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Contas no vermelho dificultam gestão desportiva

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Na semana passada o FC Porto apresentou o seu relatório e contas consolidado, relativo ao primeiro semestre de 2017/18. Como se previa, os resultados não são “famosos”: um resultado líquido negativo em cerca de 24 milhões de euros.

Este momento de dificuldades financeiras que o clube atravessa tem efeitos na gestão desportiva e isso foi bem notório nesta época. Certamente, também o será nos anos que se avizinham.

Em consequência disto o trabalho de Sérgio Conceição na planificação da próxima época não será uma tarefa fácil. O setor defensivo é o que mais mudanças irá sofrer: Casillas está em fim de contrato e, a não ser que baixe significativamente o seu salário, muito dificilmente permanecerá no Dragão. Maxi, também em fim de contrato, não vai renovar.

O mesmo acontece com Marcano e Diego Reyes, que não renovaram os seus contratos e, consequentemente, irão abandonar o clube. Depois existem dois processos de renovação que começam a ser preocupantes: Diogo Dalot e Ricardo Pereira terminam os seus contratos em 2019 e, ou renovam até ao final da época, ou então podemos ter casos semelhantes a Marcano e Reyes, que vão sair sem qualquer contrapartida financeira. Se a estrutura pressentir que dificilmente consegue renovar com ambos, então a melhor solução será uma venda já no próximo defeso.

Juntando a tudo isto existe a necessidade de vender, e dois dos jogadores com mais mercado são Alex Telles e Felipe, o que significaria uma reconstrução praticamente total do setor defensivo.

Danilo dificilmente vai-se manter no FC Porto
Fonte: FC Porto

No setor do meio campo o caso mais preocupante é Danilo. Jogador com muito mercado e com a presença no Mundial praticamente certa, dificilmente continuará de dragão ao peito. Herrera e Sérgio Oliveira são jogadores “apetecíveis”, mas acredito que possam continuar.

No setor atacante existem vários jogadores com muito mercado. Brahimi é um desses casos, embora a SAD do FC Porto detenha apenas 50% do seu passe, o que torna o negócio pouco apetecível. Marega e Aboubakar são os “possíveis negócios” mais interessantes: a SAD detém 100% dos seus passes e o mercado inglês e francês tem os dois jogadores referenciados. Corona pode ser uma das soluções para fazer um bom encaixe financeiro – a época não tem sido positiva, não é um indiscutível e a presença no Mundial pode ajudar na sua valorização.

Em suma, não será um defeso fácil para a “estrutura” portista. Vai ser um autêntico jogo de xadrez em que cada movimentação tem que ser muito bem refletida. A formação do clube pode ajudar na solução de alguns problemas, sendo que um scouting muito rigoroso é também uma das soluções. Convém relembrar que três dos jogadores chegados no mercado de inverno são por empréstimo (Osório, Paulinho e Waris), o que significa que acionar as opções de compra é outra decisão que terá que ser tomada.

Mas a garantia mais importante que os sócios e os adeptos do FC Porto querem ter é a da continuidade de Sérgio Conceição. Correm rumores de vários clubes italianos interessados nos serviços do técnico portista, mas acredito que a sua continuidade vai ser assegurada. Um último apontamento para a estratégia seguida pela SAD do FC Porto esta época. Na minha opinião é a mais correta e, se for continuada, levará rapidamente o clube para melhores condições financeiras.

Fonte: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

Manchester United FC 2-1 Liverpool FC: Pragmatismo tremeu mas venceu

Era um jogo que dispensava apresentações, o maior clássico do futebol inglês que mexe sempre com as emoções dos adeptos e dos amantes do desporto rei.

De um lado José Mourinho, experiente e pragmático. Do outro, o exuberante Jurgen Klopp, ambas as equipas um espelho dos seus treinadores. Mas onde mais interessa dentro de das quatro linhas jogaram estrelas como Sanchez, Lukaku, e De Gea contra o famoso ataque Mané, Firmino e a estrela egípcia Mohamed Salah.

Os dois pontos de desvantagem do parte do Liverpool em relação ao segundo classificado Manchester United obrigavam os Reds a lutarem obrigatoriamente pelos três pontos. Do lado do United apesar da baixa de peso da última hora com a lesão de Pogba, a equipa acabaria por entrar de uma forma compacta como já vem sendo habitual.

O jogo começou bastante dividido e disputado, essencialmente a meio campo, até que surge o menino Marcus Rashford servido por Romelu Lukaku, fez o que quis do defesa do Liverpool Alexander Arnold, marcando o primeiro golo da partida aos 14 minutos.

Após o golo a partida ganhou outro ritmo com o Liverpool à procura do empate, no entanto, a equipa de Mourinho foi conseguindo manter o controlo do jogo com a dupla McTominay e Matic a fecharem por completo todo o processo ofensivo da equipa do Liverpool.

Com a bola a não chegar aos homens da frente devido à falta de criatividade do meio campo, o Liverpool poucas oportunidades teve para causar perigo.

Em mais um lance ganho no jogo aéreo a Lovren, Lukaku começou aí a jogada que deu origem ao segundo golo, mais uma vez de Marcus Rashford, que após um ressalto dentro área com classe remata para a baliza de Karius, aumentando a vantagem do United na para 2-0.

A qualidade defensiva e o rigor tático do meio campo do United resumiram um pouco o que foi a primeira parte, domínio do jogo por parte da equipa da casa, principalmente nos momentos em que não tiveram bola. Ao nível ofensivo a sociedade Mata/Sanchez no apoio constante à ala esquerda onde esteve Rashford causou sempre grandes dificuldades à defensiva do Liverpool, que nunca conseguiu dar conta das constantes movimentações e triangulações por parte dos avançados dos Red Devils.

Liverpool entrou forte e mais dominante com vontade de disputar a partida. Com mais agressividade, mas ainda com alguma falta de criatividade na construção.

Por volta da hora de jogo  entra Adam Lallana, e minutos depois, Eric Bailly faz autogolo num lance caricato. É o momento de viragem da partida, com o 2-1 o Liverpool acredita que é possível e vai atrás do empate.

Mourinho leu bem a partida e viu um United cada vez mais apertado e fez entrar o soldado Fellaini para fechar o meio-campo. Apesar disso, a entrada de Lallana e o recuo de Mané para zonas centrais continuaram a confundir o meio-campo dos Red Devils, que foi sendo encostado às cordas.

Aos 80 minutos Klopp arriscou tudo, retirando os dois laterais para dar o lugar a Wijnaldum e Solanke. O jogo partiu e as oportunidades foram surgindo para ambas as equipas. Com uns minutos finais alucinantes, como já é habito nos jogos da Premier League, o United com alguma sorte à mistura acabou por conseguir segurar a vantagem, vencendo a partida por 2-1.

A vitória foi construída na primeira parte com o selo do jovem internacional inglês Marcus Rashford, que deu justiça a um jogo totalmente controlado pelo Manchester United até à hora de jogo, altura em que Klopp introduziu na equipa uma injeção de criatividade vinda dos pés de Lallana, coincidindo com o autogolo de Bailly.

A partir daí foi um jogo impróprio para cardíacos, com oportunidades tanto para o Liverpool empatar como para o United matar o jogo.

De destacar o rigor tático de McTominay ao longo dos 90 minutos e a insistência de Sadio Mané, que foi o mais inconformado e o que mais tentou dar algo mais ao ataque do Liverpool.

Birmingham 2018: O Balanço Global dos Campeonatos

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Do dia 1 ao 4 deste mês realizaram-se os Mundiais de Pista Coberta e só se estiveram muito desatentos não repararam que estivemos por Birmingham a acompanhar tudinho ao vivo! Com este artigo, iremos, em definitivo, encerrar as nossas publicações no que se refere aos mesmos, procurando fazer uma análise geral de tudo o que aconteceu, mais ou menos positivo.

Resultados

Pode-se dizer que tivemos uns Campeonatos com bastante sucesso neste aspecto. Foram batidos 5 recordes dos campeonatos e 1 recorde mundial. Mas as grandes marcas começaram logo no segundo dia (e o segundo mais forte dos campeonatos). Murielle Ahouré (CIV) tornou-se a nova campeã mundial da velocidade (60 metros), correndo em 6.97, naquela que é a melhor marca dos últimos 8 anos. Antes disso, já tínhamos tido um fantástico concurso de Salto em Comprimento, em que os três primeiros ficaram separados por 3 escassos centímetros (8.46 – 8.44 – 8.42), com a vitória a sorrir ao jovem cubano de 19 anos, Miguel Echevarria, batendo o actual campeão mundial ao ar livre. Para se ter uma ideia da qualidade, o Salto que deu a medalha de Bronze daria para vencer os últimos 8 campeonatos mundiais indoor!

No terceiro dia, o dia de mais emoções, começámos com a queda durante a manhã do recorde dos campeonatos no Lançamento do Peso (Tom Walsh, ao lançar 22.31 metros) e tivemos direito a mais um recorde dos campeonatos (Sandi Morris saltou 5.95 com a Vara) antes de passarmos à velocidade. Aí duas estrelas norte-americanas brilharam. Kendra Harrison (USA) conquistou, finalmente, o seu primeiro grande título global e com estrondo nos 60 metros barreiras: recorde dos campeonatos em 7.70 (igualando o recorde norte-americano) e tornando-se a primeira mulher da história a correr por três vezes abaixo dos 7.80 nos mesmos campeonatos (aliás, nunca ninguém o tinha feito duas vezes sequer). Christian Coleman também viria a bater um aguardado recorde dos campeonatos, ao correr em 6.37 segundos, deixando cair mais um recorde de Maurice Greene.

Fonte: IAAF

Nessa mesma noite, tivemos ainda Courtney Okolo a correr a 4ª melhor marca de sempre norte-americana nos 400 metros (50.55), vimos um Heptatlo terminar com a diferença de…apenas 5 pontos (!) e vimos Genzebe Dibaba fazer uma dobradinha (1500/3000) pela primeira vez na sua carreira, a suceder a uma fantástica prova inaugural de 3.000 metros logo na primeira noite.

De ilhéu para ilhéu

O Campeonato dos Açores de Ralis está quase a começar.

A grande atração deste ano é a entrada de um piloto extremamente experiente, o madeirense Bernardo Sousa. A dupla que pilotava o Citroen DS3 R5 da equipa Play/AutoAçoreana Racing Team, Ruben e Estêvão Rodrigues rescindiu a sua ligação, citando motivos pessoais e profissionais. Triste ficamos (fãs dos ralis), pois os irmãos Rodrigues estiveram a evoluir desde que entraram neste projeto e este ano adivinhava-se uma maior evolução, quiçá até lutar pelo campeonato. Não sendo possível, Bernardo Sousa é o piloto que se segue.

O madeirense de trinta anos, campeão nacional em 2010, volta aos ralis após uma ausência de cerca de dois anos. Bernardo é um grande conhecedor destes carros de novas categorias, tendo corrido com carros R5, Super 2000 e RRC, tanto nacionalmente como internacional. Conta com presenças no WRC e nas categorias inferiores do campeonato do mundo de ralis. Assim, Sousa foi a escolha da equipa Play/AutoAçoreana Racing Team para disputar o Campeonato dos Açores de Ralis. E será acompanhado por Valter Cardoso.

Bernardo Sousa venceu o rali dos Açores em 2014
Fonte: Bola na Rede

Já o Team Além Mar continua com a mesma formação, Luís Miguel Rego e o decacampeão Ricardo Moura, ambos em Ford Fiesta R5. Novidade para Luís Miguel Rego que teve a oportunidade de evoluir o motor do seu carro, passando a correr com a evolução EVO2.

Não é a primeira vez que o CAR atrai um nome sonante. Quando comecei a criar um gosto pelos ralis lembro-me muito bem de ver outro piloto que veio de fora da região e que competiu no Team Além Mar. Falo de Fernando Peres. O piloto do Porto foi campeão regional em 2005, 2006 e 2007. Foram as lutas com o já falecido Horácio Franco, com Gustavo Louro e até Ricardo Moura que trouxeram tanto brio a este campeonato regional. Agora ficamos à espera que Moura, Rego e Sousa continuem a dar muito espetáculo na luta pelo título regional de 2018.

O CAR tem a sua primeira prova no Azores Airline Rally, que se realiza de 22 a 24 de março, em São Miguel, nos Açores.

Foto de Capa: Play/AutoAçoreana Racing

“Deixei de ser do Sporting”

“Tens dezoito anos e nunca viste o Sporting ser campeão”. “Sabes qual é a diferença entre o teu clube e um livro? É que o livro tem um título!”. “Aproveita que ainda vais a tempo de mudar!”. Estão a ver aquelas piadas sem piada absolutamente nenhuma que nos dizem só por sermos do Sporting? Aquelas piadas realmente parvas e sem nexo nenhum? Não é isso que me faz “deixar de ser do Sporting”. De todo. Nem pouco mais ou menos.

A questão é que, quer queiramos quer não, o nosso clube gosta de nos ver sofrer. É verdade! Ainda há tempos, o míster (entenda-se, o JJ) disse: “O Sporting deveria ser um caso de estudo. Não ganha um campeonato há mais de dez anos e continua a encher estádios pelo país”. E, subscrevendo as palavras aqui do míster, deixo o desafio a algum sociólogo ou a algum estudante de Sociologia. Por muito que nos custe, é desilusão atrás de desilusão. Nem vou falar do passado, da final perdida em casa frente ao CSKA ou na outra final perdida frente à Académica. Só esta época, por exemplo, já deixei de ser do Sporting para aí uma boa meia dúzia de vezes.

Seja onde for, os adeptos leoninos estão sempre presentes
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Comecemos então a elencar. O ano não começou lá muito bem (que excelente maneira de começar a “época do título”!): o empate com o Steaua de Bucareste em casa (0-0) ainda me está preso na garganta. Vá lá, fomos à segunda mão e demos cinco. Menos mal!

Depois, foi no final do mês de setembro. No dia 23, o Sporting foi empatar a Moreira de Cónegos com o, na altura, último classificado. Estão a ver aqueles empates mesmo “à Sporting” que matam as esperanças pelo título? Começaram aí.

Dois meses passados, e mais uma desilusão. Estádio de Alvalade bem composto para ver um miserável empate a duas bolas frente ao Braga (diga-se, de sua verdade, os deuses estiveram connosco: jogámos mal, houve um golo mal anulado aos bracarenses e o tento da igualdade veio já aos noventa numa grande penalidade cobrada por Bruno Fernandes).

Entretanto veio o mês de janeiro e, bem, todos vocês sabem o que acontece ao nosso clube a partir do primeiro mês do ano, não sabem? Para juntar à festa, 2018 começou com uma pequenina particularidade: dérbi na Luz – e que bela forma de começar o ano! Foi um dos nossos poucos dias de sorte. O Gelson marcou de cabeça e, a partir daí, levámos um completo banho de bola. Não foi um massacre como eles tanto papaguearam (massacre é, por exemplo, levar cinco na casa do colosso Basileia, mas pronto, isso são já outras águas). Houve bolas nos ferros na baliza do São Patrício. Houve jogadas que enterraram por completo o Battaglia e o William. O Acuña fez dos seus piores jogos e o Gelson morreu fisicamente. O Bas Dost não ganhou bolas no ar, enfim, correu tudo mal e bem ao mesmo tempo. Até podia ter sido o nosso dia da lotaria, só não o foi porque o Jonas quis fazer o querido favor de empatar o jogo já ao cair do pano.

SC Braga 3-0 Moreirense FC: Arsenalistas insistem no ataque ao pódio

À sexta-feira à noite começa o descanso da maior parte das pessoas e o tempo da semana dedicado ao divertimento. Para os bracarenses, significou esta semana tempo de ir ao Estádio Municipal apoiar os Guerreiros do Minho em mais uma batalha na tentativa de se aproximarem dos três primeiros lugares do Campeonato.

Desta vez o adversário era o Moreirense, um confronto que em teoria é um derby do Minho, na prática um jogo desequilibrado entre equipas com meios e objetivos bem diferentes. Para os da casa, só interessava vencer e manter o soberbo registo caseiro na Liga que ainda só os viu perder pontos com FC Porto e SL Benfica. Já ao conjunto de Moreira de Cónegos qualquer pontinho é saboroso na luta pela manutenção.

As equipas iniciais deixavam indiciar o jogo habitual do Braga, com a equipa a querer estar por cima da partida e apostar forte ofensivamente, mantendo o onze habitual das últimas jornadas tirando a saída do central goleador Raul Silva, castigado, entrando para o seu posto Rosic. No Moreirense, sabia-se que teria de passar bastante tempo à defesa e contavam com uma das revelações do campeonato, o guardião Jhonatan para tentar aguentar os arsenalistas. De regresso à titularidade estava Alfa Semedo, outro jovem que tem vindo a afirmar as suas qualidades esta temporada.

À entrada, foram os visitantes a aproximarem-se primeiro da baliza adversária logo na primeira jogada da partida. No entanto, rapidamente o Braga deu resposta e levou uma bola ao poste de Jhonatan. Aos 17 minutos, Wilson Eduardo isolou-se na cara do brasileiro e meteu a bola lá dentro. No entanto, o árbitro refreou os ânimos ao pedir a análise do VAR sobre possível fora-de-jogo e levou com um ininterrupto coro de assobios até a decisão final confirmar a mudança no marcador.

Daí para a frente, houve jogadas com algum perigo de parte a parte, mas somente já na compensação estiveram as equipas mesmo perto do golo. Primeiro, a defesa bracarense deixou um avançado verde e branco sozinho, mas este não acertou na bola. Retorqui o Braga com um cabeceamento de Esgaio à barra e na recarga Jhonatan evitou males maiores.

Ricardo Horta tirou as dúvidas a quem ainda as tinha
Fonte: SC Braga

Na segunda parte, o Braga assumiu o controlo do jogo e logo a abrir Wilson Eduardo esteve perto de aumentar a contagem. Não foi logo aí, mas com tanto domínio, era uma questão de tempo e foi aos 64 minutos que o mesmo Wilson respondeu da melhor forma como uma cabeçada a cruzamento de Paulinho. Na jogada seguinte, foi a vez de Ricardo Horta aparecer desmarcado na cara do guarda-redes e fazer o terceiro de primeira.

A partir daí, o Braga recuou um pouco e o Moreirense ainda conseguiu encontrar-se algumas vezes em posições interessantes na área, mas um par de boas intervenções de Matheus e uma boa conta de falta de discernimento na concretização acabaram por evitar mais mexidas no resultado.

Numa noite de chuva forte, nada de novo, mais uma vitória para o Braga que continua numa serie muito positiva de resultados e continua a morder os calcanhares ao Sporting. Já o Moreirense, fica vulnerável a ultrapassagens no fim-de-semana e, dependendo dos resultados de Estoril e Paços de Ferreira, arrisca-se a terminar a jornada abaixo da linha da despromoção.

Uma questão de mentalidade

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Chegou, viu e…transformou. Quase tudo mudou. Veio, não para aprender, mas sim para ensinar. Esse propósito assentou na necessidade de incutir mentalidade vencedora numa equipa que não sabia o que isso era. Este FC Porto de Sérgio Conceição recuperou muito do ADN perdido ao longo dos anos, essencialmente pela transformação que o treinador foi operando na cabeça dos seus jogadores.

“O FC Porto dos últimos anos não era capaz de virar um jogo destes da forma como virou, em tão pouco tempo”, foi mais ou menos o que se viu ou leu após o jogo com o Portimonense SC, jogado no Dragão, referente à 4ª eliminatória da Taça de Portugal, quando os portistas perdiam 1-2 aos 90 minutos e remontaram para 3-2 durante o período de compensação.

Já antes, após a derrota caseira com o JK Besiktas Istanbul (1-3), Sérgio prometera uma reação, logo no jogo seguinte, ao nível do que a história do clube exigia. O que se seguiu, na Liga dos Campeões, foi um contundente 3-0 na casa do atual campeão francês e semifinalista da última edição da prova, o AS Mónaco de Leonardo Jardim. Antes disso, o jogo que se seguira ao duelo com os turcos era uma deslocação perigosa e difícil a Vila do Conde, onde o Rio Ave FC ocupava, à 6ª jornada, os lugares cimeiros da tabela e já havia roubado dois pontos ao SL Benfica. Não obstante, os portistas venceram 1-2, revelando já aí uma força anímica essencial para quem luta por títulos e não se deixa abater por percalços no caminho. Já dizia Oliver Goldsmith que “A nossa maior glória não reside no facto de nunca cairmos, mas sim em levantarmo-nos sempre depois de cada queda.” Um cliché sempre bonito de se aplicar nestas ocasiões.

Sérgio Conceição é o rosto mais visível da transformação do FC Porto
Fonte: FC Porto

A época dos azuis e brancos é recheada de demonstrações de caráter e força mental que poderiam aqui ser enumeradas para sustentar a minha tese. Ainda assim, deixo apenas o exemplo mais recente: a terrível noite de 14 de fevereiro, na qual o Liverpool FC impôs a mais pesada derrota de sempre ao FC Porto, em casa, nas competições europeias. Não é demais explicar o momento importante e quase decisivo que os portistas atravessavam por essa altura e que continuam a atravessar. O jogo com os ingleses antecedia a receção a um sempre complicado Rio Ave FC, uma saída ao Algarve, a receção importantíssima ao Sporting CP e, pelo meio, a segunda parte com o GD Estoril Praia, para a qual o FC Porto partia em desvantagem e na qual os rivais depositavam grandes esperanças. Muito se especulou sobre as repercussões que essa humilhação teria no comportamento da equipa. Pois bem, mais uma vez a resposta foi firme e forte, ao nível de um verdadeiro campeão. 5-0 ao Rio Ave FC, 1-5 ao Portimonense SC, 1-3 ao GD Estoril Praia e 2-1 ao Sporting CP, afastando praticamente o rival da luta pelo título.

Este tem sido o grande mérito da “Era Conceição”, o de entrar na cabeça dos jogadores e, de uma época para a outra, torna-los capazes de se comportarem como verdadeiros campeões e não duvidarem até das suas próprias sombras. Incutir neles o espírito de revolta pelas injustiças de que o clube fora alvo é mais um trunfo do treinador que reconquistou a confiança dos adeptos, tornando-os autênticos décimos segundos jogadores. Revêem-se naquele conjunto de jogadores que, semana após semana, são demonstração inequívoca dos valores que devem ser a base de uma equipa “à Porto”. Na sua apresentação, Sérgio Conceição garantiu que “em maio os portistas vão estar felizes”. Maio ainda não chegou e felicidade é coisa que (já) abunda para os lados da Invicta.

Foto de Capa: FC Porto

Os 5 melhores golos de Bas Dost pelo Sporting

Bas Dost é um dos jogadores mais acarinhados pelos adeptos do Sporting Clube de Portugal.

Chegado em agosto de 2016 para suprir a vaga deixada em aberto por Islam Slimani, Dost foi a contratação mais cara de sempre da história do clube, por uma verba a rondar os dez milhões de euros. Contudo, o ex-Wolfsburgo não deixou que nascesse sequer alguma desconfiança em torno do seu valor, com muitos golos marcados. Neste momento, já leva 63 golos apontados em 75 partidas disputadas.

É um avançado letal no jogo aéreo, com um toque de cabeça absolutamente fenomenal. Tem uma excelente movimentação dentro da área, ótima impulsão e os seus 28 anos de idade transmitem-lhe uma experiência que lhe tem valido muitos golos nas competições internas. Melhorou bastante o seu jogo de pés (como já tinha acontecido com Slimani) e é um dos elementos que mais festeja os golos e mais sente a camisola, o que contribui para ser bastante aclamado pelos adeptos.

A sua importância vê-se bem nos lances de ataque que passam pelos seus pés ou pela sua cabeça, e pela influência que tem em todos os lances disputados nas grandes áreas. Tanto ofensiva como defensivamente. Vamos aos cinco melhores golos do holandês com a verde e branca vestida.

SSC Nápoles: Futebol bonito não é suficiente

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Com a derrota do passado fim-de-semana, frente à Roma, o Nápoles deu um passo atrás na corrida ao título da Serie A. Com um ponto de vantagem em relação à Juventus, mas também com um jogo a mais, os napolitanos arriscam-se, neste momento, a perder o primeiro lugar do campeonato.

Embora possa parecer exagerado dar o Nápoles como vencido na Serie A, a verdade é que a equipa do Sul de Itália tem uma missão muito complicada pela frente. Se até agora estavam obrigados a vencer todos os jogos, para manter a distância para a Juve, neste momento os Partenopei confrontam-se, também, com a possibilidade de ter que vencer a Juventus em Turim, se quiserem ser campeões.

A regularidade dos Bianconeri no campeonato, com várias vitórias consecutivas, torna difícil que percam mais pontos que o Nápoles, até os dois clubes se defrontarem a 22 de Abril. Por isso, só mantendo-se constante, e ganhando todos os jogos até ao final do campeonato, é que o conjunto de Sarri pode ser o vencedor da Serie A.

O futebol ofensivo da equipa, apesar de exuberante e de proporcionar um grande nível de entretenimento para os espetadores, não é tão organizado e fiável como o da Juve, sendo muito dependente da inspiração dos seus jogadores da frente. Quando as coisas saem bem, o Nápoles é, provavelmente, a equipa com o melhor futebol da Europa. Mas, nos jogos mais difíceis, é notório que, para além de não ter uma forma alternativa de jogar, não tem a experiência e a mentalidade vencedora do rival de Turim.

Antes do jogo decisivo com a Juventus, o Nápoles ainda tem dois encontros importantes, com o Inter e o Milan. A equipa de Spaletti, que caiu vários lugares na tabela após uma série de maus resultados, quer, pelo menos, chegar aos lugares que dão acesso à Liga dos Campeões. Já o Milan, tem recuperado e tido bons resultados ultimamente, sob o comando de Gattuso, e é um adversário perigoso. Ambos os jogos disputam-se no San Siro, o que os torna em desafios ainda mais complicados para os napolitanos.

O Nápoles é conhecido pelo seu futebol ofensivo de grande qualidade
Fonte: SSC Nápoles

Embora o Nápoles tenha um calendário mais fácil que a Juve no que resta do campeonato, e já não esteja nas competições europeias, é o conjunto de Turim que parte como grande favorito para a conquista dum notável heptacampeonato. É neste aspeto que é preciso dar algum mérito ao conjunto de Allegri. Com um plantel talvez menos forte que nos últimos anos, e com muitos titulares já veteranos, como Buffon, ou Chiellini, a Juventus continua a ser dominadora na Serie A, e motivada para ganhar, quando há muito que a maioria dos seus jogadores venceram tudo o que havia para vencer a nível interno.

Tendo conquistado os seis últimos campeonatos, e sendo a equipa mais titulada de Itália, a Juventus não tem tido o reconhecimento merecido. O seu futebol pragmático, que assenta numa grande solidez defensiva, e na espera por erros do adversário para criar situações de golo, não é entusiasmante para os críticos, e, por outro lado, a maioria dos espetadores de futebol vê no Nápoles, um clube do Sul, menos poderoso, e também mais próximo dos seus adeptos, um vencedor mais justo da Serie A.

Mas, se conquistarem este título, os Bianconeri serão os campeões indicados: têm sido a equipa mais regular, aquela que, mesmo sem deslumbrar, consegue ultrapassar adversários complicados, e garantir os três pontos em situações que, a maioria das vezes, as outras equipas italianas acabam por falhar.

O Nápoles, apesar de ser o clube que qualquer adepto de futebol quer que conquiste o Scudetto, é um pouco inconstante, com um modelo de jogo nada próprio para quem quer vencer uma competição de longa duração, como um campeonato.

A qualidade individual das suas principais referências, como Hamsik, Insigne, ou Mertens, e o espetáculo futebolístico que a equipa apresenta, sobretudo em casa, são pontos fortes a favor dos Partenopei. Mas parece faltar algo a este conjunto, que, por melhor que jogue, não consegue afastar a ideia de ser algo inferior à Juve.

Talvez seja esse o fator que explica o grande entusiasmo à volta deste clube: com melhor futebol, mas com menos organização e método, o Nápoles é um coletivo de artistas disposto a arriscar tudo quando entra em campo, em nome duma demonstração de qualidade.

Resta à equipa de Sarri vencer todos os encontros até visitar Turim em Abril. Aí, caso o Nápoles consiga sair com os três pontos, e se mantenha em primeiro até ao final, podemos estar perante um dos maiores feitos de sempre dum clube no seu campeonato.

Foto de Capa: SSC Nápoles

Artigo revisto por: Beatriz Silva

Estrelas da Formação: Bruno Costa

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A escolha da “estrela da formação” desta semana não foi, de todo, difícil. Na verdade, Sérgio Conceição escolheu por nós. Afinal, depois da titularidade frente ao Liverpool FC, não podíamos falar de mais ninguém.

Bruno Xavier Almeida Costa, natural de Oliveira de Azeméis, chegou à Invicta em 2009, onde fez toda a sua formação, dos infantis aos juniores e onde, sob liderança de António Folha, brilhou nos «bês».

É médio, mas também rotulado de avançado. Inteligente e criativo, com um entendimento do jogo que lhe permite ser útil em qualquer espaço. Na época passada, destacou-se na Youth League aos apontar golos ao FC Barcelona e Leicester City FC. Mais recentemente, na Premier League International Cup, marcou em Liverpool FC o golo do empate (mais tarde transformado em vitória por Santiago Irala) e, uma semana depois, estreou-se como titular na equipa principal frente ao…Liverpool FC.

Entre sub-15, sub-16, sub-17, sub-19 e sub-20 conta 23 presenças pela equipa das Quinas. Longe dos relvados, estuda Engenharia Informática em regime noturno.

Fonte: FC Porto

Com a recente necessidade de se reforçar primeiro em casa e só depois fora apareceram oportunidades para os mais jovens se afirmarem na equipa principal (esta época já foram utilizados, na equipa principal, seis jogadores que iniciaram a época na equipa B) e Bruno Costa soube aproveitar a sua oportunidade. Num jogo difícil o jovem, embora com alguns momentos menos felizes, fez uma partida maioritariamente positiva, conseguindo mostrar que tem mais para dar e que se pode mesmo tornar numa mais-valia para a equipa principal dos dragões.

Foto de Capa: FC Porto