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WWE Fastlane | Roman Reigns Continua a Reinar

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Um PPV a meras três semanas da Wrestlemania parecia desnecessário e os primeiros combates do Fastlane foram isso mesmo.

Felizmente, acabámos por testemunhar bons momentos, ainda que fossem, na sua maioria, insignificantes para a caminhada rumo à Wrestlemania.

Nota do evento: 6/10

 

Women’s Tag Team Titles são negligenciados

Não fazia sentido colocar Sasha Banks e Bianca Belair, pelo segundo PPV consecutivo, a lutarem pelos Títulos Femininos de Tag Team. Só confundiu a história desta rivalidade que culminará na Wrestlemania.

Após um combate básico, Belair e Banks discutiram, permitindo que Baszler aplicasse um roll-up na “Boss” para vencer o combate.

Nota do combate: 4/10

 

Apollo Crews derrotado por Big E

A nova atitude de Apollo Crews é uma brisa de ar fresco para alguém que, durante muitos anos, nunca desenvolvera muito carácter. E foi a sua personagem actual que tornou este combate com Big E, pelo Título Intercontinental, interessante.

Após algumas boas trocas de manobras, Big E venceu ao reverter um roll-up de Apollo. Assim, um combate que até estava a ser agradável, pecou pela sua curta duração.

Nota do combate: 6/10

Foto de Capa: WWE

Empréstimos leoninos: ponto de situação | Sporting CP

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Já tinha analisado as peças emprestadas pelo Sporting CP e numa fase final de época é hora de olhar para os nomes que rodam fora do plantel leonino e tentar perceber qual poderá ser o desfecho quando terminar este vínculo de empréstimo.

Alguns jogadores mudaram de equipa e outros até foram colocados recentemente por isso vamos entrar neste top e espreitar a performance de cada um deles.

É urgente desconfinar a formação!

Março de 2020 apareceu sombrio, de nuvens carregadas e estridentes, com ventos gélidos e arrasadores. Não para todos, mas pelo menos assim o pareceu para todo futebol de formação.

Dos distritais aos campeonatos nacionais, crianças e jovens, entre os cinco anos e os 18, foram remetidos para casa, confinados entre quatro paredes. E por lá permanecem até que se lembrem deles.

Até que um raio de sol ilumine alguém que os liberte da “prisão” do século XXI e os entregue à prática desportiva ou à simples ação de “brincar”, vocábulo raro e aparentemente distante nos dias correntes.

O problema é mais sério do que se pinta. É mais profundo do que o aspeto económico dos clubes. Apesar de tudo, pesando as duas situações, parece-me mais vantajoso garantir a prática desportiva dos jovens do que permitir a presença de público na Primeira Liga nas últimas quatro jornadas. Mas já lá vamos.

O desporto vai além do momento da sua prática. Para lá dos benefícios para a saúde física, já recalcados em diversos artigos e colunas de opinião, estão os laços de amizade que se criam, as competências adquiridas ao trabalhar em grupo, o fortalecer de uma personalidade em construção e um sério contributo para a sanidade mental.

E na hora de decidir, não estão a ser tomados em conta todos os pontos de vista. Pior, não se vê uma hora de decidir. Não há prazos, não há datas limite, não há decisões. O que há são sucessivos adiamentos de competições que mais não são do que um mero empurrar de problemas com a barriga.

O que há são milhares de jovens que vêem ano e meio de formação inexistente. E desengane-se quem achar que é pior para quem é sub-17, 18 ou 19 e que vê a subida aos seniores comprometida. É igualmente grave para aqueles que começam e se vêem privados de cerca de dois anos de aprendizagem, tentativa e erro e experiência.

Ninguém crê que fosse possível passar do quinto para o sétimo ano de escolaridade sem que o sexto fosse vivido, estudado e avaliado. Mas é precisamente disso que se está à espera nos desportos coletivos de formação.

No futebol, assim como no basquetebol, andebol, natação, etc., temos de estar preparados para um atraso significativo no desenvolvimento dos jovens atletas. Crianças que deviam estar a aprimorar as suas técnicas de corrida, respiração, colocação dos apoios e orientação do corpo, entre outros, vão ser atiradas para novos patamares competitivos sem que o básico esteja assimilado e bem treinado.

Cabe, uma vez mais, aos treinadores do nível “amador”, os verdadeiros impulsionadores e responsáveis pelas gerações de ouro das seleções nacionais, compreender este défice e, com paciência, dar primazia à tentativa e erro na vez do resultado imediato.

Com isto não defendo que a interrupção pudesse ser evitada. Foi necessária a certa altura, ninguém duvida, mas a formação continua esquecida. Voltará ao ativo no final, quando todas as áreas estiverem a funcionar em pleno, sem que esse fim esteja à vista.

Antes do planeamento do regresso das competições e treinos de camadas jovens prevê-se, imagine-se, público nos vários espetáculos. Reside aí o maior ponto da minha discórdia. Como pode ser mais urgente a perda de receitas para clubes profissionais do que a saúde física e mental de jovens atletas? – os mesmos que vão alimentar os plantéis dos clubes profissionais num futuro próximo.

É certo que todo o valor emocional de ter público num jogo de futebol num país onde este desporto é “Rei-Sol” tem um enorme peso, mas este não foi o único desporto afetado, tão pouco o único setor de atividade com perdas de receitas.

Adiar o planeamento do regresso da formação é alimentar o sedentarismo, ansiedade, problemas de relacionamento pessoal e muito mais, em idades tão precoces. Se nada disto for bem acautelado, não haverá raio de sol que dissipe a escuridão que março de 2020 trouxe às centenas de complexos desportivos, piscinas e pavilhões espalhados pelo país.

SC Braga 0-2 SL Benfica: Rafa e companhia ilimitada garantem os três pontos

 A CRÓNICA: SC BRAGA DESAPARECIDO NO DUELO PELOS LUGARES EUROPEUS

Foi o jogo cartaz da jornada 24 da Primeira Liga. O Estádio Municipal de Braga acolheu o duelo entre o SC Braga e o SL Benfica, numa luta que se esperaria aguerrida entre ambas as equipas, dadas as posições que ocupam na tabela e os objetivos que anseiam alcançar.

A primeira parte ficou marcada por um domínio ofensivo do SL Benfica bastante notório. Aos nove minutos, Grimaldo corria isolado para aquele que podia ser o golo de abertura do resultado, mas não conseguiu concretizar. Esta foi uma das primeiras grandes oportunidades alcançadas pelas “águias” ao longo dos primeiros 45 minutos.

Apenas um quarto de hora depois, o árbitro João Pinheiro apontou para a marca de grande penalidade favorável ao SL Benfica, mas a decisão acabou revertida pelo vídeo-árbitro e seguiu o jogo.

O domínio dos encarnados no jogo continuou e tudo começou a correr de feição para a equipa de Jorge Jesus que, aos 39 minutos, se viu a jogar contra uma equipa desfalcada. Depois de se ver um SC Braga algo desaparecido em campo, o azar bateu à porta. Depois de já ter visto o primeiro amarelo, Fransérgio cometeu novamente falta e foi advertido com o segundo cartão que, consequentemente, levou a que fosse mostrado o cartão vermelho. Se a tarefa já parecia dificultada para os guerreiros, ainda mais difícil se tornou.

Para fechar com chave de ouro, Rafa Silva, jogador bem conhecido do palco que acolheu este duelo, rematou para o fundo da baliza de Matheus. No último lance da primeira parte, o SL Benfica inaugurou o marcador e partiu em vantagem por 1-0 para a segunda metade.

O SC Braga e Carlos Carvalhal precisavam de refrescar as ideias e a estratégia de jogo para a segunda parte. Os arsenalistas estiveram praticamente desaparecidos na primeira parte e a expulsão do veterano Fransérgio não ajudou em nada àquilo que era, certamente, o plano de jogo dos guerreiros.

E tentaram mesmo entrar fortes depois do recolher aos balneários, mas o SL Benfica não deu muito tempo para respirar. Aos 56 minutos, Seferovic fez o gosto ao pé e aumentou a vantagem para as “águias”. Rasgou pelo meio-campo fora e rematou para o fundo das redes da baliza de Matheus.

Mesmo com a desvantagem e o jogo praticamente condenado, o SC Braga ainda voltou à carga durante os minutos que separavam o minuto 70′ e 80′. Os arsenalistas utilizavam o contra-ataque rápido para conseguir criar perigo à baliza de Helton Leite e, aos 81 minutos, Sporar podia mesmo ter inaugurado o marcador para o SC Braga e diminuído a vantagem dos encarnados, mas o guardião da Luz fez de tudo para que isso não acontecesse. Mesmo com a fraqueza que possui em jogar com os pés, Helton acabou por fazer uma boa exibição em Braga.

Nos minutos restantes, quase não existiu história para contar. Fica a ausência do SC Braga, como foi hábito, e um SL Benfica sem mãos a medir. As “águias” venceram por 2-0 no reduto dos guerreiros e assumiram, assim, o terceiro lugar que era ocupado pela equipa de Carlos Carvalhal. Continua a luta pelos lugares europeus, e o lugar na Liga dos Campeões.

 

A FIGURA

Rafa Silva – Começou tremido, mas apareceu, e bem, no jogo. Um golo a fechar a primeira parte com chave de ouro e uma assistência para o segundo golo do SL Benfica. Acabou por ser uma grande exibição do jogador das “águias”.

 

O FORA DE JOGO

Fransérgio – Tudo correu mal ao médio do SC Braga. Ainda não tinha terminado a primeira parte e os arsenalistas viram-se com menos uma peça no terreno depois de Fransérgio ter sido advertido com dois cartões amarelos e, consequentemente, o vermelho. Pedia-se mais cabeça fria ao veterano dos guerreiros.

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Carlos Carvalhal “deixou tudo como está”. Montou, novamente, um 4-2-3-1, moldável em 4-4-2 em transições defensivas, com Ricardo Esgaio e Borja subidos no terreno, no que toca às suas posições como laterais. A restante linha defensiva manteve-se ocupada por Bruno Rodrigues e Tormena.

O meio-campo compôs-se com os habituais cinco jogadores, Al Musrati e Fransérgio os mais recuados no terreno e com a tarefa de fazer a ligação entre setores na construção de jogo. Os restantes, Galeno, Ricardo Horta e Lucas Piazón, eram os homens mais avançados, encarregues de servir Abel Ruiz.

Com a expulsão de Fransérgio ainda no decorrer da primeira parte, Carlos Carvalhal viu-se obrigado a fazer alterações. João Novais foi a jogo, em detrimento de Abel Ruiz, numa tentativa de compensar o buraco no meio-campo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (6)

Tormena (5)

Al Musrati (6)

Abel Ruiz (5)

Lucas Piazón (5)

Ricardo Horta (6)

Borja (6)

Fransérgio (3)

Ricardo Esgaio (6)

Bruno Rodrigues (6)

Galeno (6)

SUBS UTILIZADOS

João Novais (6)

Sporar (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Jorge Jesus alterou o seu esquema e onze escolhidos para um 3-5-2, apostando nos três centrais. A tentativa de exploração do jogo entrelinhas foi um dos fatores fulcrais do jogo do SL Benfica e que pareceu resultar. Algo que Jorge Jesus também tentou implementar na construção ofensiva dos encarnados partia da decisão de Helton Leite em bater longo ou jogar curto conforme os tempos de jogo.

Na baliza permaneceu Helton Leite, tendo uma tripla de centrais à sua frente composta por Vertonghen, Otamendi e Lucas Veríssimo. Este último acabou substituído por Jardel, depois de apresentar queixas a meio da segunda metade.

Consequentemente, Grimaldo e Diogo Gonçalves jogaram bastante subidos no terreno, praticamente ocupando o setor do meio-campo, a par de Taarabt e Weigl. Encarregues de fazer a ligação entre setores ficou Rafa Silva, que jogou atrás dos avançados de serviço Luca Waldschimdt e Haris Seferovic.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Helton Leite (6)

Otamendi (6)

Jan Vertonghen (6)

Lucas Veríssimo (6)

Diogo Gonçalves (7)

Rafa (7)

Weigl (6)

Adel Taarabt (6)

Grimaldo (6)

Luca Waldschimdt (6)

Haris Seferovic (7)

SUBS UTILIZADOS

Pizzi (5)

Jardel (6)

Gilberto (5)

Everton (6)

Gabriel (6)

Olympique Lyonnais 2-4 Paris Saint-Germain FC: Vitória devolve liderança

A CRÓNICA: PARIS SAINT-GERMAIN FC VENCE “FESTIVAL DE GOLOS” EM LUTA PELA LIDERANÇA

Paris Saint-Germain FC e Olympique Lyonnais entraram em campo em igualdade pontual nos segundos e terceiros lugares da tabela da Liga Francesa. O (até ao momento) líder Lille OSC marcou passo ao perder esta tarde (1-2), diante do Nimes Olympique, e via assim a liderança ameaçada. O empate não chegava e ambas as equipas tinham (muito) interesse em levar os três pontos e chegar-se à frente na tabela.

Oportunidades de parte a parte, num jogo que parecia encaminhar-se para ser bastante partido. Ainda assim, o PSG foi quem teve constantemente as melhores ocasiões. Kylian Mbappé, numa jogada de insistência parisiense, quebrou o nulo e adiantou os visitantes no marcador. Se o jogo já estava quente sem golos, melhor ficou.

Se o primeiro tento da partida foi marcado por um habitual marcador, o segundo nem por isso. O português Danilo Pereira dilatou a vantagem com um remate potente. Indefensável para o compatriota, Anthony Lopes.

O intervalo chegou e a primeira parte resume-se facilmente. A defesa de betão do PSG foi sempre mais forte que o ataque do Lyon, que se mostrou incapaz e bloqueado. Do outro lado, não houve perdão e aproveitaram as oportunidades que criaram. 2-0 para os forasteiros.

A toada da primeira parte manteve-se na segunda. Em sete minutos, o PSG dobrou a vantagem e alargou a diferença para quatro golos. Di María bateu um livre direto ainda longe da baliza com a bola a descrever um arco perfeito. Pouco tempo depois, Kylian Mbappé voltou a fazer o gosto ao pé. Deixou Marcelo para trás e só parou quando colocou o esférico dentro da baliza.

Completamente do nada, Islam Slimani reduziu para o Lyon. Uma verdadeira bomba explodiu nas redes de Keylor Navas. Sem hipóteses para o costa-riquenho. O PSG parecia confortável com o resultado e não mostrava intenção de manter o registo ofensivo da primeira parte. A intensidade baixou e o Lyon ganhou vida com a entrada de Rayan Cherki, que talvez tenha até sido tardia. Golo de Maxwel Cornet e logo de seguida lance de muito perigo para a baliza de Keylor Navas, que mostrou toda a sua qualidade, evitando o terceiro.

O relógio aproximava-se dos 90 minutos e nada parecia querer mudar. Apesar da quebra de intensidade e da intranquilidade final, o Paris Saint-Germain acabou por levar os três pontos de forma justa. O PSG partilha agora liderança com o Lille OSC, que fica com os mesmos pontos.

 

A FIGURA

Defesa do Paris Saint-Germain FC – Pode parecer estranho que a figura de uma partida que acaba em goleada, seja a defesa da equipa que goleia, mas é verdade. O PSG pode considerar que começou a ganhar o jogo a partir do momento em que bloqueou toda e qualquer ação de Memphis Depay e companhia. O ataque parisiense ajudou a facilitar a tarefa, é certo. Exibições monstruosas de praticamente todos os elementos do setor defensivo. Presnel Kimpembe, Marquinhos e Abdou Diallo estiveram intransponíveis, estando em grande plano. Florenzi esteve bem, mas acabou por “borrar a pintura” no lance do segundo golo do Lyon. Danilo ajudou nas tarefas defensivas, mantendo o equilíbrio, como elemento mais fixo e recuado do meio-campo.

 

O FORA DE JOGO

Olympique Lyonnais – A equipa, no seu geral, não esteve bem. Entrou relativamente intensa, mas sentiu-se que os golos do PSG acabaram por afetar e acalmar o ímpeto inicial. A eficácia dos visitantes foi alta e a defesa esteve sempre incapaz de travar as investidas de Kylian Mbappé, principal dinamizador das jogadas de ataque. O ataque, como já referido, foi também ele incapaz. As entradas de Rayan Cherki e Slimani pecam por tardias. Rudi García até mexeu bem e sentiu-se que o relaxamento do PSG poderia ter sido aproveitado de melhor forma.

 

ANÁLISE TÁTICA – OLYMPIQUE LYONNAIS

Rudi García optou por apresentar um 4-3-3 para este duelo. A grande novidade foi a ausência de Léo Dubois, lateral-direito, que habitualmente costuma fazer parte das opções iniciais.

O conjunto da casa até começou com um bloco alto a pressionar a saída de bola do PSG, mas rapidamente perdeu esse fulgor. A defesa foi muito permissiva e o ataque revelou-se sempre bastante limitado e previsível. As movimentações de Karl Toko Ekambi e Tino Kadewere, que realizavam incursões da ala para o meio foram insuficientes e a defesa contrária conteve, com aparente facilidade, as tentativas do Lyon.

Memphis Depay funcionou como um falso-nove na frente de ataque, e procurou, tal como os outros dois parceiros de ataque, fazer movimentos de rutura nas costas dos defesas. Presnel Kimpembe, Marquinhos, e Abdou Diallo agigantaram-se na defesa e controlaram a maioria das ações combativas. A primeira parte foi desastrosa e a segunda pouco melhorou. A equipa que costuma rematar com relativa frequência, não o conseguiu fazer no primeiro tempo e entregou o jogo numa fase bastante embrionária. Ainda tentou reagir, mas sempre de forma pouco concisa.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Anthony Lopes (5)

Maxwel Cornet (6)

Jason Denayer (5)

Marcelo (4)

Mattia de Sciglio (4)

Maxquence Caqueret (6)

Thiago Mendes (5)

Lucas Paquetá (5)

Karl Toko Ekambi (4)

Tino Kadewere (4)

Memphis Depay (6)

SUBS UTILIZADOS

Islam Slimani (7)

Bruno Guimarães (6)

Léo Dubois (5)

Rayan Cherki (7)

Sinaly Diomandé (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – PARIS SAINT-GERMAIN FC

O Paris Saint-Germain não mudou e entrou em campo organizado num claro 4-2-3-1. Neste, já habitual esquema, os defesas-laterais jogaram sempre muito subidos e Di María flutuava para o meio com frequência para orientar jogo.

Marco Veratti, recorrentemente visto como um jogador que pauta o jogo a partir de trás, esteve muito subido no corredor central, aparecendo com maior regularidade em zonas de finalização. Na segunda parte entrou Neymar e fez exatamente este papel. Danilo Pereira foi titular e jogou no lugar de Leandro Paredes. Na construção colocava-se entre os defesas-centrais, garantindo equilíbrio à equipa.

No fim de contas, mais do que qualquer tática, a velocidade de Kylian Mbappé combinada com a magia de Ángel Di María fizeram a diferença e foi por aí que originou perigo. A intensidade baixou bastante depois do quarto golo e o adormecimento até podia ter saído mais caro aos parisienses.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Keylor Navas (7)

Alessandro Florenzi (6)

Marquinhos (7)

Presnel Kimpembe (8)

Abdou Diallo (8)

Idrissa Gueye (7)

Danilo Pereira (7)

Kylian Mbappé (9)

Marco Verrati (6)

Ángel Di María (7)

Moise Kean (5)

SUBS UTILIZADOS

Neymar (5)

Ander Herrera (5)

Colin Dagba (-)

Julian Draxler (-)

SL Benfica 3-0 Sporting CP: Encarnados na final!

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A CRÓNICA: EXIBIÇÃO IRREPREENSÍVEL PRESENTEADA COM A FINAL

De volta ao Pavilhão da Luz, o SL Benfica recebeu o Sporting CP para mais um duelo a contar para as meias-finais da Divisão de Elite do Campeonato Nacional de Voleibol, e falamos da terceira ronda desta meia-final. Os encarnados levavam a vantagem por 2-0 no agregado.

Os leões, para baterem as águias e chegarem à final, precisariam de vencer este jogo, forçando o próximo, mas também esse o teriam de vencer para ir à “negra”. Já o SL Benfica, caso vencesse este terceiro encontro, chegaria à final.

Com apenas a vitória a faltar para conseguirem alcançar a fase seguinte, as águias entraram com tudo em jogo. Uma exibição irrepreensível neste primeiro set deu lugar a uma vitória por 25-15. O Sporting CP não esteve muito bem e não conseguiu parar a ofensiva encarnada, mas ainda havia muito jogo pela frente.

O segundo set já se tornou muito mais equilibrado, voltando àquilo que seria o esperado, dada a qualidade de ambas as equipas na quadra. Viu-se o que é realmente o voleibol no pavilhão da Luz. Com os leões a conseguirem sobrepor-se ao SL Benfica nos pontos iniciais, teve de surgir uma reação por parte dos visitados. Entre erros e ponto a ponto, a turma de Marcel Matz levou novamente a vitória no segundo set por um parcial de 25-17.

Se tivéssemos de caracterizar o terceiro set seria com a palavra determinação. Parte a parte, e com duas equipas a lutar pelo mesmo objetivo. O Sporting CP entrou, também ele, praticamente irrepreensível neste último set. Mas, com o passar do tempo, o cansaço também aparecia a jogo e tudo se foi esmorecendo.

Apesar de ter sido uma luta bastante renhida até final, o SL Benfica levou mesmo a meia-final a eito, ao vencer o último set por 25-20 e o jogo por 3-0. Os encarnados carimbaram, assim, a presença na final do Campeonato Nacional de Voleibol.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola Na Rede

SL Benfica – Foi uma exibição praticamente sem defeitos das águias, do início ao fim. Apesar do terceiro set muito mais equilibrado, foi uma partida exímia das águias que arrecadaram a vitória com vista a final.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva/Bola Na Rede

Primeiro set do Sporting CP – Pareciam não ter entrado em jogo. Em contraste com a entrada do SL Benfica, o Sporting CP deixou bastante a desejar, principalmente, no primeiro set.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA 

A formação de Marcel Matz foi irrepreensível ao longo do encontro. O bloco e o serviço das águias foram fundamentais para o decorrer do jogo e da vitória da equipa.

FORMAÇÃO E PONTUAÇÕES

André Lopes (7)

Japa (7)

Tiago Violas (7)

Theo Lopes (7)

Marc Honoré (7)

Peter Wolhfi (8)

Ivo Casas (7)

Rapha (7)

Afonso Guerreiro (6)

André Aleixo (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Não entraram da melhor forma no jogo, não foram a equipa que já habituaram, mas, uma subida do nível da exibição ao longo do segundo set e do terceiro, ainda fizeram com que houvesse esperança. Os erros da formação leonina custaram bastante caro, mas fica a nota do quão forte conseguiram ser ofensivamente.

FORMAÇÃO E PONTUAÇÕES

Victor Pereira (5)

Paulo Silva (6)

André Saliba (5)

Dvoranen (6)

Renan Purificação (6)

João Fidalgo (5)

Bruno Alves (6)

Hélio Sanches (5)

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola Na Rede

CS Marítimo 0-4 FC Famalicão: Famalicenses humilham na Madeira

A CRÓNICA: DEPOIS DA BONANÇA, CS MARÍTIMO VOLTA À TEMPESTADE

CS Marítimo e FC Famalicão subiram ao relvado do Estádio do Marítimo, no Funchal, para disputar a jornada 24 da Liga Portuguesa. Jornada essa que se avizinhava como (mais uma) autêntica final para ambas. De um lado, um Marítimo motivado pela vitória no dérbi; do outro, um Famalicão moralizado depois da boa exibição e empate perante o SC Braga.

Numa fase inicial da partida, as equipas encaixaram muito uma na outra, apesar de ter sido do Marítimo a primeira grande ocasião da partida aos oito minutos do primeiro tempo, por intermédio de Rodrigo Pinho, que não costuma falhar oportunidades como a que teve. Em contra-ataque, os “verde-rubros” lançavam o pânico na área famalicense, sobretudo pela velocidade de Milson. Porém, o Famalicão ia crescendo na partida e cada vez mais a posse de bola pertencia à formação vestida de azul-escuro. Tanto que, os famalicenses quase chegaram ao golo, à passagem da meia-hora de jogo, valendo ao Marítimo um guarda-redes que vale pontos para evitar, com uma palmada, o golo de Gil Dias.

Contudo, Amir não é o “super-homem” e não é capaz de chegar a todas as bolas, daí Ivo Rodrigues, perante tanta passividade defensiva “verde-rubra”, ter ativado o marcador no minuto seguinte à primeira defesa do iraniano.

Nem tempo para os adeptos do Famalicão tiveram para se sentarem (no sofá de casa, claro) houve e já estavam a festejar novamente. Um mau atraso de Milson, que até então estava a ser o melhor do Marítimo, isolou Anderson Oliveira, que não se fez rogado e com apenas Amir pela frente atirou a contar para o fundo das redes.

O jogo caminhava para o intervalo e o Marítimo encontrava-se de cabeça perdida por estar a perder por 2-0 em casa, até que Riccieli derrubou Joel Tagueu dentro da grande área. Ao contrário do que aconteceu na Choupana, foi Rodrigo Pinho a assumir a responsabilidade da grande penalidade. No entanto, o desfecho foi o mesmo: bola para a bancada.

Ao intervalo, o Marítimo era uma equipa, psicologicamente, fragilizada. Estar a perder 2-0 em casa não é fácil, ainda por mais, na situação em que os madeirenses se encontram na tabela classificativa.

A segundo parte começou “quentinha” e não demorou muito até se festejar novo tento no “Caldeirão”, novamente para o Famalicão. Bis de Ivo Rodrigues, que mais uma vez sem grande pressão dos homens mais recuados dos “leões da Madeira”, chutou de fora de área para as redes à guarda de Amir Abedzadeh.

Caro leitor, não estou certo do que Julio Velázquez disse aos jogadores no balneário, mas com certeza que não coincidiu em nada com o que a equipa produziu na segunda metade da partida. Uma equipa sem animo, sem garra, contrapondo totalmente com os homens de Vila Nova de Famalicão, que não davam uma bola por perdida. Amor à camisola! Era aquilo que se pedia ao “maior das ilhas”.

Já sem muito a dizer sobre o jogo, o Famalicão fazia o quarto golo, através de Anderson Oliveira, que à imagem de Ivo Rodrigues, também bisou. Julio Velázquez estava boquiaberto com o que via. Nenhum, repito, nenhum(!) futebolista do Marítimo está, neste momento, em condições de dar qualquer tipo de garantias à formação do Almirante Reis, sendo este um dos piores jogos, em termos de produção, da formação insular.

 

A FIGURA

Ivo Rodrigues – Marcou dois dos quatro golos do Famalicão. Um deles até bem bonito. Com os golos e com o conforto no jogo, os pormenores técnicos foram aparecendo. O que saltou, também, à vista foi o espírito e a tomada de decisão deste jogador que há seis meses andava “perdido” na Bélgica. Demonstrou raça, querer e ambição. Demonstrou aos adeptos da FC Famalicão que está aqui para dar tudo pela equipa. Confirma um amor de perdição, autenticamente. Está em “ponto rebuçado” para os próximos desafios dos famalicenses.

O FORA DE JOGO

Passividade defensiva do CS Marítimo – Tem sido recorrente nos jogos do Marítimo, a passividade defensiva ser considerada o “fora de jogo”, mas nesta partida nada correu bem. Nem defesa, nem ataque. Eu diria que o Marítimo apenas esteve 20 minutos em campo. Os primeiros vinte. Foi onde se viu o Marítimo jogar futebol. A partir de então, os jogadores perderam completamente as estribeiras. Foi um desastre defensivo.

 

ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO

No seu segundo jogo no comando das operações “verde-rubras”, Julio Velázquez fez, tal como frente ao CD Nacional, alinhar um 4-4-2, promovendo duas alterações face ao jogo transato. Edgar Costa, por acumulação de amarelos, e Jorge Correa, por lesão.

Assim, o técnico espanhol do Marítimo enviou para o terreno de jogo Amir “Seguro” Abedzadeh na baliza, com uma defesa a quatro à sua frente: Claúdio Winck na direita, Zainadine e Leo Andrade ao centro e Marcelo Hermes na esquerda. Um duplo pivot, composto por Jean Irmer e Bambock, foram as escolhas para o meio-campo defensivo, ao passo que Rafik Guitane e Milson estiveram responsáveis pelos corredores ofensivos, ainda que Rafik estivesse com funções interiores. No ataque permaneceram Joel Tagueu e Rodrigo “Matador” Pinho, que não estiveram tão eficazes como é de costume.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Amir Abedzadeh (4)

Claúdio Winck (3)

Zainadine (3)

Leo Andrade (3)

Marcelo Hermes (3)

Bambock (2)

Jean Irmer (4)

Rafik Guitane (2)

Milson (4)

Rodrigo Pinho (3)

Joel Tagueu (3)

SUBS UTILIZADOS

Alipour (2)

Fumu Tamuzo (2)

Rúben Macedo (-)

Sassá (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO

A realizar o seu segundo jogo no novo clube esteve também Ivo Vieira, treinador madeirense do FC Famalicão que regressou assim à ilha que o viu nascer para roubar pontos a um clube que bem conhece. Para o jogo frente aos “verde-rubros”, Ivo Vieira optou por apostar num 4-3-3. Um quarteto defensivo composto por Diogo Figueiras, Babic, Riccieli e Rúben Vinagre. No meio-campo, Gustavo Assunção era a tabela giratória do Famalicão, ao passo que Pêpê e Ugarte foram os homens com papel de ligação. No ataque, Ivo Rodrigues e Gil Dias estiveram bem abertos nos corredores, com Anderson na grande área.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luiz Júnior (4)

Diogo Figueiras (5)

Srdan Babic (5)

Riccieli (6)

Rúben Vinagre (7)

Gustavo Assunção (6)

Manuel Ugarte (7)

Pêpê Rodrigues (6)

 Gil Dias (7)

Ivo Rodrigues (8)

Anderson Oliveira (7)

SUBS UTILIZADOS

Fer Venezuela (3)

Heri Tavares (3)

Kraev (-)

Diogo Queirós (-)

Robert (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CS Marítimo

BnR: O Marítimo entrou bem, mas depois foi a perder 2-0 para o intervalo. O que disse aos jogadores? 

Julio Velázquez: Na primeira parte tivemos três ou quatro oportunidades claras para poder marcar. Não o fizemos e depois tivemos situações que temos de mudar. Ajustamos situação de um para um, para limitar o tempo de posse de bola do adversário. E sobretudo a nível defensivo, defendemos com um bloco médio. Alteramos distâncias entre linhas, tentamos juntas as linhas, mas na segunda parte foi difícil. Já estava difícil por estarmos a perder por dois e ainda aparecem os golos que aparecem, ainda mais difícil se tornou. Tentamos melhorar certos aspetos que têm de ser mudados, mas o futebol é assim. Temos de refletir e corrigir. Temos de ser mais agressivos e mudar situações que não podem acontecer. Vai ser uma luta, uma luta difícil, mas como disse no dia da minha apresentação, não tenho dúvidas nenhumas que esta equipa vai ficar na Primeira Liga.

 

FC FAMALICÃO

BnR: Foi na raça. Vontade e ambição, foram esses os antídotos para consumar esta vitória?

Ivo Vieira: Sem a determinação, sem o empenho nada se consegue. Eu acho que isso faz parte do ADN daqueles que querem vencer. Eu tento incutir isso na minha equipa, é verdade que a equipa é jovem e precisa de ganhar alguma maturação a esse nível, mas compensou com aquilo que foi a qualidade de jogo e a tomada de decisão. Estes jovens se conseguirem crescer vão ser muito alavancados no futuro dos mesmos, embora tenham que ter consciência que precisam de ser mais competitivos, mais concentrados, dar mais ao jogo para poderem crescer e no futuro puder serem rentáveis na estratégia do Famalicão, que é lançá-los. Mas têm que estar consciente que têm de lutar pelo Famalicão para conseguirem algum futuro.

Boavista FC 0-1 SC Farense: Vitória algarvia empurra panteras para último

A CRÓNICA: POUCAS OPORTUNIDADES, COM O BOAVISTA A OFERECER 45 MINUTOS DE AVANÇO

Boavista FC e Farense SC, 16.º e 18.º da classificação, defrontaram-se no final da tarde de domingo, num jogo extremamente importante para as contas da manutenção. Ambas equipas partiam com uma necessidade extrema de pontuar, com os boavisteiros em melhor forma, duas vitórias nos últimos cinco, enquanto que os algarvios se encontravam numa maré negativa de resultados, sem conseguir conquistar os três pontos há cinco jogos.

O encontro começou de forma animada, com o SC Farense a sair bem dos balneários. Logo ao segundo minuto, num boa jogada de combinação no ataque depois de um perda de bola de Devenish. Ryan Gauld já na área é derrubado por Javi García, e Hugo Miguel aponta prontamente para a marca de grande penalidade. É o próprio médio que assume as despesas do penalti, mas o seu remate é travado por uma grande defesa de Leo Jardim.

O Boavista até reagiu bem ao golo, mas sem grande materializações em termos de chegadas à área. Eram os algarvios que criavam mais perigo, principalmente pelo lado direito. Foi aí que Tomás Tavares, aos 7′, com muito espaço, coloca em Bilel dentro da área que cruza para Pedro Henrique. O avançado tinha tudo para abrir o marcador, mas cabeceia à figura do guarda-redes adversário.

O SC Farense continuou a dominar o jogo, tanto com bola com sem ela, e aos 13 minutos Ryan Gauld volta a obrigar Leo Jardim a uma excelente defesa depois de um belo remate de fora da área. No canto que se seguiu, o central Mancha, depois de um primeiro toque por parte de Licá, ficou numa posição extremamente privilegiada para cabecear para o fundo da baliza, mas falha de forma flagrante. Os boavisteiros pareciam algo apáticos a defender, principalmente no seu meio-campo.

O controlo do SC Farense deu frutos ao minuto 25, com Licá a abrir no marcador no Estádio do Bessa. Uma nova boa jogada dos forasteiros, com passe do guarda-redes Beto a começá-la, Tomás Tavares a levar a equipa para a frente com a bola dominada, Bilel a cruzar, e com o extremo português a conseguir a finalização, depois da bola lhe cair aos pés num ressalto. Estava feito o primeiro da partida.

A equipa visitante continuou a dominar nos minutos que se seguiram, e as panteras só começaram a deixar a sua marca no jogo a partir dos 30′. Mesmo com mais bola e maior entendimento entre os médios boavisteiros, faltava chegada à área, e acabou a primeira parte sem grande oportunidade.

Jesualdo Ferreira claramente não gostou do que viu nos primeiros 45′, e não só fez uma mudança de jogador logo ao intervalo como de sistema também. Entrou Show para o lugar de Hamache, e o Boavista cresceu a passos largos. Apesar de não conseguir nenhuma oportunidade nos primeiros 15 minutos da segunda metade, não deixou o Farense controlar a partida como havia feito até ao momento.

O primeiro lance de grande perigo para a baliza defendida por Beto aconteceu aos 59′. Um livre numa zona perigosa de Sauer embate com força na barreira, e a bola fica nos pés de Alberth Elis, que fica num um para um com o guarda-redes. Mas a experiência do internacional português fê-lo ganhar o duelo, antecipando o lado para onde o avançado iria chutar.

Apenas dois minutos depois, aos 61′, o Farense tem um lance em que a bola simplesmente não quis entrar. Javi Garcia entrega a bola de forma displicente com um passe falhado, que deixa o Farense numa boa posição para atacar a baliza de Leo Jardim. Bilel pica bem para a desmarcação de Gauld, o escocês remata para a barra, a bola cai para os pés de Licá, que volta a acertar no poste.

Apesar do Boavista continuar a ser a equipa que mais procurava ter bola e chegar à baliza adversária, os médios do SC Farense faziam um bom trabalho na cobertura do espaço no miolo, obrigando as panteras a bascular o jogo por fora. Neste sentido, Ricardo Mangas foi um dos destaques da segunda metade, a conseguir subir muito mais no corredor esquerdo, e a acrescentar bastante qualidade ao ataque boavisteiro.

A falta de definição ofensiva marcou a segunda metade, num jogo que não viu grandes oportunidades para golo. O Boavista FC bem tentou nos últimos minutos, mas não foi capaz de inverter o rumo da partida. Já com a equipa muito balançada no ataque, foi Leo Jardim a impedir que o marcador se dilatasse, com duas boas defesas já na compensação. O SC Farense acabou por garantir uma vitória muito importante de forma justa, e sai assim do último lugar na tabela.

A FIGURA

guarda-redes do boavista
Foto: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Leo Jardim – o guarda-redes manteve o Boavista FC em jogo, com inúmeras defesas ao longo dos 90 minutos. Defendeu um penalti e fez outra parada a Pedro Henrique numa primeira parte em que as panteras não apareceram, e manteve o marcador em 0-1 no final da partida com duas defesas de grande qualidade para lá dos 90′.

O FORA DE JOGO

lateral do boavista
Foto: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Hamache – o lateral francês foi incapaz de levar a cabo aquilo que o treinador lhe havia pedido. Tinha um papel misto: por um lado acrescentar um homem ao meio-campo a atacar, e depois fechar a ala esquerda a defender. Contudo, na troca entre posições e na indecisão acerca do seu posicionamento, não foi feliz em nenhum dos momentos.

ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC

 O Boavista FC alinhou num sistema por vezes difícil de descortinar. Um 4-3-3 de início, com Hamache a fazer o papel de médio interior esquerdo, Paulinho na meia-direita e Angel Gomes e Sauer a fazer o papel de extremos. Os quatro jogadores, no momento com bola, tinham muita liberdade para trocar de posição.

Ainda assim, à medida que o jogo foi evoluindo, Hamache ia descaindo para o lugar de ala-esquerdo, com Mangas a fechar mais por dentro. Esta dinâmica estava a causar alguma confusão, e a indecisão do posicionamento a adoptar por parte do francês era clara. E no momento ofensivo, faltava alguém mais próximo de Elis, ou alguém que fizesse os movimentos de rotura a partir de trás.

Jesualdo Ferreira identificou estes problemas, e resolveu-os ao intervalo. Tirou Hamache e trouxe Show ao jogo, mudando o sistema para um 4-2-3-1 mais declarado. Gomes foi para a sua posição de eleição, a 10, Sauer mudou-se para a esquerda e Paulinho abriu na direita. O jogo do Boavista melhorou muito, com maior cobertura na ala esquerda no momento defensivo, e melhor encaixe ofensivo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Leo Jardim (8)

Reggie Cannon (5)

Adil Rami (5)

Devenish (5)

Ricardo Mangas (6)

Javi Garcia (4)

Paulinho (5)

Hamache (4)

Gustavo Sauer (6)

Angel Gomes (6)

Alberth Elis (4)

SUBS UTILIZADAS

Show (6)

Nathan (5)

 Benguché (4)

ANÁLISE TÁTICA – SC FARENSE

Jorge Costa fez alinhar o SC Farense num 4-2-3-1. Com bola, Amine e Lucca estavam encarregues pela primeira fase de construção, e Ryan Gauld juntava-se mais ao trio da frente. Dentro do duplo-pivot, era o francês que progredia mais com bola, o que provocava um maior caudal ofensivo pelo lado direito, e Lucca um bocadinho mais recuado.

Dentro desta dinâmica, o escocês descaía também mais no lado direito, que causou muitos problemas ao Boavista FC. A partir dessa posição, Guald podia fletir para o meio a conduzir sempre com o seu pé esquerdo, que acrescenta um “perfume” diferenciado ao futebol do SC Farense.

Com o jogo inclinado mais para o lado direito, abria-se espaço para os dois homens na esquerda, Licá e Abner. São dois jogadores que atacam melhor a profundidade, com Licá a fazer boas diagonais para entrar na área onde podia finalizar.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Beto (6)

Tomás Tavares (6)

César Martins (6)

Eduardo Mancha (6)

Abner (5)

Amine Oudrhiri (7)

Jonathan Lucca (6)

Ryan Gauld (6)

Bilel Aouacheria (5)

Licá (6)

Pedro Henrique (5)

SUBS UTILIZADAS

Djalma (5)

Mansilla (-)

Isidoro (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Boavista FC

BnR: Na primeira parte a equipa estava um bocado presa naquela troca em sistemas a atacar e a defender, e não estava conseguir preencher o espaço onde Gauld estava a atuar precisamente porque o Hamache estava a descair na ala. Foi isso que tentou alterar com a entrada de Show na segunda parte?

Jesualdo Ferreira: O que aconteceu na primeira parte foi que não tivemos uma atitude agressiva, muito por razões de natureza mental. O Farense fez o seu jogo normal, com os laterais subidos e um meio-campo bem preenchido. Não conseguimos dominar os espaços. A ideia do Hamache era pô-lo no meio-campo também por causa do remate dele, não resultou, mas a culpa também não foi dele. Quando mudamos para o duplo-pivot, o Farense já estava por cima da partida e não fomos capazes de ser melhores que o adversário.

SC Farense

BnR: A equipa foi capaz de dominar a partida com bola na primeira parte, com o Amine e o Gauld em destaque. Mas na segunda metade o Farense acabou por jogar maioritariamente no contra-ataque. Foi mais estratégia para aproveitar o balanço ofensivo do adversário, ou foi mais o Boavista a não deixar o Farense ter bola?

Jorge Costa: Acho que essencialmente tem a ver com a nossa situação atual, a nossa posição na tabela. Entramos muito bem, com quatro grandes oportunidades na primeira parte. Claro que também não jogamos sozinhos, e o Boavista entrou bem na segunda parte. Fomos recuando também pela importância dos três pontos. Mas no geral concordo com a sua análise, que conseguimos dominar o jogo ao longo dos 90 minutos.

Rúben Amorim e a promessa: Destes “problemas de coração” aguentamos nós bem

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Após a vitória em Tondela, Rúben Amorim, na conferência de imprensa, disse o seguinte, relativamente aos jogos ganhos já perto do fim: “Podemos prometer o mesmo de sempre: muito trabalho. Vamos encarar os jogos com esta intensidade, com esta forma de estar, sabendo que, aproximando-se o fim, cada vez vai ser mais difícil. Vamos prometer também alguns problemas de coração, algumas dores de cabeça, mas se Deus quiser que venha felicidade no fim dos jogos. Vamos levar as coisas com muito coração, muita vontade, muito rigor. No fim de cada jogo que venha uma alegria, como tem acontecido.”.

Interessante, Rúben. Admito que, por ser sportinguista, já tive muitos problemas de coração e dores de cabeça. Tive problemas e dores quando perdemos a final da Taça UEFA, na nossa casa, em 2004; quando, em 2005, o Luisão marcou aquele golo de cabeça na Luz; quando levámos 12-1 do FC Bayern Munchen, nas duas mãos dos oitavos da Liga dos Campeões; quando ficámos em 7.º lugar na Liga, em 2012/13; quando o Bryan Ruiz falhou aquele lance, que nem preciso de especificar. Nesses e em muitos mais momentos semelhantes, tive bastantes e diversificados problemas.

Agora, os “problemas” que tu nos dás, a mim e a milhões de sportinguistas, não são nada. No máximo dos máximos, são uns calafrios. Se isto que nos dás são “problemas”, então começo a achar que sou masoquista.

Contra o Gil Vicente FC, os leões estiveram a perder até aos 82 minutos quando Sporar empatou o jogo, que acabaria com vitória leonina
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Percebo que aches que estas vitórias conseguidas a ferros no fim do jogo nos dão “problemas de coração”, visto que, perto de 40% dos nossos golos no campeonato são no último quarto de hora e, para além disso, seis desses golos são já em tempo de compensação, mas discordo. Neste ano, pelo menos, tenho de discordar.

Por estranho que possa parecer, estou descansado. Talvez por me parecer que, desse lado (equipa técnica e jogadores), estão pessoas que querem tanto “isto” como nós, por isso sinto que vamos ser felizes. Era o que faltava ao nosso Sporting CP, pessoas que se enchessem de vontade e de orgulho por representar o Sporting Clube de Portugal.

De leão ao peito, estão muitos “leõezinhos” que nasceram e passaram a sua vida a sonhar com a sua estreia na equipa sénior e que dão a vida para defender o símbolo que todos amamos. Esta atitude é tudo e só com atitude é que o talento e os resultados aparecerão. E que bem que eles têm aparecido. Quem trabalha é sempre recompensado, por isso é que esta “estrelinha” não é sorte, é, como já foi dito várias vezes, pura e simplesmente trabalho.

O importante, daqui em diante, é nunca perder esta vontade, este rigor e este orgulho de envergar a verde e branca. Só dessa forma é que, como tu tão bem disseste Rúben, pode vir “a alegria, como tem acontecido”. Que todos os teus problemas acabem com festejos de todos nós.

Posto isto, Rúben, agradeço que te preocupes com a nossa saúde, mas não é necessário, porque, comparado com o que já passámos, com estes “problemas” aguentamos nós bem.

Celtic FC 1-1 Rangers FC: Empate no “Old Firm” para cumprir calendário

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A CRÓNICA: SERVIÇOS MÍNIMOS CUMPRIDOS

O Celtic Park foi o palco de mais um grande dérbi da “Old Firm” entre o Celtic FC e o Rangers FC, o maior da Escócia e um dos mais antigos do mundo. Numa altura do campeonato em que as contas já estão feitas e o título entregue à formação comandada por Steven Gerrard, jogou-se para cumprir calendário, mas também pela defesa do orgulho de ambos os lados, pois um dérbi é sempre um dérbi.

Posto isto, denotou-se um grande equilíbrio nos minutos iniciais da partida, com pouco a separar as equipas, até que a formação da casa que se colocou na frente do marcador à passagem do minuto 23’, por intermédio de Mohamed Elyounoussi. Após o golo, o Celtic foi crescendo na partida, mostrando mais argumentos que o adversário, mas o empate acabou mesmo por chegar ainda antes do intervalo, ao minuto 38’, pela cabeça de Alfredo Morelos.

No segundo tempo, o Celtic voltou a mostrar-se uns furos acima do seu oponente, estando sempre mais perto do golo, apesar de demonstrar alguma falta de eficácia. Já o Rangers recolheu-se no seu meio-campo, tentado surpreender com contra-ataques, mas foram poucos os momentos em que conseguiu chegar efetivamente perto da baliza adversária. Com os segundos 45 minutos a registarem uma queda de intensidade, o resultado não mais se alterou até ao término do encontro.

Com este resultado, o Rangers mantém a vantagem de 20 pontos para o Celtic na tabela classificativa, e está a um encontro de registar uma época sem derrotas no principal campeonato da Escócia.

A FIGURA


Alfredo Morelos – O avançado colombiano voltou a ser decisivo para o Rangers FC, depois de apontar o golo que resgatou um ponto neste encontro e mantém viva a esperança da sua equipa terminar o campeonato sem qualquer derrota.

 

O FORA DE JOGO


Eficácia do Celtic FC – Os celts foram a equipa mais assertiva ao longo do encontro, dispondo de algumas boas oportunidades para marcar, mas a sua linha ofensiva este em dia mau e nem Odsonne Édouard, o melhor marcador do campeonato, conseguiu quebrar o enguiço. 

ANÁLISE TÁTICA – CELTIC FC

A formação da casa apresentou-se num dispositivo tático de 4-2-3-1. Ao longo do encontro foram a equipa com maior domínio da posse de bola, bem como a mais perigosa no momento ofensivo, tendo disposto de algumas ocasiões para marcar. Sempre com as linhas subidas e com uma boa circulação da bola perto da grande área adversária, o Celtic FC conseguiu impor um certo domínio na partida, mas acusaram alguma falta de eficácia.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bain (6)

Kenny (7)

Welsh (7)

Ajer (6)

Laxalt (7)

Brown (6)

McGregor (7)

Christie (7)

Turnbull (7)

Elyounoussi (7)

Edouard (7)

SUBS UTILIZADOS

Forrest (6)

 Rogic (-)

Soro (-)

Griffiths (-)

 ANÁLISE TÁTICA – RANGERS FC

A formação comandada por Steven Gerrard organizou-se para este encontro num sistema tático em 4-3-3, apresentando alguma rotatividade no onze inicial depois de já ter assegurado o título de campeão escocês. “Stevie G” apostou claramente num estilo de jogo baseado na contenção defensiva para sair em contra-ataque e ataques rápidos, na tentativa de surpreender o adversário, que se colocou em campo sempre com as linhas muito subidas. As bolas paradas mostraram ser também elas determinantes para a formação forasteira.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

McGregor (6)

Balogun (6)

Goldson (6)

Helander (6)

Barisic (6)

Kamara (5)

Davis (6)

Aribo (5)

Hagi (6)

Morelos (7)

Kent (8)

SUBS UTILIZADOS

Patterson (6)

Arfield (6)

Roofe (6)

 Wright (6)