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Mister, e quando não se está a ganhar?

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Keizer encantou mal chegou a Alvalade. Foram sete vitórias consecutivas, trinta golos marcados e um futebol altamente positivo. Tudo estava bem…até os leões terem viajado a Guimarães, onde saíram derrotados por 1-0. A partir desde esse jogo a equipa já somou dois resultados negativos (derrota em CD Tondela e empate em casa frente ao FC Porto).

Se analisarmos os jogos na era de Keizer em Alvalade, só num é que os leões conseguiram dar a volta ao marcador: aos 25 minutos de jogo, o Sporting perdia em casa por duas bolas a zero frente ao Nacional, mas graças a Bruno Fernandes e a Bas Dost, que bisaram, e a Mathieu, que cobrou de forma exímia um livre direto, os leões conseguiram mesmo conquistar os três pontos. Ora, em mais nenhum jogo a turma de Alvalade conseguiu dar a volta no marcador e é aí mesmo que reside o principal problema de Marcel Keizer: a inoperância em ‘mexer’ na equipa e em dar um novo rumo ao jogo.

Analisemos então de forma detalhada as duas derrotas dos leões na era de Keizer (excluímos o jogo do Porto porque um clássico é sempre um clássico e o resultado é sempre impossível de prever).

A deslocação a Tondela marcou o segundo desaire na era de Keizer
Fonte: Sporting CP

No sempre difícil Estádio Dom Afonso Henriques a equipa do Sporting CP encontrou uma equipa do Vitória SC muito bem estruturada e com uma estratégia bem clara e definida: limitar o jogo ofensivo leonino, sem nunca descurar os ataques rápidos. Porém, Keizer tinha a obrigação de mudar o rumo e se, por exemplo, olharmos para as substituições não encontramos nenhuma tentativa de alterar o jogo drasticamente: Raphinha, Mané e Petrovic foram lançados, respetivamente, para os lugares de Jovane Cabral, Miguel Luís e Gudelj. Quase todas as substituições (tirando a do Mané pelo Miguel Luís), foram troca por troca, ou seja, não trouxeram nenhuma vertente tática nova ao jogo. Sem mexer drasticamente na equipa, o técnico deu a ideia de que se limitou apenas a colocar jogadores ‘frescos’.

Quinze dias depois, o Sporting voltou a jogar fora para o campeonato e desta feita no terreno do CD Tondela. Sem Bas Dost, que estava indisponível por lesão, Keizer optou por uma linha de ataque móvel: Nani, Raphinha e Diaby. Aos cinco minutos de jogo os leões já perdiam graças a um golo de Juan Delgado. Logo ao intervalo, o técnico holandês lançou Fredy Montero para o lugar de Gudelj, numa clara mudança de esquema tático, colocando mais um avançado em jogo. Aos 74 minutos, o Tondela ampliou a vantagem num grande golo de Tomané, vantagem essa que durou apenas dois minutos visto que Mathieu reduziu para equipa verde e branca. Até final, Keizer só lançou André Pinto para o lugar de Nani, dando única e exclusivamente centímetros aos homens de Alvalade.

Sempre se pode dizer que ainda não houve assim tanto tempo para colocar já a equipa a jogar em diversos moldes de jogo, mas a verdade é que ambas as derrotas demonstraram que Keizer tem muitas dificuldades em mexer na equipa e no rumo do jogo.

Foto de Capa: Sporting CP

Mundial sem surpresas

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Está, neste momento, a decorrer o Campeonato do Mundo de andebol na Alemanha e na Dinamarca. Sem surpresas, as seleções mais poderosas do andebol mundial têm liderado os grupos onde estão incluídas.

A prova conta com alguns jogadores que atuam em Portugal – como Frankis Carol, do Sporting, pelo Qatar, ou Borko Ristovski, do Benfica, que tem brilhado na baliza da Macedónia – e ainda com o antigo internacional português Filipe Cruz, atual treinador de Angola. 

No grupo A, a campeã em título, França, segue na liderança com nove pontos, com quatro vitórias e um empate; a Alemanha encontra-se em segundo, um ponto atrás dos franceses; o Brasil já está a conseguir resultados históricos ao garantir o terceiro lugar do grupo (melhor classificação de sempre do país) e a próxima fase da competição com a ajuda do leão Fábio Chiuffa. Com dez pontos, o grupo B é liderado pela Croácia, que tem realizado um campeonato do mundo de grande nível, superando a Espanha, que detém o título de campeão europeu.

O grupo C, idêntico, conta com a Dinamarca no primeiro lugar, com dez pontos, e com a Noruega em segundo, com oito. O grupo D, que tem sido o mais equilibrado, tem a Suécia na primeira posição, com dez pontos, e a Hungria em segundo, com seis pontos. O Qatar está em quarto e Angola fecha o grupo, em sexto, apenas com um ponto.

A seleção alemã, que já está apurada para a próxima fase, protagonizou dois empates frente à Rússia e à França, em quatro jogos.
Fonte: Federação da Alemanha

A Croácia, a Dinamarca e a França têm sido das equipas mais eficientes da prova. Apresentam poucas falhas técnicas e um grau de organização acima da média, exibindo-se como sérios candidatos à conquista do Mundial. Até agora, o melhor marcador é o dinamarquês Mikkel Hansen, com 35 golos em cinco jogos (sete golos por jogo) e uma eficácia de 74% (um registo notável na modalidade). Frankis Carol encontra-se na 12.ª posição, com 25 golos marcados e uma eficácia de remate de 42%. Quanto aos guarda-redes, o melhor até agora é o dinamarquês Niklas Landin, com uma percentagem de defesas de 45%. O benfiquista Ristovski está em oitavo, com um valor percentual de 37%.

A seleção do Qatar, de Frankis Carol, não tem brilhado e somou apenas duas vitórias, em que o jogador do Sporting, na primeira, esteve em grande plano com seis golos em 30 minutos.
Fonte: Federação do Qatar

São nove as seleções apuradas para a próxima fase da prova: as seleções anfitriãs da Alemanha e Dinamarca, os campeões europeus e mundiais, Espanha e França respetivamente, a Suécia, a Noruega, a Croácia e a Hungria, do guarda-redes do Benfica Ristovski, e o Brasil, que já faz história no Mundial de andebol. Até agora não há surpresas no campeonato do mundo e os “tubarões” têm cumprido com as expetativas.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Fédération Française de Handball

GD Chaves 1-4 FC Porto: Super Soares dá três pontos ao FC Porto

O FC Porto dirigiu-se a Trás-os-Montes para agarrar os três pontos e manter distância dos restantes clubes no pódio. Pepe estreou-se a titular na Liga NOS e Militão no lado direito da defesa portista. Num dia frio em que Braga e Benfica também jogavam, o FC Porto ganhou por 4-1, com três golos de Tiquinho Soares e um autogolo do ex-jogador portista, Nuno André Coelho. A liderança mantém-se e resta esperar ao FC Porto que os adversários escorreguem para aumentar a distância.

Nos primeiros 15 minutos da partida não houve qualquer lance de perigo para ambas as equipas. Foi marcado por uma luta acesa pela bola, no entanto, o FC Porto conseguia mais bola que o GD Chaves. No entanto, foi o conjunto de Tiago Fernandes, ex-treinador interino do Sporting CP, foi quem fez o primeiro remate à baliza. Casillas ia comprometendo ao não conseguir agarrar o primeiro remate, mas a bola foi afastada rapidamente pela defesa portista antes da recarga. O GD Chaves ainda ameaçou de novo com William a desviar o cruzamento de Costinha, mas a bola foi por cima da baliza.

Marega aos 23 minutos de jogo remata forte após cruzamento de Militão, mas António Filipe defendeu para canto. Canto batido por Alex Telles, desvio de Moussa Marega e eis que aparece Tiquinho Soares para fazer o primeiro golo do jogo! 6º golo do brasileiro na edição 2018/2019 da Liga NOS.

O Chaves não dava espaço para os azuis e brancos fazerem o seu jogo e tentava sempre ameaçar a baliza do FC Porto até que Luther Sing, do lado esquerdo do ataque flaviense, corta para dentro e remata para uma grande defesa de Casillas.

A três minutos do intervalo, Corona dribla Djavan do lado direito do ataque, passa para Marega que leva a bola até à linha de fundo e cruza rasteiro para Soares fazer o segundo golo do FC Porto! Os dragões vão para o intervalo mais confortáveis com uma vantagem de dois golos sobre o Chaves e com os três pontos na mira.

Soares esteve em destaque no encontro
Fonte FC Porto

A segunda parte foi um deserto de oportunidades/lances de perigo. O FC Porto procurava guardar a bola e não arriscar, à espera de um possível contra-ataque. O único lance de perigo foi de Soares aos 59 minutos, que procurava fazer o terceiro na partida, mas a bola saiu por cima. Entre os 59 e os 62 minutos saíram dois amarelos do bolso de Nuno Almeida. O primeiro para Luther Sing por falta sobre Militão e, de seguida, para Corona, por falta sobre o já amarelado, Luther Sing.  A primeira substituição do jogo aos 66 minutos, Felipe saiu com queixas na perna direita e Mbemba entra para o seu lugar, passando Militão para central e Mbemba fica no lado direito da defesa azul e branca.

A dois minutos dos 70, Herrera vira o jogo perto da grande área para o lado direito e Corona aparece já dentro da grande área e passa para Soares fazer o hat-trick! Excelente jogo do avançado brasileiro, aumentando a sua marca na liga portuguesa para 8 golos.

Tiago Fernandes quis reagir e manda Niltinho para dentro das quatro linhas, fazendo sair o recém-chegado Costinha. Sai também André Luís e entra Erdem Sen. Do lado do FC Porto sai Brahimi e entra Fernando Andrade.

Aos 75 minutos de jogo, William recebe uma bola dentro da grande área e Pepe, ao pressioná-lo, acaba por fazer falta segundo Nuno Almeida. Bruno Gallo é chamado à cobrança da penalidade máxima e reduz para 1-3.

A 10 minutos do fim, Fernando Andrade, primeiramente, ameaçou a baliza de António Filipe depois de um passe de Marega. O brasileiro tentou fintar o guardião do GD Chaves, mas a tentativa foi mal sucedida. Platiny entrou para o lugar do sul-africano Luther Sing, Corona saiu para entrar Adrián López e Tiquinho Soares criou duas oportunidades de muito perigo. No entanto, acabou por ser Fernando Andrade a criar o 4º golo dos dragões. Grande passe de Militão, a atravessar o meio campo e a chegar a Fernando Andrade que recebe a bola com sucesso, faz um chapéu a António Filipe e quando vai para rematar para dentro da baliza, Nuno André Coelho faz o corte para dentro da baliza, marcando assim um auto-golo.

Acaba o jogo em Chaves, temperaturas baixas, mas um jogo quente em Trás-os-Montes para o FC Porto. Um dia após o aniversário de Tiquinho Soares, o brasileiro fez um hat-trick e teve direito a ouvir um cântico de parabéns por parte dos Super Dragões.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

GD Chaves: António Filipe; Lionn, Nuno André Coelho, Maras, Djavan; Costinha (Niltinho, 70’), Jefferson, Bruno Gallo; Luther Singh (Platiny, 82’), André Luís (Erdem Sen, 74’), William.

FC Porto: Casillas; Éder Militão, Pepe, Felipe (Mbemba, 66’), Alex Telles; Corona (Adrián López, ,86’) Herrera, Óliver, Brahimi (Fernando Andrade, 72’); Marega, Tiquinho Soares.

Vitória SC 0-1 SL Benfica: Margem mínima

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O Benfica regressou a Guimarães para mais uma jornada da Liga NOS depois de ter vencido o Vitória dias antes para a Taça de Portugal. Este regresso ao Estádio D. Afonso Henriques ditou logo uma surpresa no onze encarnado: Nicolas Castilho foi titular no lugar de Seferovic e Samaris substituiu o lesionado Fejsa. Esta segunda substituição era já esperada pelos adeptos.

Numa primeira parte com lances de perigo para cada uma das equipas, foi o Sport Lisboa e Benfica o coletivo que surgiu com perigo mais vezes às zonas mais próximas da baliza adversária. João Félix foi o jogador que mais vezes chegou com perigo à área do brasileiro onde mostrou qualidade na hora de rematar e na hora de desequilibrar a defesa contrária e assistir para os companheiros. Nota para o remate fortíssimo do português ao minuto onze onde obrigou o camisola um do Vitória a um encaixe perfeito de bola. Aos vinte e seis minutos foi a vez de Pizzi rematar de fora de área, isto num lance de contra-ataque, e acabar a ver Douglas a voar e socar a bola para a linha de fundo.

Aos trinta e seis minutos surgiu um dos momentos de maior perigo para a baliza de Odysseas. André André, num ressalto fora da área, usou o pé direito para atirar a bola a rasar o ferro da baliza do guardião encarnado. Uma jogada pelo lado direito onde Tozé tinha tentado um cruzamento para um dos homens da frente Vitoriana. Aos quarenta e três minutos foi a vez desse mesmo Tozé rematar à baliza do camisola 99 das águias. O polivalente português rematou no ar e obrigou o jovem encarnado a voar para defender o remate mais perigoso da primeira parte do Vitória Sport Club.

A seguir a este lance ainda surgiu Alexandre Guedes com perigo ao sector defensivo encarnado finalizando assim o melhor momento do Vitória na primeira metade da partida.

O Benfica e o Vitória recolhiam assim ao balneário com uma primeira parte de bastante equilíbrio onde ambos os ataques e ambas as defesas estiveram em grande plano. Ficou apenas a faltar o golo para dar alegria ao Estádio cheio.

Os adeptos do Benfica estiveram lado a lado com a equipa durante os 90 minutos. Apoio incondicional nesta fase difícil da temporada
Fonte: SL Benfica

A segunda parte, talvez pelo cansaço da intensidade de jogos anteriores, trouxe um futebol menos atrativo onde se destacam três lances antes do golo. O primeiro, num cruzamento de Pizzi, há uma grande confusão na área do Vitória e o Benfica não consegue rematar o esférico. Num dos lances a seguir os adeptos do Benfica podem ter ficado com os cabelos no ar com o péssimo momento de Conti. O central argentino esteve muito mal em lidar com ataque veloz do Vitória e ficou para trás quando a defesa dependia de si. Após a assistência desse lance surgiu milagrosamente Gabriel a cortar para canto.

O Vitória não baixou os braços e surgiu de seguida o lance de maior perigo para o Vitória: Rafa Soares, de pé esquerdo, rematou sem pressão dos adversários e por sorte é que Odysseas não foi buscar a bola ao fundo das redes. Aos oitenta minutos o Benfica chegaria ao golo por parte de Seferovic. O suíço precisou apenas de encostar para dentro da baliza do Vitória num lance onde o destaque vai para a visão de jogo de Gabriel. O brasileiro encontrou André Almeida, passou-se num bom lance de distribuição de bola e o português apenas teve de cruzar rasteiro para o camisola catorze. Desde o momento do golo notou-se uma persistência do Vitória em chegar pelo menos ao golo do empate mas não teve o sucesso querido.

O Benfica conquistou assim três pontos e garantiu a permanência no segundo lugar da tabela classificativa e mantendo a mesma diferença pontual do FC Porto.

Foto de capa: SL Benfica

Perdidos no tempo: Lisandro López

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O internacional argentino chegou ao FC Porto na época 2005/06, proveniente do Racing Club Avellaneda da Argentina, a troco de cerca de três milhões de euros. Ao serviço dos azuis e brancos fez 150 jogos, tendo apontado 63 golos. Conquistou quatro Campeonatos, duas Taças de Portugal e uma Supertaça.

Teve uma passagem marcante pelo dragão e deixou saudades nos adeptos azuis e brancos. Na primeira época não foi um titular indiscutível mas, nas épocas seguintes, tornou-se num indiscutível e uma peça preponderante no onze azul e branco. Avançado móvel, que podia jogar partindo das alas ou no corredor central, grande capacidade técnica, muito inteligente nas movimentações, facilidade na finalização e a tudo isto juntava a típica “garra Argentina”. Um avançado completo que ainda hoje apesar dos seus 35 anos faz a diferença no Campeonato Argentino onde é, neste momento, o melhor marcador do Campeonato com 12 golos em 14 jogos.

Argentino chegou a envergar a braçadeira de capitão
Fonte: FC Porto

Saiu do FC Porto para representar os franceses do Olympique Lyonnais pela quantia de 24 milhões de euros. No Campeonato Francês também deixou a sua marca, tendo realizado 167 jogos, nos quais apontou 82 golos. Passou depois pelo Catar, Brasil e regressou a “casa” para representar o seu clube do coração e onde foi formado, o Racing Club Avellaneda.

Uma carreira de grande nível, que deixou marca por onde passou. Um grande profissional e a prova disso foi ter chegado a capitão de equipa no FC Porto, Olympique Lyonnais e no Racing Club Avellaneda. Foi internacional argentino por sete vezes.

Lisandro Lopéz é o típico jogador “à Porto”, “antes quebrar que torcer” e foi por isso que a sua integração e empatia com a massa associativa foi perfeita e fácil.  O mercado argentino devia voltar a ser uma prioridade nas contratações do FC Porto, até porque geralmente são jogadores que não precisam de grandes períodos de adaptação e o seu rendimento é normalmente bastante elevado.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

 

Um “diabo” sem chama

É um “sonho” defender contra ele, dizia Rio Ferdinand em outubro de 2018. “Ele não se mexe, por isso sabes sempre o que ele vai fazer”. Romelu Lukaku vai na sua segunda época pelo Manchester United FC, um percurso que começou bem, mas cedo azedou. Estará o belga abaixo do escalão ou será que são os Red Devils que ainda não encontraram o sistema certo para ele?

Chegado a Old Trafford do Everton Football Club, no verão de 2017, a troco de 85 milhões de euros, Lukaku registou 11 golos nos seus primeiros dez jogos. Um começo de sonho, mas que hoje parece tão distante. Desde então, o número nove do Manchester United apenas encontrou o fundo das redes mais 25 vezes com a camisola do histórico inglês. Um total de 36 golos em 77 partidas. Embora não tenha uma média terrível (quase meio golo por jogo), não é de todo uma média que justifique o seu preço. E, se é verdade que um jogador não escolhe a quantia que o clube paga por si, também é verdade que alguma da desilusão com Lukaku tem sido justificada.

O avançado tem sido amplamente criticado por um certo défice técnico. E, até certo ponto, isto verifica-se. Lukaku tem-se revelado pouco capaz de proteger a bola, apesar do seu bom físico. Quando se encontra de costas para a baliza, raramente se consegue virar, e mesmo quando encara o adversário, acaba por perder o controlo do esférico antes sequer de enfrentar o defesa. O primeiro toque do belga tem sido de tal forma pouco eficaz que se tornou numa piada recorrente em comentários e discussões online. É um problema que apenas se tem exacerbado com a sua falta de confiança.

Romelu Lukaku é a prova de que, nos níveis mais altos do desporto rei, a estatura física não é tudo
Fonte: Manchester United FC

Mas Lukaku apenas se via obrigado a enfrentar adversários ou a jogar de costas para a baliza porque o sistema de José Mourinho assim o ditava. Muitas vezes, o belga encontrava-se sozinho no terço defensivo adversário, sem opções de passe, com todos os seus colegas extremamente recuados. O jogo com o Sevilha FC, na primeira mão dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões do ano passado, é um exemplo primordial desta tendência. Sem qualquer tipo de apoio no ataque, Lukaku simplesmente não tinha tempo de construir uma jogada. Recebia a bola de Paul Pogba, que fazia um passe ainda antes do meio-campo, e, no meio de três ou quatro adversários, não havia físico que lhe valesse. Não havia também colegas de equipa que aproveitassem o espaço que ele criava ao atrair tantos defesas. Assim, Lukaku perdeu a bola variadíssimas vezes e acabou por ser um dos mais criticados em campo. Mas que poderia ele fazer numa situação destas? Não importa a qualidade do jogador quando este recebe a bola isolado perante a defesa adversária inteira. Contam-se pelos dedos de uma mão os jogadores que, ao longo da história do futebol, conseguiriam fazer alguma coisa numa situação dessas.

Ole Gunnar Solskjær parece, para já, mais preocupado em devolver algum protagonismo a Paul Pogba e criar um sistema que permita ao francês ser o novo maestro de Old Trafford. Ainda não tem um mês no cargo, por isso não podemos tirar conclusões sobre o impacto que a sua chegada terá em Lukaku. Não obstante, o belga conta com três golos nos quatro jogos que fez desde que o norueguês chegou ao comando da equipa técnica. Solskjær parece querer incutir um estilo de jogo rápido e entusiasmante: aquilo a que os adeptos do Manchester United estão habituados. Prova disso foi a inclusão de Marcus Rashford, Anthony Martial e Jesse Lingard no XI inicial no último jogo contra o Tottenham Hotspur FC, em detrimento de Lukaku.

Será esta decisão um presságio para o fim dos dias de Lukaku em Manchester? Ou será que Solskjær percebe que devolver o belga à sua melhor forma implica restaurar uma confiança que foi abalada no último ano pelos adeptos, pela imprensa e até pelo próprio José Mourinho?

Com 25 anos, Romelu Lukaku ainda tem tempo para recuperar desta má fase. Ainda está para alcançar o seu auge físico, e poderá ser nessa altura que se tornará numa estrela em Old Trafford e justificará a quantia que os Red Devils pagaram por ele. O potencial está lá, e talvez a mentoria de um avançado histórico de Old Trafford seja precisamente aquilo de que ele precisa para o concretizar.

Fonte: Manchester United FC

Seferovic, o jogador que parece ter encontrado o lugar certo

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Com 26 anos, nascido em Sursee, na Suíça, Haris Seferovic é hoje um dos jogadores que integra a equipa principal do SL Benfica. Desde criança que percorre a Europa a defender vários clubes, mas, para já, a estadia continuará a ser em Portugal.

O jogador de ascendência bósnia formou-se no Lucerna, clube do seu país natal onde jogou durante duas épocas, mas foi no Grasshopper que iniciou a sua carreira profissional. Serviu o clube entre 2008 e 2010 e jogou apenas três jogos. Por outro lado, sagrou-se campeão do mundo em 2009 pela seleção sub-17, onde venceu equipas como Alemanha, Brasil, Colômbia, Itália, Japão, México e Nigéria. E foi com este último que a Suíça foi à final, derrotando o clube por uma bola a zero. Seferovic foi o homem do jogo, marcando o único golo da partida que deu o triunfo aos suíços.

Ainda com 17 anos, após o acontecimento no Mundial, o agora jogador encarnado mudou-se para Itália, para defender a Fiorentina, mas por pouco tempo, pois no mesmo ano regressou à Suíça, desta vez a jogar pelo Neuchatêl Xamax FCS. No ano seguinte, e ainda por empréstimo da Fiorentina, voltou para Itália para jogar no Lecce. Neste vaivém de empréstimos, acabou ainda por ser cedido ao Novara, mas em 2013 voou para Espanha, ao serviço do Real Sociedad. Mais uma vez, a estadia durou pouco tempo, na época seguinte Seferovic foi aposta do Eintracht Frankfurt, onde finalmente se conseguiu manter por três épocas, tendo sido o melhor marcador da primeira. É de referir que nesse ano o clube alemão manteve-se na Bundesliga com alguma dificuldade, mas nos dois anos seguintes Seferovic teve a oportunidade de mostrar as suas qualidades como avançado.

E foi do Eintracht Frankfurt que veio parar à Luz. Chegou a Lisboa a 2 de junho de 2017 e assinou pelo SL Benfica por cinco temporadas. Mais ainda, mostrou logo a sua posição e numa entrevista à BTV afirmou que “gosto de marcar golos” e diz ser “um avançado, mas se puder fazer assistências, faço-as”. Inclusive, afirma ainda que “quero ganhar títulos com esta camisola”.

Percorreu parte da Europa a defender vários clubes, mas é no Benfica que mais dá que falar
Fonte: SL Benfica

No clube da Luz entrou a matar. Logo no início da temporada, aquando da sua chegada, tornou-se numa das grandes figuras do Benfica, onde em quatro jogos fez quatro golos, os mesmos golos para sete partidas na 1ª temporada ao serviço do Eintracht Frankfurt. Viu-se no jogador uma boa opção para reforçar o ataque ao lado de Jonas. Rui Vitória, na altura treinador do SL Benfica, justificou a contração pelos golos que ele poderia dar à equipa e não pelos golos já marcados anteriormente ao serviço de outros clubes.

Haris Seferovic tem vindo a crescer no SL Benfica e de jogo para jogo vais mostrando as suas qualidades. Comparando as estatísticas no que diz respeito ao número de jogos e de golos nas três temporadas jogadas no clube alemão e nas duas temporadas jogadas pelas águias, obtemos um resultado de 96 jogos/ 19 golos e 57 jogos/ 17 golos, respetivamente. O jogador suíço está cada vez mais a dar frutos do seu rendimento e parece estar bastante contente com os resultados e com toda a equipa.

Segundo as estatísticas, jogou três jogos pelos escalões mais baixos e dez pela seleção onde apontou cinco golos. Já enquanto sénior, participou em 248 partidas e marcou 53 golos e, pela Seleção, 59 jogos e 17 golos. No total, soma 310 jogos e 70 golos. Ainda haverá, certamente, muito mais para ver do jogador, que parece estar a fazer tudo o que é possível para provar o seu valor.

Foto de Capa: SL Benfica

Afinal de contas, vale a pena ser campeão de inverno?

“Taça da cerveja”, “taça da carica”, muitas foram as alcunhas inicialmente dadas para a Taça da Liga assim que foi criada. É verdade, muitas foram as questões levantadas assim que esta competição surgiu. Na altura, questionava-se até se esta não seria mais uma competição apenas para cumprir calendário. Se virmos bem, no início até os clubes ditos mais pequenos olhavam para a atual Allianz Cup com algum desprezo e preconceito.

Uma taça é uma taça e tem sempre um caráter competitivo diferente de um campeonato. O formato em que esta ocorre poderia vir a privilegiar clubes mais modestos e esta podia até ser vista como uma oportunidade mais realista de os mesmos ganharem algum título no seu palmarés. Mas a verdade é que a tendência se pautava sempre pela gestão do plantel na utilização de jogadores com menos minutos. Claro está que isto em nada engradecia a prova e só a descredibilizava ainda mais.

O seu início também não ajudou a todo este processo, porque, sejamos honestos, o facto de SL Benfica ter vencido logo sete das taças nos primeiros nove anos da existência da competição não ajudou muito à promoção da mesma.

Volvidos 12 anos, e depois de uma revitalização em relação ao formato de toda a prova, a Taça da Liga está a conseguir ganhar cada vez mais prestígio assim como disse o presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional – Pedro Proença. Ainda que ache que a prova sofre de algumas lacunas flagrantes é, atualmente, uma competição tida muito mais em conta por todos os clubes portugueses. Este ano, inclusive, estão presentes as quatros maiores equipas de Portugal – SL Benfica, FC Porto, Sporting CP e SC Braga.

Pedro Proença declarou que a Taça da Liga é, atualmente, “uma competição que todos os clubes querem ganhar”
Fonte: Liga Portugal

Neste sentido, podem ser evidenciadas as lacunas de que falei há pouco. Será que este formato privilegia os clubes de topo da tabela? Na minha ótica, sim. O facto de os quatros primeiros classificados serem distribuídos pelos quatro grupos existentes na fase de grupos, em nada promove o aparecimento de um possível “outsider”. “Cortam-se”, mais uma vez, os pés às equipas pequenas e dá-se privilégio aos quatro grandes do futebol português.

A Allianz Cup está, sem dúvida, mais prestigiada do que nunca, mas será que esta evolução está a ocorrer de forma justa? Acaba por ser mais do mesmo: mais uma competição, mais uma prova formatada para um dos grandes a ganhar. E é assim mais uma evidência do futebol português…

 

Foto de Capa: Liga Portugal

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Apostas na Rede | Round 2, Fight!

Aí está a segunda volta da Primeira Liga portuguesa. Numa primeira volta dominada pelo FC Porto, que chegou ao final com cinco pontos de vantagem sobre o segundo classificado, tivemos umas surpresas e outras desilusões. Equipas como o CD Feirense, que começou a época em grande mas que luta agora pela permanência ou o CD Aves, que em sete meses passou da conquista da Taça no Jamor ao último lugar do campeonato, são exemplos da fragilidade do nosso futebol.

No reverso da medalha, temos o Moreirense FC de Ivo Vieira, que luta por um lugar europeu, e o Belenenses SAD de Silas. Os “novos” azuis do Restelo têm deixado os problemas institucionais fora das quatro linhas e são uma das equipas mais regulares, com Licá e Fredy em plano de destaque.

Já com novas caras entre jogadores e até treinadores, tudo pode ser diferente.

Vamos assim analisar o round 2 desta jornada e escolher um joker de cada equipa que, na nossa opinião, poderá fazer a diferença.

CD Nacional – SC Braga

Rochez vs. Dyego Sousa – Depois da derrota caseira frente ao Belenenses SAD, a equipa de Costinha enfrenta agora o terceiro classificado da Liga. O Braga vem de um empate em Portimão e quer voltar às vitórias, partindo como favorito. Porém, a equipa de Costinha tem em Rochez um elemento a ter em conta.

GD Chaves – FC Porto

Brahimi é peça chave para Sérgio Conceição
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Ghazaryan vs. Brahimi – A vitória flaviense frente ao Tondela foi a primeira desde Setembro e deu moral aos jogadores de Tiago Fernandes. Contudo, este FC Porto vem na pior altura e será difícil ao Chaves repetir o empate que conseguiu frente ao Benfica em Setembro.

Vitória SC – SL Benfica

Pedro Henrique vs. Rúben Dias – As duas equipas encontraram-se recentemente no jogo dos quartos de final da Taça e os dois jogadores estiveram em particular destaque, tendo dominado o sector defensivo das suas equipas. Agora, o Vitória quererá vingar a derrota e vencer para não perder o comboio da Europa.

A última barreira até Atlanta

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Comecemos pelos resultados da ronda divisional:

  • Indianapolis Colts visitam Kansas City Chiefs (Vencedor: Chiefs);
  • LA Chargers visitam New England Patriots (Vencedor: Patriots);
  • Dallas Cowboys visitam LA Rams (Vencedor: Rams);
  • Philadelphia Eagles visitam New Orleans Saints (Vencedor: Saints).

Esta semana são jogadas as finais de conferência da AFC e da NFC. Historicamente, estes jogos acarretam um grande significado, pois na sua génese seriam definidos os campeões de duas ligas independentes – a AFL e a NFL. O Superbowl seria desta forma o jogo que determinaria qual a Liga mais forte. Com fusão das duas ligas, este jogo acabou por se tornar pouco mais que um prelúdio para o Superbowl. No entanto, há equipas que, em virtude da falta de Superbowls, continuam a sobrevalorizar os títulos de conferência e de divisão.

Em relação à última semana, vimos a vitória de todos os vencedores de divisão, mas talvez a maior surpresa possa ter sido, não pela vitória, mas pela diferença de pontos, a vitória dos Patriots. Os Chargers encaravam este jogo como uma possibilidade única de ganhar aos Patriots (Philip Rivers está neste momento 0-8 contra Tom Brady).

Durante todo o ano vimos os Chargers apresentarem um ataque de alto gabarito e uma defesa com um bom pass rush e pass defense, e esse facto, quando comparável com uma das piores épocas dos últimos anos dos Patriots (do ponto de vista exibicional), criou a expetativa de uma vitória dos Chargers. Nada mais errado.

Os Chargers optaram por uma estratégia de sete defensive backs, que tinha como objetivo garantir que Tom Brady tivesse pouco espaço para passar a bola. No entanto, os pontos fracos desta estratégia residem no facto de só sobrarem quatro jogadores para fazerem rush e a defesa ficar mais exposta ao jogo de corrida. Os Patriots são uns mestres em adaptarem o seu jogo ao adversário e, como tal, foi Sony Michel quem devastou a defesa dos Chargers (129 jardas e 3 TDs).

Nos outros jogos poucas surpresas. Os Eagles ainda assustaram os Saints, mas não vão conseguir repetir o sucesso do ano anterior. Os Chiefs não deram hipóteses aos Colts, que vinham de uma vitória importante contra os Texans. Já os Rams optaram por uma estratégia de corrida com Gurley e C.J. Anderson para ganharem aos Cowboys.

Não deixa de ser curioso que, nas quatro equipas que vão disputar as finais de conferência, três dos treinadores principais tenham sido coordenadores ofensivos e que só um tenha sido coordenador defensivo (Bill Belichick pelos Giants). No entanto, todos apontam Belichick como sendo o melhor de todos os tempos, mas veremos se esta liga, cada vez mais focada no ataque, permite que este seja o ano em que o Mestre é destronado.

Analisemos os próximos dois jogos.