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Acreditar até ao fim

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A última jornada provou ser modestamente vantajosa ao Sport Lisboa e Benfica. O triunfo sobre o Clube Desportivo Santa Clara somou três pontos ao SL Benfica, e o empate entre o Sporting Clube de Portugal e o Futebol Clube do Porto resultou numa aproximação das “Águias” ao primeiro lugar ocupado pelos “Dragões”. Estamos a apenas cinco pontos do topo da tabela classificativa, e já há adeptos que deitam a toalha ao chão, argumentando que só num grande azar do FC Porto é que somos campeões. Por outro lado, também há adeptos que ainda acreditam, e com razão, numa reconquista do campeonato.

Se formos analisar as nossas chances, observamos que ainda são altas, e não há grande razão para estarmos cabisbaixos e perdermos a esperança. São apenas cinco pontos, é uma derrota e dois empates, ou duas derrotas, algo que pode acontecer em qualquer das restantes 17 jornadas. Repare-se bem, são 17 jornadas que ainda faltam. Esta atitude negativa que se tem notado por parte de alguns adeptos não é uma atitude “à Benfica”. É preciso saber acreditar, saber que apesar de a probabilidade ser baixa, ela existe, e no futebol as coisas mudam e dão mil e uma voltas muito facilmente.

Na temporada 2015/2016, na conquista do tricampeonato, e primeiro ano ao comando de Rui Vitória, o SL Benfica estava a sete pontos do primeiro lugar na oitava jornada do campeonato. Como seria normal num dos “três grandes” de Portugal, os adeptos entraram em parafuso a ver que tudo se estava a desmoronar e ainda nem tinha começado praticamente. O SL Benfica já tinha perdido com o Sporting CP (por três a zero na Luz), com o FC Arouca, e com o FC Porto, e empatado com o CF União da Madeira, e ainda só íamos na oitava jornada. No fim fomos campeões, se calhar com alguma sorte, mas sobretudo graças à vontade de fazer mais e melhor.

Bruno Lage assumiu o cargo de treinador a título definitivo
Fonte: SL Benfica

Depois da derrota com o Portimonense SC este ano, o SL Benfica ficou com uma desvantagem tão grande e tão perto do fim, que só com uma recuperação de pontos histórica é que será campeão. Ou seja, nunca antes um clube tinha sido campeão com sete pontos de atraso a 19 jornadas do fim. As estatísticas até indicam uma ode um pouco a favor do falhanço da reconquista, mas recuperar cinco pontos a 17 jornadas do fim não é impossível de todo.

Um dos “obstáculos” à esperada reconquista era o treinador, e esse já foi superado. Com o assumir de comando de Bruno Lage já se notam as diferenças, não só em termos futebolísticos e táticos, mas também a nível de vontade dos jogadores. Foi quase como uma injeção de adrenalina, e era mesmo isso que o SL Benfica estava a precisar.

Como adepto só me resta apelar a todos aquilo que só facilitava o trabalho de todos os envolvidos na equipa sénior do Sport Lisboa e Benfica: vamos acreditar até ao fim. Não vale a pena pensar que está tudo perdido quando não está. Ainda falta muito jogo, muitos golos marcados e sofridos, e como sabemos, uma conquista do campeonato para o SL Benfica, pelo menos nos últimos anos, é sempre a sofrer até ao final. Até porque qual seria a piada de vencer um campeonato sem pelo menos tremer um bocadinho?

Foto de Capa: SL Benfica

Em Busca da Salvação

Depois da subida em 2016 e regresso à Primeira Liga Portuguesa, o GD de Chaves vive a época mais atribulada deste seu retorno. Em 2017, com Ricardo Soares e Jorge Simão, conseguiram um tranquilo 11.º lugar, sendo que na época passada roçaram os lugares europeus, conseguindo um sexto lugar com Luís Castro.

Sendo um clube estável e com um plantel bem apetrechado dentro do seu contexto, esperava-se que esta temporada o GD de Chaves garantisse a permanência cedo para olhar para a conquista de um lugar europeu. No entanto, a equipa Transmontana tem estado “desastrada” e tem sentido enormes dificuldades, ocupando, com 17 jornadas já jogadas, o último lugar da classificação, a quatro pontos dos lugares de permanência.

Depois de 17 jogos oficiais, Daniel Ramos foi afastado do comando técnico e substituído por Tiago Fernandes. Estreante na Primeira Liga, o técnico português de 37 anos é o escolhido pela direção Transmontana para garantir a permanência do clube entre a elite do futebol português.

O ex técnico interino do Sporting Clube de Portugal, período no qual derrotou o “seu” GD de Chaves e o CD Santa Clara, mas onde também conseguiu um empate a zeros no Emirates Stadium ante o Arsenal FC, conquistou o universo leonino devido à sua paixão e vontade de representar os “verdes e brancos”, apresentando um estilo estratégico e um Sporting CP disciplinado taticamente, que, sem deslumbrar e encher o olho aos adeptos, conseguia o resultado e objetivo pretendidos.

Estes três jogos bastaram para conquistar o público e a comunicação social, que viam nele competência a mais para o nível onde trabalhava. Acabou por ser “promovido” a treinador principal dos sub-23, aquando da chegada de Marcel Keizer, mas, dois jogos depois, aceitou o desafio do GD de Chaves e lançou-se na sua primeira verdadeira aventura na Primeira Liga Portuguesa.

Tiago Fernandes encontrou um plantel recheado de qualidade
Fonte: GD Chaves

Os Valentes Transmontanos não sentiram logo o efeito da troca de treinador e, nos primeiros três jogos, a equipa, com Tiago Fernandes no leme, somou três derrotas, duas para a Liga e outra para a Taça de Portugal. Para além das derrotas, a situação era alarmante, porque não se notavam grandes diferenças na equipa e não se conseguia avistar a evolução necessária para a salvação. A equipa apresentava vontade em fazer mais, mas de uma forma pouco confiante, que, irremediavelmente, conduzia a derrotas.

A partir do quarto jogo, já se começaram a notar diferenças. Esse quarto jogo foi perante o Varzim SC, a contar para a Allianz Cup, tendo a equipa Transmontana vencido por 3-1 e ficado a um golo do apuramento para a final four. Os Flavienses começaram a consolidar o processo defensivo (apenas 2 golos sofridos, nos últimos 4 jogos), imagem de marca que Tiago Fernandes deixou no curto período à frente do destino do Sporting CP, e começou a atacar com outra fluidez e confiança, faltando, no entanto, mais presença ofensiva para criar outro número de ocasiões e, sobretudo, mais flagrantes.

Seguiram-se dois empates a zero, com CD Feirense e Vitória FC, e, na última jornada, voltaram às vitórias, batendo o CD Tondela que se encontrava num grande momento de forma – os Transmontanos não ganhavam para a Liga desde 21 de setembro.

Apesar da época muito abaixo das expetativas, o clube é um dos mais apoiados da Primeira Liga
Fonte: GD Chaves

Esta vitória poderá dar outro ânimo às hostes do GD de Chaves. Vamos ver se Tiago Fernandes consegue salvar os Transmontanos e, sobretudo, devolver a confiança aos seus jogadores. O mercado de inverno tem sido bastante movimentado em Trás-os-Montes, tendo a equipa perdido dois dos seus melhores e mais valiosos ativos, Marcão e Stephen Eustáquio.

Se Marcão, foi substituído por um desconhecido, mas com bom currículo (internacional A pela Sérvia e titularíssimo nas últimas três temporadas), de nome Nemanja Ćalasan e que promete muito, Eustáquio foi substituído por João Costinha, médio com muita experiência de Primeira Liga, de alta rotação, que tem pouco de comum com o homem que vai substituir, mas que acrescenta algo que mais nenhum médio no plantel sabe fazer, sobretudo no capítulo do transporte e progressão com a bola.

Também chegaram Rúben Macedo, emprestado pelo FC Porto que já foi titular contra o CD Tondela, e Luther Singh, emprestado pelo SC Braga que também foi titular nos últimos três jogos, ambos para os corredores ofensivos, e ainda Erdem Sen, médio de características mais defensivas que mostrou imensa qualidade na sua passagem no CS Marítimo. Vamos ver que GD de Chaves vamos ter na segunda volta e se Tiago Fernandes continuará a cotar-se ainda mais no universo do futebol português.

Foto de Capa: GD Chaves

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Um FC Porto B à procura do rumo certo

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O caso deste FC Porto B parecia ser, no início da época, um caso perdido. Um mau arranque atirou a equipa para os últimos lugares da tabela, mas o certo é que, à entrada para o primeiro jogo da segunda volta, os dragões já recuperaram terreno e subiram ao oitavo lugar. Apesar de esta ser uma competição cujo título não significa o mesmo para o FC Porto do que para equipas como o FC Paços de Ferreira e o FC Famalicão, que atualmente estão na frente, não deixa de ser mais uma para vencer.

Três jogos, três derrotas. Foi desta forma que os dragões entraram na segunda liga, com a sua equipa B. Um arranque negativo, com uma goleada por 4-0 na primeira jornada, frente ao GD Estoril Praia, um assumido candidato à subida de divisão. Apenas na jornada quatro os comandados de Rui Barros somaram os primeiros pontos, com uma vitória caseira, por 2-1, sobre o Académico de Viseu FC.

No entanto, este não foi um resultado que lançou a equipa num caminho positivo. Até à oitava jornada, os bês azuis e brancos transportavam a lanterna vermelha, com apenas cinco pontos somados, fruto exatamente dessa vitória e de dois empates. A melhoria nos resultados chegou à 11ª jornada, de onde se partiu para uma série de três jogos consecutivos a vencer, sequência que permitiu o salto até ao sétimo lugar da classificação.

Tony Djim é um dos menos utilizados, com apenas 13 minutos na época Fonte: FC Porto

Desta primeira volta destacam-se as vitórias frente ao Braga B e Vitória SC B (equipas na mesma condição), bem como sobre o FC Paços de Ferreira. Fica também na memória o empate a duas bolas frente ao, também aqui, eterno rival, SL Benfica B. Depois de entrar praticamente a perder, com um golo de José Gomes aos três minutos, o FC Porto respondeu com dois golos e viu o adversário empatar já em período de compensação, através de grande penalidade.

Em 17 partidas já disputadas, este é um FC Porto com sete vitórias, três empates e sete derrotas e que ainda não conseguiu estabilizar-se. No que a golos diz respeito, já marcou por 21 vezes tendo, no entanto, sofrido 23 golos.

Com um plantel maioritariamente português, esta é uma formação que pretende descobrir talentos para ingressar na equipa A e que, até ao momento, já ajudou a lançar nomes como aconteceu com Diogo Leite, Diogo Dalot e até André Silva.

Foto de Capa: FC Porto

Al-Nassr FC traz Rui para tirar a vitória a Jesus

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O campeonato saudita acaba de tornar-se bem interessante. Se já era, devido à presença de Jorge Jesus (e não só), agora tornou-se numa reedição de um duelo pessoal inegável que sucedeu em 2015/2016. Nessa época, como se devem bem lembrar, o Sporting CP contratou Jesus ao SL Benfica e Vitória sentou-se na cadeira vazia deixada por Jorge Jesus.

Durante essa mesma época, ocorreram peripécias de puro entretenimento para qualquer adepto. “Bate bocas” iniciados por Jesus, após vitórias sobre o seu antigo clube, em direção ao técnico que o substituíra animaram o campeonato nesse ano. Porém, a certo ponto, tornaram-se excessivos e tinham pouca razão de ser.

Jesus, pessoa conhecida por dizer o que tem a dizer, independentemente do timing/bom senso, entrou numa onda de “mindgames” e fez tudo para enterrar ainda mais o seu homólogo, que, se bem se lembram, teve sérias dificuldades nos primeiros seis meses de trabalho competitivo.

Depois da Supertaça e de uma tal “instabilidade”, Rui Vitória atingiu uma série de resultados positivos. No campeonato, somava habitualmente três pontos de vento em popa e o Sporting, que tinha entrado em 2016 no primeiro lugar, a alguns pontos de vantagem dos rivais, foi perdendo pontos. A derradeira batalha direta entre ambos deu-se em Alvalade. Quem vencesse ficaria em primeiro. Se terminasse num nulo, o Sporting mantinha-se na frente. Embora faltassem ainda algumas jornadas, aquele jogo era absolutamente decisivo para a crítica.

O Benfica venceu, passou para a liderança, ganhou todos os jogos até ao final e tornou-se bicampeão nacional. Todos os “mindgames” provaram-se infrutíferos. Jesus viu o feitiço virar-se contra si. Jesus não conseguiu fazer do Sporting campeão. Afinal, ainda hoje se pergunta quem o irá fazer…

Outrora, em Lisboa, hoje, em Riade, Jesus e Vitória disputam cara a cara, novamente, outro título. Os dois escreveram uma excelente estória de futebol, através da luta acesa entre dois clubes eternamente rivais que comandavam, e uma vez mais neste desporto vimos justiça poética a ser concretizada na perfeição: à imagem da conquista do Euro 2016 por parte de Portugal, após tanto “ódio” e acusações demeritórias à nossa Seleção, foi possível calar tais vozes. Rui Vitória fez o mesmo a Jesus e aos sportinguistas!

A equipa de Jesus segue isolada no primeiro posto
Fonte: Al-Hilal

O mais curioso é que Jorge Jesus realizou mesmo um excelente trabalho nessa temporada… Aproximou realmente o clube de Alvalade de FC Porto e Benfica e ainda atingiu 86 pontos, o máximo da história do clube em campeonatos com 18 equipas! E um feito destes não chegou para erguer o título…

É na Arábia Saudita que os dois treinadores voltam a ser os dois candidatos ao título nacional. Embora longe, e num campeonato muito, mas muito diferente, acredito que a paixão será a mesma e que assistiremos a um confronto mais calmo. Contudo, os antecedentes entre os dois são bem concretos, toda a gente se lembra, e podem voltar à ribalta mal um pegue no assunto!

Foto de capa: Al-Nassr FC

O problema dos Celtics está nas suas próprias expetativas

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Depois de uma temporada em que ficaram a apenas uma vitória das finais da NBA e sem as estrelas Irving e Hayward, muitos pensaram que, com o regresso de ambos, os Celtics dominariam o Este. Aquilo de que toda a gente se esqueceu foi que houve mudanças profundas do lado do Oceano Atlântico e que uma equipa não é só um conjunto de peças que se podem mudar à vontade.

É inegável, no entanto, dizer que não há talento em Boston. Na ausência de Irving e Hayward, Tatum, Brown e Rozier provaram ser apostas ganhas, Smart, Horford e Morris assumiram-se como líderes e os Celtics pareceram encaminhados. Mas inserir Kyrie e Gordon não é – nem nunca seria – um processo fácil. Aquilo que eles oferecem à equipa não é o mesmo que os seus colegas oferecem, há mudanças nos papéis de cada um e há ainda um outro problema: egos.

No Este, sempre achei que os Raptors de Leonard iam dominar e isso tem sido verdade, com os Bucks à perna. Os Celtics, entretanto, vão andando entre o bom e o mau (e o muito mau às vezes), sem nunca saberem encontrar um equilíbrio. Em Boston achou-se que, saindo o LeBron, o trabalho no Este estava feito e isso nunca foi verdade.

Gordon Hayward ainda não conseguiu voltar à sua forma pré-lesão
Fonte: Boston Celtics

Por entre egos e dificuldades de entrosamento há, no entanto, um problema maior, que se prende com uma época que acabou por “cegar” os analistas. Há uma sobrevalorização dos jogadores e treinador dos Celtics, que leva a uma avaliação errada da equipa. Brad Stevens é um excelente treinador, mas com problemas, principalmente ao nível da organização ofensiva. Dêem-lhe uma bola fora ou uma posse defensiva e Stevens irá maravilhar os adeptos. Mas o ataque organizado de Boston já é outra história. É demasiado simples, previsível e pouco agressivo. Quase todos os jogadores dos Celtics acabam por optar pelo lançamento exterior, poucas vezes optando pela penetração para o cesto. Isto para qualquer defesa é o ideal, até porque, por muitas mudanças que haja na NBA, o lançamento perto do cesto é sempre um lançamento com maior probabilidade do que qualquer outro.

Do lado dos jogadores houve também uma avaliação demasiado positiva. Irving está a fazer uma época tremenda e é capaz de ganhar jogos sozinho, mas não é um playmaker. Hayward está a anos-luz do que já foi, Tatum explodiu demasiado cedo e está agora a “voltar à Terra” e Brown tem (e sempre teve) problemas com a sua consistência. Terry Rozier sofreu com a perda de minutos e de estatuto na equipa, mas Horford é talvez o caso mais gritante. Sem Irving e Hayward, era Horford o ponto fulcral do ataque. Agora, reduzido a um papel secundário no ataque e de âncora defensiva, com a idade já a pesar, Horford tem tremendas dificuldades em ser tão efetivo como era anteriormente.

A solução para os Celtics? Assumirem-se como outsiders. Olharem para as outras equipas, perceberem que Toronto e Milwaukee têm neste momento aspetos que fazem delas melhores equipas e que ainda há muito para crescer. Só assim a turma de Boston poderá sair desta temporada com a ideia de dever cumprido e construir para o futuro.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Boston Celtics

CD Feirense 0-2 Sporting CP: Vale bombas?

Em noite de “mata-mata”, Feirense e Sporting reeditaram o duelo da Taça da Liga no Marcolino de Castro e o desfecho foi o mesmo. Os leões avançam na Taça de Portugal e vão encontrar o SL Benfica na meia-final da “Prova Rainha”.

Noite fria em Santa Maria da Feira, mas com um ambiente quente para receber o Sporting. Jogava-se o acesso às “meias” da Taça de Portugal e nenhuma das equipas queria deitar por terra o sonho de estar no Jamor.

O Feirense promoveu seis alterações em relação ao empate com o CD Aves, a contar para a 17ª jornada da Primeira Liga, e fez entrar Brígido, Nascimento, Tavares, Vitor Bruno, Marco Soares e os reforços Aly Ghazal e Steven para os lugares de Caio, Philipe Sampaio,Cris, Sturgeon, Crivellaro, Babanco e Edinho. Do outro lado, o Sporting também mexeu, tendo feito alinhar Salin, Acuña, Ristovski e Raphinha nos lugares de Renan, Jefferson, Bruno Gaspar e Diaby, em relação ao empate no clássico frente ao FC Porto.

O jogo começou com natural domínio leonino e os comandados de Marcel Keizer podiam ter mesmo chegado ao golo aos cinco minutos, não fosse um corte providencial de Briseño, quando a bola se dirigia para Bas Dost, já sem guarda-redes na baliza.

O jogo prosseguiu e viram-se uns primeiros 30 minutos com escassas oportunidades de golo. O Sporting ainda introduziu a bola na baliza de Brigido aos 34 minutos, mas Fábio Veríssimo assinalou uma infração do avançado holandês e invalidou o golo leonino. O nulo mantinha-se e tudo indicava que se iria manter até ao intervalo.

Ainda houve uma oportunidade para cada lado antes do intervalo, mas o  resultado não se alterou. Primeiro Valencia, aos 37’,  depois de uma sobra num canto, apareceu isolado e rematou para uma boa intervenção de Salin. Depois Bruno Fernandes, num primeiro remate, e Bas Dost, na recarga, tentaram dar avanço ao Sporting, mas Brigido esteve a altura e evitou o primeiro dos leões.

As equipas voltaram dos balneários com vontade de dar um rumo diferente ao segundo tempo e o Sporting não abriu o marcador por milímetros. Bas Dost, depois de um passe de Acuña, só tinha de encostar, mas atirou ao lado do poste da baliza do Feirense.

O Sporting atacava com perigo e aos 55 foi a vez de Nani desperdiçar uma boa oportunidade de golo. Solto na área, o avançado português cabeceou por cima da trave de Brigido. O mesmo protagonista, o mesmo desfecho aos 62 minutos, agora a passe de Raphinha, Nani atirou ligeiramente ao lado do poste direito do Feirense.

O golo acabou por surgir aos 63 minutos por Wendel. O médio brasileiro rematou violento e colocado à entrada da área e não deu hipótese a Brigido. Estava desfeito o nulo no Marcolino de Castro.

Aos 65’ foi a vez de Bruno Fernandes ampliar o marcador. No ressalto de um canto, o médio português aplicou um remate com a sua marca registada e a bola só parou no fundo das redes. O Sporting ganhava uma vantagem significativa com dois golos em apenas dois minutos de jogo.

O Sporting atirou a contar por duas vezes em dois minutos
Fonte: Bola na Rede

O Feirense reagiu bem à desvantagem e podia ter marcado aos 70 minutos. Valeu, primeiro, Coates a cortar a bola a Valencia que estava isolado à entrada da área, e, no momento seguinte, Salin, a defender o remate de Crivellaro com uma estirada impressionante.

Luiz Phellype estreou-se na equipa leonina e esteve perto de marcar aos 82 minutos. O avançado brasileiro atirou ao poste.

Aos 88 o Feirense só não reduziu devido a mais uma excelente defesa de Salin. Grande defesa do guardião francês quando Valencia se preparava para celebrar.

Não houve mais golos até ao fim da partida e o Sporting coloca-se, desta forma, mais perto do Jamor. O próximo duelo, a contar para as meias-finais da competição, será contra o SL Benfica, fruto da vitória dos encarnados sobre o Vitória SC. A outra meia-final terá como protagonistas FC Porto e SC Braga.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

CD Feirense:  Brígido, Diga, Tiago Gomes, Briseño, Babanco, Steven (75’ Edinho), Nascimento, Valencia, Aly Ghazal ( 75’ Cris), Tavares ( 67’ Crivellaro), Vitor Bruno

Sporting CP: Salin, Ristovski, Coates, Mathieu ( 75’ André Pinto), Acuña, Gudelj, Wendel( 80’ Petrovic), Bruno Fernandes, Nani, Raphinha e Bas Dost( 75’ Luiz Phellype).

Juventus FC 1- 0 AC Milan: Ronaldo e Cancelo vencem primeiro troféu pela Velha Senhora

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Cristiano Ronaldo e João Cancelo já somam títulos ao serviço da Juventus! Na Supertaça Italiana, disputada em Jidá, na Arábia Saudita, Ronaldo voltou a ser decisivo e apontou o único golo da vitória da Juve sobre o AC Milan de Gennaro Gattuso. O camisola ‘7’ da Velha Senhora aumentou assim para 28 o número de troféus conquistados ao longo da carreira.

A primeira parte do desafio foi de pouco interesse, com os dois conjuntos bastante desligados da corrente. O Milan mostrava muitas dificuldades no transporte da bola e a Juventus não conseguia tomar partido das debilidades do oponente.

Porém, João Cancelo ia sendo um dos homens mais inconformados do lado dos bianconeri, e aos 17 minutos esteve muito próximo de fazer o primeiro golo do encontro. O remate do lateral português passou alguns centímetros ao lado da baliza de Donnarumma. 

A dez minutos do intervalo, Matuidi colocou o esférico dentro das redes, mas o árbitro Luca Banti estava atento à posição irregular do francês e anulou o golo. Oito minutos volvidos, Cristiano Ronaldo tentou um remate acrobático e a bola, por muito pouco, não foi com a direção certa.

No início do segundo tempo, Cutrone ganhou espaço na área da Juventus e acertou na barra da baliza de Szczęsny. Era o Milan que entrava melhor na etapa complementar da partida, a gerir de forma mais inteligente a posse de bola.

Aos 59 minutos, Ronaldo voltou a avisar Donnarumma, obrigando o guardião italiano a uma excelente intervenção. A sorte dos milaneses, contudo, nem dois minutos durou: Pjanić descobriu CR7 com um passe exímio e o avançado de 33 anos cabeceou sem hipóteses para o fundo das redes. Era o 19º golo da carreira em finais para o internacional português.

Cristiano Ronaldo apontou o golo da vitória da Velha Senhora
Fonte: Juventus FC

Após uns bons 20 minutos dos rossoneri, a Velha Senhora tomou novamente conta do jogo e viu pela segunda vez o juiz da partida anular um golo à sua equipa: Matuidi estava adiantado quando devolveu a bola ao argentino Dybala.

Se o ambiente nas bancadas do Estádio Cidade Desportiva Rei Abdullah era calmo, dentro das quatro linhas o mesmo não se verificava. Aos 73 minutos, Luca Banti recorreu às imagens do VAR e Kessié recebeu ordem de expulsão, devido à entrada descomedida sobre Emre Can.

A Juventus é agora o clube com mais Supertaças conquistadas em Itália, com oito títulos na prova. Já o Milan continua com muitas dificuldades em bater a formação de Turim: apenas uma vitória nos últimos 18 jogos frente à Juve.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Juventus FC: Szczęsny, Cancelo, Bonucci, Chiellini, Alex Sandro; Pjanić (Can, 65’), Bentancur (Bernardeschi, 86’), Matuidi; Costa (Khedira, 90’), Ronaldo, Dybala.

AC Milan: Donnarumma, Calabria, Zapata, Romagnoli, Rodríguez; Bakayoko, Kessié, Paqueta (Borini, 71’); Castillejo (Higuaín, 71’), Çalhanoğlu, Cutrone (Conti, 79’).

Idrissa Doumbia: O que esperar do novo reforço leonino

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É oficial! Idrissa Doumbia é o mais recente reforço às ordens de Marcel Keizer, confirmando o que já circulava na imprensa desportiva há vários dias. Idrissa Doumbia chega proveniente do Akhmat Grozny – atual oitavo classificado no campeonato russo – numa verba que deverá circular os 4 milhões de euros, apesar dos detalhes do negócio ainda não serem oficialmente conhecidos.

Formado no RSC Anderlecht, mas foi no Zulte-Waregem que deu os primeiros passos na sua afirmação como jogador sénior, onde na época transata chegou a disputar 25 jogos, somando cerca de 1560 minutos, 18 deles como titular, apontou 1 golo, assistiu para golo uma vez e viu três cartões amarelos. Conta também com presenças em algumas competições europeias, nomeadamente na Liga Europa e na UEFA Youth League, somando 8 participações tendo apenas consentido um cartão amarelo num total de 435 minutos. Já na presente temporada, ao serviço da equipa russa, disputou 16 jogos onde em 15 foi titular, perfazendo um total de 1355 minutos. Marcou um golo, assistiu uma vez e foi “castigado” com apenas 2 cartões amarelos. Um jogador que atua como médio defensivo – o chamado número 6 – e que conta com apenas 2 cartões amarelos em tantos jogos, acaba por ser um dado curioso e interessante de salientar.

Gudelj não é um trinco puro, tendo demonstrado até agora dificuldades no jogo sem bola e na transição defensiva, Petrovic nunca foi uma boa solução e Battaglia está lesionado mas apesar disso é mais um box-to-box e não um número 6, pois também evidencia grandes lacunas a nível técnico. Idrissa Doumbia reúne o que falta ao miolo leonino: muita capacidade física como é característica bem vincada nos médios do continente Africano, bastante forte nos duelos, veloz, com capacidade de recuperação de bola, qualidade na transição e qualidade técnica. É sem dúvida um jogador com características individuais interessantes, apesar de por vezes pecar na capacidade de decisão, fruto também da sua idade – apenas 20 anos – e por consequência da sua inexperiência.

Doumbia torna-se mais uma opção para o meio campo leonino
Fonte: Sporting CP

Em teoria, estão reunidos os ingredientes necessários para ser uma boa aposta em Alvalade e tornar-se uma belíssima contratação por parte da direcção liderada por Frederico Varandas, um reforço que preenche assim a maior lacuna do plantel. Um jovem com muita margem de progressão, preço algo acessível e com características individuais interessantes como já foi referido.

O tempo e a sua adaptação a uma realidade diferente, pois o nível de exigência no campeonato Português e os próprios objetivos a que o Sporting CP se propõe todos os anos, são de um nível muito superior ao que Idrissa Doumbia conheceu até agora. Caso se consiga afirmar, o Sporting CP terá um upgrade brutal no meio-campo, com maior intensidade e com possibilidade de libertar quer Gudelj para jogar mais como numero “8”, quer Bruno Fernandes para ocupar posições mais avançadas, permitindo aqui também melhorar não só a vertente ofensiva, mas sobretudo melhorar a transição defensiva. Resta esperar e ver se será um tiro certeiro por parte daquele que é agora um scouting renovado no reino do Leão.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Eventuais saídas no plantel de Keizer

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O Sporting Clube de Portugal tem um plantel constituído por cerca de 30 atletas, para além dos jogadores da equipa sub-23 normalmente chamados para trabalhar às ordens de Marcel Keizer.

No passado dia 1 de Janeiro, abriu o mercado de transferências e o clube verde e branco já fez alguns ajustes. O Sporting CP apresentou dois reforços de inverno, com Francisco Geraldes a regressar após empréstimo ao Eintracht Frankfurt e Luiz Phellype contratado ao Paços de Ferreira. Em sentido inverso, o defesa-central Marcelo rumou ao Chicago Fire da MLS, o guarda-redes Emiliano Viviano chegou a acordo para o empréstimo ao clube do Calcio, a SPAL, e Bruno César rumou ao Brasil para vestir a camisola do Vasco da Gama.

Bruno César rumou ao Brasil para vestir a camisola do Vasco de Gama
Fonte: Sporting CP

Contudo, o plantel à disposição de Marcel Keizer, poderá sofrer mais alterações. Por resolver continua a situação de Stefano Sturaro, o médio da Juventus, que continua a recuperar de lesão e ainda não vestiu a camisola do Sporting. Consoante as entradas que se possam registar no plantel leonino, poderão sair vários jogadores, com destaque para Radosav Petrovic, Josip Misic e Luc Castaignos.

O médio-defensivo sérvio, Radosav Petrovic chegou ao Sporting na época 2016/17, a troco de 1M€. O médio leonino tem contrato válido até 2020 e um valor de mercado atualmente de 1M€. Com passagens por clubes como o Partizan, Blackburn Rovers, Gençlerbirligi, Dinamo Kiev e Rio Ave FC, ainda não convenceu no Sporting Clube de Portugal. Por isso, poderá ser uma das unidades a prosseguir a sua carreira noutro clube.

O croata Josip Misic chegou a Alvalade há cerca de um ano, proveniente do HNK Rijeka, tendo custado 2.75M€ aos cofres leoninos. Misic chegou ao Sporting, após ter sido campeão croata, no entanto não convenceu Jorge Jesus, José Peseiro ou Marcel Keizer. O croata fez praticamente toda a sua carreira no seu país, ao serviço do NK Osijek e do HNK Rijeka, com uma passagem por Itália pelo Spezia. Nestas duas temporadas de leão ao peito, apenas foi a jogo em 9 jogos, por isso é uma unidade claramente com pouco espaço no plantel. Assim, Misic poderá ser um dos jogadores a sair, sendo que tem um valor de mercado de 1.5 M€.

Luc Castaignos é também um dos atletas que não conta para Marcel Keizer, tendo vestido a camisola do Sporting esta temporada em apenas 4 jogos, sem marcar qualquer golo. O avançado de 26 anos, tem contrato válido até junho de 2019, sendo uma das pastas por resolver. Apesar de ter sido internacional sub-17 e sub-21 pela Holanda e com passagens por clubes como o Feyenoord, Inter de Milão, FC Twente e Eintracht Frankfurt. Na última temporada esteve por empréstimo ao serviço do Vitesse, somando 36 jogos e apenas 3 golos. No Sporting, o avançado soma 17 jogos em duas temporadas, nunca tendo marcado nenhum golo de leão ao peito. Assim, Castaignos é um dos jogadores que poderá estar de saída de Alvalade.

O Sporting necessita, neste momento, de fazer alguns ajustes no plantel e por isso poderão registar-se várias entradas e saídas. Os objetivos são claros, vencer a Taça da Liga e a Taça de Portugal, chegar o mais longe possível na Liga Europa e lutar pelo título de campeão nacional. Para isso, Keizer terá de ter opções que lhe garantam qualidade e competência.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

5 treinadores estrangeiros para treinar em Portugal

Vários treinadores portugueses têm-se destacado neste campeonato por apresentarem uma ideia de jogo positiva. No entanto, a aposta do Sporting em Marcel Keizer, então um treinador desconhecido no panorama do futebol nacional, mostra que às vezes o estatuto e a visibilidade de um treinador pouco importa quando este tem o perfil pretendido. Como tal, quero aqui deixar uma lista de 5 treinadores que trabalham em clubes e/ou campeonatos com pouca visibilidade e que se têm estado a destacar pela sua ideia de jogo positiva e que, no caso de haver alguma chicotada psicológica num grande, poderiam tornar-se num alvo apetecível.