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Catch-up à família encarnada

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As primeiras jornadas da fase de grupos do Campeonato do Mundo 2018, na Rússia, já terminaram e a terceira e derradeira jornada iniciou-se com o Egipto a enfrentar a Arábia Saudita e a Rússia a enfrentar o Uruguai. Depois de todas as seleções terem entrado em campo, está na hora de fazer um apanhado aos jogadores vermelhos e brancos e à situação das respetivas seleções nacionais.

Começando por Rúben Dias, o jovem central não saiu do banco quando a seleção portuguesa enfrentou os ‘nuestros hermanos’, Espanha. O resultado resultou num empate com um hat-trick de Cristiano Ronaldo. No segundo jogo, o jovem manteve-se no mesmo sítio, mas desta feita Portugal venceu Marrocos por 1-0. No grupo B, Irão está com três pontos atrás de Espanha e Portugal, que partilham liderança com quatro pontos cada. Marrocos está em último com zero pontos e já está fora da competição.

No grupo C, onde está inserido o Perú, Carrillo jogou os 90 minutos, mas não conseguiu evitar a derrota por 1-0 frente aos dinamarqueses. Frente a França, o resultado foi o mesmo, apesar do jogador do Benfica ter jogado toda a partida. Com as duas derrotas, o Perú despede-se do Mundial. França garantiu o apuramento e Dinamarca e Austrália discutem a outra vaga.

A Argentina de Sálvio, no grupo D, foi surpreendida por uma Islândia que cada vez mais mostra que este tipo de resultados não devia ser surpresa. Acabou em empate, com o representante encarnado a jogar o jogo todo, mas a lateral direito. Frente à Croácia, na derrota pesada por 3-0, jogou 56 minutos. O outro benfiquista do grupo, Ebuehi, não saiu do banco enquanto via a sua seleção a perder por 2-0 frente à Croácia. No entanto, na vitória frente à Islândia, por 2-0, entrou ao intervalo. A Croácia está apurada, mas a segunda vaga pode ser ocupada por qualquer uma das outras seleções, havendo ainda um frente-a-frente entre Sálvio e Ebuehi no jogo que pode mandar a Argentina para casa, caso não vença.

A Argentina de Sálvio pode acabar eliminada se não vencer a Nigéria na terceira jornada
Fonte: FIFA World Cup

Os sérvios Zivkovic e Jovic venceram a Costa Rica por 1-0, mas viram todo o espetáculo a partir do banco de suplentes. Quem surpreendeu foi a Suíça de Seferovic que empatou a uma bola frente ao pentacampeão Brasil. O suíço jogou 80 minutos. No segundo jogo, Sérvia e Suiça mediram forças e quem levou a melhor foi a equipa de Seferovic, ao vencer por 2-1. O suíço saiu ao intervalo e os sérvios continuam sem jogar. No grupo E, apenas a Costa Rica está eliminada. Sérvia, com três pontos, Brasil e Suíça com quatro, ainda discutem os lugares de apuramento.

Noutra grande surpresa neste Mundial, o México de Raúl Jiménez venceu a Alemanha por 0-1. Jiménez entrou aos 66 minutos. Na segunda ronda, outra vitória mexicana, mas frente à Coreia do Sul, por 2-1, mas sem a ajuda de Jiménez que ficou no banco. Apesar das duas vitórias, em caso de vitória sueca e alemã na terceira ronda, Jiménez regressará a casa. Em caso de empate ou vitória mexicana, uma das outras duas será eliminada, sabendo desde já que a Coreia do Sul lhe fará companhia.

Na terceira ronda, Portugal, Nigéria, Suíça, Sérvia e México procuram garantir presença nos oitavos de final, enquanto que o Perú está já eliminado. Na fase seguinte, poderão existir embates entre Suíça e México ou Sérvia e México, sendo apenas estes dois os possíveis embates entre representantes encarnados nos oitavos de final.

Foto de Capa:  FIFA World Cup

Uruguai 3-0 Rússia: Na Rússia, mandou o Uruguai

Para o jogo que determina quem passa em primeiro do grupo A, defrontaram-se duas equipas muitos diferentes. Uma Rússia a jogar em casa, com motivação extra, com um futebol direto que lhes trouxe oito golos em apenas dois jogos. A Rússia apanhou assim o seu principal adversário a sério neste mundial. Um Uruguai muito organizado, que cria o seu jogo a partir da defesa, uma seleção muito difícil de bater uma vez que aquela defesa é uma autêntica muralha. Conta com grandes nomes que poderão destabilizar a qualquer momento. Por diversas vezes pensei qual equipa seria melhor para defrontar Portugal nos oitavos de final caso nos apuremos. A Rússia está muito intimidante e o fator casa pesa bastante, no entanto o Uruguai é o Uruguai, muito forte. organizado e muito experiente. Prometia ser efetivamente um jogo interessante.

O jogo começou intenso e não podia ter sido melhor para o Uruguai que aos 10 minutos já ganhava com um golo de Luís Suarez de livre direto (e mais um golo de livre neste mundial). A Rússia não baixou as mãos e começou a fazer uma pressão adicional na defesa adversária, no entanto os uruguaios é que tiraram partido desta pressão e dilataram a vantagem aos 23 minutos, por intermédia de Laxalte num golo divido com Cheryshev que fez um desvio clínico e acabou por colocar na própria baliza contando assim como autogolo nas redes de Akinfeev. Um jogo muito físico, não que tenham existido muitas ações faltosas, mas porque o jogo estava intenso e ambas as equipas têm jogadores com aptidões físicas impressionantes. A Rússia viu as suas contas ainda mais complicadas quando Smolnikov é expulso aos 35 minutos por acumulação de amarelos. Cherchesov substitui Cheryshev em consequência da expulsão jogando assim em 4-4-1 mostrando ter desistido deste jogo e de uma possível vitória ainda nos minutos iniciais da partida. Acabou a primeira parte com uma vantagem de dois golos e um jogador para o Uruguai.

Laxalt foi um dos melhores jogadores em campo, neste caso a passar por Smolnikov que foi expulso ainda na primeira parte
Fonte: FIFA

Se a primeira parte foi uma coisa, a segunda parte foi outra completamente diferente. Um jogo muito parado, a ritmo baixo. Este estilo de jogo agradava o Uruguai que conseguia assim fazer a gestão do resultado e garantir o primeiro lugar. Este resultado para a Rússia não era favorável, mas a jogar com menos um estava também empenhada a não ser enxovalhada pelo Uruguai. Talvez a temperatura alta que se fazia sentir no estádio deixou os jogadores mais moles, mas a Rússia começou a jogar com mais cabeça e a tentar aproveitar algum deslize do Uruguai para ter algum proveito. Poucos lances de parte a parte deixavam cada vez mais claro que seria mesmo o Uruguai a tirar proveito do resultado e apurar-se assim em primeiro lugar deste grupo A. Essa previsão confirmou-se aos 90 minutos quando Edinson Cavani marca o terceiro golo do Uruguai. Uma vez mais através de um lance de bola parada.

Posto isto, o Uruguai vence o grupo A com o melhor registo possível, ou seja, três vitórias. Jogando assim com o segundo lugar do Grupo B seja Portugal, Espanha ou Irão. Já a Rússia vai enfrentar o primeiro classificado do grupo B com a moral mais afetada após esta derrota por três bolas sem resposta. Mais uma vez, esta seleção uruguaia acaba sem golos sofridos a partida.

Onzes Iniciais:

Uruguai: Muslera; Cáceres; Coates; Godín; Laxalte; Torreira; Nández(Christian Rodriguez 73’); Vecino; Bentancur(De Arrascaeta 62’) ; Cavani(Maxi Gomez 90’) e Luíz Suarez.

Rússia: Akinfeev; Smolnikov; Kutepov; Ignashevich; Kudryashov; Gazinsky(Kuzyayev 46´) ; Zobnin; Samedov; Miranchuk(Smolov 59’); Cheryshev(Manuel Fernandes 38’) e Dzyuba.

Boa Hora para o centenário

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Quando uma instituição como um clube é criada, os seus fundadores provavelmente não pensam em como se estão a imortalizar na história do desporto. 100 anos de existência é um feito ao alcance de poucos clubes, e, este ano, o Boa Hora FC vai entrar nesse lote privilegiado.

A principal modalidade é o andebol. Aposta-se principalmente na formação e na equipa de seniores, que participa na I divisão – esta temporada, terminou no terceiro lugar do grupo B e contou o segundo melhor marcador da prova, Luís Nunes, lateral de 39 anos, com 257 golos em 39 jogos.

Na origem, em 1918, está um grupo de jovens que queria praticar futebol no bairro da Ajuda, em Lisboa. Hoje em dia, o clube conta com diversas modalidades, como o andebol, o ténis, o ténis de mesa, o basquetebol ou o futsal.

O Boa Hora FC abandonou a prática de futebol em 1992 e aproveitou o espaço que ficou inutilizado para construir um pavilhão gimnodesportivo. A modalidade predileta passou a ser o andebol, onde passaram jogadores internacionais, como Ricardo Andorinho ou Jorge Menezes. O pavilhão Francisco Tavares/ROFF, situado na Rua da Aliança Operária, é o espaço que recebe as equipas do Boa Hora com uma capacidade para cerca de 650 pessoas.

O Boa Hora comemora o 100.º aniversário no dia 13 de julho de 2018
Fonte: Boa Hora FC

A direção lançou o Livro do Centenário do Boa Hora – é contada com detalhe a história, acompanhada de relatos de personalidades afetas ao Boa Hora.

O presidente, José Ramos, experiência “um momento único” juntamente com o clube que já serve há vários anos: “A direção tem trabalhado muito para que este ano seja inesquecível. Fazer parte dos 100 anos é fantástico.

No futuro, “é para continuar o bom trabalho, a aposta em jovens, e tornar o clube cada vez mais saudável”, antevê o dirigente. Acabar no grupo A do campeonato nacional de andebol é uma perspetiva para o clube da Ajuda, mas o “mais importante é sempre a manutenção”: “Era um feito! [Se isso acontecesse] estávamos muito bem.

Para comemorar o centenário, o clube convidou todos os sócios, adeptos e colaboradores para jantar, no dia 13 de julho (dia do aniversário), na Junta de Freguesia de Alcântara, onde se perspetiva uma festa em grande – “uma demonstração do que é o Boa Hora”, como sublinha José Ramos.  Espera-se que estejam presentes todas as glórias que fazem e fizeram parte do clube nas várias modalidades. Até ao fim do ano, serão organizados torneios comemorativos.

O Boa Hora, que já passou por momentos difíceis, atravessa um momento saudável, com a presença na I divisão de andebol consolidada, e com um ecletismo surpreendente – é caso para dizer que é boa hora para se celebrar um século de existência.

Foto de Capa: Boa Hora FC

Tio ultrapassa sobrinho

A quinta ronda da Taça do Mundo de Carros de Turismo veio a Portugal, mais concretamente ao circuito citadino de Vila Real. Para esta ronda do compeonato, Tiago Monteiro ainda não estava apto para participar, tendo que assistir da bancada as prestações da sua equipa e dos seu colegas portugueses, Egdar Florindo e José Rodrigues, que foram os wildcards escolhidos para representar as cores portuguesas.

Egdar Florindo foi o melhor wild-card português nesta ronda do FIA WTCR
Fonte: Circuito Internacional de Vila Real

A qualificação para a primeira corrida do fim-de-semana mostrou que os dois Volkswagen Gofl TCR da Sebastien Loeb Racing estavam muito bem preparados para o circuito citadino de Vila Real. Robert Huff conquistou a pole position com um tempo de 2:00:924m, seguido do seu colega de equipa, o marroquino, Mehdi Bennani. Norbert Michelisz foi o melhor dos Hyundai I30N TCR na terceira posição, tendo a companhia na segunda linha da grelha do Honda Civic TCR de Yann Ehrlacher. 

Sábado em Vila Real, e a primeira corrida começava. Um grande arranque de Mehdi Bennani viu o marroquino colocar-se ao lado do seu companheiro de equipa nas primeiras curvas, mas também viu os dois tocarem-se, levando os dois às barreiras. Num efeito concertina quase todo o pelotão chocou atrás destes dois. A bandeira vermelha caiu, levando à suspensão da corrida. Num acidente desta dimensão, salve-se que ninguém ficou ferido com gravidade e apenas os dois pilotos que causaram o acidente foram ao hospital como medida preventiva. Outros pilotos ainda passaram pelo centro médico do circuito, mas nada de grave. Assim, a corrida só recomeçou quase duas horas depois, com os comissários a terem que arranjar as barreiras protetoras que ficaram bastante danificadas. No reinício a lista de pilotos que acabou por não recomeçar foi grande: Rob Huff, Mehdi Bennani, Norbert Michelisz, Yann Ehrlacher, Thed Bjork, John Fillipi e James Thompson. 

O tudo ou nada rumo aos oitavos – As apostas do Meus Resultados

Mais uma vez em parceria com os Meus Resultados fazemos os prognósticos para para a terceira jornada da fase de grupos do mundial 2018.

Com ainda muito por decidir é hora do tudo ou nada para muitas das seleções que ainda lutam por um lugar nos oitavos de final da competição.

Grupo A

O Egipto entra para esta última jornada já sem oportunidade de alcançar os oitavos de final, no entanto, quererão seguramente sair com uma vitória. Pela frente têm uma Arábia Saudita que mostrou muitas fragilidades e por isso o cenário mais provável será a vitória da equipa de Salah. Na outra partida, com ambas as seleções já apuradas a escolha recai para o empate.

  • Arábia Saudita – Egipto | Resultado 1-2
  • Uruguai – Rússia | Resultado 1-1

Grupo B

É verdade que o empate basta para que a equipa da quinas passe à fase seguinte mas a diferença de qualidade entre as duas equipas deverá pesar no que ao resultado da partida diz respeito. Já a vizinha Espanha tem mostrado algumas dificuldades e frente a uma seleção Marroquina sem a pressão de ganhar deverá mais uma vez conseguir uma vitória difícil.

  • Portugal – Irão | Resultado 2-0
  • Espanha – Marrocos | Resultado 2-1
Fonte: FIFA

Grupo C

Parece que a França veio para ficar e o motor já começa a aquecer. Frente a uma Dinamarca muito dependente de Eriksen a França não deverá ter problemas em ganhar e somar assim a terceira vitória no grupo. Os australianos continuam a sonhar com a passagem e para isso só a vitória interessa.

  • Dinamarca – França | Resultado 0-2
  • Austrália – Perú | Resultado 1-0

E finalmente Bruno foi ao tapete!

O princípio da derrocada foi a 5 de Abril de 2018. Depois da derrota frente ao Atlético de Madrid, Bruno de Carvalho utilizou a página do Facebook para tecer várias críticas à prestação da equipa. A reacção dos jogadores foi imediata e desde então tudo começou a ficar fora de controlo.

Para piorar a situação, o Sporting perdia na Madeira, frente ao Marítimo, o segundo lugar do campeonato e o acesso à liga dos campeões. E, quando se pensava que as coisas não podiam piorar, os jogadores foram brutalmente agredidos na Academia de Alcochete levando um choque geral ao mundo do futebol e aos quatro cantos do mundo. Ainda faltava jogar a final da Taça de Portugal e com um treinador pouco capaz de recuperar a equipa, jogadores emocionalmente destroçados, a derrota foi o resultado natural.

Se este desastre não bastara, eis que começaram as rescisões. Patrício e William a indicarem o mote que Bas Dost, Bruno Fernandes, Gelson Martins e companhia seguiram. Nesta altura, já o clima de instabilidade corria e os sócios estavam mais divididos do que nunca. Desde Fevereiro de 2018 que sou contra o perfil que Bruno de Carvalho começou a traçar no clube. É certo e justo dizer que lhe dei os meus dois votos nas duas últimas eleições, mas é também justo dizer que muito mudou nos métodos do presidente. Principalmente a nível de comunicação, onde creio que foi o verdadeiro calcanhar de Aquiles de Bruno de Carvalho. Foi duro o que se passou, chegaram mesmo a ser cruéis os últimos tempos mas, finalmente, os Sportinguistas deram, ontem, a resposta certa. Temos de felicitar os cerca de quinze mil sócios que se deslocaram ao Altice Arena para dar um novo rumo ao clube.

Não se pode esquecer o bom trabalho realizado pela antiga direcção: novo pavilhão e condições financeiras que recolocaram o clube na luta de grandes conquistas. Porém, quem entra pela porta dos fundos, como entrou ontem, merece sair por lá. Os pesadelos são assim, aparecem de forma subtil e sem darmos conta de nada.

Bruno de Carvalho foi perdendo protagonismo nos últimos meses
Fonte: Sporting Clube de Portugal

O Sporting começa hoje uma nova vida. Os adeptos têm até dia 8 de Setembro para identificar alguém que tenha a mesma linha de pensamento de Bruno de Carvalho relativamente ao modelo vencedor e estrutura financeira, mas que seja realmente uma pessoa diferente na comunicação, na forma como interage com o clube, associados e jogadores. Nada de elitistas e pessoas sem ligações profundas. Queremos continuar na senda das vitórias ou na luta sedenta pelos títulos!

Relativamente aos jogadores, a massa associativa quer ver que atitude terão os jogadores após o pedido de rescisão por justa causa. De que lado realmente estarão? Do clube ou da cor do dinheiro? Seja quem for o presidente, os interesses do Sporting não poderão cair em saco roto.

Para terminar, Bruno de Carvalho lançou hoje na sua página que irá impugnar a AG e que se vai recandidatar nas próximas eleições. Quando tudo parece ter uma solução surge mais um episódio que só vai gerar e criar ainda mais instabilidade à volta do clube. Talvez a solução mais importante seria mesmo destituí-lo de sócio do clube. Não se pode combater ódio com ódio e o Sporting merece mais respeito pela sua história.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Sporting CP 6-9 SL Benfica: Agressividade, polémica e golos ditam primeira vitória forasteira em jogo pouco espetacular

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Havia tantas desculpas. O Mundial, a destituição de Bruno de Carvalho da presidência do Sporting e até, imagine-se, o sol e o calor no Rock in Rio. No entanto, apesar deste jogo não determinar já um campeão. Este domingo, 24 de junho, foram muitos os que marcaram presença no jogo 3 da final do campeonato nacional de futsal, no Pavilhão João Rocha. Motivos não faltavam, aliás, quem saísse vencedor nestes 40 minutos estaria a apenas outros tantos para conquistar o troféu.

Os dois primeiros jogos terminaram com vitórias para Sporting e Benfica, nesta ordem, sempre pela margem mínima. Os ingredientes pareciam ter sido escolhidos a dedo, mas a confeção não foi a melhor. Houve muitos golos e recurso ao prolongamento, sim, mas o jogo foi bastante agressivo, com muitas faltas, cartões, e logicamente bem menos espetacular e táctico como os dois jogos anteriores. O Benfica venceu este autêntico duelo por 6-9, quando esteve em desvantagem por várias ocasiões e bem por baixo na partida. Os “encarnados” são os primeiros a arrancar uma vitória no terreno do rival. Se seguir a tendência de vencer o jogo caseiro, como fez na passada quarta-feira, conquista o título nacional.

A partida iniciou com oportunidades para as duas equipas, especialmente provenientes de reposições de bola vindas das laterais ou dos guarda-redes. Os guarda-redes foram correspondendo com defesas seguras. Porém, era o Sporting que conseguia ter mais bola em sua posse, mesmo com a pressão alta dos jogadores do Benfica. Tal coisa se espelhou quando se inaugurou o marcador. Fortino, coberto por um adversário, “puxa” a bola com a sola para trás e encontra Pany Varela isolado para finalizar no frente-a-frente com Cristiano aos 6 minutos (1-0).

O Benfica quis responder no imediato e recorreu aos seus melhores criadores em campo, até que surge uma contrariedade para o Sporting. Ao minuto 10, Deo foi sancionado com um cartão vermelho direto após falta sobre Rafael Hemni que já tinha contornado dois adversários. Decisão do árbitro Tiago Silva foi muito questionada pelos adeptos do Sporting presentes no Pavilhão João Rocha. Com menos um elemento do lado dos “leões”, o Benfica passou a salientar-se no jogo e o golo (quase contraditoriamente) surgiu de um remate de Fernandinho perto da linha de meio campo que terá resvalado no braço de André Coelho. Golo validado, 1-1 e os protestos avolumaram-se entre os elementos sportinguistas. Neste cenário, o jogo estava com elevados níveis de agressividade e os ecrãs não mentiam: quatro faltas cometidas por cada equipa em apenas onze minutos. O Sporting voltava a ter cinco elementos em campo dois minutos depois.

Várias equipas de formação de futebol do Sporting foram campeãs nos seus respetivos escalões e foram homenageadas no intervalo da partida

Entretanto, a polémica continuava instalada com várias faltas “feias” contra as duas equipas, protestos e já com outra baixa por expulsão do lado do Sporting: o treinador Nuno Dias. Poucos segundos depois, foi a vez de Djô ser expulso após segundo cartão amarelo. O ala cometeu cometeu falta sobre Robinho quando já era o último adversário antes de chegar à baliza ocupada por André Sousa. Sexta falta cometida, livre direto sem barreira para Bruno Coelho, convertido sem sucesso após “muita cerimónia” pela equipa de arbitragem.

Cristian Lema – O novo patrão da defesa?

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Depois do longo “namoro” entre o Benfica e o defesa central do Belgrano, eis que a contratação fica consomada. Cristian Franco Lema, defesa argentino de vinte e oito anos, natural de Puerto Madryn, chega ao futebol europeu, no auge da sua carreira.

Ao contrário do que tem sido habitual nos últimos anos, o Benfica contrata um defesa central com muita experiência. Rui Vitoria tem agora ao seu dispor, mais uma solução para o centro da defesa, alargando o leque de opções. No onze titular, só Ruben Dias tem lugar garantido. E não é certo que o clube consiga mante-lo nesta época que se aproxima. Com fortes pretendes, advinha-se a difícil tarefa de convencer o jovem central a ficar por cá durante mais um ano.

Resta apenas Jardel e Luisão para ocupar a segunda vaga ao lado de Ruben Dias. Já em final de carreira, Luisão muito pouco tem para oferecer é equipa. Ainda consegue atuar nos jogos de menor dificuldade, mas não mais que isso. Jardel parece que está longe da melhor forma que já apresentou e com idade avançada também, será difícil conseguir um lugar no onze titular.

Cristian Lema marcou oito golos e fez duas assistências na época 2017/2018 pelo Belgrano
Fonte: SL Benfica

É aqui que Lema entra na equação. Em disputa por um lugar no plantel, muito dificilmente não somará minutos em campo. Com a situação de Jardel e Luisão, Lema só terá pela a frente uma disputa saudável com Conti (outro defesa central argentino contratado ao Colon), pelo lugar que falta no centro da defesa.

Apesar da elevada estatura, um metro e noventa, é rápido, bom tecnicamente e forte nos lances de bola parada. Somou no total dezasseis golos, nos quatro anos que esteve no Belgrano, tornando-se um dos maiores defesas goleadores de sempre. Como um verdadeiro líder em campo, muito solidário também nas várias tarefas defensivas/ofensivas, candidata-se a ser um dos futuros capitães do plantel encarnado.

Vistos que não terá qualquer tipo de dificuldades na sua adaptação, muito por culpa da sua elevada experiência, o Benfica conta um defesa central de qualidade que pode muito bem agarrar um lugar no onze de “caras”. Numa época em que foram notórias as fragilidades defensivas da equipa, Lema vai sem dúvida acrescentar qualidade e competência.

Foto de Capa: SL Benfica

Polónia 0-3 Colômbia: ‘Cafeteros’ sobrevivem ao mata-mata da fase de grupos


Era um autêntico “mata-mata”, aquilo que reservava as seleções da Polónia e Colômbia, para o segundo jogo de ambas, no grupo H deste Mundial, em Kazan. A expressão que se tornou celebre pela boca de Scolari, para classificar os jogos a eliminar nas fases seguintes à fase de grupos, encaixou-se hoje perfeitamente neste jogo da fase de grupos entre Polónia e Colômbia. Quem perdesse estava automaticamente eliminado do Mundial 2018, após o empate entre Senegal e Japão, tão simples quanto isto.

Os dois treinadores, conscientes da obrigação de não perder, arriscaram tudo e fizeram ambos quatros alterações aos 11 iniciais de cada equipa, por comparação com o primeiro jogo, em que ambas saíram derrotas. Pekerman lançou como titulares na seleção colombiana: James, Barrios, Aguilar e Mina. Já Adam Nawałka lançava Bednarek, Bereszynski, Goralski e Kownacki como novidades do 11 inicial polaco. O treinador polaco arriscava mesmo o sistema com que iniciou a segunda parte frente ao Senegal, o 3x4x3, enquanto que Pekerman manteve o seu 4x2x3x1.

Esperava-se um bom jogo de futebol, com duas equipas desinibidas e à procura da vitória e as expectativas para o início deste jogo foram correspondidas. A Polónia entrou melhor em jogo, mas rapidamente a Colômbia começou a impôr o seu futebol ofensivo, obtendo assim um claro domínio do jogo. A Polónia também demonstrava que os erros defensivos gravíssimos, ocorridos no jogo com o Senegal, faziam parte da história e, apesar do domínio colombiano, ia conseguindo suster o perigo da sua baliza de forma muito eficaz e com Pazdan como claro “patrão” da defesa.

Falcão e Cuadrado eram os mais inconformados na seleção colombiana, e tentavam a todo o custo recolherem para os balneários com um resultado favorável para o seu lado. Cuadrado esteve mesmo perto do golo à passagem do minuto 37, após trabalhar muito bem dentro da área sobre a defensiva polaca, havia um último obstáculo a ultrapassar, o seu colega de equipa e guarda-redes polaco, Szczęsny, levou a melhor o polaco. Grande defesa do polaco para canto, a segurar o nulo no jogo.

A estrela polaca, Lewandowski, bem tentou, mas a sua Polónia revelou fragilidades a nível da construção
Fonte: FIFA

Mas o golo estava perto, sentia-se isso no Kazan Arena, este jogo não podia acabar com um 0-0 ao intervalo. Não podia. O defesa-central colombiano Yerry Mina estava lá para trazer justiça ao resultado. E como bom justiceiro Mina “voou” para cabecear a bola para o golo da Colômbia aos 41 minutos.

A Polónia precisava de mais criatividade, maior ligação para o ataque. Aquilo que se viu da seleção polaca, a nível ofensivo, foi muito previsível até então. Toda gente parecia entender isto, menos o treinador polaco, Adam Nawałka, que não trouxe nenhuma alteração para a segunda parte. Para quem estava virtualmente eliminado, parecia um pouco conformado com esta abordagem. A Colômbia estava confortável com o resultado a abrandou claramente o seu ritmo de jogo preferindo explorar as transições ofensivas rápida, quiçá o segundo golo apareceria.

O selecionador polaco lá acabou por arriscar um pouco mais, para tentar virar a situação desfavorável em que se encontrava, e colocou o extremo Grosicki em campo. Esta alteração permitiu à Polónia dispor de um maior tempo de posse de bola, mas continuava a faltar muita criatividade e raramente a bola chegava ao último terço do campo. Lewandowski se queria a bola, tinha que ser ele a vir buscar o jogo quase a meio-campo.

Se faltava imaginação e criatividade á seleção polaca, a equipa colombiana tinha que baste. Quintero num passe magistral a rasgar completamente a defesa polaca e a isolar Falcão que como nos tem vindo a habituar, não falha oportunidades destas. 2-0 para a Colômbia aos 70 minutos de jogo e a Polónia começava a perder a lucidez defensiva. A Colômbia não queria desperdiçar esta espiral negativa, em que os polacos se encontravam, e aproveitou para ampliar a sua vantagem e sentenciar o jogo. Cuadrado isolado perante Szczęsny e com todo o tempo do mundo, rematou em jeito e sem hipóteses para o guarda-redes polaco. O jogo ficava assim sentenciado aos 75 minutos de jogo.

A redenção de Falcão depois de falhar o último Mundial por lesão
Fonte: FIFA

A Polónia ainda foi tentando esboçar uma tentativa desesperada de marcar, aqui e ali, mas era tarde demais. A Polónia está eliminada do Mundial 2018, depois do “brilharete” que fez no Euro 2016. A Colômbia por outro lado sobrevive, e de que maneira!

ONZES INICIAIS
Polónia: Szczesny; Piszczek, Bednarek ; Pazdan (Glik ’81); Bereszynski (Teodorczyk ’72), Krychowiak, Goralski ; Rybus; Zielinski ; Lewandowski ; Kownacki (Grosicki ’58).
Colômbia: Ospina; Arias, Davinson Sánchez, Mina ; Mojica; Abel Aguilar (Uribe 32’) ; Barrios; Cuadrado ; Quintero (Lerma ’72) ; James Rodríguez; Falcao (Muriel ’78).

Foto de capa: FIFA

Frente a Frente: Helton vs Iker Casillas

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fc porto cabeçalho

O presente “Frente a Frente” nos traz dois guarda-redes que estão na história do Futebol Clube do Porto. O brasileiro Helton e o espanhol Iker Casillas sempre terão um espaço reservado no coração portista. Helton foi revelado no Vasco da Gama e ainda jovem foi para UD Leiria. Na época 2005/06 foi contratado pelo FC Porto e jogou no maior de Portugal por 11 temporadas. Já o espanhol Iker Casillas foi contratado pelo FC Porto na época 2015/16 para ser o guardião principal do clube. Abaixo alguns dados estatísticos de cada guarda-rede no clube:

Helton

Jogos pelo FC Porto: 334

Títulos pelo FC Porto: 1 Liga Europa, 7 Liga Portuguesa, 4 Taça de Portugal, 6 Supertaça de Portugal.

Iker Casillas

Jogos pelo FC Porto: 114

Títulos pelo FC Porto: 1 Liga Portuguesa

Helton conseguiu tranquilizar os adeptos portistas após a saída de Vítor Baía do clube
Fonte: FC Porto

O brasileiro chegou ao clube numa época de transição no futebol portista. Após a conquista da UEFA Champions League, o FC Porto fez uma temporada posterior, da conquista europeia, muito aquém das expectativas e a diretoria tentou corrigir os erros para que a época 2005/06 fosse do retorno das conquistas. Uma das primeiras atitudes foi a contratação do guarda-redes Helton. Logo em sua primeira temporada no Dragão, o brasileiro sagrou-se campeão nacional.

Helton atuou por 11 épocas no FC Porto e em nove foi o titular absoluto da equipa. O ex-jogador tem uma identificação gigante com o clube e é querido entre os adeptos que o admiram pela história que construiu e por ter se retirado dos relvados no Dragão. Helton fez parte de um elenco portista que sempre estará na memória de todos os adeptos. A equipa campeã da Europa League contava com James Rodriguez, Hulk, Raúl Meireles e Radamel Falcão. Era um elenco primoroso que deu muitas alegrias aos adeptos. Tecnicamente, Helton foi um bom guarda-redes, tinha as suas virtudes na baliza e sabia motivar o equipa durante as partidas. Caso contrário não teria ficado tanto tempo em um gigante europeu como o FC Porto. Apesar de ter deixado o clube de maneira um pouco conturbada, o ex-jogador sempre será bem-vindo no Dragão e será sempre lembrado entre os adeptos portistas.

Iker Casillas é uma lenda em Espanha e chegou ao FC Porto para seguir conquistando títulos
Fonte: FC Porto

Já o espanhol Iker Casillas tem apenas três épocas no FC Porto e conquistou seu primeiro título na última época. O jogador é lendário na seleção espanhola e no Real Madrid, vencendo todas as competições possíveis. Mas quando percebeu que ia perder espaço no clube merengue, ele acenou para novos desafios na carreira e rumou à Invicta. Casillas foi fundamental na trajetória do título da Primeira Liga. Em momentos decisivos, o guardião fez defesas extraordinárias e tais defesas davam a sensação em todos, adeptos e jogadores, que nessa época ninguém tiraria o título do Dragão. O espanhol é excelente tecnicamente e demonstra uma frieza monstruosa abaixo da baliza. Até quando comete alguma falha não parece se abalar, isso passa muita segurança para o resto da equipa.

Considerado um dos maiores guarda-redes de sempre na Espanha, Casillas surpreendeu ao acertar com o FC Porto, pois tinha outras propostas mais vantajosas financeiramente. Para a alegria de todos os adeptos, atualmente o jogador se declarou portista de coração, não somente ele quanto também a sua família. Isso tem um significado muito grande, pois se tem algo que o portista admira é o jogador que honre o manto sagrado azul e branco de todas as maneiras. Casillas é uma estrela do futebol mundial e brilha cada vez mais no FC Porto.