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SC Braga 3-1 Portimonense SC: Custódio entra a dominar

A CRÓNICA: ATÉ O VAR AJUDOU

Começou da melhor maneira a era de Custódio ao comando do SC Braga. Os arsenalistas entraram dominadores e foram claramente superiores até ao 3-0, acabando por relaxar um pouco no segundo tempo.

Logo a abrir, Ricardo Horta e Paulinho colocaram a bola a bater nos ferros da baliza de Gonda ainda nos primeiros dez minutos, o mesmo período que contou ainda com uma excelente intervenção do guardião japonês. Com o encontro completamente controlado, os da casa foram criando jogada de perigo após jogada de perigo até que Paulinho aproveitou um erro colossal de Jadson para assistir Trincão que, na cara do golo não desperdiçou.

Em cima do intervalo, na sequência de uma bola parada, Raul Silva aproveitou uma recarga para dilatar a vantagem. O árbitro até começou por dar o lance como anulado por fora-de-jogo, mas o VAR esclareceu que era mesmo o 2-0.

A abrir a segunda parte, foi a vez de Ricardo Horta, logo aos 47’, escrever o seu nome na lista de marcadores do encontro, aproveitando também novo erro de Jadson. O jogo parecia resolvido e o Braga acabou por descontrair, permitindo ao Portimonense SC equilibrar mais o encontro. Gonda teve  uma dupla intervenção soberba aos 74’ para manter o resultado e os de Portimão marcaram quatro minutos depois, mas o VAR voltaria a reverter a decisão inicial do árbitro, desta feita para anular o golo.

Já em período de compensação, Boa Morte aproveitou o relaxamento bracarense para marcar o golo de honra, mas o resultado nunca esteve em questão e os agora comandados por Custódio somam os três pontos de forma convincente.

 

A FIGURA

Fonte: SC Braga

Trincão – Delicioso jogo do extremo que, além do golo, nos brindou com dribles e intensidade, instalando o pânico na defesa de Portimão.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Portimonense SC

Jadson – Erros graves em dois dos golos bracarenses foram decisivos para o resultado e o capitão algarvio acaba por ser um dos culpados de mais um jogo sem pontuar.

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Mudou o treinador, mas não o esquema de jogo e a equipa arsenalista voltou a apresentar-se em 3-4-3, com um onze muito semelhante ao habitual de Ruben Amorim. Ainda assim, fruto da lesão de Sequeira, chegou pela primeira vez ao onze inicial o jovem Pedro Amador, que esteve bem à altura dos acontecimentos com boas intervenções e mostrando características mais semelhantes às de Esgaio, permitindo dar maior balanço à equipa. A defesa tremeu algumas vezes, mas, com um centro sólido e um tridente ofensivo em dia sim, é muito complicado parar este Braga.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (6)

Esgaio (6)

Raul Silva (6)

Carmo (5)

Bruno Viana (5)

Pedro Amador (6)

Palhinha (6)

Fransérgio (7)

Trincão (8)

Paulinho (7)

Ricardo Horta (6)

SUBS UTILIZADOS

Galeno (5)

André Horta (4)

Abel Ruiz (-)

 

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTIMONENSE SC

Paulo Sérgio apresentou um onze inicial órfão de Jackson Martinez organizado em 4-5-1 e acabou por passar o jogo à defesa. Pedro Sá foi o mais inconformado no centro do terreno, mas os visitantes não conseguiram incomodar verdadeiramente o meio-campo arsenalista e o treinador mexeu para a segunda metade, lançando Boa Morte, um avançado, para o lugar de um dos médios. Contudo, o golo logo bracarense à abrir o segundo tempo acabou por colocar a equipa fora do encontro.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gonda (7)

Hackman (5)

Possignolo (5)

Jadson (2)

Henrique Custódio (5(

Willyan (4)

Pedro Sá (6)

Lucas Fernandes (5)

Bruno Costa (5)

Tabata (5)

Ali (5)

SUBS UTILIZADOS

Boa Morte (6)

Junior Tavares (5)

Vaz Tê (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Portimonense SC

O BnR não colocou perguntas ao treinador do Portimonense SC, Paulo Sérgio.

Outras declarações:

«O Ricardo [Vaz Tê] não compete há vários meses. É difícil para ele. Achei que era importante dar-lhe estes minutos para acelerar o processo».

«Cometemos erros em quantidade. Hoje não estivemos à altura do que fizemos nos últimos três jogos».

«Não funcionou o que tínhamos preparado. Foi trágico para nós o momento em que sofremos o segundo e terceiro golo».

«Aproveitei também para salvaguardar alguns jogadores que estavam à bica para o cartão amarelo.».

SC Braga

BnR: Tem sido raro para o Braga esta época ter jogos sem sofrer e hoje, mesmo com a partida controlada, acabou por sofrer um no final. Que pensa alterar, agora com mais tempo de trabalho, para corrigir esta situação?

Custódio: Exatamente isso que falei ontem na apresentação. Temos grande dinâmica, jogamos muito bem, temos grandes jogadores, tenho a certeza absoluta que no futuro iremos fazê-lo ainda com mais equilíbrio. A verdade é que foi um golo desnecessário, não tínhamos, principalmente daquela forma, como sofrer aquele golo, mas aconteceu.

Vamos trabalhar nisso, vamos trabalhar nos equilíbrios, mas não tira um ponto de brilho a esta vitória, que foi bem merecida e de grande qualidade.

Outras declarações:

«Na segunda parte podíamos ter controlado melhor o jogo».

«[o sistema de Ruben Amorim] já era parecido com o que eu usava nos sub17, por isso vamos manter o sistema. Há uma ou outra ideia que vamos mudar com o tempo, mas a equipa está muito bem».

«[sobre não poder dar instruções para o campo] No banco vivemos um pouco condicionados, mas a informação chega aos jogadores e isso é o mais importante».

 

Club Atlético de Madrid | Uma época (quase) fracassada

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Com a segunda mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões à porta, o Club Atlético de Madrid parte em vantagem para um jogo que muito pode decidir em relação ao futuro “colchonero”. A oposição não podia ser mais forte, uma vez que calhou em sorte aos madrilenos defrontar o atual campeão europeu, o Liverpool.

Todavia, o bom resultado obtido no novíssimo Wanda Metropolitano, na primeira mão, servirá decerto como fator motivacional extra para esta partida que considero decisiva.

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Apelido assim o encontro de Anfield pois a “competição milionária” é a última esperança que os “rojiblancos” têm para alcançar um troféu na presente temporada. Afastados da Taça do Rei pelo surpreendente Mirandés, finalistas derrotados no novo formato da Supertaça de Espanha e muito longe da dupla da dianteira, no que ao campeonato diz respeito, a equipa comandada por Diego Simeone jogará a sua vida em 2019/20 no encontro da próxima quarta-feira.

Tal como muitos dos jogadores, que poderão ficar com as portas da saída abertas, dado o sub-rendimento apresentado, também o treinador argentino tem o seu lugar em risco. A constante recusa de Simeone em mudar de esquema e ideologia tem sido mais prejudicial do que benéfica, sendo prova disso os resultados medíocres que a equipa tem obtido. Com tamanha dificuldade em inverter o rumo das coisas, e apesar de ainda existir uma pequena “tábua de salvação” para “El Cholo”, parece estar a chegar o fim da linha para o técnico argentino.

Muitos poderão argumentar que a equipa ficou desfalcada de algumas das suas principais figuras dos últimos anos, mas por mais sonantes que as saídas no clube tenham sido, sobretudo as de Diego Godín (largos anos capitão e líder de balneário) e de Antoine Griezmann (estrela maior da formação madrilena durante várias épocas), o montante gasto pelos “colchoneros” durante o último mercado de verão indicava que essas possíveis lacunas não iriam passar disso, de uma possibilidade não concretizada.

No entanto, e como diz o ditado, “quantidade não significa qualidade”. Foram quase 250 milhões de euros gastos em oito reforços, dos quais apenas dois (Felipe e Renan Lodi, ainda que este último continue a apresentar alguma irregularidade exibicional) têm estado ao nível das expectativas que lhes foram colocadas no início da época.

De entre estes reforços, a principal desilusão na atual temporada “rojiblanca” tem sido João Félix. O jovem internacional português não tem tido o impacto que a “afición” do Atlético deseja e muitas são as vozes que colocam em causa o avultado montante pago pelo atacante luso. Para além dos 126 milhões de euros que inevitavelmente rotularam a promessa viseense, também a responsabilidade de substituir um nome como Antoine Griezmann se acumulou nos ombros do ex-Benfica.

Fonte: Club Atlético Madrid

No entanto, quem acompanhou o crescimento de Félix nas equipas B e principal do clube da Luz sabe perfeitamente que qualidade é o que não falta ao camisola sete do “Atleti”. Assim sendo, quais são as razões para que João Félix tarde em afirmar-se em território espanhol?

A par das várias lesões que afetaram o jogador, fazendo com que perdesse alguns meses de competição, também a passagem de uma equipa que jogava um futebol fluido e ofensivo, como o Benfica, para uma que aposta na contenção e no contra-ataque em quase todos os jogos (até contra alguns dos “mais pequenos”), como o Atlético de Madrid, prejudica um atleta com as características de Félix. Forte no um para um, com uma excelente qualidade de passe e de remate, estas características são muitas vezes inibidas de aparecer pelo papel excessivamente defensivo que Diego Simeone lhe atribui.

Posto isto, uma possível saída do técnico argentino (como abordei acima) pode ser de certa forma benéfica para o atacante português, bem como para muitos outros elementos do plantel madrileno.

Se o Liverpool eliminar o Atlético de Madrid da Liga dos Campeões, o “quase” que está presente no título deste artigo deixa de estar entre parenteses e desaparece de vez. Com ele, muito provavelmente, desaparecerá da realidade “rojiblanca” Diego Simeone, terminando assim um dos legados mais icónicos do atual futebol mundial.

Por outro lado, caso o Atlético supere o atual campeão europeu, uma nova garrafa de oxigénio é dada a todos os membros do clube, e várias foram as ocasiões em que este emblema mostrou que consegue fazer das fraquezas forças. Os dados estão lançados, mas irá a tempestade que assola o Metropolitano transformar-se em bonança?

Vitória FC x SL Benfica: Um clássico intemporal

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UM CLÁSSICO INTEMPORAL ENTRE SETUBALENSES E LISBOETAS

Não é de agora, mas a história que reúne as cores do Vitória FC e do SL Benfica é extensa e cheia de episódios marcantes. Os sadinos constituem um dos grandes pólos tradicionais do futebol português, ainda que o século XXI não tenha trazido grande impacto à competitividade de um clube que já discutiu campeonatos nacionais e se intrometeu na Europa dos grandes.

Vamos por partes. As relações institucionais entre lisboetas e setubalenses tornou-se tambem em fenómeno social e cultural, adjacente à rivalidade que existe entre margem Norte e Sul do Tejo, o que explica também a aversão recíproca entre os adeptos dos dois clubes.

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As transferências de Jaime Graça e Vítor Baptista para a Luz, o segundo em troca de Torres, Praia e Matine, impactaram sobremaneira as duas instituições e as suas conquistas nos finais dos anos 60 e início dos anos 70, período de ouro dos sadinos.

Aí, o Vitória assumir-se-ia como equipa de topo, com a presença em inúmeras finais de Taça de Portugal – duas conquistas – e o segundo lugar no campeonato de 1971/1972, atrás do Benfica, e que permitiram as grandes aventuras na Taça das Cidades com Feira, na sucessora Taça UEFA e na Taça das Taças, onde foram derrotados no Bonfim clubes de estirpe continental como o Inter de Milão, a Fiorentina, o Lyon ou o Leeds United. Nessas sucessivas incursões de qualidade pelo continente fora, não faltava liderança forte com José Maria Pedroto no banco e Jacinto João no relvado, num período que durou até 1974.

O jogo de sábado, porém, opõe duas forças distintas na actualidade, e nem a melhoria com a entrada de Julio Velázquez elevou o Vitória à categoria anterior de quarto grande, em confronto constante com Boavista FC e CF “Os Belenenses”.

As três Taças de Portugal e a Taça da Liga existentes no museu sublinham argumentos, ainda que a segunda década do novo milénio tenha sido uma constante tentativa de se manter à tona na Primeira Liga, tornando habitual o desespero por pontos nas últimas jornadas.

Este ano é diferente, ainda assim, pois com a entrada do treinador espanhol a equipa começou a soltar-se das amarras resultadistas e os princípios de bom futebol postos em prática levaram a um aumento substancial da capacidade finalizadora, numa equipa que se destacou com Sandro pela defesa de betão e pelos empates a zero.

O Vitória tem melhorado substancialmente na qualidade de jogo, mas os resultados não foram os melhores nos últimos cinco jogos, com apenas dois empates a ajudarem à contagem dos pontos: os jogos com FC Porto e SC Braga podem justificar a fase menos positiva, onde só a derrota caseira contra o Gil Vicente se apresenta como dispensável.

As visitas às margens do Sado nunca foram acessíveis para o Benfica. A fase deprimente que a equipa atravessa, onde o rendimento fantasmagórico de muitos titulares atirou Bruno Lage para a figura de corpo presente e impotente para alterar o rumo das circunstâncias, prevê uma luta acesa pelos pontos. Lembrar que, com as segundas linhas, o Benfica já empatou este ano no Bonfim para a Taça da Liga.

COMO JOGARÁ O VITÓRIA FC?

Julio Velázquez deverá manter a maioria dos titulares da última partida, no empate em Portimão. A equipa gosta de ter bola e construir curto desde trás, entregando a criação em fase intermédia a Carlinhos e Éber Bessa, o verdadeiro playmaker da equipa. Depois da lesão aparatosa de João Meira, Artur Jorge deverá regressar; dúvidas quanto aos carrileros Zequinha e Mansilla, já que Antonucci é reforço vindo da Roma e exige minutos, que já os teve, mas sempre a sair do banco. O argelino Ghilas, pesado, mas com as qualidades de segurança no controlo de bola e no jogo de costas intactas, deverá manter-se na frente de ataque e servir como pivot às incursões dos criadores em zona central.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Éber Bessa É a figura da equipa e o mais irreverente em campo. A sua imprevisibilidade sem bola ajuda à criação de oportunidades de golo, tornando-se então o seu jogo muito mais fluído e eficaz quando surge com liberdade nas costas do ponta-de-lança. É assim que tem actuado nas últimas partidas e não existem índicios de qualquer mudança para o jogo frente ao campeão nacional, definindo-se assim como a maior ameaça sadina ás pretensões encarnadas.

XI PROVÁVEL

4-3-3: Makaridze; Sílvio, Jubal, Artur Jorge e Nuno Pinto; Semedo, Carlinhos e Éder Bessa; Zequinha, Mansilla e Ghilas.

COMO JOGARÁ O BENFICA?

A principal dúvida consiste na tentativa de André Almeida ir a jogo, que está quase recuperado da insistente lesão que o tem apoquentado. Numa equipa em queda livre, a titularidade de Samaris deverá manter-se para dar estabilidade a um meio-campo tenebroso nas suas rotinas e a uma defesa demasiado frágil para as exigências de uma divisão principal. Os processos simples, mas eficazes, do Vitória serão obstáculo na transição defensiva, se se mantiver a habitual distância entre a linha defensiva e Odysseas.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Ferro Pelas piores e melhores razões, Francisco será o dínamo de um jogo que se pode tornar assombrado caso o rendimento abaixo do exigível se mantenha. A esperança dos benfiquistas pode ser um bom ponto de partida para a melhoria em termos emocionais, o que catapultaria o seu jogo para níveis condizentes com todo o seu potencial. No seu melhor, a saída com bola do central português permite à equipa actuar muito mais pressionante e próxima da área adversária, além da liberdade que dará aos criadores de serviço, que receberão sempre a bola com maior segurança e em zonas muito mais próximas da baliza adversária: esperemos então que Ferro esteja em dia sim.

XI PROVÁVEL

4-4-2: Vlachodimos; Tomás Tavares, Rúben Dias, Ferro e Grimaldo; Pizzi, Samaris, Weigl e Rafa; Taarabt e Vinícius.

Sub-23 | Leões à conquista da Liga Revelação

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A equipa de Sub-23 do Sporting Clube de Portugal está a disputar a fase de apuramento de campeão na Liga Revelação. Os leões de Leonel Pontes vive um bom momento, somando três jogos sem perder e encontrando-se no segundo lugar a dois pontos da liderança, onde se encontra o Rio Ave FC.

Nas últimas partidas, a equipa leonina apresentou melhorias, vencendo o eterno rival Benfica, em casa, por 3-2. Seguiu-se um empate frente ao Desportivo das Aves e na última jornada, uma vitória por 3-0 diante do Estoril-Praia.

Nesta temporada, na equipa sub-23 têm brilhado vários atletas formados na Academia de Alcochete. Os grandes destaques desta equipa, têm sido leões como Nuno Mendes, João Silva, João Ricciulli, Rodrigo Fernandes, Matheus Nunes, Tomás Silva e os dianteiros, Joelson Fernandes e Bruno Tavares.

Recorde-se que, do plantel sub-23 já foram promovidos à equipa principal Rodrigo Fernandes, Matheus Nunes, Joelson Fernandes e Pedro Mendes, este último é o melhor marcador da equipa de Leonel Pontes com 15 golos marcados na prova.

Existem vários jovens leões com talento, por isso é fundamental que possam continuar a evoluir para um dia cumprirem o sonho de vestir a camisola da equipa principal. No entanto, no Sporting Clube de Portugal há sempre a pressão de vencer, mesmo nos escalões jovens, assim a ideia é a de formar a ganhar. Esse é o grande objetivo: conquistar pela primeira vez este campeonato sub-23.

Na próxima jornada da Liga Revelação, já este sábado de manhã, os leões podem reconquistar a liderança, em caso de vitória frente ao líder Rio Ave, no Estádio Aurélio Pereira, na Academia.

O Sporting depende apenas de si para se sagrar campeão da Liga Revelação. Por isso, o que é pedido a estes jovens talentos é Esforço, Dedicação e Devoção para conquistar a glória do título. Sempre com o sonho de chegar à equipa principal presente, naquilo que é o trabalho diário de cada jogador.

Foto de Capa: Sporting CP

Borussia VfL Monchengladbach x BVB Dortmund: Golos (quase) garantidos

BORUSSIA-PARK PODE SER TÓNICO PARA QUEBRAR MALDIÇÃO

O saldo não poderia ser mais negro para a equipa da casa: contabilizam-se dez derrotas consecutivas para o Borussia VfL Monchengladbach nos últimos dez jogos que disputou diante do BVB Dortmund. E apesar de estarmos perante a série de jogos consecutivos mais desequilibrada de sempre entre as duas equipas, existem fatores que podem inverter esta tendência já no jogo deste sábado.

Desde logo, o facto de esta equipa de Monchengladbach estar num percurso de invencibilidade caseira que já dura desde agosto, mês em que perdeu frente ao sempre complicado RB Leipzig. Melhor registo do que este? Só mesmo o do próprio BVB Dortmund, que ainda não perdeu em casa, mas que já foi derrotado fora de portas por quatro vezes. Em termos meramente estatísticos, esta aparente fragilidade de jogar fora do Signal Iduna Park poderá ser um indicador interessante para a turma de Marco Rose não perder, pelo menos, este jogo.

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Outro fator importante e que deve ser tido em conta como dado de antecipação para esta partida é o potencial que este encontro tem para contar com golos. Isto porque temos duas equipas que apresentam alguma instabilidade em certas ações defensivas e que privilegiam (e muito) o futebol de ataque. De um lado, o Borussia Monchengladbach regista o seu segundo melhor registo de golos neste século, à 24.ª jornadaBorussia tem 23 jogos porque tem encontro adiado -, sendo o quarto melhor ataque da Liga Alemã, com 46 golos. Já o BVB Dortmund tem números ainda mais impressionantes: são 66 golos em apenas 24 jogos – melhor registo do Dortmund neste século – e o segundo melhor ataque da prova – só superado pelos incríveis 71 golos do FC Bayern Munique. O resultado é difícil de prever, mas há um dado que parece ser altamente provável: teremos golos em perspetiva no Borussia-Park!

COMO JOGARÁ O BORUSSIA VFL MONCHENGLADBACH?

Num esquema de 4-2-3-1, ainda que a equipa do Borussia seja altamente flexível do ponto de vista tático. Marco Rose gosta de surpreender e de mexer algumas peças no onze – nunca repetiu a mesma equipa em jornadas consecutivas na Liga – sem que, por isso, o Borussia perca o seu cunho pessoal. Teremos, em perspetiva, uma equipa que vai tentar pressionar alto e procurar ganhar o esférico já perto do último terço. Uma missão difícil, dada a qualidade deste BVB Dortmund, mas que fica facilitada com a ajuda de jogadores com características ideais para esta abordagem, como Thuram, Zakaria, Hofmann ou Neuhaus.

Nota: É difícil que entre em campo, mas não posso deixar de partilhar a entrevista com Raffael, já disponível no Bola na Rede. Um exclusivo muito interessante e que vale a pena dar um olho.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: Borussia VfL Monchengladbach

Denis Zakaria – É o jogador mais importante do Borussia. É dono e senhor do meio-campo e tem características únicas que se enquadram na perfeição no modelo de jogo de Rose. Alto, possante, agressivo e com semelhanças técnicas assinaláveis com Patrick Vieira. De forma simplista, é assim que o poderemos descrever. De forma mais complexa… Bom, o melhor é mesmo olhar com atenção e desfrutar das suas ações no jogo deste sábado. Um craque que não vai ficar muito mais tempo em Monchengladbach.

XI PROVÁVEL

4-2-3-1: Yann Sommer; Lainer, Ginter, Elvedi e Bensebaini; Strobl e Zakaria; Neuhaus, Hofmann e Marcus Thuram; Lars Stindl

COMO JOGARÁ O BVB DORTMUND?

Num esquema de 3-4-2-1, com a linha de três na defesa a ser comandada por Hummels, com o apoio direto de Zagadou, pela esquerda, e de Piszczek, pela direita. A experiência com quatro defesas frente ao Bayer 04 Leverkusen não correu bem e Favre foi inteligente em voltar ao esquema que melhor potencia os valores da equipa. Guerreiro e Hakimi ganham espaço nas laterais para se aventurarem em missões mais ofensivas e Witsel e Can garantem a ligação entre setores através da zona central. Depois, mesmo sem Marco Reus, há uma linha avançada que impõe respeito, com Sancho, Brandt e Haaland (ou Hazard) em constante rotação e em busca de novas combinações capazes de desmontar a defensiva adversária.

 JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: BVB Dortmund

Erling Haaland – É impossível fugir ao nome do jovem avançado norueguês. Com uma capacidade de finalização incomum para um jogador de apenas 19 anos, Haaland conta com 9 golos em apenas 422 minutos (sete jogos) disputados na Liga Alemã. Mas mais do que a frieza na finalização ou os atributos técnicos, há também a realçar a inteligência deste prodígio do BVB Dortmund. Tem uma capacidade fora do comum para ler antecipadamente as movimentações dos companheiros de equipa e de encontrar sempre espaços para criar perigo. Está mais perto do golo do que qualquer outro jogador e isso faz toda a diferença.

XI PROVÁVEL

3-4-2-1: Roman Burki; Mats Hummels, Zagadou e Manuel Akanji; Axel Witsel, Emre Can, Hakimi e Raphael Guerreiro; Jadon Sancho e Julian Brandt; Erling Haaland

FC Porto: Defesa goleadora ou avançados sem pontaria?

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Segundo consta, nos principais campeonatos da Europa, o FC Porto é a única equipa que marcou em todas as jornadas do campeonato, seja com defesas ou avançados. Um dado que revela que a equipa de Sérgio Conceição tem conseguido concretizar, mas, ainda assim, e face aos resultados, também revela muitos golos sofridos. Mas não deixa de ser um bom registo, sobretudo se recuarmos aos anos anteriores em que os golos eram um problema para o clube.

No entanto, a pergunta que se faz é se a maior culpa desta registo é dos defesas ou dos avançados. O que é certo é que esta temporada o FC Porto tem em Alex Telles um elemento preponderante e que já se revelou decisivo em vários jogos. Até ao momento, o lateral direito já tem dez golos marcados em 39 jogos. Diante do SL Benfica foi decisivo ao marcar um dos golos de penálti, e frente ao Portimonense SC também o foi com o golo do triunfo que apontou já na reta final.

A par de Alex Telles, e ainda no setor defensivo, há também Ivan Marcano. O jogador polémico que traz dissabores a alguns adeptos, mas que tem calado com golos atrás de golos. Seja de cabeça ou de pé e independentemente do adversário, o central já marcou seis golos.

O FC Porto é a única equipa que marcou em todas as jornadas do campeonato. A questão é se a maior culpa desta registo é dos defesas ou dos avançados.
Alex Telles no festejo do golo diante do SL Benfica, no Estádio do Dragão
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Ainda na defesa, para além dos 16 golos apontados por Telles e Marcano – com 13 deles para o campeonato -, também Diogo Leite, Mbemba, Pepe e Manafá fizeram o gosto ao pé por cinco vezes.

No total a defesa azul e branca já marcou 21 golos para todas as competições, com maior impacto nos jogos do campeonato, em que marcaram 14.

No setor ofensivo, Soares tem sido o homem mais inspirado com 16 golos marcados, o registo até podia ser positivo, mas apenas sete golos foram marcados a contar para o campeonato. O mesmo acontece com Zé Luís, que soma dez golos, mas só sete no campeonato. Marega soma seis e Fábio Silva apenas um golo.

Isto significa que a contar para o campeonato os avançados contribuíram com 21 golos em 49 apontados, enquanto os  defesas conseguiram marcar 14 golos. A diferença é mínima e salienta com clareza que esta temporada a defesa tem estado com pontaria e o setor ofensivo apenas tem cumprido com os mínimos exigidos.

Ainda assim, é um registo que merece ser ressalvado e deve servir para motivar os jogadores e os levar ao rumo certo de quem recuperou oito pontos, está na liderança e sonha ser campeão.

Quanto vale um curso de treinador em Portugal?

A Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF) voltou a manifestar “indignação e repúdio” pela contratação de Rúben Amorim como treinador por parte do Sporting Clube de Portugal devido ao nível de curso de treinador, apelidando a situação como um triste episódio, considerando que afeta gravemente a imagem do futebol português. No comunicado lançado no dia 05 de março de 2020, podemos encontrar trechos como: “Lamentamos que num país com os melhores jogadores e treinadores do mundo, se continue a assistir, impunemente, a constantes atropelos à lei e ao Regulamento de Competições da Liga, desconsiderando – desvalorizando até – o esforço dos treinadores cumpridores”.

 

Acresce ao descrito, um pedido da ANTF de que seja tomada posição por parte da Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto, por forma a interromper o que apelida de um “reiterado incumprimento dos regulamentos”, e a necessidade de alteração do regime jurídico das federações desportivas, por forma a criar critérios de igualdade e de oportunidades para todos os treinadores de futebol. Relembramos que já quando da promoção de Rúben Amorim à equipa principal do SC Braga, a ANTF usou o mesmo meio de comunicação para tecer críticas à escolha de António Salvador.

Mas não só sobre Rúben Amorim incidiram as críticas por parte de ANTF, que num outro comunicado, emitido no mesmo dia, criticou igualmente a escolha de Custódio como treinador do Sporting de Braga, descrevendo a situação como “uma vergonha“, e talvez na tentativa de obter uma reação mais efusiva, apontou que se tratam de situações “reiteradas de desconsideração, desrespeito e afronta para com a secretaria de Estado da Juventude e do Desporto, para com a Federação Portuguesa de Futebol, para com a própria Liga e para com os clubes e SAD’s cumpridoras da lei e dos regulamentos“.

Fonte: SC Braga

Ora, este debate sobre o grau de qualificação dos treinadores não é novo (lembramos, por exemplo, os casos de Paulo Bento e Silas no Sporting, ou de Costinha no Paços de Ferreira FC), mas a verdade é que estamos numa fase do futebol Português (e até mundial) em que muito mais facilmente se aposta num ex jogador sem qualificações do que num treinador que tenha já percorrido todos os níveis de formação, mas que não traz essa bagagem e experiência de balneário que vem sempre inerente aos ex atletas, principalmente se estivermos a falar de desportistas que jogaram no próprio clube que agora treinam.

Numa análise muito rápida, olhando para grandes clubes: FC Porto, Sporting CP, SC Braga, Real Madrid CF, Club Atlético de Madrid, Manchester United FC, Chelsea FC, Liverpool FC, Manchester City FC, Arsenal FC, Inter, Nápoles, AC Roma, SS Lazio, CA River Plate, só para citar alguns, são clubes que neste momento têm como técnicos principais ex jogadores, a maior parte deles com passagem no atual clube. Goste-se ou não da opção, parece ser um caminho que além de financeiramente mais vantajoso, tem dado frutos, até porque não raras vezes, são técnicos que já estão “guardados” na formação, à espera do momento certo para subirem na hierarquia.

Vamos então aos regulamentos. o Artigo 62.º do Regulamento de competições nacionais seniores da FPF com a epígrafe – Habilitações mínimas dos treinadores – escreve:

“1. Os Clubes participantes no Campeonato Nacional de Seniores devem obrigatoriamente inscrever um treinador principal e um treinador adjunto, os quais devem possuir as habilitações mínimas referidas nos números seguintes.

  1. Os treinadores principais devem ter obtido a habilitação de grau II (UEFA B) e os treinadores adjuntos a habilitação de grau I (UEFA C), devidamente comprovada através de cédula de treinador de desporto, verificando-se a correspondência dos graus nos termos da lei.
  2. Os Clubes cujo treinador principal se encontre impossibilitado de exercer funções, ou cuja equipa técnica não cumpra o disposto nos números 1 e 2, devem dar conhecimento desse facto à FPF, dispondo de um prazo de 15 dias contados da data em que se realize o primeiro jogo oficial em que o Clube não cumpra esta exigência regulamentar, para regularizar a situação.
  3. Sem prejuízo do previsto no número anterior, quando o treinador principal se encontre impedido pontualmente de desempenhar as suas funções, pode ser substituído pelo treinador-adjunto ou outro treinador que se encontre habilitado.
  4. No prazo indicado no número 3, o treinador-adjunto com o grau de habilitações mais elevado, deve constar da ficha técnica de jogo enquanto treinador principal.
  5. Salvo disposição em contrário, é obrigatória a obtenção de título profissional válido para o exercício da atividade de treinador.
  6. É nulo o contrato pelo qual alguém se obrigue a exercer a atividade de treinador de desporto sem título profissional válido.

(…) .” [sublinhado nosso].

Olhando agora para o que diz a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), no seu Regulamento de Competições, artigo 82.º, vêm previstas como qualificações obrigatórias:

 

clubes participantes na Primeira Liga:

  1. treinador principal: habilitação UEFA-Professional (Grau IV), sendo que para este efeito bastará que o treinador principal esteja a frequentar o curso de treinador para obtenção do grau exigido, devidamente comprovado por declaração emitida pela FPF e, no máximo, por seis meses;
  2. treinador adjunto: habilitação UEFA-Basic (Grau II);

 

Muitas têm sido as opiniões e críticas, havendo quem argumente que é das poucas profissões em que o curso de treinador pouco importa (o que se diga, não é bem verdade) mas à luz dos regulamentos e dos registos junto da LPFP, Sporting e Sporting de Braga não trocaram de treinador principal, já que Emanuel Ferro e Micael Sequeira continuam firmes no cargo. O que os dois clubes fizeram foi operar a transferência do Treinador-Adjunto mais caro do futebol mundial, sendo que no caso de Custódio, não existindo ainda clareza sobre o nível que este possui, podemos na realidade estar a falar da promoção a delegado da equipa sénior do até então treinador de juvenis do Sporting de Braga. Que grande confusão…

A verdade é que no futebol e em especial no futebol Português, tudo parece ser permitido, e o constante atropelo ou pelo menos o contornar das regras é uma constante, sem que sejam aplicadas as respetivas sanções. A confirmar-se esta falta de qualificação, de acordo com os Regulamentos, Custódio, não tendo o nível do curso de treinador exigido, não poderá emitir ordens para dentro do campo durante as partidas oficiais, não poderá participar em conferências de antevisão ou Flash interviews, um cenário que embora seja no mínimo caricato, não é uma realidade nova em Portugal.

O reverso da medalha está ligada à periodicidade dos cursos organizados pela ANTF, que ao não terem timings objetivamente definidos, podem obrigar um treinador a ficar cerca de 10 anos para conseguir progredir até ao topo de carreira, o que não se coaduna com a dança constante de treinadores e com a rapidez de resposta a que os clubes estão obrigados aquando da saída de um treinador, seja porque outro clube bateu a cláusula de rescisão, seja porque houve necessidade de mudança tendo e conta os maus resultados. Até porque muitas vezes encontrar treinadores credenciados com o curso de treinador e com um currículo robusto a meio de uma época desportiva pode ser uma missão muito complexa ou pelo menos onerosa.

Se calhar o segredo passa por deixar de extremar posições e entender que todos podem não estar a olhar para o quadro como um todo, ora por falta de abertura, ora por errada aplicação dos Regulamentos.

 

João Palhinha | O empréstimo de ouro

João Palhinha, dono e senhor do meio-campo arsenalista, aos 24 anos está no auge das suas capacidades. Sendo umas das peças-chaves da fase “Amorim”, a sua evolução não é de agora: desde a sua chegada a Braga que tem demonstrado o talento que muitos davam por perdido na sua passagem pelo Sporting CP.

Aquando da passagem pelos verdes e brancos, Palhinha detinha limitações técnicas relativamente ao passe, e a falta de criatividade acabando por limitar, em muito, a construção do ataque, nunca foi realmente opção. Aí chegou o empréstimo que daria um novo rumo à carreira do jogador, no SC Braga, onde foi sempre opção, começou a dinamizar mais o seu estilo de jogo e as limitações foram escondidas e encurtadas. O médio começou no Braga logo com o pé direito:

Na época 2018/19, foi utilizado em 32 jogos, na maioria como titular ajudando a equipa a conquistar o quarto lugar e lutar em todas as competições internas. A temporada corrente foi o seguimento da evolução sentida no primeiro ano com a equipa nortenha, o jogador conquistou o seu espaço e manteve-se regular, sendo o “tampão” da equipa, juntamente com Fransérgio, a equipa bracarense tem conquistado a maioria dos duelos na zona central do campo. Uma das suas armas está no físico, impondo-se sempre contra os adversários, faz-se sempre sentir na área adversária, quando sobe, é uma arma temível em bolas paradas.

A evolução do jogador, mostrou que, todo o potencial visto na formação era real, acabando por chamar à atenção de vários clubes disponíveis para a sua contratação, no último defeso – mercado de inverno – o Real Bétis Balompié esteve muito perto de contratar o jogador, outras equipas perguntaram pelo jogador, contudo sem efeito. Manteve-se no Sporting de Braga e continua a carimbar exibições vistosas.

O rendimento exibido pode garantir uma chamada à seleção nacional, com o Europeu cada vez mais perto, Palhinha tem de ser visto como opção, ainda sem nenhuma internacionalização pela equipa das quinas – juntamente com a baixa de rendimento de Danilo – a chamada de Fernando Santo pode estar ao virar da esquina.

O que se segue para o atleta?

Palhinha deverá voltar a vestir verde e branco na próxima época
Fonte: Sporting CP

O empréstimo com o SC Braga chega ao fim no final da época e o regresso ao Sporting é o destino mais provável, sendo o desejo dos adeptos o seu retorno juntamente com o anseio do jogador.

Luís Figo e o golo à Inglaterra no Euro’2000: «Senti que devia arriscar»

O Bola na Rede esteve hoje na apresentação da campanha publicitária da Volkswagen para o Euro 2020, cujo embaixador é Luís Figo. Questionado pelos jornalistas presentes no evento, o antigo internacional português falou sobre a contratação de Rúben Amorim, as possibilidades de Portugal revalidar o título de campeão europeu e houve ainda tempo para responder a uma questão do Bola na Rede.

Sobre a recente transferência de Rúben Amorim para o Sporting CP, Luís Figo afirmou que “é uma aposta importante da parte do clube: pela quantia de que estamos a falar, para um país como Portugal e pela situação financeira do Sporting“. Relativamente ao montante envolvido na transferência, na opinião do antigo internacional português “é uma loucura pagar esse valor por um treinador, mas é uma decisão de quem gere o clube e, certamente, tem mais informação do que eu para poder falar sobre a parte financeira.”

Luís Figo falou também sobre as hipóteses da seleção portuguesa no Euro 2020, destacando que Portugal “tem uma das melhores seleções mas está num grupo difícil, o chamado grupo da ‘morte’.” Ainda assim, depois da vitória no Euro 2016, o antigo internacional português acredita que “ temos todas as condições para fazermos um bom torneio”, até porque “Portugal quando joga com seleções teoricamente mais fortes tem melhores resultados.” Recorde-se que Portugal está no mesmo grupo que a Alemanha e a França, aguardando pela quarta seleção, que sairá da fase de playoff.

No âmbito do Campeonato da Europa que se avizinha, o Bola na Rede questionou Luís Figo sobre um momento histórico da sua carreira, que se passou precisamente no Campeonato da Europa há 20 anos. Portugal derrotou a Inglaterra por 3-2 na primeira jornada do Euro 2000, naquele que é um dos jogos mais memoráveis da nossa história.

A equipa das quinas esteve a perder por dois golos de diferença e Luís Figo foi o autor do golo que deu início à reviravolta de Portugal, um remate extraordinário a cerca de 30 metros da baliza. O Bola na Rede perguntou ao antigo jogador como viveu esse momento e o que lhe passou pela cabeça quando recebeu o passe de Rui Costa.

Luís Figo começou por afirmar que este foi “um jogo histórico e aquilo que pensei foi que já estávamos a perder 2-0 por isso tenho que arriscar”. Nas palavras do próprio, “recebo a bola do Rui, tenho muitos metros à minha frente e decido aproveitar o espaço livre para chegar mais perto da área. Senti que devia arriscar o remate, apesar da distância, e saiu-me bem. O golo permitiu-nos entrar no jogo outra vez e conseguir aquele resultado num jogo que ficou para a história”.

A infelicidade de Giorgi Makaridze

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Em vésperas do jogo que colocará frente a frente Vitória FC e SL Benfica, Giorgi Makaridze, o guardião da turma sadina, proferiu declarações, no mínimo, infelizes.

Makaridze chegou a ser associado ao clube da Luz no último defeso, rumor que o Benfica desmentiu através de um comunicado. Bem, a verdade é que esta situação parece não ter caído bem ao guarda redes georgiano, que, na flash interview do jogo com o Portimonense SC, disse algo que qualquer profissional nunca deveria dizer: “É um jogo muito especial para mim. Vou tentar tudo para não perder contra o Benfica. Prefiro não perder contra o Benfica e perder todos os jogos que restam”.

Claro está que querer ganhar um jogo é perfeitamente normal: até aí, nada de mal. O problema surge quando Makaridze diz que não se importa de perder todos os restantes jogos desde que ganhe ao SL Benfica. Estamos perante uma clara falta de profissionalismo, quase como se de uma “birra” se tratasse.

É perfeitamente normal um jogador querer ganhar um jogo, é perfeitamente normal um jogador querer fazer um brilharete contra um “grande”. O que não acho normal, e considero até desrespeitoso para com o clube que representa, é que esteja disposto a boicotar o que falta da temporada por uma vitória contra o Benfica.

Claro está que esta “troca” é irreal, não há forma de ser possível, mas as palavras de Makaridze e o seu pensamento são bastante condenáveis.

Makaridze é titular indiscutível do clube sadino, tendo disputado, nesta temporada, um total de 27 partidas
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

As declarações do jogador de 29 anos não caíram bem no seio do Vitória, chegando ao ponto de os próprios colegas de profissão se afastarem desta polémica através das redes sociais, tal como aconteceu com Sílvio, atleta que até já passou pelos quadros dos encarnados. Também o próprio clube já se pronunciou acerca desta situação, demarcando-se dos comentários do seu jogador.

A atitude de Makaridze demonstra uma clara falta de fair-play e de noção. Pensar sequer em hipotecar toda a temporada do clube que representa por uma vitória frente a um adversário diz muito da personalidade deste guarda redes.

Até se podia considerar uma falha linguística, mas a viver em Portugal há seis anos, e tendo em conta que Makaridze fala fluentemente a língua portuguesa, tudo isto se trata de pura falta de profissionalismo.

Giorgi Makaridze já se retratou, através do seu Instagram pessoal, pedindo desculpas e referindo que tem consciência que as questões pessoais nunca se deviam sobrepor ao coletivo.

Esta era a única atitude que Giorgi podia tomar. Contudo, este caso deveria ser sancionado pela Liga Portugal. Toda esta situação é grave, muito grave.