Depois da parte 1 da análise tática deste SC Braga de Carlos Carvalhal, vem a segunda parte deste “Força da Tática”. Venham daí.
TRANSIÇÃO DEFENSIVA
No processo de transição defensiva, a equipa orientada por Carlos Carvalhal, tem o perfeito ‘mindset’. Forte reação à perda, boa recuperação defensiva e os jogadores que se encontram já em posições defensivas tendem a ter uma boa resposta posicional à transição. Deixo aqui em baixo um exemplo de jogo:
Na primeira fotografia, quando os ‘guerreiros’ perdem a bola, têm 7 jogadores no último terço. Com uma sublime reação à perda, recuperação defensiva e posicionamento, a equipa recupera a bola em 13 segundos e já com 8 jogadores junto ao portador da bola (Francisco Geraldes). pic.twitter.com/4oUUERa0C5
Na primeira fotografia, quando os ‘guerreiros’ perdem a bola, têm sete jogadores no último terço. Com uma sublime reação à perda, recuperação defensiva e posicionamento, a equipa recupera a bola em 13 segundos e já com oito jogadores junto ao portador da bola (Francisco Geraldes). Um dos traços deste SC Braga.
Primeira Liga Portuguesa, Jornada 18: domingo, 20h45, 7 de fevereiro de 2021
ANTEVISÃO: SEGUNDO E TERCEIRO CLASSIFICADO MEDEM FORÇAS
Qual a melhor maneira de começar a segunda volta do campeonato? Com um jogo decisivo entre o segundo e o terceiro lugar que pode fazer fugir ainda mais o líder Sporting CP. FC Porto fecha a primeira volta com um empate frente ao Belenenses SAD e o SC Braga manteve a boa forma com mais uma vitória caseira contra o Portimonense SC.
No jogo inaugural do campeonato, o FC Porto conseguiu vencer o SC Braga por 3-1 apesar de ter estado a perder por 0-1. Agora, é a vez dos arsenalistas receberem os dragões na sua casa e o jogo promete ser quente. Isto porque o FC Porto não pode distanciar-se mais do Sporting CP caso queira continuar a lutar pelo campeonato e o SC Braga pode ainda ascender ao segundo lugar da Primeira Liga Portuguesa.
10 DADOS RÁPIDOS
SC Braga perdeu apenas um jogo em casa esta época
2. Duas vitórias para o FC Porto na “pedreira” nos últimos cinco jogos
Carlos Carvalhal venceu apenas duas vezes o FC Porto
Sérgio Conceição soma oito vitórias frente aos arsenalistas
Em 161 jogos frente ao SC Braga o FC Porto ganhou 109
Mehdi Taremi é o melhor marcador dos azuis e brancos com onze golos
Ricardo Horta é o artilheiro do SC Braga também com onze golos
FC Porto é a equipa com mais golos sofridos dos primeiros seis lugares da tabela
SC Braga sofreu menos três golos que o FC Porto no campeonato
O próximo jogo entre ambos é já na quarta-feira para a Taça de Portugal
JOGADORES A TER EM CONTA
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Ricardo Horta (SC Braga) – Para o campeonato leva já seis golos na conta pessoal e duas assistências. Originalmente extremo esquerdo, com Carlos Carvalhal tem jogado mais na posição de médio ofensivo para dar o lugar a Galeno e a sua adaptação tem sido um sucesso. É sem dúvida o jogador mais influente do SC Braga e pode causar muito perigo à defesa portista.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Mehdi Taremi (FC Porto) – Pode-se já dizer que é a melhor contratação da época para o FC Porto. Para além de levar sete golos no campeonato também tem três assistências na bagagem. A inteligência, movimentação e capacidade de finalização são os seus pontos fortes, para além de que com Sérgio Conceição o iraniano não dá qualquer bola como perdida. Certamente que estará envolvido no resultado.
XI’S PROVÁVEIS
SC Braga: Matheus, Ricardo Esgaio, David Carmo, Vítor Tormena, Cristian Borja, Al Musrati, André Castro, Wenderson Galeno, Ricardo Horta, João Novais e Abel Ruiz.
Treinador: Carlos Carvalhal:
«O Braga não tem receio. Conheço bem o FC Porto, porque joguei lá e sei como reagem aos resultados negativos».
FC Porto: Marchesín, Wilson Manafá, Chancel Mbemba, Pepe, Zaidu, Sérgio Oliveira, Uribe, Tecatito Corona, Luis Díaz, Taremi e Marega.
Treinador: Sérgio Conceição:
«O SC Braga vai encontrar um FC Porto forte e daremos resposta à altura do nosso clube».
Esta última semana, foi lançada uma bomba no futebol – a divulgação do contrato entre Lionel Messi e FC Barcelona (2017/18-2020/21). Desconstruindo, em parte, o “bolo” astronómico dos vencimentos de Messi nestas últimas quatro épocas, quanto ganhou o internacional argentino? Falamos, precisamente, de 386 mil euros por dia, 11.6 milhões por mês e 139 milhões por época que vai corresponder ao gigantesco número – 555.237.619 euros (integra salários, bónus de rendimento, direitos de imagem e outras variáveis). Num período de instabilidade e crise, esta publicação era a última coisa que Messi, o clube e todos os seus adeptos desejavam. Uma estratégia mal-intencionada para enfraquecer, dividir e levar o histórico FC Barcelona à desordem, caos e de preferência ao fim?
Analisando todo o caminho de Messi, os seus esforços e conquistas integrados numa relação de amor verdadeiro com o Barcelona, quem seria capaz de divulgar publicamente o contrato no sentido de prejudicar o jogador e o clube catalão? Falamos, porventura, de uma traição interna, mas jamais este comportamento será digno de um verdadeiro “culé”.
Rapidamente, o FC Barcelona distanciou-se deste ato ilegal e cobarde ao lançar o seguinte comunicado: “No que respeita à informação publicada no jornal El Mundo, relativa ao contrato profissional assinado entre o FC Barcelona e o jogador Lionel Messi, o clube lamenta a sua publicação, dado que se trata de um documento privado e abrangido pelo princípio de confidencialidade entre as partes”. De seguida, o FC Barcelona iniciou um processo jurídico contra o jornal “El Mundo”, apoiando firmemente Lionel Messi.
Então e Messi? Como respondeu a esta ameaça à sua integridade, reputação e imagem? Desiludido, decidiu também processar o jornal e todos aqueles que tinham conhecimento e acesso ao contrato (Josep Bartomeu, Carles Tusquets, Jordi Mestre Òscar Grau e Romà Punti).
Este contrato veio dividir a opinião pública e os media, no qual podemos observar oscilações no que diz respeito a Messi e à sua responsabilidade na situação económico-financeira do clube (dívida de 1.17 biliões de euros). Será Lionel Messi o verdadeiro culpado de um Barcelona à beira da bancarrota? Claro que não. No meu ponto de vista, os verdadeiros culpados são a direção do clube e a COVID-19. Por um lado, a pandemia contribuiu para a descida das receitas devido, principalmente, à interrupção de jogos com público, aumentando a dívida do clube. Por outro lado, o quadro diretivo do FC Barcelona realizou uma péssima gestão nestes últimos anos, contratando jogadores de quantias elevadíssimas que pouco ou nada fizeram pelo clube tais como: Antoine Griezmann (120 milhões), Ousmane Dembélé (130 milhões) e Philippe Coutinho (145 milhões). É inegável a qualidade destes três jogadores, todavia não deram garantias de qualquer tipo de retorno, comparativamente ao que foi gasto.
E Lionel Messi? De todo o dinheiro investido no jogador, o Barcelona teve retorno? Segundo Marc Ciria (fundador e CEO da empresa Diagonal Inversiones e responsável pelo seguinte estudo), Messi custou cerca de 383 milhões de euros em três anos (tirando o ano da pandemia da equação). No entanto, o jogador gerou, aproximadamente, 619 milhões, o que corresponde a um lucro preciso de 235,610,000 euros. O estudo ainda concluiu que Messi gera cerca de um terço das receitas do clube. Mas como é que o jogador consegue esses valores?
Patrocínios, acordos comerciais, um terço da venda de bilhetes (concluído por Joan Laporta, candidato à presidência), venda absurda de camisolas (cerca de dois milhões, cada ano). Além disso, o seu nome, por si mesmo, acarreta muita visibilidade, atraindo milhões de fãs, o que permite um maior reconhecimento do clube e de tudo o que representa. Lionel Messi é uma marca.
Seguindo o modelo da capa do “El Mundo”, o jornal Olé saiu em defesa de Messi, aludindo aos números que, na sua opinião, deveriam estar na boca do mundo: 650 golos e 260 assistências em 755 jogos. Aliás, acrescento o seguinte: quatro Champions-League; dez campeonatos; três Copas do Mundo; oito Supertaças de Espanha; três Supercopas da UEFA; seis taças de Espanha. 34 títulos, mas isso não importa não é?
Infelizmente, a divulgação do contrato é, apenas, uma última tentativa desesperada e vergonhosa do quadro diretivo do FC Barcelona justificar os seus erros e a sua péssima abordagem, colocando as culpas no melhor jogador da história do clube (na minha opinião, obviamente). A meu ver, Messi merece cada cêntimo que recebeu e, ao longo de todos estes anos, deu-nos, literalmente, 555.237.619 razões para o seguir e admirar na sua passagem pelo futebol internacional. Senhoras e senhores, Lionel Messi!
A ATP Cup, este ano, foi alvo de uma reformulação, não porque a edição passada não tivesse tido sucesso, muito pelo contrário, mas sim porque era necessário reduzir o número de equipas participantes e sediar o torneio numa só localidade para tornar viável esta competição no meio de tudo o que estamos a viver.
Uma das poucas coisas que se manteve foi a forma como as seleções se apuraram para a fase de grupos que foi segundo o ranking do melhor jogador. O formato manteve a fase de grupos, mas passou-a de seis grupos de quatro seleções para quatro grupos de três seleções em que o primeiro classificado de cada grupo se apurou para as meias-finais da prova. Os encontros entre as seleções, os “ties”, eram definidos à melhor de três partidas, duas de singulares e uma de pares.
GRUPO A
O Grupo A da ATP Cup era composto pela campeã em título, a Sérvia, que, por ter provavelmente o melhor jogador de sempre a jogar na Austrália, Djokovic, partia como principal favorita à vitória e ainda pela Alemanha e Canadá, que tinham como principais rostos Zverev e Shapovalov.
Com duas derrotas nos dois primeiros dias de competição, a seleção do Canadá ficou automaticamente fora da luta pelas meias-finais, deixando, assim, que o confronto direto do último dia entre a Alemanha e a Sérvia definisse o primeiro lugar do grupo.
Com Djokovic sempre em grande nos momentos importantes, era fundamental para a Alemanha conseguir ganhar o singular em que o número um do mundo não entrasse em campo, e foi o que aconteceu. Na primeira partida, Struff conseguiu dar a volta depois de estar a perder por um set a zero frente a Lajovic. 1-0 para a Alemanha. Djokovic, que, apesar de ter deixado fugir o primeiro set no tie-break para Zverev, conseguiu sempre estar no controlo do jogo e nunca pareceu em perigo, acabou por vencer o jogo no terceiro parcial. 1-1, faltava o par que seria decisivo.
Do lado da Sérvia, Cacic, especialista de pares, alinhava ao lado do inevitável Djokovic. Do outro lado, a Alemanha, juntava os jogadores que tinham disputado os singulares. Os jogos de pares têm tendência para ter muito poucos breaks, ainda mais quando, em campo, está apenas um especialista da vertente, todos os outros são especialistas de singulares, e foi mesmo essa a tendência do jogo, sobretudo no primeiro set onde se assistiu apenas a um ponto de break. Nos dois sets, os momentos decisivos caíram um para cada lado, primeiro para os alemães, 7-6, e depois para os sérvios, 7-5, e, por isso, ia-se disputar o super tie-break (um tie-break disputado até aos 10 pontos) para definir a passagem às meias-finais. No momento de maior pressão, e ao contrário do que nos vem habituando, foi Novak Djokovic que cedeu. Teve um desempenho fraco nesta decisão, entregando, inclusive, dois dos seus pontos de serviço praticamente de bandeja. Os alemães conseguiram superiorizar-se a partir desse momento e carimbaram a vitória por 10-7. 2-1 para a Alemanha que, assim, garantiu o primeiro lugar do grupo e o acesso às meias-finais da ATP Cup.
O Grupo B tinha como principal candidata à passagem a seleção espanhola, numa fase de grupos onde Nadal, com dores nas costas e em modo poupança, não disputou qualquer encontro. As outras seleções do grupo eram seleções bastante modestas, a Grécia, cujo melhor jogador à parte do inevitável Tsitsipas era Pervolarakis, que está bastante fora do TOP-400, e a Austrália que, sem Nick Kyrgios, era francamente inferior à Espanha. Para termos uma ideia, o terceiro espanhol com melhor ranking, Carreño Busta, está mais bem classificado do que o primeiro australiano, Alex de Minaur.
A conjugação de resultados da Austrália, que tinha perdido contra a Espanha e vencido contra a Grécia, tinha deixado de lado a possibilidade de se apurar para as meias-finais da ATP Cup, deixando para o último dia a decisão do primeiro lugar do grupo para a Espanha e para a Grécia onde a Grécia estaria obrigada a fazer o absolutamente impensável e vencer os espanhóis por 3-0, só esse resultado servia. Bom, não era de facto de prever tal coisa e, com uma vitória espanhola no primeiro singular, com a vitória de Carreño Busta sobre Pervolarakis, a passagem às meias-finais estava garantida para os nossos vizinhos ibéricos. A Grécia até conseguiu vencer as outras duas partidas, depois de Tsitsipas vencer o seu singular e a Espanha ter abdicado de jogar pares, pois já se sabia que nem isso seria suficiente.
A CRÓNICA: NO FC VIZELA, O TESTE À CONSOLIDAÇÃO DO QUARTO LUGAR DEU NEGATIVO
A Vizela Romana acordou cedo e preparou-se para ser anfitriã do encontro defronte da equipa B do FC Porto. O confronto histórico é grafado por apenas cinco embates anteriores, dos quais o FC Vizela só saiu vencedor por uma única vez (1-0) – altura em que ambas as formações representavam a miríade de equipa da II Divisão B, na Zona Norte – em maio de 2005. Em caso de triunfo, a turma orientada por Álvaro Pacheco consolidava o quarto posto na tabela classificativa, aproximando-se dos almejados lugares de subida.
Cassiano deu o primeiro aviso à passagem do minuto oito: Samu, após recuperação de bola defronte de Rodrigo Conceição, lançou o camisola nove na profundidade e este, nos olhos de Cláudio Ramos, desperdiçou a possibilidade de inaugurar o marcador.
Kiko Bondoso (12′), após canto batido por Marcos Paulo e num pleno sentido de oportunidade, aproveitou uma bola recém-chegada à entrada da área portista e desferiu um remate tenso para defesa apertada do ex-Tondela FC.
A produtividade futebolística do FC Vizela caiu e a audácia portista foi estimulada: Tomás Matos (26′) intersetou um alívio de Pedro Silva e colocou em Francisco Conceição; este driblou e furou parte da redoma vizelense e dispôs a bola à guarda de Namaso. Resultado? O guarda-redes emendou a asneira e atirou para canto.
A partir da meia hora de jogo, o equilíbrio tornou-se a nota dominante: a qualidade atingiu níveis residuais, travaram-se inúmeras batalhas a meio-campo, as saídas de bola eram (mau) augúrio e traduziam-se em perdas céleres até ao ancorar do intervalo da partida.
Na segunda parte, os treinadores ansiavam que o chá (e o sermão) surtisse o efeito desejado…
Dez minutos volvidos após o apito para o começo da segunda metade, Ofori, na passada, alveja um remante tenso e cheio de colocação à baliza à guarda de Cláudio Ramos.
Note-se a insistência e o rosto da insubmissão: aos 67′, Francisco Conceição, após um lançamento, driblou Ofori, perpassou a divisória da grande área e rematou na diagonal para defesa apertada de Pedro Silva; três minutos mais tarde, após recuperação de Tomás Matos, a bola é devolvida ao 85 portista que dribla dois adversários e erige um tento junto do poste esquerdo.
O minuto 76 sinaliza a melhor oportunidade do encontro: Samu, após a transformação de um livre direto resvalado na barreira portista, atira ao ferro superior; no ressalto, Matheus atira para as mãos de Cláudio Ramos.
Até ao término da partida, os momentos de perigo escassearam. Embora o encontro encerrasse em si momentos de entusiasmo e expetativa de parte a parte, vigorou o desperdício e a inépcia atacante.
O FC Vizela permanece no quarto lugar da tabela classificativa e na luta pela subida ao principal escalão do futebol.
A FIGURA
Fonte: FC Porto
Francisco Conceição: a imaturidade e a margem de progressão cruzam-se na presente linha temporal. O jovem médio portista reúne tudo o que um bom extremo deve preencher nos seus requisitos: velocidade, drible, aproveitamento da profundidade, facilidade com bola e rasgos de genialidade. Hoje, diante do FC Vizela, deu água pela barba ao setor defensivo e foi o mais irrequieto no reduto portista.
O FORA DE JOGO
Fonte: Facebook FC Vizela
Setor ofensivo do FC Vizela – o conjunto apto e maturo que num passado recente resolveu e sentenciou partidas que se vislumbravam irresolutas, hoje não desenlaçou o nulo inicial. Cassiano, Cardozo e Cann deram trabalho morosa à defensiva portista, mas as tentativas que pintaram redundaram na anulação.
ANÁLISE TÁTICA – FC VIZELA
Na demanda da consolidação do quarto posto, a formação vizelense apostou no habitual 4-4-2. Cardozo e Cassiano eram os soldados da frente de batalha e recebiam suporte de Samu e Kiko Bondoso – homens responsáveis pelo ataque delineado a partir dos flancos – e Ericson e Marcos Paulo – responsáveis pela destruição e construção, pelo vulgarmente designado “pautar de jogo” e pelo inclinar do terreno a seu bel-prazer.
Durante o quarto de hora inicial, a equipa do FC Vizela procurou de modo incessante delinear os seus ataques através dos flancos, procurando nomeadamente as costas de Rodrigo Conceição.
Ao longo da primeira metade, observaram-se dificuldades no posicionamento sem bola e na dificuldade sentida aquando das intentonas ofensivas nas em zonas mais interiores do terreno, recorrendo, vezes sem conta, à falta. Contudo, nota positiva para as triangulações desenhadas entre Ericson, Marcos Paulo e Kiko Bondoso.
Na segunda parte, o FC Vizela foi subjugado ao ímpeto portista e impingido ao recuo das suas linhas. Ericson e Marcos Paulo eram constantemente impedidos de edificar ataques sólidos e, sempre que possível, lançavam Cann e Cassiano nos contra-golpes.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Pedro Silva (6)
Matheus (7)
Cassiano (6)
Cardozo (5)
Marcos Paulo (6)
Kiko Bondoso (6)
Samu (7)
Ericson (6)
Aidara (6)
João Pedro (5)
Richard Ofori (7)
SUBS UTILIZADAS
Koffi (6)
Cann (5)
R. Guzzo (5)
Marcelo Oliveira (4)
Kiki (4)
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO B
No regresso de António Folha a casa, o sistema tática gizado conhecia uma identidade semelhante à do adversário e inalterável desde o último embate no Olival, diante do Varzim SC (0-1): um 4-4-2 capaz de potenciar a profundidade que Namaso e Gonçalo Borges conferem ao jogo e apoiado pela velocidade característica e interdependente das alas, onde residem os irmãos Conceição, Diogo Bessa e Rodrigo Valente.
A partir dos 15 minutos, os dragões imberbes possuíam o domínio da partida a meio-campo e sinalizavam uma preocupação acrescida com bola, erigindo nomeadamente movimentos interiores. Após a postura soberana, a equipa portista possibilitou o equilíbrio.
Gonçalo Borges foi o dragão mais solicitado durante a primeira parte, a par de Rodrigo Conceição e Namaso; porém, as três peças mais avançadas, na transposição do último terço da quadra, não encerraram em si a frieza e a eficácia necessária.
Na segunda metade, o FC Porto B subiu as linhas de pressão e os respetivos blocos, instalando-se maioritariamente no meio campo do FC Vizela. Francisco Conceição demonstrou o impacto do chá supracitado: as “tabelinhas” com o irmão desorientavam Ofori e a restante defensiva vizelense e o drible em velocidade deliciava os espetadores físicos e virtuais.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Cláudio Ramos (7)
Namaso (6)
João Marcelo (6)
Tiago Matos (6)
Mor N’diaye (6)
Diogo Bessa (5)
Gonçalo Borges (6)
Pedro Justiniano (6)
Rodrigo Conceição (8)
Rodrigo Valente (6)
Francisco Conceição (7)
SUBS UTILIZADAS
Igor Cássio (-)
Johan Gómez (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
FC Vizela
BnR – Mister, bom dia. Hoje, a partida terminou num nulo. O resultado foi desajustado e escasso mediante as tentativas construídas pelo FC Vizela ou acabou por condizer com os factos de jogo?
Álvaro Pacheco – Estivemos perante duas equipas que quiseram e fizeram por ganhar o jogo. Considero que pecamos na finalização, apesar de termos as melhores oportunidades da partida. Tenho de dar o mérito ao FC Porto pela pressão que impôs aos meus jogadores e pela estratégia que montou. Contudo, estou feliz pela qualidade de jogo desenvolvida. foi um jogo tremendamente difícil pela pressão agressiva e constante que o adversário nos provocou, mas a minha equipa teve a maturidade suficiente para se saber manter estável. Que me lembre, o FC Porto teve duas oportunidades de golo verdadeiramente flagrantes. o resultado acabou por ser ajustado ao que se passou durante a partida. Porém, se houvesse um vencedor desta partida, a meu ver, o mais justo seria o FC Vizela.
FC Porto B
BnR – Mister, bom dia. Esta semana assinalou-se o seu regresso ao comando da equipa B do FC Porto. Apesar do desfecho, retirou conclusões positivas da partida? Considerando a posição que ocupa na tabela classificativa, sente que há espaço para crescer e melhorar?
António Folha – Senão não vinha, não é? Ficava em casa (risos). Foi um ponto positivo, apesar de ambas lutarem pelos três pontos e um excelente jogo. O ponto foi muito positivo. Para mim, jogamos contra a equipa revelação deste campeonato. Gostei muito da prestação e atitude da equipa, estou orgulhoso porque jogamos contra um adversário poderoso. Os jogadores, com a vinda de um treinador novo para o clube, podiam ficar intranquilos e receosos do que poderia advir das ideias. É lógico que o tempo é o fator fundamental para que eles assimilem e assentem as ideias e estratégias do treinador. Mas volto a dizer, saio daqui contente!
Todas as gerações têm os seus heróis, todas as eras têm jogadores que acabam por nos fazer sonhar e jogadores que se tornam ícones mundiais e inesquecíveis. Foi assim ao longo das últimas duas décadas, com Tom Brady e antevemos que seja assim nas próximas décadas com Patrick Mahomes.
Como tal, o Super Bowl LV, será um jogo especial. Este é um encontro para o qual as expectativas já costumam ser elevadas, mas este marca um jogo onde a presença destes dois ícones, destes dois jogadores que marcaram e marcarão gerações, nos faz antever um jogo incrível.
Mas este jogo incrível, entre dois talentos ímpares, é possível porque duas equipas fizeram o seu percurso até este momento, com vitórias e algumas derrotas, mas sempre com a mentalidade certa – a de acreditar.
A viagem dos Tampa Bay Buccaneers até este jogo foi pautada por altos e baixos. Durante a fase regular venceram 11 jogos e perderam outros cinco. Dos jogos que perderam, três deles foram por apenas uma posse, incluindo o jogo contra os Kansas City Chiefs na semana 12. O grande arquirrival, equipa que os venceu duas vezes (ambos os jogos por mais de uma posse) foram os New Orleans Saints de Drew Brees, mas já lá iremos, porque onde realmente conta, o resultado foi diferente.
Essa montanha russa de resultados dos Buccaneers culminou com uma excelente subida de forma. Uma excelente sequência de quatro vitórias consecutivas no final da fase regular deixou esta equipa dos Buccaneers como um equipa “quente” para a fase de playoffs.
Nos playoffs, o caminho dos Buccaneers passou por viajar para fora de casa, ironia das ironias, culmina com o Super Bowl na casa deles, um feito ímpar na NFL pois nunca antes tinha acontecido.
Na viagem até à capital dos Estados Unidos, tiveram de superar uma improvável equipa de Washington, que só ter chegado aos playoffs foi uma vitória. Os Buccaneers conseguiram vencer (31-23), ainda que talvez de uma forma algo sofrível. Seguiu-se uma viagem até New Orleans, para defrontar os seus rivais, a equipa que os tinha vencido duas vezes na fase regular, como mencionado, e jogo para o qual os Buccaneers eram vistos como underdogs.
A surpresa foi consumada e os Buccaneers venceram de forma segura (30-20), naquele que poderá ter sido o último encontro entre Brady e Brees no relvado, se assim for, termos tido direito a três embates entre ambos ao longo da temporada, foi uma bonita despedida.
O final de conferência da NFC seria uma viagem até ao mítico Lambeau Field para defrontarem os Green Bay Packers de Aaron Rodgers. Se o duelo com Brees foi um duelo histórico, um duelo com Rodgers, num final de conferência, em Lambeau Field, ganhava contornos de uma utopia e que seria certamente inesquecível. E, as expectativas foram cumpridas, um jogo disputado até ao final, vitória para os Buccaneers (31-26) com Tom Brady a ter uma exibição de “duas caras” mas onde foi capaz de no final segurar a vitória e carimbar o seu 10.º Super Bowl em 21 anos de carreira.
Mas, enquanto tudo isto aconteceu na NFC, do outro lado, na AFC, os Kansas City Chiefs também percorriam o seu percurso e desenhavam a sua história…
Foto de Capa: NFL
Artigo redigido por André Amorim, comentador Eleven
A CRÓNICA: XEQUE-MATE DE PEDRO PINTO LEVA FC PORTO À FINAL DIANTE O SPORTING CP
À entrada para esta meia final, FC Porto e SL Benfica já tinham conhecimento do adversário que iriam encontrar na final. Era o Sporting CP, que assistia comodamente ao clássico que prometia uma luta equitativa até final. E assim foi.
O início da partida pintou-se de azul e branco, com o FC Porto a entrar autenticamente “a matar”, culminando num parcial inicial de 12-4. Apesar disso, o SL Benfica ainda conseguiu equilibrar as contas e o primeiro quarto terminou sem qualquer timeout e com o marcador bastante equilibrado (24-22). O ajuste no primeiro quarto deveu-se muito ao lançamento para jogo de Rafael Lisboa e Eric Coleman. Ambos permitiram aos encarnados encontrar estabilidade na execução de pontos e acarretar mais energia no processo defensivo.
A organização portista manteve-se no ataque e a estabilidade ofensiva benfiquista não se prorrogou. Dito isto, o segundo quarto manteve a toada do início do primeiro, não obstante Carlos Lisboa tenha manifestado maior insatisfação com o que acontecia dentro de campo. Lisboa pediu dois descontos de tempo, mas o FC Porto manteve-se por cima dos acontecimentos e alargou a vantagem para 7 pontos de vantagem no final do segundo quarto. Destaque evidente para a dupla de bases portista (Amarante e Tinsley), já que foram os dois a operar a equipa portista no processo ofensivo, juntando à sua capacidade de definição uma eficácia elevadíssima em lançamentos de campo (66% e 80% respetivamente, com 21 pontos no total). Do lado benfiquista, era Quincy Miller quem mais tentava dar a volta ao jogo, executando 8 pontos ao intervalo.
À saída dos balneários, a personalidade portista manteve-se, mas a eficácia não. Em adição, um SL Benfica mais altruísta e paciente na procura dos melhores executantes conseguiu, num espaço de 6 minutos, dar a volta à partida. O SL Benfica afastou-se do FC Porto com um parcial de 25-11, no final do terceiro quarto.
Apesar da remontada do SL Benfica, o base menos utilizado até então (Pedro Pinto), conseguiu, a par de Tinsley, recentrar o FC Porto na luta pelo jogo. Foram 10 pontos por intermédio de Pedro Pinto no período decisivo, fazendo o xeque-mate da partida e mostrando-se destemido quando mais importava. A contrastar a excelente atuação no último quarto, Bryce Alford não só não aguentou nenhum dos bases portistas no momento defensivo, como também teve uma execução paupérrima no momento de lançar ao cesto.
Tudo somado, o FC Porto vence à justa, mas com justiça, tendo prevalecido a organização portista e a definição de Pedro Pinto na vitória por 80-76, diante o SL Benfica.
Pedro Pinto (FC Porto) – Apesar de desaparecido diante a maioria do encontro, foi quando “a mão mais treme” que o internacional português guiou o FC Porto à vitória diante o SL Benfica. Em apenas 17 minutos, Pinto executou 15 pontos, sofreu 8 (!) faltas e fez duas assistências. A par de Pinto, destaque ainda para os restantes bases azuis e brancos (Tinsley e Amarante), que também atuaram a um grande nível.
Bryce Alford (SL Benfica) – Provavelmente um dos piores jogos da carreira para Alford. Apenas acertou 1 lançamento em 11 tentados (9% em lançamentos de campo) e cometeu, inúmeras vezes, erros básicos em termos do seu posicionamento defensivo, permitindo cestos fáceis aos adversários diretos. Um jogo para esquecer.
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO
A «turma» de Moncho López alinhou com um 5 forte fisicamente e com a dupla de bases Francisco Amarante e Tinsley, funcionando o base português como o principal transportador da bola e principiador das jogadas ofensivas do FC Porto. Em jogo posicional ofensivo, o treinador espanhol explorou a amplitude física dos jogadores interiores e encontrou espaços a partir daí, permitindo espaço de ação para os melhores executantes exteriores. Moncho López trabalhou muitos lançamentos, essencialmente através de variações entre «handoffs» e bloqueios diretos, após um passe do base que se encontra no eixo central do campo. Defensivamente, o FC Porto organizou-se numa defesa individual cerrada e extremamente pressionante no portador da bola.
CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES
Francisco Amarante (7)
Bradley Tinsley (8)
Miguel Queiroz (6)
Larry Gordon (6)
Eric Anderson Jr (7)
SUBS UTILIZADOS
Voytso (-)
Pedro Pinto (9)
Jalen Riley (5)
Tanner Mcgrew (6)
João Soares (7)
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
A equipa comandada por Carlos Lisboa alinhou com um cinco inicial experiente e compacto, sendo Jackson o jogador mais jovem (24 anos) do 5 lançado pelo técnico português. Taticamente falando, a abordagem inicial não foi, com certeza, a desejada, sendo que o SL Benfica sentiu bastantes dificuldades em atingir o cesto, com excepção a movimentos individuais protagonizados pelas principais referências encarnadas. Com a entrada de Coleman, o SL Benfica explorou mais o jogo interior e conseguiu tirar vantagens a partir do pick and roll, alimentando a capacidade criativda de Demond Carter e Quincy Miller-Scott. Em organização defensiva, a equipa do SL Benfica fez uma defesa ao homem a meio campo.
O FC Porto ultrapassou um adversário direto na luta pelo título. Os dragões derrotaram o Óquei Clube de Barcelos por 8-6, no Dragão Arena.
A primeira parte foi praticamente toda da equipa da casa. Com quatro bolas no ferro, o primeiro golo só surgiu numa fase adiantada. Gonçalo Alves aproveitou para marcar o primeiro de livre direito.
O jogo ficou, a partir daí, eletrizante. Di Benedetto fez o segundo, numa boa jogada coletiva. Já perto do final do primeiro, os visitantes conseguiram equilibrar e reduziram a desvantagem por Reinaldo Ventura. No entanto, o Porto dispôs de uma nova oportunidade de bola parada: Gonçalo Alves bisou e concretizou uma grande penalidade. Mesmo quase com a buzina a tocar para o intervalo, o OC Barcelos reduziu novamente por Joca.
Se o final da primeira parte foi emocionante, a etapa complementar não ficou atrás. Logo no início, dois golos, um para cada lado. Reinaldo Ventura chegou ao bis e Gonçalo Alves apontou o hat-trick.
Luís Querido colocou igualdade no resultado. Rafa voltou a pôr a equipa da casa na frente, mas Tomás Pereira empatou novamente e o jogo chegou aos dez golos. No entanto, aí apareceu o veterano Reinaldo Garcia, que fez dois golos com muito pouco tempo de diferença. Já o goleador dos dragões, Gonçalo Alves, fez o 8-5, chegando ao poker. O melhor que o OC Barcelos conseguiu foi reduzir por Reinaldo Ventura.
O FC Porto fica a um ponto do líder, que ainda é o OC Barcelos, e continua com um jogo a menos (duelo em atraso com a Oliveirense).
A FIGURA
Fonte: FC Porto Sports
Gonçalo Alves – Metade da produção da equipa foi da responsabilidade do internacional português. O goleador do campeonato esteve letal, como de costume, e contribuiu decisivamente para o triunfo dos dragões.
Defesas em ambas as equipas – Num jogo eletrizante com 14 golos (!), as defesas não cumpriram bem o seu trabalho. Vários erros de marcação e organização defensiva de ambas as equipas contribuíram para que ocorressem tantos golos.
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO
Com um ataque que rodava pelos quatro jogadores em campo, o FC Porto tentou apostar no controlo da posse de bola para chegar ao golo. Com um jogo assente na troca incessante de passes entre jogadores, conseguiram ferir o adversário através de várias combinações.
CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES
Xavi Málian (6)
Xavi Barroso (6)
Reinaldo Garcia (8)
Gonçalo Alves (9)
Rafa (7)
SUPLENTES UTILIZADOS
Tiago Rodrigues (-)
Mena (6)
Giulio Cocco (6)
Poka (6)
Di Benedetto (7)
ANÁLISE TÁTICA – OC BARCELOS
A equipa da casa entrou demasiado permissiva a deixar o FC Porto dominar. Só no fim do primeiro tempo acordou e, a partir daí, houve uma troca de bola rápida e dinâmica entre os quatro jogadores. Reinaldo Ventura e Dario Gimenez deram a estabilidade atrás para os ataques, com o internacional português a aventurar-se no ataque e a arriscar na meia distância.
A CRÓNICA: VANTAGEM ESTATÍSTICA QUE NÃO SE TRADUZ EM PONTOS PARA A EQUIPA VISITANTE
Frente a frente estavam o terceiro e o quarto lugares da Liga Italiana, Juventus FC e AS Roma, com a equipa da casa um ponto atrás dos visitantes, que têm feito um percurso bem interessante sob o comando do português Paulo Fonseca. Seria de esperar uma ótima partida de futebol, a cabeça de cartaz desta jornada 21, com grandes executantes dentro das quatro linhas. E é para jogos tão esperados como esse que é essencial que tire qualquer dúvida sobre a Sportingbet para preparar-se melhor na hora de apostar.
A primeira parte acaba por ser simples de explicar. A equipa da AS Roma entrou ligeiramente melhor e foi, ao longo de todos os 45 minutos, crescendo sobre o adversário e criando alguns calafrios à equipa de Pirlo. No entanto, do lado contrário, estava o aniversariante Cristiano Ronaldo, que mostrou que os anos passam, mas que, de resto, nada muda na vida do português. Três remates feitos pela equipa, os três feitos pelo craque. Um deu golo, outro foi à barra da baliza de Pau López. Os romanos levam o rótulo de melhor equipa em campo na primeira parte, mas a verdade é que a vantagem estava do lado da Juventus FC.
Para o segundo tempo, as dinâmicas seriam parecidas. Os forasteiros estiveram sempre mais pressionantes, mais vezes perto da baliza do adversário. Mas a “Vecchia Signora” esteve sempre muito ciente das suas qualidades e muito objetiva no momento de criar perigo. Ainda assim, a AS Roma não conseguiu criar tantas oportunidades de perigo e acabou mesmo por sofrer o segundo golo, depois de uma bela jogada protagonizada pelo sueco Kulusevsli. Ibanez foi o homem que acabou por introduzir a bola na prórpia baliza, mas nem por isso toda a jogada pode ser desvalorizada. Um bom momento de futebol, que dava mais segurança aos de Turim. Até ao fim, o jogo não teve grande história.
A turma comandada pelo português ainda tentou reduzir a desvantagem no marcador, mas a bola parecia mesmo não querer entrar. A Juventus FC somou assim mais três pontos e trocou de lugar com a AS Roma, que vê agora os primeiros lugares mais distantes e difíceis de alcançar.
A FIGURA
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Cristiano Ronaldo – Agora com 36 anos, o português continua a afirmar-se como o jogador mais decisivo de sempre. Não precisa de muitas oportunidades para fazer a diferença, e foi isso que acabou por acontecer. Essencialmente na primeira parte foi o grande destaque ofensivo da equipa, tendo feito três remates. O primeiro deu golo, e que golo do melhor marcador de sempre. Sem grande preparação e com o pior pé, colocou a bola no canto da baliza, onde o guarda-redes nem com asas chegaria. Isto acabou por abalar o adversário e dar uma força à sua equipa, que não estava a ser mais forte na partida. Simplesmente decisivo. Muitos parabéns, craque.
Defensiva da AS Roma – Num jogo em que a equipa foi até mais forte, tendo mais bola e criando mais oportunidades de golo (essencialmente na primeira parte), a defesa acabou por se mostrar muito permeável e não esteve à altura dos homens mais avançados. A Juventus FC não esteve muito presente no seu meio campo ofensivo, mas, sempre que aparecia perto da área, acabava por criar algum perigo, tendo mesmo feito dois golos, num jogo em que não produziu assim tantas jogadas ofensivas. Estivesse a linha defensiva ao nível da ofensiva e o resultado seria certamente outro.
ANÁLISE TÁTICA – JUVENTUS FC
A grande dúvida em relação à equipa de Pirlo seria na defesa, que se poderia apresentar a três ou a quatro. O treinador italiano optou pela segunda opção, com Danilo e Alex Sando nas linhas e os experientes Bonucci e Chiellini no centro. Mais à frente, um meio campo constituído por três homens: Arthur mais recuado, com Rabiot e McKennie a aparecerem mais adiantados no apoio à linha mais ofensiva. Esta, contituída por Morata, que apareceu quase como um falso nove, abrindo espaço essencialmente para Cristiano Ronaldo, que privilegiou os movimentos da extrema esquerda para o centro.
Do outro lado, Chiesa, mais importante no momento em que a equipa perde a bola e no apoio ao meio campo quando a AS Roma controlava o esférico. Nesta partida, a equipa foi obrigada a correr muito atrás da bola, pelo que as saídas para o ataque seriam fundamentais, bem como a coesão defensiva necessária para não ceder ao bom futebol praticado pelo adversário.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Szczesny (7)
Danilo (6)
Bonucci (7)
Chiellini (7)
Alex Sandro (7)
Arthur (6)
Rabiot (6)
McKennie (6)
Chiesa (6)
Morata (7)
Cristiano Ronaldo (8)
SUBS UTILIZADOS
Cuadrado (7)
Kulusevski (7)
Bernardeschi (-)
De Ligt (-)
Demiral (-)
ANÁLISE TÁTICA – AS ROMA
Paulo Fonseca optou por uma defesa a três, constituída por Mancini, Kumbulla e Ibanez, com uma linha muito subida para pressionar o mais alto possível a equipa da Juventus FC. Nas linhas Spinazzola e Karsdorp, e um meio campo algo surpreendente.
Veretout e Villar mais recuados, com Cristante a assumir uma posição mais avançada, mas nem por isso mais ofensiva. O italiano, normalmente utilizado como médio defensivo, foi responsável por pressionar o homem mais recuado do meio campo adversário para que a equipa pudesse recuperar o esférico o mais rápido possível e depois dar asas aos dois médios mais criativos, que partiam de trás, mas avançavam com a equipa. Na frente, Mayoral e Mkhitaryan, dois belos executantes que dão muita qualidade à frente dos romanos.
A CRÓNICA: OFENSIVA AROUQUENSE RESULTOU NA PRIMEIRA DERROTA DE JOSÉ MOTA
Com o regresso de José Mota ao banco de suplentes e Beto na baliza matosinhense, jogou-se a 19.ª jornada da Segunda Liga, no Estádio do Mar. O Leixões SC recebeu o FC Arouca, duas equipas à procura da vitória para somar posições na tabela.
O jogo partiu mesmo da premissa ofensiva de ambas as equipas. Viu-se um início partido, com duas equipas a demonstrarem vontade de atacar a baliza adversária. Logo no primeiro minuto, tanto o Leixões como o Arouca tiveram oportunidades flagrantes de golo, ambas anuladas pelos guarda-redes de serviço.
Partindo da má posição da linha defensiva do Leixões, e também de alguma desconcentração por parte da equipa de José Mota, o Arouca chegou-se à frente da vantagem, depois de um remate “do meio da rua” de Arsénio. Beto não conseguiu chegar à bola, que entrou na gaveta do canto superior direito da baliza. Aos 17 minutos, os visitantes estavam à frente no marcador por um golo.
Depois de uma entrada fulminante no encontro, o Leixões começou a desvanecer. Quem o aproveitou da melhor maneira, concretizando transições ofensivas consecutivas, foi a turma de Armando Evangelista. A pressão arouquense estava mesmo em cima dos jogadores do Leixões. Aos 24 minutos, a vantagem podia ter sido mesmo dilatada, após uma saída sem sentido dos postes por parte de Beto, que podia ter comprometido a própria equipa. A sorte dos matosinhenses foi André Silva ter errado no alvo.
Tudo permaneceu igual até ao apito para o intervalo, feito soar pelo árbitro João Gonçalves. No retomar do encontro, o Arouca continuou a demonstrar mais perigo. Ao contrário do Leixões, os arouquenses, a partir do momento em que ultrapassavam a linha do meio-campo, demonstravam perigo e critério na finalização – faltava apenas a eficácia. Já a equipa de Matosinhos, quando perto da área de Victor Braga, não demonstravam qualquer tipo de critério, nem pareciam desenvolver uma estratégia ofensiva clara.
Os últimos minutos demonstraram fraqueza ofensiva por parte do Leixões, e nem as substituições feitas por José Mota conseguiram colmatar essas lacunas do elenco em campo. O Arouca acabou mesmo por vencer no Estádio do Mar, condenando José Mota à sua primeira derrota enquanto treinador do Leixões. 1-0 foi o resultado de um encontro plenamente dominado pelo Arouca.
A FIGURA
⌛️ Intervalo do encontro em Matosinhos.
A nossa equipa vai vencendo o Leixões SC ao intervalo por 0-1.
Estratégia ofensiva do FC Arouca – Bastante bem fundamentada e implementada em campo, a forma como Armando Evangelista dispôs os seus jogadores a nível ofensivo foi uma constante em criar perigo e oportunidades de golo. De cada vez que o Arouca passava a linha do meio-campo, era certo que iria existir uma oportunidade de golo.
O FORA DE JOGO
ℹ️ AVTO É JOGADOR DO LEIXÕES
O Leixões SC – Futebol, SAD chegou a acordo com Avtandil Ebralidze, conhecido no universo…
Avto – Aquele que costuma ser um dos jogadores mais influentes do Leixões esteve totalmente apagado em jogo. Apanhado na curva, devido à falta de critério ofensivo da equipa, Avto já teve dias melhores.
ANÁLISE TÁTICA – LEIXÕES SC
José Mota, de regresso ao banco após um período de isolamento devido a infeção por COVID-19, optou por um 4-3-3. Beto voltou às redes, depois de, à semelhança do treinador, também ter estado infetado. A linha defensiva manteve-se composta pelo capitão Pedro Pinto e Brendon, com as laterais asseguradas por Lucas Lopes e Tiago André.
O meio-campo foi assumido pela muralha Nduwarugira, Bruno Monteiro e Joca Samuel. No apoio a Nenê, estiveram Avto e Jefferson Encada.
ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES
Beto (5)
Tiago André (6)
Pedro Pinto (6)
Jefferson Encada (6)
Nenê (5)
Nduwarugira (6)
Avto (4)
Lucas Lopes (6)
Bruno Monteiro (5)
Joca Samuel (5)
Brendon (6)
SUBS UTILIZADOS
Sapara (6)
Rodrigo (6)
Belkheir (5)
ANÁLISE TÁTICA – FC AROUCA
Armando Evangelista alinhou a sua equipa num 4-4-2 para este encontro frente ao Leixões. Victor Braga segurou a baliza e a linha defensiva foi composta por Basso e Brunão na zona central, com apoio de Thales e Quaresma nas alas.
No setor do meio-campo, Leandro e Pedro Moreira fizeram a ligação aos avançados André Silva e Adilio, com apoio dos extremos Ofori e Arsénio.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Victor Braga (6)
Quaresma (7)
André Silva (7)
Arsénio (6)
Adilio (6)
Basso (7)
Pedro Moreira (6)
Leandro (6)
Brunão (7)
Thales (6)
Lawrence Ofori (6)
SUBS UTILIZADOS
Bukia (6)
Marco Soares (6)
Joel (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Leixões SC
BnR:Peço-lhe uma análise ao encontro e pergunto, igualmente, o que faltou à equipa para conseguir somar pontos hoje?
José Mota: Faltou marcar golos. Entrámos bem no jogo, mas o Arouca foi mais dominador. Depois do golo que sofremos, tivemos uma boa resposta. Na primeira parte, tivemos boas oportunidades para fazer um resultado completamente diferente. No segundo tempo, tentámos ser esclarecedores, mas o Arouca fechou as linhas e o futebol acabou por perder qualidade. Na minha opinião, foi um resultado injusto e ingrato. Injusto porque tivemos muito boas oportunidades e ingrato porque eu sei o quanto os meus jogadores trabalharam para mudar o rumo do jogo.
FC Arouca
BnR: Acredita que, depois do jogo que fizeram, o resultado podia ter sido mais dilatado?
Armando Evangelista: Temos de ter em conta a equipa que defrontamos. O Leixões pagou caro neste jogo. Penso que fizemos tudo o que estava ao nosso alcance e, para mim, foi um resultado justo. O 1-0 foi justo. Demonstrámos que estamos sólidos e a querer somar pontos. Procurámos vencer. Estamos bem vivos e com uma identidade presente.