Início Site Página 11715

Lendas do Universo Sportinguista: Beto Severo

0

Roberto Luís Gaspar de Deus Severo foi capitão e uma das figuras marcantes da história recente do Sporting Clube de Portugal. O camisola 22 dos leões foi formado no clube de Alvalade e chegou na temporada de 1987/88 para representar as camadas jovens. A ligação de Beto ao Sporting perdurou cerca de 18 anos.

Beto, após ter feito a sua formação no Sporting, passou dois períodos de empréstimo antes de se afirmar na equipa principal, no União de Lamas e no Campomaiorense. Estreou-se com a camisola da equipa principal decorria a temporada de 96/97, afirmando-se como titular e sendo fundamental nas temporadas que se seguiram.

O número 22 dos leões viria a representar o Sporting, em 315 jogos oficiais, tendo marcado 25 golos. Durante os anos que vestiu de verde e branco, conquistou vários títulos – dois campeonatos, duas Supertaças, uma Taça de Portugal. Em 99/00, sob a liderança de Augusto Inácio, foi um dos atletas que quebraram o jejum de 18 anos sem vencer um título nacional, tendo como companheiros craques como, Peter Schmeichel, César Prates, André Cruz, Beto Acosta, Pedro Barbosa, Aldo Duscher, entre tantos outros.

Na temporada de 2001/2002, o Sporting viria a conquistar a “Dobradinha”, vencendo o campeonato e a Taça de Portugal, derrotando no Jamor o Leixões por 1-0. Nessa equipa brilhavam nomes como, Quaresma, João Pinto, Mário Jardel, Ricardo Sá Pinto, Hugo Viana, Rui Jorge e já despontava aquele que viria a ser o melhor do mundo, Cristiano Ronaldo. O Sporting tinha no seu comando técnico o romeno Laszlo Bölöni.

Beto foi um dos entrevistados pelo Bola na Rede
Fonte: número f/Bola na Rede

Mais tarde, em 2004/2005, o capitão leonino continuou a escrever a sua história de verde e branco. O Sporting Clube de Portugal chegaria à final da Taça UEFA, após eliminar equipas como o Newcastle, Middlesbrough, Feyenoord e a espectacular meia-final frente ao AZ Alkmaar. Nos quartos-de-final, os leões defrontaram os ingleses do Newcastle, que tinham como estrela Alan Shearer. Tendo perdido na primeira mão por 1-0, em Alvalade o Sporting venceu por 4-1 com Beto a marcar um dos golos. Uma equipa que não conseguiu vencer o CSKA Moscovo na final, em Alvalade, mas teve o mérito da última presença do Sporting numa final europeia. Um plantel que era então liderado por José Peseiro e tinha como estrela maior o goleador Liedson.

Na temporada seguinte, Beto Severo viria a sair de Alvalade, rumo ao futebol francês para representar o Bordéus, onde venceu uma Taça da Liga Francesa. Prosseguiu a sua carreia em Espanha, ao serviço do Recreativo de Huelva, onde esteve três temporadas. Viria a terminar a sua carreira em Portugal, no histórico Belenenses, na época 2009/10.

Beto foi também um nome da seleção portuguesa, somando 30 internacionalizações e dois golos. Com a camisola das “quinas” participou no Euro 2000, Mundial 2002, no Euro 2004 e nos Jogos Olímpicos de Atlanta em 1996. Além destas, participou em vários jogos e várias competições nas seleções jovens.

Para sempre, os sportinguistas irão recordar a garra e atitude de Beto em campo. Ficará também na memória a sua qualidade no desarme, era forte nos duelos individuais e no futebol aéreo. Em termos ofensivos, tinha uma boa meia-distância e era um defesa-central sinónimo de golo nas bolas paradas ofensivas.

Um ídolo de várias gerações, pelo Esforço, Dedicação e Devoção pelo Sporting Clube de Portugal, mas pela Glória para a qual contribuiu, dando alegrias, vitórias e títulos aos sportinguistas.

artigo revisto por: Ana Ferreira

D’Agosto em vantagem na meia-final da Liga dos Campeões

0

Em jogo da primeira mão da meia-final da Liga dos Campeões, o 1.º de Agosto recebeu e venceu pela margem mínima a equipa tunisina do Espérance de Tunis. Com este triunfo, os comandados de Zoran Maki vão em vantagem para o embate de dia 23 de outubro.

A jogar no Estádio 11 de Novembro, os “Militares” pretendiam ganhar a partida, de forma a irem à Tunísia com uma vantagem segura. Assim sendo, o atual tricampeão angolano foi para cima do seu adversário nos primeiros 45 minutos, e dispôs de algumas ocasiões para abrir o marcador, como a de Geraldo ao minuto 28 (o extremo angolano em boa posição atirou às malhas laterais), contudo o marcador não se alterou até ao intervalo.

No segundo tempo, a toada do jogo manteve-se, com o D’Agosto a controlar o Espérance, embora o golo só surgiu a 10 minutos do fim do encontro: num remate em jeito e à entrada da área, Buá tentou a sua sorte de longe, e contou com a passividade do guarda-redes, que podia e devia ter feito melhor nesse lance. O golo permitiu aos 25 mil adeptos presentes festejarem a vitória curta mas preciosa. Os visitantes ainda sofreram uma expulsão no tempo de compensação – Khalil Chamam viu dois cartões amarelos, e não poderá dar o seu contributo na segunda mão.

Jogadores do 1.º de Agosto a celebrar o golo de Buá
Fonte: 1.º de Agosto

Apesar de ser uma vantagem curta, o certo é que os “Militares” vão entrar no terreno do Espérance a saber que o seu adversário terá sempre de marcar dois golos para vencer a eliminatória. A tarefa não se adivinha fácil para o representante angolano, uma vez que os tunisinos só perderam um jogo na sua casa até ao momento nesta prova (em seis jogos, cinco vitórias e uma derrota frente ao Al-Ahly), mas creio que a equipa de Zoran Maki vai à Tunísia com vontade de fazer ainda mais história e lutar pelo apuramento para a final da Liga dos Campeões de África. Dia 23, todo o povo angolano irá certamente parar e torcer pelo sucesso militar! Em frente D’Agosto!

Foto de Capa: 1.º de Agosto

Dakar 18: O ‘jogo de corridas’ que até parece realidade

Um grande desafio! Foi assim que o jogo foi apresentado ao público presente na Comic Con Lisboa. Com Ari Vatanen, Nani Roma, Alex Haro Bravo, co-piloto do espanhol, e Pedro Bianchi Prata presentes para o experimentar, era algum o público presente com expetativas de conhecer um pouco melhor o jogo que promete revolucionar o mundo dos videojogos de corridas automóveis.

Com um mundo enorme por explorar – cada especial pode demorar mais do que uma hora a percorrer -, o jogo foi feito a partir de mapas fornecidos pela NASA e o maior elogio que pode ser feito ao realismo do jogo foi tecido por Alex Haro, que disse, após jogar, que reconheceu perfeitamente partes da segunda etapa – Pisco -, que seriam bastante semelhantes à realidade.

Uma aposta da Bigmoon, que contou com grande apoio de Bianchi Prata e de Pedro Velosa, para tornar o jogo o mais realista possível, num desafio que a Bigmoon diz estar apenas a começar, ficando já prometidas as edições de 2019 e 2020.

Pedro Bianchi Prata foi um dos responsáveis pelo desenvolvimento do jogo
Fonte: Rodrigo Fernandes/bola na Rede

O objetivo de tornar o jogo o mais realista possível foi conseguido e, do pouco que o AutoSport experimentou, foi possível ver que é mesmo fundamental estar atento ao roadbook, para que depois não se fique muito tempo perdido à procura do rumo certo. Jogar com carro ou com moto – os dois tipos testados – é muito diferente, sendo que nas motas é preciso muito cuidado para não abusar e estragar a mota, obrigando ao abandono. Apesar disso, Ari Vatanen diz que o jogo é muito mais fácil do que a realidade, o que faz sentir a dificuldade que os pilotos sentem na estrada.

Como nota menos entusiasmante, para nós, portugueses, apenas Carlos Sousa estará como piloto disponível para jogar, com o Renault Duster.

Schalke 04: Da Liga dos Campeões para a despromoção?

Só à sexta jornada o FC Schalke 04 conseguiu somar os seus primeiros pontos, numa vitória pouco impressiva frente ao FSV Mainz por uma bola a zero. Para um clube que o ano passado conseguiu o um fantástico segundo lugar só atrás do suspeito do costume (FC Bayern Munique) este ano tem deixado muito a desejar.

Será que Tedesco teve sorte a época passada? Será que este ano as equipas estão mais fortes? Muito provavelmente a resposta reside nas vendas do clube este ano. O principal jogador do plantel foi transferido para o Bayern Munique a custo zero, uma jogada por parte do Schalke que é impossível de perceber, Leon Goretzka era efetivamente uma peça chave da equipa e ser dado assim dá que pensar.

A saída de Max Meyer para o Crystal Palace FC a custo zero, é outra coisa incompreensível. Como é que jogadores com tanto valor de mercado e com tanto potencial são despachados assim a custo zero. O principal desfalque do Schalke foi a questão dos recursos humanos e com isso a equipa que estava com um projeto interessante cheio de perspetiva, está agora nas ruas da amargura.

Os azuis reais conseguiram esta semana uma vitória para a liga dos campeões frente ao Lokomotiv de Moscovo
Fonte: Schalke 04

Algo terá que ser feito para o Schalke inverter esta tendência negativa. Pode ser que esta última partida para a Bundesliga e o jogo frente ao Lokomotiv para a Champions façam a reanimação que o clube precisa, pois, duas vitórias seguidas era mesmo o que a equipa alemã precisava para ganhar motivação.

Resta saber se foi só um péssimo arranque do Schalke no campeonato, mas ainda chegará aos lugares cimeiros, ou se fará uma das piores épocas que há registo no clube.

Foto de Capa: Schalke 04

Rams e Chiefs outra vez! – NFL Semana #4

0

Patriots voltam a parecer os Patriots. Rams e Chiefs são as únicas equipas sem derrotas e a jogar bem.E algumas equipas começam a olhar para o calendário universitário para tentarem identificar as primeiras escolhas do draft do próximo ano.

https://www.youtube.com/watch?v=87o6KqigK0w

As desventuras de Rui Vitória frente ao Dragão

É desde o começo da sua carreira como treinador de futebol que Rui Vitória acaba as partidas frente ao Futebol Clube do Porto sem sair vitorioso. Já conta com 16 anos de carreira como treinador, e em qualquer partida frente ao Porto a equipa que Rui Vitória estaria a comandar (ou está) não venceu. Foram cinco equipas sénior ao comando de Rui Vitória, e em nenhuma conseguiu bater o clube da Invicta.

É um registo catastrófico, especialmente agora que está a comandar um dos “três grandes” candidatos ao título e mesmo no seu quarto ano consecutivo ainda não conseguiu vencer o rival azul e branco. Ao todo Rui Vitória jogou contra o Porto 19 vezes, saiu derrotado em 12 dessas partidas e empatou as outras sete.

A primeira vez que defrontou o Porto foi pelo seu primeiro clube como treinador, o Vilafranquense, nas Antas. Num frente a frente com José Mourinho em 2004, a contar para a Taça de Portugal, Rui Vitória saiu derrotado por 4 bolas a 0.

Só voltaria a defrontar o Porto em 2007, desta vez ao comando da sua segunda equipa sénior, o Fátima. O Porto de Jesualdo Ferreira saiu do Estádio Municipal de Fátima com um empate no tempo regular, e uma derrota nas grandes penalidades. Rui Vitória conseguiu aqui um grande feito, pois com um clube relativamente pequeno foi capaz de seguir em frente na Taça da Liga e eliminar um dos maiores de Portugal.

No ano que esteve ao comando do Paços de Ferreira, Rui Vitória empatou uma vez e perdeu outra. A liderar o Vitória Futebol Clube, Rui Vitória não teve muita sorte frente ao Porto. Treinou os vimaranenses por quatro épocas, e encontrou o Porto nove vezes. Dessas nove perdeu sete, e empatou as outras duas. De facto, um registo péssimo frente aos Dragões.

Rui Vitória tem um historial desastroso frente ao Porto e conta apenas com uma felicidade ao comando do Fátima quando eliminou os azuis e brancos na Taça da Liga
Fonte: SL Benfica

Depois do Vitória veio o Benfica. Rui Vitória começou a comandar o Sport Lisboa e Benfica em 2015 depois da saída de Jorge Jesus. Um clube com uma camisola muito mais pesada que qualquer outro que tinha treinado antes, e também com muitos mais recursos ao seu dispor, mas o registo manteve-se. Já fez seis jogos contra o Porto enquanto treinador do Benfica, empatou três e perdeu os restantes três.

O grande problema está no facto de os jogos contra os grandes serem os mais decisivos, e Rui Vitória parece falhar nestes precisos momentos. No ano passado, por exemplo, o Benfica estava ainda na liderança do campeonato a quatro jornadas do fim e antes de jogar contra o Porto. Tinha de sair dali com algum ponto para se manter na liderança. O que aconteceu mesmo foi o FC Porto sair de Lisboa com os três pontos, e com isto roubar a liderança do campeonato ao Benfica, a qual nunca mais deixou escapar até ao fim.

Será medo? Ou falta de capacidade para comandar um navio tão pesado?  O registo mantém-se ao longo dos anos, e os triunfos frente ao Porto são não existentes. Será pura falta de sorte? Duvido, até porque em alguns desses jogos Rui Vitória fazia alterações táticas duvidosas e que punham em causa a qualidade performativa do 11 encarnado em campo.

Foto de Capa: SL Benfica

O futebol também se joga no feminino

Depois do empate com sabor a derrota da equipa principal masculina do Sport Lisboa e Benfica (2-2 em Chaves, com golo da equipa da casa ao cair do pano), os encarnados perderam a liderança da Primeira Liga. No entanto, em todos os outros escalões das águias, o Benfica é líder das respetivas ligas, incluindo no escalão do futebol feminino que se estreou esta temporada na Segunda Divisão Portuguesa. Desta vez, iremos dar destaque a esta última.

O Benfica Feminino joga na Série D da Segunda Divisão Feminina e lidera com classe: dois jogos, duas vitórias, seis pontos, quarenta e sete golos marcados, zero sofridos. Um registo notável das encarnadas.

A estreia foi contra o Ponte Frielas, de Loures, que acabou 28-0. Na segunda jornada, frente a ‘Os Vidreiros, da Marinha Grande, o resultado foi mais curto, mas do mesmo modo surpreendente: 0-19 para as benfiquistas!

É inacreditável os números que se têm visto nos jogos do Benfica Feminino, que “passeia” pelo primeiro lugar da tabela classificativa. Apesar de só terem sido jogados dois jogos, é claramente pertinente frisar os bons resultados da equipa, assim como avolumar a superioridade que a equipa encarnada tem demonstrado face às oposições.

Mas quem são estas raparigas que tanto jogam? De onde vieram e quem é que as comanda?

A equipa feminina do Benfica conta com 47 golos em dois jogos
Fonte: SL Benfica

O timoneiro é João Marques, de 42 anos, que foi contratado ao SC Braga Feminino. No currículo tem a Euro Winners Cup 2017 – a Liga dos Campeões do Futebol de Praia -, vencida ao leme do SC Braga de Futebol de Praia, e três Campeonatos Nacionais de Futebol de Praia da Divisão de Elite.

No entanto, não foi esta a única contratação vinda do Minho: Adriana Gomes, Pauleta, Sílvia Rebelo e Inês Queiroga também vieram do SC Braga reforçar a estreante equipa encarnada. Além das Bracarenses, destaca-se também Carolina Vilão do Sporting CP no que toca a contratações a rivais históricos. A completar o plantel, temos mais sete portuguesas, sete brasileiras e uma cabo Verdiana. Pauleta é a única espanhola do plantel.

Com uma média de idades de 24 anos, João Marques e as suas águias (no feminino) vão em busca dos primeiros troféus deste escalão do futebol encarnado. A próxima jornada da Segunda Divisão joga-se no dia 14 de outubro, no Estádio da Tapadinha (casa do Benfica Feminino), contra o Sintrense. A primeira eliminatória da Taça de Portugal – competição que a equipa também ambiciona em vencer – só começa a 1 de novembro, frente o Palmelense, em Palmela.

Que as nossa gloriosas tragam mais conquistas a este enorme clube.

Foto de Capa: SL Benfica

 

Sporting CP 24-23 SL Benfica: Já só o leão é invicto

0

Casa cheia no Pavilhão João Rocha para receber o dérbi entre Sporting e Benfica – as únicas equipas invictas até este encontro – a contar para a sexta jornada do campeonato. As equipas já se tinham defrontado esta época na Supertaça, prova ganha pelo Benfica.

O jogo começou com um festival de defesas espetaculares de Ristovski, na baliza dos encarnados, e de Cudic, na dos verde e brancos, com uma série de falhas técnicas e uma percentagem de eficácia fraca. O Benfica optou pela habitual defesa 5×1, enquanto o Sporting defendia em 6×0.

Aos 15 minutos, o Sporting não conseguiu resistir a duas exclusões em simultâneo e deixou o Benfica passar para a frente do marcador pela primeira vez no jogo (6-7). O jogo não estava a correr de feição à equipa de Hugo Canela – a desinspiração de alguns jogadores, sobretudo Frankis Carol, era notável, não só no número de falhas, mas também no resultado: a cinco minutos do fim da primeira metade, o Benfica vencia por 10-14. O Sporting via praticamente todos os seus remates de primeira linha anulados. A falta de calma era evidente.

Os leões, que perderam a supertaça para o Benfica, conseguiram vingar a prova
Fonte: Federação Portuguesa de Andebol

Já sabemos que uma diferença de quatro golos no andebol não é nada. Ainda mais quando se joga contra uma equipa com soluções ofensivas como as do Sporting.

O Sporting voltou do intervalo mais motivado e convicto em virar o resultado negativo, colocando-se rapidamente a perder apenas por dois (14-16). Ristovski (sem querer tirar qualquer mérito a Cudic, que também realizou um grande jogo) estava a fazer uma exibição de gala e a “endoidecer” os finalizadores do Sporting.

O jogo esteve parado durante cerca de cinco minutos por causa do comportamento dos adeptos do Sporting que arremessaram objetos à equipa de arbitragem. Atitude lamentável dos “adeptos” e que, claramente, acabou por cortar o ritmo de jogo – a equipa que sentiu mais a paragem foi o Benfica.

A 15 minutos do fim, tudo estava em aberto, com as equipas a manterem as muitas falhas técnicas praticadas na primeira parte. Grande jogo no pavilhão do Sporting e resultado empatado a cinco minutos do fim (21-21).

Qualquer falha era clínica e, a dois minutos do término, o Sporting conseguiu passar para a frente (24-23) a dois minutos do fim com golo de Carlos Ruesga e o resultado já não sofreu qualquer alteração. Muitos falhas para cada lado, com os leões a terem alguma sorte no fim do jogo.

O Sporting passa agora a ser a única equipa invicta do campeonato e fica em segundo lugar com 18 pontos, um a menos que o Benfica, que conta com uma partida a mais.

 

Equipas Iniciais:

Sporting CP: Cudic, Pedro Solha, Ghionea, Frankis Carol, Edmilson Araújo, Carlos Carneiro, Pedro Valdés

SL Benfica: Ristovski, Belone Moreira, Pedro Seabra Marques, Carlos Martins, Alexandre Cavalcanti, João Pais, Paulo Moreno

SSC Napoli 1-0 Liverpool FC: Ninguém resiste para sempre

O estádio San Paolo recebeu um dos jogos grandes desta segunda jornada da Liga dos Campeões. Um jogo que colocou frente a frente Nápoles e Liverpool. Os italianos na primeira jornada não foram além de um empate na Sérvia diante do Estrela Vermelha, enquanto que os ingleses somaram três pontos, num triunfo suado e só garantido ao cair do pano frente ao Paris Saint Germain. Comparativamente com os 11 que alinharam no jogo passado, os treinadores procederam algumas alterações. Ancelotti, treinador do conjunto italiano, trocou Zielinski por Hamsík, fazendo cair Ruiz para o lado esquerdo do setor intermediário. Por outro lado, Klopp retirou Henderson e Sturridge, substituindo-os por Keyta e Firmino, respetivamente.

Assistiu-se a um primeiro tempo desprovido de grandes oportunidades, decorrente do facto de as equipas estarem “muito bem encaixadas uma na outra”, com linhas defensivas bastante compactas e tornando o jogo maioritariamente disputado a meio campo, não dando lugar assim a um elevado caudal ofensivo para nenhuma das partes. Contudo, dentro do registo de equilíbrio, que foi a primeira parte, é possível afirmar que a equipa napolitana foi quem mais se mostrou e procurou pela vantagem, colecionando duas oportunidades de golo e a supremacia no capítulo da posse de bola.

A primeira grande oportunidade, à passagem dos 11 minutos de jogo, surgiu por intermédio de Insigne, que com um remate forte, a arrasar o poste esquerdo da baliza de Alisson, deixou o cheiro a golo no San Paolo e materializou a excelente entrada do Nápoles na partida com esta bela chance. Nota também para a infeliz lesão de Naby Keita nesta primeira parte. Após extensos e “enfadonhos” minutos de um espetáculo com pouca história, o jogo torna a ganhar algum interesse e alento com um potente remate de autoria de Milik.

Chegava assim o término da primeira parte, que apesar de alguma superioridade, por parte do Nápoles, mostrava no marcador um resultado que se deve considerar justo.

Mantendo-se a mesma toada da primeira parte, dentro daquilo que era o equilíbrio da partida, foi de novo o Nápoles quem mais se mostrava e foi acumulando oportunidades:

50´ na conclusão de uma boa jogada de entendimento coletivo, Milik rematou rasteiro fora da área, mas viu mais uma vez Alisson negar-lhe o golo com uma defesa de belo efeito.

52´nova intervenção de Alisson, desta feita anulando o golo a Fabian Ruiz, ao rematar também fora da área, num lance que se tornara frequente dada a fragilidade que a linha defensiva dos red iam apresentando.

Ao final de 20 minutos de total controlo napolitano, o Liverpool deu finalmente um ar de sua graça. Mohamed Salah surge pela primeira vez em evidência e quase que marcava. Gesto técnico que lhe é bastante habitual, um remate em força sobre o poste direito da baliza de David Ospina.

Após este tentativa de inverter a tendência por parte da equipa de Klopp, tudo regressou ao normal com o Nápoles a assumir as despesas do jogo e a começar a “colocar mais carne no assador”. A linha defensiva subiu, foi feita uma pressão alta e a equipa do Liverpool ficou submetida aos últimos 30 metros do campo. As repercussões desta abordagem rapidamente se fizeram sentir. Primeiro com Callejon na cara do guarda-redes a perder para o adversário e depois, já dentro dos últimos 10 minutos da partida, Dries Mertens teve nos pés a melhor oportunidade da partida, mas não correspondeu de forma exímia ao cruzamento de Mário Rui e atirou à barra de Alisson. O Liverpool podia respirar de novo e continuava a resistir a este pressing dos italianos.

Fonte: UEFA

Está escrito que apenas os gatos têm sete vidas…E assim foi, o Liverpool não podia nem sequer merecia, sobreviver para sempre. Foi assim, à passagem do minuto 90, que Insigne coloca a sua equipa em vantagem. Uma jogada que é um hino ao futebol. Depois de segundos de paciência e posse, o Nápoles guardou a bola e depois lançou o ataque rapidíssimo, com a mudança do jogo para a extrema direita, cheia de combinações e passes, que colocam Callejon em excelente posição para oferecer o golo, ao internacional italiano, Lorenzo Insigne, que mergulha para empurrar a bola e fixar o 1-0 final.

Justiça no marcador. Vitória para os napolitanos, que assim viram recompensada a boa exibição e o claro domínio sobre os adversários, ganhando ainda enorme motivação para seguir em frente na prova.

Onzes iniciais

SSC Napoli: David Ospina, Mário Rui, Nikola Maksimovic, Kalidou Koulibaly, Raúl Albiol, Allan, Fabián Ruiz( Verdi´68), Marek Hamsík(Zielinski´81), José María Callejón, Lorenzo Insigne, Arkadiusz Milik(Mertens´68)

Liverpool FC: Alisson Becker, Virgil van Dijk, Joe Gómez, Andy Robertson, Alexander-Arnold, Gini Wijnaldum, James Milner(Fabinho´76), Naby Keita(Henderson´19), Roberto Firmino, Sadio Mané(Sturridge´89), Mohamed Salah

Tottenham HFC 2-4 FC Barcelona: D10S mio, Lionel!

Messi, Messi, Messi e mais Messi. O Barcelona foi a Wembley vencer o Tottenham por 4-2, num encontro que ficou marcado pela genialidade do camisola ‘10’ do Barça, que bisou, pensou, sentou, executou e cilindrou: uma autêntica lição de futebol pelo mago da Argentina.

E que melhor maneira de os catalães entrarem no seu jogo 300 na maior competição de clubes do planeta senão… com um golo: Messi, com um passe magnífico, encontrou Jordi Alba; o espanhol, com a saída prematura de Lloris dos postes, não hesitou em tocar para Coutinho, que não facilitou e inaugurou o marcador. Dois minutos jogados em Londres, os visitantes sorriam e Messi começava a espalhar a sua magia aos poucos.

Num encontro bastante equilibrado a meio-campo, com muitas disputas entre os homens de ambas as equipas, era mesmo o astro argentino que mais se ia destacando, mostrando sucessivamente o porquê de ser considerado de outro planeta.

E de outro planeta pareceu surgir o segundo do Barcelona na partida, aos 28 minutos: trabalho esforçado de Coutinho na linha de fundo e Rakitić, com um volley perfeito, a bombear as redes de Lloris. A jogada do golo, como não poderia deixar de ser, começou no pé esquerdo mais invejado do mundo, e que um dia será alvo de estudo, dada a sua anatomia fora do comum.

Até ao recolher obrigatório aos balneários, o Tottenham ainda chegou com perigo à baliza do Barcelona, pelo intermédio de Lamela, mas a defesa catalã não tremeu e respondeu de forma exemplar, não dando qualquer margem de manobra aos ingleses.

A relação de Coutinho e Messi dentro de campo dá cada vez mais frutos
Fonte: UEFA

No início do segundo tempo, Messi esteve muito próximo do golo por duas ocasiões, aos 47 e 52 minutos: em lances muito semelhantes, o avançado de 31 anos atirou rasteiro ao poste esquerdo da baliza dos Spurs.

Mas como já se sabe, o futebol é vivido à base do sentido de oportunidade, oportunidade essa que Harry Kane, segundos depois do sufoco de Lionel, não quis desperdiçar: movimento magistral do inglês sobre Nélson Semedo, e o remate a sair colocado, sem hipóteses para Ter Stegen.

Mas como já se sabe também, “não há duas sem três” e “à terceira é de vez”. E foi mesmo: cruzamento rasteiro de Jordi Alba, Suárez a deixar a bola passar e Messi, finalmente, a acrescentar o seu nome à lista dos marcadores. 56 minutos decorridos, 3-1 para o emblema blaugrana e os adeptos enlouqueciam.

Apesar do maior domínio do Barcelona, que ia pautando os momentos do  jogo à sua medida, o Tottenham conseguiu chegar ao segundo: Lamela, que já tinha ameaçado Ter Stegen, viu o seu remate enganar o guarda-redes alemão, após um desvio do brasileiro Arthur.

Os londrinos, que na primeira jornada perderam no reduto do Inter de Milão, precisavam urgentemente de chegar ao empate, que esteve muito próximo aos 84 minutos, quando Lenglet deu o “peito” às balas e desviou o tiro de Lucas.

Em cima dos 90, Messi acabaria por fechar a contagem, num encontro que ficará na história como um dos maiores recitais de sempre de D10S.

 Onzes Iniciais:

Tottenham HFC: Lloris, Trippier, Alderweireld, Sánchez, Davies; Winks, Wanyama (Dier 57’), Lucas, Lamela (Llorente 79’), Son (Sissoko 66’); Kane.

FC Barcelona: Ter Stegen, Semedo, Piqué, Lenglet, Alba; Busquets (Vermaelen 90+1’), Arthur (Vidal 87’), Rakitić; Coutinho (Rafinha 83’), Messi, Suárez.