Mais um dia que passou e mais uma série de resultados prontos a sair, após este segundo dia de Fases Finais dos Campeonatos Universitário de Lisboa. Os jogos foram muitos, com o Pavilhão 1 do Estádio Universitário de Lisboa a encher, e para que não te percas, eis os resultados finais de todos os jogos deste dia 20 de março:
Os resultados do segundo dia de Fases Finais. A AE Lusófona e a AE IST foram quem mais venceu. No sentido oposto, o dia correu mal à AE FMH. A vermelho, as equipas apuradas para a final. As restantes seguem para os jogos de 3º e 4º lugar, disputados amanhã Fonte: ADESL
Amanhã disputar-se-ão os jogos de 3º/4º lugar de futebol, futsal, basquetebol e voleibol nas duas vertentes (masculina e feminina), bem como o jogo de 3º/4º lugar de andebol masculino e a final de andebol feminino. O jogos de 3º/4º lugar de futebol (AE FCT vs AE FMH) terá transmissão em direto e em exclusivo na página de Facebook do Bola na Rede. Eis os horários dos jogos de amanhã:
Mais uma semana, mais um resumo. Destaque para os três Campeonatos Nacionais para o Sporting Clube de Portugal (Atletismo masculino e feminino e Natação masculino), a consagração do Goalball enquanto Campeão Europeu e o apuramento do Andebol para a final-four da Taça de Portugal! No campo “menos positivo” surge o Hóquei em Patins, afastado da Taça de Portugal após um jogo de grande nível, de parte a parte! Eis o resumo da semana do Ecletismo Leonino:
Andebol | Os Leões apuraram-se para a final-four da Taça de Portugal com uma vitória por 40-24 na recepção à AA Avanca. Os pupilos de Hugo Canela desde cedo tomaram as rédeas do encontro, chegando ao intervalo na frente por 19-12. Na etapa complementar a supremacia dos campeões nacionais evidenciou-se com o desnível no marcador a acentuar-se gradualmente. O Sporting CP inicia a Fase Final do Campeonato Nacional já no próximo fim-de-semana, recebendo o ABC no Domingo, 25 de Março, pelas dezassete horas, no Pavilhão João Rocha.
Atletismo | Leoas e Leões terminaram a “época” de Corta-Mato longo em grande nível, com a conquista dos Campeonatos Nacionais! No quadrante feminino, o domínio das Leoas indiciava uma prova de incontestável pontuação, contudo o percalço de Jéssica Augusto, uma aparente entorse, fez com que a atleta a fechar o conjunto verde e branco fosse Sandra Teixeira na décima quarta posição, o que ainda assim conjugado com as pontuações de Catarina Ribeiro (Campeã individual), Sara Moreira (segunda) e Inês Monteiro (terceira), resultou num total de vinte pontos, menos quinze que a formação do Recreio Desportivo de Águeda, segundo classificado (recordar que no Corta-Mato as classificações são por ordem decrescente de pontuação). No sector masculino Rui Teixeira sagrou-se Campeão Nacional no despique com o benfiquista Rui Pinto e Rui Pedro Silva (quarto), Ricardo Dias (quinto) e Alberto Paulo (sexto) fecharam a pontuação do colectivo verde e branco em dezasseis pontos, menos oito pontos que o segundo classificado, o SL Benfica. Nota ainda para os outros atletas leoninos (Hélder Santos, Licínio Pimentel, António Silva, Tiago Costa, Miguel Marques, Nuno Lopes, Pedro Ribeiro, José Moreira, Ruben Pessoa, Fernando Serrão, Andralino Furtado e Luís Monteiro) que foram determinantes para que a estratégia delineada fosse bem sucedida! Com efeito, as Leoas sagraram-se Bicampeãs nacionais e os Leões Tricampeões nacionais, juntando assim os ceptros nacionais aos êxitos europeus!
Atletismo domina Campeonatos Nacionais de Corta-Mato Fonte: Sporting Clube de Portugal
Carambola | Os verde e brancos venceram o GC Sul “B” por 0-4, seguindo na liderança da Zona Sul da Primeira Fase do Campeonato Nacional. Na próxima jornada o Sporting CP recebe os Dragões de Lisboa “A”.
Futebol feminino | As Leoas bateram a UR Cadima por expressivos 8-1, com os golos a serem apontados por Tatiana Pinto (2), Carole Costa, Sharon Wojcik, Fátima Pinto e Diana Silva (3). O Sporting CP segue assim na liderança isolada e invicta do Campeonato Nacional com 52 pontos somados, mais cinco que o segundo classificado, o rival SC Braga. No próximo fim-de-semana, a turma orientada por Nuno Cristóvão recebe o Futebol Benfica, em partida a contar para os quartos-de-final da Taça de Portugal.
Futebol masculino | A derrota por 2-1 frente ao Viktoria Plzen na segunda mão dos oitavos-de-final da Liga Europa não impossibilitou os Leões de se apurarem para a fase seguinte com um agregado favorável de 3-2 e na Liga NOS a turma orientada por Jorge Jesus venceu o Rio Ave FC por 2-0, mantendo assim a perseguição aos rivais. O próximo jogo será diante do SC Braga no dia 31 de Março.
Futsal feminino | Vitória por 3-2 frente ao CR Golpilheira, numa partida onde as Leoas estiveram sempre a correr atrás do prejuízo (0-1 e 1-2), com Débora Queiróz (2) e Jéssica a marcarem os golos das verde e brancas. No próximo fim-de-semana a formação orientada por Carlos Reis tem novo duelo com a formação de Batalha, agora na condição de visitante e a contar para os oitavos-de-final da Taça de Portugal.
Futsal masculino | Os bicampeões nacionais golearam o CRC Quinta dos Lombos por 8-0 na 21.ª jornada da Fase Regular da Liga SportZone. Cavinato, Diogo, Cardinal (2), Fortino, Pedro Cary (2) e Deo anotaram os golos do encontro. Seguem-se os oitavos-de-final da Taça de Portugal, com os Leões a visitarem o Viseu 2001.
A formação do FC Porto tem estado em destaque esta época, com vários jogadores a serem chamados à equipa principal, os sub-19 apurados para a meia-final da Youth League e a equipa B a realizar, uma vez mais, uma Segunda Liga de grande qualidade, estando na luta pelo título.
Um dos talentos que se destacou foi Jorge Fernandes. O central de 20 anos esteve em grande plano na primeira metade da época ao serviço da equipa B portista, sendo um dos pilares da equipa orientada por António Folha. Realizou 19 jogos, sendo um titular indiscutível. O seu talento não passou despercebido a Sérgio Conceição que o chamou de forma regular aos trabalhos da equipa A, tendo mesmo feito a sua estreia no jogo da Taça de Portugal frente ao Lusitano GC.
Em janeiro foi emprestado ao CD Tondela de forma a ganhar ritmo e experiência de Primeira Liga. Rapidamente impôs a sua qualidade e é já um indiscutível da equipa de Pepa, formando uma excelente dupla de centrais com Ricardo Costa (uma referência da formação do FC Porto).
Jorge Fernandes é um valor seguro da formação do FC Porto Fonte: FC Porto
Jorge Fernandes é um central com 1,93m de altura, com muita qualidade técnica, facilidade no passe curto e longo, grande sentido posicional e uma cultura tática acima da média, o que faz com que antecipe os lances com facilidade sendo a prova disso as poucas faltas que comete e, por consequência, os poucos cartões que lhe são exibidos. É um central que joga com a mesma facilidade quer pelo lado direto quer pelo lado esquerdo.
O jovem central portista renovou no início desta época o contrato que o liga ao dragões até 2020. Conta já com 23 internacionalizações pelas seleções jovens de Portugal, sendo de destacar o último Mundial sub-20, no qual foi um titular da nossa seleção. Esta semana está ao serviço dos sub-21 portugueses.
O central é já um valor seguro do nosso futebol e não tardará a ganhar o seu espaço na equipa principal do FC Porto.
Nasceu em Leiria o jogador que mais vezes vestiu o manto sagrado do leão. Na semana em que se tornou uma lenda viva do Sporting Clube de Portugal, Rui Patrício vai escrevendo a sua história no reino verde e branco.
Quando chegou era tratado por Jiménez mas hoje quem temos é o Raúl. O Jiménez era aquele flop que vinha de Madrid e que depois de tanta promessa tinha falhado nos palcos da primeira divisão espanhola. Hoje existe o Raúl, avançado que me custa ver na posição que ocupa, mas que, por outro lado, aprecio bastante a sua qualidade.
Na última jornada, mais uma vez, foi Raúl a abrir o caminho para a vitória. Quando o próprio Rui Vitória estava já em apuros e tirava de campo um defesa, apostava em Raúl para dar frescura e um maior poder ofensivo no último terço do terreno. Nem um minuto foi preciso para a frescura de Raúl tornar-se evidente, num lance em que não desistiu vez alguma e acabou por fazer colocar a bola, pela primeira vez, na baliza do Feirense. Lembro de tantas salvações postas em prática pelo próprio rumo aos últimos títulos – aquela frente ao Rio Ave, aquela em Coimbra, outras tantas…
Chegou como Jiménez mas tornou-se no “Salvador” Raúl Fonte: SL Benfica
Raúl está longe de ser o melhor ponta-de-lança do Mundo, mas é um jogador que dá uma energia diferente (para melhor), sempre que entra em campo. A sua velocidade junta com a força que deposita em cada disputa dentro de campo fazem dele um ponta-de-lança que, pelas características já referidas, torna-se num possível salvador dos resultados desejados.
Deixa-me triste ver um jogador desta qualidade sentado no banco. Deixa-me triste ver que não tem espaço. E não tem porque o esquema tático não o permite. Não estará a ser fácil para o próprio Raúl, mas espero que no final do ano seja tomada uma decisão. Uma boa decisão para a sua carreira, diga-se. Caso Rui Vitória não conte com ele, que o deixem partir para outros cantos do Mundo para mostrar o seu futebol.
Até agora, podemos agradecer muito ao avançado mexicano, sabemos lá se não foi mesmo decisivo na conquista de vitórias e de títulos.
Na NBA, os playoffs chegam em abril. O que significa que em março, a margem de erro para várias equipas começa a apertar e os jogos começam a ganhar um outro nível de importância, tudo por uma posição nas oito melhores equipas da sua conferência. Mas há um torneio que rouba toda a atenção dos americanos no terceiro mês do ano: o March Madness. 64 equipas defrontam-se em eliminatórias de um jogo em campo neutro (o mata-mata que Scolari tanto gostava) pelo título de melhor equipa ao nível universitário. O primeiro fim-de-semana de loucura universitária já passou. E foi um dos melhores de sempre!
A equipa sensação da primeira ronda foi UMBC. Os Retrievers bateram a melhor equipa do país por vinte pontos, tornando-se no primeiro 16º classificado a eliminar um 1º classificado na história da NCAA. Para quem não está tão dentro do fenómeno do basquetebol universitário, o March Madness é dividido em quatro zonas, com dezasseis equipas cada. O que significa que os Retrievers eram uma das quatro “piores” equipas das 64 presentes no torneio, algo que só vem tornar este feito ainda mais surpreendente. Infelizmente para os adeptos dos “underdogs”, UMBC acabaria por ser eliminada na segunda ronda por Kansas State.
Mais sorte teve Loyola-Chicago, 11º da sua zona, que chegou por duas vezes aos segundos finais a perder exatamente 62-61. E nas duas vezes acabou por ganhar: primeiro ao eliminarem o 6º classificado Miami, com um triplo de Donte Ingram. E depois, ao deixarem de fora do torneio o 3º classificado Tennessee, com um tiro curto de Clayton Custer. O triplo de Jordan Poole que deu a passagem de Michigan frente a Houston e a recuperação de Nevada, que esteve a perder por 22 pontos frente a Cincinnati e acabou por ganhar por dois, na segunda maior reviravolta da história do March Madness, são também destaques de um excelente primeiro fim-de-semana.
Marvin Bagley é um dos talentos mais promissores no draft de 2018 da NBA Fonte: Duke
Neste momento restam dezasseis equipas em prova e, para além da luta pelo título, interessa a muitos apaixonados pelo basquetebol acompanharem as partidas dos jogadores que entrarão no draft da NBA em 2018. Muitas das estrelas, como Ayton, Porter Jr. ou Jackson Jr. já foram eliminados porém, ainda existem várias futuras estrelas em prova.
Os postes Marvin Bagley e Wendell Carter Jr., de Duke, estão projetados para serem escolhidos nos lugares de lotaria da NBA e defrontam Syracuse, uma das surpresas do torneio. Zhaire Smith e Shai Gilgeous-Alexander são jogadores atléticos, que primam pela sua defesa e que têm vindo a subir na consideração dos olheiros. O primeiro defronta Purdue por Texas Tech, enquanto que o último é uma das principais armas de Kentucky para tentar bater Kansas State, para além de Kevin Knox, um extremo ainda algo “verde”, mas com tremendo potencial ofensivo.
Por fim, Mikal Bridges. O extremo tem sido um dos melhores jogadores do torneio, tem subido de produção consistentemente durante a temporada e é um dos jogadores com mais capacidade para começar a produzir ao nível da NBA a partir da próxima época. Bridges procura liderar a agora favorita Universidade de Villanova, que defronta West Virginia.
Das equipas apuradas para os quartos-de-final da Liga dos Campeões, o Liverpool é talvez a que mais se destaca. Não por ser a favorita a conquistar a prova, mas porque é muito difícil afirmar qual o seu verdadeiro valor. Num dia bom, o clube de Anfield já mostrou ser capaz de derrotar qualquer adversário. Por outro lado, a irregularidade da equipa, que muitas vezes faz com que perca jogos com clubes pequenos, e não consiga somar várias vitórias consecutivas, é demasiado evidente para não ser tida em conta numa fase tão decisiva da Liga dos Campeões.
Tendo pela frente um duelo com o Manchester City, na prova elite de clubes na Europa, os Reds podem, se jogarem o seu melhor futebol, ser um candidado à vitória tão legítimo como Real Madrid ou Barcelona.
Com um estilo de jogo muito ofensivo, caracterizado pela pressão alta, capacidade de trabalho do coletivo, e a velocidade e mobilidade dos seus jogadores da frente, como Salah, Firmino ou Mané, o Liverpool é uma equipa com qualidades muito particulares. Embora tenham algumas fragilidades defensivas, a intensidade com que o conjunto de Merseyside ataca os adversários, e a facilidade com que consegue fazer golos, tornam qualquer jogo em que a equipa entre num grande espetáculo de futebol.
Com as ideias de Klopp já fortemente implementadas no clube, o Liverpool tem feito, ainda que lentamente, o caminho de regresso à grandeza do passado. Desde a chegada do alemão a Anfield, os Reds, mesmo não tendo conquistado nenhum título, ganharam uma mentalidade vencedora, que há muito tinham perdido. Atualmente. o Liverpool entra em qualquer competição para vencer, e é essa a grande diferença desta equipa para outras de anos anteriores.
Com um passado de muitas conquistas, na Europa e a nível interno, o conjunto de Anfield convive há muitas temporadas com a pressão dos adeptos, que anseiam que o clube volte a ganhar com a regularidade de outras décadas. Afinal, tirando a Taça da Liga, conquistada em 2012, o Liverpool não vence troféus há mais de 10 anos. Os últimos, ainda que importantes, como a Liga dos Campeões em 2005, e a Taça de Inglaterra em 2006, foram apenas triunfos pontuais, e não o início de uma nova era de domínio do Liverpool no futebol europeu.
Salah tem sido a grande figura do Liverpool esta temporada Fonte: Liverpool FC
Com 18 campeonatos conquistados, e cinco Ligas dos Campeões, os Reds são das equipas mais tituladas da Europa. Das conquistas na Champions, quatro foram obtidas entre 1977 e 1984, no período áureo do clube. Nessa altura, e por mais alguns anos, até ao início da década de 90, o Liverpool continuou a ser forte internamente. No entanto, com o aparecimento da Premier League, a situação alterou-se.
A entrada de novas receitas televisvas permitiu às equipas de Inglaterra ter maior orçamento, e passou a haver vários clubes com possibilidades de lutar por títulos. O surgimento do Manchester United como grande potência, com um plantel jovem, sob o comando de Alex Ferguson, depois também de anos sem conquistar títulos, acabou, de vez, com o domínio do Liverpool. Os Reds continuaram a ter grandes jogadores, ficaram em segundo lugar várias vezes na Premier League, conquistaram taças, a Liga dos Campeões e a Liga Europa, mas deixaram de ser vistos como um gigante europeu.
É cedo para dizer que a equipa recuperou essa grandeza, mas, com Klopp, o Liverpool mudou em vários aspetos. O treinador ex-Dortmund conseguiu que os adeptos voltassem a estar com a equipa, e o mítico estádio de Anfield tem sido, de novo, um terreno muito difícil para os adversários.
A história do Liverpool nas competições europeias é, neste momento, um grande incentivo para o encontro dos quartos-de-final frente ao Manchester City. Com a ambição de mostrar que está de regresso à elite europeia, a equipa parte como menos favorita para a eliminatória, mas também tem a seu favor o facto de se sair bem nos jogos grandes, e de ter sido o único clube a vencer, de forma clara, o City esta época.
Numa das eliminatórias mais equilibradas dos quartos-de-final da Champions, resta à equipa de Salah jogar ao seu melhor nível. Pois, apesar de inconstante, um Liverpool no topo das suas capacidades, e motivado, é suficientemente forte para passar esta eliminatória. E, atingindo as meias-finais, afirma-se como um sério candidato à vitória na competição.
Há pouco mais de uma semana, o mundo acordou chocado com as notícias que vinham do Texas. Dois recordes mundiais indoor e dois recordes nacionais norte-americanos tinham caído numa só noite dos Campeonatos Universitários! Mas afinal o que têm os Universitários norte-americanos de tão especial que os colocam ao nível da elite do Atletismo, com algumas marcas superiores, inclusive, às que vimos nos Mundiais?
Voltando àquela noite de sábado. Michael Norman, com apenas 20 anos, corria apenas a sua terceira corrida Indoor de 400 metros na sua carreira. Não se pode dizer que Norman fosse um desconhecido. Não era. Em 2016, ao ar livre, Norman sagrou-se campeão mundial sub-20 dos 200 metros na Polónia. Este ano, em Fevereiro, já tinha corrido em 45.00 segundos os 400 metros indoor, nos EUA, naquele que era o segundo melhor tempo do ano antes destes campeonatos. Portanto, Michael Norman já era uma das grandes promessas norte-americanas e mundiais do Atletismo. Mas nunca ninguém imaginou que no passado dia 10 de Março, corresse a distância em 44.52 segundos, marca que é um novo recorde mundial da distância, batendo o anterior recorde de Kerron Clement (44.57) que durava desde 2005! No mesmo dia, o jamaicano Akeem Bloomfield, também de 20 anos, correu, nos mesmos campeonatos, a distância em 44.86, tornando-se o sexto melhor atleta da história e o melhor jamaicano da história da distância indoor!
As grandes prestações não se ficaram por aí: nos 4×400, tivemos três equipas universitárias abaixo do recorde mundial polaco alcançado em Birmingham há poucas semanas! A equipa da USC – que contava com…Michael Norman! – foi mesmo a primeira da história a baixar dos 3 minutos e 1 segundo, com 3:00.77!
A prova mais rápida de sempre nas estafetas!
Porém, não se sabe ainda se este será o novo recorde mundial. Expliquemos: para que seja considerado um recorde mundial nas estafetas, a IAAF exige que todos os atletas sejam representantes do mesmo país (de forma a que se evitem também compras de atletas unicamente para se bater recordes). Acontece que um dos atletas da USC (Rai Benjamin) que até nasceu nos EUA (e tem dupla nacionalidade) aparece ainda oficialmente como representante da Antígua & Barbuda. Para complicar tudo, já desde o ano passado que o atleta tinha apelado para competir pelos EUA! Resumindo, neste momento não existe ainda uma versão oficial, mas mesmo que esta marca não seja considerada recorde mundial (sendo, no caso, um “World Best”), o recorde caiu de certeza naquela noite, porque a equipa segunda classificada (Texas A&M) era toda formada por atletas norte-americanos e correram em 3:01.39!
E já passou o primeiro dia das Fases Finais dos Campeonatos Universitários de Lisboa. Os jogos foram muitos e as emoções também e por isso, para que te possas focar melhor, aqui tens o resultado de todas as partidas disputadas:
Os resultados do primeiro dia de Fases Finais. A vermelho, as equipas apuradas para a final. Em Rugby disputou-se a Terceira Fase. Fonte: ADESL
Amanhã disputar-se-ão as meias-finais de futsal – masculino e feminino -, e voleibol e andebol masculino. Os jogos das meias-finais de futsal (AE ISCTE-IUL vs AE UE e AE ISEL vs AE IST) terão transmissão em direto em exclusivo na página de Facebook do Bola na Rede. Eis os horários dos jogos de amanhã:
Os jogos de amanhã, em mais um dia de provas. A azul, aqueles que podes acompanhar no Facebook do Bola na Rede Fonte: ADESL
No torneio WTA Premier Mandatory de Indian Wells, a grande vencedora acabou por ser a japonesa Naomi Osaka, a grande revelação deste torneio considerado o “quinto Grand Slam” da época tenística. Sem o estatuto de cabeça-de-série, atribuído às 32 jogadoras com melhor ranking aquando da realização do sorteio do quadro principal, a jovem (apenas 20 anos!) nipónica fez um torneio absolutamente brilhante e arrecadou o seu primeiro troféu da categoria WTA ao levar de vencida na final a russa Daria Kasatkina, também ela uma surpresa ao chegar à final mas que podia ser considerada algo favorita pelo seu melhor ranking e por estar a uma vitória de se estrear no top 10 do ranking feminino (com esta bela prestação, fica no 11º lugar da classificação aos 20 anos).
Num duelo Next Gen, expressão habitualmente usada quando dois atletas do circuito masculino (ATP) com grande potencial se enfrentam, a jogadora asiática conseguiu controlar melhor as emoções neste jogo decisivo e não deu grandes hipóteses à sua adversária, ganhando pelos parciais de 6-3 e 6-2. Foi um encontro sem grande história, uma vitória relativamente tranquila de Osaka, mas o mais importante não é falar do encontro decisivo, mas sim do caminho até ao último jogo. A japonesa “despachou” a romena Simona Halep (atual número um mundial) por 6-3 6-0 nas meias-finais, depois de ter deixado pelo caminho Maria Sharapova, Agnieska Radwanska, Sachia Vickery, Maria Sakkari, Karolina Pliskova e as duas atletas anteriormente citadas no seu glorioso caminho que culminou hoje com a conquista do troféu californiano.
A semana perfeita da nipónica terminou com a conquista do seu primeiro torneio WTA Fonte: BNP Paribas Open
Por sua vez, a atleta oriunda do leste europeu eliminou Katerina Siniakova, a atual detentora do troféu do US Open, Sloane Stephens, a número dois mundial Caroline Wozniacki, a germânica Angelique Kerber e a americana Venus Williams. Foi, portanto, um torneio repleto de surpresas, onde vimos duas atletas com menos de 21 anos a chegar à final pela primeira vez desde que Kim Clijters e Serena Williams disputaram a final de 2001. Pese embora o facto de apenas a jogadora Japonesa ter saído de Indian Wells com o cetro de campeã, ambas melhoram substancialmente o seu posto na próxima atualização do ranking WTA.
A campeã surge no 22º lugar, melhorando substancialmente o seu melhor lugar de sempre, que era o 40º. A tenista russa fica literalmente às portas do top 10, ao se posicionar no 11º posto, como já referi anteriormente.
Para além dos resultados, fica a sensação de que neste torneio a nova geração mostrou que pode ombrear com as melhores da atualidade e que o futuro está bem recheado de grandes valores, capazes de assumir lugares de destaque no médio/longo prazo!