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BnR TV: Domingos Paciência, Artur Moraes e Vandinho partilham histórias

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Um trio de luxo que fez história em Portugal, incluindo o feito de levar o SC Braga à final da Liga Europa. Junta-te a nós no BnR TV e vem connosco recuperar as histórias que marcaram a carreira de Domingos Paciência, Vandinho e Artur Moraes! 🔝📝👤

Com Mário Cagica Oliveira, João Miguel Rodrigues, Marco Ferreira, Domingos Paciência, Vandinho e Artur Moraes.

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Olheiro BnR: Max Aarons

Na rubrica que dá lugar à exposição sobre os novos talentos do panorama internacional, desta vez, o destaque vai para Max Aarons. O lateral direito do Norwich City FC tem vindo a progredir assinalavelmente a nível exibicional na Liga Inglesa, impressionando pela regularidade que consegue manter a médio/longo prazo.

Com apenas 20 anos, assumiu a titularidade nos canaries, contabilizando 30 partidas esta temporada, que se juntam às 43 da época transata – onde foi peça fundamental na promoção do clube ao mais alto escalão do futebol inglês.

Aarons é um defesa à imagem de César Azpilicueta. Rápido, tecnicista e agressivo. Capaz de fazer “piscinas” durante quase 90 minutos. Faz da agilidade, um dos seus atributos-chave. Apesar de não ser um jogador de elevada estatura, é bastante combativo. Em tão tenra idade, é já um atleta praticamente completo. Certinho a defender, eficaz a atacar. Mais um protótipo do lateral moderno, mas melhor a defender que os demais. Talvez por vir de uma divisão inferior, mas tão ou mais exigente.

Já começa a ser algo estranho, as escolas de formação do Norwich não receberem o devido reconhecimento. São vários os jogadores de formados no clube, que fazem parte do plantel principal, e até costumam ser titulares. A par de Aarons, Todd Cantwell (médio ofensivo) e Jamal Lewis (lateral esquerdo) são exemplo do certificado de qualidade da academia.

Já para não falar que, hoje em dia, é mais fácil vangloriar homens de ataque, do que propriamente defesas. Não será seguramente pela falta de quantidade ou de valor dos mesmos, mas sim, pelo mediatismo dado aos atacantes, ao contrário dos defensores. Mais ainda, reparo que os jovens defesas mais completos surgem normalmente de clubes ditos, ” pequenos”.

Com o valor de mercado avaliado em 20 milhões de euros, parece-me quantia acessível para potenciais interessados. Porém, nos pós-pandemia, ninguém sabe que futebol iremos encontrar. Ainda assim, prevejo que Max Aarons dê o salto brevemente, sobretudo se o Norwich descer de divisão (cenário mais provável). À primeira vista, conseguiria a titularidade em clubes como o Everton FC, Tottenham Hotspur FC, ou Arsenal FC.

O melhor 11 daquilo que poderia ter sido a Seleção de Cabo Verde

Se no meu último artigo analisamos a seleção que a Angola poderia ter tido, hoje é dia de me deslocar para sul no mapa e analisarmos o Arquipélago das Ilhas de Cabo Verde. E se ainda não tive a oportunidade de visitar fisicamente o belo país de Angola, o mesmo não se aplica a Cabo Verde onde já pude ter a excelente experiência de visitar.

Marcado pela sua transparência e simplicidade são Ilhas que respiram Futebol e convívio, onde na cabeça de muitos rapazes perduram um sonho, ser jogador internacional pela seleção como o Djaniny Semedo.

Um ano depois: O que mudou desde a conquista da Youth League?

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Foi a 29 de abril de 2019, que os pequenos dragões conquistaram a Europa pela primeira vez, ou seja, os sub-19 do FC Porto conseguiram derrotar o Chelsea FC, por 3-1, na final da UEFA Youth League, competição que é equiparada à edição da Liga dos Campeões, mas na categoria de juniores.

Desta forma, a formação azul e branca conseguiu fazer história, já que foram a primeira equipa portuguesa a levar o troféu para Portugal, depois do SL Benfica já ter disputado a final por duas ocasiões. Certamente, este será um dia que ficará marcado nas cabeças destes jovens jogadores, uma vez que foi uma grande oportunidade para se mostrarem a um nível internacional, isto é, há muitos olheiros de olhos postos neste torneio e depois porque vencer é sempre uma enorme marca que fica na vida de qualquer pessoa. Todavia, já passou 1 ano (celebrado na última quarta-feira) e será que os portistas olham de forma diferente para a formação? Os dados dizem que sim, a verdade é que o elenco da equipa principal, atualmente, conta com vários elementos que fizeram parte desta jornada triunfante e muito deles são vistos como uma espécie de “Euromilhões financeiro”.

 

Foi a 29 de abril de 2019, que os pequenos dragões conquistaram a Europa pela primeira vez ao derrotar o Chelsea FC, por 3-1, na final da UEFA Youth League
Fábio Silva é a grande esperança do FC Porto e a sua cláusula de rescisão atesta isso, já que está fixada nos 100 milhões
Fonte: Bola na Rede

Todos tem conhecimento da frágil situação financeira que paira pelo emblema nortenho e como isso afeta a competitividade do plantel, tal como a preparação de uma nova época no que toca a reforços. Assim, o futuro do clube deve passar inevitavelmente pelas camadas jovens e com uma maior taxa de aproveitamento dos jovens que saem dos quadros da formação. Só assim o FC Porto vai conseguir voltar a ter a pujança económica de outrora e  elevar a qualidade do seu futebol. Vários são os exemplos de equipas desportivas que seguem este modelo e com sucesso e não é preciso ir ao estrangeiro para constatar isto, já que em Portugal temos o exemplo do SL Benfica, que apesar de tudo, tem conseguido tirar proveito desportivo e financeiro da sua academia, quer se goste mais ou menos.

O paradigma aos poucos parece estar a mudar e muitos dos jovens talentos que incorporam o grupo de trabalho de Sérgio Conceição já conhecem os cantos ao Olival e são eles Diogo Costa, Diogo Leite, Romário Baró, Vitor Ferreira e Fábio Silva. Todavia, não podemos esquecer de outros atletas que podem vir a dar muito pelo FC Porto, que são eles Tomás Tavares, Fábio Viera e Diogo Queirós.

Com isto, há um sonho que tanto une os adeptos como os próprios futebolistas, que é sonho de os ver a levantar vários títulos pela camisola dos dragões e que todos, sem exceção, consigam deixar a sua marca pelo clube e que a sair… que seja por uns bons milhões. O mote para o sucesso não parece ser difícil, agora basta que a cúpula diretiva os deixe brilhar em campo e não apenas nas contas bancárias.

5 jogadores que gostariam de regressar ao FC Porto

Vivemos um período de incertezas transcendente a todas as esferas da sociedade. Como tal, ainda é extremamente hipotético falar de um término da presente temporada ou, inclusivamente, de uma nova época desportiva.

Todavia, caso a realidade fuja a este último cenário que enunciei, há que delinear, desde já, aquele que será o plano de ataque a 2020/21. Dentro desse tópico, o tema que mais alimenta capas de jornais desportivos é, sem margem para dúvidas, o das transferências.

É precisamente com isso em mente que decidimos enumerar alguns jogadores que, de uma forma ou de outra, deixaram em aberto as portas da Invicta para um eventual regresso, seja num futuro próximo ou num pouco mais distante.

O diário de um atleta olímpico: Tamila Holub

Há uns tempos, disse num artigo que seria impossível estar na cabeça de um atleta olímpico para sabermos qual seria o seu pensamento quanto à realização dos Jogos Olímpicos em tempos de pandemia. O pior é que achei que seria impossível, mas consegui. Aliás, consegui mais do que isso. Consegui compreender aquilo que é o seu dia-a-dia em confinamento e ver, e de algum modo sentir, aquilo que é o seu principal sonho.

A pandemia da COVID-19 parou o Mundo e com ela trouxe também o cancelamento ou adiamento de grande maioria dos eventos, incluindo os Jogos Olímpicos. Tóquio já esperava por atletas, adeptos e jornalistas para mais uma edição dos Jogos, a XXXII edição. Contudo num verdadeiro retrocesso em termos de calendário, a pandemia fechou-nos em casa e aqueles que tinham a sua rotina de alta competição a pandemia deixou-os completamente parados. Numa situação algo invulgar.

Tamila Holub, de 20 anos, era uma das atletas portuguesas já qualificadas para os Jogos que deveriam ser em 2020 e, de um modo geral, já estava de malas feitas. «A minha primeira reação vou ser sincera foi: “por mim, que o Mundo caia abaixo. Quero ir aos Jogos na mesma, não me interessa”», desabafou a jovem atleta. Porém, sabia que a decisão mais acertada, neste momento, seria adiar a edição de 2020 para o ano seguinte.

Tamila Holub é nadadora olímpica e conta já com uma participação no Rio 2016 com apenas 17 anos

A esperança de ainda haver a edição deste ano à porta fechada cedo esfumou-se da cabeça da atleta portuguesa, pois, estava ciente que «os Jogos Olímpicos, para além do Desporto, são um grande mercado, são um show e um espetáculo». E, deste modo, não faria sentido nenhum a realização dos mesmos, visto que as Olimpíadas são feitos dos adeptos e para os adeptos.

Assim, sabendo de pronto que estava completamente fora de questão a organização dos Jogos em 2020, o Comité Olímpico Português (COP) depressa procurou ajudar os seus atletas tanto a nível físico como a nível psicológico. Uma componente muito importante, pois, de um momento para o outro, os atletas viram-se parados e confinados dentro de quatro paredes onde, certamente, a motivação não é a mesma e muitos poderiam passar por uma má fase. Algo que o COP não queria que acontecesse.

O melhor 11 dos escalões de formação do SL Benfica

A academia do Seixal é uma das melhores escolas de formação do mundo. O SL Benfica já formou jogadores como Renato Sanches, Bernardo Silva, João Cancelo, Gonçalo Guedes, André Gomes, Gedson Fernandes, João Félix, etc.

Atualmente, a academia dos encarnados continua repleta de craques prontos a explodir. Estas talvez sejam algumas das melhores gerações de sempre da academia do Seixal.

Como tal, decidi eleger o melhor onze dos que ainda estão na formação encarnada. Os critérios utilizados foram os seguintes: os jogadores devem ter ainda idade de júnior (19 anos ou menos), independentemente de jogarem já na equipa B ou sub-23. Procurei igualmente que nenhum jogador deste onze tivesse já representado a equipa A (isto torna Morato e Tiago Dantas não elegíveis para o onze).

Os reforços leoninos | Podia ter sido um belo mealheiro…

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As contratações do Sporting CP podem ser resumidas a uma frase: o barato sai caro. Nos últimos anos, os adeptos leoninos foram habituados a inúmeras contratações de baixo preço, em que poucas se aproveitaram e tanto a equipa como o mealheiro sofreram com isso. Estamos a chegar ao final de mais uma época e é notória a necessidade de contratação de reforços de qualidade e a venda de jogadores que… Nunca deveriam ter vestido a camisola verde e branca.

Nas últimas duas épocas que dinheiro foi “deitado fora” em contratações que se demonstraram desnecessárias? Apresentamos de seguida as que consideramos que não compensaram o investimento.

Época 2018/2019

Bruno Gaspar 4,50M
Abdoulay Diaby 4,50M
Idrissa Doumbia 3,80M
Cristian Borja 3,20M
Nemanja Gudelj 3M (taxa de empréstimo)
Tiago Ilori 2,40M
Emiliano Viviano 1,90M

 

Época 2019/2020

Valentin Rosier 5M
Eduardo Henrique 3M
Jesé Rodríguez 2M (taxa de empréstimo)

 

Só nas duas últimas épocas foram gastos 33,30 milhões de euros em jogadores que não demonstraram qualidade ou que não foram bem aproveitados pelo clube leonino. Fora os ordenados destes jogadores e dos que vieram a custo zero ou por empréstimo que acrescentaram pouco ou nada à equipa verde e branca. Pode-se também acrescentar os ordenados e indemnizações dos treinadores que foram passando pelo Sporting CP. Podia ter sido um belo mealheiro… Uma maior consciência e estratégia financeira pode ajudar o clube verde e branco a atingir outros patamares.

O Passado Também Chuta: Pablo Aimar

Quando se fala da “coroa” do futebol argentino, Pablo Aimar merece um lugar de referência numa lista com tantos jogadores talentosos. O craque argentino, que jogou em Portugal entre 2008 e 2013, no Sport Lisboa e Benfica, não deixou nenhum espectador do seu futebol indiferente, que o diga Lionel Messi (que já por várias vezes admitiu que Aimar é um dos seus ídolos de infância).

Nascido em Rio Cuarto, na Argentina, ‘El Mago’, como foi apelidado, começou a dar nas vistas ao serviço das camadas jovens do CA River Plate, clube no qual se estreou como profissional, com apenas 16 anos de idade.

Com exibições de alto nível, sobretudo durante a temporada de 1999/00, o médio ofensivo cativou os adeptos dos “Millonarios” ao apontar 22 golos em 87 partidas. O seu brilho despertou interesses na Europa, para onde acabou por se transferir em janeiro de 2001, para o Valencia CF.

Com a camisola “Che”, Aimar “chegou, viu e venceu”. Num total de 214 jogos ao serviço do clube da zona este de Espanha, venceu aí o campeonato doméstico por duas vezes, as últimas em que o Valencia o conquistou, ao que juntou ainda uma Taça UEFA, em 2003/04, e uma ida à final da Liga dos Campeões, perdida no primeiro ano em que esteve no clube, frente ao FC Bayern.

No verão de 2006, ‘El Mago’ deu o que foi considerado por muitos como um passo atrás na carreira, quando rumou ao Real Zaragoza por 11 milhões de euros. Sabendo que não contava para Quique Flores, treinador do Valencia na altura, Pablo Aimar teria de sair inevitavelmente do Mestalla. Assim, a surpresa surgiu não na saída, mas sim no destino escolhido pelo argentino, uma vez que era rumorado o interesse de vários grandes clubes europeus nos seus serviços e este preferiu permanecer na Liga Espanhola.

A escolha de seguir para Saragoça revelou-se acertada na primeira época em que esteve no clube local. Juntamente com os irmãos Milito, Andrés D’Alessandro e também um jovem Gerard Piqué, devolveram o Real Zaragoza às competições europeias. Contudo, a época seguinte foi de desilusão: o clube não passou das pré-eliminatórias na Taça UEFA, foi eliminado relativamente cedo na Taça de Espanha e, o pior de tudo, terminou no antepenúltimo lugar do campeonato espanhol, o que ditou a despromoção ao segundo escalão.

Esta descida à Segunda Liga levou à saída de Aimar do clube, momento em que veio até Portugal, para representar o Benfica. Em cinco épocas de águia ao peito, ‘El Mago’ fez 179 jogos e marcou 17 golos, encantando os adeptos benfiquistas com o seu futebol simples, mas pleno de genialidade. Com o argentino como peça de destaque, o Benfica conquistou em 2010 o segundo título de campeão nacional do novo milénio, tendo vencido também quatro Taças da Liga e alcançado a primeira de duas finais consecutivas da Liga Europa, em 2012/13.

Depois da passagem pela Luz, Pablo Aimar decidiu rumar à Malásia para abraçar um desafio diferente, numa altura em que já estava em final de carreira. No entanto, ao serviço do Johor FC realizou apenas oito jogos e apontou dois golos, números ainda assim suficientes para fazerem dele campeão nacional em 2014.

Para fechar uma carreira de alto nível, ‘El Mago’ regressou a casa para se despedir em dois momentos. Inicialmente, os adeptos do River Plate receberam-no como um verdadeiro herói, quando realizou a derradeira partida pelo clube a 31 de maio de 2015, frente ao CA Rosario Central, que se pensava ter sido a última da sua carreira. Todavia, cerca de um ano e meio depois, escolheu as cores do Estudiantes de Rio Cuarto, clube da sua terra natal, para, agora sim, encerrar definitivamente a sua carreira.

Pablo Aimar foi um exímio criador de jogo, como tantos dos grandes talentos que saem da Argentina. Sem surpresa, também com a camisola do seu país espalhou o seu “perfume”, tendo representado a Argentina por 52 ocasiões e apontado oito golos, entre 1999 e 2009. Quando envergou pela carreira de treinador, foi também na Federação Argentina que começou, tendo assumido a seleção de sub17, onde atualmente se encontra.

Com uma carreira de excelência, tanto do ponto de vista futebolístico como do ponto de vista humano, ‘El Mago’ é um ídolo em todos os clubes por onde passou. Quando se apresentou ao mundo do futebol era rápido e perspicaz nos seus movimentos, mas com o avançar da idade foi ficando cada vez mais inteligente na leitura do jogo e no momento de decisão. Quem teve o privilégio de o ver jogar certamente concorda que, numa só palavra, Aimar era genial.

 

Artigo revisto por Joana Mendes

As 10 “pechinchas” da última década na Liga Inglesa

A última década na esfera futebolística, em termos monetários, foi marcada por volumosos investimentos em jogadores que redefiniram por completo o mercado de transferências. Milhões e milhões de euros viajaram de cofre em cofre, com os grandes clubes europeus à cabeça desses gastos astronómicos.

A Liga Inglesa foi – e continua a ser – um dos expoentes máximos desse novo padrão de negócios no futebol mundial, com os grandes clubes britânicos – como Manchester City FC, Manchester United FC, Chelsea FC e Liverpool FC – a abrirem os cordões à bolsa de ano para ano, de modo a garantir os melhores jogadores ao redor do globo. E como muitos milhões gastos num único jogador nem sempre são garantia de qualidade indubitável, na lista que se segue ficam algumas das contratações dos últimos 10 anos que se provaram verdadeiras pechinchas em terras de sua majestade.