A partir das 15h do dia 9 de dezembro de 2020, o Chelsea FC Women, sétimo posicionado do Ranking Europeu de Clubes de futebol feminino, estreia-se na presente edição da Liga dos Campeões Feminina. A estreia será patrocinada pela equipa feminina do SL Benfica, 68ª colocada do mencionado ranking, no Benfica Futebol Campus.
As águias estão também em estreia, mas absoluta, na montra europeia e vão igualmente estrear-se nas partidas em casa para a Liga dos Campeões Feminina, depois de terem batido fora de terras lusitanas o PAOK e o Anderlecht, por 3-1 e 2-1, respetivamente.
Na terceira ronda da renovada prova maior europeia – a primeira a duas mãos -, as encarnadas vão ter o mais exigente teste da sua história, por inúmeras razões, seguindo-se quatro delas.
Perante a última jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões, o FC Porto prepara a ida à Grécia para enfrentar o Olympiacos FC, um jogo que em nada muda as contas finais para os azuis e brancos, mas para os helénicos pode ser um tudo ou nada.
Se por um lado, este encontro pode servir para Sérgio Conceição dar minutos aos jogadores menos utilizados na competição, por outro, a compensação financeira em caso de vitória pode ser um aliciante extra para colocar os titulares habituais, já que os três pontos não chegam para alcançar o tão desejado primeiro lugar.
Neste momento, está em causa a continuação nas competições europeias para os gregos que, depois de perderem contra os franceses do Olympique de Marseille, podem sofrer um duro golpe nas aspirações do clube se os pupilos de André Villas-Boas consigam pontuar contra o todo poderoso Manchester City FC.
Este tudo ou nada excitante na luta pela Liga Europa pode fazer com que Pedro Martins aposte na melhor equipa possível com um 4-2-3-1 com José Sá na baliza, Holebas, Bas, Semedo, Rafinha; M’Vila, Bouchalakis; R. Vinagre, Valbuena, Masouras; Hassan.
Já Sérgio Conceição pode alinhar um 4-4-2 com: Diogo Costa na baliza; Zaidu, Mbemba, Sarr, Manafá; Grujic, Sérgio Oliveira, Fábio Vieira, Otávio; Martinez, Taremi.
A CRÓNICA: CR7 RESOLVEU E ENTREGOU O PRIMEIRO LUGAR DO GRUPO À JUVENTUS FC
Nove anos depois de ter chegado, Cristiano Ronaldo abandonou o Real Madrid CF (na temporada 2017/2018), pondo termo à maior das maiores rivalidades do futebol mundial, com Lionel Messi. Dia 8 de dezembro de 2020, quase dois anos e meio depois, os dois astros voltaram a encontrar-se no mesmo relvado, naquele que muitos consideram poder vir a ser a “última dança”. E talvez seja mesmo este o fator que mais interesse acrescentou ao jogo. Ambas as equipas estavam já qualificadas para a próxima fase e supostamente o jogo servia apenas para definir quem ficava em primeiro.
Antes do apito inicial destacavam-se a titularidade de Francisco Trincão, entrando para o lugar do lesionado Ousmane Dembelé. A outra novidade nos convocados dos catalães foi o regressado Samuel Umtiti, 161 dias depois do último jogo.
A tarefa da Juventus FC parecia complicada, mas rapidamente se percebeu que não era impossível. A Vecchia Signora entrou a todo o gás. Cristiano Ronaldo assustou aos 7 minutos de jogo e aos 12 faturou mesmo o primeiro golo da partida. Ronald Araújo, usou os braços de forma ilegal, no entender do árbitro Tobias Stieler, para travar o avançado português. CR7 não tremeu e fez o primeiro do marcador.
As debilidades defensivas do Barcelona eram evidentes e aos 20 minutos de jogo a vantagem aumentou. Aaron Ramsey rasga da esquerda para o meio, como que se de uma passadeira se tratasse, a bola chegou até Cuadrado, que cruzou com qualidade; Cristiano Ronaldo arrastou dois defesas para o primeiro poste e o médio norte-americano, Weston McKennie rematou em grande estilo para o fundo das redes. Nota artística elevada e muitas facilidades da defesa blaugrana.
Se a primeira meia hora de jogo foi de sentido único, o mesmo não se pode dizer dos últimos quinze minutos da primeira parte. A Juventus baixou as linhas e preferiu dar a bola ao adversário, aparentemente inofensivo. Termina o primeiro tempo com o 0-2 no marcador.
A segunda parte começou de forma semelhante à primeira. Aos 49 minutos, no seguimento de um canto, os italianos causaram o pânico na área adversária e depois de revisão no VAR… novo penalti para a equipa forasteira. Novamente, Cristiano Ronaldo não vacilou, fez o terceiro da equipa, e o segundo da conta pessoal.
Ronald Koeman tentou mexer na partida. Trincão saiu ao intervalo, para a entrada de Martin Braithwaite, que pouco acrescentou. Os catalães dominaram a partir do momento em que sofreram o terceiro golo, que já garantia o primeiro lugar do grupo à Vecchia Signora. Leonardo Bonucci ainda encostou a bola para o fundo das redes, contudo o VAR acabou por anular o golo ao capitão. Apesar dos 20 remates efetuados pelos espanhóis, o resultado não mais se alterou e o jogo terminou com a vitória da Juventus, 0-3.
A FIGURA
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Cristiano Ronaldo – O português era, juntamente com Lionel Messi, a grande atração da partida. Eram neles que estavam postos os olhos e eram deles de quem se esperavam golos. Ainda que a Juventus se tenha valido pela exibição coletiva, o craque não desiludiu. Jogo discreto, mas tremendamente eficaz. Dois golos através da marca de penálti, brilhantemente executados. Destaques ainda para Gianluigi Buffon, Álvaro Morata, Weston McKennie e Aaron Ramsey.
O FORA DE JOGO
FC Barcelona disparó 7 veces al arco de la Juventus. Los 7 tiros fueron de Lionel Messi. Y los 7 disparos los detuvo Gigi Buffon. Esto dice muchísimo del legendario portero italiano, de lo que luchó el 10 argentino y, sobre todo, de la alarmante situación del FC Barcelona. pic.twitter.com/ynh7s2H9Rm
FC Barcelona – Longe vão os tempos em que o Barcelona FC dominava o panorama do futebol mundial. Após a humilhante goleada por 8-2, frente ao Bayern Munique na temporada passada, a equipa catalã não mais foi a mesma. O péssimo arranque na Liga Espanhola vinha a ser compensado pelo trajeto satisfatório na Liga dos Campeões. A derrota e exibição apática desta noite, acentua uma grave crise em Barcelona, dentro e fora do campo.
ANÁLISE TÁTICA – BARCELONA FC
Ronald Koeman decidiu alinhar com o seu habitual 4-2-3-1. A estratégia do treinador holandês passou por levar os extremos para o centro do campo, de forma a permitir a subida e participação dos laterais no momento ofensivo. As incursões e combinações pelo meio entre Messi e Griezmann foram abafadas pelo miolo defensivo contrário e a equipa acabou por não conseguir criar tanto perigo quanto desejava. Lionel Messi aparecia, no papel, atrás de Antoine Griezmann. Contudo, esta sobrecarga de jogadores no meio-campo da Juventus fez com que o astro argentino tivesse de recuar no campo e apoiar Pjanić e Frenkie de Jong, no momento de construção.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Marc André ter Stegen (6)
Sergino Dest (6)
Ronald Araújo (4)
Clément Lenglet (3)
Jordi Alba (6)
Miralem Pjanic (5)
Frenkie de Jong (5)
Francisco Trincão (5)
Pedri (7)
Lionel Messi (7)
Antoine Griezmann (6)
SUBS UTILIZADOS
Martin Braithwhaite (5)
Samuel Umtiti (5)
Junior Firpo (5)
Riqui Piug (6)
Oscar Mingueza (-)
ANÁLISE TÁTICA – JUVENTUS FC
É caso para dizer que Andrea Pirlo deu um banho tático a Ronald Koeman. O treinador italiano utilizou o já recorrente 3-4-1-2 em momento ofensivo, que se transformava em 4-4-2 no momento defensivo. A equipa preferiu organizar com muita paciência a trocar a bola e atacar a profundidade no momento ideal, procurando Cristiano Ronaldo e Morata. A ganhar, os italianos souberam gerir o jogo e acabaram por controlar facilmente a partida.
Este não vai ser um artigo para falar mal de Malang Sarr, jovem defesa central que chegou ao dragão no final do mercado de verão passado proveniente do Chelsea FC, mas também não vai ser constituído apenas por elogios. Nos últimos tempos, temos visto uma crescente afirmação do central francês de 21 anos na equipa portista, o que é também uma consequência natural da ausência de Pepe.
Antes da lesão do capitão de equipa, Malang Sarr era uma aposta para o banco de suplentes e entrava em situações complicadas para segurar o resultado ou trancar o corredor esquerdo da equipa. Era titular mais para formar um sistema de três centrais, que, na minha opinião, é o sistema tático que mais exponencia as características do internacional sub-21 francês, como se viu nos dois jogos frente ao Manchester City FC.
Pepe lesionou-se e soaram os alarmes no dragão. Um “jovem” de 38 anos mostrou assim que continua a ser o líder da defensiva azul e branca e a falta que faz é inacreditável. Algo que torna esta ausência de Pepe ainda mais preocupante é o momento de forma que o central internacional português atravessava e a inconsistência defensiva mostrada pelo FC Porto esta época e que assim precisava de um líder com a experiência suficiente de anos anteriores.
Zaidu entrou este ano para o lugar de Alex Telles, sendo que Mbemba e Manafá não têm a capacidade suficiente para manter uma linha sólida à imagem do que o FC Porto precisa. Malang Sarr, apenas com 21 anos, acabou por cair no meio desta defesa com fragilidades mais que reconhecidas.
Antes de fazermos uma análise aos últimos desempenhos deste jovem jogador, é preciso recordar que não se trata de um mero defesa central sem qualquer tipo de pergaminhos. Malang Sarr é uma jovem promessa dos quadros do OGC Nice que é visto como um futuro para a seleção francesa. A prova disso é que atualmente pertence ao Chelsea FC, que o emprestou ao FC Porto para poder regressar pela porta grande a Stamford Bridge.
Sarr é um internacional pelos escalões de formação da seleção francesa e já realizou 129 jogos enquanto sénior, apesar da sua tenra idade. Não é um central goleador, mas o facto de ser um central de pé esquerdo, muito veloz e bom a construir é algo a ter muito em conta para aquilo que pode oferecer a uma equipa. Vê-se pela cara e pelas suas movimentações e energia que é um jovem autêntico. Traz uma lufada de juventude à equipa do FC Porto, mas essa juventude ainda traz alguma inconsistência exibicional em alguém de que, naturalmente, se espera muito.
Com apenas 1 metro e 82 centímetros, o que não é comum num central, Sarr não deixa de ser bom no jogo aéreo. Para além disso, permite que as equipas joguem com a defesa subida, um apanágio do futebol moderno. Daqui partimos para uma análise ao rendimento do central francês de dragão ao peito.
No passado sábado, realizou-se a anual gala da World Athletics, que distingue os melhores de cada ano no Atletismo. Apesar de ter sido um ano recheado de cancelamento, adiamentos e em que alguns atletas pouco ou nada competiram, não se pode dizer que nenhum dos nomeados tenha tido um ano fraco ou que, em circunstâncias normais, não tivesse também sido nomeado.
Atente-se aos cinco finalistas para prémio de melhor masculino do ano:
Joshua Cheptegei (Uganda): bateu os recordes mundiais dos 5.000 metros, dos 10.000 metros e ainda dos 5km em estrada.
Mondo Duplantis (Suécia): bateu o recorde mundial do Salto com Vara por duas vezes e ainda saltou o mais alto de sempre ao ar livre (o de pista coberta conta como recorde absoluto)
Ryan Crouser (EUA): Imbatível em dez competições no Peso e chegou aos 22.91m, o terceiro, igualado, a lançar mais longe na história.
Johannes Vetter (Alemanha): Venceu 8 de 9 competições no Dardo e lançou a 97.76m, o segundo maior lançamento da história e pertíssimo de um recorde que parecia impossível até há bem pouco tempo.
Kartsen Warholm (Noruega): Venceu tudo o que havia para vencer e correu os 400 barreiras em 46.87 segundos, a segunda marca mais rápida da história.
E quanto às mulheres? Falemos das cinco nomeadas:
Letesenbet Gidey (Etiópia): Bateu o histórico recorde dos 5.000 metros, que pertencia a Tirunesh Dibaba.
Sifan Hassan (Holanda): Correu a maior distância de sempre em uma hora e bateu o recorde europeu dos 10.000 metros, com a quarta melhor marca da história.
Peres Jepchirchir (Quénia): Venceu o título mundial da Meia-Maratona e quebrou por duas vezes o recorde da Meia-Maratona em provas exclusivamente femininas (1:05:16 o melhor)
Elaine Thompson (Jamaica): Venceu as sete provas de 100 metros que fez e foi líder mundial do ano em 10.85 segundos.
Yulimar Rojas (Venezuela): Não perdeu qualquer prova no Triplo e bateu o recorde mundial em pista coberta, ao saltar 15.43 metros.
Restam assim poucas dúvidas sobre a qualidade dos atletas e das performances em causa. Então, no meio de tanta qualidade, como a World Athletics escolheu?
Antes que venham já criticar, ameaçar, gritar aos sete ventos que sou de outro clube, que sou infiltrando e o diabo a sete, deviam entender a que Godinho me estou a referir.
Ah espera… É verdade que a ação de qualquer um deles na história do Sporting CP dariam motivo a indignação, mas o que me leva a querer agradecer a Luís Godinho não são os lances em que errou na avaliação. Ou talvez seja. Passo a explicar.
O árbitro do jogo, em Famalicão, conseguiu o que já há muito não se via numa equipa de futebol do Sporting CP: uma união entre todos os jogadores e uma aparente motivação conjunta para ultrapassar todas as dificuldades que se avizinham (tirando quando se juntaram para escrever um comunicado contra um determinado presidente do clube).
Vimos Neto a criar um hashtag imediatamente adoptada pelo universo leonino e muitos dos seus colegas. Vimos jogadores a assumir erros individuais e até respostas certeiras a tentativas de piadas vindas de ex-jogadores de uma equipa do Norte. Adán foi eficaz na resposta (também o poderia ter sido a lançar-se à bola no primeiro golo e a colocar a posição da barreira no segundo. É só um preciosismo). No fundo, vimos os jogadores todos a defenderem o clube que representam, como deveria ser sempre.
Ou seja, Luís Godinho conseguiu unir ainda mais uma equipa que já se mostrava unida e permite agora ao treinador do Sporting CP capitalizar este doping extra. E, reconhecendo minimamente a inteligência comunicativa do nosso treinador, com certeza conseguirá pegar neste episódio aparentemente negativo para a equipa num motivo para que os jogadores entrem em campo mais unidos a lutar por um objetivo comum. Lutar por quem tenta destruir o seu trabalho dentro das quatro linhas.
Luís Godinho foi alvo de críticas no término da partida de sábado que opôs FC Famalicão e Sporting CP Fonte: Bola na Rede
Luís Godinho tem ainda o mérito de fazer com que o nosso presidente aparecesse a defender o clube com unhas e dentes. A forma de passar a mensagem não terá sido a mais eficaz, mas sabemos das dificuldades de comunicação do Presidente Varandas. No entanto, neste caso, o que interessou foi mesmo a atitude. E convenhamos, só Luís Godinho consegue esta reação do nosso líder. E não estou a defender que Varandas tivesse total razão ao dizer que o último golo tivesse sido mal invalidado, até porque nas entrelinhas admitiu que haveria motivo para invalidar apesar de precisarem de ir ao milímetro procurar motivo para isso.
Parabéns, Ogier e parabéns, Toyota! O piloto Sébastien Ogier, excecional, e Julien Ingrassia (co-piloto) garantiram em Monza o sétimo título no Mundial de Ralis. Sete títulos com três equipas distintas é, de facto, um feito e é certo que o prémio está em boas mãos. Num ano completamente distinto, (apenas sete ralis, devido aos diversos cancelamentos e todas as restrições e medidas de segurança resultantes da pandemia de coronavírus) ao lado de Ingrassia, ganhou o WRC pela sétima vez em oito anos e pode agora somar a edição de 2020 a 2018, 2017, 2016, 2015, 2014 e 2013, após 9 anos de hegemonia de Sebastien Loeb.
Elfyn Evans chegou à última prova com um avanço de 14 pontos mas um percalço (saída de estrada) do piloto impediu que festejasse no primeiro do pódio.
Foi claramente uma desilusão extrema para Evans. O galês apresentou uma prestação regular e teve uma época em que consolidou sempre a sua posição na época. Há quem desejasse que fosse o piloto a concluir a proeza de segurar na taça que consagra a vitória. Esta não lhe passou pelas mãos devido ao seu acidente, saindo de estrada numa zona em que “a aderência da mistura de neve, gelo e asfalto mudou repentinamente”. O acidente aconteceu após um salto que o obrigou a capotar e que o forçou a desistir por motivos de saúde. O piloto ainda completou a quarta especial (do acidente) e a super especial seguinte, mas não foi capaz de se recuperar do incidente nas colinas invernais acima de Monza, o que o colocou fora da disputa.
No entanto… Ogier aproveitou da melhor maneira o incidente de Evans no sábado.
Involuntariamente, o piloto galês entregou o controlo da prova a Ogier, que acabou por liderar até final. O francês ainda apanhou um susto na Power Stage que deixaria qualquer um com o coração nas mãos, quando as escovas do limpa para-brisas do seu carro (Yaris WRC) deixaram de funcionar, o que dificultou a visibilidade em condições meteorológicas bastante difíceis.
— WRC – FIA World Rally Championship (@OfficialWRC) December 6, 2020
Ogier começou o rali na sua calmaria prudente e chegou a estar, inclusive, em quarto lugar da geral e em terceiro lugar no final do primeiro dia de prova. O Rali de Monza, ganhou-o com um tempo de 2h15m51s deixando imediatamente a seguir de si, Ott Tanak (Hyundai i20) e em terceiro ligar a 13.9s o espanhol Dani Sordo (Hyundai i20) em terceiro, a 15.3s.
Adquiriu vantagem e passou para primeiro no primeiro troço do dia perante as penalizações de Dani Sordo e Esapekka Lappi. Ogier ainda viria a perder a liderança para Sordo mas recuperou-a e manteve-a até ao final. Na PE11, “quando se apercebeu da saída de estrada de Evans, mudou por completo a sua condução, nada arriscando até ao fim do rali.”
Thierry Neuville não deu grande “luta”. A P4 foi o seu fim. Neuville bateu numa barreira e danificou o seu Hyundai i20 WRC. O carro acabou por precisar de ajuda para sair do troço depois de ter passado por uma zona de água em que o carro não ligou mais. O belga, vencedor do Rali de Monte Carlo, não conseguiu ser consistente nas suas prestações: desistiu na Estónia perante outro incidente, segundo lugar na Sardenha e segundo lugar em terras turcas.
Ott Tänak (Hyundai) terminou o Rali de Monza em terceito lugar e sem grande chance de obter o título. O grave acidente do Rali de Monte Carlo fê-o começar da pior forma. Sagrou-se campeão no seu país e obteve o segundo ligar no México e um segundo lugar na Suecia. Os seus piores resultados foram em Itália e na Turquia com sexto e 16.º lugares respetivamente. O que fez, não foi suficiente.
Dani Sordo (Hyundai i20) fez notar que é “um piloto que ainda merecia um programa a tempo inteiro”. O espanhol de 37 anos concluiu, na liderança, a primeira etapa do Rali. Nos três ralis em que participou , desistiu no México, venceu na Sardenha e foi segundo em Monza.
Por fim, parabéns à Hyundai! Colocou dois carros (Hyundai i20 Coupé WRC) em vitória e assegurou o título de fabricantes pela segunda vez na sua história O primeiro título foi conquistado em 2019, superando a Toyota por cinco pontos.
What a #SeasonFinale! 🤯 In case you missed it, relive all the action and drama of #WRC‘s 2020 final event:
Parece que Isaiah Thomas não joga há anos. A sua última paragem foi com os Washington Wizards, onde teve bons desempenhos, apesar do seu papel limitado. Thomas continuou a ser mau na parte defensiva do jogo e parecia um pouco lento quando jogava, apesar do seu lançamento de triplo ter melhorado.
Jogadores nos últimos 20 anos com mais pontos marcados no 4° quarto:
Thomas é um jogador de baixo risco, mas de alta recompensa. Se conseguir ficar saudável, pode desempenhar um papel útil na maioria das equipas, especialmente nas que procuram competir por um lugar nos playoffs.
Desta forma, vou apresentar os três melhores cenários para Isaiah Thomas. Nestes destinos, o base de 31 anos seria capaz de reviver a sua carreira e provar ao resto da NBA o porquê de ser um dos jogadores mais entusiasmantes que a liga tem para oferecer!
Que Agustín Marchesín já se tornou dono da baliza portista isso já se sabe. No jogo do FC Porto, frente ao Manchester City, a contar para a Liga dos Campeões, percebe-se o porquê. Mas nem só de um jogo sobrevive um guarda-redes. E Marchesín que o diga, pois tem mostrado a cada jogo de dragão ao peito o porquê de terem investido nele. O argentino de 32 anos totaliza 54 partidas pelo FC Porto nas quais sofreu 49 golos e, pelo meio, fez inúmeras defesas vistosas.
Se olharmos para o leque de guarda-redes dos últimos dez anos no FC Porto chegamos à conclusão de que apenas três se conseguiram impor no clube. Helton, Iker Casillas e, agora Marchesín, podem ser considerados os três grandes “porteiros” do Estádio do Dragão na última década, tendo em conta o número de jogos e a consistência que apresentaram ao longo do tempo.
Contudo, Marche é ainda o quarto guarda-redes da última década com a melhor média no plantel portista (0,91 golos sofridos por jogo). Quarto, porque Fabiano Freitas, que chegou a fazer a temporada de 2014/2015 como dono da baliza, tem 49 golos sofridos em 73 jogos, perfazendo um total de 0,67 golos sofridos a cada jogo. Porém, realçar que muitos deles foram a contar para as taças internas, em jogos em que o FC Porto encontrou adversários de escalões inferiores. Helton, lenda da baliza azul e branca, vem logo a seguir a Fabiano com 0,70 golos sofridos por jogo enquanto que Casillas conquista o terceiro lugar do pódio, com 0,74 golos sofridos por jogo.
🎙 Marchesín: “Estou contente porque conseguimos um ponto importante. Completámos um objetivo importante e saímos com a satisfação de termos conseguir o que queríamos”#FCPorto#FCPMCFC#UCLpic.twitter.com/rp4L8lSJlS
No entanto, a verdade é que a média de golos sofridos por jogo acaba por ser influenciada pela qualidade (ou falta dela) da defesa que a equipa tem. Neste momento, Marche, em 13 jogos realizados nesta temporada tem 29 remates defendidos, o que lhe dá uma média de 2,2 defesas por partida. Mas, pelo que é possível ver nos jogos em que o FC Porto disputa os três pontos até à última, o guardião argentino é muitas vezes decisivo no resultado ao evitar, de forma quase impossível para um mero mortal, o golo da equipa adversária.
A flexibilidade, a rapidez nos reflexos e a coragem distinguem Marche de tantos outros guarda-redes que já passaram pelo FC Porto. Tem ainda a melhorar o jogo de pés, que o comprometeu na temporada passada frente ao FC Famalicão, sendo que foi episódio único até à data. Com 32 anos e sabendo que os guarda-redes conseguem competir até mais tarde, o FC Porto pode ter em Marchesín uma segurança na baliza para muitos mais anos.
Há muito que o futebol português está dividido em dois campeonatos distintos, dentro de um mesmo. Sport Lisboa e Benfica, Futebol Clube do Porto e Sporting Clube de Portugal são, devido à sua maior capacidade financeira, conhecidos como os três grandes, e acabam por terminar o ano nos três lugares cimeiros da tabela classificativa, apesar de um ou outro deslize como aconteceu na época transata no caso dos Leões. Do outro lado estão todas as restantes equipas que, apesar da qualidade que possam ter, lutam por objetivos diferentes que não impliquem o título de campeão.
Ainda assim, quem acompanha o futebol nacional sabe que nos últimos anos o Sporting Clube de Braga tem entrado em discussões mais acesas por esses lugares ocupados pelos três grandes, ainda que a disputa do título seja sempre uma miragem. Qualidade nos seus ativos já mostrou que tem, essencialmente de há duas épocas para cá, bem como capacidade de competir na Europa. Falta, no entanto, dar esse passo em frente e começar a materializar toda a qualidade que apresentam dentro das quatro linhas para podermos começar a falar em “quatro grandes” do futebol português.
Por enquanto, permanecemos apenas com estes três, mas desengane-se quem pensa que o campeonato se resolve apenas nos jogos entre eles e que todos os outros são meros passeios que acabam por dar a vitória sempre para o mesmo lado. Cada vez mais temos o prazer de ver equipas com muita qualidade no nosso campeonato que, apesar da evidente inferioridade a todos os níveis, acabam por tirar muitos pontos aos grandes.
É neste âmbito que hoje fazemos referência a alguns desses jogos, apresentando os cinco jogadores carrascos dos três grandes, que se destacaram por marcarem com alguma frequência a estas equipas de calibre bem superior. A tendência é, como será visível, apresentar jogadores do SC Braga que, por ser claramente o quarto na hierarquia, faz muitos golos em qualquer jogo. Ainda assim, há muitos atletas de outros clubes que não cabem nesta lista mas cujos golos foram igualmente determinantes nas histórias dos jogos em questão.