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Darwin | A emoção de quem sente o peso da camisola

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Darwin Nuñez foi apresentado no SL Benfica a 4 de setembro de 2020. O avançado, de apenas 21 anos, custou à equipa encarnada 24 milhões de euros e tornou-se a contratação mais cara da história do clube – e do futebol português. Na cerimónia de apresentação, Rui Costa afirmou que o uruguaio, ex-jogador do UD Almería, era um reforço de peso e que será um dos grandes avançados da década, no futebol mundial.

Darwin prometeu dar o melhor de si, marcar golos e ajudar a equipa o máximo que conseguisse. Com estas declarações, e com uma cláusula de rescisão no valor de 150 milhões de euros, é impossível não sentir uma responsabilidade acrescida. Apesar do jogador ter assegurado que estes dados monetários não eram um peso, a verdade é que nunca deixam de o ser. Com este peso e responsabilidade vem também outro sentimento – a emoção. E de facto, Darwin e os sentimentos fortes parecem andar de mãos dadas.

Tudo começou nesse dia 4 de setembro. Depois de ter recebido a camisola do clube com o número nove, número que enverga, das mãos de Rui Costa, o jogador beijou o símbolo do clube e mostrou estar emocionado. Mas a história não ficava por aqui.

O uruguaio foi aposta de Jorge Jesus logo na primeira jornada da Liga NOS, frente ao FC Famalicão, fez as assistências para o primeiro e quinto golos da partida, mas não marcou nenhum golo. Mais jogos se passavam e os golos teimavam em não aparecer. Até que esse jejum terminou. Ao minuto 42 do jogo frente ao KKS Lech Poznań, a contar para a fase de grupos da UEFA Europa League, um cabeceamento fulgurante do jogador permitiu que as “águias” se adiantassem no marcador. Escusado será dizer que o uruguaio não conseguiu esconder a raiva que sentia até ao momento, por não conseguir faturar ao serviço da equipa.

Darwin Núñez tem tido uma época irregular
Darwin Núñez é a contratação mais cara da história do SL Benfica
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

A partir desse momento a tempestade parecia ter chegado ao fim, e o jogo frente ao Rangers FC demonstrou que Darwin sabia qual era o verdadeiro peso de vestir o Manto Sagrado. O jogador entrou aos 60 minutos e alterou o rumo do jogo. A equipa lisboeta perdia por 3-1, mas o jovem avançado decidiu que esse não era o resultado justo. Aos 77 minutos assistiu Rafa e aos 91′ marcou o golo do empate. Mais uma contribuição fulcral que permitiu que a equipa continuasse na competição.

Competições europeias à parte, na Primeira Liga o panorama não é o mais desejado pelo jogador. Até ao momento, tem cinco golos marcados e sete assistências, em 22 jogos, sendo que foi titular em 18 e suplente utilizado em quatro. Psicológico afetado, falta de confiança e exibições que ficavam aquém do esperado, a questão do peso da camisola parecia assombrar o jogador, visto que já não marcava desde fevereiro. No entanto, é importante referir que foi um dos muitos jogadores afetados pela COVID-19 e, a juntar a isso, sofreu uma lesão em março que, segundo Jorge Jesus, ainda o “incomoda um pouco em alguns movimentos de velocidade e travagem”.

Como se costuma dizer “depois da tempestade vem a bonança”. No último jogo, frente ao FC Paços de Ferreira o jejum foi novamente quebrado. Seferovic assistiu o “menino” do SL Benfica, que fez o 5-0 aos 89 minutos de jogo.  E se no início se podia falar de emoção, agora este tema ganhou ainda mais destaque. Nos festejos, Darwin não conteve a emoção e, abraçado pelos colegas de equipa, desfez-se em lágrimas.

No final do jogo, o treinador elogiou-o e confessou que a qualidade que o avançado outrora tinha demonstrado em campo vai voltar. E assim esperam os adeptos. Não só pelo investimento que SL Benfica fez para o contratar, mas também porque pode ser uma peça fundamental para ajudar a equipa na reta final da Primeira Liga. Exibições menos positivas à parte, o mais importante a reter é que só quem passa por situações como estas é que sabe e sente o verdadeiro peso de vestir esta camisola. Darwin não é exceção.

CD Mafra 0-4 Casa Pia AC: Chuva desfaz defesa de papel

A CRÓNICA: EFICÁCIA DO CASA PIA PENALIZA EM DEMASIA A EQUIPA DA CASA

O jogo da 28.ª jornada da Segunda Liga, entre CD Mafra e Casa Pia AC, era um desafio entre duas equipas do meio da tabela que necessitavam de vitórias para saciar a sede de vitórias no campeonato.

Apresentando os sistemas táticos habituais, e presenteados pela chuva, os primeiros minutos de jogo foram de equilíbrio a meio-campo e de muito estudo por parte das equipas. Com o passar dos primeiros dez minutos, o Mafra começou a subir no terreno, pressionando alto e obrigando a dupla de pivots do Casa Pia a falhar passes. Aproveitou, neste momento, o ala Gui Ferreira para se destacar, somando três oportunidades claras de golo e dando imenso trabalho ao veterano Ricardo Batista.

Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Aos 26 minutos e contra a corrente do jogo, a equipa visitante acabou por inaugurar o marcador numa jogada individual do nigeriano Saviour Godwin. O extremo tirou facilmente do caminho Cuca e rematou por baixo das pernas de Filipe Neves. A equipa da casa sentiu o toque e acabou por esmorecer na pressão que vinha – e bem – a fazer junto de Zolotic e Vítor Gonçalves.

Já perto do final do primeiro tempo, e através jogada de equipa entre Diego Medeiros e o lateral-direito Marvin Martins, o Casa Pia chegou ao segundo; o internacional luxemburguês soube subir no terreno e fazer uma combinação perfeita com o brasileiro para marcar e dar ainda maiores contornos de injustiça ao marcador.

Na segunda parte, a “receita” foi a mesma: o Mafra entrou melhor, muito dinamizado pelo suplente Lee, porém quem marcou foi o Casa Pia. Jogada interessante de Godwin pela esquerda e a finalização de Diego Medeiros que marcou à ex-equipa e fez o 3-0.

Acusando o golpe, a equipa da casa acabou por se conformar e, mesmo com as entradas de jogadores de cariz ofensivo, pouco foi o perigo que criou para a baliza de Ricardo Batista acabando por sofrer o último golo, que deu contornos de goleada, por intermédio de Camilo Triana.

Um resultado injusto para o que se passou em campo, mas que mostra as enormes fragilidades defensivas do Mafra e que prolonga a série negra de derrotas da equipa mafrense e afunda a mesma na classificação.

 

A FIGURA

Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Godwin – O extremo nigeriano esteve presente nos lances capitais do jogo e acabou por ser o jogador em maior destaque em campo.

O FORA DE JOGO


Estado anímico do CD Mafra – O Mafra está mal em termos desportivos e psicológicos. O resultado foi pesado e o primeiro golo, numa altura em que a equipa estava por cima acabou por dar início a uma goleada injusta

 

ANÁLISE TÁTICA – CD MAFRA

Filipe Cândido fez cinco alterações para este jogo, comparativamente ao jogo com o UD Vilafranquense. Já o sistema de jogo manteve-se intacto, num 5-4-1 com Abel Camará sozinho na frente de ataque. Os primeiros minutos foram de domínio a meio-campo com boas indicações, mas os golos do Casa Pia acabaram por destruir a ideia de jogo e os jogadores do Mafra nunca mais se encontraram. A equipa da casa terminou o jogo quase num 4-2-4, com Lee e Moura nas alas, mas não conseguiu criar perigo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Filipe Neves (5)

Campos (6)

João Cunha (4)

João Miguel (5)

Rodrigo Martins (5)

Gui Ferreira (C) (8)

Cuca (4)

Carlos Daniel (6)

Camará (5)

Miguel Lourenço (5)

Rúben Ramos(5)

SUBS UTILIZADOS

Carlos Henriques (-)

Pedro Barcelos (-)

Bruno (-)

Okitokandjo (4)

Kaká (4)

Lee (6)

João Graça (4)

Tomás Domingos (-)

Moura (4)

 

ANÁLISE TÁTICA – CASA PIA AC

O treinador do Casa Pia não mexeu tanto como o seu colega, mas ainda assim, fez três alterações no onze inicial, saindo Bruno Sousa, João Teixeira e Bachi e entrando para o seu lugar Marvin Martins, Diego Medeiro e o bósnio Zolotic. O sistema tático escolhido no início da partida foi um 4-4-2. O início de partida foi de sofrimento, contudo os golos trouxeram a tranquilidade e o resultado ao intervalo fez com que o Casa Pia gerisse a partida sem surpresas.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Batista (8)

Jefferson (7)

Diego Medeiros (7)

Kelechi (6)

Vitó (6)

Zolotic (6)

 Matheus Dantas (7)

 Martins (7)

 Malik (6)

Vitor Gonçalves (C) (6)

 Saviour Godwin (8)

SUBS UTILIZADOS

 Lucas Paes (-)

Sousa (-)

Jota (5)

Christian (4)

Camilo (7)

Fati (-)

Zach (4)

Banjaqui (5)

Djoussé (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CD MAFRA

BnR: Foi um resultado injusto, que até o treinador adversário mencionou que um 4-2 ou 4-3 seria mais adequado. Estando a equipa a perder por 2-0 ao intervalo e com o terceiro golo a ser marcado logo no início da segunda parte, não acredita que mexeu demasiado tarde no sistema de jogo?

Filipe Cândido: Tentámos criar uma linha de pressão com Lee e Camara. As maiores oportunidades até foram através de variações de jogo e ter mais presença na área com o Okitokandjo e o Camara. Temos que olhar para o copo meio vazio e meio cheio e pensar que talvez conseguíssemos fazer algo com o sistema que tínhamos. O 3-0 foi demasiado cedo e acabou com o jogo.

CASA PIA AC

BnR: O jogo tem duas partes distintas, até ao primeiro golo?

Filipe Martins: Neste campeonato é muito importante sair na frente. Na jornada passada perdemos um jogo em 30 segundos e neste jogo sabíamos que iamos apanhar uma equipa fragilizada e teríamos que aproveitar. Ainda assim, foi um jogo cruel para o Mafra.

Rescaldo da autoria de Hugo Rodrigues e Vítor Miguel Gonçalves

Paris Saint-Germain FC 0-1 FC Bayern Munchen: Uma eliminatória com nota artística

A CRÓNICA: “JOGÃO” EM FRANÇA E PARIS SAINT-GERMAIN FC ESTÁ NAS “MEIAS”

Segunda mão de um grande jogo. Segundo capítulo de um festival de golos que esperávamos ver pelo menos repetido, entre os franceses do Paris Saint-Germain FC e os alemães do FC Bayern Munchen. A partida que iria decidir quem passava às meias-finais da melhor competição de clubes do mundo.

Ponto prévio: Não é possível resumir esta partida e ao mesmo tempo transmitir o que se passou neste “show de bola”. Leiam, claro, mas se não viram, mais tarde tentem rever estes fantásticos 90 minutos.

Os primeiros minutos decorreram num ritmo alto, mas com a tendência que se verificou durante a primeira-mão a notar-se também no Parque dos Príncipes: PSG mais cauteloso a sair em transição rápida, enquanto o Bayern mais em ataque posicional, instalado no meio-campo dos parisienses. Entre os 25 minutos, duas grandes oportunidades para os bávaros, de meia-distância, e outra para Neymar, que permitiu a Neuer demonstrar porque é que é um dos melhores guarda-redes do mundo.

Dribles sucessivos, remates ao poste, grandes cortes, defesas estrondosas… Uma primeira parte fantástica condizente com a dimensão dos artistas em campo. O PSG fazia por merecer estar a vencer, mas foi o Bayern que abriu a contagem, depois de uma bola de insistência na área finalizada de cabeça por Maxim Choupo-Moting. Chegava o intervalo e, honestamente, nem dei pelo tempo passar. Resultado injusto, depois do que vimos o PSG criar nas chegadas à baliza dos alemães.

Estava, portanto, à espera de mais 45 minutos deste nível e não me desiludi. Oportunidades nas duas balizas, com os jogadores de ambos os lados inspiradíssimos. Nos primeiros 10 minutos, Neymar subiu ainda mais a fasquia: cada vez que pegava na bola, originava uma jogada de perigo.

O jogo aproximava-se do fim, os craques continuavam a recrear-se e eu confesso: há muito tempo que não via uma partida com esta qualidade. Os intérpretes estavam todos a um nível altíssimo, mas a bola parecia não querer entrar mais na baliza, apesar das oportunidades se sucederem a um ritmo impressionante.

Até ao fim, prevaleceu a vantagem com os golos fora do PSG e terminou um dos melhores jogos de sempre desta competição, com os franceses a passarem com inteira justiça.

A equipa que sai vencedora de um jogo destes, para mim, é a principal candidata a vencer esta competição. Pelo menos, é por essa que eu vou torcer até ao final.

 

A FIGURA

A eliminatória – Tudo certo, esta partida foi possivelmente uma das melhores desta época, pelo menos das que eu tive oportunidade de ver. No entanto, há que valorizar o somatório dos dois jogos. Tanto na primeira mão como na segunda, vimos duas equipas – cada uma à sua maneira – a dar espectáculo. Muitas oportunidades de golo (podia ter terminado 6-6, à vontade), grandes pormenores… É destes jogos que se faz a história do futebol.

 

O FORA DE JOGO

Eficácia ofensiva do Paris Saint-Germain FC – Não poderia ser de outra forma. Acabar esta partida com zero golos depois do que criaram Neymar e Di Maria (principalmente), mas também Mbappé, quase que devia dar uma multa qualquer. A minha ideia era que a multa fosse um terceiro jogo, acho que saíamos todos a ganhar. Fica a proposta.

 

ANÁLISE TÁTICA – PARIS SAINT-GERMAIN FC

Depois da excelente vitória na neve alemã, Pochettino optou por utilizar a mesma tática (4-2-3-1) que, apesar de não ter sido brilhante, causou grandes problemas ao Bayern. A principal alteração teve a ver com a saída do capitão Marquinhos, por lesão, e a entrada de Paredes para o onze titular, recuando Danilo Pereira para central. A receita foi essencialmente a mesma, mas com a tentativa de serem mais sólidos defensivamente. Mais letais ofensivamente era difícil, claro.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Navas (7)

Dagba (6)

Kimpembe (7)

Danilo (7)

Diallo (6)

Paredes (6)

Gueye (7)

Di Maria (9)

Draxler (7)

Neymar (8)

Mbappe (7)

SUBS UTILIZADOS

Bakker (6)

Kean (5)

Herrera (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC BAYERN MUNCHEN

Para tentar uma remontada que entrava directamente para a história, Hansi Flick optou pelo figurino com que terminou a partida em Munique, há quase uma semana atrás, disposto em 4-2-3-1. Porque através das alterações – forçadas ou não – a equipa ficou melhor em campo e porque tem muitos lesionados, apresentando aqui um banco bastante desfalcado.

Kimmich fez dupla desta vez com Alaba, ao passo que Boateng e Hernandez assumiram o centro da defesa. O rapidíssimo Davies ficou na lateral esquerda e o resto da equipa manteve-se inalterada, ainda com a ausência mais sonante (Lewandowski) a ser substituído por Choupo-Moting. Alaba dá muito critério com bola, mas não desguarnece a equipa do ponto de vista defensivo, o que foi uma tremenda vantagem no “miolo”. Nota ainda para Hernandez, que voltou à posição de central, onde – na minha opinião – é um jogador de classe mundial.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Neuer (9)

Davies (6)

Hernandez (7)

Boateng (6)

Pavard (6)

Alaba (6)

Kimmich (7)

Coman (8)

Muller (7)

Sané (6)

Choupo-Moting (7)

SUBS UTILIZADOS

Musiala (6)

Chelsea FC 0-1 FC Porto: Vitória inglória afasta Dragões das meias

A CRÓNICA: NOVA EXIBIÇÃO SUPERIOR NÃO CHEGA PARA DRAGÕES

Os quartos de final da Liga dos Campeões são apenas disputados pelas melhores equipas europeias. E apesar do campeonato não estar a correr de feição ao FC Porto, temos todos que apreciar o caminho que o clube está a percorrer na maior competição de clubes do mundo. A primeira mão, contra o Chelsea FC, mostrou isso mesmo. Um jogo em que os Dragões foram superiores, mesmo tendo em conta as grandes diferenças na qualidade individual do plantel.

Mas vitórias morais pouco contam, e o clube da Invicta partia agora para a segunda mão da eliminatória a perseguir uma desvantagem de dois golos, com a dificuldade acrescida de estes contarem como golos fora. As duas equipas regressam a Sevilha depois de vitórias no campeonato no fim-de-semana, para decidir qual será, a par de Bayern Munique ou Paris Saint-Germain, a primeira equipa a garantir o lugar nas meias-finais da Champions League.

O jogo não começou de forma demasiado diferente do que vimos há uma semana. O FC Porto a pressionar muito, de forma bastante eficaz, e com ainda mais gente na frente. Com uma posse de bola superior à dos ingleses nos primeiros minutos, faltava uma melhor definição do último passe. O Chelsea ia sentindo bastantes dificuldades em sair com a bola controlada, obrigado muitas vezes a despejar na frente.

Apesar do encontro ter começado de forma animada, nem o FC Porto conseguia aproveitar o asfixiar do adversário, nem o Chelsea FC capitalizar o espaço deixado nas costas dos médios e defesas portistas para criar grandes oportunidades de golo. As únicas vezes que as equipas criavam algum perigo era no seguimento de erros individuais da própria formação.

A principal chegada à área dos Dragões surgiu apenas aos 33′, com Corona a ganhar o duelo com Chilwell na direita do ataque portista, mas, com Mendy pela frente, o mexicano não consegue pegar bem na bola e atira muito acima da baliza adversária. A boa agressividade portista foi, naturalmente, esvanecendo. Com o fim da primeira parte, pedia-se uma maior criatividade ofensiva para os segundos 45′, com a necessidade de marcar, no mínimo, dois golos.

Sérgio Conceição não fez mudanças ao intervalo, e o encontro continuou a desenrolar da mesma forma – FC Porto muito pressionante, mas a falhar no último passe; já o Chelsea FC mantinha as dificuldades ofensivas, mas dado à pressão tão alta e arriscada dos Dragões, quando conseguia sair criava perigo. Depois de cerca de 10 minutos em que os portistas estavam por cima, os blues chegaram mais vezes à área de Marchesín nos minutos seguintes.

Com o passar do minuto 60, Sérgio Conceição introduziu Taremi por Grujic, passando para um 4-4-2 mais atacante. Pouco depois, aos 65′, no seguimento de mais uma combinação entre Corona e Otávio pela meia-direita, o iraniano teve a sua primeira oportunidade, mas o cruzamento do mexicano veio pouco tenso, e o cabeceamento saiu com pouca força.

Com as dificuldades em criar situações de golo a persistirem, o treinador português colocou Evanilson por Marega, Luis Díaz por Corona e Nanú por Manafá, numa tentativa de dar mais frescura, velocidade e golo ao ataque azul e branco.

Com cada vez menos energia, algo natural devido à natureza da estratégia portista, os minutos iam passando e as esperanças de uma chegada à meia-finais. Taremi ainda deu ao FC Porto um golo merecido, com um fantástico golo de “triciclo”. O iraniano fez um dos melhores golos desta edição da Liga dos Campeões, e os Dragões saem de Sevilha com pelo menos uma vitória numa eliminatória em que foi superior.

Para a posterioridade, fica a qualidade e a coragem do FC Porto em busca de nova conquista europeia.

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Pressão e reação à perda do FC Porto – o FC Porto conseguiu dominar esta partida, tal como fez na primeira mão, muito devido à elevadíssima pressão. Não deixou o Chelsea FC respirar nos 180 minutos da eliminatória, e forçou Tuchel a ter que abandonar o seu estilo de jogo preferido. Acabou por não ter materializações em termos de passagem às meias-finais, mas há que dar o devido destaque.

O FORA DE JOGO

Definição do último passe dos Dragões – custa-me um bocado ter destacar pela negativa algo relacionado com o FC Porto. Os Dragões fizeram uma partida praticamente irrepreensível, desta vez sem grandes erros defensivos, mas não foi capaz de causar o perigo necessário para dar a volta à partida. Muito mérito também para o setor defensivo inglês, que foi capaz de travar o ataque portista, que pecou muito, principalmente, na definição do último passe.

ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA FC

Thomas Tuchel manteve, de forma geral, o mesmo sistema da primeira mão. Apesar de algumas mudanças individuais – Pulisic por Werner, Kanté por Kovacic e Thiago Silva por Christensen -, a formação alinhou no habitual 3-4-2-1, com Havertz como falso 9. Mas o jogo praticado pelos ingleses foi longe de ser aquilo que o treinador alemão mais gosta. Jorginho e Kanté tiveram muitas dificuldades para segurar o jogo com bola, e especialmente para ligar com Pulisic, Mount e Havertz.

Dessa forma, os três da frente ficavam algo isolados, ainda que a pressão super alta dos Dragões fizesse com que o espaço existisse. Quando este foi explorado, o Chelsea FC conseguiu criar as poucas situações ofensivas que teve.

De resto, as ligações que as equipas de Tuchel fazem normalmente na primeira fase de construção – com os centrais a abrirem nos laterais, que voltam a colocar num dos dois médios de frente para o jogo, abrindo o campo de visão para colocar num dos jogadores mais avançados -, bem como a paciência que é comum, não foram vistas.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Edouard Mendy (6)

Azpilicueta (6)

Thiago Silva (6)

Rudiger (6)

Reece James (5)

Jorginho (5)

N’Golo Kanté (6)

Chillwell (6)

Mason Mount (5)

Christian Pulisic (7)

Kai Havertz (5) 

SUBS UTILIZADOS

Hakim Ziyech (6)

Olivier Giroud (6)

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Sérgio Conceição sabia que este jogo era de tudo ou nada. Mas, contrariamente ao pensamento, muitas vezes, popular, não decidiu pôr a carne toda no assador, com, por exemplo, Taremi e Luis Díaz, e optou sim por reforçar o meio-campo para poder controlar a partida. Grujic como âncora, Sérgio Oliveira e Uribe como interiores tinham a função de, sem bola, pressionar muito alto e não deixar o Chelsea FC sair, enquanto que com bola qualquer um dos mais ofensivos tinha liberdade para chegar à área. Desta forma, Conceição conseguia colocar ainda assim vários jogadores na frente no momento ofensivo, ainda que apenas com um avançado.

Avançado esse, Moussa Marega, que tinha muitas vezes a função de segurar um bocado o jogo, para os extremos e médios poderem atacar o espaço nas suas costas. Otávio e Corona eram os homens dos flancos, ainda que o brasileiro passasse muito pouco tempo na esquerda. Estes dois juntavam-se com frequência no centro ou até na direita, onde podiam combinar com Manafá. E com este maior pendor ofensivo para o lado direito, a estratégia do FC Porto passava também por deixar o veloz Zaidu com espaço na esquerda, para ser alvo de variações que podiam causar perigo.

Com a intensa e alta pressão que os Dragões impunham, com os laterais a subirem também eles muito para encaixarem nos defesas-alas ingleses, Pepe e Mbemba tinham também uma enorme responsabilidade. Deixados muitas vezes em situações de 1v1, a margem de erro dos centrais era extremamente reduzida. O facto do Chelsea FC jogar sem uma referência no ataque (Havertz como falso 9), forçava também os jogadores a terem que entrar para o meio-campo defensivo para antecipar as ações dos mais avançados elementos da equipa de Thomas Tuchel.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES 

Marchesín (6)

Wilson Manafá (6)

Pepe (7)

Chancel Mbemba (7)

Zaidu Sanusi (5)

Marko Grujic (6)

Matheus Uribe (7)

Sérgio Oliveira (7)

Otávio (6)

Jesus Corona (6)

Moussa Marega (5)

SUBS UTILIZADOS

Mehdi Taremi (6)

Nanú (5)

Evanilson (5)

Luis Díaz (6)

Fábio Vieira (6)

Rússia 0-0 Portugal: O sonho destruído por um erro

A CRÓNICA: UMA FASE DE APURAMENTO DOS SE’S…

«Não há estrelas no céu», já dizia Rui Veloso, mas em Moscovo não havia neve. Estranha combinação, certo? Os cristais de gelo normalmente caraterizam a capital russa, mas, desta vez, havia muito sol e talvez era um presságio para se «dourar o caminho» da nossa seleção feminina portuguesa (Rui, are you proud?). A situação da missão Rússia para Portugal era complicada para as nossas guerreiras, todavia, tinha de se acreditar.

Os primeiros minutos mostram uma seleção portuguesa inspiradas com a exibição que já tinha acontecido em Lisboa, mas cedo essa inspiração esfumou-se e embateu contra um muro russo difícil de penetrar. Foram poucos os momentos em que podemos dizer que Portugal criou muito perigo para a baliza da minha antiga médica de família, ou seja a de Elvira Todua. Já do lado russo, Korovkina continuava muito perigosa e com vontade de aumentar o seu registo de golos.

O nulo foi um resultado justo para aquilo que aconteceu nos primeiros 45 minutos em Moscovo. Era tempo de olhar para um dos extremos do Sapsan Arena, em Moscovo, e sentir as vibes Éderianas vindas do estádio do FK Lokomotiv para que se pudesse resolver este play-off.

Depois de tanto tempo sem ir à baliza portuguesa, Abdullina ia gelando todas as possíveis aspirações de se ir ao Europeu. Porém, Inês Pereira, com uma ajuda da barra, salvou e deixou um país a sonhar ainda. Aos 69 minutos, Dolores quase era a heroína que Portugal precisava e a minha antiga médica de família voltou a dizer que «não»…

Pouco mais, se criou perigo, porque as portuguesas não conseguiam rematar muito à baliza russa e as russas não quiseram fazer muito mais do que isso. A Rússia conseguiu assim o apuramento para o Campeonato da Europa de 2022, enquanto que Portugal não vai renovar a ida a um Europeu, depois de ter ido em 2017. Um resultado combinado com sabor a injustiça por tudo aquilo que as portuguesas fizeram em campo. Mas o Futebol é assim: injusto. Como dizia Rui Veloso, «o Mundo [do Futebol] inteiro uniu para [nos] tramar»…

 

A FIGURA

Fonte: Sebastião Roxo/Bola na Rede

Elvira Todua – Podemos dizer que é a grande figura de todo o play-off. A guarda-redes russa, apelidada nestes dois jogos com o rescaldo de “a minha antiga médica de família”, não trouxe de todo boas notícias. A defesa que faz ao remate de Dolores Silva foi meio caminho andado e peça-chave para conseguir meter a Rússia no Campeonato da Europa de 2022. Uma autêntica parede e nada a apontar. Alsu Abdullina também foi uma das jogadoras que esteve muito bem neste jogo.

O FORA DE JOGO

Ataque de Portugal – Houve falhas que não podem acontecer a este nível e também numa decisão tão importante como foi este play-off. Francisco Neto já tinha falado deste pequeno pormenor e neste jogo faltou criar ainda mais perigo – aquele que teve mais relevante foi o remate de Dolores Silva. Precisávamos de alguém que tivesse uma presença mais sólida na grande área, mas falhámos redondamente neste aspeto.

 

ANÁLISE TÁTICA – RÚSSIA

Yuri Krasnozhan a voltar a apostar num 4-2-3-1 e apenas a efetuar uma alteração com a entrada de Margarita Chernomyrdina, que ficou encarregue do lado esquerdo do ataque da Rússia. Porém, sem bola e em missão defensiva as russas apresentavam-se num sistema tática de 4-4-2 com Nadezhda Smirnova a subir e a fazer companhia a Nelli Korovkina na primeira pressão à construção de Portugal com as centrais.

As russas estavam a voltar ao grande trabalho que fizeram no Restelo com um bom controlo das ações ofensivas de Portugal e depois a sair rápido para o ataque. A seleção russa apostava na construção através do corredor lateral em que as laterais combinavam com as extremos para que depois conseguissem explorar o jogo entrelinhas com Smirnova ou Korovkina. Além deste recurso, era frequente existir um passe longo para Korovkina, que recebia e distribuía para o lado onde acabava por descair, aproveitando algum buraco que aparecia na defensiva portuguesa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Elvira Todua (7)

Kristina Mashkova (5)

Anna Belomyttseva (5)

Anna Kozhnikova (5)

Alsu Abdullina (7)

Elina Samoylova (5)

Viktoriya Kozlova (5)

Marina Fedorova (6)

Nadezhda Smirnova (6)

Margarita Chernomyrdina (5)

Nelli Korovkina (6)

SUBS UTILIZADAS

Yana Sheina (5)

Kurochkina (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Francisco Neto voltou a apostar num 4-4-2, contudo, alterou duas jogadoras e também um pequeno pormenor a nível tático. Inês Pereira ficou com a responsabilidade de defender a baliza portuguesa e também Jéssica Silva fez companhia a Francisca Nazareth no ataque. A troca tática foi no meio-campo com Tatiana Pinto a ficar mais em linha com Dolores Silva, situação que se foi alterando com o baixar de Andreia Norton. O grande objetivo era conseguir controlar as incursões russas como aconteceu na 1.ª mão no Restelo.

Não sabendo qual a intenção do selecionador português, provavelmente explorar alguma dificuldade das centrais russas, a equipa portuguesa apostava muito nos cruzamentos e, especialmente, construía a partir do lado direito de Ana Borges. Portugal teve muitas dificuldades em conseguir estar no último terço e principalmente porque não havia qualquer tipo de figura ofensiva portuguesa na área russa.

Com as substituições de Telma Encarnação, Fátima Pinto e Andreia Jacinto, houve uma troca para algo semelhante a um 4-3-3. Ao invés de ser Telma a jogadora referência no ataque era Cláudia Neto, enquanto que a jogadora do CS Marítimo ia procurando o jogo pelas alas. Fátima Pinto e Andreia Jacinto ficavam mais à frente de Dolores Silva, consolidando o meio-campo luso. Portugal ainda no final ficou a construir com três jogadoras (Carole Costa, Joana Marchão e Dolores Silva) com um sistema tático que mais parecia um 3-5-2, mas não resultou para conseguir, pelo menos, um golo que levaria tudo para prolongamento.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Inês Pereira (6)

Joana Marchão (5)

Sílvia Rebelo (5)

Carole Costa (5)

Ana Borges (6)

Dolores Silva (5)

Cláudia Neto (5)

Tatiana Pinto (4)

Andreia Norton (4)

Francisca Nazareth (5)

Jéssica Silva (5)

SUBS UTILIZADAS

Fátima Pinto (6)

Andreia Jacinto (5)

Telma Encarnação (5)

Ana Capeta (5)

Catarina Amado (-)

Chelsea FC x FC Porto | É difícil, mas os Dragões conseguem

Liga dos Campeões, 2.ª mão dos 1/4 de final: terça-feira, 20h00, 13 de abril de 2021
ANTEVISÃO: JOGA-SE O TUDO POR TUDO PELAS MEIAS-FINAIS

O FC Porto desloca-se até a Sevilha para tentar dar a volta ao resultado inglório da primeira volta. No último jogo, apesar do domínio dos dragões em grande parte da partida, o Chelsea FC aproveitou dois erros da defesa portista para ficar a eliminatória na “mão”, aquando do apito final os ingleses venciam por duas bolas a zero.

É UM DESAFIO MUITO COMPLICADO PARA O FC PORTO, MAS A EQUIPA AZUL E BRANCA ACREDITA QUE É POSSÍVEL SEGUIR EM FRENTE! EM QUEM APOSTAS? SEGUE JÁ PARA A BET.PT!

O favoritismo está do lado inglês, além de uma vantagem confortável, contam ainda com um elenco milionário incompatível com os valores que são realizados em terras lusas. Mas o conjunto do FC Porto conta com a vontade de vencer, o apoio na nacional e a possibilidade de fazer história e juntar mais um troféu para o museu.

Há uma grande expectativa para o jogo de hoje, junto às televisões vão estar todos os portistas a torcer pelo onze azul e branco. Ao elenco em jogo, resta fazer os tão famosos “90 minutos à Porto” e manter a concentração ao máximo.

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Nos nove jogos realizados o FC Porto conta apenas com duas vitórias, contra as seis vitórias dos blues.
  2. O Chelsea ainda não perdeu nesta edição da Liga dos Campeões.
  3. Contra os londrinos o FC Porto tem 7 golos marcados.
  4. Os Dragões nunca venceram o Chelsea em casa.
  5. Sérgio Oliveira é o melhor marcador dos portistas na competição com cinco golos.
  6. Todos os confrontos entre as equipas contam com pelo menos um golo.
  7. Esta é a segunda vez que estas equipas se defrontam na fase a eliminar, aconteceu em 2006/07 com o triunfo do Chelsea.
  8. O FC Porto só não pode contar com Diogo Costa (impedido pela Covid-19).
  9. Em caso de vitória o FC Porto pode somar a 116.ª vitória na competição.
  10. FC Porto nunca deu a volta a um resultado negativo na primeira mão.

JOGADORES A TER EM CONTA

N’Golo Kanté (Chelsea FC) – Em caso de ir a jogo, será o jogador por onde passa todo o jogo ofensivo e defensivo do Chelsea, o pequenino Kanté é quase um jogador invisível, faz pressão no portador da bola, descobre espaços abertos em campo que permite aos avançados criar perigo ofensivamente.

Top peças fundamentais no clássico
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Sérgio Oliveira (FC Porto) – O médio portista está a fazer uma época incrível, a juntar às prestações está-se a descobrir uma veia goleadora que até agora estava escondida. Além disso, neste jogo será essencial para o FC Porto fazer pressão na saída de bola e o aproveitamento das bolas paradas, que pode ser essencial para a reviravolta portista.

XI’S PROVÁVEIS

Chelsea FC: Mendy, Thiago Silva, Azpilicueta, Rudiger, James, Kanté, Jorginho, Chilwell, Hakim Ziyech, Christian Pulisic e Timo Werner

Treinador: Thomas Tuchel

“Não podemos perder tempo com sonhos, discursos ou seja o que for. Temos de lutar na segunda mão dos quartos de final.”

FC Porto: Marchesín, Manafá, Pepe, Mbemba, Zaidu, Sérgio Oliveira, Matheus Uribe, Otávio, Corona, Taremi e Marega.

Treinador: Sérgio Conceição

“Fazer golo. Sendo equilibrado nos diferentes momentos de jogo para não sermos surpreendidos também. Esta forma de pensar tranquila da equipa pode ser uma mais-valia sem entrar em ansiedade, porque será prejudicial se assim for.”

PREVISÃO DE RESULTADO: CHELSEA FC 1-3 FC PORTO

Na Liga dos Campeões, o caminho de Istanbul vai ser difícil escolher

Esta semana vamos ficar a conhecer os quatro semifinalistas da Liga dos Campeões. Mesmo com algumas eliminatórias que parecem “bem encaminhadas”, já sabe que esta competição é tudo menos previsível.

Na terça-feira, o FC Porto vai tentar virar o confronto frente ao Chelsea FC e contrariar aqueles que classificaram os portistas como o adversário mais apetecível. Há, também, um autêntico encontro de titãs em Paris, entre os finalistas da edição passada.

FALTAM QUATRO JOGOS, É HORA DAS DECISÕES! QUEM CHEGARÁ ÀS MEIAS-FINAIS DA LIGA DOS CAMPEÕES? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Tal como os dragões, também o Liverpool FC tem uma desvantagem de dois golos para recuperar. Os “reds” recebem um galvanizado Real Madrid FC na quarta-feira. No mesmo dia, o BVB Dortmund vai tentar surpreender o favorito Manchester City FC no Signal Iduna Park.

No meio disto tudo, só há a lamentar a ausência dos adeptos e os jogos marcados para a mesma hora. Resta-nos ficar no sofá, com a dura tarefa de decidir que jogo ver.

Chelsea FC x FC Porto


O desfecho do primeiro encontro acabou por ser frustrante para o FC Porto. Mesmo tendo sido superiores em muitos momentos do jogo e rondado por várias vezes a baliza de Mendy, os dragões saíram de Sevilha com um desapontante 0-2.

Agora a jogar na condição de visitante, o Porto tem a difícil missão de anular não só a vantagem dos blues, mas também os golos marcados “fora”. Ainda assim, os regressos de Sérgio Oliveira e Mehdi Taremi – decisivos frente à Juventus FC – podem trazer algum alento às hostes portistas. Já o Chelsea tem melhorado muito desde a chegada de Thomas Tuchel e, sem hipótese de conquistar o título inglês, vai apostar numa surpresa na Europa.

As probabilidades não jogam a favor dos portistas. Na Liga dos Campeões, só cinco equipas conseguiram dar a volta a eliminatória, depois de perder em casa, por dois golos, na primeira mão. O FC Porto até sabe o que é vencer o Chelsea, mas fê-lo sempre pela margem mínima. Já os “blues” nunca foram eliminados por equipa portuguesa numa eliminatória europeia.

O objetivo passará por tentar surpreender e marcar logo nos primeiros minutos, devendo-manter a pressão mais acutilante que os dragões têm exercido nos jogos da Liga dos Campeões. Melhorar a eficácia e não cometer os erros defensivos da primeira mão são pontos fulcrais. Fácil no papel, nem tanto na prática. Certo é que os portugueses vão precisar de uma grande noite europeia para ultrapassar esta eliminatória.

Paris Saint-Germain FC x FC Bayern Munchen


Os franceses estão em vantagem depois de uma exibição tremendamente eficaz em Munique. Na primeira mão, o FC Bayern Munchen registou 31 remates (!), mas perdeu por 2-3 contra um Paris Saint-Germain FC que rematou por sete vezes. Na génese da pouco habitual ineficácia alemã esteve a ausência de Lewandowski, que deverá continuar de fora.

A favor dos parisienses joga também a história no confronto direto em solo francês. Isto porque o Bayern Munique nunca ganhou no Parc des Princes, em quatro tentativas. Terá, portanto, de fazer algo inédito se quiser continuar a caminhada para a revalidação do título.

Os três golos marcados fora pelo PSG também podem também ser um trunfo, uma vez que permitem aos franceses dar-se ao luxo de perder por 1-0 ou 2-1, por exemplo. Claro que essa não será a estratégia dos homens de Mauricio Pochettino, que já provou no Tottenham Hotspur FC ser talhado para eliminatórias “apertadas” como esta.

A confiança é grande em Paris, mas já se sabe que os bávaros não gostam de brincadeiras – que o diga o próprio PSG. Resta saber se vai levar a melhor a magia do ataque parisiense ou o calculismo alemão. Provavelmente o duelo mais interessante destes quartos de final.

BVB Dortmund x Manchester City FC


Na primeira mão, em Inglaterra, o BVB Dortmund criou alguns problemas ao Manchester City, mas não conseguiu evitar a derrota. Tal como é hábito nesta fase, a diferença fez-se nos pormenores, onde os da casa mostraram a sua superioridade. Ainda assim, o 2-1 não permite a Pep Guardiola encarar o segundo jogo com a tranquilidade que gostaria.

O saldo mais recente em território germânico é animador para os “citizens”. Nos últimos cinco jogos, registaram quatro vitórias e um empate, incluindo o 2-0 frente ao Borussia Vfl Mönchengladbach nos oitavos de final. Ainda assim, na única que vez que visitaram o Signal Iduna Park saíram derrotados. Foi em 2012, na fase de grupos. Valeu, na altura, um golo solitário de Julian Schieber, que tinha começado o jogo a titular … em detrimento de Robert Lewandowski.

Repetir esse 1-0 seria suficiente para o BVB Dortmund seguir para as meias-finais. Mas o grande desafio dos alemães será precisamente impedir que o Manchester City marque um golo. Algo que, a julgar pela conjugação entre a volatilidade defensiva dos homens de Edin Terzic e a qualidade no ataque do City, pode vir a ser muito complicado.

Outro dos pontos interessantes vai ser a prestação de Haaland. O jovem goleador norueguês atravessa uma estranha seca de seis jogos sem marcar (entre clube e seleção), mas este será o jogo ideal para voltar os golos e ser decisivo.

 Liverpool FC x Real Madrid CF


Depois da derrota por 3-1 em Espanha, o Liverpool está obrigado a fazer algo que só conseguiu por duas vezes, em sete jogos, frente ao Real Madrid: vencer. Como inspiração os “reds” terão o jogo dos Oitavos de final de 2008/2009, quando golearam os merengues por 4-0 (bis de Gerrard e golos de Fernando Torres e Dossena). Mas também o Real Madrid sabe o que é ganhar em Anfield. Fê-lo em 2014, por 0-3, com um bis de Benzema e um golo de Cristiano Ronaldo.

A equipa de Jurgen Klopp tem estado muito abaixo do que apresentou nas últimas temporadas e veem a Liga dos Campeões como uma espécie de salvação. Já os comandados de Zinedine Zidane atravessam a melhor fase da época e são os favoritos a seguir em frente.

Para jogo de amanhã, ambas as equipas vão estar desfalcadas no setor defensivo. O Liverpool tem sofrido com as ausências crónicas durante toda a época, enquanto os “madrilenos” têm Sergio Ramos, Varane, Lucas Vázquez e Carvajal em dúvida.

O Real Madrid não deverá focar-se apenas em manter a vantagem, mas sim em procurar marcar o golo fora o mais rápido possível. A correr atrás do prejuízo, o Liverpool terá de ser mostrar mais agressivo se quiser seguir em frente. O português Diogo Jota deverá ser titular e vai ser um dos nomes a ter debaixo de olho nesta Liga dos Campeões.

Com a última bala, o tiro certo em (e de) Rúben Amorim

A expressão “tiro” é muitas vezes utilizada no mundo do futebol. Pode descrever situações de grande felicidade, que apesar das poucas probabilidades acabou por ser a melhor escolha (um “tiro certeiro”), como pode também caracterizar ocasiões infelizes, em que o feitiço se virou contra o feiticeiro (um “tiro no pé” ou o “tiro pela culatra”). No caso do Sporting CP, quer a escolha em Rúben Amorim para treinador do clube, quer as escolhas do treinador para alinhar em campo, foram dois tiros completamente certeiros.

Em primeiro lugar e apesar de, por várias vezes, ter apresentado uma posição contra a atual direção, há que reconhecer o mérito na aposta em Amorim. Vendo bem, o ex-treinador do SC Braga foi mesmo a primeira (e, caso corresse mal, poderia muito bem ter sido a última) forte aposta de Frederico Varandas.

Os anteriores técnicos que representaram o clube durante o mandato do atual presidente, pelo menos pelo que se tentava perceber, nunca tiveram o seu cargo assim tão seguro. José Peseiro foi despedido (e bem) na primeira oportunidade; Tiago Fernandes foi apenas técnico interino durante três jogos.

Marcel Keizer foi despedido após maus resultados; na época posterior a ter vencido a Taça da Liga e a Taça de Portugal, e, sejamos honestos, tirando os primeiros jogos (onde eram goleadas atrás de goleadas), a passagem do holandês pelos leões não impressionou; Leonel Pontes também assumiu como treinador interino e em quatro jogos, perdeu três; por fim, Silas, à semelhança de todos os outros, não foi grande aposta e parecia ser mais um treinador para “ir tapando uns buracos”.

Ao serviço do Sporting CP, Marcel Keizer venceu uma Taça de Portugal e uma Taça da Liga
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Depois, chega Rúben Amorim. 13 jogos pela equipa principal do SC Braga, dez triunfos (cinco contra os três grandes) e uma Taça da Liga. Pelos vistos, o suficiente para convencer Varandas a gastar dez milhões na sua assinatura. Por um valor tão alto e com poucas provas dadas num curtíssimo espaço de tempo, é normal que a contratação tenha gerado alguma controvérsia e desconfiança no universo leonino.

Até ao momento, a contratação de Rúben Amorim tem dado indícios que trará benefícios ao clube, quer seja de uma forma financeira, ou até mesmo a nível de prestígio, com a conquista de títulos. Por estas mesmas razões, há que “dar o braço a torcer” e reconhecer que a contratação foi estudada e bem executada pela direção. Sem dúvida, um tiro certeiro.

Final Four é portuguesa, com uma surpresa | Liga Europeia

Numa fase de grupos disputada em três dias, no Luso, as equipas portuguesas destacaram-se e conseguiram algo inédito na Liga Europeia. Pela primeira vez, a final four vai ser disputada só por equipas portuguesas. Nove equipas, cinco portuguesas e quatro espanholas, distribuídas em três grupos, lutavam pelas quatro vagas para a fase final. Para além dos três líderes de cada grupo, o segundo melhor classificado apurava-se também para a Final Four.

Em resumo, três cumpriram o objetivo que era expectável. Já o SL Benfica surpreendeu e conseguiu garantir de forma indiscutível o apuramento, no grupo do gigante FC Barcelona.

GRUPO A

Susto no primeiro dia para o FC Porto. Os espanhóis do Noia colocaram-se a vencer por 3-0 ainda na primeira parte, perante alguma desatenção dos dragões. Contudo, os portistas conseguiram compor o cenário e, na segunda parte, completaram a reviravolta, ficando 7-4 no resultado final.

O OC Barcelos entrou em campo na segunda jornada, frente ao Nóia. Os espanhóis sabiam que só a vitória interessava, depois de perderem contra os dragões. Num jogo, com várias reviravoltas, o Nóia aproveitou os erros defensivos da equipa minhota e tentou suster como pode os portugueses, mas não só chegou para vencer. A igualdade a cinco levou à despedida da equipa da competição, ao fim dos dois jogos.

No último dia, o duelo lusitano do grupo A realizou-se. O OC Barcelos defrontava o FC Porto e sabia que necessitava de uma vitória para garantir a liderança do grupo. Mesmo que os dragões soubessem que chegava o empate, jogaram para a vitória a maioria do tempo, até que o OC Barcelos, em desvantagem, consegue chegar ao 3-3.

Os barcelenses tentaram até com 5×4 chegar ao tento da vitória que lhes permitissem chegar ao primeiro lugar, mas sem efeito. Dois empates não foram suficientes para assegurar sequer que fosse o melhor segundo classificado e o OC Barcelos caiu tal como o Nóia. Só o FC Porto segue para a Final Four.

GRUPO B

O Sporting CP começou por um triunfo relativamente tranquilo, contra o Reus. Num jogo, com muitas faltas e livres diretos, os leões estiveram sempre na frente dos catalães e venceram por 5-3.

No segundo jogo, o Reus entrou determinado para conseguir ainda manter esperanças no apuramento. Os espanhóis até começaram melhor frente à Oliveirense e puseram-se em vantagem. Só que o desgaste do duelo no dia anterior frente aos leões e a confiança da equipa de Oliveira de Azeméis levaram os catalães a serem goleados por 5-1. Um resultado pesado perante a equipa portuguesa, que se colocava em primeiro lugar pela diferença de golos.

Com três pontos, a UD Oliveirense e o Sporting CP lutavam pela vitória para garantirem o primeiro lugar. Um jogo aberto e com muitos golos à mistura levaram ao 6-6 final, com as duas equipas a gerirem os minutos finais, sabendo que, em princípio, as duas equipas passariam à fase final, como se viria a confirmar.

GRUPO C

O SL Benfica era o único representante português neste grupo e com a tarefa mais complicada. O HC Liceo é um adversário complicado, mas o gigante FC Barcelona era claramente o favorito a passar neste grupo. No entanto, o cenário não se confirmou e começou logo no primeiro dia com o empate inesperado entre as duas equipas espanholas.

Já na segunda ronda, os encarnados entraram em campo perante o conjunto da Corunha e foram dominadores. O Benfica entrou forte e levou o adversário, também desgastado por ter tido jogo no dia anterior, a errar. O conjunto lisboeta conseguiu o que qualquer equipa sonha: não deixar nunca o adversário entrar no jogo. O resultado final comprova-o: 7-2 para o Benfica.

No último dia, o duelo mais complicado dos encarnados avizinhava-se. Os portugueses entravam em vantagem, mas com os culés todo o cuidado é pouco. Por isso, os encarnados entraram fortes e mesmo, sofrendo o empate, no minuto a seguir a terem feito o 1-0, conseguiram chegar ao intervalo a ganharem por 3-1.

Na etapa complementar, houve pressão forte por parte dos catalães, mas a organização encarnada e a ineficácia nas bolas paradas também não ajudaram o Barcelona. Com o passar dos minutos e a diminuição da confiança dos adversários, o Benfica conseguiu engordar o resultado e conquistar uma vitória robusta por 6-2. No meio das confirmações, foi uma boa surpresa para uma equipa a fazer uma fase regular do campeonato dececionante.

A Final Four também vai ser realizada no Pavilhão do Luso, em maio. FC Porto x UD Oliveirense e Sporting CP x SL Benfica são as meias-finais marcadas para dias 15 e 16 do próximo mês.

Foto de Capa: Carlos Silva / Bola Na Rede

Noruega 1-7 Portugal: «Sem espinhas», Portugal apura-se para o Euro!

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A CRÓNICA: TARDE TRANQUILA PERMITE CARIMBAR O BILHETE PARA A HOLANDA

Esta tarde, no Pavilhão Municipal da Torre da Marinha, no Seixal, encontravam-se a seleção de Portugal, a equipa mais forte e cotada do grupo, e a Noruega, equipa mais frágil e que apenas tinha somado derrotas até então. Um triunfo era o suficiente para carimbar a passagem à fase final do Euro 2022 e os homens de Jorge Braz estavam cientes da obrigatoriedade de ganhar e da importância deste jogo nas contas finais do grupo.

O jogo iniciou exatamente como se esperava, domínio total dos nossos jogadores e a Noruega bem recuada, a tentar aguentar a forte pressão dos portugueses, tentando aproveitar uma bola parada para criar perigo à baliza defendida por Edu Sousa. Os minutos iam passando e notava-se alguma ansiedade nos nossos rapazes, com uma má definição em zonas de finalização. No entanto, o golo surgiu mesmo, por intermédio de André Galvão, num desvio oportuno a coroar um bom desenho ofensivo de Portugal. Poucos segundos volvidos, eis que surge o tento norueguês, na sequência de uma bola parada e um pouco “às três tabelas”. Este golo inesperado e surpreendente poderia ter condicionado a resposta portuguesa, mas um lance individual espetacular de Afonso Jesus voltou a desequilibrar o marcador. Belo pormenor técnico do jovem jogador e uma finalização de qualidade.

Pouco depois, surgiu mais um golo, de Bruno Coelho, a tranquilizar a equipa e a dobrar a vantagem no marcador. Com o avançar do encontro e com o passar dos minutos a qualidade portuguesa e a diferença entre os conjuntos começou a ser mais evidente, como se provou com o avolumar da vantagem, mais uma jogada coletiva muito interessante da nossa equipa, bem finalizada por Tiago Brito. A cerca de minuto e meio do intervalo, mais uma jogada coletiva bem executada e Tiago Brito voltou a faturar, em mais um lance onde teve arte e engenho para bater o guardião Norueguês, claramente o homem em maior destaque do nosso oponente.

Até ao tempo de descanso não houve mais qualquer alteração no placard, 5-1 para Portugal que, salvo alguma hecatombe, já estaria com o passaporte carimbado para os Países Baixos, no início de 2022.

Zicky Té contribuiu com dois golos no jogo de hoje
Fonte: Seleções de Portugal

O mais complicado já estava feito, alcançar a vantagem perante um bloco tão baixo da Noruega e agora, na segunda parte, a tendência era a vantagem portuguesa no encontro ser alargada, não menosprezando a capacidade do nosso rival, sobretudo em lances de bola parado, que são claramente os momentos do encontro em que eles nos podem causar mais problemas. Ao intervalo, nota para a entrada do guarda-redes Bebé, de regresso à seleção, ele que já deu provas mais que suficientes da sua qualidade e valor.

A Noruega pretendeu ser mais proativa no encontro e fez uma série de remates à baliza portuguesa nos primeiros minutos, sempre bem parados por Bebé. Mas a toada geral manteve-se, muito mais domínio territorial de Portugal e deu frutos, com uma bomba de André Coelho, indefensável para o guarda-redes nórdico.

Pouco depois, mais uma triangulação perfeita e um desvio oportuno de Afonso Jesus para colocar o marcador em 1-7 (Por causa da Covid-19 a Noruega não pôde jogar em casa, portanto a dupla jornada será realizada no Seixal, pese embora este jogo ser, teoricamente, em casa para o país nórdico).

Os minutos finais passaram-se sem nada de relevante a apontar, o jogo já estava completamente decidido. Triunfo justo, inquestionável e categórico, ficando desde já selado o apuramento para o Euro 2022, com uma jornada por disputar, novamente contra este mesmo adversário na próxima quarta-feira.

A FIGURA

Afonso Jesus – Uma das maiores promessas do futsal português que demonstra que o futsal em Portugal tem o futuro bem assegurado, ele e Zicky Té´, fizeram “esquecer” as ausências de Ricardinho e Cardinal. Sem estas duas peças-chave, conseguimos fazer uma exibição segura e ganhar com tranquilidade.

O FORA DE JOGO

Golo sofrido de Portugal – Para a exibição ser perfeita, só mesmo se tivéssemos conseguido manter a nossa baliza a zeros. Foi um golo algo estranho, com uma ajuda (involuntária, obviamente) de Edu Sousa e foi a única mancha nesta nossa exibição.

ANÁLISE TÁTICA – NORUEGA

Orientada por um treinador italiano, e sabendo que a diferença entre as seleções era tão grande, a equipa nórdica apostou na coesão defensiva e nos lances de bola parada para tentar surpreender Portugal. Conseguiu um golo e pouco mais criou, com exceção de uma ou outra reposição lateral.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Rakvaag (GK) (C) (8)

Høvik (6)

Welo (6)

Moen (6)

Wermaker (6)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Ajer (GK) (6)

Røttingsnes (6)

Pernes (6)

Halvorsen (6)

Skinlo (6)

Redzepi (6)

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

A missão dos nossos jogadores era marcar o golo o mais rapidamente possível para confirmar um já anunciado apuramento para o Campeonato Europeu e construir um resultado confortável e volumoso. Tal foi conseguido, com a natural ansiedade para marcar o primeiro golo. A equipa soube reagir bem ao golo sofrido e fez uma exibição satisfatória, não foi brilhante mas q.b. para ganhar tranquilamente.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Edu (GK) (6)

Fábio Cecílio (7)

Bruno Coelho (7)

Erick (7)

João Matos (C) (7)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Bebe (GK) (7)

André Coelho (7)

 Afonso Jesus (8)

Zicky (8)

Pauleta (7)

Tiago Brito (8)

André Galvão (7)

Miguel Ângelo (6)

Mário Freitas (7)

Foto de Capa: Seleções de Portugal