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Por dentro de um Meeting Diamond League

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Num fim-de-semana em que o Atletismo voltou a mostrar que está vivo e recomenda-se, com grandes marcas um pouco por todo o lado, estivemos presentes num dos eventos que marcou o calendário atlético, com a presença nos dois dias dos Anniversary Games, o Meeting de Londres da Diamond League! Mas afinal o que faz dos eventos Diamond League algo tão especial?

Organização

Tendo estado presente neste mesmo estádio nos Mundiais do ano passado (na altura, na condição de adepto do desporto) e nos Mundiais de Pista Coberta de Birmingham (já através da colaboração Bola na Rede / Planeta do Atletismo), a Organização que pude presenciar neste Meeting não ficou muito a dever à desses eventos. Claro que é um evento que dura menos tempo – principalmente o programa principal – e que não comporta em termos logísticos o peso de uns Campeonatos Mundiais. Ainda assim, no que diz respeito ao calendário, cumprimento de horários, áreas facilmente identificáveis para público/media/atletas, tudo isso foi muito parecido com o que encontrei anteriormente nesses dois eventos globais.

Existiu um factor, no entanto, que chamou mais à atenção e marcou a diferença. Estando os atletas fora da pressão de campeonatos globais, a proximidade dos mesmos com o público, acedendo a vários pedidos é muito maior. Para isso também muito contribui a fantástica área de aquecimento do Olímpico de Londres, em que não tendo o público acesso à mesma, consegue ver o que lá se vai passando e saber exactamente quando os seus atletas favoritos irão passar. No final, é também na mesma zona que os atletas se juntam, e aí já descontraídos, assiste-se àquele tipo de proximidade atleta/fã que estamos mais habituados em competições nacionais do que a nível internacional.

No que diz respeito à área de imprensa, as condições que o Estádio Queen Elizabeth proporciona estão ao nível das melhores do mundo, com duas salas de imprensa, mais a tribuna para os media, onde temos acesso aos resultados (e palavras dos atletas) em tempo real num monitor e acesso às imagens televisivas num outro que nos mostra aquilo que os espectadores veem em casa. Para quem ainda prefere os métodos antigos, existem sempre voluntários a correr com as startlists atualizadas impressas em papel para auxiliar. No interior do estádio, o acesso a outro tipo de informações em tempo real é uma constante, sendo os membros da imprensa alertados em tempo real acerca de qualquer novidade que possa existir respeitante ao evento através do email pessoal (como foi o caso da ausência de Christian Coleman lesionado no aquecimento, por exemplo).

Fonte: Planeta do Atletismo/Bola na Rede

Público/Speaker

É difícil comparar o público britânico com qualquer outro. Vivem o Atletismo de forma diferente, especialmente quando se tratam de atletas locais ou outros mundialmente famosos (como é o caso de Yohan Blake ou Dafne Schippers, muito aplaudidos). Ainda assim, foi uma das edições deste meeting com menos público, o que será resultado da (nossa opinião, má) estratégia de ter 4 dias de Atletismo de elite em apenas 10 dias no mesmo estádio e com preços nada abonatórios. É que uma semana antes tinha decorrido a Athletics World Cup. E se pensarmos que o estádio comporta até 60.000 pessoas…Ainda assim, os presentes foram bastante ruidosos, fizeram a festa, embora aqui se deva destacar o papel que os speakers devem ter no Atletismo e têm em Inglaterra. A função de animar o público e o espectáculo é importante, mas mais importante ainda é a forma como esta função é vista em Inglaterra, com constantes informações pertinentes acerca dos atletas e das evoluções constantes nos concursos, relembrando dados importantes a quem o sabe e ensinando um pouco o público menos experiente nestas andanças, para que não se percam no meio de tantos e diferentes números. Por vezes sentimo-nos em casa a ver o concurso pela televisão com um comentador a dar-nos todas as informações importantes, o que num estádio ainda ganha um maior relevo, pois existem várias coisas a acontecer em simultâneo.

Os Resultados

O meeting dividiu-se em dois dias e essa divisão não podia ter sido mais distinta em termos de emoções e resultados. O primeiro dia produziu alguns interessantes resultados, mas foi um dia morno para os padrões da Diamond League. Vivíamos a ressaca de um dos mais espetaculares meetings de sempre (o do Mónaco, que tinha sido na sexta-feira) e a primeira notícia do dia não era nada animadora: Christian Coleman estava fora dos 100 metros! Ainda assim, existiram 3 grandes momentos a destacar do primeiro dia.

Primeiro, a qualidade das eliminatórias e da final dos 100 metros no masculino, com 6 atletas a baixar dos 10 segundos, mais um grande triunfo de Ronnie Baker, com Yohan Blake a correr pela primeira vez abaixo dos 10 segundos em 2018. Em segundo lugar, os 100 metros femininos que nem eram uma prova Diamond League, mas que nos deram um dos resultados que mais nos fez sorrir no fim-de-semana: Shelly-Ann Fraser-Pryce, regressada da maternidade, correu em 10.98, pela primeira vez este ano abaixo dos 11 segundos, tornando-se mesmo a primeira mulher da história a fazê-lo com menos de um ano após dar à luz! Como terceiro momento, destacamos Karsten Warholm nos 400 metros barreiras. Tal como o próprio admitiu, tem sido um ano estranho para ele, a correr mais rápido do que nunca, mas a perder mais vezes do que o habitual (muito por culpa do monstro chamado Abderrahman Samba). Em Londres, correu em 47.65 segundos, batendo o recorde nacional norueguês e o recorde do meeting!

No segundo dia, os grandes resultados foram uma constante! Desde logo, começámos com uns surpreendentes 1:42.05 de Emmanuel Korir nos 800 metros, que são a nova marca líder do ano, recorde do meeting e tornam Korir no 6º mais rápido de sempre na distância! Depois vimos, um jamaicano ficar muito próximo de um recorde de…Usain Bolt! Akeem Bloomfield, de apenas 20 anos, correu os 200 metros em 19.81, bem próximo do recorde do meeting (19.76). Um enorme recorde pessoal para o jamaicano.

Mas no feminino, as coisas também correram bastante bem. Nas duas provas mais esperadas da tarde, duas lideranças mundiais! Primeiro, com Kendra Harrison a dominar de forma exemplar os 100 metros barreiras e a vencer um elenco fortíssimo (pela primeira vez na história, 9 mulheres abaixo dos 12.80!), com um tempo de 12.36.

Por fim, Sifan Hassan (foto de capa) correu como nunca na distância da Milha e terminou em 4:14.71, o terceiro tempo mais rápido de toda a história da distância, numa prova recheada de recordes pessoais e nacionais.

Nos Saltos, a qualidade também foi elevada. No primeiro dia, vimos um Sam Kendricks a levar a melhor na Vara, com um salto de 5.92 metros e no segundo dia vimos Luvo Manyonga brilhar no Comprimento, batendo por 3 vezes o recorde do meeting, a última vez com recorde do estádio, ao saltar 8.58 metros!

Já no feminino, um enorme concurso de Salto em Altura, igualou o melhor de Lasitskene nesta temporada (2.04 metros), sendo que a grande surpresa foi a italiana Elena Vallortigara que passou 2 metros e 2 centímetros, enorme recorde pessoal!

Outros Eventos

No restante fim-de-semana, destaque para o Meeting do Mónaco, onde vimos grandes marcas, incluindo um recorde mundial a cair com estrondo! Beatrice Chepkoech correu os 3000 metros obstáculos em 8:44.32, retirando mais de 8 segundos ao anterior recorde de Jebet!

Beatrice Chepkoech, a nova recordista mundial dos 3.000 metros obstáculos
Fonte: IAAF

No feminino, vimos também Shaunae Miller-Uibo correr pela primeira vez abaixo dos 49 segundos (48.97), o tempo mais rápido desde 2009, sendo já a 10ª mais rápida de sempre, numa fantástica prova em que Naser correu em 49.08 no segundo lugar (!), com novo recorde asiático.

No masculino, destaque para uma prova de 1500 metros, recheada de melhores marcas, que contou com a líder do ano por parte de Timothy Cheruiyot (3:28.41) e com mais um recorde para o jovem de 17 anos norueguês, Jakob Ingebrigtsen (3:31.18), neste caso o novo recorde europeu júnior. Na mesma prova, o seu irmão Filip bateu o recorde nacional norueguês! Nos 200 metros, Noah Lyles continuou o seu show e baixou o seu melhor pessoal nos 200 metros para 19.65, sendo já o 8º mais rápido da história e o Triplo contou com Pichardo e Évora, numa prova vencida pelo habitual Christian Taylor (17.86, +2.1). Pichardo fez 17.67 (+2.4) na segunda posição e Évora foi oitavo, com 16.24 (+1.9).

Por Portugal, foi fim-de-semana de Nacionais de Clubes, com poucas surpresas na I Divisão. O Sporting venceu de forma confortável no feminino e o Benfica venceu no masculino, talvez com maior conforto do que se esperaria também. Curiosamente, em termos de marcas os melhores resultados vieram, no masculino e no feminino, de atletas do Sporting, com Patrícia Mamona a saltar 14.19 metros no Triplo (repetindo o que já tinha feito em França a meio da semana) e Carlos Nascimento a mostrar mais uma vez a sua boa forma com duas vitórias (10.31 nos 100 metros e 21.05 nos 200 metros, este um recorde pessoal).

O Sporting venceu 23 títulos nos últimos 24 anos no Feminino!
Fonte: FPA

Os Nacionais ficaram também rodeados de alguma polémica pela participação de estrangeiros com condições de admissibilidade questionadas por clubes e outras entidades.

 

Foto de Capa: European Athletics

A feijões também conta: a pré-época do CD Santa Clara – Parte II

Enquanto se caminha ‘a passos largos’ para o arranque de mais uma época desportiva, é hora de as várias equipas profissionais ultimarem os preparativos para que a temporada que se avizinha seja sinónimo de sucesso.

No caso do CD Santa Clara, a formação micaelense disputará o seu primeiro jogo oficial da época, no próximo dia 29 desse mês, frente ao CD Aves, num encontro referente à segunda eliminatória da Taça da Liga.

Nesse sentido, e após ver terminado o estágio no Norte de Portugal Continental, a equipa técnica liderada por João Henriques deverá retirar as devidas ilações, a fim de iniciar a temporada 2018/2019 com um resultado positivo.

O Passado Também Chuta: O Ayúca e o Belenenses

O Belenenses foi grande; o Belenenses é grande. A década dos 50 do século passado foi tempo de vontades, desejos e importância no clube de Belém. Acabou-se a equipa que lograra em 1946 o campeonato nacional com o adeus de Feliciano e Serafim, no entanto, começaram a chegar cracks que fizeram história, tanto no Belenenses como no futebol nacional e internacional.

Chegou o Matateu e mais tarde chegou o seu irmão Vicente. Em Belém morava a ambição. O sonho tinha um nome, chamava-se Campeonato Nacional. No meio deste aglutinar e crescer chegou vindo de Angola nascido em Bengala um extremo de canelas finas; apareceu no panorama nacional Yaúca.

O Belenenses rondou o campeonato. Em 1955 perdeu o campeonato quando o último jogo apurava o apito final. Quatro anos depois em 1959 engasgou devido à arbitragem. Mas, o Belenenses queria ganhar. Vence a Taça de Honra em 1959 quando abre a época e fecha a temporada ao vencer a Taça de Portugal com o Estádio do Jamor cheio até à bandeira e com o azul a predominar nas bancadas.

Yaúca esteve nos dois golos. No primeiro golo, graças a um remate seu que levava veneno e a recarga de Carvalho, foi mortal. Quando veio o segundo golo o ataque de Belém funcionou em pleno. Estevão, um extremo-esquerdo veloz e mortífero, guia a bola e envia-a para a frontal da área; aparece mais uma vez o Yaúca e chuta sem compaixão; o guarda-redes do Sporting encontrou-se com o susto e a bola ressaltou para campo, então, foi a vez de Matateu matar a jogada.

Yaúca é um referência na história do CF Os Belenenses
Fonte: CF Os Belenenses

O Estádio do Jamor viveu, já bem avançada a 2.ª parte, o momento sagrado e expectante em que se coloca canela nos pastéis de Belém. O jogo já não sofreria alterações e Vicente como capitão levantou a Taça de Portugal. O Belenenses alinhou com José Pereira. Rosendo e Moreira; Rosendo, Pires e Castro. Yaúca, Carvalho, Tonho, Matateu e Estevão. Este onze histórico que ficara em 3.º lugar no campeonato à frente do FC do Porto, era treinado pelo brasileiro Otto Glória.

Yaúca era um jogador que avançava pela direita com qualidade de finta e velocidade. No entanto, também vinha para dentro e a posição de apoio ao avançado-centro também lhe era grata e como rematador era eficaz. Foi um extremo que marcou muitos golos. Foi internacional. Não era fácil ser internacional naqueles tempos. Além do universal José Augusto, o FC do Porto também tinha um excelente extremo-direito: Carlos Duarte.

Mas, para este remanso final desta crónica – que é uma homenagem ao Belenenses na figura do Yaúca nestas horas tristes- deixei propositadamente a menção de um feito que foi considerado na altura o acontecimento mais relevante da seleção portuguesa.

Portugal derrotou o Brasil de Pelé e foi a primeira vitória de Portugal sobre o Brasil. Foi a 21 de Abril de 1963. Essa equipa tinha na sua formação dois cracks que pertenciam ao Belenenses: Vicente e Yaúca. Os jornais abriram no dia seguinte com o nome do Vicente em relevo. Secara completamente o Rei Pelé. Yaúca, como habitual, colaborou no golo. A jogada e o centro foram da sua autoria e o golo do José Augusto.

A carreira do Yaúca continuou no Benfica porque o Belenenses passava por dificuldades financeiras. Os simpatizantes do clube ficaram muito tristes e zangados. O trajeto no clube da Luz foi pobre. Depois rumou para o Salgueiros e acabou a carreira quando a década dos 60 findou.

Foto de Capa: CF Os Belenenses

Artigo Revisto por: Ana Ferreira

Olheiro BnR – Bas Dost

No passado domingo, surgiu uma extraordinária notícia para os sportinguistas: o internacional holandês Bas Dost voltou a vestir de leão ao peito. Fundamental nas duas últimas épocas, sob a liderança de Jorge Jesus, foi apresentado e irá continuar a servir o Sporting Clube de Portugal, voltando atrás na sua intenção de rescindir o contrato com o clube de Alvalade.

O goleador leonino assinou um contrato válido até 2021, com uma cláusula de rescisão de sessenta milhões de euros, sendo que tem um valor de mercado que ronda os 22 M€. Recorde-se que Bas Dost chegou ao Sporting no verão de 2016 oriundo do Wolfsburg, após a saída de Islam Slimani para o Leicester City.

Bas Dost foi formado no clube da segunda divisão holandesa, o FC Emmen, onde se estreou no futebol sénior aos dezanove anos, realizando 23 jogos e marcando por seis ocasiões. As boas prestações valeram-lhe a transferência para o Heracles Almelo, onde permaneceu duas temporadas, alinhando na Eredivisie, destacando-se pela sua veia goleadora, com dezoito golos em 55 jogos.

Rumou depois ao Heerenveen, clube com outros objetivos, onde fez duas temporadas extremamente positivas, com destaque para a época 2011/2012, em que marcou 37 golos em 39 jogos, uma média próxima de um golo por jogo e que lhe valeu o título de melhor marcador da Eredivisie. No final dessa temporada, transferiu-se para o Wolfsburg num negócio avaliado em sete milhões de euros, saltando para o estrelato, com muitos golos na Bundesliga.

No clube alemão, Bas Dost venceu a Taça da Alemanha e a Supertaça, somando 117 jogos oficiais e 48 golos marcados. Internacional holandês, Bas Dost vestiu a camisola da “laranja mecânica” pelos escalões sub-20 e sub-21, sendo que na seleção “A” disputou dezoito jogos e marcou um golo.

Bas Dost continuará a finalizar de leão ao peito
Fonte: Sporting Clube de Portugal

O leão, Bas Dost, chegou ao Sporting na temporada 2016/2017, afirmando-se como titular indiscutível para Jorge Jesus. Nas duas primeiras temporadas de leão ao peito, demonstrou a sua frieza na hora de finalizar, sendo letal nas áreas dos clubes adversários, um goleador nato. Na primeira época conquistou o título de melhor marcador da Liga NOS, com 34 tentos. Bas Dost tem sido absolutamente fundamental no Sporting Clube de Portugal, com setenta golos marcados em noventa jogos oficiais.

A partir desta semana, o treinador leonino, José Peseiro, já tem Bas Dost a trabalhar com os restantes colegas de equipa. Uma grande notícia para os sportinguistas, assim seja possível que continue com o seu registo goleador, com os adeptos a cantar: “na na na na na na…Bas Dost!”.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Artigo revisto por: Jorge Neves

No final das contas, quem fica e quem sai?

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O SL Benfica iniciou a pré-epoca há quase um mês e está a preparar-se melhor que nunca para a nova temporada que se aproxima. São muitos os jogos que vão iniciar-se agora no próximo mês de agosto.

Ainda no decorrer da época anterior, que o Benfica já organizava e planeava o plantel da época 2018/2019. O ataque ao mercado de transferências foi feito de forma incisiva e coerente. O objetivo de alcançar o apuramento para a Liga dos Campeões, é visto como crucial para as contas bancarias do clube. Visto que os encontros de apuramento se disputam ainda no mês de agosto, é crucial ter o plantel definido o quanto antes.

No que toca ao objetivo principal, a reconquista do campeonato, os responsáveis da luz, tentaram entregar a Rui Vitoria todas as ferramentas necessárias para que não se repetisse novamente o desastre que foi a época passada. E mais que a conquista do trinta e sete, é não deixar que o FC Porto consiga novamente o domínio do futebol Português.

Ano após ano, o Benfica move-se intensamente no mercado de transferências. É sempre uma incógnita, tentar adivinhar qual será o plantel “oficial” para cada época que se inicia. Ou será por estratégia de mercado, tentando sempre fazer render os ativos do clube, ou simplesmente para atos de experiência que podem ou não resultar em boas apostas.

Este ano não foge á regra. Mas, pelos vistos, a interrogação ficou ainda maior, quando os rumores começam a ganhar alguns contornos de pura realidade.

Vamos agora debruçar sobre o que pode vir a ser o plantel em definitivo do Benfica da nova temporada desportiva. Mas antes de “escolhermos” os eleitos de Rui Vitoria, mesmo antes de ele saber, temos de fazer uma pequena reflexão sobre cada um dos casos que mais incertezas levantam.

Interessa-nos só, todos aqueles que integraram a equipa de trabalhos no início ou durante o estágio de pré-epoca. Portanto aqui vai um pequeno resumo da situação de cada um dos jogadores incertos paras as contas finais.

Muitas caras novas, muitas são as palestras dadas por Rui Vitoria
Fonte: SL Benfica

João Amaral, contratado ao Vitoria FC, iniciou a pré-epoca com o clube encarnado, mas já seguiu caminho diferente e bem longe de terras lusas. Não convenceu Rui Vitoria e foi emprestado ao Lech Poznan da Polónia.

No caso dos mais jovens que puderam mostrar-se, mas que não conseguiram ainda ganhar o seu espaço, temos: André Ferreira, Alex Pinto, Heriberto Tavares, e Chris Willock. Todos eles desceram para a equipa B.

Dos sobreviventes mais novos, temos o João Félix e Gedson Fernandes. Também será muito difícil para eles ficarem no plantel. Tudo depende de quem mais poderá sair ou não, até ao fecho do mercado. Mas o mais provável é ficarem na equipa B ou nos sub-23.

Chiquinho é quase certo que não irá permanecer no plantel. Muito provável que seja emprestado ou que integre a equipa B ou de sub-23.

Quantas “vidas” tem Adrián Lopez no Dragão?

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fc porto cabeçalho

Quando Adrián Lopez chegou ao FC Porto na temporada de 2014/15 num montante a rondar os 11 milhões de euros, por 60% dos direitos económicos do jogador, as expetativas estavam em alta. Apesar de ter sido uma das transferências mais caras da história dos dragões, tratava-se de um jogador que, ainda nessa época, tinha feito praticamente o jogo completo ao serviço do Atlético de Madrid, na final da Champions League em Lisboa, frente ao Real Madrid. Não era todos os dias que se transferia para o campeonato português, um finalista, neste caso vencido, da Liga dos Campeões. No entanto, a expetativa em torno de Adrián Lopez depressa se transformou em desilusão!

A chegada do jogador coincidiu com a ‘Era Lopetegui’ e tudo o que se seguiu foi uma mancha na história recente dos dragões. Tudo isto porque, apesar do forte investimento feito nessa época, encabeçado, claro, por Adrián Lopez, o FC Porto não venceu qualquer título nessa época e o período de seca alongou-se por quatro temporadas. A juntar a tudo isto, Adrián Lopez não precisou de muito tempo para ganhar o estatuto de flop, apontando um golo em 18 jogos disputados.

Seguiram-se sucessivos empréstimos na carreira de Adrián, contando com duas passagens pelo Villareal CF e RC Deportivo da Corunha, este último com números interessantes, apontando nove golos em 31 jogos.

Quatro anos depois de ter assinado, Adrián Lopez pode voltar a integrar o plantel
Fonte: FC Porto

O surpreendente desempenho de Adrián Lopez na pré-época, em que já conta com cinco golos, tem merecido grande destaque e está em cima da mesa o possível regresso ao plantel principal do “Senhor onze milhões”.

Se há treinador capaz de potenciar ao máximo o talento adormecido dos seus jogadores, essa pessoa é Sérgio Conceição. Na época passada, foram vários os atletas a terem “segundas vidas” ao serviço dos dragões, como foi o caso de Marega, Sérgio Oliveira, Aboubakar, entre outros. Caso o FC Porto, sinta novamente dificuldades em se reforçar no mercado, poderá vir a ter de repetir a política de transferências da época passada e reaproveitar os seus jogadores emprestados e assim sendo, Adrián Lopez tem mostrado na pré-época ser um sério candidato a agarrar um lugar no plantel para a próxima temporada. O atacante espanhol, já provou no passado, principalmente no campeonato espanhol, que quando está em forma é uma verdadeira ameaça para a baliza adversária.

De qualquer forma, vamos esperar para ver os desenvolvimentos em torno do futuro de Adrián no FC Porto. Sérgio Conceição pode ter aqui um “reforço” importante para a próxima temporada mas devemos ter as expetativas moderadas, já que, aquando da sua chegada em 2014, as expetativas era elevadíssimas e vimos bem como é que isso correu.

Fonte: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Cápsula Lusitana: Nené – O homem que não sujava os calções

Quem é?

Tamagnini Manuel Gomes Batista ou como é conhecido Nené. Nasceu em Matosinhos, em Leça da Palmeira, a 20 de Novembro de 1949. O avançado Português começou a sua carreira no Ferroviário da Manga em Moçambique e mais tarde no SL Benfica. O Assassino Silencioso, como assim era conhecido, venceu ainda vários títulos nacionais e a Taça de Portugal. Participou na fase final do Campeonato da Europa de 1984. Foi o jogador mais internacional durante 10 anos (1984-1994), recorde este que só foi ultrapassado por João Pinto (FC Porto).

O que ganhou?

Nené e um jogador que conquistou para o seu currículo vários campeonatos. Ganhou um campeonato Nacional de Juniores, 10 campeonatos Nacionais de Seniores e ainda sete Taças de Portugal. Para além de todas estas conquistas, Nené é o homem dos recordes.  Durante a sua carreira fez cerca de 1020 jogos e 594 golos. Atualmente é o jogador com mais golos ao serviço do Benfica, sendo o 2.º melhor marcador depois de Eusébio. Conta-se 385 golos em 641 jogos. Ao serviço da seleção marcou 22 golos em 71 jogos e, no início da sua carreira, no Ferroviário da Manga, 21 golos em 13 jogos.

Nené conta com várias vitórias durante a sua carreira
Fonte: SL Benfica

Ainda foi destacado como sendo o melhor marcador da Liga Portuguesa e na Liga dos Campeões.

Onde está?

Atualmente está fora dos relvados como jogador profissional, pois já conta com 68 anos, no entanto a sua marca no futebol continua bem viva.

Nené recorda com carinho o seu tempo de fenómeno no futebol
Fonte: SL Benfica

 O futuro?

Visto estar atualmente reformado, Nené, mantém-se longe dos relvados mas continua sempre com o futebol no coração.

Foto de Capa: SL Benfica

Profecia da desgraça pode, afinal, não se confirmar

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fc porto cabeçalho

Com a pré época a entrar na reta final e um troféu já no horizonte, em disputa, é chegada a altura de um primeiro balanço ao FC Porto que 2018/19 pode esperar. E a primeira conclusão a que facilmente se chega é a de que, ao fim de um ciclo de três particulares com um nível de exigência a crescer gradualmente de jogo para jogo, o nível da equipa foi, também ele, acompanhando esse crescimento.

Na última noite, e como que a dar uma resposta firme às muitas dúvidas que se iam acercando sobre a capacidade do FC Porto de corresponder às (elevadas) expetativas para a época que se avizinha, foi dado mais um passo (e que passo!) na otimização de processos, fomentação de dinâmicas e aquisição dos níveis físicos e mentais exigíveis.

O cliché certo neste momento será o de que “nem tudo estava mal antes, nem tudo está bem agora”, mas, de facto, com o onze mais próximo daquele que poderá ser apresentado dentro de duas semanas, esta foi a primeira aparição do velho Porto, sem que na primeira vintena de minutos tenha conseguido disfarçar, contudo, os pecados já cometidos ante Portimonense SC e LOSC Lille.

João Pedro parece uma aposta certa para a lateral direita
Fonte: FC Porto

A concludente e motivante vitória sobre os ingleses do Everton Football Club mostrou ainda que João Pedro pode mesmo vir a ser um reforço e não apenas uma contratação. As fragilidades no aspeto defensivo ainda precisam de afinação, mas a disponibilidade no ataque deixa antever que Ricardo Pereira e Diogo Dalot não deixarão assim tantas saudades no Dragão.

A necessidade de completar o grupo com mais um ou dois reforços mantém-se. Os primeiros começam hoje a treinar e dão pelo nome de Herrera e Corona. Maxi também já participou no particular com os ingleses e parece estar aí para as curvas. De repente, a lateral direita deixou de ser uma evidente preocupação, mas o centro da defesa ainda carece de um leque mais alargado de opções, apesar da excelente resposta de Diogo Leite, que transborda confiança, serenidade e competência. O meio campo verá, para além dos pesos pesados Herrera e Sérgio Oliveira e das “formiguinhas operárias” Óliver e Otávio, o Comendador de volta dentro de pouco tempo. Já no ataque, um novo desequilibrador não seria de descurar, apesar de Hernâni dar a entender poder ser, enfim, uma alternativa mais ou menos viável a Brahimi e Corona. Soares e Aboubakar ainda buscam a melhor forma e, talvez também por isso, o setor ainda não carbure com a frequência que já se lhe reconhece. Uma questão de tempo. As dúvidas aqui residem nos nomes de André Pereira e Adrián López, já que, pelo menos um deles deverá ver o seu nome riscado. A confirmar nos próximos dias.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Espanha 6-3 Portugal: Portugal atacou, a Espanha marcou

Mais do mesmo. Numa partida em que Portugal apostava na reconquista do Europeu, a Espanha acabou por, como de costume, ser mais feliz e eficaz, voltando a conquistar o Campeonato da Europa de Hóquei em Patins, ao derrotar a seleção portuguesa por 6-3. Resultado bastante mentiroso e dispare, que pode sugerir interpretações erradas.

Portugal foi quem saiu com bola e logo nos segundos iniciais visou a baliza espanhola, mas Sergi Fernández negou o golo a Gonçalo Alves e a Diogo Rafael.

Gonçalo Alves era quem mais procurava a “porteria” espanhola e após várias tentativas de meia distância, assumiu uma iniciativa individual, entrou pela defensiva espanhola a dentro e fez o 1-0 para Portugal.

O jogo estava muito intenso e perto da marca dos primeiros cinco minutos, Portugal quase chegou ao segundo através uma situação de dois para um. Na sequência, foi Jordi Adroher a testar Girão. Contudo, pouco depois, lançamento de Lamas e Adroher, em cima da baliza portuguesa, repôs a igualdade.

A seleção portuguesa não sentiu o golo e na resposta, foi por milímetros que João Rodrigues não marcou. Volvidos alguns segundos, Gonçalo Alves foi parado em falta no interior da área espanhola. No correspondente penalti, Gonçalo Alves permitiu a intervenção de Segi Fernádez. Na recarga, o número seis de Portugal tentou uma “picadinha”, mas a mesma embateu no poste. Não marcou a seleção nacional, marcou a Espanha. Bargalló viu a desmarcação de Ferran Font e serviu o número quatro da seleção espanhola que, no interior da área portuguesa, confirmou a reviravolta no marcador.

Portugal carregava, mas a sorte não parecia querer nada com o conjunto lusitano, pois, cada ataque, cada bola nos ferros. A Espanha, bem a seu jeito, demonstrava uma enorme eficácia, algo que estava a ser decisivo para estar na frente do resultado.

Com cerca de onze minutos para o intervalo, Ferran Font acabou por ver um cartão azul após um incidente com Henrique Magalhães. Hélder Nunes, que teve uma semana negra no que à conversão de livres-diretos diz respeito, manteve a senda negativa após enrolar o esférico ao lado da baliza de Fernández.

Em situação de superioridade numérica, Portugal quase não teve o esférico em sua posse, não tendo conseguido contrariar a boa circulação espanhola.

Os comandados por Luís Sénica estavam na mó de cima, mas por mais perigosos que os lances de perigo construídos fossem, a “redondinha” não entrava na baliza de Sergi Fernández. Na dianteira do marcador, a Espanha procurava os desvios em cima da baliza, com Casanovas a ser o fornecedor do esférico de serviço.

A menos de quatro minutos para a pausa, perda de bola no ataque de Portugal e através de um contra-ataque venenoso, Eduard Lamas, isolado perante Girão, aumentou a vantagem espanhola para 3-1.

Concluída a primeira metade, a Espanha vencia Portugal por 3-1. Resultado extremamente inglório por tudo aquilo que a seleção portuguesa havia feito em pista. Várias jogadas de golo criadas, inúmeras bolas aos ferros, etc. No entanto, por outro lado, mais dois lances de bola parada desperdiçados que, se tivessem sido concretizados, dariam uma cor diferente ao marcador. A Espanha, à procura de reconquistar um título que já não vencia desde 2012, demonstrava um alto nível de eficácia e com Sergi Fernández na baliza, tudo ficava ainda mais fácil.

João Rodrigues foi um dos poucos a conseguir superar a defensiva espanhola, tendo apontado dois dos três golos de Portugal
Fonte: Europeo de Hockey Patines – A Coruña 2018

A Espanha foi o conjunto com mais posse de posse nos minutos iniciais do segundo tempo, mas não conseguiu dispor de nenhuma chance para marcar. A única exceção foi um lance Alabart que Girão defendeu.

Apesar de estar em vantagem, era o conjunto espanhol que ia tendo as melhores oportunidades e pouco depois de uma enorme intervenção de Girão a evitar um golo certo de Adroher, a Espanha chegou mesmo ao quarto. Num lance parecido com o primeiro tento, Alabart, após a bola ter desviado num jogador português, apontou o 4-1. Volvidos alguns instantes, Nil Roca abriu o caminho da área portuguesa para Pau Bargalló com uma cortina e o capitão espanhol não falhou, fazendo o 5-1.

Com uma diferença de quatro golos a menos no resultado, Portugal, se ainda queria dar um outro rumo ao desenrolar dos acontecimentos, teria de realizar uma recuperação épica. Porém, a seleção nacional estava muitos furos abaixo do que havia apresentado na primeira metade e não conseguia ir para cima da Espanha.

A faltarem cerca de treze minutos para o fim, Pau Bargalló viu um cartão azul após protestos. João Rodrigues assumiu a conversão do livre-direto e com uma excelente “picadinha” reduziu o score para 5-2. Pouco depois, surgiu a 10ª falta espanhola. João Rodrigues voltou à marca do livre-direto, mas desta feita não conseguiu marcar, enviando o esférico ao ferro.

Portugal procurava continuar a reduzir, mas depois de um lance em que ficou a milímetros de finalizar, a Espanha chegou ao 6-2 na jogada seguinte, por intermédio de uma stickada de Ferran Font. Melhor exemplo dos que estes segundos para resumir o encontro era impossível. Isto, porque a seleção portuguesa atacava e ficava perto de marcar, ao passo que a Espanha atacava e marcava.

Os minutos passavam e apesar de não deitar a toalha ao chão, Portugal não estava ligado à corrente, nada disso. Bem pelo contrário. A Espanha, por seu lado, sabia que tinha o jogo ganho e o cetro europeu reconquistado, tendo começado a gerir e a circular o esférico sem atacar a baliza portuguesa.

A cerca de um minuto do fim, Portugal cometeu a sua 10ª falta. Ignacio Alabart foi o escolhido para a conversão do livre-direto, mas não conseguiu superar Girão. Segundos depois, através de um lance de insistência, Hélder Nunes serviu João Rodrigues que, totalmente isolado, fez o 6-3.

Até ao final o marcador não mais se alterou e a Espanha conquistou o seu 17º Campeonato da Europa.

Vitória justa da Espanha pela sua enorme eficácia, sentido de oportunidade e capacidade para controlar o encontro, sobretudo nos segundos vinte e cinco minutos. Todavia, o resultado de 6-3 é bastante exagerado e não espelha o que se passou na pista do Riazor. Portugal foi bastante infeliz na finalização e não conseguiu revalidar o título que havia conquistado no ano de 2016, em Oliveira de Azeméis.

As 5 revelações da formação do FC Porto nos últimos dez anos

fc porto cabeçalhoO FC Porto sempre foi conhecido como um clube que revela grandes jogadores para o futebol mundial. Vários atletas que “nasceram” nos escalões de formação do FC Porto ganharam tanto destaque que foram negociados por altos valores. Revelar e negociar faz parte de uma grande parcela da receita do clube, assim como contratar jogadores latinos a baixo preço e revendê-los por valores bem maiores. Nesse “Top BnR” vou listar as cinco maiores revelações do FC Porto dos últimos dez anos. O período escolhido revela-nos que o clube teve certa dificuldade em revelar atletas oriundos da sua própria formação, mas uma nova “fornada” de miúdos está prestes a aparecer e as expectativas sobre o futuro são boas.