Dando seguimento à eleição efetuada pela equipa de Futebol Internacional do Bola na Rede, desta vez elege-se o melhor treinador da época no entendimento dos redatores do Futebol Internacional.
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A 32.ª edição do torneio de seleções mais importante de África está aí! Com início marcado para 21 de junho, o CAN 2019 será disputado por 24 países, pela primeira vez na história do futebol africano, que tudo irão fazer para alcançar a final no dia 19 de julho e conquistar o título de “Melhor Seleção de África”.
À partida, é difícil antever um favorito à vitória, pois, e para bem da imprevisibilidade, existe um leque variado de candidatos a vencer a prova, como o Egito, Nigéria, Senegal, Argélia, Marrocos e Costa do Marfim. Além disso, o CAN é caraterizado por ser um torneio repleto de surpresas como a conquista da Zâmbia em 2012, pelo que não será chocante ver um “outsider” a sagrar-se campeão africano de seleções. Mas vamos analisar grupo a grupo.
Tosco é, por estes dias, o adjetivo que mais vezes se tem visto associado ao nome de Zé Luís por essa ‘bluegosfera’ fora, assim que o caboverdiano foi fortemente associado ao FC Porto como sendo uma aposta de Sérgio Conceição para a frente de ataque em 2019/2020.
Ridículos. Absolutamente ridículos e dispensáveis os comentários depreciativos de que Zé Luís tem sido alvo. E tudo porque não vem da Argentina ou do Brasil e não marca três golos em cada remate que faz à baliza. O ponta de lança tem um passado de meia dúzia de épocas associado ao futebol português e talvez resida aí a desconfiança com que os adeptos encaram esta possível aquisição.
O argumento de que não marca golos e é avançado de equipa pequena rapidamente é contradito pela força dos números. Zé Luís é profissional há cerca de dez anos e, na sua carreira, já representou quatro clubes: Gil Vicente FC, SC Braga, Videoton e Spartak Moscovo. Neste momento, encontra-se contratualmente ligado à equipa russa, onde ao cabo de quatro épocas apontou 36 golos em 109 jogos. No SC Braga, em duas épocas e meia, balançou as redes em 20 ocasiões, num total de 62 jogos. A experiência na Hungria, ao serviço do Videoton, resultou em 15 golos ao longo de 38 jogos. Já no Gil Vicente FC, a porta de entrada em Portugal, apontou 21 golos em 48 jogos, distribuídos por duas épocas e meia. Se apresenta este currículo em ‘equipas pequenas’ seria interessante perceber o que pode oferecer num clube de topo europeu.


Convém ter em atenção que a estreia como profissional, em Barcelos, aconteceu com 19 anos e os números que apresentou, com tão tenra idade, despertaram de imediato a cobiça, levando a que SC Braga, primeiro, e Spartak Moscovo, depois, investissem um e 6,5 milhões, respetivamente.
As características que há uma década já apresentava nos relvados portugueses viriam a confirmar-se e, hoje, Zé Luís parece-me, caso se concretize, uma excelente aquisição para o FC Porto. Um jogador com uma estampa física impressionante, rápido, com excelentes movimentações entre os defesas (muito forte na antecipação) e com uma capacidade acima da média para o futebol aéreo.
Desembolsar 10 milhões de euros por um jogador que completa 29 anos em janeiro também me parece algo exagerado, é verdade, mas não estamos em tempos de facilitismos e as campanhas de Zé Luís falam por si. O FC Porto precisa de um ‘matador para ontem.
Foto de Capa: SC Braga
artigo revisto por: Ana Ferreira
Em jogo a contar para a qualificação do campeonato da Europa de andebol, a seleção das quinas levou de vencida a anfitriã Roménia por uns (19-24) – jogo que teve inicio às 16 horas no pavilhão do Dínamo de Bucareste.
A jogar fora de portas, a seleção nacional, entrou algo atípica no encontro, tendo-se assistido a inúmeras precipitações, desde remates falhados, a perdas bolas e desacertos defensivos.
Até à passagem do minuto 20 os lusos vinham procurando encurtar a desvantagem que se instalara logo nos minutos iniciais, e, só após um “time-out” colocado pelo técnico português, a seleção mostrou ser capaz de contrariar os argumentos da seleção romena. Atente-se, que o desconto de tempo surtiu efeitos imediatos, isto porque os romenos estiveram quase oito minutos sem agitar as redes da baliza de Alfredo Quintana, e, por conseguinte, os pupilos de Paulo Pereira, reduziram a desvantagem no mercador, indo para intervalo a perder pela diferença mínima (12-11).
Já na segunda metade, Portugal voltou a entrar a “meio gás”, mas contrariamente àquilo que sucedera no primeiro tempo, corrigiu algumas lacunas no eixo defensivo, o que originou múltiplas transições ofensivas, convertidas em variadíssimos golos. Assim, desde o minuto 40 até ao final, Portugal assumiu o comando do marcador e bateu a seleção da casa por (19-24).


Posto isto, a seleção portuguesa está de regresso a uma fase final de um campeonato da europa – algo que fugia a Portugal desde 2006.
Destaque ainda para o facto da competição, a realizar-se já no próximo ano, decorrer em três países distintos. São estes: Áustria, Noruega e Suécia.
EQUIPAS
Roménia: Iancu Ciprian; Manescu Bodgan; Simicu Viorel (6); Rotaru Ionut (2); Grigoras Cosmin (2); Popescu Catálin; Becheru Mihai; Buior Gabriel (1); Csog Vencel; Rata Catálin (4); Buzle Losif (1); Cabut Mihai (1); Fotoche Viorel (1); Dimitriu Gabriel; Mocanu Valentim; Thalmaier Roland (1).
Portugal: Alfredo Quintana; Belone Moreira (1); Pedro Portela (7); Gilberto Duarte (3); Carlos Martins; Diogo Branquinho (4) ; Pedro Seabra (2); Tiago Rocha; Miguel Martins (1); Humberto Gomes; André Gomes (2); Sérgio Barros; Fábio Magalhães (2); Luis Frade; Daymaro Salina; Alexis Borges (2).
E Portugal conquistou a Liga das Nações. E os portugueses festejaram, muitos dos quais saíram mesmo à rua para uns minutos de festa. E merecemos, sem dúvida!
E os adeptos nacionais? Mereceram esta conquista? O Patriotismo do povo nacional? Onde esteve ele afinal? Nos cânticos de vitória após os 90 minutos? E antes disso? Quão apoiada foi a nossa selecção pelos demais ‘adeptos de futebol’ que amam a sua selecção? Quantos sentem a sua selecção como a ‘selecção de todos nós’? Afinal, os portugueses gostam assim tanto da sua selecção, ou gostam mesmo mesmo é de ver a sua selecção brilhar com os jogadores dos seus amados clubes? Na minha modesta opinião os portugueses, na sua maioria, sofrem mesmo é de clubite nacional.
Portugal venceu um troféu europeu no passado Domingo, mas sejamos sinceros: se não temos ganho o jogo, o que teria sido dito por muitos daqueles que fizeram a já referida festa? Acredito, pelo que li e vou lendo por essas redes sociais fora, que seria mais ou menos assim:


Alguém se reviu nestas possíveis opiniões? Tenho a certeza que sim, ou, pelo menos, já ouviram isto em qualquer lado. Porque este país é assim: apesar dos títulos, não deixamos de olhar para a camisola dos jogadores que está por baixo da camisola das quinas. Os jogadores ‘do nosso clube’ são sempre mais injustiçados, são quase sempre os melhores e os que deveriam jogar. Até aí ainda entendo. Não entendo é esta vontade de deitar abaixo tudo o que não é do nosso clube, assim que algo não corre bem.
Para os (muitos) adeptos (ridículos) do nosso futebol, deixo aqui os onzes do vosso contentamento. Estarei errado?
O onze benfiquista: Rui Patrício; Semedo, Ferro, Rúben Dias, Guerreiro; William ou Danilo tanto faz, Pizzi, Rafa e Bernardo; João Félix e Ronaldo,
O onze portista: Rui Patrício; Ricardo Pereira, Pepe, José Fonte e Guerreiro; Danilo, Rúben Neves, Quaresma, Bernardo, Ronaldo e André Silva.
O onze sportinguista: Rui Patrício; Cedric, Pepe, José Fonte e Guerreiro; William, João Mário, Bruno Fernandes e Bernardo, Nani e Ronaldo.
Foto de Capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede
O jogo quatro desta final do campeonato nacional de futsal teve todos os ingredientes necessários para um encontro de emoções fortes. Desde grandes golos, até alguma polémica, muita emoção, apoio vindo das bancadas, bem mais despidas que o normal em jogos desta importância, mas já lá iremos.
Falando do que mais importa, o jogo jogado dentro da quadra, o Sporting CP entrou bastante mais forte e determinado a levar o play-off até ao quinto e decisivo encontro. O corolário dessa entrada foi o pontapé do meio da rua de Leo, uma bomba indefensável para Diego Roncaglio.
O SL Benfica tentava reagir ao embate inicial e pouco depois teve uma oportunidade de ouro, numa grande penalidade que puniu uma falta de Pedro Cary sobre Fernandinho. O algarvio foi punido com um cartão vermelho, pois o brasileiro do Benfica ia isolado aquando da alegada falta. Chamado a converter, André Coelho não desperdiçou e nivelou o marcador, “fuzilando” o guardião Gonçalo Portugal, que normalmente é chamado para tentar defender as penalidades e livres diretos.
O melhor golo estava reservado para o fim desta metade, um lance individual brilhante de Alex Merlim, que terminou com uma bola colocada no canto da baliza de Roncaglio. Para os minutos finais, estava guardado um show do guarda-redes suplente do Benfica, André Ferra, homem que conseguiu travar dois livres diretos e uma grande penalidade (também ela um pouco discutível, mão na bola de André Coelho) de Merlim com grandes defesas e manteve assim a diferença mínima de 2-1 ao intervalo.
Costuma-se dizer que o intervalo faz melhor à equipa que está em desvantagem e hoje voltou a confirmar-se essa afirmação, pois os encarnados entraram mais dispostos a inverter o marcador e a resolver já hoje a questão do campeão. Essa maior disposição acabou por render frutos com o golo do empate, num desvio oportuno de Chaguinha após um remate de longe de André Coelho.


Nos minutos seguintes, assistimos a um jogo equilibrado, com o Sporting a tentar jogadas de ataque organizado e o Benfica a espreitar sempre os contra-ataques para tentar apanhar a defesa leonina em contramão. Perto do fim, quando já se começava a pensar na hipótese de prolongamento, uma triangulação perfeita das águias culminou com um desvio oportuno de Fábio Cecílio, virando assim o marcador a favor dos benfiquistas (2-3).
A apenas 32 segundos do fim, e já quando os leões arriscavam tudo no 5×4, Rocha marcou um golo que empatou o encontro e levou muitos adeptos leoninos às lágrimas, tal a carga emotiva deste encontro. Os últimos segundos foram de alguma contenção, uma vez que os encarnados tinham cinco faltas, algo que conta no prolongamento, e o Sporting quatro. Nenhuma das equipas quis perder o jogo, algo perfeitamente normal e natural em encontros deste gabarito.
No prolongamento, os verde e brancos voltaram a entrar melhor e tiveram uma oportunidade fantástica para saltar para a frente do marcador. Rocha não conseguiu bater um inspiradíssimo André Correia, mas na recarga conseguiu bater o guardião e voltar a colocar os leões na frente do marcador. Logo de seguida, Pany Varela finalizou um contra-ataque e dobrou a vantagem leonina na partida (5-3).
Até ao intervalo, o resultado manteve-se favorável aos leões, com o Benfica a assumir obviamente o encontro, por necessitar urgentemente de inverter o resultado. A segunda metade começou com a aposta do Benfica em Bruno Coelho como guarda-redes avançado. Apesar de todos os esforços encarnados, Guitta apareceu e mostrou porque é um dos melhores guardiões do mundo, defendendo todas as investidas benfiquistas.
Uma final deste calibre merece um quinto e decisivo encontro, pela qualidade das equipas, dos treinadores e tudo o que envolve este encontro. Os já habituais confrontos entre claques são sempre de lamentar, mas prefiro não me alongar sobre esse tema.
CINCO INICIAIS:
Sporting CP: Guitta, Erick Mendonça, João Matos, Pany Varela e Alex.
SL Benfica: Roncaglio, André Coelho, Chaguinha, Robinho e Fernandinho.
No final de uma temporada, há sempre jogadores que merecem ser mencionados, engrandecidos. No FC Porto podia falar de vários, mas há um que, para mim, se destaca onde quer que esteja. Tem um amor à camisola inquestionável e uma forma de lutar que merece ser valorizada. Alex Telles tem apenas 26 anos, mas ficará certamente na história do clube, independentemente do futuro e dos clubes que virá a representar.
A velocidade que o acompanha é equiparada à visão apurada de jogo. Defende, assiste e marca e ainda tem resiliência para puxar pelos colegas, mesmo naqueles jogos em que as pernas começam a fraquejar.
Foi chamado esta temporada, pela primeira vez, para representar a seleção canarinha. O momento foi de emoção para o brasileiro que se mostrou agradecido ao FC Porto pela visibilidade que ganhou. Em troca – mesmo que não tivesse de o fazer – decidiu oferecer ao Museu do FC Porto a camisola que usou no primeiro jogo que fez pelo Brasil. A humildade que lhe é característica ficou mais uma vez salientada.


Esta temporada, pelo FC Porto, foi dos jogadores mais utilizados, com 53 jogos e seis golos marcados. Primeiramente por não haver ninguém que seja tão competente quanto ele e depois porque era visível a vontade de querer participar em todos os jogos. Em muitas ocasiões o corpo começava a ressentir-se e nem assim Alex Telles queria ser substituído. Na cabeça tinha apenas a mentalidade de querer ajudar, de querer ser útil e de querer fazer mais pelo seu clube. Era um dos nomes imprescindíveis de Sérgio Conceição e um dos mais ovacionados pelos adeptos. Neste momento e face a todas as saídas já conhecidas, a presença de Alex Telles é das mais aclamadas. Porque um jogador não é só importante pela forma como joga, mas também pela forma como consegue influenciar dentro e fora de campo.
Para mim, é um dos, se não o, jogador que mais se destacou esta temporada e acabou coroado frente ao Roma, para a Liga dos Campeões, a marcar o golo da vitória. Um jogador não é só feito de números, mas há jogadores, como Telles, que merece pequenas recompensas pelo que é e faz. E é possivelmente uma das referências do clube, pelo jogador que é e pelo amor que sente.
Houvesse o milagre da multiplicação e pedia que Alex Telles fizesse uma equipa.
Foto de Capa: FC Porto
artigo revisto por: Ana Ferreira
A formação do Sporting, normalmente, é conhecida pela qualidade dos seus extremos, como é o caso de Gelson Martins, Luís Nani ou Cristiano Ronaldo, e também pela qualidade dos seus médios, William Carvalho, Adrien Silva e Figo. Contudo, no que toca a centrais é difícil enunciar um nome porque, de facto, são muito poucos os que se conseguem assumir em equipas de bom calibre. Qual será a causa desta escassa formação de centrais?
Merih Demiral é um dos nomes que não se conseguiu afirmar, sendo emprestado ao Alanyaspor com uma cláusula de três milhões e meio de euros. Contratado aos 20 anos ao Alcanenense, que disputava a Série F do Campeonato de Portugal, depois de ter rescindido o seu contrato com o Fenerbahçe e ter rumado ao Ribatejo porque “No Fenerbahçe, dão prioridade aos mais velhos e aos estrangeiros. Então o meu futuro estaria hipotecado”, palavras prestadas antes do confronto entre as seleções de sub-19 da Turquia e de Portugal, na Ronda Elite de acesso ao Europeu da Geórgia.


Demiral possui uma excelente capacidade de corte, de leitura dos lances e índices competitivos fora do normal para a sua idade, o que fazia dele uma excelente oportunidade para o clube, quer do ponto de vista financeiro quer desportivo. Antes, o próprio fez uma afirmação curiosa em relação à sua estadia em Alcochete, tendo dito que “O Rafael Leão já me pediu para ser mais suave na abordagem aos lances, mas eles já sabem como sou: sou duro, muito duro, limpo tudo!”.
Com tantos aspetos positivos neste negócio, Demiral tinha tudo para “dar o salto” no Sporting, ficando provado também que o scouting do clube leonino anda atento ao potencial de todos os campeonatos portugueses. O tempo foi passando e Demiral apenas foi jogando nas equipas secundárias, tendo sempre um papel secundário no plantel principal até que foi emprestado ao clube turco.
Bastou uma época para o central mostrar toda a sua qualidade, tornando-se um ótimo negócio para o clube turco, que acionou a opção de compra do empréstimo do Sporting, vendendo-o quase de imediato por sete milhões de euros ao Sassuolo. O valor envolvente na transferência para a Turquia provou ser muito abaixo do seu potencial, o que prejudicou financeiramente o clube leonino porque, numa montra como o campeonato português, o jogador iria mostrar-se aos “tubarões europeus” com muito mais facilidade.
Tal como Demiral, existem outros jogadores em situação semelhante, como é o caso de Domingos Duarte e Ivanildo Fernandes, ambos à espera de uma oportunidade para mostrarem todo o seu futebol. A atual direção e respetiva equipa técnica terá que refletir, planear e definir muito bem quais os jogadores da formação que irão ser aposta na próxima época, sendo a zona central da defesa uma zona em que não existem, por enquanto, substitutos a altura de Jérémy Mathieu e Sebastián Coates.
Foto de Capa: Bola na Rede
artigo revisto por: Ana Ferreira
No ciclismo feminino, apenas o Giro rosa tem o estatuto incontestável de Grande Volta. No entanto, outras provas pretendem aceder a esse patamar de reconhecimento, como o britânico Women’s Tour e o futuro Battle of the North na Dinamarca, Noruega e Suécia.
Criado em 2014, o Women’s Tour já se estabeleceu como uma das grandes provas do calendário e bate por muito o Giro Rosa em termos organizacionais, com as atletas a elogiarem recorrentemente a prova.
No entanto, a duração é de somente uma semana e a dureza não é propriamente aquela a que estamos habituados nas chamadas Grandes Voltas e não haverá forma de mudar isso, o terreno das ilhas britânicas não tem grandes montanhas para as ciclistas enfrentarem.
De qualquer modo, é uma corrida muito prestigiada e que os principais nomes da modalidade vão querer adicionar ao seu palmarés.
Em 2018, a americana Coryn Rivera foi a grande vencedora, alicerçando a sua vitória numa prova muito controlada, em que a Team Sunweb lhe permitiu levar todas as etapas para a linha, de forma a consolidar a sua vantagem com as bonificações dos sprint.
Já a edição deste ano, que já está na estrada, tem mais dureza e pode ajudar a prova a cimentar ainda mais o seu espaço no topo do calendário internacional. No entanto, a falta de um contrarrelógio (mesmo que curto ou por equipas) continua a ser um ponto em que perde quando se quer colocar com um estatuto superior.
Será certamente um tema a acompanhar no desenvolvimento do ciclismo feminino nos próximos anos ao qual não serão indiferentes o rumo que a ASO tomar com a La Course e o sucesso que venha a ter a Battle of the North.
Foto de Capa: The Women’s Tour
O Moreirense FC acabou de realizar a melhor época da sua história, terminando o campeonato no sexto lugar, destacando-se pela prática de um futebol atractivo e ofensivo, que valorizava os jogadores, sob o comando técnico de Ivo Vieira.
Perante a saída do treinador madeirense, a equipa minhota teve de ir à procura de um sucessor. O homem escolhido foi o vimaranense Vítor Campelos, um nome desconhecido para grande parte do público nacional e que irá cumprir a sua primeira experiência na Primeira Liga como treinador principal.
Vítor Campelos é licenciado em Educação Física e Desporto, tendo iniciado a sua carreira no futebol como preparador físico, começando nos escalões amadores, saltando até à Primeira Liga. Em 2007, aceitou o convite de Toni para integrar a sua equipa técnica, sendo seu adjunto no Al-Ettifaq, Al-Ittihad (Arábia Saudita), Al-Sharjah FC (Emirados Árabes Unidos) e Tractor (Irão).
Em 2013/2014, Vítor Campelos teria a sua primeira experiência enquanto treinador principal, ao servido da equipa B do Videoton da Hungria. Já durante a temporada seguinte regressaria a Portugal para orientar o CD Trofense na Segunda Liga. Porém, num contexto complicado, o seu percurso na Trofa durou apenas 17 jogos, não conseguindo salvar o clube da descida de divisão.


Em 2015/2016, Vítor Campelos regressaria à sua cidade-natal para treinador a equipa B do Vitória SC. Foi ao serviço da formação secundária vitoriana que o técnico começou a destacar-se ao potencializar vários jovens que chegaram à equipa principal, através de um futebol atractivo e que valoriza os jogadores, privilegiando a sua evolução. Em 17/18, também chegou a orientar interinamente a equipa principal num jogo do campeonato após o despedimento de Pedro Martins.
Depois de um ano sem clube, o treinador de 44 anos irá realizar a sua primeira experiência como treinador principal, num clube que se destacou pela prática de um bom futebol na última temporada. Tendo em conta o seu perfil e aquilo que mostrou em Guimarães, acho que tem capacidade de dar continuidade ao bom trabalho realizado por Ivo Vieira.
No entanto, há que abordar esta contratação de forma mais profunda e perceber o que vem por detrás da mesma. Esta contratação é um passo dado no sentido em que a estrutura do Moreirense pretende vincar a identidade que tem vindo a construir na última época. Por isso, apesar da mudança de treinador e da perda de jogadores influentes, o conjunto de Moreira de Cónegos continuará a ser uma equipa a ter em atenção na próxima temporada.
Foto de Capa: Moreirense FC
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