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Manchester United FC x Manchester City FC: Derby inglês com toque português

DALOT E BRUNO VS. CANCELO E BERNARDO

Manchester United e Manchester City defrontam-se este domingo pelas 16h30, separados na classificação por 15 pontos. Na antecâmara da jornada 29 da Premier League, a equipa de João Cancelo e Bernardo Silva segue na peugada do quase-campeão Liverpool FC, ao passo que a equipa de Diogo Dalot e Bruno Fernandes está na quinta posição, a lutar por uma vaga na Liga dos Campeões da próxima época.

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O Manchester United chega a este jogo após vencer na quinta-feira o Derby County em jogo da FA Cup (0-3), um jogo que se seguiu à escorregadela em Goodison Park, onde a equipa não foi além de um empate frente ao Everton na jornada 28 da Premier League. Já o Manchester City chega a este jogo após conquistar a Taça da Liga no domingo passado frente ao Aston Villa e depois de vencer o Sheffield Wednesday na quarta-feira para a FA Cup (0-1).

Independentemente da distância que separa as duas equipas na tabela classificativa, a distância geográfica (7 km) que as separa faz deste um derby escaldante em que a cidade pára. No jogo da primeira volta, os Red Devils foram ao Etihad Stadium vencer por 2-1, pelo que a possibilidade do City “vingar” a derrota caseira em dezembro passado é apenas mais um ingrediente para apimentar este jogo. O Manchester United precisa de vencer para colocar pressão no Chelsea FC e não ser ultrapassado pelo Wolves, ao passo que o City espera continuar a “perseguição” ao líder Liverpool e manter o Leicester à distância no 3º lugar.

COMO JOGARÁ O MANCHESTER UNITED?

Ainda que esteja a jogar em casa, o United deverá apostar em jogar com o bloco relativamente baixo e na transição ofensiva rápida, através de contra-ataques, até porque o Manchester City é uma equipa que joga em posse e se sente confortável a trocar a bola no pé. Solskjaer deve manter a equipa no habitual 4-2-3-1, modelo menos “arriscado” e no qual os seus jogadores estão mais rotinados. Bruno Fernandes terá um papel determinante quer na manobra ofensiva da equipa, quer no momento defensivo, uma vez que o modelo de posse do adversário a isso o vai obrigar. Os Red Devils farão das transições rápidas a sua maior arma para contrariar o estilo de jogo do City, jogando na profundidade para aproveitar o espaço que a equipa de Guardiola normalmente deixa nas costas da defesa.

JOGADOR A TER EM CONTA

Bruno Fernandes tem estado em alta no Manchester United FC
Fonte: Manchester United FC

Bruno Fernandes – Quem mais poderia ser o jogador a ter em conta do que o médio português que chegou e encantou desde a sua estreia com a camisola dos Red Devils?

XI PROVÁVEL

De Gea, Dalot, Maguire, Lindelof, Luke Shaw, Matic, Fred, Bruno Fernandes, Mason Greenwood, Daniel James e Martial.

COMO JOGARÁ O MANCHESTER CITY?

Pep Guardiola deverá manter a aposta no habitual 4-3-3, privilegiando a posse de bola e jogando com as linhas subidas. A dinâmica ofensiva da equipa assenta na mobilidade dos homens da frente e na sua capacidade de explorar o jogo interior, pelo que poderemos esperar sempre alguma dose de imprevisibilidade e rasgo do tridente atacante da equipa. O City terá que ser acutilante na reação à perda de bola e muito eficaz na transição defensiva, uma vez que o United é exímio em aproveitar o espaço livre nas costas do adversário e tem em Bruno Fernandes um jogador capaz de, com um passe, lançar a equipa rapidamente para a frente e desequilibrar o jogo.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: Manchester City FC

Sergio Agüero – Jogador histórico do Manchester City, continua época após época a ser sinónimo de golos, afirmando-se como a grande referência atacante da equipa. Nesta época tem já 16 golos marcados na Premier League e está a apenas um golo de distância dos líderes Jamie Vardy e Aubameyang. Se há jogador que sabe o que é fazer o gosto ao pé no derby de Manchester é ele: marcou por nove vezes e está a dois golos do recorde estabelecido por Wayne Rooney (11).

XI PROVÁVEL

Ederson, Kyle Walker, John Stones, Fernandinho, Mendy, Rodri, Gundogan, Kevin de Bruyne, Sterling, Bernardo Silva e Agüero.

NBA Conferência Este: A corrida aos playoffs

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É renhida a recta final da Fase Regular da NBA, mas mais ainda para as equipas da Conferência Este. É apenas um jogo que separa o 7.º do 8.º: Brooklyn Nets, no 7.º posto encontram se com um recorde de 28-34 e Orlando Magic, no 8.º posto, com um recorde de 28-35.

Ambas as equipas que se encontram com um pé dentro dos oito finais surpreenderam esta temporada. Os Nets pela negativa, com a chegada de Kyrie Irving e tendo estes conseguido o 6.º posto, com um plantel mais fraco, no ano anterior, previa-se que, com a chegada da super estrela, as ambições fossem outras. No entanto, o base lidou com lesões durante toda a temporada e a equipa ficou quase que entregue aos restantes jogadores, que a vão mantendo a lutar por um lugar nos playoffs.

A surpreender pela positiva vem os Orlando Magic. Muito se debateu na temporada passada a qualidade desta equipa, eliminada em cinco jogos pelos Toronto Raptors de Kawhi Leonard, na primeira ronda. Esta temporada pensava-se que seria uma época singular, no entanto, nomes como Aaron Gordon, Evan Fournier e até Markell Fultz têm mantido a equipa a ganhar os jogos que precisa. Os Magic têm vivido das vitórias contra as equipas mais fracas e de sobreviver até ao fim, por vezes, com alguma sorte à mistura a trazer a vitória contra as equipas mais fortes.

No entanto, há sempre as equipas que lutam a época toda para uma presença nos Playoffs nesta Conferência Este. Assim são os Washington Wizards, Charlotte Hornets e Chicago Bulls. Os Wizards encontram se na melhor posição para ainda poderem sonhar, no 9.º posto da conferência com um recorde de 23-39, a equipa tem vivido da boa fase do extremo base Bradley Beal.

Bradley Beal tem feito os possíveis e os impossíveis para que a equipa chegue aos Playoffs
Fonte: Washington Wizards

Beal fez uma média de 35.0 pontos por jogo em fevereiro acompanhados de cinco assistências por jogo. Apesar de os seus números nem sempre se traduzirem em vitórias, Beal marcou mais de 50 pontos por duas vezes mas ambos em derrota, os Wizards vão mantendo o mínimo da qualidade para ganharem os jogos que lhes são obrigatórios. A equipa falha quando nos momentos finais não encontram resposta ofensiva (uma resposta que não seja Beal).

FC Porto 1-1 Rio Ave FC: Tudo igual na luta pelo título

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A CRÓNICA:  Surpresa tática

Depois de saber do deslize do SL Benfica no Bonfim (1-1), o FC Porto entrou em campo com a responsabilidade e a motivação de alargar a vantagem no primeiro lugar do campeonato. O Rio Ave foi um osso duro de roer e a luta pelo título mantém-se igual.

Os dragões entraram por cima do jogo, com uma oportunidade de Sérgio Oliveira aos 4′, mas encontraram dificuldades em penetrar na defensiva vilacondense. Os azuis e brancos acabaram por chegar à vantagem ao minuto 18, na sequência de um canto, com Danilo a cabecear para defesa de Kieszek e Nakajima, no ressalto, a assistir Mbemba para o primeiro golo da noite no Dragão.

O Rio Ave não se deixou abater com a desvantagem e equilibrou mesmo o marcador, numa altura em que conseguiu também equilibrar a partida. Taremi combinou com Diogo Figueiras, passou por Marcano e atirou para o fundo das redes de Marchesín, numa jogada em que a defesa portista ficou parada a olhar para a bola. O jogo chegava ao meio tempo empatado e com os homens da casa a terem uma tarefa árdua pela frente.

Na segunda parte, Sérgio Conceição mudou o sistema tático, mas as dificuldades persistiram. Os dragões ainda marcaram aos 78′, mas, com a ajuda do VAR, Artur Soares Dias invalidou o golo.O Rio Ave assumiu uma posição de contra-golpe e saiu-se muito bem nessa tarefa, tendo uma oportunidade flagrante de Taremi desperdiçada.

Os dragões não aproveitam, assim, o deslize do SL Benfica e mantêm a vantagem de um ponto sobre a equipa lisboeta.

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Chancel Mbemba – O defesa central congolês marcou e ganhou praticamente todos os duelos, sendo uma verdadeira muralha no caminho do Rio Ave FC.

O FORA DE JOGO

Fonte: Rio Ave FC

Lucas Piazon – O antigo jogador do Chelsea não conseguiu desiquilibrar na sua faixa, ao contrário do colega Nuno Santos

ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE FC

O Rio Ave FC apresentou-se em 4-4-2, com Nélson Monte à direita, com Diogo Figueiras a subir no terreno e com Piazon a juntar-se a Taremi na frente de ataque. O FC Porto pareceu vulnerável a esta alteração tática de Carvalhal e teve dificuldades. No processo ofensivo, o Rio Ave FC procurou, sobretudo, lançar bolas longas nas costas da defesa azul e branca e sair rápido em contra-ataque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kieszek (5)
Diogo Figueiras (6)
Borevkovic (6)
Nélson Monte (6)
Aderllan Santos (6)
Pedro Amaral (6)
Tarantini (6)
Al Musrati (6)
Nuno Santos (6)
Mehdi Taremi (6)
Piazón (5[tps_header][/tps_header])

SUBS UTILIZADOS

Gelson Dala (6)
Mané (6)
Júnio Rocha (6)

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto apresentou-se no seu sistema tático normal, com a única alteração face ao último jogo do campeonato a ser Nakajima. O nipónico trouxe caraterísticas diferentes ao ataque do FC Porto, ao envolver-se entre linhas, apesar de, por vezes, ocupar os mesmos espaços de Marega e Soares e confundir os próprios colegas de equipa. Na segunda parte, Sérgio Conceição lançou Aboubakar e Fábio Silva, mas as substituições não surtiram resultado.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marchesín (6)
Corona (6)
Mbemba (7)
Marcano (6)
Alex Telles (6)
Otávio (6)
Danilo (6)
Sérgio Oliveira (6)
Nakajima (6)
Marega (6)
Soares (6)

SUBS UTILIZADOS

Romário Baró (6)
Aboubakar (6)
Fábio Silva (6)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC PORTO

Sérgio Conceição

«Não fiquei surpreendido com os três centrais do Rio Ave. À medida que o campeonato vai avançando, vai ficar mais complicado. É escandaloso, este árbitro, que em termos de cotação é dos melhores árbitros do futebol português, não assinalar a grande penalidade sobre o Alex Telles»

 

RIO AVE FC 

Bola na Rede: A mudança do sistema tático do Rio Ave mexeu com o jogo e deixou o FC Porto desconfortável. Qual foi o principal aspeto da sua análise ao adversário na preparação para este jogo que o fez inovar?

Carlos Carvalhal: O Rio Ave começa a época com o treinador a dizer que ia basear o jogo em conceitos, sair a três, a quatro, a dois, alternar dois pontas de lança, é algo que a equipa percebe, porque foi o desafio lançado. Com os jogadores a perceber cada vez mais a nossas ideias, começámos a melhorar , dissemos-lhes que iam dar um salto tático.

Quando o FC Porto tinha a bola no guarda-redes, o Figueiras avançava e tínhamos uma linha de quatro. A partir do momento em que eles passavam, baixavam para linha de cinco. A ideia era fazer afundar a bola no corredor, e termos sempre três jogadores apontados ao último reduto do FC Porto, se o lateral tivesse que fechar no Nuno, tínhamos mais um homem  do outro lado , tínhamos sempre um homem, quisemos puxar o FC Porto para um lado e descobrir o outro lado.

Inglaterra 33-30 País de Gales: Ingleses garantem Triple Crown

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A CRÓNICA: FRAGILIDADES NA DEFESA VALEM NOVA DERROTA AOS GALESES

Ao final da tarde disputou-se, em Twickenham, um duelo histórico, entre dois históricos rivais (não só no desporto) que se têm mantido, ao longo dos últimos anos, no topo do rugby mundial. A Inglaterra sagrou-se vice-campeã mundial em novembro e tinha, neste jogo, a hipótese de vencer o Triple Crown (competição disputada entre as nações britânicas). Os galeses, por sua vez, confirmaram o seu mau momento, com mais uma derrota que os afasta da luta pela revalidação do título do torneio das Seis Nações.

Os ingleses entraram bem no jogo, fazendo o primeiro ensaio do jogo aos três minutos. Após um alinhamento com introdução própria, Ben Youngs aproveitou o deslize da defesa para o lado aberto, ao fazer um belo passe interior para Anthony Watson que quebrou a linha da vantagem e fez o grounding.

A equipa da casa ia gerindo o jogo de forma eficaz, conseguindo ampliar a vantagem à passagem pelo minuto 31, desta vez por Elliot Daly. Uma situação de superioridade numérica criada pelos três quartos ingleses que permitiu ao defesa dos Saracens isolar-se à ponta e somar mais cinco pontos, que se vieram a transformar em sete, com a frieza de Owen Farrell na conversão.

Ao intervalo, o resultado ditava vantagem inglesa por por 20-9. Os galeses apenas pontuaram através de penalidades aos postes, por Dan Biggar e Leigh Halfpenny.

Na segunda parte, esperava-se uma reação da equipa visitante, reação essa que demorou 40 segundos. Após o pontapé de reinício, os galeses, ao explorar o lado fechado, conseguiram o seu primeiro ensaio no jogo, tendo este sido marcado por Justin Tipuric. Um ensaio de primeira fase em que os comandados de Wayne Pivac progrediram 80 metros.

O flanqueador galês conseguiu reduzir a distância no marcador, mas esta acabou por durar pouco, uma vez que Manu Tuilagi fez o terceiro ensaio inglês que, juntamente com as penalidades de Farrell e Ford, dava vantagem à seleção da rosa por 33-16 a três minutos do fim.

O País de Gales apenas conseguiu tomar conta do jogo nos minutos finais, num momento em que a defesa inglesa mostrou alguma indisciplina, tendo ficado reduzida a 13 jogadores. Nos últimos três minutos, os ensaios de Dan Biggar e Tipuric de pouco serviram, tendo em conta que esta derrota colocou um ponto final no objetivo dos galeses.

Com esta vitória, a Inglaterra segue na luta pelo título, ficando à espera dos resultados da França. Já os galeses, vão receber a Escócia no Principality Stadium na próxima semana, não tendo quaisquer aspirações de vencer a prova. De acrescentar ainda que os jogos Irlanda x Itália e Itália x Inglaterra foram adiados devido ao coronavírus.

A FIGURA

Fonte: England Rugby

Ben Youngs – Um jogo de grande intensidade do médio de formação dos Leicester Tigers. A sua leitura tática do jogo aliada à sua capacidade de execução faz deste jogador um dos melhores a envergar a camisola nove no mundo. Hoje soube imprimir velocidade e dinâmica ao jogo inglês, tendo um papel primordial na organização do jogo da sua equipa com bola.

O FORA DE JOGO

Fonte: Welsh Rugby Union

Dillon Lewis – O pilar dos Cardiff Blues esteve praticamente desaparecido do jogo. Numa das poucas vezes em que apareceu deixou-se bater por Anthony Watson, permitindo, a este último, quebrar a linha da vantagem e fazer o ensaio. Uma exibição fraca que lhe valeu a substituição ao intervalo.

ANÁLISE TÁTICA – INGLATERRA

Os ingleses foram superiores em quase todos os capítulos do jogo. Foram mais fortes nas fases estáticas e souberam aproveitar as fragilidades defensivas apresentadas pelo País de Gales. A defesa mostrou-se, mais uma vez, poderosa e veloz, tirando espaço ao adversário, quando estes tentavam alargar o perímetro de jogo. Apesar da boa exibição e da vitória, a Inglaterra mostrou-se muito indisciplinada nos últimos minutos de jogo, valendo-lhe dois ensaios e dois cartões, um amarelo e um vermelho.

15 INICIAL E PONTUAÇÕES

1- Joe Marler (8)

2- Jamie George (6)

3- Kyle Sinclair (7)

4- Maro Itoje (8)

5- George Kruis (6)

6- Courtney Lawes (7)

7- Mark Wilson (7)

8- Tom Curry (7)

9- Ben Youngs (8)

10- George Ford (7)

11- Jonny May (-)

12- Owen Farrell (7)

13- Manu Tuilagi (7)

14- Anthony Watson (7)

15- Elliot Daly (7)

SUBS UTILIZADOS

16- Luke Cowan-Dickie (5)

17- Ellis Genge (5)

18- Will Stuart (-)

19- Joe Launchbury (6)

20- Charlie Ewels (-)

21- Ben Earl (-)

22- Willi Heinz (-)

23- Henry Slade (6)

ANÁLISE TÁTICA – PAÍS DE GALES

O País de Gales mostrou muitas debilidades defensivas. A imprevisibilidade das linhas de corrida dos jogadores das linhas atrasadas inglesas custou vários pontos aos galeses. No ataque tiveram sérias dificuldades em quebrar a linha inglesa, que se mostrou muito compacta. A meu ver, Jonathan Davies faz muita falta a esta linha de três quartos, uma vez que é absolutamente irrepreensível defensiva e taticamente e tem uma boa capacidade de transporte de bola. Já Hadleigh Parkes é um jogador que acrescenta pouco à equipa no processo atacante. É um jogador muito forte no contacto, mas hoje mostrou-se muito previsível e algo precipitado.

15 INICIAL E PONTUAÇÕES

1- Rob Evans (5)

2- Ken Owens (6)

3- Dillon Lewis (5)

4- Jake Ball (5)

5- Alun Wyn Jones (7)

6- Ross Moriarty (6)

7- Justin Tipuric (8)

8- Josh Navidi (7)

9- Tomos Williams (5)

10- Dan Biggar (7)

11- Liam Williams (5)

12- Hadleigh Parkes (5)

13- Nick Tompkins (7)

14- George North (6)

15- Leigh Halfpenny (6)

SUBS UTILIZADOS

16- Ryan Elias (-)

17- Rhys Carre (-)

18- Leon Brown (5)

19- Aaron Shingler (5)

20- Taulupe Faletau (5)

21- Rhys Webb (6)

22- Jarrod Evans (-)

23- Johnny McNicholl (-)

Foto de Capa: Six Nations Rugby

Vitória FC 1-1 SL Benfica: Encarnados voltam a tropeçar

A CRÓNICA: ÁGUIAS SEM PONTA DE INSPIRAÇÃO VOLTAM A TROPEÇAR

Final de tarde bastante ameno no Bonfim. Tanto Julio Velázquez quanto Bruno Lage abordaram esta partida com um sentimento de risco zero. Foi uma primeira parte onde o Vitória FC se preocupou mais em preencher os espaços no seu meio campo, condicionando a posse de bola encarnada, e onde o SL Benfica procurou não arriscar defensivamente, actuando com Taarabt ao lado do Samaris; e, na incapacidade de colocar dinâmica no jogo interior, procurando atacar com um futebol de passes longos para as costas da defesa.

Os sadinos conseguiram a primeira grande oportunidade de golo do jogo ao minuto 27′, após uma boa combinação no meio-campo: Carlinhos, com bola, temporizou e abriu na esquerda para Mansila, que faz uma soberba recepção e cruza largo para o segundo poste, onde aparece Zequinha a finalizar de primeira e quase a inaugurar o marcador.

Já o SL Benfica só conseguiu levar perigo à baliza de Makaridze no fecho da primeira parte, num cabeceamento de Samaris após um canto de Pizzi ao primeiro poste.

Digamos que foi uma primeira parte setubalense de serviços mínimos e uma primeira parte benfiquista de grande desinspiração.

E se os golos são o principal afrodisíaco do futebol, a segunda parte animou logo com dois golos nos primeiros minutos. Aos 46 minutos, Sílvio, Nuno Valente e Zequinha trabalham a bola e o último acaba por assistir Carlinhos, que, no coração da área, finaliza sem contemplações.

Bola ao centro, passe em profundida e canto para o SL Benfica. Bola batida e, totalmente fora da jogada, Semedo comete uma falta tosca sobre Rúben Dias. Penalty para os encarnados: Pizzi bate e Pizza marca.

Um Vitória FC com os médios mais subidos na procura de oportunidades de atacar, um SL Benfica com mais espaço a conseguir construir melhor as jogadas e chegar mais vezes a zonas de perigo. O segundo tempo foi mais interessante que o primeiro, mas o empate manteve-se e Pizzi ainda falhou uma grande penalidade.

A equipa da casa fez um jogo de esforço, que lhe foi suficiente pois o adversário pouco puxou pela criatividade. O candidato ao título nunca mostrou qualidade colectiva nem inspiração individual para sair vitorioso do jogo.

Voltámos a assistir a um Benfica de futebol largo e pelo ar, com os centrais e os médios constantemente a bater bola para as costas da defesa. E assim, este outrora líder, vai facilitando a vida das defesas adversárias e desperdiçando o talento do seu plantel.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Giorgi MakaridzeDepois da polémica da semana, esperava que o guardião sadino se apresentasse algo nervoso. Contud,o foi totalmente o oposto disso. O destaque a este guarda-redes não se prende por várias defesas de grande qualidade, mas sim pelo jogo completo em total serenidade. Abordou de forma calma todos os lances, dominou a sua área, saiu sempre bem da baliza e foi exímio com a bola nos pés, não tremendo e conseguindo sempre permitir que a equipa saísse a jogar com a bola controlada. Foi exibição de clube grande.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Pizzi A dúvida era entre Pizzi e Samaris, mas acabei por optar pelo 21 encarnado. O grego deu muito pouco à posse encarnada e acabou substituído por o treinador lhe reconhecer um total descontrolo emocional. Já Pizzi foi o capitão de toda uma equipa que passou 90 minutos a procurar más opções. Não foi pior que os seus colegas, mas foi o espelho destes. Falhou remates, falhou passes, falhou cruzamentos e ainda falhou um penalty. Como as principais estrelas, tinha de fazer a diferença e não fez. Como capitão, tinha obrigação de guiar o colectivo por caminhos mais competentes, mas também não o fez. Recebe esta distinção em nome do colectivo.

ANÁLISE TÁCTICA – VITÓRIA FC

Julio Velázquez lançou o seu 4-3-3 com o trinco a fazer de terceiro central no momento de posse. Optou por um jogo de risco zero, procurando principalmente condicionar a construção encarnada e preencher os espaços do seu meio campo.

A linha defensiva não jogou muito recuada ,mas toda a equipa jogou em bloco no seu meio campo. Esta proximidade de sectores obrigou o adversário a procurar constantemente as bolas em profundidade e a defesa sadina estava preparada para isso. De destacar o movimento dos laterais em constante alternância de posicionamento com os extremos.

Para a segunda parte optou por dar mais espaços ao jogo, avançando Carlinhos para as proximidades do ponta de lança. Com isso, conseguiu o primeiro golo do jogo e também deixar a imagem que em algum momento o Vitória FC poderia criar uma jogada de perigo.

Com as substituições, procurou somente refrescar os seus jogadores da frente – tanto para defenderem e atacarem com maior disponibilidade. De ressalvar que o Vitória caiu na tentação de procurar o jogo em profundidade e manteve-se fiel a um jogo de construção a partir da defesa com a procura de criar desequilíbrios com trocas de bola no centro do terreno.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Makaridze (8)
Sílvio (6)
Jubal (6)
A. Jorge (6)
A. Sousa (5)
J. Semedo (5)
Carlinhos (6)
N. Valente (6)
Zequinha (6)
Mansilla (6)
Ghilas (4)

SUBS UTILIZADOS

Guedes (4)
Antonucci (-)
Leandrinho (-)

ANÁLISE TÁCTICA – SL BENFICA

Bruno Lage lançou o seu 4-2-3-1, desta vez deixando Weigl no banco e dando o meio campo a Samaris e Taarabt. Talvez por tanto reconhecer as fragilidades do processo defensivo da equipa, o treinador encarnado optou por um jogo de menor risco, deixando os dois médios lado a lado e muito próximos dos centrais.

E, na esquerda, voltou a actuar Cervi, na sua dinâmica de acompanhamento às subidas do lateral adversário. Desde cedo a equipa abdicou de construir jogo pelo centro do terreno e foi um SL Benfica em constante procura da profundidade e das costas dos centrais. Só alguns escassos momentos de rebeldia de Taarabt contrariaram esta tendência.

Logo no arranque da primeira part,e e ao perceber que o jogo estava com mais espaço, Bruno Lage lançou Rafa a jogo. Sim, Rafa tinha espaço para progredir. Não, o futebol encarnado não permitiu esses movimentos a Rafa. Foi lançado também Dyego Sousa para os cruzamentos e voltámos a assistir ao jogo que tanto tem sido criticado nas últimas jornadas. Futebol de muito pouca imaginação.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Vlachodimos (5)
Tomás Tavares (5)
Rúben Dias (5)
Ferro (5)
Grimaldo (6)
Samaris (4)
Taarabt (6)
Pizzi (4)
Cervi (4)
Chiquinho (4)
Vinicius (4)

SUBS UTILIZADOS

Rafa (4)
Dyego Sousa (4)
Weigl (4)

Borussia VfL Monchengladbach 1-2 BVB Dortmund: Duelo de Borussias emocionante

A CRÓNICA: UM SÓLIDO DORTMUND CONQUISTA OS TRÊS PONTOS

Neste duelo de Borussias, venceu a formação de Dortmund. O Borussia de Dortmund fez uma exibição consistente, e superiorizou-se ao Borussia Monchengladbach em grande parte do encontro. Esta vitória permite à equipa de Dortmund subir ao segundo lugar da tabela classificativa, ultrapassando o RB Leipzig, que empatou. O Borussia Dortmund está a apenas um ponto do líder FC Bayern Munich, apesar dos bávaros terem um jogo a menos do que os seus rivais. O Borussia Monchengladbach termina esta jornada em quinto lugar, atrás do Bayer Leverkusen, que também tem mais um jogo disputado.

O jogo praticamente começou da melhor forma para o Borussia de Dortmund. Ao minuto 8’, Hazard remata colocado, após passe de Haland. Foi um jogo bastante intenso, com ambas as equipas apresentaram esquemas táticos muito semelhantes e a exercerem bastante pressão quando perdiam a posse de bola.

O Monchengladbach empatou a partida ao minuto 50’, por intermédio de Stindl. A defensiva do Dortmund deixa Pléa sozinho na sequência de um pontapé de canto, que colocou a bola na perfeição para o desvio de Stindl.  Ao minuto 71’, o Dortmund apanhou a defesa do Monchengladbach “adormecida”, e Hakimi apareceu nas costas da defesa, recolocando a sua equipa em vantagem, a passe de Sancho. Destaque para a entrada do extremo inglês no jogo, substituindo o “apagado” Brandt. Sancho “mexeu” no jogo com a sua irreverência, tendo realizado uma assistência e ainda enviado uma bola ao poste. Até ao fim da partida, O Dortmund limitou-se a gerir o resultado, enquanto o Borussia Monchengladbach tentava chegar ao empate de forma quase desesperada.

A FIGURA

Fonte; BVB Dortmund

Thorgan Hazard- O extremo belga fez um belo jogo, sendo o autor do primeiro golo da partida. Muito participativo no encontro, demonstrou excelentes pormenores técnicos e boas movimentações. Foi um dos maiores criativos do Borussia de Dortmund, e também um dos maiores responsáveis pela vitória da sua equipa.

O FORA DE JOGO

Fonte; BVB Dortmund

Julian Brandt – O jogador alemão passou ao lado da partida, faltando-lhe a criatividade, sendo esse um dos seus pontos fortes. Fazendo repetidamente movimentos interiores na tentativa de ter bola e ocupar espaços no centro do terreno, contrastando com Sancho, que o substituiu. O extremo inglês era exatamente o que a sua equipa necessitava. Deu ao jogo criatividade e explorou a sua velocidade e técnica estonteante, sendo um dos grandes responsáveis pela vitória do Borussia de Dortmund.

 

ANÁLISE TÁTICA- BORUSSIA VfL MONCHENGLADBACH

O Borussia Monchengladbach apresentou-se num desenho tático de 3-4-3, com os alas Lainer e Bensebaini bastante subidos, com os extremos a fazerem movimentos interiores. Zakaria ocupou a posição de defesa central do meio, mas com a sua saída por lesão, Ginter assumiu a sua função.

No ato defensivo, o Monchengladbach alternava para 5-3-2, com Plea e Stindl como os jogadores mais avançados. No segundo tempo, os médios Kramer e Neuhaus demosntraram-se mais participativos, contribuindo para uma melhor prestação da sua equipa, até ao segundo golo do Dortmund.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Yann Sommer (6)

Matthias Ginter (6)

Denis Zakaria (5)

Nico Elvedi (6)

Stefan Lainer (5)

Christoph Kramer (6)

Florian Neuhaus (6)

Ramy Bensebaini (6)

Jonas Hofmann (6)

Lars Stindl (7)

Alassane Pléa (6)

SUBS UTILIZADOS

Tony Jantschke (6)

Marcus Thuram (6)

Breel Embolo (5)

 

ANÁLISE TÁTICA-BVB DORTMUND

O Dortmund apostou numa formação de 3-4-3. Os alas Raphael Guerreiro e Hakimi interpretaram um papel de importância no esquema tático de Lucien Favre. Ambos exploravam os corredores laterais, permitindo a Brandt e Hazard fazerem movimentos interiores e apoiarem Haland.

Os médios Can e Witsel foram bastante importantes na construção de jogo, pautando o ritmo da partida. Defensivamente, o Dortmund exercia bastante pressão, explorando o contra ataque. Sancho teve um papel crucial na partida em termos técnicos e táticos, procurando realizar movimentos a partir da ala, ao contrário de Brandt que procurava mais a zona central.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Roman Burki (6)

Lukasz Piszczek (6)

Mats Hummels (7)

Dan-Axel Zagadou (5)

Achraf Hakimi (7)

Emre Can (7)

Axel Witsel (6)

Raphael Guerreiro (6)

Julian Brandt (5)

Thorgan Hazard (8)

Erling Haland (6)

SUBS UTILIZADOS

Jadon Sancho (7)

Giovanni Reyna (6)

Manuel Akanji (-)

João Afonso | É caso para dizer: aguenta, coração

Tinha 3 anos quando o eterno Mikki Fehér morreu em pleno relvado no Vitória SC x SL Benfica. Ver as imagens desse momento, por muitos anos que passem, nunca deixará de ser um choque e um aperto no coração. No sábado passado, dia 29 de fevereiro, temi o pior quando vi João Afonso do Gil Vicente FC a cair inanimado no relvado.

A violência com que bateu com a cabeça no relvado causou-me o aperto que já conheço de ver as imagens do Mikki a cair, mas aquilo que importa reter desse incidente é: por causa dos placards publicitários, um jogador inconsciente não pôde ser assistido com a rapidez que se exigia para essa situação. Isto exige uma reflexão profunda a nível nacional. Não basta remediar. Temos, como sociedade, que prevenir estas situações.

O futebol é um jogo de contactos; não é rugby, nem wrestling (embora em certos jogos, seja difícil distinguir…) mas é um desporto muito disputado em que há sempre toques, lesões e contactos. Jogo sem intervenção das equipas médicas é uma raridade, e já nem falo do anti-jogo, mas sim de efectivas lesões. Lesões que podem afastar um jogador dos relvados são muito frequentes e têm vindo a ser o melhor tratadas possível, mas lesões que podem levar a vida a um jogador ainda têm uma prevenção e medidas muito displicentes. Num país dito desenvolvido como o nosso, e num futebol tão competitivo e profissional como o que temos, isto tem de ser levado em conta e revisto.

João Afonso pregou um susto ao futebol português
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Se houvesse um desfibrilhador no estádio do Guimarães em 2004, talvez Fehér pudesse ainda estar vivo hoje. No limite, teria chegado vivo ao hospital, em condições de ser tratado. Apesar de termos sentido na pele a dor de ver alguém cair morto num relvado de um estádio de futebol, ainda hoje estes aparelhos não são obrigatórios nos estádios – são recomendados. Também é recomendado que alguém com sintomas de Covid-19 não saia de casa… entendem a diferença?

Em 2016, num Benfica x Besiktas JK da Champions League, Quaresma acertou em cheio na cara de Grimaldo que caiu inconsciente no relvado, sendo prontamente assistido e tendo até regressado ao jogo. Em 2019, o país parou com a notícia de que Iker Casillas tinha sofrido um enfarte do miocárdio num treino do FC Porto, tendo sido de imediato internado de urgência no hospital. Felizmente, teve mais sorte que Fehér.

Agora, após um choque violento com Mateus, João Afonso desmaia em pleno Bessa, sendo assistido prontamente pela equipa médica do Gil Vicente e do Boavista, sendo-lhe colocado um colar cervical e eis que a ambulância demora a assisti-lo devido à localização de um painel publicitário. Na minha modesta opinião, um placard não é mais importante que uma vida. A publicidade dá dinheiro aos clubes, mas os jogadores quase dão a vida. Além disso, se já há desfibrilhadores em centros comerciais e escolas, porque não há nos estádios? É tudo uma questão de bom senso. A vida humana deve vir sempre em primeiro lugar. O Gil Vicente, inclusive, dedicou a vitória ao jogador:

O nome Francis Koné não deve dizer nada à maioria dos portugueses. É um jogador costa-marfinense, que já jogou no Olhanense entre 2013 e 2015, maioritariamente conhecido por salvar o guarda-redes da equipa adversária, quando este caiu inanimado, puxando-lhe a língua, permitindo que este continuasse a respirar.

Há quem diga que os jogadores deviam todos receber formação de suporte básico de vida. Penso que para começar, poderiam ser revistos os protocolos de segurança, de maneira a que houvesse desfibrilhadores nos estádios e centros de treino e que os jogadores pudessem ser transportados para os hospitais o mais depressa possível, quando a situação o exige. Senão, voltaremos a viver uma tragédia. São medidas simples e eficazes que podem salvar vidas, em vez de forçar os jogadores a um “aguenta coração”. Isso está reservado aos adeptos, mas noutros moldes.

 

Sporting CP x CD Aves: Leão procurará sorrir na estreia de Amorim

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Leões defrontam aflito CD Aves que também precisa de pontuar

Na primeira volta, os Leões orientados pela primeira vez por Silas – que saiu durante a presente semana de Alvalade – venceram a equipa do CD Aves por uma bola a zero, num golo marcado por Bruno Fernandes através da marca de grande penalidade, já perto do final da partida.

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O Sporting CP chega à jornada 24 depois de uma derrota em Famalicão por 3-1 querendo assim regressar às vitórias. O CD Aves foi derrotado em casa, pelo mesmo resultado, diante do FC Paços de Ferreira. Duas equipas a precisar de pontos: uma para não ver o SC Braga se distanciar mais no terceiro lugar da tabela classificativa e por outro lado, uma que pretende assegurar a manutenção a todo o custo sendo já nove os pontos que separam o último classificado da linha de água.

COMO JOGARÁ O SPORTING CP?

Depois da saída de Silas e com a estreia do novo timoneiro verde e branco, Ruben Amorim, o Sporting CP poderá apresentar algumas surpresas e irá sobretudo mudar a forma como também se organizará e posicionará em campo. A ideia de jogo e o privilégio pela posse de bola será para manter, mas a estrutura inicial será completamente diferente. Se implementar o mesmo modelo que implementou anteriormente no SC Braga, o Sporting CP irá apresentar-se numa espécie de 3x4x3, sendo que em organização defensiva passa por um sistema de 5x2x3 e de 5x4x1. Tal como fez em Braga, a aposta em alguns jovens poderá não ser nenhuma surpresa, inclusive no onze titular – a aposta em Eduardo Quaresma no eixo defensivo fará todo o sentido devido às qualidades que tem e à defesa alta que o treinador pretende. Mathieu e Wendel regressam e podem ser opções para o novo técnico leonino.

JOGADOR A TER EM CONTA

Luciano Vietto – Com o novo sistema que Ruben Amorim poderá trazer para Alvalade, será novamente um elemento preponderante na manobra ofensiva leonina. Um jogador cerebral, com excelente capacidade técnica, decisão e execução. Poderá com as novas dinâmicas jogar mais perto e atrás de Sporar, procurando movimentos interiores e entrelinhas, dando a profundidade para Acuña nas suas costas e assim confundir as marcações adversárias.

XI PROVÁVEL

3X4x3 – Luís Maximiano; Eduardo Quaresma, Coates, Mathieu; Rosier, Wendel, Battaglia, Acuña; Vietto, Plata e Sporar;

COMO JOGARÁ O CD AVES?

A equipa comandada por Nuno Manta Santos não vence desde 02 de Fevereiro, altura em que venceu por 2-1 no reduto do CS Marítimo. É uma equipa que tem tido alguma dificuldade em estabilizar as suas exibições e o último lugar no campeonato é o espelho disso mesmo. Nos últimos quatro jogos, apresentaram quatro sistemas táticos iniciais diferentes e é também a equipa que mais jogadores já utilizou na presente temporada. A equipa procura dar a bola ao seu adversário e depois fazer ataques rápidos e apanhar o adversário em contrapé. Será um adversário que precisa urgentemente de ganhar e somar pontos para se manter na Liga NOS.

JOGADOR A TER EM CONTA

Mehrdad Mohammadi – Com a saída de vários elementos preponderantes no CD Aves como Luquinhas ou Mama Baldé, foi o iraniano que se assumiu como principal destaque. Conta com 7 golos e 5 assistências na presente temporada. Um pé esquerdo dotado tecnicamente, destaca-se sobretudo pela sua capacidade de drible e finalização. Salienta-se também por rematar de longa distância e pela cobrança de livres diretos.

XI PROVÁVEL

4x5x1 – Beunardeau; Kevin Yamga, Diakhite, Buatu, Ricardo Mangas; Ruben Macedo, Cláudio Falcão, Estrela, Zidane Banjaqui, Welinton Júnior; Mohammadi

Olheiro BnR: Biniam Ghirmay

Apesar do franco desenvolvimento da última década, o ciclismo africano, junto do asiático, continua a ser um parente pobre na elite da modalidade e poucos são os ciclistas que chegam às melhores equipas do mundo.

Fruto quer de alguns preconceitos quer de um historial de ciclistas que não conseguiram confirmar todo o potencial que lhes era apontado, continua a ser difícil aos jovens corredores africanos encontrarem um conjunto que aposte neles. Felizmente, e depois de um ano sem que houvesse sequer uma equipa Continental que o fosse buscar, a francesa NIPPO DELKO One Provence trouxe para a Europa o maior prodígio do ciclismo africano atual e um ciclista que foi um dos melhores do mundo entre os juniores, Biniam Ghirmay.

Campeão continental de fundo e de crono nesse escalão, brilhou também em várias provas europeias. Não foi, contudo, suficiente para arranjar um contrato europeu e a época de 2019 foi passada, essencialmente, ao serviço da seleção da Eritreia. Os resultados foram aparecendo e somou as suas duas primeiras vitórias profissionais, com uma etapa na Tropicale Amissa Bongo e outra no Tour du Rwanda. A primeira foi especialmente reveladora ao dar-se numa prova com uma lista de participantes muito forte.

Ghirmay (à direita) na apresentação dos equipamentos da sua nova equipa
Fonte: Team NIPPO DELKO One Provence

Este ano, contratado pela equipa francesa do escalão ProTeam, o segundo mais elevado, já começou também a justificar a sua aquisição, com vitórias em duas etapas e na classificação dos pontos na Tropicale Amissa Bongo, exibições de qualidade no Tour du Rwanda (faltou uma vitória, mas ficou quatro vezes no podium) e, a mais impressionante de todas, um segundo posto no Trofeo Laigueglia, uma histórica prova italiana, apenas batido pelo super trepador Giulio Ciccone.

O que mais impressiona em Ghirmay é a sua polivalência. Não é trepador, mas sobe bem. Não é sprinter, mas tem uma ponta de velocidade temível. É, acima de tudo, um homem talhado para as clássicas acidentadas.

Como dissemos, apesar de não ser um velocista, Biniam Ghirmay é muito rápido e consegue intrometer-se na discussão pelos sprints e isso é também uma grande vantagem para o eritreu quando se vê em grupos reduzidos pela dureza do terreno. Nisso, faz lembrar ciclistas como Matteo Trentin.

Passa muito bem as pequenas subidas e, por isso, grande parte dos seus melhores resultados são em provas das chamadas colinas. Embora na alta montanha não se sinta no seu terreno, também já deu aqui e ali indicações que tem algum potencial, talvez possa aí vir a tornar-se num ciclista mais ao estilo de Dylan Teuns, que não é um trepador de eleição, mas sobe bem o suficiente para obter resultados em fugas nessas etapas mais duras.

Seja qual for o tipo de ciclista para o qual Ghirmay evolua, ora focando-se mais na velocidade ou na dureza do terreno, não há dúvida que este tem um enorme potencial e tudo aponta para que se possa afirmar com um dos grandes da história do ciclismo africano.

Foto de Capa: Team NIPPO DELKO One Provence

FC Porto x Rio Ave FC: Prova de fogo à recente liderança

Depois da derrota do SL Benfica na jornada anterior, os Dragões encontram-se na liderança do campeonato. Sem estar a fazer uma campanha de entusiasmar os adeptos, a verdade é que o FC Porto apenas depende de si para voltar a fazer a festa nos Aliados. São onze os jogos que faltam e vai ser preciso que a equipa de azul e branco esteja no seu melhor para conseguir ultrapassar todos esses obstáculos. O primeiro desses testes? Um muito competente Rio Ave que irá com certeza causa dificuldades no Dragão.

O FC PORTO ENTRA EM CAMPO FRENTE A UMA DAS EQUIPAS-SENSAÇÃO DO CAMPEONATO! QUEM VENCERÁ? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Como já disse, esta não está a ser a melhor das épocas para o FC Porto. Têm sido levantadas muitas questões tanto ao treinador, jogadores e direção. Mas este pode ser um momento de viragem. Pode ser uma altura em que todos estes elementos se unam de modo a se alcançar um objetivo comum – o título. É necessário que a equipa de Sérgio Conceição ganhe uma motivação extra com a derrota do Benfica. Mas não vai ser fácil. Muitas pontes já foram queimadas dentro do núcleo portista. Mas é agora que tanto o plantel como Conceição têm que mostrar serviço para silenciar todos aqueles que tanto têm criticado.

Da perspetiva do Rio Ave é tudo muito diferente. Não se sente toda aquela pressão como no lado portista. Sem dar demasiado nas vistas, a equipa de Vila do Conde tem feito uma época de elevada qualidade. Um bom quinto lugar deixam a equipa a apenas dois pontos do Sporting CP. Carlos Carvalhal tem confirmado o estatuto de treinador experiente e competente que trouxe de Inglaterra. Para a liga, o Rio Ave já não perde desde inícios de janeiro e está a passar pelo melhor momento da época.

COMO IRÁ JOGAR O FC PORTO

Não se espera nada de novo na equipa do FC Porto. Sérgio Conceição pôs a sua equipa a jogar de uma maneira bem delineada e não vai ser agora, nesta altura crucial da época, que as coisas vão mudar. Um 4-4-2 bem oleado e competente naquilo que a que se propõe a fazer. Não é uma equipa que deslumbra os amantes do futebol, mas apresenta resultados. E a verdade é que este FC Porto é melhor contra equipas supostamente mais fortes. Quando se dá espaço para jogar em profundidade, é um perfeito convite a que os azuis e brancos façam aquilo que mais gostam, jogar direto e na velocidade dos jogadores.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: BnR

Alex TellesQuem mais? Tem sido, provavelmente, o jogador mais consistente dos Dragões. Mesmo tendo algumas limitações no processo defensivo e, às vezes, uma propensão demasiado acentuada a cruzar sempre que possível no ataque, Alex Telles é um jogador em que se pode confiar a 100% para criar situações de golo em qualquer momento do jogo. Faz assistências e marca golos como mais ninguém no plantel portista. Por mais incrível que pareça, é neste momento o melhor marcador do FC Porto a contar para o campeonato.

XI PROVÁVEL

4-4-2: Marchesín, Manafá, Mbemba, Marcano, Alex Telles, Otávio, Sérgio Oliveira, Danilo Pereira, Corona, Marega e Soares.

COMO IRÁ JOGAR O RIO AVE

O Rio Ave não quererá fugir demasiado aos seus princípios de jogo. Um futebol apoiado, com bom jogo entrelinhas e sempre com muitos apoios. Contudo, não vai ser sempre possível resistir à pressão portista. Terá de haver alguma adaptação ao seu jogo se quer lidar com o poderio azul e branco. Outro problema para Carlos Carvalhal são as lesões. Piázon, Diego Lopes e Al Musrati estão em dúvida para o jogo e existem algumas dúvidas no que diz respeito a quem jogará na linha atrás de Taremi. No último jogo, Carvalhal apresentou um 4-3-3, porventura devido a essa falta de médios ofensivos, e não o seu 4-2-3-1 habitual. Uma outra possibilidade é Gelson Dala jogar a número 10. O angolano tem impressionado quando tem entrado na partida a partir do banco e pode ser recompensado com um lugar no onze inicial.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: Rio Ave

Mehdi Taremié o melhor jogador do Rio Ave, não há grandes dúvidas. Simplesmente está a um nível muito superior, mesmo que os seus números não o mostrem em demasia. Tem “apenas” 7 golos no campeonato, que é pouco para um jogador da sua qualidade. Movimenta-se de forma exímia dentro e fora da área, finaliza bem e faz a equipa jogar com bons apoios no espaço entrelinhas.

XI PROVÁVEL

4-2-3-1: Kieszek; Diogo Figueiras, Borevkovic, Aderllan Santos, Pedro Amaral; Tarantini, Al Musrati; Nuno Santos, Gelson Dala, Mané; Taremi