Início Site Página 11282

O 11 do século XXI do Sevilha FC

O século XXI tem sido um período glorioso para os adeptos do Sevilla FC, desde a subida ao primeiro escalão do futebol espanhol, em 2000/2001, até à conquista de títulos nas competições europeias.

Neste curto espaço de tempo, os “Blanquirrojos” venceram cinco edições da Liga Europa. Sobre o comando de Juande Ramos, foram bicampeões da competição, ainda com o nome de “Taça UEFA”, em 2005/06 e 2006/07, e entre 2013 e 2016, com Unai Emery a assumir funções como técnico principal, venceram-na por mais três ocasiões.

Em 20 anos decorridos neste século, vários jogadores deixaram a sua marca no clube, quer pela sua qualidade e consequente ajuda na conquista europeia do Sevilla, quer pela sua dedicação e lealdade ao clube.

Lendas do Universo Leonino | Deo

André Justino Henrique conhecido no mundo do futsal por Deo. O número dez leonino representou o Sporting CP durante 16 anos, tornando-se uma das referências na modalidade para os sportinguistas.

Deo iniciou a sua carreira no futsal, no Brasil, ao serviço do Cervicá. Em janeiro de 2002, o Sporting CP contratou o ala, que se viria a tornar uma verdadeira lenda no clube. Durante a sua carreira, apenas também representou os russos do KPRF Moskva, nas épocas 14/15 e 15/16.

Deo escreveu no Sporting CP uma história de sucesso. Ao longo de 16 temporadas conquistou 26 títulos: uma UEFA Champions League, oito campeonatos nacionais, seis Taças de Portugal, uma Taça da Liga, sete Supertaças e 3 Taças de Honra. O ala leonino somou um impressionante registo de 604 jogos e 295 golos marcados com a camisola verde e branca.

A história do futsal e do Sporting CP confunde-se com a carreira de Deo. No dia 4 de janeiro de 2004, realizou-se o último jogo na Nave de Alvalade, o Sporting recebeu e venceu o Modicus, por 11-1. Nesta goleada, Deo foi o último jogador a marcar na antiga casa das modalidades dos leões.

Mais tarde, em setembro de 2017, realizou-se o primeiro jogo de futsal no Pavilhão João Rocha. O Sporting CP defrontava os Leões de Porto Salvo, na primeira jornada da fase regular do campeonato e Deo cumpriu o seu jogo 500 pelo clube.

Na época 2018/2019, o Sporting Clube de Portugal conquistou o único título que faltava ao seu palmarés, a UEFA Futsal Champions League, vencendo na final o Kairat Almaty, por 2-0. Na caminhada para o tão desejado trono europeu, Deo apontou três golos, em oito jogos. Na meia-final, o “baixinho” foi preponderante, apontando um dos golos, na vitória diante do Inter Movistar por 5-3. Na quarta final da UEFA Futsal que o Sporting CP disputou, finalmente conquistou a tão desejada glória.

Deo destacou-se pela sua qualidade técnica, pela velocidade e sobretudo pela qualidade com que finaliza. Ao longo destes 16 anos, vestiu o leão rampante, com Esforço, Dedicação e Devoção, contribuindo para a história e Glória do clube, na conquista de 26 títulos. O “baixinho” será para sempre uma lenda e uma referência do futsal leonino.

Obrigado, Deo!

Artigo revisto por Diogo Teixeira

«Figo e Rui Costa saíram em minha defesa no caso do doping» – Entrevista BnR com Kenedy

O Bola na Rede esteve à conversa com Kenedy, de quem Sven-Goran Eriksson diz que é o melhor júnior que treinou. Dos jogos na rua a apanha-bolas dos seus ídolos no Estádio da Luz é um pulo. Formado no SL Benfica, sobe à primeira equipa e vence uma Taça e um Campeonato. Segue-se o Paris SG, onde aprende a falar francês rapidamente e se torna o pagode no balneário, de onde regressa precocemente para conquistar uma dobradinha no FC Porto. É treinado por JJ no Estrela mas é no Marítimo onde passa os melhores anos da carreira. Pelo meio, perde o barco para o Mundial 2002 devido a um controlo positivo de doping, numa situação que tem contornos sui generis. Na Grécia, vive na pele o louco futebol e como treinador adota uma relação de proximidade com os seus jogadores.

– Dos jogos na rua a apanha-bolas no Estádio da Luz –

Bola na Rede [BnR]: Nasces a 18 de fevereiro de 1974, na Guiné-Bissau. Quais são as primeiras memórias da infância?

Kenedy [K]: Tenho poucas memórias porque eu vim ainda pequeno para Portugal, mas já voltei lá depois disso. Lembro-me de em miúdo jogar à bola nas ruas, depois aqui em Portugal foi basicamente escola e futebol. Jogar futebol sempre foi a minha paixão, desde miúdo. Lembro-me que desde os 10 anos já jogava com rapazes de 15/16 anos e fui crescendo assim.

BnR: Eras adepto de algum clube em miúdo?

K: Não, em miúdo não era assim muito adepto de um clube. Às vezes ia com um tio meu ver os jogos do Sporting, porque ele gostava muito, mas eu não ligava muito. Obviamente que quando comecei a jogar nas camadas jovens do Benfica, desde esse momento passou a ser o meu clube.

BnR: Quando é que vens para Portugal?

K: Tinha 4/5 anos, vim viver com a minha avó. Penso que era infantil de primeiro ano, estava no Cultural da Pontinha e como infantil de segundo ano já vim para o Benfica, por volta dos 11/12 anos.

BnR: Fala-me do teu percurso no futebol de formação.

K: Foram tempos fantásticos, são totalmente diferentes de hoje em dia. No meu primeiro ano de infantil joguei no Cultural da Pontinha e lembro-me de nesse ano ter ido fazer uns treinos ao Benfica com um amigo meu que jogava comigo, o Hugo Costa. Ele jogava no Benfica já e disse “Vens comigo lá treinar”. Eu fui mas a equipa já estava mais ou menos feita, eu treinava um bocadinho ali atrás da baliza e tal mas nada. E acabei por ir para o Cultural da Pontinha. Fiz esse primeiro ano de infantil no Cultural e, por ironia do destino, o Benfica no ano a seguir contrata-me. Lembro-me que pagou ao Cultural bolas, equipamentos e mais uns trocos.

BnR: Tinhas algum ídolo quando eras jovem?

K: Em miúdo nem por isso mas a partir dos 14/15 anos já estava mais desperto para isso e o Benfica tinha grandes jogadores, o Valdo, lembro-me do Aldair, o Rui Águas, Pacheco. Eu era apanha-bolas deles quando estava na formação do Benfica. [pausa, houve-se uma voz no fundo e Kenedy desata-se a rir] O meu tio está a perguntar-me se eu não gostava do Eusébio e do Pelé (risos). Claro, eu não os vi jogar mas toda a gente sabia quem eram e o quão extraordinários eram, já tinham ouvido histórias deles. E tive a sorte de o Eusébio ter sido meu treinador nas camadas jovens, apanhei também o Mister Coluna, ouvi histórias dele, que tinha sido um grande jogador no Benfica. Mas pronto eu lembro-me perfeitamente de ser apanha-bolas deles e passado uns anos poder jogar com eles…

BnR: É um sonho de menino, como canta Tony Carreira.

K: É. Até tenho uma história engraçada desses tempos de apanha-bolas. Foi num Benfica-Steaua Bucareste, acho que o Rui Águas marcou dois ou três golos. Eu nesse jogo estava a apanha-bolas e fiquei na zona da baliza, ali dos lados. A certa altura fui buscar a bola e pu-la na marca do pontapé de canto. O Pacheco na altura chegou lá e nem mexeu na bola, porque eu tinha ajeitado a relva à volta quando coloquei a bola. O Pacheco bate o canto e o Rui Águas de cabeça fez o golo. Eu andei a semana toda a dizer que eu é que tinha preparado a bola (risos). Depois subo a sénior e jogo com eles, Rui Águas, Pacheco, Mozer, aqueles que eu andava a apanhar bolas acabei por jogar com eles.

O Passado Também Chuta | Liedson, “o levezinho”

Liedson, o “levezinho”, foi uma das figuras marcantes da história recente do Sporting Clube de Portugal. O avançado que se viria a tornar internacional por Portugal, destacou-se como o melhor marcador estrangeiro com a camisola leonina, superando Yazalde.

Liedson Muniz iniciou o seu trajeto no futebol ao serviço de clubes modestos, como o Poções e o Prudentópolis. Em 2001, já com 23 anos, rumou ao Coritiba FBC, emblema que representou durante duas épocas, somando 20 golos em 29 jogos. As exibições do avançado impressionaram e levaram Liedson para o Clube de Regatas do Flamengo. No ano 2003, voltaria a transferir-se desta vez para a cidade de São Paulo e para vestir a camisola do SC Corinthians. Nessa temporada, o “levezinho” contribuiu com 22 golos em 33 jogos, ajudando o clube a conquistar o Campeonato Paulista.

No verão de 2003, o Sporting Clube de Portugal adquiriu o passe do avançado, num negócio na altura avaliado em cerca de 3,2 M€. Liedson deixava assim o SC Corinthians e rumava ao futebol europeu para fazer história no clube de Alvalade. Em oito épocas de leão ao peito, o “levezinho” apontou 172 golos e disputou 313 jogos.

Na temporada 2004/2005, Liedson fez parte da histórica campanha dos leões na Taça UEFA. O Sporting chegou à final, que se disputou no Estádio José Alvalade, eliminando clubes como AZ Alkmaar, Newcastle United FC, Feyenoord e Middlesbrough FC. Nesta caminhada, o “levezinho” marcou nove golos, entre os quais um deles na mágica partida de Alkmaar, onde os leões carimbaram passaporte para a final. Mais tarde, viria a tornar-se o melhor marcador do Sporting Clube de Portugal nas competições europeias com 26 golos, superando João Lourenço e Manuel Fernandes.

Na sua passagem pelo Sporting CP, Liedson conquistou duas Taças de Portugal e duas Supertaças. No dia 27 de maio de 2007, no Estádio do Jamor, o “levezinho” resolveu a final diante do CF “Os Belenenses”, com um golo de cabeça assistido por Miguel Veloso. Em termos individuais, Liedson foi duas vezes o melhor marcador do campeonato português, nas épocas 2004/2005 e 2006/2007.

Liedson despediu-se dos sportinguistas no dia 4 de fevereiro de 2011. O Sporting CP disputava a 18ª jornada da Primeira Liga com a recepção à Naval 1º de Maio, registando um empate a três golos. Na sua derradeira partida de leão ao peito, apontou dois golos, sendo mais uma vez decisivo. O “levezinho” iria assim regressar ao SC Corinthians, aos 33 anos, numa transferência avaliada em 1,8 M€.

Neste regresso de Liedson ao Brasil, voltou a ser decisivo no “timão”, durante uma época e meia. Neste período venceu dois títulos, o Brasileirão e a Copa dos Libertadores. Antes de terminar a carreira, voltou a vestir a camisola do CR Flamengo em 2012. No entanto, na época 2012/2013, rumou ao FC Porto, onde jogou apenas 7 jogos, despedindo-se dos relvados na última jornada do campeonato frente ao Paços de Ferreira e celebrando o título.

Liedson ficará para sempre na história do futebol leonino, um avançado móvel, tecnicamente evoluído, que impressionava pela impulsão e pelo instinto goleador. Ao longo de oito temporadas, o “levezinho” deixou uma marca no Sporting pelas suas características, pelos golos, pelas assistências e pela sua garra. “Liedson Resolve!”

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Os 5 reforços para o FC Porto por menos de 30 milhões de euros

0

Foi sabido durante esta semana que os dragões pretendiam adiar o reembolso do empréstimo, no valor de 35 milhões de euros, para o próximo ano, muito por causa dos efeitos da pandemia do novo coronavírus. Com o clube a ser, recentemente, intervencionado pelas medidas do fair-play financeiro da UEFA, o orçamento para transferências do FC Porto terá de ser reduzido. Sendo assim, a solução pode passar por procurar jogadores que terminem o contrato neste verão ou jogadores da Primeira Liga que, por norma, têm um valor de mercado mais baixo.

Posto isto, o Bola na Rede construiu uma lista de cinco jogadores que poderiam ingressar no FC Porto por menos de 30 milhões de euros. Dois deles seriam por transferência “paga” e os restantes seriam por assinatura de contrato, uma vez que a partir dos próximos meses serão jogadores livres.

Os 5 guarda-redes em destaque na Liga Portuguesa

Hoje falamo-vos dos guarda-redes em destaque da Primeira Liga. Curioso, pois esta posição nunca teve muito importância para mim quando era mais novo. Durante anos foram como que figuras secundárias para mim, talvez influenciado pelos tempos de escola em que o menos dotado tecnicamente ouvia – “vais para a baliza” -, ou vidrado pela classe, capacidade técnica e dinâmica dos jogadores de campos.

Desde há uns anos para cá e quanto mais fui estudando a posição, cresceu o interesse, cresceu a admiração e posso dizer que hoje é das minhas posições favoritas. O guarda-redes além de ser a posição mais complexa e mais difícil, assume um papel absolutamente fundamental, não só no futebol de 11, como no futebol de praia, no futsal, no hóquei ou no andebol. Simplesmente em qualquer um destes desportos, ou a equipa tem um guarda-redes de topo ou dificilmente atingirá os níveis de rendimento pretendidos. Sendo assim, vamos fazer uma viagem pela Primeira Liga e analisar os cinco guardiões que mais me têm impressionado esta época.

Gabriel Appelt Pires | O regresso

0

Após a tão esperada decisão do regresso do campeonato, as equipas procuram no espaço de um mês recuperar da paragem competitiva e aumentar os índices físicos, como se de uma pré-época se tratasse. E quem melhor para beneficiar desta paragem que Gabriel Appelt Pires?

Afastado dos relvados desde 4 de fevereiro, acreditamos que o seu regresso à competição seja uma excelente notícia para Bruno Lage, aumentando a confiança para a perseguição ao primeiro lugar. Veremos ainda se o interregno competitivo suspendeu, ou se deu por terminado, o período mais instável e inconsistente na era “Lage”.

Em cada equipa há um lote reduzido de jogadores, que pela sua presença em campo, conseguem transmitir uma confiança extrema aos colegas, treinador e próprios adeptos. No SL Benfica um desses casos é Gabriel. Exemplo disso, na presente temporada, com o médio em campo em 24 partidas, os encarnados contabilizam apenas duas derrotas, ambas na Liga dos Campeões.

Talvez ainda mais elucidativo da influência do médio brasileiro e da importância do seu contributo nos resultados da equipa, seja mesmo notar os resultados na sua ausência. Desde o seu afastamento por lesão, a equipa iniciou um ciclo de oito jogos, apenas conseguindo uma única vitória. Certo que dados estatísticos valem o que valem, no entanto, no caso de Gabriel não há como dissociar deles.

Como justificar desportivamente tamanha dependência e influência do médio encarnado?

Com o camisola 8, defensivamente, volta uma capacidade de recuperação de bola mais eficaz, consistente, aliada a uma intensidade de pressão inigualável no plantel, e seguramente em toda a Liga Portuguesa. Sempre podemos dizer que também Florentino demonstra forte capacidade de recuperação, no entanto não tem sido alternativa direta a Gabriel e a sua capacidade evidencia-se sobretudo em antecipação e não no desarme propriamente dito, mais físico e de choque.

Regressa um conhecimento tático mais refinado, no que à ocupação de espaços, exigível a um médio num esquema de 4-4-2, diz respeito. Daí que a sua amplitude de movimentos seja tão alargada, com preenchimento de grande parte do terreno e participação em todos os momentos do jogo.

Ofensivamente, desde logo proporciona uma solução de construção adicional, face à construção a três que vem sido assegurada por qualquer um dos médios. Ainda que seja uma solução que comporta mais riscos, consegue com facilidade ser uma solução de passe na frente dos centrais, onde as suas rotações de costas para o adversário são capazes de eliminar linhas de bloqueio adversárias. Não é um médio de sair da pressão em posse, é, contudo, um médio com um controlo do espaço e de bola muito favorável a rotações perante os adversários.

Desde a lesão de Gabriel, o SL Benfica disputou oito jogos e venceu apenas um
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Como ponto diferenciador e mais entusiasmante, volta a verticalidade no último passe. Gabriel consegue produzir mais verticalidade no último passe que o próprio Taarabt, que utiliza este estilo de passe, sobretudo, em desbloqueios e rotura de setores, ainda que longe do último terço. Diria mesmo que o médio que mais se assemelha a Gabriel é Samaris, no entanto, o momento e pensamento do passe é completamente distinto, sendo mais refinado o do brasileiro, criando mais perigo em zonas frontais da baliza.

Gabriel permite um maior envolvimento coletivo em fase atacante, quer através de repentinas mudanças de flanco, capazes de desbloquear qualquer organização defensiva, quer pela procura dos laterais em fase mais avançada do terreno, potenciando toda uma dinâmica que sem Gabriel poucas vezes se evidencia.

Esta sua capacidade de imprevisibilidade e de passe proporcionam um SL Benfica mais vertical, ampliando o espaço entre setores do adversário e capaz de potenciar o jogo entre linhas tão querido a Pizzi, Chiquinho, Taarabt ou Rafa.

Nas bolas paradas, quando comparado com a maioria dos médios do plantel encarnado, surge mais qualidade e agressividade no cabeceamento, seja defensivamente ou ofensivamente. Relembre-se o golo de cabeça ao FC Famalicão a contar para a Taça de Portugal, que deu a vitória do SL Benfica já nos descontos.

Não podemos dissociar o seu regresso de um previsível aumento de passes falhados por jogo, ainda que insista em alternar o par de botas clássico constantemente. Surgirá maior quantidade de perdas de bola desnecessárias, uma menor circulação e fluidez no meio campo defensivo, aliado a um excesso de tempo com a bola nos pés, provocando uma lentidão do jogo em certos momentos.

Cremos, contudo, que os benefícios são amplamente superiores aos pontos negativos que possam advir do regresso de Gabriel. Ainda que lento, por vezes, consegue gerir bastante bem os momentos do jogo e perceber exatamente o que a equipa precisa, sendo o elemento mais esclarecido e potenciador do melhor SL Benfica de Bruno Lage.

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Olheiro BnR: Hugo Ferreira

Da cidade de Vila Nova de Gaia para os Estados Unidos da América. Do Vasco da Gama para os Cleveland State Vikings. Hugo Ferreira é mais uma das estrelas portugueses que deixa a sua marca no basquetebol universitário americano, a par de Neemias Queta e Diogo Brito.

As atuações do base de 18 anos não têm passado despercebidas na NCAA, ao alinhar em 26 encontros e contar com uma média de 4.6 pontos, 1.3 ressaltos e 1.4 assistências na época atual (que continua suspensa). Foi considerado freshman da semana na Horizon League (divisão onde se encontram os Cleveland State Vikings) e foi o primeiro Viking a receber este prémio.

Hugo Ferreira foi um dos grandes destaques da Divisão B do Europeu de Sub-18, apesar da sexta posição alcançada por Portugal. Com uma média de 15,5 pontos, 5 ressaltos e 3,4 assistências por jogo, o jogador gaiense conta certamente com um futuro auspicioso pela frente.

Mesmo com apenas 1.85 metros de altura, é um base com uma enorme postura atacante que não demonstra medo em enfrentar qualquer tipo de adversário, quer a nível ofensivo como defensivo. Hugo Ferreira apresenta também uma frieza brutal nos lances que disputa e uma visão de jogo excecional, tendo a capacidade de levar os lances até ao seu destino, quer seja este o cesto ou um colega de equipa.

O caloiro de Cleveland State exibe um enorme potencial a nível de estilo de jogo e, mesmo só observado a “olho nu”, prevê-se uma carreira sorridente para o jovem.

Foto de Capa: CSU Basketball

Artigo revisto por Diogo Teixeira

EXCLUSIVO BnR TV: Artur Moraes confessa que esteve perto do Sporting CP

No Bola na Rede TV desta noite, Artur Moraes confessou que esteve perto de assinar pelo Sporting CP, em 2011. Numa altura em que Domingos Paciência era treinador dos leões, o clube leonino procurava reforçar-se com mais um guarda-redes, além de Ruí Patrício e de Marcelo Boeck. O treinador português seria o grande elo de ligação entre Artur Moraes e a possível vinda para o clube de Alvalade.

Devido a uma hesitação de Carlos Freitas, à altura Diretor-Desportivo do Sporting CP, durante as negociações com o guarda-redes brasileiro acabou por “deitar por terra” o negócio entre Artur Moraes e clube de Alvalade. Quem aproveitou «a derrapada» de Carlos Freitas foi o grande rival dos leões, o SL Benfica: «O Benfica chegou e não teve como segurá-lo. Não deu tempo. Foi o timing do negócio», confessou Artur Moraes.

De relembrar que o guarda-redes vestiu a camisola do SL Benfica durante a época de 2011/12 até à de 2014/15 onde fez 145 jogos. Nos encarnados venceu dois campeonatos da Primeira Liga, duas Taças de Portugal, uma Supertaça Cândido de Oliveira e três Taças da Liga.

Podes ver o episódio completo aqui: https://youtu.be/LJD1qxgnkLI

Podes subscrever o nosso canal no Youtube através do seguinte endereço ➡️ https://www.youtube.com/c/bolanaredetv

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Sporting CP, um só clube?

0

É verdade, este título foi inspirado num vídeo lançado nos canais oficiais do clube, o qual juntava atletas do Sporting CP e SL Benfica, querendo passar a mensagem de união. Quanto a união já lá vamos, mas este vídeo ou foi mal pensado ou então tem alguma mensagem subliminar.

Digo que foi mal pensado, não por ser em conjunto com o nosso eterno rival, mas por ter sido apenas com ele. Se queriam mostrar união, ficaria bem mais forte um vídeo em que todos os clubes fossem incluídos. Podem dizer que nem todos estavam disponíveis para o fazer, o que neste caso nem acredito que acontecesse, mas com certeza conseguiam pelo menos mais dois ou três emblemas que se disponibilizassem a participar numa iniciativa que poderia ter tido em excelente impacto.

Se não foi um erro de casting então só pode ser uma mensagem subliminar de união entre clubes da Segunda Circular. Algo que já muitos desconfiam há muito, pelo menos desde que entra direção do Sporting CP tomou posse. Desde o início que se fala em influência do clube encarnado na direcção leonina, mas não vou por aí, uma vez que não tenho nada concreto que o possa comprovar. Já o facto de ver uma aproximação entre direções dos dois clubes, não tenho dúvidas depois de ver esta união de facto em vídeo.

Não digo que não deva haver união no futebol, mas o Sporting tem a mania de se associar ao SL Benfica ou ao FC Porto e sempre com resultados catastróficos para os de Alvalade. Em todas as vezes que nos aproximámos de um destes dois ficamos a perder. E quando um clube precisa associar-se a outro para se afirmar só mostra que não tem poder. Não é o que os outros clubes ditos pequenos fazem? Nós ainda somos considerados um dos grandes, não?

Se queremos falar de união, o Sporting CP devia primeiro virar-se para dentro e acabar com os grupos e grupetas que sempre teve nos seus corredores. Se querem união, que se unam lá dentro por um bem maior, o do Sporting CP.

A mensagem de um só clube deveria vir de dentro do Sporting CP, isso sim. Só quando o Sporting CP for verdadeiramente um só clube e trabalhar sem que tenha sempre outra facção a tentar boicotar o trabalho de quem dirige, poderá ambicionar a ser forte, a tornar-se novamente um dos maiores, sem ter que se associar à ninguém. E é nesta parte que virão os “Brunistas” dizer que foi o que Varandas e Rogério Alves andaram a fazer a Bruno de Carvalho. As “varandetes” dirão que é o que os “Brunistas” andam agora a fazer à actual direção e isto nunca terá fim.

Mas isto tem de parar. Alguém tem de dar o braço a torcer e parar de apontar o dedo. Devem juntar-se, não deixando de apontar os erros, claro, porque ainda somos democráticos, mas sempre de uma forma construtiva e não para destruir, e para tirar quem lá está apenas para poder colocar os seus amigos e compadres.

A união e a paz ainda não pairam em Alvalade
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

O Sporting CP é, sem dúvida, um clube elitista. E essas elites vão andar sempre a querer ganhar superioridade umas às outras, sem pensar muito se isso vai ajudar o clube. Pensam apenas no que eles podem ganhar com o clube. Enquanto assim for, o Sporting CP continuará a definhar até que desapareça.

Aí, depois, as elites seguem as suas vidas, e passam, como qualquer praga, para ocupar outra empresa, clube que eles possam consumir. Porque, não se enganem, isto é só pelo dinheiro. Não tem nada a ver com amor ao clube. Isso já não existe. Ou existe, mas apenas da parte daqueles que pagam para ver os jogos, mesmo quando já quase nem dinheiro têm para comer.

Um só clube? Onde? Nem o Sporting já se pode considerar um só clube.