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O Ballon d’Or deixou de premiar o melhor jogador do mundo

Luka Modrić é o vencedor do Ballon d’Or 2018 atribuído pela revista France Football. O médio croata já tinha de resto vencido o prémio da FIFA para o melhor jogador do ano e o prémio da UEFA para o melhor jogador europeu do ano.

A atribuição deste prémio veio confirmar assim, a viragem que aconteceu este ano no que aos prémios individuais diz respeito. Pela primeira vez, desde 2008, nem Ronaldo nem Messi conquistaram qualquer prémio individual, que vise a coroação do melhor futebolista do mundo. Ainda assim, Messi conseguiu conquistar a Bota de Ouro, sagrando-se o melhor marcador europeu.

Modrić vê assim o falhanço da conquista do Mundial, ao serviço da Cróacia, ser compensado com o pleno em prémios individuais.

Não colocando em causa a qualidade do médio croata, que é inegável, podemos, no entanto, colocar em causa a qualidade destas decisões e qual é afinal o objetivo destes prémios individuais. Luka Modrić teve uma época 2017/2018 excepcional a nível coletivo. Conquistou a Liga dos Campeões e foi finalista vencido do Mundial 2018. A nível individual terá sido o melhor jogador do mundo em 2017/2018? Não me parece, por muito boa época que o croata tenha feito.

Na minha opinião, estas atribuições a Modrić não representam nada mais nada menos do que a urgente necessidade que havia de deixar a luta Messi/Ronaldo para trás, ao mesmo tempo que se atribui assim um espécie de prémio-carreira ao croata.

Nem me vou alongar muito quanto ao facto do português ter-se classificado em segundo lugar, quando a sua influência individual é muito mais vincada do que a de Modrić, o Real Madrid esta época é o perfeito exemplo disso mesmo. Para mim, o pior é mesmo ver Lionel Messi fora do top3 destes prémios individuais, que supostamente coroam o melhor futebolista do mundo.

Messi é o grande injustiçado da noite
Fonte: La Liga

Ronaldo e Messi, apesar da idade, continuam a ser os melhores do mundo.

Parabéns Modrić, és um excelente jogador e mereces todos os elogios que te possam ser feitos, estás no entanto um patamar abaixo dos dois “monstros” que são Messi e Ronaldo.

Os prémios individuais, como o Ballon D’Or, têm que repensar muito bem os seus critérios e objetivos, ou correm o risco de deixarem de ser levados a sério, pois estas classificações colocam em causa a credibilidade dos mesmos.

Foto de capa: France Football

 

 

Os 5 melhores estrangeiros que vi jogar no Glorioso

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A minha geração faz parte de uma época em que só a partir da segunda década do novo milénio é que os jogadores estrangeiros chegavam ao Sport Lisboa e Benfica para fazer realmente a diferença. Antes disso, só aos anos 80 e 90 é que podemos ir buscar nomes vindos lá de fora, com qualidade suficiente para figurar na História do SL Benfica.

Como, infelizmente, ainda não andava por cá na década de 80 (e a minha memória só vai buscar a parte final dos anos 90), deixo-vos um top muito focado nos anos mais recentes, mas, ainda assim, com jogadores que irão para sempre figurar na nossa História, seja pela sua classe, entrega ou contribuição para com o Glorioso Manto Sagrado vestido.

5.

Fonte: SL Benfica

Óscar Cardozo – Na temporada de 2007/2008 chegava a Lisboa um ponta-de-lança paraguaio que acabaria por ficar na História Benfiquista como o melhor marcador estrangeiro e o 8.º melhor marcador de sempre do Clube. “Tacuara” nem sempre deteve uma opinião consensual entre os adeptos, que muitas vezes perderam a paciência para com o mesmo, sublinhando a sua falta de velocidade e de entrega. É um facto que, devido à sua estatura (1,93m e 88kg), Cardozo não era propriamente rápido. Contudo, não podíamos acusá-lo de falta de entrega. Não sendo um portento em termos de agilidade, a técnica que tinha era toda canalizada para a execução. Finalizador de excelência, bastava apanhar a bola a jeito e, de qualquer parte do campo, lá ia uma “castanhada” fulminante direta ao fundo das redes. Ficou conhecido pela sua apetência por marcar ao Sporting CP, fazendo as delícias dos adeptos encarnados nos dérbis lisboetas. Ao todo foram 172 golos, em 293 partidas disputadas, durante as sete temporadas de Águia ao peito.

Força da Tática: A Netflix não tem dramas assim

Dezembro chegou! Um dia repleto de Derbies, que começou em Londres com o Chelsea FC a vencer o Fulham FC, seguido de um dos melhores jogos do ano no Emirates Stadium – onde Arsenal FC venceu o Tottenham Hotspur FC. Finalmente, em Anfield, o Liverpool FC recebeu o vizinho Everton FC e o Domingo não poderia ter acabado de forma mais emocionante.

Já alguns adeptos estavam a abandonar o estádio, quando Origi capitalizou o erro de Jordan Pickford, transformando um dérbi que tinha aroma a empate, em uma vitória que levou os Reds aos 36 pontos. Marco Silva perde o primeiro jogo desde o final de Outubro, depois do empate em Stamford Bridge e das vitórias frente a Brighton & Hove Albion FC e Cardiff City FC.

Jurgen Klopp abdicou do seu tradicional 4-3-3 em prol de um 4-2-3-1, com Fabinho e Wijnaldum a formarem o duplo pivot de meio campo. Para além do Brasileiro, também Alexander-Arnold e Shaqiri entraram para a equipa inicial depois da derrota em Paris.

Fonte: Sport TV

Firmino ocupava os espaços nas costas de Salah, com Shaqiri e Mané ao seu lado.

Marco Silva não realizou alterações depois da vitória frente ao Cardiff e manteve-se fiel ao seu 4-2-3-1, com Bernard pelo lado esquerdo e Theo Walcott pela direita. André Gomes é nesta fase da época um indiscutível, e a sua parceria com Gueye têm uma correlação direta com o sucesso/insucesso da equipa. Um 4-2-3-1 que, tal como frente ao Chelsea FC, passava a 4-4-2 em Organização Defensiva.

Fonte: Sport TV

Everton | 15 perdas de bola em 25 minutos, os números de uma abordagem proactiva  

No jogo frente ao Chelsea, o momento de Organização Defensiva do Everton, muito bem trabalhado, limitou a capacidade de a equipa agredir o Chelsea em transição ofensiva ou no contra-ataque, na medida em que não conseguiam fazer/não queriam o melhor uso do espaço assim que recuperavam a bola.

Ontem, Marco Silva apresentou uma – algo surpreendente – abordagem diferente. Era expectável um jogo mais direto, utilizando a capacidade física de Richarlison para agredir o Liverpool e evitar perder a bola em zonas recuadas, evitando a contra pressão dos Reds.

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O Everton entrou em Anfield procurando valorizar a posse de bola, iniciando a construção desde trás, procurando transmitir uma mensagem de confiança, tanto para a equipa como para o adversário. Contudo, esta entrada do Everton acabou por colocar o Liverpool perto do golo por várias ocasiões na primeira metade dos primeiros 45 minutos. Nos primeiros 25 minutos, o Everton perdeu a bola por 15 ocasiões.

Uma dessas perdas de bola, na tentativa de sair a jogar desde trás, resultou em uma grande oportunidade desperdiçada por Mané.

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Estas situações de perigo conduziram o Everton a escolher uma abordagem mais direta, abdicando dos centrais para iniciar a construção.

Liverpool | Uma vitória que esconde alguns problemas

Depois de ter desperdiçado várias oportunidades nos primeiros vinte-vinte e cinco minutos, o Liverpool deixou de ameaçar a baliza de Pickford, desde que o Everton abdicou de uma construção mais curta – usando os centrais.

Na segunda parte, com o Liverpool a ter mais bola, foram evidentes alguns problemas dos Reds no momento de Organização Ofensiva. Para ser mais correto, uma abordagem com bola pouco espectável para uma equipa que pretende dominar a Premier League.

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o Liverpool procurou várias vezes bolas longas para os seus laterais e jogadores da linha ofensiva, com o objetivo de ganhar possíveis segundas bolas ou deixar o Everton recolher a bola para depois pressionar imediatamente em zonas próximas da baliza de Pickford. A contrapressão do Liverpool é uma das, se não a maior, armas ofensivas da equipa de Klopp.

Fonte: Sport TV

Vemos como, pelo posicionamento dos jogadores do Liverpool, as bolas longas e o jogo direto não é fruto do acaso, mas uma forma pensada de chegar ao último terço do adversário. Vários jogadores aproximam-se da zona da bola, congestionado a mesma, o que aumentar a probabilidade de a segunda bola cair nos pés dos jogadores da casa.

Futuro

Um erro de Pickford deu a Klopp uma vitória muito importante para o decisivo mês de Dezembro, tanto a nível interno como europeu. Apesar de derrota, Marco Silva teve uma abordagem bastante positiva, que dá boas indicações para o futuro do Everton. Arrisco-me a dizer que vamos voltar a ver futebol europeu em Goodison Park no curto prazo.

Foto de capa: Liverpool FC

Revisto por: Jorge Neves

AD Limianos 0-1 CD Trofense: candidatou triunfa com um remate à baliza

A 13.ª jornada da Série A do Campeonato de Portugal agendou a visita do candidato CD Trofense à AD Limianos, equipa que ocupa os lugares mais baixos da tabela e procura desesperadamente os pontos.

Não se esperava um passeio para nenhum dos lados, mas a ideia geral da partida permite avaliar um candidato à subida com mais pontos alcançados do que qualidade de jogo à partida permitiria e outra equipa que tem de fazer muito mais para escapar a nova descida de escalão.

O início do encontro esteve sempre nos pés dos da casa e logo no primeiro minuto podiam ter chegaddo ao golo. Vítor Sousa convidou Samate para o primeiro sprint, pela direita, que cruzou rasteiro para Mailó. Já dentro da área, o cabo-verdiano tocou de primeira de calcanhar para trás e com tudo para fazer balançar as redes adversárias, Rui Magalhães acertou mal na bola e fê-la sair enrolada, bem ao lado.

Estava dado o mote para a partida e a tendência intensificou-se nos primeiros 12 minutos, período em que os da casa foram superiores e fizeram esquecer o fosso que os separava na classificação. As oportunidades e aproximações limianas ao golo foram-se acumulando e só por volta dos 20 minutos é que os visitantes sacudiram a pressão, podendo mesmo ter chegado ao golo. Com dois lançamentos nas costas da equipa da casa, Bruno Santos foi chamado a intervir e resolveu as duas ocasiões. Na primeira saiu da área e cortou de cabeça, na seguinte fez a mancha no limite da área e explodiram protestos no banco da Trofa. Com toda a gente de pé e em veementes protestos, o árbitro foi obrigado a expulsar um técnico e um atleta visitantes que estavam no banco.

O CD Trofense construiu a vitória em 10 minutos, depois de aguentar 20 minutos de pressão, e geriu o resto da partida. Aos 27 minutos, a emenda a um pontapé de canto rasou o poste, mas aos 31 encontrou mesmo as redes limianas. Ao primeiro poste, Adilson saltou mais alto e cabeceou, sem hipótese de defesa para Bruno Santos.

A partir de então, raros foram os momentos de futebol. Na busca do golo do empate, e sem alternativa, a AD Limianos lançou-se novamente para o ataque, embora sem criar o perigo que já tinha conseguido no início. As aspirações dos da casa foram condicionadas ao minuto 42 quando, sem justificação para tal rigor, Micka foi expulso por vermelho direto.

Um lance de bola parada decidiu uma partida com muitas interrupções e ações disciplinares
Fonte: Diogo Gonçalves/ Bola na Rede

A segunda parte prometia mais golos, desde logo pela inferioridade numérica de uma lado e pelas indicações dadas pelos visitantes no reatar da partida. Logo no primeiro minuto, Pedro Matos conduziu sozinho o lance que culminou com um remate forte para fora, junto ao poste esquerdo da baliza de Bruno Santos. No entanto, foi sol de pouca dura. Raro foi o lance digno de registo e a segunda parte pouco teve que ver com futebol. Desde quebras constantes num jogo que já de si tinha pouco ritmo, até a confrontos entre atletas e disputas de bola para lá de agressivas.

A arbitragem não estava ao agrado de nenhuma das manchas de apoio na bancada – que surpresa – e pior ficou quando aos 67 minutos o cartão vermelho voltou a ser exibido. Leandro Albano, defesa trofense, acumulou o segundo amarelo depois de um toque na cara do adversário na disputa de uma bola na linha lateral. Novamente em igualdade numérica dentro das quatro linhas, a AD Limianos conseguiu pegar no jogo novamente, dominar a posse de bola e o CD Trofense só se via nas saídas para o contra ataque ou nos pedidos para assistência médica, a par com o cronómetro.

Já perto do fim, e com os centrais a pisar a linha do meio-campo, a AD Limianos falhou o empate por pouco. Nandinho preparou com tempo e cruzou a partir da direita com perfeição para a cabeça de Mailó. Pressionado, o cabo-verdiano conseguiu saltar e cabecear, mas a bola saiu ligeiramente ao lado, para desespero da bancada. Já nos descontos, onde a bola pouco rolou, o CD Trofense podia ter aumentado a vantagem com um pontapé de livre bem cobrado e que só foi parado pela barra. A AD Limianos continua na zona de descida, enquanto o CD Trofense consegue uma importante e difícil vitória que o elevou ao segundo posto da Série A, lugar de acesso ao play-off de subida.

Onzes iniciais:

AD Limianos: Bruno Santos; Nandinho, Cláudio Borges, Touré e Vítor Sousa; Luan Sérgio, Micka e Rui Magalhães (Wanderley, 76’); Samate (Chiquinho, 79’), Cláudio Dantas (Elivelton, 68’) e Mailó.

CD Trofense: Cavadas; Elísio, Adilson, Mika e Leandro Albano; Duarte Duarte, Paulo Pereira e Telmo Castanheira; Pedro Matos (Asprilla, 64’), Filipe Augusto (João Pedro, 51’) e Bruno Moraes (Zid, 79’).

 

 

Foto de Capa: Diogo Gonçalves/Bola na Rede

Jefferson: Qualidade para o Sporting?

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Foram já várias as críticas direcionadas para Jefferson, lateral esquerdo que há já alguns anos faz parte dos quadros do Sporting CP, na altura em que Leonardo Jardim assumiu o banco do conjunto leonino. E é desde esse momento que me proponho a analisar o seu percurso.

Jefferson, antes do seu ingresso para Alvalade, era um dos melhores laterais esquerdos do campeonato. Muitas eram as equipas que suspiravam pelos seus préstimos, e foi o Sporting CP que, numa altura delicada financeiramente, avançou para a sua aquisição. Nesse ano, realizou uma boa época, e no ano seguinte, no seu reencontro com Marco Silva, continuou o seu bom registo. Foi com a vinda de Jorge Jesus que o jogador deixou de ter tanta utilização, passando de titular para não convocado em muitos jogos. O ano passado, optou-se pelo seu empréstimo, e a verdade é que o brasileiro, de 30 anos, voltou a demonstrar que as suas qualidades não desapareceram, registando uma boa época ao serviço do SC Braga.

Importa então questionar o que, de facto, se passou com Jefferson. No meu entender, não foi apenas o seu rendimento desportivo que originou a sua ausência do onze leonino durante um longo período de tempo. Contudo, de certa forma, sempre achei que o jogador podia ser útil à equipa, visto ter tido durante anos anteriores demonstrado performances positivas.

Com esforço, Jefferson ainda pode vir a ser muito útil
Fonte: Sporting CP

Este ano, Jefferson permaneceu no plantel leonino, para alguma satisfação minha, contrariamente à opinião da esmagadora maioria da massa adepta leonina. Contudo, o lateral precisa de um avançado de referência na área para demonstrar aquilo em que verdadeiramente é bom: as suas subidas no corredor e os cruzamentos, ou não se lembram das várias assistências para Slimani? Para azar da equipa e também dele, Bas Dost lesionou-se, e Montero não é nem nunca será um cabeceador de excelência. Deste modo, Jefferson viu o seu jogo ser um pouco reduzido, uma vez que as suas maiores qualidades não seriam colocadas para proveito da equipa. Ainda assim, o jogador, esta época, em dez jogos, já realizou quatro assistências.

Para mim, o lateral esquerdo é um jogador que pode perfeitamente encaixar na filosofia de jogo que Keizer pretende implementar. Apresentar de haver muito jogo interior, os laterais são responsáveis por abrir o jogo e realizar cruzamentos para a área, ora não fosse Bas Dost um dos melhores cabeceadores do campeonato português.

Concluindo, e respondendo à pergunta do título, penso que Jefferson ainda pode dar um bom contributo ao Sporting CP. É certo que tem limitações defensivas, mas em termos ofensivos, é um jogador que, a ser bem aproveitado, pode ajudar a equipa a exibições positivas, com assistências e, quem sabe, golos, já que o seu remate de longa distância é também muito apreciado. Resta apenas perguntar: Jefferson vai renascer?

Foto de Capa: Sporting CP

As respostas a van Niekerk

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É já um dos eventos mais aguardados dos Mundiais de Doha, que decorrerão entre Setembro e Outubro do próximo ano, e poucos entre os “menos atentos” à modalidade poderão perceber de imediato a razão. Afinal a distância de 400 metros apresentou a nível de elite um ano de 2018 com poucos resultados espantosos no circuito internacional e até se venceu a final da Diamond League com um modesto (para os padrões comparativos) tempo de 44.80 segundos. Mas vamos lá tentar perceber um pouco o porquê da distância estar a criar tantas expetativas para o ciclo de 2019/2020/2021.

Vida de estrada

O Campeonato Mundial de Ralis chegou ao fim. A temporada de 2018 provou ser uma das mais renhidas dos últimos anos. Apesar disso, Sebastien é o nome que impera no WRC há quinze anos.

Mas para isto se concretizar a última ronda era fundamental. Na Austrália, disputou-se os campeonatos, tanto de construtores como de pilotos e navegadores.

Logo no primeiro dia a luta pelo campeonato de pilotos e navegadores ficou reduzida a dois. Thierry Neuville, em Hyundai i20 Coupé WRC, bateu com a roda traseira numa das muitas árvores presentes neste rali, ficando com o carro danificado o suficiente para ter que atirar a toalha ao chão. Assim, lutavam ainda pelo campeonato Ott Tanak, em Toyota Yaris WRC, e Sebastien Ogier, em Ford Fiesta WRC.

Thierry Neuville foi o primeiro dos candidatos a ficar pelo caminho. O belga que liderou grande parte do campeonato não volta a ganhar o título. Talvez para 2019
Fonte: WRC

Ott Tanak foi o próximo a cair, dando a Ogier o título. Nas condições molhadas que se fizeram sentir no rali da Austrália, o estónio, após problemas dentro da especial, no seu Toyota, acabou por ter que desistir com problemas de transmissão. Neste momento, a liderança era do seu colega de equipa, o finlandês Jari-Matti Latvala, seguido de Hayden Paddon e de Mads Ostberg.

Brilhante segunda parte da temporada para o estónio Ott Tanak fez com que este estivesse na luta pelo título até ao fim. Uma avaria não permitiu lutar tanto nesta última ronda, mas a Toyota sagrou-se campeã de construtores.
Fonte: WRC

Brilhante condução do veterano finlandês deu para a primeira vitória desde o rali da Suécia de 2017. Já Paddon viu também mais um pódio, numa época em que voltou a dividir carro com o espanhol Dani Sordo. Já Ostberg voltou a ser o melhor classificado da Citroen, que já fez saber que para 2019 não conta com o norueguês, pois apenas irá correr com dois carros, para Ogier e Lappi. Também na equipa francesa, o patrocinador principal muda, passando a ser a RedBull em vez do patrocínio com Abu Dhabi.

Desta forma, Sébastien Ogier venceu o sexto título mundial e aquele em que teve a maior oposição. Basta referir que há três provas, Ogier estava a 23 pontos de Thierry Neuville… uma temporada épica!

Ogier é campeão mundial pela sexta vez. O francês agora segue para a marca que o apresentou ao WRC, a Citroen
Fonte: WRC

No Mundial de Construtores, a vitória foi para a Toyota que no segundo ano após o seu regresso ao WRC voltou a vencer o mundial, feito conseguido pela última vez em 1999.

Foto de Capa: WRC

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Liga dos Campeões: a oligarquia dos grandes?

É a Liga dos Milhões, e para muitos está apenas feita para quem os tem. “Se se chama Liga dos Campeões, deviam participar apenas os campeões de cada país”, dizem. Isto levanta duas questões: Será a Champions uma oligarquia, feita para dar lucro apenas aos grandes da Europa? E será que dar um lugar exclusivamente ao campeão de cada liga do Velho Continente teria bons resultados?

Comecemos pela primeira pergunta: se olharmos para os vencedores da Liga dos Campeões no século XXI, vemos muito pouca variedade. Nove vencedores em 18 anos, com a mesma equipa – Real Madrid CF – a conquistar quatro das últimas cinco edições. E, de facto, para o adepto neutro, estar a ver um leque extremamente reduzido de clubes a levantar o tão desejado troféu no final da época torna-se desinteressante. Mas não será isto justo? Se existem apenas nove ou dez equipas com uma tradição futebolística significativa e que fazem os investimentos necessários para se manterem no topo do desporto rei, é natural que sejam elas a ter os plantéis mais competitivos nas competições europeias .

Fonte: Bola na Rede

Para além disto, o próprio formato da Champions torna a competição pouco propícia a surpresas, encontrando um balanço entre a valorização da regularidade e a capacidade de atuar sob pressão, em jogos de tudo ou nada. Não estamos a falar de uma fase de grupos com três jogos, como no Mundial: são seis partidas, disputadas fora e em casa. Uma equipa que consiga ganhar os dois primeiros jogos está ainda muito longe de garantir o acesso aos oitavos de final. E, mesmo que o consiga, ainda terá pela frente, no máximo, sete jogos. O facto de as eliminatórias serem a duas mãos também dificulta – e muito – a vida de equipas mais pequenas, que pretendam surpreender na Liga Milionária. Uma vitória histórica por 1-0 em casa na primeira mão pode sempre ser seguida por uma derrota por 3-0 no estádio do adversário. E raramente os grandes da Europa se deixam surpreender duas vezes.

Mas isto não é uma falha na estrutura da Liga das Campeões: é uma característica intencional. Não impossibilita a existência de surpresas (por exemplo, o AS Monaco em 2017, o Málaga Club de Fútbol em 2013, Deportivo de la Coruña em 2004…), mas, claro está, faz-nos valorizar estas campanhas inesperadas pelo que são: surpresas.

Finalmente, temos a questão dos “Campeões”. Até que ponto seria benéfico para a competição e para o desporto ter, de facto, apenas os campeões de cada país a disputar a Liga Milionária?

Fonte: FK Süduva

Reconhece este símbolo? É o símbolo do Futbol Klub Süduva, o atual campeão da Lituânia. Antes de mais, e em nome do “Bola na Rede”, aproveito para dar os parabéns ao FK Süduva pela sua conquista. É importante que todos os países tenham uma hipótese para mostrarem o que melhor têm para dar no desporto rei. Infelizmente, dificilmente veremos o Süduva na edição 2019/2020 da Liga dos Campeões, já que a A Lyga, a principal competição do país Báltico, não tem quaisquer lugares garantidos na fase de grupos, tendo as suas equipas de se apurar através de play-offs. Mas qual seria o interesse de ver o FK Süduva a defrontar um FC Bayern München? Uma experiência inesquecível para os adeptos, certamente, que encheriam o ARVI Football Arena, com a capacidade de 6250 pessoas, para ver a sua equipa a defrontar um dos maiores símbolos do futebol europeu. Mas, quando falamos destes embates, não falamos de um David contra Golias. É muito mais que isso. A disparidade entre os clubes chega a um ponto que contraria precisamente aquilo que a Liga dos Campeões pretende demonstrar: os melhores dos melhores, o futebol europeu no seu melhor. E é natural que, por questões culturais, económicas, sociais ou até políticas, certos países tenham uma qualidade de futebol muito superior à de outros. Ninguém questiona que o Tottenham Hotspur, terceiro classificado na época passada da Premier League, tenha uma equipa superior à do FK Süduva. Deveriam os spurs perder o seu lugar na Champions em favor do campeão lituano?

Vamos admitir: esta ideia não é mais que utópica. Não nos podemos esquecer de que o lucro será sempre um fator a ter em conta, e isto não deve ser diabolizado. É o que é, apenas. Assim, é natural que países que não tenham um interesse muito elevado no desporto rei dificilmente tenham clubes na Champions: não há tradição, nem interesse, nem investimento. Ou, pelo menos, não ao nível de nações como Espanha, Inglaterra e Alemanha. Falar de uma oligarquia num desporto que consiste em vinte e dois homens a correr atrás de uma bola durante 90 minutos, após os quais o melhor conjunto de onze sai vitorioso, é incompreensível. O futebol é bonito porque em campo não há raças, nacionalidades, crenças ou estatutos socioeconómicos. Ganha o melhor. E se os melhores são sempre os mesmos, então cabe aos que estão por baixo subir o seu nível. O futebol é, e esperamos que sempre seja, o exemplo perfeito da meritocracia.

Fonte: La Liga

Revisto por: Jorge Neves

 

Boavista FC 0-1 FC Porto: Até ao último suspiro!

O FC Porto venceu o Boavista FC por uma bola a zero, em jogo a contar para a 11º jornada do campeonato, naquele que é conhecido como o “dérbi da invicta”.

Dragões e axadrezados chegaram a este encontro em posições distintas, com os comandados de Sérgio Conceição a pisarem o relvado do Estádio do Bessa líderes, ao contrário dos comandados de Jorge Simão, que entraram em campo em zona de despromoção.

Após a vitória frente ao Schalke 04, Sérgio Conceição fez apenas uma alteração, tendo retirado da equipa titular Maxi Pereira e recuando Corona, de forma a abrir espaço para a entrada de Otávio.Já Jorge Simão manteve os mesmos onze titulares na vitória frente ao SC Espinho.

Perante uma enchente azul e branca no Bessa, assistiu-se a uma primeira parte intensa, agressiva, mas com poucas oportunidades de golo.

Ambas as equipas entraram no primeiro tempo com intensidade máxima, dando aso a bastantes duelos em todo o terreno. O Boavista conseguiu desmontar a estratégia do FC Porto, recorrendo sobretudo às faltas para parar o fluxo ofensivo portista, o que levou, inclusivamente, à expulsão de Luís Gonçalves do banco dos dragões, aos 22 minutos, após protestos, depois de uma falta sobre Corona.

Com o decorrer da partida, a condição física começou a influenciar sobretudo os jogadores axadrezados, que começaram a recuar no terreno. Aí surgiu a  grande oportunidade da primeira parte, através de Brahimi, aos 42 minutos. Danilo cruzou para Herrera, que tocou para Brahimi, mas o argelino atirou para uma boa intervenção de Helton Leite.

O Boavista veio do intervalo pressionante, mas quem teve a primeira oportunidade do segundo tempo foi o FC Porto. Alex Telles cruzou e Marega rematou para mais uma intervenção decisiva do guarda-redes brasileiro.Decorriam 47 minutos de jogo.

Marega esteve no lance do golo ao ganhar a linha e cruzar para Adrián
Fonte: FC Porto

Os dragões voltaram a estar perto do golo num canto, aos 59 minutos. Felipe,sozinho na pequena área, atirou ligeiramente por cima da barra.

Aos 70 minutos, Rochinha caiu na área portista depois de uma dividida com Brahimi, mas Hugo Miguel mandou seguir a partida.

Um minuto depois, Alex Relles bateu o canto, Felipe cabeceou, Herrera, na recarga, colocou a bola no fundo das redes,mas Hugo Miguel,com auxílio ao vídeoárbitro, assinalou fora-de-jogo. O perigo prevalecia nas bolas paradas.

O Boavista mantinha a sua agressividade e os dragões pressionavam, apesar de o jogo nutrir pouco conteúdo e ser mais baseado na alma de ambas as equipas, e o FC Porto acabou por chegar ao golo em cima do fim do jogo. Marega cruzou, Adrián rematou, a bola ficou presa em Carraça e Hernâni atirou para o fundo das redes.

Os festejos resultaram entre atritos entre os dois bancos, com os jogadores do Boavista indignados com os festejos de Sérgio Conceição. O ambiente aqueceu e o treinador portista acabou expulso.

O FC Porto soma, assim, a sua décima vitória consecutiva e mantém-se líder do campeonato português.Os dragões voltam a entrar em campo na sexta-feira, contra o Portimonense, jogo a contar para a 12º ronda do campeonato nacional.

Onzes iniciais:

FC Porto: Casillas; Alex Telles, Éder Militão, Felipe, Corona; Danilo, Óliver Torres(Soares, 68’), Herrera; Brahimi(Hernâni, 88’), Marega, Otávio(Adrián, 82’).

Boavista FC:Helton Leite; Talocha, Neris, Gonçalo Cardoso, Carraça; David Simão,Obiora ( Idris, 16’),Rafael Costa; Rochinha,Mateus(Fábio Espinho,74’) e Rafael Lopes(Falcone,91’).

AS Roma 2-2 FC Internazionale: Que “jogaço” no Estádio Olímpico de Roma

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A fechar o domingo e o fim-de-semana desportivo em Itália, AS Roma e Inter de Milão defrontaram-se no Estádio Olímpico de Roma. À entrada para esta partida, a equipa da casa ocupava o 9º lugar da tabela, com o objetivo de chegar aos lugares que dão acesso às competições europeias, enquanto que o Inter, com João Mário no onze titular, pretendia consolidar o seu lugar na segunda posição da Serie A.  Em relação ao último jogo do campeonato, Eusebio Di Francesco fez cinco alterações no onze, com destaque para a mudança de guarda-redes. Do lado do Inter de Milão, o treinador fez apenas três alterações, uma delas a entrada de João Mário para o lugar de Nainggolan, ex-Roma.

Verdadeiro espetáculo. Estas são as duas palavras que caracterizam aquilo que foi a primeira parte desta partida. Um jogo que começou com uma grande intensidade, muito bem disputado e com as duas equipas a tentarem chegar rápido à baliza adversária. A equipa visitante tomou o controlo do jogo nos primeiros minutos, mas mesmo assim a Roma não deixou de dizer “presente”.  Logo aos 2 minutos, Icardi teve a primeira ocasião, com um cabeceamento a sair por cima da baliza de Olsen. A segunda tentativa do Inter surgiu ao minuto 10, quando Keita Baldé rematou forte. Desta vez, o guarda-redes sueco defendeu o remate. A resposta dos romanos apareceu de imediato, três minutos depois, com Florenzi a rematar forte para uma defesa a dois tempos de Handanovic.

O jogo começou muito bem, mas até ao minuto 25 ambas as equipas adormeceram um pouco. Nessa altura, Zaniolo (antigo jogador do Inter) assustou os visitantes com um remate espontâneo e bem colocado de fora da área. Um minuto depois, Florenzi tem nos pés a melhor oportunidade de golo da Roma. O italiano, depois de um passe de calcanhar magistral de

Schick, atirou ao poste esquerdo da baliza do Inter.  Era a Roma que estava por cima, mas foi mesmo o Inter que marcou. Depois duma primeira resposta falhada de Icardi e duma grande defesa de Olsen, eis que ao minuto 37 o golo surgiu. Keita Baldé marcou um bom golo, depois do cruzamento do lado direito. A resposta da Roma veio pelos pés de Kolarov, que num livre direto obrigou Handanovic a fazer uma grande defesa e assim evitar o empate do Olímpico.

Uma primeira de verdadeiro espetáculo com o Inter a sair por cima no resultado. Destaque para o meio campo do Inter, a funcionar muito bem, principalmente com a inclusão do português João Mário.

Fonte: Inter Milão

A segunda parte começou tal como a primeira parte tinha acabado. Cinco minutos depois do apito para o início do segundo tempo, Cengiz Under fez o empate com um golaço de fora da área. Depois do golo da igualdade o jogo ficou morte, sem grandes ocasiões. Não parecia o mesmo jogo que tínhamos visto poucos minutos antes. A nova investida só surgiu ao minuto 65, com Perisic a desperdiçar uma grande oportunidade. No seguimento da jogada e através do pontapé de canto, Mauro Icardi marcou o segundo golo do Inter e voltou a colocar os comandados de Luciano Spalletti na frente do marcador.
Sete minutos depois e depois de ir confirmar o lance ao VAR, Ginaluca Rocchi, o árbitro da partida, assinalou uma grande penalidade para a Roma. Kolarov não desperdiçou e voltou a igualar a partida.

Até ao final do jogo, Brozovic, do lado do Inter, e Cristante, do lado da Roma, ainda tentaram marcar o golo da vitória, mas tal não aconteceu. Nota ainda para a expulsão do treinador do Inter, Luciano Spalletti nos minutos finais. Um empate justo, depois de um “jogaço” entre estes dois clubes italianos. Depois deste desfecho, o Inter de Milão iguala o Nápoles com 29 pontos (Napolitanos têm menos um jogo), enquanto que a Roma sobe ao sétimo lugar da tabela, ficando a apenas um ponto dos lugares europeus.

Onzes Iniciais:

AS Roma- Olsen; Santon (Kluivert’69); Juan Jesus; Manolas; Kolarov; Cistante; N’Zonzi; Zaniolo (Perotti’77); Florenzi; Under Cengiz (Pastore’83); Schick

FC Internazionale- Handanovic; D’Ambrosio; De Vrij; Skriniar; Asamoah; Brozovic; Borja Valero (Vecino’82); João Mário; Keita Baldé (Politano’62); Perisic (Lautaro Martínez’81); Icardi