O palco de todos os sonhos faz, nada mais nada menos, do que 15 anos. 15 anos de histórias, de conquistas, de feitos. 15 anos de aplausos, gritos de golo mas também de nervos. Depois dos 125 anos do clube, amanhã é dia dos 15 anos do Estádio do Dragão e todos os que por lá passaram são já uma parte importante dele.
21 de agosto de 2005. Arrancava a época 2005/2006, o FC Porto recebia o Estrela da Amadora e eu entrava no Dragão pela primeira vez. Começou aí a minha ligação, mas a história do recinto recua até 16 de novembro de 2003, poucos meses antes do arranque do Euro 2004. O conforto, a modernidade, a funcionalidade e até a segurança são pontos que todos já conhecemos e dos quais ouvimos falar associados ao “nosso” estádio, mas a verdade é que mais do que números e características, este é um estádio feito de histórias.
Depois de receber o FC Barcelona na inauguração e de acolher a estreia de Leo Messi, o Estádio do Dragão presenciou também um dos melhores golos da carreira de Cristiano Ronaldo. Não foi uma noite feliz para o FC Porto, que depois do empate a dois na deslocação a Old Trafford viu aquele que viria a ser o melhor do mundo fazer um golo “do outro mundo” e deitar por terra as aspirações de uma passagem às meias. Quem lá estava não vai com certeza esquecer esse golo, assim como quem o viu em casa. Também Cristiano Ronaldo não esquecerá e vai sempre associar o Dragão a um dos seus melhores momentos pessoais.
Também a nível europeu, dificilmente será esquecido um dos capítulos do David a vencer o Golias. Contra todas as expetativas, o FC Porto derrotou por 3-1 o Bayern de Munique e permitiu aos adeptos mais duas semanas de um sonho que acabou por terminar com uma pesada derrota. Mas enquanto aquela noite durou, o Dragão presenciou um momento de união e entusiasmo com mais de 50.000 pessoas em êxtase.
Conceição está também de parabéns Fonte: FC Porto
Mas não é apenas o Estádio do Dragão que está de parabéns. Hoje, Sérgio Conceição comemora também mais um aniversário e a união entre os dois, depois de Sérgio enquanto jogador, está novamente no auge. Depois de quatro anos sem conquistas, Conceição voltou a colocar o dragão ao peito e devolveu a equipa aos campeonatos. No último jogo caseiro da época passada, o FC Porto recebeu o Feirense numa festa já assegurada e o estádio encheu para celebrar o novo título.
A história do Dragão e de Conceição cruzou-se na época 2003/2004 e, hoje, ambos seguem de mão dada e são símbolos do atual FC Porto. Hoje, em dia de aniversário do treinador e amanhã, no aniversário do estádio, os portistas permitir-se-ão continuar a sonhar com o futuro, com as novas conquistas que estão por chegar, com mais momentos de emoção a serem celebrados em conjunto, numa casa que desde novembro de 2003 nos acolhe a todos. Não só a 50.000, mas a todos os portistas.
Polónia e Portugal defrontaram-se esta sexta-feira na primeira mão do playoff de acesso ao próximo europeu sub-21.
O jogo começou com um ritmo elevado e intenso, mas sem lances de golos dignos de registo. Com Portugal sempre melhor na partida, foi preciso esperar até ao minuto 24 para André Horta oferecer ao jogo a primeira oportunidade de golo. Lançado por João Félix, o médio bracarense atirou de forma subtil à baliza e o guardião polaco desviou, impedindo assim o primeiro golo da partida.
Porém, o aviso já estava feito e não foi preciso muito para ver o golo de Portugal. Num exímio e letal contra-ataque, Diogo Gonçalves, adaptado a defesa direito, lançou João Félix na ala direita. O avançado progrediu no terreno assistiu de forma maravilhosa Diogo Jota, que, já na pequena área e com tudo para fazer o golo, abriu as hostilidades no marcador.
Diogo Jota opens the score for Portugal! Diogo Gonçalves with a great pre-assist and João Félix with a superb assist. #POLPORpic.twitter.com/VUbhfOP6ze
A seleção polaca cresceu na partida com o golo sofrido, mas foram mesmo os homens de Rui Jorge que voltaram a ficar perto do golo. A seis minutos do intervalo, João Félix trabalhou bem à entrada da área e despoletou um potente remate, que acabou mesmo por ser desviado na defensiva polaca.
Até ao intervalo, mais nada houve a apontar. Portugal foi claramente superior e evidenciou a notória supremacia em campo. Num jogo em que se muito poderia ficar decidido, os portugueses entraram bem e demonstraram sempre a vontade em deixar a eliminatória resolvida já na primeira mão.
A segunda parte começou e cedo se percebeu que as dinâmicas iriam ser bastante diferentes. O ritmo da partida decresceu bastante, muito por causa da estratégia portuguesa, e a Polónia acordou a cerca de 20 minutos do final da partida.
Aos 67 minutos, após um livre batido na ala, Joel Pereira saiu em falso e os polacos estiveram muito perto do golo do empate. O lance foi salvo pela defensiva, mas estava feito o aviso. Três minutos depois, Zurkowski rematou do meio da rua, mas fraco e à figura. Portugal não demorou a responder e Gedson Fernandes, numa jogada de contra-ataque, rematou em posição frontal para uma boa intervenção de Kamil Grabara.
No minuto seguinte, Joel Pereira brilhou ao travar um potente remate, impedindo assim o golo do empate. De novo, a resposta portuguesa não demorou muito a surgir: Heriberto assistiu João Carvalho, que, isolado ao segundo poste, permitiu a defesa ao guardião polaco. Já perto dos oitenta minutos, mais propriamente aos 78, Joel Pereira voltou a ser protagonista pelas melhores razão e impediu, quase de forma milagrosa, um autogolo após um desentendimento dos centrais portugueses.
Até ao final, mais nada houve a apontar e Portugal soube controlar todas as investidas polacas. Portugal saiu então da Polónia com uma vitória forasteira e à frente da eliminatória. Na próxima terça-feira, a segunda mão será disputada em Chaves e Portugal tem tudo para carimbar o acesso ao Europeu de Futebol de Sub-21.
Polónia: Grabara; Gumny, Wieteska, Bielik e Pestka; Dziczek, Zurkowski e Kapustka; Michalak (Jozwiak ’67), Kownacki (Swiderski ’76) e Szymanski ( Jagiello ’72)
Portugal: Joel Pereira, Diogo Gonçalves, Jorge Fernandes, Diogo Leite, Yuri Ribeiro, Stephen Eustáquio, Gedson Fernandes, João Carvalho, André Horta ( Bruno Costa ’86), João Félix (Rafael Leão ’75) e Diogo Jota ( Heriberto Tavares ’64)
A festa da Taça é algo pelo qual todos os amantes do futebol português anseiam. E quando falamos em festa da Taça o que é que vem logo à memória? Mais recentemente, talvez a vitória do Desportivo das Aves sobre o Sporting CP, na final do Jamor da época passada. Ou a vitória do Gondomar na antiga Luz, em 2002, no célebre dia em que Jesualdo Ferreira optou por jogar com dois trincos contra o poderoso Gondomar (II Divisão B)? Ou uns anos mais tarde, em 2007, na vitória do Atlético da Tapadinha em pleno Estádio do Dragão, com um golo caricato de David?
Estes e muitos outros momentos fazem parte do imaginário da “Festa da Taça”. Neste artigo recordamos a epopeia do SC Beira-Mar rumo à conquista da Taça de Portugal na época 1998/99.
O SC Beira-Mar começou a sua participação na Taça de Portugal 98/99 na 4.ª eliminatória, assim como todos os restantes clubes da Primeira Divisão. O sorteio colocou os comandados de António Sousa contra o modesto “Fófó” (Clube de Futebol Benfica) da III Divisão. Uma vitória tranquilapor 4-2 no Estádio Mário Duarte permitiu aos aveirenses começar com o pé direito a sua participação na Taça de Portugal 98/99. Ao mesmo tempo, a festa da taça tinha a sua primeira versão na edição deste ano, com o Sporting CP a ser derrotado em Barcelos pelo Gil Vicente FC (3-2).
Na ronda seguinte, em pleno Carnaval, o SC Beira-Mar não levou a mal, e cilindrou o Portomosense por esclarecedores 7-0. Uma particularidade sobre este jogo, os sete golos foram apontados por sete jogadores diferentes, a saber: Luís Quintas, Carlos André, Paulo Sérgio, Gila, Ricardo Sousa, Fary e Rakovic. Esta ronda marca ainda a despedida dos grandes da competição, com o FC Porto a ser surpreendido em casa pelo SC Torreense (0-1) e o SL Benfica a sair derrotado do Bonfim por 2-0.
O estádio Mário Duarte foi palco de grande parte da caminhada rumo ao Jamor Fonte: SC Beira-Mar
Com os três grandes fora da corrida, assistiu-se a um intensificar da luta entre os clubes ainda em competição, na ânsia de conquistar o lugar ao sol que quase ininterruptamente era (é) ocupado por SL Benfica, FC Porto e Sporting CP.
A caminhada do SC Beira-Mar rumo ao Jamor prosseguiu de forma curiosa: oitavos-de-final e quartos-de-final, duas rondas, quatro jogos disputados. Confuso? Eis a explicação: nos oitavos de final, os aveirenses receberam a União de Leiria e no final dos 120 minutos o empate a uma bola persistiu. Por isso, houve lugar a um segundo jogo, de desempate, no Dr. Magalhães Pessoa, jogo esse que o Beira-Mar venceu por 2-1 com um golo quase em cima dos 90’.
Na ronda seguinte, novo empate no final dos 120 minutos, novamente a uma bola, desta feita o adversário foi o Moreirense FC. Dez dias depois, as equipas voltaram a defrontar-se e desta feita os aveirenses receberam e venceram os homens de Moreira de Cónegos pela margem mínima (1-0).
“Pasito a pasito”, os comandados de António Sousa iam-se aproximando do Jamor, apesar de no Campeonato as contas estarem muito complicadas: por esta altura os aurinegros estavam já em lugares de despromoção e acabaram por descer de divisão no final da época, fruto do 16.º lugar alcançado. Uma época ao estilo de “Jekyll and Hyde”.
Filho de peixe sabe… marcar?
O último obstáculo antes da chegada ao Jamor: o Vitória FC, equipa sensação do Campeonato nesse ano (terminou em 5.º lugar) e que já tinha eliminado o SL Benfica da Taça. Num jogo extremamente disputado, o SC Beira-Mar voltou a vencer pela margem mínima, com o único golo do jogo a pertencer a Ricardo Sousa. Sim, esse mesmo, filho de António Sousa, o treinador dos aveirenses.
Estava ultrapassado o último adversário antes da presença na final do Jamor, pela segunda vez na históriado clube da cidade de Aveiro. E eis que chegamos ao dia 19 de junho de 1999, o dia de uma final que seria no início da época difícil, se não mesmo impossível, de prever: SC Beira-Mar contra SC Campomaiorense.
No topo sul do estádio, um mar amarelo empurrou o SC Beira-Mar para a conquista da Taça de Portugal. A jogar com dez desde os 59’, a equipa de António Sousa chegou à vitória graças a um remate certeiro de Ricardo Sousa (esse mesmo), de pé esquerdo, ainda fora da área. O médio de 20 anos fez a bola entrar bem ao cantinho da baliza sul, para rejúbilo dos milhares de adeptos de amarelo e negro que encheram esse topo.
O troféu que repousa no museu do SC Beira-Mar Fonte: SC Beira-Mar
Uma final sem grandes, o dia em que António Sousa, uma referência do futebol nacional, “passou” o testemunho e viu o seu filho, Ricardo, escrever uma das mais bonitas páginas da história do SC Beira-Mar e do futebol português. Um dia em que o Estádio do Jamor foi palco de uma autêntica festa da taça. Podia ser sempre assim. Pelo menos uma vez por ano.
A última prova do Campeonato dos Açores de Ralis realizou-se na ilha de São Miguel. O Rali Lotus foi para a estrada com uma super especial citadina no centro da cidade da Ribeira Grande.
Contudo, antes de irmos às contas do rali Lotus, vamos à prova anterior do CAR 2018. Na luta pelo título durante a época estiveram Luis Miguel Rego e Jorge Henriques do Team Além Mar e a dupla Bernardo Sousa e Valter Cardoso da PlayAutoAçoreana Racing. Na penúltima prova – o Pico PlayAutoAçoreana Rali -, um acidente bizarro atirou para fora do rali o Citroen DS3 R5 de Bernardo Sousa e Valter Cardoso e o Ford Fiesta R5 de Luís Miguel Rego e Jorge Henriques. Pois bem, na sequência deste acidente, a equipa PlayAutoAçoreana Racing foi multada e o caso seguiu para o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting. O mesmo decidiu que a PlayAutoAçoreana Racing e os pilotos Bernardo Sousa e Valter Cardoso tivessem as suas licenças desportivas suspensas, impossibilitando-os assim de correr na última prova e de lutar pelo título. Antes destas noticias, já a Play AutoAçoreana Racing tinha retirado a sua dupla da última prova e anunciado Pepe Lopez e David Vasquez como pilotos para a esta. Impossibilitada a inscrição da equipa, Pepe Lopez foi inscrito pela Sports & You.
Assim sendo, a luta pelo título foi relançada. Rúben e Estevão Rodrigues, que alinharam esta época com um Peugeot 208 R2 da PT Racing, sagraram-se campeões das duas rodas motrizes no Pico e agora procuravam o título absoluto, partindo para a prova micaelense na frente do campeonato. Para isso, a Rodrigues Rally apostou num carro de aluguer. Os irmãos Rodrigues decidiram-se por um Skoda Fabia R5, também da PT Racing. Já Luis Miguel Rego e Jorge Henriques tiveram de recorrer à ARC Sport, alugando também um Skoda Fabia R5, em detrimento do acidentado Ford Fiesta R5.
Os irmãos Rodrigues recorreram à PT Racing, alugando um Skoda Fabia R5, assim permitindo a hipótese do título absoluto do CAR Fonte: Grupo Desportivo Comercial
Já temos os carros, os pilotos, os navegadores: vamos à ação. Na sexta-feira, a primeira especial cronometrada deu a liderança aos irmãos Rodrigues, seguidos de perto por Luis Miguel Rego. Pepe Lopez seguia na posição mais baixa do pódio. Com os irmãos Rodrigues a participar de R5, Rafael Botelho e Rui Raimundo eram os líderes das duas rodas motrizes, servindo-se do Citroen DS3 R3T. Regresso de Pedro Vale que, com o Mitsibushi Lancer Evo IV (antigo carro de Horácio Franco), era o quarto classificado.
Pedro Vale regressou e não teve competição na categoria RC2N. A categoria de produção tem claramente os dias contados. Pedro Vale, a bordo do antigo carro de Horácio Franco, andou muito bem Fonte: Grupo Desportivo Comercial
Na NFC, tudo igual à semana anterior, com Rams e Saints a ganharem e a manterem o seu favoritismo nos rankings. Cardinals, 49rs e Giants vão intercalando para ver que é a pior equipa.
Do lado da AFC, as equipas da divisão Oeste destacam-se como as melhores, ao passo que os crónicos favoritos da AFC parecem estar em ciclos diferentes. No caso dos Steelers parece que, a cada semana, estão mais confiantes, ultrapassando as dúvidas inerentes ao holdout de Le’Veon Bell. Os Patriots – Brady em especial -, parecem mais lentos e previsíveis, causando o pânico nos adeptos dos Patriots.
Foi no estádio Maximir, em Zagreb, que a vice-campeã do mundo Croácia jogou pela primeira vez diante do seu público, depois do brilharete no Mundial, diante de uma Espanha que apenas precisava do empate para seguir em frente nesta Liga das Nações. Na primeira jornada, a Croácia foi vergada em Elche por uns expressivos 6-0, pelos quais esperava conseguir vingar-se.
Foram os croatas a entrar melhor no jogo, tirando partido do seu tridente ofensivo muito perigoso. A melhor situação de perigo do primeiro tempo surgiu logo aos 6 minutos, quando Perišić rematou para uma defesa apertada de De Gea, que ainda contou com a ajuda do poste.
A profundidade e velocidade dos elementos atacantes dos croatas causaram muitos problemas aos defesas espanhóis, que não estavam a conseguir anular as investidas do adversário. Já no momento defensivo, a Croácia não subia o bloco, dificultando o jogo interior do adversário.
O último quarto de hora do primeiro tempo foi dominado pelos espanhóis, que conseguiam ter posse durante mais tempo e anular, logo à partida, as investidas do adversário. Foi durante esse período que a seleção espanhola teve o único remate perigoso por parte de Isco, para boa defesa de Kalinić. De resto, o primeiro tempo foi jogado quase sem balizas.
A toada manteve-se no início do segundo tempo, com mais posse dos espanhóis, mas foram os da casa a inaugurar o marcador. Aos 54 minutos, numa falha na saída desde trás dos espanhóis, Kramarić apareceu isolado e, na cara de De Gea, não desperdiçou. No entanto, a vantagem croata nem dois minutos durou. Ceballos finalizou uma boa jogada ao primeiro toque dos espanhóis, restabelecendo o empate no marcador.
Esforço de Ceballos para o primeiro golo da Espanha Fonte: Federação Espanhola
Se a primeira parte foi pobre em oportunidades, a segunda foi completamente o oposto. Iago Aspas poderia ter dado, pela primeira vez, vantagem à Espanha, mas a sua tentativa esbarrou na trave. Os espanhóis estavam confortáveis, mas foi novamente contra a corrente do jogo que os croatas marcaram. Na sequência de um enorme cruzamento de Modrić, Jedvaj apareceu ao segundo poste a cabecear para o 2-1.
Dois minutos depois, Rebić podia ter “arrumado” o jogo, mas permitiu a defesa do guardião adversário. O jogo estava muito animado e a Espanha cheirava o golo. O empate viria a surgir de grande penalidade, a castigar um braço na bola, de Vrsaljko.
Nenhuma das equipas estava contente com o empate, o que prolongou a emoção até ao apito final. A Croácia pressionou bastante e viria a ser premiada nos descontos, com Jedvaj a desviar para golo ao segundo poste, depois de uma defesa incompleta de De Gea, para enorme gáudio dos mais de 30 mil croatas.
Num jogo bem disputado e com uma segunda parte frenética, os croatas acabaram por ter alguma sorte, podendo os espanhóis lamentarem-se por algumas oportunidades perdidas. Para domingo, fica marcado o encontro decisivo, opondo ingleses e croatas. Quem vencer, apura-se. Os espanhóis ficarão à espera de um empate, que os qualificará para a final four da competição.
Juntos na classificação com quatro pontos, ISCTE e FDL entraram em campo após um arranque de campeonato um pouco aquém das expetativas criadas. Procuravam, neste jogo, provar que aquela não era a imagem que querem passar nesta temporada.
Para o ISCTE, a fórmula para os três pontos foi fácil de encontrar. Fruto de uma pressão muito alta que não deixava a FDL respirar e sair a jogar, os homens das ciências do trabalho e da empresa subiram no terreno, ganhando cantos e, por três vezes, o filme foi o mesmo. O canto marcado por Britânico Pires fez com que um colega seu ganhasse nas alturas e marcasse o golo.
Superioridade total nas bolas paradas e nas alturas, com golos de André Amado, Francisco Mota e Bernardo Oliveira. Pelo meio, durante o 2-0, há um momento para magia. Gonçalo Martins, da Faculdade de Direito do meio da rua, aproveitou o facto de o guarda-redes estar avançado e marcou um grande golo (ainda assim insuficiente). Os homens de Direito não conseguiam ultrapassar a pressão dos vizinhos do ISCTE nem sair a jogar. Ao intervalo, o 3-1 espalhava bem a sua supremacia.
Muitos golos e disputa pela bola no Estádio Universitário de Lisboa Fonte: Inês Catarino/ADESL
Na tentativa de passar uma imagem diferente na segunda parte, a AAFDL entrou bem melhor, exercendo maior pressão. Chegou mesmo a marcar mais um grande golo, desta vez por Ricardo Valente – no entanto, foi sol de pouca dura.
O jogo voltou à mesma toada da primeira parte: o ISCTE volta a ter o controlo do jogo e a entrar com muita facilidade na área adversária, aproveitando as lacunas defensivas da FDL. Foi sem surpresa que o marcador passou de 3-2 para 5-2. No final, deu-se a vitória justa do ISCTE, a equipa mais forte em campo. A fórmula de ser superior nas bolas paradas resultou por três vezes e o ISCTE vai crescendo de forma.
Onzes iniciais:
AEISCTE-IUL: José Magrinho, Manuel Pereira, Bernardo Oliveira, Paulo Franco, Afonso Ribeiro, Alexandre Almeida, João Monteiro, Britânico Pires, João Ferreira, André Amado e Francisco Mota.
AAFDL: Tomás, Daniel, Tomás Ribeiro, Gonçalo Barreto, Francisco Araújo, Gonçalo Almeida, Paulo, João Maldonado, Fonseca, Rodrigo e Gonçalo Martins.
Flash interview:
Jogo completo:
Artigo com a autoria de André Conde e Filipe Gonçalves
Vivemos numa era do futebol na qual o conhecimento sobre o jogo e sobre os adversários é tal que a nota dominante é a organização das equipas. No nosso campeonato isso é notório, mesmo as equipas com menos recursos e com jogadores não tão bons tecnicamente, denota-se nelas uma organização nas suas linhas meritória que é fruto de muito e bom trabalho. O futebol dos dias de hoje é o futebol do pouco espaço para jogar e neste qualquer detalhe conta para decantar o marcador para um resultado positivo.
Assim sendo, é imperativo ser competente em todos os momentos do jogo, sejam eles ofensivos, defensivos ou de transição. Aqui emerge o, já denominado, quinto momento do jogo: os esquemas táticos ou bolas paradas, no texto focar-me-ei principalmente nas bolas paradas ofensivas . Os cantos, livres e lançamentos assumem uma importância acrescida na atualidade do jogo. Se num jogo dinâmico como o futebol, temos a possibilidade de, numa certa situação, beneficiar de momentos de pausa, para executar com tempo e espaço, sabendo que não se corre o risco de perder a bola até que esta seja cobrada, seria ingénuo não aproveitar esses momentos. Os esquemas táticos são momentos muito peculiares no desenrolar do jogo. Neles não há superioridade numérica que valha, não há grandes contra pequenos, tudo se resume a estratégia e competência. São uma situação à parte na fluidez do jogo mas podem dar pontos valiosos e até decidir jogos, por isso cabe às equipas técnicas e seus jogadores rentabilizar as bolas paradas.
Os esquemas táticos são alguns dos momentos onde os treinadores podem ter algum controlo extra sobre as incidências do jogo e se feito e trabalhado com competência podem subtrair alguma da aleatoriedade do jogo. O treinador tem a liberdade de definir os posicionamentos, as movimentações e os marcadores das bolas paradas, consoante as suas especificidades, e pode criar um sem fim de variantes para aplicar em contexto de jogo. Atualmente, nem tem que ser o treinador a estar incumbido desta tarefa, a equipa técnica pode ter um membro especializado e que trabalha unicamente nessas questões. Por exemplo, o Liverpool conta atualmente com um elemento na equipa técnica, Thomas Grønnemark, que está incumbido, exclusivamente, de preparar e estudar os lançamentos laterais. Parece caricato? A verdade é que foi campeão no Midtyland, o seu clube anterior, e a equipa concretizou nada mais e nada menos que dez golos na sequência destas situações. Tremendamente útil, afinal.
Marcel Keizer terá que pôr mãos à obra, as melhorias no futebol leonino são urgentes Fonte: Sporting CP
As bolas paradas, tal como os outros momentos de jogo, envolvem uma análise detalhada do adversário sobre esta vertente e ainda uma adaptação constante jogo a jogo, até para não tornar essas situações em algo previsível. Portanto, esta criatividade da equipa técnica aliada a um trabalho efetivo nos treinos e à competência dos que estão no terreno de jogo – os jogadores – podem-se originar dividendos importantes e decisivos para o desenrolar da temporada de uma equipa.
Desta forma, não são raros os exemplos de equipas que se fazem valer nestas situações. O Mundial na Rússia foi elucidativo nesse sentido, os golos de bola parada aconteceram de forma quase sucessiva com seleções como a Inglaterra e Uruguai a exibirem uma competência assinalável neste momento do jogo. Equipas como o Atlético de Madrid, com jogadores como Godín, Giménez e Diego Costa a “voarem” consoante os lances desenhados por Simeone e “Mono” Burgos na sua “pizarra” ou, já dentro da nossa realidade nacional, o próprio Santa Clara é também um bom exemplo de aproveitamento efetivo desta situação particular, inserida na dinâmica do jogo e que depois se reflete na tabela classificativa.
Volvidas dez jornadas do nosso campeonato, o Sporting CP aparece em segundo lugar, para surpresa de muitos. A verdade é que a turma de Alvalade tem estado longe de ser uma equipa regular, seja nas exibições ou nos resultados, mas a verdade dos factos é essa: segundo lugar a dois pontos do líder FC Porto. No entanto, é evidente que há muito espaço para melhorias neste Sporting CP versão 2018/19.
A questão do pobre ou inexistente fio de jogo apresentado pelo Sporting CP de José Peseiro foi um dos fortes motivos do seu despedimento e se virarmos o foco para áreas como esta das bolas paradas, onde se poderiam colmatar algumas lacunas a nível ofensivo, observa-se que neste parâmetro a formação leonina também deixa muito a desejar.
Aliás, em 18 golos marcados no campeonato, cinco foram de grande penalidade e somente dois foram marcados na sequência de lances de “laboratório”, o que resulta num 10º lugar na tabela quanto a este parâmetro em específico. Um deles foi apontado por Fredy Montero em Alvalade frente ao Marítimo ao “caçar” uma bola perdida na área após um livre lateral, já o outro nasceu de um lançamento de linha lateral e culminou com um cabeceamento de Acuña que acbou por garantir a difícil vitória nos Açores. Estes números do Sporting CP são tremendamente escassos, principalmente quando comparados aos cinco golos já conseguidos pelo FC Porto e SC Braga ou aos impressionantes sete golos marcados pelo Santa Clara a partir de bolas paradas.
Tendo em conta as inúmeras possibilidades que o plantel verde e branco é capaz de oferecer neste momento de jogo, torna-se ainda mais constrangedora a incapacidade demonstrada nos esquemas táticos. Ora vejamos, nas suas fileiras o clube de Alvalade conta com batedores de qualidade como Nani, Mathieu, Bruno Fernandes e até Jefferson e Acuña, todos muito capazes a rematar mas também no cruzamento. Quanto ao jogo aéreo, a qualidade também não diminui e aos já referidos Mathieu e Nani, também capazes neste momento, juntam-se ainda os gigantes Dost, Coates e Battaglia, agora lesionado para o resto da temporada.
Parece que ao nível de quantidade e qualidade há recursos suficientes para melhorar o aproveitamento leonino nestas situações de bola parada. Estas são muito mais do que o acumular jogadores na área adversária, trata-se principalmente de mostrar capacidade de chegar à baliza adversária pelos mais variados caminhos e por isso mesmo, as bolas paradas não podem ser descuradas. Como referido anteriormente, a esta qualidade existente no plantel, é preciso conjugar-lhe ideias criativas e eficazes no que toca a bolas paradas e que depois de trabalhadas possam tornar-se mais valias para almejar o momento mais desejado no futebol: o golo e consequentemente aproximar a equipa da vitória. Posicionamentos estratégicos, movimentações diversas e uma agressividade acima da média para atacar a bola são alguns dos aspetos que devem ser trabalhados e variados ao longo da época para rentabilizar ao máximo estes momentos.
Para ser a melhor equipa, é necessário ser competente em todos os momentos de jogo e o aproveitamento eficaz das bolas paradas pode ser muitas vezes a diferença entre um empate e uma vitória. É preciso ser perfecionista nesse sentido porque estas situações podem ser a solução até naqueles jogos mais “estancados”, pois os esquemas táticos permitem essa pausa para pensar e executar da forma mais livre possível.
No futebol de hoje em dia é obrigatório ser exigente e cuidadoso com todos os detalhes, pois são esses que podem mudar o rumo de uma partida. Atualmente, poucas coisas serão mais difíceis do que surpreender o adversário. É também verdade que os números são só uma parte do que acontece dentro das quatro linhas mas estes deixam entrever de forma clara que o “laboratório de Alcochete” está a precisar de horas extra. Agora a bola está em Marcel Keizer.
O jovem brasileiro tem feito o seu melhor início de época desde que chegou ao FC Porto na época 2014/15. Otávio tem sido uma peça fundamental na estratégia de Sérgio Conceição, quer quando faz parte do onze inicial quer quando “salta” do banco e ajuda a encontrar o caminho para as vitorias.
Chegou ao FC Porto ainda muito jovem proveniente do SC Internacional, passou pela equipa B portista e por um empréstimo ao Vitoria SC onde foi treinado por Sérgio Conceição e onde o seu rendimento foi de alto nível e com isso garantiu o regresso ao FC Porto.
Na época 2016/17 sobre o comando de NES o seu desempenho já foi de muito bom nível, recuperar e começar a potenciar Otávio foi uma das boas marcas que NES deixou no FC Porto. Nessa época, Otávio foi utilizado em 33 jogos tendo apontado três golos e fez 10 assistências. Nesta época ficou comprovado todo o potencial do “irreverente” brasileiro.
Otávio tem brilhado a grande nível esta época Fonte: FC Porto
Devido a alguns problemas físicos a época transata não foi tão positiva tendo realizado apenas 21 jogos. Esta época todo o talento de Otávio tem sido bem explorado e potenciado pelo treinador portista, diga-se de passagem que esta é uma das grandes virtudes de Sérgio Conceição conseguir “tirar” tudo dos seus jogadores.
Otávio leva 15 jogos realizados onde apontou quatro golos e fez seis assistências. Alguns destes golos e assistências ajudaram a resolver jogos que até então se encontravam “bloqueados”. Otávio é tecnicamente muito evoluído, forte no último passe, criativo no um contra um e, tem aquela “ratice” típica do jogador brasileiro em “esconder” a bola e “cavar” faltas. Alem de tudo isto pode jogar como “10” puro ou partindo de uma das alas, e é esta versatilidade e criatividade que Sérgio admira bastante porque lhe permite uma alternância de sistema tático e dinâmicas constantes no decorrer das partidas.
A grande força deste FC Porto está, na minha opinião, nesta capacidade de causar sempre dúvidas no adversário. Alternância entre profundidade, jogo exterior, jogo interior, onde jogadores como Otávio encaixam bem nesta ideia de Sérgio Conceição. Tirar partido das características individuais dos jogadores para fazer estas alternâncias em função do adversário e do que o próprio jogo pede é a grande arma deste FC Porto.
Na terceira semana de novembro, chega novamente a Liga das Nações. Perspetiva-se, como a matriz da competição assim exige, o confronto de conjuntos de qualidade equivalente e, quando assim é, uma maior competitividade dentro do campo.
Apesar destas vantagens, como seria de esperar, os clubes torcem o nariz (a ser simpático) ao incremento de competições internacionais como esta.
Liga A, Grupo 1
A França assume-se como a seleção mais forte. Além de ser campeã do mundo, continua em boa forma, ao contrário da Alemanha, que está na última posição, com apenas um ponto. Pelo meio está a Holanda. A seleção holandesa está em busca do melhor de si, está melhor do que há uns tempos e ocupa o segundo lugar, mesmo com um jogo a menos (três pontos). As duas últimas classificadas confrontam-se esta semana, em solo alemão. Antes disso, a Holanda recebe os gauleses… Muitas contas a serem feitas após estes encontros.
Liga A, Grupo 2
A Bélgica e a Suíça estão igualadas (seis pontos). Isto, devido ao facto da primeira contar com menos um jogo. A Islândia, com zero pontos obtidos, é carta quase fora do baralho e Suíça e Bélgica tratarão de competir entre si. Contudo, a Islândia é sempre um claro fator a ter em conta em tal decisão.
Liga A, Grupo 3
Portugal eleva a fasquia, após um Mundial a roçar o “desastroso” e também se eleva perante polacos e italianos. Estes dois, por sua vez, encontram-se numa fase transitiva do seu futebol. Contudo, apenas o primeiro lugar interessa e os italianos têm já oportunidade de o tomar, ao receber a seleção lusitana nesta jornada da Liga das Nações. Porém, Portugal é o favorito. Após este frente a frente, Portugal voltará a casa para defrontar a Polónia. Muito pode acontecer ainda neste grupo.
Portugal volta a aquecer motores sem Cristiano Ronaldo Fonte: UEFA Nations League
Liga A, Grupo 4
Um grupo constituído por Espanha, Inglaterra e Croácia, em 2018, é sempre apelativo. Contudo, os vice-campeões do Mundo já desiludiram um pouco o universo futebolístico. Após uma campanha de sonho, a seleção vê-se com dificuldades em colmatar retiradas de jogadores-chave. Inglaterra e Croácia medem, esta semana, palmos na Grã-Bretanha, numa perseguição à Espanha, primeira classificada com seis pontos.
Liga B, Grupo 1
A Ucrânia assume-se, ao fim de três jornadas, como a vencedora do grupo. Só uma hecatombe reverteria tal. A República Checa com menos fulgor que, por exemplo, em 2012, não tem estofo para uma Ucrânia minimamente competente. Eslováquia, com menos um jogo, tem zero pontos.
Liga B, Grupo 2
Russos, turcos e suecos são os conjuntos que compõem este grupo. A Rússia mantém a boa forma do Mundial e está em primeiro, ao contrário dos escandinavos, que após uma prova acima das previsões, se encontram no último posto… Com um jogo a menos. Têm agora a possibilidade de disputar, em solo turco, o segundo lugar do grupo.
Liga B, Grupo 3
Uma Bósnia irrepreensível lidera este grupo, seguida pela Áustria, que conta três pontos, mas menos um jogo, e que por isso ainda pode assustar o primeiro classificado. A Áustria tem essa clara hipótese de galgar terreno, pois recebe os bósnios no seu reduto.
Liga B, Grupo 4
O País de Gales tenta superar a ausência no Mundial com um consolidado apuramento para o próximo Europeu. Em primeiro no grupo, tem a missão de aguentar uma Dinamarca forte e com menos um jogo disputado. Tem quatro pontos e uma vitória infligida aos galeses fá-los-ia tomar o primeiro lugar. A Irlanda vai-se contentando com um ponto.
Liga C, Grupo 1
O último grupo que contempla três seleções tem sido disputado por escoceses e israelitas. Para procurar a primeira posição, a Escócia viaja até à Albânia, outsider do grupo. Não será fácil.
Liga C, Grupo 2
A Finlândia surpreende e já leva quatro vitórias em outros tantos jogos. Grécia e Hungria ainda sentem que têm uma palavra a dizer, mas estão longe. A primeira, com metade dos pontos da Finlândia, a segunda com menos dois que os helénicos… Será difícil destronar uma Finlândia assim.
Liga C, Grupo 3
A Noruega e a Bulgária apresentam-se como claros oponentes, num grupo constituído por, além deles, Chipre e Eslovénia. Os búlgaros deslocam-se ao Chipre e a ideia é ganhar e esperar que o outro par perca pontos. Por sua vez, a Noruega também joga fora, na Eslovénia, e o sentimento pelo par é o mesmo que o nutrido pela Bulgária.
Fonte: UEFA Nations League
Liga C, Grupo 4
Há bem pouco tempo habitantes do mesmo país, sérvios e montenegrinos partilham o topo deste grupo. A Roménia, muito chegada a eles, também é candidata à vitória do grupo. A Sérvia recebe o Montenegro, enquanto os romenos recebem os lituanos. Muita coisa pode mudar em dois jogos…
Liga D, Grupo 1
A Geórgia e o Cazaquistão são primeiro e segundo classificados, respetivamente, mas a distância é grande… O primeiro, com mais do dobro da pontuação, assume-se como claro candidato à vitória do grupo. Os georginos dirigem-se a Andorra esta semana e parece-me claro que vencerão, mas o futebol são surpresas…
Liga D, Grupo 2
Um Luxemburgo muito forte perante equipas de iguais pretensões aparece como candidato à vitória deste grupo. Os bielorrussos estão a um ponto de distância e a deslocação a San Marino dá a entender que serão mais três pontos. Enquanto isso, o Luxemburgo desloca-se à Moldávia, que, com cinco pontos, ainda tem aspirações na competição…
Liga D, Grupo 3
O Kosovo e o Azerbaijão são os conjuntos mais fortes, num grupo com as Ilhas Faroé e Malta. As equipas são muito semelhantes, isto é, com pouca cotação internacional e “fazem das tripas coração” para se intrometer no lote dos grandes. Para já, será ou Kosovo, ou Azerbaijão.
Liga D, Grupo 4
O último grupo apresenta-se muito em aberto. Macedónia, Gibraltar e Arménia muito juntos e o Liechtenstein, embora com três pontos amealhados, não deverá fazer grande mossa. Este último recebe a Macedónia, portanto espera-se nova derrota dos anfitriões. Depois recebe a Arménia e a previsão é semelhante à anterior. Gibraltar, ao receber a Arménia, terá de se esforçar pelo segundo lugar, que estará em disputa durante esse confronto.