A época desportiva 2020/21 ainda decorre, mas o pouco que há para conquistar pelo SL Benfica terá, acredito, o condão de virar desde já algumas das atenções benfiquistas para o planeamento antecipado da próxima temporada.
É vital que não se repliquem os erros recentes, evitando gastos elevados em transferências e salários de falsas vedetas e garantindo que não se constrói a época e o plantel para o ataque à mesma em cima do joelho e mediante caprichos individuais.
Como tal, fazer regressar alguns emprestados – para serem aposta! – aparenta ser uma boa política a adotar. São vários os nomes que regressariam para, certamente, acrescentar valor e utilidade à equipa, com destaque para os três que se seguem.
Em contagem decrescente para as dez vitórias que faltam para o tão desejado título, o Sporting CP e Rúben Amorim foram acusados de fraude pela Comissão de Instrutores da Liga de Futebol Profissional, na sequência de uma queixa apresentada junto do Conselho de Disciplina da FPF em Março de 2020 (!) pela Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF) na qual manifestava “repúdio” e “indignação” pela contratação do jovem técnico sem ter habilitação para o cargo.
Provavelmente, nessa altura não terá sido dada muita importância a uma queixa vinda de uma associação anacrónica, pois ninguém acreditaria, muito menos os rivais, que, um ano depois, o Sporting CP estaria na frente do campeonato com nove pontos de vantagem sobre o segundo classificado. Mas hoje, já deve dar jeito a um CD da FPF que declaradamente se hostilizou perante o Sporting CP.
A Associação presidida por José Pereira e que conta nos seus órgãos sociais com figuras como Domingos Paciência, Prof. Neca, Toni, entre outros, sentiu a necessidade de atacar novamente o Sporting CP para dizer ao Mundo que existe. Mas, convidada a pronunciar-se sobre este processo, remeteu-se cobardemente ao silêncio enquanto o mesmo tem duração.
Não é a primeira ocasião em que esta Associação, em vez de defender os verdadeiros interesses da classe dos treinadores, vem a público tentar imiscuir-se em assuntos do Sporting CP. Quando Silas foi contratado sem ter o nível quatro da UEFA, esta associação emitiu um comunicado dando nota do seu “horror” causado por essa contratação. Com a apresentação de Rúben Amorim no comando técnico dos Leões, não se ficou pelos comentários públicos e avançou mesmo com uma queixa junto do CD da FPF.
Jorge Silas é o novo treinador do Sporting CP:
“Sempre gostei do clube e poder orientá-lo enche-me de orgulho. Temos de acreditar que podemos dar a volta ao mau momento, correr riscos e ser ambiciosos”. #UEL@Sporting_CP
Como já muitos sportinguistas disseram na comunicação social e nas redes sociais, esta atitude mesquinha da ANTF é um exercício de um corporativismo bafiento por parte de um magote de sujeitos que dizem ser treinadores de futebol. Mas é mais! Isto é uma perfeita demonstração do ressabiamento e da inveja por parte de gente anacrónica e ultrapassada sem qualquer margem para conseguir colocação em clubes de primeira ou segunda divisão em face do aparecimento de novas gerações de treinadores com mais qualidade.
A “indignação” e o “repúdio” que deram nota na queixa apresentada só pode dever-se ao facto de o jovem Rúben Amorim, num hiato de dois anos, já ter alcançado mais do que qualquer dirigente da ANTF. Basta a ver a figura do seu presidente: alguém conhece o percurso profissional de José Pereira seja com que nível for?!
O mais engraçado é que o acusado de fraude foi eleito pelos seus colegas de profissão como treinador do mês.
No final de contas, a ANTF deve servir para muitos tratar da vida e, agora, presta-se ainda a atacar o Sporting CP. Com efeito, enquanto Rúben Amorim foi treinador do SC Braga, esta associação nunca veio a público manifestar “horrores”, nem tão-pouco em relação a outros treinadores que, sem disporem do nível IV, militaram em clubes da Primeira Liga.
Por norma um dos torneios de abertura da temporada tenística, Doha, no Qatar, teve de esperar por março para ver alguns dos principais nomes do circuito masculino passarem pelos seus courts. Com o regressado Roger Federer como cabeça de cartaz, foi o seu surpreendente carrasco que acabou por levar o troféu de campeão para casa, depois da vitória de Andrey Rublev na época transata.
CABEÇAS DE SÉRIE SURPREENDIDOS
Com alguns tenistas já titulados no seu elenco, as surpresas começaram cedo na prova. Logo na primeira ronda, o sul-africano Lloyd Harris surpreendeu Stan Wawrinka em três partidas e quase três horas de jogo, pelos parciais 7-6(3), (6)6-7 e 7-5. Na segunda ronda foi David Goffin, antigo Top 10 e finalista das ATP Finals, a cair perante Taylor Fritz que, nos quartos de final, eliminaria Denis Shapovalov, outro dos candidatos ao título.
A estrela do Open da Austrália, Aslan Karatsev caiu na segunda ronda, mas obrigou Dominic Thiem, primeiro cabeça de série, a trabalhos esforçados para seguir em frente. A participação do austríaco no torneio não se prolongaria muito mais, ao ser eliminado, em três sets, pelo sempre perigoso Roberto Bautista Agut, no encontro dos quartos de final.
O espanhol confirmaria depois o apuramento para o encontro decisivo com uma vitória esclarecedora, por duplo 6-3, sobre Rublev. Este foi um torneio caricato para o russo, que na defesa do título, atingiu as meias-finais sem disputar qualquer ponto, frutos das desistências de Richard Gasquet e Marton Fucsovics ainda antes de entrarem em court para os respetivos jogos. Essa falta de ritmo competitivo poderá ajudar a explicar a fraca exibição frente a Bautista Agut. Ainda assim, conquistou o título de pares ao lado do compatriota Karatsev.
FEDERER CAI PERANTE O JOGADOR SENSAÇÃO DA PROVA
Mais de um ano depois do seu último encontro oficial, Roger Federer, o campeão suíço, regressou à competição em Doha e logo com uma vitória suada frente a Daniel Evans. Apesar da natural falta de ritmo de quem esteve tanto tempo afastado da competição e teve de superar uma operação pelo meio, o ainda número seis do mundo, conseguiu levar de vencida o britânico em três partidas.
Num encontro que foi bem para lá das duas horas de duração e extremamente competitivo, graças à boa réplica do número 28 do ranking, Federer acabou por ter uma quebra de rendimento no segundo set, mas ainda foi a tempo de elevar o nível na última partida. A história repetiu-se no encontro seguinte, mas com desfecho distinto. Depois de vencer o primeiro set, e “descansar” no seguinte, o suíço chegou a ter match point na partida decisiva, mas acabou derrotado por Nikoloz Basilashvili, um jogador que até aqui estava numa espiral de resultados negativos desde o final de 2019. 3-6, 6-1 e 7-5 foram os parciais.
Motivado por este resultado, o tenista natural da Geórgia, que já foi número 16 do mundo, apurou-se para a final ao bater Fritz, por 7-6 e 6-1, na meia-final.
BASILASHVILI VS BAUTISTA AGUT: UMA FINAL AO SABOR DO VENTO
Com apenas dois embates entre ambos até à final deste sábado, o favoritismo teórico estava do lado do espanhol, ainda que ambos viessem de vitórias assinaláveis ao longo da prova. Bautista Agut venceu dois Top 10 de forma consecutiva – Thiem e Rublev -, enquanto Basilashvili tinha sobrevivido a um match point diante de Federer e realizado uma exibição sólida frente a um Fritz em boa forma.
Ainda antes do primeiro ponto ser disputado, já se percebia que o vento seria um fator de relevo no encontro, com as fortes rajadas a alterar com frequência a trajetória da bola. O início foi, por isso, equilibrado. Os dois tenistas seguravam os seus jogos de serviço com mais ou menos dificuldade, enquanto se tentavam adaptar às condições de jogo e acumulavam erros não forçados.
Com a qualidade do ténis praticado francamente comprometida, o marcador foi seguindo o seu rumo natural sem grandes sobressaltos. Embora se esperasse que a solidez do fundo do court do espanhol levasse a melhor sobre a menor consistência de Basilashvili nas trocas de bola mais longas, a verdade é que Bautista Agut nunca se conseguiu impor verdadeiramente nesse capítulo, com o georgiano a defender-se bastante bem. O ténis mais explosivo também lhe permitia superar o vento com mais facilidade.
A supremacia dos servidores – não houve qualquer ponto de break durante a primeira partida – levou a que fosse preciso um tie-break para ditar a diferença neste parcial. Curiosamente, o desempate começou com os dois tenistas a perderem os pontos jogados no seu serviço, uma vez que os primeiros seis pontos caíram para o lado de quem respondia. Bautista Agut ainda salvou um set point, mas uma notável esquerda paralela abriu caminho para a vitória no primeiro set, por 7-6, com 7-5 no tie-break.
O início da segunda partida indiciava uma história semelhante à da primeira, mas a partir do 2-2, o georgiano ganhou o ascendente e somou quatro jogos consecutivos para fechar de forma rápida o encontro. Antes disso, o georgiano já tinha deixado o avisado no jogo de serviço anterior do espanhol, quando teve um 0-30 à disposição. A partir do 3-2, Bautista Agut só ganhou mais três pontos e a vitória do número 43 do ranking ficou selada com os parciais de 7-6(5) e 6-2.
Com esta vitória, Basilashvili conquista o quarto troféu de campeão da carreira, o primeiro na categoria ATP 250, depois de três vitórias em ATP 500 – Hamburgo em duas ocasiões e Pequim. O georgiano vai subir à posição 37 da hierarquia mundial, enquanto Bautista Agut passa do 13.º para o 12.º lugar.
From 5 consecutive losses on Tour…to 5 consecutive wins and a title 😯
Nikoloz Basilashvili wins the 2021 Qatar Open in Doha – upsetting Bautista Agut 7-6 6-2 in the final pic.twitter.com/K7YOlyMeEc
A CRÓNICA: BOA RÉPLICA DO CD TONDELA NÃO CHEGOU PARA TRAVAR O LÍDER
O CD Tondela recebeu, no Estádio João Cardoso, o Sporting CP, líder confortável da Primeira Liga. Numa partida em que os beirões se bateram de excelente forma, o primeiro classificado venceu e segue firme a caminho do título.
O jogo começou com as duas equipas muito “encaixadas”: apesar do ascendente de posse de bola estar do lado dos “Leões”, a formação com cinco defesas apresentada pelos tondelenses não deu espaço para que o líder pudesse aplicar o seu futebol “rendilhado” mais próximo da área adversária.
Pouco depois dos 25 minutos, surgiram as primeiras ações ofensivas junto das balizas: o Sporting testou a atenção da defesa da casa com uma jogada que culminou num remate forte de Tiago Tomás, mas Ricardo Alves deu “o corpo às balas” e impediu o tiro que parecia certeiro. Já o Tondela provocou calafrios, através da exploração do jogo aéreo de Mario González, mas Antonio Adán conseguiu antecipar-se e tirou a bola da cabeça do avançado espanhol.
As balizas só voltaram a jogo já perto do minuto 45, com Tiago Tomás a corresponder de forma quase perfeita a um cruzamento “teleguiado” de Pedro Porro. O cabeceamento saiu a rasar a barra e, assim, o nulo manteve-se no marcador até ao intervalo.
A segunda parte começou com uma oportunidade soberana para o Tondela, mas Mario González não conseguiu emendar da melhor maneira o cruzamento de Jhon Murillo. Falhanço inacreditável do avançado espanhol perante uma baliza deserta.
O jogo tático da primeira parte transitou para a segunda e as equipas continuavam a respeitar-se em demasia. Contudo, mérito para o excelente trabalho defensivo dos tondelenses, que foram anulando as tentativas de ataque apoiado que o Sporting pretendia criar.
Depois de muito tempo sem oportunidades dignas de registo (e quando até foi o Tondela a dispor de mais chances de finalização), a equipa leonina chegou à vantagem já dentro dos últimos dez minutos. O cruzamento de Nuno Mendes teve como destinatário inicial Pedro Gonçalves, mas um ressalto na área da equipa beirã isolou Tiago Tomás, que não facilitou perante Pedro Trigueira. Uma vez mais esta época, os “Leões” colocaram-se na frente já na reta final da partida.
Até ao final, o Tondela tentou voltar a empatar a partida, mas foi um esforço inglório. O Sporting venceu pela décima vez em 11 jogos e soma já 61 pontos, mais do que em todo o campeonato da época passada.
— Sporting Clube de Portugal (@Sporting_CP) March 13, 2021
Tiago Tomás – O jovem avançado dos “Leões” apontou o golo que deu a vitória ao Sporting. Para além disso, foi o elemento mais batalhador do tridente ofensivo, mostrando-se ao jogo e procurando a rotura junto dos defesas adversários.
— Sporting Clube de Portugal (@Sporting_CP) March 13, 2021
Pedro Gonçalves – O melhor marcador do campeonato não apareceu durante os 84 minutos em que esteve em campo. Sempre com vigilância apertada, as suas ações ofensivas foram reduzidas ao anonimato. Um dia difícil para um dos mais influentes elementos do Sporting.
ANÁLISE TÁTICA – CD TONDELA
Alinhados em 5-3-2 durante a maioria do tempo, em processo defensivo, os pupilos de Pako Ayestarán desdobravam-se num 4-3-3 durante os momentos de ataque. Com Khacef como a surpresa no onze inicial e a atuar em duas posições diferentes (ora lateral esquerdo, no primeiro esquema tático, ora extremo pelo mesmo lado, no segundo), tiveram em Mario González o elemento mais interventivo no jogo ofensivo. Nota ainda para as boas prestações dos três homens do centro da defesa (com a linha de cinco), anulando o poderoso ataque leonino até bem perto do fim.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Pedro Trigueira (6)
Tiago Almeida (5)
Yohan Tavares (6)
Ricardo Alves (6)
Filipe Ferreira (6)
Naoufel Khacef (6)
João Jaquité (5)
João Pedro (6)
Roberto Olabe (5)
Jhon Murillo (6)
Mario González (6)
SUBS UTILIZADOS
Salvador Agra (5)
Enzo Martínez (6)
Jaume Grau (5)
Rafael Barbosa (5)
Pedro Augusto (5)
ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP
O habitual 3-4-3 de Rúben Amorim voltou a ser aposta para a deslocação à Beira Alta. Com os três centrais sempre bem alinhados, faltou espaço à equipa leonina para poder aplicar o seu futebol de passe curto em zonas interiores mais ofensivas. Com Pedro Gonçalves sempre em zonas distantes da área, Tiago Tomás e Nuno Santos ficaram à mercê da linha de cinco defesas dos tondelenses.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Antonio Adán (6)
Gonçalo Inácio (6)
Sebastián Coates (6)
Zouhair Feddal (6)
Pedro Porro (5)
João Palhinha (6)
João Mário (6)
Nuno Mendes (6)
Pedro Gonçalves (5)
Nuno Santos (5)
Tiago Tomás (7)
SUBS UTILIZADOS
Daniel Bragança (6)
Bruno Tabata (6)
Jovane Cabral (5)
Matheus Reis (5)
Matheus Nunes (5)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
CD Tondela
BnR: No momento defensivo, o Tondela apresentava uma linha de cinco defesas. Pensa que foi esta a chave para travar as ações dos homens do ataque adversário durante tanto tempo?
Pako Ayestarán: Creio que, a partir dos 15 minutos da segunda parte, tivemos o controlo do jogo e fomos capazes de explorar as costas da defesa adversária, sobretudo pela ala direita, com o Murillo. Tendo em conta o número de ocasiões, creio que o empate era o mais justo.
Sporting CP
BnR: Sobretudo durante a primeira parte, o Sporting não conseguiu explorar o jogo interior, como é hábito. O que tentou corrigir para mudar isto?
Rúben Amorim: Na primeira parte, é mais fácil para as outras equipas taparem o meio. Na segunda, por exemplo, o Nuno Mendes já conseguia ganhar as costas ao lateral do Tondela. Tentámos, para a segunda parte, que cada um tivesse o seu espaço e não caísse na zona do outro. Há coisas que ainda vamos melhorar.
O líder, OC Barcelos, conseguiu levar os três pontos, mas não se livrou de passar por alguns sustos. A AD Sanjoanense não desistiu e quase foi premiada com o empate.
As duas equipas tentaram, nos primeiros minutos, definir através de jogadas rápidas, com maior pendor para a equipa da casa. O OC Barcelos acabou por chegar à vantagem, a 13 minutos do intervalo. Luís Querido, de longe, fez o primeiro da partida, que serviu de motivação para a equipa aumentar o score logo de seguida, por Rocha. No entanto, em contra-ataque, Alex Mount reduziu para os visitantes.
O líder do campeonato esteve por cima, durante a maioria da segunda parte, e conseguiu chegar ao 4-1. A AD Sanjoanense ainda reduziu à beira do intervalo por Xavier Cardoso, com alguma polémica à mistura.
Na segunda parte, o sentido de jogo não mudou, com o OC Barcelos a estar mais pressionante e perto da baliza adversária. Miguel Rocha fez o hat-trick logo no reinício, com assistência de Reinaldo Ventura. Aí, a AD Sanjoanense apareceu e conseguiu, através de transições rápidas, reduzir para a margem mínima por Hugo Santos e João Lima. Pelo meio, os visitantes ainda dispuseram de um livre direto, não aproveitado por Pedro Cerqueira.
O treinador do OC Barcelos, Rui Neto, reformulou os quatro jogadores de campo para dar outro dinamismo à equipa. Rafael Lourenço e depois Gimenez, de livre direto, num grande golo, a voltar a colocar a diferença no resultado.
A vitória foi justa, mas o susto veio no final. Os visitantes marcaram dois golos, no último minuto (!) da partida, colocando o resultado na margem mínima.
Miguel Vieira – Um hat-trick foi um belo cartão de visita, neste jogo. É verdade que ainda podia ter concretizado mais, mas foi influente e participativo no jogo da equipa.
Defesa do OC Barcelos– Um jogo em que dominou e teve oportunidades suficientes para conseguir criar uma diferença considerável no resultado. No entanto, a defesa esteve mal a controlar os contra-ataques da Sanjoanense e deixou os visitantes aproximarem-se no resultado. O mais caricato foi mesmo o último minuto: dois golos sofridos, com poucos segundos de diferença.
ANÁLISE TÁTICA – OC BARCELOS
A equipa da casa entrou determinada a dominar o jogo, com uma troca de bola rápida e dinâmica entre os quatro jogadores. Reinaldo Ventura e Dario Gimenez deram a estabilidade atrás para os ataques, com Miguel Rocha a liderar na frente ofensiva.
CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES
Joka (7)
Reinaldo Ventura (7)
Miguel Rocha (8)
Luís Querido (7)
Dario Gimenez (7)
SUPLENTES UTILIZADOS
Conti (-)
Zé Pedro (7)
Joca (7)
Tomás Pereira (7)
Rafael Lourenço (7)
ANÁLISE TÁTICA – AD SANJOANENSE
A equipa de São João da Madeira já sabia ao que vinha, pelo maior favoritismo dos ainda campeões nacionais em título. Os jogadores tentaram, através de transições rápidas, surpreender a equipa de Barcelos, focando-se na defesa.
A CRÓNICA: DUPLA SEFEROVIC-DIOGO GONÇALVES DÁ VITÓRIA QUE MANTÉM VIVO O SONHO CHAMPIONS
A partida em Lisboa arrancou a todo o gás, mas ninguém esperava que o SL Benfica tivesse a primeira grande penalidade na Primeira Liga. A verdade é que não teve e muito por culpa da forma bem ajuizada de Vítor Ferreira, o VAR. Depois de bom cruzamento de Pedrinho, Waldschmidt conseguiu receber e seguir rumo à baliza, mas travado pelo Chidozie. Primeiro, Manuel Mota marcou penalti, mas já dizia a música “Era Só Jajão”. O nigeriano foi expulso aos oito minutos e deixou os axadrezados com um Plano A totalmente estragado.
Ao minuto 40, a bola encontrou dentro da baliza de Léo Jardim, mas não contou. Taarabt tem de ter cuidado com as suas arrancadas, porque os braços não podem ser usados como tem feito. Porém, logo dois minutos depois houve mesmo golo. Uma grande jogada no lado direito por parte de Diogo Gonçalves, que parecia uma autêntica flecha, e passou por dois jogadores e só teve de entregar a Seferovic, que não podia falhar esta na cara da baliza.
Era o 1-0 na Luz, depois de tantas oportunidades falhadas por parte dos encarnados. O jogo estava tão próximo do intervalo que foi com este resultado que todos recolheram aos balneários.
O homem estava completamente on fire e não fosse o VAR a estragar a festa lá teria sido o hat-trick. Lucas Veríssimo mandou a bola ao ferro e Seferovic ainda introduziu a bola na baliza, mas estava sete centímetros em fora de jogo. Ainda assim, o suíço foi fundamental para conseguir xeque-mate nesta partida de xadrez ainda que o peão Diogo Gonçalves tenha sido também muito importante.
Um jogo de intensidade baixa e fácil para os encarnados, que continuam muito perdulários naquilo que toca à finalização. O SL Benfica com esta vitória persegue o sonho de ainda ter um lugar na Liga dos Campeões com 48 pontos, mas ainda com o SC Braga e o FC Porto na sua frente com menos um jogo ambos. Já, os boavisteiros não conseguem continuar a senda de vitórias que tinha começado na jornada anterior frente ao FC Famalicão. Contudo, foi um jogo que se tornou ainda mais complicado devido à expulsão de Chidozie.
A FIGURA
Fonte: Sebastião Roxo/Bola na Rede
Diogo Gonçalves – Numa situação em que podia muito bem não ter estado tão evidência, mas foi aquele que mais ajudou na procura de criar lances de perigo. É ele quem saca da cartola a arrancada para o primeiro golo e também é dele que surge o cruzamento para o segundo golo encarnado. Esteve muito bem na partida e merece, sem dúvida, esta distinção. Também em evidência está Seferovic que marcou três… dois golos válidos para a sua conta pessoal.
O FORA DE JOGO
Fonte. Diogo Cardoso / Bola na Rede
Chidozie Awaziem – Que má abordagem ao lance com Luca Waldschmidt. Ao invés de proteger aquilo que era a sua baliza e ficar de costas para a mesma, decidiu ficar na expetativa e proteger o lado para onde o alemão do encarnado não teria muito sucesso. O número dez das águias recebeu orientado e fugiu ao defesa central do Boavista. Em primeiro lugar, ainda se pensou ser penalti, mas Manuel Mota, auxiliado pelo VAR, deu ordem de expulsão ao jogador. A condicionar qualquer tipo de plano que Jesualdo Ferreira tinha para este encontro.
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
Jorge Jesus não efetuou muitas alterações àquilo que é o sistema tática da sua equipa (o típico 4-4-2), nem mesmo trocou muitas peças no onze inicial em comparação com o último jogo frente à Belenenses SAD. Apenas troca duas trocas: uma de jogador brasileiro por outro jogador brasileiro – ou seja, Pedrinho entrou para o lugar que tinha sido ocupado por Everton no lado esquerdo do ataque – e a outra de Adel Taarabt por Pizzi.
Também a expulsão de Chidozie influenciou muito daquilo que foi a estratégia para este jogo. Por isso, os encarnados procuravam muito o jogo nas costas da defesa com passes em profundidade vindas, normalmente, das alas – tanto dos laterais como dos extremos. As águias exploraram muito bem o jogo entrelinhas e os passes do meio para as alas de Taarabt foram muito importantes, por exemplo, para encontrar Diogo Gonçalves no segundo golo.
A nível defensivo, pouco trabalho teve de fazer Lucas Veríssimo e Nicolas Otamendi e em que a saída a três jogadores acabou mesmo por não ser tão utilizada devido ao facto dos encarnados estarem em vantagem numérica.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Helton Leite (5)
Grimaldo (5)
Nicolas Otamendi (5)
Lucas Veríssimo (5)
Diogo Gonçalves (8)
Julian Weigl (6)
Adel Taarabt (6)
Pedrinho (4)
Rafa Silva (4)
Luca Waldschmidt (6)
Haris Seferovic (7)
SUBS UTILIZADOS
Darwin Nuñez (5)
Gabriel (5)
Pizzi (6)
Everton (6)
Chiquinho (-)
ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC
Num 4-3-3, pelo menos aquilo que aparecia na transmissão, apenas a troca de Nuno Santos por Sebastian Perez, este último por se encontrar emprestado pela equipa encarnada a não conseguir dar o contributo necessário a Jesualdo Ferreira. Paulinho mais avançado com a dupla Javi Garcia e Sebastian Perez mais recuada, depois na frente as tarefas mais ofensivas entregues a Elis e Sauer e Angel Gomes a serem os extremos boavisteiros.
Contudo, o 4-3-3 estava errado, porque a defender seria um 5-3-2 com Javi Garcia a juntar-se muito aos dois centrais Cristian Devenish e Chidozie Awaziem. A nível ofensivo notava-se que os axadrezados queriam construir com três e com os laterais, Ricardo Mangas e Reggie Cannon, muito subidos. O problema é que com a expulsão de Chidozie tudo mudou e o Boavista começou a jogar em algo semelhante como um 4-4-1 com Javi Garcia a ficar mesmo como defesa central.
O jogo ofensivo dos boavisteiros ficou reduzido a nada enquanto que a nível defensivo a equipa continuava com muitas dificuldades para conseguir controlar o espaço entrelinhas. As substituições não serviam para muito devido ao fator expulsão, mas Javi Garcia acabaria por subir para médio defensivo e Porozo ficar como central.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Léo Jardim (7)
Reggie Cannon (5)
Cristian Devenish (5)
Chidozie Awaziem (1)
Ricardo Mangas (5)
Javi Garcia (6)
Sebastian Perez (5)
Gustavo Sauer (4)
Paulinho (5)
Angel Gomes (5)
Elis (5)
SUBS UTILIZADOS
Show (4)
Jackson Pozoro (5)
Hamache (4)
Benguche (-)
Morais (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
SL Benfica
BnR: Na antevisão disse que o SL Benfica não pode ter apenas o plano A. Neste plano que os encarnados jogaram, que não era o principal, houve jogadores que sentiram muitas dificuldades, como o Rafa e o Pedrinho. Sentiu essa dificuldade destes jogadores de se adaptarem ao jogo por aquilo que são as suas caraterísticas?
Jorge Jesus: Com a expulsão do jogador do Boavista [Chidozie] fez com que a equipa ficasse a jogar com dois centrais e isso deu mais liberdade de ação ao Rafa e ao Pedrinho. Em termos de posicionamento no corredor central, ficámos ainda mais fortes e tornou-se tudo mais fácil de entrar nesta zona, até porque o lance do Adel é daí. Tirei o Rafa porque faltavam dez minutos para o fim do jogo. Desde que chegamos o Rafa tem estado muito melhor do que nos últimos anos. Está mais confiante e mais competitivo. Defensivamente mais forte, embora, hoje não tenha sido preciso isso. Tirei-os, porque já tinham jogado algum tempo.
O Pedrinho esteve bem, fez coisas bem e foi a primeira vez que jogou naquele lado, visto que gosta de jogar mais no lado direito. Com jogos que vai ter de certeza que vai melhor. Individualmente é bom e é difícil de tirar a bola ao Pedrinho. Tirei-o para meter o Everton, porque já tinha 60 minutos de jogo e queria que o Everton também jogasse. O Boavista não complicou em nada e o Benfica estava a ganhar já quando fiz as duas substituições. O Boavista teve de correr muito na segunda parte para conseguir controlar o Benfica e o mister Jesulado mexeu, e bem, na equipa, porque estava a ser difícil de posicionar devido ao cansaço. Já tem muitos anos de Futebol e viu que era preciso mexer e fez. Mas respondendo diretamente à sua pergunta não teve uma coisa a ver com a outra.
Boavista FC
BnR: O Boavista mostrou dificuldade dos jogadores quando a bola entrava entre os centrais e o médio mais recuado, situação que ainda aconteceu mais quando houve a expulsão. Acredita que pode ter sido esta dificuldade que o SL Benfica explorou mais para chegar à vitória e se foi a maior debilidade da sua equipa?
Jesualdo Ferreira: A partir do momento em que perdemos um dos jogadores devido à expulsão do Chidozie, o primeiro pensamento de um treinador e aquilo que era normal era meter um central no seu lugar. Mas, achei que não era necessário e devia manter aquilo que estávamos a fazer e foi uma decisão acertada. Quando percebi que o resultado era impossível de reveter comecei a fazer uma gestão dos meus jogadores. Quando se meteu o outro central [Jackson Pozoro] e era necessário começar essa tal gestão. Como é óbvio a zona mais central do terreno era aquela que estava mais sob pressão e toda a gente sabe que o jogo do Benfica é esse mesmo, é jogar muito pelo corredor central. Seria aí que íamos ter mais difícil e foi por isso que decidi jogar com uma posição mais central na defesa de início [com a opção Javi Garcia].
Portugal defrontou, este sábado, a Croácia, na segunda jornada do Torneio Pré-Olímpico, após ter vencido a Tunísia, na primeira jornada. A Croácia perdeu o primeiro jogo desta fase contra a França, agravando ainda mais a “crise” da qual tem vindo a sofrer desde o Mundial de janeiro. Este era um jogo decisivo para ambas as equipas, já que uma derrota colocava a Croácia fora dos Jogos Olímpicos, enquanto Portugal garantiria a qualificação para Tóquio.
Devido à importância do jogo, ambas as equipas pareceram um pouco nervosas no começo da partida, algo que se notou nas dificuldades ofensivas e nos erros técnicos cometidos. Aos seis minutos, apenas tinham sido marcados dois golos, um para cada equipa. Após superar estas dificuldades iniciais, Portugal conseguiu distanciar-se da Croácia, construindo uma vantagem de três golos. No entanto, por algumas vezes, a Croácia conseguiu minimizar a distância.
A entrada de Manuel Gaspar e a aposta no 7×6 permitiram que Portugal voltasse a aumentar a vantagem, que só não foi maior ao intervalo porque, nos momentos finais da primeira parte, a equipa de Paulo Jorge Pereira apresentou alguma displicência ofensiva. Ainda assim, Portugal saiu para o intervalo a vencer 9-12.
🇭🇷🆚🇵🇹 It’s a positive first half for Portugal and a dangerous one for Croatia, as Portugal hold the lead at 12:9 at the break. #Tokyo2020pic.twitter.com/XJPQ7FnqMh
— International Handball Federation (@ihf_info) March 13, 2021
Se o final da primeira parte não foi o melhor, a entrada na segunda parte foi completamente o oposto. Manuel Gaspar entrou em grande nível, tal como o ataque português, o que levou a um parcial de 0-3, que permitiu construir uma vantagem de seis golos logo no início do segundo tempo. Mas se todos pensavam que vinha daí um jogo confortável, estava muito enganado, porque do 10-16 para a frente foi um autêntico descalabro que ninguém fazia prever.
Em menos de dez minutos, a Croácia fez um parcial de 6-1 e colocou a diferença em apenas um golo. Portugal conseguiu ir aguentando a vantagem com recurso ao 7×6, mas via-se que as soluções iam sendo escassas e cada vez mais forçadas. A Croácia acabou mesmo por se colocar, pela segunda vez, na frente do marcador, aos 59 minutos. Portugal ainda voltou a empatar, mas não conseguiu nem impedir o último golo dos croatas, nem empatar a partida no derradeiro ataque, perdendo, então, a partida por 25-24.
Se lhe pareceu que já viu este jogo em algum lado, não está enganado. Já no Mundial, Portugal esteve próximo (não tanto como hoje) de conseguir um resultado muito importante para os objetivos contra a Noruega, mas acabou por perder por apenas um golo. Tal como em janeiro, Portugal precisa agora de levar vencida a França para estar nos Jogos Olímpicos, naquela que vai ser uma missão muito complicada. Fica o sentimento de vazio de ter estado tão perto de conseguir o ponto mais alto da história do Andebol português e ter falhado por tão pouco.
Ivan Cupic – Poucos são os jogadores que, num jogo deste nível, marcam nove golos. No entanto, muito menos são aqueles que o fazem com 100% de eficácia. O pequeno jogador croata é um dos nomes do andebol europeu há alguns anos e, infelizmente para Portugal, hoje voltou a demonstrá-lo, elevando uma equipa da Croácia que bem precisa das suas individualidades ao mais alto nível.
O FORA DE JOGO
🇵🇹 O último encontro de #Portugal no Torneio Pré-Olímpico será França, uma seleção contra a qual os Heróis do Mar já têm muita história! 🔛🔥
— Federação de Andebol (@AndebolPortugal) March 11, 2021
Paulo Jorge Pereira – Mesmo enquanto a equipa esteve em vantagem, na segunda parte, via-se que estava nervosa, sem ideias e que, mais tarde ou mais cedo, a Croácia ia passar para a frente. O treinador português teve tempo para pensar e agir mas, quando o fez, não teve efeitos práticos, nem foi na altura acerta. É impensável uma equipa fazer um parcial de 1-4 no começo da primeira parte para aumentar a vantagem para seis golos e, ainda assim, no final da partida, perder o jogo. Apesar de existirem outras razões de queixa (duas exibições muito preocupantes dos árbitros da partida), o treinador português deve ser considerado o principal responsável pela derrota.
ANÁLISE TÁTICA – CROÁCIA
Esta é uma equipa da Croácia em renovação, pelo menos na equipa técnica, e que vem de uma má prestação no Mundial. Hoje apresentou um sistema defensivo muito híbrido, variando entre o 5×1, 4×2 e 3x2x1, colocando grandes dificuldades à circulação ofensiva portuguesa, o que acabou por ser decisivo na fase derradeira da partida. Em termos ofensivos, a equipa esteve um pouco dependente das grandes individualidades que ainda tem, apesar de, em alguns momentos, mostrar algum do seu “perfume”.
SETE INICIAL E PONTUAÇÕES
Ivan Pesic (4)
Igor Karacic (7)
Ivan Martinovic (4)
Ivan Cupic (10)
Zeljko Musa (8)
Domagoj Duvnjak (9)
David Mandic (8)
SUBS UTILIZADOS
Marin Sego (6)
Marino Maric (8)
Manuel Strlek (4)
Marko Mamic (4)
Luka Sebetic (6)
Kresimir Kozina (4)
Domagoj Pavlovic (4)
ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL
O que dizer sobre este jogo? Em termos defensivos, Portugal melhorou um pouco a sua performance defensiva, em relação ao jogo com a Tunísia, principalmente na contenção do jogo com os pivots. No entanto, manteve-se muito dependente das intervenções dos guarda-redes para conseguir conquistar bolas. Em termos ofensivos, vimos uma organização de bom nível durante 35 minutos, mas, a partir daí, a equipa deixou de ter capacidade para superar as dificuldades que a defesa adversária colocou.
Primeira Liga, 23.ª jornada: domingo, 20h00, 14 de março de 2021 ANTEVISÃO: FC PORTO QUER VINGAR A DERROTA DA PRIMEIRA VOLTA
A 23.ª jornada marca o reencontro do FC Porto com o FC Paços de Ferreira, duas equipas que habitam as primeiras cinco posições do campeonato. De um lado, temos um FC Porto que ainda acredita no campeonato e, por isso, não poderá perder mais qualquer ponto. Certamente que o cansaço se fará sentir em alguns jogadores, depois da dura partida de terça-feira frente à Juventus FC, sendo, então, provável que vejamos algumas alterações no alinhamento portista.
Do outro lado, um FC Paços de Ferreira que já se tornou na equipa revelação desta temporada. Pepa e os seus jogadores têm subido de cotação e procuram reservar lugar na próxima da edição da Liga Europa. Assim sendo, todos os pontos contarão e, certamente, a equipa vai encarar este próximo jogo de cabeça erguida, tal como o fizeram na primeira volta. Os castores venceram o FC Porto na jornada seis da Primeira Liga por 3-2, banalizando completamente os dragões. Esta será a terceira vez que se defrontam, uma vez que os azuis e brancos receberam e venceram o FC Paços de Ferreira por 2-1 em dezembro, numa partida para a Taça da Liga.
10 DADOS RÁPIDOS
FC Paços de Ferreira tem apenas mais um golo sofrido do que o FC Porto;
O FC Paços de Ferreira nunca venceu no Estádio do Dragão;
Sérgio Conceição ganhou sete vezes em oito jogos frente a Pepa;
Dragões marcaram pelo menos dois golos nas últimas dez receções aos castores;
O FC Porto ganhou 36 partidas em 48 confrontos diretos, o FC Paços de Ferreira apenas cinco;
O FC Porto venceu os últimos nove encontros caseiros frente ao FC Paços de Ferreira;
Sérgio Oliveira é o melhor marcador da equipa portista com 17 golos em todas as competições;
Do lado do FC Paços de Ferreira, Douglas Tanque é quem soma mais golos, tendo marcado por oito vezes em todas as competições
Pepa perdeu em todas as partidas em que participou como treinador no Estádio do Dragão;
O FC Porto não sabe o que é perder para o campeonato há 16 jogos;
JOGADORES A TER EM CONTA
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Mehdi Taremi (FC Porto) – O iraniano, habitual titular, deverá fazer parte do onze inicial, depois do descanso que teve devido à expulsão no jogo de terça-feira. Embora já não marque há cinco partidas, Taremi tem sido sempre muito interventivo nos vários lances ofensivos e é já uma peça fulcral na frente de ataque portista. Leva 15 golos em 35 partidas.
Stephen Eustaquio foi considerado pelos nossos adeptos o 𝗛𝗼𝗺𝗲𝗺 𝗱𝗼 𝗝𝗼𝗴𝗼 da 21ª jornada da Liga NOS. 🥇
Stephen Eustáquio (FC Paços de Ferreira) – Foi um dos principais responsáveis pela vitória frente ao FC Porto. Pepa, inclusive, apelidou-o de “monstro”. O médio luso-canadiano está a fazer uma das melhores temporadas da sua carreira e a procurar reinventar-se depois da grave lesão sofrida no México. O número 46 joga e faz jogar, ao mesmo tempo que espalha magia no meio campo pacense.
XI’S PROVÁVEIS
FC Porto: Marchesín, Nanú, Mbemba, Diogo Leite, Zaidu, Tecatito Corona, Otávio, Matheus Uribe, Luis Díaz, Taremi e Evanilson.
Treinador: Sérgio Conceição
“Já os defrontámos e percebemos o que têm feito em todo o campeonato. Não precisamos de determinados jogos para ter mais moral, a ambição tem de ser sempre a maior e a melhor.”
FC Paços de Ferreira: Jordi Martins, Fernando Fonseca, Marcelo, Maracás, Pedro Rebocho, Luiz Carlos, Stephen Eustáquio, Bruno Costa, Luther Sing, Douglas Tanque e Hélder Ferreira.
Treinador: Pepa
“Tudo é analisado ao pormenor, mas não vamos alterar nada. Mais do que estarmos fechados e agarrados ao adversário, é estarmos agarrados à nossa ideia, porque, assim, estaremos mais próximos de ganhar o jogo, que é o que queremos.”.
PREVISÃO DE RESULTADO: FC Porto 2-0 FC Paços de Ferreira
A CRÓNICA: PRAGMATISMO DO ACADÉMICO DE VISEU FC FEZ A DIFERENÇA
O SL Benfica B, numa situação bastante mais tranquila na tabela classificativa, começou o jogo com mais posse de bola e mais próxima da baliza da equipa da casa. No entanto, à medida que os minutos passavam, o Académico de Viseu FC conseguiu atacar, fazendo transições rápidas.
Aos 13 minutos, foi precisamente num contra-ataque rápido que o Académico de Viseu fez o primeiro golo da partida, numa bela jogada de equipa. Yuri Araújo recuperou a bola perto do meio campo e percorreu toda a ala direita até às imediações da grande área. Daí, fez um passe para André Carvalhas, que, do centro, passou para João Vasco, rematando rasteiro cruzado e batendo Fábio Duarte. O Académico ainda teve oportunidade, quase de seguida, de fazer o 2-0, num remate de André Carvalhas, que obrigou o guarda-redes encarnado a desviar a bola por cima do travessão.
Perto da meia hora de jogo, o Benfica B começou a acertar nas marcações aos jogadores viseenses e voltou a ter mais iniciativa de jogo. Contudo, perigo é palavra que não se pode aplicar ao que os forasteiros causaram à baliza de Ricardo Fernandes. Aos 33’, num cruzamento com conta, peso e medida, João Ferreira centrou alto para Tiago Araújo, com espaço para cabecear perto do poste esquerdo.
Na segunda parte, os visitantes voltaram a entrar melhor para tentar chegar ao empate, quase sempre pela direita, com João Ferreira em destaque nas assistências. Foi mesmo o lateral a recuperar a bola da defesa e a fazer um passe longo, nas costas da defesa para Tiago Araújo. O avançado conseguiu entrar na grande área viseense e acabou derrubado em falta, segundo o árbitro, por João Pica. Morato cobrou a grande penalidade, bem colocada junto ao poste direito, e fez o 1-1.
Apesar de ter chegado ao empate, o Benfica B continuava por cima da partida, sem que o Académico de Viseu conseguisse sequer aproveitar as transições rápidas para criar perigo.
Só por volta do último quarto de hora é que a equipa da casa conseguiu chegar perto da baliza encarnada. Aos 83´, os viseenses conseguiram mesmo voltar para a frente do marcador. Yuri Araújo fez um remate rasteiro, nas imediações da grande área adversária, na sequência de uma boa jogada coletiva.
Os últimos minutos já só mostraram um Benfica B desesperado a tentar o golo do empate, mas sem ideias. Vitória pragmática do Académico de Viseu, que sai com três importantes pontos na luta pela manutenção.
— Académico de Viseu FC (@AcademicoViseu) March 13, 2021
Yuri Araújo – O médio-ala/extremo do Académico de Viseu FC esteve em destaque, já que conduziu o lance que viria a dar o primeiro golo dos viseenses e ao fazer o golo da vitória. Através da sua velocidade e das combinações no meio campo, ajudou a equipa a respirar da pressão encarnada e a estar mais próxima da baliza adversária.
Falta de pragmatismo “encarnado” – Os “encarnados” tiveram mais posse de bola, mais tempo de ataque e estiveram mais perto da baliza da equipa viseense, mas não conseguiram criar perigo. Por isso, é importante que estes jogadores jovens tenham oportunidade para crescer na Segunda Liga.
ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICO DE VISEU FC
Na estreia em jogos em casa, Zé Gomes apostou num 4-5-1, com Ayongo na frente do ataque. João Vasco e Yuri Araújo, nas alas, e André Carvalhas, ao centro, eram os elementos mais ofensivos do meio campo. Os laterais Mesquita e Jorge Miguel acabaram por ficar mais resguardados na defesa, tendo em conta os possíveis desequilíbrios criados pelos encarnados.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Ricardo Fernandes (6)
Jorge Miguel (6)
Mathaus (6)
João Pica (6)
Mesquita (6)
Zimbabwe (7)
Diogo Santos (6)
Yuri Araújo (8)
João Vasco (7)
André Carvalhas (7)
Ayongo (5)
SUBS UTILIZADOS
Carter (6)
Paná (6)
Luisinho (-)
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA B
Nelson Veríssimo apostou num 4-4-2, com Henrique e Tiago Araújo na frente de ataque. David Tavares era o elemento mais ofensivo do meio campo. Os laterais João Ferreira, em especial, e Sandro Cruz jogaram muito projetados para o ataque, tentando dar largura.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Fábio Duarte (6)
Sandro Cruz (6)
Tomás Araújo (6)
Morato (6)
João Ferreira (8)
Vukotic (6)
Diogo Mendes (6)
David Tavares (6)
Umaro Embaló (6)
Tiago Araújo (7)
Henrique Araújo (6)
SUBS UTILIZADOS
Fábio Baptista (-)
Duk (-)
Samuel Pedro (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Académico de Viseu FC
BnR: O Académico Viseu apresentou uma linha defensiva pouco recuada, na maioria do seu jogo. Era uma preocupação à partida, face as individualidades dos encarnados?
Zé Gomes: Eu costumo dizer aos meus jogadores para nos preocuparmos em campo mais com aquilo que nós fazemos. Como é óbvio, temos de olhar para o adversário e não o podemos ignorar. Nós tentámos, neste caso, que a equipa estivesse junta e o mais subida possível. Mérito do Benfica, que nos empurrou um pouco para trás. Esta equipa sofreu e lutou até ao fim, com o caráter que tem, para conquistar o objetivo, que era ganhar.
SL Benfica B
BnR: A equipa apostou, sobretudo, em jogadas de envolvência e, mesmo com algumas dificuldades na criação de espaços na defensiva adversária, preferiu não apostar na meia distância. É um princípio da equipa?
Nelson Veríssimo: Nós vamos conseguindo fazer o que o adversário também nos vai permitindo. Obviamente, é uma das situações que nós trabalhamos, mas, defensivamente, em muitos momentos, o Académico de Viseu tem uma organização boa. Tivemos algumas dificuldades em alguns momentos, nomeadamente nessa situação [remates de fora da área]. Ainda assim, recordo-me do Vukotic, que fez um remate à entrada da área, o que foi uma boa oportunidade para nós. No entanto, obviamente, nós não jogamos sozinhos. É um jogo do ‘gato e do rato’. As equipas andam sempre à procura de espaços e de criar espaços para depois atacá-los e criar desequilíbrios para atacar a baliza. Algumas vezes, é conseguido. Outras vezes, não é. Mas isso é a própria dinâmica do jogo.
A CRÓNICA: JOGO “MORNO” OFERECEU UM PONTO A CADA LADO
O Estádio do Mar foi palco de mais um encontro da Segunda Liga. Desta vez, a 24ª jornada ditou um duelo entre o Leixões SC e o CD Cova da Piedade. Ainda antes de se ouvir o apito inicial, os jogadores da “Armada do Mar” entraram em campo a exibir uma faixa como demonstração de apoio a Jorge Moreira, presidente do clube de Matosinhos (nota para a não confusão com André Castro, que é presidente da SAD leixonense), que atravessa uma má fase, tendo sido diagnosticado com um linfoma de Hodgkin. O Bola na Rede deseja uma rápida recuperação a Jorge Moreira!
O jogo começou algo “morno”. Aos 15 minutos, um falta de Stefanovic sobre Oliveira, na área, fez levantar o banco, que pediu a marcação de uma grande penalidade, mas o árbitro Cláudio Pereira mandou seguir o jogo. A verdade é que essa grande penalidade acabou por acontecer num lance apenas cinco minutos depois, na consequência de uma falta de Diogo Gomes sobre Cele. Aquele que foi o primeiro remate no jogo acabou por ser defendido pelo guarda-redes do Leixões SC, e a bola continuou a rolar.
O Cova da Piedade esteve por cima durante a maior parte do primeiro tempo e, após uma sequência de poucos minutos do Leixões por cima, acabou por concretizar, pelo pé de Oliveira. A cinco minutos do final da primeira metade, o avançado do Cova da Piedade abriu o marcador e deu vantagem à equipa forasteira.
Nuns primeiros 45 minutos plenamente dominados pelo Cova da Piedade, a equipa de José Mota teve a sua grande oportunidade de igualar o marcador apenas no último lance antes de recolher aos balneários. Joca Samuel tentou, mas sem sucesso.
As entradas em campo, depois do intervalo, mudaram por completo a estratégia de jogo definida por ambas as equipas. As substituições elaboradas por José Mota foram as mais flagrantes a nível de construção ofensiva: Nenê e Avto.
O Leixões SC começou a pressionar na área do Cova da Piedade, o que resultou mesmo em golo. Aos 58 minutos, essa entrada fulminante da “Armada do Mar” culminou em Belkheir, depois de um passe a rasgar completamente a defesa. Edu Machado acabou por rematar para o fundo das redes de Facchini. Igualdade representada no marcador a uma bola.
Um jogo retratado pelas “duas caras” das duas equipas: um Cova da Piedade aguerrido na primeira parte, mas pouco eficaz na segunda, e um Leixões SC com “falta de comparência” na primeira metade e feroz na segunda. Pouco mais houve a fazer em campo e a dizer: 1-1 foi o resultado do encontro no Estádio do Mar.
— Leixões SC – Futebol, SAD (@leixoessad) March 12, 2021
Entradas de Avto e Nenê – Depois de uma primeira parte praticamente sem lances de perigo para a equipa de Matosinhos, as entradas de Avto e Nenê reanimaram a esperança e reavivaram a equipa em campo, a nível de construção de jogo ofensivo.
Leixões SC na primeira parte – Condizendo com aquilo que foi a figura do jogo, retrata-se a forma como o Leixões SC, na primeira parte, como quem diz, aparentou nem se apresentar. Um jogo “morto”, sem qualquer oportunidade flagrante de golo, à exceção do último lance.
ANÁLISE TÁTICA – LEIXÕES SC
José Mota optou por um 4-3-3 que, à entrada para a segunda parte, se moldou num 4-2-4, com o objetivo de apostar no jogo exterior, mas com o meio-campo destapado no miolo, apenas com as presenças de Nduwarugira e Joca Samuel.
Nota para o ressurgimento de Beto na ficha de jogo e no banco de suplentes. A linha defensiva foi composta, ao longo do encontro, pelo capitão, Pedro Pinto, e Diogo Gomes, na zona central, com apoio nas laterais de Seck e Edu Machado.
O meio-campo começou ocupado por Nduwarugira, Joca Samuel e Rodrigo, mas, mais tarde, moldou-se com as alterações já enunciadas. Na frente, Belkheir alinhou nos 80 minutos, sendo na segunda parte acompanhado por Nenê.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Stefanovic (6)
Seck (6)
Pedro Pinto (6)
Diogo Gomes (5)
Edu Machado (6)
Joca Samuel (6)
Nduwarugira (6)
Rodrigo (5)
Kiki (6)
Sapara (5)
Belkheir (6)
SUBS UTILIZADOS
Nenê (6)
Avto (6)
Vando (6)
Bruno Monteiro (6)
ANÁLISE TÁTICA – CD COVA DA PIEDADE
Mário Nunes apostou num 4-4-2, com a linha de quatro defesas composta por Simão Júnior e João Meira, na zona central, e Cristiano Gomes e Filipe Maio a ocupar as restantes posições.
No setor do meio-campo permaneceram Bruno Alves e Shimabuku, com Cele e Alex Freitas nas alas, encarregues de apoiar os homens mais avançados no terreno: João Vieira e Oliveira.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Adriano Facchini (6)
Cristiano Gomes (6)
Simão Jr. (6)
João Meira (6)
Filipe Maio (6)
Bruno Alves (6)
Shimabuku (5)
Cele (6)
Alex Freitas (6)
João Vieira (6)
Oliveira (6)
SUBS UTILIZADOS
Bruno Bernardo (6)
Patrão (6)
Balogun (6)
Cícero (6)
Blondell (6)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Leixões SC
BnR: Pedia-lhe uma análise ao jogo e pergunto sobre o “reaparecimento” do Leixões SC em campo, após as entradas de Nenê e Avto em campo?
José Mota: É verdade. As substituições deles os dois fizeram mesmo a diferença. Mas, começando pelo princípio, dou os parabéns ao Cova da Piedade pela primeira parte que fizeram. Chegaram ao primeiro golo, mereceram. Entrámos apáticos, não tivemos grandes oportunidades. E, entre as duas partes, só uma coisa esteve igual: o equipamento dos jogadores em campo. O resto mudou tudo. Na segunda parte, estivemos por cima, marcámos e foi justo. Foi um jogo dividido por ambas as equipas, com cada uma a dominar uma parte capa. Foi, possivelmente, a melhor segunda parte do Leixões desde que aqui estou, contrastando com a pior primeira parte. Agora, vou rever o jogo, encontrar os erros e trabalhar. Nisto, tenho de dar os parabéns aos meus jogadores pela segunda parte que fizeram.
CD Cova da Piedade
BnR: Peço-lhe um comentário ao jogo e pergunto-lhe se acredita que o CD Cova da Piedade poderia ter sido mais feliz aqui?
Mário Nunes: Claro que podíamos ser mais felizes, mas, dado aquilo que foi o jogo, seria injusto. Na primeira parte, entrámos bem. Na grande penalidade, existiu mérito do guarda-redes do Leixões. Estivemos por cima. Na segunda parte, o Leixões esteve por cima. As alterações que fizeram surtiram efeito. Tentámos continuar com as mesmas pedras em campo para travar o efeito das substituições. Acabei por não ver o golo do Leixões, porque estava a determinar o que os meus jogadores, que iam entrar, iam fazer em campo. Foi um jogo que acabou por ser dividido. Uma parte foi dominada por uma equipa e a segunda foi dominada pela outra e acabou por ir um ponto para cada lado. No entanto, estou relativamente satisfeito com os meus jogadores.