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Estará o FC Porto num beco sem saída?

Normalmente, a uma equipa campeã, especialmente nos campeonatos periféricos europeus, é sempre levada a cabo o chamado “desmanche”: jogadores e treinador são sempre alvos apetecíveis para os tubarões do velho continente que, quer por uma questão de renovação, quer por mera ostentação, decidem pescar os grandes arquitetos dessas campanhas. Contudo, nenhuma regra surge sem, pelo menos, uma exceção; e, infelizmente, uma dessas exceções será certamente o FC Porto. Como já abordei num texto anterior (https://bolanarede.pt/nacional/porto/os-milhoes-que-vem-ou-nao-a-caminho/), o plantel portista sofrerá também um significativo “desmanche”, muito por demérito daqueles que têm os dossiês das renovações nas mãos. Independentemente disso, face a estas previsíveis contrariedades, há que contratar. Há que contratar, mais do que nunca, criteriosamente: verdadeiros reforços serão necessários em vários dos setores do campo, caso o campeonato ainda seja o objetivo.

Comecemos pelo início, isto é, pela baliza. Devido ao triste episódio pelo qual Iker Casillas foi forçado a ultrapassar, as redes azuis e brancas ficaram, por tempo indeterminado, sem dono. Fabiano cessará a sua ligação contratual ao FC Porto, portanto dois nomes acabam por ser, naturalmente, apontados como possíveis herdeiros das luvas de Iker: Vaná Alves e Diogo Costa. Se acho suficiente em quantidade e qualidade? Em quantidade é discutível, porém, no que diz respeito a termos qualitativos, é claro, para mim, que nem ronda o razoável. Diogo Costa é o futuro, indiscutivelmente; seria um erro crasso não apostar neste jovem que, apesar da tenra idade, já conquistou grande parte do exigente tribunal do Dragão. Uma pré-época bem conseguida, um bom entendimento com o quarteto defensivo e confiança do treinador: caso todos estes três fatores saiam do papel, temos guarda-redes para 2019/20.

Isto significa que não precisamos de reforços na baliza? Não é bem assim… a verdade é que os nossos recursos monetários serão limitados e, partindo desse pressuposto, não sinto que seja o mais sensato gastar meia dúzia de milhões (ou mais) num guarda-redes, numa posição que não requere a mesma rotatividade que todas as outras. Portanto, Keylor Navas e Anthony Lopes soam-me quase a um absurdo, tendo em conta as despesas que estes atletas acarretariam. Muito se tem falado de Guillermo Ochoa, guardião do Standard Liège, de 33 anos; bom, não é um guarda-redes de sonho, porém de entre todos os nomes que vieram a público recentemente, acaba por ser o do mexicano a soar-me mais realista, muito por conta do seu contrato, que termina no final desta temporada, e pela concorrência menos feroz comparativamente aos outros dois nomes referidos anteriormente. Contudo, venha quem vier, 2019/20 tem de ser a época de lançamento de Diogo Costa, a espaços ou mesmo a tempo integral.

Na baliza, Diogo Costa poderá herdar o lugar deixado vago por Iker Casillas
Fonte: FC Porto

Quarteto defensivo: apenas uma saída está confirmada (a de Éder Militão), contudo é expectável que outros elementos também façam as malas. Nomes como os de Maxi Pereira (fim de contrato), Felipe e Alex Telles poderão precisar de substituto. E esses substitutos, aparentemente, estão a ser procurados em solo brasileiro: Léo Pereira (defesa central, 23 anos), Renan Lodi (defesa esquerdo, 21 anos) e Iago Borduchi (defesa esquerdo, 22 anos) são alguns dos jogadores que, de acordo com recentes notícias, estão na mira do FC Porto. É impossível para os adeptos esquecer o recente sucesso nas aquisições de defesas provenientes do Brasil, como foram os casos de Felipe e Militão. Honestamente, é um mercado que tem muito por onde explorar, enorme em tamanho e em qualidade, um mercado onde a maior parte dos jogadores vê com bons olhos uma transferência para solo europeu. Portanto, é legítima a atenção especial dedicada pelo scouting do clube a este país específico. No entanto, há que saber gerir expetativas: dificilmente será possível encontrar um “novo Militão”, no verão.

E se será difícil encontrar um “novo Militão”, também será complicado encontrar um novo Herrera. Não obstante as suas qualidades dentro das quatro linhas, considero que a enorme importância do mexicano encontra-se no balneário. Um capitão que surpreendeu o próprio Sérgio Conceição, um capitão que certamente fará falta ao clube. Substitui-lo a 100% acho uma tarefa a beirar o impossível, porém, dentro de campo, acho que poderá cair nos pés de Óliver Torres essa missão. Sérgio Oliveira será também uma opção válida, visto que não permanecerá na Grécia, e a possível contratação de João Mário, a concretizar-se, seria um autêntico golpe de mestre. Na minha opinião, tendo em conta a qualidade do jogador ex-Sporting, e, principalmente, sabendo das limitações existentes no seio da maioria das equipas portuguesas, a contratação deste internacional português seria uma ótima prenda ao técnico na luta pelo campeonato.

Por fim, no setor ofensivo, três jogadores têm as portas de saída do Dragão escancaradas: falo de Hernâni, Brahimi e Adrián Lopez. O internacional argelino, a meu ver, será a principal perda no ataque portista, mesmo com a possível saída de Moussa Marega rumo à Premier League. Jogador muito talentoso, sem igual em Portugal e dos poucos no nosso campeonato que poderemos rotular de “craque”. Apesar da retribuição financeira ser nula, a contribuição desportiva de Brahimi de dragão ao peito é quase que inigualável, nos últimos anos. Logo, encontrar substituto não será tarefa fácil, contudo um nome em particular deixou-me bastante expectante: o do dinamarquês de 22 anos, Robert Skov. Campeão dinamarquês na presente temporada, ao serviço do København (Copenhaga), Skov acabou também por ser um dos destaques individuais da competição, marcando 27 golos e alcançando 9 assistências. Jogador que poderia ser uma mais valia para 2019/20. Por último, mas não menos importante, Ricardo Quaresma. Isto pode ser uma opinião polémica, mas não vejo com muitos bons olhos colocar nas costas do português de 35 anos a responsabilidade de dar resposta às nossas tremendas debilidades nas alas. Seria bom voltar a ver Quaresma vestido de azul e branco? Seria. Contudo, a sua contratação, por si só, não será suficiente.

Concluindo, são inúmeras as debilidades que este FC Porto enfrentará na próxima época. Quase que uma espinha dorsal que se aproxima da saída, saúde financeira “pouco saudável” e quase que uma equipa para construir do zero. O desafio não poderia ser maior, contudo a vontade dos adeptos também não poderia ser maior.

Foto de Capa: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Artigo revisto por: Jorge Neves

Giro d’Italia: 5 etapas a não perder

O Giro d’Italia, a primeira Grande Volta da temporada, está aí e serão 21 jornadas muito duras e em crescendo que deverão causar muitas diferenças e proporcionar espetáculo em quantidade.

A primeira semana será mais tranquila, mas as dificuldades irão surgindo progressivamente e os últimos dias trarão etapas impressionantes.

Toda a prova será certamente excitante, mas estas são as etapas que definitivamente não vais querer perder.

Djokovic domina e conquista Masters de Madrid

Chegou ontem ao fim mais uma edição do Masters 1000 de Madrid. Na grande final, Novak Djokovic defrontou Stefanos Tsitsipas.

Antes de falar do encontro decisivo, é importante recordar o percurso de ambos os jogadores até à final.

Percurso de Novak Djokovic:

  • 16avos de final:  Novak Djokovic 2-0 Taylor Fritz
  • Oitavos de final: Novak Djokovic 2-0 Jeremy Chardy
  • Quartos de final: Novak Djokovic – Cilic (Novak Djokovic venceu o encontro, após a desistência de Marin Cilic.)
  • Meia-final: Novak Djokovic 2-0 Dominic Thiem

O jogador sérvio teve um percurso sem sobressaltos. Nos três encontros que disputou, não cedeu qualquer set, demonstrando, desta forma, todo o seu poderio durante a sua caminhada, principalmente na partida diante do quinto classificado do ranking ATP, a contar para a meia final.

Percurso de Stefanos Tsitsipas:

  • 16avos de final:  Stefanos Tsitsipas 2-0 Adrian Mannarino
  • Oitavos de final: Stefanos Tsitsipas 2-0 Fernando Verdasco
  • Quartos de final: Stefanos Tsitsipas 2-1 Alexander Zverev
  • Meia-final: Stefanos Tsitsipas 2-1 Rafael Nadal

O tenista grego de, apenas, 20 anos teve, ao contrário do seu oponente, um caminho mais complicado para chegar até ao encontro do título, sobretudo no jogo dos quartos e meia final, onde defrontou o quarto classificado do ranking ATP e um dos melhores, senão o melhor, tenista de terra batida do mundo, falo de Alexander Zverev e Rafael Nadal, respetivamente.

Relativamente à final, Novak Djokovic entrou muito forte na partida e, rapidamente, impôs o seu jogo na partida, conseguindo um break point no primeiro jogo de serviço de Stefanos Tsitsipas. O número nove do ranking ATP ainda tentou entrar na disputa do primeiro set, no entanto, o tenista sérvio segurou a vantagem e confirmou a vitória no jogo.

No segundo set, a partida ficou mais equilibrada. Ambos os jogadores venceram os seus primeiros quatro jogos de serviço. O momento chave do encontro ocorreu, depois de Novak Djokovic conquistar um break point no serviço de Stefanos Tsitsipas. Confirmado o break point, o número um mundial não desperdiçou e garantiu a vitória no encontro.

Com este triunfo, Novak Djokovic conquistou, pela terceira vez, o título de campeão do Masters de Madrid. Já Stefanos Tsitsipas não conseguiu repetir o que tinha feito a semana passada (venceu o Millennium Estoril Open) mas, apesar da derrota, deixou a sua marca no torneio com a monstruosa vitória frente a Rafael Nadal.

Foto de Capa: ATP World Tour

Depois de uma longa Battaglia

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O argentino Rodrigo Battaglia viveu na presente temporada uma das fases mais complicadas da sua carreira. Após uma lesão contraída no joelho direito, na deslocação aos Açores para defrontar o Santa Clara, o centrocampista viu-se obrigado a ficar afastado dos relvados até final da temporada.

A lesão do internacional pela Argentina foi um “balde de água fria” para os sportinguistas. Com a reestruturação que o plantel sofreu, o jogador que ocupa terrenos mais defensivos no meio campo era visto como uma peça importantíssima na luta pelas competições onde o Sporting Clube de Portugal esteve e está envolvido.

Durante a recuperação, e com uma boa resposta do jogador aos tratamentos, muito se especulou sobre um possível regresso aos relvados ainda na presente temporada, no entanto e ao que tudo indica tal não deverá acontecer visto que restam apenas duas semanas para que o plantel leonino usufrua das merecidas férias (duas partidas diante do FC Porto, a última jornada para a Primeira Liga no Dragão e a Final da Taça de Portugal no Jamor).

O argentino recupera de lesão grave
Fonte: Liga Portugal

A lesão contraída pelo argentino, muito comum sobretudo no futebol, exige uma recuperação rigorosa e cautelosa. Uma recuperação incompleta ou desajustada pode ser um revés na prestação do jogador daqui para a frente. Com a temporada a terminar e com o aproximar das férias, acredito que no início da próxima temporada o jogador estará na máxima força para (re)conquistar o seu lugar na equipa.

Que saudades de ver a raça e entrega que o argentino emprega em campo.

Força Sporting Clube de Portugal.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Rio Ave FC 2-3 SL Benfica: Só falta um ponto para a (Re)conquista!

A vitória do Benfica sobre o Rio Ave no encerramento da penúltima jornada do campeonato deixa as águias apenas a um ponto de celebrar o 37º título de campeão nacional.

Os comandados de Bruno Lage entraram no Estádio dos Arcos cientes da vitória do FC Porto e de que uma vitória manteria o sonho da Reconquista mais próximo de se tornar real. Apesar da pressão existente, o Benfica não tremeu e somou mais três pontos perante uma equipa que viu as ambições de chegar à Europa quebradas pela goleada do Vitória SC sobre o Belenenses SAD.

A primeira parte arrancou com o golo madrugador de Rafa aos 3’. Num ataque rápido em que o Rio Ave procurava acompanhar a condução ofensiva do Benfica, foi precisamente o extremo que deu origem ao lance, ao descobrir Pizzi e, de seguida, André Almeida no flanco direito. O lateral cruzou, a bola embateu no pé de Júnio Rocha e esta dirigiu-se a Rafa que, perto de Léo Jardim, aproveitou para fazer o primeiro do jogo.

Rafa abriu o marcador no Estádio dos Arcos

Com vantagem no marcador, o Benfica estava mais à vontade, mas não totalmente à vontadinha, como diz a expressão. Através de múltiplas combinações ofensivas, os encarnados mostravam dificuldade em furar a defesa vilacondense, que aproveitavam os cortes e o desequilíbrio para construir com Nuno Santos e Gelson Dala como os grandes motores ofensivos.

Aos 23’, o Rio Ave chegou mesmo a fazer golo, mas Tarantini estava em posição irregular. O lance foi precedido de outra grande chance da equipa de Daniel Ramos, através de um livre em arco de Nuno Santos para defesa aflita de Vlachodimos.

Os últimos minutos viram o segundo golo dos encarnados, que nasceu de uma disputa entre Florentino e Gelson Dala, em que o extremo caiu na área, mas Hugo Miguel deixou seguir. A jogada prosseguiu com combinações entre os quatro homens mais ofensivos do Benfica, com destaque para um passe algo largo de Seferovic para a grande área, que Léo Jardim conseguiu tirar … mas esqueceu-se de João Félix que, mesmo ao lado, empurrou a bola para dentro das redes.

A segunda metade da partida começou com a reação do Rio Ave ao resultado, ao fazer o 1-2 aos 50’. Nuno Santos ultrapassou Florentino e passou diretamente para Tarantini, em posição legal, que não falhou. Mas seis minutos depois, o Benfica também não falhou e o terceiro golo teve a autoria de Pizzi, após uma insistência de Grimaldo na grande área e um passe interior para o remate rasteiro do transmontano que ainda bateu no poste antes de entrar na baliza.

O golo de Pizzi deu mais conforto ao Benfica

À passagem do minuto 60, André Almeida (61’) teve uma oportunidade sublime para aumentar o marcador e, aos 63’, Gelson Dala cabeceou para defesa apertada de Odysseas. Mais tarde, aos 74’, foi a vez de Seferovic estar perto do golo número 100 dos encarnados no campeonato; e Jambor (76’) construiu um bom momento para o Rio Ave chegar ao segundo golo. Valeu Vlachodimos!

O segundo golo chegaria perto do fim, aos 84’. Galeno cruzou na esquerda para Ronan cabecear para dentro das redes, provando que o clube não se derrota facilmente.

Ronan fez o segundo tento do Rio Ave, que tremeu os adversários

O apito final, depois de algum sofrimento à mistura, selou a vitória do Benfica, num jogo que se esperava difícil – e foi – dada a importância de manter a liderança e a diferença pontual perante o FC Porto. O Rio Ave mostrou uma personalidade forte e não se desmotivou facilmente.

No próximo fim de semana, a última jornada irá apurar as principais indecisões na tabela classificativa, entre as quais a atribuição do troféu de campeão. O Benfica defronta o CD Santa Clara (8º classificado) no Estádio da Luz e o Rio Ave desloca-se ao Bonfim para medir forças com o Vitória local (13º), já salvo da descida de divisão.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Rio Ave FC: Léo Jardim; Júnio Rocha, Borevkovic, Rúben Semedo e Fábio Coentrão; Tarantini (Jambor, 59’), Filipe Augusto, Nuno Santos, Gelson Dala e Gabrielzinho (Galeno, 59’); Bruno Moreira (Ronan, 79’)

SL Benfica: Vlachodimos; André Almeida, Rúben Dias, Ferro e Grimaldo; Pizzi (Gedson Fernandes, 81’), Samaris, Florentino Luís e Rafa Silva (Cervi, 90’); João Félix e Seferovic (Jonas, 93’)

FC Porto 2-5 Sporting CP: Sporting sagra-se Campeão Europeu de Hóquei em Patins!

Missão cumprida! Quase dez anos depois da seção de seniores de hóquei em patins do Sporting ter voltado à atividade, finalmente conseguiu erguer o tão desejado trofeu. A taça da Liga Europeia. Após muitos anos de tralhado, sangue, suor, lágrimas, uma Taça CERS em 2013/2014 e um Campeonato Nacional na época passada, o Sporting regressou ao trono europeu. Resultado de uma vitória por 5-2 contra o Porto, numa partida onde voltou a ser melhor do que o eu adversário e fechar todos os caminhos para a sua baliza. Sempre que não o conseguiram Girão disse presente e aproveitou para voltar justificar a sua alcunha de “muro”.

O encontro de todas as decisões arrancou a todo o gás, com ambas as equipas a quererem chegar cedo ao golo. Porém, ultrapassados os momentos iniciais do jogo, o ritmo acalmou e os ataques mais objetivos deram lugar a posses de bola ofensivas mais longas. A primeira grande oportunidade de finalização pertenceu ao Porto, mas Rafa não conseguiu bater Girão.

Disputados seis minutos e meio, num lance algo estranho, Toni Pérez nunca desistiu e após passar atrás da baliza de Nélson Filipe, com uma stickada por entre as pernas, fez o 1-0. Pouco depois, Pedro Gil ligou o “turbo” e apenas não marcou porque o guardião azul e branco realizou uma enorme intervenção. Todavia, volvidos alguns instantes, Reinaldo Garcia disparou um “míssil” e apontou o 1-1. 

Em cima da marca dos dez minutos de jogo o Sporting voltou a passar para a frente. No seguimento de uma stickada de Gonçalo Alves defendida por Girão, Ferran Font comandou o ataque, rodou e serviu Vítor Hugo que, com um toque subtil, fez o 2-1. Momentos depois, novamente através de uma transição rápida, os leões quase fizerem o terceiro. Porém, Ferran Font não conseguiu marcar ou assistir Vítor Hugo. Volvidos alguns momentos, o conjunto sportinguista beneficiou de uma grande penalidade em virtude de uma falta de Gonçalo Alves sobre Gonzalo Romero. Todavia, Raul Marín, atleta que tem vindo a subir de forma nos últimos tempos, não conseguiu marcar. 

O jogo continuava a não correr de feição ao Porto e segundos depois de Girão ter impedido um grande golo de Hélder Nunes, Telmo Pinto viu um cartão azul devido a uma falta sobre Vítor Hugo. Ferran Font, especialista neste tipo de lances, apostou na picadinha habitual e apesar de inicialmente ainda ter enviado o esférico à barra, na recarga não falhou e assinou o 3-1. 

A perder por dois e a querer dar a volta aos acontecimentos, o Porto carregou à procura de marcar. Contudo, Girão brilhou e impediu o golo em duas stickadas fortes de Poka e Hélder Nunes. Pouco depois, a “vítima” Rafa, que aparecia totalmente solto no interior da área verde e branca, mas não conseguiu bater guarda-redes leonino.

Com mais posse de bola e tempo no ataque, os dragões estavam com dificuldades em entrar na teia defensiva dos leões, que estavam sempre muito fechados e pouco ou nenhum espaço davam para as redes à guarda de Girão. No setor mais ofensivo o Sporting controlava o ritmo do jogo, não forçava e como de costume, apenas visava a baliza no “momento certo” ou em situações de contra-ataque. 

A cerca de dois minutos da pausa Pedro Gil marcou, mas o lance foi anulado. No entanto, pouco depois, iniciativa individual de Gonzalo Romero e num duelo direto com dois defesas e Nélson Filipe, raçudo jogador dos verde e brancos fez o 4-1. 

Terminada a primeira parte, o Sporting vencia e convencia diante do Porto por 4-1. Marcador que refletia plenamente o que se havia passado na pista do João Rocha. Com os leões a serem bem mais competentes, estando muito organizados e fechados a defender, como sendo extremamente eficazes a aproveitar erros do conjunto azul e branco. Os comandados de Guillem Cabestany nunca desistiram de procurar entrar no quadrado defensivo da formação leonina, mas para além de raramente o terem conseguido, quando o conseguiram Girão resolveu. 

Gonçalo Alves foi importante na vitória diante do Barcelona, mas na final nunca conseguiu ultrapassar a barreira defensiva montada pelo Sporting
Fonte: Marzia Cattini

O Porto entrou bem no segundo tempo e não tivesse sido Girão, quem mais, teria marcado cedo. Contudo, num duelo com Hélder Nunes, o guardião leonino levou a melhor. 

Passados dois minutos e meio do retorno dos balneários, Raul Marín viu um cartão devido a um enganchamento sobre Hélder Nunes. O próprio assumiu a marcação do lance, mas Girão voltou a ser herói, tendo defendido a stickada do livre-direto e a correspondente recarga.

Em situação de superioridade numérica, os dragões dispuseram de uma grande chance de golo, mas Reinaldo Garcia acabou por stickar de primeira ao travessão. 

Segundos depois de retomado o cinco para cinco, Romero surgiu isolado perante Nélson Filipe, mas não conseguiu dilatar a vantagem verde e branca. Pouco depois, o argentino do Sporting tentou dar o golo a Font, mas o espanhol também não conseguiu finalizar. Momentos depois surgiu a 10ª falta do Sporting. Hélder Nunes voltou a ser o escolhido para a conversão do livre-direto, mas acabou por stickar ao lado e na recarga tentou uma picadinha, mas Girão voltou a defender. 

Por volta dos trinta e três minutos e meio do encontro, o Porto cometeu a sua 10ª falta. Ferran Font, que já havia marcado na primeira parte, voltou a ser o selecionado para a marcação do livre-direto, tentou uma nova picadinha, mas desta feita Nélson Filipe venceu o duelo com o espanhol. 

O tempo no marcador eletrónico ia passando e o Porto não conseguia arranjar soluções ofensivas para marcar, esbarrando sempre no muro da equipa leonina, que controlava as operações tanto com, como sem bola. 

Pedro Gil também não disse que não ao protagonismo, tendo agredido Telmo Pinto com uma chapada na cabeça. Uma situação “engraçada” e inesperada, não é? Quem diria…

A faltarem onze minutos para o fim e depois de muita insistência, o Porto conseguiu marcar. Servido por Hélder Nunes, Gonçalo Alves, com uma stickada pelo “buraco da agulha” reduziu o marcador para 4-2. A esperança portista renascia. 

O golo deu um novo alento ao Porto que, sempre que podia, procurava massacrar Girão com tentativas de todos os lados. Porém, fazendo uso da sua elasticidade e boa movimentação da baliza, o guarda-redes leonino ia impedido um novo golo aos azuis e brancos. Todavia, após alguns avisos, acabou por ser o Sporting a marcar. Font, na sequência de uma transição rápida e com uma stickada fortíssima, apontou o 5-2 e terminou com o ímpeto dos dragões. 

A cerca de seis minutos do toque da buzina, Hélder Nunes cometeu a 15ª falta do Porto, em virtude de uma infração sobre Font. Font regressou à marca do livre-direto, voltou a tentar uma picadinha, mas acabou por stickar ao lado. Momentos depois, foi a vez do Sporting cometer a sua 15ª falta. Desta feita, Gonçalo Alves foi escolhido para a marcação do livre-direto, mas Girão negou o golo ao número setenta e sete dos dragões. 

À entrada para os derradeiros quatro minutos, Henrique Magalhães poderia ter colocado um ponto final no encontro, mas não conseguiu aproveitar o passe de Romero, permitindo a defesa de Nélson Filipe. 

Apesar da diferença no marcador, o Porto não atirava a toalha ao chão, mas continuava sem conseguir encontrar soluções para entrar no quadro defensivo leonino. Quando passava essa barreira batia de imediato em outra, de seu nome Girão.

Finalizado o encontro, quarenta e dois anos depois de ter vencido a única Liga dos Campeões do seu historial, o Sporting venceu a Liga Europeia ao derrotar na final o Porto por 5-2. Partida na qual foi sempre melhor, inteligente a atacar e ainda mais a defender, cerrando dos todos caminhos para a baliza de Girão que, quando foi necessário intervir, respondeu sempre a um nível extremamente elevado. Os dragões nunca desistiram do jogo, mas não demonstraram ter o antídoto para contrariar a boa organização defensiva do conjunto sportinguista. 

FC Porto: 10-Nélson Filipe (GR), 9-Rafa, 57-Reinaldo Garcia, 77-Gonçalo Alves e 78-Hélder Nunes (CAP.); Jogaram ainda: 5-Telmo Pinto, 7-Giulio Cocco e 18-Poka; Banco: 1-Carles Grau (GR) e 17-Hugo Santos

Sporting CP: 1-Ângelo Girão (GR), 9-Pedro Gil, 57-Toni Pérez, 88-Henrique Magalhães e 99-Gonzalo Romero; Jogaram ainda: 4-Ferran Font, 17-Matías Platero, 27-Raul Marín e 30-Vítor Hugo; Banco: 91-Zé Diogo Macedo (GR)

Grande Prémio de Espanha: Mercedes, deixa os outros meninos brincar!

A Mercedes de 2019 é tão forte, que faz lembrar aqueles miúdos que todos apanhamos num torneio de “bota fora” no FIFA. Miúdos que são tão bons, mas tão bons no jogo, que até chega a ser aborrecido, mas ainda assim, não consegues tirar os olhos do excelente trabalho que estão a fazer à tua frente.

Isto foi uma pequena introdução para aquilo que já se começa a tornar óbvio, a Mercedes venceu o Grande Prémio de Espanha, com mais uma dobradinha, desta feita com Hamilton à frente de Valteri Bottas. O britânico começou no segundo lugar do grid, mas tal como na China, aproveitou o mau arranque de Bottas para se lançar para a frente, e não olhar para trás.

Foi um fim de semana para esquecer para a equipa de Maranello. No Sábado qualificaram-se a cerca de 8 décimas de Bottas, um valor gigante, e após um arranque fantástico de Vettel, onde chegou à primeira curva lado a lado com os Mercedes, mas bloqueou as rodas, e viu dois carros cinzentos e um Red Bull a afastar-se na distância.

Esta imagem está a tornar-se habitual, Mercedes na frente, o resto atrás
Fonte: Mercedes AMG Petronas

Enquanto Hamilton criava uma vantagem segura para o colega de equipa, e Verstappen perseguia de perto, a Ferrari deixou mais uma vez que os seus dois pilotos tropeçassem um no outro. Após danificar os pneus no bloqueio do princípio da corrida, Vettel não era capaz de perseguir Verstappen, e Leclerc, rapidamente se aproximou da traseira do alemão, e sendo Barcelona uma pista muito difícil para ultrapassagens, por aí ficou durante cinco voltas até a equipa tomar a decisão lógica de mandar Vettel abrandar para Leclerc passar. Pelo menos nenhum dos dois ficou a perder, pois mais à frente na corrida aconteceu exatamente o mesmo, mas com ordem diferente, Vettel era mais rápido, com Leclerc na frente, e mais uma vez, os estrategas da equipa italiana, deviam estar a dormir, pois só cinco voltas depois é que mandaram Leclerc sair da frente, para não arruinar a estratégia de Vettel.

A corrida não era propriamente entusiasmante, parecendo mais uma procissão, mas no meio da tabela, Kvyat e Sainz lá iam fazendo umas ultrapassagens bem interessantes e ganhando posições, até que numa batalha entre Norris e Lance Stroll, os dois chocam, com o britânico a ser demasiado insistente em ultrapassar e Stroll a ser agressivo a defender. Isto soltou o Safety Car, e parecia que as coisas iam apimentar um pouco.

Era só fogo de vista, após o Safety Car, o momento mais entusiasmante foi a batalha entre os colegas da equipa da Haas, que quase terminava em desastre, sendo Magnussen o vencedor desta feita.

Minutos depois ficou confirmada a dobradinha para a Mercedes, com mais uma demonstração de superioridade avassaladora pelos “Flechas de Prata”. Desta vez foi Hamilton, que ainda acrescentou o ponto de volta mais rápida. Em segundo ficou Bottas, mais uma vez muito forte, mas sem conseguir acompanhar o seu colega de equipa, e a fechar o pódio Verstappen com mais uma corrida muito madura, tivesse ele começado assim no ano passado…

Seguiam-se os dois Ferrari de Vettel e Leclerc, em quarto e quinto respetivamente, com Gasly em sexto, o que é melhor, mas ainda muito atrás do seu colega de equipa da Red Bull. A Haas voltou às boas performances, com Magnussen em sétimo, seguido de Carlos Sainz, que teve uma boa corrida em frente aos seus compatriotas, mais Kvyat em nono e Grosjean a fechar o top dez.

Neste momento, o campeonato parece dado à Mercedes. A Ferrari está mal, o carro tem um comportamento muito mau nas curvas mais lentas, e começa a parecer que no Mónaco, uma pista onde geralmente são superiores à Mercedes, que vão ter mais um dia sofrível, longe da vitória.

Piloto do dia: Max Verstappen

Velocidade e consistência, receita à campeão
Fonte: Formula 1

A escolha de hoje foi difícil, tendo em conta que não houve ninguém que se destacasse imenso nesta corrida. Hamilton dominou de início ao fim, o que dá trabalho, mas com um carro como o que ele tem debaixo dele, esse trabalho fica muito facilitado. Daí a escolha de Verstappen, não foi uma corrida de loucos, onde fez 30 mil ultrapassagens, penso que só fez uma e foi na primeira volta a Vettel, mas foi uma ultrapassagem importantíssima. Max Verstappen está a mostrar todo o potencial que nós queríamos ver, juntando a velocidade que já conhecemos, a uma inteligência e consistência ao nível dos melhores, um excelente início de época para o belga, que mesmo com um carro inferior à Mercedes, nunca esteve muito longe dos dois pilotos da frente. Sim senhor Max, finalmente estás um homenzinho.

Foto de Capa: Mercedes Amg Petronas

Manchester City FC campeão num ano atípico

Temos campeão em Inglaterra, naquela que foi a primeira das grandes ligas europeias a encerrar já o capítulo 2018/2019.

O Manchester City Football Club conquistou o bicampeonato com uns impressionantes 98 pontos, menos dois do que na época passada.

Mas esta foi uma época bem diferente da passada para os comandados de Guardiola. O Manchester City não conseguiu respirar até ao final do campeonato, com um Liverpool FC sempre à espreita para conquistar um titulo que já lhe foge há 29 anos.

Infelizmente para os adeptos do Liverpool, ainda não foi este ano que conseguiram acabar com esta já longa seca. E bem que mereciam este ano. Ficará sempre o amargo de boca para os reds, 97 pontos não foram suficientes para se tornarem campeões. Num ano normal o Liverpool FC seria sempre campeão inglês.

A equipa de Jürgen Klopp só se pode queixar de si mesma. O mês de fevereiro destruiu praticamente o sonho do titulo inglês. Quatro empates.

Fonte: Premier League

O Manchester City também pareceu, a certa altura, estar praticamente arredado do titulo inglês, quando, num curto espaço de tempo, sofreu três derrotas, frente ao Chelsea FC, Crystal Palace FC e Leicester City FC.

O registo impressionante de vitórias para o campeonato desde 29 de Janeiro permitiu à equipa de Guardiola recuperar o fôlego e conquistar de maneira meritória o bicampeonato.

Esta é uma época que também fica marcada pela completa bipolarização do campeonato inglês. Juntos, Manchester City e Liverpool conseguiram distanciar-se de uma maneira impressionante de toda a concorrência.

25 pontos (!) separam o segundo classificado, Liverpool, do terceiro, Chelsea FC. No mínimo preocupante, para uma liga onde vários milhões são investidos todas as temporadas.

Uma época claramente desapontante para Manchester United FC e Arsenal FC, que não conseguiram chegar à liga milionária, ficando-se pela Liga Europa.

Quanto aos “portugueses”, uma palavra de destaque para o Wolverhampton Wanderers FC que “ganhou” o seu campeonato. Um sétimo lugar apenas superados pelos tubarões com orçamentos bem superiores. O Everton FC de Marco Silva surge logo atrás, numa época que, podemos dizer, foi algo desapontante, tendo em conta o investimento feito.

  Foto de capa: Manchester City FC

 

Acelerar ao vislumbre da meta

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Maio de 2019 – O Sport Lisboa e Benfica já sente o sabor do título, o entusiasmo da Reconquista a euforia da remontada concretizada na Liga.

Janeiro de 2019 – O Futebol Clube do Porto arranca o ano a liderar o campeonato com mais sete pontos que os encarnados e ainda com o conforto de saber que iria ter o Clássico no Dragão.

Uma época perdida torna-se uma época quase ganha. Uma época de conquista torna-se uma época quase desperdiçada. Quase.

As remontadas podem acontecer em qualquer momento. Em qualquer competição. Em jogos ou em tabelas classificativas. O FC Porto desacelerou quando se julgou em posição confortável. O FC Barcelona desacelerou no conforto de um 3-0 caseiro. O AFC Ajax desacelerou no sossego de um 3-0 a 45 minutos do sonho de uma final europeia.

E também o Sport Lisboa e Benfica já por vezes se esqueceu de acelerar no vislumbre da meta.

Meados de Fevereiro de 2012 – O SL Benfica lidera o campeonato à 18.ª jornada. Cinco pontos de avanço sobre o FC Porto e ainda a vantagem de um Clássico caseiro. Em três jornadas tudo mudou. Uma derrota em Guimarães seguida de um empate em Coimbra anulou a vantagem pontual e fez do clássico um duelo de líderes. Aos 87 minutos o Porto roubou definitivamente a liderança do campeonato e por lá se manteve até ao seu término.

Finais de Abril de 2013 – O Sport Lisboa e Benfica lidera o campeonato com quatro pontos de vantagem e a cinco jornadas do fim do campeonato. São 15 pontos a disputar e a necessidade de fazer 12 pontos para garantir o título. Abril fecha com a recepção ao Sporting CP e a viagem ao Estádio dos Barreiros. São seis pontos garantidos em dois jogos decisivos. A vista do título está à distância de duas vitórias caseiras com o GD Estoril Praia e Moreirense FC. E perante essa paisagem os jogadores fazem a festa na Madeira. A meta foi cruzada antes de ser alcançada. A corrida terminou antes de estar concluída. E o Sport Lisboa e Benfica assim desacelerou. Depois do sprint veio a festa na Madeira e o relaxamento pós-euforia. Um empate na Luz com o GD Estoril Praia reacendeu a necessidade de aceleração com o Dragão à espera. Aí um Kelvin aos 92 minutos fez do sonho pesadelo. E foi de joelhos que o Sport Lisboa e Benfica viu o já festejado título entregue ao rival do norte.

E perante essa paisagem os jogadores fazem a festa na Madeira
Fonte: Sapo.pt

Março de 2018 – O Futebol Clube do Porto recebe o Sporting CP com dez jornadas por disputar e consolida a sua liderança com cinco pontos de vantagem sobre o Sport Lisboa e Benfica. Com duas deslocações nas três jornadas seguinte o FC Porto cede duas derrotas e vê o SL Benfica assumir a liderança do campeonato em vésperas de jogo na Luz. Quando tudo apontava para a consolidação de uma liderança de quatro pontos com quatro jogos por se disputar, o SL Benfica recebeu o FC Porto no conforto de saber que o empate o mantinha na frente do campeonato. A equipa desacelerou e o Herrera sentenciou o campeonato. Sentença que o CD Tondela se limitou a adornar com uma remontada em pleno Estádio da Luz.

Estes são exemplos de uma história recente que se perdem na enormidade do oceano de episódios que enriquecem a História do Futebol.

O presente campeonato já esteve perdido pelo SL Benfica e ganho pelo FC Porto. O presente campeonato já esteve tremido para os encarnados perante a dureza momentânea do calendário. A fechar o passado mês, com quatro jogos por disputar e em igualdade pontual, o FC Porto foi a Vila do Conde colocar-se numa posição confortável com dois golos de vantagem com dez minutos para terminar o jogo, e o SL Benfica foi a Braga onde se colocou em perigo com a desvantagem no marcador ao intervalo e uns primeiros 45 minutos demasiado pálidos. Um contexto onde uma possível vantagem pontual azul e branca de três pontos a três jornadas do fim, se transforma numa vantagem pontual vermelhor e branca de dois. O FC Porto pelo conforto do resultado recuou e sofreu um pesado empate e os encarnados espicaçados pelo perigo imininete aceleraram para um goleada de 45 minutos.

Pode ser cliché mas no Futebol, tal como na vida, tudo pode mudar num minuto, num segundo. Um tropeção do defesa, a bola na barra, o árbitro de tendências estranhas, os ressaltos da bola e os desvios para golo de desesperados remates. É perigoso quando uma equipa mais que favorita permite que a sorte e o azar tenham uma palavra a dizer no desfecho de um jogo e de um campeonato.

O Sport Lisboa e Benfica vai amanhã a Vila do Conde e fecha o campeonato na Luz no próximo fim de semana com o CD Santa Clara. Sabe só precisar de quatro pontos para ser campeão mas tem de saber que precisa de lutar por seis pontos com duas vitórias contundentes. Tem de acelerar nesta recta final sem permitir qualquer relaxamento ou conforto pela vantagem já conquistada. Tem de ir já amanhã a Vila do Conde impôr o seu futebol, sem passividade e sem confortos. Sem permitir o seu adversário e o seu rival sequer acreditarem.

E em Vila do Conde o Sport Lisboa e Benfica terá de jogar pelo sonho de seis milhões que anseiam pela Reconquista
Fonte: SL Benfica

Este campeonato não pode nunca ser entregue pela bola ao poste aos 90 minutos, pelo penalty mal assinalado pelo juíz de preto ou pelo azar de um auto-golo ao cair do pano.
O campeão nacional terá de terminar o campeonato com dois grandes jogos, com duas vitórias sem contestação. Sem ressacas dos festejos de Braga nem dos festejos caseiros frente ao Portimonense SC. A equipa já tremeu e teve de acelerar para não vacilar. A equipa já festejou. Falta ser campeã. E em Vila do Conde o Sport Lisboa e Benfica terá de jogar pelo sonho de 6 milhões que anseiam pela Reconquista.

Entrar nos relvados, ter a iniciativa do jogo, manter a bola no pé e atacar a vitória. Sem espinhas.

Foto de Capa: SL Benfica

Braga Open: João Domingues é o justo vencedor!

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À segunda edição do Challenger de Braga, segunda vitória para um tenista lusitano. Pedro Sousa não pode defender o título devido a lesão, mas, vindo de uma excelente participação no Estoril Open, João Domingues agarrou oportunidade para escrever o seu nome a letras douradas na (ainda) curta história do torneio.

Na final enfrentou o argentino Facundo Bagnis e entrou logo da melhor maneira e com o pé no acelerador. O argentino até serviu primeiro, mas de pouco lhe valeu, com Domingues a vencer os três primeiros jogos e rajada e colocar-se rapidamente com dois breaks de vantagem.

No entanto, Bagnis respondeu ao quarto jogo e recuperou um deles e recuperaria o outro ao oitavo jogo para igualar a 4-4. Sem mais breaks, o primeiro set, marcado também pelo conhecido rigor de Carlos Ramos que advertiu Bagnis pelo tempo despendido entre serviços, seria decidido no tiebreak, com o argentino a levar a melhor.

O segundo set também começou de feição para Bagnis, que quebrou Domingues logo a abrir. No entanto, depois de fazer o 2-0, não mais mexeu no seu marcador, com Domingues a ganhar seis(!) jogos consecutivos para empatar o encontro.

O final foi quase tirado a papel químico. Bagnis voltou a entrar bem e quebrar logo ao primeiro jogo, mas Domingues também tornou a dar a volta, mesmo ainda perdendo um ponto e a concentração por coaching, desta feita para vencer por 3-6.

É uma vitória especial para o português, que, após uma semana de alto nível, conquista apenas o seu segundo título Challenger (a juntar a sete em Futures), o primeiro em solo português, depois de Mestre 2017.

Resultado final: João Domingues 6-7(5); 6-2; 6-3 Facundo Bagnis

Foto de Capa: Federação Portuguesa de Ténis