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Vardar 1961 25-25 FC Porto: FC Porto merecia um pouco mais

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A CRÓNICA: DRAGÕES FICARAM A “ISTO” DA VITÓRIA

O FC Porto voltou à Macedónia para defrontar o Vardar na quinta jornada da EHF Champions League. Ambas as equipas já se tinham encontrado na época passada na mesma fase, tendo, na altura, cada equipa conquistado uma vitória no seu pavilhão. Este ano, na equipa do Vardar, estão dois conhecidos dos adeptos portugueses: Borko Ristovski (ex-SLB) e Marko Vujin (ex-SCP).

A equipa da casa entrou a vencer na partida, que começou algo agressiva, com uma exclusão para cada equipa logo nos primeiros minutos. Este tem sido um problema para o FC Porto em termos defensivos, já que os seus defensores centrais se encontram regularmente com duas exclusões, pondo em causa a sua prestação defensiva. Hoje não foi diferente, com Victor Iturriza a sofrer duas suspensões de dois minutos logo aos seis minutos da partida. O resultado estava equilibrado.

Magnus Andersson apostou no 7×6 ainda dentro dos dez minutos iniciais, tentando assim superar as dificuldades que a organização defensiva do Vardar (5×1) estava a causar à sua equipa. Ambos os guarda-redes, Borko e Mitrevski, entraram bem na partida e logo aos 12 minutos surgiu a primeira interrupção da partida pedida pelo treinador “azul e branco” para tentar melhorar a prestação do 7×6 (4-4).

Nessa altura, também Gleb Kalarash tinha sido excluído duas vezes e na segunda os visitantes aproveitaram para chegar à frente do marcador pela primeira vez na partida (4-5). Essa vantagem surgiu de um parcial de 0-6 dos “dragões”, que em menos de dez minutos passaram de perder por dois golos para estar a vencer por quatro (4-8). Após o seu treinador ter pedido time out, o Vardar conseguiu um parcial de 4-1, voltando a estar a apenas um golo de diferença do FC Porto.

Fábio Magalhães foi fenomenal na organização dos ataques azuis e brancos.
Fonte: FC Porto Sports

Os azuis e brancos ainda voltaram a ter três golos de vantagem, mas até ao intervalo a equipa da Macedónia conseguiu recuperar a desvantagem e sair para o intervalo a vencer 13-12.

O jogo recomeçou com uma defesa muito agressiva do Vardar, enquanto o FC Porto “vivia” apenas da ligação entre Fábio Magalhães e Victor Itorriza. Durante esse período, a equipa da casa conseguiu conquistar uma vantagem de dois golos (16-14). Aos 41 minutos, com a sua equipa a perder por apenas um golo, Magnus Andersson voltou a pedir paragem do jogo, que resultou no empate a 19 golos a meio da segunda parte.

Pouco depois, os azuis e brancos regressam ao 6×6 e assumem a frente do marcador. Isto levou a que o Vardar voltasse à sua organização defensiva de 5×1. O jogo corria de feição aos “dragões” que haviam regressado à frente do marcador e já venciam por dois golos a menos de dez minutos do final da partida (21-23). Essa vantagem levou Stevce Alusevski a pedir o seu último time out da partida.

O FC Porto entrou nos últimos cinco minutos da partida com dois golos de vantagem e prestes a fazer história novamente, mas não conseguiu marcar durante quatro ataques, permitindo que o Vardar voltasse para a frente do marcador (25-24), a pouco mais de trinta segundos do fim. Era tempo mais que suficiente para o treinador alemão do FC Porto parar o jogo e preparar o 7×6 naquela que provavelmente seria a última posse de bola azul e branca.

A jogada não correu como previsto. Quando já se pensava que os dragões iriam perder o jogo, a bola sobrou para António Areia que, no último segundo da partida, rodeado de adversários, conseguiu marcar o golo que deu o empate à sua equipa. O resultado final fixou-se no 25-25.

Jogo fenomenal do FC Porto, que já parece ter encontrado o seu ritmo, mas ainda conta com algumas ausências. Esse é caso de Rui Silva, Djibril M’Bengue e Miguel Martins (lesionou-se nos instantes inicias da partida). Foram excelentes as exibições de Victor Iturriza, que aguentou 54 minutos com duas exclusões, Fábio Magalhães e do jovem Martim Costa.

A FIGURA

Fonte: FC Porto Sports

Victor Iturriza: Adivinha-se uma noite difícil para Iturriza, após ter recebido duas suspensões de dois minutos numa fase muito prematura da partida. No entanto, manteve-se concentrado na partida e no seu trabalho e foi uma das razões para o FC Porto alcançar este resultado, contribuindo com sete golos (88%).

 

O FORA DE JOGO

Fonte: FC Porto Sports

André Gomes: Conseguiu dois bons golos numa fase crucial da partida, mas não esteve presente na partida, passando a maioria dela sentado no banco, mesmo com a ausência de três jogadores da primeira linha. Apenas três golos em nove remates (33%) são resultado de uma exibição menos positiva.

ANÁLISE TÁTICA – VARDAR

O Vardar entrou em campo com o seu habitual 5×1 com Timur Dibirov como defesa mais avançado, mas foi rapidamente “obrigado” a defender 6×0 devido à superioridade numérica adversária. Tal não foi impedimento para uma excelente prestação defensiva, liderado pelo experiente Borko Ristovski na baliza. Ofensivamente a equipa esteve menos bem, encontrando-se sempre muito dependente de ações individuais de Cupic e Marko Vujin, principalmente.

Sete Inicial e Pontuações

Borko Ristovski (7)

Timur Dibirov (5)

Flip Taleski (4)

Lovro Jotic (4)

Marko Vujin (6)

Ivan Cupic (6)

Stojanche Stoilov (5)

Suplentes Utilizados e Pontuações

Gleb Kalarash (5)

Ante Gadza (5)

Josip Vekic (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

FC Porto entrou a defender no seu habitual 6×0 com Victor Iturriza e Daymaro Salina no meio. Do outro lado, encontrou o 5×1 muito avançado que lhe causou muitas dificuldades inicialmente, levando a equipa a jogar a maioria do jogo com o 7×6. A prestação defensiva foi boa, principalmente quando conseguiu colocar mais pressão na circulação ofensiva adversária.

A decisão de regressar ao 6×6 nos minutos finais, pode não ter sido a melhor já que a equipa teve imensas dificuldades ofensivas e dependeu bastante da capacidade individual de André Gomes, mas percebe-se que talvez fosse demasiado arriscado dar a oportunidade de golos fáceis e rápidos ao Vardar na altura. A última jogada da partida, já com 7×6, não foi bem realizada, mas no final a sorte esteve um pouco do lado do FC Porto e pode-se dizer que foi merecido. 

Sete Inicial e Pontuações

Nikola Mitrevski (7)

Leonel Fernandes (6)

André Gomes (5)

Miguel Martins (-)

Diogo Silva (5)

António Areia (8)

Victor Iturriza (9)

Suplentes Utilizados e Pontuações

Alfredo Quintana (5)

Daymaro Salina (5)

Ivan Sliskovic (5)

Diogo Branquinho (5)

Martim Costa (6)

Fábio Magalhães (6)

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Tottenham Hotspur FC 3-0 LASK Linz: Spurs entram com pé direito

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A CRÓNICA: DOMÍNIO AVASSALADOR DOS INGLESES, COM VINÍCIUS EM DESTAQUE NA ESTREIA

O Tottenham Hotspur FC começou da melhor maneira a campanha da edição 20/21 da Liga Europa, ao receber e vencer os austríacos dos Lask LINZ, carrasco do Sporting CP no playoff da competição.

A formação orientada por José Mourinho entrou assertiva no jogo e a tentar impor o seu estilo, assumindo o favoritismo na partida. Com uma boa entrada no encontro, os spurs abriram o marcador ao minuto 18, por intermédio de Lucas Moura, após um bom envolvimento atacante e com assistência de Carlos Vinícius. O pendor ofensivo da formação inglesa fazia-se notar e o segundo golo acabaria mesmo por surgir, à passagem do minuto 27, com Reguilón a arrancar um grande lance individual que culminou com a bola na baliza dos austríacos, com autogolo de Andrés Andrade. A oportunidade mais flagrante de que o Lask dispôs foi de um potente remate de Gruber à entrada da área, que obrigou Joe Hart a lançar-se para a fotografia.

No segundo tempo, os austríacos correram atrás do prejuízo e tentaram criar perigo efetivo junto da baliza do Tottenham, mas as iniciativas ofensivas acabaram por fracassar, ora pela ineficácia, ora pela organização defensiva demonstrada pelos ingleses. Os spurs tiveram ainda a oportunidade de ampliar a vantagem com algumas boas oportunidades, chegando ao terceiro tento pelos pés de Son Heung-min ao minuto 84, depois de um passe de morte de Vinícius. Até ao apito final do árbitro o resultado não se alterou e o marcador registou a vitória inglesa com três golos sem resposta.

Com este triunfo, os londrinos conquistam os primeiros três pontos na competição e partilham a liderança do grupo J com o Royal Antwerp FC, que viajaram até à Bulgária e derrotaram o FK Ludogorets por 2-1.

A FIGURA


Carlos Vinícius – O avançado brasileiro – emprestado pelo SL Benfica – estreou-se nesta partida com a camisola do Tottenham Hotspur FC e registou um bom desempenho, estando envolvido em dois dos três golos dos spurs. A parceria com Lucas Moura deu muitas dores de cabeça à defesa do Lask LINZ.

 

O FORA DE JOGO


Organização do Lask LINZ – A formação austríaca teve uma noite para esquecer, sendo completamente dominada pelo Tottenham Hotspur FC, que controlou o jogo a seu bel-prazer e não deu qualquer hipótese ao adversário.

 

ANÁLISE TÁTICA – TOTTENHAM HOTSPUR FC

Com algumas novidades no onze inicial, entre as quais a estreia de Carlos Vinícius, os spurs apresentaram-se num dispositivo tático base de 4-2-3-1. A turma de Mourinho impôs-se ao longo do encontro, dominado a partida em praticamente todas as suas vertentes, criando sérias dificuldades à equipa austríaca em sair a jogar e criar oportunidades de golo. O domínio da formação londrina fez-se sentir ao longo de toda a partida, com os ingleses a controlar por completo o meio campo e a ‘furar’ com relativa facilidade as linhas do Lask LINZ, criando perigo constante à baliza austríaca.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Hart (7)

Doherty (8)

Sánchez (7)

Davies (7)

Reguilón (7)

Hojbjerg (7)

Winks (7)

Bale (6)

Lamela (7)

Moura (7)

Vinícius (8)

SUBS UTILIZADOS

Alli (6)

Sissoko (6)

Son (7)

Lo Celso (-)

Clarke (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – LASK LINZ

A formação austríaca apresentou-se num sistema tático de 3-4-3. Mostrou dificuldades em encontrar-se no jogo, tal a diferença de qualidade entre as duas equipas, ressentindo-se na saída com bola e na ligação entre setores. Na segunda parte, mostraram-se mais atrevidos ofensivamente, mas poucas foram as vezes em que conseguiram chegar ao último terço do terreno, sendo incapazes de criar real perigo à baliza defendida pelo guardião Joe Hart.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Schlager (6)

Wiesinger (6)

Trauner (6)

Andrade (6)

Ranftl (6)

Holland (-)

Michorl (6)

Renner (6)

Gruber (6)

Raguz (6)

Balic (6)

SUBS UTILIZADOS

Grgic (6)

Filipovic (6)

Potzmann (6)

Eggestein (6)

Goiginger (6)

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

As 3 das piores lesões no mundo do futebol

As lesões são o pior do futebol. A ideia não é nova. Lembremo-nos de quando Bernardo Silva falhou o Campeonato da Europa 2016. Recordamos também com tristeza o momento em que Reus se lesionou e falhou o Mundial 2014.

Claro, a lesão de Cristiano Ronaldo que o impediu de jogar grande parte da final do Europeu de França e que figurará para sempre nos momentos mais inesquecíveis da história do futebol. Outros exemplos haverá. Mais recentemente, foram Arias, Van Dijk ou André Almeida que provaram o cruel sabor da dor. Não a física, mas sim o irremediável sofrimento de não poderem fazer o que mais gostam. Quantos destinos já terão sido mudados por causa de lesões? Nunca saberemos.

Ainda assim, muitas carreiras terminaram mais cedo do que o esperado e outras foram profundamente desvirtuadas por causa delas. Recordemos algumas de grande gravidade.

FC Porto: A Liga de Campeões trouxe coisas boas, uma delas foi Zaidu

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O FC Porto estreou-se na passada quarta-feira na Liga dos Campeões, em Inglaterra, frente ao Manchester City FC. A partida terminou com a derrota portista, mas nem tudo foi negativo para o treinador Sérgio Conceição que apostou nos reforços e teve bons indicadores. No onze titular, o técnico azul e branco apostou em Zaidu e Sarr. Com o primeiro a fazer a sua estreia absoluta em provas europeias.

O reforço portista, que chegou do CD Santa Clara, acabou a noite com nota positiva. Muito forte nos duelos individuais, ao conseguir conter o poderio ofensivo inglês, e ainda importante no ataque, com arrancadas que deixavam o adversário para trás.
A inexperiência não se fez sentir e a aposta em Zaidu vai tornar-se constante, ele que está a colmatar a ausência de Alex Telles. Uma tarefa difícil, mas que o lateral já mostrou que pode ser capaz.

A inexperiência não se fez sentir e a aposta em Zaidu vai tornar-se constante, ele que está a colmatar a ausência de Alex Telles.
O lateral Zaidu esteve num bom nível no jogo frente ao Manchester City FC
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Por falar em estreias, Sarr regressou às competições sete meses depois. O lateral já não jogava desde Março e fê-lo numa prova de fogo na liga milionária. Inicialmente demonstrou alguma falta de ritmo – fruto da paragem -, mas com o decorrer do tempo conseguiu subir de rendimento. Apesar dos erros iniciais, o atleta conseguiu depois fazer cortes importantes.

Para além de Zaidu e Sarr, também Nanu, Taremi e Evanilson foram a jogo. No entanto, o tempo em que estiveram em jogo não permitiu analisar com precisão o potencial dos atletas. O resultado também pode ter influenciado e a falta de oportunidades enquanto estavam em campo também.

No entanto, Taremi, à semelhança do que tem feito quando entra nos jogos do campeonato, deixou bons indicadores. A qualidade e técnica estão lá. Precisa apenas de ser mais rentabilizada para os resultados serem ainda melhores.
Nanu revelou alguma inexperiência e deixou que os nervos falassem mais alto. No caso de Evanilson a situação é idêntica. O atleta teve poucas oportunidades para mostrar serviço e quando as tinha, não as soube aproveitar.

Em suma, esta primeira jornada terminou com a derrota, mas a reação portista ao poderio inglês não podia ser melhor. O treinador Sérgio Conceição estudou bem o adversário e conseguiu apostar nos reforços que deram uma boa resposta. No entanto, os condicionalismos da arbitragem falaram mais alto. No próximo jogo, a equipa portista tentará mostrar a outra face.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

KKS Lech Poznan SSA 2-4 SL Benfica: Mau na prática, bom na Teoria (de Darwin)

A CRÓNICA: EMOÇÃO PARA QUÊ E PARA QUEM?

Não havia público nem havia necessidade. Num jogo desnecessariamente equilibrado, o SL Benfica entra a vencer na presente edição da Liga Europa. Na Polónia, frente ao KKS Lech Poznan SSA, os encarnados triunfaram por 4-2, com um hat-trick de Darwin. Segue-se o Standard Liége e, pelo meio, o B-SAD e segue-se a crónica com as incidências da partida.

Aos oito minutos de jogo, surge o primeiro lance capital. Grande penalidade assinalada a favor das águias, por mão na área polaca, após cruzamento rasteiro de Waldschmidt. Pizzi assume a marcação e, ao estilo de Bruno Fernandes, dá, pela primeira vez na partida, trabalho ao encarregado do placar eletrónico do City of Poznan. Vantagem encarnada e dedicatória a André Almeida.

Dobrado o tempo do golo inaugural, o Lech Poznan chega ao empate. Como? Como se esperava: fazendo bom proveito do bloco alto das águias e procurando e encontrando a profundidade nas costas da linha defensiva encarnada, pela esquerda. Czerwinski é quem encontra essa profundidade e quem serve Ishak para o encosto.

Aos 24 minutos, quase dilata a vantagem… o Lech. Na sequência de um canto, Moder remata em vólei de cima para baixo com o esférico a beijar a relva e de seguida a trave da baliza de Vlachodimos. Grimaldo a marcar o adversário com os olhos da nuca e por muito pouco não se consuma a reviravolta polaca.

42 minutos e mais uma inauguração: o marcador já o tinha sido, desta feita é o frasco de Ketchup de Darwin que é inaugurado. Bom trabalho coletivo da turma de Jorge Jesus que culmina com um cruzamento milimétrico de Gilberto – talvez o seu ponto mais forte – para um grande golpe de cabeça do uruguaio.

Boa elevação e suspensão a suportarem um bom gesto técnico na estreia a marcar do “9” das águias e vantagem (mínima) no marcador favorável aos visitantes na saída para o intervalo.

Boa entrada do SL Benfica na segunda metade, melhor entrada ainda do Lech Poznan. Aos três minutos, Ishak bisa na partida em recarga no corredor central, após uma interessante jogada combinativa pela esquerda e pelo centro do ataque polaco. Antes, Darwin e Waldschmidt haviam desperdiçado uma dupla oportunidade para dilatar a vantagem das águias.

Quem marca um, marca dois. Uma vez aberto o frasco de Ketchup, eis os golos de Darwin, que, à hora de jogo, bisa na partida. Bem servido por Everton, que encontrou espaço no corredor central vindo da “sua” ala esquerda, trabalha bem – e com classe – e finaliza cara a cara com Bednarek.

O golo parece congelar a equipa de Poznan até aos 70 minutos. Dos 70′ aos 80′, a partida é toda – mas toda – dos polacos. Vale Odysseas. Dos 80 minutos em diante, o SL Benfica equilibra a partida – mais ou menos – e, em período de descontos, Darwin muda a sua Teoria para um provérbio: “não há duas sem três”.

Hat-trick consumado e vitória sofrida assegurada. Valeu pelos três pontos e pelos três golos do uruguaio.

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Darwin Núñez – Três golos e muito trabalho. É este o resumo da exibição do avançado uruguaio que, na estreia a marcar, apontou logo um (tão necessário) hat-trick, exibindo uma capacidade prolífica, técnica e aérea até então pouco vislumbrada. Respondeu à seca de golos pessoal e ao bis de Ishak e granjeou a importante distinção de Figura do Jogo Bola na Rede.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Grimaldo – Defende mal e ataca bem. Isto é o que costuma definir Grimaldo. Hoje não foi. Hoje, defendeu mal e atacou da mesma forma. Foi o elo mais fraco da equipa até ser substituído por Nuno Tavares. O lugar vai continuar a ser seu, mas Nuno Tavares (que não esteve muito melhor) vai estar à espreita de mais exibições como a de Poznan.

 

Análise Tática – KKS Lech Poznan SSA

Os polacos defendiam com uma linha de cinco, uma de quatro e Ishak na frente a pressionar com o olhar. As três linhas não deixavam muito espaço entre si, apesar das tentativas de as penetrar de Taarabt e Pizzi (este na primeira parte) sobretudo, e o bloco era, regra geral, baixo.

Em ataque posicional e numa prova de coragem, a equipa polaca trocava a bola em zonas bem próximas da sua baliza para obrigar o bloco adversário a subir o mais possível. Nessa troca de bola, para obrigar os homens da pressão encarnada a correrem, os centrais abriam bastante, dando os laterais a restante largura – até aos limites laterais do terreno de jogo.

Moder e Tiba preenchiam o meio campo polaco para prender Gabriel e Taarabt e os alas juntavam-se aos elementos mais avançados para formar uma linha de quatro que se colava à linha defensiva encarnada. No momento certo, a bola era por fim lançada em profundidade.

Alheia às movimentações do marcador, a turma de Dariusz Zuraw não perdeu nunca a sua forma e o seu conteúdo, alterando apenas os intervenientes. Ainda assim, há que registar que nos últimos 15 minutos o Lech Poznan apostou numa dupla de ataque mais clara e destacada do que até então.

XI INICIAL E PONTUAÇÕES

Bednarek (6)

Czerwinski (5)

Crnomarkovic (5)

Puchacz (5)

Dejewski (5)

Moder (5)

Ramírez (5)

Pedro Tiba (5)

Skoras (5)

Ishak (7)

Kaminski (6)

SUBS UTILIZADOS

Marchwinski (5)

Muhar (5)

Kravets (5)

Katcharava (6)

Awaed (-)

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Jorge Jesus não fugiu muito ao XI titular e ao sistema cada vez mais “tipo” ou padrão, apostando num 4-2-3-1 assente na mobilidade e intercâmbio de corredores de Waldschimdt e Pizzi – na primeira parte, Rafa na segunda -, pelo centro e pela direita, respetivamente, com a regular intervenção de Everton na manobra ofensiva que passava muito também pelo quarto elemento da frente ofensiva encarnada, Darwin.

Gabriel e Taarabt alinhavam num duplo pivô de meio campo que funcionava como um sistema de duas estrelas, orbitando-se mutuamente, ainda que não com o brilho necessário. Assim, ambos descaíam para ambas as alas, consoante as necessidades de equilíbrio requeriam.

Em ataque posicional, Pizzi funcionava como médio, abrindo alas – no caso a direita – para Gilberto. Grimaldo subia como sempre e a construção a três ficava a cargo dos centrais e de Gabriel, com Taarabt e Pizzi a permear a (relativamente) boa organização defensiva polaca.

No momento defensivo, Darwin e Waldschmidt pressionavam alto – um pouco “a pedido” do Lech Poznan – os alas e a dupla de médios tentavam fazer o mesmo e a linha de quatro defesas não se desmanchava, fruto dos vários jogadores de azul que procuravam a profundidade.

A defesa à zona imperava nas bolas paradas, não tendo estado suficientemente oleada para travar as ofensivas aéreas – sobretudo – da equipa polaca, que tem precisamente no jogo pelo ar uma das maiores virtudes.

Na segunda parte, notaram-se algumas nuances táticas nos encarnados, fruto da troca de Pizzi por Rafa. Apesar de também aparecer regularmente no meio, Rafa alinhava mais pela ala do que Pizzi e tornava mais evidente o 4-2-3-1/4-4-1-1 do SL Benfica.

Para os últimos cinco minutos, JJ lançou Jardel e passou a jogar com três centrais para tentar por fim dar conta do enorme e árduo recado que se havia revelado, desde a sua entrada em campo, Katcharava.

XI INICIAL E PONTUAÇÕES

Vlachodimos (7)

Gilberto (5)

Otamendi (5)

Vertonghen (5)

Grimaldo (4)

Gabriel (6)

Taarabt (5)

Pizzi (7)

Everton (5)

Waldschmidt (5)

Darwin (8)

SUBS UTILIZADOS

Rafa (5)

Weigl (5)

Pedrinho (5)

Nuno Tavares (5)

Jardel (-)

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Andraz Sporar | Falta de minutos e preferências táticas

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Andraz Sporar parece não encaixar no perfil que Rúben Amorim pretende para o avançado centro do Sporting CP. Desde o início da época, o esloveno não tem tido vida fácil, visto que é utilizado de forma muito menos frequente do que quando chegou a Alvalade. 

No início deste ano civil, Andraz Sporar chegou a Portugal com o estatuto de próximo ponta de lança de referência da equipa leonina. Os 60 golos que apontou em 78 jogos ao serviço do Slovan Bratislava foram uma boa montra, algo que levou o Sporting CP a investir mais de seis milhões no passe do jogador. 

Em meia temporada, com Silas e Rúben Amorim, o avançado era titular indiscutível, sendo que foi utilizado em quase todos os minutos e marcou por sete vezes.

A verdade é que, nos últimos tempos, o ponta de lança não tem tido os dias mais felizes da sua carreira. Rúben Amorim retirou o avançado da lista de prioridades e começou a utilizar outros jogadores na posição central do ataque, nomeadamente Jovane e Vietto. Esta temporada, Andraz Sporar fez apenas 55 minutos em quatro partidas oficiais.

Ao contrário do que ocorreu na época transata, o esloveno não tem sido aposta para Rúben Amorim
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Na minha opinião, Rúben Amorim ainda anda à procura da característica que mais favorece a equipa na posição central do ataque. Com Jovane, o Sporting CP ganha um jogador explosivo e imprevisível; com Viettoumespécie de falso nove que desce para ir buscar jogo, projetando os outros dois avançados para a frente; Já com Andraz Sporar, a formação leonina ganha um avançado com mais presença na área, sendo que o esloveno também é capaz de se movimentar bem nos espaços vazios. 

Acredito que Andraz Sporar pode ser uma peça importante para o sucesso do Sporting CPnesta temporada. Com a falta de goleadores na equipa leonina, esta época é a derradeira para o avançado garantir e confirmar o rótulo que trouxe do campeonato eslovaco. Faz falta um jogador no onze titular que dê profundidade e que se afirme no jogo aéreo, já que a equipa leonina utiliza muito os cruzamentos na manobra ofensiva.  

Com o interesse em Paulinho do SC Braga, cada vez mais difícil de se concretizar, é hora de aproveitar o ponta de lança da casa, visto que este tem características muito idênticas ao tal “avançado de sonho” de Rúben Amorim.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Lech Poznan x SL Benfica | Os 4 jogos contra polacos na UEFA

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Há uma qualquer atracção do Lech Poznan pelos portugueses. Quando defrontar o SL Benfica, esta quinta feira (17h55), será a terceira vez que defrontam clubes nacionais em três participações uefeiras: SC Braga (16 avos, 2010-11) e Belenenses (Fase de Grupos, 2015-16) não passaram no frio polaco, não conseguindo melhor que uma derrota e um empate, estatística que assentuou ainda mais a dificuldade lusa nas deslocações àquele país – no total, apenas duas vitórias em 13 jogos, registo fraco e que amedronta as aspirações do Benfica no confronto da Liga Europa.

Jesus muito menos tem boas recordações da capital, Varsóvia, onde perdeu pelo Sporting CP frente ao Legia (1-0) em 2016-17. O treinador português não espera facilidades e não deverá alterar muito em relação ao onze de Vila do Conde, sabendo de antemão que é essencial entrar com o pé direito na prova.

A ESTREIA DO SL BENFICA DE JORGE JESUS NA LIGA EUROPA É JÁ NESTA QUINTA-FEIRA E HÁ MUITO POR DECIDIR. QUEM VAI GANHAR? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Os polacos são comandados por Darius Zuraw, técnico de 47 anos que foi promovido da equipa secundária no final de 2018-19. Criado numa cultura futebolística que tem como primeiras referências os nomes de Lato, Boniek e Lewandowski, não admira que o treinador baseie o seu sistema em ousados ideiais ofensivos, construíndo o onze titular sobre um habilidoso triângulo de meio-campo composto por Pedro Tiba, Moder e Daní Ramírez.

Perto do português, que funciona como ‘8’, Moder afirma-se nos grandes palcos e interpreta o papel de médio mais defensivo. Polaco, de 21 anos, é um dos grandes destaques da equipa e faz, por estes dias, as delícias dos scouts europeus pelas características singulares do seu jogo: a técnica e visão de jogo que possui, permitem-lhe funcionar como o pêndulo do 4-2-3-1, orquestrando o onze desde a primeira fase de construção e permitindo liberdades a Ramírez, o ‘10’ declarado.

Espanhol formado no Leganés e com passagem pelos escalões inferiores do Real madrileno, será a principal dor de cabeça para a defensiva encarnada pela criatividade e movimentações no apoio ao ponta-de-lança de serviço, Mikael Ishak, internacional sueco já com sete golos em 2020-21.

Há boas notícias para o Benfica, no que toca a ausências. Djordje Crnomarkovic e Ljubomir Satka, centrais habitualmente titulares, estão de fora por razões díspares. O primeiro por estar infectado com Covid, o segundo pela expulsão no play-off, o que permite a titularidade à quarta opção, Tomasz Dejewski.

Pormenores que os encarnados têm em atenção e que podem facilitar e muito a missão portuguesa em Poznan. Se a isso juntarmos o histórico benfiquista contra equipas do país, menos preocupações haverá quanto às possibilidades de sucesso. Nas duas vezes que se deslocaram à costa do Báltico, houve empates em casa do Katowice (1-1, 93-94) e Ruch Chórzow (0-0, 96-97), ambas as ocasiões a contar para a extinta Taça das Taças e que permitiram resolver as eliminatórias no calor de Lisboa. Recordemos esses encontros, com direito a ficha de jogo.

«António Salvador só não queria que eu fosse para o Benfica» – Entrevista BnR com Leandro Salino

Despontou no Nacional, mas foi no Braga que se afirmou em pleno. Leandro Salino fez parte da equipa dos minhotos que chegou à final da Liga Europa, em 2010/11, um momento com que todos os jogadores sonham, mas que para este brasileiro de 35 anos teve um sabor agridoce. Salino revelou o que se passou nos bastidores da final de Dublin e a forma como foi afastado do jogo por Domingos Paciência. As boas épocas no nosso país levaram-no a transferir-se para o Olympiacos e recorda como Leonardo Jardim o tentou desviar. Consumada a ida para a Grécia, privou com Marco Silva e com jogadores como Cambiasso ou Éric Abidal que lhe serviram de inspiração. Hoje, na fase final da carreira, mas de consciência tranquila por tudo o que teve oportunidade de viver no mundo do futebol, representa o Betim do Brasil.

– A ilha (des)encantada soltou o guerreiro

«Estava doido por vestir a camisola do Braga»

Bola na Rede: Quando vieste para a Europa jogavas nos escalões secundários do Brasil. Como é que surge a vinda para Portugal?

Leandro Salino: A minha primeira ida foi em 2005. Fui campeão Mineiro com o Ipatinga e fui para o Nacional. A primeira passagem não foi boa. O treinador era o Manuel Machado. Fiquei seis meses e regressei ao Brasil em 2006. Tinha cinco anos de contrato com o Nacional, mas fiquei no Brasil até 2008. Andei pelo Ipatinga e pelo Flamengo. Fui cumprir o meu último ano e meio de contrato ao Nacional, novamente. Aí já foi melhor, tinha mais experiência. Jogámos a Liga Europa e logo a seguir fui para o Braga.

Bola na Rede: Não chegaste a jogar no Camacha?

Leandro Salino: Não. Em 2005, o Nacional queria-me emprestar a esse clube e eu não aceitei. Preferia voltar para o Brasil.

Bola na Rede: Guardas boas recordações da Madeira?

Leandro Salino: Muito boas. Consegui fazer amigos. O meu período lá foi curto, mas foi uma experiência muito boa. A ilha é muito bonita. O clube também era muito bom e tinham o dérbi contra o Marítimo que eram jogos muito intensos e muito bons de se jogarem.

Bola na Rede: Qual foi o momento mais marcante no Nacional?

Leandro Salino: Foi quando nos classificámos para a Liga Europa. Terminámos em quarto no campeonato português e conseguimos chegar à Liga Europa, eliminando o Zenit. Foi o momento mais marcante para mim.

Bola na Rede: Como se deu a ida para o Braga?

Leandro Salino: Estávamos a chegar a dezembro. Tinha uma proposta de renovação com o Nacional. O Rui [Alves], presidente do Nacional, já me tinha feito uma proposta de renovação de cinco anos. Era uma proposta muito boa, mas eu não queria ficar mais na ilha por tudo o que eu já tinha passado. Queria ir para outro mercado, outro clube. Chegou a dezembro e recebi uma proposta do Braga que estava a lutar pelo título com o Benfica. Em dezembro ou janeiro, eles já queriam fazer um pré-contrato comigo, mas faltavam quatro meses para acabar o campeonato português. Eu decidi assinar o pré-contrato com o Braga. Isso circulou nos noticiários e o Rui acabou por me afastar do Nacional. Não me deixou jogar mais. Fiquei tranquilo. Sabia que ia para um grande clube como é o Sporting Clube de Braga, a quarta força aí de Portugal. Não havia hora de acabar o ano e o contrato para poder ir para o Braga. O treinador era o Domingos Paciência, já tinha tido contacto com ele, porque eles ligaram-me para assinar o pré-contrato. Essa mudança foi radical. Foi maravilhoso sair do Nacional. Fiquei ali quatro meses sem jogar, mas já tinha o pré-contrato assinado com o Braga e estava tranquilo e feliz ao mesmo tempo. Estava doido por vestir a camisola do Braga.

Bola na Rede: Que dificuldades foram essas que te fizeram mudar?

Leandro Salino: A ilha é bonita, só que é pequena. Já conhecia tudo da ilha, não tinha muita coisa para fazer mais. Eu queria ir para outros ares. Lisboa, Porto… onde o mercado é melhor. Quando surgiu a proposta do Braga e o Rui me afastou, disse que não ia jogar mais no Nacional e que me ia embora. Esse final foi a maior dificuldade. Estar esse período afastado e não jogar, só treinar… e eu era titular absoluto e a equipa estava bem.

Bola na Rede: É quando mudas para o Braga, com o Domingos Paciência, que passas de médio para lateral-direito?

Leandro Salino: Isso. Eu já era médio defensivo no Nacional, mas com o Domingos Paciência jogava mais como terceiro homem do meio-campo. O Braga era uma equipa muito forte com o Alan, Mossoró, Hugo Viana, Paulo César… Na pré-temporada joguei bem e acabei médio defensivo titular. O Domingos foi um treinador que me ajudou muito nesse período de Braga. Ele deu-me oportunidade de ser titular e acabei por fazer muitos jogos sob o comando do Paciência. Foi um clube em que a adaptação foi muito tranquila, porque eram mais brasileiros do que nacionais e o nosso grupo era muito unido. Foi espetacular.

Bola na Rede: O que é que tiveste que mudar no teu jogo para fazer adaptação ao estilo de jogo?

Leandro Salino: No Nacional chegava mais à frente, no Braga marcava mais, porque a nossa equipa era muito rápida com o Mossoró, o Lima, que chegou no mesmo dia que eu. A nossa equipa jogava muito para a frente, então acabava por ficar mais na marcação eu e o Vandinho. Deixava a rapaziada da frente atacar.

Bola na Rede: Por indicação do treinador ou tu é que sentias essa necessidade?

Leandro Salino: Era o esquema de jogo. Tive que entender logo. As minhas características eram de defender mais. A nossa equipa atacava muito, então nós defendíamos sempre com os dois centrais, dois laterais e os dois médios defensivos, no caso, eu e o Vandinho, para dar segurança na defesa e libertar mais os extremos. Isso até acontecia mais quando eram jogos de Liga Europa ou Liga dos Campeões.

Bola na Rede: Mas, de vez em quando, ias desenrascar à direita.

Leandro Salino: Na verdade, com o Domingos eu fiz só um jogo na direita. Com o Leonardo Jardim acabei por jogar mais como lateral.

Bola na Rede: Normalmente, os trincos são jogadores possantes. Tu és baixinho. Como superas essas debilidades físicas?

Leandro Salino: Eu sou baixo, mas sou um jogador muito rápido e de muita força na marcação. Hoje os trincos são todos altos, mas eu não tive dificuldade de jogar nessa função, porque sou baixo, mas tenho uma boa impulsão. Não tenho problemas de peso, sou um jogador leve e isso ajudava muito.

Bola na Rede: Gostavas mais de jogar em qual das posições?

Leandro Salino: Mais como médio defensivo. Como lateral corre-se muito [risos].

FC Bayern München 4-0 CA Madrid: O campeão já sonha com o bi

A CRÓNICA: MAIS UM JOGO TREINO PARA OS MELHORES DA EUROPA 

O sorteio ditou que a caminhada do campeão europeu FC Bayern München começaria frente ao Atlético de Madrid, que muitas críticas tem recebido de há algumas épocas para cá. Do outro lado do grupo estavam Lokomotiv de Moscovo e o RB Salzburgo, duas equipas manifestamente inferiores que não faziam deste um jogo de vida ou de morte. Assim, esperava-se uma partida equilibrada, ainda que com ligeiro ascendente para os alemães.

Os primeiros minutos assim foram, até com o Atlético de Madrid a ter mais iniciativa de jogo, mas a partir daí a partida ganhou um único sentido. Os Bávaros assumiram-se como os detentores do título e dominaram os acontecimentos até aos 80 minutos. Nesse espaço de tempo conseguiram modestos quatro golos frente a um plantel que, embora menos capaz, tem na defesa a sua grande mais valia.

O primeiro apareceu aos 28, através de Coman, depois de uma grande recuperação e assistência de Kimmich. Passados 13 minutos era a vez de Goretzka picar o ponto, dando uma vantagem confortável à equipa caseira.

A segunda parte começou com uma novidade, um golo de João Félix que viria a ser anulado por fora-de-jogo, mas o rumo viria a ser o mesmo. Só dava FC Bayern Munique e aos 66 minutos Tolisso, com um extraordinário golo, acabava com a esperança dos espanhóis que estavam já alheados da partida. Aos 72, depois de uma boa jogada individual, Coman fazia o bis e fechava as contas da partida que pouca história tem para contar.

Os alemães foram e são melhores a todos os níveis. Os madrilenos pouco ou nada conseguiram fazer. Uma autêntica passagem a ferro que evidencia o favoritismo do FFC Bayern München para conquistar o bi campeonato europeu. 

 A FIGURA


Kingsley Coman – O extremo francês inaugurou e fechou o marcador com dois bons golos, o primeiro de vertente coletiva e o segundo numa extraordinária jogada individual. Foi o marcador do golo da final da edição transata e entrou com o pé direito na defesa do título dos alemães. Quando foi chamado a intervir esteve sempre bem e revelou-se essencial para a manobra da equipa neste jogo. 

O FORA DE JOGO


Conjunto do Club Atlético de Madrid – Os espanhóis nunca foram realmente uma equipa durante os 90 minutos de jogo. Muito pouco capazes a todos os níveis, a equipa causou poucas dificuldades aos Bávaros e não honraram o bom nome que representam. O processo não vem sendo muito convincente e o plantel está cada vez mais debilitado e isso é evidente essencialmente nos jogos grandes. Muita coisa terá de mudar para esta não ser mais uma época em branco para o conjunto de Diego Simeone. 

ANÁLISE TÁTICA – FC Bayern München

 A equipa de Munique iniciou a partida no sistema de 4-2-3-1 que muitas conquistas já deu aos Bávaros. David Alaba e Sule no eixo central da defesa, com Pavard e Lucas Hernandez nas laterais sempre com uma enorme projeção ofensiva. No setor mais recuado do meio campo apareceram Kimmich e Goretzka, ainda que isso não fosse impedimento para aparecem em zonas de finalização. Se assim não fosse, o alemão cujo porte físico tem impressionado todos os adeptos do futebol não tinha feito o segundo golo da equipa. Mais à frente apareciam Muller e Tolisso, que intercalavam as suas posições entre o apoio a Lewandowski e a ala direita, e Coman, sempre descaído pelo lado esquerdo. À frente o melhor marcador da época passada e o vencedor virtual do prémio de melhor jogador do mundo caso este tivesse sido entregue, Robert Lewandowski. A partir daqui é deixá-los brilhar. O desenho tático é apenas isso, um desenho, e todos os jogadores dispõem de grande mobilidade que fazem desta equipa uma das mais letais da Europa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Neuer (7)

Pavard (8)

Sule (7)

Alaba (7)

Lucas Hernadez (7)

Kimmich (8)

Goretzka (8)

Muller (7)

Tolisso (7)

Coman (9)

Lewandowski (7)

 SUBS UTILIZADOS

 Douglas Costa (6)

Bouna Sarr (6)

Choupo-Moting (-)

Alphonso Davies (-)

Javi Martinez (-)

 ANÁLISE TÁTICA – Club Atlético Madrid

 Os espanhóis apresentaram-se na Allianz Arena no típico 4-4-2 com o eixo defensivo que disputa a maioria das partidas. Do meio campo tentaram ser donos Herrera e Koke, ainda que sem grande sucesso devido ao completo abafo dos adversários, e nas alas apareceram Carrasco e Llorente. O primeiro sempre mais vertical e na procura  de movimentos de rotura e o segundo mais perto dos homens do corredor central com rotações mais interiores. À frente Luís Suárez e João Félix, que pouco produziram na partida. O processo ofensivo foi quase nulo devido à inferioridade da equipa, e a nível defensivo não foi também uma noite de sonho para os jogadores do conjunto espanhol. Uma ideia que se perdeu muito cedo e que obviamente acabou por não resultar, muito por mérito do FC Bayern München.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

 

Oblak (5)

Trippier (4)

Savic (5)

Felipe (4)

Renan Lodi (5)

Llorente (5)

Herrera (5)

Koke (5)

Yannick Carrasco (5)

Luis Suárez (5)

João Félix (6) 

SUBS UTILIZADOS

 Angel Correa (5)

Vitolo (5)

Thomas Lemar (5)

Lucas Torreira (4)

 

 

Primeira Liga | As 5 melhores exibições da 4ª jornada

Após a primeira pausa para seleções da temporada, o futebol de clubes voltou aos nossos relvados. A Liga voltou já com o primeiro clássico da época, com a deslocação do atual líder a um dos terrenos mais complicados do campeonato, com reviravoltas e emoções. Mas, acima de tudo, com golos; golos não, verdadeiras obras de arte.

Enfim, houve de tudo nesta jornada. E, como não pode haver obras de arte sem artistas, preparámos um top onde elencaremos as cinco melhores exibições da ronda quatro da Primeira Liga.

Menções Honrosas: Galeno (SC Braga), Fransérgio (SC Braga), Mateus Pasinato (Moreirense FC) e Fernando Valenzuela (FC Famalicão).