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Vitória SC 0-1 SL Benfica: Águias saem por cima no primeiro round

A semana ainda trará um novo duelo entre conquistadores e encarnados e, à primeira chamada, a turma da Luz respondeu com um contundente mas sofrido ‘presente’. Bruno Lage, que continua cem por cento vitorioso, estancou como pôde o assalto final dos homens do castelo, guardando um precioso golo marcado bem cedo, pela pérola dos últimos dias, João Félix. Agora, é a partir do conforto do sofá que as águias aguardam pelo adversário das meias-finais, que sairá do duelo entre o Feirense e o Sporting.

Svilar acabou por ser a única novidade promovida por Bruno Lage no onze, em relação ao duelo dos Açores, com o Santa Clara. Afinal, o adversário impunha respeito e os noventa minutos acabaram por dar inteira razão ao novo e definitivo timoneiro encarnado. Do lado dos vimaranenses, Luís Castro foi aos bês chamar Joseph para colmatar as ausências de André André e Tozé. Em tudo o resto, os da casa foram iguais a si próprios e quiseram impor o seu futebol a um Benfica que vai dando passos cada vez mais firmes no sentido da retoma.

Uma entrada intensa, dinâmica e cheia de vitalidade foram os ingredientes certos para abrir as portas do último obstáculo antes da final tão almejada do Jamor. Rúben Dias, qual distribuidor de jogo com olho de lince, descobriu um pequeno mago de seu nome Félix entre duas torres vitorianas como são Osório e Pedro Henrique. Com régua e esquadro na ponta da bota, o central encarnado descobriu o jovem avançado com um belo passe a uns bons 30 metros e este, mal tocou na bola, mostrou aos milhares que compuseram as bancadas do D. Afonso Henriques, mostrou o que viria a ser uma inevitabilidade. Receção, ajeitar a bola e…golo. Miguel Silva revelou-se impotente para evitar os intentos de Félix. As águias estavam na frente, confortáveis no jogo e sem enjeitar a possibilidade de causar calafrios ao setor mais recuado do Vitória, que ia procurando adiantar linhas, forçando a entrada na última linha lisboeta.

Rúben Dias fez um passe longo soberbo, que Félix aproveitou para transformar em golo
Fonte: SL Benfica

Svilar, esse, nunca esteve em real perigo ao longo do jogo, não deixando, contudo, de ser obrigado a estar constantemente atento para sacudir as investidas vitorianas pelos flancos. Alexandre Guedes ficou escondido nas asas da sociedade Dias&Jardel. Davidson, como agitador que é, também não esteve em noite inspirada, mas foi dos mais inconformados. Os remates, contudo, não levaram a direção da baliza. Ola John também não fez melhor, mas esteve bem melhor na hora de servir os companheiros, que por uma ou outra razão, não foram aproveitando os doces que o holandês lhes ia oferecendo.

O relógio é que não parava e, como tal, a pressão vimaranense, aliada a um certo recuo encarnado, prometia um final bem interessante, como acabou mesmo por se confirmar. Luís Castrp apostou na qualidade de passe de João Carlos Teixeira para penetrar uma cada vez mais afunilada linha defensiva de vermelho e preto. Sem capacidade para sair nas transições, Lage, do outro lado, foi lesto em chamar ao jogo Gedson, que se não resolveu o problema, pelo menos disfarçou-o. Essa, de facto, era a maior das preocupações naquele momento, afinal, estava em jogo uma passagem à meia-final da Taça de Portugal. Salvo alguns sustos provocados pela vontade de Estupinãn e dos “tiros” de Davdison, o bilhete estava seguro, nas mãos de um cada vez mais confortável Svilar. Sexta feira há mais…

 ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

 Vitória SC: Miguel Silva, Sacko, Osório, Pedro Henrique, Rafa Soares, Wakaso, Joseph (Estupiñan, 75’), Mattheus (João Carlos Teixeira, 67’), Ola John (Hélder Ferreira, 67’), Davidson e Alexandre Guedes.

SL Benfica: Svilar, André Almeida, Rúben Dias, Jardel, Grimaldo, Fejsa (Samaris, 46’), Gabriel, Pizzi (Gedson, 84’), Zivkovic (Salvio, 61’), João Félix e Seferovic.

Leixões FC 1-2 FC Porto (após prolongamento): Horas extra

O FC Porto entrava hoje no Estádio do Mar com dois grandes objetivos. Primeiro importava garantir o passaporte para as meias-finais da Taça de Portugal e, em segundo lugar, conseguir fazê-lo sem ter que submeter os seus principais jogadores a um grande esforço físico de forma a poupar a equipa para os vários desafios que se avizinham. O primeiro foi cumprido, o segundo nem tanto.

Em relação aos onzes iniciais comecemos pelo FC Porto. Sérgio Conceição operou várias mexidas em relação à equipa que alinhou em Alvalade. Entre outras alterações, estreou Pepe, deu uma oportunidade de início ao reforço Fernando Andrade e entregou a baliza a Fabiano. Em sentido inverso, importa destacar a presença no onze dos habituais titulares Felipe, Alex Telles, Herrera e Corona.

Já o treinador do Leixões, Jorge Casquilha, apresentou uma equipa próxima da que costuma alinhar na Segunda Liga e colocava as suas principais esperanças no talento de Bernardo e Ofori e no jogo aéreo do central Bura.

Foi um jogo disputado num terreno a fazer lembrar os pelados do antigamente e, também por isso, acabou por ser competitivo mas muito mal jogado.

O FC Porto, como é habitual, entrou pressionante e com vontade de resolver cedo a questão. Aos 11 minutos Óliver serviu Herrera que trabalhou bem dentro da área e adiantou os azuis e brancos no marcador. O jogo precipitou-se até ao intervalo com o FC Porto por cima da partida e à procura do segundo golo. Ainda assim, em matéria de oportunidades de golo apenas há a destacar um remate de Fernando Andrade à malha lateral da baliza leixonense.

Depois do golo no Bessa, Hernâni voltou a ser decisivo
Fonte: FC Porto

Se na primeira parte se assistiu à habitual pressão e vertigem do FC Porto, na segunda observou-se a não menos habitual fraca capacidade do campeão nacional em gerir o jogo com bola e a uma gritante falta de capacidade dos comandados de Sérgio Conceição em chegar à baliza adversária. Perante a inoperância do Porto, o Leixões aproveitou para ir crescendo na partida. Mesmo sem criar grandes ocasiões de golo até então, o que é certo é que conseguiu mesmo chegar ao empate por intermédio de Zé Paulo (lançado já na etapa complementar) e atirar o jogo para prolongamento.

Já com Marega e Soares em campo, o tempo extra veio a revelar-se um autêntico massacre do FC Porto. De ataque em ataque iam surgindo momentos de calafrio na área da turma de Matosinhos. Ainda na primeira parte do prolongamento Soares introduz a bola na baliza adversária mas o árbitro assistente (mal) invalida o lance por fora de jogo.

Na segunda parte o assalto do FC Porto á baliza de Luís Ribeiro intensificou-se. Aos 118 minutos, a dois do fim da partida, Hernâni, já depois de ter falhado o golo no um para um com o guarda-redes contrário redime-se e volta a revelar-se decisivo, atirando o FC Porto para as meias-finais da Taça de Portugal. Na jogada do golo importa destacar a clarividência de Oliver, o cruzamento de Militão e a assistência de Ádrian, antes da finalização do extremo português.

Objetivo principal cumprido com serviços mínimos. Ainda assim, a preocupar os responsáveis portistas neste momento, estará o esforço físico a que Herrera e Alex Telles (principalmente estes) foram sujeitos.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Leixões FC: Luís Ribeiro; Jorge Silva, Matheus, Bura, Stéphane; André Ceitil (Zé Paulo 73’), Lawrence Ofori (Oudrhiri 89’), Luís Silva, Erivaldo, Bernardo (Evandro Brandão 62’) (Roniel 90’); Pedro Henrique.

FC Porto: Fabiano; Mbemba (Marega 87’), Felipe, Pepe, Alex Telles; Herrera, Óliver, Corona (Éder Militão 70’), Ádrian; André Pereira (Soares 80’) e Fernando Andrade (Hernâni 99’).

CD Aves 1-2 SC Braga: Sofrer sem necessidade

A primeira partida dos quartos de final da Taça de Portugal colocava frente a frente dois dos últimos três vencedores do troféu e com uma especial particularidade: ambos os treinadores cumpriam castigo e, por isso, eram os adjuntos a comandar as equipas.

Sem grandes surpresas, foi o SC Braga que esteve por cima no primeiro tempo. Com os centro-campistas, especialmente Novais, a serem fundamentais na sua manobra criou várias oportunidades de golo, permitindo clamorosos desperdícios a Paulinho.

Felizmente para os arsenalistas, à desinspiração de Paulinho respondeu Wilson Eduardo com inspiração, marcando os dois tentos que davam vantagem aos Guerreiros do Minho ao intervalo.

Cedo, aos 11’, desmarcou-se de forma sublime para aproveitar passe a rasgar de Novais e fintar o guardião tirsense para inaugurar a contagem. Mais perto do intervalo, aos 41’, apareceu novamente no espaço vazio, desta feita descoberto por Claudemir, e rematou colocado perante André Ferreira.

Teremos os quatro grandes nas meias da Taça?
Fonte: SC Braga

A segunda metade viu os da casa entrarem mais aguerrido e tornarem o encontro mais dividido. Apesar de tudo, os bracarenses pareciam ter o encontro sob controlo. O problema é que, aos 70’, Marafona saiu mal num canto e quem saltou mais alto foi Falcão que cabeceou para reduzir a diferença.

Contrariamente ao aconselhável, o Braga deixou-se dominar pela equipa avense e foi sofrendo desnecessariamente com o domínio adversário, merecendo especial destaque uma jogada de Baldé aos 78’.

Os instantes finais foram frenéticos, com uma excelente defesa de Marafona a cabeceamento de Derley aos 90+1’ e um remate à barra de Murilo aos 90+4’, mas o resultado manter-se-ia inalterado.

Os favoritos apuram-se para as meias, mas ficou na retina uma segunda metade bem aquém do esperado. Em especial, a substituição tão cedo no jogo de Novais, que estava a ser fulcral na manobra arsenalista, foi incompreensível e precipitou o domínio do Desportivo daí em diante.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

CD Aves: André Ferreira; Milos, Ponck, Jorge Fellipe, Vitor Costa; Braga (Vitor Gomes 57′), Falcão, Derley; Baldé, Fariña (Luquinhas 69′), Amilton (Rodrigues 80′)

SC Braga: Marafona; Goiano, Raul, Bruno Viana, Sequeira; João Novais (Ricardo Horta 65′), Claudemir, Palhinha, Esgaio; Wilson Eduardo (Murilo 86′), Paulinho (Ryller 74′)

Em 2019 o Flamengo precisa de parar de cheirar

A equipa com mais adeptos do Brasil está há nove anos sem conquistar o Campeonato Brasileiro e há amargos 37 sem levantar a Taça Libertadores da América. Por conta do deprimente jejum de títulos relevantes, o clube carioca ficou conhecida no Brasil como aquele que sente somente o “cheirinho” dos títulos, enquanto os rivais levantam as taças. Situação que não condiz com o atual momento do Flamengo, que é dono de uma das maiores estruturas de futebol do país, além de possuir o maior poder financeiro entre os clubes da Série A do Brasileirão.

Mesmo com todo o poderio financeiro, em 2018, o Clube de Regatas do Flamengo viu o Cruzeiro EC ser Campeão da Copa do Brasil, o Botafogo ser campeão do Campeonato Carioca e o SE Palmeiras ser campeão brasileiro. Os flamenguistas ainda sofreram com a queda nos oitavos-de-final da Libertadores para o Cruzeiro, perdendo em casa por 2-0, no primeiro jogo. Aparentemente apáticos a todos os fracassos acumulados no ano anterior, as “estrelas” do elenco flamenguista pouco colaboraram para que a temporada tivesse um desfecho diferente. O veterano Diego Ribas e o atacante Vitinho não foram capazes de fazer a diferença em campo. Já o badalado guarda-redes Diego Alves, contratado ao Valencia CF, foi apenas mais um fator negativo do Flamengo na temporada. Até mesmo Lucas Paquetá, recentemente transferido para o AC Milan, jogou mal no final da temporada.

Luiz Fernando ironiza o Flamengo fazendo o gesto do “cheirinho” 
Fonte: Botafogo de Futebol e Regatas

Além da apatia dos jogadores e do amadorismo da diretoria, em alguns casos, a equipa carioca também teve um fraco comando técnico durante 2018. Primeiro, com o previsível Paulo César Carpegiani, depois com o inexperiente e inexpressivo Maurício Barbieri. Por fim, quando tudo já se encaminhava para o fracasso, Dorival Júnior, o “menos mau” dos três. Dorival, diferente dos demais, conseguiu fazer o Flamengo jogar melhor, entretanto, na fase final do Campeonato Brasileiro, onde já era tarde de mais para uma reação flamenguista rumo ao título.

2019, no entanto, começou com uma perspectiva mais favorável para o clube da Gávea. A nova diretoria, mais rápida e certeira que a anterior, contratou o experiente e vitorioso Abel Braga para comandar a equipa, contratou o “artilheiro” do Brasileirão 2018, o atacante Gabriel Barbosa (Gabigol) e o médio uruguaio Arrascaeta, do Cruzeiro, além do promissor central Rodrigo Caio, que estava com problemas no São Paulo FC. Quatro contratações que mostram a força do Flamengo no mercado nacional e que elevarão o patamar técnico do clube, uma vez que base de 2018 será mantida.

Gabriel Barbosa é apresentado ao Flamengo como um dos principais reforços para a temporada 2019 Fonte: Clube de Regatas Flamengo

Diferente dos últimos anos, é fundamental que o Flamengo seja, na prática, uma equipa tão boa quanto na teoria. De nada adianta um ótimo plantel, se os jogadores não corresponderem em campo. O Palmeiras de 2017 é um bom exemplo disso. 2019 é o ano para o Flamengo deixar de “cheirar” os títulos e conquistá-los, pois a maior massa adepta do Brasil, a diretoria flamenguista e o futebol brasileiro clamam por isso. Os cariocas têm muitas coisas a aprender com os próprios erros dos anos anteriores, principalmente nos quesitos de humildade e gestão.

Foto de capa: Flamengo

Os 5 surpreendentes flops da Primeira Liga

Agora que a principal competição nacional chegou ao intervalo, é hora de fazer alguns balanços. Como nem só de goleadores e de grandes defesas se fez o caminho até agora percorrido, decidimos destacar alguns dos principais flops das primeiras 17 jornadas. Talvez não tenham sido os piores, mas sem dúvida que era esperado muito mais de cada um dos nomes a seguir enumerados.

Esperemos que todos eles possam arrancar para uma segunda volta a um nível completamente diferente. O futebol português agradece.

Olheiro BnR – Grace Brown

Num defeso muito mexido, a contratação de Grace Brown, uma australiana de 26 anos, por parte da Mitchelton-Scott, não mexeu com muitos e pareceu até algo insignificante. Agora, após seis dias de competição, começa a suspeitar-se que este pode ter sido um golpe de mestre da equipa da terra dos cangurus.

Com um passado no ballet, dedicou-se depois à Corrida e entrou tarde (para os padrões do desporto) no Ciclismo. Enquanto normalmente as atletas promissoras – como Cecilie Uttrup Ludwig, Letizia Paternoster ou as portuguesas Soraia Silva e Maria Martins – têm a primeira experiência em equipas UCI ainda na adolescência, Brown só já depois dos 20 anos é que sequer se dedicou às duas rodas.

No entanto, rapidamente deixou uma marca no circuito amador australiano e foi ganhando o seu espaço. Em 2017 e no início de 2018 correu pela Holden Team Gusto, equipa de clube australiana que tem já pergaminhos na Oceânia, mas foi a meio do ano passado, depois de conquistar o ouro no crono e a prata no fundo dos Campeonatos Continentais, que teve a primeira grande oportunidade, correndo durante alguns meses pela histórica Wiggle High5.

Começou este ano a vencer com a conquista do Campeonato Nacional de contrarrelógio, a que juntou poucos dias depois o triunfo na terceira etapa do Tour Down Under, mas parece ter potencial para muito mais, como o prova o 21.º lugar na La Course 2018.

Seis dias de corrida em 2019 e já leva duas vitórias
Fonte: Santos tour Down Under

O contrarrelógio é a sua arma predileta e foi onde alcançou já os melhores resultados, mas está longe de ser a única, já que a australiana passa também muito bem as dificuldades e tem ainda uma boa ponta final. Desde logo, tem tudo para ser uma ameaça nas clássicas acidentadas e em certas provas por etapas. No terreno mais montanhoso ainda tem margem para evoluir, mas servirá desde já como uma excelente escudeira para apoiar as suas líderes.

Ficou já claro que estamos perante uma atleta de enorme qualidade, com apenas o fator idade a poder pesar nas oportunidades que lhe serão dadas. Se considerarmos que a sua principal líder de equipa – e uma das grandes estrelas do desporto -, Annemiek van Vleuten, tem mais dez anos que ela, Brown ainda tem um longo caminho pela frente e muito para conquistar.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Cycling Australia

Arrivederci, Viviano

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O guarda-redes Emiliano Viviano, resgatado à Sampdoria a troco de três milhões de euros, teve uma primeira passagem por Alvalade muito fugaz. Contratado ainda na era Bruno de Carvalho, a pedido do sérvio Sinisa Mihajlovic (treinador com quem já tinha trabalhado anteriormente na Sampdoria) para fazer face à saída de Rui Patrício, acabou por regressar a Itália sem cumprir qualquer minuto de leão ao peito na presente temporada.

Com a saída de Bruno de Carvalho da presidência do clube leonino, e consequente troca de treinador, a vida do italiano complicou-se. Na pré-temporada e já com o plantel às ordens de José Peseiro, Viviano teve a sua única oportunidade para se mostrar entre os postes, no entanto, sem conseguir agradar os responsáveis leoninos.

Completamente “tapado”, primeiro por Salin e posteriormente por Renan, os responsáveis leoninos decidiram colocar o guarda-redes italiano no mercado, tal como disse o atual mister leonino, Marcel Keizer, em conferência de imprensa: “É melhor que vá para um clube onde possa jogar”.

Viviano sai sem qualquer minuto oficial disputado
Fonte: Sporting CP

Na atual janela de transferências, o Sporting Clube de Portugal chegou a acordo com a Spal, equipa que milita na Série A italiana. O acordo contempla um empréstimo até final da temporada sem opção de compra no final deste período, ficando a totalidade do vencimento do jogador a cargo do clube italiano.

O caso “Viviano”, foi e continua a ser polémico no seio leonino. Um jogador que chega a Alvalade para suprimir a saída de um dos melhores jogadores leoninos dos últimos tempos, fica metade da temporada longe da vista dos/as sportinguistas, e acaba por ser emprestado na janela de transferências seguinte à da sua contratação. Na minha opinião, e tendo em conta que não fazia parte das escolhas para o mister holandês (tal como não fez para José Peseiro e Tiago Fernandes), foi provavelmente o melhor negócio que se podia ter feito, no entanto enquanto sportinguista gostaria de ter visto “os três milhões” em ação. Será que na próxima temporada o italiano terá a oportunidade que não teve na presente?

Força Sporting Clube de Portugal.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

O renascer encarnado

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Há pouco tempo, ver o Benfica era difícil. Tornara-se uma obrigação ligar a televisão e ficar diante do ecrã durante 90 minutos duros e longos, ou deslocar-me até ao estádio para assistir a uma sofrida partida de futebol onde a essência do jogo se perdera e a vitória era um alívio.

Não havia esforço dos jogadores, organização, jogadas magníficas ou vitórias convincentes de forma constante. Era tudo ganho a ferros e havia a sensação de que qualquer equipa podia fazer frente ao nosso clube. Os atletas em campo estavam desnorteados, parecendo não saber o seu lugar em campo, e davam a impressão de que não tinham a motivação que o peso da camisola deveria dar.

Excetuando um ou outro, os jogadores não sentiam o manto sagrado, não sentiam os adeptos, não sentiam as palavras do treinador e não sentiam o clube, o Benfica. Isto tudo tornava a ação de ver o Benfica um esforço que só era possível pelo simples facto de ser precisamente o Benfica que entrava em campo, na vez de ser pelo entusiasmo e prazer de ver jogar o clube do coração. O descontentamento dos adeptos no final dos jogos era também difícil de suportar. Apareciam lenços brancos nas bancadas direcionadas ao treinador e à direção do clube.

Tudo isto parecia estar a ser causado por um homem só. Rui Vitória estava longe de ter o apoio dos adeptos e parecia também ter perdido a confiança dos jogadores. Assim, culpei Rui Vitória por todo este sentimento negativo e apático em relação ao ver o Benfica. Nem escrever sobre o meu clube conseguia e atribuí culpa ao mesmo homem.

Há duas jornadas, Rui Vitória saiu do Benfica e Bruno Lage tomou o leme da equipa interinamente. O primeiro jogo foi em casa, contra o Rio Ave e começou da pior forma.

Bruno Lage é o substituto interino de Rui Vitória depois da sua saída
Fonte: SL Benfica – Formação

Aos 20 minutos de jogo, o Benfica perdia por 0-2. Os jogadores pareciam estar a jogar parados, sem qualquer interesse em fazer alguma coisa que levasse a que o Benfica desse a volta ao resultado. Ouviu-se um coro de assobios como não me recordo no passado recente. Em pleno Estádio da Luz, quase 50 mil adeptos fartos da falta de entusiasmos dos jogadores – já que agora não podia existir a ‘desculpa’ de todo o mal ser do treinador – assobiaram fortemente a equipa a demonstrar o descontentamento pelo que ali se passava.

Porém, deu-se a remontada. Houve uma espécie de renascimento da equipa e voltou-se a jogar futebol. Ao intervalo o resultado estava empatado e na segunda parte, com a ajuda do treinador Bruno Lage, a equipa regressou com outra atitude. Viu-se progresso a olhos vistos e os encarnados venceram por 4-2.

Na jornada seguinte, nos Açores, continuou-se a ver progressos na equipa e agora volto a ver o Benfica a jogar com prazer, entusiasmo e vontade. Quero ver o clube a subir de forma, a recuperar o seu poderio e a jogar cada vez melhor. A vencer com categoria aos poucos e poucos. A renascer.

Foto de Capa: Bruno Lage

Manchester City FC 3-0 Wolverhampton Wanderers FC: Decidido desde cedo

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Vindo de vitórias contundentes para a Taça da Liga (9-0 frente ao Burton Albion FC) e Taça de Inglaterra (6-1 frente ao Rotherham United FC), o Manchester City não teve grandes dificuldades em vencer uns Wolves famintos, que eliminaram o Liverpool FC na segunda-feira e com quem empataram na primeira volta.

O jogo começou com o domínio habitual dos Citizens, que se materializou à passagem do minuto dez, altura em que Laporte descobriu Sané nas costas da defesa adversária e o alemão serviu Gabriel Jesus para o golo.

O golo tranquilizou os da casa e o Wolverhampton não conseguia sair em contra-ataque, como tanto gosta. À passagem do minuto 20, Boly foi expulso e deu uma machadada quase definitiva no desfecho do jogo (e em Bernardo Silva também…).

A dez minutos do intervalo, e já depois de algumas triangulações perigosas do Manchester City, os comandados de Nuno Espírito Santo quase chegaram ao empate, mas Jota chegou atrasado ao cruzamento de Jonny. Logo depois, mais um erro individual de um defesa laranja deu o 2-0 aos campeões: Bennett travou Sterling na área e Gabriel Jesus bisou da marca do castigo máximo. Ao intervalo, com 2-0 no marcador e uma unidade a menos nos Wolves, o jogo estava decidido.

Fonte: Manchester City

Nuno ainda acreditava ser possível levar algo positivo deste jogo e lançou Adama Traoré ao intervalo. No entanto, a toada do primeiro tempo manteve-se e o Wolverhampton teve ainda mais dificuldades em chegar à baliza de Ederson. O City poderia ter ampliado a vantagem por, pelo menos, duas vezes, mas Sterling e Kevin De Bruyne, entretanto lançado por Pep Guardiola, não aproveitaram. Pouco tempo depois, o belga cruzou de forma soberba e Coady, infeliz, introduziu a bola na própria baliza. 3-0 no marcador e dúvidas, se ainda existissem, totalmente dissipadas.

O apito final chegaria sem mais alterações no marcador. Um jogo que prometia muito «perdeu a graça» muito cedo quando o City, já em vantagem, ficou em superioridade numérica. Os Wolves não conseguiram fazer as suas saídas em ataque rápido como de costume (sentiu-se a falta de Hélder Costa ou Ivan Cavaleiro) e depois da saída de Raúl Jimenez, não mais incomodaram Ederson. Já o Manchester City confirmou o bom momento atual, tirando proveito da qualidade dos seus extremos e criatividade e capacidade de pressão do seu meio-campo.

 

Onzes iniciais e substituições:

Manchester City FC: Ederson, Walker, Stones, Laporte, Danilo, Fernandinho, Bernardo, David Silva (De Bruyne 62’), Sané (Gundogan 74’), Sterling, Gabriel Jesus (Aguero 76’).

Wolverhampton Wanderers FC: Rui Patrício, Doherty, Coady, Bennet, Boly, Jonny, Dendoncker, Ruben Neves, João Moutinho (Gibbs-White 72’), Diogo Jota (Saiss 59’) e Raúl Jimenez (Adama 46’).

Estrelas da Formação: Gedson Fernandes

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Hoje vim falar de uma estrela em ascensão, se é que assim se pode dizer: é ele o nosso muito bem conhecido Gedson Fernandes. Nomeado para Golden Boy ainda em 2018, a nossa pequena/grande estrela está no SL Benfica desde os 10 anos de idade, proveniente do SC Frielas, clube do concelho de Loures.

Natural de São Tomé e Príncipe, o jovem jogador de apenas 20 anos de idade começou a jogar de águia ao peito no final de dezembro de 2009. Em declarações para sites e jornais desportivos, Paulo Sérgio, presidente do SC Frielas, conta que tanto o Sporting CP como o SL Benfica estavam interessados na jovem promessa, mas diz que “queríamos só deixá-lo ir embora no final da época” a custo zero. No entanto, o SL Benfica ofereceu-lhes “250 euros e mais 25 bolas” e diz o presidente do clube do concelho de Loures que “vale mais receber isso do que não receber nada”, pois “o Sporting CP queria-o só no fim da época para não nos pagar nada”.

Paulo Sérgio: “Gedson era muito veloz e muito habilidoso”
Fonte: SL Benfica

Paulo Sérgio considera o “miúdo” uma pessoa humilde, que mostra isso mesmo em campo: “nos jogos, o guarda-redes passava-lhe a bola e ele desequilibrava tudo e marcava golos”, até que o treinador lhe disse para abrandar “um pouco e deixar os outros jogar”, ao que Gedson pediu para o deixar “jogar só mais um bocadinho que eu prometo não marcar golos”. Muito acarinhado pelo SC Frielas, Gedson rumou ao SL Benfica para nos comprovar essa mesmo humildade.

No SL Benfica, festejou o primeiro Campeonato Nacional quando jogava pelos Iniciados A. Numa entrevista à BTV, Gedson confessa que tem “todas as faixas de campeão em casa” e que se sente “orgulhoso” do próprio trabalho e do coletivo com os colegas de equipa. Ganhou também pelo SL Benfica um Campeonato Nacional de Juniores (2017/2018) e pela Seleção Nacional um Europeu de Futebol sub-17 (2016). No que diz respeito a prémios individuais foi considerado o melhor jogador jovem do mês de agosto de 2018 e nomeado, como já referi, para Golden Boy onde ficou em sétimo lugar.

Gedson: “Sinto-me orgulhoso do meu trabalho e do dos meu colegas e foram missões cumpridas”
Fonte: SL Benfica

No geral, e segundo as estatísticas, na época de 2013/2014 (Juniores C), jogou 34 jogos e marcou 13 golos. Entre 2014 e 2016, já a jogar pelos Juniores B marcou presença em 46 jogos e fez 15 golos. Entre 2016 e 2018, a jogar pelos Juniores A, participou em 35 jogos e marcou quatro golos. No que toca à equipa sénior, tem um total de 69 jogos e 8 golos marcados. Já pela Seleção, nos vários escalões em que jogou, tem nos seus registos 46 jogos e seis golos marcados.

Foto de Capa: SL Benfica