Um FC Porto, em autogestão para a Liga dos Campeões e motivado pelo empate do Sporting na jornada anterior, entrou determinado a resolver rápido o jogo. Já o CD Tondela, com um registo muito bom no seu estádio, recebia o campeão nacional e queria somar pontos para continuar tranquilo na luta pela manutenção.
Os portistas entraram fortes, mais pressionantes e mais dominantes para tentar chegar ao golo cedo. No entanto, a equipa da casa soube fechar-se bem dentro, não dando espaço aos Dragões na sua grande área.
Tentando através de passes longos para a grande área, explorar a dupla de ponta de lanças, só aos 14’ o Porto teve a primeira oportunidade. Corona penetrou pelo lado esquerdo e deixou para Evanilson que, dentro da grande área e pressionado por Grau, atirou para as malhas laterais da baliza do Tondela. Contudo, o golo acabaria por surgir cinco minutos depois. Grande passe de Pepe, que chegou até ao peito de Toni Martinez que, com espaço, rematou para o fundo da baliza de Trigueira.
Depois do golo, os portistas relaxaram e ao longo dos minutos o Tondela ficou mais próximo da baliza de Marchesín. A equipa da casa acabou por ter uma boa oportunidade para marcar perto do intervalo. Jaume Grau rematou de forma potente e obrigou o guardião do Porto a uma defesa para a frente.
Já a etapa complementar começou como acabou a primeira. O Tondela, com mais bola, e mais adiantado no terreno de jogo. No entanto, os minutos passavam e os lances de perigo não se viam.
O ritmo de jogo estava lento e o Porto conseguia gerir esforços. Conceição aproveitou para dar os primeiros minutos a Sérgio Oliveira, depois de recuperar da lesão que o afastou do jogo da Champions.
Aos 83’, os dragões garantiram a tranquilidade. Boa jogada com várias combinações interessantes pela direita do ataque, com Otávio a cruzar para o recém-entrado, Taremi, fazer de cabeça, à segunda tentativa, depois de uma defesa incompleta de Trigueira, o 0-2.
Vitória tranquila do FC Porto que acabou por gerir as energias para o jogo decisivo de terça-feira na Liga dos Campeões e pressiona os leões.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Pepe – O capitão portista contribui para a vitória portista, não só mantendo a defesa compacta, mas também no ataque. Grande visão de jogo e um passe milimetricamente preciso para Toni Martinez desbloquear a partida. Um exemplo para os colegas!
Mario González – Este é o tipo de jogo para o espanhol sobressair. O espanhol não fez uso da sua mobilidade e não aproveitou os poucos espaços existentes no meio da defesa portista. O avançado acabou por ser presa fácil para a defensiva portista e esteve pouco ativo no jogo.
ANÁLISE TÁTICA – CD Tondela
Pako Aystarán apostou num 4-4-2, com uma dupla ofensiva na frente. Rafael Barbosa, a percorrer tanto o centro como as laterais, enquanto Mario Gonzalez, mais fixo ao centro. Os dois tentaram explorar o espaço entre a linha defensiva e meio campo do FC Porto. Na defesa, o medio defensivo, João Pedro, juntava-se a Medioub e Ricardo Alves para tentar fechar no centro.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Pedro Trigueira (6)
Bebeto (6)
Medioub (6)
Ricardo Alves (6)
Filipe Ferreira (6)
João Pedro (6)
Jaume Grau (6)
Olabe (5)
Agra (6)
Rafael Barbosa (6)
Mario González (5)
SUBS UTILIZADOS
Murillo (6)
Jaquité (5)
Souleymane (-)
Arcanjo (-)
Enzo Martinez (-)
ANÁLISE TÁTICA – FC Porto
Sérgio Conceição resolveu refrescar o onze, tendo em vista o duelo para 2.ª mão dos quartos de finais da Champions League. Na defesa, Diogo Leite fez dupla de centrais com Pepe, mas foi no ataque que se viu as maiores diferenças face ao último jogo. Toni Martinez e Evanilson entraram no onze para garantirem sempre presença na grande área tondelense.
A defender, o FC Porto apresentava um 4x4x2 com Corona e Otávio a recuarem nas laterais para se juntarem ao meio-campo e o tornarem mais compacto. Já em movimento ofensivo, a dupla juntava-se aos dois pontas de lança na frente para lhes tentar fazer chegar a bola pelas laterais.
No último mercado de transferências, uma das políticas de contratação do Sporting CP foi “pescar” jogadores no Campeonato Português. A verdade é que a luta pelo título nacional é uma realidade, algo que não acontecia há algumas épocas. Será que a estratégia para a próxima temporada passará pela busca no mercado interno?
É certo que existem bastantes jogadores de qualidade fora dos ditos três grandes. Angel Gomes e Ruben Vinagre são dois atletas que, apesar de fazerem parte dos quadros do Boavista FC e Famalicão FC, respetivamente, estão cedidos por empréstimo por entidades estrangeiras.
Al Musrati é um dos jogadores de destaque desta temporada. Porém, não me parece que o SC Braga o vá deixar sair por um preço razoável, pelo que o próprio clube já afirmou que pretende 20 milhões pelo passe do internacional líbio. Outro dos atletas que está a desempenhar uma excelente temporada é Rodrigo Pinho. Porém, o avançado português está já praticamente sob a posse do SL Benfica.
Fica aqui uma lista de seis possíveis reforços que gostaria de ver no Sporting CP na próxima temporada e a minha avaliação sobre a probabilidade de a transferência poder vir a acontecer. Os valores de mercado apresentados foram consultados no site Transfermarkt.
A CRÓNICA: CLÁSSICO DETERMINOU PASSAPORTE PARA OS LEÕES
Depois do duelo entre SL Benfica e Imortal, onde os algarvios conseguiram o passaporte para a final da Taça de Portugal, faltava saber o segundo finalista da competição. Para isso, o Sporting CP defrontou o FC Porto no Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos para desvendar esse mistério. Duas das melhores equipas do campeonato subiram à quadra e o jogo começou bem quente para ambos os lados.
Miguel Queiroz abriu o marcador no jogo com um lançamento de dois pontos e resposta do Sporting CP logo chegou através de um triplo de João Fernandes e ainda mais seis pontos repartidos pela restante equipa – o que levou os dragões a pedirem timeout logo aos quatro minutos de jogo. Se calhar foi esse o briefing de Moncho López que faltava, pois, a partir daí, os dragões mostraram estar bem vivos no jogo, a par do Sporting CP. Salientaram-se os erros dos leões que resultaram em pontos para os azuis e brancos e que levaram o resultado a permanecer num 18-19 favorável ao FC Porto à entrada para o segundo quarto.
No segundo período, as facetas inverteram-se. O Sporting CP fez um parcial de 12-0, conseguindo dar a volta ao resultado e ainda se distanciou por dez pontos do FC Porto durante algum tempo, mas os dragões reduziram a distância para apenas quatro pontos ainda antes do recolher aos balneários. Nestes segundos dez minutos, ficaram de notar o grande número de faltas efetuadas e o aumentar de eficácia dos leões. Com um resultado tão “apertado” e um jogo renhido, contava-se com uma monstruosa segunda parte. No marcador, um 40-36 a favor do Sporting CP.
Voltou-se do intervalo e o FC Porto entrou no terreno com um jogo mais agressivo. Aos três minutos de período, os dragões já contavam com cinco faltas efetuadas e sem qualquer ponto marcado. Na segunda metade do terceiro período o jogo voltou a inverter. De um Sporting CP pressionante a todos os níveis e concretizador, passou a um Sporting CP sem grande eficácia e muito faltoso. No entanto, a vantagem leonina aumentou e passou a ser de nove pontos à entrada para o último quarto, com o marcador a mostrar um 61-52.
Seriam os derradeiros dez minutos da partida e a determinação de ambas as equipas veio à superfície. Foi o período onde o FC Porto concretizou o maior número de pontos e onde o Sporting CP estava a vacilar mais. A única semelhança com os restantes três períodos manteve-se no número de faltas algo elevado. A 55 segundos do final, Moncho López utilizou o seu último timeout para tentar arranjar uma forma do FC Porto dar a volta ao resultado, mas a falta de eficácia tramou os dragões. Aproveitando-se do erro, os leões contra-atacavam e pouco falhavam. Soou a buzina final e o Sporting CP venceu o FC Porto por 85-77, garantindo, assim, o segundo passaporte para a final da Taça de Portugal.
— Sporting CP – Modalidades (@SCPModalidades) April 10, 2021
Travante Williams – É um dos jogadores que mais diferencia o jogo do Sporting CP, principalmente a nível ofensivo, mas também defensivo. Acabou o duelo frente ao FC Porto com 22 pontos, 12 ressaltos e mais uma grande exibição.
Jogo faltoso do FC Porto – Viu-se um FC Porto a defender no limite da falta, o que fazia com que se marcasse efetivamente falta e os dragões viram-se obrigados a ter muito mais cautela. Tudo isto levou a que a equipa da cidade invicta tivesse de ser muito mais pacífica a jogar devido ao “limite” de faltas.
ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP
Luís Magalhães escolheu o seu melhor cinco para defrontar o FC Porto. Nos momentos defensivos, o Sporting CP optava por uma defesa a dois debaixo do cesto, para impedir a vantagem de estatura dos jogadores do FC Porto, e ao portador da bola para dificultar o processo ofensivo.
Nos momentos em ataque, os leões preferiram o jogo interior, sabendo que têm uma maior eficácia nessa parte do terreno, ao invés dos lançamentos exteriores.
CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES
Travante Williams (9)
John Fields (6)
Diogo Ventura (8)
João Fernandes (6)
James Ellisor (7)
SUBS UTILIZADOS
Francisco Amiel (4)
Shakir Smith (6)
Cláudio Fonseca (4)
Diogo Araújo (5)
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO
Moncho López escolheu o cinco habitual do dragões, apenas juntando Francisco Amarante à equação. O FC Porto jogou no erro do Sporting CP, aproveitando os contra-ataques e uma defesa descompensada, e repartindo o jogo entre o interior e exterior.
Nos momentos defensivos, os dragões espalhavam-se por todo o campo e, aquando do jogo interior do Sporting CP, denotava-se uma marcação individual bastante cerrada e no limite da falta.
A posição dos defesas centrais é, no futebol moderno, uma das que mais exige maturidade e experiência em campo. Uma defesa sólida habitualmente é sinónimo de vitórias, apesar de individualmente, por vezes, não adquirirem o destaque merecido.
Atualmente, cada vez mais os grandes clubes estão atentos a jovens jogadores, de forma a valorizá-los, adaptá-los ao estilo de jogo pretendido, e tirar o máximo proveito das suas qualidades.
Neste artigo apresentamos um lote de cinco defesas centrais com 21 anos ou menos, que se destacam dos restantes, não só pelo rendimento imediato, mas também pelo potencial que têm. Conseguem unir a irreverência à maturidade que tão cedo adquiriram nos relvados, colocando os “grandes tubarões” europeus de olhos postos nas suas capacidades.
A CRÓNICA: EMPATE AO CAIR DO PANO SALVA UM PONTO PARA O RIO AVE FC
Num encontro a contar para a 26.ª jornada, Boavista FC recebe o Rio Ave FC, numa partida entre duas equipas que têm para desiludido na Primeira Liga. Os vilacondenses partiam de uma posição mais segura, em 12.º, mas apenas três pontos à frente dos boavisteiros em 15.º. A equipa de Jesualdo Ferreira procurava a segunda vitória consecutiva, enquanto que Miguel Cardoso queria voltar a conquistar três pontos depois de três partidas sem o fazer.
O jogo começou de forma muito animada numa tarde solarenga no Estádio do Bessa. As redes abanaram logo aos 3 minutos, com Yusupha, que havia entrado no onze para substituir o suspenso Angel Gomes, a abriu as hostilidades. Com muito espaço entre a linha média e defensiva do Rio Ave FC, com Sauer a ligar com Paulinho, atraindo pressão para o meio. Com espaço nas alas, Reggie Cannon consegue aproveitar e entra na área com algum espaço, onde cruza para Alberth Elis ao segundo poste. O avançado hondurenho cabeceia para o meio, onde Yusupha, sem qualquer marcação, encosta facilmente para o fundo da baliza do Kieszek.
O Rio Ave FC conseguiu reagir bem ao golo sofrido, e aos 10′ conseguiu voltar a igualar o marcador. Guga no meio-campo consegue um bom passe a explorar profundidade de Carlos Mané numa infiltração à grande área pela direita, que cruza para Tarantini finalizar. Léo Jardim ainda defende o primeiro remate, mas a bola ressalta para Gélson Dala que surge isolado na pequena área, com a baliza descoberta e à sua mercê. Estava feito o empate no estádio do Bessa.
Mas os mandados de Jesualdo Ferreira voltaram a mostrar uma boa figura, e recuperaram a liderança apenas dois minutos depois, aos 12′. Elis descai para a direita, e passa por Nélson Monte com bastante facilidade. Chega à área, onde cruza para Yusupha que aparece novamente com muito espaço, e que volta a não vacilar em frente à baliza. Estavam as panteras de novo na frente da partida.
Depois de uns 15 minutos iniciais muito animados, o jogo estabilizou no que restou da primeira metade. Com alguma oportunidades aqui ou ali, mas, de uma forma geral, o Rio Ave FC mantinha mais a bola, com maior paciência na procura de aberturas no bloco boavisteiro, enquanto que os axadrezados procuravam muito mais as duas flechas na frente – Elis e Yusupha -, para explorar o espaço nas costas dos defesas vilacondenses.
A segunda parte começou da mesma forma que havia terminado a primeira, com o Rio Ave FC a controlar a posse de bola, mas o Boavista FC a ser mais capaz de criar oportunidades, muito pelas saídas rápidas. Foi precisamente num contra-ataque, aos 54′, que criou mais perigo nos primeiros minutos dos segundos 45. Sauer a aproveitar bem uma perda de bola no meio-campo dos vilacondenses, progride com a bola pelo meio com velocidade, fazendo depois o passe para Yusupha. O avançado lancou o remate à entrada da área, mas o remate, apesar de forte, sai ligeiramente ao lado.
O jogo sofreu uma grande alteração aos 57′, quando Hamache, no seguimento de um cruzamento ao segundo poste, faz falta dentro da própria área sobre Carlos Mané, com o árbitro a apontar para a marca dos 11 metros, e a mostrar o segundo amarelo e consequente vermelho ao lateral-esquerdo francês. Contudo, na marcação, Pelé não consegue atirar para o fundo das redes ao permitir que Léo Jardim, especialista na matéria, conseguisse fazer a defesa.
Ambos treinadores mexeram após a expulsão, com Jesualdo a passar para um 5-3-1, com Alejandro Gómez a entrar por Jusupha para a posição deixada de vago por Hamache, e com Show a reforçar o meio-campo no lugar de Sebástian Pérez. Miguel Cardoso tornou o seu miolo mais ofensivo, com Fábio Coentrão a substituir o médio mais recuado Pelé.
A partida continuou nos mesmos moldes, com a única diferença a ser a maior dificuldade do Boavista FC em cobrir os espaços na sua organização defensiva. E esta foi crucial para o Rio Ave FC voltar a empatar a partida aos 70′. O espaço entre Devenish e Nathan, que entretanto também entrou para o lugar de Cannon, foi demasiado, e foi aproveitado na perfeição por Mané e Amaral. O lateral esquerdo aguentou o último passe, fixando o lateral-direito boavisteiro, e encontrou muito bem a diagonal de Mané precisamente nas costas de Nathan. Devenish já chegou muito tarde na cobertura, e o ex-internacional sub-21 por Portugal não desperdiçou e finalizou com grande classe para o fundo da baliza de Léo Jardim.
Apesar do maior caudal ofensivo do Rio Ave FC, com a introdução ainda de Ronan para a frente de ataque, a sorte sorriu ao Boavista FC. Aos 83′, num livre lateral, Nuno Santos faz um cruzamento muito tenso ao primeiro poste na direção de Adil Rami. O internacional francês ainda toca ao de leve na bola, mas o desvio que levou a bola ao fundo das redes foi precisamente de Ronan. O avançado posicionava-se diretamente atrás de Rami, e o primeiro toque fez que com o seu cabeceamento fosse na direção da própria baliza e não para fora da grande área. Voltavam as panteras para a liderança da partida.
Com medo de me estar a repetir, os vilacondenses continuaram com mais bola, mas com muitas dificuldades para criar situações de perigo perto da baliza defendida por Léo Jardim. Mesmo com 10 jogadores, o Boavista FC mostrava-se capaz de sair em contra-ataque e de criar dificuldades a Kieszek.
Mas foi mesmo ao fechar a partida que caiu, mais uma vez, um balde de água fria na equipa do Boavista FC. O Rio Ave FC teve um canto aos 93′, com a bola a sobrar para Fábio Coentrão depois de um ressalto. O internacional português rematou com força e colocação, e nem um inspirado Léo Jardim conseguiu impedir a bola de entrar. Estava feito o empate, seguido por uma enorme confusão juntos dos dois bancos, com várias expulsões de jogadores e elementos das equipas técnicas.
Apesar do Boavista FC ter parecido confortável durante grande parte da partida, o azar voltou a bater às portas do Bessa com um empate ao cair do pano, já depois de ter recuperado a liderança com apenas 10 jogadores em campo.
A FIGURA
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Yusupha Njie – o avançado entrou para o lugar do suspenso Angel Gomes e apesar de, obviamente, não apresentar a mesma qualidade técnica do inglês, acabou por ser incrivelmente decisivo para o Boavista FC conseguir sair, pelo menos, com um ponto. Destaque ainda para Alberth Elis, que fez as duas assistências para Yusupha, e ainda para Léo Jardim, que defendeu um penálti que manteve a equipa em jogo depois da expulsão de Hamache.
O FORA DE JOGO
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Reação à perda de bola do Rio Ave FC – foram demasiadas as vezes em que o Boavista FC conseguiu recuperar a bola no meio-campo e sair com bastante facilidade para o ataque. A equipa foi capaz de segurar mais a bola que os adversários, mas concedeu demasiadas oportunidades às panteras no contra-ataque.
ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC
Jesualdo Ferreira voltou a fazer alinhar a sua equipa num 3-5-2, ou 5-3-2, ainda que bastante diferente da última partida. A ausência forçada pela expulsão na última jornada de Angel Gomes fez com que Yusupha Njie fosse chamado para fazer dupla com Alberth Elis na frente, um jogador bem diferente do tecnicista inglês. Com mais velocidade e profundidade na frente, o Boavista FC apostou mais num jogo mais rápido pelo meio-campo, para poder lançar os seus avançados com muito velocidade. Estes dois homens na frente abriam também muito em cada uma das alas, de forma a garantir largura e ainda esticar a defesa do Rio Ave FC. A partir dessas posições mais abertas, regressavam ao meio no final das jogadas para poderem finalizar. Com esses movimentos, tornava-se também mais difícil a sua marcação.
O meio-campo a três utilizado por Jesualdo favorecia também bastante esse tipo de estratégia. Pérez funcionava com âncora, com Sauer e Paulinho os interiores com muito liberdade. Com cinco defesas atrás, os médios criativos tinham ordens para se juntarem aos jogadores mais avançados, e são ambos muito competentes tanto na condução de bola pelo miolo como em descaídas para as alas, onde também podem atuar.
Na defesa, o treinador das panteras não atribuíu demasiada responsabilidade de construção de jogo aos centrais, sabendo também que estes não são os mais confortáveis com a bola nos pés. Já Hamache e Cannon tinham a obrigação de subir muito nas alas e ajudar no processo ofensivo.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Leo Jardim (7)
Reggie Cannon (6)
Adil Rami (5)
Chidozie Awaziem (5)
Devenish (4)
Yanis Hamache (4)
Sebástian Pérez (5)
Paulinho (6)
Gustavo Sauer (6)
Yusupha Njie (8)
Alberth Elis (7)
SUBS UTILIZADAS
Alejandro Gómez (5)
Show (5)
Nathan Santos (5)
Nuno Santos (6)
ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE FC
Já o Rio Ave FC, como já estamos habituados a ver com Miguel Cardoso, apresentou-se como uma equipa com muito mais paciência com posse de bola, com muita gente no meio-campo. Um 4-3-3 com Geraldes a partir da esquerda no ataque, Mané na direita e Dala no meio que se desdobrava por vezes num 4-4-2 losango, com Chico Geraldes a juntar-se mais a Guga, Tarantini e Pelé no meio-campo, e Mané sempre muito perto de Gélson Dala.
No meio-campo, Pelé era o elemento mais recuado, caindo entre os centrais na primeira fase de construção. Tarantini procurava mais os movimentos sem bola, com algumas chegadas à área, como vimos no golo de Dala, com Guga a ser mais responsável pela circulação de bola – vinha buscar a bola atrás, muitas vezes mais recuado que Tarantini, mas juntava-se também jogadores da frente através de combinações pelo miolo.
Com Geraldes e Mané muitas vezes a virem mais para o meio, cabia a Pedro Amaral e a Ivo Pinto garantir a largura nas alas. Os dois laterais projetavam-se desde muito cedo, especialmente devido à saída a três com o pivô.
Nas ruas da cidade dos gladiadores, o francês Jean Éric Vergne (DS Techeetah), venceu o E-Prix de Roma, numa corrida marcada por várias desistências e problemas dos homens do top 10. O pódio foi fechado pela dupla da Jaguar, Sam Bird e Mitch Evans.
A vitória para Vergne requereu um trabalho estratégico notável, sendo que o francês e a equipa dourada temporizaram na perfeição as idas ao Attack Mode, de forma a não perder demasiados lugares, numa corrida onde nunca houve muito distanciamento entre os competidores, parecendo a certo ponto um comboio de carros elétricos.
Para o conseguir, Vergne lutou durante a grande maioria da corrida com Lucas di Grassi (Audi), que se tinha colocado na liderança, após os três homens que partiram à sua frente no arranque, chocarem (Andre Lotterer e Stoffel Vandoorne) ou serem penalizados (Oliver Rowland). O piloto brasileiro fez o que pôde para segurar a liderança, no entanto, já próximo do final, perde teve problemas técnicos, acabando por se retirar.
HUGE HUGE DRAMA at the start of the race as race-leaders Stoffel Vandoorne and Andre Lotterer collided 😳
— ABB FIA Formula E World Championship (@FIAFormulaE) April 10, 2021
Enquanto tudo isto acontecia, a dupla da Jaguar fazia uma demonstração notável de corrida. Sam Bird e Mitch Evans tinham começado em 10º e 12º respetivamente, mas durante toda a prova mostraram um ritmo fabuloso, que lhes permitiu subir vários lugares, travar muitas batalhas, mas acima de tudo, sem agressividade em demasia, o que lhes permitiu manter-se longe do caos que afetava a maioria dos homens da frente.
Mais no fundo da tabela, as coisas mantinham-se relativamente calmas em comparação, no entanto, há a destacar a corrida difícil do campeão em título, o português António Félix da Costa (DS Techeetah). Após um choque na qualificação, o António começou em 18º, no entanto, confiante de uma boa recuperação durante a corrida. Esta tarefa não foi assim tão simples, em particular porque havia um grande equilíbrio entre quase todos os carros, o que dificultou ultrapassagens. A certo ponto, o português colocou-se dentro do Top 10, mas ainda tinha uma ida ao Attack Mode, e um furo já perto do final da prova, eliminou qualquer possibilidade de lutar por pontos.
— ABB FIA Formula E World Championship (@FIAFormulaE) April 10, 2021
Também mesmo no final da corrida, o líder Lucas di Grassi perdeu subitamente velocidade, por problemas técnicos no carro. Esta desaceleração do carro da Audi, naquela que é a zona mais rápida do circuito, deu origem ao caos que acabou por obrigar a corrida a terminar atrás do Safety Car. Stoffel Vandoorne (Mercedes), o homem da pole position, que caiu para longe da liderança após um choque de Andre Lotterer (Porsche), tenta desviar-se do problemático Audi de Lucas di Grassi, e acaba a perder o controlo numa lomba, o que deixa o seu colega de equipa Nyck De Vries sem opção que não chocar contra o piloto belga.
Isto marcou uma corrida desastrosa para Vandoorne, que após a excelente qualificação, onde conseguiu a pole position, vê a sua liderança arruinada pela aparente impaciência de Lotterer, e após recuperar para dentro do top 5, acaba a perder o controlo do carro e colocar assim fim à sua corrida (e o consequente Safety Car colocou fim à dos outros).
O resto do top 10, vê Robin Frijns (Virgin) em quarto, com a sensação de que poderia ter conseguido um pouco mais, mas não conseguiu travar os Jaguar. A quinta posição ficou para Sebastien Buemi (Nissan), com o suíço a aproveitar as desistências à sua frente para subir na tabela, mas em sexto temos um dos destaques da corrida, a quem quase ninguém prestou atenção, que foi René Rast (Audi), que começou em vigésimo. Pascal Wehrlein (Porsche), Alex Lynn (Mahindra), Max Gunther (BMW) e Nick Cassidy (Virgin), fecham o top 10, com destaque para Cassidy que começou em 22º.
Nas contas do campeonato, Bird passa para a primeira posição, seguido pelo ex-colega de equipa Robin Frijns e Nyck de Vries, ocupando a Jaguar o topo da tabela de equipas.
A CRÓNICA: DEPOIS DAS LESÕES E DO NERVOSISMO, O IMORTAL TEM A OPORTUNIDADE DE FAZER HISTÓRIA
Foi o jogo que abriu o fim de semana repleto de basquetebol em Matosinhos. O duelo entre o SL Benfica e o Imortal abriu as hostes da Taça de Portugal em basquetebol e esperava-se uma grande partida entre ambas as equipas. As águias queriam voltar a conquistar o troféu e o Imortal queria erguer a taça pela primeira vez na sua história.
Os primeiros dez minutos do encontro deram um cheirinho da grande luta que aí vinha por aparecer. Quem abriu o resultado foi o SL Benfica, através de Nicolas Moore, mas logo o Imortal soube responder por Tyere Marshall. Apesar da boa sequência de lançamentos de três pontos dos algarvios, a eficácia quase irrepreensível do SL Benfica no lançamento interior (que rondou os 90%) levou o resultado avante, tendo a equipa de Carlos Lisboa vencido o primeiro período por 30-21.
O Imortal entrou no segundo período a demonstrar que tinha muito mais para dar. Conseguiu aproximar-se do SL Benfica no marcador, mas cedo começaram a aparecer os erros. Enquanto isso, as águias serviam-se do contra-ataque para conseguir ripostar. A pouco mais de um minutos da ida para os balneários, a sorte não sorria ao Imortal. Jalen Jenkins, um dos melhores jogadores da equipa nesta primeira parte do encontro, teve de abandonar a partida.
Após um duelo com dois jogadores do SL Benfica, o jogador queixou-se com bastante dor no joelho e teve de ser retirado da quadra. O Bola na Rede deseja as melhoras e uma rápida recuperação a Jalen Jenkins! Chegado o intervalo, o SL Benfica continuava a liderar o marcador por 51-47, tendo visto a sua vantagem encurtada relativamente à conseguida no primeiro período.
No retomar do encontro, os pontos foram caindo, vez a vez, a favor de cada uma das equipas. O que foi distinguindo o jogo foram os erros e faltas que cada uma cometia. O Imortal aproximava-se cada vez mais do SL Benfica no marcador, mas uma sequência de pontos marcados das águias, através de Bryce Alford, fez com que o jogador mandasse ter os restantes ter calma porque ainda havia jogo pela frente. Ou pelo menos um período onde as águias tinham de fazer de tudo para conseguir aguentar a vantagem e parar a ofensiva do Imortal.
A 20 segundos do final do período, o Imortal perdia mais um jogador para lesão: Tyere Marshall. Desta vez, o jogador da equipa de Luís Modesto queixou-se com dores no ombro e, também ele, teve de sair do terreno de jogo. O Bola na Rede deseja as melhoras e uma rápida recuperação aTyere Marshall! Com uma diferença de sete pontos, o SL Benfica entrava no último quarto a vencer por 77-73.
E a vantagem começou a diminuir logo no recomeçar do jogo. Com erros do SL Benfica no meio e lançamentos não muito certeiros, o Imortal conseguiu mesmo voltar à frente do marcador no jogo quando só tinha acontecido uma vez (ainda no início do primeiro período). Um parcial de 5-0 nos primeiros dois minutos reativou a esperança dos algarvios e deu um abanão às águias. O nervosismo da equipa de Carlos Lisboa estava à flor da pele e os jogadores transpareciam isso para o jogo. Muitas foram as faltas efetuadas e os lançamentos simplesmente não caíam no lugar devido.
Já, do lado contrário, depois do azar bater à porta com a lesão de Jenkins, tudo parecia encontrar um rumo. O caminho das águias começava a endireitar, mas o Imortal continuava na frente do resultado. Faltavam apenas 30 segundos para o final da partida e a diferença era de dois pontos entra as equipas. Com tempo útil para fazer, pelo menos, dois ataques no jogo, o primeiro foi para o Imortal que conseguiu mais dois pontos para o cartório através de Tanner Omlid. Consequentemente, o último ataque pertenceu ao SL Benfica que, depois de um passe de Rafael Lisboa, Betinho não conseguiu finalizar e mais um turnover a entrar nas contas.
Acabou desta forma a primeira meia-final da Taça de Portugal. Depois de um jogo dominado no resultado pelo SL Benfica, a resiliência do Imortal superiorizou-se e os algarvios acabaram mesmo por vencer o encontro por 88-92, alcançando a final da Taça de Portugal a ser disputada domingo (11 de abril) frente ao vencedor do duelo entre o FC Porto e o Sporting CP.
Resiliência do Imortal – Correram atrás do resultado até ao início do último período. Tendo estado a perder por 11 pontos ainda no terceiro período, os algarvios conseguiram superiorizar-se às águias e deram a volta, vencendo por seis pontos. No final, a persistência venceu o nervosismo.
O FORA DE JOGO
Fonte: Federação Portuguesa de Basquetebol
Lesão de Jalen Jenkins – Estava a ser um dos melhores jogadores do Imortal na quadra, mas viu-se obrigado a abandonar o terreno. Depois de um duelo contra dois jogadores do SL Benfica, Jalen Jenkins caiu bastante queixoso e foi o ponto final do jogo para o jogador. O Bola na Rede deseja as melhoras e uma rápida recuperação a Jalen Jenkins e também a Tyere Marshall!
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
Com um SL Benfica quase na máxima força e a jogar no erro do Imortal, houve uma aposta no contra-ataque rápido e nos físicos de Quincy Miller e Cameron Jackson para apostar nos duelos debaixo do cesto.
A nível defensivo, prendia-se uma marcação individual aos homens do Imortal, ainda que com alguma liberdade de circulação, conseguindo prender a zona do “garrafão” para dificultar a penetração dos algarvios para o cesto.
CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES
Quincy Miller (8)
Nicolas Moore (8)
João “Betinho” Gomes (7)
Bryce Alford (6)
Cameron Jackson (8)
SUBS UTILIZADOS
Eric Coleman (4)
Fábio Lima (-)
Tomás Barroso (6)
Rafael Lisboa (5)
Arnette Hallman (5)
ANÁLISE TÁTICA – IMORTAL
Com o melhor cinco inicial disponível, Luís Modesto atacou o jogo com equipa muito forte a nível física. Jalen Jenkins, até ter sido afastado do jogo, tomava partido dessa mesma vantagem que possuía perante os adversários, debaixo do cesto, para conseguir lançar.
Nos momentos defensivos, existia uma marcação cerrada homem a homem aos jogadores do SL Benfica e jogadores bastantes aptos ao que tocava aos ressaltos, o que facilitava o contra-ataque.
O maior evento do ano da WWE está quase de volta, e em dose dupla! Tal como no ano passado, a WWE decidiu fazer duas noites de WrestleMania. Há vários combates em cada uma das noites, uns mais entusiasmantes do que outros. Porém, não duvido que será duas das melhores noites da empresa de Vince McMahon, em 2021. Tanto a primeira como a segunda noite vão ter fãs, naquele que é o primeiro evento da WWE com fãs desde o início da pandemia.
Agora, vou tentar prever algo que costuma ser difícil: as ordens e os resultados dos combates.
PRIMEIRA NOITE
WWE Championship: Bobby Lashley x Drew McIntyre
Pode parecer estranho, mas, muito possivelmente, o combate pelo WWE Championship deve ser o primeiro combate da noite. Há mais de 1 ano em que os fãs não podem entrar numa arena da WWE e podem, finalmente, fazê-lo este sábado e domingo. Por isso, nada melhor do que começar com um grande combate e com Drew McIntyre, a principal cara da WWE durante os shows no ThunderDome, a ser o primeiro lutador a ser recebido pelos fãs.
Sobre o combate, espera-se um combate muito físico, devido às características de cada lutador. Não é a primeira vez que estes dois lutadores se enfrentam num ringue da WWE: Drew McIntyre manteve o título após ter derrotado Bobby Lashley, no Backlash 2020.
Desta vez, Lashley é o campeão. Agora, apesar de ter ganho o título relativamente há pouco tempo e de ter várias vitórias, Bobby Lashley perdeu dois elementos do Hurt Business: Cedric Alexander e Shelton Benjamin. Neste momento, tem apenas MVP, o seu manager. Quanto ao resultado, acredito que o Drew festejará o seu terceiro reinado como Campeão da WWE e terá finalmente o seu momento de glória frente aos fãs.
Previsão do vencedor: Drew McIntyre
Lana x Naomi x Dana Brooke e Mandy Rose x The Riott Squad x Natalya e Tamina x Carmella e Billie Kay
É um combate sem muita história. As quatro duplas vão lutar e as vencedoras vão lutar pelos títulos de duplas femininas na Noite 2 da WWE WrestleMania.
Quanto às vencedoras, acredito que a vitória será da dupla de Lana e Naomi. A primeira lutadora já teve vários momentos com uma das campeãs, Nia Jax, especialmente por esta derrubar várias vezes a Lana nas mesas dos comentadores.
Previsão das vencedoras: Lana e Naomi
Braun Strowman x Shane McMahon
Depois das várias interações no decorrer das últimas semanas, Braun Strowman e Shane McMahon vão se finalmente enfrentar na WrestleMania, num Steel Cage Match será a segunda vez que esta estipulação acontece em toda a história do evento, a primeira foi no Main Event da WrestleMania 2.
No ano passado, Braun Strowman derrotou Goldberg para se consagrar Universal Champion. Este ano vai defrontar o filho do presidente da WWE. Apesar de ter esse estatuto, Shane McMahon não tem medo de dar o seu corpo pela companhia. Acredito que o vencedor será o Braun, e só espero que o combate seja melhor do que os segmentos na Raw.
Previsão do vencedor: Braun Strowman
WWE Raw Tag Team Championship: The New Day x AJ Styles e Omos
Os títulos de duplas do programa semanal de segunda-feira da WWE vão estar em disputa. The New Day estão no seu 11º reinado como campeões de Tag Team, estão no 4º reinado como campeões de duplas da Raw. Do outro lado, vão estar AJ Styles, que já tem vários reinados individuais no seu currículo e Omos, o guarda-costas de AJ, se vai estrear nos ringues da WWE.
A história não é muita, AJ Styles e Omos desafiaram os The New Day logo após os atuais campeões terem conquistado os títulos. Apesar de ser o primeiro combate do Omos na WWE, acredito que vai ter uma estreia em grande – tal como o seu tamanho – e vai conquistar os títulos de duplas com AJ Styles. Se isso acontecer, Styles vai se tornar no décimo quinto do atual formato do Grand Slam da WWE.
Previsão dos vencedores: AJ Styles e Omos
Seth Rollins x Cesaro
Um dos combates mais esperados da noite. Eles são dois dos melhores lutadores da WWE. Apesar da extrema qualidade de ambos, Rollins tem muito mais sucesso na companhia do que Cesaro: já tem vários reinados como WWE Champion, Universal Champion, WWE Tag Team Champion, entre outros. Do outro lado, Cesaro é múltiplo vencedor dos títulos de duplas.
Nesta WrestleMania, Cesaro vai ter, finalmente, um combate individual com muito destaque. A rivalidade começou quando Rollins regressou à WWE, depois de se ter tornado pai, e fez um grande discurso com vários lutadores à volta do ringue. Quase todos saíram durante o discurso de Rollins, excepto Cesaro, mas acabou por sair mais tarde. Rollins ficou irritado e atacou-o. Quanto ao vencedor, acredito que Cesaro necessita mais esta vitória do que Rollins e parece-me que o lutador da Suíça vai ser um dos lutadores com mais destaque em 2021.
Previsão do vencedor: Cesaro
Bad Bunny e Damian Priest x The Miz e John Morrison
Vamos ter uma celebridade a lutar na WrestleMania: Bad Bunny, o rapper que já fez uma música com a presença de Booker T, vai lutar no maior evento da WWE. Vai ter Damian Priest ao seu lado contra a dupla de The Miz e John Morrison.
A luta inicialmente ia ser entre The Miz e Bad Bunny, mas foi alterada para um combate de duplas. Dado à falta de experiência de Bad Bunny, é a decisão mais lógica. Durante a rivalidade, The Miz conquistou o WWE Championship, mas perdeu-o rapidamente para Bobby Lashley. Acredito que os vencedores serão os faces e acho que o Damian Priest vai ser um dos grandes nomes da WWE em 2021.
Previsão dos vencedores: Bad Bunny e Damian Priest
WWE SmackDown Women’s Championship: Sasha Banks x Bianca Belair
A primeira noite da WrestleMania vai ter um combate de mulheres como o combate final – é a segunda vez que um combate feminino fecha o card do maior evento da WWE, a primeira vez foi na WrestleMania 35.
O build-up não foi o melhor, apenas melhorou a partir do Elimination Chamber. Porém, acredito que o combate será bem melhor do que o build-up. Bianca Belair conquistou o combate feminino do Royal Rumble e escolheu o título feminino da SmackDown. Sasha Banks está a ter o reinado mais longo como campeã desde que subiu para o Main Roster. Quanto à vencedora, é um dos combates mais imprevisíveis das duas noites, mas, talvez seja ainda cedo para a Bianca Belair se tornar campeã. Por isso, acho que a vitória será de Sasha Banks.
A Académica OAF está lá em cima na tabela, mas, nos últimos tempos, e após quatro partidas sem ganhar, à entrada para esta jornada, não tem havido luz que guie os “estudantes” à vitória, dificultando o reforçar da posição da “Briosa” na candidatura à subida. Na “Invicta”, o último lugar na classificação corresponde a uma lanterna azul, acesa no mundo dos “dragõezinhos”, que não os deixa voar para as fantasias da Segunda Liga, que é como quem diz, para lugares de desafogo que permitam ver a despromoção mais à distância.
Com dois tipos de pressão diferentes a pesarem nos ombros dos 22 elementos em campo, o primeiro sinal foi dado por Sanca, que logo aos cinco minutos fez a bola entrar nas redes do FC Porto B. O lance foi anulado por fora de jogo. Logo de seguida, Bouldini trouxe a si o protagonismo num belo lance individual sobre Sarr. Embora o lance se tenha perdido, o avançado marroquino não estava satisfeito e voltou a meter o defesa francês do Porto B em trabalhos. Aí não houve quem o parasse e, já dentro de área e com o pé esquerdo, fez o primeiro golo ainda sem estarem decorridos dez minutos.
Notava-se a intenção dos portistas quererem fazer as coisas bem e o resultado não se manteve por muito tempo. Mor N’Diaye, na ressaca de um canto batido por Carraça, fez o empate. Os jogadores da Académica ficaram a pedir posição irregular. O árbitro chamava-se António Nobre e não Ivo Rosa, mas também não viu nada a condenar e a questão prescreveu.
Batiam-se tachos e gritava-se “A-CA-DÉ-MI-CA” do lado de fora do estádio. Ainda assim, foi João Mário a levar a bola ao poste num excelente lance individual em que fletiu da esquerda para o meio. Nova oportunidade para colocar os azuis em vantagem surgiu num livre direto batido por Carraça que passou bem junto ao poste.
O jogo continuou entretido na segunda parte e a intensidade que até aqui tinha levado a bola por várias ocasiões até junto das duas balizas permaneceu, até as cautelas que a luta pelos pontos exige começarem a pesar.
Com o arrastar do jogo, tanto existiram momentos em que o jogo se partiu como existiram outros em que escassearam ideias e a bola queixou-se com o tratamento que lhe deram. A verdade é que eram os jogadores do Porto B que mais perigo iam criando junto da baliza de Mika.
O resultado não se viria a alterar e o 1-1 permaneceu no final. Ambas as equipas somam mais um ponto, curto para a luta em que ambas estão envolvidas.
A FIGURA
✍️🤝O extremo Sanca é o mais recente reforço da Académica!O jogador,de 20 anos,chega a Coimbra por empréstimo do Sp. Braga.
Formado no Belenenses e nos arsenalistas, efetuou 2 jogos,na época passada, pela equipa principal do Braga.
Leandro Sanca – Irreverente e inconformado. Aproveitou a exposição ofensiva de Rodrigo Conceição para pôr toda a sua técnica ao serviço do flanco esquerdo do ataque. Tivesse conseguido definir melhor algumas das suas ações e podia ter saído ainda mais feliz deste jogo.
Malang Sarr – Os primeiros minutos foram custosos. Pode eventualmente ter entrado com algum excesso de confiança, mas o certo é que deu demasiada liberdade a Bouldini na fase inicial do jogo, permitindo-lhe diversas situações para ser feliz. Denotou alguma passividade nos duelos.
ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA OAF
Não se esperavam grandes surpresas no onze de Rui Borges. A maior mudança passaria pela entrada de Diogo Pereira para o lugar do castigado Ricardo Dias, o que não alterou o padrão de jogo habitual da Académica.
A “Briosa” apresentou-se num 4-2-3-1. Guima manteve-se como o elemento dinamizador da equipa com importância na ligação de jogo com o ataque e nos equilíbrios defensivos, moldando o sistema da Académica com a sua posição híbrida. No miolo, houve ainda espaço para o criativo Fabinho.
O tridente ofensivo foi composto por Sanca na esquerda, Traquina na direita e Bouldini ao centro. Foi difícil à Académica encontrar o espaço à largura, mas, particularmente Traquina, procurou bastantes situações de cruzamento e passe atrasado no último terço.
Para se organizar defensivamente, a Académica agrupou-se em 4-4-2. Em certos momentos, procurou pressionar alto, através da disponibilidade de Bouldini para essas tarefas, ainda que nunca de forma muito organizada.
Em momento algum a equipa deixou de tentar sair a jogar por trás, tal como é seu apanágio. O guarda-redes Mika e os centrais Silvério e Rafael Vieira estiveram bastante participativos neste processo.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Mika (6)
Fabiano (5)
Rafael Vieira (5)
Silvério (5)
Mike (6)
Diogo Pereira (6)
Guima (6)
Fabinho (5)
Leandro Sanca (7)
Traquina (5)
Bouldini (6)
SUBS UTILIZADOS
Filipe Chaby (4)
Mayambela (6)
Dani Costa (-)
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO B
Para o onze titular, António Folha pôde contar com três reforços da equipa principal: Sarr, Carraça e João Mário. Com o auxílio destes jogadores, o Porto B apresentou-se em Coimbra num 3-5-2.
A linha encarregue de blindar a baliza defendida por Ricardo Silva foi composta por três centrais, Carraça, João Marcelo e Sarr, da direita para a esquerda. Nas laterais, com a missão de unirem a defesa e o ataque, Rodrigo Conceição atuou na asa direita e João Mário na faixa canhota. O meio-campo a três pertenceu a Mor N’Diaye, médio mais recuado, e, uns metros mais à frente, Bernardo Folha e Rodrigo Valente. No ataque, Namaso e Boateng foram a dupla de pontas de lança. A redução do espaço entre setores nem sempre foi bem acautelada com o Porto B muito comprido no terreno.
Nesta equipa, os dois laterais tiveram um papel fundamental na ideia de jogo. No momento de tentar ferir a baliza da Académica, projetavam-se em simultâneo, mas na hora de defender juntavam-se aos centrais formando uma linha de cinco defesas.
A saída de jogo da equipa era feita a três e assumida pelos três centrais, com os três médios dentro do bloco adversário. Neste momento de ataque organizado, o Porto B colocou os médios interiores quase em posição de se darem à marcação dos defesas contrários, para impedir a linha defensiva da Académica de se expandir e defender melhor os seus laterais.
Para defender, a equipa teve uma postura atrevida ao mostrar-se subida do terreno e a pressionar. Tinha sucesso quando especificamente o fazia adiantando Rodrigo Conceição, aproveitando a sua agressividade, e deixando Bernardo Folha com as cautelas da lateral direita.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Ricardo Silva (6)
Rodrigo Conceição (7)
Carraça (6)
João Marcelo (5)
Malang Sarr (5)
João Mário (6)
Rodrigo Valente (5)
Mor N’diaye (6)
Bernardo Folha (5)
Namaso (6)
Kelvin Boateng (5)
SUBS UTILIZADOS
Tiago Matos (-)
Gonçalo Borges (-)
Rodrigo Pinheiro (-)
Diogo Ressurreição (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
ACADÉMICA OAF
Bola na Rede: Este Porto B é uma das poucas equipas da Segunda Liga a alinhar declaradamente com uma linha de cinco. Que cuidados teve de especial para defrontar esta equipa?
Rui Borges: Tivemos os cuidados que identificámos. Eles metem muita gente à largura e à profundidade. O Porto B mudou. O Carraça tem jogado na lateral esquerda e hoje apareceu por dentro. O João Mário foi um jogador que jogou muito à largura, pois é muito vertical. Em termos defensivos, teve alguma dificuldade e deu-nos muito espaço. De resto, foi alertar para algumas compensações no meio-campo e para alguns comportamentos do adversário, mais do que alterarmos o que quer que fosse na nossa ideia.
FC PORTO B
Bola na Rede: O Porto B promoveu a projeção simultânea dos seus laterais e situações em que os pudesse libertar. Que importância atribui ao papel dos seus laterais na implementação da sua ideia de jogo?
António Folha: São os laterais que têm que nos dar largura e profundidade. São eles que permitem à equipa andar para a frente e que nos permitem ter jogo exterior. Também tivemos jogo interior sem precisarmos de arrastar ninguém para o meio. O Rodrigo [Conceição] já lá [nas laterais] tem jogado, mas não é por acaso que o João Mário hoje também jogou lá, deram-nos muito ao jogo. De facto, têm grande importância.
Primeira Liga, 26.ª jornada: sábado, 18h, 10 de abril de 2021 ANTEVISÃO: DE VOLTA À REALIDADE
O FC Porto vai voltar à ação para o campeonato, em Tondela, após o desaire europeu com o Chelsea FC, um resultado difícil de engolir, pela qualidade exibicional que os Dragões demonstraram frente à formação inglesa. Porém, a vida prossegue e a próxima viagem dos azuis e brancos será ao centro do país para defrontar a equipa tondelense, orientada pelo espanhol Paco Ayestarán.
De referir que, na última jornada, o FC Porto conseguiu encurtar diferenças ao líder, sendo que a atual diferença pontual se cifra nos oito pontos, por isso é imperativo que os atuais campeões nacionais consigam trazer os três pontos para a cidade invicta. Assim, apesar de ser um desafio que está no meio do duelo europeu, Sérgio Conceição não deverá mexer muito naquilo que será o seu onze base. Além disso, há que relembrar que, na 1.ª volta, a equipa do CD Tondela bateu-se muito bem diante do FC Porto, no Estádio do Dragão, numa partida que contou com 7 golos, tendo ficado 4-3, a favor da equipa da casa.
Atualmente, a formação de Viseu encontra-se confortavelmente no 9.º lugar da tabela classificativa, contudo quererá evitar surpresas desagradáveis e fugir a uma luta intensa, como é a da manutenção. Ao contrário das últimas temporadas, os pupilos de Paco Ayestarán estão decididos a festejar a permanência mais cedo e para isso contam pontuar frente ao FC Porto. Por sua vez, os azuis e brancos ocupam o 2.º posto da Primeira Liga, no entanto sabem que essa posição está longe de estar garantida e, como é costume, Sérgio Conceição só quer olhar para cima e apesar da distância pontual, não quer facilitar a vida ao Sporting CP.
10 DADOS RÁPIDOS
O FC Porto e o CD Tondela já se defrontaram duas vezes esta temporada, sendo que o saldo é 100% favorável aos azuis e brancos;
A equipa tondelense já não vence uma única partida frente ao FC Porto desde 2016, onde ficou célebre por Pinto da Costa ter admitido que o clube azul e branco tinha “batido no fundo”;
A formação azul e branca, com Sérgio Conceição no comando, venceu sempre em Tondela a contar para o campeonato;
O CD Tondela já não perde há dois desafios para a Primeira Liga;
Já o FC Porto não cede pontos para a liga portuguesa desde o empate caseiro com o Sporting CP;
A maior vitória dos azuis e brancos, no centro do país, foi de 0-3, na época de 2018/2019;
Cláudio Ramos, atualmente no FC Porto, é o atleta com mais minutos em campo, em confrontos diretos;
Há 10 partidas que o FC Porto não perde com o CD Tondela;
Moussa Marega é o melhor marcador, com 5 golos, nos embates entre estes dois clubes;
O resultado típico entre o CD Tondela e o FC Porto, no estádio João Cardoso, é de 0-1;
JOGADORES A TER EM CONTA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Uribe (FC Porto) – Chegou a vez de destacar o médio internacional colombiano, Uribe. Apesar de não ser muito vistoso em campo, o que pode ser um elogio, o centro campista de 30 anos tem sido uma das peças fundamentais para Sérgio Conceição. Tem como principais tarefas gerir os equilíbrios da equipa, ou seja, não deixar apanhar a formação azul e branca em contra pé, algo que tem cumprido com distinção, devido à sua cultura tática. Deste modo, se tivesse de apelidar Uribe num objeto seria o de “pêndulo” ou de “âncora”. Neste sentido, tem feito uma dupla interessante com Sérgio Oliveira, uma vez que são jogadores que se complementam muito bem e conseguem disfarçar as debilidades um do outro. Assim, no 2.º ano com a camisola azul e branca, Uribe tem a sua posição bem sedimentada no conjunto de Sérgio Conceição, sendo, atualmente, um dos atletas com mais minutos nas pernas.
Mário González (CD Tondela) – O jovem espanhol, emprestado ao CD Tondela, pelo Villarreal CF, tem sido uma das boas surpresas desta edição do campeonato português. À semelhança do que escrevi, relativamente a Uribe, se tivesse de adjetivar a campanha deste avançado, denominaria de “abono de família”, pois tem sido o goleador máximo da formação tondelense. Neste sentido, Mário González é um futebolista com potencial, visto que possui boas características para atuar na posição que ocupa em campo. Ou seja, tem um bom sentido de finalização, como evidenciam os 9 golos na liga, explora bem a profundidade e também sabe dar linhas de apoio. Por isto tudo, o atacante espanhol vai-se apresentar como uma séria ameaça à defesa do FC Porto, que terá de ter uma atenção redobrada sobre ele.
XI’S PROVÁVEIS
CD Tondela: Pedro Trigueira, Bebeto, Yohan Tavares, Alves, Ferreira, Murillo, João Pedro, Grau, Olabe, Rafael Barbosa e Mário González
Treinador: Paco Ayestarán
«Se conseguirmos levar o jogo até ao fim já será bom. O FC Porto é uma equipa que no ataque é muito forte, viu-se contra o Chelsea que no primeiro tempo teve o controlo do jogo, quiçá recuou um pouco cinco minutos antes do intervalo e foi quando encaixou o golo, por um pequeno erro. Se chegarmos ao final do jogo com possibilidades já será bom para nós.”
FC Porto: Marchesín, Nanú, Pepe, Diogo Leite, Zaidu, Uribe, Sérgio Oliveira, Otávio, Luis Díaz, Marega e Taremi
Treinador: Sérgio Conceição
«Quero que os jogadores estejam no máximo. Estamos a meio de uma eliminatória dos quartos de final da Liga dos Campeões e agora vamos ter um jogo em Tondela, que é praticamente uma final para nós.”