Com o Campeonato de Portugal a entrar numa fase decisiva, alguns dos candidatos às duas vagas para a Segunda Liga juntaram-se no Bola na Rede TV para falar sobre o futuro dos clubes. Quatro cidades portuguesas veem os seus clubes a ganhar protagonismo ou a mostrar comprovar a força do seu histórico rumo aos campeonatos profissionais, novamente.
Olhamos para cada série do Campeonato de Portugal e chegamos aos oito principais candidatos a disputar o acesso à Segunda Liga. 👀🇵🇹🔝https://t.co/qQMSF52agn
Os impactos da pandemia de COVID-19 na construção dos plantéis foram muito notados, principalmente no caso do Anadia FC e do Vitória FC, e a aposta na formação foi uma carta no baralho para grande parte dos clubes. O presidente da SAD da UD Leiria, Armando Marques, reconheceu os problemas daquilo que foi o percurso do início da época com um plantel extremamente reduzido a poucos dias do primeiro jogo da temporada.
Pertencente ao distrito de Aveiro, em Anadia, mora uma formação que «poucos davam alguma coisa nesta temporada», tal como afirmou Nuno Branco. O diretor desportivo do Anadia FC deixou claro que partilhava o painel com três históricos do Futebol português e o seu clube podia não estar ao mesmo nível de história. Contudo, a vontade de cumprir objetivos é muito semelhante a todos e o primeiro objetivo, o de garantir, pelo menos, a Liga 3, foi conseguido.
A equipa B do SC Braga, uma das poucas equipas secundárias no Campeonato de Portugal, dominaram a Série A e Ricardo Coutinho reforçou o objetivo de subir à Segunda Liga. O facto de utilizar os jogadores das respetivas equipas A, como por exemplo o Sporting CP B, o Team Manager dos bracarenses afirmou que não é a ideia da equipa, pois, está focada no lançamento dos seus jogadores mais jovens.
Nuno Soares, presidente da SAD do clube sadino, desabafou sobre as dificuldades que a formação setubalense teve e reforçou que «o Vitória não está em saldos». Além disso, esclareceu a situação dos sadinos com o Tribunal Arbitral do Desporto (TAD), órgão a quem dirigiu muitas críticas devido à demora e a dualidade nas decisões, e afirmou que «estão a querer matar» o clube. Porém, frisou que é muito difícil que isso alguma vez vá acontecer.
Programa com moderação de Leonardo Bordonhos, comentários de Luís Coelho e de Tiago Silva, com a participação especial de Nuno Branco (Anadia FC), Ricardo Coutinho (SC Braga B), Armando Marques (UD Leiria) e Nuno Soares (Vitória FC).
Quero começar o meu tópico por deixar já claro que, independentemente do que venha a fazer de leão ao peito – ou com outro símbolo qualquer -, o “menino querido” de Rúben Amorim, Paulinho, é um avançado de topo na nossa liga, na minha opinião. Não é um finalizador como Jardel, não é combativo como Slimani, mas tem tudo para ser um avançado que deixe a sua marca no Sporting Clube de Portugal.
E enquanto se discute se dois cm são ou não suficientes, se o jogador do Moreirense FC calça o 45 ou o 44 e se isso podia ter tido influência em dois pontos para o clube, eu cá prefiro olhar para a conjuntura de todo o jogo.
Formado no Santa Maria FC, João Paulo Dias Fernandes (Paulinho), estreou-se na equipa sénior do seu clube na época 2010/11, onde atuou por dez vezes e marcou um golo. Uma segunda época bem conseguida (35 jogos – dez golos) levaram-no para o Trofense onde, na época 2012/13, realizou 38 partidas e apontou onze golos. A sua estadia no clube da Trofa não teve muita duração, pois na época seguinte transferiu-se para o Gil Vicente FC, onde esteve por quatro épocas.
Foram 167 golos em 234 partidas que o levaram para o SC Braga, onde teve o seu momento alto da carreira. A sua melhor época foi, sem dúvida, a transata, onde foi o quarto melhor marcador da edição 2019/2020 da Liga NOS. Foi também no decorrer de 2020 que Paulinho fez a estreia pela seleção A portuguesa. Ao todo, são três internacionalizações e dois golos.
Paulinho destacou-se em Braga e subiu de patamar no panorama nacional Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Ainda assim, apesar do bom percurso e olhando apenas para os números, já houve avançados melhores. Então, deverão estar a pensar: “Ó João, estás maluco! Porque dizes que Paulinho é topo?”. Calma, eu explico:
Com a chegada de Rúben Amorim à equipa principal do SC Braga e nos 13 jogos que esteve no seu comando, Paulinho só não participou em dois jogos (n.d.r diante do Moreirense FC, na jornada 18 da Liga NOS, onde foi suplente não utilizado e na 22.ª jornada, onde o SC Braga ganhou ao Vitória FC por 3-1, onde também foi suplente não utilizado). Então, em 11 jogos, Paulinho foi sempre titular e praticamente jogou todos os minutos. Foram seis golos e três assistências.
Com a notícia do despedimento de João Henriques do comando técnico do Vitória SC, no início da semana, o clube minhoto já teve oito treinadores desde a saída de Rui Vitória em 2015, ou seja, em apenas seis épocas. Um número preocupante, dadas as aspirações do clube de lutar pela Europa.
Mas, longe do risco de descida de divisão, por que razão o clube não segurou treinadores como Sérgio Conceição ou Ivo Vieira? Por que razão contratou treinadores com pouca experiência para os despedir cerca de uma dezena de jogos depois? Pela mesma razão que quase todos os clubes extra “três grandes” não conseguem ter estabilidade com um treinador: falta de tempo e orientação desportiva.
— Vitória Sport Clube (@VitoriaSC1922) April 5, 2021
Desde a saída de Rui Vitória de Guimarães para a Luz (esteve quatro épocas ao serviço dos “Conquistadores”) que o clube não conseguiu suster nenhum treinador por mais que época, tendo por lá passado nomes como Sérgio Conceição, Ivo Vieira e Luís Castro. Às vezes por decisão do treinador, outras vezes por rescisão mútua, as razões para as saídas foram quase sempre falta de resultados imediatos. E o que causou esta crise de resultados e de conquista de objetivos desde 2015? Na minha opinião, uma ausência de projeto.
Nos últimos anos, temos visto o Vitória a mudar radicalmente os seus plantéis de época para época, o que reduz a estabilidade desportiva e ameaça a capacidade dos treinadores de poderem ter sucesso a curto prazo. Quando se contrata um treinador tem de haver crença na sua capacidade de colocar o clube noutro patamar em longo prazo, nunca em curto. Colocar pressão e ‘deadlines’ no trabalho de um treinador é inconcebível, mas é a infeliz imagem dos clubes portugueses, que batem recordes anuais de números de treinadores por época.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Que prestígio trazem estes números à nossa Liga? É assim que queremos atrair os treinadores para Portugal em vez de os vermos a brilhar no estrangeiro? Temos grandes referências de treinadores portugueses que passaram por muitas dificuldades por cá e lá fora são reconhecidos mundialmente pelas suas competências, como por exemplo Luís Castro, Paulo Fonseca, Abel Ferreira ou Nuno Espírito Santo.
O Vitória SC é só mais um pequeno sintoma de um grande problema que se vive no futebol português: falta de projeto e ideal desportivo. No fim? No fim, os treinadores são sempre os culpados. É urgente mudar e proteger o nosso talento.
Simão Sabrosa vai integrar o departamento de formação das “águias” a partir da próxima época. O ex-jogador do Sporting CP e SL Benfica tem vindo a ser falado pelos responsáveis encarnados nas últimas semanas e o próprio já confirmou à Sport TV que “as conversações estão bem encaminhadas”.
Apesar das primeiras notícias terem dado como certa a função de liderar a equipa sub-23 do clube da Luz, Luís Filipe Vieira prefere que Simão Sabrosa inicie o seu percurso na estrutura, enquanto frequenta o curso de treinadores nível B da UEFA.
«As conversações estão bem encaminhadas. Tudo indica que será para a formação e só na próxima época»
Simão Sabrosa assumiu ontem, na Sport TV, que está próximo de regressar ao Benfica, agora para assumir funções na estrutura do futebol, mas precisamente na academia encarnada. pic.twitter.com/yCTbQvo5vS
Apoiante do atual presidente do SL Benfica nas eleições de 2020 e amigo próximo de Rui Costa e Luisão, Simão Sabrosa jogou seis anos no Sporting CP – dos 15 aos 21 – e transferiu-se para o FC Barcelona por três milhões de euros em 1999. Dois anos depois, o mesmo voltou a Portugal para jogar do outro lado da Segunda Circular, no SL Benfica.
O clube da Luz pagou cerca de 13 milhões de euros e Simão Sabrosa vestiu a camisola das “águias” mais de 230 vezes, marcando 94 golos. Em 2007, o Club Atlético de Madrid pagou 20 milhões de euros e fez regressar o extremo a Espanha. O ex-internacional português ainda jogou no Besiktas JK, RCD Espanyol de Barcelona e NorthEast United FC, da Índia.
Simão Sabrosa despediu-se dos relvados em 2015/16 e, prepara-se, agora, para assumir novas funções no mundo do futebol.
Um estádio é um dos maiores monumentos para um amante de desporto e em particular de futebol. Qualquer adepto quando visita um novo país tem quase a obrigação de passar junto do estádio do clube da cidade. É neste espaço que os adeptos se encontram e apoiam as suas equipas e onde o público se une com os jogadores e o Futebol tem o seu encanto. É verdade que o Futebol não necessita de um estádio gigante cheio de cores ou com infraestruturas futuristas para ser atrativo, mas ao mesmo tempo não podemos esconder que a beleza deste traz um regalo à vista e muitas vezes um novo espetáculo.
Falarmos da beleza de algo é sempre subjetivo e muitos estádios poderiam ainda assim ser aqui inseridos, mas estes são para mim os cinco estádios mais bonitos do Mundo.
Terminou na passada terça-feira a dança do March Madness. Durante mais de um mês, 68 equipas protagonizaram jogos que prometem ficar eternizados na história do torneio que marca o final da temporada na NCAA. Em 2021, foi batido o recorde de mais universidades a participar na “bolha” que se fixou em Indianapolis.
A competição teve a presença de dois portugueses. Neemias Queta, de Utah State e Hugo Ferreira, de Cleveland State, ficaram pelo caminho logo na primeira ronda. No entanto, fica cada vez mais patente a mudança de rumo de alguns basquetebolistas lusos que preferem seguir o caminho da NCAA.
O cenário de pandemia não impediu nada. Com a ameaça de surtos, apenas se registou a desistência da Universidade de Virgínia Commonwealth. A organização demonstrou que, mesmo com medidas restritivas, se pode dar um bom espetáculo. O exemplo da NBA serviu para que várias organizações pudessem sonhar em jogar numa época em que nem todos tiveram a mesma sorte.
Todos os anos, milhões de jogadores apostam na sua bracket. Contudo, o sonho de vencer e adivinhar todos os resultados do torneio terminou ainda a meio da primeira ronda. A imprevisibilidade e a espetacularidade são alguns dos ingredientes para que os adeptos do basquetebol tratem esta competição com muito carinho.
No final, venceu a Universidade de Baylor, que bateu Gonzaga no National Championship. Apesar de este ser o expoente máximo de semanas de competição, não faltaram bons momentos. Foram escolhidos cinco, mas com a certeza que poderiam ser adicionados mais do dobro, no fundo, essa é a beleza da March Madness.
A CRÓNICA: APESAR DAS LIMITAÇÕES, “LEÕES” MOSTRARAM A SUA FORÇA
Numa partida em atraso da 15.ª jornada do Campeonato PlacardAndebol, o Sporting Clube de Portugal recebeu e bateu o Sport Lisboa e Benfica por 31-29, assumindo o primeiro lugar da classificação à condição – FC Porto tem menos um ponto e menos um jogo.
A partida regeu-se pelo equilíbrio demonstrado pelos dois conjuntos durante grande parte do encontro. Os “verdes-e-brancos” podiam ser vistos como favoritos, mas dadas as lesões e indisponibilidade de vários atletas, os “encarnados” tinham uma oportunidade de ouro para colocar pressão no topo da tabela.
Os minutos iniciais foram marcados por várias trocas de liderança, com nenhuma das equipas a conseguir criar separação. A perda de Lazar Kukic, central titular das “águias” foi um duro golpe para os comandados de Chema Rodriguéz, que se conseguiram manter na luta pelo resultado.
Ao intervalo o marcador assinalava 14-13 favorável à equipa da casa, e no segundo tempo a toada manteve-se, com um balanço notório e uma constante troca de lideranças. Carlos Ruesga ia assumindo as despesas leoninas, tanto na finalização como na organização do ataque, enquanto que na equipa da Luz, Petar Djordjic mostrava a sua eficácia característica da linha de sete metros.
Ninguém se separava, até que, já dentro dos dez minutos finais, um parcial de 6-1 permitiu aos “leões” criarem um importante fosso de quatro golos, que foi determinante para o resultado final. O técnico encarnado tentou fazer algumas adaptações defensivas nos momentos derradeiros, mas a cabeça fria da equipa da casa fez a diferença.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola Na Rede
Carlos Ruesga (Sporting CP) – O central leonino voltou a ser decisivo, não só pelos seus oito golos, mas também pela frieza e tranquilidade que transmite para os seus colegas de equipa nos momentos de maior aperto.
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva/Bola Na Rede
Petar Djordjic (SL Benfica) – Pode parecer estranho destacar negativamente um atleta que termina com dez golos marcados, mas a verdade é que 70% dos remates certeiros de Djordjic vieram da linha de sete metros. Um atleta com o seu poder de remate tem que oferecer mais em situações de ataque corrido.
ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP
Sem contar com Jens Schongarth, Edmilson Araújo, Tomislav Spruk e Daniel Andrejew – e com Tiago Rocha debilitado fisicamente – Rui Silva conseguiu apresentar uma equipa que se manteve fiel à sua forma de atuar, apoiada numa defesa 6-0 com muita força no bloco central – Pedro Valdes e Dmytro Doroshchuk – e com pontas velocíssimos, capazes de fazer estragos na transição.
Ofensivamente, sem o lateral alemão nem Edmilson Araújo, a equipa mostrou menos opções no remate exterior na posição de lateral-direito. Ainda assim, e através da sua circulação de bola, conseguiu aproveitar os espaços inter-defensor para criar oportunidades de finalização.
SETE INICIAL E PONTUAÇÕES
Matevz Skok (7)
Francisco Tavares (7)
Pedro Valdes (7)
Carlos Ruesga (8)
Salvador Salvador (7)
Arnaud Bingo (7)
Dmytro Doroshchuk (7)
SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES
Tiago Rocha (8)
Manuel Gaspar (-)
Nuno Roque (7)
Joel Ribeiro (7)
Darko Djukic (7)
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
A perda de Lazar Kukic foi um rude golpe para uma equipa da Luz que não tem várias opções de igual qualidade para essa posição específica. Chema optou por colocar Belone Moreira, lateral-direito, mas com grande capacidade de leitura e organização de jogo, na posição de central, e depois colocou em campo Francisco Pereira, central mas com características diferentes. A equipa ressentiu-se e não apresentou a mesma intensidade nas transições defesa-ataque, um dos seus pontos mais fortes.
Defensivamente os “encarnados” tentaram limitar ao máximo o jogo exterior, mas Carlos Ruesga e Tiago Rocha aproveitaram muito bem o espaço nas costas dos segundos defensores para baterem Sergey Hernandez e Gustavo Capdeville.
A CRÓNICA: EFICÁCIA DOS BLUES DIFICULTA OBJETIVO DOS AZUIS E BRANCOS
Num Estádio Ramón Sánchez Pizjuán, em Sevilha, camuflado de Estádio do Dragão, o FC Porto “recebeu” o Chelsea FC naquela que foi a primeira mão dos quartos de final da Liga dos Campeões. Com a armada azul e branca portuguesa a querer repetir o feito alcançado na eliminatória anterior e passar à próxima fase e uma armada azul e branca inglesa a querer fazer esquecer o último resultado alcançado na sua Liga frente ao West Bromwich Albion FC (onde perderam por 5-2) e voltar à caminhada sem perder que tiveram durante 15 jogos. Esperava-se um jogo aguerrido – não fosse no maior palco europeu que é a Liga dos Campeões. O objetivo de ambas as equipas acabava por ser o mesmo: o de vencer e estar mais próximo da meia-final da competição. Notavam-se também algumas ausências importantes do lado dos Dragões. Sérgio Conceição viu-se desfalcado com a ausência de Sérgio Oliveira e Taremi.
Foi uma primeira parte algo morna. Com um FC Porto bastante pressionante a nível defensivo, dificultando o processo de construção de jogo do Chelsea FC, as oportunidades pecaram algo por escassas.
Os azuis e brancos foram algo superiores durante os primeiros 25 minutos, tentando aproximar-se o máximo possível da baliza de Edouard Mendy, mas sem criar ocasiões flagrantes de golo. Quem acabou mesmo por fazer acontecer foram os azuis de Inglaterra.
Aos 32 minutos, depois de um passe de Jorginho entrelinhas em Mason Mount, que rodou de forma sublime em cima de Zaidu, para rematar para o fundo das redes de Marchesín, inaugurando assim o marcador a favor do Chelsea FC e colocando a equipa em vantagem na eliminatória e no encontro. O golo surgiu naquela que foi a melhor fase dos blues durante a primeira parte, aproveitando o espaço entre a linha defensiva e média.
A melhor ocasião dos dragões surgiu aos 42 minutos pela cabeça do central do costume. Na sequência de um canto, Pepe tentou cabecear para o golo do empate, mas foi-lhe impossibilitado por Edouard Mendy.
Chegado o intervalo, esperava-se um refrescar das ideias do FC Porto, apesar de ter estado competente a nível defensivo, mesmo faltando alguma competência no ataque. Estes fatores foram-se demonstrando ao longo daquilo que foi a segunda parte do encontro. Enquanto que na primeira parte existiu uma pressão na primeira fase de construção de jogo do Chelsea FC, nos minutos iniciais da segunda já existiu uma leveza maior com o Chelsea FC já a conseguir construir.
Aos 56 minutos, surgiu novamente uma grande oportunidade para o FC Porto. Através de um remate à meia distância, Luis Díaz teve nos pés mais uma ocasião de poder empatar a partida, mas a bola acabou a passar ao lado do poste da baliza do Chelsea FC. Acabou por ser um boost de confiança que levou a equipa de Sérgio Conceição a crescer no jogo novamente.
Aos 71 minutos, o FC Porto reclamou uma grande penalidade após uma falta sobre Moussa Marega dentro da grande área, mas o árbitro Slavko Vincic mandou seguir jogo.
Com o resultado estanque e o jogo sem grande história a partir desse momento, ambos os treinadores optaram por refrescar os setores atacantes. Cedo se notaram essas alterações com Pulisic a marcar o primeiro ponto no crossbar challenge. Posto isso, no minuto a seguir, Chillwell aumentou a vantagem do Chelsea FC. A faltarem apenas cinco minutos para o final do encontro, Corona rececionou mal a bola e o jogador dos blues levou a bola até à área, ultrapassou Marchesín e concretizou o segundo golo da equipa de Thomas Tuchel.
O último lance de possível golo veio de um livre batido por Fábio Vieira que acabou por não ser concretizado, deixando tudo como estava. O Chelsea FC parte, assim, em vantagem por 2-0 para a segunda mão da eliminatória e os Dragões tentam manter a chama da esperança ativa.
Mason Mount – Um dos homens com mais importância do Chelsea FC. Com grande influência no processo ofensivo dos blues, também tendo marcado o primeiro golo e criado algumas oportunidades fundamentais.
Consistência ofensiva do FC Porto – Faltou este fator naquilo que foi o jogo dos dragões. Mesmo tendo sido resultado da forma como jogou o Chelsea, existiu alguma consistência ofensiva por parte do FC Porto que dificultou todo o desenrolar do jogo e o objetivo que os azuis e brancos tinham para esta partida.
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO
Com bastantes dúvidas em cima na mesa, antes do encontro, dadas as ausências bastante importantes com as quais o FC Porto teria de lidar na partida frente aos blues, Sérgio Conceição acabou por esclarecer tudo.
O onze inicial dos dragões apresentou-se montado num 4-3-3, conseguindo colmatar as ausências de Sérgio Oliveira e Mehdi Taremi. Na defesa alinharam Pepe e Chancel Mbemba na zona central, com Zaidu e Manafá a ocupar as alas. Até aqui, não existiria problema.
Com alguns pontos de interrogação em sobre quem alinharia no meio-campo, o técnico dos dragões optou por escolher Marko Grujic e manter Matheus Uribe, para ajudar no processo defensivo e também na construção de jogo.
Na frente, mesmo sem Mehdi Taremi, poucas dúvidas restavam. Otávio e Corona voltaram a assumir as suas posições (apesar deste último estar algo recuado), com Moussa Marega a ocupar o lugar de sempre, desta vez acompanhado por Luis Díaz.
ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES
Marchesín (6)
Wilson Manafá (6)
Pepe (6)
Chancel Mbemba (6)
Zaidu Sanusi (5)
Marko Grujic (6)
Matheus Uribe (6)
Otávio (5)
Jesus Corona (5)
Luis Diaz (6)
Moussa Marega (5)
SUBS UTILIZADOS
Francisco Conceição (6)
Toni Martínez (6)
Fábio Vieira (6)
ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA FC
Como tendo vindo a ser característico do Chelsea FC de Thomas Tuchel, a equipa inglesa apresentou-se num 3-4-2-1, com o meio-campo bem ocupado e Timo Werner a ser o ponta de lança de serviço.
Edouard Mendy foi, mais uma vez, o guarda-redes de eleição e a linha defensiva acabou montada pelos três centrais habituais: Azpilicueta, Christensen e Rudiger.
No meio-campo alinharam os restantes jogadores, com a exceção de Kai Havertz e Mason Mount, jogadores que acrescentaram uma enorme profundidade ao jogo ofensivo do Chelsea FC, que atuaram na ajuda ao homem mais avançado no terreno: Timo Werner.
A CRÓNICA: PARIS SAINT-GERMAIN FC GANHA VANTAGEM EM JOGO ESPETACULAR
Se dúvidas houvessem sobre a qualidade deste jogo entre FC Bayern Munchen e Paris Saint-Germain FC, bastava dizer que tínhamos os campeões de França e Alemanha, apesar de com algumas ausências de peso, estavam em jogo Kimmich, Neuer, Mbappe, Neymar, entre outros e… isto é Liga dos Campeões! Estavam reunidos todos os ingredientes para um jogo rápido e com muitos golos.
Começámos logo com uma coisa habitual, o golo de Mbappe aos 5 minutos de jogo já depois do FC Bayern Munchen mandar à trave, e uma pouquíssimo habitual: um frango de Neuer. Dois dos melhores do mundo nas suas posições. A partida estava lançada para uma dimensão ainda maior, agora que os alemães tinham de responder ao golo sofrido muito cedo no jogo.
O Bayern aumentou a pressão que já se adivinhava alta e o Paris Saint-Germain FC adotou uma postura mais defensiva, que com Neymar, Mbappe e Di Maria poderia originar contra-ataques perigosíssimos. Ainda assim, aos 20 minutos, já Navas tinha feito duas grandes defesas. A partida estava boa e adivinhavam-se mais golos.
Tal aconteceu ao minuto 28, na ressaca de um canto, Neymar fez um passo extraordinário por cima da linha defensiva dos homens da casa e o compatriota Marquinhos receciona, tal e qual um avançado de classe mundial, e atirou com segurança para o 0-2. A vingança de Lisboa começava a ganhar contornos surpreendentes, eu que considero os alemães favoritos à passagem.
A resposta chegou aos 36 minutos, com um grande golo de ponta-de-lança do camaronês Choupo-Moting, na sequência de um cabeceamento excelente. Por esta altura já Goretzka e Marquinhos tinham sido substuídos: o primeiro por opção, o segundo por lesão. Davies e Herrera entraram para os seus lugares, respetivamente. Logo a seguir, Sule saiu lesionado e deu o seu lugar a Boateng. Até ao intervalo nada mais se alterou, com 1-2 registado no marcador.
— 🏆🏆🏆FC Bayern English🏆🏆🏆 (@FCBayernEN) April 7, 2021
A segunda metade do desafio continuou com muitas oportunidades para ambos os lados, mas com os guarda-redes em grande destaque, pelo menos até ao minuto 60. Foi aqui que Thomas Muller, mais uma vez de cabeça, igualou a partida (2-2). No entanto, quem tem Mbappe, arrisca-se a marcar a qualquer altura e foi isso que aconteceu. O francês, sozinho na área, inventou um golo sozinho e acabou por bisar, com uma excelente finalização. parisienses de novo na frente (2-3).
Só faltava a polémica e até ao fim também a tivemos. Na minha opinião, aos 89 minutos, ficou um penalty por assinalar a favor dos homens da casa, por mão de Herrera. O PSG avança para a segunda mão, em Paris, com uma vantagem importantíssima, mas que é tangencial.
Nos destaques individuais, Dagba surpreendeu-me, com um excelente jogo, mas Di Maria esteve algo apagado. No FC Bayern Munchen, Goretzka fez poucos mas desastrados minutos e Boateng entrou a demonstrar que já não está para estas andanças. Navas e Mbappe brilharam nos parisienses, enquanto Muller e Alaba foram os melhores dos alemães.
A FIGURA
🔥 Sum up this game in one word!
⏰0⃣3⃣ Bayern 0-1 Paris
⏰2⃣8⃣ Bayern 0-2 Paris
⏰3⃣7⃣ Bayern 1-2 Paris
⏰6⃣0⃣ Bayern 2-2 Paris
⏰6⃣8⃣ Bayern 2-3 Paris#UCLpic.twitter.com/kQh53pluFY
— UEFA Champions League (@ChampionsLeague) April 7, 2021
As duas equipas – Honestamente, não consigo dizer que uma foi pior que outra. Pelo que se viu, estamos a falar de duas equipas com excelentes jogadores, dos melhores do mundo, e dois treinadores que têm ideias de jogo claras e evidentes, não chegaram onde chegaram ao sabor do vento. É certo, podem dizer-me, que o FC Bayern Munchen teve mais oportunidades e mais iniciativa, enquanto o Paris Saint-Germain FC tentou sempre proteger a vantagem que foi tendo, mas ainda assim foram eficazes e demonstraram muita combatividade. Espera-nos uma segunda mão fantástica.
— 🏆🏆🏆FC Bayern English🏆🏆🏆 (@FCBayernEN) April 7, 2021
Ineficácia do FC Bayern Munchen – A escolher algum fora de jogo, seria mesmo a eficácia dos alemães (ou melhor, a falta dela). É certo, a falta de mais golos deveu-se sobretudo à exibição brutal de Navas, que se assume ainda como um dos melhores guarda-redes do mundo, mas creio que, com Lewandowski em campo, nem o costa-riquenho conseguiria impedir mais golos. Dos homens da frente, Coman e Sané foram os principais em “dia não”, apesar de terem sido perigosos nas suas incursões.
ANÁLISE TÁTICA – FC BAYERN MUNCHEN
Hansi Flick, o técnico que ascendeu à ribalta do futebol mundial ao ganhar tudo o que havia para ganhar na sua primeira meia-temporada no FC Bayern Munchen, escolheu um 4-2-3-1 para enfrentar o campeão francês. A grande ausência foi incontornável – Lewandowski – com Choupo-Moting a preencher essa vaga no onze inicial bávaro. Quanto ao resto, quase na máxima força, jogadores virtuosos tecnicamente e taticamente.
Durante o jogo houve uma nuance muitíssimo interessante que demonstra bem o que este clube vai perder com a saída de Alaba no final da época. A equipa melhorou substancialmente com a sua colocação no meio-campo, Hernandez e Boateng no centro da defesa e Davies como lateral esquerdo.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Neuer (6)
Hernandez (6)
Sule (5)
Alaba (8)
Pavard (6)
Goretzka (4)
Kimmich (7)
Coman (6)
Muller (7)
Sané (5)
Choupo-Moting (7)
SUBS UTILIZADOS
Davies (6)
Boateng (6)
ANÁLISE TÁTICA – PARIS SAINT-GERMAIN FC
Já Mauricio Pochettino, o técnico argentino que está desde o útlimo Natal no Paris Saint-Germain FC, optou pela mesma tática, 4-2-3-1. Ainda mais desfalcado que o seu adversário de hoje, viu-se privado dos dois laterais titulares, bem como de Verrati e Icardi, apenas para citar alguns. Deu a titularidade ao jovem Dagba (que não é um jogador experiente apesar de já ouvirmos falar dele há um par de anos), Diallo (que é central, mas atuou na lateral) e uma dupla de meio-campo com jogadores mais defensivos e não muito criativos: Gueye e Danilo. No ataque, o poderio que já se conhece em ponto de rebuçado.
O FC Porto jogou hoje um dos jogos mais importantes da sua história no Andebol, estando em causa um lugar nos Quartos de Final da melhor competição de clubes. A equipa portuguesa trouxe uma vantagem de três golos do jogo da primeira mão em Portugal.
O FC Porto abriu o marcador através de um contra-ataque concretizado por Diogo Branquinho. A equipa portuguesa aproveitou esta entrada para conseguir construir um parcial de 0-3 nos primeiros momentos da partida. No entanto, as principais figuras da partida nesta primeira parte foram os guarda-redes. Os guardiões presentearam-nos com várias defesas de qualidade que trouxeram equilíbrio à partida: aos 11 minutos Mitrevski havia defendido sete dos oito remates adversários (88% de eficácia).
Esta eficácia elevada dos guarda-redes contrastava com o “desperdício” dos ataques, sendo que, nos primeiros 20 minutos, a equipa da casa apenas tinha marcado 1/3 dos remates, enquanto o FC Porto estava nos 50% de eficácia. Este equilíbrio levou a vários empates e mudanças na frente do marcador, tendo a primeira parte terminado com um golo de vantagem para os dinamarqueses (10-9).
O FC Porto iniciou a primeira parte com o 7×6 para tentar superar algumas das suas dificuldades ofensivas. No entanto, apesar de estar a encontrar melhores situações para finalizar, a equipa portuguesa continuava a desperdiçar oportunidades, sendo que ambos os guarda-redes voltaram a entrar em grande forma no recomeço da partida. Mesmo com todo este desperdício, a equipa comandada por Magnus Andersson conseguiu voltar a passar para a frente do marcador.
Esta vantagem foi breve, tendo voltado a ser o equilíbrio a determinar o ritmo do marcador. Ao contrário do que aconteceu durante a primeira parte, o Aalborg conseguiu, por vezes, ir criando vantagens de dois golos que colocavam em causa a passagem do FC Porto, até que, a três minutos do final, a equipa dinamarquesa conseguiu pela primeira vez os três golos de vantagem que eliminariam o FC Porto da competição.
Foi nessa posição que os azuis e brancos jogaram a última posse de bola da partida, estando dependentes de apenas um golo para conseguirem uma passagem histórica, mas no último remate da partida António Areia não conseguiu acertar na baliza, terminando assim o sonho da equipa portuguesa.
O FC Porto e os seus adeptos podem e devem estar orgulhosos das prestações desta equipa, no entanto ficará sempre a sensação de que existiram várias oportunidades durante estes dois jogos para fazer com que a história no final desta eliminatória fosse diferente. É esta sensação que se tem que mesmo quando os resultados são os melhores de sempre se pode fazer melhor que leva as equipas e os clubes para outros níveis e esperemos que este seja o caso.
A equipa portuguesa pode agora concentrar-se na conquista do Campeonato Nacional, sendo que esta poderá ser a última conquista de alguns jogadores que marcam esta geração, como Victor Iturriza, Miguel Martins, André Gomes, António Areia, já que se fala muito do interesse de muitos clubes estrangeiros nestas “joias da coroa”.
Victor Iturriza – Foram duas exibições incríveis do pivot português nesta eliminatória. A sua robustez física, determinação e perseverança causaram imensas dificuldades ao Aalborg. Hoje foram seis golos (75% de eficácia) marcados e pelo menos um par de livres de sete metros conquistados, naquele que poderá ter sido o último jogo europeu pelo FC Porto, pelo menos para já, visto que está iminente a sua transferência para o colosso FC Barcelona.
António Areia – Só falha nos momentos decisivos quem tem a coragem de os assumir. A verdade é que o ponta, que já tantas alegrias deu aos seus adeptos, desperdiçou hoje duas oportunidades flagrantes que poderiam ter poderiam ter colocado o FC Porto na fase seguinte da competição. Até esse momento, o experiente jogador estava a fazer uma exibição excelente, com quatro golos em quatro oportunidades.
ANÁLISE TÁTICA – AALBORG
Aquilo que a equipa dinamarquesa demonstrou hoje não foi muito diferente do que tinha feito em Portugal. Em termos ofensivos apostou, por vezes, no 7×6 procurando os seus pivots de grande qualidade e a primeira linha foi importante, mas menos determinante do que havia sido na primeira mão. O Aalborg encontrou também um Mitrevski inspirado, principalmente na primeira parte.
Em termos defensivos, conseguiu causar algumas dificuldades ao 7×6 adversário com a utilização de um defesa adiantado a cortar as linhas de passe para o pivot, sendo esta uma das organizações defensivas que já demonstrou causar mais dificuldades aos ataques em superioridade numérica. Destaque também para a boa exibição do guarda-redes Simon Gade.
SETE INICIAL E PONTUAÇÕES
Simon Gade (8)
Mark Marcher (6)
Felix Claar (7)
Nikolaj Christensen (5)
Lukas Sandell (6)
Magnus Jensen (9)
Sebastian Barthold (4)
SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES
Mikael Aggefors (6)
Benjamin Jakobssen (6)
Jonas Samuelsson (4)
Mads Christiansen (6)
Henrik Mollgard (7)
Buster Juul-Lassen (8)
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO
No FC Porto mantiveram-se as dificuldades ofensivas com que a equipa tinha terminado a primeira mão e que terão sido a principal razão para esta eliminação. A opção pelo 7×6 acabou por criar mais soluções, mas mesmo assim a equipa manteve-se muito nervosa e sem conseguir finalizar da melhor maneira possível, tendo desperdiçado várias oportunidades que poderiam ter mudado o rumo do jogo e torná-lo mais tranquilo. Defensivamente, assistimos a uma exibição brilhante de Mitrevski que, infelizmente, não conseguiu replicar na fase final da partida.