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SL Benfica 0-3 Sporting CP: Do céu ao inferno, com selo de Capeta

A CRÓNICA: O PRAGMATISMO E A EFICÁCIA DAS LEOAS FORAM SUFICIENTES

O frio e a chuva indicavam que algo de errado ia acontecer! E não era para mim, por estar fora de horas do recolher obrigatório, mas sim para alguma das equipas em campo no Estádio da Tapadinha. SL Benfica e Sporting CP voltavam-se a encontrar para mais um dérbi eterno, mas, desta vez, no Futebol Feminino. Perfiladas em campo, foi altura de fazer uma viagem entre extremos e descer até ao inferno com a ajuda de Ana Capeta. Não percebeste? Já vais perceber!

Apesar de o jogo ter começado equilibrado, com as encarnadas a ter mais oportunidades de jogo, nada fazia prever que, durante 35 minutos, estaria tudo ainda a zeros. Isto graças a Inês Pereira, guarda-redes dos leões, que ia mantendo a baliza mais do que segura. Digo até aos 35 porquê? Porque, aos 37 minutos, uma má decisão no ataque encarnado permitiu um contra-ataque rápido das leoas e Ana Capeta, que estava sem qualquer pressão, disse “é já daqui!”. Um “golaço” a abrir um jogo que, apesar da madrugadora hora, não começou “lentinho” – bem pelo contrário.

Contudo, foi assim que se caminhou para o intervalo. Com um a zero a favor das leoas e com um verdadeiro espetáculo e uma promoção ao Futebol Feminino. Um quarto elemento também se quis juntar à festa: a chuva, que nem por nada largava este jogo.

Com o regresso da partida, a surpresa (ou nem assim tanta) foi quando Ana Capeta rematou sem que ninguém estivesse à espera para fazer o 0-2. Mais uma pintura da internacional portuguesa, a fazer toda a diferença na partida. Naquela altura, Capeta dava as boas vindas às encarnadas ao “seu inferno”.

O jogo acalmou imenso, com as encarnadas a querer ir para cima das leoas para reverter o resultado. Pouco mais aconteceu. Sem ser a perfeita coesão das verdes e brancas e o seu critério com bola, não há muito a referir. Aliás, até há. Com mais uma recuperação de bola de Tatiana Pinto, a internacional portuguesa lançou Raquel Fernandes, que meteu o esférico no canto oposto de Dani Neuhaus para o 0-3.

Uma vitória do pragmatismo, da eficácia, mas, acima de tudo, de uma equipa que mostrou ser melhor na grande maioria do jogo. As leoas seguem em 1.º lugar, em igualdade pontual com o SL Benfica. Contudo, no confronto direto, já têm vantagem – e com um jogo a menos!

 

A FIGURA

Ana Capeta – Já não é surpresa para ninguém que é uma grande jogadora, mas, hoje, esteve em clara evidência. Mostrou-se disponível na frente de ataque para controlar e condicionar a primeira fase de construção das encarnadas, e poucas bolas acabavam por ser perdidas pela internacional portuguesa. Esta manhã, marcou dois golos que deixaram, sem dúvida, todos de boca aberta (especialmente o primeiro).

O FORA DE JOGO

A condição física das encarnadas – Não se pode dizer que entraram a 100% depois de confrontos atrás de confrontos num curto período de tempo. A verdade é que a rotatividade nas encarnadas é complicada: ora há poucas opções, ora as opções que há não são equivalentes às que estão em campo, apesar de toda a qualidade que apresentam. Estivessem com uma condição física melhor, talvez tivessem apresentado outra disponibilidade para este jogo.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

As encarnadas apresentaram-se num 4-3-3 que acabava por ser muito móvel e muito moldável àquilo que era o momento de jogo que estava a acontecer. Quando o SL Benfica estava em ações defensivas, a equipa apresentava-se num 4-2-3-1, com Pauleta e Ucheibe a fazerem as duas médias mais recuadas e com a linha de três com Andreia Faria, Cloé Lacasse e Ana Vitória a apoiar o meio campo e a avançada Nycole. Já as ações ofensivas não foram ideais: uma grande aposta pelas bolas longas nas costas das defesas e/ou a tentativa de combinação nas linhas.

Com as substituições de Jolina e Francisca, Andreia Faria desceu para segunda média com a companhia de Pauleta. Contudo, foi um dos erros das encarnadas, pois a equipa ficou muito desequilibrada no meio do terreno. Houve pouca vontade na frente de ataque e, muito provavelmente, afetou a falta de descanso das encarnadas.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Dani Neuhaus (4)

Ana Seiça (5)

Sílvia Rebelo (5)

Carole Costa (5)

Catarina Amado (5)

Christy Ucheibe (4)

Pauleta (5)

Andreia Faria (4)

Cloé Lacasse (4)

Ana Vitória (5)

Nycole (5)

SUBS UTILIZADAS

Jolina (4)

Francisca Nazareth (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Susana Cova deixou as suas leoas em campo com missões muito diferentes. Talvez por aqui tenha passado o segredo da grande vitória de hoje. Havia constantes trocas, tanto a nível de posição, como a nível de esquema tática. Digamos que as verdes e brancas andaram perto de um 4-3-3 e num 4-1-4-1, no qual Tatiana Pinto era a médio que mais atrás começava a construção de jogo. Porém, por esta missão passaram também Fátima Pinto e Andreia Jacinto.

No ataque, houve um grande entrosamento entre Ana Capeta, Ana Borges e Raquel Fernandes, onde era fácil ver que sairiam de forma rápida sempre que as permitissem. Acredito que esta vitória tenha passado muito pelo controlo do meio campo e pelo facto de conseguirem recuperar de forma inteligente o erro das encarnadas, principalmente entre a primeira fase de construção e o meio campo. Não nos devemos esquecer, também, do grande trabalho que foi feito por Inês Pereira. A guarda-redes conseguiu sair a jogar de forma incrível em quase todas as situações.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Inês Pereira (7)

Joana Marchão (6)

Bruna Costa (6)

Navena Damjanovic (7)

Wibke Meister (5)

Tatiana Pinto (8)

Fátima Pinto (6)

Andreia Jacinto (6)

Ana Borges (7)

Raquel Fernandes (7)

Ana Capeta (8)

SUBS UTILIZADAS

Carolina Mendes (5)

Marta Ferreira (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SL Benfica

BnR: Os dois golos do Sporting CP surgem a partir de um erro ofensivo e de uma surpresa num contra-ataque. Acredita que foi por isto que o jogo foi decidido?

Luís Andrade: Perdas de bolas da nossa parte que deram em transição do Sporting CP… A equipa tem jogadoras muito rápidas, como a Raquel, a Ana Borges e a Ana Capeta, e ficámos um pouco desprotegidos. Surge o primeiro golo da [Ana] Capeta, na primeira parte, sem que nada esperássemos e, como tal, tentámos dar a volta na segunda parte. Infelizmente, não conseguimos. Parabéns ao Sporting CP. Agora, é levantar a cabeça, porque o nosso foco é a Liga dos Campeões e o jogo frente ao RSC Anderlecht.

Sporting CP

BnR: A Inês Pereira teve uma grande importância na primeira fase de construção do Sporting CP. Esteve sempre em constante comunicação com ela. É importante neste tipo de jogos que as guarda-redes tenham esta característica – a de jogar bem com os pés?

Susana Cova: Geralmente, estamos muito em contato com as jogadoras nos momentos que achamos que são preponderantes. Todas as posições são importantes, mas a guarda-redes é a jogadora que, por vezes, vê o jogo tão bem, ou melhor, do que o treinador, porque o vê de uma forma profunda. Portanto, é um elemento fulcral na orientação da equipa.

Respondendo à sua pergunta, estaríamos tão confiantes, ou tão tranquilos, sendo a Inês Pereira ou a Patrícia Morais a estar naquela baliza. Hão de ter oportunidade de verificar isso também. Isso faz parte do jogo coletivo, ou seja, não jogamos só individual e com as caraterísticas na guarda-redes Patrícia Morais nem da Inês Pereira. É uma ligação que tem de haver entre a equipa e uma perceção em termos de comunicação não só verbal, mas corporal, para fazer com que as coisas se sucedam. Foi uma das situações que foi muito positiva neste jogo, naturalmente.

Artigo revisto por Mariana Plácido

AD Valongo 2-8 SL Benfica: Encarnados reagem a deslize com goleada

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A CRÓNICA: BENFICA FOI DOMINADOR E RESULTADO JUSTIFICA-SE

O SL Benfica e a AD Valongo, 2.º e 3.º classificados da Liga Portuguesa de hóquei em patins, defrontavam-se, depois de dois resultados negativos. O início da parte foi equilibrado, mas, aos 10 minutos, o primeiro golo iria chegar para os da casa. A AD Valongo chegou à vantagem, através de Diogo Fernandes.

O SL Benfica acabaria por responder com dois golos, em três minutos. Diogo Rafael e Lucas Ordoñez colocaram os visitantes em vantagem e consumaram a reviravolta (1-2). O fim da primeira parte foi atribulado. No último minuto, as equipas ficaram reduzidas em campo, depois de cartões azuis mostrados ao treinador do Benfica, Alejandro Dominguez, e Carlos Nicolía e ao jogador do Valongo, Rafael Moreira.

Já na etapa complementar, os encarnados alargaram a vantagem num livre direto assinalado a favor do conjunto de Alejandro Domínguez. Lucas Ordoñez foi chamado a converter e não desiludiu (1-3). Valter Neves acabou com as dúvidas no resultado, com dois golos nos minutos seguintes. Os visitantes ficaram a vencer por 1-5 logo ao quinto minuto do segundo tempo.

O melhor que o Valongo conseguiu foi reduzir a desvantagem. Depois de ser travado por Pedro Henriques, na tentativa de conversão de uma grande penalidade, Nuno Araújo atirou a contar (2-5). No entanto, o Benfica acabou por alargar a vantagem nos últimos 10 minutos. Gonçalo Pinto, Diogo Rafael e Lucas Ordoñez – assinando um hat-trick – fecharam o resultado em 2-8.

Vitória justa para o Benfica, que sobe, provisoriamente, ao primeiro lugar, com mais um ponto do que o Sporting (com menos dois jogos disputados do que os rivais da Segunda Circular).

A FIGURA

Dinâmica do ataque do Benfica – Marcaram oito e ainda podiam ter sido mais. Foi impossível parar a dinâmica imposta pelos encarnados no movimento ofensivo e na criação de oportunidades.

O FORA DE JOGO

17ª JORNADA – HC BRAGA vs AD VALONGO
CAMPEONATO NACIONAL DA 1ª DIVISÃO

Publicado por Associação Desportiva de Valongo em Quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Equipa do Valongo– Apesar do adversário que teve pela frente, a equipa da casa não merecia mais do que o encontro deu. Pareceu sem ideias, quando teve a posse de bola, e errou na defesa…

ANÁLISE TÁTICA – AD Valongo

A equipa de Edo Bosch apostou numa defesa compacta, deixando o domínio do jogo para o OC Barcelos, especialmente na primeira parte. A formação apostou mais no ataque rápido, com o internacional moçambicano Nuno Araújo a pautar o jogo. Muitas vezes, a ter de ceder a iniciativa do jogo, acabou por ficar sem ideias no ataque, à medida que os visitantes avolumavam o resultado.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Silva (6)

Nuno Araújo (7)

 Carlos Ramos (6)

Diogo Abreu (6)

Rafael Bessa (6)

SUBS UTILIZADOS

Bernardo Mendes (-)

Nuno Santos (6)

Diogo Barata (6)

Diogo Fernandes (7)

Ruben Pereira (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Os encarnados atacaram com três homens, deixando um defesa pronto para qualquer contra-ataque, normalmente Valter Neves. Na parte defensiva, a pressão foi uma constante durante todo o jogo, apresentando uma defesa homem a homem muito compacta. A desvantagem inicial foi o clique necessário para alcançar uma vitória folgada.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Pedro Henriques (7)

Valter Neves (8)

Edu Lamas (7)

Nicolia (7)

Ordoñez (8)

SUPLENTES UTILIZADOS

Marco Barros(-)

 Diogo Rafael (7)

Aragonès (6)

Gonçalo Pinto (7)

Rampulla (6)

Artigo revisto por Mariana Plácido

GD Estoril Praia 5-1 GD Cova da Piedade: Mais valia não terem jogado

A CRÓNICA: DOMÍNIO TOTAL DO ESTORIL COM FALTA DE COMPARÊNCIA DO GD COVA DA PIEDADE NA SEGUNDA-PARTE

O Estádio António Coimbra da Mota recebeu o duelo, em atraso, entre GD Estoril Praia e GD Cova da Piedade. Os momentos que antecederam o jogo ficaram marcados por algum nevoeiro, mas o tempo contribuiu e permitiu que estivessem reunidas as condições para o jogo. A equipa do Estoril entrou melhor e chegou logo à vantagem na primeira oportunidade. Zé Valente conduziu pelo meio campo e disparou um remate forte que Cléber defende para o poste. Aziz, no limite do fora de jogo, encosta. 1-0 para o Estoril.

Aos 23 minutos, Vidigal ganha espaço no overlap. Consegue tirar da frente o central do Cova da Piedade, mas, no momento de finalização, remata por cima. Grande oportunidade para o Estoril. A maior – e única – oportunidade do Cova da Piedade, na primeira parte, nasceu numa perda de bola de Crespo na primeira fase de construção. João Vieira isolou João Patrão que obrigou Dani Figueira a desviar o seu remate para o poste. Grande defesa do guardião estorilista.

O Estoril chegaria ao segundo golo numa excelente jogada de envolvimento. Crespo coloca Aziz numa boa posição dentro da área. Com grande habilidade, o avançado ganês senta Bruno Bernardo e não vacila na cara de Cléber. Grande golo do GD Estoril Praia, 2-0 para a equipa de Bruno Pinheiro.

A primeira parte foi praticamente toda dominada pelo GD Estoril Praia. O GD Cova da Piedade tentou e até conseguiu sair com algum perigo, mas pecou sempre nos momentos de definição. Resultado justo ao intervalo.

Na segunda parte, o Estoril voltou a entrar melhor. Numa recuperação de bola, aos 48 minutos, Soria ganha espaço e progride com bola. Chiquinho faz uma boa diagonal e recebe a bola do lateral espanhol. Chiquinho tira da frente o desinspirado Bruno Bernardo, mas não consegue bater Cléber. O terceiro golo do Estoril surgiu ao minuto 54. Lance individual de Vidigal à entrada da área. O remate do jogador angolano desvia em João Meira e não dá hipótese a Cléber.

Logo aos 60 minutos, surgiu o quarto golo do Estoril. Canto à esquerda. Toque em habilidade de Vidigal para Chiquinho, que é derrubado por Gonçalo Maria. Penalty para o Estoril. Azizi assumiu o castigo máximo. Bola para um lado guarda redes para o outro. Hat Trick do avançado ganês.

O Cova da Piedade ainda marcou um tento de honra, já numa fase do jogo sem grande interesse. Os 88 minutos, na sequência de um canto, João Vieira marcou com uma boa cabeçada. Um golo contra a corrente do jogo. A vantagem ainda ficou mais avolumada, quando André Clovis finalizou o cruzamento de Chiquinho. 5-1 para o Estoril.

Jogo tranquilo para o Estoril, que enfrentou, hoje, um GD Cova da Piedade muitíssimo debilitado fisicamente.

A FIGURA

Yakubu Aziz – Grande, grande exibição do avançado ganês. Um hat trick e mais uma exibição de grande esforço. Um dos melhores jogadores da segunda liga. Tem qualidade para sonhar mais alto.

O FORA DE JOGO

Fonte: CD Cova da Piedade

Bruno Bernardo – Jogo muito infeliz do central do Cova da Piedade. Fica ligado a muitos erros individuais e foi ultrapassado com muita facilidade. Jogo para esquecer.

ANÁLISE TÁTICA – GD ESTORIL-PRAIA

Bruno Pinheiro alinhou a sua equipa no, já habitual, esquema híbrido entre o 4-3-3 e o 4-4-2. Vidigal alternava entre a posição de Ponta de Lança, ao lado da figura mais central Aziz, e uma das alas. Normalmente à esquerda, Chiquinho dava largura na ala contrária, enquanto Zé Valente baixava para junto do outro médio centro, Crespo. O Estoril saia quase sempre a jogar curto, com os dois centrais e Gamboa, que baixava no terreno. A equipa da linha conseguia quase sempre ultrapassar a pressão do GD Cova da Piedade. Apesar do desejo de sair a partir de trás, o Estoril estava sempre atento à profundidade dada por Aziz e Vidigal.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Dani Figueira (6)

Carles Soria (8)

Hugo Basto (7)

 Valente (7)

 Joãozinho (7)

 Gamboa (7)

Crespo (8)

Zé Valente (9)

Chiquinho (8)

Aziz (10)

 Vidigal (8)

SUBS UTILIZADOS

André Clovis (7)

Murilo (5)

Lazare (6)

Rosier (5)

André Franco (-)

ANÁLISE TÁTICA – CD COVA DA PIEDADE

César Lacerda, adjunto de Toni Pereira, que está internado com COVID-19, alinhou a sua equipa com um esquema de três centrais aproximando-se do 5-3-2, mas acabou por mudar o posicionamento da sua linha defensiva, formando um 4-2-3-1. Com o decorrer do jogo, João Meira, inicialmente um dos centrais, acabou por subir no terreno formando um duplo pivot normalmente com Thabo Cele, o médio de maior rotação. Arnold ocupou a ala direita, mas derivava muito para o meio formando dupla com o avançado mais fixo João Vieira. Pepo era normalmente o médio que apoiava mais os avançados, enquanto Patrão ocupava mais a ala esquerda e procurava movimentos de rotura. O Cova saia quase sempre a jogar de forma longa. A defender, a equipa da margem sul procurava pressionar o Estoril na sua primeira fase de construção, mas foi quase sempre uma pressão inconsequente.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Cléber (6)

João Amorim (5)

João Meira (5)

Bruno Bernardo (3)

Zarabi (5)

Gonçalo Maria (4)

Pepo (5)

 Patrão (6)

 Thabo Cele (4)

  Arnold (4)

João Vieira (6)

SUBS UTILIZADOS

Miguel Rosa (4)

Varela (4)

  Balogun (4)

Kakuba (4)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Bola na Rede: A condição física e do ritmo das duas equipas foi preponderante para este resultado?

César Lacerda: Sim. Não conseguimos ocupar os espaços como previmos. O Estoril esteve muito bem em não nos permitir fazê-lo. Os nossos jogadores deram tudo. Esta paragem afetou-nos muito. Os jogadores ainda não conseguem fazer o que faziam antes da paragem.

Bola na Rede: Não pode contar com Harramiz, mas o Chiquinho fez um excelente jogo. Qual é a importância de ter estes jogadores no banco prontos a contribuir?

Bruno Pinheiro: É um trabalho que tem de ser feito a médio/longo prazo. Tiro o chapéu aos capitães de equipa que tanto têm contribuído para o desenvolvimento do Chiquinho. Ele é um jovem muito talentoso, mas talento não basta. É preciso trabalhar. O Chiquinho saltou hoje para o jogo porque fez esse trabalho. Deu um sinal muito positivo. Agora, precisa de continuar a evoluir e manter a consistência no treino.

Artigo revisto por Mariana Plácido

5 jogadores que brilharam em encontros entre Portugal e França

As seleções nacionais de Portugal e França já se encontraram por 26 vezes, mas apenas em cinco ocasiões numa partida oficial. Durante muitos anos, os franceses foram o carrasco de Portugal, eliminando a seleção nacional em momentos decisivos e sempre com muito drama à mistura. Contudo, desde a magnífica noite de 10 de julho de 2016 (assim consideram todos os portugueses) que a tendência parece estar a inverter-se.

NUMA REEDIÇÃO DA FINAL DE 2016, PORTUGAL E FRANÇA MEDEM FORÇAS NUM JOGO QUE PODE IMPLICAÇÕES DECISIVAS PARA A FINAL-FOUR DA LIGA DAS NAÇÕES. QUEM VAI GANHAR? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Na lista seguinte, estarão presentes os nomes de cinco jogadores que brilharam em duelos entre lusos e gauleses. Apesar do grande destaque para a conquista de 2016, há também espaço para momentos de brilhantismo francês que “partiram” muitos corações em Portugal.

FC Barreirense 77-103 Sporting CP: Leões 100 problemas

A CRÓNICA: SPORTING CP NÃO FACILITA E CILINDRA FC BARREIRENSE

Em dia de recolher obrigatório, a equipa do FC Barreirense escondeu-se em casa, na primeira parte, e não conseguiu responder um Sporting insaciável.

No primeiro quarto, apesar do início competitivo, a equipa da casa escassou discernimento. Isto é, aquando a bola não estava nas mãos de Diogo Peixe, a «turma» do Barreiro parecia algo confusa e sem perceber exatamente onde encontrar as vantagens. Depois, tudo se desenrolou exatamente como o Sporting pretendia. O ritmo tornou-se alucinante em constantes «piscinas», de um lado ao outro do campo. Quando a equipa forasteira consegue emergir neste tipo de jogo, torna-se quase impossível de travar.

O segundo quarto auferiu novidades no jogo posicional defensivo para o lado leonino, ao passo que Luís Magalhães optou por uma defesa zona que colocou muitos constrangimentos à equipa do FC Barreirense. Não só defensivamente, como ofensivamente, o Sporting CP demonstrou-se deveras superior e o triunfo do ressalto defensivo foi um constante pesadelo para a transição defensiva da equipa do FC Barreirense. O Sporting CP foi para os balneários com uma vantagem tremenda de 32-56.

A ida aos balneários foi muito positiva para a equipa da casa. Inclusive, ofereceu-nos os 10 minutos mais equilibrados da partida. Apesar disso, o esforço acabou inglório e insuficiente para a equipa do Barreiro colocar um ponto de interrogação no resultado. Isto porque a equipa leonina voltou para o derradeiro quarto com a mesma mentalidade do primeiro e aumentou novamente a vantagem que tinham conquistado na primeira parte. Depois de um parcial favorável de 24-21 para o FC Barreirense no terceiro quarto, o Sporting CP voltou à carga com um parcial de 26-21 para fechar a partida.

Com este triunfo, a equipa leonina volta a demonstrar-se protuberante e segue invicta no campeonato. Do lado do FC Barreirense, a «turma» de João Cardoso, depois deste jogo, soma mais uma derrota. É caso para afirmar que, à semelhança do país, a equipa do Barreiro entrou em estado de emergência, localizando-se na zona “aflitiva” da tabela.

A FIGURA

John Fields – Já é um «habitué» Fields ser reconhecido como MVP de um jogo do Sporting CP. Diante o FC Barreirense, o poste norte americano foi proeminente nas zonas perto do cesto, com uma eficácia incrível de 88%. Basicamente, não falhou quase nenhuma oportunidade que acarretou. A isto, soma 17 pontos (melhor marcador do Sporting CP), 6 ressaltos e 3 roubos de bola. Dados bem elucidativos da importância de Fields no desenho de Luís Magalhães.

O FORA DE JOGO

Primeira parte do FC Barreirense – Em primeiro lugar, a primeira parte da equipa do Barreiro provocou uma diferença avassaladora no marcador (32-56). Depois, o FC Barreirense demonstrou-se mentalmente derrotado após o primeiro parcial significativo do Sporting CP, não tendo a capacidade de resposta e o discernimento que devia perante um oponente bem preparado para a ocasião. Tudo somado, percebe-se que a atitude vulnerável, nos primeiros 20 minutos, dos jogadores da casa foi fulcral para o desenrolar da partida.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC BARREIRENSE

 

A equipa comandada por João Cardoso alinhou com Diogo Peixe como principal referência na tomada de decisão (no tempo em que esteve em jogo). Com o desenrolar do jogo, foi essencialmente Gitten a definir os ritmos do jogo e a encontrar espaços na defensiva leonina. Para afrontar a defesa zona, João Cardoso variou entre Kinard e Dakota Quinn para procurar o espaço vazio entre as linhas do Sporting CP, principalmente na zona de linha de lance livre (área frágil da defesa zona).

Por fim, a transição defensiva foi onde a equipa do Barreiro mais fracassou, demonstrando muita dificuldade em segurar a dimensão física e perspicaz do Sporting CP.

 

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Peixe (6)

Richaud Gitten (7)

Dakota Quinn (8)

Ian Kinard (7)

Kurt James (5)

SUBS UTILIZADOS

Miguel Correia (5)

Tony Lewis Jr (6)

Rui Mendes (-)

 

ANÁLISE TÁTICA- SPORTING CP

 

A «turma» de Luís Magalhães operou com grande variabilidade, em termos defensivos. Principiou a partida com uma defesa homem a homem, terminou o primeiro quarto executando uma «trap» a meio campo e defendeu o segundo quarto com uma defesa zona 2-3, com Pedro Catarino e Diogo Ventura a incomodar de forma constante os exteriores. Simultaneamente, Fields/Cláudio Fonseca/João Fernandes serviam de sentinela na zona pintada. Ofensivamente, os buracos eram encontrado com grande facilidade, sendo que em trabalhos de 2 vs 2, através de picks and roll simples, a equipa de Lisboa conseguia encontrar quase sempre ou um interior debaixo do cesto, ou um exterior pronto para receber e lançar.

 

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

James Elissor (6)

Travante Williams (7)

John Fields (9)

Shakir Smith (6)

Jalen Henry (7)

SUBS UTILIZADOS

Francisco Amiel (5)

Diogo Ventura (7)

Pedro Catarino (6)

Cláudio Fonseca (7)

João Fernandes (6)

Diogo Araújo (5)

Jorge Embaló (-)

Foto de capa: FPB

Artigo revisto por Mariana Plácido

Pedro “Pote” Gonçalves | O início de um futuro brilhante

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E a epopeia de Pedro Gonçalves continua em rumo imparável! Na semana transata, foi eleito o melhor jogador do mês setembro/outubro, de forma justíssima. O médio do Sporting CP tem sido a principal figura do bom arranque leoninoO Internacional sub-21 dos leões venceu o prémio de melhor jogador, com 34,44% dos votos. Thiago Santana e Luca Waldschmidt ocuparam os restantes lugares do pódio.  

É o segundo prémio individual de Pedro Gonçalves com a camisola dos leões. De facto, Pote tem vindo a trazer a esta equipa do Sporting CP um monte de coisas boas. Muitas vezes, tal como acontecia com Bruno Fernandes, quando ninguém está à espera, ele aparece em zona de decisão. Sem dúvida, um trabalhador incansável que está a ser muito melhor do que qualquer previsão.

Pedro Gonçalves é uma das surpresas mais agradáveis no seio dos adeptos do Sporting CP
Carlos Silva / Bola na Rede

À sétima jornada, e muito graças ao jogador, o Sporting CP apresenta o melhor ataque da liga, com 19 golos marcados. São quatro jogos seguidos a marcar, “bisando” em três deles (CD Santa Clara, Tondela FC e Vitória SC). “O menino de Vidago” tem sido, até ao momento, uma agradável surpresa. A sua qualidade sempre esteve lá, podia era não estar a ser devidamente potenciada. Muito mérito para Rúben Amorim pelo trabalho e esperança depositados no médio-ofensivo.  

Creio que começa a haver a convicção de que Pedro Gonçalves é capaz de liderar o Sporting CP à disputa pelo títuloO camisola nº. 28 do Sporting CP tem vindo a mostrar que o investimento valeu realmente a pena. Se continuar com este rendimento, dentro de um curtíssimo espaço de tempo, Fernando Santos terá à sua disposição mais um craque para a seleção A.

Autoria de João Travassos

Artigo revisto por Mariana Plácido

Efeito bola de neve no Gil Vicente FC

Já desde terça-feira que se constava que o Gil Vicente FC teria chegado a acordo para a rescisão do contracto do seu treinador, Rui Almeida, o que se veio efectivamente a confirmar, no dia seguinte. Com a Liga Portuguesa a confirmar a ideia de ser um cemitério de treinadores, o que precipitou a saída do treinador do conjunto barcelense, ao fim de apenas sete jornadas do campeonato?

Sejamos sinceros. Depois da época passada dos gilistas, nenhum treinador teria vida fácil ao comando da equipa de Barcelos. Com Vítor Oliveira ao leme, o clube garantiu a manutenção bastante cedo e pôde desfrutar do campeonato sem a pressão de garantir pontos para a sobrevivência, surpreendendo muitos arautos da desgraça que seria o regresso do Gil à Primeira Liga.

Rui Almeida, um desconhecido para a maioria dos portugueses carregava o fardo de fazer esquecer um dos mais sábios treinadores de futebol do país. Dadas as circunstâncias, não começou nada mal. Com uma equipa com muitas caras novas (à semelhança do que já tinha acontecido no ano anterior), o treinador lisboeta começou o campeonato com o pé direito, estreando-se no comando da equipa com uma vitória frente ao Portimonense SC – um possível adversário directo na luta pela manutenção. Seguiram-se dois empates, com o CD Santa Clara e com o CD Tondela. Contudo, notava-se uma evolução no futebol do Gil, com os jogadores cada vez mais entrosados e com destaque para o excelente arranque de temporada de Samuel Lino, que se assumiu como o goleador de serviço, fazendo esquecer Sandro Lima.

A partir desses jogos, foi o descalabro, em termos de resultados. Apesar de fazer o FC Porto sofrer no Dragão, de fazer o Sporting CP correr em Alvalade e de dominar o Vitória SC e o CD Nacional, seguiram-se quatro derrotas que atiraram a equipa de Barcelos para o penúltimo lugar do campeonato. Em nenhum dos jogos se pode considerar o Gil Vicente uma equipa apática, sem ideias, sem oportunidades ou sem futebol. Jogou sempre olhos nos olhos com o adversário, como clube “grande”, a procurar a vitória a todo o custo.

As desatenções defensivas, alguma passividade do meio-campo e a tremenda falta de eficácia ditaram o final da era Rui Almeida à frente do emblema de Barcelos. Foi o efeito bola de neve. O que poderia o treinador ter feito de diferente? Afinal, a equipa praticava um bom futebol, estava a evoluir e dominava os adversários. Faltaram essencialmente duas coisas ao mister Rui Almeida: tempo, que a direcção do clube entendeu não lhe conceder, e, sobretudo, incutir mais garra, energia e concentração nos jogadores. A equipa flutuava em campo, o futebol fluía, mas notava-se alguma falta de discernimento (como os dois penáltis falhados frente ao Nacional comprovam), de força para ganhar os duelos e sobretudo de atenção nos minutos finais dos jogos (a equipa perdeu os três últimos jogos com golos depois dos 80 minutos).

Essas características trabalham-se e ensinam-se com o tempo. Mas podemos dizer que os barcelenses têm perdido pontos por culpa própria e, como o treinador é o líder, é também o responsável pelos resultados. Quatro derrotas consecutivas são suficientes para ditar o afastamento de um treinador, ainda para mais no começo da época? Fica ao critério de cada um.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Entretanto, o clube já anunciou a contratação de Ricardo Soares. Agora, resta desejar bom trabalho ao novo treinador, alguma sorte e acreditar na velha máxima do “isto não é como começa, é como acaba”. Que o Gil não esqueça que a permanência no campeonato tem uma dedicatória: Dito. Um peso adicional sobre os jogadores e sobre a nova equipa técnica, que com certeza, tudo farão para tornar numa vantagem.

Artigo revisto

Posição ‘6’ | Quem é o dono do lugar no SL Benfica?

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O meio campo do SL Benfica tem sido o setor alvo de mais alterações e onde se sentiu (e continua a sentir) mais incerteza. A posição de número 6 será com certeza a que mais discussão gera entre os adeptos do clube da Luz.

Weigl começou a época a titular, mas perdeu o lugar, após o desaire em Salónica. Gabriel conquistou o lugar, mas não tem convencido. Até o próprio Samaris já teve alguns minutos de utilização, incluindo uma titularidade (absurda) frente ao SC Braga. Afinal, quem deveria ser o dono do lugar?

Este debate transporta-nos para uma discussão que vai muito além dos jogadores e das suas qualidades, focando-se mais naquilo que cada pessoa acredita ser o futebol e o que é exigido nesta posição.

Para uns, um trinco tem de ser um jogador à antiga: fisicamente possante, bom posicionalmente e muito intenso no ataque à bola. Para mim, esta ideia não podia estar mais errada. Um jogador nunca se poderá resumir àquilo que corre. É mais importante saber para onde correr e como do que nunca parar de pressionar.

Muitas vezes, as pessoas esquecem-se de que a bola corre sempre mais rápido do que qualquer jogador.

Esta falsa ideia que foi construída à volta da ideia de “intensidade”, que fica ligada a uma visão mais conservadora do futebol, prejudicou e continuará a prejudicar muitos em Portugal e por todo o mundo. Óliver Torres, no FC Porto, é um excelente exemplo disto.

As pessoas que se encontram deste lado da barricada são críticos habituais do jogo de Weigl, reclamando quase sempre da falta de intensidade e capacidade física do alemão. Mas, afinal, o que é isto da intensidade? Samaris e Gabriel são jogadores intensos?

Gabriel é um jogador com índices de esforço baixíssimos, apesar da sua forte estrutura física. É inegável que ganha muito mais bolas no ar do que o alemão e é significativamente mais forte nos duelos no solo.

No entanto, qual é a importância desta potência física se o posicionamento nos afasta sempre da bola? É muito por aqui que Gabriel peca, sendo, sobretudo, isto que o impede de jogar nesta posição.

A médio mais adiantado, Gabriel poderia brilhar, mas teria de superar as dificuldades que tem para pensar o jogo. Tem muita qualidade nos passes típicos de quarterback, mas recorre demasiadas vezes a esta solução, quando tem opções mais simples e progressivas.

Andreas Samaris, sim, já caberia na definição tradicional de “jogador intenso”. O grego corre o jogo todo, pressionando sempre o adversário. Mas realiza esta pressão da forma certa? Não. A pressão tem de ser algo coordenada coletivamente. Nunca é positivo ter um jogador a pressionar o adversário sozinho, ou de forma precipitada.

Esta necessidade de estar constantemente em deslocamento para junto da bola demonstra uma má leitura do jogo e má capacidade de posicionamento. Nestas duas áreas, Julian Weigl prospera e é claramente superior aos dois colegas. Tecnicamente, é também melhor. Os seus passes chegam sempre em grandes condições aos seus colegas e raramente perde a bola, ou falha descaradamente uma ação.

Então, Weigl deveria ser o titular desta equipa? Sim e não. Para mim, é claramente o jogador de futebol superior (atenção à palavra jogador e não atleta), mas o seu jogo dificilmente encaixa naquilo que é o futebol de Jorge Jesus.

O treinador dos encarnados contou, quase sempre, com médios de maior rotação e com uma capacidade de transporte de bola que Weigl não consegue dar à equipa. Estas debilidades ficam ainda mais evidentes perante a falta de apoio de Taarabt ou Gabriel. O marroquino é taticamente anárquico e Gabriel, como já referi, tem índices de esforço muito baixos.

Weigl é um jogador de uma qualidade superlativa, mas que está a ser muito mal aproveitado por Jorge Jesus. Questionar a qualidade do alemão para jogar no SL Benfica é das coisas mais absurdas a que se assiste no mundo desportivo das redes sociais.

Recordar que Busquets foi, facilmente, o melhor médio defensivo da década sem necessitar dessa ideia abstrata da “forte intensidade”.

Uma carta fora do baralho para esta posição poderá ser Gedson. As características do jovem português encaixam muito melhor naquilo que são as ideias de Jorge Jesus. Terá o jovem qualidade para ocupar a posição?

Artigo revisto por Mariana Plácido

Antevisão ATP Finals: O melhor entre os melhores

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Estamos na reta final da temporada de ténis, ou seja, nos preparativos finais para o último torneio ATP do ano, as ATP Finals, que se vão jogar ao longo desta semana, de 15 a 22 de novembro.

As ATP Finals reúnem os oito melhores tenistas ao longo da temporada. O formato é diferente dos habituais torneios a eliminar. Aqui, os tenistas dividem-se em dois grupos, que, este ano, terão o nome de Tóquio 1970 e Londres 2020, em alusão à primeira edição e à presente. Depois de jogarem uma vez contra cada elemento do grupo, o primeiro e segundo avançam para as meias-finais. Esta edição das ATP Finals tem muito de especial – e muitos pontos de interesse.

Desde 2009 que este torneio, que, durante oito edições (2009-2016) teve como nome ATP World Tour Finals (provavelmente até se aperceberem que a sigla WTF não era muito conveniente), se disputa em Londres, uma das capitais mundiais do ténis. No ano de celebração do 50.º aniversário da prova, com todos os nomes e formatos que teve, vamos assistir, igualmente, à sua última edição disputada na, muito célebre, O2 Arena, antes da prova se mudar para Turim. Como tal, tem tudo para ser especial.

A ANTEVISÃO: LAST DANCE EM LONDRES

O elenco para esta edição ficou fechado no decorrer do último Masters 1000 do ano. Em Paris, o nono classificado do ranking mundial, Diego Schwartzman, garantiu os pontos suficientes para já não ser possível sair dessa posição, ficando, então, com acesso a esta prova de elite. Isto porque Roger Federer, que, nas últimas 17 edições da prova, só falhou uma (em 2016), continua a contas com a sua recuperação física e não vai marcar presença em Londres. Assim, Schwartzman, qualificado em oitavo, junta-se a Andrey Rublev, qualificado em sétimo, como estreante do torneio. O sorteio da passada quinta-feira ditou a distribuição dos grupos. Destes grupos, recorde-se, irão ser apurados os atletas para jogar as meias-finais, num esquema onde o vencedor de cada grupo disputa o acesso à final com o segundo classificado do outro grupo.

Este torneio, como é habitual, conta com um elenco muito equilibrado. Prova disso é o facto de o jogador com mais títulos (cinco) e mais vitórias (40) do ano, Rublev, se ter qualificado apenas em sétimo lugar. A contribuir – e muito – para esta curiosidade está o novo sistema de pontuação ATP durante a pandemia. De facto, é hábito afirmar que este é um torneiro onde qualquer um pode ganhar e que conta sempre com muitas surpresas. Já tivemos vencedores como Dimitrov, em 2017, Zverev, em 2018 e Tsitsipas, em 2019. No entanto, este ano, apesar de termos Djokovic a um grande nível e a fazer uma das melhores temporadas da carreira, todos os jogos serão especialmente equilibrados e disputados.

Jogado com características semelhantes – piso rápido e indoor -, o Masters de Paris poderá muito bem ter sido uma amostra fiel daquilo que poderemos esperar para as ATP Finals.

Está, assim, tudo a postos para dar início a mais uma edição desta que é considerada uma das provas mais importantes do calendário do ténis e que marca, também, o fim da (mais do que atípica) temporada de 2020.

Foto de Capa: ATP Finals

Artigo redigido por José Maria Reis

FC Porto: Mbemba e o lugar cativo na defesa portista

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Chancel Mbemba chegou ao FC Porto na temporada 2018/2019, mas na altura a falta de espaço na equipa principal não lhe permitiu lutar por um lugar na defesa. Volvidos dois anos, o central de 26 anos já é um indiscutível na equipa de Sérgio Conceição e já foi opção em 10 jogos esta temporada. Uma evolução notável que merece o devido reconhecimento que tem atualmente.

O central antes de chegar ao FC Porto, passou pelo SC Anderlecht e Newcastle FC, mas é no FC Porto que tem relançado a carreira. Numa entrevista à Revista Dragões – revista oficial do FC Porto -, Mbemba admitiu que o interesse do clube nele foi “um presente de Deus”, mostrando-se agradecido pela oportunidade de fazer parte da equipa.

 

Nesse jogo, a equipa azul e branca conquistou a prova rainha ao vencer o SL Benfica por 2-1, com dois golos de Mbemba de cabeça.
Mbemba tem sido uma peça indiscutível para Sérgio Conceição
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Um dos jogos em que o atleta foi mais influente na equipa portista, aconteceu no verão, na final da Taça de Portugal. Nesse jogo, a equipa portista conquistou a prova rainha ao vencer o SL Benfica por 2-1, com dois golos de Mbemba de cabeça. Uma partida inesquecível para o jogador e para os adeptos que, neste eterno clássico, viram o central a aniquilar o principal rival. Questionado sobre esse momento, o central recordou com nostalgia e humildade. “Quando o encontro terminou, pareceu-me tudo normal, não fiquei bem com a noção do que tinha acontecido. Só depois, quando viajei para a Bélgica, é que comecei a reviver o jogo e a aperceber-me realmente do feito”, confidenciou o atleta à revista portista.

Para além deste crescimento da carreira, o defesa não esqueceu os momentos dificeis que viveu na infância. “Tomava o pequeno-almoço de manhã (…) e depois, à noite, se não houvesse nada, não havia”, uma declaração forte que mostra que Mbemba nem sempre teve uma vida fácil e que, possivelmente, foi no futebol que encontrou forma de contornar momentos mais delicados.

A influência do central no FC Porto começou na temporada passada, quando assumiu a posição ao lado do experiente Pepe. Nesse ano, Mbemba realizou 42 jogos oficiais e marcou seis golos. Tendo sido aliás uma das melhores épocas que teve na carreira.
Este ano, o central soma dez jogos disputados e um golo marcado, no último jogo diante do Portimonense SC.