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«Koeman chamou-me e disse “És dos únicos que tem qualidade para estar aqui”» – Entrevista BnR com João Coimbra

Chama-se Coimbra, nasceu em Viseu, cresceu na Amora e entusiasmou no Benfica. A viagem da carreira de João Coimbra permitiu-lhe, acima de tudo, cumprir sonhos, conhecer ídolos, juntar grandes amizades, e ter muitas histórias … das boas. Nem sempre a carreira lhe sorriu e, por incrível que pareça, foi com um sorriso de amarelo que viveu dos melhores momentos na carreira. Na formação viveu um jogo que ninguém quis ganhar e, no jogo da vida, perdeu alguém muito especial.

Enquanto jovem e com as quinas ao peito não esquece o troféu que levantou na sua cidade, mas pouco se lembra da vez que, no hospital em Espanha, o médico lhe repetiu a mesma frase vezes sem conta, depois de Diaby lhe ter batido à cabeça. Para trás ficam os risos do Mantorras, balneários inesquecíveis, boas relações e histórias com os treinadores, o choque da Índia e um Benfica que nem sempre deu o apoio que era preciso. Nesta viagem pela carreira, o jogador de 34 anos reconhece alguma autocrítica e conta como foi surpreendido numa ourivesaria na Suíça pelo Geovanni.

A viver no Luxemburgo, com Portugal no horizonte, o médio antecipa o que quer para o resto da carreira. A boa disposição de João Coimbra fez com que, em jeito de remate, coisa que o jogador do US Mondorf-les-Bains nunca teve muito, assim admite, tivesse de poupar os leitores ao retirar muitos do “(risos)” ao longo de toda a entrevista.

 

«Isso marcou-nos muito, marcou muito a minha carreira. Foi sem dúvida uma das coisas mais tristes que me aconteceu na carreira»

Bola na Rede: Começando mesmo pelas raízes da tua carreira no futebol, como chegas à formação do SL Benfica?

João Coimbra: Nasci em Viseu, em Santa Comba Dão, mas sempre vivi na Margem Sul, na zona de Lisboa. Vivi desde cedo na Cruz de Pau, em Amora e, no prédio onde morava, a zona era situada numa rua fechada, praticamente todos os dias jogávamos à bola. Fazíamos balizas de madeira, com pregos e com redes. O gosto do futebol surgiu daí e também do meu pai que sempre foi um benfiquista ferrenho que me levava aos jogos do Benfica. Sempre tive um gosto pelo futebol. Lembro-me que com sete/oito anos a única prenda que pedia aos meus pais era que me deixassem jogar futebol, na altura no Amora que era mais perto de casa. Aos nove anos, penso eu, lá consegui convencer a minha mãe e fui fazer testes ao Amora e, logo no primeiro treino, o treinador que era o mister Rocha, pediu-me logo o bilhete identidade, na altura nem tinha ainda. Fiquei logo, entrei mais ou menos a meio da época. Foi uma época onde o resto da temporada correu muito bem ao Amora. Eramos escolinhas e fomos até ganhar a Setúbal, que era a principal equipa da Margem Sul. Tínhamos mesmo uma boa equipa e, na altura, o Benfica tinha um protocolo com o Amora e fomos treinar cinco no fim da época ao Benfica. Ficamos três, o que mostra também a boa equipa que tínhamos. Desde então consegui ficar no Benfica onde fiz o resto da minha formação.

Bola na Rede: Durante a formação apanhas alguns jogadores que até conseguiram carreiras interessante, o Sílvio e o Manuel Fernandes por exemplo. Numa fase que se fala tanto de formação e Seixal, até que ponto se perderam bons talentos e bons jogadores na altura da tua formação? 

João Coimbra: Claramente. Digo isto muitas vezes, independentemente da carreira que fiz, consegui chegar a profissional do Benfica, mas acredito que hoje muitos mais podiam chegar. As condições hoje são totalmente diferentes, ainda por cima, a minha geração apanhou a mudança de estádio, a destruição do antigo para construção do estádio novo. Andávamos a treinar em campos pelados nas redondezas de Lisboa. Andávamos com os cestos às costas como costumávamos dizer, e os jogos não eram como agora. Agora desde os sub-10 já são televisionados. Agora há muitos jogadores que saem por milhões antes de chegarem à equipa principal, exemplos de Bernardo e Cancelo. Acredito que na minha altura, que se tivéssemos as mesmas condições, mais poderiam ter chegado lá cima (equipa principal) porque tínhamos muita qualidade.

Bola na Rede: És campeão de juniores pelo Benfica, como foi ganhar esse título?

João Coimbra: O campeonato de juniores foi um dos títulos mais significativos para mim em termos pessoais. Nesse ano perdemos o Bruno Baião, o nosso colega de equipa que faleceu depois um treino, devido a problemas no coração. Foi sem dúvida nenhuma um título que nos marcou muito, num ano que foi muito triste para todos nós. Isso marcou-nos muito, marcou muito a minha carreira, nunca me tinha acontecido algo do género. Foi sem dúvida uma das coisas mais tristes que me aconteceu na carreira. Felizmente conseguimos também ganhar o título para dedicar a ele e à família, mas foram momentos muito dolorosos.

Bola na Rede: Pela seleção portuguesa és campeão europeu sub-17. Que recordações guardas desse torneio?

João Coimbra: Acima de tudo foi um título ganho na nossa terra, em Portugal. Nós com 17 anos termos ganho, ainda por cima em Viseu, onde nasci, e ter aquele estádio do Fontelo cheio, lembro-me muito bem de darmos a volta ao campo a festejar com as pessoas todas, lembro-me de quando vamos receber a taça e começarmos a todos a cantar o hino para todos os portugueses. Foi um marco importantíssimo e uma satisfação enorme de poder ganhar um título tão importante com as nossas cores.

Bola na Rede: Meses depois do Europeu e de ganharem a final à Espanha, perdem com os “nuestros hermanos” nos “quartos” do mundial sub-17. Foi difícil de digerir a derrota. Além disso, estavas a marcar o Cesc Fàbregas nesse jogo, e ele fez um bis, levaste muito na cabeça no balneário?

João Coimbra: Não, não, se bem me lembro, no dia a seguir, fui até num dos jornais considerado o melhor em campo do lado dos portugueses. Mas acima de tudo foi um mundial onde acredito que não fomos completamente preparados fisicamente. Vínhamos de férias, já depois de termos ganho o Europeu e talvez não tivéssemos nas nossas melhores capacidades físicas e demonstra bem a sequência de jogos que tivemos. Salvo erro, tivemos três jogos seguidos a sofrer cinco golos. O primeiro até estávamos a ganhar 5-0 aos Camarões, a 20 minutos do fim empatamos 5-5. A nossa sorte é que o empate dava e passamos, mas, entretanto, perdemos com a Espanha, 5-2, e até tivemos a vencer por 1-0. Uma exibição muito boa do Fàbregas que acabou por ser o melhor marcador desse Mundial…

Bola na Rede: Melhor marcador juntamente com o Manuel Curto…

João Coimbra: Sim, sim, tinha os mesmos golos, mas menos jogos, exatamente.

Bola na Rede: Em um dos teus embates pelas camadas jovens de Portugal tens um encontro insólito com a Itália, queres contar melhor esse jogo?

João Coimbra: Isso foi em sub-19, isso é surreal, surreal mesmo. Para um apuramento para o Campeonato da Europa de sub-19, eramos nós, a Itália, e o Cazaquistão, ou qualquer coisa e outra equipa no grupo. Entretanto nós ganhamos os nossos dois jogos e a Itália igual. Só que nós tínhamos uma melhor diferença de golos, e quem passasse em primeiro lugar tinha uma desvantagem que era fazer grupo de apuramento com França, Espanha e Israel. E então o melhor era passar em segundo lugar, mas nós, eu sou sincero, fomos para o jogo tranquilo a pensar em ganhar. Com o desenrolar da primeira parte eu estava a achar muito estranho os jogadores italianos a trocarem muito a bola, a não arriscar e tal, até que no início da segunda parte o nosso mister nos manda subir todos num pontapé de baliza da Itália. Nessa situação estávamos os jogadores todos em volta da área da Itália. O guarda-redes vai para bater o pontapé de baliza e começa a olhar para os colegas e para o treinador sem saber o que fazer e, chuta a bola para fora. Entretanto começamos a fazer pressão ao contrário, metemo-nos ao contrário, a tentar que eles fossem para a nossa baliza. Os avançados deles ficaram sem saber o que fazer, ficavam a olhar uns para os outros, a passar para trás ou a mandar a bola para fora. O estádio estava cheio e começou toda a gente assobiar, foi uma coisa surreal, nunca tinha experienciado e nunca mais voltei a experienciar. A verdade é que nós acabamos por empatar o jogo 0-0 e passamos em primeiro. Não passamos a outra fase com a França e com a Espanha, onde tive um dos momentos mais marcantes a nível negativo na carreira.

Bola na Rede: O que aconteceu?

João Coimbra: No jogo com a França levei uma pancada, salvo erro, do Diaby, onde levei com o joelho na nuca e tive um traumatismo crânio-encefálico, até com uma paragem cardíaca momentânea, onde tiveram de me entubar e tudo, pelo menos é o que me dizem, porque não me recordo muito bem. Eu não me lembro muito bem, só me lembro de acordar no hospital, aquilo foi em Espanha, mas estávamos a jogar com a França. No hospital lembro-me do médico me dizer “João, estamos em Espanha, estás na seleção, aconteceu isto e isto no jogo e já é a décima vez que te estou a dizer isto”. Eu acordava, ele dizia e eu voltava a dormir, e não me lembrava. Tanto que quando cheguei ao Hotel já não reconhecia o Hotel. Estava no quarto com o Ivanildo, um dos melhores que conheci na bola, espetáculo, quase não me falava. Comecei a achar estranho, e isto também tinha sido no ano em que acho que tinha acontecido a morte do Fehér e a seguir também à situação do Bruno Baião. Só uns anos depois é que o Ivanildo me disse que depois de me ter visto naquela situação no campo, e no dia seguir estava tranquilo a falar com ele, lhe fez muita confusão. A verdade é que nessa fase de grupos acabamos por perder os três jogos.

Bola na Rede: Como foi a recuperação dessa situação, tiveste algum “problema” nos dias a seguir?

João Coimbra: Não, não, no dia a seguir estava pronto para jogar se quisessem, só que os responsáveis na altura não quiseram, e quando vim para Portugal ainda me fizeram mais exames a ver se estava tudo bem. Duas semanas depois já estava a jogar.

As 11 finais que faltam para a Glória | Sporting CP

Entre o Sporting CP e o sonho dos seus adeptos, estão 11 árduas finais. Neste artigo, analisamos as partidas que restam até ao fim do campeonato, sabendo que todos os jogos serão de dificuldade extrema e podem ser condicionados por fatores incontroláveis, como eventuais lesões, casos de Covid ou expulsões.

Começando pelo jogo que se avizinha, a partida frente ao Vitória SC é, como todas as outras, extremamente importante ganhar. Os vimaranenses vêm de uma derrota pesada no dérbi do Minho; no entanto, não deixam de ser uma equipa com grandes talentos (Ricardo Quaresma, André André, Rochinha, etc.) e que luta por um lugar de acesso às competições europeias. Posto isto, prevejo um teste de fogo (ainda para mais sem Coates, que viu o quinto amarelo no jogo de ontem) antes da paragem para compromissos internacionais.

Após a interrupção para os jogos das seleções, seguem-se quatro jogos em que, se o Sporting CP quer sorrir no final, não pode perder pontos. Sabendo que não existem jogos fáceis (sobretudo numa altura do campeonato em que todas as equipas precisam de pontuar), nestas quatro partidas, diria que os leões têm grande probabilidade de vencer. Em dois jogos, a equipa de Alvalade é visitada e, noutros tantos, é visitante; recebe o FC Famalicão e o B SAD e, em jogos teoricamente mais complicados, vai a Moreira de Cónegos e a Faro. Como já disse, quatro partidas que não deixam de ser complicadas, mas em que é imperativo conseguir os 12 pontos.

Caso os leões consigam os 12 pontos nos quatro jogos anteriormente referidos e caso mantenha a vantagem pontual para o segundo classificado, o jogo que se segue pode ser “o jogo do título”. Deslocação a Braga que, a meu ver, pode ser a mais difícil e decisiva da época. A formação de Carlos Carvalhal tem vindo a praticar um futebol bastante ofensivo e agradável de assistir e, com mérito, ocupam a segunda posição do campeonato. Como observámos no jogo da final da Taça da Liga, o SC Braga foi um osso bastante duro de roer. Posto isto, só um Sporting CP ao seu melhor nível conseguirá levar de vencida esta equipa do Minho.

O Sporting CP recebe o Belenenses SAD, uma das equipas que se encontra numa posição desconfortável
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Em maio, o Sporting começa a receber a equipa do CD Nacional. Um pouco à semelhança das quatro partidas referidas anteriormente, será mais um jogo em que os verde e brancos, muito provavelmente, dominarão e acabarão por garantir a vitória; contudo, é importante não esquecer que, na altura, a equipa da Madeira poderá precisar de pontos para assegurar a manutenção e, consequentemente, poderá dificultar a vida aos leões. De seguida, aquele que poderá ser o primeiro jogo do Sporting CP com adeptos nas bancadas, fora frente ao Rio Ave FC. Mais um jogo onde será preciso suar a camisola para conseguir os três pontos, pois, na primeira volta, a equipa de Vila do Conde já mostrou que consegue fazer moça ao leão.

Por fim, nas últimas três jornadas do campeonato, os leões não saem de Lisboa. Primeiro recebem o Boavista FC de Jesualdo Ferreira, formação que, para já, ocupa a posição acima da linha de água, por isso, à semelhança do que deverá acontecer com o Nacional, poderá ser mais uma equipa a vir a Alvalade com muita necessidade de pontos. Posteriormente, a deslocação à Luz, que, para não variar, será muito complicada. O SL Benfica, a meu ver, está em claro crescimento e, mesmo que o jogo possa, eventualmente, pouco interessar para a tabela, nenhum dos clubes quererá perder nem a feijões; dérbi é sempre dérbi e neste tipo de confrontos, estão em jogo muito mais do que três pontos. No último jogo, o Marítimo vem a Alvalade, num jogo em que, esperemos nós, seja de festa.

Agora há que jogar. Jogar e ganhar. Não pensar que já está ganho e suar a camisola sempre. O resto, com ou sem sorte, com ou sem “estrelinha”, vai-se conseguindo, desde que nunca falte a vontade e a garra, que são requisitos para quem veste a verde e branca. Só assim é que o sonho pode ser tornado realidade.

Portugal 29-28 França: Recuperação com destino a Tóquio

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A CRÓNICA: JOGO HISTÓRICO DITA APURAMENTO

Chegados à última jornada do Torneio Pré-Olímpico, Portugal defrontou a França no jogo de tudo ou nada, em que apenas uma vitória colocaria os “heróis do mar” nos tão desejados Jogos Olímpicos de Tóquio. A Seleção francesa venceu ambos os jogos frente à Tunísia e Croácia e, só uma conjugação improvável de resultados poderia levar a equipa a falhar o seu objetivo.

A entrada em jogo de Portugal esteve longe de ser perfeita, notando-se a equipa nervosa e, novamente, com imensas dificuldades na organização ofensiva, desta vez agravadas pela ausência por lesão do central Miguel Martins. Por outro lado, a França ia superando a defesa portuguesa sem grande dificuldade, conseguindo construir uma vantagem considerável nesta fase inicial, levantando dúvidas em relação à capacidade portuguesa de ultrapassar este desafio.

Mas, como vimos ontem, o jogo tem diferentes fases e, apesar do mau começo, a nossa seleção conseguiu ir minimizando os danos, aproveitando o tempo que restava do marcador. Aos 14 minutos do primeiro tempo, a França vencia por 5-11, mas com uma defesa mais aguerrida, um ataque organizado e eficaz, Portugal conseguiu chegar ao descanso a perder por apenas um golo (12-13).

A equipa de Paulo Jorge Pereira fez o mais difícil, ao conseguir voltar à disputa do jogo, após estar em desvantagem, mas ainda tinha mais uma parte para lutar por um lugar na história. Era importante recomeçar bem, algo que não tinha acontecido no jogo do Mundial, que foi decisivo na altura. Durante os primeiros dez minutos, os empates foram constantes mas, aos 40 minutos, Portugal passou pela primeira vez para a frente do marcador, tendo na altura a oportunidade de aumentar a vantagem, não conseguindo aproveitá-la.

A partida continuou ao mais alto nível, com vários empates, até que chegados à marca dos 50 minutos, a equipa portuguesa voltou a ver-se com dificuldades, em inferioridade numérica e com dois golos de desvantagem. Pouco depois e, a quatro minutos do fim, a desvantagem já estava nos três golos. Poucos imaginavam que Portugal conseguiria marcar os quatro golos que precisava para vencer a partida.

Mas, os portugueses não desistem e, nessa altura, Gustavo Capdeville elevou-se, tal como Alfredo Quintana fez imensas vezes. Não sofreu mais nenhum golo até ao final da partida. A apenas 50 segundos do fim, eram precisos dois golos para garantirmos o bilhete para Tóquio e o inacreditável aconteceu. Durante esses segundos, Portugal recuperou a bola duas vezes, concretizando esses ataques e carimbando o passaporte para os Jogos Olímpicos (29-28). Recomendo vivamente a (re)ver os últimos cinco minutos do jogo mais histórico do Andebol português.

Depois do jogo de ontem, as probabilidades de conseguir um lugar nos Jogos Olímpicos eram poucas. Essas hipóteses pareceram desaparecer com o início do jogo de hoje, causando dúvidas até nos mais crentes. Mas, depois de ontem ter perdido a partida frente à Croácia, após estar a vencer por seis golos, Portugal teve a força e o engenho de dar a volta a uma desvantagem de seis golos até ao último segundo. Assim, marcou o golo que faltou em outros momentos, como frente à Noruega ou frente à Croácia.

Esta geração já tinha mostrado ter motivação e vontade para superar as dificuldades mas, durante estes três jogos, houve uma força extra vinda da vontade de homenagear Alfredo Quintana. Portugal conseguiu vencer o terceiro dos últimos quatro jogos frente à poderosa seleção francesa e em julho vai estar pela primeira vez nos Jogos Olímpicos.

 

A FIGURA

Luís Frade – Uma das principais ausências do Mundial, o pivot do Barcelona foi absolutamente decisivo em todos os momentos do jogo. Defensivamente, serviu de “âncora” no centro da defesa juntamente com Iturriza, principalmente na primeira parte. Em termos ofensivos, marcou quatros golos (100% de eficácia) e não tremeu quando teve oportunidades de finalizar.

O FORA DE JOGO

Sete inicial de Portugal – Os sete jogadores escolhidos para começar a partida por Paulo Jorge Pereira não estiveram ao nível do que seria preciso para vencer, excetuando, principalmente, António Areia. Tal notou-se na vantagem que a França conseguiu construir inicialmente, que durante a partida foi sendo recuperada pelos jogadores que começaram no banco de suplentes. Por alguma razão o andebol é um jogo de equipa e não se considera que existam titulares.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Num jogo em que facilmente podia ter perdido o controlo e a organização, a seleção teve uma personalidade enorme, ao nível das melhores seleções do mundo. A entrada em termos defensivos não foi a melhor, mas ao longo do jogo Portugal conseguiu acertar essa organização, tendo contado também com uma boa exibição de Gustavo Capdeville. Em termos ofensivos, o jogo foi praticamente perfeito, dos melhores que Portugal já conseguiu, com poucas falhas técnicas.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Manuel Gaspar (5)

Diogo Branquinho (5)

Alexandre Cavalcanti (5)

Victor Iturriza (6)

Daymaro Salina (5)

Fábio Magalhães (5)

António Areia (8)

SUBS UTILIZADOS

Gustavo Capdeville (7)

Belone Moreira (10)

Rui Silva (8)

Tiago Rocha (-)

André Gomes (6)

Luís Frade (10)

 

ANÁLISE TÁTICA – FRANÇA

Esta é uma equipa ainda em evolução, após a má prestação no último Campeonato Europeu. Com duas vitórias nesta fase, antes deste jogo, a França estava a demonstrar a sua força. A equipa entrou muito bem na partida, com as suas individualidades em grande nível, mas a saída por lesão de Dika Mem veio penalizar um pouco a organização ofensiva da equipa. Em termos defensivos, por poucas vezes conseguiu superar-se à ofensiva portuguesa, tendo novamente muitas dificuldades com o 7×6.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Vicent Gerard (6)

Nedim Remili (5)

Timothey N´Guessan (6)

Luc Abalo (8)

Ludovic Fabregas (9)

Michael Guigou (4)

Dika Mem (8)

SUBS UTILIZADOS

Melvyn Richardson (6)

Kentin Mahe (5)

Yann Genty (5)

Luka Karabatic (4)

Hugo Descat (10)

Nicola Claire (6)

Valentin Porte (4)

Jean Acquevillo (8)

 

Foto de Capa: IHF

ATP 250 Santiago: Cristian Garín garante título em casa

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O Golden Swing é uma série de torneios jogada, em terra batida, na América do Sul. Uma vez que decorre durante a temporada de piso rápido jogada maioritariamente na Europa, os jogadores menos cotados e mais propensos a ter bons resultados em terra batida acabam por escolher participar neste swing para, assim, amealhar pontos importantes no ranking longe da concorrência dos melhores do mundo. Este torneio de Santiago faz parte deste circuito.

Uma forma de percebermos esta diferença de nível é ver que o primeiro cabeça-de-série do torneio no Chile seria o último cabeça-de-série do ATP de Doha que distribui exatamente os mesmos pontos, por exemplo. Posto isto, no início do torneio existiam dois grandes pontos de interesse, ver se João Sousa conseguiria finalmente vencer um jogo de um Quadro Principal (QP) de um torneio, e a prestação de Pedro Sousa na sua superfície favorita.

João Sousa teve como adversário um jogador vindo do qualifying e que é número 171 do mundo, Juan Pablo Varillas. João Sousa era o claro favorito para vencer este encontro, mas o português nunca pareceu suficientemente tranquilo para encarar este encontro com a atitude certa. À medida que ia errando ia-se irritando mais, e à medida que se ia irritando ia errando mais, num círculo vicioso que acabou por resultar num segundo set desastroso que perdeu por 6-1. Começa a ser difícil ver o fim desta tremenda crise de resultados para João Sousa cujo lugar dentro do TOP-100 mundial parece, cada vez mais, em perigo.

Pedro Sousa, por sua vez, voltou a mostrar um bom nível de ténis e pareceu já totalmente recuperado da pequena lesão que sofreu durante o ATP de Cordoba. Frente a um antigo TOP-30 mundial, mas muito longe desse nível de jogo, Leonardo Mayer, Pedro Sousa mostrou-se bastante autoritário e, a servir bem, não deu qualquer hipótese ao seu adversário de o importunar verdadeiramente no seu serviço, algo de assinalar quando estamos a falar de um jogo disputado na superfície mais lenta do circuito, a terra batida. Pedro Sousa acabou por se fazer valer de dois breaks no primeiro set e um no segundo para comandar a partida e marcar presença na segunda ronda.

O adversário da segunda ronda era o quarto pré-designado do torneio, Laslo Djere, que, por ser cabeça-de-série tinha beneficiado de um bye na primeira ronda do torneio e, por isso, mais tempo de descanso do que Pedro Sousa. Apesar de ter sido quebrado, em branco, logo no início do primeiro set, o português acabou por conseguir dar a volta à situação e virar o set a seu favor e um break, no 11.º jogo, deixou o lisboeta a servir para fechar o primeiro parcial por 7-5. O segundo set foi novamente muito equilibrado e foi novamente Pedro Sousa que quebrou o serviço adversário numa fase crucial do encontro o que deixou o português, novamente, a servir em 5-4 para fechar o set e, desta vez, o encontro, mas o desfecho não foi o mesmo. Pedro Sousa teve dois match points nesse jogo de serviço mas desaproveitou os dois e, nesse set, perdeu todos os restantes jogos e o set por 7-5. No terceiro set, os serviços desempenharam um papel chave. Em cada um dos seus jogos de serviço, os servidores nunca permitiram mais do que um ponto ao adversário, exceto numa ocasião que foi num dos jogos de serviço de Pedro Sousa o que acabou por ditar o fim da participação portuguesa.

O outro destaque vai para Holger Rune, o número um mundial de juniores, que acabou por fazer um torneio melhor do que seria de esperar. O norueguês tinha-se estreado em QP do circuito ATP na semana anterior, em Buenos Aires, mas só agora conseguiu a primeira vitória ATP da carreira. Rune, que vinha do qualifying, conseguiu vencer Sebastian Baez e, ainda, surpreendeu tudo e todos ao eliminar o segundo cabeça-de-série, Benoit Paire. É um tenista que nos vamos começar a habituar a ver nos torneios ATP e estas foram as duas primeiras vitórias de muitas que a sua carreira trará, certamente.

FINAL

No resto do torneio, o primeiro pré-designado e atleta da casa, Cristian Garín, acabou por fazer um excelente torneio e chegou à final depois de ter ultrapassado toda a concorrência em parciais diretos. Do outro lado do quadro, foi Facundo Bagnis quem chegou à final. O argentino teve um percurso bastante mais sinuoso, teve de disputar, por duas vezes, o set decisivo e jogou, ainda, três tie-breaks. A chegada à final foi uma surpresa e a vitória frente a Frances Tiafoe representou uma das surpresas do torneio.

Na final, o favoritismo estava todo do lado de Garín, mas foi Bagnis quem entrou melhor e pressionou o serviço do chileno. Depois de dois break points salvos por Garín, foi mesmo o chileno que acabou por, na primeira oportunidade, quebrar o serviço do adversário e avançar para a conquista do set por 6-4. No segundo set, e tendo em conta o cansaço acumulado de Bagnis ao longo do torneio, era fundamental para o argentino entrar por cima do encontro e ir à procura de fazer o primeiro break. Não foi isso que aconteceu. Cristian Garín voltou a aproveitar a primeira oportunidade que teve de quebrar o serviço ao seu adversário logo no segundo jogo de serviço de Bagnis. O argentino não ia deitar a toalha ao chão e devolveu de imediato a quebra de serviço. Depois desta troca de breaks inicial, o jogo acabou por se desenrolar de forma bastante rápida com os servidores a darem poucas oportunidades ao adversário de fazer break. Bagnis tem um primeiro serviço poderoso e, assim que o conseguia colocar, ficava de imediato em vantagem no ponto. Infelizmente para ele, no primeiro set a percentagem de primeiros serviços dentro foi bastante baixa, apenas 46%. Melhorou muito esse aspeto no segundo set e isso foi chave. Bagnis acabou por conseguir levar o set a tie-break onde teve uma prestação de altíssimo nível, vencendo o tie-break por 7-3. Ficava, assim, tudo para decidir no último set.

No terceiro set, foi Garín que elevou o seu nível. Nunca deixou Bagnis confortável no seu jogo de serviço e acabou por ir conseguindo vencer os jogos com alguma tranquilidade. Conseguiu, novamente, ser o primeiro a quebrar, mas, psicologicamente, voltou a não saber manter o nível e deixou o argentino fazer de imediato o contra break. Num final de set decidido nos detalhes, Crsitian Garín acabou por ser mais competente e levar esta final de vencida.

Com esta vitória, o chileno vence o seu quarto torneio ATP e reentra no TOP-20 mundial, praticamente cinco meses depois de ter saído.

Apesar desta derrota, Facundo Bagnis tem de estar orgulhoso da sua prestação pois, depois de em Cordoba se ter estreado nas meias-finais de um torneio ATP, aqui em Santiago estreou-se numa final, aos 31 anos. Os argentinos têm vindo a fazer um excelente Golden Swing e, neste torneio, voltaram a colocar dois jogadores nas meias-finais, Bagnis e Delbonis.

Foto de Capa: ATP Tour

FC Porto 2-0 FC Paços de Ferreira: Sabe-se que Sérgio fala “à Porto”

A CRÓNICA: É A PRONÚNCIA DO NORTE, O FC PORTO FOI A EQUIPA MAIS FORTE

Discutia-se a Pronúncia do Norte. Rui Reininho, vocalista dos Grupo Novo Rock (GNR), deu o mote há alguns anos e a cidade do Porto, ao longo dos mesmos, imiscuiu-se dos vocábulos dessa espécie de hino nortenho. Entre FC Porto e FC Paços de Ferreira, quem poderia assumir o discurso mais fluente?

A primeira parte do encontro, se pudesse ser classificada analogamente com um nome de um álbum, seria o Gritos Mudos, dos Xutos e Pontapés. As situações que podiam resultar em maior tormento – essencialmente para a baliza à guarda de Jordi – foram geradas através de bolas paradas (pontapés de canto). A vontade estava em campo, mas o último passe tinha perfurado a divisória mais cedo e adentrado pelos balneários.

A entrada para a segunda parte prometia ser mais fogosa do que a primeira. Mbemba, após um canto batido por S. Oliveira, aproveita a sobra e, numa amálgama de cruzamento e remate (53′), envia a bola ao ferro da baliza de Jordi. O primeiro aviso estava dado…

Marega, após recuperação do esférico de Otávio e numa zona mais lateral do terreno ofensivo, desfere um remate diagonal (57′), cessado pela luva direita do guarda-redes pacense. Na reposta: Bruno Costa, na transformação de um livre perto da área defensiva portista, coloca a redondinha na cabeça de Marcelo (62′), sem marcação visível; Marchesín, encarnou no homem-elástico, tirou o pão da boca ao central do FC Paços de Ferreira e somou mais uma intervenção digna de poucos ao seu incrível registo.

O discurso, supracitado nas primeiras linhas, foi preferido pelos da Invicta: Sérgio Oliveira (77′) bateu o canto sem demora, Pepe apareceu no segundo poste e desviou. 1-0! Estava inaugurado o marcador.

A resposta – ou a corroboração da mesma – veio, novamente, dos pés do camisola 27 dos Dragões: a distância foi tirada a papel químico do golo em Barcelos  (78′); num perfeito cenário de filme, a bola, Sérgio Oliveira, o remate, Jordi ainda tentou deter o remate, mas o selo de golo imperou.

Aos 85′, Sérgio Oliveira continuava a fazer das suas traquinices: numa situação atacante, erigiu um túnel sobre Fernando Fonseca – quando se encontrava praticamente sem soluções – e alvejou a baliza dos castores. Resultado? Canto…

Até ao final da partida, nada digno de registo. O FC Porto vence e mostrou quem tem mais pronúncia do norte, mantendo assim a terceira posição na tabela classificativa.

 

A FIGURA

Top peças fundamentais no clássico
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Sérgio Oliveira – começam a não existir vocábulos para descrever o médio do FC Porto. De quase preterido, a essencial. É a síntese de uma história de superação, de raça, de querer, de ambição. Hoje, diante do FC Paços de Ferreira, perpetrou mais uma exibição de encher o olho (principalmente na segunda parte): uma assistência repleta de inteligência e um golo pleno de sentido de oportunidade. Isto, além do que joga e faz jogar. A chave de ouro!

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Setor defensivo do FC Paços de Ferreira – Aguentou até onde podia. Chegou o momento de rebentar pelas costuras. Até ao primeiro golo, pode adjetivar-se o quarteto como imperial. A partir desse momento, um erro defensivo fez ruir a muralha construída por Pepa e deitou por terra a aspiração pacense: pontuar.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Defronte da Juventus FC, em Turim, Sérgio Conceição arquitetou um 4-4-2 primando uma postura mais defensiva. Corona e Otávio, no processo de recuo de linhas, eram as duas peças saídas diante das primeiras fases de construção da frente italiana, enquanto que Uribe e Sérgio Oliveira se encarregavam de fechar as entrelinhas e os movimentos interiores. Hoje, diante dos pupilos de Pepa, o sistema tático permaneceu não adulterado e, certamente, com menores preocupações – pelo menos, nos momentos iniciais – no que concernia à metodologia defensiva.

Na primeira metade, rarearam as situações através das quais o último passe surtiu o efeito desejado. O FC Porto, na primeira fase de construção, pecou e não foi hábil naquele que é um dos seus pontos fortes: posse de bola, progressão no terreno com o esférico e criação de perigo junto da baliza adversária. Uribe, Sérgio Oliveira e Otávio não tiveram a preponderância de outros jogos pelo facto de os castores terem tapado bem os espaços entrelinhas, os movimentos interiores e a profundidade provocada ora pelos alas, ora por Marega e Taremi – apesar da pouca solicitação.

Nos segundos 45 minutos, o FC Porto pisou o relvado com uma atitude diferente. Até às substituições realizadas por Sérgio Conceição, nota para investidas ofensivas com perigo. O jogo suplicava por L. Díaz e F. Conceição e o técnico portista percebeu isso bem cedo. A partida necessitava de espaços interiores e de profundidade e esses eram os escolhidos para inscrever esses requisitos. Contudo, o golo acaba por chegar no aproveitamento de uma falha defensiva. A partir desse momento, o segundo golo chegou com naturalidade e a gestão do encontro foi consumada com sucesso.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marchesín

Manafá (5)

Pepe (7)

Mbemba (7)

S. Zaidu (6)

Otávio (7)

S. Oliveira (8)

M. Uribe (6)

J. Corona (6)

M.Marega (5)

M. Taremi (5)

 

SUBS UTILIZADAS

F. Conceição (6)

L. Diaz (6)

T. Martinez (-)

M. Grujic (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PAÇOS DE FERREIRA

Pepa, o responsável pelo comando técnico do FC Paços de Ferreira, orquestrou exatamente a mesma estratégia utilizada no triunfo caseiro defronte do CD Nacional (2-1): um 4-3-3,  símbolo de “futebol total” e projeção ofensiva. Os castores iam ao Dragão com espírito temerário e focados na discussão do desfecho final, tentando comprovar o estatuto de “equipa sensação” da temporada 2020/2021.

Durante os primeiros 45 minutos, os castores subiram as linhas e as respetivas zonas de pressão sobre o portador da bola. Desenharam-se algumas investidas ofensivas quer pelo flanco esquerdo, quer pelo flanco direito, principalmente em situação de contra-ataque. Defensivamente, Bruno Costa, Eustáquio e Luiz Carlos tiveram um papel fundamental na recuperação das chamadas segundas bolas e no impelir do gizar ofensivo proveniente dos pés de Sérgio Oliveira e Otávio.

Na entrada para o segundo tempo, o FC Paços de Ferreira estava, novamente, à espreita, na expetativa de conduzir o contra-golpe perfeito e assim dificultar – mais ainda – a tarefa dos dragões. Uma falha de posicionamento defensivo abriu a lata. Salientam-se a tranquilidade demonstrada até aos dez minutos finais, a conduta temerária adotada em alguns momentos da partida e o envolvimento entre os três setores.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jordi (5)

F. Fonseca (6)

Marcelo (6)

Maracás (6)

P. Rebocho (6)

L. Carlos (5)

S. Eustáquio (6)

B. Costa (6)

H. Ferreira (6)

D. Tanque (6)

L. Singh (6)

 

SUBS UTILIZADAS

Uílton (4)

J. Pedro (4)

Castanheira (-)

Martin (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Porto

BnR: Não foi possível fazer perguntas ao treinador do FC Porto, Sérgio Conceição.

 

 

FC Paços de Ferreira

BnR: Boa noite, mister. Pode considerar-se que a sua equipa veio fazer o chamado “jogo pelo jogo” ao Estádio do Dragão. Durante o jogo, em alguns momentos, foi percetível a temeraridade dos seus jogadores. Notou-se que eles próprios sentiam que podiam sair daqui com pontos? 

Pepa: Sentimos, sentimos. Aquilo que estava a ser o jogo na primeira parte. Na primeira parte, jogamos o jogo pelo jogo. Quisemos retirar a profundidade que o FC Porto aproveita muito bem, dissipar os espaços entrelinhas e as movimentações interiores. Não consentimos situações de perigo na primeira metade. acelerar o jogo pelo corredor contrário. Quisemos jogar o jogo pelo jogo, isso é inegociável. Posso concordar consigo na primeira questão/ observação que fez. Depois do primeiro golo, notou-se a equipa muito nervosa, muito ansiosa, a equipa ressentiu-se ali nos dois, três minutos que se seguiram. Perdemos a capacidade de avançar no terreno e de procurar dar uma resposta mais afirmativa. Mérito para o FC Porto que, na segunda parte, nos empurrou para a nossa área.

Arsenal FC 2-1 Tottenham Hotspur FC: Nem a “rabona” chegou…

A CRÓNICA: ARSENAL “GRANDE VENCE O NORTH LONDON DERBY

O que eu gosto de um derby de Londres… Principalmente este, a partida que mais gosto me dá seguir em Inglaterra. Uma rivalidade que já conheceu vários episódios e que quase não tem comparação por essa Europa fora. Intensidade, jogos muito equilibrados e, sobretudo, “braging rights” nos próximos dias.

A partida arrancou, sem novidades, com o Arsenal FC com muita bola, a tentar encostar os adversários lá atrás, e o Tottenham Hotspur FC expectante, a tentar perceber o que os “Gunners” eram capazes. Aos 15 minutos, o jovem Smith-Rowe deu a primeira “sapatada” no jogo, com um remate de meia-distância que esbarrou na trave. Seria um golaço antológico, principalmente num derby. Logo a seguir, prosseguiam as más notícias para José Mourinho. Heung Min Son sentiu uma lesão muscular e teve de ser substituído por Lamela. Os “Spurs” viam-se privados daquele que é para muitos o seu melhor jogador.

O que eu não estava à espera – ninguém estava – foi o golo que inaugurou o marcador, aos 30 minutos. Lamela, na área, com dois jogadores à frente, utilizou a “rabona” para colocar a bola no canto da baliza. Candidato a prémio Puskás no Emirates a abrir o marcador. No entanto, o Arsenal FC não se queria render e aos 35, por intermédio de Cedric, atirou pela segunda vez neste encontro a bola ao ferro da baliza de Lloris, neste caso, ao poste.

A partida estava fantástica e aos 44 minutos, antes de irmos para intervalo, Odegaard finalizou um excelente lance de Tierney pela ala. O marcador fixava-se em 1-1 e a segunda parte prometia!

No entanto, os segundos 45 minutos começaram bem mais mornos do que aquilo que se esperava. As equipas acalmaram e pareciam não querer arriscar, aguardando de forma paciente que o adversário desse espaço. Aos 62 minutos, o lance polémico do jogo aconteceu. Penalty assinalado por uma hipotética falta de Sanchéz sobre Lacazette, que o próprio converteu com sucesso. Os Gunners estavam ligeiramente por cima, mas não me pareceu ter havido qualquer falta. Para que serve o VAR, se aquilo que deve melhorar não melhora? Justiça no marcador, injustiça na forma como lá chegámos: 2-1 para os da casa.

Entretanto, Lamela borrou a pintura, ao ver o segundo amarelo num lance perfeitamente evitável. Num jogo onde brilhou, conseguiu ao mesmo condenar a sua equipa ao fracasso. O Tottenham Hotspur FC foi tentando até ao fim empatar, mas sem sucesso.

Os pupilos de Mourinho ficam assim mais longe do “top four” e os de Arteta ganham confiança e aproximam-se dos seus rivais de hoje.

 

A FIGURA

Arsenal FC – Excelente exibição dos orientados por Mikel Arteta. Foram quase sempre superiores, apesar denotarem fragilidades defensivas. Mais intensos, sempre muito pressionantes a condicionar o jogo do Tottenham Hotspur FC e, sobretudo, nunca desistiram mesmo depois de estarem em desvantagem. Lacazette, Partey, Smith-Rowe e Odegaard destacaram-se pela positiva, enquanto Gabriel fez um jogo inseguro, mas fez um corte que salva a vitória da sua equipa em cima do minuto 90.

O FORA DE JOGO

Tottenham Hotspur FC – Partida pouco conseguida por parte dos homens de José Mourinho. Viram-se em vantagem com o golo mais bonito que vi esta época, mas depois não conseguiram dilatar essa mesma vantagem e, inclusivamente perderam-na. Lamela fez um golaço, mas foi expulso. Reguilón e Doherty estiveram desastrados, Ndombele esteve particularmente mal a decidir.

 

ANÁLISE TÁTICA – ARSENAL FC

O facto de estarem a fazer uma campanha na Primeira Liga Inglesa de 2020/21 muito abaixo daquilo que seria de esperar, parece-me que pesou na escolha de Arteta para onze titular no derby frente ao eterno rival. Não há dúvidas que para os adeptos, este é o jogo que mais interessa ganhar, mas em termos factuais, o jogo que se aproxima com o Olympiakos FC para a segunda mão dos oitavos de final da Liga Europa é ainda mais importante.

Só assim consigo perceber a escolha da tática (4-2-3-1), com muitos jogadores de cariz ofensivo – algo que se agradece, mas que não é habitual no técnico espanhol – e, por exemplo, o facto de deixar Bellerin no banco, colocando Cedric no seu lugar. Lacazette assume a frente de ataque, com Aubameyang a ser relegado para o banco devido a “questões do foro disciplinar”.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Leno (6)

Cedric (6)

David Luiz (6)

Gabriel (6)

Tierney (6)

Xhaka (6)

Partey (8)

Smith-Rowe (7)

Odegaard (7)

Saka (5)

Lacazette (7)

SUBS UTILIZADOS

Pepe (6)

Willian (-)

Elneny (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – TOTTENHAM HOTSPUR FC

José Mourinho encontra-se numa fase mais fulgurante e muito prolífica em termos de golos marcados. Depois de um início de ano complicado nesta também complicada Primeira Liga Inglesa, o rejuvenescimento de Gareth Bale e Dele Alli trazem novas ideias à equipa, bem como dinâmicas que os adversários não estavam a contemplar.

Para esta partida, o técnico português utiliza o habitual 4-2-3-1, com Bale, Lucas e Son no apoio direto a um Kane que está de pé quente. As trocas posicionais entre os quatro serão sempre constantes e desequilibradoras. Na defesa, regressa Doherty à titularidade.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Lloris (6)

Doherty (5)

Sanchéz (5)

Alderweireld (6)

Reguilón (6)

Hojbjerg (6)

Ndombele (5)

Lucas (6)

Bale (5)

Son (-)

Kane (6)

SUBS UTILIZADOS

Lamela (6)

Sissoko (5)

Alli (4)

Moreirense FC 1-1 Rio Ave FC: Vitória foge a vila-condenses perdulários

A CRÓNICA: QUEM NÃO MARCA, SOFRE!

Na solarenga tarde deste domingo, o desafio que opôs Moreirense FC e Rio Ave FC, a contar para a 23.ª jornada da Primeira Liga, acabou com um empate a uma bola. As equipas, separadas por quatro pontos na tabela classificativa, com vantagem para os caseiros, prometiam um excelente espetáculo de futebol, não só pelas recentes prestações – ambas entravam em campo depois de uma vitória – mas também por partilharem ideias de jogo interessantes.

O “pressing” ofensivo do Rio Ave pautou uma exibição demasiado penalizadora depois de uma avalanche caracterizada pela indefinição na hora de finalizar. Sobre um jogo altamente dinâmico, as articulações ofensivas da turma de Miguel Cardoso, potenciadas pela mobilidade do trio da frente e pelo pensamento de Francisco Geraldes, constituíram-se como um osso impossível de roer.

Aos seis minutos de jogo, já havia golo do Comendador Joaquim de Almeida Freitas. Após a marcação de um canto, Santos embrulhou-se com Filipe Soares à boca da baliza, tendo o último colocado o esférico na própria rede.

Depois de estabilizar a partida, o Moreirense apostou fortemente na profundidade, mas sem criar muito perigo, pelo menos tanto quanto o Rio Ave continuou a criar. Só mesmo a falta de discernimento na hora de finalizar hipotecaram as hipóteses dos visitantes para cimentar a vantagem antes do final da primeira parte.

Na segunda parte, o tal espetáculo veio com um número bem mais vistoso para todos os espectadores. Mais fluidez, mais espaço e mais oportunidades. O Rio Ave usufruiu de mais terreno para explorar de maneira fortemente pragmática a velocidade de Camacho, Dala e Mané. Essa objetividade, nos pés de Francisco Geraldes, ganhou forma com a criação de oportunidades clamorosas para matar o jogo mais cedo.

Não aconteceu. O Moreirense, incapaz de tornar a maior posse de bola em algo factualmente positivo, continuou a acreditar. Não foi um jogo sólido em termos defensivos e tão pouco positivo no que concerne ao ataque à baliza forasteira. Entre aproximações tímidas, aos 84 minutos de jogo, o Moreirense, por intermédio de Filipe Pires, empatou a partida, atestando a resiliência e força de vontade desta equipa depois de um belo lance de ataque.

O Moreirense é oitavo classificado e soma agora 30 pontos, mas ainda não foi desta que Vasco Seabra se estreou a vencer em casa desde que assumiu o comando da equipa de Moreira de Cónegos. O Rio Ave totaliza 26 pontos e é nono classificado. O empate deixa um dissabor enorme e, em termos factuais, uma tentativa falhada de aproximação à equipa do Moreirense.

 

A FIGURA

Francisco Geraldes – Podia ser Dala pela velocidade estonteante e os desequilíbrios constantes. Podia ser Filipe Pires pelo golo fundamental para o Moreirense e para o resultado final. Outros jogadores efetuaram excelentes exibições, mas o destaque principal vai para Francisco Geraldes. A atuar como médio ofensivo e num papel preponderante na manobra atacante da equipa, associou-se aos outros homens do ataque de maneira fluída, jogando simples e clarificando um jogo ofensivo do Rio Ave de grande nível.

Por mais do que uma vez, colocou os seus companheiros na cara do golo. Associou-se aos colegas de equipa na hora de criar desequilíbrios e foi um elemento chave para criar superioridade sobre os da casa, potenciando assim o pendor ofensivo do Rio Ave. Dá a ideia de que, com maior consistência, Francisco Geraldes tem capacidade para confirmar o talento que tem com maior consecutividade.

 

O FORA DE JOGO

Momento de definição do Rio Ave FC – Foi o aspeto do jogo mais facilmente verificável. Tanto falhanço não podia ter custado mais caro. A equipa tem muito mérito em como foi criando situações de golo ao longo do jogo, mas não há treinador que resista a uma dor de cabeça depois do que se passou hoje. Porém, acima de tudo, há que referir que o Rio Ave tem vindo a melhor imenso este aspeto, no que toca a criar oportunidades de golo, estando cada vez mais perto de atingir um nível ofensivo próximo do talento dos seus atacantes. Passar a “vias de facto” é o que está a faltar.

 

ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC

O Moreirense de Vasco Seabra voltou a apresentar-se no clássico 4-4-2. Em certos momentos, foi possível constatar uma linha de cinco homens no momento defensivo, provavelmente para povoar a zona interior do terreno e fazer frente às intenções vila-condenses, no que toca à procura pelo jogo interior.

A exploração pela profundidade foi o esplendor do timing ofensivo da equipa. Incapaz de criar desequilíbrios de outra forma, a bola nas costas (principalmente nos corredores) foram a grande aposta da equipa. Destaque para as exibições de Yan Matheus, como um elemento desestabilizador, e de Rafael Martins, um jogador fulcral para segurar e permitir à equipa ocupar os devidos espaços na fase de ataque.

Privada de explorar terrenos onde se sente bem, como por exemplo a associação da ação de Filipe Soares com a distribuição de jogo no último terço, a equipa teve de se adaptar. A estrelinha e o acreditar até ao fim foram brindados com um ponto.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pasinato (4)

Matheus Silva (4)

Rosic (5)

Ferraresi (5)

Abdu (6)

Ibrahima (4)

Alex Soares (4)

Yan Matheus (6)

Walterson (4)

Rafael Martins (6)

Filipe Soares (4)

SUBS UTILIZADOS

Franco (4)

Filipe Pires (6)

Lacerda (5)

David Simão (5)

André Luis (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE FC

É costume dizer-se na gíria futebolística que “em equipa que ganha, não se mexe”. Miguel Cardoso, certamente apologista do termo, continua fiel aos seus princípios, tendo dado continuidade a várias nuances táticas verificadas na última partida (vitória frente ao SC Farense).

O 4-2-3-1 dos vila-condenses voltou a moldar-se numa ideia que privilegiou um quarteto defensivo subido no terreno e linhas bastante juntas, com o objetivo de anular o jogo interior dos de Moreira de Cónegos

O pendor ofensivo do Rio Ave, no entanto, foi um ponto apetecível de observar. Dala, Mané e Camacho foram uma enorme dor de cabeça, sobretudo nas movimentações coordenadas entre ambos os extremos e laterais, isto de forma a criar desequilíbrios nos corredores. Mas também pela zona interior do campo, Francisco Geraldes e os três da frente, através da sua mobilidade, causaram grande superioridade. Faltou golo à equipa de Miguel Cardoso.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kieszek (5)

Costinha (5)

Borevkovic (5)

Santos (6)

Sávio (5)

Pelé (6)

Filipe Augusto (6)

Francisco Geraldes (6)

Carlos Mané (5)

Rafael Camacho (4)

Gelson Dala (6)

SUBS UTILIZADOS

Nelson Monte (5)

Guga (4)

Tarantini (4)

Pedro Amaral (-)

Ronan (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Moreirense FC

BNR: O mister já tocou no ponto da busca pela profundidade e na tentativa de colocar a bola nas costas. Questiono-o se isso se deveu ao facto de o Rio Ave ser uma equipa que junta muito as linhas e anula assim o espaço para tornar objetivo o jogo interior do adversário?

Vasco Seabra: Sim, o Rio Ave ainda por cima não tira profundidade no momento em que nós estamos com bola descoberta ou aberta, sem pressão. Retira profundidade unicamente no momento em que nós efetivamente fazemos o movimento de ameaçar a profundidade com um passe. Nós pretendíamos que, ao estar uma linha tão curta e diminuindo tanto o espaço entrelinhas, precisávamos de criar tanto à largura como à profundidade, e para isso criar movimentos e contramovimentos para que a bola pudesse entrar na profundidade ou entrelinhas, mas para isso tínhamos que fazer a ameaça para que o portador da bola tivesse solução à frente e atrás. Em alguns momentos da primeira parte estávamos só a pedir entrelinhas, só a pedir no pé e não estávamos a ameaçar na profundidade o que tornava mais simples a análise da linha defensiva do Rio Ave. Na segunda parte corrigimos essa situação e conseguimos ser mais fortes a explorar o espaço por causa disso.

 

Rio Ave FC

BNR: Em termos emocionais, como é que se recupera a equipa depois de uma exibição destas e de um resultado, diria, desproporcional, e também que consequências é que este resultado pode ter no futuro?

Miguel Cardoso: Este resultado só pode ter boas consequências. O Moreirense estava a quatro pontos e se ganhasse ficava a sete. Apesar de tudo, viemos cá, competimos, mostramos que somos competentes comparativamente com uma equipa que estava à nossa frente e isso significa que temos de olhar para a realidade. Naturalmente somos ambiciosos, mas a ambição é aquilo se põe a cada momento daquilo que se faz. Isso foi o que eu disse aos meus jogadores. Tive o cuidado imediatamente para reduzir o impacto das coisas. Quando alguém falha, temos de estar unidos à volta dos que falham. Senti completamente o balneário e falei com os jogadores. Esta liga não está para meninos, esta liga está para homens com carácter e eu encontrei um balneário de carácter. Tenho jogadores de carácter e esse carácter foi hoje expresso no campo.

RB Leipzig 1-1 Eintracht Frankfurt FAG: Atraso na luta pelo título

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A CRÓNICA: RB LEIPZIG ESBARROU NA “MURALHA TRAPP”

No “jogo grande” da jornada da Liga Alemã, RB Leipzig e Eintracht Frankfurt FAG empataram a uma bola, resultado que faz com que o FC Bayern aumente a vantagem pontual na frente da classificação.

As duas equipas entraram para o encontro com abordagens opostas. A equipa da casa, RB Leipzig, começou com um plano mais arrogante, ofensivo e pressionante. Ao contrário, o Eintracht Frankfurt, começou com um plano mais conservador, defensivo e expectante, oferecendo a posse de bola ao adversário. Provando o seu favoritismo, o conjunto de Julian Nagelsmann assumiu o controlo do jogo e tentou infiltrar-se no meio campo defensivo do conjunto de Adi Hutter, com sucesso durante a primeira meia hora da partida. A equipa visitante, com um miolo reforçado e preparado para neutralizar o jogo interior do Leipzig, foi conseguindo anular as investidas adversárias que tinham como principal condutor Emil Forsberg, apesar de alguns sustos, como um golo anulado a Orban.

Nos últimos 15 minutos do primeiro tempo, o conjunto de Frankfurt conseguiu subir no terreno, de modo a respirar e acalmar o encontro, apesar de não conseguir criar qualquer tipo de perigo. Acabava assim uma aborrecida primeira parte com poucas ameaças às balizas.

O segundo tempo não podia ter corrido melhor para a equipa de Leipzig. No primeiro minuto, Kluivert efetua uma diagonal da esquerda para a direita, remata, Trapp defende para a frente e Forsberg, na recarga, não perdoa e coloca a sua equipa na frente do marcador. O conjunto de Hutter respondeu ao golo sofrido e tentou assumir o controlo do jogo e instalar-se no meio campo ofensivo. Dez minutos depois, Amin Younes quase marcou no coração da área, obrigando Gulacsi a uma defesa complicada.

Poucos minutos depois, o Frankfurt chegou ao empate através de uma bela jogada. André Silva efetuou uma diagonal nas costas da defesa, cruzou para o coração da área, onde apareceu o “todo-o-terreno” Kamada a finalizar para o primeiro golo da equipa e relançar o resultado. Este golo agitou e partiu o jogo, tornando-o mais intenso e agressivo, ainda assim continuando a superioridade em termos de oportunidades do Leipzig.

Os técnicos ainda mexeram nas equipas, mas sem sucesso, acabando o jogo sem mais golos e com poucas oportunidades. Um jogo que desiludiu um pouco, tendo em conta o habitual volume ofensivo das duas equipas. Com este resultado, o Leipzig fica a quatro pontos do líder Bayern, tendo as duas equipas encontro marcado para daqui a duas jornadas. O Frankfurt consolida o quarto lugar, mas perde a oportunidade de continuar com quatro pontos preciosos à frente do BVB Dortmund.

 

A FIGURA

Kevin Trapp – Foi a peça chave da equipa visitante para levar um ponto da Red Bull Arena, com um bom conjunto de defesas. Forte nos lances aéreos e calmo com bola nos pés, foi o melhor em campo.

 

O FORA DE JOGO

Marcel Sabitzer – Normalmente, é o jogador mais influente da equipa de Nagelsmann, mas hoje esteve bastante desinspirado. Falhou passes, desarmes e mostrou-se sempre precipitado e nervoso. Péssimo jogo do médio austríaco.

 

ANÁLISE TÁTICA – RB LEIPZIG

Julian Nagelsmann apostou num 4-3-3 com dois médios muito ofensivos, sendo eles Forsberg e Sabitzer. O jogador mais recuado no centro do terreno foi Haidara, juntando-se por vezes aos centrais Orban e Upamecano. Na frente, Kluivert e Sorloth apoiaram o ponta de lança Poulsen.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gulacsi (6)

Mukiele (5)

Upamecano (-)

Orban (4)

Halstenberg (6)

Haidara (6)

Sabitzer (4)

Kluivert (6)

Sorloth (4)

Forsberg (7)

Poulsen (5)

SUBS UTILIZADOS

Klostermann (5)

Olmo (5)

Adams (6)

Nkunku (5)

Hee-Chan (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – EINTRACHT FRANKFURT

André Silva voltou a ser o ponta de lança de serviço da equipa de Frankfurt, hoje disposta em 3-5-2. Younes fez-lhe companhia na frente, ligeiramente mais recuado, enquanto as alas ficaram entregues a Hasebe e Kostic. No meio, Sow e Rode estavam mais recuados, enquanto Kamada se assumia como o médio de maior pendor ofensivo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Trapp (7)

Tuta (4)

Ilsanker (6)

N’Dicka (5)

Kamada (6)

Sow (6)

Hasebe (5)

Rode (5)

Kostic (6)

Younes (6)

André Silva (6)

SUBS UTILIZADOS

Jovic (3)

Barkok (5)

Ache (4)

O 11 dos maiores “flops” da Liga Inglesa no século XXI

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A Liga Inglesa é muitas vezes aclamada como a melhor e mais competitiva competição do mundo, atraindo assim alguns dos melhores jogadores ao redor do globo e protagonizando algumas das maiores transferências do futebol mundial. Ainda assim, nem sempre os avultados valores gastos em jogadores são uma absoluta garantia de qualidade, acabando assim por existirem negócios que se revelam autênticos flops.

Posto isto, a seguinte lista compila um onze inicial – estruturado num clássico 4-4-2 – composto por alguns dos maiores fracassos da principal competição inglesa, desde o começo do século XXI.

11 de jogadores que mudaram de nacionalidade

Para muitos jogadores chegar à Seleção principal, é um sonho. Vivendo, cada vez mais, numa autêntica “aldeia global”, observamos fluxos migratórios que vão alterando por completo o curso do futebol e, sobretudo, o caminho e destino dos jogadores envolventes. E não vejo mal nenhum nisso, quem sou eu para dizer a que Seleção pertence o coração de um determinado jogador, se não o próprio? Desde que haja condições para trocar a sua nacionalidade, a escolha está nas suas mãos.

Com raízes e descendência de outras nações, esta lista integra o melhor 11 de jogadores que mudaram de nacionalidade – alguns polémicos, outros não. Mas uma coisa todos eles partilharam: amor, dedicação e orgulho ao representar a camisola, bandeira, tradição e história do país.

Top 11 jogadores que mudaram de seleção