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Os “altos” de 2013…

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cab Surf

Estamos no início do novo ano e nada melhor do que o começar com um pequeno resumo do que se passou em 2013.

Comecemos, então, por Mick Fanning. O surfista australiano ganhou o título de campeão mundial pela terceira vez. Este foi disputado mesmo até ao último momento na famosa onda de pipeline. Numa onda onde o jovem de 21 anos John John Florence era um dos favoritos, apenas Kelly Slater ou Mick Fanning podiam ser o grande campeão. Fanning tornou-se campeão, ao ganhar o seu heat nos quartos-de-final.

Mick Fanning, campeão Mundial Fonte: http://www.smh.com.au/ffximage/2005/04/11/mickfanning_wideweb__430x350.jpg
Mick Fanning, campeão Mundial
Fonte: smh.com.au

Carissa Moore, a surfista natural do Hawai, foi outra das grandes figuras do ano. Depois de ter vencido o Rip Curl Pro Portugal em 2010, Carissa voltou a vencer em Portugal, tornando-se campeã mundial. A disputa foi muito árdua, envolvendo Carissa, Tyler Wright e Sally Fitzgibbons.

A onda da Nazaré também foi premiada com o título de Capital Mundial das ondas grandes. Como todos sabem, Garrett McNamara foi o surfista que mostrou o canhão da Nazaré. Este ano, a onda gigante ficou marcada pelas várias sessões de grandes ondas que a Natureza fez chegar. A acrescentar a isto, Carlos Burle e Maya Gabeira também marcaram Portugal. Burle por apanhar uma onda que muitos dizem ser a maior do mundo, e Gabeira por ter caído numa onda que quase lhe custou a morte.

Por fim, temos os mais velhos a dar trabalho aos mais novos. Exactamente: apesar de cada vez mais os mais novos (como John John Florence, Gabriel Medina, Miguel Pupo e Julian Wilson) se destacarem no WCT pelas manobras inovadoras e impressioanntes, foram os mais velhos que dominaram o World Tour durante todo o ano. Foi o caso do ex-campeão mundial de 2013, Joel Parkinson, o vice-campeão mundial, Kelly Slater, e o novo campeão mundial, Mick Fanning. Neste novo ano, os jovens prometem dar mais trabalho e lutar seriamente pelo título.

O Passado Também Chuta: Franz Beckenbauer: O Demiurgo alemão

o passado tambem chuta

O melhor seria não dizer nada. O bom seria colocar um filme e legendar: deliciem-se. O segundo lustro de 1960 batera à porta. O mundo debatia-se entre revoluções e mudanças de mentalidades e costumes. Hoje, desde a China chega-nos material de consumo de usar e rebentar; naquela época, chegava por portas e travessas o livro vermelho de Mao. A televisão ganhava caminho. As imagens e as retransmissões televisivas dos jogos de futebol enchiam as ruas. Descia-se a lisboeta Rua da Palma e, antes de chegar ao cruzamento do Martim Moniz, era costume e normal ver montes de gente apinhada perante uma montra que vendia televisões e as mantinha ligadas. Em pleno 1966, a Inglaterra organizava o seu Campeonato do Mundo. Entre figuras ribombantes do futebol mundial – Eusébio, Charlton, Pelé, etc. – apareceu na seleção da Alemanha Ocidental um jovem imberbe de apenas vinte anos, alto, sem grandes alardes de movimentos ou correrias, com um toque de bola primoroso e um levantar a cabeça digno de um lobo de mar, chamado Franz Beckenbauer.

A serenidade / Fonte: futbollegends.blogspot.com
A serenidade / Fonte: futbollegends.blogspot.com

Novo e imberbe, chega com a sua seleção à final do Campeonato do Mundo de Inglaterra. Está instalado no meio do campo. Depois de algum golo e acontecimento fantasma, Inglaterra ganha o seu único Campeonato do Mundo. No entanto, o jovem Beckenbauer sai como o melhor centrocampista do torneio. A sua trajetória ascendente não terminaria nunca. De revolução em revolução, Beckenbauer, o brasileiro da Alemanha, descai no campo e revoluciona a posição de Libero. O jogo começou a organizar-se desde a posição paralela ao defesa-central. Mas progredia no campo, mas chegava às fronteiras da grande-área rival e, aí, com o seu extraordinário remate à distância, foi dando vitórias, foi logrando títulos.

Neste momento, o seu clube, que vinha do nada, Bayern de Munich, começa a forjar o seu futuro e a sua lenda. Os jogadores excecionais, como o guarda-redes Mayer ou o killer Muller, estão instalados na equipa e formam um trio com Beckenbauer, que se vê com capacidade de ganhar tudo, tanto a nível de clube como de seleção. É escusado dizer que ganharam tudo. É escusado dizer que enumerar as suas conquistas esgotaria este texto. É escusado dizer que Franz Beckenbauer foi galardoado repetidamente com a Bola de Ouro. Mas a sua áurea ultrapassou o Atlântico e, quando a idade do desportista estava a virar a esquina, foi campeão, também, dos Estados Unidos da América, defendendo a camisola do Cosmos. O mal apodado Kaiser, porque, por muito imperador que se seja, jamais se tem arte e delicadeza, e Beckenbauer era elegância, fantasia, imaginação e saber fazer, entrega as botas aos 35 anos de idade, depois de voltar à Alemanha Ocidental e fazer vice-campeão o Hamburgo.

A Bola de Ouro tinha nome / Fonte: naked-football.tumblr.com
A Bola de Ouro tinha nome / Fonte: naked-football.tumblr.com

Não foi o inventor do Futebol, nem do êxito predestinado, mas, passado um tempo, virou treinador e as taças caíram, e, como selecionador, também, ganhou o Campeonato Mundial. Depois, como diria o poeta espanhol: “farto de estar farto, já me cansei…” virou dirigente e organizador. Virou Presidente. Acabou, por agora, na posição de Presidente Honorífico. Dizem os seus patrícios que Beckenbauer está acima do Chanceler e abaixo de Deus. Eu não vou pelos derroteiros das divindades, mas o meu conhecimento e apreciação pode afirmar: não existiu, até hoje, pessoa mais bafejada pelo êxito em todas as vertentes do Futebol. Não é Deus, mas é um Demiurgo.

Aguenta, Matic!

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nascidonafarmaciafranco

A forma como acabou a época passada não conta a história do que aconteceu com os encarnados durante a mesma. Uma equipa a jogar um futebol delicioso em grande parte da temporada oferecia certezas de que esse colectivo funcionava, de que as mecânicas estavam assimiladas e de que assim o Benfica estaria desportivamente bem encaminhado. O final infeliz fez, ainda assim, com que alguém soubesse olhar para esta equipa e tentasse preservá-la. Fora uma comitiva de sérvios, esse foi o grande reforço do Benfica para esta temporada: não deixar sair.

Eis que nos encontramos em altura de mercado de transferências de Inverno e a especulação sobre as saídas e entradas em todos os clubes é imensa. De tantos nomes tradicionalmente apontados ano após ano, o patrão do meio campo benfiquista parece ser nesta altura o alvo mais cobiçado – em Inglaterra tropeçam uns sobre os outros para ver quem chega primeiro. Matic é destaque na Europa e a forma como cresceu no Benfica não passou despercebida. Hoje é um elemento fulcral no modelo de Jorge Jesus e é isso que assusta, com a chegada do dia 1 de Janeiro. A verdade é que se houve iluminados que perceberam que a orgânica da equipa tinha de se manter intacta para que o Benfica pudesse com potencial ambicionar aquilo por que sócios e adeptos tanto anseiam – títulos – então que não se apague agora essa luz. Isto porque o impacto que tem manter uma equipa com o calibre da do Benfica de um ano para o outro deixa pouca margem para “brincadeiras”, passe a expressão. E fazer uma aposta deste tipo, com tudo o que isso implica, para chegar a Janeiro e começar a descoser o tecido pode abrir portas a outros finais menos felizes.

Estará Matic de volta ao futebol inglês? Fonte: zimbio.com
Estará Matic de volta ao futebol inglês?
Fonte: zimbio.com

Fesja não terá vindo por acaso e por isso a surpresa não seria grande se Matic saísse. Mas esta ideia de reforço antecipado não me convence. Oxalá esteja tão enganado como estive quando saiu Javi Garcia e não encontrei em Matic a solução ideal. Mas fazer esquecer o homem que fez esquecer Javi é algo muito ambicioso. Nesta perspectiva, falar de Matic é como falar de Garay ou Gaitán, que são nomes apontados à porta de saída também. Mantendo a coerência daquilo que era o projecto que conferia imunidade a este plantel, a saída de qualquer um destes jogadores nesta altura pode comprometer seriamente as ambições do clube. Isto porque as contas se fazem no fim – não no Natal – e porque o Benfica está a disputar quatro competições que, ainda que não tenham todas a mesma importância, pelo menos enquanto compromisso no calendário representam desgaste. Não estando a falar de jogadores do mesmo patamar, se calhar se Bruno Cesár ou Nolito não tivessem saído por esta altura no ano passado o Benfica teria conseguido imprimir alguma frescura em competições como a Taça da Liga ou a Taça de Portugal, que está a disputar novamente este ano e para as quais é sempre favorito.

Vou estar atento a estas movimentações de Inverno com a esperança de que a coesão se mantenha pelo menos até ao final da temporada. Não há dúvida de que a instituição Benfica, pela dimensão que tem e pelo que representa, não vive apenas e só do futebol enquanto modalidade. Por outro lado, a corrigir tantos assuntos extra-desportivos, cerca de seis milhões de benfiquistas têm ficado para trás desde há três anos para cá e tem-lhes sido negado o tão cobiçado título de campeão nacional. É hora de voltar a pôr a nação benfiquista à frente dessa lista de prioridades.

Será desta?

cab desportos motorizadosComeça domingo (dia 5) mais uma edição do Rally Dakar e novamente fora de África. Vamos para o sexto ano seguido de Rally Dakar na América do Sul (este ano na Argentina, Bolívia e Chile), o que, para mim, não faz qualquer sentido. O rali deveria voltar às suas origens, de forma a recuperar a mística que tinha. As questões de segurança não se levantam, já que neste espaço de tempo se tem corrido no continente africano a África Eco Race, uma prova semelhante ao percurso do rali original. Mas, abandonando o local da prova e focando os pilotos – com maior destaque para os portugueses –, penso que este pode ser um ano histórico para o nosso país, podendo finalmente ter um vencedor. São 15 portugueses em prova; sete competem nas motas, seis nos carros (duas equipas completas e dois copilotos de pilotos estrangeiros) e dois nos camiões (correm em equipas diferentes e não são o piloto principal), sendo que apenas nos quads Portugal não tem representantes.

Hélder Rodrigues, Ruben Faria e Paulo Gonçalves junto das suas montadas. Fontes: http://www.motoraid.com.br http://www.lusomotores.com http://www.lusomotores.com
Hélder Rodrigues, Ruben Faria e Paulo Gonçalves junto das suas montadas.
Fonte: motoraid.com.br ; lusomotores.com ; lusomotores.com

É nas motas que Portugal tem mais hipóteses de sair campeão, depois de três pódios nos últimos três anos (Hélder Rodrigues foi 3º, em 2011 e 2012, e Ruben Faria 2º, em 2013). O objetivo passa por vencer a prova para três dos nossos candidatos. Vamos, então, falar dos pilotos portugueses que vão disputar o rali. Comecemos pelo segundo classificado do ano passado, Ruben Faria, que vai usar o número oito. O piloto de Olhão é chefe de fila no Team Red Bull KTM, equipa vencedora das 12 últimas edições. Depois de desempenhar o papel de aguadeiro durante alguns anos para Cyril Després, o português espera poder lutar pela vitória. Com o número sete, temos Hélder Rodrigues. O lisboeta, que, desde 2006, termina no top 10 da prova, e depois do 7º lugar na temporada passada, vai tentar lutar pelo triunfo com a nova Honda e como chefe de equipa. Na mota número 10, temos o Campeão do Mundo Paulo Gonçalves, igualmente com uma Honda. O piloto de Esposende também sonha com a vitória e a verdade é que tem todas as condições para a obter, depois de um ano de 2013 de alto nível, sendo o seu ponto mais baixo o 10º lugar no Dakar.

Cyril Despres, Marc Coma, Joan Barreda e ‘Chaleco’ Lopez. Fontes: http://www.asphaltandrubber.com http://www.autoevolution.com http://www.dipcas.es http://deportes.terra.cl/
Cyril Despres, Marc Coma, Joan Barreda e ‘Chaleco’ Lopez
Fonte: asphaltandrubber.com; autoevolution.com; dipcas.es; deportes.terra.cl

Na luta pela vitória, nas motas, estarão ainda mais quatro pilotos, dois deles os vencedores das últimas oito edições. Cyril Despres venceu por cinco vezes a prova, incluindo as duas últimas. O francês, este ano, vai correr na Yamaha, depois de vários anos na KTM. Marc Coma já ganhou por três vezes e espera este ano chegar à quarta vitória, aos comandos de uma KTM. Além deles, há ainda Joan Barreda e ‘Chaleco’ Lopez – o primeiro em Honda, e o segundo em KTM. Voltando aos portugueses, com a placa 36 vai Mário Patrão. O campeão nacional de Enduro nos últimos seis anos vai fazer a sua segunda participação na prova, ao comando de uma Suzuki. Depois do 30º lugar do ano passado, o objetivo passa por terminar no top 20. O número 44 é Pedro Oliveira, que volta ao Dakar depois do 26º posto de 2011, ao volante de uma Speedbrain. Finalmente, com os números 49 e 53, temos o Team Biachi Prata. Na mota 49 vai Victor Oliveira, que vai fazer a sua estreia na prova, depois de o ano passado a ter falhado por lesão. Pedro Bianchi Prata está na 53, e pretende lutar por um top 15. O piloto do Porto terminou todas as suas seis participações tendo como melhor resultado o 30º posto, por três vezes. Os dois pilotos conduzem uma Husqvarna.

Mário Patrão, Pedro Oliveira, Victor Oliveira e Bianchi Prata. Fontes: http://www.lusomotores.com http://www.lusomotores.com http://www.bianchiprata.com http://16valvulas.wordpress.com/
Mário Patrão, Pedro Oliveira, Victor Oliveira e Bianchi Prata
Fonte: lusomotores.com ; lusomotores.com ; bianchiprata.com; 16valvulas.wordpress.com/

Por hoje fico por aqui, amanhã falo sobre as restantes três categorias em disputa nesta edição do Rally Dakar, com especial destaque aos portugueses.

P.S: Neste dia do seu 45º aniversário desejo as melhoras ao Schumi.

Técnica de Peso

cab Rugby

O ano de 2013 acabou em grande para o GD Direito. A equipa lusa tornou-se campeã ibérica ao vencer os espanhóis VRAC Valladolid na final da Taça Ibérica realizada no passado sábado, 28 de Dezembro.

A 34ª edição desta prova, que opõe os actuais campeões portugueses e espanhóis, realizou-se em Lisboa, no campo de Monsanto.

O GD Direito já vencia por 24-6 ao intervalo, terminando a partida a vencer por 41-11, com destaque para o atleta Gonçalo Malheiro, que somou um ensaio, duas penalidades e quatro transformações. Luís Sousa, Rui D’Orey, Vasco Fragoso Mendes e Manuel Vilela foram responsáveis pelos restantes ensaios.

jogadores do GD Direito festejam a conquista do trofeu Fonte: jogadadomes.com
jogadores do GD Direito festejam a conquista do trofeu
Fonte: jogadadomes.com

Esta vitória representa o 15º triunfo português nesta prova, sendo a terceira consecutiva do rugby português. O GD Direito traz-nos assim mais uma prova de que o rugby português está cada vez mais forte e mais significativo no panorama mundial.

O resultado da partida pode fazer com que se pense que foi uma partida fácil. No entanto, foi um jogo muito disputado, que exigiu persistência e concentração para contornar as dificuldades proporcionadas pela secção de avançados de maior porte dos espanhóis. Os advogados de Martim Aguiar conseguiram assim demonstrar que a sua técnica no jogo foi superior ao peso e à altura dos espanhóis.

Nos últimos anos têm-se ouvido inúmeras críticas relacionadas com a fisionomia dos nossos atletas, desmotivando-os nas competições internacionais. A questão que se impõe é se não terá sido esse aspecto o grande responsável pela evolução da sua técnica e que o tem tornado cada vez mais forte?

Tem-se utilizado o facto de os portugueses não serem tão altos e tão pesados como a maioria dos jogadores das melhores selecções estrangeiras como argumento contra as possibilidades de a equipa portuguesa triunfar nas competições internacionais.

Mas, se analisarmos bem a evolução do rugby português, veremos que foi isso que nos fez apostar na técnica, na velocidade e na concentração que nos têm feito destacar no panorama mundial. Temos no atleta Pedro Leal um exemplo de um jogador de baixa estatura mas que se tem revelado um dos melhores portugueses pela sua técnica e velocidade.

A vitória do seu clube na Taça Ibérica foi, mais uma vez, prova disso. Um jogo que se apresentava muito difícil devido à altura e peso da equipa espanhola (principalmente dos seus pilares) foi vencido pela superioridade a nível técnico demonstrada pela equipa portuguesa.

E é isso que vai continuar a fazer este desporto crescer em Portugal: a utilização das nossas fraquezas para nos tornarmos mais fortes.

Que 2014 seja um ano de rugby de excelência e que Portugal continue a trazer grandes resultados das competições internacionais para que possa ocupar um lugar cada vez maior no mundo do rugby.

2014, e agora?

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O fim de ano no mundo de futebol significa uma pausa nas competições e uma merecida recarga de energias por parte dos jogadores – exceção feita ao futebol inglês – de forma a encararem a segunda metade da época. A partir deste momento, qualquer ponto perdido será fulcral nos objetivos de cada equipa. A cada derrota ou vitória, o peso das grandes decisões torna-se cada vez mais significativo.

Quem será o grande campeão espanhol? Conseguirá o Atlético de Madrid manter a performance demonstrada? E Ronaldo, continuará a carregar às costas os sonhos dos adeptos merengues?! E quanto às descidas de divisão, quem terá capacidade para fugir à despromoção? São tantas as perguntas a que apenas o tempo responderá! Todavia, é o momento ideal para refletir e lançar uma perspetiva daquilo que poderá acontecer.

Barcelona: 15 vitórias, 1 empate e 1 derrota a juntar aos 49 golos marcados e apenas 12 sofridos espelham bem a consistência dos blaugrana. Podem não demonstrar o perfume de outrora mas a solidez mantém-se – e vem aí Messi. Será, na minha opinião, o campeão desta edição do campeonato espanhol.

Atlético Madrid: já aqui esgotei os meus elogios ao Atlético Madrid, aos seus jogadores e treinador. Que época fantástica! Grupo unido, bom futebol, grande mentalidade. Falta saber se têm estofo para aguentar até ao fim, e se Diego Costa permanece no clube até ao verão. Num mundo futebolístico justo, este Atlético seria campeão. Todavia… o 3º lugar será, à partida, o destino certo.

Real Madrid: vive mais das individualidades do que do coletivo. Ronaldo será sempre uma das três figuras do campeonato, mas o futebol dos merengues ainda não é suficiente para travar a harmonia tática do Barcelona. Dificilmente alcançará o primeiro lugar, a não ser que melhore rapidamente. Com a reabertura do mercado era aconselhada a compra de um avançado de renome que faça justiça às necessidades do clube.

Atlethic Club Bilbao/Real Sociedad/ Villareal: juntos compõem os restantes lugares europeus. Recentemente falei dos dois clubes bascos e, face à enorme qualidade demonstrada até aqui, prevejo que se mantenham em lugares europeus no final do campeonato. No entanto, apenas um terá acesso à Champions. O meu voto vai para a Real Sociedad. A equipa do sensacional Griezmann parece-me mais madura e ciente da longa travessia que tem de percorrer.

Quanto ao Villarreal prevejo alguma dificuldade em arrecadar a 6ª posição. Precisa de reforços na defesa, mas, devido à recente subida de divisão, duvido da vontade dos dirigentes de investir no plantel – que é curto e acabará por dar sinais de fadiga.

Barcelona fez a festa na época passada / Fonte: Sapo
Barcelona fez a festa na época passada / Fonte: Sapo

Sevilla/Getafe/Espanyol/Valencia/Granada: o Sevilha vem de uma senda de vitórias notável e tem as melhores condições para alcançar o último lugar europeu – por troca com o Villarreal. Com três jogadores lusos (Beto, Diogo Figueiras e Daniel Carriço), o Sevilla usufrui de um vasto plantel recheado de qualidade.

O Getafe tem feito, tal como na temporada anterior, um campeonato consistente. Tem o defeito de marcar poucos golos e de possuir um plantel com poucas “estrelas”. Na melhor das hipóteses terminará nos lugares abaixo da linha europeia.

O Espanyol e o Valencia fazem parte do lote de clubes com jogadores portugueses no plantel: Pizzi e Simão Sabrosa no Espanyol; Ricardo Costa, João Pereira e Hélder Postiga no Valencia. Curioso é que deste conjunto de jogadores apenas Ricardo Costa tem fugido às críticas da imprensa e adeptos. Veremos aquilo que o mercado de janeiro nos reserva para os referidos jogadores. Quanto aos objetivos dos clubes: o Espanyol dificilmente sairá dos lugares do meio da tabela; o Valencia, por seu turno, tem obrigação de fazer muito melhor. Com um plantel de enorme qualidade (Piatti, Banega, Canales, Guardado) são inadmissíveis os escassos 20 pontos conquistados. A continuar assim, não fica, de certeza absoluta, em lugar europeu. O novo treinador, Juan Antonio Pizzi (ex-jogador do FC Porto), tem pela frente uma difícil tarefa.

Por fim, o Granada parece-me claramente o típico clube de lugares do meio da tabela. Aliás, mais rapidamente os andaluzes lutam para não descer do que para subir na classificação.

Levante/Málaga/Elche/Almería/ Osasuna: o Levante, clube onde atua o português Sérgio Pinto, é, à imagem do Granada, um clube de resultados medianos. Marca poucos golos e tem uma defesa razoável. Prevejo que tenha algumas dificuldades em assentar a sua posição na tabela.

O Málaga encontra-se num estado de depressão. Depois do castigo da UEFA – que proibiu o clube andaluz de atuar nas competições europeias – os dirigentes foram obrigados a rever os objetivos estabelecidos a curto e médio prazo. Venderam alguns jogadores de renome e renovaram o plantel. Não é muito fraco, mas também não é muito bom. Penso, contudo, que, à 17ª jornada, o Málaga tem uma fraqueza psicológica demasiado evidente para ser posta de lado. Com dois ou três reforços de qualidade e uma renovada mentalidade, o clube poderá ressurgir para uma boa época.

O Elche, o Celta de Vigo, o Almería e o Osasuna estão, atualmente, separados por apenas 2 pontos. Não tenho qualquer dúvida de que a luta pelos lugares de despromoção vai ser frenética – à imagem dos últimos anos – e de que os duelos, decisivos, entres estas equipas serão apaixonantes. No entanto, deste grupo, aponto o Elche, clube que subiu de divisão esta temporada, como o mais forte candidato à descida. Com um plantel curto e fraco, aliado a um futebol aguerrido mas incapaz, o Elche dificilmente permanecerá entre os grandes.

Tabela classificativa à entrada para 2014 / Fonte: ZeroZero
Tabela classificativa à entrada para 2014 / Fonte: ZeroZero

Valladolid/Rayo Vallecano/Real Betis: o Valladolid é um cliente habitual do meio da tabela. Tem uma equipa mediana mas com capacidades (21 golos marcados e 29 sofridos). A defesa é o ponto fraco desta equipa, que, com reforços cirúrgicos, será capaz de alcançar lugares de permanência na liga BVVA.

O Rayo Vallecano é um caso em (quase) tudo semelhante ao do Málaga. Terminou a edição anterior da Liga espanhola no 8º lugar, o que lhe concedeu um lugar na Liga Europa. A UEFA, através das leis do fair-play financeiro, proibiu o clube de participar nas competições europeias e as consequências estão à vista. Com 40 (!) golos sofridos – a pior defesa do campeonato – e somente 16 marcados, o Rayo Vallecano necessita urgentemente de reforços na defesa (onde atua o português Zé Castro). Penso que é o grande candidato à descida: a equipa sofre golos de todas e quaisquer formas, não apresenta qualquer rasgo de criatividade e ambição. Parece-me fácil perspetivar o futuro do Rayo.

Por último, o Real Betis. Que enorme crise atravessa este clube de Sevilha! O plantel até é extenso e tem alguma qualidade – o que surpreende ainda mais – mas os resultados são catastróficos: 2 vitórias, 4 empates e 11 derrotas, com somente 15 golos marcados e 36 sofridos. O Real Betis tem, neste momento, 10 pontos. Relembro que na época anterior o último classificado fez 34 pontos. Os números revelam, portanto, que dificilmente o Betis conseguirá a permanência.

Com maior ou menor dificuldade, todos somos capazes de lançar prognósticos. No entanto, a verdade é que o futebol nos surpreende muitas vezes e dificilmente as restantes jornadas da Liga BVVA deixarão de o fazer. No fundo, é essa imprevisibilidade de um jogo, de uma jornada ou até de todo um campeonato que torna este desporto tão espetacular e apaixonante.

Ricardo, a bola é tua

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dosaliadosaodragao

Certa vez, Marcelo Bielsa, mítico treinador argentino, afirmou preferir a “transpiração inspirada à inspiração momentânea”. Vem isto a propósito de Ricardo Quaresma e do seu retorno ao Dragão.

Mustang”, “Cigano” ou “Harry Potter”, o extremo internacional português voltou a casa! À casa onde, entre 2004 e 2008, ajudou a escrever páginas de glória e assinou momentos de magia. O comum portista relembra a sua invulgar capacidade técnica – desde as trivelas às recepções de bola precisas e orientadas, passando pelos dribles estonteantes e cruzamentos tensos a “cheirar a golo”. Como recorda os enormes golos: ao Valência, na Supertaça Europeia; com nota artística, em Alvalade; com a “bola no sete”, em Guimarães; ou numa combinação de espectacularidade e eficácia, diante do Benfica.

Mas o portista lembra (talvez) a outra face de Quaresma: os ‘amuos’, os pedidos para sair, a rábula do Verão de 2008 ou o sentir-se maior e mais importante do que o colectivo. Laszlo Boloni acertou em cheio quando, numa palavra, o definiu – “Mustang“, disse, então, o ex-treinador do Sporting. Ou um verdadeiro cavalo selvagem.

Quaresma sempre necessitou de um espaço muito próprio dentro de uma equipa de futebol. Talvez por isso tenha tido pouco sucesso com o exigente Co Adriaanse; talvez por isso tenha demonstrado o melhor futebol com o pacifista Jesualdo Ferreira. Melhor do que ninguém, o actual treinador do Braga montou o FC Porto de então de forma a proteger Quaresma: com plena liberdade, tornou-se um verdadeiro ícone de magia com a bola nos pés. Sem ela, menos um a defender. Ou, se quisermos, um jogador de inspiração momentânea mas com muito pouca transpiração inspirada. E tudo menos aquilo que nós, portistas, definimos como ‘um jogador à Porto’!

Da mesma forma que recordo todos os momentos de plena magia assinados pelo Harry Potter, lembro os assobios e a sensação de desgaste profundo que a relação Quaresma-adeptos atravessava quando o “Mustang” partiu. Falhou em Milão, não apareceu em Londres, reinou algum tempo na Turquia e tirou férias no Dubai. Até aqui.

Sorrir. Eis o que Quaresma e os adeptos do FC Porto esperam voltar a fazer. / Fonte: A Bola
Sorrir. Eis o que Quaresma e os adeptos do FC Porto esperam voltar a fazer. / Fonte: A Bola

Ainda assim, quando mais precisava, Quaresma teve a mão estendida de quem lhe havia dado um berço para crescer. De quem o tinha mostrado ao Mundo e o havia deixado partir porque a casa já era pequena para tamanho ego. O ego que Ricardo Quaresma alimentava a cada trivela feita.

Só quem não assistiu ao primeiro treino do Dragão no novo ano não conseguiu descortinar a alegria que o reforço do FC Porto demonstrou. O adepto portista aprumou a casa e tratou de receber um dos seus filhos, esquecendo os mal-entendidos e recordando tão-só os momentos em que foi feliz graças à sua acção. Deu-lhe (provavelmente) a última oportunidade e devolveu-lhe a camisola com que sempre gostou de alinhar: o mítico 7. Perante isto, perceber o conforto e a comodidade do “Cigano”, o seu à-vontade e alivio mesclado com a gratidão que tem por sentir que a casa onde mais foi feliz não o esqueceu, traduzida nas palavras emocionadas de quem está a rebentar de alegria, não deixa indiferente o mais racional dos adeptos.

À semelhança do regresso de Lucho, espero e desejo que este retorno seja bem mais do que um paliativo administrado aos adeptos portistas; é certo que as minhas dúvidas quanto à utilidade desta contratação não se dissiparam totalmente. Porém, não duvido, hoje, que o lado emocional de Quaresma estará mais reforçado do que nunca – não há maior motivação do que sentir o carinho de quem o recebeu de braços abertos e lhe deu a possibilidade de voltar a ser feliz (como ele próprio o disse). Se, aliado a isso, atingir rapidamente os níveis mínimos de ritmo e capacidade física, então Quaresma terá legitimidade para exigir que “Harry Potter” volte a ser o seu nome do meio. Porque, no fundo, talento foi coisa que nunca lhe faltou.

Agora, Ricardo – como disse J.F. Kennedy –, terás de te olhar ao espelho e interrogares-te a ti próprio: não perguntes o que o FC Porto pode (mais) fazer por ti. Pergunta antes o que tu, com o Dragão no peito, podes fazer pelo FC Porto. Agora é contigo!

Carrega, couratos e bifanas!

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Terceiro Anel

Benfica vs FC Porto, o jogo mais explosivo do futebol português, num domingo às 16 horas. Mal fiquei a conhecer o horário desta partida, dei por mim a largar um enorme sorriso, porque jogatanas nas tardes de domingo são…aquela base. E ainda para mais tratando-se de uma recepção aos nossos queridos amigos da Invicta, jogo esse (e falo por mim) que é o que mais gozo me dá ganhar em Portugal.

Mas de facto, e foi isso que me levou a escrever este artigo sobre o tema, é a essência da futebolada durante um domingo à tarde que me encanta profundamente. E eu, que até estava com um certo receio de que não viesse aí uma grande casa a caminho para este clássico, agora fiquei quase convicto de que haverá um grande ambiente na catedral nacional. O Benfica tem vindo a praticar um futebol enfadonho e desgarrado, sem conexão, mas tenho esperança de que a situação se altere no dia 12 de Janeiro. E para isso deverá contribuir, e muito, a envolvência desta partida. Teremos famílias inteiras a deslocar-se ao Estádio da Luz, teremos famílias inteiras a almoçar junto do Estádio da Luz, teremos famílias inteiras a cantar pelo clube junto ao Estádio da Luz, teremos “roulottes” apinhadas de gente junto ao Estadio da Luz (não me levem a mal, mas escrever “Estádio da Luz” para mim é uma terapia), teremos bifanas e couratos por toda a parte!

Aliás, temo pela saúde do gado suíno nacional, visto que os couratos e bifanas terão, certamente, uma enorme saída no dia 12 de Janeiro. Mas pronto, é o preço a pagar por haver uma partida destas num tão apetecível horário. E depois, os adeptos poderão ir descansados para o Estádio da Luz, sabendo que a seguir ao clássico ainda poderão dar largas à sua alegria durante muitas horas, depois de mais uma vitória do Benfica. E isto porque o jogo será às 16 horas e não à noite, como por norma sempre acontece, e assim sendo, os adeptos que ainda têm emprego (ainda existem portugueses com emprego, não existem?) podem estar à vontade, dando-se ao luxo de ir ao teatro ou ao cinema depois do jogo.

Benfica - FC Porto, em Abril de 1993, numa das muitas tardes de sonho na velha Luz / Fonte: ontemvi-tenoestadiodaluz.blogspot.pt/
Benfica – FC Porto, Abril de 1993, numa das muitas tardes de sonho na velha Luz
Fonte: ontemvi-tenoestadiodaluz.blogspot.pt

Benfica vs FC Porto numa tarde de domingo, como tantos outros clássicos que se realizaram em tardes do dia semanal de descanso. Sim, já não teremos o Eusébio, Coluna, Simões e Germano dos anos 1960; sim, já não teremos o Humberto Coelho, Toni, Jordão e Vitor Baptista dos anos 70; sim, já não teremos o Bento, Pietra, Carlos Manuel e Chalana dos anos 1980; sim, também não teremos o Mozer, Ricardo Gomes, Valdo e João Pinto da primeira metade dos anos 1990 (por favor, caros colegas do “Bola na Rede”, não me obriguem a falar sobre o Benfica do período Junho de 1994/Dezembro de 2002).

Mas desta vez teremos o Luisão, o Garay, o Matic (pois, se calhar não), o Enzo, o Gaitán, entre outros. E além disso teremos um jogo na catedral, numa hora sagrada, com a partida a ser transmitida na Benfica TV, com um grande ambiente em redor do estádio, com um país em suspenso à espera deste tremendo desafio.

Felizmente, vou ver este jogo ao vivo, e por isso mesmo faço questão de participar neste evento de culto que será a romaria ao estádio, o almoço à base de couratos e bifanas, o convívio com muitos outros adeptos do Benfica. Sim, porque o Sport Lisboa e Benfica é o clube do povo, e por ser o clube do povo é que deve ter estes jogos sempre marcados para estas horas apetecíveis. Chega de recepções ao Paços de Ferreira e ao Gil Vicente em noites de domingo; chega de antecipações, por vezes escusadas, de jogos para noites de sexta-feira. Há que reunir a família benfiquista, há que tornar a tarde de 12 de Janeiro inesquecível. Por isso, viva o Benfica! Boa sorte, meu grande amor! Mas atenção, caro SLB, primeiro tens de passar aos quartos-de-final da Taça de Portugal!

Como nota final, gostaria de desejar um bom Ano Novo a todos os meus colegas deste projecto, e em particular a todos os nossos leitores. Ah, e já me esquecia, desculpem-me se porventura este artigo não estiver ao nível de outros, mas isto de escrever poucas horas depois de uma passagem de ano pode ter as suas contrapartidas.

Um ano de emoções

cab hoquei

Chegado o final do ano de 2013, é tempo de olhar para trás e fazer um balanço.

Este ano vai ficar na história no Benfica http://thumbs.sapo.pt
Este ano vai ficar na história no Benfica
http://thumbs.sapo.pt

Este foi um ano cheio de emoções para o hóquei português. Comecemos pelo Benfica. Este ano, a nível internacional, foi o melhor de sempre. O Benfica tocou o estrelato e viu, primeiro, a Europa e, depois, o Mundo ficarem a seus pés. Tudo começou na final four da Liga Europeia, disputada no Porto, e onde Benfica e FC Porto chegaram à final (aqui também mais uma vitória para o hóquei português). Depois de ter eliminado o Hockey Valdagno, o Benfica encontrava o FC Porto, que tinha derrotado o Barcelona, numa final inédita entre dois clubes portugueses, e que teve polémica à sua volta. Depois de se ter sentido intimidado durante o jogo da meia-final por parte de adeptos do Porto, o Benfica considerou não ir ao jogo da final, tendo a decisão de jogar sido tomada na manhã do dia do jogo. Em pleno Dragão Caixa, o Benfica conquistou a sua primeira Liga Europeia, graças a um golo de ouro de Diogo Rafael. Começava aqui uma caminhada cheia de glória para o Benfica. A próxima conquista seria a Taça Continental, onde os encarnados derrotaram, de forma contundente, o vencedor da Taça CERS, o Vendrell, por 5-3 fora e 5-0. E tudo culminaria na Taça Intercontinental. Frente ao campeão sul-americano, o Sport Recife, o Benfica goleou por 10-3, resultado que mostra o grande desequilíbrio que há entre o hóquei português e o brasileiro. Com o estatuto de campeão nesta edição da Liga Europeia, o Benfica lidera o seu grupo só com vitórias. A nível interno, as coisas não foram tão brilhantes. O clube não foi capaz de ganhar o campeonato e a Taça de Portugal e ocupa neste momento o 2º lugar.

O FC Porto também foi um dos vencedores do ano. Conquistou o campeonato, a Taça e a Supertaça, conseguiu uma grande vitória frente ao Barcelona e lidera o seu grupo na Liga Europeia. Faltou a cereja no topo do bolo, que seria a conquista da Liga Europeia no seu pavilhão. No campeonato, os azuis e brancos seguem em 3º.

A selecção de sub-20 voltou a ser feliz no Mundial http://cdn.record.xl.pt
A selecção de sub-20 voltou a ser feliz no Mundial
Fonte: Record

Em termos de selecções, este ano foi mais do mesmo. Muita esperança, muita qualidade, mas, no final, frustração. Por diversos factores já aqui referidos, Portugal voltou a falhar. No Mundial, Portugal apresentava-se como um dos favoritos, mas, num jogo onde o azar e a arbitragem não ajudaram, o país foi eliminado frente à Argentina e não conseguiu realizar o seu sonho. O mesmo se passou no Europeu feminino. Depois de uma série de resultados que deixavam o público esperançado, a selecção portuguesa caiu na final perante a Espanha por uns expressivos 7-0. Mais uma vez, Portugal morreu na praia. Mas, no panorama da selecção, nem tudo é negativo. Os sub-20 conquistaram o Mundial, um troféu que escapava há três finais consecutivas, com um trajecto impecável. Estes jovens mostraram que o futuro do hóquei está em boas mãos.

Em 2013, assistimos também à saída de Carlos Feriche da selecção espanhola. Depois de ter conquistado quatro Europeus e cinco Mundiais, abandonou o cargo deixando Espanha no topo da modalidade.

A AD Valongo termina 2013 num grande momento http://www.advalongo.pt
A AD Valongo termina 2013 num grande momento
Fonte: advalongo.pt

E acabo os destaques com a equipa sensação. Nesta época natalícia, há uma equipa que está a viver um verdadeiro conto de Natal. Falo da AD Valongo, a equipa sensação do campeonato. Líder isolado, líder do seu grupo na Liga Europeia e, ainda sem perder, a AD Valongo vive o melhor momento na sua história e não podia ter pedido melhor fim de ano. Para 2014, o desejo é o de continuar a ser uma força emergente no hóquei português e, quem sabe, causar uma surpresa no campeonato.

São estes os destaques de 2013. Desejo a todos um óptimo ano de 2014, agradecendo o apoio que têm dado ao Bola na Rede e desejando que assim continuem.

Tropa de Elite

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É um grande filme, este aqui em cima, que dá nome ao título deste manuscrito, não acham? Tropa de Elite é osso duro de roer, pega um, pega geral e também vai pegar você! Cinco emblemas. Penta escudos que nunca desceram de divisão, que nunca tiveram o sabor amargo de experimentar a série B. E eles vêm aí.

Flamengo: presente em todas as edições do Brasileirão. Maior vencedor do novo formato do Campeonato Brasileiro, desde 1971 (tal como o S. Paulo). Ultimamente os torcedores do Flamengo têm levado alguns sustos. Mas a equipe lá se consegue manter na Série A. Este ano, por exemplo, devido à utilização irregular de um jogador, o Clube de Regatas Flamengo ficou no primeiro lugar acima da linha de água. Que sufoco! Safou-se com a conquista da Copa do Brasil.

Cruzeiro: se alguém fizer a chamada da Primeira Divisão o Cruzeiro dirá presente. Tricampeão Brasileiro. Não falhou uma disputa até hoje. O título deste ano fez aumentar o historial da Raposa, já rico em troféus.

Internacional: os rubros de Porto Alegre também jogaram todas as partidas até hoje. Tal como os Belo-Horizontinos do Cruzeiro, são tricampeões. Situações mais dramáticas só ao virar do ano, século e milénio (1999) e no ano do penta da seleção canarinha (2002). O seu team, com Falcão e companhia, encantou gerações; de gaúchos e não só. Um assunto de que falaremos no futuro.

São Paulo: forte. Boa estrutura. O tricolor paulista vem somando títulos. Hexacampeão. Tal como o Flamengo, todos os títulos no novo formato. Só não disputou a contenda de 1979, por confusões da CBF. Alcançou a hegemonia em 2006, para vencer os louros desse ano, do vindouro e ainda do subsequente. Ultimamente o clube não tem estado tão bem. Mas não se deve esnobar quem tanto trabalhou para os feitos que alcançou.

Santos: último na lista, mas não em qualidade. É claro que o clube onde jogou o rei Pelé teria que figurar neste rol. Tradicional. Dois títulos no formato normal e mais quatro anteriores a 1971 fazem do Santos hexa. Os Santistas, a par dos congéneres São Paulinos, como foi referido, também não participaram em 1979.

 

O Clube dos cinco / Fonte: opiniaosingela.blogspot.com
O Clube dos cinco / Fonte: opiniaosingela.blogspot.com

Conhecem aquele western chamado “Os Sete Magníficos”? Filme realizado por John Sturges. Pois bem, estes podem ser chamados cinco magníficos. Maravilhosos e, sobretudo, indefetíveis. É verdade que cair na real e ir parar à Série B pode ser um abrolhos para os clubes. Veja-se o caso do Corinthians, recentemente, que até esteve na Série C! Foi campeão e vencedor da Libertadores. O Fluminense também venceu em 2010 e 2012 depois de ter passado pela Terceira Divisão. Mas o que é facto é que estes cinco aqui nunca experimentaram esse sabor, não deixando de ganhar. Tal como num filme de cowboys, são como uma Tropa de Elite. Firmes nos seus propósitos e fortes para suportar as balas.