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Académica OAF 1-3 FC Vizela: Vizelenses vencem na-tu-ral-men-te

A CRÓNICA: PRIMEIRA PARTE A TODO O GÁS MARCOU RESULTADO FINAL

Académica OAF e FC Vizela ocupavam lugares consecutivos na tabela à entrada para esta jornada – terceiro e quarto, respetivamente. Ainda que nenhuma das equipas tenha assumido entrar por esses caminhos, esta partida revestia-se de grande importância para a luta pelos lugares cimeiros que dão acesso à Primeira Liga. Era, por isso, de esperar que, cedo neste sábado, se visse um bom jogo entre duas equipas com aspirações.

Não foi preciso esperar muito para que o espetáculo começasse a acontecer. A Académica perdeu uma bola em zona ofensiva e não garantiu os equilíbrios necessários a uma boa transição defensiva. Samu teve espaço para pensar, desmarcou Kiko e este assistiu Cassiano para o primeiro.

O fulgor do Vizela continuou e a pressão que exerceu na saída de bola da Académica deu lucros. Mika foi obrigado a bater uma bola para o centro do campo, que acabou interceptada pelos nortenhos. Francis Cann aproveitou o erro para fazer o 2-0, ainda antes do primeiro quarto de hora.

Renascida das cinzas e com o orgulho ferido de uma entrada apática, a Briosa desamarrou-se um pouco mais. Essa melhoria levou a equipa a mais aproximações à baliza adversária.  Num desses momentos, Fabinho finalizou de fora de área com um passe à baliza e relançou o jogo.

No entanto, a primeira parte ainda tinha mais surpresas para apresentar. Foi com o terceiro golo do Vizela que as equipas foram para o intervalo. Samu, melhor jogador da Segunda Liga no mês de fevereiro, foi o autor do 3-1, de livre direto. Num momento em que o país vai dando sinais de abertura, a barreira da Académica resolveu entrar na onda.

Os segundos 45 minutos não tiveram a mesma animação do que os primeiros. Mesmo assim, logo no primeiro minuto, Traquina, com tudo para marcar, não conseguiu pôr a bola no fundo das redes de Ivo. O ritmo de jogo baixou a partir daí, favorecendo a equipa em vantagem no marcador. Nesta fase, era a Académica que tinha a bola durante mais tempo, mas sem grandes consequências práticas. Os extremos estudantes eram quem mais faziam por virar o rumo dos acontecimentos.

O conforto vizelense manteve-se até ao fim, almofadado pela vantagem de dois golos. O resultado final pendeu a favor dos visitantes, que avançam para 16 jogos seguidos sem perder. A verdade é que o Vizela se aproxima do terceiro lugar da classificação e a subida de divisão pode ser mais do que uma miragem. No fim, no balneário do Vizela, ouvia-se em alto e bom som “deixa acontecer na-tu-ral-men-te…”. Talvez o sucesso passe por aí. A Académica volta a perder terreno para um adversário direto que já lhe está a morder os calcanhares.

A FIGURA


Kiko Bondoso – É um agitador nato. Foi um vagabundo na frente de ataque do Vizela e registou excelentes apontamentos técnicos. Acabou por fazer as assistências para os dois primeiros golos da sua equipa.

 

O FORA DE JOGO


Traquina – Não abundou criatividade para inventar traquinices novas que resultassem em perigo. Teve algumas boas situações para visar a baliza, mas desperdiçou.

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA OAF

A Académica não abdicou do seu conceito. Com base no 4-2-3-1, surgiam dinâmicas que, por vezes, culminavam no 4-3-3. Nesta estratégia, Mimito foi fundamental, ao juntar-se a Ricardo Dias no momento de defender e quando a equipa estava com maiores dificuldades em ter a bola. Mesmo assim, teve liberdade quer para explorar o espaço entre linhas, em conjunto com Fabinho, quer para cair no flanco e criar dinâmicas com Fabiano e Traquina.

No setor defensivo, é de realçar o trabalho dos laterais. Fabiano, na direita, deu uma grande rotação àquele lado do ataque. Pela esquerda, Bruno Teles, mesmo subindo menos vezes, prima pelo critério, quer na decisão de ir ou ficar, quer nas suas ações em zona ofensiva.

João Mário tem ocupado a posição de ponta de lança e voltou a fazê-lo neste encontro. Oferece qualidade no primeiro toque e consegue aproveitar o espaço que ele próximo gera ao arrastar os defesas consigo.

Em termos coletivos, a Académica defendeu com duas linhas de quatro e uma de dois, quando em organização. Num primeiro momento da fase defensiva procurou condicionar a saída do adversário com um bloco médio-alto. Ainda assim, a equipa de Rui Borges teve bastantes dificuldades em controlar o jogo entre linhas do adversário.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mika (6)

Fabiano (6)

Rafael Vieira (5)

Silvério (5)

Bruno Teles (6)

Ricardo Dias (6)

Mimito (6)

Fabinho (6)

Traquina (5)

Leandro Sanca (7)

João Mário (6)

SUBS UTILIZADOS

Mayambela (6)

Guima (5)

Rafael Furtado (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC VIZELA

Álvaro Pacheco voltou a apostar no 4-3-3. A equipa procurou imprimir bastante variabilidade no seu jogo, através de várias permutas entre os seus jogadores. O sistema tático não era por isso mais do que um ponto de partida. No fundo, uma anarquia organizada.

No meio-campo, Marcos Paulo garantiu solidez em frente à defesa. Samu e Guzzo jogaram à sua frente. O primeiro juntava-se a Marcos Paulo na fase defensiva, conferindo mais músculo ao miolo e, a atacar, disponibilizou-se para chegar à área e tirar partido da sua capacidade de finalização, pelo que foi um jogador com uma abrangência territorial muito grande. O segundo teve um papel de criação, nomeadamente no espaço entre linhas, e de gestão da posse da equipa, através do entendimento dos espaços que os seus companheiros ocupavam.

Na frente, Cassiano não deu descanso ao centrais, apostando nos duelos físicos e lançando-se em bastantes ataques à profundidade. Nas alas, Francis Cann, pela direita, e Kiko Bondoso, pela esquerda, procuraram envolvimentos com os seus colegas a todo o campo.

O Vizela exerceu uma pressão alta na saída de bola da Académica.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ivo Gonçalves (6)

Richard Ofori (6)

Matheus Costa (6)

Aidara (6)

Kiki (7)

Marcos Paulo (6)

Samu (7)

Raphael Guzzo (5)

Francis Cann (8)

Kiko Bondoso (8)

Cassiano (6)

SUBS UTILIZADOS

Ericson (5)

Tavinho (-)

Diogo Ribeiro (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

ACADÉMICA OAF

BnR:  A mobilidade dos jogadores do Vizela apanhou de surpresa a Académica?

Rui Borges: Estávamos identificados com o que o Vizela é em termos ofensivos e defensivos. Eles metem muita gente por dentro. Têm alas com um centro de gravidade baixo e com muita intensidade. Sabíamos que, se déssemos muito espaço entre a linha média e a linha defensiva (o que aconteceu – a nossa linha defensiva estava a baixar demasiado cedo), íamos passar mal. O Vizela foi rápido e intenso a atacar as zonas de finalização. É culpa nossa não termos anulado isso da melhor maneira.

FC VIZELA

BnR: A forma do Vizela pressionar pretendeu convidar a Académica a jogar por dentro. Foi um risco pensado?

Álvaro Pacheco:  Sim. Os meus jogadores sabem que temos de ter adaptabilidade. Eles gostam de dar largura ao seu jogo e, se os convidássemos a jogar por dentro, íamos ter superioridade numérica. Se eles metessem os extremos por dentro, também sabíamos o que fazer. O objetivo era tirar o espaço por fora para eles jogarem por dentro. Eles vivem muito de cruzamentos e queríamos tirar isso.

Artigo revisto

Mais uma etapa na corrida pela Champions | SL Benfica x Boavista FC

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Primeira Liga, Jornada 23: sábado, 18h, 13 de março de 2021
ANTEVISÃO: TRÊS PONTOS FUNDAMENTAIS PARA AMBAS AS EQUIPAS

O SL Benfica recebe, esta tarde, o Boavista FC, atualmente treinado por Jesualdo Ferreira e 14º classificado da Primeira Liga. Este jogo vai realizar-se com pressões diferentes para ambas as equipas. Do lado “encarnado”, os três pontos são fundamentais pela perseguição ao segundo lugar que permite a entrada direta na Liga dos Campeões. Já do lado “axadrezado”, é importante conseguir pontuar para fugir à zona de despromoção – o Boavista FC tem apenas mais dois pontos do que o Gil Vicente FC, atual 16º classificado.

AS ÁGUIAS ENCONTRAM UM ADVERSÁRIO DE MÁ MEMÓRIA NESTE CAMPEONATO. SERÁ QUE VÃO CONSEGUIR VENCER EM CASA? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Este embate traz-nos à memória o jogo da primeira volta, no Estádio do Bessa, onde a equipa da casa bateu as “águias” por 3-0, naquela que foi a primeira derrota de Jorge Jesus em competições nacionais no seu regresso a Portugal. Essa vitória do Boavista FC foi, curiosamente, a única até à 16ª jornada, quando conseguiu os três pontos frente ao Portimonense SC, no Algarve.

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Estas equipas já se encontraram por 125 ocasiões na sua história. O SL Benfica leva vantagem com 73 triunfos, enquanto que o Boavista FC apenas ganhou 20. Registaram-se ainda 32 empates.
  2. Desde que há registos, o SL Benfica já marcou 300 golos nos seus jogos contra os “axadrezados”, com uma média de 2,4 golos por jogo. Por outro lado, o Boavista FC conseguiu abanar as redes encarnadas por 115 vezes, cerca de 0,92 por jogo.
  3. A maior vitória que o SL Benfica já conseguiu numa receção frente ao Boavista FC aconteceu em 1954/1955, com um triunfo claro por 11-0.
  4. Do lado “axadrezado”, o melhor resultado alguma vez alcançado na condição de visitante ocorreu na Primeira Liga 1998/1999, quando se deslocou à Luz e ganhou por 0-3.
  5. Frente a frente temos duas equipas que gostam bastante de movimentar o marcador nos últimos 15 minutos do jogo: dos 20 golos marcados em casa até ao momento pelo SL Benfica, sete foram a partir dos 75 minutos. O Boavista FC tem seis golos sofridos neste período, num total de 18.
  6. O Boavista FC tem uma média de 17,05 faltas por jogo, a segunda equipa da Primeira Liga neste registo, apenas atrás do Portimonense SC. Já o SL Benfica encontra-se bem abaixo na lista, com uma média de 15.55 faltas por 90 minutos.
  7. A posse de bola é outro dado interessante. Se por um lado o SL Benfica é a equipa da competição com maior média de posse de bola (63%), o Boavista FC é a 6ª equipa com menos bola nos pés (45%).
  8. O Boavista FC chega a este jogo com tantos empates como derrotas (9). Já o número de vitórias na competição cai para menos de metade, apenas quatro até ao momento – uma delas frente ao SL Benfica na primeira volta.
  9. As “águias” têm apenas três derrotas na Primeira Liga, mas já contam com seis empates. Num total de 21 pontos perdidos, o SL Benfica soma ainda 13 vitórias desde a primeira jornada.

10. O SL Benfica tem tantas derrotas na condição de equipa caseira como o Boavista FC tem na condição de visitanteapenas uma. Os encarnados perderam com o SC Braga, enquanto que os “axadrezados” apenas triunfaram em Portimão.

JOGADORES A TER EM CONTA

Darwin vai regressar ao onze inicial do SL Benfica
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Darwin (SL Benfica) – O avançado uruguaio vai regressar à equipa neste jogo. Espera-se que volte com “fome de golo” e com vontade de ajudar a equipa. Depois de Jorge Jesus ter falado sobre Darwin na conferência de antevisão ao embate frente ao Boavista FC, este vai querer marcar golo ou ajudar a equipa com as habituais assistências – já tem sete na Primeira Liga.

 

Angel Gomes é a principal ameaça para o SL Benfica
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Angel Gomes (Boavista FC) – O jogador “mais” desta equipa do Boavista FC. Proveniente do LOSC Lille por empréstimo, o médio luso-inglês tem sido fundamental no trajeto da equipa “axadrezada”. Quatro golos e seis assistências são os números de Angel Gomes esta época. No entanto, as exibições do médio têm sido muito melhores do que os números apresentados, e é um jogador que dificilmente vai permanecer na Cidade Invicta no fim da temporada.

 

XI’S PROVÁVEIS

SL Benfica: Helton Leite, Diogo Gonçalves, Otamendi, Lucas Veríssimo, Grimaldo, Weigl, Pizzi, Rafa, Everton, Darwin Núñez e Seferovic. 

Treinador: Jorge Jesus

“Tenho a certeza de que o jogo [deste sábado] vai ser diferente do jogo do Bessa. Nada é igual, não há comparações possíveis do jogo da primeira volta dentro daquilo que são a estratégia, o sistema de jogo, as metodologias do treinador… Tudo é completamente diferente.”

 

Boavista FC: Léo Jardim, Cannon, Chidozie, Cristian Castro, Ricardo Mangas, Javi Garcia, Nuno Santos, Angel Gomes, Gustavo Affonso, Paulinho e Elis.

Treinador: Jesualdo Ferreira

“É um jogo fácil para o treinador. Não é preciso estar a alimentar muito a mente dos jogadores, tenho apenas de relembrar o que este jogo significa para nós, qual é a qualidade do adversário, mas, acima de tudo, subir os níveis da nossa confiança.”

PREVISÃO DE RESULTADO: SL Benfica 3-1 Boavista FC

Artigo revisto

Uma prova de fogo num terreno complicado | CD Tondela x Sporting CP

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Primeira Liga, Jornada 23: sábado, 20h30, 13 de março de 2021
ANTEVISÃO: SPORTING QUER ‘RECONQUISTAR’ TONDELA

O Sporting CP desloca-se, este sábado, até ao Estádio João Cardoso em jogo a contar para 23ª jornada do campeonato, para defrontar o CD Tondela . Com nove pontos de vantagem sobre o segundo classificado SC Braga, os leões vão em busca de mais um triunfo, depois da última vitória ter sido arrancada a ferros na receção ao CD Santa Clara, com um golo salvador de Coates, já em período de descontos. Num terreno tradicionalmente complicado para os leões, Rúben Amorim terá pela frente mais uma das provas de fogo que ainda terá de concluir até ao fim da temporada.

OS LEÕES QUEREM CONTINUAR A DOMINAR A LIGA E DESLOCAM-SE A UM TERRENO SEMPRE COMPLICADO. SERÁ QUE VENCEM? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Por outro lado, a equipa da casa vem de uma derrota pesada no Algarve diante do Portimonense (3-0). No décimo primeiro lugar da tabela classificativa, os comandados de Pako Ayestarán tentarão somar a sua oitava vitória no campeonato: os sete triunfos conseguidos até à data foram todos a jogar em casa, com a equipa tondelense a somar apenas um ponto fora de portas – são 23 pontos conquistados no João Cardoso e um em Barcelos, frente ao Gil Vicente FC.

No que toca às equipas que se apresentarão este sábado, o CD Tondela não poderá contar com Bebeto, que está com problemas musculares. Do lado do Sporting CP, apenas Paulinho estará indisponível, dado que o espanhol Pedro Porro já parece estar recuperado dos problemas físicos.

Este será um jogo interessante para o Sporting CP matar um ‘’borrego’’ recente: nas últimas duas deslocações a Tondela, o clube verde e branco nunca saiu vitorioso. Na última vitória leonina naquele estádio, datada de 2018, o herói foi o inevitável Coates, com um golo aos… 99 minutos.

 

10 DADOS RÁPIDOS 

  1. O Sporting CP, atual líder do campeonato, é a melhor equipa fora de casa: em 11 jogos, os Leões conquistaram 29 pontos de 33 possíveis.
  2. Por sua vez, o CD Tondela conquistou 23 dos seus 24 pontos no campeonato em casa, vencendo os últimos 5 jogos no seu estádio.
  3. Na primeira volta, os Leões derrotaram a turma beirã por 4-0. Desde essa jornada, o Sporting CP nunca mais largou o primeiro lugar.
  4. A última vitória do Sporting CP em Tondela foi na época 2017/18, com um golo de Sebastián Coates aos 99 (!) minutos.
  5. O primeiro jogo de sempre entre as duas equipas foi no Estádio Municipal de Aveiro, em 2015/16, com vitória leonina confirmada também nos descontos, aos 98 minutos.
  6. Desse confronto, apenas João Pereira e João Mário ainda fazem parte do plantel leonino. Do lado da equipa da casa, mantêm-se João Jaquité e Jhon Murillo.
  7. O maior goleador do confronto entre Sporting CP e CD Tondela é o holandês Bas Dost, com cinco golos marcados, sendo quatro no mesmo jogo.
  8. O último poker de um jogador do Sporting CP foi precisamente diante do CD Tondela, quando Bas Dost marcou no João Cardoso por quatro vezes na temporada 2016/17.
  9. Na atual época, apenas Vitória SC e SC Braga venceram em Tondela.
  10. Por sua vez, o Sporting CP só desperdiçou pontos fora de casa em duas ocasiões: em Famalicão (2-2) e no Dragão (0-0). No total, contabilizam-se 9 vitórias e 2 empates.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Sebastián Coates – O uruguaio tem sido a personificação da “estrelinha” que acompanha o Sporting CP, marcando o golo salvador frente ao Santa Clara, já depois de ter bisado em Barcelos frente ao Gil Vicente. Na melhor fase da carreira, o capitão leonino será dos jogadores mais perigosos do líder, principalmente se existir essa necessidade nos últimos minutos do encontro.

Mario González – Tem sido dos jogadores da equipa do Tondela em maior evidência na presente temporada. O avançado espanhol já bisou no Dragão e tem demonstrado toda a sua qualidade na primeira época que realiza fora do seu país. Será um dos nomes ao qual a  defesa leonina deverá ter atenção, já que poderá causar alguns estragos. Leva seis golos em 15 jogos no campeonato.

 

XI’S PROVÁVEIS

CD Tondela: Trigueira, Tiago Almeida, Enzo Martínez, Yohan Tavares, Filipe Ferreira, Jaume Grau, João Pedro, Olabe, Murillo, Salvador Agra e Mario González.

Treinador: Pako Ayestarán

‘’Tentaremos ser os primeiros a vencer o Sporting na Liga, mas as estatísticas estão aí, são dezoito vitórias e quatro empates. Sabemos que será muito difícil, mas estamos a trabalhar’’

 

Sporting CP: Adán, Coates, Feddal, Gonçalo Inácio, Nuno Mendes, João Palhinha, João Mário, Porro, Pedro Gonçalves, Nuno Santos e Tiago Tomás.

Treinador: Rúben Amorim

‘’O Tondela é uma equipa diferente em casa e fora. Sente-se confortável em casa e é a sexta melhor no seu terreno no campeonato. Tem um comportamento diferente na intensidade em casa e fora. Vamos ter um jogo muito complicado’’

 

Previsão de Resultado: CD Tondela 1-2 Sporting CP

Artigo revisto por Mariana Plácido

CD Nacional 1-2 CS Marítimo: Consolidado o “maior das ilhas”

A CRÓNICA: CS MARÍTIMO SORRI EM DÉRBI ALUCINANTE

O jogo entre CD Nacional e CS Marítimo deu o pontapé de saída da jornada 23 da Primeira Liga Portuguesa. Ao relvado do Estádio da Madeira subiram as duas equipas mais prestigiadas da Região Autónoma, ambas em situação precária, mas com boas projeções de futuro.

Tanto Nacional como Marítimo entraram em campo sabendo que precisavam de pontos como quem precisa de “pão para a boca”. Contudo, foi do Nacional a primeira oportunidade do jogo, pelos pés de Marco Matias, mas uma mancha perfeita de Amir travou as aspirações nacionalistas. O jogo aprontava-se “durinho”, com bastante luta no meio-campo e a decidir-se nos detalhes.

Aos 12 minutos, Rodrigo Pinho caiu na área, por falta de Piscitelli, e Hugo Miguel (e bem) assinalou grande penalidade. Joel Tagueu assumiu a responsabilidade, porém acusou a pressão e a bola foi embater na barra da baliza alvinegra. Precisamente o que não podia acontecer num jogo como este. O Marítimo cresceu na partida e Velázquez adorava o que ia vendo. O treinador espanhol era, por volta da meia hora de jogo, um treinador feliz com o que a sua equipa ia produzindo. Com razões para tal, diga-se.

A verdade é que, como em todos os jogos, quem não marca arrisca-se a sofrer e o Nacional aproveitou uma desatenção da defesa do Marítimo para ir a vencer para o intervalo. Kenji Gorré foi herói ao fazer em movimento aquilo que Joel Tagueu não conseguiu fazer de bola parada.

A segunda parte começou como acabou a primeira: frenética. O golo animou a equipa da casa e a intensidade foi uma constante, de ambos os lados. Os “verde-rubros” pressionaram e encostaram o Nacional às cordas. Tanto que, num pontapé de canto, Rodrigo Pinho fez o empate que trousse justiça ao marcador.

Os jogadores do Marítimo entendiam o mau momento que equipa atravessava. Talvez por isso, a união e a concentração foram princípios basilares para ultrapassar o seu maior rival. Solidariedade foi o que se viu por parte dos jogadores “verde-rubros”. Em mais uma desatenção defensiva dos centrais da formação do maritimista, Marcelo Hermes dobrou os colegas e fez um corte fulcral, o que resultou num contra-ataque rapidíssimo que só terminaria com a bola no fundo da baliza do guarda-redes italiano do Nacional. E quem mais seria?! Rodrigo Pinho, claro está. Bem-vindo de volta goleador.

Grande espetáculo de futebol. Um regalo para os olhos, é pena os adeptos voltarem apenas em maio. Nenhuma das equipas baixou os braços até final. Lances de perigo nas duas áreas. Os avançados do Marítimo tiveram ocasiões para matar o jogo e não o fizeram. Foi sofrer até ao fim. Velázquez tinha razão: tem muita matéria-prima para trabalhar.

No fim do jogo, pode dizer-se que ganhou a eficácia. Foram sete remates à baliza por parte do CD Nacional contra apenas três do CS Marítimo. Mas a verdade é que o resultado traduz justiça pela produtividade de jogo causada por Rodrigo Pinho e companhia.

 

A FIGURA

Rodrigo Pinho – Titular pela primeira vez desde janeiro, foi a jogo para resolver o dérbi madeirense. “Cavou” a grande penalidade na primeira parte, marcou dois golos e esteve muito pressionante durante os 85 minutos que esteve em campo. Nem parece que esteve lesionado durante tanto tempo. Jogador muito intenso e com grande qualidade técnica.

 

O FORA DE JOGO

CD Nacional jogadores
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

Ataque do CD Nacional – O ataque “alvinegro” esteve muito longe daquilo que é capaz. Não criaram tantas oportunidades como é costume. Os centrais maritimistas anularam a principal referência ofensiva, Brayan Riascos. Só através das falhas defensivas do Marítimo, os avançados nacionalistas conseguiram fazer sentir a sua presença.  Sete remates à baliza e apenas um golo.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD NACIONAL

Para uma partida de muita exigência física e psicológica, Luís Freire continuou a utilizar um sistema em 4-3-3. Com o italiano Riccardo Piscitelli na baliza alvinegra, na defesa o brasileiro Kalindi à direita, Lucas Kal e Júlio César ao centro, com a “locomotiva” moçambicana Witi à esquerda, formaram assim o quarteto defensivo. No meio-campo, o cabo-verdiano Nuno Borges foi a peça escolhida para iniciar a fase de construção da equipa. À sua frente jogaram, mais libertos, o francês Koziello e o jovem português Francisco Ramos. Nas alas, o jovem técnico optou por utilizar um jogador mais experiente, como é Marco Matias e, do outro lado, o jogador internacional pelo Curaçau Kenji Gorré. Por último, na frente, como referência mais ofensiva, o colombiano Brayan Róchez.

O CD Nacional entrou em campo com vontade de levar vencida a sua avante. Na fase de construção de jogo da equipa, Nuno Borges desceu para o meio dos centrais a fim de ter controlo da profundidade através do passo longo, ao passo que Koziello foi outros dos jogadores que tentou alavancar a equipa para a frente. Os alvinegros atacaram preferencialmente pelo centro e até foi assim que marcaram o tento inicial. Contudo, a equipa recuou muito as suas linhas em duas fases do jogo. Fases essas que o Marítimo soube aproveitar. Sendo que os erros defensivos custaram caro aos nacionalistas.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Riccardo Piscitelli (4)

Kalindi (5

Lucas Kal (4)

Júlio César © (4)

Witi (3)

Nuno Borges (4)

Chico Ramos (4)

Koziello (5)

Marco Matias (4)

Kenji Gorré (6)

Brayan Riascos (4)

SUBS UTILIZADOS

Rúben Freitas (4)

Azouni (3)

Éber Bessa (2)

Róchez (2)

 

ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO

Foi chegar, ver e orientar. Julio Velázquez sentou-se pela primeira vez no banco da equipa “verde-rubra”. E que jogo para se estrear: um dérbi. A escalação da equipa mudou em relação ao último jogo com Milton Mendes no banco. Velázquez utilizou um 4-4-2, o que curiosamente, era o segundo sistema usado pelo ex-treinador do Marítimo. Amir permaneceu na baliza, assim como Cláudio Winck e Marcelo Hermes nas laterais da defesa maritimista, ao passo que Zainadine, em dúvida até ao início do jogo, e Leo Andrade foram as apostas para o centro defensivo. No meio-campo, o duplo pivot manteve-se: Jean Irmer e Bambock foram as apostas (ganhas) para travar a segunda linha de ataque do Nacional. Nas alas, Jorge Correa e o capitão Edgar Costa foram as escolhas para dar profundidade aos corredores ofensivos, enquanto Joel Tagueu e Rodrigo Pinho foram a dupla de ataque.

Linhas subidas e pressão alta foram as principais armas táticas para o Marítimo vencer este duelo. Já não vencia na Choupana há 14 anos e hoje, ao fim de nove jogos consecutivos sem vencer, esta época, conseguiu “tirar um coelho da cartola”. A equipa nem dominou a posse bola, mas a intensidade com que a atacou e lutou pelos espaços deram a ilusão que os “Leões” madeirenses tivessem tido a maior percentagem de posse de bola. Fizeram das “tripas coração” para alcançar a vitória. Mérito total do “maior das ilhas”.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Amir Abedzadeh (5)

Claúdio Winck (5)

Zainadine (6)

Leo Andrade (6)

Marcelo Hermes (6)

Bambock (6)

Jean Irmer (5)

Jorge Correa (5)

Edgar Costa © (4)

Joel Tagueu (4)

Rodrigo Pinho (7)

SUBS UTILIZADO

Rúben Macedo (4)

Rafik Guitane (5)

Alipour (-)

Sassá (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CD Nacional

Não foram colocadas perguntas ao treinador do CD Nacional, Luís Freire.

 

CS Marítimo

Não foram colocadas perguntas ao treinador do CS Marítimo, Julio Velázquez.

Sérgio Conceição: O rei da Europa | FC Porto

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Esta semana não podia ter começado de melhor maneira para o FC Porto, com os pupilos de Sérgio Conceição a carimbarem a sua passagem para os quartos-finais da Liga dos Campeões, após eliminarem a Juventus FC numa eliminatória emocionante. Um resultado que voltou a colocar os azuis e brancos nos holofotes de toda a Europa, ora não tivesse eliminado uma formação onde figuram estrelas como Cristiano Ronaldo, Bonucci ou Dybala.

Apesar das dúvidas que existiram até ao final da partida, os jogadores do FC Porto mostraram uma solidariedade, uma raça e uma crença muito grande, o verdadeiro “ADN à Porto” e conseguiram registar a 11.º passagem do clube português até aos oito melhores emblemas da Europa. Mas aqui também é necessário destacar um elemento, que não marca, não defende, não assiste, nem vai à baliza, e que, no entanto, tem o mérito de ter devolvido a alma à equipa liderada por Pinto da Costa.

Sérgio Conceição
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Esse alguém é Sérgio Conceição. O treinador português chegou ao clube do seu coração, longe dos tempos dourados, numa altura em que o FC Porto já não sabia o que era conquistar um troféu há cinco anos e o seu ingresso na tão aclamada “cadeira de sonho” permitiu um novo renascer dos atuais campeões nacionais.

Todavia, não foi só a nível interno que os resultados apareceram, também a nível europeu o FC Porto tem dignificado a sua história e a somar boas participações. Em 4 anos, os Dragões, sob a égide de Sérgio Conceição, já conseguiram dois quartos de finais da Liga dos Campeões, uns oitavos de finais da mesma competição e uns 16 avos finais da Liga Europa, o que traduz bem da competitividade que Sérgio incutiu no seu grupo de trabalho. Além disso, estas participações são cruciais para a saúde financeira do FC Porto, pois quanto mais longe chegar na Europa, mais dinheiro arrecada e como todos sabemos, atualmente, qualquer cêntimo é bem vindo no reino do Dragão.

Pode-se não gostar do estilo de jogo que os portistas exibem no presente, ou das escolhas e opções táticas de Sérgio Conceição, mas algo que ninguém pode negar é a vontade e a sua dedicação em prol do clube, algo que já não era visto no banco do Estádio do Dragão há largos anos e isso é algo que eu aplaudo e saúdo. A última terça-feira foi um exemplo perfeito do que retratei na frase anterior e que tenho a certeza, que como eu, qualquer portista ficou emocionado com a exibição da equipa.

Em suma, Sérgio Conceição, por tudo o que já fez, já tem o seu lugar na história do nosso clube e muito tem conseguido fazer. Já o FC Porto continua a dignificar o nome de Portugal pela Europa fora e gostando mais ou menos da equipa portista, é inegável que é o maior exportador, dentro dos relvados, do futebol português.

Tunísia 27-34 Portugal: Vitória por e para Quintana

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A CRÓNICA: AS EXIGÊNCIAS MÍNIMAS ESTÃO CUMPRIDAS

Mais um jogo, mais uma oportunidade de fazer história. Portugal defrontou hoje a Tunísia na primeira jornada do Torneio Pré-Olímpico, na tentativa de conquistar um lugar histórico nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Este foi também o primeiro jogo após o falecimento de Alfredo Quintana, tornando-o repleto de emoções. Neste torneio Portugal não pôde contar com Humberto Gomes, Gilberto Duarte e Alexis Borges. Devido à ausência de ambos os guarda-redes houve uma revolução nos guarda-redes convocados, com três jovens a terem a sua oportunidade: Gustavo Capdeville, Diogo Valério e Manuel Gaspar. Nota ainda para o regresso de Tiago Rocha aos compromissos internacionais.

Pedro Portela abriu o marcador com um golo em contra-ataque. Ambas as equipas iniciaram o jogo com defensas 6×0, mas com os defensores a adiantarem-se, principalmente na defesa portuguesa, com André Gomes a fazer esse papel de defesa mais adiantado. Os comandados de Paulo Jorge Pereira apresentaram-se muito consistentes defensivamente, permitindo aproveitar ataques rápidos e contra-ataques que permitiram construir uma vantagem que chegou a ser de cinco golos. No entanto, essa consistência não durou toda a primeira parte, já que Portugal passou por alguns momentos mais complicados quer no aspeto ofensivo, quer defensivo, permitindo que a Tunísia recuperasse alguma da desvantagem, mas nunca de modo a colocar em perigo a posição de Portugal na frente do marcador. Os “heróis do mar” saíram para o intervalo a vencer 11-15.

Portugal entrou muito bem no recomeço da partida, aumentando a vantagem que trazia do intervalo, vantagem essa que chegou a ser de oito golos. No entanto, a Tunísia nunca desistiu da partida e a apenas dez minutos do final a vantagem passou a ser de apenas quatro golos. Ainda assim, Portugal conseguiu recuperar alguma da vantagem perdida e vencer a partida, com o resultado final a ser 27-34.

Com esta vitória os requisitos mínimos nesta Fase de Qualificação estão cumpridos e agora é esperar pelos outros resultados e tentar pelo menos uma vitória nos dois jogos que se seguem contra a Croácia e a França. O próximo jogo é já amanhã às 17h30 contra a Croácia.

A FIGURA

Fonte: Andebol Portugal

André Gomes – O jogador do FC Porto assumiu um papel preponderante na organização ofensiva e não desiludiu. Sete golos (78%) e duas assistências em pouco mais de 34 minutos de jogo, naquele que foi um dos melhores jogos do jovem ao serviço da Seleção. Nota ainda para o grande jogo de Belone Moreira, que deixou esta escolha muito difícil.

O FORA DE JOGO

Fonte: IHF

Organização defensiva portuguesa – As ausências de Gilberto Duarte e Alexis Borges podem explicar algumas dificuldades, mas não são justificação total para os sinais preocupantes que foram deixados durante o jogo de hoje. Não fosse a boa entrada em jogo de Gustavo Capdeville, a história da partida podia ter sido muito diferente. Caso esta vertente não melhore Portugal irá ter grandes dificuldades nos jogos que se seguem.

ANÁLISE TÁTICA TUNÍSIA

Uma equipa forte fisicamente que, ofensivamente, aproveitou a força e qualidade dos seus pivots e da primeira linha, nomeadamente do lateral direito Amine Bannour, para criar dificuldades a Portugal. No entanto, defensivamente não teve capacidade de controlar a veloz circulação de bola portuguesa, que conseguiu sempre encontrar espaços na sua organização defensiva.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Mehdi Harbaouri (4)

Ghassen Toumi (4)

Ramzi Majdoub (5)

Amine Bannour (5)

Yousef Maaref (6)

Ghazi Ben Ghali (7)

Amine Darmoul (8)

SUPLENTES UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Marouen Maggaiz (4)

Ryadh Souid (6)

Wael Mzoughi (6)

Oussama Boughanmi (8)

Issam Rzig (4)

Islem Jbeli (8)

Jilani Maaref (4)

Oussama Jaziri (4)

Anouar Ben Abdallah (8)

 

ANÁLISE TÁTICA PORTUGAL

Em termos ofensivos, foi uma exibição muito bem conseguida por parte da Seleção, conseguindo sempre encontrar soluções para marcar, como mostram os 34 golos marcados. Mas em termos defensivos as notícias não são tão boas. Durante vários momentos a equipa teve muitas dificuldades em controlar a zona central da defesa, tal como a ligação com os pivots. Mais preocupante ainda é que esta não é uma dificuldade recente, sendo um problema que foi várias vezes identificado durante o Mundial em janeiro. Este é um aspeto a melhor se Portugal quer ter hipóteses de se qualificar para os Jogos Olímpicos.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Gustavo Capdeville (6)

Diogo Branquinho (6)

André Gomes (9)

Fábio Magalhães (8)

Pedro Portela (7)

Luís Frade (6)

Daymaro Salina (6)

SUPLENTES UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Manuel Gaspar (5)

Victor Iturriza (7)

Miguel Martins (8)

Belone Moreira (9)

Rui Silva (8)

Alexandre Cavalcanti (5)

António Areia (8)

Leonel Fernandes (8)

Tiago Rocha (5)

Foto de Capa: IHF

Jogadores que merecem a primeira internacionalização por Portugal

Já se sabe que o lugar de selecionador nacional pode ser muito ingrato. Enquanto alguns têm dificuldade em reunir um lote de convocados competitivo, outros esforçam-se para reduzir uma longa lista de jogadores de qualidade. Felizmente, Portugal e Fernando Santos deparam-se com o segundo problema. Por isso, são vários os bons jogadores portugueses que ainda não tiveram a oportunidade de jogar pela Seleção. Aqui, apresentamos sete atletas que já justificam a primeira internacionalização de “Quinas ao peito”.

Jardel | O fim de ciclo para o guerreiro da Luz?

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Tem sido noticiado que a saída de Jardel do SL Benfica estará para acontecer no final da presente temporada. O capitão do SL Benfica é o único jogador do plantel que termina contrato no final da época, sendo que, até ao momento, não existem indícios de renovação.

Jardel chegou ao SL Benfica em janeiro de 2011, tendo sido contratado ao SC Olhanense, depois de ter representado o GD Estoril Praia na época anterior. Atualmente, Jardel realizou já quase 300 jogos de águia ao peito, 17 dos quais na temporada atual. O percurso de Jardel no SL Benfica ficou marcado por vários altos e baixos em termos de utilização.

Depois de nas primeiras temporadas ter sido o terceiro central da equipa, seria após a venda de Garay ao FC Zenit, no verão de 2014, que o central brasileiro se afirmou como titular, já aos 28 anos, realizando duas temporadas de grande nível, com golos decisivos e sendo uma peça importante na conquista dos “bi” e “tri” campeonatos.

No entanto, a partir da temporada 2016/17 começariam os problemas com lesões. Apesar de ainda ter sido habitual titular nas temporadas de 2017/18 e 2018/19, o seu rendimento e disponibilidade física já não eram os mesmos, sendo que, nas últimas duas temporadas, foram vários os jogos em que o capitão do SL Benfica saiu devido a problemas físicos.

Jardel conta já com mais de 250 jogos pelo SL Benfica
Jardel conta já com quase 300 jogos pelo SL Benfica
Fonte: Sebastião Rôxo/ Bola na Rede

Mais do que os bons períodos que Jardel teve no SL Benfica, o brasileiro destacou-se pela entrega, dedicação e profissionalismo que demonstrou nos seus dez anos de águia ao peito. Jardel nunca se mostrou insatisfeito nos momentos em que era pouco utilizado, nunca procurou forçar a saída do clube, nunca deixou de trabalhar afincadamente e esperou sempre pela sua oportunidade.

Quando chegou ao SL Benfica, poucos acreditavam que Jardel pudesse tornar-se numa referência. No entanto, no seu auge, jogou a um nível que poucos acreditavam que era possível de atingir. Agora, estando quase a fazer 35 anos, apesar de continuar a ser uma opção de confiança para Jorge Jesus, já não dá as garantias necessárias (sobretudo do ponto de vista físico) para ser uma opção válida.

O SL Benfica tem tido sérias dificuldades em quebrar ciclos nos últimos anos, mas o mínimo que se pode dar a um jogador que sempre deu o melhor de si enquanto cá esteve é que se saiba quebrar o ciclo na altura certa.

Jardel merece o carinho e o reconhecimento dos adeptos por tudo o que deu ao SL Benfica nos últimos dez anos, pelo que está na hora de passar o testemunho de uma forma digna e honrosa.

A evolução do jogo: Nada é como antes | NBA

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UMA NOVA ERA, UM NOVO BASQUETEBOL

O evolucionismo é uma teoria ligada a Charles Darwin. Nessa, o cientista britânico explica que a espécie humana sofreu alterações ao longo dos tempos, tendo em conta o meio ambiente onde habitam. Apesar de a NBA e Darwin não terem uma ligação direta (que se saiba), podemos adaptar conceitos. Ao longo dos 75 anos da liga, existiram enumeras mudanças, mas a forma como o jogo se adaptou ao longo de tantas épocas é muito interessante.

Não é uma, nem duas vezes, que ouvimos “És alto/a, devias jogar basquetebol!”. No início, essa era a ideia principal. Com poucos princípios táticos estabelecidos, é recorrente, quando vemos vídeos dos anos 50/60, percebermos que existe um padrão definido de jogador. Altíssimo, com pouco atleticismo e layups ao invés dos poderosos afundanços, que invadiram as partidas nas décadas seguintes.

O jogo de equipa e a distribuição dos pontos eram conceitos que, para quem jogava basquetebol, eram pouco ou nada utilizados. Marcas como os 100 pontos de Wilt Chamberlain, em 1962, parecem, cada vez mais, impossíveis. Nos últimos anos, tivemos exibições como os 81 pontos de Kobe Bryant, mas existe um grande fator que distancia as duas eras.

Esse fator é, sem mais, nem menos, a introdução dos três pontos. Quando a NBA se fundiu com a ABA (um caminho alternativo que tinha jogadores lendários como Julius Irving ou Rick Barry), a liga adicionou a linha inovadora criada pelo mercado com quem rivalizava. Apesar de os adeptos adorarem, alguns jogadores detestavam porque se tinham de habituar a um novo estilo de jogo.

Fazendo a ponte com os dias que correm, estas reações tornam-se quase um motivo de humor. Apesar de datadas, tornam o desenvolvimento do basquetebol um tópico interessante de conversa. Sem a linha de três pontos, alguns dos jogadores mais baixos, provavelmente, iam continuar a ser marginalizados e esquecidos no tempo.

Para muitos, os três pontos podiam ser um cheat code para que as exibições com grande volume pontual individual aumentassem, mas tal não se observa. A introdução de cada vez mais jogadores europeus e as rotinas de um basquetebol menos egoísta (por exemplo, os Spurs de Gregg Popovich) podem explicar essa tendência.

Esta mudança de paradigma não tem muitos anos. Stephen Curry, quando foi escolhido no Draft, em 2009, muitos especialistas não esperavam que o base tivesse um grande futuro na NBA. No entanto, apesar de algumas contribuições anteriores, o jogador dos Golden State Warriors está ligado à grande mudança de mentalidades na NBA e no basquetebol em geral.

Na minha opinião, ninguém pode defender que uma era é melhor que outra, porque as características são muito diferentes. Cresci com jogadores como Curry e Lillard a dominar e, por isso, posso ficar mais ligada ao “novo jogo”, mas o basquetebol dos anos 70 também trouxe noções fundamentais para os dias de hoje. A evolução é uma teoria que assiste todos os papéis da sociedade e a NBA não foi exceção.

Foto de Capa: Denver Nuggets

Tribuna VIP: Da Baviera para o mundo

TRIBUNA VIP é um espaço do BnR dedicado à opinião de cronistas de referência para escreverem sobre os diversos temas da atualidade desportiva.

Poderão não se lembrar desta sensação mas tentem imaginar-se num concerto da vossa banda preferida. As palavras entoadas entram nos timings certos, os instrumentos complementam-se de uma forma perfeita e o conjunto de todos os sons produzidos dão origem a um sentimento de satisfação que, por vezes, não somos capazes de explicar.

Acho que é desta forma que podemos olhar para o Bayern Munique da atualidade. Desde a baliza ao ataque, tudo parece funcionar em harmonia. Há equilíbrio defensivo, há dinâmica e criatividade a meio-campo e, na frente, um homem que está sempre pronto para ser o principal vocalista. Resgatado à Polónia há 20 anos, Lewandowski chegou a estar do outro lado da barricada mas é ao serviço dos bávaros que envelhece como o vinho do Porto.

Aos 32 anos, o seu nome confunde-se com prestígio e continua a alimentar-se de triunfos semanais, tal como aquele que aconteceu no passado sábado. Num combate feroz entre goleadores natos, a frieza e juventude de Haaland, nascido mais de 10 anos depois, pareciam superiorizar-se à mestria e sentido posicional de quem tem servido de exemplo para os pupilos das canteras.

Durou pouco… ao bis do norueguês, o polaco respondeu com um hattrick e voltou a confirmar-se a regra da Bundesliga: podes brilhar na hora das decisões, mas não brilhas mais do que Robert Lewandowski. Desengane-se, no entanto, quem pensa que o matador faz todo o trabalho sozinho. Já viram alguma sinfonia estar depende da ação de um só elemento? O que dizer daqueles que apoiam ou seguram as pontas nas horas de maior aperto? Thomas Muller é o vértice quase perfeito de um triângulo constituído por Goretzka e Kimmich; dois homens com uma capacidade invejável de pautar as notas do jogo, numa estratégia que conta ainda com a irreverência de Leroy Sané e com o ataque à profundidade de Coman.

Os leões andam à solta durante quase 90 minutos em intensidade máxima e torna-se quase impossível parar uma equipa que pouco conhece o significado de baixa rotação. Mais atrás, Neuer é o maestro das ações defensivas e pouco há a dizer sobre Boateng ou Alaba. O entrosamento adquirido ao longo das épocas dá segurança a Sule e Alphonso Davies nas alas, para que possam subir no terreno e criar superioridade numérica em momentos de desconstrução da muralha contrária.

Feitas as contas, são 26 triunfos em 35 jogos em todas as competições e apenas três derrotas para uma equipa que já marcou 103 golos (!). Os elogios surgem de todo o lado e um tal de Pep Guardiola até recusa favoritismos na Liga dos Campeões ao ver aquilo que a formação de Munique tem feito esta temporada. Resta apenas saber se a história se vai repetir e se o poderio alemão vai voltar a fazer a diferença na maior prova europeia.

Uma coisa é certa: no futebol, tal como na música, podemos ter conceções diferentes relativamente àquilo que gostamos ou não apreciamos. Mas se a maioria do público conseguir sentir a vibração, parece-me que podemos afirmar que estamos perante uma obra de arte.

Artigo de opinião de Rita Latas,
jornalista Sport TV


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