O mercado de transferências está aí e, como sempre, as entradas e saídas são o assunto na ordem do dia. Os rumores surgem e a comunicação social não pára. O início de uma nova época é sinónimo da criação de expectativas por parte da massa adepta de qualquer clube. Todos desejam que chegue um craque e que brilhe ao serviço do seu clube. No entanto, nem sempre as transferências correm como desejamos. Durante o percurso que envolve a vinda de um novo jogador, percalços acontecem, mesmo quando parece estar tudo certo. O Sporting CP é um dos clubes que ao longo dos últimos anos tem sido surpreendido aquando a hora dos testes médicos chega.
Numa altura em que se iniciou a “novela Feddal”, pode ser mais um dos jogadores a juntar-se à lista que se segue. Veremos o que o futuro ditará. Por agora, recuemos no tempo com alguns dos tesourinhos da janela de transferências leonina, nos últimos anos.
Com o regresso de Jorge Jesus ao SL Benfica, após uma época triunfal no Brasil onde, ao serviço do CR Flamengo, conquistou quatro troféus – um campeonato brasileiro, uma Supertaça, uma Copa Libertadores e uma Recopa Sudamericana -, começam a surgir alguns rumores de jogadores que o técnico português quer trazer para terras de Camões.
Como tal, esta semana decidimos apresentar três jogadores do Mengão que teriam um lugar imediato no onze inicial dos encarnados.
Fabio Quartararo venceu o Grande Prémio da Andaluzia, segunda prova do MotoGP. Depois de ter conquistado a pole position, o francês não deu hipóteses a ninguém e liderou ‘de fio a pavio’. Na qualificação, a pole position de Quartararo foi selada pois a volta de Maverick Viñales passou dos limites, retirando assim o tempo ao espanhol da Yamaha oficial.
Este fim de semana foi marcado pela não participação de Marc Márquez na corrida. O espanhol já efetuou 129 fins de semana, sendo esta a primeira corrida que falha. Interessante, é que Márquez já caiu 122 vezes…
Mas, na corrida, a atenção dos portugueses estava em Miguel Oliveira. O piloto português conseguiu chegar à Q1, conseguindo partir da segunda fila da grelha de partida. Mas, na primeira curva, um toque com Brad Binder, da KTM oficial, colocou Oliveira de fora da corrida. Um resultado nos dez primeiros, como nós esperávamos, não resultou. Mas, para ‘a frente é caminho’ e acho que vamos ter mais resultados excelentes do “Falcão de Almada”.
Na frente, Quartararo não arrancou tão bem, mas rapidamente viu-se na frente, e como Márquez ou Lorenzo em tempos anteriores, dominou a seu belo prazer. Atrás de si, Valentino Rossi saltava para a segunda posição, com Maverick Viñales em terceiro, seguido das Pramac Racing Ducati de Jack Miller e Francesco Bagnaia. Uma equipa a ter em conta, a Pramac Racing, Bagnaia chegou até a rodar na segunda posição, mas uma queda de Jack Miller e problemas para Bagnaia deitaram por terra as esperanças de uma boa classificação.
Depois de uma batalha intensa, Maverick Viñales conseguiu levar a melhor sobre Valentino Rossi, num pódio que foi 100% Yamaha. De notar que Valentino Rossi consegue a sua presença número 235 no pódio, depois de um fim de semana anterior muito atribulado para a M1 oficial.
Ano após ano, e cada vez mais na realidade em que o futebol se insere, as janelas de transferência têm vindo a tornar-se verdadeiras telenovelas com vários episódios. Jogadores de todos os campeonatos do mundo estão em constante mudança e quanto mais reconhecimento tem o ativo, maior é a história de ficção criada em seu redor.
Como tal, e apesar de toda a peculiaridade deste 2020, este é um ano que, nesse campo, não foge à regra. Têm sido vários os enredos criados à volta de alguns jogadores, havendo um que se tem destacado, até porque tem um clube português metido à mistura. Refiro-me a Edinson Cavani, avançado de 33 anos.
Com o final de época antecipado na Liga Francesa, já há muito se sabe que o uruguaio não vai ver o seu contrato com o Paris Saint-Germain renovado, despertando assim o interesse de várias equipas da Europa. De outra forma não poderia ser, tendo em conta as qualidades do jogador, que são equivalentes à carreira de sucesso que teve durante vários anos.
Portador de uma capacidade física bastante razoável, de uma qualidade técnica acima da média e de uma facilidade em fazer golos (seja de que forma for) bastante grande, Cavani destacou-se sobretudo ao serviço do SSC Napoli e da equipa francesa que agora abandona.
Na equipa italiana esteve durante três temporadas e marcou 104 golos. Em França está desde 2013 (sete épocas) e marcou um total de 200 golos, atingindo assim níveis de excelência que o elevam a um patamar que poucos alcançam.
Atualmente está sem clube mas é mais do que óbvio que a sua carreira não ficará por aqui. Interessados não faltam, e a imprensa de todo o mundo tem avançado com algumas possíveis equipas para o ponta de lança natural de Salto. Fazemos então uma lista de cinco possíveis equipas onde Edinson Cavani pode atuar na próxima temporada.
Em Portugal, temos tendência para nos focarmos na actualidade do futebol, onde o desporto anda de mãos dadas com interesses de todos os tipos; no entanto, Portugal tem uma história futebolística muito rica, com episódios marcantes que devem ser recordados pêlos amantes do desporto-rei, cobrindo histórias desde uma época em que o futebol aclarava os dias negros de um país submergido em ditadura, até aos recordes mais recentes que transformaram a Ocidental Praia Lusitana numa referência para o futebol mundial. Assim sendo, aqui vão cinco factos desconhecidos sobre o futebol português.
A CRÓNICA: EM DUAS PARTES DISTINTAS, A SORTE ACABOU POR CAIR PARA O LADO DOS BRACARENSES
Numa partida em que o FC Porto já entrou com o título na mão, os dragões olharam para esta partida mais numa perspetiva de ensaio para o final da Taça de Portugal, que vai ocorrer na próxima semana, frente ao SL Benfica. Por sua vez, o SC Braga ainda alimentava a esperança de atingir o pódio do campeonato e desta forma entrar diretamente na fase de grupos da Liga Europa.
Os jogadores de Sérgio Conceição entraram com a lição bem estudada e desde cedo mostraram muita personalidade e confiança no seu jogo, trocando bem a bola e não deixando os bracarenses tomar o controlo do desafio. Por isso, não foi surpresa nenhuma que ao minuto cinco os novos campeões nacionais tenham inaugurado o marcador por Uribe, que na sequência do lance saiu lesionada, entrando para a sua vaga Sérgio Oliveira.
Apesar do golo portista, os azuis e brancos não desaceleraram e continuaram com o controlo da partida, uma vez que a formação da casa não conseguiu expressar nenhuma reação ao tento do internacional colombiano. O remate frouxo de Trincão aos 18 minutos espelha bem a exibição até ao momento dos seus colegas. Por volta dos 30 minutos, o SC Braga começou a dividir a posse de bola com os homens da invicta, mas foi o FC Porto que teve mais próximo de dilatar a vantagem, que tinha acontecido mesmo, caso Soares não estivesse em posição irregular na assistência para Sérgio Oliveira.
O segundo tempo não começa de feição para o FC Porto que viu Luis Díaz a sair lesionado e na jogada a seguir sofre o golo do empate num remate proferido por Ricardo Horta, que ainda sofre um desvio fatal em Zé Luís, que acaba por trair Diogo Costa. No entanto, os dragões não pareceram ter acusado o golo sofrido e Otávio ameaçou logo o empate, mas Matheus fez uma defesa segura. Contudo, a formação orientada por Artur Jorge pareceu ter animado com a igualdade no marcador e à passagem do minuto 60 obrigou Diogo Costa aplicar-se por duas vezes, primeiro após um remate de Paulinho e num segundo momento após um ressalto num canto.
O crescimento dos bracarenses verificou-se ao minuto 66 com Fransérgio a disferir um remate colocado que consumou a reviravolta dos homens da casa, após um período em que os dragões concederam o controlo da partida à formação do Minho. Após o golo dos “Guerreiros do Minho”, Zé Luís ficou perto de desviar um cruzamento de Manafá, mas foi Diogo Costa que volta a estar em evidência ao levar a melhor, desta vez, no duelo sobre Ricardo Horta.
O golo que deu a vitória ao SC Braga e, com a combinação de resultados, o terceiro lugar
Até ao final, ambas as equipas tentaram buscar o golo, mas o marcador não voltou a alterar-se, acabando o SC Braga por conquistar os três pontos e consequentemente o terceiro lugar, nesta edição 2019/2020 da Liga Portuguesa.
Ricardo Horta – Um dos melhores jogadores do SC Braga esta temporada, uma vez que se evidenciou a grande nível ao longo de toda a época e foi por ele que os bracarenses chegaram ao empate. Alem disso, foi sempre um dinamizador do ataque dos “Guerreiros do Minho” e teve mais duas oportunidades para dilatar a vantagem da sua equipa. Agora, a curiosidade que se mantém sobre este jogador é se finalmente vai conseguir dar o salto ou se manterá mais uma temporada no conjunto dos “arcebispos”.
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Zé Luís – Foi naturalmente uma substituição completamente ao lado por parte de Sérgio Conceição. O cabo verdiano nunca conseguiu entrar realmente na partida que envolvia a sua equipa e a sua exibição foi igual a muitas outras que tem habituado os adeptos portistas. Caso não mude a sua atitude competitiva, a sua saída, no final da época, não será de todo uma surpresa.
ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA
A equipa da casa entrou muito mal na partida, permitindo que o FC Porto trocasse a bola confortavelmente em todas as zonas do terreno. Além disso, na primeira parte raras foram as vezes que incomodaram verdadeiramente Diogo Costa. Porém, tudo mudou ao intervalo, já que os bracarenses entraram no segundo com outra atitude e que os permitiu virar o resultado a seu favor. Desta forma, podemos afirmar que este jogo apresentou duas faces do SC Braga, que mesmo assim foram suficientes para garantir o pódio no campeonato.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Matheus (7)
Esgaio (6)
Bruno Wilson (7)
David Carmo (7)
Amador (6)
André Horta (7)
Palhinha (6)
Fransérgio (8)
Ricardo Horta (8)
Trincão (7)
Paulinho (7)
SUBS UTILIZADOS:
Samuel Costa (7)
Fabiano (6)
João Novais (-)
Raúl Silva (-)
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO
Tudo o que foi dito, em relação ao SC Braga, podia aplicar-se ao FC Porto, mas de forma invertida. A equipa de Sérgio Conceição entrou muito bem no Municipal de Braga, ou seja, assumiram o controlo do jogo, trocaram a bola com critério, anularam os pontos fortes do adversário e conseguiram ferir a baliza dos bracarenses. No entanto, após o intervalo, os homens da invicta mostraram-se mais passivos e mais apáticos, que naturalmente ajudaram os “Guerreiros do Minho” a inverter o resultado.
CRÓNICA: JOGO EQUILIBRADO QUE EXPÔS AS FRAGILIDADES DAS DUAS EQUIPAS
O derby lisboeta marcou o fim do campeonato. O SL Benfica entrou em campo sabendo que independentemente do resultado o segundo lugar estava garantido, entrando já numa espécie de preparação para a final da Taça que se realizará no próximo dia 1 de Agosto. O Sporting CP entrou com a tarefa de conseguir pelo menos manter o seu terceiro lugar e assim entrar diretamente na Liga Europa, onde bastava aos Leões pontuar se não quisessem ficar a depender do resultado do SC Braga.
As duas equipas entraram com algumas alterações face à última partida. Nas Águias, Carlos Vinícius deu o lugar a Seferovic. Tomás Tavares e Julian Weigl regressaram também ao onze em detrimento de Nuno Tavares e de Florentino Luís. Nos Leões, iniciou a partida o onze esperado. Não havendo grandes dúvidas quanto à inclusão de Sporar e Jovane Cabral depois de recuperarem das suas lesões, relegando para o banco de suplentes Francisco Geraldes e Tiago Tomás.
O Sporting CP até entrou bem na partida, com uma equipa solta e a procurar tomar conta do jogo e a remeter o SL Benfica no seu meio-campo, mas durou apenas dez minutos e a equipa liderada por Rúben Amorim perdeu esse pequeno fulgor. Os Leões terminaram até a primeira parte com mais posse de bola, muito fruto do seu sistema de três centrais, mas todas as ocasiões de perigo pertenceram sempre à equipa da casa.
Aos 28 minutos o SL Benfica chega à vantagem com um golo de Seferovic. Após um canto batido no lado direito do ataque encarnado, Rúben Dias ganha a primeira bola e serve o suíço para o seu 5º golo na prova. O Sporting CP demonstrou sempre muitas dificuldades em reagir e em responder à desvantagem, permitindo ao SL Benfica controlar a saída dos Leões a seu belo prazer e a conseguir controlar o jogo de forma favorável. Vantagem justa ao intervalo onde o SL Benfica foi conseguindo explorar da melhor maneira as fragilidades dos Leões.
No início do segundo tempo, o Sporting CP apresentou-se com uma imagem diferente, mais arrojado e com isso o jogo ficou mais aberto, dando mais hipóteses de perigo em cada uma das balizas. O Sporting CP dominou as ações do jogo nesta segunda parte – sobretudo com o aproximar do final da partida – a procurar carregar e em chegar ao golo do empate. Aos 69 minutos o Leão chega mesmo ao golo do empate. Num excelente contra-ataque, Tiago Tomás – que entrou no início do segundo tempo para o lugar de Plata – serviu na perfeição Sporar que rematou para o fundo da baliza, fazendo o seu 6º golo no campeonato e colocando novamente o Sporting CP no terceiro lugar do pódio.
O SL Benfica ia sentindo dificuldades, mas chegou ao golo da vitória aos 88 minutos. Carlos Vinícius fez o seu 18º golo no campeonato após assistência de Pizzi e com a validação do VAR.
Final da partida. Não sendo um jogo deslumbrante, o Sporting CP esteve perto e possuiu oportunidades para pelo menos empatar, mas não conseguiu o seu objetivo do terceiro lugar quando até esteve melhor na partida descendo assim para o quarto lugar. O SL Benfica termina o campeonato em segundo lugar e com mais uma vitória sobre o rival da 2ª Circular.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Segunda-parte do Sporting: A equipa leonina entrou com uma imagem bem diferente face ao que fez na primeira parte e colocou várias dificuldades ao SL Benfica. Apesar de ser necessário acrescentar outra qualidade individual ao plantel leonino, fica a nota e o destaque para o que uma mudança de atitude e de índices de agressividade podem fazer à exibição de uma equipa que até ali havia sentido muitas dificuldades em conseguir ligar o seu jogo e em contornar os erros que ia cometendo face à pressão dos encarnados. Não venceu o jogo, mas a entrada de Tiago Tomás – muito mais a pensar no coletivo e associativo – também ajudou e o Sporting CP foi conseguindo meter mais homens no ataque conseguindo expor também as dificuldades defensivas do SL Benfica.
Bolas paradas defensivas leoninas: O Sporting CP foi demonstrando muitas dificuldades ao longo do jogo no que diz respeito às bolas paradas defensivas. Erros de marcação e de coordenação da linha defensiva. Tendo dificuldades – sobretudo na segunda parte – em disputar o jogo corrido, foi assim que a equipa da casa foi eficaz e foi criando perigo conseguindo resolver desta forma o jogo a seu favor.
ANÁLISE TÁCTICA – SL BENFICA
O SL Benfica apresentou-se em 4x2x3x1 com Chiquinho a jogar mais entrelinhas e nas costas de Seferovic, jogando com Gabriel e Weigl no meio-campo. Uma equipa com dinâmicas e comportamentos que têm sido a imagem da longa época que agora está prestes a terminar. A equipa não foi deslumbrante, jogou no erro do Sporting CP e a aproveitar as debilidades leoninas na primeira parte, mais até do que tentar assumir as despesas do jogo.
Uma abordagem mais pragmática, sobretudo na forma como a equipa condicionou a primeira fase de construção e a saída do Sporting CP, obrigando quase sempre o Sporting CP a errar e a jogar com esse erro. O SL Benfica foi criando perigo sobretudo através das bolas paradas ofensivas. Na segunda parte entregou e estranhou a mudança do Sporting CP, começando a sentir algumas dificuldades e sobretudo a começar a demonstrar a falta de confiança que não permitiu à equipa lutar pelo título, demonstrando também algumas lacunas na parte defensiva no segundo tempo.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Vlachodimos (5)
André Almeida (5)
Rúben Dias (7)
Jardel (5)
Tomás Tavares (5)
Julian Weigl (6)
Gabriel Pires (6)
Pizzi (6)
Chiquinho (6)
Franco Cervi (6)
Haris Seferovic (7)
SUBS UTILIZADOS
Florentino Luís (4)
Carlos Vinícius (6)
Rafa (4)
ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP
O Sporting CP apresentou-se com o seu sistema habitual de 3x4x2x1 e com as mesmas dinâmicas e processos desde que Rúben Amorim assumiu o comando dos Leões. A equipa até teve alguma bola, sobretudo por conseguir superiorizar-se na primeira fase de construção com o sistema de três centrais, mas foi uma equipa sempre com enormes dificuldades, como tem sido habitual também. Muita dificuldade em ligar sectores, muita dificuldade em conseguir chegar com perigo à baliza adversária e em conseguir apresentar soluções para surpreender o adversário.
O SL Benfica conseguia encaixar individualmente nos médios leoninos e conseguia definir os timings certos de pressing e o Sporting CP raramente conseguia contornar isso, com poucas jogadas de envolvimento e quase sempre com Plata e Jovane muito desapoiados, sem hipótese de combinar e quase sempre a tomar também más decisões. Ristovski voltou a sentir novamente dificuldades. Apesar de uma imagem muito mais positiva na segunda parte, muito mais agressiva, o Sporting CP terá certamente tempo para se reorganizar e melhorar na pré-época, sendo necessário reforçar o plantel com outro tipo de qualidade.
A Liga Italiana é prodigiosa em contextos muito específicos em que os jogadores brilharam ao serviço de certos clubes e mais tarde (ou mais cedo) acabaram por flopar na mesma liga num outro contexto, num outro clube.
Hoje pretendo aproveitar a ocasião do jogo entre Juventus FC e UC Sampdoria, que pode fechar o titulo italiano para a Juve, para fazer esta reflexão. Decidi tirar o bloco de notas da gaveta e fazer uma pequena pesquisa de jogadores que passaram pelos dois clubes. Analisei os seus percursos e encontrei estes quatro casos de jogadores que não brilharam muito ao serviço da Juve, mas que acabaram por ter outro tipo de rendimento na Sampdoria.
Uma semana depois e já as duas rodas estão de volta. Os pilotos e a as equipas nem precisaram de sair de Jerez de la Frontera já que o segundo grande prémio da temporada se volta a disputar no circuito Ángel Nieto.
Um fim de semana que começou com a notícia do regresso de Marc Márquez, depois de ter sido operado na passada terça-feira a uma fratura no antebraço direito. Mas após a qualificação deste sábado, Albert Puig mostrou-nos um grande bom senso e informou que o Marc Márquez não ia disputar a corrida desde domingo. E ainda bem! Porque o espanhol da Honda poderia colocar em causa toda a temporada de 2020 e ainda há um título de campeão do mundo para defender.
Sem Márquez, o protagonismo deste segundo grande prémio estará, outra vez, nas mãos de Fabio Quartararo e Maverick Viñales, que voltaram a disputar a pole position. Mas foi o francês, novamente, a levar a melhor por apenas 95 milésimas de segundo. Sei que parece um deja vu do passado fim de semana, mas Quartararo tornou-se no rey das pole positions em Jerez de la Frontera.
Viñales, por outro lado, mostrou-se mais consistente ao longo dos treinos livres e não pode, de todo, ser descartado como possível vencedor na corrida de amanhã. Aliás, acredito mesmo que se não voltar a errar na escolha dos pneus, a vitória não lhe escapará. Já que na semana passada ficou a um passo do lugar mais alto do pódio.
E o Miguel Oliveira?, perguntam vocês. Pois é! O piloto português sacou a primeira posição na Q1, o que lhe deu o passaporte para a Q2 onde brilhou e alcançou a quinta posição na grelha de partida. Com este resultado, o falcão de Almada consegue o melhor resultado de sempre em qualificação. E deixa-nos com um nervoso miudinho para a prova de domingo.
Arrisco-me a dizer que já garantiu um lugar no Top 10 e que o Top5 não é, de todo, uma possibilidade descabida.
Quem parece ter renascido, e reforço o parece desta frase, é Valentino Rossi que sairá do primeiro lugar da segunda linha na grelha de partida. Resta saber se a sua M1 está de novo viva ou voltará a ter problemas técnicos, como no passado fim de semana.
A verdade é que também no mundo das duas rodas, 2020 está a fazer das suas e a trazer-nos novos protagonistas. O espetáculo só agradece.
De Lugano, recebe-nos com um “fala, fera”, convidando-nos a juntar-nos à alcateia, ou não estivéssemos a falar com um leão. Natural da “Terra das Esmeraldas”, no coração da Bahia, fez-nos palpitar por voltar a vê-lo jogar e a manejar a bola como se de uma pedra preciosa se tratasse. Do Brasil, onde Deco lhe revelou o motivo da saída do Barcelona, a Portugal, país no qual conheceu o sabor agridoce da nossa gastronomia futebolística, pouco ficou por dizer. Na Suíça, a ocasião fez o ladrão e tem roubado a atenção dos que desconheciam o seu talento, apesar de “ainda não ter saído aquela banana”, fruto de quase um ano parado. Que se levantem as cortinas, pois o palco do Bola na Rede é de Jefferson Nascimento!
Nota do autor: por opção editorial, a entrevista manteve parte da variante da língua portuguesa português brasileiro.
– Muda de vida se tu não vives satisfeito –
“Foi uma sacanagem o que me fizeram no Sporting”
[A entrevista foi realizada a 16 de julho, um dia após o clássico que opôs FC Porto a Sporting]
Bola na Rede: Viste o jogo, ontem?
Jefferson: Cara, vi pouco. Fui vendo a primeira parte, mas depois deu um problema no meu telemóvel e o site não estava dando.
BnR: Horas antes tiveste jogo contra o Thun.
J: Exato, mas não joguei.
BnR: Eu sei. Empataram 1-1.
J: Nossa! Foi um resultado muito ruim para a gente…
BnR: Porque assinaste pelo Lugano?
J: A escolha pelo Lugano foi porque aconteceram várias situações que eu acho que todo o mundo sabe (…) a minha saída do Sporting foi um pouco turbulenta.
Fonte: Facebook de Jefferson
BnR: Já lá vamos.
J: E surgiu o Lugano. Surgiram também propostas para voltar para o Brasil.
BnR: Do Vasco da Gama e do Botafogo?
J: Fiquei a saber que sim.
BnR: O Professor Jesualdo também te queria levar para o Santos?
J: Sim. No entanto, com a pandemia, tudo parou; o Lugano procurou-me e fez o convite. Lógico que não ia deixar passar esta oportunidade, de voltar ao mercado de novo. Os clubes achavam que eu estava machucado e vir para a Suíça foi bom para mim, porque voltei a treinar em equipa e a impulsionar novamente o meu futebol.
BnR: O motivo pelo qual estiveste tanto tempo parado foi por pensarem que estavas lesionado?
J: Sim, nunca foi por opção minha. Tanto que, quando saí do Sporting, não tive a malícia de perceber que foi uma sacanagem o que me fizeram: quando rescindi, foi depois do dia 31 de agosto, quando a janela fecha para todo o mundo, praticamente. Eu achava que podia ser inscrito em qualquer lado, por ser um jogador livre; foi falha minha e má-fé deles. Foram muitos anos a dar o meu melhor pelo clube e podiam ter-me dito algo do género “Olhe, você vai ficar sem jogar até dezembro, então pense bem”, mas não houve isso.
BnR: Da tua parte havia disponibilidade para continuar no Sporting até dezembro?
J: Sim, tinha mais um ano de contrato!
BnR: Já recuperaste a melhor forma?
J: A gente nunca está a meio, sempre quer dar mais! Tenho de saber gerir o esforço, porque um ano sem jogar não é fácil. O corpo já estava desabituado, então treino muito forte, jogo quarta-feira e domingo. Com certeza vou acabar a época em grande e o velho Jefferson está de volta.
BnR: É a tua primeira experiência num país não lusófono. Como tem corrido?
J: Está sendo top! Uma experiência nova e muito mais positiva do que pensei por, aqui, o pessoal falar italiano; dá para entender algumas coisas e, se todos os dias der uma estudada e conviver com as pessoas, aprende-se mais rápido. Se fosse alemão… estava perdido.
BnR: Chegaste à Suíça em pleno período de pandemia.
J: Tomamos cuidado, na medida do possível. Usamos máscara quando vamos ao supermercado e a outros lugares fechados, mas a galera aqui (…) os cafés estão todos lotados, o lago e o centro estão sempre cheios… o pessoal está meio tranquilo em relação ao coronavírus.
BnR: Já te reconhecem na rua?
J: É engraçado perguntares isso porque, há dias, estava sentado no café e veio um português: “Então, Jefferson! O que está a fazer por aqui? Está perdido?”. “Vim para cá jogar”, disse-lhe. “Então boa sorte, sou sportinguista”. Alguns brasileiros também me reconhecem e até os próprios suíços dizem “Aquele jogador do Lugano, bom jogador”. É bom voltar à atividade, ser reconhecido e não perder a alegria de jogar futebol.