Em 2021 vamos ter de volta aos circuitos ao volante de um Fórmula 1 um dos mais talentosos, controversos e azarados pilotos da história do Desporto. O regresso do bicampeão espanhol será em terrenos familiares: na Renault, 11 anos depois da última de duas estadias na marca do losango.
Para quem está um pouco mais desatento, Fernando Alonso saiu da Fórmula 1 em 2018, após quatro temporadas sofríveis na McLaren. Com este regresso em 2021 à equipa que lhe trouxe os dois títulos mundiais que possui, vou olhar para os três momentos mais marcantes da carreira de Fernando Alonso.
São cada vez mais raros os atletas que levam à regra o lema “amor à camisola”. Num mundo onde, muitas vezes, o dinheiro fala mais alto, há atletas que resistem a propostas mais tentadoras e outros que, independentemente do estatuto do clube que representam, optam por tentar alargar a sua experiência em diversas equipas ou campeonatos.
Por estas razões e mais algumas, torna-se muitas vezes complicado encontrar situações de atletas que se encontrem a representar o mesmo clube durante anos e anos. Olhando para o caso francês, há diversos casos que ascendem a cerca de duas mãos cheias de anos de vínculo contratual, patamar que já é mais difícil de atingir noutros campeonatos. Desde a baliza ao restante setor defensivo, sem exemplos do meio-campo para a frente. Desde casos que vêm da formação a contratações quase que singulares. E tudo numa lista que ainda conta com um jogador português. São poucos os jogadores neste contexto, mas importa louvar e particularizar essas mesmas situações.
Nota: Os atletas foram classificados tendo em conta o longo número de épocas consecutivas a jogar profissionalmente no mesmo clube.
Fez recentemente um ano que o FC Porto fez uma das maiores aquisições da sua história (em termos monetários, claro). Shoya Nakajima foi um investimento de 12 milhões de euros apenas por 50% do passe. Um valor muito alto que tinha de dar a Nakajima um estatuto de titular e preponderância na equipa de Sérgio Conceição.
Todas as expetativas e previsões para um craque que ia ser um verdadeiro número 10 dos dragões desvaneceram-se ao longo da presente época de 2019/2020. Nakajima acabou por ser um dos flops do futebol português e muita tinta correu e continua a correr nesta novela que parece interminável.
É inegável que o médio/extremo nipónico tem qualidades reconhecidas e que foram visíveis ao serviço do Portimonense SC e do Al-Duhail SC. A sua capacidade no um para um e de conduzir as equipas em termos ofensivos dava água nas bocas para os adeptos portistas. Esperava-se golos e pura magia asiática.
Esperava-se e ainda se espera… O campeonato já terminou e Nakajima não foi um elemento preponderante no FC Porto. Todas as notícias do jogador japonês têm sempre um conteúdo relacionado a qualquer polémica entre Nakajima, a equipa e até a estrutura azul e branca.
Um movimento de Nakajima que raramente se viu de dragão ao peito Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Antes de passar para o assunto de ordem dos últimos dias, muito preocupante por sinal, é possível fazer uma síntese de vários acontecimentos que podem ter ajudado à situação atual. Situações essas que podem ter sido um verdadeiro “pré” do fim do ciclo de Nakajima no FC Porto.
Um dos acontecimentos foi a ausência de Nakajima no clássico no Estádio da Luz para ir ao Japão acompanhar o nascimento do filho. Note-se que a sua mulher apresenta alguns problemas de saúde e tinha uma gravidez de risco, um fator que, na minha opinião, é perfeitamente justificativo.
Outro foi o “berro” de Sérgio Conceição a Nakajima no final do jogo frente ao Portimonense SC, muito pela sua pouca agressividade e má entrada no jogo. Aí já era visível algum desconforto entre o japonês e o restante grupo.
E, entre algumas fases da época em que teve alguma preponderância na equipa e pensava-se que era o dia da afirmação, veio uma lesão e mais tarde a pandemia de Covid-19.
Corria o ano de 2016 aquando da última vitória dos Hurricanes no terreno dos Crusaders. Desde então, a franquia de Christchurch não mais perdeu na condição de visitada. Passados quatro anos e 36 jogos, os Crusaders voltaram a perder em casa, precisamente contra o conjunto da capital, naquela que foi, curiosamente, a primeira derrota de Scott Robertson no Orangetheory Stadium, desde que assumiu a função de treinador principal em 2017.
Num jogo de tudo ou nada para os Hurricanes, a equipa de Jason Holland, de modo a contrariar o poderio ofensivo da linha de três quartos dos Crusaders, apresentou uma line speed veloz e agressiva, mas, mesmo assim, os Crusaders conseguiram tirar partido da profundidade do seu jogo, acabando, desta forma, por criar espaço nos canais exteriores. Este componente acabou por se revelar mais frutífero na segunda parte, uma vez que a franquia da casa apostou num jogo à mão, dando mais liberdade ao seu médio de abertura para atacar o espaço e a profundidade.
Outro aspeto a destacar do Rugby da franquia de Christchurch é a formação ordenada. Neste domínio do jogo, os Hurricanes foram completamente dominados. A ausência de Tyrel Lomax e a lesão de Fraser Amstrong nos minutos iniciais dificultou a tarefa do pack avançado dos Canes neste capítulo.
À semelhança do seu adversário, os Hurricanes também apostaram num jogo largo, aproveitando a capacidade de finalização de Wes Goosen. Aliada a esta qualidade, esteve, mais uma vez, a capacidade de encontrar espaços na linha defensiva contrária de Peter Umaga-Jensen e Ngani Laumape.
Já Jordie Barrett, realizou uma exibição de grande qualidade, não só pela sua frieza nos pontapés aos postes, mas também pelo turnover que conquistou a escassos segundos do final do encontro. Ainda assim, o seu jogo ao pé deixou muito a desejar, tendo o ganho territorial, ou tático, sido praticamente nulo.
Os Hurricanes foram a equipa com menos bola e território, mas, apesar desta inferioridade, conseguiram aproveitar as oportunidades que tiveram, algo que não tinha ocorrido nas jornadas anteriores, visto que a tomada de decisão ou o último passe não estavam à altura. Prova de tal domínio são os 592 metros percorridos pelos Crusaders, número claramente superior aos 292 metros da equipa de Wellington. Ainda assim, a abordagem ao breakdown dos Hurricanes revelou-se mais eficaz, tendo, os Crusaders, perdido cinco rucks.
Com esta vitória, os Hurricanes reabrem a luta pelo título, colocando, desta forma, pressão sobre o rival de Christchurch, que vê Blues e Hurricanes aproximarem-se na tabela classificativa.
Com a recente perda do campeonato espanhol para o Real Madrid CF, aliando ao suposto ambiente “pesado” no balneário e às fracas prestações dentro das quatro linhas, perdendo a identidade que marca o clube do seu passado recente, Quique Setién aparenta estar de saída do FC Barcelona. Ao que a imprensa internacional tem apontado, o técnico espanhol não estará no comando técnico “blaugrana” na próxima temporada.
Nesta lista foram destacados os cinco treinadores que, na minha opinião, são os melhores candidatos para assumir o cargo, se Setién abandonar o clube. Foi tido em conta o destaque dado pela imprensa internacional, a qualidade dos técnicos referidos, a sua experiência e o facto de conhecer o projeto e o “interior” do emblema catalão, visto que apenas um dos treinadores referidos não representou o FC Barcelona como jogador.
Em mais uma emissão de BnR TV, fizemos as contas finais sobre o campeonato. Mal foi dado o apito final dos derradeiros jogos da Liga, o Bola na Rede entrou em direto para falar sobre tudo o que se passou.
Desde a despromoção do Portimonense SC ao apuramento do Rio Ave FC, não esquecendo, claro, o título do FC Porto.
Um programa que contou com a participação de Afonso Gonçalves, jovem treinador que começou a dar os primeiros passos na profissão… Aos 18 anos no Sporting CP.
Com Carolina Neto, Diogo Soares Loureiro, João Castro e o treinador Afonso Gonçalves.
Seahawks, Buccaneers, Eagles, Patriots e Cowboys. Estas foram as cinco equipas onde Michael Bennett jogou e espalhou um pouco do seu talento pela NFL. Aos 34 anos, chegou a hora de pendurar as chuteiras e arrumar as luvas, numa carreira que, apesar das polémicas, foi cheia de sucessos.
Apesar de ter terminado como um jogador respeitado, o caminho para chegar à liga milionária começou sinuoso. No Draft de 2009, o Defensive End não foi escolhido por nenhum franchise, mas foi, logo de seguida, repescado pelos Seattle Seahawks. No entanto, a estadia durou pouco tempo, e surgiu a oportunidade de jogar em Tampa Bay.
Nos Buccaneers, o agora ex-jogador ganhou espaço e começou a ser titular. Em 2013, quando se tornou um jogador livre, surgiu a oportunidade de voltar à costa oeste, e novamente para os Seahawks. Na segunda estadia na equipa do estado de Washington, fez parte da conquista do primeiro Super Bowl dos Hawks, logo no ano em que chegou.
Além do título, Michael Bennett participou por três vezes no Pro-Bowl (jogo das estrelas da NFL), levando para casa o prémio de MVP defensivo em 2015. Depois dos anos mais bem sucedidos da vida profissional, o atleta jogou em três equipas em apenas dois anos, onde começou a jogar com menos regularidade.
Após 11 temporadas na NFL, Michael Bennett anunciou a sua aposentadoria. O DE atuou pelos Buccaneers, Seahawks, Eagles, Patriots e Cowboys, tendo conquistado o Super Bowl XLVIII pela franquia de Seattle. #NFLBrasil
A última estadia numa formação da NFL foi em Dallas. Pelos Cowboys, ainda realizou nove jogos, mas acabou por não assinar um prolongamento do contrato. Ainda antes do começo da nova temporada, o defesa colocou um ponto final a uma carreira que lhe pode valer um lugar no Hall Of Fame da competição.
No final de contas, foram 156 jogos, 69,5 sacks e 359 tackles de um jogador que ficou marcado no coração dos adeptos, principalmente dos Seattle Seahawks. Não sai pela porta grande, mas vai continuar dentro do mundo NFL, com o propósito de tentar combater a desigualdade racial.
A Juventus FC venceu esta noite a UC Sampdoria e sagrou-se campeã italiana pela nona vez consecutiva. Num jogo em que o domínio da vecchia signora nunca esteve em causa, Ronaldo e Bernardeschi fizeram os golos que confirmaram a conquista do 36.º Scudetto por parte da Juventus.
Primeira parte cinzenta no Juventus Stadium, com poucas oportunidades de golo para os dois lados. A Sampdoria apresentou-se em bloco baixo e conseguiu condicionar a chegada da vecchina signora ao último terço do terreno, que explorava maioritariamente o jogo interior. Os visitantes criaram perigo quase sempre através de contra-ataques, com Quagliarella em destaque, mas acabou por ser a Juventus a inaugurar o placar, praticamente em cima do apito para o descanso: numa jogada de laboratório, Cristiano Ronaldo fez o seu 31.º golo no campeonato ao disparar forte e colocado após livre lateral de Pjanic.
A Sampdoria entrou bem na segunda parte e esteve perto de empatar por mais do que uma vez mas Szczeny mostrou-se intransponível. A Juventus acabou por voltar a marcar à passagem do minuto 67’, por intermédio de Bernardeschi, a confirmar na recarga após remate de Ronaldo defendido por Audero. Até final do jogo, a Sampdoria ficou reduzida a 10 jogadores por expulsão de Thorsby e Ronaldo falhou uma grande penalidade, enviando a bola à barra.
Vitória justa da Juventus em Turim, que assegura o título quando ainda faltam duas jornadas por disputar na Serie A.
— JuventusFC (#Stron9er 🏆🏆🏆🏆🏆🏆🏆🏆🏆) (@juventusfcen) July 26, 2020
Cristiano Ronaldo – Foi o autor do golo que estava difícil de aparecer e esteve na jogada do segundo, rematando para defesa incompleta de Audero, aproveitada da melhor forma por Bernardeschi. Com 35 anos, continua a ser decisivo e a conquistar títulos.
— JuventusFC (#Stron9er 🏆🏆🏆🏆🏆🏆🏆🏆🏆) (@juventusfc) July 26, 2020
Lesões na Juventus FC – É a única mancha nesta vitória que consagrou a Juventus como campeã italiana pela nona vez consecutiva: De Ligt e Dybala saíram lesionados do encontro e resta saber se estarão em condições para o jogo decisivo da Liga dos Campeões frente ao Lyon.
ANÁLISE TÁTICA – JUVENTUS FC
A Juventus surgiu no habitual 4-3-3, a procurar sobretudo o jogo interior mas sem conseguir imprimir muita intensidade quando tinha a bola. A vecchia signora conseguiu durante várias fases do jogo manter uma pressão alta e uma reação rápida à perda de bola, ainda que depois não traduzisse essa agressividade no momento de defender em maior acutilância ofensiva.
No momento defensivo, a Juventus passava a 4-4-2, com Dybala e Cristiano Ronaldo a formarem a primeira linha de pressão e Cuadrado a juntar-se à linha média. As lesões de Danilo e Dybala, ainda na primeira parte, obrigaram Maurizio Sarri a mexer cedo na equipa, o que acabou por trazer uma maior dinâmica ao movimento ofensivo da Juventus. Cristiano Ronaldo apareceu mais na faixa central e Bernardeschi permitiu aos médios interiores chegarem mais à frente e trazer mais acerto ao ataque da equipa da casa.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Szczesny (8)
Danilo (4)
Bonucci (7)
De Ligt (7)
Alex Sandro (7)
Pjanic (7)
Rabiot (7)
Matuidi (7)
Cuadrado (6)
Cristiano Ronaldo (8)
Dybala (4)
SUBS UTILIZADOS
Bernardeschi (7)
Higuain (5)
Rugani (5)
Bentancur (5)
ANÁLISE TÁTICA – UC SAMPDORIA
Claudio Ranieri apresentou a sua equipa em 4-4-2, com o bloco médio-baixo e a procurar sobretudo o contra-ataque. Os genoveses acabavam muitas vezes por passar a uma defesa a cinco, congestionando o corredor central e dificultando o jogo interior da Juventus, que teimava em não aproveitar a subida dos laterais para aproveitar o espaço concedido pela Sampdoria. No último quarto de hora da primeira parte, a equipa subiu as linhas e pressionou a Juventus logo à saída da sua área, sendo esse o melhor período da Sampdoria no jogo.
Para início de conversa, é importante referir que todos os atletas envolvidos nesta luta pela manutenção são autênticos heróis de guerra. Eu, que estava apenas a assistir, acabei com uma luxação no ombro por culpa das constantes mudanças de canal, portanto imagino como terão ficado os atletas que estavam mesmo lá nos relvados a dar pontapés no esférico. Depois de uma luta tão acesa, quem acabou por descer foi o Portimonense SC. Mas acho que devemos analisar esta noite desportiva como se de uma noite eleitoral se tratasse. Não, não estou a solicitar ao caro leitor que me considere um analista político de muita categoria, até porque eu de político tenho pouco. Peço apenas que siga o seguinte raciocínio:
Numa noite eleitoral, em princípio, há um partido que vence e há os outros que perdem. Esta noite, o CD Tondela e o Vitória FC conseguiram manter-se na Primeira Liga, ou seja, venceram esta luta pela manutenção, e o Portimonense desceu de divisão e perdeu esta luta. No entanto, na política são sempre feitas análises nas quais se diz que os partidos tiveram todos grandes vitórias, e, em simultâneo, também se diz que todos tiveram grandes derrotas. E é exatamente isso que o inexperiente redator com uma luxação no ombro vai fazer.
No caso do Portimonense, é evidente que saíram derrotados, porque efetivamente desceram de divisão, e, após uma revisão dos regulamentos da FIFA, da UEFA, da Liga, da federação e dos insultos em tabernas, constatamos que tal significa uma derrota. No entanto, o mesmo Portimonense foi umas das equipas a praticar melhor futebol após a retoma, sendo que não foi propriamente uma tendência muito comum às restantes equipas da prova. A juntar a este consolo do bom futebol praticado, é importante acrescentar ainda que, no jogo de hoje, o Portimonense ganhou 2-0 ao conjunto de heróis que envergou a camisola do CD Aves, o que, parecendo que não, é uma vitória.
No caso do Vitória FC, o facto de continuarem no principal escalão do futebol português na próxima época indica uma bela vitória. O jogo com o Belenenses SAD em específico foi também uma vitória. Mas, não podemos deixar de reparar que ao longo do campeonato foi uma equipa que simpatizou bastante com a prática de terminar jogos 0-0 (sete vezes), aquele tipo de resultado que empolga qualquer adepto do desporto-rei. A juntar a esse detalhe, constatamos que o Vitória foi também uma equipa forte na prática do célebre e até mítico antijogo. Portanto, no âmbito da qualidade do jogo, podemos considerar uma derrota a prestação do Vitória FC.
No caso do CD Tondela, são também os vencedores da noite, porque na próxima época continuarão na primeira liga. Venceram em Moreira de Cónegos e alcançaram a manutenção. E com mérito, afinal, certamente que o caro leitor conhece equipas que treinam a marcação de grandes penalidades para as grandes decisões, é normalíssimo. Ainda assim, foi um sofrimento forte até final, sendo que a dada altura da época parecia que iam efetuar um campeonato bastante tranquilo, longe daqueles sufocos já habituais para as gentes de Tondela. Ou seja, conseguiram quase “borrar a pintura” da boa época que estavam a realizar, pelo que de certa forma se considera também uma derrota.
Neste momento, é bastante importante parabenizar os vencedores. Por isso: “Parabéns, Tondela. Parabéns, Vitória de Setúbal. Parabéns, Portimonense”. Mas é também importante dar uma palavra de apreço aos que saíram derrotados. Por isso: “Muita força, Portimonense. Muita força, Vitória FC. Muita Força, Tondela.”
Bem, agora que acabou o campeonato, vou tratar de curar a minha luxação.
Mais uma edição daquele que é para muitos o campeonato mais competitivo do mundo acaba de chegar ao fim. E agora, está na hora de fazer um balanço da época na Premier League: da luta pelo título, pelo acesso às competições europeias, pela manutenção, bem como pelas principais revelações e desilusões da temporada. Num campeonato que foi rico em surpresas, irei aqui falar dos principais destaques.
LUTA PELO TÍTULO
Desde há uns anos para cá, que se tem vindo a afirmar um grupo de clubes rotulado de “Big-6”, que tem ocupado os seis primeiros lugares da Premier League nas últimas épocas. No entanto, analisando o contexto destes clubes no início da época, Liverpool e Manchester City seriam novamente os principais candidatos ao título.
Os citizens partiram na condição de bicampeões ingleses, mas desde o início da época que enfrentaram um calvário de lesões. As lesões graves de John Stones e Aymeric Laporte forçaram Pep Guardiola a fazer adaptações no eixo defensivo, e o desempenho da equipa ressentiu-se fortemente, sobretudo a nível da transição defensiva.
Já o Liverpool, no estatuto de campeão europeu, partiu para a nova época com uma máquina bem oleada e estruturada, não dando a mínima hipótese à concorrência, conseguindo o registo histórico de 26 vitórias nas primeiras 27 jornadas. A primeira derrota surgiria apenas na 28ª jornada e de forma surpreendente nas mãos do Watford. Só mesmo uma quebra no regresso após a pandemia impediu os reds de baterem o record de pontos na Premier League. Mas o principal já estava feito, quebrar o jejum de campeonatos que já durava há 30 anos, ainda antes da fundação da Premier League.