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Lusitano FC 0-2 CF Canelas 2010: Nortenhos mantêm registo 100% vitorioso

A CRÓNICA: LUSITANO SEM IDEIAS, CANELAS APROVEITOU AS FALHAS

Um duelo de extremos com o lanterna vermelha da Série D do Campeonato de Portugal, o Lusitano FC de Vildemoinhos, ainda sem vitórias, a receber o líder invicto da competição, o CF Canelas 2010.

O jogo começou com as equipas a dividirem a posse de bola e o controlo de jogo, mas longe das duas balizas. Só aos dez minutos, houve o primeiro remate e primeira oportunidade de golo e para o lado dos visitantes. Saldanha cruzou e a bola se não fosse Ruca a bola para a frente, ela tinha ido para a baliza. Na sequência, Fábio Rola chutou para uma defesa a dois tempos do guarda-redes do Lusitano.

O Canelas passou a mandar mais no jogo, mas as oportunidades só voltaram a surgir no último quarto de hora da primeira parte. À passagem da meia hora, Onyeka rematou contra um defensor do Lusitano e a bola sobrou para Fábio Rola, que já dentro da área rematou rasteiro para defesa fácil de Ruca. O golo para o líder da competição acabaria por surgir já à beira do intervalo. Chico marcou o livre ainda perto do meio campo para a área e Rafa Silva, na tentativa de aliviar a bola, cabeceou para dentro da baliza, aos 42 minutos.

O Lusitano iniciou a segunda parte com mais posse de bola, num domínio aparentemente consentido pelo Canelas. Braz entrou para reforçar o ataque da equipa da casa, mas sem haver nenhum perigo para a baliza de Raphael Mello.

À medida que os minutos foram passando, o Canelas voltou a ter mais posse de bola e a avançar no terreno. Aos 62 minutos, num cruzamento quase perfeito de Saldanha, o recém-entrado Alex Tank respondeu com um cabeceamento no coração da área. Ruca teve de se esticar para defender a bola junto ao poste esquerdo da baliza.

O segundo acabaria por chegar através de uma grande penalidade. Atrapalhação na defesa do Lusitano, com a bola ressaltar e a sobrar para Francisco Sousa que isolado dentro da área é derrubado, segundo o árbitro. Bola para um lado, guarda redes para o outro, Alex Tank converteu o penalti e tornou a vantagem mais confortável dos visitantes, aos 64 minutos.

O melhor que o Lusitano conseguiu fazer foi fazer o primeiro remate, num livre em zona frontal junto à grande área, com Hélder Rodrigues a rematar rasteiro para defesa incompleta de Raphael Melo.

Mesmo nos últimos minutos mais avançado no terreno de jogo, a equipa de Vildemoinhos não conseguiu criar perigo e foi o Canelas quem mais perto esteve do terceiro, na sequência de um contra-ataque. Os da casa acabariam mesmo por ficar reduzidos a dez, pela expulsão por vermelho direto de Rafa Silva, aparentemente por palavras ao árbitro.

Vitória justa para o Canelas, que conta com cinco vitórias em cinco jogos. Já o Lusitano mantém-se em último lugar da série D, com apenas um ponto conquistado.

 

A FIGURA

Goloooo Chico

Publicado por C.F. Canelas 2010 em Domingo, 15 de novembro de 2020

 

Francisco Sousa – Não foi pelo seu lado que o ataque do Canelas recorreu a maioria das vezes, em especial no primeiro tempo. No entanto, o extremo esteve nos dois golos do Canelas e não se escondeu do jogo. Bombeou para dentro da grande área, o livre que levou ao primeiro golo da partida e foi ele que sofreu a falta para a grande penalidade que deu o segundo.

O FORA DE JOGO

CAMPEONATO DE PORTUGAL – ÉPOCA 2020/2021
“Luís Almeida, o herói da 1ª manutenção no Campeonato de Portugal, está de…

Publicado por Lusitano Futebol Clube em Sexta-feira, 29 de maio de 2020

 

Luís Almeida – Presa fácil no ataque para a defesa do Canelas, acabou por nem sequer se aproximar da baliza adversária com bola. Acabou por fazer autogolo, num lance que tentou aliviar a bola para a linha de fundo e introduziu-a na baliza. Ficou nos balneários ao intervalo.

 

ANÁLISE TÁTICA – LUSITANO FC DE VILDEMOINHOS

Rogério Sousa apostou no 4-4-2 com Luís Almeida e Anael, na frente, sem uma referência ofensiva, e apostando na rapidez de ambos. Na segunda parte a perder, o treinador apostou em Braz, para o e transformou o esquema tático em 4-3-3. Hélder Rodrigues que estava recuado no meio campo avançou no terreno, ficando no lado direito e juntou-se a Anael, pela esquerda, e Braz, no ataque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ruca (6)

Gonçalo Lixa (6)

Leo Dias (5)

Raphael Almeida (5)

Rafael Silva (5)

 Adilson (6)

Mauro (5)

Landry (5)

Anael (6)

 Hélder Rodrigues (6)

Luís Almeida (5)

SUBS UTILIZADOS

Braz (6)

Calico (6)

Jack (-)

Tiago Almeida (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CF CANELAS 2010

Tiago Margarido apostou num 4-3-3, com Francisco Sousa, do lado esquerdo, Onyeka, pelo centro, e Fábio Rola, pela direita. Os visitantes atacaram, principalmente, pelo lado direito, na primeira parte, usando muito as combinações entre Ruben Saldanha e Fábio Rola. Na segunda parte, Tank entrou para o lugar de Onyeka, mas a estrutura não mudou.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Raphael Mello (6)

Luís Simão (7)

Leo Araújo (7)

Nando (7)

Vítor Fonseca (7)

Zid (7)

Saldanha (8)

Samu (7)

 Onyeka (6)

Fábio Rola (7)

Francisco Sousa (8)

SUBS UTILIZADOS

 Alex Tank (7)

Mohamed (6)

Bruno Costa (6)

Balanta (6)

Emerson (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Lusitano FC de Vildemoinhos

BnR: À partida, o Lusitano pretendia dar a iniciativa do jogo ao adversário, apostando no contra-ataque?

Rogério Sousa: Nós quisemos disputar o jogo. Sabíamos que o Canelas está com bastante confiança, está em primeiro. Era um jogo do primeiro contra o último e tínhamos de ter algum respeito. A posse de bola, parece que não foi por aí. O Canela teve alguma posse, mas parece-me que não tenha criado grandes situações de perigo. O jogo foi um bocadinho dividido na primeira parte. Nós não críamos muito, mas eles também não criaram.

O [primeiro] golo foi pura sorte. Não fizeram muito por isso. Meteram a bola na área e os nossos jogadores é que acabaram por fazer o golo. Por isso, não me parece que nós tenhamos dado muito espaço. Agora, sabemos que quem vai em primeiro, tem bastante confiança e sabíamos que, com bola, tem muito mais confiança do que nós. Penso que isso é normal.

CF Canelas 2010

BnR: O Canelas atacou, principalmente, pela direita, em especial na primeira parte. O objetivo era aproveitar as fragilidades do Lusitano, por esse lado?

Tiago Margarido: Nós tínhamos uma estratégia do jogo que era entrar mais pelos corredores. Daí a sensação de na primeira parte temos atacado pelo lado direito, mas depois, na segunda parte, não se verificou tanto. Alternámos mais pelo lado esquerdo e, depois também surgiu o penalti. O objetivo do jogo foi explorar os corredores, sem dúvida.

GP Valência: A coroação de Joan Mir

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A CORRIDA: A VITÓRIA SOBERBA DE FRANCO MORBIDELLI

Depois de um fim-de-semana onde o italiano da Petronas dominou por completo: desde a primeira sessão de treinos livres até à vitória final deste domingo em Valência. Superando a oposição de Jack Miller, que ficou perto da vitória.

Este deveria ser um texto sobre a corrida do grande prémio da Comunidade Valenciana, mas fez-se história no circuito Ricardo Tormo e este texto será, essencialmente, sobre a história de amor entre a Suzuki e Joan Mir que termina com a coroação do piloto espanhol como campeão do mundo em 2020 – 20 anos depois do último título conquistado por Kenny Roberts JR aos comandos da Suzuki.

O maiorquino tornou-se no herdeiro de Marc Márquez ao conquistar o seu primeiro título de campeão do mundo na classe rainha do mundial de motociclismo – em 2017 tinha sido campeão em Moto3, com apenas 23 anos. Mir tornou-se no segundo piloto mais jovem a sagrar-se campeão mundial, depois de Nicky Hayden. Já que o maiorquino está há apenas cinco anos no mundial de motociclismo e há dois na categoria rainha.

É importante recordar que Joan #M1R, após 3 corridas disputadas, estava em décimo quarto na classificação geral e com 48 pontos de desvantagem para o primeiro lugar, mas nas nove corridas seguintes subiu ao pódio por sete vences e venceu uma corrida no passado fim de semana no GP da Europa – também disputado no circuito Ricardo Tormo.

A prova de hoje pode resumir-se muito facilmente, já que Franco Morbidelli saiu da pole position e assumiu a liderança da prova – perseguido por Jack Miller que deu o ar da sua graça nas duas últimas voltas e quase roubava a terceira vitória da temporada ao piloto da Petronas Yamaha SRT. Uma autêntica luta frenética de ultrapassagens que quase nos deixou sem folêgo.

Lá atrás, estava Joan Mir que saiu da décima primeira posição da grelha de partida com apenas um único pensamento: conseguir o máximo de pontos possíveis, porque o título de campeão do mundo estava ali ao virar da esquina. Bastava ao piloto espanhol fazer aquilo a que nos habitou neste louco 2020: ser consistente, não acusar a pressão e ser o mais forte mentalmente.

O título de campeão ficou ainda mais perto depois de Fabio Quartararo cometer um erro logo na primeira volta e ser ultrapassado por todo o pelotão. No entanto, o piloto francês ainda conseguiu recuperar algumas posições, mas voltou a errar e a gravilha foi o destino final de Quartararo, levando consigo as remotas hipóteses de vencer o título de campeão mundial desta temporada.

O pódio ficou fechado depois da queda de Takaaki Nakagami, enquanto tentava ultrapassar Pol Espargaró. O piloto da KTM terminou na terceira posição e conquistou o seu 5º pódio esta temporada.

Por outro lado, o piloto português Miguel Oliveira teve um excelente ínicio de prova, tendo recuperado cinco posições logo no arranque da corrida. Conseguiu manter-se no top 5 durante grande parte da prova, acabou por perder algum ritmo, mas ainda assim conseguiu terminar o GP de Valência no sexto lugar.

Foto de Capa: Suzuki Ecstar

SL Benfica | Buscas da Polícia Judiciária até quando?

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A Unidade de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária realizou na passada segunda-feira (9/11) buscas no Estádio da Luz e em Ponta Delgada, nas sedes das SAD do SL Benfica e do CD Santa Clara, num processo que envolve negócios por três jogadores líbios que passaram por Portugal, mas também suspeitas de corrupção no caso Mala Ciao, segundo avançou a Sábado e confirmou o Ministério Público.

Das 29 buscas, oito são domiciliárias: uma a uma fundação; seis delas a instalações de três sociedades desportivas; nove a outros tipos de sociedade; três a dois clubes desportivos; e outras duas a dois escritórios de advogados.

A PGR esclarece que “nos inquéritos investigam-se factos suscetíveis de integrarem crimes de participação económica em negócio ou recebimento indevido de vantagem, corrupção ativa e passiva no fenómeno desportivo, fraude fiscal qualificada e branqueamento.”

“Nos inquéritos investigam-se factos suscetíveis de integrarem crimes de participação económica em negócio ou recebimento indevido de vantagem, corrupção ativa e passiva no fenómeno desportivo, fraude fiscal qualificada e branqueamento. Estão em causa negócios de diversa natureza, todos relacionados com o futebol profissional e relativos, nomeadamente, a contratos de parceria de cooperação financeiro-desportiva e respetivos aditamentos bem como a acordos de alteração de contrato de parceria. Investigam-se ainda a aquisição dos direitos desportivos e económicos dos jogadores por parte de clubes nacionais de futebol, empréstimos concedidos a um destes clubes e a uma sociedade desportiva por um cidadão de Singapura com interesses em sociedades sediadas nas Ilhas Virgens Britânicas e a utilização das contas do mesmo clube e de outro, para a circulação de dinheiro”, adiantou.

Estão em causa, acrescenta a nota da Procuradoria-Geral da República, “negócios de diversa natureza, todos relacionados com o futebol profissional e relativos, nomeadamente, a contratos de parceria de cooperação financeiro-desportiva e respetivos aditamentos bem como a acordos de alteração de contrato de parceria.”

Luís Filipe Vieira é um dos principais visados das buscas
Fonte: SL Benfica

De acordo com a TVI, Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, é um dos principais visados desta operação, liderada pelo juiz Carlos Alexandre, sob suspeita de crimes como corrupção desportiva. Outro dos suspeitos é Paulo Gonçalves, antigo braço direito de Vieira, que saiu do Benfica quando foi acusado no processo “E-toupeira”, mas continua a fazer negócios com o clube.

Esta é já a nona visita da Polícia Judiciária ao Estádio da Luz no âmbito de alegados processos de corrupção que envolvem Luís Filipe Vieira e, por conseguinte, o Sport Lisboa e Benfica. Após uma semana desastrosa a nível desportivo – com nove golos sofridos em três jogos, com a agravante de se ter perdido os dois jogos do campeonato -, o clube, que conta já com 116 anos de uma história gloriosa, vê, mais uma vez, o seu bom nome arrastado pelas ruas da amargura devido à conduta dúbia de quem está ao seu comando.

«Se me perguntares se gostava de integrar a equipa técnica de um Guardiola, Klopp, Zidane… Quem é que não gostava?»- Entrevista BnR com Silvino Louro

Filho de Setúbal, Silvino Louro nasceu e cresceu para o futebol ao lado de casa. Mas, ao contrário de tantos conterrâneos, partiu, ainda jovem, das margens do Sado, decidido em escrever o seu destino à sombra de outras redes. No Benfica, tornou-se “capitão” e símbolo – defendendo até a baliza das águias nos dois últimos capítulos da lenda criada pela língua comprida de Béla Guttmann. As voltas que a vida dá levaram-no, mais tarde, ao FC Porto – e essas imagens de dragão ao peito continuam, hoje, a dividir opiniões (e a provocar fissuras no pedestal que ocupa, por direito próprio, no Panteão benfiquista). Como treinador de guarda-redes de José Mourinho alcançou o topo do mundo. Venceu o que havia para vencer. Agora, na sua casa, em Madrid, Silvino Louro olha desconfiado pela janela para uma cidade “refém” da doença e da morte. E enquanto deixa o tempo correr, devagarinho, junto de quem mais gosta, “puxa” pela memória para recordar os dias de glória como jogador de luvas grossas nas mãos. E como treinador de excelência. Lembra os momentos e os amigos que foi somando durante todos estes anos. Com saudade. Às vezes com alegria, outras com tristeza. Fê-lo, esta tarde, na companhia do Bola na Rede. A conversa, essa, foi esta que aqui partilhamos – mas podia ser ainda muito mais. Silvino Louro tem passado, presente e futuro.

«Com o Fernando Santos, no FC Porto, e depois com o José Mourinho estes anos todos conquistei 28 títulos. É importante não deitar tudo a perder agora, indo para um projeto que não vai dar em nada»

 

Bola na Rede: Olá, Silvino. Como é que se vive em Madrid nesta fase? Com estes números da pandemia, todas as restrições…

Silvino: Não é nada fácil. Mas já foi bem pior, principalmente em abril.

Bola na Rede: Nessa altura, a situação em Espanha era mesmo dramática…

Silvino: Sim, sim. E senti muito medo. A partir de março, contam-se pelos dedos das mãos as vezes que saí de casa… Não arrisquei durante quatro meses. Era só mesmo para ir comprar pão ou fruta, por um minuto, e voltava logo para casa. E mesmo nas lojas, se estivesse lá uma pessoa que fosse, preferia esperar cá fora, e só depois de a loja estar completamente vazia é que entrava.

Bola na Rede: Os números da pandemia na altura impunham respeito…

Silvino: Muito. Em Portugal, havia 100/120 novos infetados e cinco/seis mortos. Em Madrid? Estamos a falar de 10, 12 ou 15 mil novos infetados e 600, 700, 900 mortos… chegaram a morrer mil pessoas num único dia…Eu acordava, via estes número, e pensava: “Espera aí! Não saio de casa! Não vamos sair!”… Felizmente, não aconteceu nada até ao momento. Nem a mim, nem à minha família.

Bola na Rede: E a nível profissional, como é que se vive este período e este contexto? Ainda por cima sem estares a trabalhar numa equipa… Como é que te manténs ligado ao futebol e te manténs atualizado?

Silvino: Atualizado mantenho-me desde que deixei de trabalhar, no dia 14 de dezembro de 2019. Nós quando estamos no ativo não temos muito tempo para pensar. Só nos preocupamos com o jogo seguinte, com a forma como a equipa adversária joga, como jogam os seus jogadores mais importantes, como executam as bolas paradas: os cantos, os livres, os penáltis… Não há tempo para mais nada. Neste momento, posso estudar, melhorar, trabalhar a vertente do treino… até porque, hoje, o papel de um guarda-redes numa equipa mudou completamente. Um guarda-redes joga de forma totalmente diferente do que jogava há dois ou três anos… e é preciso acompanhar isso.

Bola na Rede: Que diferenças são essas?

Silvino: Um guarda-redes, antes, só defendia bolas. Hoje, tem essencialmente de ser mais um jogador que sabe jogar bem com os pés. Basta ver como jogam a maior parte das grandes equipas, que começam o processo ofensivo a partir de trás. E para os treinadores poderem fazer isso têm obrigatoriamente de ter guarda-redes com bons pés. Todas as grandes equipas jogam agora assim. Começou com o Barcelona, mas o Tottenham do José Mourinho também já joga assim. O Liverpool, Manchester City, Manchester United, Real Madrid… E isso é a prova evidente que os treinadores dessas equipas têm confiança nos seus guarda-redes com a bola nos pés. Mas para isso, é preciso trabalhar, trabalhar muito.

Bola na Rede: E como manténs a forma física? Isso também é essencial para um treinador…

Silvino: Lógico! Isso tem de se fazer sempre. Estive nos últimos três meses na terra da minha mulher [Mellilla], só regressei na semana passada. A situação da pandemia lá está mais tranquila. O condomínio onde vivíamos tinha um ginásio para onde ia trabalhar todos os dias. Depois, comprei uma bicicleta e fazia 50 quilómetros todos os dias… colocava os fones, música a tocar e fazia pelo menos duas horas e meia de bicicleta todos os dias.

Bola na Rede: Então estás em forma?

Silvino: Estou. Eu também não sou pessoa de engordar. Só peso um quilo e meio a mais desde o tempo em que jogava.

Bola na Rede: Há ex-jogadores que até dizem que não conseguem deixar de pensar como jogadores. Também és assim? Ainda tens essa “cabeça” de jogador?

Silvino: Não, não, não (risos). É impossível… Tenho 61 anos. É preciso ter cuidado (risos). Às vezes convidam-me para jogar, mas já nem vou para a baliza, jogo só lá na frente… só vou para a baliza se o guarda-redes for muito mau (risos). Mas agora com esta situação [da pandemia] há muito tempo que não faço isso.

Bola na Rede: Continuas a estudar, estás em forma… Mas o teu último projeto foi o Manchester United, de onde saíste em dezembro do ano passado… Entretanto, depois disso, saíste da equipa técnica do José Mourinho e já não o acompanhaste para o Tottenham, mas já lá vamos. Para quando um regresso ao ativo? Tens tido convites?

Silvino: Olha, apareceu-me um convite da China… não quis ir. Depois, apareceu-me um convite do Catar… também não quis ir. Na época passada, fui convidado pelo Leganés, que estava na Liga espanhola, mas que depois acabou por descer, mas também não aceitei.

Bola na Rede: Mas sempre para ser treinador de guarda-redes? Liderar um projeto está fora de hipótese?

Silvino: Está, está… nada de ser treinador principal, isso nunca. É lógico que também tenho as minhas ideias, derivado aos meus anos como jogador e treinador, sei ver essas situações, mas prefiro estar ligado à área especifica de guarda-redes, que é a que mais entendo e tenho mais prazer em trabalhar.

Bola na Rede: Mas esses convites da China e do Catar deviam ser muito bons financeiramente… Também rejeitaste uma equipa da Liga espanhola… O que é que estás à procura?

Silvino: Essa resposta é muito fácil. Para aceitar um projeto tenho de saber com quem vou trabalhar, quem são as pessoas, se são competentes e sérias, e também tenho de saber aquilo que o clube quer. Quando já se tem algum prestígio não podemos aceitar qualquer coisa, não é? Temos de perceber que aquilo que já fiz, ao longo dos anos, foi feito com muito suor, sofrimento, lágrimas… Com o Fernando Santos, no FC Porto, e depois com o José Mourinho estes anos todos… conquistei 28 títulos… É importante não deitar tudo a perder agora, indo para um projeto que não vai dar em nada. Portanto, depende do projeto e das pessoas. E é isso que estou à espera, e até tenho a certeza que dentro de pouco tempo estarei no ativo…

GP Turquia: E já são sete para Lewis Hamilton

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A CORRIDA: SAUDADES DOS PÓDIOS, SEBASTIAN?

Nove anos depois, o Intercity Istanbul Park apresentou-nos uma corrida extravagante, emocionante e molhada até ao final. Com Lance Stroll (Racing Point) a sair da pole position, foi o «inesperado» Lewis Hamilton (Mercedes) que conseguiu a vitória, com Sergio Perez (Racing Point) e Sebastian Vettel (Ferrari) a acompanhar no pódio.

O arranque não poderia ter sido mais «calmo» e desastroso, ao mesmo tempo. Com os Racing Point a fugir para o 1-2, e a deixar Max Verstappen (Red Bull) para trás, Daniel Ricciardo (Renault) bate no colega de equipa, Esteban Ocon, para provocar o pião e o pânico, não só no francês, mas também em Valtteri Bottas (Mercedes) que, a partir de nono lugar, não consegue fazer mais do que um 14.º lugar, mostrando uma corrida pobre, em relação ao colega de equipa.

Já Lewis Hamilton (Mercedes), teve uma reação fantástica. A sair de sexto lugar, aos poucos foi conquistando os lugares mais altos, e também o facto de não chover, contribuiu para o sucesso do piloto britânico.

Não só isto ajudou, mas também o facto da Racing Point ter errado na estratégia de Lance Stroll que, depois de ter estado cerca de 30 voltas na liderança, e, no final, uma paragem nas boxes deitou a perder a que poderia ter sido a primeira vitória da era Racing Point. Porém, nem tudo é mau, visto que não fizeram o mesmo com Sergio Perez, e, assim, o mexicano conseguiu o segundo lugar.

A Ferrari esteve à altura do desafio. A começar fora dos pontos, ambos tiveram uma corrida deliciosa, em que Sebastian Vettel, mesmo na última curva, consegue ultrapassar o colega de equipa e ficar no último lugar do pódio. Mas que boost para o piloto alemão.

Para os lados da Red Bull, finalmente uma corrida bem conseguida de Alex Albon, em que, apesar do sétimo lugar, sempre demonstrou grande empenho apesar das condições. Já Max Verstappen, muitos erros e «piões» não ajudaram o piloto holandês, que esteve perto do pódio, e apenas se qualificou em sexto lugar.

A McLaren consegue pôr os dois carros para os pontos, com Carlos Sainz em quinto, e Lando Norris em oitavo. Já a Renault, corrida difícil logo no início, com apenas Daniel Ricciardo num décimo lugar, e Esteban Ocon no 11.º lugar.

Desistências, tivemos um dia não para a Haas, pois os dois pilotos acabam por abandonar, bem como Nicholas Latifi (Williams) e Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo).

Em suma, o GP da Turquia classificou-se como uma corrida emocionante, cheia de «piões» e sem grandes desastres, mas a verdade é que, neste cenário, muitos “e se” ficaram por responder, nomeadamente, no que toca às estratégias das equipas.

O que não ficou por responder em terras turcas foi o título de campeão do mundo, que, mais uma vez, vai para Lewis Hamilton, e declara assim a igualdade de títulos com Michael Schumacher, fazendo, mais uma vez, História na modalidade.

Nas últimas rondas, teremos duas corridas em Bahrain e uma em Abu Dhabi, que deverão decidir os best of the rest de cada categoria (pilotos e equipas).

Foto de Capa: Mercedes AMG-F1

Sporting CP | João Mário: Cérebro dentro e fora de campo

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Acredito que a maior parte dos adeptos e sócios do Sporting CP tenham ficado deliciados com o regresso de João Mário à casa que o lançou para o mundo do futebol. Os mais pessimistas afirmavam que não seria o mesmo que foi antes de sair do clube para Itália, mas a verdade é que a forma é temporária e a qualidade é permanente. Apesar de não estar no melhor momento em termos de forma física, o médio da equipa leonina transborda qualidade e perfume no miolo e está a conseguir levar a equipa para outro patamar. 

Para além da qualidade dentro do campo, João Mário também oferece experiência e mentalidade vencedora a uma equipa muito jovem e que necessita de crescer competitivamente. Acredito que os jovens que temos na equipa principal se revejam em João Mário pelo que ele simboliza: um jogador da formação que chegou à equipa principal, chegou à Seleção Nacional e saiu do clube pela porta grande para um também grande clube de Itália, o Inter de Milão. Confesso que ouvi a entrevista que João Mário deu há pouco tempo com especial atenção.

Nesta entrevista identifiquei uma comunicação correta para o exterior e para dentro do plantel. João Mário destacou a qualidade que encontrou no plantel, tentou unir os adeptos do clube em torno da equipa e foi realista nas expectativas para a presente época, ou seja, afirmou que o campeonato ainda vai no início e que o percurso do Sporting CP tem de ser jogo a jogo, sem pensar no futuro a longo prazo. Incutiu calma aos adeptos na medida em que afirmou que a equipa é muito jovem e necessita de tempo para crescer, sendo também realista na definição do objetivo principal do clube para a presente temporada. Refiro-me ao lugar de Champions, um lugar muito importante em termos financeiros e que o Sporting CP, em termos desportivos, necessita para evoluir: a pressão da Champions é positiva para o crescimento dos jovens.

Foi um gosto ouvir João Mário falar sobre a época atual e sobre a equipa tal como é um gosto vê-lo jogar no meio campo: a equipa tem evoluído muito nos últimos jogos e esta evolução também se deve à classe que o médio português incute no jogo da equipa de Alvalade. Sabe gerir os momentos do jogo, tem qualidade de passe e leitura de jogo e traz uma mentalidade vencedora que o clube necessita. Claro que o sucesso de João Mário está sempre associado ao trabalho que Palhinha faz para que o médio criativo tenha mais liberdade posicional e por isso considero que o meio campo do Sporting CP com Palhinha e João Mário é o mais completo que se pode atingir no plantel atual dos leões. Considero que Rúben Amorim não vai mudar o meio campo tão cedo, desde que não existam impedimentos porque não há muito mais a mexer. Os melhores, neste momento, estão a jogar. 

Por fim, estas iniciativas por parte do Sporting CP são de louvar, visto que transmitem uma proximidade da equipa aos adeptos, principalmente numa altura em que os adeptos não podem ir ao estádio. Tanto as entrevistas como os momentos que demonstram um bom ambiente dentro do plantel deixam qualquer sportinguista contente. Um clube que vai ganhando com jogadores jovens da formação e com referências como João Mário deixa qualquer adepto satisfeito. Só é preciso que, quando a equipa perder, não se comece a criticar os mesmos jogadores que agora estão a ser elogiados. Os adeptos têm de ajudar a equipa e acredito que é isso que farão, apoiando na vitória e na derrota, como é o normal nos adeptos leoninos. Agora… que o Sporting CP está mais perto de vencer com João Mário? Isso é mais que certo! 

 

Académica AAC 89-83 Galitos FC: Estudantes passam em recurso

A CRÓNICA: BRIOSA CANTA DE GALO

Após jogos a meio da semana em que nem Galitos, nem Académica saíram por cima, os dois conjuntos encontraram-se no Pavilhão Multidesportos Dr. Mário Mexia a ocuparem a metade de baixo da tabela.

O Galitos tem visto o seu trabalho condicionado pelos casos positivos de covid-19 na equipa, pelos ajustes que tem feito no plantel e pelas lesões. A equipa do Barreiro entrou para o jogo com quatro derrotas averbadas noutras tantas partidas e ocupando o último lugar da classificação. A Académica já tinha conseguido uma vitória em casa do Esgueira, pelo que, a jogar em casa, procurava um triunfo importante para a luta pela manutenção.

O jogo iniciou com um destaque no Galitos. Patrick McGlynn estreou-se na equipa visitante e logo no cinco inicial. O jogo começou animado, com muito espetáculo de parte a parte e as equipas a correr no campo. A Académica destacou-se neste início pelo ritmo que conseguiu impor no jogo. No decorrer do jogo, destaque para a estreia de Ashford Golden, o quinto estrangeiro da Académica, que ajudou a carimbar a vantagem de nove pontos com que os estudantes fecharam o primeiro período fruto de um parcial de 24-15.

No segundo período, o Galitos reencontrou-se com o jogo. O treinador Hugo Salgado aumentou a altura da sua equipa com Nix e Ododa a jogarem em simultâneo e conseguiu criar problemas à Briosa no jogo interior. No entanto, a reação foi fugaz e a Académica, que ganhou inspiração nos lançamentos exteriores, abriu novamente no marcador, que, ao intervalo, marcava 48-35, favorável aos comandados de Ivo Rego.

O início da segunda parte foi do Galitos que anulou a sua desvantagem e passou para a frente do marcador. O aumento da agressividade defensiva foi o fator responsável pela recuperação, limitando o ataque da Académica a apenas dez pontos. A equipa do Barreiro levou assim uma vantagem de 63-58 para o último e derradeiro quarto.

Num último período equilibrado e em que a aposta das duas equipas foi o cinco para cinco em meio-campo, foi a Briosa que acordou e puxou dos galões para estabelecer o 89-83 final.

Vitória da equipa mais forte em mais momentos do jogo. A Académica viu a profundidade do seu banco alargada com a adição de um novo norte-americano e tem condições para ser um sério problema para muitas equipas na Liga. O Galitos terá que continuar a corrigir algumas debilidades da equipa para que consiga começar a sentir o sabor da vitória. Segue-se uma pausa para os compromissos da seleção nacional, onde a Briosa está representada pelo poste Daniel Relvão.

A FIGURA


Malcolm Richardson – já começa a ser uma nomeação habitual. Nos momentos decisivos do encontro esteve lá para resolver, mesmo quando esteve discreto durante o resto do jogo. Não é à toa que é o melhor marcador da Liga e um dos melhores no capítulo das assistências. Terminou com 29 pontos.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Twitter de Rozelle Nix

Rozelle Nix – forte presença física, mas nem sempre a conseguir resolver da melhor maneira no ataque quando a sua equipa precisava. Passou mal quando envolvido em trocas defensivas. Acabou excluído.

 

ANÁLISE TÁTICA – ASSOCIAÇÃO ACADÉMICA DE COIMBRA

Apostaram muito em correrias, procurando aproveitar as volatilidades na recuperação defensiva de alguns jogadores adversários. Quando Nix, um dos postes do Galitos, estava em campo, promoveram trocas defensivas para que Malcolm pudesse explorar a maior velocidade que tem relativamente ao adversário que o ficava a defender. Ainda assim, tiveram dificuldade em controlar a tabela defensiva em certos momentos.

 

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Paulo Caldeira (6)

Malcolm Richardson (9)

Robert McCoy (7)

Josh McNair (6)

Bakary Konate (6)

SUBS UTILIZADOS

Krassimir Pereira (-)

André Mendes (-)

Ashford Golden (4)

Daniel Relvão (5)

ANÁLISE TÁTICA – GALITOS FC

Sempre comandados por McGlynn, foi através da sua inspiração no um para um que subsistiram no ataque e causaram mais mossa à Académica. Na defesa, muitas dificuldades para controlarem a entrada dos adversários na área pintada. Preocuparam-se sempre em condicionar o base da Académica desde o momento em que recebia a bola, mas sem grandes resultados práticos. Vieram para o segundo tempo mais agressivos. Foram muito aguerridos na luta dos ressaltos, sendo que, nesse capítulo, destaque para Ododa.

 

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Patrick McGlynn (7)

Diogo Correia (5)

Daniel Machado (5)

Emanuel Sá (5)

Alonzo Ododa (8)

SUBS UTILIZADOS

Rozelle Nix (5)

Jaques Conceição (6)

Otasowie Iyekekpolor (6)

André Calabote (-)

Portugal 0-1 França: A vingança serve-se pelos pés do “baixinho” Kanté

A CRÓNICA: FRANÇA VENCE E ESTÁ GARANTIDA NA “FINAL FOUR” DA LIGA DAS NAÇÕES

Antes, quando se falava sobre a seleção francesa a um adepto português, o medo e o terror tomariam conta do estado de espírito desse mesmo adepto ao lembrar logo as derrotas nos Euros 1984 e 2000. Contudo, desde 2016, e graças a Éder, os portugueses deixaram de ver a França como um “bicho papão”.

Mas, hoje, a noite voltou a ser inglória para Ronaldo e Companhia. Em jogo a contar para a Liga das Nações, Portugal não conseguiu repetir o desfecho da final do Euro 2016 e saiu derrotado pela margem mínima, graças ao tento solitário de Kanté, no início da segunda parte.

O começo da partida foi bastante mexido, com os dois lados a querer assumir o controlo do jogo. O primeiro remate pertenceu ao “suspeito do costume”. Depois de uma boa combinação com William, o capitão, Cristiano Ronaldo, disparou forte, o que obrigou Lloris a ir ao tapete para manter a sua baliza a zeros antes dos primeiros 10 minutos. A resposta francesa surgiu ao minuto nove, por intermédio de Coman, que atirou para uma defesa de pronto de Rui Patrício. O guardião do Wolverhampton WFC voltaria a ser chamado a intervir, levando, novamente, a melhor sobre os avançados gauleses. Desta vez, Martial apareceu na cara, mas o seu remate foi travado eficazmente pelo pé esquerdo do guarda-redes.

A equipa francesa parecia estar mais confortável no jogo e ia chegando sem grandes problemas à área adversária, o que deixava a defesa portuguesa aos papéis para manter o perigo longe da sua baliza. Aos 17’, na sequência de um canto do lado direito, o cabeceamento de Rabiot quase fez a bola beijar as redes da baliza. A seguir, foi Bruno Fernandes a causar pânico à defensiva francesa, com um remate de primeira que foi facilmente agarrado por Lloris.

Depois de mais um remate de Martial à malha lateral, aos 27’, o atacante do Manchester United FC voltaria a estar em plano de evidência três minutos depois, ao cabecear ao ferro da baliza de Rui Patrício, depois de um livre bem trabalhado. Portugal estava a ter muitos problemas para ter bola na sua posse, algo que estava a deixar Fernando Santos bastante apreensivo e a suspirar pelo rápido apito para o intervalo. O “São Patrício” estava, de facto, a aterrorizar os atacantes franceses e teve mais uma defesa soberba para manter o nulo. Cruzamento de Lucas Hernández para Martial, que tenta desviar para o fundo da baliza, mas Rui nega, pela quarta vez na partida, o golo dos visitantes.

Antes do intervalo, Ronaldo esteve muito perto de marcar, na sequência de um pontapé de canto, só que a bola saiu por cima da baliza de Lloris. Este foi mesmo o último lance digno de registo antes do árbitro mandar os dois conjuntos para o  descanso, sendo que Portugal precisava urgentemente de repor energias e redefinir a sua estratégia para o segundo tempo.

O intervalo fez, efetivamente, bem aos portugueses, que entraram com uma maior vontade em ter bola e partir para cima do seu adversário. Contudo, foram os franceses a marcar aos 53’. Num lance bem trabalhado do lado esquerdo, Rabiot rematou para uma defesa incompleta e a bola sobrou para o “baixinho” N’Golo Kanté, que fez o primeiro golo do encontro. Fernando Santos lançou Diogo Jota para responder de imediato ao tento sofrido.

A primeira tentativa de resposta apareceu aos 60’, num cabeceamento de José Fonte ao poste, após lance algo confuso junto à área francesa. Trincão e Moutinho foram os seguintes a serem lançados para tentar mudar o rumo dos acontecimentos, e o número 8 quis mostrar logo serviço. Aos 75 minutos, o médio-centro rematou para uma espetacular defesa de Lloris.

O tempo começava a esgotar-se e Portugal via cada vez mais difícil conseguir tirar algo de positivo deste jogo – em contrapartida com os gauleses, que iam conseguindo manter a equipa portuguesa longe da sua baliza e viam o bilhete para o “Final Four” mais perto de ser conquistado. Já com Paulinho a fazer companhia a CR7 na frente de ataque, Portugal bem tentou, mas já faltava cabeça para criar algum lance de perigo. O encontro terminaria mesmo com uma derrota lusa.

Cinco anos depois, França conseguiu a sua tão ambicionada vingança da final do Euro 2016. Alcançou uma vitória pela margem mínima, o que permitiu garantir a ida à fase final da Liga das Nações. Desta vez, para azar dos portugueses, os papéis foram invertidos e o herói Éder foi rendido pelo médio incansável N’Golo Kanté. Um triunfo que se justifica muito pelo controlo dos franceses ao longo dos 90 minutos.

 

A FIGURA 

N’Golo Kanté – A sua missão nos jogos passa muito por estancar as ofensivas do adversário, algo que costuma desempenhar com elevada eficácia no meio-campo do Chelsea FC e da seleção francesa. Hoje, no relvado da Luz, Kanté cumpriu com excelência a sua missão e coroou a sua exibição com o golo que não só permitiu aos gauleses vencer a partida, como também vingar a derrota sofrida no último Europeu.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Danilo Pereira – O trinco português sempre habituou os adeptos a exibições seguras no meio-campo, a mostrar uma boa assertividade nos passes e desarmes efetuados. Frente à campeã mundial, Danilo foi uma sombra do que acostumou o público. Muito ineficaz nos duelos travados no “miolo” da Seleção e bastantes passes falhados, o que prejudicou a forma de jogar da armada lusa. Portugal falha, então, a passagem à “Final Four”, não podendo defender o título conquistado no Dragão, em 2019.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Fernando Santos mudou, como seria de prever, muitas peças no onze inicial face ao amigável frente à Andorra, com as peças principais da Seleção a serem lançadas para alcançar o triunfo que garantisse a passagem da “Final Four” da Liga das Nações. Nos primeiros 45 minutos, a formação das quinas teve dificuldades em jogar da forma que mais gosta, muito por culpa da boa dinâmica do meio-campo francês. A entrada para os segundos 45 minutos até foi positiva, mas o golo de Kanté veio estancar essa intenção em mostrar uma imagem diferente. A partir daí, Portugal tentou reagir, algo que não foi alcançado com o sucesso desejado e, assim, a defesa do título conquistado no ano passado não irá acontecer.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Rui Patrício (7)

João Cancelo (5)

José Fonte (4)

Rúben Dias (6)

Raphael Guerreiro (6)

Danilo Pereira (3)

William Carvalho (4)

Bruno Fernandes (5)

Bernardo Silva (5)

João Félix (5)

Cristiano Ronaldo (5)

SUBS UTILIZADOS

 Diogo Jota (5)

  João Moutinho (6)

 Francisco Trincão (5)

 Sérgio Oliveira (-)

 Paulinho (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FRANÇA

A formação gaulesa entrou em campo disposta num 4-4-2, com os homens do meio campo a formarem um losango. Com Mbappé a não jogar devido a lesão, Didier Deschamps decidiu colocar Anthony Martial na frente de ataque a fazer companhia a Kingsley Coman. Depois de uma primeira parte na qual estiveram por cima do encontro, a França chegou à vantagem no início do segundo tempo, graças ao tento de Kanté. O resto do jogo passou somente por defender a vantagem importante e garantir assim a ida à fase final deste novo torneio de seleções europeias.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Hugo Lloris (6)

Benjamin Pavard (6)

Raphael Varane (6)

Presnel Kimpembe (5)

Lucas Hernández (6)

N’Golo Kanté (8)

Adrien Rabiot (6)

Paul Pogba (6)

Antoine Griezmann (7)

Anthony Martial (5)

Kingsley Coman (5)

SUBS UTILIZADOS

Marcus Thuram (5)

Olivier Giroud (4)

 

Artigo revisto por Mariana Plácido

Antevisão GP Valência | Temporada imprópria para cardíacos

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A ANTEVISÃO: EM PORTUGAL, JÁ TEREMOS CAMPEÃO?

O MotoGP está, pela segunda vez consecutiva, no circuito Ricardo Tormo, em Valência, onde se corre o Grande Prémio de Valência. Se, na semana passada, Joan Mir deu um passo muito importante em direção à conquista do título, hoje, a situação não foi a mesma. Mir arranca da 12º posição, enquanto a pole position ficou para Franco Morbidelli.


Mir precisa de terminar no pódio para garantir o título de 2020, enquanto que uma vitória para Morbidelli é só suficiente para o manter na contenda. Isto, claro, se Mir não terminar acima do 11º lugar. Mas a sorte de Mir é que tanto Fabio Quartararo como Maverick Vinales também não estiveram melhor na qualificação.

Enquanto Morbidelli rubricava a segunda pole position da sua carreria, Quartararo tinha imensas dificuldades, colocando a sua M1 na 11º posição. Vinales fez melhor, ao colocar a M1 na sexta posição, mas, tal como Mir e Quartararo, vai partir do meio do pelotão, o que pode complicar as coisas, com a probabilidade de quedas a aumentar.

Interessante perceber que, nas posições da frente, as máquinas de 2019 dominaram. Morbidelli, Takaaki Nakagami (que, pela terceira fez, coloca-se na linha da frente) e Johann Zarco levaram todos chassis do ano passado à primeira, terceira e quarta posição, respetivamente. Na primeira fila da grelha, Jack Miller também esteve bem com a segunda posição.

Na KTM, ainda se viram as três primeiras posições ocupadas pelas motos austríacas, mas a melhor acabou por ser Pol Espargaró, na quinta posição. O seu colega de equipa, Brad Binder, terminou a qualificação na nona posição. Já Miguel Oliveira, mais uma vez sozinho na KTM Tech3, devido ao teste positivo à COVID-19 de Iker Lecuona, parte da décima posição para este Grande Prémio.

Cal Crutchlow (direita) confirmou que esta é a última temporada completa no MotoGP. Em 2021, substitui Jorge Lorenzo como piloto de teste da Yamaha
Fonte: MotoGP

Pior do que Joan Mir ficou Alex Rins. O outro piloto da Suzuki está na terceira posição do campeonato, a 37 pontos de Mir, tendo apenas qualificado na quinta fila da grelha de partida de amanhã. O espanhol da Suzuki não teve sorte em Valência. Tendo que ir à Q1, ainda conseguiu ter um bom ritmo, mas a chuva que molhou um pouco a pista nessa sessão não abonou, e o 14º lugar foi o melhor que conseguiu.

Amanhã é a primeira de duas finais. Joan Mir parte na liderança, com 37 pontos de vantagem para Quartaro e Rins, e Vinales a 41. Todos os pretendentes ao maior prémio saem do meio do pelotão, portanto, a emoção vai estar garantida!

Foto De Capa: Petronas SRT

Antevisão GP Turquia: Um «banho turco»

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A ANTEVISÃO: NADA MAU, PARA UM FILHO DO DONO…

A Fórmula 1 regressou a um dos poucos circuitos em que Herman Tilke se encontrava inspirado aquando do projecto, o Istanbul Park (Turquia). Palco de batalhas fenomenais e de algumas das melhores performances de Felipe Massa, todos aguardavam com ansiedade  para ver os carros de hoje em dia tratar a já lendária curva oito, como se de uma reta se tratasse. Mas não foi bem isso que São Pedro decidiu para as sessões.

Todas as sessões têm sido uma batalha entre os pneus e o piso, seja porque este só terminou de ser repavimentado há 10 dias (e está muito, muito verde), ou porque a chuva decidiu dar o ar da sua graça (e essa verdura virou algo semelhante a patinagem no gelo).

Tal como vimos em Portimão, o alcatrão muito verde tem tendência a não funcionar bem com os exigentes pneus da Pirelli. Durante os treinos, os pilotos queixaram-se imenso da falta de tração e do graining dos pneus, sendo que, durante a noite de sexta-feira para sábado, colocaram-se carros a dar voltas ao circuito, para ver se este ganhava um pouco mais de tração.

Mas não serviu de muito, porque, hoje, foi dia de chuva, o que invalidou por completo o trabalho nocturno. Ainda assim, a preferência estava na Red Bull, que, nas mãos de Max Verstappen, liderou todas as sessões até chegar à qualificação.

Para quem gosta de patinagem no gelo, esta foi uma bela sessão, com um piso já de si escorregadio a levar com água. Até os pneus azuis de piso molhado tiveram dificuldades!

Apesar desse domínio inicial de Max Verstappen, que parecia rei e senhor da água, qual Poseidon holandês, a surpresa surgiu na Q3, quando Lance Stroll (Racing Point) ocupou a pole position. A primeira da carreira para o rapaz tantas vezes criticado (sim, por mim também) por estar onde está, devido ao facto do pai ser o dono da equipa. De facto, o canadiano teve uma fantástica performance, não sendo a primeira vez que mostra muita qualidade em condições climatéricas adversas.

Ao seu lado na fila da frente, ficou um desapontado Max Verstappen, que, como disse, estava a dominar por completo todos os adversários. Contudo, uma melhor decisão em termos de pneus da Racing Point retirou a vantagem que apresentava antes. Ainda assim, dependendo das condições amanhã, é o favorito à vitória. Em terceiro na grelha, vemos começar Sergio Perez (Racing Point), após quase conseguir a pole position para ele. Com os dois Racing Point nos três primeiros lugares, há uma forte possibilidade de conseguirem pontos essenciais para matar a acesa luta pelo terceiro lugar do campeonato de construtores.

Alexander Albon (Red Bull) parecia mais confortável enquanto ensopado do que em condições normais. Consegue um bom quarto lugar que o pode colocar numa excelente posição para mais um pódio. Daniel Ricciardo ajuda a manter a luta da Renault pelo terceiro lugar do campeonato, com uma boa performance para o quinto lugar. Na última sessão, pareceu mais confortável do que Esteban Ocon, que começará em sétimo.

Apesar das semelhanças em aspeto, o Racing Point quebrou a hegemonia de poles da Mercedes, sendo que os homens que dominaram a temporada, até ao momento, começam num estranho sexto lugar (Lewis Hamilton) e nono (Valtteri Bottas). De recordar que, se Hamilton conseguir mais oito pontos do que Bottas, é campeão. Outra curiosidade: esta é a primeira vez, desde Monza, em 2013, que a Mercedes não se qualifica a partir do top 5.

Se amanhã assistirmos a condições “normais”, é de esperar que a Mercedes se volte a impor como, de longe, o melhor carro na grelha.

Os outsiders desta qualificação são, sem dúvida, os Alfa Romeo. Talvez seja um efeito semelhante aos pinguins. Em piso seco, são bastante maus, mas, quando se mete água ao barulho, são extremamente graciosos. Kimi Raikkonen vai começar em oitavo, com  Antonio Giovinazzi a fechar o top 10, o que pode trazer pontos preciosos.

Fora dos 10 primeiros, encontramos algumas surpresas. No entanto, convém reafirmar o clima imprevisível que se espera para amanhã. Isto pode resultar em algum caos, ou numa primeira volta ao estilo do GP de Portugal. Destacam-se os Mclaren, que, pura e simplesmente, não mostraram velocidade suficiente para atacar os seus rivais pelo terceiro lugar do campeonato. Se não chegarem a uma boa dose de pontos, podem ficar bastante atrás nesta batalha, que separa três equipas por apenas um ponto.

Posto tudo isto, há ainda o risco de mudanças na grelha até ao dia de amanhã. Vários pilotos estão a ser investigados por não abrandarem durante as várias bandeiras amarelas que foram levantadas durante a qualificação.

A questão principal para amanhã é o clima. Se este acalmar e regressar o sol, passam a ser os pneus. Independentemente disso, será uma corrida imprevisível, pelo que os treinos mostraram.

Foto de Capa: Racing Point