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Manchester United FC 1-1 AC Milan: Golo ao cair do pano dá justiça ao marcador

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A CRÓNICA: MARCAR E DEFENDER NEM SEMPRE É SOLUÇÃO

Podia ser um encontro de Champions? Podia, perfeitamente. Certo é que, onze anos depois, o reencontro entre Manchester United FC e AC Milan acabou por acontecer nos “oitavos” da Liga Europa. Os dois históricos do futebol mundial não foram além de um empate a uma bola, num duelo que contou com três portugueses em campo.

Num início de jogo globalmente repartido, o conjunto de Milão até introduziu a bola na baliza contrária por duas vezes nos primeiros dez minutos, mas ambos os lances acabariam por ser invalidados: o primeiro num fora de jogo assinalado a Rafael Leão e o segundo, com recurso ao VAR, devido à mão na bola de Franck Kessié, antes de atirar para o fundo das redes.

Anthony Martial esteve perto de inaugurar o marcador para a equipa da casa, Alexis Saelemaekers para o conjunto visitante, mas o lance mais flagrante (leia-se inacreditável) da primeira parte ficou mesmo reservado para o minuto 38’. Na sequência de um pontapé de canto, Bruno Fernandes penteou a bola para o segundo poste e o capitão Harry Maguire atirou ao poste com a baliza escancarada.

No regresso dos balneários, o emblema de Old Trafford entrou mais agressivo e rapidamente inaugurou o marcador. Após um belo passe em arco de Bruno Fernandes, o recém-entrado Diallo cabeceou de costas, com um chapéu sobre Gigi Donnaruma.

Como seria de esperar, a equipa de Solskjaer recuou no terreno e o conjunto visitante teve de correr atrás do prejuízo, embora poucas das investidas ofensivas tenham levado realmente perigo à baliza de Dean Henderson. As substituições de Stefano Pioli deram a frescura necessária à equipa e o AC Milan acabou mesmo por chegar à igualdade ao cair do pano, de forma inteiramente justa. Na sequência de um pontapé de canto, Simon Kjaer fugiu à marcação e empatou a eliminatória.

Um resultado que, devido ao golo marcado fora de portas, acaba por dar outro ânimo ao AC Milan, tendo rompido uma sequência de quatro jogos seguidos sem sofrer do Manchester United. Nota ainda para o facto de este ter sido o primeiro empate de sempre entre estas duas equipas, ao décimo primeiro confronto.

A FIGURA


Nemanja Matic – O experiente médio sérvio revelou ser uma autêntica muralha no meio-campo defensivo, principalmente na segunda parte. Além do comprometimento com a defesa, Nemanja Matic demonstrou ainda a calma e a capacidade necessárias nas saídas a partir de trás, embora nem sempre houvesse o devido seguimento dos companheiros mais à frente. Exibição sólida e consistente!

 

O FORA DE JOGO


Daniel James – Passou completamente ao lado do jogo. Nas poucas vezes que tocou na bola, o extremo de 23 anos perdeu o esférico por diversas ocasiões no meio campo adversário e não acrescentou praticamente nada à equipa no momento ofensivo. Na segunda parte, Daniel James ainda teve a possibilidade de ampliar a vantagem (após um momento individual de Greenwood), mas atirou ao lado e acabou por ser substituído logo a seguir.

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER UNITED FC

Ole Gunnar Solsjkaer decidiu promover quatro alterações em relação ao “onze” que derrotou o rival Manchester City no passado domingo: na defesa, Bailly e Alex Telles entraram para os lugares de Lindelof e Luke Shaw, respetivamente; Matic rendeu Fred no duplo pivot com McTominay; e Greenwood ocupou a vaga deixada por Rashford.

Alinhado no já habitual 4-2-3-1, o Manchester United foi construindo o seu jogo a partir de trás, mas nem sempre encontrou as melhores soluções no último terço do terreno. No primeiro tempo, a equipa inglesa não só perdeu várias bolas no setor intermédio, como permitiu que o adversário tivesse bastante espaço nas ações a rondar a grande área.

No regresso dos balneários, a entrada de Diallo permitiu que Bruno Fernandes passasse a ter mais bola e, curiosamente, o golo nasceu precisamente num lance protagonizado pelos dois jogadores. De resto, a missão passou mais por defender a vantagem mínima e sair em contra-ataque, como seria expectável.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Dean Henderson (6)

Alex Telles (6)

Harry Maguire (5)

Eric Bailly (6)

Aaron Wan-Bissaka (6)

Nemanja Matic (8)

Scott McTominay (7)

Daniel James (4)

Bruno Fernandes (7)

Mason Greendwood (6)

Anthony Martial (5)

SUBS UTILIZADOS

Amad Diallo (7)

Luke Shaw (6)

Fred (5)

Brandon Williams (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – AC MILAN

Já Stefano Pioli optou por fazer apenas duas mudanças em relação à equipa que apresentou na passada jornada da Serie A, com as titularidades de Simon Kjaer e Brahim Díaz, em vez de Romagnoli e Castillejo, respetivamente.

Também no clássico 4-2-3-1, o conjunto de Milão destacou-se pelas dificuldades criadas à saída de bola dos red devils e foi a partir daí que nasceram as melhores jogadas da equipa. Com o nulo no marcador, os italianos posicionaram-se em 4-4-2, algo que tornou a equipa mais compacta e organizada a defender.

A entrada praticamente a perder na segunda parte obrigou o Milan a correr mais riscos e, se é verdade que quase sofreu o 2-0, também não deixa de ser verdade que esse ‘pressing’ final conduziu a equipa ao golo do empate que tanto procurou. As substituições feitas por Stefano Pioli revelaram ser as mais acertadas, perante o restante lote de suplentes à disposição.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gigi Donnarumma (6)

Diogo Dalot (6)

Fikayo Tomori (6)

Simon Kjaer (8)

Davide Calabria (7)

Franck Kessié (6)

Soualiho Meité (5)

Rade Krunic (6)

Alexis Saelemaekers (6)

Brahim Díaz (5)

Rafael Leão (6)

SUBS UTILIZADOS

Samu Castillejo (5)

Sandro Tonali (6)

Pierre Kalulu (6)

Contratar Pedro Porro, mas desta vez com elegância | Sporting CP

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Quando cá chegou, poucos o conheciam. O bom rótulo de vir emprestado do Manchester City não chegava para encher as medidas aos adeptos leoninos. Nem o rótulo nem os calções na apresentação. Porém, a verdade é que Pedro Porro tem sido uma das armas preponderantes do Sporting CP de 2020/2021. As boas exibições são a sua praia, mostrando-se fundamentais para o inesperado ataque ao título de campeão nacional.

Confesso que Pedro Porro não me convenceu na fase mais prévia da época. Aquando o desaire frente ao LASK Linz, que ditou o afastamento da equipa de Ruben Amorim das competições europeias, o ala direito cometeu dois erros defensivos, no primeiro e segundo golos da partida, que foram preponderantes para a goleada sofrida em Alvalade.

Na recente entrevista que deu ao jornal AS, o espanhol afirmou que é um extremo de origem, e isso é notório pela tremenda influência ofensiva que tem na equipa. No entanto, as melhorias defensivas no seu jogo são também razão de destaque. Sendo este um jogador rápido, “raçudo” e competente no um para um, a questão da evolução no que toca ao posicionamento defensivo tem sido muito importante para o seu desempenho na formação verde e branca.

Pedro Porro foi me conquistando ao longo desta temporada. É um atleta que encaixa perfeitamente no esquema tático de Rúben Amorim, que pede um lateral rápido, com “bom pulmão”, técnica e projeção ofensiva. Os três centrais, aliados ao médio mais recuado, dão-lhe a cobertura necessária quando é lançado no corredor lateral. Para além disto, presenteou-nos com alguns dos melhores golos da temporada: livre direto, de fora da área e até mesmo um belíssimo volley.

Pedro Porro, diante do FC Boavista, realizou uma exibição sólida e apontou um golo de belo efeito
Fonte: Diogo Cardoso/ Bola na rede

Foi considerado, até ao momento, o melhor defesa da Liga por três vezes. É a personificação da garra leonina que todos os sportinguistas querem ver em campo. Isto, aliado à sua qualidade, são duas razões mais do que plausíveis para contratar Pedro Porro em definitivo. É certo que um investimento de oito milhões e meio tem um grande peso no orçamento do clube, mas quando se trata de um atleta que está muito perto de ser convocado para a seleção A espanhola e que tem dado cartas no futebol português, penso que vale a pena.

É preferível gastar oito milhões e meio num jogador de qualidade do que o mesmo valor em três ou quatro atletas banais, ou mesmo fracos. Contratar cirurgicamente é uma das chaves para o sucesso e uma política com provas de sucesso. Portanto, espero ver Pedro Porro a dar o “bacalhau”, desta vez sem os calções rasgados, que tanto deram que falar, e a assinar por muitos anos pelo Sporting CP.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

LA Clippers | Os porquês das mudanças estruturais

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Após a desilusão incomensurável nos playoffs de 2020, (derrota diante os Nuggets após obterem uma vantagem de 3-1 na série), os Los Angeles Clippers sofreram nova remodelação na estrutura do plantel. Treinador diferente, ideias novas e mudanças cirúrgicas no plantel. Steve Ballmer (presidente dos Clippers) parece ter alinhado as peças pretendidas para o trabalho ter efeito, mas o sucesso é uma incógnita.

Afinal, o quê e o porquê da mudança nos Clippers?

Foto de Capa: NBA

Apresentação das liveries das equipas de Fórmula 1 para 2021

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Novo ano, novas equipas (quando aplicável) e, como sempre, novos carros para apreciar e discutir sobre. Com a 71.ª temporada de Fórmula 1 quase a começar, decidimos reunir os dez carros que foram apresentados pelas equipas do mundial no último mês, que serão os próximos protagonistas de mais uma época que promete não só mudanças, mas também muita emoção e imprevisibilidade.

1.

McLaren – O MCL35M, liderado por Lando Norris e pelo mais recente membro, Daniel Ricciardo, apresenta o mesmo esquema de cores que já consideramos a sua imagem de marca desde 2018. Assim, o laranja-papaia e o azul cintilante que foi introduzido no fim de uma má era da equipa continuam, desta vez a apostar um pouco mais no azul, e com um laranja ainda mais papaia do que o que conhecemos.

A mudança entre o MCL35 (2020) e o MCL35M pode parecer pouca a nível visual, mas a verdade é que não nos podemos esquecer que o MCL35M estará equipado com motor Mercedes e não motor Renault, o que pode fazer toda a diferença em termos de resultados.

2.

AlphaTauri – Se o AT01 já seria considerado uma das liveries mais bonitas de 2020 da Fórmula 1, então, já não nos admira a AlphaTauri ser uma marca de roupa gerida pela Red Bull, pois em 2021 poderíamos considerar o mesmo.

O AT02 é uma versão mais escura do primeiro carro da equipa renomeada, com o design a apostar num tom mais azul escuro, principalmente na parte dianteira do carro. Ainda é cedo para saber quais serão os resultados do AT02, mas a verdade é uma, o carro que será dirigido por Pierre Gasly e Yuki Tsunoda é um dos mais agradáveis visualmente em pista.

O defesa da Primeira Liga mais goleador que Coates

Não é segredo para ninguém que o futebol (aqui, a Primeira Liga Portuguesa) gira à volta de golos. Quando marcamos somos bons e, quando não marcamos, somos maus. Já aconteceu, vai acontecer e será sempre assim. À primeira vista, falar em golos é falar em avançados, mas e quando não são eles que marcam e decidem jogos?

Nas últimas semanas, os jogadores em destaque no campeonato português têm sido, por norma, elementos do setor defensivo. Sebastián Coates, defesa-central do Sporting CP, já vestiu pele de herói por diversas vezes e leva quatro tentos no campeonato. Pedro Porro resolveu a final da Taça da Liga frente ao SC Braga e segue como um dos fatores-chave do sucesso leonino.

Contudo, no lote de defesas em destaque na Primeira Liga Portuguesa, surge um outro nome, menos conhecido e mediático: Ricardo Mangas, lateral-esquerdo do Boavista FC. Leva quatro golos, tantos como Coates, tendo ainda menos minutos jogados que este.

Sendo o Boavista FC uma equipa menos concretizadora do que desejariam, o lateral tem sido importante na manobra ofensiva, até ao momento, marcando 21% dos golos da equipa na Primeira Liga. Destaque evidente para os dois últimos golos de Ricardo Mangas, ambos na sequência de canto e ambos nas últimas duas jornadas.

Ricardo Mangas fez formação no SL Benfica, tendo atuado pela equipa B. Em 2017 transferiu-se para o CD Aves e teve passagem por empréstimo pelo SC Mirandela, do Campeonato de Portugal. Regressou à base e foi peça fundamental do grupo que foi campeão de sub-23 da equipa nortenha. Na época seguinte subiu à primeira equipa e foi um dos destaques da trágica temporada da turma avense na Primeira Liga. Está agora, aos 22 anos de idade, a exibir-se a um bom nível no Boavista FC, confirmando as boas sensações que tinha deixado na temporada anterior.

Na minha ótica, não podemos olhar para Ricardo Mangas como um “lateral moderno”, daqueles que só ataca. As exibições, e também as estatísticas, provam que consegue ter duas caras, mantendo o equilíbrio e assegurando a segurança defensiva. É o jogador do Boavista FC com mais interceções por 90 minutos (2,1) e revela-se também bastante forte nos duelos aéreos, sendo o terceiro melhor jogador do Boavista no que concerne à percentagem de duelos aéreos defensivos ganhos (62%), entre jogadores com mais de dois duelos por jogo.

Ainda assim, este está longe de ser um lateral maioritariamente vocacionado para a defesa. Tenta manter um certo equilíbrio e, além da finalização, conta com uma percentagem de dribles eficazes a rondar os 45%. Regista ainda uma média de 2,66 cruzamentos com bola corrida por jogo, revelando facilidade em subir pelo corredor e participar em ataques ou contra-ataques, quando solicitado por colegas. Prova disso, o segundo golo do Boavista FC no Estádio do Dragão: boa combinação no ataque com Angel Gomes e assistência para golo de Alberth Elis, que se desmarcava ao segundo poste.

Desde o jogo com o FC Porto, tem feito exibições bastante convincentes. Marcou nas últimas duas jornadas de forma consecutiva e procura manter a boa forma no futuro. Com Jesualdo Ferreira, pode encontrar o espaço, tempo e ambiente de que necessita para elevar ainda mais o seu jogo.

É um jogador jovem, tal como outros que figuram no plantel boavisteiro. Tem todas as condições para se superar e acabar por eventualmente “dar o salto”. Com o Campeonato da Europa de sub-21 aí “à porta”, e respetiva convocatória a ser anunciada na próxima terça-feira, pelo selecionador Rui Jorge, Mangas pode ser uma das opções. Apesar da concorrência de Nuno Mendes, Rúben Vinagre ou Nuno Tavares para a lateral esquerda, a boa temporada de Ricardo Mangas faz com que se torne certamente num nome a ter em conta.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Ligação Allen-Diggs dá esperança aos Bills | NFL

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Na sua terceira temporada na Liga, Josh Allen subiu de nível e passou de potencial decepção a candidato a MVP. Vários factores contribuiram para esta evolução do QB dos Bufallo Bills, mas ficou bem claro qual foi a maior influência de todas: Stefon Diggs.

Adquirido numa troca após 5 épocas em Minnesota com os Vikings, Diggs é Wide Receiver de extrema qualidade, cujo preço (múltiplas escolhas do draft, incluindo uma de primeira ronda) refletiu bem o valor que lhe é atribuído.

Chegado aos Bills, não vacilou e assinou a sua melhor temporada na Liga. O curioso é que não é em Touchdowns que mais brilha, somou oito em 40 que a equipa fez pelo ar. Um valor relativamente modesto quer em termos absolutos, quer relativos. Por exemplo, nos Chiefs com 40 TDs por passe, Hill foi responsável por 15 e Kelce por 11, nos Packers Davante Adams valeu 18 em 48 e Mike Evans assinou 13 em 42 para os Buccaneers.

É claro que a estatística que mais impressiona são as 1535 jardas que lhe dão a liderança da tabela em toda a liga, mas a mais importante é outra. Em 240 primeiros downs que os Bills fizeram na temporada, Diggs foi o alvo em 73 e, numa equipa com capacidade limitada na corrida – apenas 119 1D por este meio -, esse é um dado essencial para entender a sua importância para a equipa. Acrescente-se também que Diggs conclui 127 recepções em 166 vezes que foi o alvo (uma taxa de 77% de sucesso).

Este é o segredo do sucesso dos Bills deste ano. A equipa deu a Josh Allen um alvo seguro, que sabe encontrar o espaço e, acima de tudo, no qual o Quarterback pode confiar para fazer avançar a bola nos momentos decisivos. E como houve química desde o início entre Allen e Diggs, ambos subiram o seu nível exibicional e os Bills passaram de equipa indecisa sobre se escolhera o homem certo para QB a candidato ao Superbowl.

A equipa de Buffalo já está entre as melhores da liga e, com pequenos ajustes como uma melhoria no jogo pelo chão, pode aspirar ao maior prémio de todos e a ligação Allen-Diggs é a grande culpada.

Foto de Capa: Buffalo Bills

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Manchester United FC X AC Milan: Como nos bons velhos tempos

Liga Europa, Oitavos-de-Final: quinta-feira, 17h55, 11 de março 2021

ANTEVISÃO: NO POUPAR PODE NÃO ESTAR O GANHO

O último confronto entre estes dois “tubarões” foi precisamente há 11 anos e um dia. Depois de alguma travessia no deserto, ambas as formações voltaram a fazer uma época positiva no campeonato. Na Europa, apesar alguns sobressaltos pelo caminho, os dois conjuntos fizeram uma campanha que fez crescer algum ânimo entre os adeptos, especialmente os “Rossoneri”.

UM CLÁSSICO EUROPEU COMO CABEÇA DE CARTAZ NA LIGA EUROPA! OS RED DEVILS RECEBEM UMA EQUIPA DO AC MILAN QUE ESTÁ, AOS POUCOS, A REGRESSAR AOS BONS VELHOS TEMPOS. QUEM VAI VENCER? APOSTA COM A BET.PT!

Já com uma Liga Europa no currículo e numa fase mais sólida de resultados comparativamente com o adversário, o Manchester United FC, que vem de 11 jogos sem perder em todas as competições, parece ter algum favoritismo antes do apito inicial. Por sua vez, o AC Milan tem só uma derrota na Liga Europa. A forma como ambas as formações vão abordar este jogo poderá sentenciar a eliminatória, isto porque, no fim-de-semana, tanto os “Red Devils” como os “Rossoneri” têm dois jogos muitos importantes. Desta forma, e mais perto do primeiro lugar, o AC Milan poderá dar mais prioridade ao campeonato que aos jogos europeus, e por isso fazer algumas poupanças para esta quinta-feira. O jogo também fica marcado por muitas ausências nas duas equipas, mais do lado dos italianos, que poderá ser um fator chave no desfecho.

 

10 DADOS RÁPIDOS

  1. O Manchester United FC, em oito jogos europeus, venceu quatro, empatou um e perdeu três. Só dois foram na Liga Europa, uma vitória e um empate.
  2. O AC Milan em oito jogos na Liga Europa venceu quatro, empatou três e perdeu um.
  3. Nas competições europeias, os “Red Devils” têm 2,37 golos marcados por jogo e 1,25 sofridos.
  4. Na Liga Europa, os “Rossoneri” têm 1,88 golos marcados por jogo e 1,25 sofridos.
  5. Em 21 jogos em casa, em todas as competições, o Manchester United FC tem 11 vitórias, quatro empates e seis derrotas.
  6. Em 20 jogos fora, em todas as competições, o AC Milan tem 14 vitórias, quatro empates e duas derrotas.
  7. Na temporada, o Manchester United FC tem em média 2,02 golos marcados por jogo e 1,07 golos sofridos.
  8. Na temporada, o AC Milan tem em média 1,95 golos marcados por jogo e 1,17 golos sofridos
  9. Em dez embates entre as duas equipas, cinco vitórias para cada uma.
  10. Nos dez encontros entre as duas formações há em média 2,9 golos por jogo

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Luke Shaw (Manchester United FC) – Apesar de ter ficado de fora na eliminatória anterior, o bom momento do lateral esquerdo poderá ser aproveitado por Sol nesta partida difícil frente ao AC Milan. Vem de marcar um golo frente ao Manchester City FC e estará certamente com a motivação no máximo. Nesta indefinição do XI, Shaw poderá entrar para também equilibrar a equipa numa provável rotação.


Diogo Dalot (AC Milan) – É raro destacar dois laterais para um jogo, mas é o que é. Além de ter sido titular em sete dos oitos jogos do AC Milan na Liga Europa, Dalot fez os 90 minutos na última jornada da Liga Italiana e fez o gosto ao pé. Somada a esta confiança, podemos juntar o reencontro com o Manchester United FC (e sabemos estas histórias), clube pelo qual se encontra cedido. O jogador terá certamente muito trabalho a defender, mas as suas manobras ofensivas vão dar dor de cabeça aos Red Devils. Um jogo que o português sentirá como muito importante na sua carreira.

 

XI’S PROVÁVEIS

Manchester United FC: Henderson, Shaw, Maguire, Bailly, Bissaka, Fred, McTominay, Greenwood, Bruno, James e Martial.

Treinador: Ole Gunnar Solskjaer:

“Tenho uma enorme admiração pelo Milan. A sua tradição, história e qualidade”.

 

AC Milan: Donnarumma, Dalot, Kjaer, Romagnoli, Calabria, Meité, Tonali, Samu, Krunic, Saelemaekers e Rafael Leão.

Treinador: Stefano Pioli:

“Um resultado positivo vai dar motivação para a segunda mão”.

 

PREVISÃO DE RESULTADO: Manchester United FC 2-0 AC Milan

O querer permite sonhar em novas glórias europeias | FC Porto

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O dia 9 de Março vai ficar, com certeza, guardado para sempre no coração de cada adepto portista, que, neste dia, já viveu emoções das quais jamais esquecerá. Distantes em quilómetros, mas adjuntas em distância temporal, 17 anos separam Manchester e Turim: a 9 de Março de 2004, o FC Porto eliminava o Manchester United nos oitavos de final da Liga dos Campeões, garantindo assim o empate (1-1) e o apuramento para os quartos de final. Neste mesmo dia, 9 de Março, agora de 2021, os azuis e brancos eliminam a Juventus FC da prova milionária, com a derrota mais jubilosa da sua história, ao perderam por 3-2, no entanto, a remanescerem na competição graças aos golos fora e à vitória, por 2-1, no jogo da primeira mão.

Sem querer alentar qualquer tipo de coincidência histórica, teoria ou déjà vu, na realidade, a campanha do FC Porto tem sido tão ilustre e competente quanto a de 2004, que permitiu então a conquista do título da maior competição de clubes do mundo. É interessante atentarmos que, em 2003, o FC Porto passou em 2.º lugar, ficando atrás do colosso Real Madrid CF dos “galácticos” que terminou a fase de grupos em primeiro lugar do grupo. Nesta época, 2020/21, o Porto também fica em segundo lugar do grupo atrás de um colosso milionário, o Manchester City, com apenas uma derrota, tal como em 2003, em que o FC Porto perdeu por 3-1 contra a “super equipa” do Real Madrid.

Este exercício de comparação torna-se ainda mais singular e inusitado quando observamos que, a única derrota que o FC Porto teve em 2020/21 na fase de grupos foi contra o eminente Manchester City, também por 3-1, sendo que o jogo da 2.ª volta terminou empatado, 0-0, tal como o segundo jogo contra Real Madrid CF, 1-1, em 2003/04. Com isto, como aleguei anteriormente, não pretendo suster qualquer tipo de coincidência histórica, aliás, nenhum adepto portista se deve agarrar a esta teoria de “a história estar a ser repetida”, com base nestes fatores históricos.

Claro, devem almejar e lutar pelo título da Liga dos Campeões, tal como se notou neste último jogo contra a Juventus FC, no entanto, há que ser realista. De há 17 anos para cá, ganhar a maior competição de clubes do mundo, tornou-se cada vez mais difícil: o mercado futebolístico demudou-se, o fluxo de dinheiro que circula nele é cada vez mais exorbitante, o que acentua ainda mais o desnível financeiro existente entre os diferentes campeonatos europeus. A então capacidade financeira do campeonato português é muito inferior a qualquer liga situada no top 5, sendo estas capazes de atrair jogadores de maior qualidade, através de objetivos de carreira de salários elevados.

Não devemos somente atentar para esta realidade, porém devemos também atender para a situação atual do FC Porto. As exibições dos azuis e brancos são completamente diferentes no campeonato e na Liga dos Campeões, sendo que, nesta última, o FC Porto tem conseguido melhores resultados. Atualmente, o FC Porto encontra-se a dez pontos do líder da Primeira Liga, o Sporting CP, sendo que foi recentemente eliminado pelo SC Braga na Taça de Portugal. Para além disso, as exibições portistas têm sido fracas e inconsistentes, por via do cansaço físico e das limitações existentes em certas posições do plantel.

No entanto, as performances do FC Porto na Liga dos Campeões, como já referi, são diferentes. Parece que o estado anímico da equipa se altera, o que é perfeitamente normal nestes jogos, e as lacunas que existem são “tapadas” através do esforço coletivo. Com cinco vitórias, um empate e duas derrotas (sendo esta última extremamente agradável), o FC Porto soma 14 golos marcados e 7 golos sofridos, acumulando exibições de superação que são constantemente comentadas pelos diversos meios de comunicação social europeus. O FC Porto fez frente ao Manchester City, 2.º lugar da liga inglesa 2019/20, considerada por muitos a melhor liga do mundo, ao atual campeão grego, o Olympiacos FC, e, recentemente, ao eneacampeão italiano, a Juventus FC, que acabou por ser eliminada da competição.

Daqui para a frente, resta então ao FC Porto sonhar: a equipa com o valor mais baixo de plantel entre os 16 finalistas, está presente entre as oito melhores equipas da Europa. Diferentemente das restantes equipas em competição, que possivelmente estarão nos 1/4 de final da liga milionária, o FC Porto não investiu para ganhar a competição, ou seja, daqui para a frente não existe uma obrigação de estar, mas sim a do querer estar. Os azuis e brancos têm a consciência que daqui para a frente não há adversários fáceis, por isso, por maior que seja o poderio financeiro e a qualidade do plantel do adversário, em campo são onze contra onze e, no final, como todos sabemos, ganha quem tiver mais competência e vontade.

No entanto, se analisarmos os possíveis adversários do FC Porto nos 1/4 de final da Liga dos Campeões, tendo em vista que ainda há jogos por jogar, na minha ótica, Borussia Dortmund, o vencedor entre Real Madrid e Atalanta ou o vencedor entre Chelsea e Atlético Madrid seriam adversários interessantes aos azuis e brancos. No entanto, a essência do FC Porto é jogar contra os melhores, e, independentemente do adversário, a equipa portuguesa sabe que deve fazer ainda mais e melhor do que fez contra a Juventus FC.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Liverpool FC 2-0 RB Leipzig: Passaporte carimbado em 4 minutos

A CRÓNICA: LIVERPOOL FC VOLTA A PUNIR ERROS DA POSSE ESTÉRIL DOS ALEMÃES

A segunda mão entre Liverpool FC e RB Leipzig mostrava-se como uma “montanha” difícil de transpor para ambos. Aos “alpinistas” de Klopp opunha-se um adversário a jogar o “tudo ou nada” e com elevada capacidade de concretização. Por outro lado, os “alpinistas” de Nagelsmann preparavam-se para atacar a cordilheira de Anfield, trasladada para a Puskás Aréna, na Hungria. Para lá da desvantagem de dois golos concedidos em casa, estava um gigante europeu do outro lado, vencedor da prova em 2019.

A partida começou num ritmo elevado e qualquer erro podia significar um golo prematuro. O 0-0 que chegou ao intervalo foi ameaçado por várias vezes e para isso valeram, essencialmente, os reflexos de Gulácsi.

Decorria o sexto minuto da partida quando Thiago descobriu Mané com um passe picado no coração da área. Sem oposição, o senegalês rematou com força, muito por cima. Lance exemplificativo da forma baixa que Mané apresenta nesta fase da temporada.

Aos 10 minutos, Dani Olmo e Poulsen dividiram um lance confuso na área dos reds que foi terminado com uma sapatada eficaz de Alisson. O ritmo não prometia baixar e no espaço de 10 minutos, o Liverpool FC dispôs de três ocasiões, perdidas devido à displicência dos seus executantes.

Jota permitiu uma grande defesa ao guardião húngaro na sequência de um canto, Salah e Mané desperdiçaram um contra-ataque frenético e Upamecano salvou no último suspiro uma assistência açucarada de Arnold.

O melhor que os alemães conseguiam era guardar a bola, com qualidade na sequência de passes, mas pouca progressão e raro perigo. Aos 32 minutos, Forsberg rematou uma bola perdida a centímetros do poste direito de Alisson.

Até ao apito para intervalo, Diogo Jota dispôs de duas oportunidades, a primeira construída em exclusividade pelo português e a segunda num remate de ressaca. O desfecho foi o mesmo – alvo errado – e o nulo manteve-se nos primeiros 45 minutos.

A segunda parte contou uma história diferente da primeira e em muito semelhante ao jogo da primeira mão. Embora numa casa emprestada, o Liverpool FC instalou-se confortavelmente no seu terreno de jogo defensivo e feriu o adversário em ataques rápidos, beneficiando de erros alemães.

O aviso saiu aos 54 minutos, quando Diogo Jota, assistido por Mané, rematou à figura. Na recarga, Salah errou escandalosamente a baliza. A resposta alemã tardou e saiu dos pés de um central construtor. Upamecano, a melhor unidade dos pupilos de Nagelsmann, desarmou Jota, transportou até à área contrária e deixou que Hwang Hee-Chan cruzasse para Sorloth. O norueguês viu, no entanto, as intenções da sua cabeçada negadas pela barra.

A 20 minutos do fim, quando tudo parecia impossível para os visitantes, Salah selou a eliminatória. A diagonal perfeita de Diogo Jota atraiu todas as atenções, mas o português, após receber o esférico, entregou-o rapidamente ao egípcio. Com receções e orientações instantâneas, Upamecano ficou pelo caminho e o faraó carimbou o primeiro da noite.

Apenas quatro minutos mais tarde, e já depois de ajustes no ataque e meio campo ingleses, Naby Keita solicitou Origi perto da linha de fundo, que cruzou para Mané emendar ao segundo poste e colocar um rochedo em cima do assunto.

Com os homens da cidade de Leipzig de rastos animicamente, o jogo arrastou-se até aos 90 minutos sem grandes lances dignos de registo e aquilo que podia ser tão complicado foi, afinal, resolvido facilmente em contra-ataque, mas depois muito estudo e expectativa pacientes, que resultaram num agregado de 4-0.

Sem surpresa, o Liverpool FC avança para os quartos de final da Liga dos Campeões, patamar que o RB Leipzig alcançou na temporada passada e que se vê agora impossibilitado de repetir.

 

A FIGURA

Dayot Upamecano (RB Leipzig) – Fica fácil perceber a pressa do FC Bayern Munchen em garantir o jovem francês depois de jogos como o de hoje. Meio mundo andava atrás dele, os bávaros anteciparam-se e impediram, segundo os rumores, o novo parceiro de Van Dijk. Se o resultado global se fixou nos 4-0 muito se deve à ação do francês. Insuperável no sprint, intransponível no duelo físico e uma aula ilustrada de antecipação do movimento adversário. Senhor Upamecano, um “centralão”.

 

O FORA DE JOGO

Concretização do RB Leipzig – Nunca se adivinhou tarefa fácil para a equipa alemã, mas zero golos em 180 minutos para o terceiro melhor ataque da Liga Alemã é manifestamente pouco. São 46 golos em 24 jogos numa das mais difíceis e entusiasmantes ligas da Europa. É um dado de apresentação que fazia antever golos, mais ainda frente a um gigante ferido e em busca constante de uma boia de salvamento na presente temporada.

 

ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL FC

No habitual 4-3-3, Klopp alinhou com uma dupla de centrais de 20 e 23 anos; Kabak e Phillips chegaram e sobraram para as encomendas. As laterais, como quase sempre, ficaram encarregues a Arnold e Robertson, que subiram não raras vezes em apoio ao ataque.

O centro do terreno foi controlado por Fabinho, Wijnaldum e Thiago. O brasileiro nunca esteve sozinho na frente dos centrais, pois as investidas dos colegas de setor foram em ataques rápidos e rapidamente compensados.

Thiago, por mais vezes que Wijnaldum, abriu o raio de ação ao ataque e voltou a ter um acerto de passe a rondar os 80 porcento, com quatro passes longos tentados e concretizados. Que delícia ver o espanhol no meio campo.

A frente de ataque, ainda que desinspirada “q.b.”, teve Diogo Jota como avançado e Salah e Mané nas linhas. Isto no papel, porque na prática assistimos a uma mobilidade sem fim e o lance do primeiro golo é exemplo disso mesmo; com Jota e Salah na mesma linha, a esquerda, é a diagonal do português que desmonta o castelo defensivo alemão.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Alisson Becker (7)

Alexander-Arnold (7)

Nathaniel Phillips (7)

Ozan Kabak (6)

Andrew Robertson (6)

Georginio Wijnaldum (6)

Fabinho (6)

Thiago Alcântara (7)

Sadio Mané (7)

Diogo Jota (7)

Mohamed Salah (7)

SUBS UTILIZADOS

Divock Origi (7)

Naby Keita (7)

James Milner (6)

Kostas Tsimikas (-)

Oxlade-Chamberlain (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – RB LEIPZIG

Os alemães voltaram a revelar muita tranquilidade com bola – terminaram com cerca de 60 porcento de posse de bola. O problema foi tranquilidade em demasia e, por vezes, apatia e conformismo total com o destino que o relógio e o marcador mostravam.

O sistema de três centrais (3-5-2) viu uma jóia evidente (Upamecano), uma pedra com alguns brilhos (Klostermann) e um rochedo baço (Mukiele). O francês já contratado pelo rival todo poderoso chegou até a alternar a saída de bola com Kampl e Forsberg.

As laterais viram um Nkunku muito mais irreverente e participativo do que Tyler Adams, um verdadeiro apagão. O centro do terreno foi pisado por uma tímida linha de três, com Kampl a descer mais para pegar na batuta, deixando a Forsberg e Dani Olmo as tarefas do último passe e do remate de média distância.

Na frente, Poulsen esteve sempre muito desamparado, tendo passado completamente ao lado da partida. Sabitzer foi dos que mais tentou contrariar o poderio e resultado a favor do Liverpool FC, mas viu no passe longo uma arma ineficaz, à qual recorreu em demasia.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Péter Gulácsi (7)

Christopher Nkunku (7)

Lukas Klostermann (6)

Dayot Upamecano (8)

Nordi Mukiele (6)

Tyler Adams (5)

Emil Forsberg (6)

Marcel Sabitzer (7)

Kevin Kampl (6)

Dani Olmo (6)

Yussuf Poulsen (6)

SUBS UTILIZADOS

Justin Kluivert (6)

Hwang Hee-chan (6)

Amadou Haidara (7)

Alexander Sorloth (6)

Paris Saint-Germain FC 1-1 FC Barcelona: Muita parra e pouca uva dita afastamento dos catalães

A CRÓNICA: FALTOU FINALIZADOR PARA A TURMA DE RONALD KOEMAN

A primeira mão ditou uma goleada de 4-1 da equipa do Paris Saint-Germain FC em Camp Nou, que colocou assim pé e meio nos quartos de final da Liga dos Campeões. Ainda assim, do outro lado estava Messi e companhia e a história dizia que a remontada não era um cenário completamente desbabido. Cabia à turma do FC Barcelona ir atrás do prejuízo e tentar reverter a situação que estava muito desfavorável.

Foi isso que acabou por acontecer, com os catalães a entrarem muito fortes no momento ofensivo e muito pressionantes quando perdiam a bola. Ainda assim não conseguiram fazer o golo em várias ocasiões, e aos 31 minutos seria a equipa da casa a inaugurar o marcador, depois de uma grande penalidade cometida por Lenglet. Mbappé não tremeu, e voltou a fazer das suas contra a equipa espanhola. 1-0 no marcador, mas o Barcelona continuava a precisar dos mesmos quatro golos que necessitava no início da partida.

Aos 37 minutos o jogo aqueceu com Messi a mandar uma autêntica bomba do meio da rua, deixando Navas sem qualquer hipótese de defesa. O jogo estava empatdo e faltavam três golos para que Messi e companhia pudessem sonhar.

O intervalo estava a chegar, mas não sem antes aparecer o momento que acaba por definir esta partida. Grande penalidade a favor dos forasteiros e o astro argentino tinha assim a hipótese de bisar e de colocar a eliminatória a dois golos, um cenário muito mais possível e animador para a segunda parte. No entanto aconteceu o que ninguém esperava e Messi desperdiçou essa oportunidade de ouro, mantendo o 1-1 até ao intervalo.

A segunda parte acabou por não ter muita história. Jogo de sentido quase único mas onde o FC Barcelona continuou sem conseguir materializar as duas oportunidades. A equipa francesa avança assim para os quartos de final e os catalães ficam pelo caminho nos oitavos de final, algo que não acontecia desde 2007.

 

A FIGURA


Keylor Navas – O guarda-redes costa riquenho fez, sem dúvida, dos melhores jogos da sua carreira. Foram inúmeras defesas importantíssimas que permitiram ao Paris Saint-Germain manter-se tranquilo na eliminatória, entre as quais a grande penalidade de Lionel Messi. Sofreu um golo indefensável mas de resto foi, sem margem para dúvidas, a grande figura da partida.

 

O FORA DE JOGO


Dembele – O francês foi o responsável por aparecer nas costas da defensiva parisiense e essa foi uma missão que realizou com bastante sucesso, essencialmente na primeira metade. No entanto, no momento da finalização foi simplesmente desastroso e não conseguiu materializar as inúmeras oportunidades que a equipa lhe ofereceu. Um jogo para esquecer para o extremo francês.

 

ANÁLISE TÁTICA – PARIS SAINT-GERMAIN FC

Numa eliminatória em que a vantagem era de três golos, Mauricio Pochettino dispôs a equipa num 4-3-3 muito defensivo, onde as transições ofensivas seriam o momento mais importante para a poder ferir o adversário. A ideia foi claramente esperar pelo conjunto espanhol quase no último terço do campo e depois colocar a bola para a velocidade essencialmente de Mbappé, que a partir daí faria o que a sua inspiração lhe permitisse.

Lá atrás, Marquinhos e Kimpembe comandaram as operações, com Paredes, Gueye e Veratti sempre muito perto, para contrariar o jogo entre-linhas característico do Barcelona. Nas linhas apareceram Florenzi e Kurzawa, que raramente se desdobraram para o momento ofensivo, e no lado contrário a Mbappé apareceu Draxler, também muito solidário com os colegas do eixo mais recuado. Icardi foi o ponta de lança, que teve, dentro deste esquema, um jogo muito difícil com pouca bola e muita corrida por parte da equipa de Paris.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

 Keylor Navas (10)

Florenzi (6)

Marquinhos (8)

Kimpembe (8)

Kurzawa (5)

Paredes (6)

Gueye (6)

Verratti (6)

Draxler (5)

Icardi (5)

Mbappé  (7)

 SUBS UTILIZADOS

Diallo (6)

Danilo (5)

Di Maria (5)

Dagba (5)

Rafinha (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC BARCELONA

Ganhar não chegava, era preciso golear o Paris Saint-Germain, e Ronald Koeman optou pelo 3-4-3 criando grandes dinâmicas na zona central da ofensiva catalã. Para isso, de Jong recuou para o centro da defesa, contando com Lenglet e Mingueza ao seu lado, projetando assim os laterais Jordi Alba e Dest. Busquets partilhou o meio-campo com Pedri, com este segundo sempre mais adiantado, e na frente apareceram Dembele, Griezmann e Messi, responsáveis por materializar o a produção ofensiva da equipa.

Dembele foi, de forma surpreendente, a peça responsável por aparecer nas costas da defesa adversária, quer fosse do lado esquerdo ou do lado direito. Messi e Griezmann também se mostraram muito móveis, como de resto era de esperar, e só faltou marcar mais golos para esta ser uma grande exibição a nível ofensivo da equipa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

 Ter Stegen (6)

Mingueza (5)

De Jong (6)

Lenglet (4)

Sergino Dest (7)

Jordi Alba (7)

Sergio Busquets (6)

Pedri (7)

Dembele (4)

Griezmann (6)

Messi (7)

SUBS UTILIZADOS

 Júnior Firpo (6)

Trincão (6)

Braithwaite (5)

Pjanic (5)

Moriba (5)