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Michigan Wolverines 62-79 Villanova Wildcats: O Inferno de Donte

O Alamodome em San Antonio, Texas, recebeu o maior jogo do basquetebol universitário norte-americano de 2018: a final do March Madness. A equipa de Villanova chegava como grande favorita. Primeira classificada na região Este, venceram todos os jogos no March Madness por, pelo menos, 12 pontos de diferença.

Algo que ficou demonstrado na meia-final, quando os Wildcats eliminaram Kansas com uma incrível demonstração de eficácia atrás da linha de 3 pontos. Do outro lado, o 3º classificado da zona Oeste, que tinha encontrado um caminho bem mais complicado até à final. Na segunda ronda, Michigan escapou à eliminação às mãos de Houston com um incrível triplo de Jordan Poole no último segundo.

Ao contrário do que tinha acontecido no sábado, Villanova começou o jogo de forma lenta e expectante, com Michigan a entrar com tudo no jogo. A estrela dos Wolverines, o alemão Moritz Wagner, ia dominando perto do cesto e a defesa, arma principal de Michigan, ia funcionando. A meio da primeira-parte, os Wildcats apertaram um pouco mais defensivamente, tornaram o jogo mais agressivo e intenso. E isso foi a grande mudança do primeiro tempo.

Isso e a mão quente do suplente Donte DiVincenzo. Numa equipa com Mikal Bridges, Jalen Brunson ou Omari Spellman, DiVincenzo costuma passar despercebido, mas não na primeira-parte do jogo decisivo da NCAA. Os lançamentos começaram a cair, um atrás do outro e, quando apertado pela já fatigada defesa de Michigan, o extremo foi capaz de encontrar os colegas para cestos fáceis. Assim, Villanova chegava ao intervalo com uma vantagem de nove pontos e os olhos postos no troféu.

Depois de uma primeira-parte apagada, a estrela Mikal Bridges brilhou bem mais na segunda
Fonte: NCAA

A toada do jogo continuou na segunda parte, com Villanova a manter o nível exibido nos últimos minutos do primeiro tempo e a aumentarem a vantagem continuamente. Jalen Brunson continuava agressivo, mas apagado em termos de pontos e Mikal Bridges começava a mostrar as qualidades ofensivas que fazem dele um dos jogadores a ter em conta no draft da NBA, enquanto que, do outro lado, Moe Wagner e Abdur-Rahkman iam desaparecendo do jogo.

A estrela da noite, no entanto, continuava a ser Donte DiVincenzo. Pontos em catadupa de um lado, defesa de elite do outro e um jogo para mais tarde recordar por parte do jovem que pegou fogo. A segunda-parte não foi mais do que uma formalidade, com Villanova a vencer o título de forma incontestável.

Depois de um início tremido, a defesa pressionante e o lançamento exterior dos Wildcats apareceu, permitindo a Jay Wright conquistar o segundo título em três anos para Villanova. Quanto a Michigan, valeu pelo caminho até à final.  Foram durante todo o ano uma das melhores defesas do país e uma das equipas mais consistentes, mas a qualidade individual e coletiva de Villanova foi demasiado para os Wolverines.

Foto de Capa: NCAA

As 5 maiores promessas da UFC

Já atingiram o top 10 da sua categoria de peso, estão a um pequeno passo de se tornarem efetivos candidatos ao título e não são notados pelas suas habilidades de trash talk. Com menos de 30 anos, estes são os atletas que se perfilam como o futuro da UFC.

Baixam as cortinas da Flandres

Nesta altura do ano, os Flandres são a convergência do ciclismo no seu estado mais puro, fruto da paixão que os belgas têm por este desporto e cujo ponto alto é precisamente um dos 5 monumentos, o Tour de Flandres.

Faço a seguinte analogia para se entender verdadeiramente a paixão do povo belga pelo ciclismo. O país pára literalmente para assistir ao Tour de Flandres,  tal como os portugueses param para ver um dérbi, ou um clássico de futebol. Mas em vez de nomes como Aboubakar, Jonas, ou Rui Patrício, os belgas falam em Kemmelberg, Kapelmuur, Oude Kwaremont, Muur, Paterberg, Koppenberg, entre outros muros e sectores de pavé que são símbolos das provas belgas. Para além disso, o nacionalismo é bem evidente já que os ciclistas belgas são sempre os grandes favoritos a vencerem provas e o público faz questão de mostrar o seu apoio aos ciclistas da casa.

O muro de Muur está presente em várias clássicas das Flandres
Fonte: hln.be

A semana  das clássicas de Flandres pertencentes ao calendário da UCI tem início em Fevereiro  com a Omloop Het Nieuwsblad Elite.

A prova onde as equipas principais começam  a testar os seus líderes conta com setores diabólicos, tais como o Muur, e os sempre complicados Muur Van Geraardsbergen e o Bosberg. Foi uma prova muito animada, com frio mas solarenga, e com sucessivos ataques que deu azo à formação de vários grupos, no entanto houve alguém que conseguiu romper a esperada chegada ao sprint num grupo compacto,  Valgren da Astana que aproveitou a indefinição do grupo principal e conseguiu  ser o mais rápido à chegada a Merbeke.

Em Março, no início da primavera marca a primeira grande investida nos Flandres com a Record Bank E3 Harelbeke, prova que começa e acaba em Harelbeke e com uma extensão de 206 kms contou também com um tempo frio mas sem chuva.

Foi uma corrida que teve a habitual fuga formada onde esteve o português Nélson Oliveira (Movistar), fuga que durou até a equipa da QuickStep começar a acelerar no pelotão. Essa aceleração no sector Oude Kwaremont fez com que o grupo principal se desfragmentasse e foi o mote para os ataques se iniciassem, nesses ataques constavam nomes como  Benoot (Lotto Soudal), Sagan (Bora Hansgrohe), Terpstra (QuickStep Floor), Van Avermaet (BMC) entre outros mas o bloco da Quick Step continuava bem presente nesse grupo e com grande controle da corrida.

Aos 60kms a Quick Step lança uma dupla cartada, e saem do grupo Yves Lampaert e Nikki Terpstra. Depois de fazer o seu trabalho, Lampaert deixa Terpstra isolado para a vitória sem que a concorrência conseguisse recuperar da desvantagem para o holandês.

Jogada táctica perfeita da Quick Step que garantiu também o segundo lugar no pódio com Gilbert, tendo Van Avermaet ficado no lugar mais baixo do pódio.

Jamaica – O despertar do gigante que nunca adormeceu

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Os Mundiais de Londres em Agosto passado foram um duro golpe no Atletismo jamaicano, apresentando resultados bastante aquém do normal para o país caribenho, sobretudo na velocidade: apenas um Ouro individual (Omar McLeod nos 110 com barreiras) e dois bronzes individuais (um deles, o de Bolt que a pouco soube; o outro de Ristanna Tracey nos 400 metros com barreiras).

Alarmes soaram, críticas foram apontadas à estrutura federativa e a atletas pela pouca preparação e até por constantemente falharem em momentos cruciais. De todos os cantos do mundo, ouvimos dizer que a velocidade jamaicana estava em crise e que a saída de cena de Usain Bolt seria o último prego no caixão da mesma. Mas será que as críticas terão sido minimamente realistas?

A retirada de Bolt foi por muitos apontada como o declínio da velocidade jamaicana
Fonte: IAAF

De forma curta e directa: não. Podemos mesmo dizer que foi uma reacção totalmente exagerada e sem o mínimo de noção. Além de McLeod e Tracey, há atletas que falharam em Londres, mas que continuam a fazer parte da elite mundial. No feminino, temos Danielle Williams, que ainda há 3 anos foi campeã mundial nos 100 barreiras e que até atingiu um melhor registo pessoal na temporada passada.

Shericka Jackson que ainda há bem pouco tempo (2015 e 2016) alcançou o Bronze nos 400 metros, nos Mundiais de Londres e Jogos Olímpicos do Rio. Rushelle Burton, por exemplo, campeã mundial sub-20 nos 100 barreiras em 2016, já baixou dos 12.65 com apenas 20 anos. E Tiffany James alcançou o mesmo título mundial no mesmo ano na Polónia, mas nos 400 metros, tendo feito 21 anos em Janeiro último. E, claro, Elaine Thompson.

Elaine fez a dobradinha no Rio, alcançando o Ouro nos 100 e 200 metros. Em 2017 tudo apontava para vencer os 100 nos Mundiais de Londres (decidiu não participar nos 200), dominando por completo a temporada outdoor, mas falhando inexplicavelmente na final de Londres (mais tarde viria a vencer a Diamond League). Elaine tem 25 anos e ainda andará por cá muito tempo.

No masculino, o quadro não difere muito. Yohan Blake poderá estar num limbo, mas aos 28 anos e sendo o homem mais rápido do mundo em actividade, tem que ser um nome ainda a ser tido em linha de conta para os próximos eventos globais. Bolt aposta nele! Na velocidade, temos ainda Julian Forte, com um melhor pessoal de 9.91 nos 100 metros, atingido em finais de Agosto do ano passado, e que aos 25 anos ainda vai bem a tempo de atingir o estrelato que um dia se perspectivou. Akeem Bloomfield é outro nome a ter em conta. Especialista nos 400 metros, alcançou um novo recorde nacional na distância indoor ao corrê-la abaixo dos 45 segundos (44.86), o que indica que em breve deverá baixar dos 44 segundos outdoor. Bloomfield tem 20 anos e compete no circuito universitário norte-americano e, portanto, está no sítio certo para poder alcançar o patamar que o mesmo perspectiva.

O fim-de-semana verde e branco

Mais uma semana, mais um resumo. O destaque maior vai para o Andebol que reforçou a liderança com uma vitória no reduto do SL Benfica. O Futsal masculino somou mais um triunfo claro, o Hóquei em Patins acabou por assegurar um sofrido triunfo que lhe permite manter a liderança do Campeonato Nacional e o Ténis de Mesa está mais perto da final do Campeonato Nacional. Pela negativa surge o Futebol masculino que voltou a sofrer novo desaire, deixando praticamente cair por terra um dos objectivos da temporada. Eis o resumo, o mais completo possível:

Andebol | O Sporting CP venceu o SL Benfica por 24-29 na segunda jornada do Grupo A da Fase Final do Campeonato Nacional. O equilíbrio foi a nota dominante da primeira parte, com os encarnados a revelarem algum ascendente, traduzido em vantagens minímas até ao 6-5 (treze minutos), momento a partir do qual são os Leões a assumir a dianteira do marcador, conseguindo sair para o intervalo com um diferencial de dois golos (10-12). Os campeões nacionais registaram uma entrada demolidora na segunda parte, conseguindo ampliar a vantagem para margens de sete golos (12-19, 13-20, 14-21, 15-22), no entanto a partir do minuto 46 os encarnados reagiram, alicerçados numa subida das linhas defensivas, encurtando a desvantagem para apenas dois golos (22-24) à passagem do minuto 53. A turma orientada por Hugo Canela soube refrear o ímpeto adversário, com a eficácia da defesa a permitir sentenciar a partida através de lances de contra-ataque que acabaram por voltar a desnivelar o marcador. Com este triunfo os Leões reforçam a primeira posição da tabela classificativa com 44 pontos, mais três que o FC Porto (segundo classificado) e quatro que o SL Benfica (terceiro classificado). Segue-se uma paragem para compromissos das selecções, sendo que as duas próximas jornadas do Campeonato Nacional disputam-se nos dias onze e catorze de Abril, com o Sporting CP a receber o Madeira SAD e a AA Avanca, respectivamente.

Carambola | Os Leões venceram o CBA por 1.5-2.5, terminando assim a primeira fase na liderança isolada da Zona Sul com 37 pontos somados.

Futebol masculino | A turma orientada por Jorge Jesus voltou a perder, agora diante do SC Braga por 1-0, atrasando-se assim face aos primeiros classificados e vendo o quarto classificado, o SC Braga, reduzir a desvantagem pontual para apenas um ponto. Segue-se duplo confronto: dia cinco de Abril em Madrid, frente ao Atlético de Madrid, e dia oito de Abril em Alvalade, frente ao Paços de Ferreira.

Futebol de Praia | O Sporting CP conquistou a Sesimbra Cup com vitórias sobre o CD Nacional (10-2), Zambujalense (13-1), GRAP (7-3) e Casa do Benfica de Loures (5-4).

Futsal feminino | As Leoas voltaram a marcar passo no Campeonato com novo empate (2-2), agora frente ao Ala Nun’Álvares. Cátia Morgado e Taninha colocaram o Sporting CP na frente, mas na etapa complementar a turma de Fafe acabou por anular a vantagem das forasteiras. Na próxima jornada, a turma orientada por Carlos Reis desloca-se a Famalicão para defrontar o Vermoim.

Isolados e invictos
Fonte: Sporting Clube de Portugal – Futsal

Futsal masculino | Os bicampeões nacionais somaram novo triunfo na Fase Regular da Liga SporZone, agora diante do CCRD Burinhosa por 3-7, sendo que ao intervalo os comandados de Nuno Dias já venciam por seis golos sem resposta. Os tentos leoninos foram apontados por Pany Varela, Cardinal (3), Diogo, Caio e Merlim. A formação leonina segue assim na liderança isolada e invicta com 64 pontos somados, mais seis que o segundo classificado, o rival SL Benfica. Na próxima jornada a turma de Alvalade recebe o Unidos Pinheirense, estando a partida agendada para as dezoito horas de Domingo, oito de Abril, no Pavilhão João Rocha.

CF “Os Belenenses” 2-0 FC Porto: Pastel estragado compromete contas do título

O Estádio do Restelo foi o palco do último jogo da 28ª jornada da Primeira Liga. O CF “Os Belenenses”, 12º classificado, recebeu a equipa do FC Porto, que procurava voltar ao primeiro posto da tabela.

Ambos os treinadores procederam a alterações nos respetivos onzes. Por um lado, Silas, técnico do conjunto do Restelo, promoveu a titularidade de Ahman Persson e apostou numa frente de ataque vertiginosa (Licá, Nathan e Fredy). Por outro, Sérgio Conceição, para além de ter feito regressar Alex Telles e Soares lançou, em estreia absoluta, Osório para o lugar do castigado Marcano.

O jogo começou com as duas equipas a optarem por dois estilos de jogo bem distintos. Como seria de esperar o CF “Os Belenenses” começou a partida mais recuado no terreno de jogo, esperando sempre pelo erro do adversário. O FC Porto, como tem sido apanágio esta época, apresentou-se como uma equipa rápida e bastante pressionante, conseguindo logo no primeiro minuto uma ocasião de golo num cabeceamento de Felipe, defendido facilmente por André Moreira.

A resposta não tardou a surgir e, indo ao encontro da sua matriz de jogo, o CF “Os Belenenses” em contra-ataque, beneficiando de um erro crasso de Osório, e por intermédio de Nathan, chegou à vantagem. O avançado brasileiro, com toda a calma do mundo e numa finalização de classe, “picou” a bola sobre Casillas e fez assim o primeiro golo.

A partir daqui o FC Porto assumiu as despesas da partida; contudo, revelou falta de discernimento na hora da finalização. O ataque do Porto mostrou-se previsível e invariavelmente esbarrou no muro do Restelo. O génio de Brahimi era o único fator que desbloqueava a defensiva do Restelo e o extremo argelino protagonizou, aos 11 minutos, aquela que foi a melhor ocasião da primeira parte: após recuperar a bola, fintou um adversário e atirou rasteiro a rasar o poste.

Os primeiros vinte minutos foram intensos e proporcionaram um bom espetáculo de parte a parte. Sentia-se a proximidade da igualdade dado o caudal ofensivo apresentado pelos comandados de Sérgio Conceição. Até ao intervalo o FC Porto esteve por diversas vezes perto do empate. Porém, reinou a coesão do setor defensivo da equipa da casa.

O segundo tempo manteve-se na mesma toada do primeiro, com a equipa do FC Porto a entrar novamente pressionante e a dar indícios claros de querer mudar o rumo da partida. Por oposição, o CF “Os Belenenses” recuou ainda mais, chegando por vezes a ter os 11 jogadores nos últimos trinta metros, e continuou a ver nos contra-ataques a única forma de ferir o adversário.

É de destacar a dupla substituição operada por Sérgio Conceição ao minuto 55: Gonçalo Paciência e Paulinho entraram para os respetivos lugares de Aboubakar e de Ricardo Pereira. Estas alterações não tiveram certamente o impacto desejado pelo técnico, uma vez que nada acrescentaram ao jogo ofensivo dos portistas.

O FC Porto poderá ter comprometido seriamente as contas do título no Restelo
Fonte: Bola na Rede

Foi preciso esperar até ao minuto 60 para o muro do Restelo ceder perante a ofensiva nortenha. Porém, atrás do muro estava ainda o gigante André Moreira, que proporcionou os dois melhores momentos da partida ao corresponder com duas excelentes intervenções, impedindo o golo a Felipe e a Gonçalo Paciência.

Sete minutos volvidos e o CF “Os Belenenses” voltou a ser letal. Num livre batido no lado direito, Maurides apareceu já na pequena área e desviou a contar. Estava feito o segundo da partida e o segundo de Belenenses – enorme balde de água fria para os azuis e brancos. O FC Porto sentiu, e de que maneira, o golo e perdeu a pouca clarividência que ainda lhe restava, não conseguindo até final do jogo chegar ao golo.

Este resultado em muito favorece o CF “Os Belenenses”, que vê assim o objetivo da manutenção quase garantido. O FC Porto saiu do Restelo falhando o assalto à liderança e comprometendo as contas do título.

Páscoa escassa em golos no Girabola

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Em fim-de-semana de Páscoa, o Girabola não parou e jogou-se a oitava jornada. Apesar da quadra festiva, esta ronda foi muita escassa em golos (apenas 10 golos marcados nos oito jogos disputados), o que, de certo modo, empobrece o futebol angolano. Em seguida, uma análise aos jogos disputados da jornada.

O jogo grande da jornada opôs frente-a-frente dois candidatos: o Recreativo do Libolo recebeu o 1.º de Agosto. Na Vila de Calulo, num jogo bastante intenso do início ao fim, nenhuma das equipas teve o engenho e a perspicácia necessárias para marcar, e o jogo terminou com um nulo no marcador. Com este resultado, o Libolo está há três jogos seguidos sem conseguir vencer para o campeonato.

O Petro de Luanda conquistou mais três pontos. Na visita ao JGM do Huambo, o conjunto de Beto Bianchi não teve uma partida nada fácil, muito por culpa da vontade do clube caseiro em querer vencer pela primeira vez para o campeonato, mas ainda assim conseguiu vencer, graças ao golo solitário do avançado brasileiro Tiago Azulão, apontado já nos últimos 10 minutos de jogo. Convém notar que o Petro é a única equipa que ainda não perdeu no campeonato!

O Kabuscorp sofreu a sua terceira derrota no Girabola. A jogar em casa, os comandados de Sérgio Traguil foram surpreendidos pelo pragmatismo do Desportivo da Huíla, que se apresentou bastante coeso durante grande parte do encontro. Já na segunda parte, a equipa visitante chegou ao golo da vitória, por intermédio de Lionel. Com este triunfo, o único representante da província da Huíla passou a somar 12 pontos e está nos lugares cimeiros da classificação.

No jogo grande da jornada, Rec. do Libolo e 1.º de Agosto não foram além de um empate a zero
Fonte: CD 1º Agosto

O Interclube voltou a perder. A jogar na casa da Académica do Lobito, os comandados de Paulo Torres tentavam regressar aos triunfos, após a surpreendente derrota sofrida em casa, na jornada anterior. Contudo, os “Estudantes” exibiram-se a um bom nível frente aos “Polícias”, e venceram o jogo por 2-1. Apesar do desaire, o Interclube mantém-se no topo da classificação.

Nos restantes encontros, o Sporting de Cabinda bateu em casa o Domant FC pela margem mínima (1-0), o Progresso do Sambizanga e Recreativo da Caála empataram a um golo, resultado idêntico ao que se verificou no embate entre o 1.º de Maio de Benguela e FC Casa Militar. Bravos do Maquis e Sagrada Esperança não desfizeram o nulo no marcador, no final do encontro.

Em conclusão, esta não foi uma boa jornada para os amantes do “Futebol Espetáculo”, devido aos poucos golos marcados nos diferentes jogos. Creio que, na próxima ronda, a história será totalmente diferente, e os avançados irão estar mais inspirados na hora de finalizar. O certo é que depois de uma Páscoa escassa em golos, os adeptos anseiam por uma jornada repleta de golos!

 

Foto de capa: C.D. 1.º de Agosto

 

 

Lendas do Universo Sportinguista: José Travassos

Uma das lendas que vestiu a camisola verde e branca, um dos executantes da orquestra dos “cinco violinos”.

José Travassos iniciou a sua carreira no futebol português, ao serviço do histórico clube da CUF. Na temporada 1942/1943 começou a sua caminhada no futebol português, tendo estado ao serviço da equipa de juniores. Durante três temporadas vestiu a camisola da CUF, até se transferir para o Sporting, existindo na altura uma disputa entre leões e o Porto na aquisição de José Travassos.

No Sporting Clube de Portugal, Travassos é uma lenda, um dos atletas que marcou a história do clube leonino. No clube de Alvalade há uma curiosidade: além de ser um campeão nas quatro linhas, foi campeão nacional de atletismo, na época de 1946.

Na sua época de estreia no Sporting, disputou o seu primeiro dérbi. Frente ao Benfica, Travassos marcou três golos, numa vitória dos leões por 6-1 a contar para o campeonato nacional.

Travassos foi um dos míticos Cinco Violinos
Fonte: Fórum SCP

Com a camisola verde e branca realizou 321 jogos oficiais e marcou 126 golos, tendo conquistado oito Campeonatos Nacionais, duas Taças de Portugal e dois Campeonatos de Lisboa. Uma carreira repleta de títulos, sendo um dos motores dos míticos “cinco violinos”.

O histórico José Travassos, também conhecido por Zé da Europa foi o primeiro jogador português a ser chamado para a seleção da Europa, tendo, a 13 de Agosto 1955, disputado um jogo comemorativo do 75º aniversário da Federação Irlandesa. Pela seleção portuguesa foi internacional por 35 ocasiões, nas quais marcou seis golos.

Travassos foi um atleta que marcou a história do futebol nacional e do Sporting. Uma carreira repleta de títulos, golos e vitórias, onde chegou a capitanear a equipa do Sporting.

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por: Beatriz Silva

 

Um ataque de excelência

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Quando olhamos para os golos do FC Porto esta época rapidamente nos lembramos dos dois principais “culpados”: Aboubakar e Marega. O camarônes e o maliano, juntos, esta época, já levam mais de 35 na Primeira Liga, o que representa metade dos golos marcados no campeonato pelos azuis e brancos.

Os dois avançados que na época passada estiveram emprestados tornaram-se peças fundamentais no esquema de Sérgio Conceição esta temporada, merecendo até agora destaque e interesse por parte dos maiores tubarões europeus pela excelente época que têm vindo a realizar.

Para além dos dois avançados de origem africana, o FC Porto conta ainda com Soares, que aproveitou a ausência de Aboubakar para mostrar que também ele luta por um lugar no onze inicial, e que, até se lesionar, mostrava confiança e eficácia nos jogos disputados de dragão ao peito. Após o conflito em Braga, frente ao Sporting CP, para a Taça da Liga, Tiquinho pareceu decidido a não deixar fugir a luta por um lugar no onze e no plantel que podia ter sido posto em causa durante o mercado de inverno.

Tiquinho Soares renasceu na segunda metade da temporada
Fonte: FC Porto

Para além das três principais figuras do ataque portista, os azuis e brancos contam ainda com Gonçalo Paciência e o reforço de inverno, Waris. O jovem português, que regressou do Vitória FC após uma boa primeira parte da época, não tem conseguido impor-se totalmente na equipa. Contudo, tem vindo a somar minutos e Sérgio Conceição já demonstrou confiança no jogador que mereceu o aval positivo do treinador para uma nova proposta de renovação tendo em vista a próxima época e que pode, à semelhança do que aconteceu com André Silva, tornar o jogador peça fundamental da equipa em 2018/19.

Gonçalo Paciência tem, por enquanto, tido uma passagem discreta pelo FC Porto
Fonte: FC Porto

O mais recente reforço, o ganês Waris, não tem tido muitas oportunidades para se mostrar ao “universo” portista, merecendo quase sempre a confiança do treinador apenas nos últimos minutos dos jogos que até agora disputou pelos azuis e brancos.

Numa fase de grandes decisões, com dois “clássicos” próximos e que podem decidir o futuro no campeonato e na Taça de Portugal, Sérgio Conceição vai certamente procurar aproveitar as qualidades e caraterísticas dos avançados à sua disposição, uma vez que apenas três dias distanciam o “clássico” na Luz da receção ao Sporting CP para a Taça de Portugal. Com tantas opções em aberto só existe uma certeza: Aboubakar e Marega são claramente os favoritos para continuar a merecer a confiança do treinador na frente do ataque portista.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Portugal 4-6 Itália: Nova derrota dá origem ao pior desempenho português de sempre

Na terceira e última jornada da fase de grupos, Portugal precisava de ganhar para tentar não ficar em último lugar, mas voltou a perder, desta feita, contra a seleção da Itália por 6-4.

Portugal começou bem, ao contrário dos dois primeiros jogos, e abriu o marcador à passagem dos onze minutos por intermédio de Luís Melo. No entanto, ainda antes da pausa, Giulio Cocco, a maior estrela dos transalpinos e futuro reforço do Porto, fez o 1-1. Resultado que durou até à saída para os balneários.

A segunda parte foi bem mais animada. Novamente pelo stick Luís Melo, Portugal colocou-se a vencer por 2-1. Contudo, a Itália, equipa com vários jogadores a jogar nas principais equipas do seu país, respondeu de forma formidável e apenas num minuto virou o marcador, com golos de Francesco Compagno e Alberto Grecco. Porém, a seleção portuguesa não se deixou ficar e no minuto seguinte, Gonçalo Nunes fez o 3-3. Pouco depois, o conjunto orientado por Luís Sénica teve uma grande oportunidade para voltar a estar na frente, em virtude da 10ª falta italiana, mas Vieirinha não conseguiu bater Mattia Verona, que havia entrado para defender o livre-direto.

Mais golos só na parte final do jogo. Com três minutos para se disputar, Nicholas Barbieri passou a Itália, por mais uma vez, para a frente do resultado. Volvidos sessenta segundos, Giulio Cocco, na conversão de um livre-direto resultante de um cartão azul visto por Gonçalo Pinto, colega de equipa no Amatori Lodi, aumentou a vantagem transalpina para 5-3. À entrada para o último minuto do encontro, Portugal cometeu a sua 10.ª falta e Giulio Cocco, um especialista neste tipo de lances, não desperdiçou e selou a vitória da squadra azzurra. Ainda antes do fim, Vieirinha redimiu-se e fixou o resultado final em 6-4.

Alejandro Edo, guarda-redes de 16 anos, foi o mais jovem atleta a participar nesta edição da Taça Latina
Fonte: Roller Hockey Photos

Apesar da notória melhoria em pista, visto que, Portugal esteve sempre na posse das rédeas do jogo, tendo chegado mesmo a dominar durante a segunda metade, a Itália, seleção composta por jogadores mais experientes, alguns deles já com experiência de europeus e mundiais, fez uso das suas raízes e levou a melhor. Frios e matreiros, os jovens comandados por Massimo Mariotti foram eficazes, ao terem conseguido aproveitar grande parte dos poucos contra-ataques de que dispuseram para decidir o desfecho do encontro.

No outro jogo da noite, a França voltou a surpreender e venceu a toda poderosa Espanha por 4-3. Numa partida onde os irmãos Benedetto, mais uma vez, estiveram em evidência. Carlo fez as redes balançar em três ocasiões e Roberto em uma. Todavia, em virtude da diferença entre golos marcados e sofridos (Espanha +8; Itália +1; França -1), a Espanha acabou por conquistar a sua 12ª Taça Latina. A primeira desde 2012, colocando um ponto final no bicampeonato alcançado por Portugal entre os anos de 2014 e 2016.

Para a história fica a pior participação de Portugal na prova, pois, nunca nas vinte e oito ou vinte e sete edições anteriores, porque em 2001 a Alemanha participou no lugar da Espanha, a seleção portuguesa havia ficado no último lugar.

Será este desempenho o resultado de uma convocatória mais jovem, onde são poucos os jogadores a jogar nas principais equipas do intitulado “melhor campeonato do mundo”, que teve pela frente seleções com jovens jogadores já com uma vasta rodagem ou será um sinal de que algo necessita de mudar em Portugal? Teremos de esperar para ver.

Equipas

Portugal: 10-Alejandro Edo (GR), 3-Gonçalo Nunes, 4-Vieirinha, 6-Carlos Loureiro e 7-Alvarinho (CAP.)

Jogaram ainda: 5-Gonçalo Pinto, 8-Pedro Batista e 9-Luís Melo

Banco: 1-Pedro Freitas (GR) e 2-Gonçalo Meira

Treinador: Luís Sénica

Itália: 1-Bruno Sgaria (GR), 3-Nicholas Barbieri, 6-Davide Gavioli, 7-Giulio Cocco (CAP.) e 8-Andrea Scuccato

Jogaram ainda: 10-Matia Verona (GR), 2-Alberto Grecco e 4-Francesco Compagno

Banco: 5-Matteo Zucchetti e 9-Giacomo Maremmani

Treinador: Massimo Mariotti