O 5 da semana é uma rubrica semanal do Bola na Rede que tem o objetivo de destacar os melhores cinco jogadores da NBA de cada semana. Desta forma, aqui estão cinco dos jogadores que mais se destacaram na semana de 1 a 7 de fevereiro.
Esta seleção será realizada todas as segundas-feiras.
Depois da parte 1 e da parte 2 da análise tática deste SC Braga de Carlos Carvalhal, vem a última parte deste “Força da Tática”. Venham daí.
Dada uma breve análise aos quatro momentos do jogo feita nas outras publicações, vou resumir agora as principais ideias implementadas por Carlos Carvalhal nesta primeira metade de época:
OFENSIVAS
– Futebol apoiado com foco no jogo entre setores e exploração da profundidade nas alas (Galeno e Esgaio).
– Centrais próximos um do outro, assim como os médios.
– Lateral direito faz de extremo e lateral esquerdo encaixa na linha dos médios.
– Exploração dos três corredores.
– Participação dos laterais em zonas de criação (+ Esgaio que Sequeira).
– Ataque rápido quando chega a zonas de criação.
– Exploração das fragilidades defensivas do adversário em questão.
DEFENSIVAS
– Bloco médio alto ou alto a defender.
– Obriga o adversário a construir para o corredor menos forte.
– Forte nas segundas bolas.
– Boa reação à perda.
– Boa recuperação defensiva pós-perda.
– Agressividade nos duelos.
– Muito uso das “faltas inteligentes”.
– Adaptação às características ofensivas do adversário em questão.
PRINCIPAIS DEBILIDADES
– Linha defensiva passiva.
– Dificuldades em orientar a linha defensiva em posições mais avançadas (algum espaço entre defesas).
– Dificuldade no controlo da profundidade (Matheus importante neste aspeto).
– Dificuldades defensivas dos extremos.
– Muitas falhas individuais defensivas.
– Falta de eficácia na definição (Galeno e Ricardo Horta principalmente).
Como em tudo na vida – o futebol não é exceção – não existe só o lado romântico. Não há só uma forma de ganhar. Não há só uma forma de atacar ou de defender. São inúmeras as ideias que ganham forma e se tornam em estratégias que cada treinador encontra e molda à sua equipa, limando as arestas que ficam por limar porque há sempre maneira de melhorar para procurar atingir a perfeição – se é que isso existe. Mas há uma premissa que se deve manter intacta: A identidade alicerçada à sua ideia de jogo.
A expressão da ideia de jogo de uma equipa deve-se aos princípios vincados do seu treinador, aquilo que sente, a forma como transmite isso à sua equipa e como faz também a equipa acreditar nelas. Rúben Amorim tem sido um exemplo dessa intransigente confiança e que faz a equipa acreditar de forma igualmente cega nas suas ideias, traduzindo-se na forma como o Sporting CP se apresenta em campo e na forma como se exprime através do seu modelo de jogo.
São várias as equipas que tentam adaptar-se quando defrontam a equipa do Sporting CP, para procurar encaixar na estrutura leonina. Não acredito que exista uma forma mágica ou uma resposta certa, acredito sim na hipótese de existirem variadas formas de o fazer e cada treinador e cada equipa define a forma como se sentirá mais confortável sempre de acordo com aquilo em que acredita.
Na minha opinião, as adaptações que temos visto não têm trazido grandes vantagens práticas por vários fatores, mas aqui vou destacar apenas dois:
Rúben Amorim implementou ideias frutíferas no sistema tática por si adotado e os resultados desportivos são a prova disso Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Primeiro, em vez de controlar onde os leões se demonstram mais fortes, acabam por oferecer uma vantagem para a equipa leonina fazer aquilo que mais se sente confortável a fazer: com as linhas subidas e constantes referências individuais, acaba por garantir espaço para explorar a profundidade com a linha defensiva mais subida e fazer os contramovimentos de apoio-rotura coletivos e individuais.
Segundo, com jogos num curto espaço de tempo, as equipas não têm tempo de adquirir dinâmicas e comportamentos quer individuais quer coletivos – diferente defender com linha de quatro ou com linha de cinco – que permitam aplicar na perfeição nesse jogo.
Com isso as equipas acabam por se autocastrar, dando ainda mais conforto a quem trabalha sobre a mesma dinâmica coletiva e individual durante várias semanas e que acreditam veemente naquilo que fazem.
A equipa leonina mantêm-se fiel aos seus princípios, sendo menos flexível e consoante os momentos do jogo e a necessidade do mesmo acaba por alterar as características dos jogadores em função disso.
O Sporting CP não é perfeito nem irá ganhar certamente todos os jogos, mas estará sempre mais perto de o fazer pela forma como se equilibra, controla e gere todos os momentos do jogo e pela confiança que transmite.
Neste artigo pretendo olhar para alguns momentos e detalhes que me captaram a atenção durante o derby e que podem, de certa forma, refletir na forma como o Sporting CP trabalha e se prepara semanalmente.
Primeira Liga, Jornada 18: segunda-feira, 19h, 8 de fevereiro de 2021
ANTEVISÃO: MOMENTO DE VIRAGEM NA VIRAGEM DO CAMPEONATO?
O início da segunda volta significará um ponto de viragem para SL Benfica e FC Famalicão? Se não o for, avizinha-se uma segunda metade de campeonato penosa para qualquer das equipas, que necessitam de evitar a todo o custo uma mimetização da primeira volta.
Lisboetas e minhotos convergem nesta partida da 18ª jornada nos 4º e 17º postos da Primeira Liga, respetivamente, vários lugares abaixo do intendido e estabelecido como objetivo de época por ambos os clubes. Os encarnados estão virtualmente arredados da contenda pelo título, já com dificuldade avistando o líder Sporting CP sobre um abismo de 11 pontos, e os azuis-e-brancos do Minho têm apenas um ponto de vantagem sobre o último classificado, sendo que o SC Farense tem uma partida menos.
10 DADOS RÁPIDOS
Ao cabo da primeira volta, SL Benfica e FC Famalicão totalizam, entre si, 13 vitórias (dez mais três, respetivamente), uma menos do que o líder Sporting CP.
No final da primeira volta da temporada passada, ambas as formações tinham mais seis vitórias – 16 para os encarnados, nove para os famalicenses.
Em 19 confrontos anteriores, registou-se apenas uma vitória minhota, por 1-0, na quarta jornada da Primeira Liga 92/93, além de três empates (0-0, 1-1, 1-1).
No ano civil de 2020, os clubes defrontaram-se em quatro ocasiões – duas vitórias benfiquistas e dois empates a uma bola -, tendo o FC Famalicão marcado em todas as partidas.
Jogos equilibrados ou nem por isso? Why not both? O resultado mais comum nos confrontos entre SL Benfica x FC Famalicão é de 1-0 (cinco ocasiões); o segundo mais comum é 5-1 (quatro ocasiões).
O primeiro e o último (mais recente) jogos entre os clubes terminaram com vitórias encarnadas pelo mesmo resultado: 5-1.
Sete vitórias do SL Benfica em sete jogos em Lisboa para a Primeira Liga.
Nas últimas três deslocações ao Estádio da Luz para a Primeira Liga, o FC Famalicão não marcou (1-0, 8-0, 4-0).
FC Famalicão venceu apenas uma partida das últimas sete para a presente edição da Primeira Liga, tendo perdido as outras seis.
O SL Benfica venceu apenas um jogo nos últimos seis, todas as competições incluídas.
Franco Cervi (SL Benfica) – O canhoto argentino tem vindo a assumir-se como peça preponderante nas águias – dentro do protagonismo que é passível de ser atingido num SL Benfica amorfo. Não que Cervi tenha sido capaz de desequilibrar as partidas ou equilibrar a equipa, mas tem colocado em campo os valores pessoais e profissionais que escasseiam em grande parte dos elementos do plantel. Atualmente, isso parece ser suficiente para que um jogador se destaque na esquadra encarnada.
Manuel Ugarte (FC Famalicão) – O médio, de 19 anos, contratado no mercado de inverno por três milhões de euros, chegou, viu e venceu, neste caso o CD Santa Clara, por 2-1. A partida nos Açores foi a primeira do internacional sub-23 uruguaio pelos famalicenses e o ex-CA Fénix (Uruguai) fez mesmo os 90 minutos. De resto, desde a chegada ao Minho a quatro de janeiro deste ano, Ugarte só falhou a receção ao FC Porto (quatro dias depois) e sete minutos daí em diante, em 360 possíveis.
Tem assumido a batuta do meio-campo azul-e-branco minhoto, mostrando o porquê de se ter estreado com 15 anos na primeira equipa do CA Fénix. Tem, no entanto, de ser mais cuidadoso: já foi admoestado com dois amarelos em quatro partidas em Portugal.
FC Famalicão: Luiz Júnior; Patrick William, Diogo Queirós, Babic, Riccieli, Rúben Vinagre; Ugarte, Pepê Rodrigues, Lukovic; Alexandre Guedes, Anderson Oliveira.
Treinador: Jorge Silas:
“Tenho visto, durante o tempo que nós estamos aqui, uma entrega brutal dos jogadores, muita vontade de aprender, muita ambição. Sinais muito positivos”.
PREVISÃO DE RESULTADO: SL Benfica 3–1 FC Famalicão
A CRÓNICA: EM NOITE DESASTROSA PARA OS CHIEFS, BRADY CONFIRMOU O SEU LEGADO
O número sete é muito curioso. Em diferentes campos do mundo humano, o sete aparece quase como uma regra que nos permite ordenar e separar vários aspetos da nossa vida: sete dias da semana, sete notas musicais, sete cores no arco-íris, sete maravilhas do mundo, as sete artes, e agora, sete anéis de campeão para Tom Brady.
Frente a frente tínhamos o melhor ataque e a melhor defesa da liga, e por essa razão esperávamos uma partida com emoção e intensidade constantes. Contudo, não foi o que aconteceu.
As duas equipas demoraram algum tempo a entrar no ritmo do jogo, mas com o aproximar do final do primeiro quarto, os cerca de 24.000 adeptos presentes no Raymond James Stadium começaram a ter razões para aplaudir.
Os Chiefs foram os primeiros a inaugurar o marcador graças a um field goal convertido por James Winchester. A equipa liderada pelo quarterbackPatrick Mahomes ia mostrando muita dificuldade em utilizar o seu perigoso jogo em passe, graças à ação defensiva dos Buccaneers que pressionavam constantemente o quarterback e cobriam as suas principais armas: Tyreek Hill e Travis Kelce.
Esta foi, aliás, a tendência do jogo. Com algumas baixas de peso na sua linha ofensiva, Mahomes foi obrigado a “correr pela vida” e a criar jogo com as suas pernas em vez do seu braço.
Com 3-0 no marcador, Tom Brady regressou ao campo com o objetivo de anular essa desvantagem. Naquele que foi o seu primeiro passe para touchdown no primeiro período de um Super Bowl, Brady, encontrou o seu fiel parceiro Rob Gronkowski, que entrou dentro da endzone e deu a liderança aos Bucs.
Pedia-se uma resposta aos Chiefs. Os campeões em título mostravam uma total incapacidade de criar jogo ofensivo, mas defensivamente acabaram por mostrar alguma solidez quando, com a bola na sua uma jarda, evitaram que Tampa Bay voltasse a marcar. Ainda assim, nem isso os motivou, e alguns dirão que foi o início do fim para os comandados de Andy Reid.
A partir desse momento, Kansas City começou a colecionar penalizações que foram aproveitadas de forma irrepreensível por Tom Brady e companhia. Um holding the Charvarius Ward abriu caminho para o segundo touchdown da noite, novamente para Gronkowski, e depois de um field goal convertido pelos Chiefs, Antonio Brown encontrou a endzone e deixou o resultado em 6-21 ao intervalo.
No segundo tempo esperava-se magia por parte de Mahomes, Andy Reid e Eric Bieniemy. Com uma desvantagem de 15 pontos, os campeões tinham que responder. E a resposta foi: um field goal. A resposta dos Buccaneers? Touchdown de Leonard Fournette que fez o 9-28.
Sem a sua linha ofensiva, Mahomes foi constantemente pressionado para lançar a bola. O quarterback nunca teve tempo para seguir as suas progressões, e apesar do jogo em corrida ir disfarçando algumas lacunas, Tampa Bay foi a melhor defesa da liga contra o passe, e lidou bem com Clyde Edward-Helaire.
A partir desse momento, o jogo deixou de ter história. Os Buccaneers ainda conseguiram aumentar a sua vantagem por intermédio de Ryan Succop, que marcou um field goal e fez o 9-31 final.
Tampa Bay voltou assim a vencer o Super Bowl, 18 anos desde o seu último título, e Tom Brady solidificou o seu legado como o melhor jogador – ainda que não o mais talentoso – da História da NFL. O quarterback de 43 anos jogou no seu décimo Super Bowl, venceu o seu sétimo anel e foi MVP pela quinta ocasião!
A FIGURA
Todd Bowles’ defense kept the Chiefs from scoring a touchdown in the Bucs’ #SuperBowl win.
Todd Bowles – O prémio poderia ir para Tom Brady pelo impacto que teve no franchise, mas a verdade é sempre se soube que apenas uma defesa perfeita seria capaz de bater os Chiefs, e Todd Bowles, coordenador defensivo dos Buccaneers teve uma atuação imaculada ao preparar e organizar os seus jogadores.
O FORA DE JOGO
Fonte: Kansas City Chiefs
Kansas City Chiefs – Muitos vão olhar para Patrick Mahomes e culpar o quarterback pela derrota e pela incapacidade dos Chiefs colocarem pontos no marcador. Contudo, a culpa desta derrota não foi apenas do quarterback. A defesa esteve lastimável, a linha ofensiva foi inexistente, e nos momentos-chave, as estrelas não brilharam.
ANÁLISE TÁTICA – KANSAS CITY CHIEFS
Com uma linha ofensiva muito remendada, os Chiefs sabiam que iam ter que jogar depressa e bem. A equipa conseguiu-se adaptar momentaneamente quando apostaram no jogo em corrida por intermédio de Edwards-Helaire, mas a verdade é que o plano defensivo dos Bucs manteve Kelce e Hill sempre tapados.
Defensivamente, os Chiefs pareceram mais preocupados em falar do que em parar os seus adversários. Ainda que algumas decisões possam ser questionadas e estavam dependentes do critério dos árbitros, foram várias as desconcentrações que mostraram ser fatais.
ANÁLISE TÁTICA – TAMPA BAY BUCCANEERS
Os Buccaneers jogaram apoiados nos seus dois princípios fundamentais: defender bem e ter calma no ataque. Defensivamente foram capazes de impedir os lançamentos longos dos Chiefs, e ao pressionarem constantemente Mahomes, conseguiram limitar a sua eficácia de passe.
Ofensivamente, Brady foi Brady. Calmo, eficaz, e cínico como sempre, aproveitou todas as oportunidades, todos os deslizes do seu adversário, para os fazer pagar.
Ao olhares para os videojogos de hoje, parecem quase perfeitos. As consolas têm gráficos excelentes, cenários complexos e experiência realista são apenas algumas das características dos títulos mais recentes, mas às vezes queremos apenas relaxar e desfrutar de clássicos vintage de décadas atrás.
Para as gerações mais velhas, jogar esses jogos é um retrocesso dos sonhos, enquanto os jovens têm uma grande oportunidade de se familiarizar com alguns dos títulos mais icónicos da história dos videojogos. Portanto, não é de admirar que o número de consolas retro esteja a aumentar. Hoje em dia, a oferta é muito grande e inclui algumas das consolas mais lendárias. Então, fizemos uma lista das melhores consolas de jogos retro que definitivamente deverias considerar comprar.
NES Classics
Todos nós que crescemos nos anos 80 sabemos muito bem o quão grande isso era na época. A consola de 8 bits veio com algumas soluções e tecnologias de design revolucionárias, então não é de admirar que muitos a considerem uma das melhoras consolas de todos os tempos. Na época, essa consola Nintendo era a mais requisitada e surgiu com alguns dos títulos mais lendários.
As novas versões seguem de perto o design original. Visualmente, não notarás muitas mudanças, além de que o comando parece bastante idêntico. A nova consola vem com 30 jogos integrados e encontrarás praticamente todos os títulos icónicos. Alguns dos jogos são: Super Mario Bros, The Legend of Zelda, etc.
Quanto às desvantagens, o cabo do comando ainda é tão curto quanto era na consola original. Além disso, o preço é notavelmente mais alto comparando com a maioria das outras consolas retro no mercado.
Super NES Clássicos
Claro, também podes obter um remake da segunda geração da lendária consola, que vem com melhorias notáveis comparando com a original. Esta é uma consola de 16 bits, que vem com gráficos aprimorados, ainda mais títulos lendários e comandos com um design muito melhor.
Com a nova consola, estão incluidos 21 jogos lendários, incluindo títulos como Super Mario World, The Legend of Zelda: A Link to the Past, Donkey Kong, Street Fighter II etc. Mais uma vez, a maior reclamação vai para o comprimento do cabo do comando, além de que o preço também é mais alto em comparação com outras consolas retro no mercado.
Sony PlayStation Classic
O número de jogadores que pensam que a PlayStation original é a melhor consola de todos os tempos é muito grande e isso não é nenhuma surpresa, considerando o que esta consola oferecia em comparação a outras da época. Surgiu em meados dos anos 90, com design revolucionário e comandos que ainda são os melhores do ramo. Além disso, esta consola trouxe um grande número de títulos icónicos que ainda hoje têm um certo status e legião de fãs.
O remake vem num tamanho menor, mas faz jus à original. Os comandos são os mesmos e são 20 os jogos que vêm integrados quando obténs esta consola. Embora existam alguns títulos icónicos como Tekken III, Resident Evil ou Twisted Metal, sentimos que ainda há um grande número de jogos lendários que estão em falta. Alguns dos títulos que vêm à mente são Tomb Raider, Gran Turismo, Driver, Winning Eleven, etc.
Este é a primeira consola da Sega desde a lendária Dreamcast e foi projetada para trazer de volta a vibração do início dos anos 90. Portanto, a nova consola assemelha-se visualmente às lendárias unidades Mega Drive, com muita atenção aos detalhes. Os comandos também parecem muito bons, por isso é difícil encontrar uma reclamação maior, especialmente se considerarmos o preço, que é uma verdadeira pechincha.
Por uma pechincha, não obténs apenas a semelhança com as consolas antigas, mas também um grande pacote de jogos lendários como Sonic, Street Fighter II, Gunstar Heroes, Mega Man: The Wily Wars e muitos outros. Resumindo, é difícil dizer não a esta consola.
Atari Flashback 8 Gold Deluxe
A Atari é a empresa pioneira nos videojogos e além da enorme quantidade de títulos icónicos, vimos também um grande número de consolas de referência. No entanto, a Atari Flashback 8 Gold Deluxe não se parece com nenhuma delas, mas é sim uma abordagem moderna para consolas de jogos antigos.
Claro a consola parece muito antiga, mas também vem com alguns recursos super convenientes. Particularmente quanto a joysticks, que são sem fio, embora haja também alguns remos para jogos específicos de remo. Falando em jogos, podes contar com 120 jogos incluídos.
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A CRÓNICA: “O JOGO SÓ ACABA QUANDO O ÁRBITRO APITA” DISSE O SC BRAGA
O primeiro jogo da 18ª jornada da Primeira Liga foi também o jogo cartaz da jornada. O Estádio Municipal de Braga foi o palco do duelo entre SC Braga e FC Porto, duas equipas que lutam pelos lugares cimeiros da tabela e com o objetivo de “caçar” o atual líder, o Sporting CP.
A primeira grande oportunidade de golo surgiu aos dez minutos. Após uma jogada pelo flanco direito, Fransérgio assistiu Abel Ruiz que não conseguiu cabecear com força suficiente para abrir o marcador.
Tanto o SC Braga como o FC Porto demonstraram um caráter ofensivo bastante pressionante, sendo que, de cada vez que cada uma das equipas ultrapassava a linha do meio-campo, seria bastante propícia a existência de perigo para a baliza adversária. No entanto, o FC Porto fazia-se valer de um fator que o SC Braga não apresentava, na maioria das vezes: uma referência ofensiva no centro da área, o que facilitou muitas das ocasiões que os dragões tiveram para poder marcar e dificultou as transições ofensivas dos minhotos.
Aos 35 minutos, depois de uma falta de Tormena sobre Marega, dentro da grande área, Sérgio Oliveira teve nos pés a oportunidade de abrir o marcador e não desiludiu a turma portista. O médio português bateu Matheus e concretizou o primeiro golo dos dragões.
Muito poucas oportunidades surgiram até ao intervalo, depois do golo dos dragões, e sentia-se que os bracarenses precisavam mesmo dessa pausa para refrescar as ideias de jogo.
Mas esse tempo não chegou para os minhotos “porem a cabeça no sítio”. Apesar de mais pressionantes a nível ofensivo, começou a faltar-lhes o perigo, algo que não faltou no FC Porto. Bastou Tecatito Corona furar a defesa bracarense, chegar à linha final, cruzar e assistir para Taremi. Com a defesa descompensada e Matheus totalmente mal posicionado, o SC Braga sofreu assim, aos 54 minutos, o segundo golo na partida. Parecia nem ter ido a jogo, porque não se apresentou como o SC Braga a que Carlos Carvalhal habituou os adeptos e a comunidade do futebol português.
Com uma hora de jogo volvida, a equipa campeã nacional acabou por ficar reduzida a dez elementos, após a expulsão de Corona. O extremo mexicano viu o segundo cartão amarelo após uma falta sobre Ricardo Esgaio.
Aos 68 minutos, Ricardo Horta teve tempo, espaço e a grande oportunidade de diminuir a diferença no marcador. Após um cruzamento de Ricardo Esgaio, e de ter a bola a cair-lhe aos pés, Horta não foi capaz de visar a baliza de Marchesin que estava literalmente à sua frente, a menos de dois metros.
O jogo prosseguiu sem grandes oportunidades de golo, mas bastante partido e repartido no meio-campo. No entanto, aos 87 minutos, o SC Braga acabou mesmo por diminuir a vantagem dos dragões. Depois de um cruzamento de Ricardo Esgaio, a bola acabou nos pés de Fransérgio que rematou para uma defesa incompleta de Marchesín. O 2-1 apareceu no marcador já nos minutos finais da partida e os minhotos ainda viam a luz dos pontos ao fundo do túnel.
E aqueles minutos finais foram de extremo sufoco para ambas as equipas. A turma de Carlos Carvalhal acordou e começou a criar bastante perigo para a baliza portista. No lance seguinte ao golo de Fransérgio, existiu mais uma oportunidade flagrante de golo que, se não fosse, Marchesín, teria sido o golo do empate na certa.
A verdade é que o SC Braga levou à letra o ditado “o jogo só acaba quando o árbitro apitar”. Aos 93 minutos, depois de estar a ser avassalador a nível ofensivo, os minhotos, através de Nicolas Gaitán acabaram mesmo por empatar a partida.
Afinal, como se diz em bom português, “até ao lavar dos cestos é vindima” e o jogo entre o SC Braga e o FC Porto acabou empatado a dois golos.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Substituições efetuadas por Carlos Carvalhal – Depois de ver a sua equipa praticamente adormecida no encontro, Carlos Carvalhal invocou as substituições acertadas. Lucas Piazon teve influência em ambos os golos, sendo que o golo do empate veio dos pés de Nicolas Gaitán. Se o SC Braga ficou satisfeito com o arrecadar de um ponto, deve-o às alterações promovidas pelo treinador.
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Centrais do SC Braga – O SC Braga tem um grande lacuna no plantel que ainda não conseguiu colmatar – os defesas centrais. Faltam defesas centrais competentes aos minhotos que façam o que é devido – defender e ajudar na construção de jogo – o que foi bastante notório neste encontro frente ao FC Porto.
ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA
Carlos Carvalhal montou um 4-3-3 para defrontar o FC Porto. Matheus manteve lugar cativo na baliza, enquanto a linha defensiva foi composta por três centrais, com Raul Silva a atuar como lateral esquerdo.
O meio-campo foi ocupado por Al Musrati, João Novais, com o apoio nas alas de Galeno e Fransérgio (que descia no campo para fazer a ligação com o setor atacante). Para além de Fransérgio, Abel Ruiz e Ricardo Horta foram os homens mais avançados no terreno.
ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES
Matheus (6)
Ricardo Esgaio (6)
David Carmo (4)
Tormena (4)
Raul Silva (4)
Fransérgio (6)
João Novais (4)
Al Musrati (5)
Galeno (5)
Ricardo Horta (6)
Abel Ruiz (5)
SUBS UTILIZADOS
Sporar (6)
Borja (5)
Nicolas Gaitán (7)
Lucas Piazon (6)
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO
Sérgio Conceição montou uma composição em 4-4-2, com Malang Sarr a voltar a alinhar pela equipa na lateral. A restante linha defensiva foi composta pela dupla de centrais já habitual Pepe e Mbemba, com Manafá a ocupar a ala esquerda.
O meio-campo portista foi composto por Sérgio Oliveira e Uribe, com Luis Diaz na ala, fazendo a ligação entre este setor e os avançados Marega e Taremi.
ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES
Marchesin (6)
Malang Sarr (5)
Mbemba (6)
Pepe (6)
Manafá (6)
Corona (5)
Sergio Oliveira (7)
Luis Diaz (6)
Marega (6)
Taremi (7)
SUBS UTILIZADOS
Zaidu (-)
João Mário (6)
Diogo Leite (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
SC Braga
Não foi possível colocar questões ao técnico do SC Braga, Carlos Carvalhal.
FC Porto
Não foi possível colocar questões ao técnico do FC Porto, Sérgio Conceição.
O artigo foi editado às 15:07 do dia 8/2/2021 a pedido da autora e com o aval da edição. O pedido foi aceite por se considerar que faltava informação importante para uma compreensão global do mesmo por parte dos nossos leitores. Por este facto, o nosso obrigado pelo alerta de alguns dos nossos leitores que, de forma correta, nos alertaram para esta questão.
A CRÓNICA: RESILIÊNCIA PORTISTA SUPEROU VANTAGEM LEONINA
O Pavilhão Multiusos de Sines deu seguimento à receção da Taça Hugo dos Santos. A final da XII edição desta taça colocou um clássico no calendário: o Sporting CP a defrontar o FC Porto.
Os leões entraram bastante vivos e competitivos no encontro, obrigando mesmo os dragões a pedir um desconto de tempo, apenas três minutos depois do jogo ter começado. A supremacia leonina arrasou por completo no primeiro período da partida. O Sporting CP dominou totalmente nos primeiros dez minutos, num período em que o FC Porto pareceu irreconhecível. O marcador apontava 23-9 e vencia o Sporting CP à entrada para o segundo período.
O segundo par de dez minutos mostrou um Sporting CP algo apático. Apesar da eficácia dos jogadores de Luís Magalhães, o FC Porto começou a aproximar-se no marcador. Jalen Riley foi a jogo nesse segundo período e deu um abanão de confiança aos dragões. À ida para o intervalo, foi ao soar da buzina que Riley marcou da linha de três pontos e encurtou ainda mais a distância. Separados por apenas sete pontos, os leões foram em vantagem para o intervalo, ao vencer por 39-32.
Depois do intervalo, o FC Porto continuou na sua caça ao resultado. Com um Sporting CP algo desaparecido no encontro, ao contrário daquilo que mostrou no início, os dragões aproveitaram a descontração da turma de Luís Magalhães e aproximaram-se no resultado, a ponto de empatar nos últimos segundos. A armada azul e branca não contava era com o triplo na buzina de Shakir Smith. À entrada para os dez minutos finais, o Sporting ainda vencia por 52-49.
A abrir o último quarto, Shakir Smith voltou a abrir as hostes perante um FC Porto que entrou em má forma nos derradeiros dez minutos. Os minutos foram passando e os dragões continuavam atrás no marcador, apesar de terem encontrado um ponto fraco na defesa do Sporting CP. Cláudio Fonseca não conseguia defender Eric Anderson que, debaixo do cesto, poucas vezes falhava o alvo de que cada vez que lançava. McGrew foi o homem que acabou por empatar a partida a dois minutos do final do período e a emoção e pressão eram cada vez maiores.
A armada azul e branca viu-se na frente do marcador, pela primeira vez no jogo, a pouco mais de um minuto do final. Quem possivelmente fez o FC Porto vencer o jogo foi Larry Gordon, com um block monumental que conseguiu impedir a concretização do Sporting CP a segundos do final. A sete segundos do final, Travante é levado para a linha de lance livre e, de três tentativas, falhou duas (uma delas propositadamente, pois queria levar à possibilidade de marcar através de um lançamento “normal”). Com este sufoco nos minutos finais, o FC Porto sucede, assim, a UD Oliveirense e é o novo vencedor da Taça Hugo dos Santos, após vitória por 68-72.
Resiliência do FC Porto – Ao intervalo perdia por dez pontos, só esteve em vantagem no marcador uma vez e foi apenas isso que foi necessário para conseguir vencer a partida e a final da Taça Hugo dos Santos. O FC Porto esteve a maior parte do tempo em desvantagem e, mesmo assim, foi resiliente ao ponto de não desistir e ir atrás do resultado.
Pedro Pinto (FC Porto) – Aquele que costuma ser bastante influente e, ainda no jogo da meia-final contra o SL Benfica tinha sido dos mais decisivos em campo, “não apareceu”. Pedro Pinto passou totalmente ao lado da final frente ao Sporting.
ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP
Luís Magalhães estruturou a equipa da mesma forma que o fez na meia-final frente ao Imortal. Com o mesmo cinco do jogo anterior, Magalhães alinhou a defesa a campo inteiro, complementando isso mesmo com um dois para um ao portador da bola dos dragões. Já, dentro do “garrafão”, os jogadores leoninos partiam para a marcação individual e bastante pressionante.
A nível de transições ofensivas, o Sporting CP aproveitava o double team feito pelos jogadores do FC Porto sobre Travante Williams, que, consequentemente, deixava alguém livre, para conseguir concretizar.
CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES
Travante Williams (6)
Diogo Ventura (7)
João Fernandes (7)
Claúdio Fonseca (6)
James Ellisor (6)
SUBS UTILIZADOS
Francisco Amiel (3)
Shakir Smith (6)
Pedro Catarino (6)
Micah Downs (5)
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO
Moncho López foi a jogo com os mesmos cinco jogadores que escolheu para o encontro da meia-final frente ao SL Benfica. A estratégia escolhida pelo treinador para enfrentar a final frente ao Sporting CP em pouco ou nada se distinguiu da utilizada no último encontro.
O FC Porto continuou a explorar a amplitude física dos seus jogadores interiores, conseguindo, desta forma, encontrar espaços para concretizar. Uma das jogadas mais recorrentes passou por Eric Anderson que, sempre que ganhava posição em relação ao seu defensor de baixo do cesto, concretizava. A nível defensivo, os dragões permaneceram com uma defesa individual cerrada sobre os jogadores do Sporting.
A CRÓNICA: ALISSON ENTREGOU A VITÓRIA EM TARDE DE LUXO PARA PHIL FODEN
Liverpool FC e Manchester City FC defrontavam-se no Estádio de Anfield, em partida a contar para a jornada 23 da Primeira Liga Inglesa. Os homens da casa tentavam reagir aos recentes maus resultados, enquanto os visitantes procuravam o 21º jogo consecutivo sem sentir o sabor da derrota, e simultaneamente, fugir e cimentar, o primeiro lugar da tabela. Aquele que muitos consideram ser o mais entusiasmante duelo da Premier League fica marcado pelas ausências de peso de parte a parte. Os Reds, ainda assim, aparecem evidentemente mais desfalcados que o seu adversário: não contaram com Virgil Van Djik, Joël Matip, Joe Gomez, Fabinho, Naby Keita e Diogo Jota; os citizens continuam sem Nathan Aké, Sergio Agüero, melhor marcador de sempre da história do clube, e ainda Kevin de Bruyne, médio belga de grande importância para Pep Guardiola.
A primeira parte do encontro começou taticamente bastante interessante, mas não muito mais do que isso. Apesar de ambas as equipas aparentarem um enorme respeito pela qualidade do seu oponente, esperava-se mais no que concerne a remates ou oportunidades de real perigo. A pressão intensa foi mútua e só mesmo a qualidade técnica de jogadores deste calibre consegue disfarçar e camuflar a intensidade que se viveu no relvado.
Antes da passagem da meia hora de jogo, o Liverpool assustou por duas ocasiões, com um cabeceamento de Sadio Mane, que acabou por passar por cima, e um remate perigoso de Roberto Firmino. Num momento em que o jogo estava, aparentemente, controlado pelo Liverpool, os forasteiros acabaram por falhar uma verdadeira oportunidade de ouro para passar para a frente do marcador: Ilkay Gündoğan falhou o alvo na tentativa de conversão de uma grande penalidade. Sem golos, com muito equilíbrio, pressão, e um fraco sentido de baliza de ambas as equipas, o primeiro tempo terminou tal como começou, empatado a zero.
O segundo tempo começou com tudo aquilo que o primeiro não teve: golos. Uma belíssima jogada de envolvimento do ataque do Manchester City desbloqueou o jogo e adiantou os visitantes no marcador. Ilkay Gündoğan finalizou de recarga uma jogada construída por Raheem Sterling e Phil Foden, que fizeram “gato-sapato” da defesa dos Reds. O médio goleador alemão redimiu-se assim do penálti falhado e somou o oitavo tento nos últimos onze jogos.
Ao minuto 60, Rúben Dias perde uma divida com Mohamed Salah, agarrou o avançado egípcio dentro de área e foi marcada novo penálti, desta feita para o Liverpool. Salah não tremeu da linha de onze metros e restabeleceu a igualdade na partida.
Como sabemos o futebol moderno tem cada vez mais associada a si a característica do jogo de pés dos guarda-redes. Alisson teve, no que a esse capítulo diz respeito, uma tarde para esquecer. Um guardião que até costuma pautar pela segurança e tranquilidade, entregou o “ouro ao bandido” por duas ocasiões. Se por “bandidos” entendermos dois dos jogadores mais criativos da Premier League, é claro. Primeiro a Phil Foden, e depois a Bernardo Silva. Dois erros, dois golos. Tudo fácil para o Manchester City.
Pouco depois, por volta do minuto 80, Phil Foden sentenciou uma partida, por si só já resolvida, com um dos golos mais bonitos, pelo menos até à data, em 2021. Sem hipóteses para Alisson. O jogo terminou com 1-4 no marcador e o Manchester City segue cada vez mais confortável na liderança da Premier League.
Phil Foden – A qualidade técnica deste jogador tem deixado o mundo de boca aberta e de queixo caído. O médio inglês já não é uma promessa, é uma certeza. Aproveitou o primeiro erro de Alisson para servir Ilkay Gündoğan, que bisou e até falhou um penálti. Marcou ainda o golo da tarde, e muito provavelmente do ano, até ao momento. Que jogo incrível do canhoto.
Alisson – Não se pode vacilar na Premier League, já se sabe. Mas é ainda mais difícil quando se facilita frente a jogadores de calibre mundial. Dar a bola para os pés de Phil Foden, Bernardo Silva e companhia em zona de perigo, é como pedir para sofrer. E assim foi: dois erros clamorosos na saída de bola ditaram o curso do jogo que ficou definitivamente inclinado para o lado dos Citizens.
ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL FC
O Liverpool de Jürgen Klopp apresentou o seu clássico 4-3-3, claramente bem definido. Ainda que limitado pelas ausências de grandes nomes do seu onze titular, o conjunto caseiro não alterou a sua forma de jogar e esteve sempre muito dependente da criatividade de Thiago Alcantara, que ponderava e guiava o jogo dos reds.
De destacar também as subidas constantes dos seus alas, Trent-Alexander Arnold e Andrew Robertson. Sadio Mane, extremo-esquerdo, pisou terrenos mais interiores, principalmente devido a estas incursões de Andrew Robertson pelo corredor. A colocação de dois médios a ocupar o lugar de defesas-centrais, Fabinho e Jordan Henderson, não inibiu o Liverpool de estar por cima do jogo na maioria do primeiro tempo.
A pressão alta foi uma característica comum entre as duas equipas, que pretendiam não permitir dar conforto ao adversário.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Alisson (3)
Trent Alexander-Arnold (5)
Jordan Henderson (6)
Fabinho (6)
Andrew Robertson (6)
Thiago Alcántara (6)
Georgino Wijnaldum (6)
Curtis Jones (5)
Mohamed Salah (7)
Sadio Mané (6)
Roberto Firmino (5)
SUBS UTILIZADOS
Xherdan Shaqiri (5)
James Milner (5)
Konstantinos Tsimikas (-)
ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC
Pep Guardiola não alterou o seu esquema de 4-3-3 no momento defensivo, com variante para 3-2-1-4, em momentos de construção. João Cancelo foi, como é hábito, peça fundamental ao realizar movimentos interiores, colocando-se bem ao lado de Rodri, médio mais defensivo dos citizens. A utilização do duplo pivot não era o único elemento diferenciador. Os médios e atacantes confundiam-se entre si e ofereciam uma enorme mobilidade no ataque. Era bastante frequente ver movimentos de “sobe e desce” de Phil Foden, Bernardo Silva, Ilkay Gündoğan. Riyad Mahrez e Raheem Sterling tentavam fixar-se nas alas para atrair e tentar limitar as subidas dos laterais no corredor, acima mencionadas. Assim, sem jogar com um ponta de lança fixo, a equipa acabou por ter vários jogadores que passavam com regularidade por essa posição.
Uma tarde fria e cinzenta no Estádio do Fontelo, em Viseu, foi palco do jogo entre o Académico local e o CD Mafra, referente à 19ª jornada da Segunda Liga. Se, por um lado, a equipa da casa procurava distanciar-se dos lugares de despromoção, por outro, os forasteiros ambicionavam estabelecer-se ainda mais nos lugares da primeira metade da tabela com uma vitória.
O jogo começou com oportunidades para as duas equipas bem cedo, mas se Stevie Okitokandjo falhou para o Mafra, Fernando Ferreira não desperdiçou a hipótese de colocar o Académico de Viseu FC em vantagem. Aos quatro minutos, na sequência de um pontapé de canto, a bola sobrou para o médio dos viseenses que, na entrada da área, pontapeou forte e sem hipóteses para Carlos Henriques. Grande começo dos academistas.
Os mafrenses reagiram bem à desvantagem e assumiram o controlo da posse de bola, tentando criar oportunidades para “furar” o compacto setor defensivo adversário. Contudo, sem o conseguirem, acabaram por baixar a intensidade que colocavam na circulação de bola e passaram a dispor de menos oportunidades para finalizar.
Depois de tantas oportunidades desperdiçadas pelo Mafra, foi o Académico a capitalizar, mesmo em cima do apito para o intervalo. Um bom contra-ataque pela ala direita levou Paul Ayongo a assistir Paná, que driblou um defesa e rematou de pé esquerdo para o posto mais distante. Chegava a pausa na partida com 2-0 no marcador, a favor dos viseesnses.
Com a segunda parte veio a chuva e uma boa oportunidade para o Académico de Viseu: a ameaça de João Vasco foi desviada por Carlos Henriques, depois de um cabeceamento perigoso do avançado academista. Contudo, só nos minutos de compensação é que se voltaram a ver oportunidades junto das balizas, durante o “assalto final” do Mafra em busca de levar algo desta partida.
O jogo terminou mesmo com a vitória por 2-0 para o Académico de Viseu, que assim soma 19 pontos e se distancia dos lugares de despromoção. Já o Mafra, soma o décimo jogo seguido sem vencer e agrava a crise de resultados que atravessa.
Fernando Ferreira – O médio dos viseenses abriu as contas do marcador logo aos quatro minutos, golo importante para uma equipa que tem um dos piores ataques da Segunda Liga. Para além disso, foi fundamental no equilíbrio da zona central e na pressão aos dois médios de construção adversários, que nada fizeram enquanto Fernando Ferreira esteve em campo. Uma exibição completa de um jogador experiente.
Abel Camará – O avançado do Mafra, um dos melhores marcadores da equipa na temporada, esteve apagado durante os 68 minutos em que esteve em campo. Sempre muito preso à ala, não teve ocasiões para finalização e, apesar do mérito da defensiva adversária, muito se deveu à falta de movimentação interior do jogador guineense. Para além dele, nota para a tarde desinspirada do setor ofensivo mafrense.
ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICO DE VISEU FC
Quase sempre em 4-4-2, dado o muito tempo que passaram em processo defensivo, o Académico conseguiu valer-se da rapidez dos seus atacantes e aproveitou as duas ocasiões que teve para marcar. Se Paul Ayongo foi fundamental na busca da profundidade, não lhe ficaram atrás, em termos de importância, os centrais Pica e Mathaus, que foram os pilares principais de toda a estrutura viseense. Três pontos conquistados num jogo muito sofrido.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Ricardo Fernandes (6)
Tiago Mesquita (6)
João Pica (6)
Félix Mathaus (6)
Jorge Miguel (6)
Kelvin Medina (6)
Paná (6)
Fernando Ferreira (7)
Yuri Araújo (6)
João Vasco (6)
Paul Ayongo (6)
SUBS UTILIZADOS
Luisinho (5)
Anthony Carter (5)
Yang Senna (-)
ANÁLISE TÁTICA – CD MAFRA
O 4-2-3-1 montado por Filipe Cândido privilegiou a posse de bola e a criação de jogadas com “cabeça, tronco e membros” para tentar ferir o adversário. Com Okitokandjo como referência ofensiva, foi pelos dois médios mais centrais, Kaká e João Graça, que passou todo o jogo ofensivo do Mafra. Nas alas, Camará e Andrézinho procuravam dar profundidade e velocidade ao ataque, mas o sólido bloco baixo dos academistas foi um “osso duro de roer” para a equipa mafrense.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Carlos Henriques (5)
Tomás Domingos (5)
João Cunha (5)
Pedro Barcelos (5)
Bruno Fonseca (5)
João Graça (6)
Everton Kaká (6)
Carlos Daniel (5)
Andrézinho (6)
Abel Camará (5)
Stevy Okitokandjo (5)
SUBS UTILIZADOS
Nuno Campos (5)
André Mesquita (5)
Rodrigo Martins (5)
Guilherme Ferreira (5)
Edi Semedo (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
CD Mafra
Bola na Rede(BnR) – Vimos o Stevie Okitokandjo a travar muitos duelos com o João Pica. Pergunto-lhe se foi algo intencional ou se acabou por acontecer fruto do decorrer natural da partida.
Filipe Cândido – Não foi completamente propositado, mas analisámos o adversário e sabíamos dos seus pontos fracos. O futebol não é um jogo individual, sabíamos dos espaços que existem nas costas da linha defensiva do Académico e procurámos explorá-los através de alguns movimentos do Stevie. Infelizmente os golos não surgiram na baliza que pretendíamos.
Académico de Viseu FC
Bola na Rede – Para uma equipa como o Académico, que peca muito na finalização, espera que o facto de hoje terem tirado proveito das oportunidades que tiveram seja um ponto de viragem na temporada, nesse capítulo?
Pedro Duarte – Um momento de viragem não diria. Não somos uma equipa de criar muitas oportunidades, mas é importante continuar o nosso trabalho e tirar frutos disso. Gostava de realçar também o facto de não termos sofrido golos, o nosso caminho é este.