Início Site Página 11103

Ténis português | E depois de João Sousa?

0

Há já algum tempo que nos habituámos a ver um português nos quadros dos torneios mais importantes do ténis mundial. Esta época, claramente menos conseguida por parte de João Sousa, deixou-nos a pensar naquilo que virá a seguir.

PRESENÇA DE PORTUGAL NO TOP 100

Desde 5 de agosto de 2008, dia em que Frederico Gil entrou pela primeira vez no TOP 100 mundial, que a presença de Portugal nesta elite tem sido praticamente constante. Foram, inclusive, muitas as semanas em que tivemos dois portugueses entre os 100 melhores do mundo. Por exemplo, Frederico Gil e Rui Machado, João Sousa e Gastão Elias e João Sousa e Pedro Sousa. Para além destes jogadores, Nuno Marques também esteve, durante 22 semanas, neste TOP, tendo sido o primeiro português de sempre a quebrar esta barreira, em 1991.

De todos estes, João Sousa foi, sem dúvida, aquele que mais tempo passou junto desta elite. O vimaranense, que é também o tenista português com melhor ranking de sempre (28.º do ranking ATP), vai já com 387 semanas com o seu nome inscrito entre os 100 melhores do mundo.

Por isto, e numa altura em que o tenista de Guimarães está no seu pior ranking desde 2013 (#90), algumas preocupações de “sucessão” são naturais. Faço, desde já, a devida ressalva de que estou muito longe, com isto, de dizer que João Sousa irá sair da elite num futuro próximo. Até porque não acredito nisso.

Fonte: Federação Portuguesa de Ténis

MAS QUEM SERÁ O PRÓXIMO PORTUGUÊS A (RE)ENTRAR NO TOP 100?

Olhando para o ranking, Pedro Sousa (#105), João Domingues (#176) e Frederico Silva (#183) estão próximos desse patamar. No entanto, já nenhum deles é um jovem a despontar no circuito, sendo o mais novo deles o atleta Frederico Silva, com 25 anos. Destes, acredito que Pedro Sousa poderá voltar a entrar, assim que as lesões o permitam. João Domingues também poderá aproximar-se da 100ª posição.

Não considero um percurso tão óbvio para Frederico Silva, que, apesar de, ainda enquanto (grande) jovem promessa, ter tido algumas lesões, já não tem tido tantos azares como os outros jogadores. Talvez seja por isso que acredito que a sua posição no ranking não estará tão longe do seu potencial máximo.

Olhando para a “nova escola” e para os mais novos com vontade e talento para despontar, Nuno Borges é aquele que aparece com maior potencial para grandes resultados. 2021 será  um ano fundamental para se posicionar e colocar à prova o seu potencial. O maiato teve um 2020 muito positivo, o que lhe valeu uma subida no ranking mundial de quase 300 posições.

Apesar de Nuno Borges ser apenas dois anos mais novo do que Frederico Silva, a sua posição reflete bastante menos o seu valor, porque foi um jogador que preferiu acabar os estudos nos EUA, o que atrasou a sua chegada ao circuito profissional. Ainda é cedo para afirmar perentoriamente se, algures na sua carreira, estará ou não presente no TOP 100. Mas é um tenista que tem deixado muito boas indicações e decerto ouviremos falar muito dele ao longo dos próximos anos.

Quando se fala ou, neste caso, escreve sobre o futuro, é sempre difícil não ser injusto. Haveria, certamente, mais jogadores a destacar, mas estes parecem-me ser aqueles com mais créditos e talento para poder triunfar num horizonte não muito longínquo. Ficam, ainda, os meus votos para que todos os jogadores que referi, e os que não referi, tenham ainda mais sucesso do que aquele que antevejo e que 2021 seja um ano de conquistas para o ténis português!

Foto de capa: Federação Portuguesa de Ténis

Artigo revisto por Mariana Plácido

Pedrinho | A hora do menino de Maceió

0

Pedrinho custou 18 milhões de euros aos cofres do SL Benfica, mas o seu início no clube encarnado não tem sido fácil. O internacional olímpico pela canarinha chegou aos encarnados estando muito tempo sem competir, tendo sido fustigado por algumas lesões, o que tem auferido dificuldades em conquistar espaço na equipa orientada por Jorge Jesus.

No entanto, nos últimos jogos, Pedrinho já começou a mostrar as suas qualidades e a fazer por merecer um lugar no onze titular dos encarnados. Desde o jogo em Liège que o extremo brasileiro começou a mostrar o perfume do seu futebol e que tem características que podem ser essenciais para o futebol da equipa de Jorge Jesus.

SL Benfica x UD Vilafranquense
Pedrinho vai aos poucos afirmando-se no SL Benfica
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Aquando da sua chegada ao Benfica, a contratação de Pedrinho gerou algum cepticismo por parte dos adeptos. Enquanto ainda treinava o CR Flamengo, Jorge Jesus chegou a deixar a sua opinião sobre o jogador num programa de TV brasileiro, no qual declarou que havia quatro extremos melhores do que Pedrinho: Everton, Dudu, Rony e Michel.

Já enquanto treinador do Benfica, Jorge Jesus explicou essas declarações, esclarecendo que aquilo que queria dizer era que os quatro jogadores que mencionou davam mais garantias a curto prazo do que Pedrinho. Quanto ao jovem revelado no SC Corinthians, JJ referiu que era um jogador com talento e potencial, mas que ainda precisava de ser trabalhado.

Na minha opinião, não há nada de errado nas declarações de Jorge Jesus. Everton, Dudu, Michel e Rony são jogadores que estão numa fase mais adiantada da carreira do que Pedrinho e, como tal, são jogadores com outra maturidade do ponto de vista táctico e mental.

Para além disso, são extremos com características mais predilectas para Jorge Jesus: têm um perfil mais clássico e possuem mais velocidade, poder de explosão e capacidade de drible no um para um, à imagem de Salvio e Gelson Martins, por exemplo.

Por outro lado, apesar de Pedrinho não cumprir com os padrões de Jorge Jesus para um extremo, tem mostrado nos últimos jogos que acrescenta coisas à equipa que os outros extremos não acrescentam: capacidade de drible e de definição em espaços curtos, últimos passe e capacidade associativa.

Enquanto Rafa se destaca mais no ataque à profundidade, precisando de espaços longos para desequilibrar, e Everton é um extremo que gosta de aparecer por fora e partir para dentro com a bola nos pés, Pedrinho é um número 10 mascarado de extremo.

O seu toque de bola e a capacidade para pensar o jogo está ao nível de poucos no nosso campeonato e essas características serão essenciais para o Benfica. Sobretudo, em jogos contra equipas que jogam mais fechadas na defesa.

Espero que este tenha sido o início de um bonito percurso de Pedrinho de águia ao peito. É claro que ainda tem muito para crescer, mas o talento está lá todo. Agora é preciso saber trabalhá-lo e extrair o melhor das suas qualidades.

Artigo revisto

SL Benfica 90-74 UD Oliveirense: A bonança depois da tempestade

A CRÓNICA: A CONSISTÊNCIA E O BRIO DAS ÁGUIAS VOLTARAM PARA GARANTIR VITÓRIA

De volta para mais um jornada na Liga de Basquetebol, o SL Benfica recebeu a UD Oliveirense num jogo que se esperava mais equilibrado do que aquilo que realmente foi.

O primeiro período do encontro começou algo lento. Ambas as equipas não estavam a ser certeiras e o resultado demorou a ser construído. Os dez minutos cimeiros da partida demonstraram um nível de jogo bastante balanceado entre as duas formações, mas o SL Benfica levou a melhor (23-15).

No segundo quarto, estreou-se o jovem Thomas Bolte pelas águias, que apesar de não ter tido muitos minutos de oportunidades para se mostrar, aproveitou ainda os que teve. O resultado até ao intervalo foi construído por lançamentos exteriores e lances livres, que acabaram por culminar num 41-33 favorável à turma de Carlos Lisboa.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

No recomeçar do jogo, a formação de Norberto Alves mostrou não querer desistir de vencer, tendo estado inclusiva a perder apenas por dez pontos. O problema foi a eficácia do SL Benfica em cada lançamento em que os jogadores eram chamados a agir.  A equipa de Oliveira de Azeméis começou a apostar num jogo defensivo mais agressivo, o que levou as águias muitas vezes à linha de lance livre e poucas foram as vezes que erraram o caminho do cesto.

Os dez minutos finais do jogo deram para “tudo”. Viu-se um SL Benfica com vontade de mostrar o que era realmente basquetebol. Depois da grande exibição que os encarnados fizeram ao longo da partida, o quarto período acabou por ser bastante descontraído para as águias e de alta pressão para a equipa visitante. Quando se ouviu o buzzer do final do jogo, venceu o SL Benfica por uns distantes 90-74.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Eric ColemanFoi o plus one do SL Benfica na quadra durante o encontro. Com um duplo-duplo, de 14 pontos e dez ressaltos, Eric Coleman foi um dos jogadores mais importantes no cinco do Benfica, no minutos em que alinhou na partida.

O FORA DE JOGO

SL Benfica
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

João GrossoNão esteve ao nível que costuma apresentar. O jovem português da UD Oliveirense esteve num dia mau e não teve tanta influência na equipa de Oliveira de Azeméis como tem habituado.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

O SL Benfica continuou a apresentar o estilo de jogo recorrente de Carlos Lisboa. O jogo ofensivo era caracterizado por jogadas dentro do “garrafão” e contra-ataques, após turnovers da UD Oliveirense.

As transições defensivas das águias eram concretizadas através de uma marcação individual bastantes cerrada, onde, em certos duelos entre jogadores, o SL Benfica acabaria a tirar vantagem da altura dos jogadores da sua formação.

Carlos Lisboa convocou dois jogadores da equipa de sub-22 para integrarem o plantel, Jaylen Key e Thomas Bolte, e os jovens não desperdiçaram a oportunidade, principalmente Key. 

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Eric Coleman (8)

José Silva (6)

Betinho (7)

Demond Carter (6)

Arnette Hallman (5) 

SUBS UTILIZADOS

Fábio Lima (7)

Rafael Lisboa (7)

Cameron Jackson (6)

Jaylen Key (6)

Thomas Bolte (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – UD OLIVEIRENSE

A UD Oliveirense recorreu à marcação individual quando necessitava de defender e a igualdade de alturas entre alguns jogadores de ambas as equipas foi um fator fundamental para essas não existirem trocas defensivas.

Nas transições ofensivas, a equipa de Oliveira de Azeméis optava por utilizar o jogo interior da equipa. A utilização de passes rápidos e jogadas estudadas foram, muitas vezes, aliadas da UD Oliveirense. 

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ec Mathews (5)

Travis Munings (8)

José Barbosa (6)

João Guerreiro (7)

Justin Alston (7) 

SUBS UTILIZADOS

João Grosso (4)

Shaquille Clear (5)

Francisco Albergaria (5)

Renato Azevedo (-)

Nelson Jossias (-)

A aposta em Terzic é brincar com o fogo em Dortmund

Após a pesada derrota por cinco bolas a uma sofrida no passado domingo perante o VfB Stuttgart 1893, Lucien Favre abandonou o cargo de técnico principal do BVB Dortmund. O treinador suíço de 63 anos termina assim a sua ligação ao emblema germânico, quando cumpria a terceira época no clube.

Lucien Favre deixou a formação de Dortmund na quinta posição da tabela classificativa, que no jogo seguinte ao seu despedimento, venceu o Werder Bremen, e assim ascendeu ao quarto lugar. O clube germânico perdeu a Supertaça da Alemanha frente ao rival FC Bayern Munique, mas apesar do pouco sucesso a nível nacional, está nos oitavos de final da Liga dos Campeões.

Apesar da sua larga experiência, o treinador suíço não conseguiu encantar os fãs no período em que orientou a formação do BVB Dortmund. O grande objetivo era colocar um ponto final na hegemonia interna do poderoso FC Bayern Munique, mas nas duas épocas anteriores, terminou ambas na segunda posição do campeonato alemão.

Pelo BVB Dortmund, Favre apenas venceu um troféu em cerca de dois anos e meio. Foi na época transata, sangrando-se campeão da Supertaça alemã. Ao nível de competições europeias, em todas as vezes possíveis conseguiu passar a fase de grupos da Liga dos Campeões, mas nunca venceu as eliminatórias nos oitavos de final da prova.

O clube já anunciou que até ao final da presente temporada será Edin Terzic a assumir o comando técnico, não permitindo criar especulação sobre que seria o sucessor de Favre. Terzic, é uma aposta de risco, visto que este será o seu primeiro desafio como treinador principal, e terá a árdua tarefa de tentar recuperar a desvantagem de seis pontos para o atual líder Bayer 04 Leverkusen. O técnico alemão, que ocupava a função de treinador adjunto no atual quarto classificado da liga alemã, entrou com o pé direito, conquistando os três pontos numa vitória sofrida, logo na sua estreia.


É certo que uma “chicotada psicológica” nem sempre gera um impacto positivo nos resultados de uma equipa, mas Terzic tem ao seu dispor um plantel recheado de grandes estrelas, e entrou com um resultado positivo. A distância para o primeiro lugar não era humilhante e impossível de reduzir continuando com Lucien Favre no comando do BVB Dortmund, mas a goleada caseira imposta pelo VfB Stuttgart 1893 acabou por ditar o fim de uma era, e terminar assim a ligação com o técnico suíço, que na minha opinião, foi precipitada.

Edin Terzic ainda está a dar os primeiros passos nesta função, mas com apenas 38 anos, tem já uma derradeira oportunidade de demonstrar o seu talento e potencial. A complexidade desta tarefa não deve só à grande competitividade no principal escalão do futebol alemão, mas também ao facto que terá de lidar com o orgulho ferido do seu plantel. Apenas o tempo poderá ditar se esta foi a decisão mais acertada.

De bestial a besta: a atípica época do Arsenal FC de Mikel Arteta

Podemos considerar que o Arsenal FC foi do céu ao inferno em poucos meses. O clube vive momentos especialmente conturbados e a crise parece, definitivamente, instalar-se em Londres. Se o final da época anterior e o início desta ainda iludiu os adeptos, com as conquistas da FA Cup e posteriormente da Supertaça, diante do Liverpool FC, o mesmo não se pode dizer do arranque na Premier League. Os Gunners não vencem há seis jogos e na tabela classificativa aparecem num (penoso) 15º lugar, cinco pontos apenas acima da linha de água.

Se os pupilos de Mikel Arteta parecem teimar em não encontrar o rumo certo nos jogos caseiros, fora de portas, a história é outra. A equipa londrina passou a fase de grupos da Liga Europa com distinção: seis jogos, seis vitórias. Passagem sólida, mas expectável, num grupo constituído por equipas nitidamente inferiores. Molde FK, Rapid Viena e Dundalk FC não conseguiram assustar o Arsenal FC, que terá agora pela frente o SL Benfica, nos dezasseis avos de final da competição.

Fora de campo a situação parece cada vez mais descontrolada. O treinador espanhol, que há bem pouco tempo era bastante admirado, começa a sentir contestação. Da imprensa inglesa surgem notícias de que o seu lugar pode mesmo estar em risco. Praticamente um ano depois de ter iniciado funções, Mikel Arteta parece não conseguir dar a volta aos maus resultados e pior… às más exibições. As variações táticas entre a defesa a quatro ou a três não tem tido efeito e a equipa parece sempre bastante débil no momento defensivo, seja em 3-4-3, seja em 4-2-3-1.

O ambiente no balneário não parece saudável: David Luiz e Dani Ceballos foram notícia em Inglaterra por alegados desentendimentos durante um treino, entretanto negados e desvalorizados pelo técnico espanhol. A atitude complacente e despreocupada dos jogadores tem sido amplamente criticada pela massa adepta. Granit Xhaka foi expulso na derrota caseira frente ao Burnley FC, por conduta violenta. O central Gabriel Magalhães levou o segundo amarelo no mais recente empate,1-1, perante o Southampton FC, complicando ainda mais a vida aos Gunners. Bernd Leno, guarda-redes alemão, veio a público desresponsabilizar o treinador pelas más exibições, pedindo mais aos colegas de equipa.

Ainda assim, talvez o maior quebra-cabeças do emblema londrino resida mesmo nos excedentários, que não jogam e que não são opção para Mikel Arteta. Mesut Özil não participa numa partida oficial pelos Gunners desde dia sete de março de 2020, num jogo em que até fez uma assistência, no tento solitário, que deu a vitória frente ao West Ham, por 1-0. O médio de 32 anos é um dos jogadores mais bem pagos da Premier League. O internacional germânico, com descendência turca, aufere 365 mil euros, por semana.

Outros jogadores parecem também descontentes e surgem já rumores de possíveis transferências num futuro próximo. Sead Kolasinac, Sokratis, David Luiz e William Saliba, francês que custou 30 milhões de euros aos cofres do Arsenal FC e pouco tem jogado, juntam-se ao médio alemão nos jogadores na linha de saída.

A pandemia da Covid-19 tem agravado a condição financeira dos clubes, um pouco por todo o mundo, e os londrinos não são exceção. O Arsenal FC anunciou em agosto, o despedimento coletivo de 55 funcionários, incluindo a mascote Gunnersaurus, no clube há 27 anos. Mesut Özil prontamente se encarregou de pagar o salário da mascote e Jerry Quy foi autorizado a regressar ao trabalho.

É imperativo que dirigentes, treinadores e jogadores resolvam os problemas fora do campo para que a tranquilidade e harmonia possam regressar, dentro dele.

 

Artigo com opinião redator de futebol Gabriel Henriques Reis

SL Benfica 5-2 AD Fundão: Vitória categórica dos encarnados

0

CRÓNICA: SL BENFICA MANDÃO QUIS RESOLVER CEDO

Previa-se um excelente jogo entre o SL Benfica e a AD Fundão, respetivamente o segundo e quarto classificados, em jogo da 14ª jornada disputado no Pavilhão Fidelidade, em Lisboa. Como já era esperado, o maior volume de jogo ofensivo foi da equipa da casa, que entrou determinada e decidida a resolver o jogo relativamente cedo.

O corolário deste domínio inicial sucedeu no minuto quatro – após remate do iraniano Tayebi, numa jogada que começou num pontapé de canto marcado por Robinho. À passagem do minuto oito, surge o segundo tento dos encarnados, após mais um canto, este cobrado por Nílson, que assistiu Rafael Hemni para um remate forte e indefensável por parte do guardião da equipa Beirã.

Até ao final desta metade ainda houve mais oportunidades, mas o marcador ficou assim ao intervalo e era com o marcador cifrado nos 2-0 que partíamos para os derradeiros 20 minutos. A determinação das águias nos minutos iniciais deu resultado, logo com dois golos relativamente cedo na partida, para depois gerir os minutos que se seguiram. Mas, no futsal, tudo pode mudar em segundos e o jogo estaria ainda longe de estar resolvido.

A segunda parte continuou com um ritmo semelhante, com o Benfica a dominar e o Fundão a tentar espreitar um eventual erro do seu adversário para criar perigo numa transição rápida. Mas, mais uma vez, a partir de uma bola parada, o Benfica voltou a marcar. Após um remate de Arthur, com desvio de Rafael Hemni, marcando assim o seu segundo golo neste encontro.

Destaque também para a expulsão por acumulação de cartões amarelos de Peleh, deixando a equipa fundanense a jogar com menos um durante dois minutos ou quando a sua equipa sofresse um golo. Curiosamente, foi nesta fase mais delicada que a Desportiva marcou, apanhando de surpresa a defensiva encarnada, golo esse apontado por Meira. Mas, a festa durou pouco, pois logo de seguida Tiago Brito voltou a colocar a diferença em três golos, a finalizar uma boa jogada coletiva.

Assim sendo, restava ao emblema beirão apostar tudo no guarda-redes avançado, papel esse que coube a Mário Freitas. Com esta sucessão de eventos o Fundão acabou por acumular cinco faltas, e por ficar “tapado”. A sexta falta ocorreu uns minutos depois, com Arthur a não vacilar na cobrança do livre de dez metros e a dar maior conforto ao Benfica.

Contudo, o Fundão não baixou os braços e reduziu no minuto seguinte, através de Juninho, que aproveitou o adiantamento de Diego Roncaglio para marcar com a baliza deserta. Até ao fim não se registaram mais alterações no marcador final e o resultado não deixa margem para dúvidas, pese embora a enorme competência e valia do adversário de hoje.

 

A FIGURA

Joel Rocha – Uma vitória indiscutível sobre uma das boas equipas do nosso campeonato. E vários golos criados através de bolas paradas, significando que o trabalho nos treinos está a ser bem feito e aí o mérito é do treinador.

 

O FORA DE JOGO

 

Ver esta publicação no Instagram

 

Uma publicação partilhada por AD Fundão Futsal (@adfundao)

Peléh – Numa altura crítica do encontro, em que o Fundão procurava reentrar na discussão do encontro, a equipa Beirã sofreu um duro golpe, com a expulsão de Peléh, algo que fez com que a sua equipa ficasse com menos um elemento em campo.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Joel Rocha montou uma estratégia de resolver o encontro cedo, sufocando em vários ocasiões o seu antigo clube. O SL Benfica encarou o seu adversário com todo o respeito que ele merece e conseguiu uma vitória sólida e convincente.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Roncaglio (GR) (6)

 Afonso Jesus (7)

Fábio Cecílio (6)

 Robinho (7)

 Tayebi (8)

SUBS UTILIZADOS

Silvestre (6)

Tiago Brito (7)

Arthur (7)

Rafael Hemni (7)

Nilson (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – AD FUNDÃO

Nuno Couto fez o que pode para travar o ímpeto atacante do Benfica, mas hoje os encarnados foram superiores. Apostou no contra-ataque mas não teve muitas chances de o aplicar.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Costinha (GR) (6)

 Nem (5)

 Mário Freitas (6)

 Guilherme Meira (7)

 Jair (5)

SUBS UTILIZADOS

Wilson Cabral (5)

Filipe Leite (5)

Peléh (4)

Juninho (6)

Rui Moreira (5)

David Gomes (5)

Senra (5)

Foto de capa: SL Benfica

APAF e a polémica em Famalicão | Quão fácil é punir o Sporting CP?

0

Após o polémico empate do Sporting CP em Famalicão, Frederico Varandas teceu duras críticas à arbitragem daquele encontro – de recordar que Coates teve um golo anulado no último minuto e de forma, no mínimo, duvidosa. Rúben Amorim foi expulso ainda no decorrer do jogo devido a protestos, sendo depois suspenso por duas semanas. João Mário, uma das referências da equipa, além de Miguel Braga, também mostraram o seu descontentamento.

Ora, o presidente leonino, tantas vezes criticado pelas suas intervenções, tem toda a razão quando diz que um golo daqueles nunca seria anulado ao SL Benfica ou ao FC Porto. Da mesma forma que jamais a APAF emitiria um comunicado daqueles caso fossem os rivais a reclamar de serem prejudicados. E quem diz uma entidade, diz os próprios intervenientes do jogo: quantas vezes os treinadores adversários reclamam após jogos contra o Sporting CP, enquanto que quando enfrentam FC Porto e principalmente SL Benfica, falam aos jornalistas com um semblante resignado, até mesmo quando são goleados? Não são teorias da conspiração, são factos.

Mais do que guerras internas, e muito embora eu próprio seja um forte crítico de Frederico Varandas, é preciso guerrear com o sistema que há décadas impede o Sporting CP de ser tão vencedor quanto os dois rivais. Sim, o termo mais apropriado é mesmo “guerrear”.

As recentes campanhas nas redes sociais, como a #OndeVaiUmVãoTodos, são bastante positivas, até porque unem os adeptos em torno de uma causa que é defender o clube, mas um clube com a grandeza e importância do Sporting CP na sociedade portuguesa não se pode ficar apenas por isso. Mais do que sentimentalismo, está em jogo o bom nome do clube, além do que é inevitavelmente o mais importante, principalmente nesta fase: a questão financeira.

No entanto, há que fazê-lo de forma inteligente e acima de tudo assertiva. Miguel Braga não é, de todo, a melhor pessoa para o cargo que ocupa. Pouca firmeza nas suas palavras, além do pouco alcance nas redes sociais, dado que algumas páginas de apoio ao Sporting CP conseguem espalhar mais certas mensagens que o próprio diretor de comunicação. Neste aspeto, precisaríamos de um Francisco J. Marques – temos de deixar de ser “anjinhos’”.

Sempre ouvi que o Sporting CP era um clube diferente. Um clube com valores, princípios e de boa gente, que não alinhava em certas coisas. Num país cheio de chicos espertos como o nosso, não há outra maneira de vencer sem ser entrando no lodo que é o futebol e o desporto em Portugal.

É só verificarmos como é que os rivais ganham títulos atrás de títulos, mesmo com tantas suspeitas, ninguém se importa com isso. Não defendo que devemos ser corruptos, mas é fundamental fazer barulho. Infelizmente, hoje o futebol ganha-se mais fora de campo que dentro. Quantas vezes o Sporting CP possuía plantéis melhores do que os dos rivais, como em alguns anos da malfadada década de 90, em 2015/16 ou em 2017/18, e mesmo assim nunca foi campeão nacional devido a ‘’motivos de força maior’’?

Todos os dias vemos iluminados que acham que o mundo do futebol é um mar de rosas, que as pessoas no futebol agem todas de boa fé e que quem reclama disso é que é tóxico. Assim caiu um presidente há dois anos que mexeu com quem (não) devia. Curiosamente, quem é arguido em dezenas de processos de corrupção e que tem o nome na lama há décadas, ainda lá está. Como diria José Maria Pedroto, um treinador histórico e decisivo na transformação do FC Porto de um clube de alcance regional para um clube de nível mundial (e que esteve para vir para o Sporting, mas como é apanágio do clube, foi só mais um erro histórico…): “Enquanto fomos bons rapazes fomos sempre comidos’”. Que sirva de reflexão!

Jean-Clair Todibo | Uma incógnita por desvendar

0

Jean-Clair Todibo chegou ao SL Benfica já em cima fecho do mercado de transferências de verão. O central francês apresentou-se ao trabalho e sofreu uma lesão na primeira semana de treinos. Esta lesão e as sequelas subsequentes fizeram com que o jogador estivesse afastado das opções por um longo período de tempo.

A verdade é que neste momento o nome do jogador já não consta no boletim clínico, mas ainda assim Todibo não foi convocado uma única vez. A que se deveu este afastamento absoluto do jogador?

Segundo Jorge Jesus, o jogador não tem nem condição física nem capacidade tática para jogar na equipa encarnada. O treinador natural da Amadora parece não contar mesmo com o jogador, que, inclusive, já tem guia de marcha. Aliás, só não regressará ao FC Barcelona porque o clube blaugrana não aceitou o fim do empréstimo.

É verdade que Todibo já não jogava desde maio, fazendo com que a sua condição física provavelmente não fosse a melhor. No entanto, o mesmo se passou com Otamendi, mas com uma diferença: o argentino foi imediatamente titular após chegar.

Depois de uma exibição de estreia desastrosa, Jorge Jesus afirmou que Otamendi não estava na melhor condição física e que ainda não estava taticamente enquadrado com a equipa.

Pergunto: qual é a diferença entre Otamendi e Todibo? Muito simples. Um (Otamendi) veio a pedido de Jorge Jesus e o outro (Todibo) não. Vemos diariamente a confiança e insistência do treinador das águias nos jogadores que foram seus pedidos expressos.

Utilizar repetidamente Gilberto em detrimento de Diogo Gonçalves, mesmo com as limitações que o brasileiro tem apresentado, demonstra o quão importante é este requisito para Jorge Jesus.

A posição de defesa central é outro exemplo evidente. Otamendi tem estado a um nível absolutamente penoso. Verthonghen não tem convencido totalmente. Jardel continua a ser muito inconsistente e sofre, repetidamente, dos habituais problemas físicos. Ainda assim, não houve um desejo de preparar física e taticamente Todibo ou mesmo de utilizar Ferro (totalmente encostado, sem grande justificação).

Continuo a achar que Todibo é um central com muita qualidade e um potencial enorme, mas não sendo opção surge outra pergunta: se já era evidente que não teria oportunidades, qual é o sentido de pagar a taxa de empréstimo do jogador?

Talvez a chegada do francês fosse para testar um esquema de três centrais, mas a lesão de André Almeida veio estragar o plano. Talvez fosse necessário outro central, mas então porque é que Todibo e Ferro têm 18 minutos combinados (todos de Ferro)?

Como sempre, as decisões parecem ser tomadas ao sabor do vento. Não existe qualquer tipo e planeamento a médio/longo prazo. Em janeiro virá certamente outro central para a equipa da Luz.

Há coisas que não se percebem.

Sporting CP | Leões de Amorim à conquista da Taça da Liga

0

Na passada terça-feira, o Sporting Clube de Portugal recebeu e venceu o CD Mafra, com golos de Andraž Šporar e Bruno Tabata. Com esta vitória, os leões carimbaram acesso para a final-four da Taça da Liga, que se irá realizar em Leiria.

Numa edição diferente da Taça da Liga, em que se qualificaram os seis primeiros da Liga e os dois primeiros classificados da Liga de Honra, à passagem da 10.ª jornada. Assim, além dos clubes do principal escalão do futebol português – Sporting CP, SL Benfica, FC Porto, Vitória SC, FC Paços de Ferreira e SC Braga – disputaram os quartos-de-final, o GD Estoril-Praia SAD e o CD Mafra.

A final-four será disputada entre 19 e 23 de Janeiro de 2021, no Estádio Municipal de Leiria. O Sporting aguarda assim, qual será o seu adversário da meia-final da prova. A Taça da Liga é um dos objetivos dos leões para a presente época, que pretendem estar pela quinta vez na final e vencer o terceiro troféu para o palmarés do clube.

Na partida dos quartos-de-final, o treinador leonino apresentou várias alterações ao “onze” relativamente ao último jogo diante do Paços de Ferreira, a contar para a Taça de Portugal. Ainda assim, o Sporting dominou o encontro e foi um justo vencedor, somando a segunda vitória consecutiva sem sofrer golos.

O jovem treinador leonino promoveu várias alterações frente a um CD Mafra em clara ascensão no Futebol Português Fonte: Bola na Rede

O Sporting Clube de Portugal é, neste momento, o líder do campeonato e a equipa que melhor futebol pratica, em Portugal. Sendo aliás, o melhor ataque com 23 golos marcados e uma das melhores defesas, tendo sofrido apenas sete golos.

Para Ruben Amorim e para os seus jogadores, o objetivo é vencer cada jogo, em todas as competições, independentemente do Estádio e do adversário. Vencendo jogo a jogo, o Sporting Clube de Portugal, com Esforço, Dedicação e Devoção, pode conquistar a Glória dos títulos, tão ambicionados pelos sportinguistas.

#ondevaiumvãotodos

Liverpool FC 2-1 Tottenham Hotspur FC: Firmino teve cabeça de líder

A CRÓNICA: A SORTE PROTEGE OS AUDAZES, A VITÓRIA SORRI AOS QUE A PROCURAM

Encontraram-se, esta quarta, em Anfield (Liverpool) os líderes da Premier League. Reds e Spurs chegaram à jornada 13 em igualdade pontual e qualquer resultado que não o empate significaria liderança isolada para a turma vencedora.

A jogar em casa, com a liderança em vista, os de Liverpool assumiram por completo as rédeas da partida. Perante o seu público – ainda longe do ambiente sensacional a que Anfield nos habituou – o primeiro lance caseiro de perigo surgiu aos 11 minutos. Robertson cobrou o livre da esquerda ao qual Firmino respondeu com uma cabeçada forte e colocada, mas Lloris voou para a defesa.

A superioridade dos reds era evidente, mas só aos 21 minutos voltaram a criar relativo perigo; Salah apareceu em zona frontal e rematou muito fraco, à figura. Contudo, cinco minutos mais tarde chegava o golo. A incursão de Curtis Jones foi negada pela defesa adversária, mas Salah aproveitou a bola perdida e rematou de primeira.

Apesar da pouca preparação, a bola sofreu um desvio em Eric Dier e caiu a pingar junto ao poste direito de Lloris, sem grandes hipóteses de reação para o guardião francês. Vantagem ajustada, ainda que tenha surgido no lance de perigo com menos preparação e intenção.

A equipa de Mou, que se remetia quase por completo ao processo defensivo, chegou ao empate no primeiro remate que fez. Já depois da meia hora de jogo, Lo Celso lançou Son na esquerda no limite de fora de jogo e o sul coreano repôs a igualdade só com Alisson pela frente.

Eficácia mortífera dos Spurs a que a equipa de Klopp respondeu prontamente com o mesmo domínio, mas sem voltar a encontrar as redes de Lloris. Além do remate difícil de Firmino aos 35 minutos, não mais se criaram lances de perigo no resto da primeira parte.

A segunda parte trouxe tudo o que a primeira teve, mas levado ao extremo; um Liverpool FC ainda mais dominante, um Tottenham Hotspur FC ainda mais recuado e com ainda menos preocupações ofensivas e ainda menos oportunidades de golo para ambos os lados.

Aos 63 minutos, lá se vislumbrou um ensaio de golo. Lloris iniciou uma jogada de pinball; pontapé de baliza muito longo, Kane desviou de cabeça, Son voltou a desviar de cabeça e Bergwijn ficou isolado frente a Alisson. O holandês fez quase tudo na perfeição, mas colocou o remate em demasia e acertou no poste.

Na sequência do canto cedido por Fabinho, Hojbjerg cabeceou com perigo, ligeiramente por cima da barra. Estavam feitos mais remates na segunda parte do que em toda a primeira; o único sinal positivo da equipa de Londres em toda a segunda parte.

A resposta chegou, mas passou ainda por um processo demorado de posse, criação e destabilização do posicionamento adversário. Aos 73 minutos, Curtis tocou para Mané que rodou sobre si próprio, evitou Aurier e rematou à barra.

As substituições de Mourinho passavam um claro sinal de reforço defensivo, retirando um extremo veloz e colocando outro lateral em campo – Reguilón – mantendo sempre a esperança de poder sair em contra ataque.

Tudo parecia correr de feição aos líderes da Premier League, mas, em cima do minuto 90, Firmino voltou a testar Lloris de cabeça e desta vez levou a melhor. Com uma cabeçada colocada deixou o francês pregado ao solo, o brasileiro marcou apenas o seu terceiro golo no campeonato, mas recuperou a liderança para os campeões em título.

 

A FIGURA

Hugo Lloris – O resultado esteve em discussão até aos 90 minutos – e podia ter terminado empatado – só e apenas graças às intervenções do campeão do mundo pela França. A qualidade de Lloris é sobejamente reconhecida, mas voltou hoje a prová-lo durante todo o jogo. Foram nove defesas, oito delas dentro da área – há muros e paredes mais permeáveis. Adiou o golo enquanto podia e os que sofreu pouco ou nada podia fazer.

O FORA DE JOGO

Harry Kane – O avançado inglês, capitão e uma das maiores figuras do clube londrino passou ao lado do jogo. Tentou o golo por quatro vezes, mas em nenhuma acertou na baliza de Alisson. Além das dez perdas de posse de bola e dos quatro duelos perdidos em seis disputados, Kane apareceu completamente desligado do jogo. Fruto da estratégia, de uma noite desinspirada ou de um enorme Rhys Williams, Kane não existiu no momento defensivo, excetuando as bolas paradas defensivas, e no momento ofensivo este particularmente apagado. Mais do que pólvora seca, criatividade esgotada.

 

ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL FC

Num habitual 4-3-3, Klopp viu-se obrigado a improvisar, uma vez mais, no centro da defesa. Naquele que seria o ponto mais débil da equipa de Liverpool, Fabinho foi adaptado a central e teve como companheiro Rhys Williams.

Se as ações defensivas pudessem representar um problema para esta dupla, a tração defensiva da equipa adversária tratou de lhe retirar o peso de cima e permitiu até perceber uma bela saída de bola do miúdo de 19 anos que cumpriu o nono jogo pela equipa principal do Liverpool.

Na frente, o trio habitual; Salah e Mané nas linhas tentavam combinar com Firmino, o falso ponta de lança. Se Mané passou algo despercebido na partida, muito por culpa da anormal competência de Aurier nesta partida, a outra asa do ataque esteve no polo oposto. O egípcio, além do golo, somou mais quatro remates e mostrou-se em todos os duelos, aparecendo tanto na linha, como no centro do ataque.

O Liverpool de Klopp não efetuou qualquer alteração. Fica a dúvida se seria confiança extrema nos onze que escalou de início ou falta de confiança naqueles que tinha no banco.

11 INICIAL E PONTUAÇÃOES

Alisson (7)

Trent Alexander-Arnold (6)

Rhys Williams (7)

Fabinho (6)

Andrew Robertson (7)

Jordan Henderson (7)

Georginio Wijnaldum (7)

Curtis Jones (7)

Sadio Mané (6)

Mohamed Salah (6)

Roberto Firmino (8)

SUBS UTILIZADOS

Não houve substituições

 

ANÁLISE TÁTICA – TOTTENHAM HOTSPUR FC

O que parecia à partida um 4-2-3-1, rapidamente assumiu a forma de 5-3-2 em organização defensiva e raramente se viu em processos ofensivos. A intenção de Mou era óbvia; fechar completamente os caminhos da baliza de Lloris e entregar a Son, Kane e Bergwijn as despesas da produção ofensiva em contra ataque, que haveria sempre de acontecer.

À habitual linha de quatro, o duplo pivô Sissoko-Hojbjerg desfez-se constantemente para que um deles baixasse e se juntasse aos centrais. Além disso, Lo Cleso e Bergwijn desciam para se juntar ao que sobrava, normalmente Hojbjerg, e formavam nova linha de três, muito junta da anterior. “Na frente” ficavam Kane e Son, desamparados e totalmente desligados do jogo.

O golo foi um “engano” e que nada teve a ver com tática. Lo Celso provou mais uma vez a sua genialidade no passe e Son provou novamente a sua letalidade. Se tivesse resultado, estaríamos provavelmente a falar numa exibição de extrema solidariedade defensiva, mas o golo em cima do minuto 90 trouxe justiça ao marcador e evidencia a ausência de estratégia ofensiva neste jogo por parte da equipa de Londres.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Hugo Lloris (8)

Ben Davies (6)

Eric Dier (6)

Toby Alderweireld (6)

Serge Aurier (7)

Pierr-Emile Hojbjerg (7)

Moussa Sissoko (6)

Giovani Lo Celso (6)

Heung-Min Son (7)

Steven Bergwijn (6)

Harry Kane (5)

SUBS UTILIZADOS

Lucas (5)

Sergio Reguilón (5)

Dele Alli (-)