elas desperdiçadas. Como quem não marca sofre, o Barcelona embalou e conseguiu marcar mais dois golos.

No final, o Barcelona vencia a Liga Europeia, em casa. A equipa catalã afirma-se cada vez mais como a melhor equipa do mundo, mas a jogar em casa teve alguns lances nos dois jogos nos quais foram beneficiados. Algo que já não surpreende quando do outro lado está um adversário português. Porto e Benfica deram a luta possível e, com um pouco de sorte, o caneco poderia estar no nosso país.

Autêntico conto de fadas

0

Terceiro Anel

Quem me conhece sabe bem que eu sou um tremendo lamechas em relação ao Sport Lisboa e Benfica. Consigo estar durante dias a fio a visualizar pequenas nuances, para muitos imperceptíveis, referentes a situações que envolvam um dos grandes amores da minha vida, como é este apaixonante clube português. Assumo sem rodeios: ando completamente nas nuvens! Perdoem-me, colegas sportinguistas, perdoem-me, queridos pais, perdoem-me, queridos conterrâneos gaeirenses, mas não dá mesmo para estar dez minutos sem falar do Benfica. Depois do devastador final de temporada, no ano passado, penso que aquilo que se está a passar é mais do que merecido. Depois das lágrimas de raiva que milhões de benfiquistas verteram, eis que a apoteose chegou em força, e espero mesmo que ela tenha vindo para ficar.

Mas, voltando às tais nuances, para mim foi uma delícia toda aquela cerimónia de entrega da Taça da Liga, em Leiria, começando na espectacular atitude das duas equipas, ao prestarem homenagem uma à outra, aquando da subida ao palanque (excelente Rio Ave aquele que tivemos na cidade do Lis). Porém, e como benfiquista de gema que sou, o que mais me sobressaiu, e que já me vinha a chamar a atenção há algum tempo, foi a alegria contagiante entre todo o grupo de trabalho do Benfica. Ok, muita gente diz, e é verdade, que quando se ganha parece que tudo está bem, mas nem sempre quando se ganha existe este companheirismo, esta notória alegria, esta evidente cumplicidade entre colegas de equipa.

Em Agosto de 2013, o nosso balneário estava desfeito em cacos. A temporada adivinhava-se negra, o ambiente em redor da equipa era péssimo, eu próprio não acreditava em nada. Tudo parecia estar a desmoronar-se, tudo era posto em causa, Jorge Jesus estava na corda bamba, Luisão envolvia-se em troca de insultos com os adeptos no Estádio da Luz, aos 20 minutos de jogo já havia assobios, portistas e sportinguistas, no geral, davam-nos como condenados.

Mas com um plantel destes tudo é possível, e, sendo assim, paulatinamente, o Benfica chegou ao lugar em que merecia estar! E agora, chegados aqui, estamos a viver um autêntico conto de fadas. Sinto necessidade de me beliscar todos os dias, para perceber se isto é mesmo real. E, voltando à noite de consagração em Leiria, após mais um título conquistado, deu-me um gozo tremendo ver Sílvio a levantar a taça, ver todo o staff encarnado aos saltos, em total sintonia com os adeptos, poder constatar mais uma vez como os atletas que há menos tempo estão no clube vão ficando atónitos com a grandeza do Sport Lisboa e Benfica.

Mais uma Taça da Liga para o Benfica, num percurso imaculado, sem golos sofridos Fonte: Reuters
Mais uma Taça da Liga para o Benfica, num percurso imaculado, sem golos sofridos
Fonte: Reuters

Nós metemos filas de quilómetros nas bilheteiras, os jogos do Benfica são os mais vistos do ano nas estações de televisão nacionais, aeroportos e praças enchem-se, os cafés paralisam, as pessoas não falam doutra coisa, a crise é esquecida por instantes, Rúben Amorim parece um jornalista consagrado (Rúben, isto está complicado para se arranjar emprego, portanto… não me lixes a vida), ao dar espectáculo com sensacionais entrevistas no voo de regresso para Lisboa, depois daquela jornada heróica de Turim.

Sim, o Benfica está a ganhar, os jogadores estão felizes, é natural. Mas nota-se a léguas que não se trata de simples festejos, mas sim de um exteriorizar de emoções por tudo aquilo que foi sendo dito e escrito sobre a equipa (volto a fazer um mea culpa, já que fui um feroz crítico do meu lindo clube nos primeiros meses da temporada). Estou a escrever este artigo com um enorme sorriso nos lábios,  porque pareço um puto quando tem o seu primeiro amor.

Sport Lisboa e Benfica, já ganhaste dois títulos. Espero que ganhes mais dois! Mas quero que saibas que, independentemente daquilo que aconteça daqui a dias, esta tua época já me preencheu completamente. É impagável poder sentir como somos respeitados, cá em Portugal e no estrangeiro, como voltámos a ser um clube temido, como voltámos a ser esmagadores.

Ainda há algum trabalho pela frente, mas a tempestade já se foi embora, definitivamente, e agora estamos em período de bonança. Que não se repitam os erros do Verão 2010, é o que eu desejo, porque se houver frieza e mentalidade acertada, temos todas as condições para pegar de estaca no futebol português.

És apaixonante, maior clube português.

Como roubar quatro campeonatos ao Sporting

0

sporting cp cabeçalho 1

Podes ler a resposta a este artigo nesta publicação.

Esta semana, mais do que oferecer a minha visão sobre um determinado tema, quero lançar algumas questões para debate. Qual seria a reacção do leitor se descobrisse que em Portugal não houve apenas 5 campeões nacionais, mas sim 8? Como reagiria se ficasse a saber que as três equipas “esquecidas” são o Carcavelinhos, o Marítimo e o Olhanense? O que diria se se desse conta de que o Belenenses tem 4 campeonatos nacionais no seu currículo e não apenas um? E que o Sporting e o FC Porto têm, respectivamente, 22 e 30 títulos máximos e não os 18 e 27 que lhes são atribuídos oficialmente? As conclusões ficarão ao critério de cada um, mas julgo haver espaço suficiente para que a contagem actualmente em vigor seja posta em causa.

”E que o Sporting e o FC Porto têm, respectivamente, 22 e 30 títulos máximos e não os 18 e 27 que lhes são atribuídos oficialmente?”

Em primeiro lugar, reconheço que, à primeira vista, trazer este assunto numa altura em que um rival acaba de se sagrar campeão pode parecer uma tentativa desesperada de vasculhar a História com o objectivo de engrossar um palmarés que nos últimos anos teima em não aumentar. Mas, numa altura em que o 33º campeonato do Benfica tem sido tema de destaque, penso que esta discussão vem a propósito. Tudo se prende com o facto de haver 17 campeonatos entre os anos 20 e 30 cuja existência é, hoje em dia, pura e simplesmente esquecida e substituída pela inclusão de 4 ligas experimentais. Não sei quem começou a fazer a contagem de maneira incorrecta, nem se o fez de forma consciente ou não. A verdade é que o Sporting é o emblema que sai mais lesado, foi o clube em que roubaram 4 campeonatos. Em todo o caso, o Benfica e os seus adeptos não terão de se sentir atingidos, uma vez que o seu número de títulos não se altera. Ao contrário, o de todos os outros clubes campeões nacionais – à excepção do Boavista – é puxado para baixo. Vejamos:

– Entre 1921 e 1938 disputou-se o Campeonato de Portugal (CP), em regime de eliminatórias. Esta competição decorria a par dos Campeonatos Regionais (de Lisboa, do Porto, etc.), que serviam de apuramento.

O Sporting conquistou o título por quatro vezes: em 1922/23, 1933/34, 1935/36 e 1937/38. O FC Porto também ganhou quatro campeonatos, o Benfica e o Belenenses três. O Carcavelinhos, o Marítimo e o Olhanense arrecadaram um cada um.

– Nas crónicas da época, os vencedores foram sempre referidos como Campeões Nacionais.

– Em 1934/35, contudo, foi criado um campeonato experimental, no regime de todos contra todos. Era o Campeonato da Liga (CL) e teve e uma curta existência – somente quatro épocas, até 1937/38. O vencedor era denominado Campeão da Liga; o título de Campeão de Portugal continuou a ser atribuído.

– Em 1938/39 decidiu-se o fim do CP e do CL e começou o Campeonato da I Divisão, em regime de todos contra todos e reconhecido oficialmente. Foi também criada a Taça de Portugal. Foi somente aqui que ficaram definidos os moldes que ainda hoje se verificam: o Campeão Nacional passou a decidir-se através do campeonato, servindo a Taça de competição complementar.

– Nos 4 anos em que coincidiu com o CL (ou liga experimental), o CP foi sempre o que fechou a época – era o mais importante e o mais aguardado. O vencedor do CL (disputado entre Janeiro e Abril/Maio) era, como já se disse, o Campeão da Liga, ao passo que o vencedor do CP (entre Maio e Julho) era o Campeão de Portugal. Actualmente ainda há quem lute contra o esquecimento e, contra a corrente, cultive essa memória, como exemplifica este cachecol do Belenenses:

Este recente cachecol do Belenenses assinala o primeiro campeonato conquistado pelo clube. Outros três se seguiriam, mas só o último é contabilizado oficialmente
Cachecol recente que assinala o primeiro campeonato
conquistado pelo Belenenses. Outros três se seguiriam, mas só o último é contabilizado oficialmente

– No entanto, contra toda a lógica, actualmente são as ligas experimentais (CL) que contam como campeonatos oficiais – e não o CP, como sempre ocorreu entre 1921 e 1938. Em 4 temporadas de CL, o Benfica conquistou 3 títulos da liga e o FC Porto 1. São estes 4 anos que geram toda a controvérsia.

De facto, hoje em dia a versão oficial apresenta a competição experimental como a precursora da Primeira Liga, remetendo o CP para a posição de “antepassado” da Taça de Portugal. No entanto, parece-me evidente que, entre 1921 e 1938, o objectivo do CP era, como o nome indica, apurar o Campeão Nacional e não o simples vencedor de uma “taça” sem qualquer propósito. Se o Campeonato de Lisboa estabelecia qual a melhor equipa da capital, o CP fazia essa distinção ao nível do país inteiro. As pessoas queriam saber quem era a melhor equipa nacional e o CP, ano após ano, dava-lhes essa resposta. A competição experimental serviu para constatar se seria ou não viável a criação de um campeonato em regime de todos contra todos a nível nacional. Quatro anos chegaram para perceber que sim, tendo depois surgido a actual liga. Mas a validade dos campeonatos disputados entre 1921 e 1938 é inquestionável. A História não pode ser apagada.

PSG: o Rei da Gália

0

ligue 1

O Paris Saint-Germain tornou-se bicampeão pela primeira vez na sua história. Depois do ano passado, com Ancelloti, este ano foi Blanc a conquistar o título, o que já lhe valeu, inclusive, a renovação do contrato. O PSG sagrou-se campeão após o empate do Mónaco: uma conquista importante de uma equipa que tem crescido muito e que tem apresentado argumentos fortes para se impor entre os gigantes do futebol europeu. Apesar de tudo, esta conquista pode ser ensombrada por uma multa aplicada pela UEFA à equipa gaulesa por não ter cumprido o fair-play financeiro.

Esta época da Ligue 1 criou muitas expectativas nos adeptos de todo o mundo. A subida de divisão do Mónaco proporcionou um elevado investimento e as estrelas contratadas fizeram com que os adeptos esperassem uma grande disputa entre o clube monegasco e o da capital francesa. Apesar disso, o Mónaco mostrou-se incapaz de competir sempre lado a lado com o PSG, apenas conseguindo dar-lhes umas “mordidelas nos calcanhares”. A época também ficou marcada pelo desaparecimento do Lyon, que, habituado a disputar lugares cimeiros da tabela classificativa, se viu este ano impotente para competir com as carteiras dos dois primeiros classificados e anda nesta altura por um 5º lugar bastante desanimador. Por outro lado, a queda desamparada do Lyon e do Marselha abriram os lugares europeus ao Lille e ao Saint- Etienne.

As conquistas por parte dos parisienses sucedem-se Fonte: Maisfutebol
As conquistas por parte dos parisienses sucedem-se
Fonte: Maisfutebol

No final de contas, o PSG manteve-se fiel a si mesmo. Com uma filosofia bem enraizada desde a época transacta e contando com reforços de peso, conseguiram dominar por completo e ainda fazer uma boa campanha Liga dos Campeões. Sempre em todas as frentes, a conquista do campeonato mostrou que em França manda uma só equipa. E se assim continuarem não há ninguém que lhe faça frente. Para isso muito têm contribuído as excelentes épocas de Zlatan Ibrahimovic, que só esta época conta com 25 golos na Ligue 1.

A meu ver, o PSG só pode progredir. Com um orçamento quase ilimitado, jogadores de classe mundial e uma filosofia de jogo enraizada, só podemos esperar o salto do topo da Liga Francesa para o topo do futebol francês. Agora, se a UEFA confirmar as sanções que têm sido noticiadas, o projecto pode estar em risco. Com uma restrição a 21 inscritos na Liga dos Campeões, limite de transferências e congelamento de prémios monetários de competições internacionais, o poderoso Paris Saint-Germain, que tanto vive da sua carteira gorda, pode encolher-se.

Agora é altura de festejar. É um marco histórico. Esperemos que na próxima época o Mónaco venha reforçado e pronto a oferecer maior concorrência a Ibrahimovic e companhia.

Saca não desilude…

0

cab Surf

As câmaras não funcionavam, e a vontade de ver a estreia de “Saca” no Rio Pro era tanta que eu já estava a entrar em stress. Quer dizer, a competição estava ON, mas a webcam OFF. Grande azar para todos os portugueses que queriam acompanhar o “portuguese tiger” no heat inaugural do Billabong Rio Pro, no Brasil.

Na água encontravam-se, então, o nosso tuga, Adriano de Sousa, que é nada mais nada menos que um dos principais candidatos à vitória, e Sebastian Ziets. Tiago Pires começou a bateria bastante bem, ao conseguir excelentes manobras, resultando-lhe um 6.33 pontos em 10 possíveis. O surfista brasileiro, também conhecido como Mineirinho, respondeu de seguida com um 4.67, enquanto Sebastian Ziets não demonstrava qualquer perigo aos dois surfistas. Saca, perante as condições difíceis, fez outra onda que, desta vez, foi pontuada com um score baixo, 3.37, mas que foi suficiente para vencer o heat. Deste modo, Tiago Pires acabara em primeiro, com um total de 9.70 pontos, e logo de seguida tínhamos Adriano de Sousa, com um score ligeiramente mais baixo, 9.60 pontos. Sebastian Ziets esteve muito apagado nos 30 minutos de competição, acabando com um score de 6.40.

Tiago Pires a bater forte de backside. Fonte: asp.com
Tiago Pires a bater forte de backside.
Fonte: asp.com

As ondas estavam pequenas e não estavam ao nível dos melhores surfistas do mundo, mas, mesmo assim, muito foi o espetáculo dado por eles. Em ondas com pouco potencial como as que rebentaram no dia de hoje, destacam-se os “meninos dos aéreos” relativamente aos outros. E foi mesmo isso que aconteceu. Gabriel Medina, Taj Burrow, Joel Parkinson, Kolohe Andino, Josh Kerr, Jordy Smith, Filipe Toledo, Jadson André e John John Florence foram os surfistas que arrasaram e passaram automaticamente ao round 3. Tudo devido ao seu surf explosivo e aerodinâmico.

Ao contrário dos vencedores do round 1, também houve algumas surpresas negativas. Kelly Slater, Mick Fanning, Owen Wright e Adriano de Sousa foram os surfistas que menos se esperava que perdessem logo na primeira ronda. Ainda assim, estas derrotas precoces não são significativas, uma vez que ainda há as repescagens (round 2).

Amanha preveem-se melhores ondas, e tudo indica que o campeonato começará logo ao início da manhã, com o round 2 dentro de água.