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Estará Eustáquio a um “Paços” do Dragão?

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Na última semana do mercado, que entretanto fechou, o FC Porto viu o seu nome a ser adicionado à lista de pretendentes do internacional sub-21 português, Stephen Eustáquio. O atleta, atualmente, tem contrato com o FC Paços de Ferreira, que, recentemente, adquiriu 50% dos direitos do jogador, que pertenciam ao Cruz Azul FC, do México.

O futebolista tem sido um dos pilares de Pepa, treinador dos “castores”, para o sucesso da época desportiva que a formação da “capital do móvel” está a protagonizar, estando, atualmente, num meritoso quarto lugar, a par do SL Benfica. De referir que os outros 50% do passe do médio pertencem ao CD Chaves, pelo que, se os dragões quiserem avançar em força para a sua contratação de modo a obterem os direitos plenos sobre o jogador, têm de negociar com os dois emblemas.

Stephen Eustáquio é um médio com muito critério na posse de bola, que sabe pautar os vários ritmos de jogo, sendo então um jogador de construção. Além disso, é um médio que tem ganho uma boa intensidade, ou seja, não descuida a sua equipa no momento de pressão. Desta forma, tem todas as capacidades e habilidades para jogar no sistema tático de Sérgio Conceição, que gosta de atuar num esquema com 2 médios. Apesar de não ser um jogador com muito golo, Eustáquio destaca-se, essencialmente, pelo equilíbrio que concede ao miolo da sua equipa e pela forma como desbloqueia o jogo ofensivo através da sua criatividade, que utiliza para executar passes mortíferos.

Uma possível contratação por parte do FC Porto não se concretizou neste mercado de inverno. Apesar de já ter sido comprado pelo FC Paços de Ferreira, poderia ter integrado nos azuis e brancos, num negócio de empréstimo com opção de compra. Porém, os contactos, de acordo com a imprensa, estão lançados e os campeões nacionais já sabem que terão de desembolsar uma quantia próxima dos 7,5 milhões de euros para contar com os serviços do luso-canadiano.

Artigo revisto

Sporting CP 79-67 Imortal: Leões na final da Taça Hugo dos Santos

A CRÓNICA:  SUPERIORIDADE LEONINA PREVALECEU IMORTALMENTE

A primeira meia-final da Taça Hugo dos Santos, no Pavilhão Multiusos de Sines, opôs o Sporting CP e a equipa revelação da Liga esta temporada, o Imortal.

A verdade é que o primeiro período começou escasso a nível de pontos, mas demonstrou um enorme trabalho defensivo de ambas as equipas. Em cinco minutos jogados de quarto, o marcador anotava apenas nove pontos no total. Os lançamentos exteriores não caíam, e mesmo os interiores entravam dificilmente. O resultado estava a ser contruído, na sua maioria, por lances livres, dada a pressão defensiva tanto dos leões como dos açorianos. O jogo melhorou na qualidade já no final dos primeiros dez minutos, com o marcador a anotar um 20-11 favorável aos leões.

O segundo período começou com uma grande recuperação no marcador dos algarvios. A equipa demonstrou-se sem grande ritmo, dado o período de isolamento profilático a que se viu obrigada, mas, com o passar dos minutos, mostrou não arredar pé. Apesar dessa grande recuperação e da eficácia tremenda de Nuno Morais no lançamento exterior, o Sporting também não tirava o pé do acelerador. Passámos de um primeiro quarto sem triplos para um segundo com fartura. DJ Micah Downs, uma das mais recentes contratações dos leões, mostrou que estava de mão quente.

Quem mostrou exatamente o mesmo, apesar de parecer pouco influente no jogo do Imortal, foi DJ Fenner – além de ser o melhor marcador do campeonato, estava também a ser, até ao momento, o melhor marcador no encontro. Apesar disso, foi o Sporting que levou a vantagem para o intervalo. 34-29 no marcador, numa partida que, apesar de não ser um brilhante jogo de basquetebol, demonstrou bastante equilíbrio entre as equipas.

O regresso do intervalo mostrou um Imortal bastante competitivo, mas um Sporting que não se queria dar por vencido ou vencedor. No entanto, a recuperação dos algarvios, que pressionaram bastante os leões a nível atacante, acabou por resultar num empate no final desse dez minutos.

Os minutos iniciais do último período foram um espelho da ambição do Imortal, que andou sempre colado ao Sporting no marcador. No entanto, a experiência verde e branca veio ao de cima e os algarvios não conseguiram parar a ofensiva leonina. Foi um jogo disputado até aos últimos minutos. Porém, começou a fazer-se notar o desgaste e a falta de preparação do Imortal.

O Sporting acabou mesmo por levar a vitória por 79-67, carimbando a passagem à final da Taça Hugo dos Santos, competição anteriormente arrecada pela UD Oliveirense.

 

A FIGURA

Fonte: Federação Portuguesa de Basquetebol

Dupla Travante Williams e James Ellisor – Foram os donos e senhores do jogo do Sporting CP. Para além do número de pontos concretizados, foram jogadores bastantes influentes no que tocou à construção de jogo ofensivo e defensivo dos leões.

O FORA DE JOGO

Falta de ritmo do Imortal – O isolamento profilático que o Imortal foi obrigado a cumprir foi a razão maior para o resultado. Apesar da garra e do querer dos algarvios, a falta de ritmo sobrepôs-se ao jogo e, não obstante de terem feito os impossíveis, não foi o suficiente para arrecadarem a vitória.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Sem Fields, Luís Magalhães estruturou a equipa como se não existisse qualquer impedimento. Com o cinco mais forte que teve à sua disposição, Magalhães alinhou a defesa em todo o campo, complementando com um dois para um ao portador da bola do Imortal, para dificultar as jogadas interiores da equipa algarvia.

A nível de transições ofensivas, existiu, na maioria das vezes, um bloqueio central por parte de João Fernandes, que, consequentemente, arrastava a defesa, e deixava sempre alguém do Sporting livre para concretizar. Esta foi a movimentação mais recorrente do jogo dos leões.

 

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Travante Williams (8)

Shakir Smith (6)

João Fernandes (7)

Cláudio Fonseca (6)

James Ellisor (8)

SUBS UTILIZADOS

Jeremias (-)

Diogo Ventura (6)

Diogo Araújo (-)

Pedro Catarino (6)

Micah Downs (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – IMORTAL

O treinador Luís Modesto fez o melhor que pôde para entrar em campo e disputar o encontro. Depois de ter a sua equipa em isolamento profilático, só teve oportunidade de a começar a treinar cinco dias antes do encontro. Essa falta de preparação foi fulcral para o desvanecimento da equipa ao longo do encontro.

Optou-se por uma defesa a campo inteiro, mas o jogo não foi muito fluido, como o normalmente apresentado pelos algarvios. Ofensivamente, o lançamento exterior e a eficácia de Nuno Morais, Tanner Omlid e DJ Fenner foram importantes para a construção do resultado.

 

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

 DJ Fenner (8)

Nuno Morais (7)

Tanner Omlid (7)

Tyere Marshall (6)

Dominic Rob (5)

SUBS UTILIZADOS

Tymetrius Toney (6)

Hugo Sotta (-)

António Monteiro (7)

Miguel Toreia (-)

Foto de capa: Federação Portuguesa de Basquetebol

Artigo revisto por Mariana Plácido

As 5 equipas mais portuguesas no estrangeiro

Os “anos 10” deste século XXI vieram confirmar a ascensão de Portugal ao patamar mais alto do futebol, a nível da formação e produção de jogadores e treinadores. Por todo o mundo, o contingente luso continua a aumentar e a corresponder às expectativas que lhes são colocadas. É nesta onda que elencamos as cinco equipas com mais portugueses nos seus quadros – quer sejam jogadores, treinadores ou até dirigentes. Estas são provas da qualidade do produto nacional e da afirmação de Portugal como uma das maiores potências futebolísticas a nível europeu.

Força da Tática: O SC Braga de Carvalhal (Parte 1 de 3)

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Desde a chegada de Carlos Carvalhal ao comando técnico do conjunto bracarense, no início da atual época 2020/21, que o SC Braga tem vindo a praticar um futebol atrativo. Para muitos, o “melhor” futebol do campeonato. Apesar de um terceiro lugar (enganador) a nove pontos do líder Sporting CP, não era surpresa nenhuma se os “guerreiros” militassem no primeiro lugar da classificação. Contudo, o que faz esta equipa ser admirada no mundo do futebol? Quais são os seus padrões? Dinâmicas? Principais figuras? Debilidades? Venham daí.

Este novo SC Braga é uma equipa bem organizada, preparada e disciplinada nos quatro momentos do jogo:

ONZE BASE

Devido à participação em quatro competições (Campeonato, Taça de Portugal, Taça da Liga, Liga Europa) até ao momento, Carlos Carvalhal viu-se obrigado a colocar vários onzes diferentes em campo, dificultando a ideia de um “onze base”. Por isso, optei por escolher o que, na minha opinião, pode dar mais qualidade à equipa.

 

GR: Matheus

DD: Esgaio

DC: Tormena

DC: David Carmo

DE: Sequeira

MC: Al Musrati

MC: Fransérgio

ED: Galeno

MO: Ricardo Horta

ED: Iuri Medeiros

AC: Paulinho

Os 5 melhores negócios de final de mercado

Esta janela de mercado em específico não ficou, propriamente, marcada por grandes negócios. No entanto, à última da hora, houve algumas transferências sonantes que vão, seguramente, causar impacto. Tal justifica, portanto, um daqueles espetaculares top cinco de transferências no fecho do mercado.

Franco Cervi | Em busca de um lugar ao sol no SL Benfica

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O mercado de transferências fechou, na passada segunda feira, e o Sport Lisboa e Benfica não foi particularmente ativo neste defeso. Após as mega contratações que fez no mercado de verão, em janeiro, as “águias” de Jorge Jesus foram pouco interventivas no mercado, mas um dos nomes mais falados para sair neste defeso foi o de Franco Cervi.

O único jogador que chegou para reforçar os encarnados foi mesmo Lucas Veríssimo, que se transferiu do Santos FC a troco de 6,5 milhões de euros. Quanto às saídas, Gedson Fernandes, Tomás Tavares, Krovinovic e Ferro foram emprestados, enquanto Facundo Ferreyra saiu a custo zero para o RC Celta de Vigo. Todibo, que estava emprestado pelo FC Barcelona, também terminou o contrato que o ligava ao SL Benfica e rumou ao Nice FC.

Como referido, Cervi esteve, por várias vezes, na porta de saída. Contudo, a sua transferência foi abortada nos últimos dias de mercado. Falava-se numa venda ao RC Celta de Vigo, que, ao que tudo indica, já tinha perguntado sobre a situação de Cervi aos encarnados e estava pronto para uma negociação.

Ainda assim, Cervi acabou por se manter no plantel do Sport Lisboa e Benfica e, agora, continuará a ser opção para o técnico Jorge Jesus durante o resto da temporada.

Os problemas relacionados com a COVID-19, que se traduzem num plantel a sofrer com várias baixas, beneficiaram Franco Cervi, que se apresentou a um bom nível e agarrou a sua oportunidade. O argentino de 26 anos tem vindo a ser opção para o corredor esquerdo do SL Benfica, face às ausências de habituais titulares.

Franco Cervi foi titular nos últimos cinco desafios do Sport lisboa e Benfica, tendo marcado um golo.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Com a situação, por fim, a voltar à normalidade, Cervi terá de batalhar por um lugar no onze, o que poderá ser a situação ideal para o ex-Rosario Central. Uma vez que já provou que tem qualidade para jogar neste plantel do SL Benfica, Cervi poderá encontrar nesta oportunidade que lhe foi concedida uma motivação extra para, finalmente, mostrar aquilo que vale.

De lembrar que Franco Cervi foi contratado, em 2016, aos argentinos do Rosario Central, por 5,7 milhões de euros. Chegou a Portugal como uma promessa do futebol sul-americano, não tendo, ainda, mostrado o suficiente para justificar tais esperanças.

No Sport Lisboa e Benfica, Cervi nunca foi um titular indiscutível, e nem o é agora, mas as suas últimas exibições de águia ao peito travaram aquela que seria a quebra de contrato entre o jogador e o clube da Luz. Cervi apresentou-se igual a si mesmo: um jogador que está sempre disponível para desempenhar qualquer trabalho dentro das quatro linhas.

A única coisa que o jogador provou, até ao momento, é que é um atleta batalhador e que trabalha em prol da equipa, qualidades que são bem vistas por qualquer treinador.

Com contrato com o Benfica até 2023, Franco Cervi viu adiada a sua saída prematura dos encarnados. Contudo, tem de mostrar ainda que merece um lugar no plantel e, sobretudo, que se consegue manter competitivo face aos seus concorrentes diretos no corredor esquerdo encarnado.

Terá, pelo menos, até ao final da presente temporada para provar o seu valor. Caso contrário, poderá ser falada, novamente, a sua saída do Sport Lisboa e Benfica.

Artigo revisto por Mariana Plácido

Matheus Nunes: Do Ericeirense para a Glória! | Sporting CP

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Matheus Nunes foi a grande figura do último derby em Alvalade e o herói inesperado do  (também inesperado) líder do campeonato.

Apesar da excelente exibição do colectivo leonino, que só pecou pela falta de eficácia junto da baliza adversária, é Matheus Nunes que merece ser destacado em termos individuais. O jovem brasileiro formado no G.D.U.Ericeirense carimbou uma bela performance durante o jogo inteiro: sem medo do “um para um”, anulou transições ofensivas, ocupou espaços importantes no meio-campo e ainda foi à área contrária mergulhar para a vitória!

Embora Matheus Nunes se tenha assumido como uma peça fundamental na rotação do meio-campo dominado pela dupla João Mário e João Palhinha, num duelo frente ao Benfica, seria naturalmente suplente e não titular no onze inicial. A incerteza gerada em torno da disponibilidade de João Palhinha para o derby catapultou Matheus Nunes para a titularidade, com a grande responsabilidade de substituir um titular de peso como o é Palhinha naquela posição nevrálgica do meio-campo.

A verdade é que, provavelmente, nenhum sportinguista acreditaria, à partida, que Matheus Nunes seria a chave para a vitória dos leões frente ao rival e, mais importante, para a consolidação do primeiro lugar na tabela classificativa.

Matheus Nunes é aposta frequente de Rúben Amorim desde o começo do campeonato e pode ter ganho uma nova vida depois do eterno dérbi
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Não se esperava que o rapaz oriundo da Ericeira, que foi recusado no Seixal por não ter sido considerado “apto para o nível de uma Segunda Liga, nem da equipa B do SL Benfica“, fosse a figura principal num jogo frente a um SL Benfica carregado de “vedetas”.

O futebol é feito destas “delícias”, mas também é rico em histórias de superação. Poucos terão tido uma ascensão tão meteórica como a de Matheus Nunes. Aliás, o jovem médio conseguiu, num espaço de dois anos, o que muitos não conseguiram durante carreiras inteiras. E tal deveu-se ao seu esforço e trabalho.

Pese embora as “negas” dadas por clubes como Leicester FC, SC Braga e SL Benfica, Matheus Nunes nunca deixou de “dar no duro” no Ericeirense, o clube que o formou e revelou, enquanto trabalhava em part-time numa pastelaria. Quando teve uma oportunidade dada por Rúben Amorim, nunca mais a largou.

Com efeito, os níveis exibicionais de Matheus Nunes demonstrados em jogos decisivos, como a final da Taça da Liga e o derby diante o SL Benfica, podem sugerir uma mais recorrente titularidade do jovem médio no onze inicial leonino.

O percurso de Matheus Nunes é, pois, acima de tudo, uma história de superação, humildade e resiliência perante as adversidades. Uma história na qual o G.D.U.Ericeirense (honra lhe seja feita) teve um importante contributo, ao ter-lhe transmitido aqueles valores e que, certamente, será ilustrada com muitas alegrias no Sporting CP.

Artigo revisto por Mariana Plácido 

Australian Open | O primeiro grande torneio do ano está quase a começar

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Estamos prestes a receber o Australian Open, o primeiro Grand Slam do ano e um dos melhores torneios de piso duro da modalidade. Vai ser uma boa competição, sem dúvida. Especialmente, para aqueles que preferem ver jogos durante a madrugada.

Pela primeira vez na sua carreira, Roger Federer vai falhar o Australian Open. É a primeira vez que não vamos ter a participação do tenista suíço na competição. Federer jogou sempre desde a sua primeira participação, em 2000.

Apesar da ausência de um dos melhores tenistas de sempre – conta com 20 Grand Slams, 6 deles no Australian Open -, o torneio pode ser fenomenal. Aliás, sendo que a época começou há pouco tempo, podem existir algumas surpresas.

Depois da ATP Cup, uma competição realizada entre seleções, e de dois ATP 250 realizados também no país anfitrião, estamos mais perto de 8 de fevereiro, data que marca o início do grande torneio!

Foto de capa: Australian Open

Podcast BnR T2/EP5: Os 5 jogadores maiores craques da Juventus e AS Roma

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No podcast BnR desta semana, falamos de Liga Italiana e escolhemos os 5 jogadores mais emblemáticos da Juventus e AS Roma. O João Castro está na moderação e os comentários são do Pedro Silva e do Tiago Serrano. Vem daí connosco. 🎙️

Se queres saber os escolhidos, então ouve o novo episódio do Podcast BnR.

Podes ouvi-lo no Spotify, Anchor, Breaker, Google Podcasts, Apple Podcasts, Overcast, Pocket Casts e Radio Public.

Artigo revisto por Mariana Plácido

CS Marítimo 0-2 Sporting CP: Leões vencem e convencem na Madeira

A CRÓNICA: SPORTING DE ´POTE´ CHEIO

Para a jornada 17 da Liga Portuguesa, CS Marítimo e Sporting CP, subiram ao relvado do Estádio do Marítimo para disputar um jogo equilibrado, à priori, apesar da má fase da equipa madeirense. Ainda que venha de três derrotas seguidas, os verde-rubros têm a favor, o facto de ter sido a única equipa em Portugal a vencer os leões esta época.

O jogo começou como já se esperava, com mais bola do Sporting, sendo que, a primeira ocasião de perigo aconteceu aos 3´minutos, quando o ala/lateral esquerdo Antunes, chutou ao lado da baliza do Marítimo. O Sporting não tirou o pé do acelerador e ao oitavo minuto de jogo fez golo através de Pedro Gonçalves, muito graças a um erro defensivo da equipa local.

Posteriormente ao golo leonino, a intensidade de jogo acalmou. Com o relvado muito escorregadio, os jogadores tentavam ao máximo não cometer erros defensivos, especialmente, os do Marítimo.

A primeira vez que a formação do Marítimo chegou perto da baliza de Adán foi aos 27´minutos, quando Rúben Macedo bateu um livre para o interior da área, que rapidamente, foi aliviada por João Palhinha.

A qualidade de jogo dos leoninos era puro de mais evidente. Uma equipa muito bem delineada, sem que os madeirenses fossem capazes de bloquear as investidas de ´Pote´ e companhia. Embora isto, Rúben Amorim, não se sentava por nada, sempre corrigido um ou outro posicionamento dos seus pupilos. A verdade é que o Marítimo não conseguia sair a jogar, devido à forte pressão alta dos homens vestidos de preto.

Até final da primeira metade, a história foi, sucessivamente, a mesma. Leões ao ataque, ao que o Marítimo fazia lembrar um gato sem pêlo, descoberto de fraquezas. A estatística, ao intervalo, falava por si, com 63% de posse de bola a beneficiar a formação de alvalade, e ainda, 29 ataques perigosos, contra apenas três dos ´leões do Almirante Reis´.

A segunda parte iniciou como a primeira. Com o Sporting ao ataque, ao que o reforço de inverno, Paulinho, finalizou em habilidade para uma defesa segura de Amir Abedzadeh.

Aos 56´minutos, Milton Mendes mexeu, pela primeira vez, na equipa, com as entradas de Andreas Karo e o ponta de lança iraniano Alipour. Contudo, a turma de alvalade respondeu às alterações verde-rubras com mais um golo, novamente, por Pedro Gonçalves, em mais uma desatenção defensiva do ´maior das ilhas´.

Com o 2-0 no placard, o Sporting foi relaxando a sua pressão ofensiva, aproveitando assim, os ´leões da Madeira´, para subir no terreno e ocasionar lances de perigo junto da baliza do espanhol Adán. O jogo abriu, mas nem por isso foi uma partida de encher o olho. O Marítimo teve mais iniciativa, mas a defesa leonina parecia intransponível.

O jogo encaminhava-se para o fim, sem que a crónica do jogo se alterasse, terminado em nova derrota do CS Marítimo, e por outro lado, em vitória do Sporting CP, ficando assim a seis pontos do segundo classificado, o FC Porto.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Pedro GonçalvesMarcou os dois golos da vitória leonina, estando sempre envolvido em todos os lances de ataque do Sporting, dando uma grande dinâmica no momento ofensivo.

O FORA DE JOGO
CS Marítimo
Fonte: CS Marítimo

Defesa do CS Marítimo – Desde o guarda-redes aos pivots. Nenhum elemento da defesa maritimista ficou isento de críticas. Voltaram a comprometer. No lance do primeiro golo, Amir interpretou mal lance e saiu dos postes, sem grande nexo. No segundo, os centrais, podiam ter feito muito melhor. As perdas de bolas foram constantes, em especial dos dois pivots, Bambock e Jean Irmer, numa zona do terreno em que pode ser letal perder a “redondinha”.

ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO

Como já vem sendo hábito, o técnico Milton Mendes utilizou um sistema de três centrais (René Santos, Lucas Áfrico e Leo Andrade), com dois jogadores abertos nas laterais, o português Rúben Macedo e o brasileiro Marcelo Hermes, com fortes funções ambíguas. Um duplo pivot, composto por Jean Irmer e Bambock. No ataque, Rafik Guitane como número ´10´ e o reforço brasileiro Sassá, apoiado pelo camaronês Joel Tagueu, completavam o sistema 3-4-1-2 escalado pelo treinador brasileiro do Marítimo.

Taticamente, o Marítimo foi uma equipa muito defensiva. Uma equipa sem ideias de jogo ofensivo. A jogar em bloco baixo e com muitos problemas na construção de jogo, a equipa apenas melhorou ao meio da segunda parte, depois de já estar a perder por 2-0, passando a jogar em 4-2-3-1 nos minutos finais da partida.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

 

Amir Abedzadeh (4)

Rúben Macedo (4)

René Santos (SC) (3)

Lucas Áfrico (3)

Leo Andrade (3)

Marcelo Hermes (5)

Bambock (3)

Jean Irmer (4)

Rafik Guitane (5)

Joel Tagueu © (4)

Sassá (4)

SUBS UTILIZADOS

Andreas Karo (4)

Alipour (3)

Tim Soderstrom (-)

Jorge Correa (-)

Milson (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Para a deslocação aos Funchal, Rúben Amorim privilegiou aquele quem tem sindo o seu frequente sistema tático, o 3-4-3. A baliza ficou à guarda do espanhol Adán. O corredor direito ficou a cargo de Pedro Porro e o esquerdo, de Antunes, em vez de Nuno Mendes, por questões físicas. Já ao centro da defesa, permaneceram dois dos titulares habituais, Feddal e Coates, com o jovem Gonçalo Inácio a ser opção em detrimento do castigado, Luís Neto. No meio-campo, João Palhinha teve o papel de destruidor de jogo, entre linhas, ao que Matheus Nunes, ficou com a função ´híbrida´ do centro do terreno, substituindo o lesionado, João Mário. Pedro ´Pote´ Gonçalves e Nuno Santos estiveram no apoio ao novo ponta-de-lança dos ´leões´, Paulinho.

Taticamente, o Sporting jogou com o bloco alto, pressionante em muitos momentos do jogo, impossibilitando a saída de bola dos madeirenses. A nível ofensivo, os sportinguistas, iniciavam a construção de jogo pelos pés dos centrais, e aproveitou a grande profundidade dos seus alas para espalhar o terror na defesa verde-rubra, harmonizando jogo interior com os três homens do ataque leonino.

 

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Antonio Adán (4)

Pedro Porro (6)

Gonçalo Inácio (7)

Sebastián Coates © (6)

Zouhair Feddal (5)

Antunes (7)

João Palhinha (SC) (6)

Matheus Nunes (6)

Pedro Gonçalves (8)

Nuno Santos (5)

Paulinho (5)

SUBS UTILIZADOS

Tiago Tomás (4)

Bruno Tabata (-)

Daniel Bragança (-)

João Pereira (-)

 

BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

 

Não foram colocadas questões aos treinadores.