Pela segunda semana consecutiva, o Clube de Ténis do Jamor, em Oeiras, foi palco de um torneio da categoria Challenger, a segunda divisão do circuito masculino, que contou com vários tenistas portugueses em competição. Tal como na primeira edição, houve um tenista nacional a chegar à final, mas foi um “visitante” a sagrar-se campeão.
UM TORNEIO HISTÓRICO PARA OS PORTUGUESES
Se o primeiro ATP Challenger 50 de Oeiras já tinha sido bastante positivo para o ténis português, com Gastão Elias a chegar à final, Tiago Cação a estrear-se em quartos de final e vários jovens a conseguirem somar as melhores vitórias das suas carreiras, a segunda vaga do torneio foi ainda melhor para as cores nacionais.
Graças ao estatuto de Special Exempt conseguido por Elias – esta semana a ocupar o lugar 323.º do ranking mundial -, pela sua performance na competição anterior, houve espaço para colocar mais um português de forma direta no quadro principal da prova.
Antes disso, houve ainda tempo para Henrique Rocha, de 16 anos, passar a primeira ronda do qualifying e somar o seu primeiro ponto ATP, antes de cair, em três partidas para Pedro Cachin (número 336.º da hierarquia). Destino semelhantes sofreu Luís Faria (816.º), que foi derrotado por Evan Furness (331.º) na última ronda da fase de qualificação.
Dos cinco portugueses no quadro principal apenas Pedro Araújo (989.º), o menos credenciado, saiu de cena na primeira ronda, ao perder com Oscar Otte (154.º), primeiro cabeça de série do torneio, em duas partidas. Nuno Borges (378.º), que eliminou o segundo cabeça de série, Gonçalo Oliveira (296.º), que afastou Otte na segunda ronda, Gastão Elias e Tiago Cação (551.º), que conseguiu uma enorme vitória frente a Mischa Zverev (280.º), antigo número 25 do mundo, seguiram todos em frente até aos quartos de final.
Nessa fase da prova surgiu o primeiro embate entre portugueses, com Gonçalo Oliveira a levar a melhor sobre Tiago Cação, em apenas duas partidas, num encontro em que o tenista de 23 anos acabou por acusar o desgaste da batalha frente ao irmão de Alexander Zverev na ronda anterior. Gastão Elias, pelo contrário, viu o seu adversário desistir antes da partida e também garantiu a presenças nas meias-finais. Já Nuno Borges, em mais um encontro em três partidas, bateu Manuel Guinard (324.º) para marcar encontro com o mais experiente dos portugueses em prova.
Flying the 🇵🇹 in Oeiras.
For the first time ever, Portugal has 3⃣ players in the semis of an #ATPChallenger.
— ATP Challenger Tour (@ATPChallenger) April 9, 2021
Severamente afetadas pelo mau tempo que se abateu sobre a cidade de Lisboa no sábado, as meias-finais foram disputadas a conta-gotas. Com duas interrupções pelo meio, Nuno Borges superou Gastão Elias, num encontro de quase três horas, para chegar à final, naquele que foi um dos melhores embates do torneio.
A outra semifinal consagrou Cachin que, depois de ver a chuva interromper o primeiro set quando Gonçalo Oliveira servia para o vencer, surgiu mais forte na retoma, já no dia seguinte, venceu a primeira partida e viu o português desistir no segundo set, quando já perdia por 4-0, devido a uma lesão nas costas. Ainda assim, este foi um momento histórico para o Ténis português, que pela primeira vez teve três tenistas nacionais nas meias-finais de um Challenger.
197 dias depois, Primoz Roglic e Tadej Pogacar voltaram a encontrar-se em contexto de uma prova por etapas, desta feita, na 60ª edição da “Itzulia”, a denominada Volta ao País Basco. Mesmo para os mais céticos, o trono basco estava destinado a ter um rei esloveno… e adivinhem lá? Assim aconteceu.
Não correm só os dois, certo. Não se trata de um mano a mano, mas também não há como retirar todo o favoritismo que merecem em qualquer competição por etapas em que participem. São os dois voltistas mais fortes da atualidade e voltaram a confirmá-lo, contudo, esta modalidade envolve outra componente muito importante. Vamos, por isso, tentar outra vez: Jumbo-Visma um (ou dois na realidade), UAE-Team Emirates e demais equipas… zero.
Mais do que nomes, as jogadas táticas ditaram muito o ritmo da dança basca. O perfil acidentado, as pendentes explosivas, o fervoroso público da região. Os ingredientes, como sempre, estiveram lá. Muito se dançou, estrategicamente e taticamente. Jogadas estudadas, decisões discutíveis, surpresas, vencedores e derrotados: para além do óbvio espetáculo, foram várias as temáticas coletivas que merecem uma análise sustentada.
🚨LA ITZULIA DESDE CASA
😔Querida afición, el mensaje más importante de todos va para vosotros.
🏘Este año necesitamos dar ejemplo y quedarnos en casa viendo la carrera.
😓Tanto los ciclistas como el resto de personas os lo agradecerán.
Como se não bastasse, o cardápio revelou-se bem mais atraente do que aquilo que aparentava. Para além da realeza eslovena, o menu de general contenders e climbers apresentava um lote de ciclistas de primeira linha mundial, tornando o leque de candidatos bem mais abrangente, com destaque para Adam Yates em pico de forma, um Alejandro Valverde incrivelmente regular ou o anfitrião basco Mikel Landa, por exemplo.
Apesar das normais condicionantes em virtude da gestão sobre o controlo da covid-19, foi de perto que os adeptos bascos puderam presenciar seis dias de uma corrida muito bem disputada. À cabeça, a exibição monstruosa da Jumbo-Visma e do seu líder. Noutros pontos de destaque, as exibições dos jovens Vingegaard e Mcnulty, decisivas para o curso da corrida, as vitórias da Astana, com Alex Aranburu e Ion Izaguirre, a dobradinha da Deceuninck Quick-Step em Ondorroa e ainda a vitória de David Gaudu sobre a coroação de Roglic em Arrate.
A CRÓNICA: O TUDO POR TUDO ONDE VENCERAM OS MADEIRENSES
Arrancava a partida no Estádio São Miguel e a ânsia de conseguir vencer assolava o Gondomar SC neste encontro frente ao CS Marítimo B. Na luta pelo primeiro lugar da Série C do Campeonato de Portugal, os gondomarenses precisavam de fazer um melhor resultado do que o primeiro classificado à hora do encontro, o Leça FC (que, à mesma hora, defrontava o Amarante FC – um embate entre duas equipas que precisavam de vencer se queriam continuar a ocupar os lugares conseguidos até então).
O jogo começou quente, com o Gondomar a reclamar uma grande penalidade logo aos 30 segundos, após Zakari cair na área, mas o árbitro Bruno Costa mandou seguir o jogo.
Aqui começou verdadeiramente o jogo, com o Gondomar a crescer bastante no jogo, dominando por completo a primeira parte. Com um caudal ofensivo bastante persistente, a equipa de Américo Soares apenas mostrava pecar na finalização.
Apesar das constantes aproximações à área de Pedro Mateus, foi no primeiro ataque efetivamente consolidado do Marítimo B, aos 29 minutos, que o marcador se alterou. Após uma falta sobre Miguel Sousa dentro da área gondomarense, o árbitro Bruno Costa apontou para a marca de grande penalidade favorável aos madeirenses. Sem grandes cerimónias, Aloísio atirou para um lado, Ricardo Neves atirou-se para o oposto e abriu-se o marcador no São Miguel. Vencia o Marítimo por 1-0.
Até ao intervalo, ficaram em mente as tentativas de respostas por parte do Gondomar. A mais notória partiu de um cruzamento milimétrico de Zakari para a cabeça de Jorge Monteiro que, isolado, não conseguiu visar corretamente a baliza de Pedro Mateus. Faltavam apenas cinco minutos para o intervalo, mas tudo se manteve na mesma.
No recomeçar da partida, após o recolher aos balneários, os jogadores de ambas as equipas já saberiam, certamente, os resultados das equipas adversárias na tabela que lutavam pelos mesmos objetivos. Diz-se isto porque a entrada das equipas na segunda parte foi totalmente diferente do que se viu no início do encontro. Ludgero Castro alterou o esquema tático da equipa no terreno e o Gondomar temporizou menos as suas construções ofensivas, tentando visar a baliza maritimista o mais depressa possível.
Logo aos 51 minutos, o Gondomar SC voltou a pedir grande penalidade após carga sobre um jogador dentro da área, mas o árbitro Bruno Costa voltou a mandar rolar a bola. Como resposta ao perigo criado pela equipa de Américo Soares, o Marítimo voltou a concretizar no primeiro ataque elaborado à baliza gondomarense na segunda parte. Kanu, isolado na frente de ataque dos madeirenses, rematou para o fundo da baliza de Ricardo Neves, aumentando a vantagem para dois golos. Eficácia dos maritimistas tramava a falta dela do lado gondomarense.
E parece que à terceira foi de vez. Depois de se ver o banco do Gondomar saltar duas vezes do banco a pedir que se assinale grande penalidade, aos 70 minutos, depois de uma falta dentro da área sobre Jorge Monteiro, o árbitro Bruno Costa apontou para a marca dos onze metros. Zé Pedro bateu para o lado direito da baliza e conseguiu diminuir a vantagem maritimista para apenas um golo. Lia-se um 2-1 no marcador, ainda favorável ao Marítimo B.
Sem grande história para além da contada, o jogo terminou mesmo com o 2-1 a favor do Marítimo B que impediu o Gondomar SC de ser campeão da Série C do Campeonato de Portugal, onde quem triunfou foi o CD Trofense. Ambas as equipas que duelaram no Estádio São Miguel vão disputar, assim, o play-off de acesso à Liga 3.
A FIGURA
📈 Bês terminam 1.ª fase com triunfo e são o melhor ataque da série C!
Eficácia do CS Marítimo B – Foi o elemento crucial daquilo em que resultou o jogo. Sem grandes alaridos daquilo que foram os ataques construídos pelo Marítimo B, a eficácia foi o grande fator da vitória conseguida pelos madeirenses.
O FORA DE JOGO
O Gondomar SC continua a preparar a receção ao Marítimo B com todos os jogadores a entregarem-se ao trabalho sem…
Falta de critério do Gondomar SC – Atacaram e mais que atacaram, mas não concretizaram para além da grande penalidade. A falta de critério do Gondomar no último terço sentenciou aquilo que foi a derrota.
ANÁLISE TÁTICA – GONDOMAR SC
Américo Soares montou um 4-3-3, com João Abreu a jogar entre linhas e a apoiar na primeira fase de construção de jogo.
Ricardo Neves foi o guarda redes de serviço. Na linha defensiva, Kang e Huguinho ocuparam as laterais, enquanto Igor e Zé Pedro se mantiveram na zona central. No meio-campo, já foi referida a tarefa de João Abreu. Para além dele, Tiago Gomes e Bosingwa ocuparam lugar no setor encarregues de transportar jogo para o setor mais avançado. No apoio a Ângelo estiveram Zakari e Jorge Monteiro, jogadores que deram bastante profundidade ao ataque do Gondomar SC.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Ricardo Neves (6)
Igor (6)
Kang (5)
Ângelo (7)
Tiago Gomes (6)
João Abreu (6)
Huguinho (6)
Jorge (7)
Zakari (6)
Zé Pedro (7)
Bosingwa (6)
SUBS UTILIZADOS
Hulk (6)
Xico (6)
Fábio Borges (6)
Fabinho (6)
Cláudio (6)
ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO B
Ludgero Castro começou o encontro com o onze moldado num 4-3-2-1, com a primeira linha do meio campo bastante recuada, mas na segunda parte alterou para um 3-5-2.
Na baliza permaneceu Pedro Mateus, com três centrais à sua frente na linha defensiva. Aloísio, marcador do primeiro golo do Marítimo B, Andrade e Dylan foram os escolhidos. Num meio-campo a cinco, Hugo, Nassur e Diego foram os elementos mais recuados, com Firmino e Miguel Sousa a serem os elementos de ligação ao ataque. Na frente, Mohamed e Kanu foram as setas madeirenses.
Depois da vitória de Jean-Éric Vergne (DS Techeetah) na corrida de sábado, Nick Cassidy (Envision) somou a sua primeira “pole” em Fórmula E na manhã de domingo em Roma, à frente do também “rookie” Norman Nato (Venturi). Apesar da posição muito promissora para o início de corrida em condições de aderência mistas, o neo-zelandês faz pião logo na primeira volta na travagem para a curva 3, caindo para fora do Top 10. Esta corrida viria a ser de grande atrito, por entre as lombas do traçado romano.
WHAT A RACE START! We go green in Rome for Round 4 🇮🇹
— ABB FIA Formula E World Championship (@FIAFormulaE) April 11, 2021
Más notícias também logo após a partida para André Lotterer (Porsche), que se viu penalizado com uma ida às boxes por uma infracção técnica para consumar um fim de semana muito negativo para o alemão. Norman Nato (Venturi) assumiu a liderança, mas rapidamente foi ultrapassado pelos “melhor equipados” Pascal Wehrlein (Porsche) e Stoffel Vandoorne (Mercedes).
Nick Cassidy viu-se mais uma vez fora da trajectória ideal à viragem dos dez minutos de corrida, após uma tentativa de ultrapassagem ambiciosa por parte de Oliver Rowland (Nissan) que acabou com Cassidy nas barreiras de protecção, com um furo num dos pneus e efectivamente fora da corrida. Foi também nesta altura que começaram as primeiras travessias pelos “Attack Modes” para a grande maioria dos pilotos.
À passagem dos primeiros 15 minutos de corrida, os experientes Sébastien Buemi (Nissan) e Lucas di Grassi (Audi) envolvem-se num acidente a alta velocidade, o que resulta no abandono de di Grassi, num “Full Course Yellow” que neutraliza a corrida, e torna obsoletos muitos dos “Attack Modes” que haviam sido activados.
— ABB FIA Formula E World Championship (@FIAFormulaE) April 11, 2021
No reinício da corrida, Alexander Sims (Mahindra) faz um grande arranque para assumir a segunda posição por troca com Wehrlein, com Vandoorne ainda na liderança. Mais “Attack Modes” activados após a primeira volta sobre bandeiras verdes, incluindo de António Félix da Costa (DS Techeetah). O português aproveita uma travagem deficiente de Nyck de Vries (Mercedes) para subir ao 10º posto, primeiro dos pontuáveis, depois de uma qualificação difícil em que não foi além do 15º lugar na grelha.
A estratégia de Sims parecia, neste momento, ideal, fazendo uso do seu terceiro “Attack Mode” para se proteger de Wehrlein e ganhar tempo a Vandoorne, que havia construído uma vantagem de mais de cinco segundos na frente do pelotão. Com sensivelmente 12 minutos para o final da corrida, Nato recupera um lugar a Wehrlein para se colocar de novo na discussão pelo pódio.
Na luta pelos últimos lugares pontuáveis, o líder do campeonato Sam Bird (Jaguar), Rowland e René Rast iam “mostrando os cotovelos” mas a luta terminou em desastre para Rast, que perdeu o controlo do seu Audi após um ligeiro contacto com o muro que danificou a suspensão e levou a um embate ainda mais violento logo de seguida, trazendo o Safety Car conduzido por Bruno Correia das “boxes” para o asfalto do traçado romano.
A bad day at the office for @audisport as @ReneRastRacing crashes out of the race, meaning a double-DNF for the squad.
— ABB FIA Formula E World Championship (@FIAFormulaE) April 11, 2021
Com apenas uma volta por disputar em condição de bandeira verde, o reinício viu todos os pilotos deitar fora o conservadorismo. Vandoorne usou o seu “Fan Boost” para aumentar a distância para Sims, Edoardo Mortara (Venturi) salva-se de contacto com o muro de forma impressionante, depois de perder o controlo das rodas traseiras ao passar numa das muitas lombas do circuito, e Félix da Costa escapa por centímetros a uma colisão no mesmo local entre Bird, de Vries e Rowland, o trio então em luta pelo 9º lugar.
Com algumas penalizações e investigações ainda por apurar após a corrida – Alex Lynn (Mahindra), Robin Frijns (Envision) e Cassidy foram todos penalizados com 30 segundos por uso ilegal dos “Attack Modes”, e Nato viu-se desclassificado por uso excessivo de energia – Vandoorne subiu ao lugar mais alto do pódio, com Sims e Wehrlein a fazer-lhe companhia. Com este triunfo, o piloto belga da Mercedes, habitual favorito dos fãs no que toca ao “Fan Boost”, catapulta-se para o 4º posto do campeonato, atrás de Sam Bird (Jaguar, 43 pontos), Mitch Evans (Jaguar, 39) e Robin Frijns (Envision, 34). Com mais seis pontos, Félix da Costa posiciona-se no 10º lugar do campeonato à partida para Valência, para as duas corridas que se disputam no fim de semana de 24 e 25 de abril.
Primeira Liga, Jornada 26: domingo, 20h00, 11 de abril de 2021
ANTEVISÃO: DEPOIS DE TROPEÇAR, GANHAR PARA NÃO CAIR
O Sporting CP manteve-se líder após escorregar em Moreira de Cónegos e sabe que apesar desse tropeção ainda não caiu, mas precisa de vencer para responder e se levantar e seguir o seu caminho com confiança como fez até aqui. Os verde e brancos vão jogar sabendo já do resultado de FC Porto e SL Benfica, portanto é mais um motivo para encarar uma nova final com o máximo de foco e concentração.
O Sporting CP irá receber assim a equipa do FC Famalicão em Alvalade, que vem numa boa série de jogos e resultados sobretudo após a entrada do treinador Ivo Vieira, somando já três jogos seguidos sem qualquer derrota. O Sporting CP chega assim com 65 pontos somados contra os 26 de FC Famalicão ainda na luta pela manutenção.
No lado da equipa da casa o plantel está todo disponível e às ordens de Ruben Amorim, com a excepção do central Gonçalo Inácio e do avançado Bruno Tabata que se lesionaram no treino realizado no passado sábado, mas Nuno Mendes recuperou de lesão e é opção. Nos forasteiros Alexandre Guedes, Bruno Jordão e Leonardo Campana são baixas por lesão, enquanto que Ivo Rodrigues e Srdan Babic estão em dúvida. O Sporting CP deverá então alinhar no seu 3x5x2 losango enquanto que o FC Famalicão deverá alinhar no seu 4x3x3.
DADOS RÁPIDOS
O Sporting CP em 24 jogos diante do FC Famalicão venceu 19, empatou três e perdeu apenas dois.
O Sporting CP continua sem perder nos 25 jogos que realizou para o campeonato.
O Sporting CP está a vencer ao intervalo e no final do jogo nos últimos quatro jogos em casa.
O resultado mais comum nos jogos entre Leões e Famalicenses é de 3-0, tendo-se verificado por três vezes nos jogos disputados em casa dos Leões.
O FC Famalicão vem de três jogos sem perder contra o Sporting CP: empate 2-2 na primeira volta; duas vitórias por 3-1 e 1-2 na época passada.
Nos últimos cinco jogos o FC Famalicão conta com uma média de 14 remates, enquanto que o Sporting CP apenas de nove.
O Sporting CP pode igualar um recorde (26 jogos consecutivos sem derrotas na Liga) que pertence a László Bölöni, no último ano em que os leões foram campeões nacionais.
JOGADORES A TER EM CONTA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Pedro Gonçalves – Pote é o melhor marcador do Sporting CP e irá encontrar aqui novamente a sua antiga equipa. É um jogador essencial no Sporting CP e por ser um jogo especial poderá procurar destacar-se e ajudar na conquista dos três pontos.
Iván Jaime – O espanhol esteve vários meses sem jogar e regressou com um belo jogo e com um belo golo diante o FC Paços de Ferreira. Pode ser o momento ideal para o jovem de 20 anos se afirmar e continuar o seu crescimento, tendo em conta que deixou boas indicações nesta nova vida de esperança para o FC Famalicão.
XI’S PROVÁVEIS
SPORTING CP: Adán, Pedro Porro, Luis Neto, Seba Coates, Feddal, Nuno Mendes, João Palhinha, João Mário, Pedro Gonçalves, Daniel Bragança e Paulinho
Treinador: Rúben Amorim
“Alguém vai ganhar o campeonato. Há várias equipas que podem ser campeãs, nós só queremos ganhar ao Famalicão. No final alguém vai ganhar, os outros vão perder. É a minha forma de encarar esta situação. Só o treinador vai perder, pois o Sporting vai ganhar o campeonato, pela forma como projetou jogadores. O treinador é que pode perder o campeonato. O plantel tem de estar tranquilo, a responsabilidade é do treinador”.
FC Famalicão: Luiz Júnior, Diogo Figueiras, Patrick Willian, João Riccieli, Rúben Vinagre, Pêpê Rodrigues, Manuel Ugarte, Iván Jaime, Heriberto Tavares, Anderson Silva e Gil Dias
Treinador: Ivo Vieira
“Nós acima de tudo temos de criar condições para podermos alcançar um lugar mais confortável na tabela. É um momento bom da equipa, mas ainda longe do objetivo. Vamos defrontar a melhor equipa do campeonato, mas temos os nossos argumentos e apesar da tarefa difícil vamos a Alvalade disputar os três pontos”.
Previsão do resultado: Sporting CP 2-1 FC Famalicão
Excelente forma de começar a Wrestlemania 37! A Noite 1 desta edição foi memorável em vários aspectos, devido aos 25 mil fãs presentes e a muitos combates estupendos e surpreendentes.
Quem viu este evento, certamente não ficou desapontado.
Nota do evento: 7,5/10
BOBBY LASHLEY DERROTA DREW MCINTYRE
Após um insólito atraso de 30 minutos devido à chuva forte, a Wrestlemania começou com o WWE Championship em jogo.
As forças poderosas de McIntyre e Lashley equilibraram-se de início e ambos sabiam que tinham de fazer algo especial para vencerem o combate.
Lashley aplicou dois chokeslams e McIntyre conectou três Future-Shock DDT. Assistimos depois a uma linda troca de submissões, donde Lashley saiu por cima ao aplicar o Hurt Lock. Drew acabou por desmaiar e o Campeão da WWE reteve o seu título.
Este foi um grande combate, com um final algo surpreendente, mas bem executado.
Nota do combate: 8/10
TAMINA E NATALYA LUTARÃO PELOS WOMEN’S TAG TEAM CHAMPIONSHIPS
Para além da queda de Mandy Rose na rampa de entrada, este Women’s Tag Team Turmoil não teve muito que contar.
A Riott Squad eliminou duas equipas, mas no final foi a Tag Team de Natalya e Tamina que venceu o combate, após um splash de Tamina em Ruby Riott.
Assim, esta equipa disputará amanhã os títulos femininos de Tag Team contra as campeãs Nia Jax e Shayna Baszler.
Odysseas Vlachodimos será sempre um eterno D. Sebastião se atendermos ao momento da sua chegada e à necessidade da sua vinda um ano antes – é convicção geral que, com ele a defender as redes em 2017-18, o “Penta” teria sido uma realidade. A baliza foi um dos falhanços dessa temporada e uma das principais falências desse mercado de preparação, quando a ida de Ederson para Manchester abriu uma vaga que nunca seria bem compensada.
Tanto Bruno Varela como Svilar, lançado aos lobos ainda adolescente, ficarão irremediavelmente associados a essa fatídica temporada. Em 2021, Vlachodimos, por outro lado, dá a sensação de ser atleta de capacidades ultrapassadas – a precária evolução registada ao nível das saídas e controlo da profundidade motivaram, em tempos, preocupações a Bruno Lage. A Jorge Jesus motivaram a troca por Helton Leite, que com outros argumentos nesses aspetos, ganhou o lugar ao grego.
Talvez o destino não tenha sido totalmente justo com ele, até pelo momento da sua chegada e as expectativas nele depositadas. A inconstância do rendimento encarnado não facilita as tarefas defensivas e a perda sucessiva de elementos basilares nos procedimentos táticos só condiciona qualquer tentativa de equilíbrio, sendo que as evidentes limitações de Vlachodimos fora dos postes acabam por vir ao de cima, dada a exposição e a quantidade de vezes que é chamado a intervir.
Não é descabido, no entanto, afirmar que foi uma das peças nucleares no 37º título e igualmente preponderante na grande primeira volta de 2019-20 – quando o SL Benfica bateu recordes de pontos, vitórias e registos defensivos. Os encarnados sofreriam apenas seis golos nos primeiros 17 jogos da Primeira Liga, com Vlachodimos a ser uma das figuras de destaque, até porque a equipa já demonstrava sinais preocupantes a antever a queda posterior.
Jogos como aquele em Leipzig (2-2), onde bate o recorde pessoal de oito defesas, ou na segunda mão da meia-final da Taça de Portugal, em Famalicão, com 7 intervenções a bola de golo, catapultou um SL Benfica em queda para a final da competição.
“Acho que estou pronto para seguir em frente, é algo que quero agora”, disse ao portal grego Sport24 Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
As circunstâncias desta temporada provocaram instabilidade a toda a linha. A defesa sofreu especialmente, sobretudo com a lesão prolongada de André Almeida e a entrada tardia e a meio gás de Otamendi. Vlachodimos fazia o que podia para manter os encarnados à tona, mas tal como Moreira em 2004-05 ou Artur em 2013-14, a sua saída era compreendida como alavanca da melhoria substancial no rendimento da equipa – o que se consumou, mas há mais fatores a ter em atenção para impedir a desnecessária comparação com Helton Leite.
Se o momento capital de Alvalade é visto como gota de água na paciência do treinador, há que relembrar que essa fase coincide com as entradas de Diogo Gonçalves e, semanas mais tarde, de Lucas Veríssimo, duas peças que vieram trazer outro rigor à postura defensiva da equipa e provocaram o crescimento dos índices de agressividade com e sem bola, além duma velocidade de processos que não se pode pedir a Gilberto, pelas características físicas, ou a Vertonghen, já um jogador mais experiente e dependente de outros aspetos técnico e táticos.
Restará perceber se este mau momento de Odysseas, pela primeira vez remetido na carreira a papel secundário, terá consequências no final da temporada. A saída, apesar de praticamente anunciada pela própria reação do treinador Jorge Jesus às suas polémicas declarações, não foi confirmada. Ou se haverá, em 2021-22, nova oportunidade no clube para o guarda-redes internacional grego.
As estatísticas de águia ao peito, a consumar-se a primeira opção, assim ficarão registadas: 119 jogos, 121 golos sofridos no total das competições, 47 ocasiões com a baliza inviolável. A média de mais de um golo sofrido por jogo é alimentada sobretudo pelas fracas campanhas europeias, onde entre Liga dos Campeões e Liga Europa, conta 43 golos sofridos em 29 jogos.
A CRÓNICA: SEFEROVIC ESTEVE ENDIABRADO NA MATA REAL
O FC Paços de Ferreira recebeu em sua casa um SL Benfica prestes a ser detentor de um recorde defensivo – a equipa vermelha e branca precisava apenas de 13 minutos sem sofrer para tornar-se no plantel com menos golos sofridos das principais ligas europeias.
A equipa revelação da Primeira Liga procurava cimentar cada vez mais o quinto lugar e o acesso à Liga Europa e prometia fazer vida difícil aos benfiquistas – os “castores” já não perdiam em casa desde setembro de 2020. Por outro lado, entrava em campo um SL Benfica que pretendia assegurar a perseguição ao FC Porto, que minutos antes conquistava os três pontos em Tondela.
O início do encontro começa com o SL Benfica a jogar através de bolas longas com Seferovic como referência e destinatário do ataque encarnado, enquanto que o FC Paços de Ferreira procurava explorar mais o corredor central e com a bola pousada ao terreno. Contudo, a primeira meia hora de jogo fica marcada pela expulsão de Stephen Eustáquio após falta ofensiva no meio campo do SL Benfica.
O centro campista canadiano foi expulso após uma entrada fora de tempo em disputa de bola com Julian Weigl. Logo a seguir, o FC Paços de Ferreira começava por sentir a expulsão e o SL Benfica ameaçou a baliza dos “castores” – Waldschmidt, num primeiro momento, de cabeça contra o lateral direito Fernando Fonseca e à segunda, novamente o alemão, a obrigar Jordi a uma grande defesa.
O encontro pecava pela falta de oportunidades para ambas as equipas e pelo tempo gasto com as faltas, VAR e assistências da equipa médica. Contudo, o SL Benfica viria a aproveitar um erro defensivo da equipa liderada por Pepa e como se costuma dizer… os erros pagam-se caro.
Diogo Gonçalves, em posições ofensivas, consegue intercetar o corte de Luiz Carlos e remata com força para dentro da baliza de Jordi, que ainda tocou na bola, mas sem sucesso. Estava feito o 0-1, e o SL Benfica assumia o controlo do jogo. Cinco minutos depois, Seferovic deu o golo a Waldschmidt, mas o alemão não fez o melhor remate, ainda que a defesa de Jordi não deva ser esquecida.
Antes do intervalo o SL Benfica ainda viria a conseguir marcar o segundo golo. Jogada rápido pelo lado esquerdo do ataque das “águias”. Seferovic descai para a ala após contra ataque encarnado e envia uma bola perfeita para o centro, onde Rafa só tinha o guarda-redes pela frente. Um toque na bola para adiantá-la e depois levou-a até praticamente à linha de golo. 0-2 para o SL Benfica ao minuto 45 e as coisas ficavam cada vez mais difíceis para o FC Paços de Ferreira.
Os encarnados ainda viriam a conseguir fazer o terceiro antes do apito para o intervalo. Passe de Taraabt para Seferovic que conseguiu afugentar-se à defesa do FC Paços de Ferreira, rematando por cima de Jordi, marcando, assim, o seu primeiro golo na partida. O SL Benfica ia para o balneário com um resultado expressivo e sem sentir qualquer perigo nos primeiros 45 minutos por parte do FC Paços de Ferreira.
Para a segunda parte, Jorge Jesus quis mexer no esqueleto da equipa e retirou Diogo Gonçalves da partida para dar entrada a Gilberto. Contudo, não houve qualquer alteração no sistema de 3-4-2-1 do SL Benfica. Do lado do FC Paços de Ferreira, não houve nenhuma substituição.
O SL Benfica continuava a aproveitar a inferioridade numérica no FC Paços de Ferreira e pressionava com intensidade o ataque da equipa caseira. Aos 64 minutos, Cebolinha, recém-entrado, ameaça a baliza de Jordi Martins, mas o guardião responde com uma excelente defesa. Mas Jordi não se ficou por aqui e no lance seguinte, após cobrança de pontapé de livre de Grimaldo, o guardião brasileiro desvia a bola da baliza e, vistosamente, salva o FC Paços de Ferreira de sofrer mais um golo.
Do outro lado, quem viria a provar uma exibição fantástica era Haris Seferovic. A 15 minutos do fim e num momento em que o SL Benfica não investia tanto no ataque, o avançado recebeu, arrastou o defesa com ele chutou com força. A bola só iria parar no fundo da baliza pacense e o resultado entrava já em contornos de goleada. O suíço estava a ser e foi a figura da partida, com dois golos e uma assistência.
E no último minuto da partida, antes dos descontos, Darwin Nuñez viria a consumar o chapa cinco do SL Benfica. O uruguaio só teve de encostar após assistência de Seferovic e acabou por quebrar o enguiço dos últimos jogos sem marcar, tendo inclusive ficado emocionado após o golo. Não haveria mais tempo para lances de perigo e terminava assim o encontro. O SL Benfica atropelava o FC Paços de Ferreira na sua fortaleza, onde já não perdia desde setembro de 2020.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Haris Seferovic – Esteve no lance do segundo golo com uma assistência deliciosa para Rafa Silva. No terceiro, fugiu bem à defesa do FC Paços de Ferreira e com classe e frieza soube finalizar. No segundo golo da sua conta pessoal, enviou uma verdadeira bomba indefensável para o poste esquerdo da baliza de Jordi. Acabou ainda por assistir para o quinto golo do SL Benfica, marcado por Darwin. O avançado suíço hoje esteve endiabrado e foi uma peça fundamental na vitória do SL Benfica. Seferovic está a provar que merece a titularidade.
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Ataque do FC Paços de Ferreira – O primeiro remate à baliza do FC Paços de Ferreira foi já bem perto dos noventa minutos, por intermédio de João Amaral. A expulsão teve um forte impacto no setor ofensivo pacense, pois Eustáquio é quem muitas das vezes constrói o jogo e faz a interseção entre defesa e ataque.
ANÁLISE TÁTICA – FC PAÇOS DE FERREIRA
O FC Paços de Ferreira jogava com o seu habitual 4-3-3 com Jordi na baliza, Marcelo e Maracás como defesa centrais, Pedro Rebocho como lateral esquerdo e Fernando Fonseca do lado direito. No meio campo a três, Stephen Eustáquio era o homem mais defensivo, Luiz Carlos acompanhava-o do lado esquerdo e Bruno Costa estava mais descaído para a direita. Uilton e Hélder Ferreira eram os extremos direito e esquerdo, respetivamente, e Dor Jan veio substituir Douglas Tanque no onze inicial, dada a sua expulsão no jogo anterior frente ao FC Famalicão.
Mesmo após a expulsão, o FC Paços de Ferreira não viria a mudar o seu esquema tático, passando a jogar apenas com Bruno Costa e Luiz Carlos no centro do terreno, o que acabou por desequilibrar o jogo defensivamente.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Jordi (7)
Fernando Fonseca (5)
Marcelo (6)
Maracás (6)
Pedro Rebocho (5)
Luiz Carlos (5)
Bruno Costa (5)
Stephen Eustáquio (3)
Hélder Ferreira (4)
Uilton (4)
Dor Jan (4)
SUBS UTILIZADOS
Ibrahim (5)
João Amaral (5)
Adriano Castanheira (5)
Lucas Silva (5)
Martín Calderón (5)
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
O SL Benfica entrou em campo com um sistema em 3-4-2-1, com três centrais, sendo que Otamendi posicionava-se no corredor central e Lucas Veríssimo e Jan Vertonghen no lado direito e esquerdo, respetivamente.
À frente da linha defensiva estavam Taarabt e Julian Weigl, em terrenos mais recuados e nas alas figuravam Diogo Gonçalves e Alejandro Grimaldo, a quem competia a solidez defensiva das laterais e o apoio ao ataque. Waldschmidt estava no lado esquerdo do meio campo ofensivo e no lado oposto o dono do lugar era Rafa Silva. No centro do ataque, Haris Seferovic era a ameaça à baliza de Jordi Martins.
O SL Benfica adotou o sistema de três centrais durante a partida, embora com a entrada de Everton Cebolinha e Darwin Nuñez houvesse uma maior dinâmica ofensiva. Esta aposta no setor ofensivo acabou por render e culminou numa goleada por 0-5.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Hélton Leite (7)
Lucas Veríssimo (7)
Nicolás Otamendi (7)
Jan Vertonghen (7)
Diogo Gonçalves (7)
Julian Weigl (7)
Adel Taarabt (8)
Alejandro Grimaldo (7)
Luca Waldschmidt (6)
Rafa Silva (7)
Haris Seferovic (10)
SUBS UTILIZADOS
Gilberto (6)
Pizzi (6)
Everton Cebolinha (7)
Franco Cervi (6)
Darwin Nuñez (7)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
FC Paços de Ferreira
BnR: Esta é a primeira derrota do FC Paços de Ferreira em casa desde setembro de 2020. Acha que este resultado pesado pode abalar a confiança da equipa nos próximos jogos caseiros?
Pepa: Estamos a viver uma época de sonho. Fomos derrotados por uma equipa que foi superior à nossa. Não vai alterar nada. Dou os parabéns a quem foi superior dentro de campo, mas isso não muda nada aquilo que nós pretendemos.
SL Benfica
BnR: Apesar do SL Benfica não ter sofrido qualquer golo, durante o jogo e no final foi muito interventivo com Lucas Veríssimo e Gilberto. O que faltou a estes dois jogadores?
Jorge Jesus: Não faltou nada. Todos os jogadores que entraram em campo pelo SL Benfica estiveram muito bem. Só que eu tinha falado com os jogadores ao intervalo sobre qual era o lado por onde podíamos furar a equipa do FC Paços de Ferreira e o Lucas não estava a fazer nada do que eu disse. Foi só por esse motivo.
A CRÓNICA: DEZ MINUTOS CHEGARAM PARA A VITÓRIA DO LEIXÕES SC
A primeira ocasião de golo apareceu logo no primeiro ataque do FC Penafiel. Por centímetros, nos primeiros segundos, Robinho não marcou o golo inaugurador do marcador. A partir daqui, quem começou a crescer no jogo foi o Leixões SC, com consecutivas aproximações à área do FC Penafiel, mas sem eficácia.
Foi preciso uma desatenção da defesa da equipa forasteira para o Leixões SC conseguir, efetivamente, concretizar. Num pontapé de baliza, Emanuel Novo tentou passar a bola a Franco, mas Nenê foi mais rápido e assistiu para o golo de Joca Samuel aos 14 minutos. Estava inaugurado o marcador no primeiro quarto de hora e estava favorável à equipa do mar.
A pressão leixonense continuou perante um FC Penafiel praticamente sem reação em campo. Enquanto as ofensivas da equipa de José Mota ameaçavam constantemente a baliza de Emanuel Novo, Tiago Silva já devia estar com vontade de se sentar e pedir um café, dado o pouco trabalho que estava a ter.
Quase dez minutos passados do primeiro golo e 23 desde o início do encontro, o Leixões SC aumentou a vantagem no marcador para dois golos. Depois de um cruzamento milimétrico de Jefferson Encada, bastou a Nenê encostar para mais um golo dos leixonenses. Tudo estava a correr de feição para a equipa da casa.
Já para os forasteiros nada corria bem. Para além do resultado e da exibição totalmente apagada, Bruno César acabou expulso no último minuto da primeira parte depois de um lance com Bruno Monteiro. O FC Penafiel precisava, de forma desesperada, do intervalo para refrescar e rever a sua estratégia de jogo, dado que, para além de tudo, Pedro Ribeiro também não se mostrava, de todo, agradado.
Os segundos 45 minutos começaram de uma forma diferente relativamente àquilo que foi a primeira parte. Mesmo com menos um elemento no terreno de jogo, o FC Penafiel começou a aproximar-se mais vezes da grande área de Tiago Silva, mas sem grande efeito. Do lado do Leixões SC existiam menos aproximações, mas com critério, apesar de pecar na finalização.
Com o decorrer dos minutos, nada mais houve a contar. Tiago Silva ainda meteu as mãos à bola, mas, na sua maioria, sem grande perigo vindo da equipa de Pedro Ribeiro. Acabou por ser um jogo que ficou marcado pela primeira parte bem conseguida do Leixões SC e bastante mal conseguida pelo FC Penafiel. Soou o apito final vindo do árbitro Vítor Ferreira e o resultado permaneceu no 2-0 favorável ao Leixões SC.
Nenê – Foi preponderante na construção ofensiva e também como marcador do Leixões SC. Assistiu para o primeiro golo, marcou o segundo e conseguiu dinamizar o ataque leixonense.
FC Penafiel – Uma exibição muito apagada, mal construída e onde tudo o que tinha para correr mal, correu. Concederam dois golos em dez minutos e, para além disso, ainda se viram a jogar com menos um elemento no terreno de jogo.
ANÁLISE TÁTICA – LEIXÕES SC
José Mota optou, novamente, pelo 4-3-3 com Nduwarugira recuado no meio-campo a apoiar na primeira fase de construção.
Na baliza, Tiago Silva rendeu Stefanovic, que permaneceu no banco de suplentes. A linha defensiva acabou por ser alterada depois da expulsão de Diogo Gomes no último encontro disputado pelo Leixões SC. Pedro Pinto e Brendon ocuparam a zona central, com Seck e Lucas Lopes a ocupar as laterais.
No meio-campo, Nduwarugira era o primeiro elemento, com Bruno Monteiro e Joca Samuel a jogar bastante aproximados ao setor mais avançado do terreno. Na frente estiveram Kiki e Jefferson Encada com o objetivo de ajudar o ponta de lança, Nenê.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Tiago Silva (6)
Seck (6)
Brendon (6)
Pedro Pinto (6)
Luicas Lopes (6)
Bruno Monteiro (6)
Nduwarugira (6)
Joca Samuel (7)
Kiki (6)
Jefferson Encada (7)
Nenê (8)
SUBS UTILIZADOS
Rodrigo (6)
Avto (6)
Papalele (5)
Belkheir (6)
Jota (6)
ANÁLISE TÁTICA – FC PENAFIEL
Pedro Ribeiro optou por um 4-3-3 com Bruno César recuado no meio-campo e Robinho e David Caiado a apoiar Rui Pedro. Após a expulsão de Bruno, a equipa do Penafiel passou a atuar num 4-4-1.
Na baliza esteve Emanuel Novo e a linha defensiva montada à sua frente foi composta por Coronas e Leandro nas alas e Denis a par de Franco na zona central.
No meio-campo, para além de Bruno César, estiveram Gustavo Henrique e João Amorim. No setor mais avançado do terreno alinharam Robinho e David Caiado no apoio a um jogador bem conhecido do Leixões SC, Rui Pedro.
Após a expulsão de Bruno César, ambos os jogadores que estavam no apoio a Rui Pedro recuaram para o meio-campo, alinhando esse setor a quatro jogadores.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Emanuel Novo (5)
Coronas (6)
Denis (5)
Franco (5)
Leandro (6)
Gustavo Henrique (6)
João Amorim (5)
Bruno César (3)
David Caiado (5)
Robinho (7)
Rui Pedro (5)
SUBS UTILIZADOS
Wagner (6)
Pedro Prazeres (6)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Leixões SC
Não foi possível colocar questões ao técnico do Leixões SC, José Mota.
FC Penafiel
BnR: Que elações tira da exibição dos seus jogadores e do resultado conseguido aqui contra o Leixões SC?
Pedro Ribeiro: Nós perdemos, ganhamos e empatamos todos juntos. Hoje fomos nós que perdemos porque permitimos que o Leixões aproveitasse um ou outro erro que nós cometemos e que nos colocaram com um jogo muito difícil para discutir. Os erros não são individuais, são do Penafiel. O jogo começa com uma grande oportunidade nossa e temos de ser eficientes. Temos de fazer aquilo que o Leixões fez na primeira oportunidade. Nós temos de ser uma equipa muito mais eficaz e não uma equipa que permite que as outras equipas fiquem em vantagem.
A CRÓNICA: NEM UM DILÚVIO RETIROU QUALIDADE AO “EL CLÁSICO”
A meio da época ninguém podia prever que FC Barcelona e Real Madrid CF pudessem estar a lutar pelo título, mas a verdade é que à entrada jornada 30, estão. Quis o destino que o “El Clásico” se jogasse debaixo de um autêntico dilúvio, mas nem isso retirou qualidade a este jogo tão típico.
O jogo estava interessante do ponto de vista tático, com uma óbvia marcação homem a homem estendida a todo o campo por parte do Real Madrid CF. Ambas as equipas estudaram os pontos fortes do adversário e procuravam precaver-se para essas situações. O encontro foi desbloqueado através de uma jogada – ao nível da qualidade deste clássico – de deixar água na boca. Toque habilidoso de Benzema, que encosta a bola para dentro da baliza depois de uma bela combinação entre Fede Valverde e Lucas Vázquez. Antes do minuto 30 os “blancos” alargaram a vantagem. Desta feita, de livre, pelos pés do mágico, Toni Kroos.
A receita repetia-se, vezes e vezes sem conta. Quando o Real Madrid parecia encostado às cordas, saía no contra-ataque e desgastava a defesa do Barcelona, incapaz de responder com qualidade suficiente. Não houve mais golos, por sorte.
Na segunda parte Ronald Koeman mexeu e aproximou-se do 4-3-3, ainda que não totalmente. O jogo parecia não mudar de cara e já estávamos quase no minuto 60. A chuva caía com mais intensidade e como se costuma dizer, “depois da tempestade, vem a bonança”. E a bonança blaugrana chegou mesmo por intermédio de Mingueza, que encostou de forma fácil e reduziu a diferença no marcador.
Até fim, houve tempo para muito sofrimento e oportunidades de parte a parte. O Real Madrid CF acabou mesmo por levar de vencido o FC Barcelona e salta assim para a liderança do campeonato, ainda que de forma provisória.
Contra-ataque do Real Madrid CF – O Real Madrid CF entrou para campo com a lição bem estudada. Sabia de onde podia nascer o perigo catalão e procurou contrariar essas iniciativas ao baixar as linhas e tornando a equipa muito compacta no momento defensivo. Quando ganhava a bola saía disparado para o ataque e os três homens da frente não desperdiçaram as oportunidades que tiveram. Rápidos, verticais, com boas decisões no momento de entregar a bola. A qualidade dos médios do Real Madrid e a velocidade dos seus avançados foi determinante para que levasse os três pontos do clássico.
Organização defensiva do FC Barcelona – O jogo foi bastante duro para o guardião alemão, Marc-André Ter Stegen, que teve várias oportunidades para brilhar, o que costuma ser mau sinal. A defesa do Barcelona foi na maior parte das vezes demasiado permeável e permitiu que o ataque merengue fizesse o que quisesse, por demasiadas ocasiões. Os golos surgiram e fica a ideia de que podia ter sido ainda pior, não fosse o guarda-redes… e os postes
ANÁLISE TÁTICA – REAL MADRID CF
O Real Madrid CF de Zidane não costuma apresentar alterações no seu esquema de base 4-3-3, e hoje não foi exceção.
Os “blancos” foram bastante eficazes na finalização e até pareciam estar confortáveis sem bola na maior parte do tempo. No momento defensivo recuavam os médios e fechavam as linhas, diminuindo o raio de ação de Lionel Messi e Ousmane Dembélé.
O grande trunfo de Zidane foi, sem dúvida alguma, a transição ofensiva. Que aula de como contra-atacar! Vinícius Júnior, Fede Valverde e Benzema apareciam recorrentemente em zona de ataque em igualdade numérica. Destaque para a verticalidade de Valverde, sempre muito possante e com boa tomada de decisão, e também para Vinícius Júnior, mais rápido e bastante dotado tecnicamente.
A ausência dos dois habituais centrais, Sergio Ramos e Varane, nem se fez sentir. Éder Militão e Nacho estiveram sempre acompanhados de perto por Casemiro, Modric e Kroos, formando um bloco mais compacto em zonas mais recuadas.
Era também bastante interessante de observar que Fede Valverde estava algo próximo de Lucas Vázquez, com o intuito de para tapar as incursões de Jordi Alba por essa mesma ala.
Com a vantagem a manter-se e o jogo a começar a ficar cada vez mais inclinado para o Barcelona, Zidane acabou por apostar num esquema de três centrais para conter o adversário. Ferland Mendy para o meio da defesa e Marcelo entrou para a lateral esquerda. A frente foi refrescada, mas perdeu toda a qualidade que tinha com os três elementos que iniciaram a partida.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Thibaut Courtois (6)
Ferland Mendy (6)
Nacho Fernández (6)
Éder Militão (7)
Lucas Vázquez (6)
Toni Kroos (8)
Casemiro (5)
Luka Modric (6)
Vinícius Júnior (8)
Federico Valverde (7)
Karim Benzema (8)
SUBS UTILIZADOS
Álvaro Odriozola (6)
Marco Asensio (5)
Mariano Díaz (-)
Isco (-)
Marcelo (-)
ANÁLISE TÁTICA – FC BARCELONA
Ronald Koeman voltou a apostar num esquema de três centrais – tal como nas últimas partidas, dispondo a sua equipa em 3-5-2.
As novidades vieram mesmo das peças escolhidas pelo técnico holandês. Frenkie De Jong jogou solto no meio campo, ao contrário de outros jogos, ao lado de Pedri. Sergio Busquets foi a referência atrás destes dois. Antoine Griezmann foi relegado para o banco, em detrimento do francês Ousmane Dembélé, e do inevitável, Lionel Messi. O meio foi preenchido com vários jogadores e o raio de ação destes dois avançados ficou bastante reduzido.
Jordi Alba (esquerda) e Sergino Dest (direita) eram assim a esperança dos catalães. Esperava-se que o posicionamento dos dois alas fosse subido no terreno, e assim foi. Mas o problema, era novamente o mesmo. Havia sobrecarga de jogadores vestidos de branco da outra parte. Os extremos contrários juntavam-se aos laterais e bloqueavam o caminho aos alas “blaugrana”.
Mas se o ataque do Barcelona foi completamente bloqueado, a defesa foi dizimada. Os três centrais, Ronald Araújo, Oscar Mingueza e Clément Lenglet, não tinham mãos a medir com os contra-ataques do Real Madrid. Não conseguiam dar resposta às incursões contrárias e só não foi pior porque os postes o evitaram.
Na segunda parte, Ronald Koeman mexeu e tentou libertar Ousmane Dembélé na direita, e mais tarde Francisco Trinção. Mingueza flutuava entre a posição de defesa-central e uma espécie de ala improvisado, com subidas pelo corredor, que até lhe valeram um golo na partida. Messi acabou por se tornar o motor de criação da maior parte de jogadas de perigo do Barcelona. Descia da zona sobrepovoado e aparecia para, literalmente, criar perigo. É exatamente assim que nasce o golo.