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Frente a Frente: FC Porto 2017/2018 vs FC Porto 2018/2019

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Quando o fim da temporada futebolística se aproxima todos os adeptos do FC Porto, e do futebol em geral, procuram perceber quem foi o grande culpado pelo sucesso ou insucesso da época. Quando algo corre bem o treinador é quase o “melhor do mundo” e os jogadores são atletas fora-de-série. Quando os resultados não são os esperados, a vítima poderá ser o fraco plantel ou o treinador que não tem qualidade para gerir a equipa.

Nesta temporada 2018/2019 nem tudo correu como era expectável para o FC Porto – a liderança isolada fugiu para o rival SL Benfica e a Taça da Liga teve como destino Alvalade. Matematicamente, há ainda a hipótese dos dragões serem campeões nacionais e a final da Taça de Portugal ainda vai ser jogada. Na Liga dos Campeões, assim que um gigante europeu aparece no caminho da equipa portuense torna-se muito difícil seguir em frente. Em suma, caso o FC Porto não conquiste o campeonato, esta temporada será relativamente inferior a nível de prestação nas provas nacionais e internacionais. Mas a que se deve?

Na época passada os azuis e brancos conquistaram o principal objetivo, o campeonato português. Da temporada transata para esta as principais diferenças, a nível de plantel, foram as alterações no setor defensivo/centro campista. Dos atletas que saíram do clube, os principais obreiros do título foram Marcano, que partiu para a AS Roma, Diogo Dalot, que integra os quadros do Manchester United FC, Ricardo Pereira, que brilha agora no Leicester City FC e Sérgio Oliveira, que se encontra emprestado aos gregos do PAOK. Para colmatar as perdas destes atletas o FC Porto contratou ao longo da época jogadores como Militão, Pepe, Mbemba, Manafá, Loum, Fernando Andrade, fez regressar Adrián López e André Pereira e promoveu Diogo Leite e Bruno Costa.

Analisemos as principais diferenças estatísticas nas duas épocas (época atual encontra-se à porta da 33ª jornada):

Fonte: Bola na Rede

Tendo em conta que a atual época ainda não terminou e o FC Porto esteve presente em mais dois jogos do que na temporada passada, faltando ainda mais três, a estatística mostra que a nível defensivo o FC Porto está mais debilitado do que há um ano. A nível pontual, se ganhar os dois jogos que faltam para o fim do campeonato chegará à marca dos 85 pontos, menos três do que na época passada.

Tiquinho Soares é o melhor marcador da equipa com 15 golos, menos sete golos do que Marega tinha à 34ª jornada da época passada. Não são só de estatísticas que se fazem o campeonato e houve vários fatores que podem ter influenciado os maus resultados deste ano: a maré de lesões que assolou o plantel, o calendário preenchido que provocou alguma fadiga, a gestão por parte da equipa técnica, etc. A culpa não se trata apenas dos jogadores e/ou da equipa técnica, mas sim do conjunto de fatores que fazem acontecer os maus resultados. A nível de futebol praticado, por ter sido a primeira época de Sérgio Conceição ao FC Porto e, consequentemente, uma época de mudança, talvez o jogo tático/técnico na primeira temporada fosse melhor do que atualmente.

Veredito: Na época 2017/2018 o FC Porto realizou menos jogos do que na atual, mas a nível exibicional e a nível de resultados demonstrou ser uma melhor equipa. Os dragões souberam aproveitar as oportunidades que tiveram para se manterem na frente do campeonato. Na época 2018/2019 a equipa da cidade invicta foi mais longe em todas as competições a eliminar, mas para o campeonato, tendo em conta a exigência dos adeptos e o facto de ter perdido uma distância de sete pontos para o segundo classificado retirou a credibilidade a toda a equipa.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

Formula E: Vergne é dono de meio Mónaco

O campeão de Formula E, Jean Eric Vergne salta para o topo da classificação, após vencer aquela que foi sem dúvida a corrida mais calminha da temporada, no E-prix do Mónaco, que usa cerca de metade da pista usada pela Formula 1 no principado. Após herdar a pole position de Oliver Rowland quando este foi penalizado, o francês da Ds Techeetah dominou a corrida de início ao fim, defendendo com maestria a pressão de Rowland, Massa e Wehrlein.

A luta entre os quatro pilotos foi intensa, ao ponto em que Massa viu a bandeira axadrezada já com 0% de energia, ou seja, mais uns metros, tinha perdido o seu primeiro pódio na Formula E para Wehrlein que pressionava imenso o brasileiro.

O alemão da Mahindra ainda esteve em segundo, a colocar pressão sobre Vergne, mas um erro na primeira curva atirou-o para a quarta posição, onde ficou até ao final da corrida.

Mais atrás, Buemi fazia uma corrida muito solitária na quinta posição, com o resto do grid na perseguição, liderados por António Félix da Costa. O português ainda tentou ultrapassar Buemi, mas a posição onde se encontrava garantia o segundo lugar no campeonato, atrás de Vergne, logo assentou e procurou fazer uma corrida segura.

De 5º para cima, era uma batalha de gladiadores
Fonte: Formula E

Acabou por não valer de nada, tendo em conta que Félix da Costa foi desqualificado da corrida por ultrapassar os valores de energia permitidos durante a corrida. O português explicou que foi um acidente, que após Evans dar um toque no BMW, este carregou sem querer num botão no volante que dá mais 25 Kw de potência, e só notou uma volta depois. Da Costa diz também que sente que é injusto porque acabou por não ganhar nenhuma vantagem com a potência a mais, e que chocam contra ele, e ainda é desqualificado. Esta penalização fez com que perdesse o segundo lugar no campeonato.

Daniel Abt foi o outro piloto penalizado, após um choque contra Turvey, perdendo a 8ª posição. Assim Evans subiu para a sexta posição, seguido de Lotterer, que teve uma corrida fantástica onde recuperou de 20.ª. Em oitavo ficou Alex Lynn, seguido de Vandoorne e José Maria López.

Foi uma corrida bastante descontraída, tendo em conta o que a Formula E nos tem habituado nesta 5ª temporada, onde tudo é caos, e tem de haver sempre um vencedor diferente. Essa regra foi quebrada pelo inevitável JEV, que venceu pela segunda vez esta época, e parece ter reencontrado o campeão que há nele, após uma primeira metade da época muito inconsistente.

Por corrida descontraída não se pense que foi má, houve grandes batalhas, principalmente entre os qatro pilotos da frente, com um trabalho defensivo irrepreensível de Jean Eric Vergne. A Poucas corridas do fim, o campeonato já começa a ganhar forma, mas isto é Formula E, qualquer coisa pode acontecer.

Piloto do dia: Jean Eric Vergne

Das luzes, até à bandeira axadrezada, JEV dominou
Fonte: Formula E

Liderar de ponta a ponta não parece difícil, tirando quando tens quatro carros a apertar contigo durante os 45 minutos da corrida. Wehrlein e Rowland bem tentaram, mas o francês transformou o seu bólide dourado num autêntico autocarro nas ruas de Monte Carlo, que já por si só, são estreitas que chegue. A ascensão ao primeiro lugar do campeonato está feita, será que agora há fibra suficiente para garantir um segundo campeonato de Formula E?

Foto de Capa: Formula E

Sporting CP 5-4 SL Benfica: Leões confirmam superioridade e marcam final com o Porto

Só falta um passo. Quando faltam apenas alguns meses para esta nova versão do hóquei em patins sénior do Sporting cumprir dez anos, somente falta mais uma vitória para conseguir “vingar” uma derrota com trinta anos. O desaire na final da Taça dos Campeões Europeus diante dos espanhóis do CE Noia por um total de 10-5. Na semifinal contra o Benfica, os leões foram sempre melhores e no domingo podem vencer a sua segunda Liga dos Campeões de Hóquei em Patins.  

O encontro arrancou de forma equilibrada, mas cedo Casanovas e Gil colocaram Girão e Pedro Henriques em sentido, criando perigo através de stickadas de meia distância. 

Com linhas muito altas, à espanhola, o Benfica conseguia condicionar a construção de jogo do Sporting que, por muitas vezes, era obrigado a falhar passes e a partir para a stickadas de muito longe.

Em cima da marca dos cinco minutos surgiu a primeira grande chance de golo. Contra-ataque de três para dois a favor do Sporting e Henrique Magalhães, a passe de Gil, não conseguiu concretizar. Passados dois minutos e meio, na sequência de um ataque do Benfica, o “veterano” Pedro Gil não desistiu do lance, retirou o esférico do alcance de Adroher e com uma stickada em zona frontal fez o 1-0. Pouco depois poderia ter chegado o segundo, mas Pedro Henriques voltou a negar o golo a Henrique Magalhães.

Na frente e a jogar em casa os leões controlavam, dentro dos possíveis, o jogo. Procurando aproveitar as melhores situações para atacar, como estar sempre muito fechados e organizados a defender. Diminuindo as armas do Benfica às meias distâncias. 

O Sporting continuava melhor e apesar de algumas situações de inferioridade numérica atacante, a qualidade técnica individual de cada jogador verde e branco ajudava a surpreender e por muito pouco que, a cerca de doze minutos da pausa, Caio, servido por Font, que havia passado por meio de dois atletas encarnados, não aumentou o score. 

A menos de dez minutos do intervalo, jogada coletiva do Sporting e mais rápido que Ordoñez, Matías Platero, servido por Gonzalo Romero, não falhou e fez o 2-0. Momentos depois, Diogo Rafael apanhou-se com muito espaço, disparou um “míssil” e reduziu o marcador para 2-1. Boa resposta das águias que, assim, rapidamente voltavam a entrar na discussão do dérbi. 

Nos últimos minutos do primeiro tempo, a intensidade em pista aumentou e tanto sportinguistas como benfiquistas ficaram perto de voltar a finalizar. Porém, os guarda-redes ou defesas conseguiram sempre superiorizar-se aos atacantes. A exceção ocorreu a pouco mais de dois minutos para o toque da buzina, quando através de contra-ataque de dois para um, Matías Platero, assistido por Gil e com muita sorte à mistura, assinou o 3-1. 

Terminada a primeira metade o Sporting vencia o Benfica por 3-1. Resultado justo pelo que as duas equipas produziram em pista e que poucas ou mesmo nenhumas alterações se notam em relação à última partida entre estes dois conjuntos no passado mês de janeiro. A pressão alta das águias pode ter ajudado, por vezes, a condicionar a construção do jogo dos leões, mas também teve efeitos negativos, como chegar atrasado em situações chave. Foi assim com os comandados de Paulo Freitas marcaram dois golos. Outro deles resultou das habituais precipitações das águias que, sem espaço, stickam de imediato à baliza adversária. Defensivamente bem organizada, a equipa leonina não facilitava e quando era necessário, sobretudo devido à meia distância encarnada, Girão fechava a sua baliza “a sete chaves”.

Gonçalo Alves foi a principal figura azul e branca na vitória diante do Barcelona por 2-1
Fonte: Carlos Silva Photography/Bola na Rede

O Benfica entrou na segunda parte com vontade de marcar e logo nos instantes iniciais Diogo Rafael e Nicolia testaram a atenção de Girão. Ao seu jeito o Sporting estava bem, gerindo o resultado, respondendo com igual qualidade ás situações de golo das águias.

Com o tempo a passar, os encarnados continuavam com dificuldades em criar lances de perigo junto à baliza de Girão e quando conseguiam chegar mais perto, Platero, que fez um jogo espetacular, tirava o “pão da boca” aos jogadores vermelho e brancos. Para além disto, só mesmo através do recurso à meia distancia os comandados de Alejandro Domínguez conseguiam dispor de oportunidades de finalização. Em sentido contrário, devido ás linhas muito altas apresentadas pelo Benfica, “mágicos” como Ferran Font aproveitavam para brilhar e só por muita sorte o marcador não se avolumava. 

Por cima jogo e no marcador, o Sporting geria o tempo e fechava todos os caminhos para a sua baliza. Algo que era mais do que suficiente para suster um Benfica sem ideias coletivas, que apenas conseguia criar alguma expectativa em torno do que poderia fazer, devido à qualidade individual dos seus executantes. 

A faltarem nove minutos e meio para o final, num lance praticamente surgido do nada, o Sporting voltou a fazer uso do espaço oferecido pela defesa encarnada e Henrique Magalhães, servido por Gonzalo Romero, na sequência de um simples mas eficaz passe e corte, apontou o 4-1. A resposta ao quarto tento leonino não se fez esperar e pouco depois, Diogo Rafael, um dos mais inconformados do lado benfiquista, bisou e reduziu a diferença para 4-2. 

O renascimento do Benfica parecia estar a acontecer e momentos depois do golo de Diogo Rafael, Carlos Nicolia, com uma belíssima stickada cruzada, fez o 4-3. Girão não teve qualquer hipótese de defesa. Assim, a cerca de seis minutos do fim, o dérbi estava relançado. Pouco depois, numa perda de bola de Casanovas, Font, totalmente isolado, quase acabou com o jogo, mas Pedro Henrique manteve as águias vivas. No seguimento da partida, Ordoñez, a passe de Nicolia e também com imensa sorte à mistura, concluiu a recuperação dos encarnados do marcador em apenas três minutos. Tudo voltava à estaca zero. Cada conjunto tinha oito faltas, o que poderia ser um fator importante. Todavia, a cerca de dois minutos do fim, a defesa benfiquista resolveu, mal, dar espaço a Gonzalo Romero que, com uma grande stickada de meia distância em zona frontal, voltou a colocar o Sporting na dianteira, desta feita por 5-4. 

Sem nada a perder, Alejandro Domínguez retirou Pedro Henriques e colocou Casanovas em pista, mas foi o Sporting que mais perto ficou de marcar e apenas por milagre não aumentou o marcador. 

Finalizado o encontro o Sporting venceu o Benfica por 5-4, numa partida onde foi quase sempre melhor, regressando a uma final da Liga dos Campeões de hóquei em patins trinta anos depois da última presença. Sendo que na altura a prova ainda se denominava de Taça dos Campeões Europeus. Sempre mais inteligente e organizado, o conjunto leonino soube aproveitar as debilidades do estilo de jogo das águias e mesmo quando se deixou empatar não tremeu e mal teve uma nova oportunidade para poder resolver a semifinal, não falhou. 

Na final que se vai disputar no domingo, pelas 18h00 e com transmissão na RTP1, o Sporting vai defrontar o Porto, num inédito encontro entre estas duas equipas nesta fase da competição, que na manhã de sábado derrotou o Barcelona no desempate por penaltis por 2-1. Num jogo onde foi sempre superior, os dragões finalmente conseguiram derrotar os blaugrana numa partida decisiva e voltar a carimbar a presença na partida de todas as decisões da Liga Europeia. 

Sporting CP: 61-Ângelo Girão (GR e CAP.), 9-Pedro Gil, 17-Matías Platero, 57-Toni Pérez e 88-Henrique Magalhães ; Jogaram ainda: 4-Ferran Font, 8-Caio, 27-Raul Marín e 99-Gonzalo Romero; Banco: 91-Zé Diogo Macedo (GR)

SL Benfica: 1-Pedro Henriques (GR), 3-Albert Casanovas, 4-Diogo Rafael, 7-Jordi Adroher e 74-Vieirinha; Jogaram ainda: 2-Valter Neves (CAP.), 5-Nicolia, 9-Lucas OrdoñezBanco: 44-Miguel Rocha

Sporting CP 1-1 CD Tondela: Tomané reforça esperança na manutenção

Hoje jogou-se a penúltima jornada do campeonato para Sporting CP e Tondela FC. A equipa de Pepa continua na corrida dos aflitos, encontrando-se na 16ª posição e, mantendo-se assim, poderá ser a terceira equipa esta época que desce de divisão. Já o Sporting vem de uma vitória por uns expressivos 8-1 frente ao Belenenses e, caso vença hoje, pode também efetuar o melhor registo caseiro desde há 36 anos.

Nem um minuto de jogo e Renan já tinha sido obrigado a intervir depois de uma falha do central Jérémy Mathieu na sequência de uma investida de Tomané pelo corredor direito. Não aproveitou o Tondela, fê-lo o Sporting aos quatro minutos.  Num lance em que Ricardo Costa puxa a camisola de Luiz Phellype dentro da área, o árbitro Tiago Martins assinala uma grande penalidade que é convertida por Bruno Fernandes. E já lá vão 32 golos para o médio mais goleador de sempre da Europa.

Bruno Fernandes já conta com 32 golos marcados nesta época
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Depois do golo, o Sporting subiu as suas linhas e, por outro lado, o Tondela teve muito pouca capacidade de reação. Os “leões” circulavam a bola com algum à vontade e conseguiram, inclusive, criar muitos lances de perigo. Um deles foi protagonizado pelo central Mathieu que, na sequência de uma falta de Joãozinho sobre Raphinha, cobra o livre com um remate fortíssimo, mas a bola passa por cima.

A partir dos 20 minutos, e depois de uma sequência de jogadas de perigo protagonizadas pelos atacantes “leoninos”, a partida ganhou uma índole muito confusa. Muitas foram as bolas perdidas a meio-campo por parte de ambas as equipas.

A equipa de Keizer via-se a ganhar e estava a conseguir impor o seu jogo de forma eficaz. Aos 23 minutos, uma jogada que começa pelos pés de Bruno Fernandes e passa por Raphinha, Ristovski e Luiz Phellype podia ter dado em golo, mas o avançado brasileiro adianta-se mais do que a bola. Instantes depois, foi a vez de Mathieu experimentar terrenos mais atacantes, onde faltaram alguns centímetros ao central para conseguir fazer o golo.

Foi um jogo calmo até ali, com o Sporting a comandar. Mas aos 35 minutos, a partida é interrompida por intervenção do VAR. Em causa estava o lance em que Ristovski deu uma cotovelada a Delgado dentro da área. O lateral da equipa verde e branca acabou mesmo por ser expulso depois de até estar a fazer um jogo bastante positivo até à altura. Mais uma vez, Ristovski vê-se impedido de jogar contra um grande.

A partir daí os ânimos ficaram um pouco exaltados. Bas Dost, do lado do banco, vê amarelo por protestos. 41 minutos decorridos da primeira parte e a verdade é que não houve muito a acrescentar nos minutos finais do primeiro tempo. O Sporting foi para o intervalo a ganhar 1-0, mas com muitas dificuldades pela frente numa segunda parte em que se iria ver obrigado a jogar com menos um.

A primeira oportunidade da segunda parte veio tarde. Aos 58 minutos, Cláudio Ramos diz presente, aliás, como até já é habitual, e faz uma grande defesa perante o remate do capitão do Sporting Bruno Fernandes. Raphinha, na recarga, não consegue resolver.

De seguida, é Renan quem é chamado a intervir depois de um erro defensivo de Coates. Depois de um remate de Jaquité, o guarda-redes brasileiro ainda persegue a bola, mas esta acaba mesmo por passar para lá da baliza.

Desengane-se quem acha que foi um jogo de ping-pong, mas por esta altura o duelo estava mesmo assim: oportunidades de um lado, oportunidades do outro. Tanto é que, de seguida, Luiz Phellype, depois de dominar a bola muito bem dentro da área, remata cruzado, mas, mais uma vez, a bola passa ao lado.

E se não era a sorte a sorrir à equipa de Pepa por tantas bolas ao lado da baliza, era Cláudio Ramos imperial a defender as suas redes. Depois de um cruzamento de Luiz Phellype, o guarda-redes português, exímio, não deixa que a bola passe para lá da linha depois de um remate forte de Mathieu. E ao que parece Jérémy estava em todo o lado: instantes seguintes, o central recupera a sua posição defensiva para o corte que dá canto para o Tondela.

Nesse mesmo canto, a equipa do Tondela faz o empate aos 67 minutos. O carrasco do costume, Tomané, estica-se e marca o golo que reacende a esperança da sua equipa às aspirações da manutenção. Depois disso, o Sporting não conseguiu segurar a bola e as ocasiões de perigo de ambos os lados começaram a escassear.

O Tondela sobe no terreno e cria muitas dificuldades à equipa leonina. Aos 72 minutos, Mathieu toca na bola, Jorge Fernandes ainda tenta encostar, mas Renan agarra a bola. Mais desinibida no ataque e muito mais consolidada ofensivamente, a equipa do Tondela estava cada vez mais confortável no jogo.

Aos 87 minutos, Cláudio Ramos volta a brilhar ao defender um excelente cabeceamento de Bas Dost. Mas dois minutos depois, foi a vez de Renan ripostar o protagonismo com uma excelente intervenção depois de um grande livre de Xavier. Para lá dos 90, o número 7 da equipa de Pepa ainda teve oportunidade de fazer o 2-1, mas acabou por rematar ao lado.

O Sporting CP com este empate caseiro já não conseguem alcançar o segundo lugar na primeira liga portuguesa. Na última jornada visita o campo do FC Porto e pode até decidir as contas do título entre “dragões” e “águias”. Os “leões” perderam a possibilidade de efetuar mais um recorde esta noite. O CD Tondela fica à espera do resultado do jogo dos “aflitos”, GD Chaves e Vitória FC, para fazer contas à vida. Perspetiva-se uma última jornada com emoções ao rubro, os “beirões” vão ter de suar bastante para se manterem no primeiro escalão do futebol português.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Sporting CP – R. Ribeiro, S. Coates, B. Fernandes, Acuña, Ristovski, Raphinha, Mathieu, C. Borja (Subst. Ilori, 69’), Phellype (Subst. Diaby, 88’), Wendel (Subst. Bas Dost, 77’), Gudelj.

CD Tondela – Cláudio, Jaquité (Subst. Pité, 75’), João Pedro (Subst. Xavier, 45’), Murillo, Delgado (Subst. Peña, 57’), Moufi, Tomané, R. Costa, Joãozinho, B. Monteiro, Jorge F.

 

 

CD Santa Clara 4-4 CD Feirense: O empate da despedida

Mais um sábado de emoções no Estádio de São Miguel. Este com um sabor diferente visto ser a última jornada que se joga em casa e o último jogo, antes de pendurar as botas, de Accioly e Clemente ambos jogadores de grande peso na formação do Santa Clara.

A primeira parte começou com as equipas bem organizadas e com poucas oportunidades. Deixando na ideia que este seria o registo do jogo.

Ainda nos primeiros minutos da partida o Santa Clara viria a surpreender. Por meio dum passe milimétricamente pensado, Guilherme Schettine através dum sumblime toque de calcanhar coloca a bola no caminho de Ukra que passa para Mamadu e este, por sua vez, aponta a redondinha para o fundo das redes da baliza de Caio inagurando, assim, o marcador.

Depois do golo, ambas equipas mostraram-se tranquila. Tivemos um Santa Clara com maior posse de bola e com mais iniciativa de construção de jogo e confiante com o resultado. Por outro lado o Feirense mostrou-se tranquilo  e deixou “o jogo rolar”.

No entanto aos 30 minutos a partida sofreu uma reviravolta. Numa tentativa de corte, César tenta afastar a bola da baliza de João Lopes, mas acabaria por derrubar o jogador do feirense dando origem ao penalti que resultaria no empate.

Feirense não desistiu e aproveitou uma falha na defesa da equipa da casa para marcar o segundo golo deixando o feirense na frente da partida.  E como o futebol é um jogo de emoções, o Feirense não se deixou levar pela inércia e apartir dum canto o central Flavio, de cabeça, faz o terceiro golo da partida.

Momentos antes do cair do pano ao intervalo Francisco Ramos prepara a bola e de forma brilhante, Guilherme de cabeça faz o 2-3.

Foi um jogo de emoções fortes que acabou num empate

A segunda parte começou com o Santa Clara a marcar a sua posição. Ukra reage e remata à baliza mostrando assim a vontade de mudar o resulatdo.

Aos 57 minutos numa boa combinação entre Mamadu e Guilherme, este viu-se em situação de 1 x 1 com o guarda redes Caio e bisou na partida acabando por trazer o empate à partida.

Quando se pensava que os ânimos se aclmariam o Feirense quis mostrar que não era essa a sua ideia. Aos 69 minutos Babanco remata para as redes de João Lopes dando origem ao 4º golo da equipa visitante.

A reação da equipa açoriana não tardaria e aos 80 minutos Guilherme faz o impressionate e inesperado Hat Trick e volta a empatar a partida deixando o público açoriano em extase.

Até ao final da partida as dua equipas procuraram ainda uma oportunidade para alterar o marcador. Accioly e Clemente ainda tentaram marcar como forma de despedida, mas não foi possível acabando, assim, o empate por ser o ponto final na carreira dos dois atletas.

Foi um jogo de muitas emoções e muito bem disputado que concerteza não deixou nenhum adepto indiferente. A garra de Clemente e a calma de Accioly ficaram, sem dúvida, marcados na história do clube açoriano.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

CD Santa Clara: João Lopes, J. Lucas, Accioly, César M.,Patrick (72’ Santana), Mamadu (59’ Pablo), O:Rashid, Francisco R., Chrien (80’ Clemente), Ukra, G. Schettine

CD Feirense: Stivan (64’ João Silva), Edson Farias (86’ Ofori), Tiago Silva, M.Anderson (87’ Valência), M. Soares, Babanco, Mesquita, Flávio R., Briseño, Vitor Bruno, Caio S.

A queda do Fulham: quem é o culpado?

Um histórico clube londrino, que há dez anos chegou à final da Liga Europa, tem uma época desastrosa e acaba despromovido da Premier League. É uma morte que parecia anunciada desde janeiro, mas resta uma pergunta: quem é que matou o Fulham Football Club? Olhemos, então, para os suspeitos.

Os favoritos à conquista do Giro de Itália 2019

A Volta a Itália está quase aí, com isto pode-se dizer que as Grandes Voltas estão de regresso. Serão 21 dias duros, numa corrida tão emblemática para os fãs e com muitos anos de história. Para muitos amantes da modalidade, esta é a melhor prova em termos de espetáculo, no mundo do Ciclismo.

Esta que é a 102ª edição da prova, irá contar com cerca de 3.520 quilómetros de extensão total. Serão 22 equipas a competir, com um total de 176 ciclistas na estrada. A prova começará em Bolonha e terminará junto ao Coliseu de Verona. 

No último Giro, foi Chris Froome quem ficou no primeiro lugar da geral individual, o holandês Dumoulin ficou em segundo lugar e Miguel Ángel López fechou no terceiro posto.

Esta edição de 2019 está recheada de talentos e de qualidade dentro do pelotão. Falta então saber quem são os principais candidatos à vitória final!

O renascimento do histórico SC Beira-Mar

O SC Beira-Mar está de regresso aos campeonatos nacionais, quatro anos após ter sido relegado da Segunda Liga para a 2.ª divisão do campeonato distrital da AF Aveiro.

Conhecido como um dos clubes históricos de Aveiro, o Beira-Mar é um dos um clube com mais tradição no futebol português. Como tal, foi com bastante tristeza que todos assistimos à queda do clube para as divisões secundárias devido a dificuldades financeiras e anos de má gestão.

O regresso aos campeonatos nacionais foi confirmado no passado dia 25 de abril, dia da liberdade com a conquista do campeonato distrital. Atualmente é líder isolado da Divisão de Elite da AF Aveiro com 80 pontos, mais 17 pontos que o segundo classificado, o SC Bustelo.

O histórico clube de Aveiro alcançou finalmente a tão desejada subida.
Fonte: SC Beira-Mar

Apesar de parecer fácil, o caminho até aqui foi doloroso, recordo que esta era já a terceira época consecutiva que a turma aurinegra tentava a subida ao Campeonato de Portugal.

Dizem que é no futebol distrital que se vê a verdadeira essência do futebol, e foi isso mesmo que aconteceu com o Beira-Mar. Após declarada a insolvência da SAD, os adeptos não “abandonaram o barco” e foram à luta para reerguer o clube. Recuperaram o “velhinho” estádio Mário Duarte, e foi aí que jogaram na primeira época após a descida às distritais. Por incumprimento das regras de segurança o clube teve de regressar ao estádio Municipal de Aveiro na época seguinte.

Agora, com a subida “no bolso” o clube de Aveiro já olha para o futuro. Ainda com poucos recursos, os próximos objetivos já foram traçados: conseguir o regresso aos campeonatos profissionais antes de 2022, ano em que o clube comemora o centenário.

Recordo que o Beira-mar, apesar de afastado das grandes decisões do futebol português nos últimos anos, ainda continua a ser um dos grandes nomes do futebol português. No currículo conta com uma Taça de Portugal obtida em 1998/1999 frente ao SC Campomaiorense, 27 presenças na Primeira liga, e dois títulos de campeão da Segunda Liga.

 

Foto de Capa: SC Beira-Mar

Let’s go, Bruno Fernades!

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No final das temporadas surgem rumores e boatos sobre eventuais transferências de jogadores. A fazer uma época muito boa, tendo em conta os acontecimentos do ano passado no reino do Leão, alguns jogadores do Sporting CP têm chamado a atenção de vários emblemas do futebol europeu, alguns deles de elevada monta.

Nesse sentido, esta semana foi dominada pelo tema “Bruno Fernandes”. A imprensa nacional e internacional multiplicou-se entre elogios e rumores sobre a sua eventual transferência do craque. Tudo parece que Inglaterra será o destino mais provável do médio leonino. O “Canhão da Maia”, como ficou conhecido, bate recordes atrás de recordes, uns atrás dos outros, jogo após jogo.

E no último jogo diante do Belenenses SAD foram mais três golos, o primeiro hattrick da sua carreira, ficando apenas a dois golos de Haris Seferovic do SL Benfica, o atual líder do campeonato nacional no que ao número de golos diz respeito. Trata-se do médio mais goleador da Europa do futebol, tendo já ultrapassado Frank Lampard que detinha até há pouco esse galardão. Bruno Fernandes totaliza, só nesta época, 31 golos em 50 jogos oficiais com a listada verde e branca. É obra.

Esta semana, a SKY Sports deu conta do interesse do Manchester City em comprar o passe do maiato, chegando-se à frente com uma cifra que se poderá situar entre os 50 e os 70 milhões de euros. Algo completamente impensável, cenário manifestamente remoto aquando da sua saída dos escalões de formação do Boavista FC para Itália, para representar o Novara por uns modestos 40 000 euros. Sim, leu bem: 40 000 euros. A sua valorização foi tal que acabou por ser transferido para a Sampdoria por 6 milhões de euros e, posteriormente, em 2017/18, para o Sporting CP, por um valor a rondar os 10 milhões de euros. A sua ida para Itália foi acompanhada de algum ceticismo por parte dos media italianos. O agente responsável pela sua transferência, Cristiano Giaretta, que trabalha atualmente no CSKA de Sófia, referiu sobre Bruno Fernandes o seguinte: “Bruno Fernandes? Era um galho. Parecia que ia quebrar a qualquer momento. Fui vê-lo, ele jogava no Boavista, uma equipa que estava na terceira divisão por problemas corporativos, na falência. Na Academia havia esse rapaz que estava a chamar a atenção pelas suas qualidades, mas ao mesmo tempo parecia impossível que ele pudesse jogar futebol a um certo nível”.

Tudo indica que o futuro de Bruno Fernandes passará por Inglaterra, só falta saber em qual dos clubes de Manchester (United ou City) é que o internacional português representará já na próxima época
Fonte: Sporting CP

O tempo foi passando e eis que o Bruno Fernandes está aí para provar a todos que os cenários que o menosprezavam como jogador não tinham qualquer cabimento. A sua saída para a cidade de Manchester é cada vez mais um cenário próximo. Não só o City mas também o United estão na corrida pelo internacional português. Mas, entre os dois emblemas, o “salto” para os Citizens é maior do que para os Red Devils, tanto mais que a formação de Guardiola tem tudo encaminhado para ganhar o campeonato inglês. É que o treinador do City pretende ver o setor intermédio dos citizens reforçado já na próxima temporada, num cenário onde Fernandinho, David Silva e Kevin De Bruyn não farão parte dos planos do técnico espanhol. É aqui que o internacional português entrará, para compensar estas saídas de vulto.

Num plantel recheado de estrelas, do melhor que há no futebol internacional, da baliza aos avançados, Bruno Fernandes terá que levar consigo na bagagem todo o talento que tem mostrado no Sporting. Contudo, a formalização da proposta dos Citizens será feita após a final da Taça de Inglaterra (18 de maio), tendo o jogador e seus representantes que aguardar até depois dessa data para que possam pensar de forma mais concreta no futuro.

Mas o United não vai desistir de “roubar” o astro português ao eterno rival de Manchester. Notícias recentes dão conta do interesse de Solskaer no internacional português, situação que servirá para colmatar a saída de Ander Herrera para os franceses do Paris Saint-Germain. Para onde quer que Bruno vá, o que é certo é que a Sampdoria, antigo clube do goleador português antes de rumar para Alvalade, aguarda com bastante atenção o desfecho das operações pois tem direito a 10% do valor da transferência.

Se tivermos em conta a vontade expressa do jogador, na altura em que recuou no seu processo de rescisão no verão passado, de que desejaria ficar mais um ano de Leão ao peito em vez de sair para um emblema de outra envergadura, só podemos dizer dele que foi sensato, prudente e inteligente. Se antes da contenda, Bruno Fernandes era já um jogador apetecível e desejável lá fora, o facto de ter permanecido com o emblema do Leão esta temporada deu-lhe maior aprendizagem, maior perspicácia em campo e maior valorização como homem e atleta. Foi uma decisão ponderada que agora colhe os devidos frutos. Parabéns! Na próxima época os leões gritarão ao teu lado: Let’go, Bruno Fernandes!

Foto de Capa: Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

CD Aves 0-1 Moreirense FC: Em noite de festa, a prenda foi para os visitantes

Está dado o pontapé de saída na penúltima jornada do campeonato. O Moreirense FC venceu por uma bola a zero no terreno do CD Aves e ultrapassou a marca dos 50 pontos na liga. A noite era de festa para os avenses, que ainda antes do apito inicial já celebravam a manutenção, mas a vitória sorriu aos visitantes.

Não são do mesmo concelho, nem pertencem sequer ao mesmo distrito. Ainda sim, CD Aves e Moreirense FC serão provavelmente, de entre os clubes da primeira liga, aqueles cujos estádios menos distam, ligados pela Estrada Nacional 105. E isso traduz-se numa conhecida rivalidade entre ambos.

Da parte da equipa da casa, o objetivo da época foi cumprido na jornada passada, mesmo depois da goleada de 4-0 sofrida no Dragão. O empate do GD Chaves e a derrota caseira do CD Tondela permitiram à formação de Inácio festejar a manutenção, sendo que a verdadeira festa aconteceu nesta partida, na sua casa e perante os seus adeptos. Por isso mesmo, pelas 17h30 teve início animação nas imediações do estádio, que passou depois para as bancadas.

Já o Moreirense FC chegou a este encontro numa série negativa de resultados, mas com a certeza de que a vitória lhe permite continuar confortável e isolado num surpreendente quinto lugar. Os comandados de Ivo Vieira dependem de si próprios para garantir essa posição e, mesmo em caso de derrota, continuam a depender, uma vez que a derradeira jornada é frente ao vizinho Vitória, que segue imediatamente atrás, em sexto.

O jogo começou com um ascendente do Moreirense FC, apesar de a equipa não conseguir converter essa superioridade em lances de perigo. O primeiro a provocar algum entusiasmo foi já ao minuto 22 no qual, através de um contra-ataque, João Aurélio apareceu na frente com perigo mas viu Beunardeau interceptar o cruzamento, que deixaria o colega isolado. Cinco minutos depois perigo na outra baliza, com Derley a cabecear para boa defesa de Trigueira, após livre batido por Rodrigo.

Ao minuto 35, surgiu o lance que poderia ter mudado o cenário desta primeira parte, com Trigueira a sair fora do tempo e a derrubar Baldé, já dentro da área. João Capela foi pronto a assinalar grande penalidade mas, e enquanto o avançado do CD Aves recebia assistência, foi visualizar as imagens do vídeo-árbitro. Cinco minutos depois da falta e com a decisão validada, foi Rodrigo que avançou para a conversão, num frente a frente com o guarda-redes Cónego, que viu amarelo na sequência do lance. Se Trigueira errou ao cometer a falta, remediou da melhor forma, com uma excelente defesa ao pontapé do lateral direito avense e a evitar o 1-0.

A festa avense começou ainda antes do pontapé de saída, no exterior do estádio
Fonte: CD Aves

O intervalo serviu para o CD Aves homenagear algumas das suas equipas, nomeadamente o voleibol feminino, que subiu à primeira divisão, mas sobretudo os recém campeões da Liga Revelação. A formação sub-23 entrou em campo com o troféu e foi aplaudida de pé, na véspera de jogar em Águeda a final da Taça Revelação.

A segunda parte começou com nova boa intervenção de Trigueira, a defender o desvio de Derley, após livre batido por Vítor Costa na direita do ataque. No entanto, foram os visitantes a abrir o marcador, ao minuto 54. João Aurélio trabalhou pela direita e serviu Chiquinho, à entrada da área. A receção do médio do Moreirense FC é digna de se ver e rever e, depois de beneficiar de um ressalto e já em posição de remate, Chiquinho assinou o primeiro do encontro.

Os avenses estavam por cima no arranque do segundo tempo, mas o golo Cónego inverteu a tendência. Ainda assim, de parte a parte, poucas foram as ocasiões de golo, com o CD Aves a lutar até ao final para reestabelecer a igualdade, mas sem conseguir criatividade para chegar com perigo à baliza de Trigueira. Já aos 87′ essa oportunidade surgiu, com Miguel Tavares a cruzar para Luqinhas, mas o brasileiro a falhar o alvo por pouco. Do outro lado, e em cima dos 90, ainda houve tempo para uma boa intervenção de Beunardeau, a evitar o 0-2.

Apesar do resultado, o CD Aves tem o objetivo alcançado e vai regressar à primeira liga na próxima época. Já o Moreirense FC, mesmo com os três pontos, tem de esperar pela última jornada para efetivar o quinto lugar ou esperar por uma derrota do Vitória SC no domingo. Esta foi uma temporada de recordes para as duas formações, que alcançaram as melhores pontuações de sempre no principal escalão do futebol nacional.

Onzes iniciais e substituições

CD Aves: Beunardeau, Rodrigo, Ponck, Diego Galo, Defendi (Miguel Tavares, 65′), Vítor Costa, Vítor Gomes (Rúben Oliveira, 65′), Falcão, Luqinhas, Baldé (Rodrigues, 83′)e Derley

Moreirense FC: Trigueira, João Aurélio (Pedro Nuno, 73′), Iago, Ivanildo, D’Alberto, Arsénio, Fábio Pacheco (Ibrahima, 45′), Neto, Chiquinho, Heriberto e Texeira (Halliche, 90+1′)