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Rio Ave FC 0-2 Gil Vicente FC: Galos cantaram e encantaram junto ao Rio Ave

A CRÓNICA: GILISTAS COM EXIBIÇÃO SEGURA, NERVOS DO LADO DO RIO AVE 

Este foi o primeiro jogo deste sábado a contar para a primeira liga. Rio Ave FC e Gil Vicente estiveram frente a frente no Estádio dos Arcos. O jogo valia a ultrapassagem do gilistas aos vilacondenses na tabela classificatória, já que se estavam separados por apenas dois pontos ao fim destas 24 jornadas anteriores. Talvez por isso mesmo, o jogo tenha começado com um nível competitivo bastante alto.

O conjunto de Barcelos entrou pressionante e Kanya era o protagonista das investidas gilistas no lado direito. O perigo foi criado e a bola chegou até mesmo a entrar na balaiza de Kieszek, mas foi prontamente anulado por fora-de-jogo de um atacante do Gil Vicente. A meio da primeira parte o fulgor ofensivo transitou para a formação da casa que conseguiu a partir do minuto 20 impor o seu jogo e controlar a bola. Mais domínio dos pupilos de Miguel Cardoso também culminou em jogadas que levaram pergio à baliza oposta, mas Gelson Dala desperdiçou em frente à baliza uma enorme oportunidade de faturar após um cruzamento tenso de Sávio.

A intensidade desta partida fazia-se sentir até mesmo na tribuna de imprensa com burburinhos nervosos e com relatos emocionantes do que se passava no terreno de jogo. A emoção cresceu quando Hélder Malheiro levou o apito à boca para assinalar penalti para o Gil Vicente por falta de Filipe Augusto que acabaria por ver o segundo amarelo como consequência do lance. Marcou Talocha e colocou a equipa visitante em vantagem no marcador com um quarto de hora para se jogar.

Os nervos rioavistas continuaram e na reta final já não houve hipótese de igualar e acabaram até mesmo por se resignar a um jogo partido para colocar o Gil numa situação em que pudesse cair no erro de lançar vários jogadores no ataque com o objetivo de na transição se notar menos a ausência de um jogador. Mesmo ao cair do pano Samuel Lino viu-se sozinho com Kieszek pela frente e aproveitou para dilatar a vantagem para dois golos. Com este resultado, Gil Vicente entra para o top 10 à condição com 28 acumulados e o Rio Ave cai para o 10º da liga.

 

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Lucas MineiroDemonstrou estar numa grande forma e se houvesse dúvidas este jogador foi feito para voos maiores. Critério e qualidade de passe, poderio físico e serenidade a jogar são algumas das características que o tornam num centrocampista de excelência da nossa liga. Foi uma locomotora ofensiva e defensiva gilista e foi visto em vários setores do terreno, algo que demonstra que também tem sido de oportunidade.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Filipe Augusto – Entrou algo desatento no jogo, algo que lhe valeu um cartão amarelo muito madrugador. Demorava algum tempo a passar a bola e nem sempre foi por falta de linhas de passe. Melhorou com a entrada de Guga que o ajudou a dinamizar a transição ofensiva, mas outra entrada fora de tempo valeu-lhe a expulsão aos 74’.

 

ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE FC

Foi um começo algo lento por parte do Rio Ave e que lhes podia ter valido um resultado desfavorável nos minutos iniciais. O meio-campo estava algo adormecido e chegar tarde a certos lances. Por exemplo, num lance em que Filipe Augusto viu o amarelo, apenas o viu por ter chegado tarde ao momento de pressão sobre o portador da bola. Com o decorrer da partida o 4-4-2 de Miguel Cardoso conseguiu exemplificar bastante trabalho e boas dinâmicas já incutidas.

Chico Geraldes foi sempre o jogador que pegava no jogo e através de transporte de bola ou receções orientadas rápidas conseguia criar o desequilíbrio necessário para o esférico chegar com qualidade a uma das alas onde apareciam os laterais bastante abertos e adiantados. Foi desta forma que conseguiram equilibrar o jogo na primeira parte, mas de notar que o que possa ter faltado em termos de pressão defensiva pode ser pelo facto de Carlos Mané estar mais dedicado a missões ofensivas e não se comprometer tanto a nível defensivo do lado direito do Rio Ave. Miguel Cardoso optou por manter Filipe Augusto em campo, mesmo não estando a ter uma exibição necessária para a exigência da partida e em mais um lance em que demorou a chegar ao portador da bola, acabou por cometer grande penalidade. A ideia de fazer entrar Guga foi para dar mais dinâmica ao meio-campo e ao ataque rioavista, já que foi para o o lugar de Junior Brandão, fazendo com que Gelson Dala e Carlos Mané formassem a nova dupla atacante. A mobilidade não se verificou, ou pelo menos não foi notória, tal a solidez defensiva gilista.

 

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kieszek (6)

Nélson Monte (6)

Filipe Augusto (4)

Borevkovic (5)

Gelson Dala (5)

Tarantini (5)

Jr. Brandão (4)

Francisco Geraldes (7)

Carlos Mané (5)

Ivo Pinto (6)

Sávio (5)

SUBS UTILIZADOS

Pedro Amaral (5)

Guga (5)

Ronan (-)

 

 

ANÁLISE TÁTICA – GIL VICENTE FC

O Gil Vicente mostrou desde início que vinha à procura da entrada, ainda que à condição no top 10 desta edição da liga portuguesa. Pedrinho e Fujimoto conseguiram, ao introduzir rapidez nas alas e capacidade de conduzir a bola, criar oportunidades bastante interessantes, mas que tiveram todas o mesmo desfecho: anuladas por fora-de-jogo. Seja como for, viu-se um meio-campo sólido com Lucas Mineiro como a figura de destaque.

Aguentava bem a pressão à perda de bola do Rio Ave e decidia bem. Lourency, do lado esquerdo do ataque não esteve bem na primeira parte e não conseguiu levar muitas vezes a melhor sobre Ivo Pinto que até se encontrava algo sozinho em missão defensiva daquele lado. Viu-se um conjunto gilista a jogar bem com bola na construção e bem na transição rápida, faltando apenas uma pitada de atenção no último passe para poder faturar. Lourency continuou em campo, mas Ricardo Soares trocou mesmo um dos alas e fez sair Fujimoto para colocar Leautey em campo. A equipa pareceu acalmar bastante depois de chegar ao golo e conseguiu controlar as tentativas de aproximação do Rio Ave que, nesta altura e com dez, mostrava dificuldades em colocar a bola na grande área oposta.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Denis (7)

Joel (5)

Lourency (4)

Pedro (6)

Kanya (7)

Vitor Carvalho (5)

Lucas Mineiro (7)

Ruben Fernandes (6)

Talocha (6)

Marques (5)

Nogueira (6)

SUBS UTILIZADOS

Leautey (5)

Samuel Lino (5)

Baraye (-)

Rodrigo (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Rio Ave FC

BnR: Notou-se alguma demora na tomada de decisão no meio-campo. Algo que se pode dever à exibição menos conseguida de Junior Brandão por não criar dinâmicas ofensivas através de movimentações. A entrada de Guga para o lugar dele foi para criar mais mobilidade e rapidez no meio-campo e para conferir mais mobilidade na frente por Carlos Mané e Dala?

José Cardoso: Nesse momento, o Dala passou para avançado, colocamos o Geraldes a jogar mais à frente e sabíamos que íamos ter mais profundidade e espaçoes entre-linhas dessa forma. Isso aconteceu e tivemos o nosso melhor momento do jogo. Mas o Gil fez uma paragem para assistir o guarda-redes, quando ninguém lhe tocou e depois vem o pénalti que é assinalado da forma como vocês viram.

Gil Vicente FC

BnR: Lourency teve algumas más decisões ao longo da partida. O que é que foi fazendo ao longo do jogo que justificasse substituir o Fujimoto primeiro?

José Ricardo Ribeiro: É a vossa análise. Eu não concordo, mas respeito imenso as vossas opiniões. Acho que o Lourency fez um jogo de alto nível de compromisso com a equipa e que devia refrescar o Fujimoto, porque o sentia a cair bastante nos últimos quatro minutos.

 

 

 

Leicester City FC 0-2 Manchester City FC: De três em três até ao título

A CRÓNICA: PARTES DISTINTAS COM UM MANCHESTER CITY FC SUPERIOR

Este era, em perspetiva, um jogo que poderia ser mais importante em termos pontuais para os caseiros do que para os visitantes. Isto porque, depois da derrota do Chelsea FC, o Leicester City FC poderia destacar-se no terceiro lugar, já longe da turma de Londres. Para o Manchester City FC este seria mais um jogo onde os três pontos eram importantes, mas em que um deslize não seria particularmente preocupante face aos 14 pontos de diferença para o segundo lugar, o rival de Manchester.

Ainda assim, era expectável que fosse a turma de Guardiola a assumir a posse de bola desde o início e foi isso que aconteceu. O Leicester City FC concedeu essa posse aos citizens e sentiu-se confortável durante toda a primeira parte, onde as oportunidades escassearam e os minutos passaram devagar, devagarinho.

Nos segundos 45 minutos a dinâmica viria a ser parecida, mas mudou a velocidade com que os craques de Manchester executaram as suas ações. Apesar da entrada forte dos caseiros, foi uma questão de tempo até os ciitizens acionarem o modo de campeão e foi com alguma naturalidade que chegaram à vantagem. O herói improvável, Mendy, apareceu na área contrária e depois de um belo movimento técnico colocou a bola no fundo das redes. A partida estava agora controlada pelos futuros campeões e Brenan Rodgers teria de mudar a sua abordagem par poder colher frutos deste jogo. Houve essa tentativa, com as entradas de Ricardo Pereira e Maddison, mas minutos mais tarde o City mataria a partida depois de uma bela jogada. De Bruyne descobriu um colega em bela posição e colocou a bola onde só os melhores colocariam. Gabriel Jesus ofereceu a Sterling e este, altruísta, voltou a devolver ao brasileiro que fez assim o seu oitavo golo no campeonato.

A partir de então foi só esperar que o jogo acabasse para se confirmar o resultado final. Mais três pontos para o Manchester City FC, que levam agora 17 de vantagem para o segundo lugar, ainda que com mais dois jogos disputados. O Leicester City FC manteve o terceiro lugar e os cinco pontos de vantagem sobre o Chelsea FC.

 

A FIGURA

Segunda parte do Manchester City FC – Depois de 45 minutos algo aborrecidos, onde apenas De Bruyne conseguiu assustar Schmeichel com um remate à trave, o conjunto de Pép Guardiola teria de imprimir uma outra velocidade para poder levar os três pontos do King Power Stadium. Pois quanto mais cedo se pedisse, mais cedo aconteceria. Com toda a calma e aparente facilidade foi isso que os azuis de Manchester fizeram na segunda parte, onde marcaram dois golos e poderiam ter marcado mais. Foram simplesmente dominantes e justificaram a vitória que conquistaram.

 

O FORA DE JOGO

Kelechi Iheanacho – O nigeriano formado no Manchester City FC não teve um reencontro feliz com a sua antiga equipa. Apesar da sua boa forma nas últimas partidas, esta seria necessariamente diferente pelo estilo de jogo do adversário. Não seria nunca um jogo fácil, pelas poucas oportunidades de tocar na bola que o jogador teria, mas pedia-se mais quando essas chances lhe chegassem. Assim não aconteceu, e o avançado não conseguiu ser uma mais-valia para a equipa, quer no momento de segurar a bola ou mesmo de tentar fazer golo.

 

ANÁLISE TÁTICA – LEICESTER CITY FC

Brendan Rodgers dispôs a equipa num 5-3-2 que seria um 3-5-2 se esta não tivesse passado grande parte da partida a defender. Amartey, Evans e Fofana compuseram o eixo da defesa, com Albrighton a percorrer toda a lateral direita e Castagne a lateral esquerda. No meio atuaram Ndidi, Tielemans e Ayoze Perez, o primeiro com claras missões mais defensivas, o segundo como médio de transporte, nas poucas vezes em que isso foi possível e o terceiro no apoio aos avançados, Vardy e Iheanacho. Este não foi um jogo em que a equipa se tivesse conseguido projetar para o ataque como gosta de fazer, e por isso as dinâmicas não fugiram muito das que a formação permite.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kasper Schmeichel (6)

Albrighton (5)

Amartey (6)

Jonny Evans (5)

Fofana (5)

Timothy Castagne (5)

Ndidi (6)

Tielemans (6)

Ayoze Pérez (5)

Iheanacho (4)

Vardy (6)

SUBS UTILIZADOS

 Ricardo Pereira (5)

James Maddison (6)

Nampalys Mendy (-)

 ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC

Face à vantagem que tem perante o segundo lugar do campeonato, Manchester United FC, e da eliminatória a meio da semana para a Liga dos Campeões, Guardiola promoveu algumas alterações no onze inicial mais utilizado. Jogadores como Stones, Sterling, Gundongan, Cancelo, Bernardo Silva ou Foden ficaram no banco e no seu lugar apareceram outros com menos minutos, mas que garantem ao técnico espanhol a grande capacidade da equipa jogar bom futebol. Assim, o Manchester City FC apresentou-se numa espécie 4-2-3-1 com dois médios mais defensivos, Fernandinho e Rodri e com De Bruyne mais ofensivo. Aguero voltou à titularidade e ao seu lado jogou Gabriel Jesus, ainda que este, no plano tático, fosse dado como médio pela esquerda. Mahrez apareceu do outro lado, bastante mais aberto na linha, fruto também da variância de progressão dos laterais, Mendy pela esquerda e Walker pela direita. No eixo da defesa, Rúben Dias, imprescindível para o treinador, e Laporte, que apesar da menor utilização continua a ser um dos grandes centrais a atuar na Europa. A partir daqui isto não passa de um mero desenho que os jogadores fazem questão de baralhar na constante procura de espaços oferecidos pela defesa contrária.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ederson (7)

Walker (6)

Rúben Dias (7)

Laporte (6)

Mendy (8)

Rodri (6)

Fernandinho (7)

Mahrez (6)

De Bruyne (8)

Gabriel Jesus (7)

Aguero (6)

SUBS UTILIZADOS

 Sterling (7)

Ferran Torres (6)

Foden (-)

RB Leipzig 0-1 FC Bayern Munchen: Bávaros com título à vista

A CRÓNICA: FINALIZAÇÃO FOI O PONTO FRACO DO RB LEIPZIG

O título alemão estava em disputa em tarde quente na Liga Alemã. Primeiro e segundo encontravam-se na Red Bull Arena para o grande confronto. Destaque óbvio para a ausência de Robert Lewandowski, Alphonso Davies e Jérôme Boateng, do lado do FC Bayern Munchen e de Angeliño, do outro lado. Ainda assim, as odds indiciavam que os bávaros fossem os favoritos a vencer. Dos 11 jogos entre as duas formações, apenas uma vitória para o RB Leipzig.

Antes do pontapé de saída, momento insólito. A rede da baliza de Manuel Neuer estava…furada. A toalha que o guardião alemão atou para remediar o problema não convenceu o árbitro e teve de ser necessária a chamada de um assistente.

O jogo foi, tal como se esperava, eletrizante. Cansava só de ver. Pressão alta a toda a linha, tanto de uma como de outra equipa, que não permitia que fossem criadas ocasiões com tanta frequência como é habitual nas duas formações. No que toca a oportunidades, escasseavam. Mas como estes intérpretes não precisam de muitas oportunidades para fazer a diferença, golo no primeiro remate à baliza. Leon Goretzka, médio goleador, assistido por Thomas Muller, finalizou uma belíssima jogada do Bayern Munique. Um zero para os bávaros. O golo parece ter mudado o curso do jogo e o RB Leipzig desesperava pelo intervalo, que, entretanto, chegava sem mudanças no marcador.

Na segunda parte, Juilan Nagelsmann mexeu com a partida através do banco. Percebeu que não estava a ser capaz de desmontar a defesa contrária. Passou a jogar em 4-3-3, deixando de parte a construção a 3 defesas e lançou para jogo Justin Kluivert. Nkunku, até então extremo, passou para avançado centro e Kluivert somou oportunidades criadas para o RB Leipzig. Alargou o jogo e os problemas do Bayern foram por demais evidentes.

A partir dos 60/65 minutos de jogo o Bayern Munique acalmou o jogo com bola e o RB Leipzig não mais conseguiu voltar a ser pressionante e perigoso como tinha sido antes. Nagelsmann meteu dois avançados possantes e até Órban acabou a jogar a avançado. Ainda assim, foi insuficiente e não houve espaço para alterações no marcador, que se manteve igual até ao apito final do árbitro.

O FC Bayern Munique fica claramente com as mãos no nono título consecutivo da Bundesliga depois deste jogo. Os bávaros podem começar a pensar na forma como vão festejar, porque certamente não deverá fugir.

 

A FIGURA

Leon Goretzka – Inevitavelmente, o golo solitário de Goretzka acabou por ser fator decisivo na partida. Na primeira chance que teve não tremeu e com uma bomba à entrada da área fuzilou as redes defendidas por Péter Gulácsi. Mas nem só de golos vive o jogo e também nos outros planos se destacou. Lado a lado com Joshua Kimmich, formam uma das duplas mais temíveis do futebol mundial. Grande jogo de ambos.

 

O FORA DE JOGO

Finalização do RB Leipzig – Seria injusto destacar individualidades desta partida pela negativa. Decidi então apontar a débil capacidade de finalização do RB Leipzig como principal falha. Dani Olmo, Marcel Sabitzer, Nkunku, Kluivert e até Sorloth e Poulsen a partir do momento em que entraram não conseguiram capitalizar as oportunidades que tiveram, e foram muitas no segundo tempo. Jogos grandes pedem que os grandes jogadores apareçam e os “Touros” nunca conseguiram ser eficientes no momento necessário.

 

ANÁLISE TÁTICA – RB LEIPZIG

Um dos fatores de maior interesse desta partida seria ver como se iria apresentar o conjunto de Julian Nagelsmann. Na construção, assumia um 3-4-3. Dayot Upamecano, Klostermann e Órban formavam a linha de três defesas. À frente destes, Tyler Adams aparecia como elemento mais recuado do meio-campo dos “touros”. Sabitzer, Nordi Mukiele e Dani Olmo eram os outros três que, ocupando diferentes zonas, povoaram a área do meio-campo.  Christopher Nkunku e Amadou Haidara, os extremos, pareciam destinados a explorar a profundidade nas costas da defesa contrária e simultaneamente manter o equilíbrio em momentos defensivos. Finalmente, Emil Forsberg, servia de “falso-nove” na frente de ataque. Na segunda parte, a entrada de Justin Kluivert por troca com Forsberg não alterou as dinâmicas, passando Nkunku para avançado centro.

Por outro lado, em momento defensivo, organizava-se, recorrentemente com uma linha de 4 defesas, passando a exibir um 4-3-3. Mukiele recuava e juntava-se aos defesas, Sabitzer e Tyler Adams passavam a estar lado a lado, e Forsberg ficava sozinho na frente.

A escolha de Nagelsmann em jogar sem um ponta-de-lança de raiz, acabava por criar dinâmicas especiais entre elementos bastante homogéneos. À pressão alta e asfixiante sem bola, acrescentaram a procura da profundidade dos extremos e as combinações constantes. Os homens do ataque pensavam sempre como médios, e não como avançados.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Péter Gulácsi (6)

Lukas Klostermann (5)

Will Órban (7)

Dayot Upamecano (7)

Nordi Mukiele (6)

Marcel Sabitzer (7)

Amadou Haidara (6)

Tyler Adams (6)

Dani Olmo (5)

Christopher Nkunku (6)

Emil Forsberg (4)

SUBS UTILIZADOS

Justin Kluivert (7)

Yussuf Poulsen (4)

Alexander Sorloth (5)

Hee-Chan Hwang (-)

Ibrahima Konaté (-)

 

 ANÁLISE TÁTICA – FC BAYERN MUNIQUE

O FC Bayern Munique não apresentou alterações do ponto de vista da riqueza tática em relação aos jogos anteriores. O 4-2-3-1 já não é novidade e voltou a ser repetido.

David Alaba, pela esquerda e Niklas Sule, pela direita, eram os defesas-centrais, mas apresentavam características diferentes. Olhando para o heatmap de cada um, confirmamos uma perceção que salta à vista. O austríaco toma controlo na saída e acaba por subir mais no terreno. Talvez por isso, a maioria das investidas do Bayern Munique terem tido origem no lado esquerdo ataque. Lucas Hernández era, também ele, muito mais ofensivo do que Benjamin Pavard, menos aventureiro e com menos subidas pela ala. Exibição sólida da defesa bávara que

O meio-campo ficava entregue a Joshua Kimmich e Leon Goretzka. As ações destes dois jogadores pautavam o jogo dos bávaros. Thomas Muller era um dos elementos de mais difícil leitura. Espalha-se pelo campo e é habitual vê-lo ocupar diferentes zonas do terreno. Os extremos, Kinglsey Coman e Leroy Sané, ora procuravam as diagonais para dentro, ora tentavam explorar as iniciativas para dentro, desequilibrando no 1×1. Cabia a Choupo-Moting a difícil tarefa de substituir o avançado polaco, Robert Lewandowski.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Manuel Neuer (7)

Lucas Hernández (6)

David Alaba (8)

Niklas Sule (6)

Benjamin Pavard (6)

Leon Goretzka (8)

Joshua Kimmich (8)

Thomas Muller (7)

Leroy Sané (6)

Kingsley Coman (6)

Eric Maxim Choupo-Moting (6)

SUBS UTILIZADOS

Serge Gnabry (6)

Jamal Musiala (6)

Javi Martínez (-)

Antevisão GP Doha: Jorge Martin e a primeira pole na categoria rainha

A ANTEVISÃO: PRAMAC RACING FAZ «1-2» COM JORGE MARTIN A MOSTRAR QUE NÃO É ROOKIE QUALQUER

A caravana de MotoGP continuava por terras onde predomina o intenso vento e as tempestades de areia, claro está em Doha, no Qatar. Depois de no ano passado não ter recebido a categoria rainha, a única pista do Médio Oriente a integrar o calendário do mundial teve emoção em dose dupla com o GP de Doha a ser o round two deste ano.

Os primeiros treinos livres (FP) de sexta-feira deu-nos já o panorama de quem podia ser os dez escolhidos para ser sheik da pole position desta vez. No FP1, foi Aleix Esparagró (Aprilia) a ser o mais rápido e que tem sido um verdadeiro destaque neste início de temporada. Já no FP2 foi um autêntico domínio de Ducatis (a de fábrica e a Pramac) com as três primeiras posições a pertencerem a Jack Miller, Francesco Bagnaia e Johann Zarco. Já, Maverick Viñales (Yamaha), o vencedor do primeiro grande prémio, salvou o seu lugar na Q2 só mesmo na última volta.

Com a combinação de tempos destes dois treinos livres saíram os dez que ficariam já qualificados para a Q2. Contudo, a Miguel Oliveira (Red Bull KTM Factory Racing) faltou aquele pequeno “danoninho” – bem, que as nossas mães nos dizem que uma colher pode fazer toda a diferença. O português por muito pouco foi batido pela Honda de Stefen Bradl e terá de lutar por um dos dois lugares que dão acesso à Q2. Mas terá como companhia uma elite: Danilo Petrucci (Tech3 KTM), Joan Mir (Suzuki), Valentino Rossi (Petronas Yamaha STR), Takaaki Nagakami (LCR Honda) e ainda Pol Espargaró (Repsol Honda).

O sol raiava na pista de Doha, mas a pista mostrava alguma sujidade devido à areia. No FP3, apenas Francesco Bagnaia foi para pista das Ducati, que mostravam uma grande performance no Qatar. Na sessão da manhã, Quartararo (Yamaha) e as Suzukis de Mir e Rins estavam na frente. Já à noite, no Qatar claro, já era uma intensa luta entre aqueles que podiam ficar com a pole. Porém, foi Zarco a ficar com o simbólico 1.º lugar.

A Q1 começava com a tal elite que já tinha referido e o campeão do Mundo, Joan Mir, não deu qualquer hipótese à concorrência, pois queria o 1.º lugar – como confirmou. Já a segunda vaga estava aberta a quem fosse melhor. Por lá passaram: Brad Binder (Red Bull KTM Factory Racing) e Luca Marini (SKY VR46 Esponsorama), o grande destaque. Mas quem brilhou na última volta de qualificação foi Miguel Oliveira, que seguiu uma linha perfeita para alcançar uma vaga na Q1. A linha que o piloto português seguiu foi aproveitada por Mir, que parecia um autêntico foguete.

Na Q2, mais uma elite e aí a conversa foi outra. Maverick Viñales quis tudo para si e mostrou que vem forte para esta nova temporada. Duas voltas rápidas, valeram-lhe um lugar na pole, mas provisória – convém reforçar. Porquê? Porque a Pramac vinha com tudo para fazer o “1-2”. Primeiro, foi Zarco a fazer um tempo excelente e a bater o espanhol da Yamaha, mas quem ficou com a pole foi… um espanhol. O francês da Pramac foi batido pelo seu colega, o rookie Jorge Martin, com um tempo de 1:53.106.

É a primeira pole na categoria rainha para o jovem espanhol e bem merecida, porque já tinha feito das suas nas primeiras voltas da Q2. É a terceira vez que um rookie consegue a pole position no Qatar, antes tinha conseguido Casey Stoner e Jorge Lorenzo. A corrida de amanhã promete ser novamente dominada pelas Ducatis, mas com a Yamaha de fábrica a querer, pelo menos, a vitória. Miguel Oliveira vai partir de 12.º lugar e parece que a sua KTM vai continuar com muitas dificuldades para conseguir algo de positivo deste circuito.

Paris Saint-Germain FC 0-1 LOSC Lille: “Armada lusa” de volta à liderança

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A CRÓNICA: LIÇÃO ESTUDADA DE UM LOSC LILLE SÓLIDO

Paris Saint-Germain FC e LOSC Lille não só protagonizavam o duelo de cartaz da 31ª jornada da Ligue 1, como discutiam a liderança isolada. A formação do Lille vingou a eliminação da Taça de França (disputada no Parc des Princes há mais de duas semanas) e acabou por recuperar o primeiro lugar do campeonato francês ao vencer por uma bola a zero – isto num jogo em que três portugueses atuaram de início do lado da equipa de Galtier.

É certo que equipa da casa até entrou melhor, desde logo com as oportunidades criadas por Neymar e Mbappé, mas algumas descoordenações na linha defensiva acabaram por permitir que o Lille, no primeiro (e único!) remate do primeiro tempo, inaugurasse o marcador. Com 20 minutos jogados, Jonathan Ikoné fugiu à marcação e assistiu Jonathan David – dois jogadores que causaram mossa nos minutos seguintes e estiveram sempre à espreita do segundo golo, mas sem o devido seguimento na hora de finalizar. Do lado da equipa da casa, apenas Moise Kean testou as luvas de Maignan após ter visto a sua equipa ficar em desvantagem no marcador.

O Lille aproveitou o intervalo para limar as arestas da estratégia que levou para Paris e, olhando para o filme do segundo tempo, pode-se mesmo dizer que resultou. O conjunto de Pochettino não teve a ‘avalanche’ ofensiva que seria de esperar de uma equipa a correr atrás do prejuízo, muito por culpa do posicionamento do Lille. Dí Maria e Neymar foram os únicos a assustar Maignan, sendo que, do outro lado, Jonathan Bamba e Burak Yilmaz estiveram perto de ampliar a vantagem. No período de descontos, Tiago Djaló acabou por ser expulso devido a uma falta cometida sobre Neymar, que também viu o vermelho direto na reação ao lance.

Com este triunfo, o Lille soma agora 66 pontos e distancia-se do Paris SG, que segue com os mesmos 63 no segundo lugar – e que já soma a terceira derrota consecutiva em casa. A luta pelo título francês está ao rubro e conta ainda com os candidatos Olympique Lyonnais e AS Mónaco. Contudo, para já, a armada lusa do Lille volta a estar na frente e continua a apresentar um futebol atrativo e capaz de surpreender tudo e todos.

 

A FIGURA

Jonathan Ikoné – E vai mais uma assistência para o francês de 22 anos! Jonathan Ikoné começou o encontro a fazer dupla de ataque com Jonathan David e, curiosamente, foi fruto de uma bela combinação entre os dois que surgiu o golo do triunfo. O jovem avançado causou vários desequilíbrios nas alas e até mesmo no corredor central, após a saída por lesão do companheiro de ataque. No segundo tempo, destacou-se ainda ao ser o criador das linhas de passe que colocaram os colegas de equipa na cara do golo que sentenciaria a partida mais cedo.

 

O FORA DE JOGO

Thilo Kehrer – Não foi um regresso propriamente feliz do alemão à lateral direita dos parisienses. Sem jogar de início há mais de um mês, Thilo Kehrer sentiu algumas dificuldades para travar as investidas do Lille pelo seu corredor e, além disso, perdeu duas bolas em zona proibida que poderiam ter tido repercussões no marcador. Não foi de estranhar a sua substituição pouco depois do início do segundo tempo, tal como o companheiro da lateral contrária, Abdou Diallo.

 

ANÁLISE TÁTICA – PARIS SAINT-GERMAIN FC

Em relação ao jogo que ditou a vitória do PSG por 4-2 diante do Lyon, Mauricio Pochettino fez três alterações na equipa inicial, destacando-se a ausência de Danilo – após se ter lesionado ao serviço da lesão –, tendo sido substituído por Leandro Paredes. Nota ainda para o regresso de Neymar e de Thilo Kehrer ao “onze” incial, face às ausências de Verrati e Florenzi.

A jogar em 4-2-3-1, a equipa da capital francesa apresentou sempre um futebol mais possante, mas nem sempre com a devida fluidez nas aproximações à baliza contrária. Além disso, bastava uma bola perdida no meio-campo no processo de construção para que isso dificultasse as transições defensivas. No segundo tempo, apesar da maior posse de bola, os parisienses iam rondando a área contrária, mas sem grandes remates de perigo. Nem a tripla alteração à passagem da hora de jogo trouxe a objetividade pretendida ao jogo lateral do PSG, tanto que, até ao final do jogo, praticamente não assustou Maignan.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Keylor Navas (6)

Abdou Diallo (5)

Marquinhos (7)

Presnel Kimpembe (6)

Thilo Kehrer (4)

Leandro Paredes (6)

Idrissa Gueye (7)

Ángel Di María (7)

Kylian Mbappé (6)

Neymar (5)

Moise Kean (6)

SUBS UTILIZADOS

Colin Dagba (5)

Mitchel Bakker (5)

Julian Draxler (5)

Raphinha Alcântara (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – LOSC LILLE

Já Christophe Galtier promoveu quatro alterações em relação à jornada anterior, com particular destaque para a titularidade de Tiago Djaló na ala direita da defesa, face à ausência de Celik. Já no setor intermédio, Renato Sanches e Boubakary Soumaré renderam Xeka e Timothy Weah, enquanto que, na frente de ataque, Yilmaz foi substituído por Jonathan Ikoné, avançado que regressou de lesão.

Apresentado inicialmente em 4-4-2, o Lille foi variando o sistema tático para um 4-2-3-1 em que Jonathan David foi, por vezes, a unidade mais adiantada nas linhas de pressão à construção do Paris SG. No geral, a formação visitante entrou com as linhas altas e pressionantes, estratégia que manteve após o golo inaugural e que chegou para dificultar ainda mais a missão defensiva do adversário. Defensivamente, o Lille praticamente nunca se desorganizou e raras vezes permitiu que o PSG aparecesse com perigo junto da sua área – principalmente no segundo tempo, face aos blocos mais compactos e à lição traçada para os segundos 45 minutos.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mike Maignan (7)

Reinildo Mandava (6)

Sven Botman (7)

José Fonte (7)

Tiago Djaló (6)

Jonathan Bamba (6)

Boubakary Soumaré (6)

Benjamim André (8)

Renato Sanches (7)

Jonathan David (7)

Jonathan Ikoné (8)

SUBS UTILIZADOS

Timothy Weah (6)

Burak Yilmaz (7)

Domagoj Bradaric (-)

Fim de linha para Joel Rocha? | Futsal

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A edição 2020/21 da Taça da Liga trouxe alguns jogos competitivos, mais uma boa demonstração da qualidade dos intervenientes do principal escalão do futsal português, representados pelos oito emblemas melhor classificados no final da primeira volta, no entanto o vencedor final acabou por ser o Sporting Clube de Portugal após três conquistas consecutivas do seu rival, o Sport Lisboa e Benfica.

Assim sendo, o clube leonino de Futsal igualou os encarnados no número de conquistas, com três troféus cada, e aqui apenas me refiro ao palmarés na jovem Taça da Liga, com apenas seis edições disputadas até hoje. Em relação ao jogo em si, nada a dizer, apesar de algum equilíbrio nas estatísticas, o resultado é demasiado claro (6-2) para poder haver a mínima contestação ao triunfo leonino.

Fonte: SL Benfica

Eu começo a ver uma onda crescente de adeptos do Benfica que pedem a saída do treinador Joel Rocha e até consigo entender. No entanto, sendo eu um adepto da estabilidade nas equipas técnicas, creio que o timoneiro das águias merece mais uma oportunidade para poder tentar mais uma vez revalidar o título de campeão nacional, dado que em 2019/20 não se disputou o campeonato nacional, interrompido em Março devido à pandemia. Não ganhou sempre, é um facto, muito devido ao treinador rival, também ele a realizar um trabalho tremendo ao serviço do Sporting CP, Nuno Dias.

Eu já o tenho referido em artigos anteriores, toda a admiração que tenho pelo treinador do Sporting, para mim o melhor treinador português da atualidade, e não só por já ter conquistado o título europeu de clubes em 2019. Ora, perante o treinador mais capacitado da atualidade em Portugal, na minha modesta opinião, dois campeonatos em cinco foram conquistados pelos encarnados desde que ambos são treinadores das maiores equipas nacionais em simultâneo.

E pode empatar, caso seja campeão esta época, com um plantel que parece capaz de poder lutar até ao fim pelo título, com uma mistura interessante de jogadores com muito valor e provas dadas na alta roda do futsal mundial (Tayebi, Arthur, Robinho, Chishkala, etc)  com jovens de grande potencial e que já dão cartas na formação principal (Martim Figueira, Afonso Jesus, Silvestre, Jacaré, etc), logo esta mescla tem tudo para dar bons resultados, para além das perdas muito significativas de elementos históricos do clube, como o capitão Bruno Coelho ou André Coelho.

É um facto que o SL Benfica não ganha ao Sporting CP desde Janeiro de 2020, mas os jogos têm sido sempre muito intensos e disputados, com o Sporting a levar a melhor apenas nos detalhes. Veremos o que está época traz para os encarnados, sendo que se o fim da época não representar a conquista do campeonato nacional ou um título europeu, muito provavelmente será o fim de linha de Joel Rocha no banco das águias, treinador mal amado no seio da família encarnada mas que não fez um trabalho tão fraco quanto alguns querem fazer crer. Um pouco como Jorge Braz na seleção nacional, antes da conquista brilhante do Euro 2018 na Eslovénia era muito contestado, algumas vezes até com algum fundo de razão, outras nem por isso.

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola Na Rede

Pizzi | Cada vez mais (in)substituível no SL Benfica

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É facto consumado a perda de imprescindibilidade das qualidades de Pizzi no meio-campo do SL Benfica, culminar de dois caminhos distintos: a deslocação para o centro do terreno – onde fisicamente não cumpre com todas as exigências de um ‘8’, ou no apoio ao ponta -de-lança, onde as exigências posicionais não se adequam ao seu perfil – e a chegada de novos valores substanciais como Waldschmidt e Everton, que alavancaram os índices de qualidade individual em relação a plantéis de outras temporadas.

Com 39 participações contabilizadas até ao momento, tem 26 titularidades, mas a sua condição de insubstituível é acentuada a partir de fevereiro, onde só começa de início nas eliminatórias frente a Arsenal FC e GD Estoril Praia. Na Primeira Liga, nos últimos sete jogos efetuados conta uma titularidade, no Jamor frente ao Belenenses SAD, quando Jorge Jesus decidiu poupar Adel Taarabt, o novo companheiro de Julian Weigl na parelha central.

A estatística diz, aliás, que foi ao deslocar-se para ala que beneficiou mais consistentemente do seu talento. Exemplos como na época 2015-16, com Rui Vitória, quando Renato Sanches o empurrou para a direita, ou com Bruno Lage, que via no duplo-pivot zona para homens de outro perfil tático. Pizzi beneficiou principalmente dessa mudança, marcando 15 e 30 golos, respetivamente, nas duas épocas (2018-19 e 2019-20) com influência do técnico setubalense.

Mais: na primeira, assiste 22 vezes. Na época transata, faz 19, números que perfazem 50,5% das finalizações e 46% dos passes para golo no conjunto das sete épocas de águia ao peito. Seria sempre difícil manter a tendência. É à direita que adquire estatuto superior no seio da equipa e atinge o poder de fogo que a sua inteligência, aliada à técnica, necessitava materializar.

Já em 2015-16, é quando deriva para essa extrema por força do ciclone Renato, a partir dos finais de novembro, que a equipa começa a funcionar em pleno. Até ao final da Primeira Liga, só mais um empate (0-0 na Madeira, com o CF União da Madeira) e a derrota em casa frente ao FC Porto de Peseiro. O resto contou-se por vitórias, com uma média assombrosa de golos marcados (88) e número igual de pontos, recorde nacional.

Pizzi apenas começou um jogo a titular em mês e meio de Primeira Liga
Em ação frente ao Belenenses SAD, no único jogo a titular no último mês e meio de Primeira Liga
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Pizzi, que até 25 de novembro (2-2 em Astana, estreia a titular de Renato Sanches) contava zero golos e uma única assistência, frente ao SC Vianense para a Taça de Portugal, o último jogo a titular desde agosto, vivia momentos de menor fulgor – tinha perdido a titularidade para André Almeida, que assume nessa fase anterior o papel de box-to-box ao lado de Samaris – é nesse formato que acontece a vitória no Vicente Calderón, por 1-2. Com a entrada de Renato e a deslocação de André para a lateral – por força da lesão de Nélson Semedo – disparou nas tabelas com oito golos e mais 12 assistências até final da temporada.

Voltando a 2021, o decréscimo acentuado da importância de Pizzi é traduzido pela menor participação em golos desde 2014-15, época em que assume a titularidade a ‘8’ depois da saída de Enzo Pérez em janeiro – a última da primeira passagem de Jorge Jesus pela Luz. Por outro lado, e por força do posicionamento e do menor risco que enfrenta nas suas ações, de assinalar a melhor percentagem de passes completos de sempre – 87% – aproveitando (ou ajudando a construir) a superioridade benfiquista na Primeira Liga quanto à posse de bola, com uns notáveis 61,86% – remetendo os 57% do líder Sporting CP para terceiro neste índice.

Outro dado transmissor da situação precária de Pizzi é a desvalorização do seu valor de mercado – decréscimo de 6 milhões de euros segundo a última atualização do site Transfermarkt -, valendo agora 12 milhões de euros. Na temporada passada chegou aos 27 milhões, sendo a queda mais acentuada nesta lista, seguido por Everton e Darwin, que caíram cinco milhões. Estes dois, porém, continuam a fazer parte do grupo de jogadores a ter valor igual ou superior a 20 milhões. Weigl juntou-se agora a eles, constituindo o quinteto onde também entram Rafa e Grimaldo. Pizzi é agora nono nesta lista, ao lado de Seferovic.

Com a subida de forma da equipa e a sequência de vitórias, Pizzi, juntamente com Vlachodimos, tornou-se rosto de uma temporada muito abaixo das expectativas, com consecutivos fracassos em todas as competições. As notícias de uma eventual saída sucedem-se e os rumores da insatisfação do português acumulam-se, sustentados por reações mais quentes dentro do retângulo de jogo. Será 2020-21 a última época de águia ao peito?

 

Lusitano FCV 0-3 AD Castro Daire: Castrenses garantem manutenção

A CRÓNICA: OBJETIVIDADE OFENSIVA DISTINGUIU AS DUAS EQUIPAS

Um embate entre duas equipas com objetivos diferentes. O Lusitano FCV, já despromovido aos distritais, lutava para deixar uma imagem melhor do que no resto da época. Já a AD Castro Daire, que ainda pode alcançar o playoff de acesso à Liga 3, não tinha a manutenção garantida.

Os visitantes entraram mais pressionantes e a empurrar o Lusitano para trás da linha de meio campo. No entanto, os castrenses não conseguiriam traduzir o ascendente em oportunidades de golo.

Com os minutos a passarem, os anfitriões começaram a aventurar-se em contra-ataques. Já os lances de perigo para as duas balizas continuavam a não aparecer no jogo.

Destaque apenas para o único remate enquadrado à baliza no primeiro tempo. Mau passe da defesa do Lusitano, a pôr a bola nos pés de Marcel, que viu e assistiu Marado desmarcado à entrada da área. O avançado do Castro Daire, só com o guarda-redes pela frente já dentro da grande área, rematou à figura de Ruca.

No segundo tempo, a equipa da casa entrou mais ofensiva e teve uma grande oportunidade: Hélder Rodrigues conseguiu ganhar uma bola na linha de fundo e, dentro da grande área pela esquerda, à meia volta, só com o guarda redes pela frente, atirou para fora.

Apesar do Lusitano estar melhor, foi o Castro Daire a marcar por duas vezes no espaço de três minutos. Primeiro, numa jogada estudada, na sequência de um livre indireto, por Luís Henrique. Depois, Barry, que até então estava desaparecido do jogo, a aproveitar o adiantamento de Ruca, para aplicar um chapéu ao guarda-redes e fazer o 0-2.

A seguir aos golos, os ânimos exaltaram-se entre os elementos das duas equipas, dentro e fora de campo. A seguir, as duas equipas aproveitaram para fazerem substituições.

O ritmo de jogo acabou por diminuir, com os anfitriões mais perto da baliza adversária para tentarem reduzir o resultado. Os lances acabaram por ser disputados de uma maneira mais dura, com vários cartões amarelos mostrados pelo árbitro.

Mesmo nos descontos, o Castro Daire aproveitou o adiantamento da equipa da casa para fazer o terceiro. Marcel ganhou a bola ainda atrás da linha de meio campo, correu até à grande área e assistiu Pape Mané para distanciar ainda mais o marcador.

Vitória para a equipa mais objetiva, mas demasiado pesada para aquilo que o Lusitano fez durante a partida, em especial na segunda metade.

 

A FIGURA

Marcel Ribeiro – O elemento mais ativo do tridente ofensivo do Castro Daire. Participou no primeiro golo e fez a assistência para o terceiro. A sua mobilidade foi muito importante para colocar o Lusitano em sentido.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Lusitano FCV

Erros defensivos do Lusitano FCV – O Lusitano entrou bem na segunda parte, mas as distrações acabaram por, em três minutos, destruir as aspirações da equipa.

 

ANÁLISE TÁTICA – LUSITANO FCV

Paulo Meneses apostou numa defesa robusta, com 3 centrais (Xandão, Raphael e Calico), com mais um trinco (Uros), a dar jogo aéreo ao Lusitano. As preocupações defensivas foram evidentes, mesmo em movimento ofensivo, com o lateral Jake a fechar no centro, quando Raphael ia ajudar no ataque. A perder, acrescentou Romy ao ataque e tirou o trinco.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ruca (5)

Gonçalo Lixa (6)

Calico (5)

Xandão (5)

Raphael Almeida (6)

Jake (5)

Uros Smolovic (5)

Zé Francisco (6)

Mauro (6)

Hélder Rodrigues (5)

Diogo Braz (5)

SUBS UTILIZADOS

Romy (6)

 Tiago Sixty (6)

Anael (-)

Chisom (-)

Braz (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – AD CASTRO DAIRE

Vasco Almeida apostou num 4-3-3, com os extremos Marcel e Pedro Marado a terem papel importante no movimento ofensivo com a sua mobilidade. Os laterais Tomé e, principalmente, Luís Pedro juntavam-se ao ataque para a equipa ter mais unidades no centro do ataque, com os extremos e o ponta de lança, Barry.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pedro Gonçalves (6)

Tomé Mendes (6)

Luís Pedro (7)

Luís Henrique (7)

Paulo Oliveira (6)

Rui Cardoso (6)

Fred Lopes (7)

Carlitos (6)

Pedro Marado (7)

Marcel (8)

Luís Barry (7)

SUBS UTILIZADOS

Pape Mané (7)

 Luís Paiva (6)

Edu Leal (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Lusitano FCV

BnR: Que análise faz ao jogo? Um Lusitano bastante diferente nas duas partes?

Paulo Meneses: Acho que, na primeira parte, foi muito igualado. Eles entraram melhor nos primeiros dez minutos. Nós fomos crescendo no jogo e penso que, a partir dos 15/20 minutos, estivemos um pouco por cima. Na segunda parte, estávamos claramente por cima do jogo. Tínhamos mais caudal ofensivo, tínhamos mais posse de bola, estávamos a chegar mais à área adversária. A partir do primeiro golo, as coisas mudaram bastante. Uma desconcentração numa bola parada e, não tirando mérito ao Castro Daire, mas penso que fomos algo desatentos. A partir daí, eles começaram a ficar mais confortáveis no jogo. No segundo golo, já não há nada a dizer, porque foi um erro tremendo. Acho que acaba com o jogo. Depois, tentamos fazer alterações para entrar no jogo e para dar uma resposta. Tivemos algumas situações para fazer o 1-2, tanto de bola corrida como de bola parada, e, depois, quando já estávamos balanceados no ataque, eles acabam por fazer o 0-3, no contra-ataque, e acaba praticamente com o jogo.

BnR: Faltou objetividade ao Lusitano?

Paulo Meneses:  Não diria objetividade. Nós temos as nossas armas, a nossa dinâmica. A equipa cresceu muito desde o primeiro jogo que fiz contra o Castro Daire. Não tem nada a ver. Por isso é que conseguimos recuperar pontos na tabela. Quando entrei aqui, éramos últimos, com dois pontos. Estamos a um ponto do Águeda [à partida para esta jornada]. Portanto, já não somos últimos, temos dezasseis pontos. Temos o objetivo de chegar mais em ataque posicional e, às vezes, também em ataque direto. Tanto em ataque posicional como em ataque direto, conseguimos criar bons lances de ataque. Alguns lances criámos perigo, não conseguimos marcar.

BnR: Com três centrais mais o Uros, a equipa estava à espera de que o Castro Daire fosse mais agressivo no jogo aéreo?

Paulo Meneses: Faz parte da estratégia que nós tínhamos para o jogo e tem funcionado bem em alguns jogos. Nós temos um médio que fica mais na construção para dar uma solução mais curta e, às vezes, também longa, porque o Uros também tem essa capacidade. O Mauro, um pouco mais projetado, para pegar entre linhas de um lado e com um extremo que vinha dentro para pegar entre linha no outro, nos espaços em que tínhamos identificado que o Castro Daire nos podia dar. Por isso é que, quando conseguimos pegar no jogo e ter mais caudal ofensivo, ficamos por cima. Tirando o resultado, nós fizemos um grande jogo cujo resultado não espelha nada. Só que o Castro Daire foi eficaz, conseguiu marcar nas oportunidades que teve, e nós não. Em termos de dinâmica, não fomos nada inferiores e, repito, em muitos momentos do jogo, estivemos por cima, mas não conseguimos concretizar nas oportunidades que criámos.

BnR: No próximo jogo (frente ao SC Espinho), vamos ver um Lusitano com várias mexidas no onze, já a pensar na próxima época?

Paulo Meneses: Não. Temos de encerrar o ciclo que é esta época. Eu, pelo menos, não estou a pensar na próxima época. Os ciclos são para se fechar. Não sabemos o destino das equipas do Campeonato de Portugal, se vão haver descidas. Por isso, acho prematuro estar a falar nisso, porque acho que ainda vai correr muita água debaixo da ponte. Vamos analisar o jogo, passar a semana de forma tranquila e preparar da melhor forma possível o jogo com o Espinho para disputar os três pontos e dignificar esta camisola.

 

AD Castro Daire

BnR: Que análise faz a esta partida?

Vasco Almeida: Um jogo muito equilibrado. O Lusitano tem uma excelente equipa, bem orientada. Sabíamos que íamos encontrar aqui muitas dificuldades. Vínhamos com o objetivo de vencer o jogo para garantirmos a manutenção. Na primeira parte, nós estivemos um pouco mais fortes, com duas ou três oportunidades para irmos para o intervalo em vantagem, mas não conseguimos. Na segunda, entrámos mais nervosos. O Lusitano, mais forte até ao primeiro golo, criou-nos muitas dificuldades. Depois, acabámos por marcar dois golos praticamente seguidos, o que nos deu alguma estabilidade, levando a partida por vencida.

BnR: A permanência, que era o principal objetivo, foi alcançada. A equipa ainda aponta para o play-off de acesso à Liga 3?

Vasco Almeida: Nós, em Castro Daire, não entramos em nenhum jogo que não seja para disputar os pontos em questão. Não dependemos de nós para ficar na classificação que nos dê acesso ao play-off para a Liga 3. O próximo jogo é contra o Anadia, um adversário super forte, uma excelente equipa e muito bem orientada, mas nós vamos vender esse jogo muito caro, porque queremos acabar com o campeonato em beleza, em nossa casa, com uma vitória.

Artigo revisto

FC Vizela 1-1 GD Estoril Praia: Empate justo foi mais saboroso para os “canarinhos”

A CRÓNICA: PRIMEIRA PARTE DO GD ESTORIL PRAIA, SEGUNDA DO FC VIZELA

O jogo era entre dois candidatos à subida, duas das equipas em melhor forma na Segunda Liga: FC Vizela e GD Estoril Praia. O resultado não foi o ideal para ninguém, mas os estragos acabam por ser minimizados. Num bom jogo de futebol, nenhuma das equipas conseguiu descolar e o empate encaixa bem no jogo.

Os primeiros minutos foram de grande intensidade, com as duas equipas a tentarem impor-se desde o início. O Vizela foi a primeira equipa a rondar a baliza adversária, mas acabou por ser o Estoril a abrir o marcador. André Franco a abrir para Joãozinho, que cruzou rasteiro para Yakubu Aziz. O avançado antecipou-se à defesa contrária para a apontar o seu décimo golo no campeonato, à passagem do minuto 13.

Durante a primeira parte, o Estoril mostrou-se sempre muito confortável na gestão da vantagem. Sem conseguir anular a inciativa de jogo adversária, o Vizela acabou por estar perto de sofrer o segundo num par de ocasiões. Nas duas vezes, foi André Vidigal que esteve em boa posição para ampliar o marcador. Valeram ao Vizela um corte de última hora de Matheus, ao minuto 14, e um remate desinspirado à malha lateral, já em cima do minuto 40.

O Vizela foi demasiado inconsequente quando tentava responder, com o habitual goleador Cassiano numa manhã desinspirada. A melhor oportunidade veio ao minuto 26. Na sequência de um canto, a bola sobrou para Marcos Paulo, que, na pequena área, atirou para defesa instintiva de Thiago.

Em desvantagem, a equipa da casa entrou mais acutilante para o segundo tempo. Ainda dentro dos primeiros 15 minutos, Samu apareceu duas vezes em zona de finalização. Um remate de fora área que encontrou resposta à altura de Thiago e um cabeceamento na zona de penalty, que saiu à figura. Aos 63′, a regra cumpriu-se e à terceira foi mesmo de vez. O recém-entrado André Soares, em boa posição, não desperdiçou e fez o empate.

A partir daí, o jogo entrou num registo mais lento e mais dividido a meio-campo. As duas equipas não deixaram de procurar o golo, mas foram muito mais cautelosas para não sofrer. O empate acabou por subsistir até ao fim, sem que o momento de inspiração aparecesse para nenhuma das equipas. Fica, ainda assim, o registo de duas equipas que merecem os palcos da Primeira Liga.

 

A FIGURA

Joãozinho – Já se sabe que na, Segunda Liga, a experiência pode fazer toda a diferença. E o Estoril Praia bem pode agradecer por ter um jogador com a craveira de Joãozinho. A cobrir toda a ala esquerda, o lateral esteve seguríssimo na defesa e foi um dos elementos mais perigosos no ataque. Partiu dele o cruzamento para o 1-0.

 

O FORA DE JOGO

Cassiano – Manhã desinspirada para o goleador do Vizela. Ninguém lhe tira o mérito pelos 12 golos que já apontou no campeonato, e é certo que, nos últimos minutos, foi puxado mais para a lateral, mas, hoje, não foi o elemento decisivo que costuma ser.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC VIZELA

A equipa dispôs-se no habitual 4-1-4-1, com Cassiano (12 golos) a ponta de lança. No momento defensivo, o sistema alterava muitas vezes para 4-2-3-1, com Guzzo a juntar-se a Marcos Paulo na posição mais recuada do meio-campo. Houve sempre uma tentativa de pressionar o adversário na primeira fase de construção, pouco eficaz na primeira parte e decisiva na segunda.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ivo (6)

Ofori (6)

Matheus (7)

Aidara (6)

Kiki (5)

Marcos Paulo (7)

Guzzo (7)

Samu (8)

Tavinho (5)

Kiko Bondoso (7)

Cassiano (5)

SUBS UTILIZADOS

André Soares (7)

Koffi (6)

Marcelinho (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – GD ESTORIL PRAIA

O Estoril apresentou-se num 4-4-2, ainda que com muita mobilidade para os homens da frente. Yakubu apareceu como avançado mais fixo e Vidigal gozou de maior liberdade para criar muitos problemas à defesa do Vizela. Nas alas, Joãozinho fez todo o corredor esquerdo, aparecendo com muito perigo no último terço.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Thiago (7)

Soria (7)

Hugo Basto (7)

Hugo Gomes (6)

Joãozinho (9)

Gamboa (7)

Crespo (6)

André Franco (7)

Bruno Lourenço (5)

Yakubu Aziz (8)

André Vidigal (7)

SUBS UTILIZADOS

Harramiz (5)

Lazare (5)

Zé Valente (5)

Clovis (4)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Vizela

BnR: Um dos méritos do Vizela tem sido anular o jogo dos adversários, mas não o conseguiu fazer na primeira parte. O que mudou para o segundo tempo?

Álvaro Pacheco: Mudamos a maneira como pressionamos. Tentamos levar o jogo do Estoril para as laterais, mas eles têm jogadores muito rápidos. Acabamos por ficar demasiado retraídos. Na segunda parte, conseguimos fazer uma pressão mais efetiva, com as linhas mais juntas, anulando o jogo do Estoril. A partir daí, ficamos por cima e o golo até surge numa recuperação de bola, fruto dessa mesma pressão.

 

GD Estoril Praia

BnR: Na primeira parte, o Estoril pareceu confortável com a vantagem, mas, no segundo tempo, o Vizela entrou melhor e acabou por empatar. O que acha que falhou nesses primeiros 20 minutos de segunda parte?

Bruno Pinheiro: Acaba por ser mais um problema físico do que tático. Esta foi a primeira semana completa que tivemos para treinar nos últimos tempos, temos sido obrigados a fazer uma gestão delicada. Estava muito calor também. Foi muito um problema de condição física.

Artigo revisto

FC Porto x CD Santa Clara: Só a vitória interessa aos dois emblemas

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Primeira Liga, 25º jornada: sábado, 20:30, 3 de abril de 2021
ANTEVISÃO: A VERDADEIRA CHAMPIONS DO DRAGÃO

O final da época aproxima-se a passos largos, assim como os momentos de grande decisão, sendo que um deslize pode deitar por água todo o trabalho de uma temporada. Por isso, amanhã, espera-se um confronto de qualidade entre duas equipas que ainda têm muito a conquistar. Por um lado, o FC Porto está numa luta intensa pelos lugares de Liga dos Campeões e a menos de uma semana do duelo europeu contra o Chelsea FC. Por outro lado, a formação açoriana está bem posicionada para almejar ainda uma posição que lhe garanta as competições europeias – mas, para isso, não pode vacilar nos seus desafios. Deste modo, apesar de terem objetivos distintos, no pensamento de ambas as equipas só cabe uma palavra: ganhar.

É UM JOGO IMPORTANTÍSSIMO PARA O FC PORTO NA LUTA PELA LIGA DOS CAMPEÕES! SERÁ QUE A TURMA DE SÉRGIO CONCEIÇÃO VAI VENCER? APOSTA JÁ NA BET.PT!

O CD Santa Clara, desde o seu regresso à Primeira Liga, tem conseguido solidificar as suas campanhas desportivas a cada ano, obtendo sempre classificações positivas, assim como um rendimento exibicional competitivo, pelo que, amanhã, não dará facilidades aos azuis e brancos. Analisando as estatísticas entre os dois emblemas, percebe-se que o saldo é claramente favorável ao grupo de Sérgio Conceição, mas essa supremacia não tem sido tão visível em campo, pois a equipa insular deu sempre uma boa réplica frente aos dragões.

Por tudo isto, este sábado, o 2.º e o 7.º classificados do campeonato prometem um bom espetáculo de futebol, sendo que tem todos os condimentos para prender os adeptos das duas equipas ao pequeno ecrã.

                                                           10 DADOS RÁPIDOS

  1. Sérgio Conceição, ao serviço do FC Porto, conta com um saldo só de vitórias frente ao seu adversário de amanhã;
  2. O CD Santa Clara apenas conseguiu derrotar por uma vez os azuis e brancos, sendo que esse resultado remonta ao ano de 2001;
  3. A formação açoriana assume-se como uma equipa muito pragmática, já que, em 3 anos, só conseguiu marcar por uma vez aos dragões;
  4. A maior vitória em confrontos entre estas duas equipas foi um 5-0 a favor do FC Porto;
  5. Os jogadores com mais jogos, este ano, pelas duas equipas são Moussa Marega e Marco Pereira, ambos com 24 partidas realizadas;
  6. Marko Grujic tem sido o atleta que mais tem saído do banco do FC Porto, tendo sido já colocado em campo por 12 vezes, como suplente utilizado;
  7. Daniel Ramos tem tido muitas dores de cabeça com a preparação desta partida, já que conta com vários indisponíveis para este desafio;
  8. O avançado internacional português Hélder Postiga é o futebolista com mais golos marcados nos desafios que opõem as duas formações, com 5 tentos contabilizados;
  9. Dos atuais disponíveis para o jogo de amanhã, o maior goleador atual é Marega, com 2 golos frente aos açorianos;
  10. O CD Santa Clara chega ao Dragão com praticamente um mês sem qualquer tipo de derrota para competições oficiais;

JOGADORES A TER EM CONTA

FC Porto
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Marchesín (FC Porto) – Muitas vezes, o posto de guarda-redes não é devidamente reconhecido. No entanto, a verdade é que tem tanta ou mais importância do que um médio ou um avançado, já que é das posições em campo que mais pressão arrebata. Neste caso em específico, o internacional argentino teve o “plus” de vir substituir Casillas, que brilhou ao serviço dos dragões, mas que já não faz tanta falta quanto antes. Com isto, Marche, por mérito próprio, tem solidificado a sua importância no FC Porto. A si se deve muito do êxito que os azuis e brancos têm alcançado.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Mikel Villanueva (CD Santa Clara) – O defesa venezuelano tem sido um dos bons destaques desta edição da liga portuguesa. Após ter sido cobiçado, numa primeira instância, pelos insulares, mas ter resistido ao interesse, neste verão, Villanueva acabou por aceitar o convite dos açorianos, tal como revelou o diretor desportivo do CD Santa Clara. Atualmente, não deve estar infeliz com a sua escolha, pois tem formado uma boa dupla com Fábio Cardoso e tem ajudado para a época positiva, até então, dos pupilos de Daniel Ramos. Carateriza-se por ser um defesa alto, rápido, com boa saída de bola e um excelente sentido posicional, o que faz dele um jogador moderno e com aspirações, sem querendo desfazer o CD Santa Clara, a desafios de outra envergadura.

XI PROVÁVEIS

FC Porto: Marchesín, Manafá, Mbemba, Sarr, Zaidu, Uribe, Sérgio Oliveira, Otávio, Corona, Marega e Taremi

Treinador: Sérgio Conceição

“O meu papel é focá-los e concentrá-los ao máximo. Se não estivermos bem neste jogo, podemos não estar no outro também”

CD Santa Clara: Marco Pereira, Ramos, João Afonso, Villanueva, Mansur, Morita, Carvalho, Lincoln, Costinha, Ukra e Rui Costa

Treinador: Daniel Ramos

“Nós não vamos mudar a forma de trabalhar, por muito respeito que o campeão nacional em título nos mereça. Trabalhamos da mesma forma, trabalhamos sempre da mesma forma, na preparação do próximo adversário, do próximo jogo e fizemo-lo essa semana”

PREVISÃO DE RESULTADO: FC PORTO 2-0 CD SANTA CLARA

Artigo revisto