Numa altura em que a direção continua a preparar a próxima temporada, são anunciadas chegadas que podem ser prenúncio de saídas há muito esperadas. Um dos nomes mais falados para deixar o clube é o central Diogo Leite. Um cenário que aliás já tinha sido falado, mas que pode ter tido algum retrocesso com a pandemia, e voltou a ganhar força com a conquista do campeonato e da Taça de Portugal.
O jovem portista de 21 anos, formado no clube, chegou à equipa principal pelas mãos de Sérgio Conceição na época de 2018/2019. Começou a temporada a titular, e até marcou um golo nos primeiros jogos, mas a chegada de Pepe e o bom entendimento com Felipe não permitiram ao jovem portista ter muitas oportunidades, numa altura em que Militão também era opção. Todos esses fatores explicam o facto de o atleta ter feito apenas seis jogos pela equipa principal e na restante temporada ter andado entre a equipa B e os juniores.
No último ano, a história foi outra e o central teve mais oportunidades, conseguindo realizar 18 jogos, mas, mais uma vez, a experiência de Pepe e Marcano falou mais alto e foram eles os homens de confiança de Sérgio Conceição, deixando assim Diogo Leite fora das opções da equipa titular. Ainda assim, o central tem uma qualidade inegável que fez com que Sérgio Conceição pedisse a continuidade do português no clube.
Diogo Leite está na iminência de reforçar o Valência CF Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
As boas exibições realizadas e o facto de estar no começo da carreira fez com que alguns clubes ficassem com o interesse redobrado no atleta no final do campeonato. Com o português a ter contrato até 2023, foi o Valência CF o clube que mostrou mais interesse ao oferecer 15 milhões de euros mais cinco milhões de bónus no caso de haver rendimento do jogador. Ainda assim, o FC Porto pode estar a tentar subir a parada para um total de 20 milhões, que é aliás apenas metade da cláusula do jogador. Nesta fase, a situação complica-se, uma vez que a pandemia fez com que o valor dos jogadores no mercado baixasse consideravelmente.
Mas tendo em conta a necessidade do FC Porto em vender jogadores, este negócio tem pernas para andar. Confirmando-se esta saída, Sérgio Conceição fica com Pepe, Marcano, Mbemba e ainda Diogo Queirós para o centro da defesa. Este último já regressou do empréstimo da última temporada ao Mouscron, da Bélgica, e já está a treinar com a equipa B para ganhar forma.
Inicia-se uma nova era no futsal do Sport Lisboa e Benfica, com a saída há muito anunciada de antigo capitão e símbolo do clube, Bruno Coelho, para o projeto do ACCS, em França. Tal abriu uma grande interrogação no seio do clube encarnado: qual seria o novo capitão das águias a partir da próxima época 2020/21. Com esta baixa de peso, caberia à estrutura benfiquista encontrar um jogador com o perfil indicado e um misto de experiência e capacidade de liderança para ser a extensão do treinador em campo.
Bruno Coelho, uma grande perda para o Benfica, fantástico jogador e grande capitão. Fonte: SL Benfica
A escolha acabou por recair sobre um dos jogadores mais influentes e o mais experiente do atual elenco, o brasileiro Robinho. Com 37 anos de idade e a caminhar para o seu quarto ano com a camisola do Benfica, o brasileiro naturalizado russo é, dos futsalistas do atual plantel, aquele que melhor encarna, na minha opinião, a garra e a vontade que o misticismo e a rica história das águias merece.
A herança deixada pelo seu antecessor é muito pesada, pois Bruno Coelho é um dos grandes jogadores das águias e, obviamente, um dos capitães mais consensuais e indiscutíveis, pelo que a tarefa de Robinho não se avizinha nada fácil. Mas, pelo menos, pode ajudar a integrar os jogadores jovens e inexperientes e fazê-los sentir a importância e o peso de vestir o “manto sagrado”.
Nesse papel acredito que o experiente ala irá auxiliar os jovens que estão a dar o salto para a equipa principal. O resto, como se costuma dizer, teremos que aguardar pelos próximos episódios e pelo desenrolar da próxima temporada. Como o próprio jogador admitiu, a sua responsabilidade dele irá aumentar bastante e, como tal, só o avançar da competição é que irá mostrar o real valor de Robinho enquanto capitão do Benfica.
Eu defendo sempre que, antes de se criticar ou elogiar prematuramente uma decisão, devemos dar o benefício da dúvida e um voto de confiança aos escolhidos, e depois, sim, fazer uma análise crítica e fundamentada.
Como tem sido noticiado e facilmente visível, o SL Benfica está a investir fortemente neste mercado de transferências, com o objetivo de construir uma equipa que domine a nível interno e, igualmente, se consiga bater com outra qualidade e rendimento no plano internacional, ao contrário do que tem acontecido nas últimas temporadas. Como tal, são, até ao momento, já seis os reforços para o plantel encarnado (Cavani está próximo de ser oficializado e assim se tornar o sétimo), ao qual também se junta o regresso de empréstimo por parte de Diogo Gonçalves.
De facto, é inegável a grande expetativa para ver em ação nomes mais sonantes e que deixaram água na boca no universo encarnado, nomeadamente os de Jan Vertonghen, Everton “Cebolinha” e Gian-Luca Waldschmidt, quer pelo avultado montante investido na contratação dos jogadores em questão, quer pelo facto de se tratarem de jogadores já feitos, com experiência, qualidade e atributos diferenciados que certamente marcarão uma nova etapa no futuro do clube da Luz.
No entanto, no futebol atual, cada vez é mais necessário ter um plantel equilibrado, com soluções para as diversas posições e que, consequentemente, possa impedir quebras de rendimento em caso de fadiga, castigos ou lesões por parte dos elementos habitualmente escolhidos para o 11 inicial. Assim sendo, hoje, escrevo sobre quatro nomes que tanto poderão disputar e ocupar um lugar na equipa de Jorge Jesus como, por outro lado mas igualmente importante, serem alternativas válidas para a rotatividade e colmatar algumas situações que surjam no decorrer duma época que se prevê bastante longa e desgastante (começando logo com as eliminatórias de acesso à Liga dos Campeões), garantindo um banco forte e com qualidade.
O Campeonato do Mundo de Snooker chegou tarde e acabou, como sempre, cedo de mais para todos os fãs da modalidade, que esperaram até 31 de julho pela prova maior do Snooker mundial, quando não era suposto aguardar para lá de abril. O Covid-19 fez tudo o que podia para estragar os planos e muito mudou, de facto. Mudou o início, o meio, mas não o final, ou melhor, a final: as bolas rolaram mesmo num Crucible Theatre com público e consagrámos mesmo um campeão.
E, como há coisas que não mudam dê lá por onde der, Ronnie O’Sullivan venceu o Mundial pela sexta vez na sua carreira! Alcançou desta forma o patamar de Sir Steve Davis e Ray Reardon, e Stephen Hendry já sente o respirar do “Rocket” que está agora a uma conquista na mais importante prova da modalidade de se juntar ao escocês que venceu sete Mundiais na sua carreira (todos conquistados na década de 90), o patamar máximo se contabilizarmos apenas os títulos da chamada Era Moderna, com início em 1977.
Além do escrito, o jogador inglês alcançou o seu 37.º título de ranking. Com este registo, deixa para trás… Hendry, claro está, que continua e continuará (a não ser que o obriguem a voltar a trabalhar) com 36. Ganha pontos O´Sullivan na sempre acesa e infindável discussão sobre quem é o melhor da história (pelo menos da história moderna, cujo início pode ser traçado em 1977, quando o Crucible se tornou a casa única dos Campeonatos do Mundo).
Com seis Mundiais, sete UK Championship e sete Masters, o “Rocket” é o único jogador da história da modalidade a ter no seu currículo seis Triplas Coroas, o que lhe dá mais alguns pontos na discussão que, repito, é infindável. A vitória de Ronnie significa que Judd Trump não revalidou o título conquistado pela primeira vez no ano passado, o que possibilita a continuação da infame “Maldição do Crucible” (que dita que um jogador não é capaz de vencer o Campeonato do Mundo pela primeira vez e defendê-lo com sucesso no ano seguinte).
Nestes meandros, encontramos Kyren Wilson. O inglês de 28 anos foi quem atirou Trump para fora (que frase tão bonita…) de prova e foi quem foi batido – de forma clara e expressiva – na final, por O´Sullivan. Já lá vamos. Primeiro, vejamos, de forma global, o que foi o Campeonato do Mundo mais estranho de sempre.
O RheinEnergieStadion – estádio do FC Köln – foi o palco da primeira meia final da edição 19/20 da Liga Europa, que opôs duas formações com muita ambição para a conquista da prova: o Sevilha FC e o Manchester United FC.
Com o favoritismo da partida a recair para a turma de Bruno Fernandes, o equilíbrio entre as duas equipas foi notório, ainda que os red devils tenham sido a equipa mais perigosa ao longo do encontro.
Numa primeira parte muito bem disputada, o marcador registou a primeira mexida à passagem dos dez minutos de jogo, depois da conversão de uma grande penalidade por intermédio de Bruno Fernandes. A resposta dos blanquirrojos surgiu dos pés de Suso, ao minuto 26, depois de uma boa jogada de envolvimento atacante, que acabaria por restaurar a igualdade no marcador. Após o apito para o descanso, cresciam as expetativas para o segundo tempo.
O regresso dos balneários deu-se a todo o gás, com o Manchester United a tentar o golo a todo o custo, após remates consecutivos a serem defendidos ou pelo guarda-redes Yassine Bono ou pelas pernas dos defesas sevilhanos. Ao minuto 55, Lopetegui operou duas alterações na frente de ataque, de maneira a tentar dar mais poderio ofensivo à sua equipa, que vinha a ser pressionada no seu meio campo desde o recomeço da partida.
E como diz o ditado, que quem não marca sofre, foi perante a ineficácia dos red devils que o Sevilha iria consumar a reviravolta no marcador, ao minuto 78, com tento de Luuk de Jong, mostrando ter sido acertada a escolha de Lopetegui ao colocá-lo em campo. Após o golo, a formação inglesa não mais se encontrou no encontro e o resultado acabaria por se manter inalterado, no 2-1 a favor dos espanhóis.
Com este triunfo, os andaluzes voltam a carimbar a passagem a nova final da Liga Europa, a quarta na última década, ficando à espera de FC Internazionale Milano ou FK Shakhtar, que irão amanhã disputar o último bilhete para a final da prova.
Luuk de Jong – O holandês saltou do banco e foi decisivo no encontro, tendo apontado o tento da vitória do Sevilha FC, quando o Manchester United FC andou mais perto do golo. A sua contribuição no jogo acabou por ser preponderante. Destaco ainda a exibição montruosa do guardião Yassine Bono.
Defesa do Manchester United FC – Apesar de, no geral, os red devils terem sido a melhor equipa, das poucas vezes que o Sevilha conseguiu chegar à baliza adversária, conseguiu criar problemas. No segundo tento sevilhano, a defesa do Manchester United ficou mal na fotografia.
ANÁLISE TÁTICA – SEVILHA FC
Os pupilos de Julen Lopetegui apresentaram-se num dispositivo base de 4-3-3, com o extremo argentino Lucas Ocampos a destacar-se como o homem mais destabilizador da formação sevilhana, até à sua saída por aparente lesão. Os blanquirrojos, face à pressão exercida pelo Manchester United FC, apostaram em contra-ataques e ataques rápidos, que aliados a uma grande consistência defensiva, acabou por dar excelentes resultados.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Bono (8)
Navas (7)
Koundé (6)
Diego Carlos (6)
Reguilón (7)
Banega (6)
Fernando (7)
Jordán (6)
Suso (7)
En-Nesyri (6)
Ocampos (7)
SUBS UTILIZADOS
Munir (6)
de Jong(8)
Vázquez (6)
Gudelj (-)
ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER UNITED FC
Os red devils entraram no terreno de jogo dispostos num sistema tático base de 4-3-3, com a construção ofensiva a partir muitas vezes dos pés do maestro Bruno Fernandes. A formação orientada por Ole Gunnar Solskjaer foi a equipa mais pressionante ao longo do encontro, bem como a mais perigosa perto da baliza. Ainda assim, a falta de eficácia acabou por ser fatal.
Com onze e nove ciclistas respetivamente, W52/FC Porto e Efapel, partiam com responsabilidades acrescidas para a prova de fundo nacional, onde teriam pela frente um trio da UAE Team Emirates que já havia mostrado no crono estar preparado para lutar pela vitória.
O início da prova foi marcado por várias fugas, que incluiram alguns nomes fortes do pelotão como Amaro Antunes, António Carvalho ou David Rodrigues, mas o pelotão acabaria compacto com pouco menos de 100 quilómetros para a meta.
Nos 70 quilómetros finais, o pelotão cortou-se definitivamente com um grupo numeroso na frente com vários favoritos como Rui Costa, Joni Brandão, João Rodrigues, Frederico Figueiredo e Luis Gomes. Com quatro elementos neste grupo, a W52/FC Porto aproveitou a vantagem numérica e lançou-se ao ataque.
João Rodrigues foi o primeiro a mexer, seguindo isolado durante largos quilómetros. Por seu lado, a UAE Team Emirates mexeu atrás, com Ivo Oliveira a saltar do pelotão para se juntar ao irmão e a Rui Costa no grupo dianteiro.
W52/FC Porto esteve constantemente ao ataque Fonte: FPC
Com o vencedor da Volta a Portugal 2019 a ser alcançado, os dragões não ficaram quietos e foi a vez do jovem Francisco Campos surgir a solo na cabeça da corrida, mas, depois de cerca de 15 quilómetros escapado sem conseguir grande vantagem, também ele seria reabsorvido.
Na última volta, deu-se a mexida decisiva, com Rui Costa e Daniel Mestre a isolarem-se e seguirem juntos em direção à meta. Num final em ligeira subida, o sprint foi até à linha, tendo sido preciso recorrer ao photofinish para atribuir o título ao poveiro. Meio minuto depois, Francisco Campos aceleraria para o bronze.
Começamos com a pergunta de um milhão de euros. É mesmo necessário correr neste circuito? O mesmo onde os pilotos fazem centenas e centenas de voltas na pré-época, o mesmo que tantas vezes apresenta das piores corridas do ano. Não, este GP não foi como o de Silverstone na semana passada, aliás, fica complicado chamar corrida quando vimos apenas 10 voltas das 66 onde os pilotos realmente estavam a atacar e a executar ultrapassagens fantásticas, onde a estratégia ainda estava um pouco no ar.
Agora sim, depois de destilar um pouco do ódio que tenho perante este circuito na Fórmula 1, vamos focar-nos na corrida. Lewis Hamilton (Mercedes) venceu confortavelmente a corrida, na frente de Max Verstappen (Red Bull) e Valtteri Bottas (Mercedes). No fundo, as três figuras habituais do pódio, e os únicos que mostram a mínima possibilidade de vencer uma corrida.
Apesar de começar em segundo ao lado do seu colega de equipa, o mau começo de Bottas, acabou por tirar a dobradinha à Mercedes, com o finlandês a seguir em quarto após o final da primeira volta. Por outro lado, quem teve um excelente começo foi Lance Stroll (Racing Point), que mostrou mais uma vez como é fantástico na primeira volta da corrida, quando saltou de quinto para terceiro, o que durou pouco, pois quanto se pôde usar DRS, Bottas recuperou o pódio, e assim permaneceu durante toda a corrida.
Max Verstappen ainda se manteve próximo de Hamilton durante várias voltas, mas o belga sabia que o Mercedes ainda não estava a dar tudo o que tinha, o que se verificou nas voltas seguintes, quando Hamilton começa a desaparecer na frente da corrida, deixando Max Verstappen numa batalha estratégica para se manter na frente de Bottas, que acabou por vencer.
Mais atrás, a Red Bull matava a corrida de Alex Albon, que seguia em sexto lugar atrás dos Racing Point. O britânico foi às boxes para colocar os duros, e sai para o meio do pelotão, para o comboio liderado por Kevin Magnussen, que após um excelente arranque, seguia em 13.º. Isto prejudicou os avanços de Albon, que poderia ter ritmo para passar os Racing Point. Como compensação, nas 10 voltas em que houve alguma ação, esta surgiu graças a Alex Albon, que tal como em Silverstone na semana passada, demonstrou o quão bom é na hora de ultrapassar outros pilotos pelos sítios mais difíceis.
Já para Charles Leclerc (Ferrari), as coisas não corriam tão bem. Estranhamente, e enquanto se encontrava “preso” atrás de Lando Norris, ao passar a última chicane, o motor Ferrari desligou-se e causou um pião do monegasco, que conseguiu levar o carro até às boxes, para assim, desistir da corrida. O maior beneficiado foi o colega de equipa, Sebastian Vettel, que deixado à sua sorte pela equipa, que aparentemente se esqueceu que tinha de preparar a estratégia para dois pilotos, conseguiu fazer funcionar uma arriscada estratégia de uma paragem, improvisada na hora, terminando em sétimo.
LAP 38/66: KIMI BREAKS A RECORD
After completing lap 37, Kimi Raikkonen has now raced 83,846 km in F1
That’s further than any other driver F1 in history
That’s more than twice the circumference of Earth 🌍
Os Racing Point seguiam calmamente em quarto e quinto, com Sergio Perez a liderar, mas uma penalização de cinco segundos difícil de compreender atirou o mexicano para trás de Lance Stroll. Aparentemente, Sergio Perez foi penalizado por impedir Lewis Hamilton, que se preparava para o dobrar, mas as imagens apresentadas mostram que o mexicano deu imenso espaço ao britânico, inclusive acabou por ajudar, com o vácuo criado.
A Mclaren teve um dia silencioso mas com mais um conjunto de pontos, com o sexto lugar de Carlos Sainz, que continua a sequência de corridas caseiras onde consegue pontuar. Lando Norris não teve a melhor corrida, não saindo do décimo lugar onde se qualificou, destaca-se a fantástica batalha que teve com Charles Leclerc, antes de este se retirar.
O francês Pierre Gasly (Alpha Tauri) mostrou mais uma vez provas da grande época que está a executar, com um nono lugar, bastante acima do colega de equipa Daniil Kvyat. A maior surpresa pela negativa foi sem dúvida a Renault, que após uma má qualificação com ambos os pilotos fora do top 10, viram o seu ritmo de corrida a não ser melhor, terminando Daniel Ricciardo em 11º e Esteban Ocon em 13º.
Daí para trás ficaram os suspeitos do costume, com o trio de HAAS, Alfa Romeo e Williams a fechar o resto da tabela, com o único destaque a ser o recorde de Kimi Raikkonen (Alfa Romeo), que se tornou o piloto com maior distância percorrida de sempre na F1, com 83.846 Km percorridos, uma distância superior a duas vezes a circunferência da terra.
Este foi um grande prémio sem surpresas ou grande entusiasmo, tal como já fomos habituados a ter por este circuito. A competitividade é má e não existem grandes oportunidades para erros, pois os pilotos já conhecem demasiado bem a pista. Só para dar contexto, apenas três pilotos estavam na volta de liderança, acho que isso diz o suficiente…
A CORRIDA: CHAOS AND DRAMA. UMA CORRIDA IMPRÓPRIA PARA CARDÍACOS
O mundial de motociclismo não para, e este fim-de-semana rumamos até à Áustria para aquele que poderá ter sido um grande prémio do ano e um dos mais emocionantes dos últimos anos. Diria que foi uma corrida de loucos e imprópria para cardíacos.
Há dois momentos marcantes neste domingo de prova: um aparatoso acidente entre Zarco e Morbidelli, que levou à mostragem da red flag, e consequente paragem da corrida para limpeza do asfalto e um novo desaire de Miguel Oliveira.
As primeiras oito voltas da prova foram de uma intensidade astronómica. Miller arrancou bem, seguido de Andrea Dovizioso e Pol Espargaró. Ao fim de completadas três voltas, o piloto da KTM já liderava em casa da marca austríaca e fazíamos acreditar que poderíamos voltar a ver uma KTM no lugar mais alto do pódio.
Mas lá atrás, vinha um surpreendente Andrea Dovizioso que puxou dos galões e deu gás à Ducati, mostrando-se determinado a dar dores de cabeça aos rivais diretos: Miller e Espargaró.
Quando as coisas pareciam estar a correr de feição à KTM e a Pol Espargaró, Morbidelli e Zarco envolvem-se num aparatoso acidente que só não derrubou Valentino Rossi e Maverick Viñales porque não calhou…. Acho que a esta hora, os dois pilotos estão a tentar perceber como escaparam ilesos. Aliás, a imagem de Valentino Rossi nas boxes é sinónimo disso mesmo. Foi o travão, não foi, Rossi?!
Red flag e os pilotos são obrigados a parar para limpeza do asfalto na zona do acidente. Novo arranque. E Pol Espargaró a prometer muito… mas ficou pelas promessas. E ainda decidiu levar o Miguel Oliveira atrás, mas já lá vamos.
Miller voltou a ter um bom arranque, e a mostrar-se determinado em levar a Ducatic Pramac ao lugar mais alto do pódio. Mas nem uma red flag esmoreceu Dovizioso que parecia querer provar alguma coisa. Não que precise de o fazer, mas depois da dispensa dada pela marca italiana.
O piloto da Ducati Pramac foi perdendo terreno para o italiano que depressa que lhe roubou a liderança. Por outro lado, também Alex Rins aos comandos da Suzuki fazia uma boa prova e ainda se intrometeu pelos lugares do pódio, mas acabou por ir à gravilha. Já Mir, companheiro de equipa de Rins, parecia querer o pódio. E não é que o conseguiu?
Ao mesmo tempo que Dovizioso chegava à liderança da prova, Pol Espargaró ia perdendo gás e força na sua KTM, enquanto Miguel Oliveira vinha a lutar para integrar o top 5 deste grande prémio. Mas o espanhol decidiu alargar a trajetória, Oliveira tenta aproveitar o espaço em aberto e quando Espargaró percebeu que estava demasiado aberto, levou o piloto português ao chão.
O falcão de Almada continua a não ter sorte com os companheiros. Primeiro Binder, agora Pol Espargaró.
Lá na frente, Dovi tentava aumentar a distância para os seus rivais, mas Miller e Mir não deixavam fugir o italiano. Os três pilotos travaram, por ali, uma luta intensa pela vitória que acabou nas mãos de Andrea Dovizioso.
Miller e Mir proporcionaram a luta mais épica pelo segundo lugar: Miller alargou a trajetória, e Mir aproveitou para levar a Suzuki ao segundo lugar do pódio.
Época de transferências em aberto, naturalmente, as entradas e saídas são o assunto na ordem do dia. Em Alvalade, o mercado continua deprimente e não há memória de algo assim nos últimos anos.
Desde o início do mandato da atual Direção que a capacidade para atuar no mercado tem sido colocada em causa a cada dia que passa. Mais um dia significa mais uma machadada na dignidade e grandiosidade leonina, que até essa já é questionada. Já não existe margem para dúvidas sobre a falta de competência por parte de quem lidera (ou tenta liderar).
A verdade, é que o Sporting CP continua a olhar para o lado, enquanto os rivais apostam no investimento forte para competir naquele que é um ano de mudanças. É importante recordar que na próxima época desportiva, as equipas portuguesas têm direito a mais uma vaga na Liga dos Campeões. A competitividade da liga está a aumentar, proporcionalmente à depressão que abunda no universo verde e branco.
Será que vamos ter mais Eduardos, Rosiers, Iloris, Jesés, Bolasies e afins, durante este mercado?
Neste artigo pretendo apresentar a lista dos possíveis reforços leoninos, tendo por base os rumores alimentados pela Comunicação Social, e refletir sobre a utilidade que cada um poderá ter no próximo ano desportivo.
O SL Benfica prepara-se para regressar à maior competição sub-19 da Europa. Nos quartos de final da UEFA Youth League, a equipa de Luís Castro vai encontrar o GNK Dinamo Zagreb, num jogo a realizar em Nyon, na Suíça.
Antes da paragem devido à pandemia de covid-19, o Benfica tinha garantido a qualificação para esta fase com uma vitória ao Liverpool, por 4-1. Curiosamente, todos os golos foram marcados por jogadores que já realizaram minutos pela equipa principal dos “encarnados” (Gonçalo Ramos, Nuno Tavares e Tiago Dantas).
De recordar que a equipa sub-19 do Benfica esteve incluída num grupo com os mesmos adversários da Liga dos Campeões (Lyon, RB Leipzig e FC Zenit) e cilindrou esses mesmos clubes, finalizando o grupo G com cinco vitórias, uma derrota e 17 golos marcados. A única derrota aconteceu no Seixal frente ao Lyon, na terceira jornada.
Tiago Dantas é o melhor marcador do Benfica na competição a par de Gonçalo Ramos, tendo ambos quatro golos e duas assistências Fonte: SL Benfica
Do outro lado encontra-se o atual campeão croata, o Dínamo Zagreb. Ainda que muitos possam pensar que é um adversário fácil para as “águias”, o emblema croata tem uma das melhores academias de futebol da Europa, de onde saíram jogadores como Luka Modric, Mateo Kovacic e Marko Pjaca. Mais, o clube tem uma política de “pescar” jogadores de baixo custo, desenvolvê-los na principal equipa e vender por um preço bastante superior, como é o caso de Dani Olmo, Marko Rog, Corluka e Brekalo.
No caminho até aos quartos de final, o campeão croata eliminou o Dínamo Kiev nos dezasseis avos de final e o gigante Bayern de Munique nos oitavos de final. Além disto, os “croatas” estiveram colocados no grupo C junto da Atalanta, Manchester City FC e FK Shakhtar. Frente a estas equipas, o Dinamo Zagreb ganhou quatro pontos aos ex-campeões ingleses e quatro aos campeões ucranianos. Melhor que a prestação do emblema croata só a Atalanta, sensação da Liga dos Campeões.
Frente a frente vão encontrar-se duas equipas que assentam o seu modelo de jogo num 4-3-3, ainda que o sistema preferível dos “croatas” seja o 4-1-4-1, onde as principais referências da equipa encontram-se no eixo da defesa: Sutalo e Gvardiol. Do lado “encarnado” encontra-se uma equipa com vários jogadores que já passaram na equipa sénior do Benfica. Assim, é muito provável que as “águias” entrem em campo com: Kokubo, Tomás Tavares, Morato, Pedro Álvaro, Nuno Tavares, Paulo Bernardo, Martim Neto, Ronaldo Camará, Tiago Dantas, Tiago Gouveia e Gonçalo Ramos. Além destes onze jogadores, o treinador português ainda pode contar com o talento de Tiago Araújo, Sarmiento e Henrique Araújo.
O Benfica e o Dinamo Zagreb sabem que quem passar esta eliminatória até às meias finais vai encontrar o vencedor do jogo entre AFC Ajax e FC Midtjylland.