Esta é a altura do ano em que se discute os melhores combates de sempre da Wrestlemania, mas os candidatos são sempre os mesmos e o tema já está saturado.
Assim, porque não fazer algo diferente e falar de combates da Wrestlemania que, ano após ano, por boas ou más razões, são negligenciados?
Esta é uma lista de 5 combates esquecidos da Wrestlemania. Existem muitos mais, com certeza, alguns talvez até do ano passado (Elias vs King Corbin, por exemplo), mas estes destacam-se por conterem alguns momentos inesquecíveis (e outros devidamente esquecidos).
Revejamos então os combates da Wrestlemania que mereceriam ficar nos manuais do evento.
Estamos bastante habituados a apreciar os Mourinhos e Guardiolas, e toda a classe que estes treinadores espalham no futebol europeu e mundial. No entanto, no mítico Campeonato de Portugal há vários treinadores que merecem imenso destaque, porque fazem magia e nem sempre com condições incríveis. É então boa altura para destacar cinco treinadores a ter em conta no Campeonato de Portugal, sendo a ordem indiferente e deixando de fora, infelizmente, grandes nomes.
A CRÓNICA: PÓDIO? FALTAM DENTES A ESTE FC PAÇOS DE FERREIRA
No seio da biosfera dependente da atmosfera onde o esférico rola, sempre existiu uma preocupação acrescida acerca da reintrodução do castor na ribalta. A travessia para a sétima dentada consecutiva colocou frente a frente FC Paços de Ferreira e Portimonense SC e, em caso de boa aptidão dental, o castor calcorreava rumo ao pódio da Primeira Liga Portuguesa.
Na Capital do Móvel, figurou um vendaval atmosférico e uma tempestade no que dizia respeito à fertilidade criativa. Na primeira metade, Aylton quase provocou – por duas vezes – a boa morte do FC Paços de Ferreira, mas Fali Candé e Beto não encerraram em si a audácia suficiente para dadivar o castor com a extrema unção.
O insólito também compareceu. As três equipas viram-se obrigadas a cessar atividade por breves momentos pela queda abrupta de dilúvio em estado sólido. Os céus contemplavam a partida e teciam rugidos. A ausência de piedade não era uma metáfora…
Quem previu e confiou no seu instinto para apostar numa vitória tranquila dos castores, certamente não esperou que este Portimonense SC fosse folha difícil para herbívoro…
Sorriso amarelo e quadro em branco ao intervalo!
O Portimonense SC adentrou pela segunda parte com o pragmatismo e as linhas de pressão subidas junto da lapela – Dener seguiu as pisadas de Candé e Beto (na primeira parte), mas de forma mais escandalosa – enquanto que o FC Paços de Ferreira dava mostras sucessivas de apneia de sono.
O golpe de teatro (quase) teimou em comparecer no término da partida: Bruno Moreira, através de um movimento de corpo em sentido contrário e após ser solicitado por Salmina, atira rasteiro e permite a interseção de Marcelo no cimo da linha de golo.
A possibilidade de inserção no pódio da tabela classificativa desvaneceu pelo nulo final. A mudança de que o mundo padece constantemente não atracou em Paços de Ferreira.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Setor defensivo do Portimonense SC – o quarteto defensivo esteve irrepreensível no desenrolar da partida. Controlou as movimentações dos castores desde o começo da partida e anulou a pujança e o pendor ofensivo que, num passado recente, resolveram jogos que se vislumbravam espinhosos. Destaque, ainda, para a capacidade ofensiva de Fali Candé e Moufi.
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Poderio ofensivo do FC Paços de Ferreira – Douglas Tanque não constituiu o veículo através do qual os castores ingressaram numa guera, nem Luther Singh, Hélder Ferreira, João Amaral e João Pedro as locomotivas que apressavam e eram os apeadeiros de posíveis situações de perigo. A desinspiração foi a pedra de toque e capaz de se dividir pelos cinco atacantes de igual forma.
ANÁLISE TÁTICA – FC PAÇOS DE FERREIRA
Pepa apostou numa estratégia que brada pragmatismo: um 4-3-3 objetivado pelo poder de explosão da frente de ataque, ocupada por Luther Singh, Douglas Tanque e Hélder Ferreira, e pelo possível controlo e gestão do miolo em vários momentos do jogo, onde normalmente pontifica a experiência de Luiz Carlos e a salto qualitativo de passe que Eustáquio confere aos castores.
Primeira metade muito abaixo das expetativas. O vendaval dificultou o processo ofensivo, mas o FC Paços de Ferreira foi dominado pela inépcia desde o apito inicial: Diaby construía mal e lateralizava demasiado, L. Singh e Hélder Ferreira raramente procuraram movimentos interiores e Eustáquio, aquando da posse do esférico, não progredia; além disso, o setor defensivo pacense aparentava intranquilidade quando deparado com Beto e Aylton Boa-Morte.
Na segunda metade, a passividade dominou e não existiram dentes para agarrar a partida. Um FC Paços de Ferreira descaracterizado face à primeira metade da época, incapaz de criar a barafunda na grande área adversária e perfeitamente conformado com os factos do jogo.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Jordi (6)
F. Fonseca (5)
M. Baixinho (6)
Marcelo (7)
Rebocho (5)
Luiz Carlos (5)
Diaby (5)
S. Eustáquio (6)
H. Ferreira (5)
Tanque (5)
L. Singh (6)
SUBS UTILIZADAS
João Pedro (4)
Uílton (4)
João Amaral (3)
A. Castanheira (-)
ANÁLISE TÁTICA – PORTIMONENSE SC
A Sul, desenhou-se outro quadro. Paulo Sérgio gizou um 4-4-2 precavendo-se das ausências de Rúben Ferreira, Lucas e Pedro Sá. Perspetivam-se inúmeros golpes de contra-ataque e o estancar da criatividade adversária a partir do setor mais recuado do terreno. Boa-Morte e Beto eram as lanças apontadas ao horizonte e timoneiros de uma possível profundidade na quadra.
Aylton Boa-Morte e Beto, durante os 45 minutos iniciais, foram o rosto do inconformismo: lançados, sempre que possível, em profundidade, os extremos incomodavam o setor mais recuado do adversário, quer no gizar de triangulações, quer em tentativas individuais. Por acréscimo, Willyan parecia ter lido a enciclopédia das movimentações de Eustáquio e Luiz Carlos e revelava ser uma muralha a meio campo.
Segunda parte não premiada pelo golo, cor que faltou ao desenho das jogadas. As melhores intentonas vieram do sul. Dener e Willyan jogaram de pantufas e metamorfosearam-se em cortes nos rasgos de genialidade e nos momentos de construção pacense. Fali Candé e Moufi também se transfiguraram em avalanches ofensivas.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Samuel (5)
Cande (7)
Possignolo (7)
Mauricio (7)
Moufi (7)
Dener (7)
Ewerton (6)
Queiroz Cantero (6)
Willyan (7)
Boa Morte (6)
Beto (6)
SUBS UTILIZADAS
Bruno Moreira (6)
Salmani (6)
Henrique (6)
Lucas T. (-)
Poha (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
FC Paços de Ferreira
BnR: Boa noite, mister. Nulo final. Certamente que não era o resultado esperado. Atualemente, caracterizam o FC Paços de Ferreira como uma equipa com um ímpeto ofensivo acima da média em Portugal, organizada, que sai bem a jogar a partir de trás. Sente que a equipa se descaracterizou hoje, face aos resultados anteriores?
Pepa: Somos uma equipa com dificuldade no jogo direto e isso é notório. Quando assim é, mesmo assim, conseguimos somar, conseguimos vencer. Temos que perceber que o jogo foi interrompido pelas condições atmosféricas. Mas os meus jogadores estão de parabéns. Tenho um balneário unido e com muita vontade de vencer. Do outro lado, hoje, encontramos uma equipa com uma tremenda capacidade física, que ganharam na maior parte das vezes as primeiras e as segundas bolas. Hoje, mesmo não jogando tremendamente bem, anulamos o Portimonense SC, não os deixamos crescer mais do que aquilo que eles cresceram em campo e tivemos uma atitude que considero positiva face ao que aconteceu. É verdade que também tivemos sorte em dois momentos do jogo, mas faz parte. Mais um ponto na nossa caminhada. Resta levantar a cabeça e pensar no próximo jogo.
Portimonense SC
BnR: Boa noite, mister. Do ponto de vista defensivo, o Portimonense SC esteve imperial. Qual a estratégia para cessar o poderio ofensivo deste Paços Ferreira?
Paulo Sérgio: Concentração, o segredo foi a concentração. Não mudamos nada daquilo que foi o nosso trabalho. Penso que os resultados, até os defensivos, estão somente a aparecer agora. A competitividade aumentou com a inclusão de mais três ou quatro jogadores no plantel. a qualidade do treino é melhor e quando tal acontece, reflete-se no jogo.
As primeiras 16 jornadas do campeonato poderão ser decisivas para o que resta da temporada 2020/21, para os adeptos portistas foram tempos de sofrimento, até outubro do ano transato víamos um FC Porto inseguro em campo, a acusar muita debilidade defensiva – a longo prazo é evidente que, atualmente, a equipa está a pagar o preço dos pontos perdidos na primeira volta, principalmente na fase prematura da competição.
É certo que, a campanha soberba pela Liga dos Campeões e a consequente campanha de 17 jogos, entre competições sem conhecer a derrota, chegaram para fazer esquecer o início de temporada tremido, mas a “fatura” das derrotas e prestações pouco convincentes esteve sempre presente.
Sendo assim, concluída a “virada” da Primeira Liga, é tempo de algumas reflexões: os dragões terminam esta fase da competição na segunda posição do campeonato, com algumas indignações à mistura, é certo. Contudo, é demasiado notório a dependência deste conjunto de individualidades. É esse o tema que abordamos hoje, os melhores jogadores dos portistas até este momento.
Ficam aqui, assim, os melhores elementos do elenco portista durante a primeira volta do campeonato.
Este ano, na Austrália, estivemos muito próximos de contar com a presença de três portugueses no quadro principal (QP) de um torneio do Grand Slam, algo inédito na História da modalidade no país, mas João Sousa, aquele cuja presença em torneios deste nível já damos por garantida, ficou impossibilitado de participar neste torneio devido a um teste positivo à COVID-19. Restou-nos, assim, contar com a participação de Pedro Sousa, que se apurou para o QP pela primeira vez de forma direta, e Frederico Silva, que ultrapassou o qualifying disputado, este ano, em Doha.
O sorteio foi pouco amigo e colocou desde logo em cheque as aspirações de termos um tenista luso na segunda ronda. Este ditou que Pedro Sousa tivesse pela frente o campeão da edição de 2014, Stan Wawrinka, e que Frederico Silva tivesse de enfrentar um dos melhores jogadores da sua geração e, na minha opinião, o melhor servidor do mundo, Nick Kyrgios.
PEDRO SOUSA VS STAN WAWRINKA
A jogar contra um dos jogadores mais agressivos e explosivos do circuito, o Pedro saberia que qualquer bola ligeiramente curta iria permitir ao suíço atacar, controlar a troca de bolas e ficar mais próximo de vencer o ponto, foi exatamente isso que aconteceu, Pedro Sousa, não tendo feito uma má partida, esteve longe de ser brilhante e foi concedendo demasiado espaço ao suíço.
Wawrinka esteve sempre no controlo dos pontos e, por isso, da partida e, nos momentos cruciais, “metia uma abaixo” e conquistava o break sem grande dificuldade. Pedro Sousa nunca conseguiu verdadeiramente importunar Wawrinka, muito menos no serviço do suíço, e, quando assim o é, o resultado vai andando até à mais do que inevitável derrota.
Stan Wawrinka é um jogador com capacidades muito diferentes dos jogadores que o Pedro está habituado a ter pela frente, e isso foi notório ao longo do encontro, que acabou por terminar com os parciais de 6-3, 6-2 e 6-4.
No mesmo court, mas algumas horas depois, Frederico Silva tinha pela frente um grande jogador e muito ameaçador, sobretudo em piso rápido onde pode fazer do seu serviço uma arma ainda mais letal. Tendo em conta este poderio no serviço que Nick Kyrgios tem, fechar os seus jogos de serviço rapidamente era algo chave para que o português pudesse ambicionar um bom resultado, não foi exatamente o que aconteceu.
Apesar de ter sofrido apenas mais três breaks que o seu oponente, um em cada set, Frederico Silva teve de enfrentar 17 pontos de break, dos quais até conseguiu anular 12. Por outro lado, apesar de ter tido um aproveitamento de 100%, o tenista das Caldas da Rainha apenas teve duas oportunidades de fazer break. Ainda assim, o português nunca pareceu intimidado pelo jogador que tinha pela frente, entrou muito autoritário e, até, fazendo aquilo que eu, para ser honesto, imaginei que até pudesse não conseguir fazer durante o jogo todo, quebrar o serviço do australiano.
Frederico Silva fez um “jogaço”, do melhor que já o vi fazer tendo em conta o adversário, e fez tudo o que estaria ao seu alcance para levar o melhor resultado possível, notou-se, até, várias vezes um Kyrgios desconfortável e nervoso. No ténis, como em qualquer desporto, não há vitórias morais, mas com um adversário deste calibre, apenas este facto já é motivo para o Kiko se sentir orgulhoso da sua prestação.
Para ajudar a pôr em perspetiva este desfecho, podemos olhar ao prize money. Os dois jogadores têm exatamente a mesma idade e, antes do Australian Open, Nick Kyrgios tinha um career prize money de $8,5M, ao passo que o Frederico Silva tinha apenas $284.000. Uma diferença colossal que serve de mote para falar também um pouco do que significa para o português esta semana de competição.
É que, apenas ao que esta edição do Australian Open diz respeito, o tenista das Caldas vai arrecadar quase metade do que tinha até então. $40.346 por ter passado o qualifying e $76.850 por ter participado no QP, para um total de $117.196 que lhe dão uma boa almofada para iniciar a época depois de um ano com muitos prejuízos e poucos lucros. Somando, a este valor, os $76.850 do Pedro Sousa, ainda que tenhamos ficado sem portugueses logo na primeira ronda, a armada lusa arrecadou um total de quase $200.000 em prize moneys, valor bastante significativo para qualquer um dos dois tenistas.
Taça de Itália, 2.ª mão das meias finais: terça-feira, 19h45, 9 de fevereiro de 2021
ANTEVISÃO: “VELHA SENHORA” COM VANTAGEM DUPLA
Podia ser o duelo final desta Taça de Itália, mas quis a sorte que Juventus FC e FC Internazionale Milano se defrontassem na derradeira eliminatória antes do jogo decisivo. Depois da vitória da equipa de Turim na primeira mão (1-2 no Giuseppe Meazza, em Milão), os pupilos de Andrea Pirlo recebem a equipa milanesa com uma vantagem dupla em mãos: a vitória no primeiro jogo e os dois golos apontados fora de casa. Assim, os “nerazzurri” sabem que estão obrigados a marcar dois golos no campo adversário, tarefa que não é impossível, mas que se afigura bastante difícil.
Ambas as equipas venceram os respetivos encontros no fim de semana.
A Juventus FC venceu três dos últimos cinco encontros frente ao FC Internazionale Milano.
A última derrota da Juventus FC foi frente ao FC Internazionale Milano, para o campeonato.
Desde essa derrota, a Juventus FC venceu todos os jogos oficiais (seis vitórias).
Para chegar às meias finais, a Juventus FC eliminou o Genoa FC e a SPAL 2013 nas rondas anteriores.
Os melhores marcadores da Juventus FC na Taça de Itália são Álvaro Morata e Dejan Kulusevski, com dois golos apontados por cada um.
O FC Internazionale Milano só perdeu um dos últimos oito jogos oficiais.
Essa derrota foi contra a Juventus FC, na primeira mão das meias finais da Taça de Itália.
Para chegar às meias finais, o FC Internazionale Milano eliminou a AC Fiorentina e o AC Milan nas rondas anteriores.
O melhor marcador do FC Internazionale Milano na Taça de Itália é Romelu Lukaku, com dois golos apontados.
JOGADORES A TER EM CONTA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Cristiano Ronaldo (Juventus FC) – Caso fosse preciso “cartão de visita” para um dos melhores da história do futebol, os números da atual temporada falam por si: são 23 golos em 24 jogos oficiais pela Juventus FC, evidenciando que a mira de Cristiano está sempre colocada na baliza adversária. Aos 36 anos, o seu instinto de finalizador parece mais apurado do que nunca, tendo já valido aos “bianconeri” vitórias como a da primeira mão destas meias finais.
Dupla de ataque do FC Internazionale Milano – Depois de Lukaku ter cumprido castigo no jogo da primeira mão e de Lautaro ter jogado apenas meia hora na última partida, o cariz decisivo da eliminatória deverá levar Antonio Conte a apostar novamente na sua dupla ofensiva mais “mortífera”. Com 27 golos entre os dois, nas competições internas, são peças fulcrais nas candidaturas dos milaneses aos títulos do campeonato e da Taça de Itália.
Foi neste fim de semana, que a Taça do Mundo de saltos de esqui, viu serem cumpridas as etapas 21 e 22 da temporada vigente. O palco de toda a ação, foi a cidade alemã de Klingenthal, a cerca de centena e meia de quilómetros a norte da capital da Républica Checa, Praga.
Recorde-se que esta prova veio ocupar o lugar deixado em aberto no calendário pelo evento de Sapporo, no Japão, que todos os anos costuma receber no Okurayama, trampolim da cidade, a “Champions dos saltos de esqui”, mas que devido ao terrível vírus que teima em condicionar as nossas vidas, viu o certame ser cancelado. Como tal a Vogtland Arena, serviu de palco aos “homens pássaro”.
Refira-se que esta estrutura possui 140m, tendo um K-Point localizado nos 120m. Quanto ao record, esse estava fixado nos 146.5m e era pertença do germânico Michael Uhrmann, que havia voado tal distância, no dia 2 de fevereiro de 2011.
Quanto às condições atmosféricas, tivemos um gigantesco manto branco a cobrir as calhas do trampolim bávaro, com os termómetros a assinalarem temperaturas na ordem dos cinco graus negativos.
A competição principiou na sexta feira, dia em que se realizou a qualificação/ prólogo, visto que estariam em competição 50 saltadores, para outras tantas vagas, o que equivale a dizer que todos estavam apurados para o evento do dia seguinte, portanto não foi mais do que uma ronda de treinos, mas oficial.
O líder e vencedor das duas pretéritas etapas, Halvor Egner Granerud, parecia não abrandar, embora em anos idos tivesse demonstrado não “atinar” particularmente com este trampolim, arrecadando a quantia de 3.000 euros, correspondente à vitória na qualificação. O leitor mais atento perguntará decerto, qual o motivo para ter referido o valor em euros? É simples! A Alemanha atribui, ao contrário da grande maioria dos países pelos quais a competição passa, o valor dos prémios na sua moeda, ao invés dos habituais francos suíços, visto que a Federação Internacional de Ski, (FIS), se localiza em terras helvéticas.
De destacar que Domen, o mais novo do clã Prevc, regressava, após recuperar de infeção por Covid19. Já os restantes membros da família Peter e Cene, continuavam o seu processo de restabelecimento.
Os saltadores do Cazaquistão, voltavam a estar entre a alta roda da competição.
Numa ronda inaugural, em que o vento embora estando forte, não ia afetando o normal decurso da prova (não obstante dar grandes penalizações), viu Granerud sair na frente, rubricando uma marca de 140.5m, na vice-liderança ia estando por estes momentos o saltador de 33 anos, natural de Zakopane, Kamil Stoch, com um registo inferior em dois metros ao do seu rival. Já na terceira posição estava o esloveno Anze Lanisek que lograra voar 138.5m. Ainda dentro dos cinco mais, realce para a quarta posição de David Kubacki, com 137.5m, seguido pelo seu compatriota, de 34 anos, de Wisla, Piotr Zyla, que fez um metro a menos do que o campeão do mundo, de K90, (trampolim normal). Ainda alvo de destaque, os 135m de Marcus Eisenbichler, que o deixavam no sétimo posto, um pouco mais afastado do pódio, tendo de rubricar um grande segundo salto, para conseguir terminar nas medalhas.
Simon Ammann da Suíça, pontuaria pela segunda prova consecutiva, um record na presente temporada e nos últimos anos. Mikhail Nazarov, a defender a seleção Russa (o melhor da nação na presente edição da Taça do Mundo), voltava pela terceira competição de forma ininterrupta a pontuar, tendo saltado 130m, na primeira ronda.
Karl Geiger, Marius Lindvik ou Daniel Huber, eram nomes grados da modalidade , que haviam tido saltos desapontantes. O germânico, campeão do mundo de voos de esqui, já durante esta temporada não conseguiu melhor do que a 32.ª marca, o austríaco ficou seis postos atrás, enquanto o jovem nórdico rubricara apenas o 42.º registo.
Estava tudo em aberto, principalmente na luta pela prata e pelo bronze, pois Granerud parecia embalar para mais uma!
Com a segunda ronda a trazer marcas ainda mais distantes, face à acalmia das condições de vento, mas em que a neve teimava em brindar-nos com a sua presença, foi Granerud, que a pedido do seu técnico, saltou dois portões abaixo dos demais (utilizando o nove, face aos rivais que saltaram do 11), viu o risco compensar dado ter garantido 141.5m. Desta forma o norueguês assegurou mesmo o triunfo número nove da temporada e da carreira. A prata viajou até às mãos de Kamil Stoch, que assinou o seu pódio 78 na Taça do Mundo, contrastando com o bronze de Bor Pavlovcic da Eslovénia, que deste modo adquiriu o primeiro metal de uma ainda curta experiência do atleta de 22 anos, batendo assim a quarta posição, o melhor até então conseguido pelo praticante.
Ainda dentro do “Top Cinco” ficaram respetivamente: em quarto Piotr Zyla e em quinto outro representante da nação eslovena, Anze Lanisek. Quanto a Eisenbichler, ficando apenas em nono viu a diferença dilatar-se face a Granerud.
Andrzej Stekala, continuou a senda negativa, quedando-se somente pela posição 21 da tabela classificativa. Simon Ammann, ficou em 20.º, mostrando que aos 39 anos, pode ainda voltar a contemplar os amantes da modalidade com saltos de enorme valia. Ainda merecedor de uma referência, a ascensão de Johann André Forfang que tendo assinado um registo na casa dos 138m, trepou doze postos, desde o 24.º até ao 12.º .
No dia seguinte, já sem vestígios de neve e com o vento a não ser uma dificuldade, mas com a aparição da indispensável chuva, era Marcus Eisenbichler quem estava na dianteira, finalizada a primeira metade da disputa. O bávaro ia anotando 138m, Granerud que assinara 136m, ia estando perto, no segundo lugar. O bronze estava na posse do surpreendente “samurai”, Keiichi Sato, autor de 140m, mas efetuados de um “portão” maior. A fechar os cinco primeiros, destaque para: Kamil Stoch e Robert Johanson, respetivamente quarto e quinto colocados, com o “Viking” a voar 141m, marca mais distante até então rubricada neste dia de prova. Contudo foi penalizado, devido a inferiores notas de estilo, pois não efetuou o movimento de genuflexão (telemark).
As fracas prestações de Zyla, Kubacki e Stekala iam fazendo recair toda a pressão de um bom resultado por parte da seleção da Polónia sobre as costas de Stoch.
Hayboeck, Forfang, Geiger e Lindvik, este último desqualificado, por conta de irregularidades no fato, eram as ausências mais notadas, para uns derradeiros 30 saltos que prometiam qualidade a rodos, visto que entre os dez primeiros, a diferença era apenas de 10.6 pontos.
Aí chegados foi e sem contestação Halvor Egner Granerud quem chegou à vitória dez no campeonato, ficando a escassos cinco triunfos de igualar um recorde pertencente a Peter Prevc, que em 2016 arrecadou 15 vitórias no circuito. Em segundo ficou Bor Pavlovcic que teve um fim de semana para recordar. Já no degrau mais baixo do pódio ficou Marcus Eisenbichler que não logrou segurar a liderança. Robert Johansson e Yukiya Sato, terminaram, respetivamente em quarto e quinto colocados.
O segundo dia assistiu ainda a um sexto lugar de Kamil Stoch bem como a um registo de 146m, a meio metro da marca recorde alguma vez voada nesta estrutura, que foi da autoria de Dawid Kubacki, o que lhe permitiu ascender lugares de modo a se quedar pelo sétimo posto. Já em oitavo tendo acusado claramente a solenidade da ocasião, ficou Keiichi Sato. Jan Hoerl, fechou em 11.º, rubricando a melhor marca da temporada.
Se uns estiveram bem, outros nem por isso! Nesse departamento destacam-se os nomes de Piotr Zyla e Andrzej Stekala, ambos da equipa polaca, que em 17.º e 18.º respetivamente foram grandes deceções do último dia de prova, na Vogtland Arena.
Agora na geral da Taça do Mundo, Granerud, é cada vez mais primeiro contabilizando 1406 pontos, Eisenbichler soma 977 enquanto Stoch averba 845.
No próximo fim de semana, no qual terão lugar as etapas, 23 e 24, respetivamente no dia 13 e 14, o “circo” fará novamente escala em Zakopane. O BNR fará como sempre uma resenha ao que de mais significativo lá acontecer.
Primeira Liga, Jornada 18: terça-feira, 21h00, 9 de fevereiro de 2021
ANTEVISÃO: JOGO DIFÍCIL EM CAMPO PEQUENO E PESADO CONTRA ADVERSÁRIO FECHADO
O Sporting CP entra para este jogo com a motivação extra de poder aumentar para oito pontos a distância para o segundo lugar do campeonato. A concretizar-se, poderá dar a esta jovem equipa uma maior tranquilidade para enfrentar uma difícil segunda volta que trará muita pressão provocada pelos adversários, adeptos e a responsabilidade cada vez maior de não poder falhar.
O jogo em si trará muitas dificuldades a uma equipa leonina que gosta de jogar em posse, uma vez que para terça-feira se prevê que esteja todo o dia a chover, facto que fará com que o relvado se venha a apresentar muito pesado, criando dificuldades ao jogo dos criativos do Sporting CP. O papel do Gil Vicente FC, também pela previsão de mau tempo juntamente com a necessidade urgente de amealhar pontos na luta pela manutenção, será jogar fechado lá atrás e tentar apostar nas saídas rápidas ou lançamentos para as costas da defesa leonina.
Será, com certeza, um jogo muito exigente em termos físicos para os jogadores de ambas as equipas. Poderá tornar-se mais difícil para quem precise ou escolha construir jogo, mas, como sempre, sairá por cima a equipa que mais rapidamente se adaptar ao estado do relvado e ao adversário.
10 DADOS RÁPIDOS
Ambas as equipas vêm de uma vitória, ainda que o Gil Vicente FC, antes da vitória contra o Boavista, viesse de uma série de quatro derrotas. Os gilistas quererão capitalizar este último bom resultado.
Em termos de golos sofridos, o Gil Vicente FC não é muito permissivo. Apesar de ter 20 golos sofridos, tem o mesmo número de golos consentidos que, por exemplo, o Santa Clara que é sétimo classificado, e apenas menos quatro que o terceiro e quarto classificados.
O Sporting CP continua sem perder na Primeira Liga, tendo neste momento 14 vitórias e três empates.
4. A última vitória gilista em casa contra o Sporting foi a um de dezembro de 2019 por 3-1, tendo sido ainda este o melhor resultado alcançado contra os leões em casa.
O embate entre estes dois emblemas raramente termina empatado. A última vez em que se anularam foi na época de 2005/2006 com um 2-2.
O resultado mais usual no embate entre estas duas equipas é 2-0 favorável à equipa de Alvalade. Quatro vezes em Barcelos e seis em Alvalade.
O Sporting CP tem a melhor defesa do campeonato com apenas nove golos consentidos.
Nos embates contra o Sporting CP, o Gil Vicente FC sofreu golos em 83 por cento dos encontros, mas marcou em 55 por cento deles.
A maior vitória do Sporting em Barcelos foi por 4-0, na época 2014/2015.
O histórico entre estas duas equipas é de 27 vitórias para o Sporting, sete empates e oito vitórias para o Gil Vicente.
JOGADORES A TER EM CONTA
Fonte: Bola na Rede
Samuel Lino (Gil Vicente FC) – O brasileiro de 21 aos tem quatro golos marcados na Primeira Liga e seis em todas as competições. Um jogador que marca trinta por cento dos golos que a sua equipa marcou no campeonato tem de ser destacado. Contra o líder do campeonato, será mais uma seta apontada à baliza de Adán. Talocha é também um jogador a ter em atenção por ser o jogador que mais assiste na equipa de Barcelos. Assim, o Sporting terá de ter atenção a esta dupla.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Pedro Gonçalves (Sporting CP) – O maior goleador do campeonato com 14 golos andou algum tempo divorciado dos golos, mas parece ter voltado ao seu ritmo. No último jogo, contra o Marítimo, para além dos golos, pareceu também já mais participativo no jogo o que faz antever mais golos. Terá isso tido a ver com a entrada de Paulinho na equipa? Com Paulinho na frente, “Pote” parece ter mais espaço para jogar. Veremos como se desenrola esta nova parceria.
XI’S PROVÁVEIS
Gil Vicente FC: Denis, Paulinho, Ruben Fernandes, Rodrigão, Talocha, João Afonso, Pedrinho, Kanya Fujimoto, Lucas Mineiro, Samuel Lino e Laurency.
Treinador: Ricardo Soares:
“Espero um jogo difícil. Vamos jogar contra a equipa que lidera o campeonato e justamente, na minha opinião. Tem sido a mais regular e a que tem tido mais capacidade para ocupar o lugar que ocupa. Sabemos dessas dificuldades, mas vamos a jogo com pensamento positivo.”
Sporting CP: Adán, Gonçalo Inácio, Coates, Feddal, Pedro Porro, Palhinha, Matheus Nunes, Antunes, Pedro Gonçalves, Paulinho e Nuno Santos.
Treinador: Ruben Amorim:
“A equipa está a jogar bem e vamos tentar levar o jogo para o nosso tipo de futebol. Temos uma excelente equipa e excelentes jogadores.”
PREVISÃO DE RESULTADO: Gil Vicente FC 0-2 Sporting CP
Este jogo começou como uma espécie de antítese do último duelo aqui na Luz. Ao contrário do que aconteceu frente ao Vitória SC, o SL Benfica descomplicou muito e desde cedo. Logo aos três minutos, as águias adiantam-se no marcador. Foi Darwin Núñez que aproveitou um grande trabalho individual de Everton que furou toda a defesa do FC Famalicão que mais parecia manteiga. Um grande lance individual, onde o uruguaio só teve mesmo de encostar ao segundo poste. A mira estava afinada e o conjunto benfiquista fez questão de aproveitar isso mesmo. Aos sete minutos, eis que surge o segundo por Otamendi. Depois de um lance de bola parada pela esquerda, Taarabt puxa para dentro e tenta o remate. A investida do marroquino foi negada por Luiz Júnior que defende, mas a bola vai parar a uma zona de muito perigo. E é aí que o central encarnado aproveita para fazer o segundo com um autêntico disparo para o fundo das redes.
O conjunto de Jorge Jesus entrou forte e determinado. E foi sobretudo extremamente eficiente. Havia dinâmica e velocidade, algo que permitiu que a primeira parte tivesse apenas um único sentido: o da baliza famalicense. O FC Famalicão não conseguiu respirar e muito devido ao ímpeto encarnado. A equipa de Silas não estava a conseguir sair a jogar em ataque organizado e muito se deveu ao autêntico sufoco impingido pelas tropas de Jorge Jesus. Ainda assim, o Benfica diminuiu o ritmo e o Fama conseguiu aparecer mais no jogo nos minutos finais da primeira parte. Ainda houve tempo para uma bola ao poste de Gil Dias, mas, fora isso, foi apenas um ligeiro ascendente que não conseguiu ameaçar verdadeiramente a armada encarnada.
O FC Famalicão entrou bem na segunda parte. Conseguiu equilibrar mais as contas e, por sua vez, o clube da Luz regressou dos balneários mais apagado. Nesta segunda parte, digamos que foi possível voltar a encontrar o Benfica desnorteado dos últimos jogos. As feridas demoram a sarar e esta segunda parte serviu para nos mostrar isso mesmo. A equipa de Jorge Jesus começou a ter problemas na marcação e sobretudo no controlo do seu meio-campo. Apesar de ainda ter o rumo do jogo a seu favor, o conjunto encarnado voltou a evidenciar as suas maiores fragilidades. E foram algumas as oportunidades do Famalicão que nos mostraram isso mesmo.
Os minutos finais foram intensos, com muitas oportunidades para ambos os lados. Mas, ainda assim, o resultado manteve-se intacto. Uma vitória por 2-0, essencialmente construída na primeira parte, uma vez que o rendimento encarnado caiu a pique no segundo tempo.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Otamendi – Podia ter escolhido a arrancada do Benfica na primeira parte, mas Otamendi foi uma âncora segura na equipa encarnada esta noite. Esteve seguro, não comprometeu e teve a sua importância no ascendente do Famalicão no segundo tempo. Para além disso, é também autor do segundo golo das águias.
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Seferovic – O avançado esteve muito apagado hoje. O melhor marcador dos encarnados não faturou, mas não é apenas por isso que se cinge esta escolha. Para além de não ter estado muito dentro do jogo, sempre que foi chamado a intervir, acabou por decidir mal e por se precipitar.
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
Em relação ao último duelo do SL Benfica, destaque para a saída de Pizzi do onze inicial. Everton jogou na direita e o colega Cervi na esquerda. No meio-campo encarnado, Taarabt e Weigl fizeram dupla neste 4-4-2. E que dupla! Destaque sobretudo para Taarabt, que estava a impingir muita dinâmica no centro do terreno. O marroquino esteve no meio-campo à frente de Weigl, movimentando Cervi e Everton nas alas e Seferovic e Darwin Núñez na frente. Nota ainda para Everton que esteve muito mais atrevido na primeira parte quando esteve a jogar do lado direito, porque, verdade seja dita, aí a conversa é outra para este brasileiro.
Na segunda parte, começaram a surgir algumas debilidades que, para quem anda atento aos duelos encarnados, não são novidade nenhuma. Neste segundo tempo, começaram a surgir mais problemas de marcação e houve mais dificuldade no controlo do meio-campo do Benfica. A equipa mostrou-se mais desligada, menos compacta e isso fez-se sentir dentro das quatro linhas uma vez que o Famalicão começou a ameaçar mais vezes. Taarabt não esteve tão bem como na primeira. Na segunda parte, talvez com menos frescura, teve muita dificuldade em ocupar espaços e isso teve peso na equipa encarnada. Não houve tanto domínio no meio-campo e houve, ao mesmo tempo, mais problemas na construção.
11 INICIAIS E PONTUAÇÕES
Odysseas (6)
Gilberto (5)
Vertonghen (6)
Everton (6)
Darwin (6)
Cervi (6)
Seferovic (3)
Weigl (7)
Otamendi (8)
Adel Taarabt (6)
SUBS UTILIZADOS
Pizzi (5)
Gabriel (5)
Diogo Gonçalves (-)
Chiquinho (-)
ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO
A equipa de Silas apresentou cinco novidades neste onze em relação à última jornada. Entraram desde início Diogo Queirós, Edwin Herrera, Pêpê, Ivo Rodrigues e também Heriberto.
O FC Famalicão não conseguiu impor-se nos minutos iniciais. E daí os dois primeiros golos. A equipa de Silas não estava a conseguir sair a jogar e mostrou-se completamente impotente em relação ao pé no acelerador por parte dos encarnados. Em resposta, o técnico do Fama faz uma substituição logo aos 24 minutos. Com a entrada de Alexandre Guedes, o Famalicão pôde contar com dois avançados puros e isso permitiu-lhe ter muito mais presença dentro de campo a partir daí. Ainda assim, haviam ainda muitas dificuldades cada vez que o Benfica acelerava e conseguia chegar ao último terço. Sim, porque, nesses casos, era um autêntico “Ai, Jesus”.
Na segunda parte, foi um Fama com muito mais bola e que se transformou a nível posicional num 4-4-2 aproximado. A equipa de Jorge Silas foi muito mais ofensiva, mais atrevida e tentou mesmo causar estragos às águias. A este ascendente muito se deve ao facto de Silas ter arriscado e, com as substituições com jogadores mais ofensivos, ter conseguido equilibrar o duelo.
11 INICIAIS E PONTUAÇÕES
Luiz Júnior (7)
Babic (4)
Ugarte (6)
Rúben Vinagre (6)
Queirós (6)
Edwin Herrera (5)
Ivo (5)
Gil Dias (7)
Pêpê (6)
Heriberto (5)
Patrick William (5)
SUBS UTILIZADOS
Alexandre Guedes (6)
Fernando (-)
Diogo Figueiras (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
SL Benfica
Não foi possível colocar questões ao treinador do SL Benfica, Jorge Jesus
FC Famalicão
BnR: O que é que acha que conseguiu com a primeira substituição que não estava a ter até então dentro de campo, com a entrada do Alexandre Guedes?
Silas: O que nós pretendemos foi realmente ter mais gente na frente que nos pudesse permitir dar respostas àquilo que era o poderio do Benfica. E efetivamente conseguimos. Ma foi porque durante o jogo fomos percebendo que estavamos a ter alguma dificuldade aí. O facto de às vezes termos uma linha de cinco às vezes parece que estamos sempre retraídos. Pretendíamos isso: ter mais gente na frente e atacar mais. E o Guedes trouxe-nos isso.
Agora sim. Podemos com toda a certeza afirmar que o campeonato está a meio. A primeira volta terminou para o FC Porto com um empate demasiado atribulado no Jamor e acabou por ser um espelho de toda a primeira parte da época portista: dececionante.
No final da primeira volta, o FC Porto terminou com 39 pontos, 17 golos sofridos e 39 golos marcados. Apesar de ser bastante positivo o facto de ser o melhor ataque da prova, o número de golos sofridos é um dado preocupante. São números que se aproximam de equipas que no principal escalão do futebol nacional lutam por objetivos diferentes e que não têm metade do orçamento portista. É verdade que o SC Braga e o SL Benfica apresentam números semelhantes, mas falando do FC Porto em concreto, nota-se ainda uma instabilidade defensiva que não é de todo a imagem de marca de Sérgio Conceição.
Terminada esta primeira fase da maratona são ainda seis pontos que afastam a equipa azul e branca da liderança. O Sporting CP está a fazer uma campanha fantástica no campeonato e promete não ceder pontos tão cedo. É um dado que obriga o FC Porto a ganhar a encarar esta segunda volta como um motivo para dar a volta.
Olhando agora para alguns jogos que marcaram sem sombra de dúvida esta primeira volta do campeonato para os lados do dragão, começo por destacar os dois clássicos frente ao Sporting CP e SL Benfica. Contrariamente à época passada, o FC Porto não conseguiu derrotar nenhum dos habituais rivais diretos na luta pelo título. Em Alvalade, cedeu um empate mesmo nos instantes finais e mostrou uma instabilidade para segurar um resultado. No Dragão acabou por ser surpreendido frente ao SL Benfica e, refira-se, acabou por ser inferior em grande parte do jogo. A verdade é que foram dois empates que não abonam nada a favor da equipa. Não decidem o campeonato, mas não deixam de ser jogos de “tripla”.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Para além destes dois grandes jogos, houve outros tropeções que contribuíram para a perda significativa de pontos que a equipa portista sofreu na primeira etapa da maratona. Falamos principalmente dos jogos frente ao CS Marítimo, FC Paços de Ferreira e Belenenses SAD. Foram perdas de pontos absolutamente absurdas para uma equipa que pretende ser campeã nacional com rivais muito fortes. Destes três, destacaria a derrota frente ao FC Paços de Ferreira. Não era o FC Porto que estava em campo naquela noite e se não fosse a arbitragem a prejudicar os castores, poderia ter sido um resultado mais volumoso.
Numa perspetiva positiva, destaco o jogo frente ao Vitória SC e FC Famalicão que consistiram em duas vitórias complicadas para os portistas. Houve muito sofrimento à mistura, mas foram provavelmente os jogos de maior destaque pelo lado positivo na primeira fase do campeonato.