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AJ Fonte do Bastardo 0-3 SL Benfica: Águias levam Bicampeonato no bico

A CRÓNICA: NONO CAMPEONATO DO SL BENFICA NO VOLEIBOL

O Pavilhão Vitorino Nemésio compôs-se para receber o terceiro jogo da Divisão de Elite de Voleibol. A equipa da casa, a AJ Fonte do Bastardo, tinha de vencer para sonhar com o título. Do outro lado, o SL Benfica, em caso de vitória, conquistava o Bicampeonato e o 9.º troféu na competição.

Os açorianos entraram com instintos de sobrevivência. Mais fortes em quase todos os parâmetros do jogo, aproveitaram alguns erros não forçados dos lisboetas. Contudo, depois de estar em vantagem durante quase todo o primeiro set, a equipa da casa permitiu a reviravolta. Assim, os visitantes venceram o parcial por 25-27 num tiebreak frenético.

A boa forma do final do set anterior foi transportada para o segundo. O SL Benfica foi superior do início ao fim e, apesar de existir réplica da AJ Fonte do Bastardo, não foi suficiente. No final do parcial, os encarnados levaram a melhor por 19-25 e ficavam mais perto do título.

No terceiro e derradeiro set, o ritmo de ambas as formações foi maior. Os açorianos não deixaram os encarnados fugir no marcador como nos parciais anteriores e foram mais concretizadores. No entanto, a partida não fugiu aos lisboetas, venceram o set por 24-26, fecharam o jogo no 0-3 final e festejaram o campeonato na Ilha Terceira.

Assim, fecham-se as cortinas da época 2020/2021 do Campeonato Nacional de Voleibol português. Depois de uma fase final quase imaculada, o troféu viaja para o museu do SL Benfica pela nona vez na história.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Théo Lopes – Foi magistral durante toda a série. Tendo em conta a importância do jogo, conseguiu manter a ansiedade em níveis baixos e ajudou o SL Benfica em muitos pontos difíceis.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Desconcentração da AJ Fonte do Bastardo – Entrou bem no jogo, mas depois não teve armas para combater os Bicampeões nacionais. Não venceram nenhuma partida na final, mas os açorianos caem de pé após uma excelente temporada.

 

ANÁLISE TÁTICA – AJ FONTE DO BASTARDO

A formação de João Coelho atacou a partida com a vitória em mente. Nos primeiros pontos, o bloco e o contra-ataque pareciam calibrados para disputar e levar a série para Lisboa. No entanto, a reviravolta do adversário durante o primeiro set pesou muito nos açorianos. Até ao final, não conseguiram voltar a estar em vantagem.

FORMAÇÃO E PONTUAÇÕES

Bruno Jesus (6)

Armando Velásquez (7)

Caíque Silva (6)

Antony Gonçalves (6)

Gabriel Gomes (7)

Hélder Spencer (7)

Bruno Cunha (6)

José Neves (6)

Matheus Pereira (5)

Dennis Del Valle (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA 

Apesar de começar a partida com alguns erros não forçados, principalmente no serviço, o SL Benfica partiu para mais uma vitória. Os pupilos de Marcel Matz aproveitaram o ânimo da reviravolta do primeiro set para manter a concentração no resto do jogo.

FORMAÇÃO E PONTUAÇÕES

Marc Honoré (7)

André Lopes (7)

Ivo Casas (6)

Theo Lopes (8)

Tiago Violas (7)

Peter Wohlfahrtstatter (7)

Rapha Oliveira (7)

Japa (7)

Nuno Pinheiro (6)

Foto de Capa: Carlos Silva / Bola Na Rede

O melhor 11 do século XXI da Liga Italiana

A Liga italiana é considerada uma das melhores do mundo desde a popularização do futebol, tendo muita importância na evolução deste desporto. Recentemente, a Federação da História e Estatística do Futebol (IFFHS) considerou a Primeira Liga italiana como o melhor campeonato do mundo em 2020.

Neste artigo, são nomeados jogadores que marcaram o futebol transalpino durante o presente século, tendo em conta a sua qualidade, importância nos clubes que representaram e também a quantidade de tempo que atuaram em solo italiano. O resultado final gerou um “onze” repleto de títulos e recheado de grandes estrelas do futebol mundial.

Belenenses SAD 0-2 Boavista FC: “Axadrezados” vencem e respiram na tabela

A CRÓNICA: APATIA DA BELENENSES SAD OFERECE DOIS OVOS DA PÁSCOA ÀS “PANTERAS”

O domingo de Páscoa foi recheado de muito e bom futebol um pouco por todo o mundo, eu sei. Mas quando falamos no Estádio do Jamor, tem outro encanto. Tivemos direito a tarde de sol e um relvado bem tratado (algo que até pode ser considerado novidade por estes lados). Todos os ingredientes estavam reunidos para uma belíssima partida entre Belenenses SAD e Boavista FC.

A excitação e entusiasmo do pré-jogo não passou para o confronto propriamente dito. A primeira parte começou amorfa e assistíamos a duas equipas bastante encaixadas uma na outra. Havia muita luta e surpreendentemente, poucas faltas. O árbitro deixou, e bem, que se jogasse futebol a um ritmo mais interessante. Faltava qualidade na definição de parte a parte.

A chegar ao fim da primeira parte, as ditas e tão esperadas, oportunidades. Primeiro a Belenenses SAD, que desperdiçou uma ocasião clara de golo. E como quem não marca sofre, o Boavista FC não tremeu e passou para a frente do marcador, já ao cair do pano. Marcou Angel Gomes, com um remate cruzado, a passe de Alberth Elis.

A segunda parte foi, pelo menos, interessante. O futebol não foi melhor, não se engane caro leitor. O Boavista FC recuou e aproveitou sempre os seus alas e avançados para criar perigo, muito perigo. O segundo golo da partida aparece cedo, pelos pés de Alberth Elis. Belíssima subida de Hamache pela lateral e assistência perfeita para o 0-2. Dez minutos depois, um disparate de Angel Gomes faz com que leve o segundo amarelo, e consequente vermelho. De herói a vilão.

A expulsão (e a vantagem por dois golos no marcador) empurrou ainda mais os Axadrezados para o seu meio-campo. Os Azuis subiram, pressionaram, mas não conseguiram criar perigo, mesmo que em superioridade numérica.

O Boavista FC respira agora muito melhor na tabela e pode olhar para os próximos jogos com outra cara.

 

A FIGURA

Jesualdo Ferreira – O técnico dos axadrezados começou a ganhar o jogo antes do primeiro minuto. Petit esperava uma formação, Jesualdo mostrou outra face e obrigou o adversário a correr atrás do prejuízo. A Belenenses SAD esbarrou no muro que era a defesa das “panteras” e raramente criou perigo a Leo Jardim. Não necessitou de mexer muito na equipa e quando mexeu acrescentou qualidade com as entradas dos frescos Nuno Santos e Ricardo Mangas. Muito bem, Jesualdo Ferreira na leitura do jogo. Destaque evidente para Alberth Elis. Assistiu para o primeiro e finalizou o segundo. Jogo muito bem conseguido e que demonstra, mais uma vez, a sua qualidade.

 

O FORA DE JOGO

Afonso Sousa – Primeira parte muito apagada do extremo, que se esperava que fosse o mais criativo e diferenciado de todos os elementos da Belenenses SAD. A derrota está longe, muito longe mesmo, de ser culpa sua. Aliás, o extremo jogou apenas durante os primeiros 45 minutos. Ainda assim, sem dúvida, um dos jogadores que passou ao lado do encontro. Angel Gomes, podia também ter entrado nesta categoria – e bem tentou. Marcou o primeiro, mas foi expulso em cinco minutos, de forma completamente desnecessária. Ainda para mais, colocou a sua equipa a jogar em inferioridade numérica durante os 20 minutos finais da partida, numa altura em que estava esta controlada.

 

ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD

Tal como esperado, a Belenenses SAD entrou em campo organizada no seu esquema tático de 3-4-3. O onze titular não apresentou novidades de relevo e Petit optou por manter a mesma base.

Gonçalo Silva, Henrique e Tomás Ribeiro, o mais esclarecido na construção, formaram a tripla de centrais habitual. À sua frente jogavam Afonso Taira e Sithole, apoiados pelos alas, Rúben Lima e Tiago Esgaio.

Os médios e alas foram ineficazes, a equipa parecia presa, e principalmente sem capacidade de contruir jogadas a partir de trás. A defesa contrária parecia compacta e sem problemas em travar os ataques, salvo raras exceções.

Os três homens da frente não demonstraram intenção, nem capacidade, de rasgar nas costas da defesa e criar movimentos de rutura. A entrada de Mateo Cassierra, ao intervalo, procurou esses movimentos de profundidade, até então pouco vistos. Afonso Sousa saiu e Miguel Cardoso passou a jogar como extremo. Do outro lado, o experiente, Silvestre Varela.

Antes do minuto 60, Petit passa a jogar num aparente 4-3-3. Gonçalo Silva, defesa-central, sai e entra um Francisco Teixeira, extremo. Silvestre Varela passou para médio-ofensivo e Bruno Ramires e Sithole funcionavam como duplo-pivot. Cassierra, Miguel Cardoso e Francisco Teixeira passaram a ser os três homens da frente.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

André Moreira (6)

Gonçalo Silva (5)

Henrique (5)

Tomás Ribeiro (7)

Tiago Esgaio (4)

Afonso Taira (4)

Sithole (5)

Rúben Lima (6)

Silvestre Varela (5)

Afonso Sousa (4)

Miguel Cardoso (6)

SUBS UTILIZADOS

Mateo Cassierra (5)

Bruno Ramires (5)

Francisco Teixeira (6)

Jordan van der Gaag (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC

Jesualdo Ferreira contrariou a previsão de Petit na antevisão da partida e alinhou em 3-5-2.

Nos momentos de construção os axadrezados organizavam-se com uma linha de três centrais, constituída por Chidozie, Abdil Rami e Devenish.

Yanis Hamache (esquerda) e Reggie Cannon (direita) faziam o papel de alas. Na construção estavam subidos e no momento defensivo acabavam por recuar e formar uma linha de 5 defesas. No meio-campo, logo à frente dos centrais, aparecia Sebastián Peréz. O colombiano foi sempre o elemento mais recuado e esteve sempre rodeado por Paulinho (direita) e Gustavo Sauer (esquerda). Os desequilíbrios ficavam por conta das subidas dos alas e dos dois avançados, bastante móveis na frente, Angel Gomes e Alberth Elis.

Apesar de débeis nos momentos de construção, por terem centrais um pouco limitados nesse aspeto, a defender, o Boavista FC, procurou, aparentemente, um encaixe direto nos avançados do Belenenses SAD, bloqueando a maioria das ações dos Azuis. O perigo das panteras nasceu sempre da criatividade dos avançados e das subidas dos alas que deixavam constantemente em alerta a baliza de André Moreira.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Léo Jardim (7)

Reggie Cannon (6)

Abdil Rami (6)

Chidozie (6)

Devenish (5)

Paulinho (7)

Yanis Hamache (8)

Sebástian Pérez (6)

Angel Gomes (6)

Gustavo Sauer (6)

Alberth Elis (8)

SUBS UTILIZADOS

Nuno Santos (6)

Ricardo Mangas (6)

Jeriel De Santis (4)

Nathan (-)

 

 BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Belenenses SAD

BnR: “Na antevisão da partida disse que esperava um Boavista organizado em 4-3-3. Sente que este foi um fator que influenciou o resultado?”

Petit: “Não, eles já jogaram assim contra os três grandes e nós já defrontámos outras equipas com 3-5-2. É sinal do respeito que eles têm por nós. Nós começamos como acabamos o jogo, apáticos, sem intensidade, sem velocidade, sem bola. E isto analisei antes de começar o jogo, no aquecimento. Como se costuma dizer no futebol, é a “cobra” que começa a pegar uns aos outros. Não é tirar mérito ao Boavista, mas este foi, deste que estou cá, dos piores ou mesmo o pior jogo que tivemos.”

 

Boavista FC

BnR: Contrariando a previsão de Petit na antevisão da partida, o Boavista entrou hoje em 3-5-2. O que procurava com esta alteração no esquema? Se sente que foi por aqui que começou a ganhar o jogo?

Jesualdo Ferreira: É interessante colocar-me essa pergunta, porque nós jogamos à mesma com três médios. Quando você mexe muito, você provavelmente estraga, a não ser que sejam jogadores com uma grande capacidade. Isto para dizer que há possibilidades de explorar mais situações, pelo menos com os jogadores que nós temos. Não mexendo na estrutura, mexer nos posicionamentos. Porque nós sabemos que é possível fazer melhor, há muita coisa que tem acontecido e que tem atrasado a evolução desta equipa.

Oeiras I Challenger 2021: Zdenek Kolar derrota Gastão Elias na final

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Terminou o primeiro Challenger de 2021 disputado em Portugal! O grande vencedor da primeira edição do Oeiras Challenger foi Zdenek Kolar, o oitavo cabeça-de-série do torneio. Antes do jogo, houve várias opiniões em relação ao vencedor. O português levava uma ligeira vantagem em relação ao tenista checo devido à sua experiência. Apesar de Gastão Elias ter jogado uma final de Challenger pela primeira vez desde outubro de 2017, era a 19ª final do português nesta classe de torneios. Além disso, o português venceu no primeiro encontro disputado entre os dois finalistas, em julho de 2019, na Polónia.

No primeiro set, Kolar foi o primeiro a servir e começou muito bem, ao vencer os três primeiros jogos. Ou seja, conseguiu quebrar o serviço de Gastão Elias no segundo jogo. Foi um mau arranque para o português. Gastão conseguiu vencer o seu segundo jogo de serviço e, de seguida, quebrou o serviço do checo. Quando estava 30-40, Kolar tentou empatar com um smash, mas não correu bem e a bola foi para além das linhas do jogo. No jogo 8, no serviço de Gastão, o checo teve a possibilidade de quebrar novamente o serviço, mas o português recuperou. Gastão Elias voltou a ter dificuldades no seu serviço: esteve a perder por 40-15 e perdeu o jogo 10 e também o primeiro set. Não foi o melhor primeiro set para o português.

No segundo set, Kolar voltou a servir, mas teve uma tarefa muito mais complicada: Gastão teve um break point, mas não o aproveitou e o checo ganhou o primeiro jogo do segundo set. No primeiro serviço do português, Kolar teve a oportunidade de quebrar o serviço, mas, ao contrário do primeiro jogo de serviço do português no primeiro set, Gastão não cedeu e recuperou. No terceiro jogo, houve uma quebra de serviço: o português conseguiu quebrar o serviço pela segunda vez no jogo. No jogo 6, no serviço de Gastão, Kolar recuperou e quebrou o serviço de um dos melhores tenistas portugueses de todos os tempos no seu segundo break point. No nono jogo, o português quebrou o serviço de Kolar e só precisava de vencer o seu próximo jogo de serviço para ganhar o segundo set, mas não aproveitou. No décimo segundo jogo do set, o português tinha que vencer o jogo para levar a decisão para o tie-break, mas o checo aproveitou o primeiro break point para vencer o set, o último jogo e o torneio.

A direita e a consistência de Kolar foram fundamentais para levar a melhor na final. Foi a primeira vez que o checo conquistou um título do circuito ATP Challenger. Do outro lado, foi uma semana positiva para o português Gastão Elias, por ter chegado tão longe na prova e por ter garantido a subida de 30 lugares na próxima atualização do ranking ATP – passará para o lugar nº 323. Gastão Elias voltará a tentar a sua sorte no Oeiras 2 Challenger, o quadro principal começa amanhã.

Resultado: Zdenek Kolar 2-0 Gastão Elias (6-4 | 7-5)

Foto de Capa: Federação Portuguesa de Ténis

Diego Costa | Uma nova novela à vista

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Depois da “novela Cavani” ter feito correr tinta ao longo de todo o verão, o SL Benfica parece estar novamente ligado a um experiente avançado de renome do futebol mundial – Diego Costa.

O hispano-brasileiro realizou épocas de alto nível ao serviço do Club Atlético de Madrid e subsequentemente do Chelsea FC. Conquistou uma Liga Europa, duas Supertaças Europeias, duas ligas inglesas e uma rara Liga Espanhola. Durante este período de seis anos, Diego Costa foi dos melhores avançados do mundo. Após o bom período no Chelsea FC, regressou ao Club Atlético de Madrid, equipa com a qual rescindiu o contrato no final de 2020.

É aqui que entra o SL Benfica. O clube da Luz surgiu, segundo a imprensa, como o front runner para a contratação do internacional espanhol. Neste momento, estará em cima da mesa uma proposta encarnada de contrato de dois anos, 2,5 milhões de euros limpos por temporada e um prémio de assinatura a rondar os três milhões de euros.

Seria Diego Costa uma boa contratação? Para mim, claramente, não. Diego Costa seria apenas um nome sonante a chegar ao nosso campeonato, mas que desportivamente não poderia acrescentar muito. Em termos pragmáticos, o avançado espanhol totalizou apenas 19 golos nas últimas quatro temporadas em Madrid. Em termo de comparação, Darwin, que não está a fazer uma grande época, leva já 12 golos esta temporada.

Outra questão que se levanta são os constantes problemas físicos que têm afetado Diego Costa nas últimas temporadas. Desde o seu regresso a Madrid, Diego Costa foi afastado do relvado 15 vezes devido a problemas físicos tendo falhado perto de 60 jogos.

Diego Costa não foi bem sucedido na sua segunda passagem pelo Atlético de Madrid

Trazer um jogador já com 32 repleto de problemas físicos não me parecesse ser uma decisão acertada.

Sei que é inevitável a comparação com Jonas. Os dois chegariam desacreditados ao campeonato português vindos de clubes espanhóis. A questão é que esta comparação está longe de ser honesta. Nas últimas três épocas ao serviço do Valencia CF, o “Pistolas” marcou sempre 10 golos ou mais. Diego Costa nunca o conseguiu fazer no regresso ao Atlético de Madrid.

O número de jogos realizados também não é comparável. Diego Costa totalizou 37 partidas nas últimas duas épocas, enquanto que Jonas participou em 89 jogos nas suas últimas temporadas em Espanha. Se o histórico de lesões de Jonas também não é famoso, a verdade é que as lesões o começaram a afetar já numa fase bem mais avançada da carreira do que Diego Costa.

Até do ponto de vista estratégico a decisão de trazer Diego Costa parece absurda. Depois da aposta forte em Darwin, um jovem com muito potencial, da boa época de Seferovic, da contratação de Rodrigo Pinho (recordo que é agora proibido emprestar imediatamente depois de comprar, logo Pinho fará parte do plantel), do surgimento de Gonçalo Ramos e mesmo de Henrique Araújo, faz sentido trazer mais um avançado, ainda para mais com os problemas de Diego Costa? Obviamente que não.

Seria mais uma decisão tomada sem qualquer nexo por parte da direção e que iria também contra a “política de aposta na formação” da qual Luís Filipe Vieira fez sua bandeira durante anos.

WTA 1000 Miami | Dois anos depois, Ash Barty sagra-se bicampeã

Se a competição masculina ficou marcada pela ausência de vários nomes de peso que optaram por não fazer a viagem até aos Estados Unidos antes do início da temporada europeia de terra batida, o torneio feminino de Miami contou no seu elenco com as principais tenistas do circuito, à exceção de Serena Williams, e as poucas surpresas nas rondas iniciais proporcionaram inúmeros encontros de alto nível entre as cabeças de série nas fases mais adiantes do Miami Open.

DUAS SURPRESAS ENTRE A SUPREMACIA DAS FAVORITAS

Ao contrário daquilo que tantas vezes se verifica no circuito WTA, a edição de 2021 do torneio de Miami pautou-se pelo domínio das tenistas mais credenciadas nas rondas iniciais. As cabeças de série venceram, na sua vasta maioria, os encontros de estreia na competição, mesmo que algumas tenham suado para o conseguir.

Apenas seis das 32 mais bem classificadas na hierarquia mundial à partida para o torneio caíram logo à primeira no torneio. Cori Gauff, a jovem de 17 anos e atual número 36 do mundo, foi um desses casos, embora a derrota perante a talentosa Anastasija Sevastova (57.ª do ranking WTA) não seja um resultado surpreendente. Mais desapontantes foram as prestações de Kiki Bertens (11.ª), Yulia Putintseva (28.ª) e Petra Martic (21.ª), que também saíram cedo de cena.

A número um do mundo, Ashleigh Barty, a disputar pela primeira vez um torneio fora da Austrália desde o regresso das competições após a pausa provocada pela pandemia de COVID-19, tremeu na estreia, mas acabou por conseguir salvar match points frente a Kristina Kucova (149.ª). O mesmo fez Aryna Sabalenka (8.ª) frente à veterana Tsvetana Pironkova, vinda do qualifying.

Ainda assim, a supremacia geral das jogadoras com melhor ranking não impediu o aparecimento de alguns nomes inesperados em fases adiantadas do torneio. Uma delas foi Ana Konjuh, atualmente fora do Top 300 e que beneficiou de um convite da organização para jogar a prova. A croata começou por bater Madison Keys (19.ª), a que se seguiu outra vitória inesperada perante Iga Swiatek (16.ª), atual campeã de Roland Garros. Acabaria derrotada nos oitavos de final por Sevastova, que na ronda anterior tinha aproveitado a desistência da lesionada Simona Halep (3.ª).

Por sua vez, a espanhola Sara Sorribes Tormo (58.ª), que venceu o seu primeiro título WTA há uma semanas, em Guadalajara, confirmou o estatuto de maratonista ao somar consecutivas vitórias em três partidas. Primeiro foi Jennifer Brady (14.ª), finalista do Open da Austrália, depois Elena Rybakina (23.ª), Ons Jabeur (30.ª), a tunisina que tinha eliminado Sofia Kenin (4.ª), norte-americana que continua a desapontar neste início de temporada. A espanhola apenas sucumbiu nos quartos de final perante Bianca Andreescu (9.ª), encontro que também precisou de três sets para ficar resolvido.

CONFRONTOS DE ALTO NÍVEL, O REGRESSO EM PLENO DE ANDREESCU E O FIM DA INVENCIBILIDADE DE OSAKA

Como já foi referido, o WTA 1000 de Miami foi rico em confrontos entre os principais nomes do circuito feminino e eles começaram logo na terceira ronda. Marketa Vondrousova (20.ª) superou Belinda Bencic (12.ª) numa batalha de três partidas, enquanto Petra Kvitova (10.ª) bateu, sem qualquer dificuldade, a britânica Johanna Konta (18.ª), por 6-1 e 6-2.

Ainda assim, o encontro de maior cartaz foi o embate entre Victoria Azarenka (15.ª) e Angelique Kerber (26.ª), duas antigas número um e campeãs de Grand Slams. A bielorrussa levou a melhor em dois sets, com os parciais de 7-5 e 6-2, mas a primeira partida atingiu níveis estratosféricos e foi do melhor que se viu ao longo do torneio. Apesar do seu bom nível, acabou derrotada nos oitavos de final por Barty, num set decisivo em que voltou a acusar os problemas físicos que a têm apoquentado nas últimas semanas.

Esta fase do torneio seria também o primeiro sinal de que Andreescu, a jovem canadiana que esteve mais de um ano sem competir depois de vencer o US Open, em 2019, estava a chegar à boa forma que apresentava antes da lesão, ao bater Amanda Anisimova (32.ª) em três sets. No dia seguinte, nova vitória em três partidas, desta vez frente a Garbine Muguruza (13.ª), uma das melhores jogadoras neste início de época. Sempre obrigada a jogar um terceiro set, bateria ainda Sara Sorribes Tormo e Maria Sakkari (25.ª) no caminho até à final.

Outra jogadora que se apresentou a grande nível neste Miami Open foi Elina Svitolina (5.ª), responsável pela eliminação de Petra Kvitova e Sevastova. A ucraniana só caiu aos pés da número um na meia-final. Depois de salvar match points na sua estreia no torneio, a campeã em título do Miami Open bateu Azarenka, Sabalenka e Svitolina no percurso até ao encontro decisivo.

Pelo caminho ficou Naomi Osaka (2.ª), a japonesa que viu a sua sequência de 23 vitórias consecutivas, iniciada no torneio de Cincinatti, em 2020, terminar de forma inesperada frente a Sakkari, com os parciais expressivos de 6-0 e 6-4.

Daniel Bragança: o menino que não sabe jogar mal | Sporting CP

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Arrisco-me a dizer que Daniel Bragança está no melhor momento da sua carreira – e o próprio reconheceu isso recentemente. Demonstrou a sua qualidade pelos clubes que foi passando e agora, ao viver o seu sonho por jogar de leão ao peito na equipa principal, demonstra cada vez mais capacidades e também a maturidade que foi construindo. Preocupava-me a falta de minutos de há uns meses, mas o jovem demonstrou ser resiliente e, sempre que entrou, a equipa melhorou e acabou por ser muitas vezes o joker da equipa: aliás, sempre que joga, o Sporting CP vence.

Essa falta de minutos transformou-se finalmente numa oportunidade a titular diante o Vitória SC no último jogo do campeonato, onde se demonstrou a um excelente nível e onde dá indicações de começar (finalmente) a ganhar maior preponderância e minutos como titular numa nova dinâmica leonina – curioso também perceber que foi precisamente nessa nova dinâmica e com Daniel Bragança que o Sporting CP realizou a melhor primeira parte da época.

Recentemente na Seleção Nacional de Sub-21, no Europeu, realizou uma exibição de encher o olho e começou a chamar a atenção de muitos adeptos estrangeiros que rapidamente estabeleceram comparações com Xavi, Iniesta ou até Riquelme, por serem jogadores aparentemente lentos, mas com uma inteligência enorme e com um cérebro muito capaz.

Daniel Bragança vive o melhor momento da sua carreira profissional ao serviço do Sporting CP
Fonte: Bola na Rede

A verdade é que ao serviço da seleção atuou como médio mais defensivo, na posição seis, e encheu o campo tanto com bola como sem bola, demonstrando que tem também essa grande capacidade para recuperar bolas e que pode jogar tanto a seis, como a oito, como a dez e manter toda a sua qualidade; aliás, na presente época, já jogou em todas essas funções e ainda como falso nove no Sporting CP.

Daniel Bragança é um jogador para os adeptos do futebol romântico e é dos jogadores que mais gosto de ver. Para mim, o facto de ser esquerdino concede ainda um toque de magia extra. A forma como se movimenta é diferenciada e a forma como toca na bola é subtil e sempre certeira. É um jogador inteligente, com uma capacidade técnica enorme e que para mim não sabe jogar mal. Se na seleção já tem o número dez na camisola, espero que possa ser o próximo número dez de Alvalade e por muitos e muitos anos.

FC Porto 2-1 CD Santa Clara: Vitória ao cair do pano no Dragão

A CRÓNICA: PRIMEIRA PARTE COZINHOU UM BOM PRATO PARA A SEGUNDA

Existia alguma expectativa em torno do duelo entre o FC Porto e o CD Santa Clara no Estádio do Dragão. Depois da paragem internacional das seleções, retomou-se o campeonato e estas duas equipas vinham com um mútuo objetivo: o de vencer. Apesar de se encontrarem em momentos diferentes e posições também elas diferentes na tabela, esperava-se um bom jogo entre ambas as equipas. O FC Porto, segundo classificado mantinha a ambição e vontade de vencer para garantir o lugar mais alto possível na classificação do campeonato, enquanto o CD Santa Clara, sétimo classificado, queria continuar a demonstrar o seu valor enquanto equipa, arrecadando o melhor resultado possível.

O jogo começou bem, mas com sabor amargo, para os insulares. Logo aos nove minutos, Carlos Jr. conseguiu introduzir a bola no fundo das redes de Marchesín, mas o lance acabou invalidado por fora de jogo. Estava aberto a partida.

Notou-se uma grande pressão defensiva por parte do CD Santa Clara que conseguiu atrasar o crescimento do FC Porto na partida, mas que acabou por aparecer a partir do primeiro quarto de hora. Sérgio Oliveira bem tentou fazer o gosto ao pé umas quantas vezes, mas a sorte não lhe esperava.

Ao passar da meia hora de jogo, foi a equipa de Daniel Ramos que começou a crescer no encontro, mas sem grandes efeitos. Parte a parte, não existiu uma oportunidade verdadeiramente flagrante de golo numa partida que até estava bem dividida entre as equipas a nível de jogo. Avizinhava-se o intervalo e uma segunda parte algo diferente.

Lembram-se de ter dito que a sorte parecia não bater à porta de Sérgio Oliveira? O médio português teve de abrir a porta porque a campainha não funcionava e, logo ao abrir da segunda parte, converteu uma grande penalidade e inaugurou o marcador a favor dos Dragões. O apontar de Hugo Miguel para a marca dos onze metros surgiu após uma falta do guarda-redes Marco Pereira sobre Mehdi Taremi dentro da área, quando o avançado iraniano surgia isolado e pronto a fazer o gosto ao pé.

A verdade é que esta segunda parte parecia bem mais quente que a primeira. Depois da grande penalidade convertida por Sérgio Oliveira, o CD Santa Clara também teve essa oportunidade. Pouco mais de cinco minutos depois do golo inaugural da partida, Diogo Leite fez falta sobre Lincoln dentro da grande área e o árbitro Hugo Miguel apontou novamente para a marca dos onze metros, mas, desta vez, a favor dos insulares. Carlos Jr. não perdeu tempo e conseguiu bater Marchesín. Estava igualado resultado no Estádio do Dragão.

Com as substituições a aparecerem, o CD Santa Clara a dar tudo para arrecadar qualquer ponto e o FC Porto a lançar as fichas para a vitória, com Sérgio Conceição a refrescar o ataque, as ocasiões iam surgindo, mas nada era concretizado e tudo permanecia igual. Chegava-se bem perto do minuto final do tempo regulamentar e o resto não atava nem desatava. Ambas as equipas mantiveram total pressão ofensiva até ao apito final, mas foi o FC Porto que levou a melhor. Naquele que foi o último lance de ataque, os dragões saltaram de felicidade depois do cabeceamento de Toni Martínez que serviu o golo da vitória na mesa dos azuis e brancos. Fechou-se o pano e o FC Porto levou a melhor no duelo frente à equipa insular, vencendo por 2-1 e arrecadando os três pontos.

A FIGURA

FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Sérgio Oliveira – O médio português do FC Porto não deixa ninguém indiferente, nem quem gosta de futebol nem os adversários que enfrenta. Mais um jogo de qualidade de Sérgio Oliveira que não se deixou abater pelo azar da primeira parte, concretizou na segunda e foi o grande motor do jogo ofensivo dos dragões.

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Cryzan – O avançado do CD Santa Clara não esteve nos seus melhores dias, não tendo, praticamente, aparecido no encontro. Substituído pouco após o intervalo, Cryzan não foi feliz no duelo frente ao FC Porto.

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

No retomar do campeonato após a paragem internacional, Sérgio Conceição montou um 4-4-2 com bastantes alterações relativamente ao último encontro disputado pelos dragões, em casa do Portimonense. Marchesín permaneceu a guardar as redes azuis e brancas, mas a linha defensiva foi alterada em metade: Pepe e Wilson Manafá permaneceram como titulares, mas Diogo Leite e Nanú renderam Zaidu e Chancel Mbemba.

No setor do meio-campo, Luis Díaz foi a única alteração registada, pois Sérgio Oliveira, Matheus Uribe e Otávio Monteiro mantiveram-se como escolhas principais do técnico do FC Porto. Sérgio Oliveira e Uribe ficaram encarregues de “ir buscar jogo” ao setor defensivo portista, estando o médio colombiano mais recuado, e, consequentemente, transportar a bola para os colegas mais avançados, com a ajuda de Díaz e Otávio (homens estes bastante predispostos a atacar a profundidade, a par de Corona que foi a jogo aos 66 minutos). Esses homens mais à frente no terreno foram Mehdi Taremi e Moussa Marega.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Marchesín (6)

Manafá (6)

Diogo Leite (5)

Pepe (6)

Nanu (5)

Uribe (6)

Sérgio Oliveira (8)

Otávio (6)

Luis Díaz (7)

Marega (6)

Taremi (6)

SUBS UTILIZADOS

Corona (6)

Fábio Vieira (6)

Francisco Conceição (6)

Evanilson (6)

Toni Martínez (6)

ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA 

Daniel Ramos montou o seu onze inicial para defrontar o FC Porto num 4-3-3 moldável em 4-4-2 aquando dos momentos defensivos, com Ukra a baixar ao meio-campo. O médio Nené atuava bastante recuado no setor para apoiar a defesa e ficava, assim, encarregue de transportar a bola após a primeira fase de construção de jogo.

Na linha defensiva ficaram João Afonso e Mikel Villanueva na zona central, enquanto Ramos e Mansur ocupavam as suas posições como laterais. No setor do meio-campo, já foi mencionado o “plano” de Nené, com Morita e Lincoln mais avançados.

Na linha da frente, Carlos Jr. e Ukra permaneciam na ajuda a Cryzan atuando como extremos e fazendo a consequente ligação aos jogadores do meio-campo da equipa insular.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Marco Pereira (6)

Rafael Ramos (5)

João Afonso (6)

Mikel Villanueva (6)

Mansur (5)

Morita (6)

Nené (6)

Lincoln (6)

Ukra (7)

Carlos Jr. (7)

Cryzan (4)

SUBS UTILIZADOS

Rui Costa (6)

Costinha (6)

João Lucas (5)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Porto

Não foi possível colocar questões ao técnico do FC Porto, Sérgio Conceição.

CD Santa Clara

Não foi possível colocar questões ao técnico do CD Santa Clara, Daniel Ramos.

Athletic Club 0-1 Real Sociedad de Fútbol: A Realeza para além do nome

A CRÓNICA: REAL SOCIEDAD DE FÚTBOL CONQUISTA SEGUNDA TAÇA DO REI DE ESPANHA DA HISTÓRIA

A edição 2019/20 da Taça de Espanha conheceu finalmente o seu vencedor, depois da Real Sociedad de Fútbol ter batido o Athletic Club na final da competição. Adiado devido à pandemia que está a assolar o mundo, o jogo decisivo da prova contou com um sempre frenético dérbi basco.

Numa primeira parte praticamente sem hipóteses de golo e em que a Real Sociedad esteve por cima, o remate mais perigoso até surgiu do lado do Athletic. Iñigo Martínez, qual extremo, progrediu pela ala esquerda, fletiu para dentro e, de pé direito (o mais fraco), disparou para uma intervenção acrobática de Alejandro Remiro. Contudo, esta foi uma oportunidade isolada a favor do “Leões de San Mamés”, uma vez que a Real esteve sempre com o jogo controlado.

O segundo tempo começou com polémica: Iñigo Martínez tocou na bola com o braço e, depois de uma revisão demorada do vídeo-árbitro, Estrada Fernández decidiu-se por marcar falta no limite da área. Contudo, a controvérsia não ficou por aqui, pois Martínez acabou mesmo por cometer penálti, ao minuto 58, e só escapo à expulsão depois de mais uma longa consulta do VAR. Na conversão do castigo máximo, Mikel Oyarzabal não vacilou e enganou Unai Simón, abrindo assim o marcador nesta final.

A Real Sociedad conseguiu mesmo manter esta vantagem mínima até final, fazendo-se valer da sua pressão constante e da agressividade imposta no momento sem bola para impedir as ações ofensivas do Athletic. A Real conquista assim a segunda Taça de Espanha da sua história, ao passo que o Athletic vai ter nova oportunidade de conquistar o troféu daqui a 15 dias, frente ao FC Barcelona, na final da edição 2020/21.

 

A FIGURA

Mikel Oyarzabal – Para além de ter marcado o golo decisivo desta final, foi sempre uma das figuras em evidência nos momentos ofensivos da Real Sociedad, a par de Portu. O extremo da equipa basca tem sido figura de proa dos bons momentos vividos pelo clube nos anos recentes.

O FORA DE JOGO

Iñigo Martínez – Para além do penálti cometido e da expulsão que lhe foi perdoada (o que por si só já seria suficiente), esteve sempre muito inseguro no setor central da defesa do Athletic. A sua insegurança acabou por se espalhar a toda a equipa, que tremeu muito sobretudo nos primeiros 20 minutos da segunda parte.

 

ANÁLISE TÁTICA – ATHLETIC CLUB

A equipa de Marcelino García Toral apresentou-se em 4-4-2, com o experiente Raúl García a aparecer-se junto de Iñaki Williams na frente, como uma espécie de avançado recuado. No meio-campo, Dani García e Unai Vencedor comandaram a “sala de máquinas”, enquanto Muniain e Berenguer se ocuparam das alas. Nota ainda para a linha mais recuada, com Iñigo Martínez, antigo jogador da Real Sociedad, como o “elo mais fraco” nesta partida.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Unai Simón (6)

Óscar de Marcos (5)

Yeray Alvarez (5)

Iñigo Martínez (4)

Yuri Berchiche (5)

Alejandro Berenguer (5)

Dani García (5)

Unai Vencedor (5)

Iker Muniain (5)

Raúl García (5)

Iñaki Williams (5)

SUBS UTILIZADOS

Unai López (5)

Mikel Vesga (5)

Asier Villalibre (6)

Ander Capa (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – REAL SOCIEDAD DE FÚTBOL

A “equipa sensação” da atual temporada em Espanha (a par do Villarreal CF) alinhou em 4-3-3 para esta final. Com um meio-campo sólido e a aproveitar bem a experiência e qualidade de David Silva, a frente de ataque composta por Oyarzabal, Portu e Isak mostrou sempre muito movimento e fluidez. Já a linha defensiva, também ela com um misto de experiência e juventude, nunca enfrentou grandes dificuldades.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Alejandro Remiro (6)

Andoni Gorosabel (6)

Igor Zubeldía (6)

Robin Le Normand (6)

Nacho Monreal (6)

Mikel Merino (6)

Martin Zubimendi (5)

David Silva (5)

Cristian Portu (6)

Mikel Oyarzabal (6)

Alexander Isak (5)

SUBS UTILIZADOS

Ander Guevara (5)

Carlos Fernández (-)

Ander Barrenetxea (-)

Aritz Elustondo (-)

Arsenal FC 0-3 Liverpool FC: Vitória “sem espinhas” em brilharete de Diogo Jota

A CRÓNICA:  QUEM TEM DIOGO JOTA TEM TUDO…

Arsenal FC e Liverpool FC defrontaram-se no Emirates Stadium em mais um grande duelo da Liga Inglesa, a contar para a jornada 30 da competição.

O Liverpool entrou no campo do rival a todo o gás, tentando chegar ao golo o mais rápido possível, com as suas linhas muito subidas no terreno e aplicando uma pressão sufocante à primeira linha de construção do Arsenal FC, tentando ganhar a bola perto da baliza adversária. Numa primeira metade do encontro dominada praticamente na totalidade pela equipa visitante, e em que Alisson, guardião do reds, foi um mero espetador, apenas faltaram golos para coroar uma exibição impecável da formação de Liverpool.

No segundo tempo, a toada manteve-se, com os forasteiros a manterem o controlo do jogo e cada vez mais parecia apenas uma questão de tempo até ao golo dos reds. Klopp decidiu dar frescura ao ataque, com Diogo Jota a entrar à passagem do minuto 64’, aposta essa que foi na muche, visto que foi o internacional português a desbloquear o marcador apenas quatro minutos depois. Costuma-se dizer que, às vezes, só custa entrar a primeira e assim foi, com Salah a fazer o gosto ao pé, e a faturar ao minuto 68’. E como não há duas sem três, Diogo Jota voltou a marcar, fazendo o terceiro a favor da sua equipa à passagem do minuto 82’.

Com este triunfo por parte do Liverpool, a formação de Anfield sobe, ainda que de forma provisória ao quinto lugar da tabela classificativa, mantendo viva a luta por um lugar de qualificação para a Liga dos Campeões, enquanto o Arsenal se mantém no nono lugar, vendo cada vez mais longe a hipótese de disputar uma competição europeia na próxima temporada.

 

A FIGURA


Diogo Jota – O internacional português voltou a brilhar ao bisar na partida, marcando o primeiro golo após apenas quatro minutos em campo, tendo sido extremamente importante para desbloquear o resultado a favor da sua formação. Um dos melhores jogadores do mundo no momento sem qualquer sombra de dúvidas.

 

O FORA DE JOGO


Organização do Arsenal FC – A formação dos gunners mostrou poucos argumentos na partida, limitando-se a defender praticamente durante 90 minutos – e mal –, para além de naão ter criado qualquer situação de perigo efetivo durante todo o encontro. Uma exibição que ficou muito aquém das expetativas, não retirando qualquer mérito à excelente exibição do Liverpool FC.

 

ANÁLISE TÁTICA – ARSENAL FC

Organizados num 4-2-3-1, os comandados de Mikel Arteta sentiram algumas dificuldades no jogo, principalmente na fase de construção. A pressão alta exercida pelo Liverpool FC criou bastantes constrangimentos aos gunners durante todo o encontro. A formação de Londres sucumbiu ao estilo de jogo do adversário, não conseguido manter uma boa organização defensiva, acabando assim por sofrer três golos aos quais não foram capazes de dar qualquer tipo de resposta.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Leno (6)

Chambers (5)

Holding (6)

Gabriel (5)

Tierney (6)

Partey (6)

Ceballos (6)

Pépé (6)

Odegaard (6)

Aubameyang (6)

Lacazette (6)

SUBS UTILIZADOS

Cédric (6)

Martinelli (6)

Elneny (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL FC

Jürgen Klopp manteve-se fiel às suas ideias, apostando no seu habitual 4-3-3, numa equipa que se apresentou praticamente na máxima força, às exceção de algumas ausências importantes no eixo defensivo que já não são de agora, mas que tem sido bem colmatadas. Apresentando um futebol muito agressivo ofensivamente, a formação dos reds mostrou-se num nível de intensidade muito mais elevado que o adversário, dominando quase que por completo a partida. A pressão exercida ao portador da bola revelou-se uma estratégia muito importante na criação de oportunidades de golo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Alisson (7)

Alexander-Arnold (7)

Phillips (7)

Kabak (6)

Robertson (7)

Alcântara (7)

Fabinho (7)

Milner (7)

Salah (7)

Firmino (7)

Mané (6)

SUBS UTILIZADOS

Jota (8)

Wijnaldum (6)

Williams (6)