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Reforços Cirúrgicos

Cabeçalho Futebol NacionalCom o início do novo ano, está oficialmente aberto mais um mercado de transferências. Neste mercado, todos os clubes na Europa procuram fazer alterações cirúrgicas nos seus planteis consoante as suas necessidades. Cá em Portugal não é excepção e os adeptos dos três grandes aguardam por reforços de inverno que possam fazer a diferença nas contas finais. Noutras épocas anteriores, as actuações dos três grandes no mercado de Inverno já foram decisivas nas contas do título e irei aqui recordar aqui algumas dessas actuações.

Decorria já a longínqua época de 1999/2000 e o Sporting CP, orientado por Augusto Inácio e presidido por José Roquette estava disposto a tudo para quebrar o jejum que já perdurava há 18 anos. Como tal, o clube decidiu reforçar uma equipa onde já figuravam jogadores de grande valia, tais como Beto Acosta, Peter Schmeichel e Pedro Barbosa.

Para o ataque, foi contratado o avançado belga Mbo Mpenza, que assumiria a titularidade na extrema-direita, fazendo estragos com a sua velocidade. Fez 22 jogos e marcou três golos e marcaria presença no EURO 2000. Já na defesa, foram contratados dois internacionais brasileiros que seriam fundamentais na solidez defensiva da equipa leonina: César Prates e André Cruz.

O lateral-direito assumiu a titularidade, realizando 18 jogos e marcando dois golos. Já o defesa-central assumiu a liderança da defesa e fez muitos estragos com o seu pé esquerdo na cobrança de livres directos, que lhe valeram cinco golos em 23 jogos, dois dos quais no jogo contra o Salgueiros, onde se daria oficialmente a “matança do borrego”.

Estes três reforços de inverno assumiram imediatamente a titularidade na equipa do Sporting, contribuindo de forma importante para uma segunda volta de grande produtividade da equipa leonina, onde inclusive derrotaram o FC Porto por 2-0. No final, sagrar-se-iam campeões nacionais 18 anos depois e quebraram o domínio do FC Porto, então pentacampeão nacional.

Passados cinco anos, estava mais um borrego por matar. O Sport Lisboa e Benfica atravessava o período de maior seca da sua história e, depois da conquista da Taça de Portugal na época anterior, o presidente Luís Filipe Vieira exigia a conquista do campeonato. A principal aquisição da época foi a do treinador Giovanni Trapattoni, que era então o treinador no activo com mais títulos conquistados.

Nuno Assis foi decisivo no Benfica 04/05 Fonte: eternobenfica.blogspot.pt
Nuno Assis foi decisivo no Benfica 04/05
Fonte: eternobenfica.blogspot.pt

Apesar de um bom arranque, a equipa viria a perder o gás nos meses de Novembro e Dezembro, ao venceram apenas duas das sete jornadas disputadas, o que aumentaria a contestação por parte dos adeptos. Uma das principais deficiências da equipa era o “buraco” existente no meio campo ofensivo da equipa.

Com a dispensa de Zahovic devido a um desentendimento com a “Velha Raposa”, o clube recorreria ao mercado interno para preencher a sua vaga. Por recomendação do então treinador-adjunto Álvaro Magalhães, acabaria por chagar Nuno Assis, vindo do Vitória de Guimarães.

O médio-ofensivo assumiria imediatamente a titularidade como nº 10, jogando no apoio a nuno Gomes, marcando um golo logo na sua estreia na vitória em casa do Moreirense por 2-1. No final, o SL Benfica quebraria um jejum de 11 anos com a conquista do campeonato, com o médio natural da Lousã a marcar três golos em 20 jogos.

Decorria a temporada de 2011/2012, quando seria o FC Porto a precisar a recorrer ao mercado de Inverno. Sob a orientação técnica de Vítor Pereira, o clube azul e branco perdera a liderança isolada do campeonato para o Benfica na 14ª jornada após empatar em Alvalade e o fosso aumentaria para cinco pontos no último fim-de-semana de Janeiro após uma derrota por 3-1 em casa do Gil Vicente.

Lucho González

Com poucos dias para agir, o clube azul e branco optaria por reforçar o ataque com a contratação do gigante ponta-de-lança austríaco Marc Janko. Com 1,96m de altura, o jogador contratado aos holandeses do Twente não mostrou os dotes que se esperavam dele, mas marcou alguns golos decisivos na recuperação dos Dragões. Fez 12 jogos e marcou 5 golos, mesmo não se tendo livrado do rótulo de “cone”.

Mas a contratação mais decisiva e mais bombástica seria a de Lucho González. El Comandante estava de regresso à Invicta após dois anos e meio nos franceses do Marselha e contrariou a máxima de que não devemos regressar ao sítio onde já fomos felizes. O médio internacional argentino fez mostrou a sua experiência e influência dentro e fora das quatro linhas. Marcou três golos em 16 jogos e seria decisivo na recuperação do FC Porto e na conquista do bicampeonato.

Os reforços de Invernos têm a sua marca no futebol português, e daqueles que já chegaram neste mercado e que ainda podem chegar, espera-se que algum deles de possa juntar a esta lista no futuro.

 

Foto de Capa: andrecruz50.blogspot.pt

EHF Euro 2018 Croácia – Antevisão (Grupo A)

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Cabeçalho modalidades O inicio da maior competição de Nações a nível Europeu está marcada para dia 12 de janeiro. Mas o que devemos esperar desta competição? Quem são os favoritos? A equipa surpresa? Os melhores jogadores? O jogador revelação? A resposta a tudo isso vai estar presente neste artigo. (Podes ler sobre os restantes grupos aqui: Grupo B; Grupo C; Grupo D)

Grupo A

Croácia

A equipa da casa irá fazer tudo para se intrometer na luta pelo título Fonte: EHF Euro Croatia 2018
A equipa da casa irá fazer tudo para se intrometer na luta pelo título
Fonte: EHF Euro Croatia 2018

A Croácia é uma das crónicas candidatas à conquista do Europeu (nas últimas quatro edições ficou sempre no pódio) e, este ano, a esse favoritismo acresce a vantagem de jogar perante os seus adeptos. Apesar de nunca ter vencido o Campeonato Europeu, conta com cinco medalhas: duas de prata (2008, 2010) e três de bronze (1994, 2012, 2016).

Jogadores chave:

Domagoj Duvnjak: Duvjnak é um dos melhores jogadores de Andebol da história da Croácia. Aos 21 anos (2009), quando se transferiu do Zagreb para o Hamburgo, tornou-se no jogador mais caro da história. No Hamburgo ganhou a Liga dos Campeões em 2013 e foi considerado o melhor jogador do Mundo nesse mesmo ano. Depois de cinco anos no Hamburgo transferiu-se para o Kiel, onde de mantem até hoje.

Luka Cindric: Luka Cindric é o futuro da Croácia. Joga preferencialmente a Central, mas a sua versatilidade permitiu jogar em qualquer posição da primeira linha. O seu jogo faz lembrar o jogo de uma lenda do Andebol Mundial, Ivano Balic. Cindric joga pelo HC Vardar e ganhou a Liga dos Campeões na época transata. Aos 24 anos, já demonstrou ser um dos melhores do Mundo e está pronto para liderar a Croácia nos próximos anos.

A hora da verdade para Nani

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Cabeçalho Liga Italiana

Aos 31 anos, Nani joga no quarto país estrangeiro depois de Portugal. Na Lazio a vida não está fácil e o extremo luso não tem jogado o tempo que pretendia. Curioso que, tendo eu que me debruçar sobre o tema Nani e o balanço dos seus dias em Roma, ele tenha concedido uma entrevista a um jornal desportivo português esta semana.

Fernando Santos tem estado a conversar com ele. Assim é quando um jogador se lesiona, confirmou o jogador. E com o extremo tem sido, infelizmente, assim ao longo da carreira. O grande talento de Luís Carlos Almeida da Cunha foi penalizado por um autêntico calvário de lesões que não o deixou atingir um nível acima na carreira.

Foi o motivo pelo qual Marcelino Toral o dispensou do Valencia. Emprestado, chegou à Lazio no último dia do mercado de verão, ainda recuperando de uma lesão no joelho, pelo que só se estreou a 1 de outubro contra o Sassuolo, todavia nova lesão haveria de surgir, a 23 de novembro, frente ao Vitesse, partida a contar para a Liga Europa.

Na Série A, tem seis jogos disputados, todos na condição de suplente utilizado, perfazendo um total de 111 minutos. Na Liga Europa, fez três jogos a titular, mas não os terminou, jogando ao todo 173 minutos. O pecúlio de tempo jogado desta época é, portanto, 284 minutos. Para além disso, tem registados um golo e uma assistência.

Manifestamente pouco para alguém que está longe do melhor Nani que se viu quer no Sporting, no Manchester United, no Fenerbahçe ou no Valencia.

Fernando Santos tem estado atento à forma de Nani. Este pode ser o seu último Mundial Fonte: UEFA
Fernando Santos tem estado atento à forma de Nani. Este pode ser o seu último Mundial
Fonte: UEFA

Olhando à idade, este pode ser o seu último mundial, ele que só tem o de 2014 no currículo, pois falhou o de 2010. Motivo? Lesão. Concorrência não falta pelas faixas do ataque no caminho até ao Mundial da Rússia. Ricardo Quaresma, Bernardo Silva, Gelson Martins, Gonçalo Guedes e Bruma! Assim logo de repente nomes que vêm à mente.

A Lazio está em três frentes. Luta pela ‘Champions’ na liga italiana, ‘meias’ da Taça e 16 avos de final da Liga Europa. Há muitos jogos a disputar. Que Nani não conheça o estaleiro nesta meia época. Pode ser a última oportunidade num grande placo internacional.

Foto de Capa: Vavel.com

artigo revisto por: Ana Ferreira

O pragmatismo do hóquei leonino

Cabeçalho modalidades

O Sporting terminou este sábado a senda vitoriosa que registava no Campeonato Nacional de Hóquei em Patins. Cedeu um empate frente aos rivais do Sport Lisboa e Benfica no Pavilhão João Rocha, num jogo de nervos, com ambas as equipas a jogarem um hóquei do mais alto nível.

Mas esse empate e consequente término da invencibilidade leonina no campeonato não pode ofuscar o registo de maturidade que esta equipa dos leões apresenta esta temporada. É uma equipa com processos de jogo consolidados, onde a circulação de bola transparece o espírito de equipa que se vivencia no plantel verde e branco. O Sporting é uma equipa que não inventa, tem jogado um hóquei pragmático, objetivo e, sobretudo, de elevado espírito coletivo. Este pragmatismo é, talvez, a marca principal do treinador leonino, Paulo Freitas, que incute na equipa princípios de jogo assentes na circulação de bola mas tendo sempre como objetivo o golo e a vitória final. E é isso que todos querem: jogadores, treinadores e adeptos.

O ambiente esteve frenético no Pavilhão João Rocha Fonte: Bola Na Rede
O ambiente esteve frenético no Pavilhão João Rocha
Fonte: Bola Na Rede

Os leões do hóquei são diferentes dos da época passada – o que é curioso, uma vez que são praticamente os mesmos. Mas estão mais ferozes este ano, comem logo as feras, não perdem muito tempo a mastigá-las, algo que era característico da época transata. Foi aliás esse mastigar que nos custou derrotas em alguns jogos fulcrais do campeonato.

Mas, retomando o início, o Sporting perdeu hoje o registo de invencibilidade que registava até ao encontro com os rivais do Sport Lisboa e Benfica. Mas talvez o mais importante seja o facto de continuar ainda na frente do pelotão do campeonato apesar desse “deslize”. E, mais importante ainda, são os princípios de jogo pragmáticos que os Leões apresentam e que vieram para ficar. Porque de teóricos estamos todos fartos. Queremos é o pragmatismo dos golos e das vitórias!

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

SL Benfica 2–3 Sporting CP: Leões deram a volta quando o jogo já parecia perdido

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Cabeçalho modalidadesNum jogo onde se disputava a liderança do campeonato nacional de voleibol, os adeptos não faltaram à chamada e compareceram em massa num Pavilhão da Luz próximo de registar lotação esgotada.

O Sporting entrava no jogo na liderança, com apenas um ponto de vantagem sobre o campeão em titulo.

Este foi um dos três derbys disputados pelos rivais lisboetas no espaço de apenas quatro dias e, à semelhança dos outros dois (empate 1-1 no futebol em jogo disputado no Estádio da Luz na passada quarta-feira e empate 3-3 no Pavilhão João Rocha no jogo de Hóquei em Patins disputado este Sábado), equilibrio foi a palavra dominante. O jogo apenas seria decidido na negra e com recurso a diferenças no último set.

Os primeiros dois sets foram bastante equilibrados, mas era o Benfica que se revelava mais forte nos momentos decisivos. Os encarnados venceram por 26-24 e 25-19. Destaque para a elevada capacidade do Benfica em chegar à rede e bloquear os ataques do Sporting, nomeadamente por parte de Zelão e Miroslav Gradinarov.

O bloco do Benfica esteve em evidência durante o período de domínio encarnado Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
O bloco do Benfica esteve em evidência durante o período de domínio encarnado
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

No terceiro set, manteve-se o equilibrio e o Benfica chegou a uma situação confortável ao ter um match-point a seu favor (vencia por 24-23). No entanto, ao contrário do que vinha acontecendo até esse momento, a equipa da casa acabou por vacilar no momento decisivo e  o Sporting acabou por vencer o set (24-26).

Motivados com esta recuperação, os leões entraram fortes no quarto set e acabaram por vencer o mesmo com relativa facilidade (17-25), levando o jogo para a negra.

Na negra, disputada até aos 15 pontos, imperou o equilibrio em todo o set. Ponto para uma equipa, ponto para a outra. O set esteve mesmo empatado 14-14, sendo necessário recorrer a vantagens (uma equipa necessitava de ter mais dois pontos que a outra). Acabou por ser o Sporting a conseguir superar este momento de pressão e vencer o set por 14-16.

A equipa de Hugo Silva venceu assim o terceiro derby disputado esta época (vitória do Sporting na Supertaça e do Benfica na Taça de Portugal) e mantém-se na liderança do campeonato, agora com dois pontos de vantagem sobre o Benfica.

Fonte: Facebook Oficial Sporting Clube de Portugal – Voleibol

SC Braga 2-1 Rio Ave FC: O melhor jogo que a Pedreira já viu esta época

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Cabeçalho Futebol Nacional

O programa para noite do dia de Reis era bem apetecível, confronto entre quarto e quinto do Campeonato e duas das equipas que melhor futebol praticam no país, ainda que de estilos bem diferentes, um Braga de um pragmatismo cínico e virado para a eficiência na busca da vitória e um Rio Ave, a encarnação lusa do tiki-taka, que se por vezes ainda falha no ramo do chegar aos três pontos, já mais dificilmente desilude no reino da qualidade de jogo.

Os primeiros minutos da partida deixaram logo bem patentes dois aspetos da equipa de Vila do Conde. Por um lado, se a sua capacidade de passe é impressionante, é-o ainda mais na calma e tranquilidade com que os jogadores a executam sob pressão, mesmo junto da sua área. Por outro lado, Ruben Ribeiro mostrou que está mesmo pronto para ir para um grande, até naquela não tão bonita capacidade de cair ao chão ao mínimo toque. Talvez culpa disso, lembrando a lenda do Pedro e do Lobo, o árbitro tenha deixado ficar no bolso o devido cartão amarelo a Bruno Viana quando este, a meio campo, recorreu a uma violenta e desnecessária entrada para o parar.

Se os 10 minutos iniciais denotaram um grande equilíbrio, até em oportunidades, uma para cada lado por Wilson Eduardo e Ruben Ribeiro, com o passar dos minutos os vilacondenses começaram a experienciar maiores dificuldades em sair do seu meio campo. Este momento de domínio arsenalista iria culminar com um momento de génio dos irmãos Horta, André a desencantar uma excelente abertura e Ricardo a corresponder da melhor forma, inaugurando o marcador.

Na resposta, o Rio Ave tentou um futebol mais direto, mas a nova estratégia na teve grandes frutos, bem pelo contrário, e acabaria por retomar ao seu estilo habitual. Entretanto, o árbitro continuou brando no capítulo da disciplina e, quando Danilo escapou pela segunda vez ao merecido cartão amarelo, o banco verde e branco não resistiu e exagerou nos protestos, levando à expulsão de um dos membros da equipa técnica de Miguel Cardoso.

Mas nem isso travou o Rio Ave que se foi aproximando da baliza de Matheus e esteve perto do golo por várias vezes. No contra-ataque, o Braga ainda esteve perto do segundo, mas Rui Vieira saiu da baliza, cabeceou para evitar o perigo e ainda chegou à área a tempo de defender a sobra. Já em tempo de compensação, o inevitável Ruben Ribeiro isolou Novais para repor a justiça no marcador e mandar tudo empatado para intervalo.

O começo da segunda parte foi mais calmo e ficou marcado pelas alterações que os técnicos fizeram para tentar chegar à vitória e por um lance em que foi pedida mão na área dos visitantes, mas em que o senhor do apito mandou seguir. Ora, com o segundo tempo a desenrolar-se com maior luta no centro do campo e menos perigo para ambas as balizas, Abel Ferreira decidiu arriscar e lançou Fábio Martins para o lugar de Goiano, impondo à equipa maior pendor ofensivo.

Fábio Martins entrou e resolveu o jogo Fonte: SC Braga
Fábio Martins entrou e resolveu o jogo
Fonte: SC Braga

A troca resultou no sentido em que os bracarenses se começaram a aproximar mais da baliza à guarda de Rui Vieira, mas também criou maior desequilíbrio na sua própria defesa e permitiu ao Rio Ave também desfrutar de mais oportunidades. Finalmente, aos 82 minutos, o jackpot para a estratégia de Abel Ferreira, com Fábio Martins a estoirar à entrada da área para recolocar os minhotos em vantagem.

A partir daí, os visitantes ainda tentaram importunar Matheus, mas sem sucesso, levado o Braga a melhor neste bom jogo em que vários jogadores de ambos os lados deram muito boa conta de si para produzir um bonito espetáculo. O Braga soube, como é seu hábito, ser pragmático e não hesitou em recorrer à falta para parar o ataque do Rio Ave, que continua a não conseguir consistentemente transformar o bom futebol em vitórias, e alcançar, ainda que provisoriamente, o Benfica no terceiro lugar.

 

 

Watford FC: Uma queda desamparada

Cabeçalho Liga Inglesa

Depois de uma primeira meia-época em que foi atirado às feras da Premier League para tentar a difícil tarefa de salvar o lanterna vermelha Hull City da despromoção, Marco Silva teve, esta época, a oportunidade de assumir o comando técnico de uma equipa da Premier logo desde o início da época, talhando um plantel à sua medida. Mercado não lhe faltava depois de quase conseguir salvar o Hull da despromoção e, apesar do interesse de Southampton e Crystal Palace, acabou por optar pelo Watford.

Tendo a quase total liberdade na construção do plantel, o técnico português não hesitou em reforçar o poder de fogo do seu ataque, tendo recrutado Andre Gray ao Burnley por mais de 20 milhões de euros e Richarlison ao Fluminense por mais de 12. Também o setor intermédio recebeu reforços de peso, como os jovens talentosos Will Hughes (nove milhões, ex- Derby County) e Nathaniel Chalobah (seis milhões, vindo do Chelsea) ou ainda o mais experiente e de créditos firmados Tom Cleverley (9,3 milhões, vindo do Everton). A defesa foi o setor menos reforçado, destacando-se apenas as Kiko Femenia e Marvin Zeegelaar.

Depois de uma pré-temporada onde conseguiu incutir nos seus jogadores os seus princípios de jogo, o início de época do Watford de Marco Silva foi espetacular, o melhor da história do clube. Melhor seria quase impossível, uma vez que à oitava jornada era quarto classificado com 15 pontos, encontrando-se à frente de Chelsea, Arsenal e Liverpool. Ainda por cima já tinha defrontado três dos seis candidatos ao título! A partir daqui, augurava-se muito dos Hornets, que não corresponderam minimamente às expectativas criadas em seu redor, isto porque nos catorze jogos realizados desde essa oitava jornada, apenas conseguiu três vitórias e um empate, averbando onze derrotas (algumas delas com adversários diretos, como Stoke, Brigthon, Huddersfield e Swansea).

Uma das possíveis explicações é a pressão mediática depositada no clube, depois de um arranque tão positivo, tendo a equipa sucumbido a nível psicológico. Mas a explicação mais plausível é o aproveitamento das fragilidades defensivas do Watford, por parte dos adversários dos Hornets. É que os Hornets têm a segunda pior defesa do campeonato! Olhemos para a defensiva da equipa: Gomes é titularíssimo na baliza, mas não dá a segurança necessária, sendo capaz do melhor e do pior; na lateral esquerda, Zeegelaar continua a apresentar as lacunas que apresentou por cá e Holebas, depois de um início fulgurante, perdeu gás e… o lugar no onze; no lado direito, Kiko vinha sendo regular, mas uma lesão atirou-o para fora da equipa, sendo que Jaanmat também pouco tem acrescentado; mas é na questão dos centrais que está a maior lacuna pois nem Kabasele, nem Wague nem mesmo Prodl apresentam nível de Premier League e Britos, que vinha sendo o mais regular, tem estado lesionado. Conclusão: 40  golos sofridos em 22 jogos, registo apenas “superado” pelo Stoke.

Richarlison tem sido o elemento em destaque nesta equipa Fonte: Watford FC
Richarlison tem sido o elemento em destaque nesta equipa
Fonte: Watford FC

No entanto, o meio campo dos Hornets é bastante forte, com o possante Doucouré a realizar uma excelente época, o experiente Cleverley a ser um box-to-box fiável e com o talentoso Hughes a confirmar a aposta, embora tenha sofrido uma lesão comprometedora, tal como Chalobah que vinha rubricando exibições interessantes. Na frente de ataque, um nome sobressai dos demais: Richarlison. O jovem brasileiro nem precisou de se adaptar ao estilo de jogo europeu. Foi chegar, ver e brilhar. De tal forma que já leva cinco golos e outras tantas assistências, chamando a atenção dos tubarões europeus. O problema é que a restante frente de ataque não está na mesma forma: Carrillo e Okaka têm apenas um golo, Deeney dois e Gray três. Mesmo assim, o Watford é o segundo melhor ataque sem contar com os big-6, pelo que são mesmo os seus erros defensivos que funcionam como “tiros nos pés”.

Se olharmos exclusivamente para a posição na tabela classificativa, pode parecer que o Watford está num confortável décimo lugar. No entanto, está apenas com cinco pontos de vantagem para os lugares de descida…

Nem Marco Silva era o melhor treinador da Premier League quando estava em quarto lugar, nem é o pior agora. Tem de aproveitar esta janela de transferências para reforçar a sua defesa, nomeadamente o eixo central da defesa e a baliza. Ganhando a estabilidade defensiva, a equipa revitalizar-se-á e conseguirá fazer um campeonato mais tranquilo e, quiçá, surpreender outro dos tubarões.

Foto de capa: Watford FC

Artigo revisto por: Beatriz Silva

Sporting CP 3-3 SL Benfica: Encarnados mais felizes

Cabeçalho modalidadesSporting CP e SL Benfica discutiam a liderança do Campeonato Nacional de Hóquei em Patins no Pavilhão João Rocha. Os leões chegaram ao jogo com dez vitórias em igual número de jogos, já o Benfica tinha menos dois pontos, fruto do seu empate no pavilhão da UD Oliveirense.

O Sporting fez uma primeira parte de luxo, tendo uma intensidade muito superior aos encarnados, que, no entanto, foram a primeira equipa a marcar, aos 12 minutos de jogo, por intermédio de Jordi Adroher.

Se antes do golo os leões já estavam por cima, depois de se verem em desvantagem praticamente só os verde e brancos tiveram bola, chegando ao empate com alguma naturalidade, por intermédio de Ferrant Font, aos 18 minutos de jogo. O Sporting não descansou, mesmo estando empatado, e, dois minutos depois, Toni Pérez fez o 2-1, após grande trabalho de Caio.

Até ao final do primeiro tempo, continuou a só dar Sporting, pelo que o 2-1 ao intervalo só pecava por escasso, com Pedro Henriques a fazer várias excelentes defesas, que mantiveram as águias no jogo.

Ferrant Font marcou, mas pode ser 'culpado' pelo empate de hoje Fonte: Sporting CP
Ferrant Font marcou, mas pode ser ‘culpado’ pelo empate de hoje
Fonte: Sporting CP

A segunda metade começou com um Benfica a querer assumir o jogo, pressionando a campo inteiro, mas o Sporting nunca foi na cantiga dos encarnados, criando um jogo mais aberto, com oportunidades para as duas equipas e com boas exibições dos dois guardiões.

Foi o Sporting quem marcou primeiro nos segundos 25 minutos. Matias Platero fez o 3-1 a 13 minutos do fim, dando um maior conforto ao Sporting. O golo significou também o pedido de tempo técnico, que mudou a forma de jogar dos encarnados.

Aos 15 minutos de jogo, Ferrant Font podia ter deixado os leões ainda mais confortáveis num livre de 10 metros, mas o espanhol permitiu que Pedro Henriques defendesse. Como quem não marca sofre, Nicolia reduziu para 3-2 no contra-ataque proveniente da jogada, voltando a criar instabilidade no marcador.

A quatro minutos do fim, Carlos Nicolia voltou a marcar e deixou tudo empatado paro os últimos minutos. O jogo, até ao final, continuou muito animado, com o Sporting a ter pelo menos mais três oportunidades para marcar, mas Pedro Henriques esteve, mais uma vez, a alto nível. 

Resultado que pode parecer algo injusto para os leões e que satisfaz muito mais os encarnados, uma vez que estão apenas a dois pontos da liderança, mas que já defrontaram os seus três grandes rivais, enquanto o Sporting apenas agora teve o seu primeiro teste de fogo.

Brisbane International: Elina Svitolina Coloca as Adversárias em Sentido

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Cabeçalho modalidades

Está terminado o primeiro torneio da temporada no circuito WTA. Em Brisbane, e em jeito de preparação para o muito aguardado Australian Open, primeiro torneio do Grand Slam de 2018, o piso rápido australiano foi já pisado pela primeira vez por alguns dos maiores nomes do circuito feminino, casos de Garbiñe Muguruza, Karolina Pliskova, Elina Svitolina, Caroline Garcia ou Johanna Konta.

Nem se pode dizer que o Brisbane International tenha sido, tal como tantas vezes acontece em início de temporada e pouco tempo antes de um torneio do Grand Slam, uma competição atípica. As principais favoritas, tendencialmente, cumpriram com o seu estatuto de cabeças de série e foram avançando no torneio. A principal exceção foi Garbiñe Muguruza que, por lesão, foi forçada a abandonar o encontro da segunda ronda, frente a Aleksandra Krunic, quando o marcador era de 5-7, 7-6(3) e 1-2 favorável à sérvia.

Caroline Garcia, quarta cabeça de série, também caiu logo na primeira ronda frente a Alizé Cornet, igualmente devido a lesão, quando o encontro se encontrava empatado (3-6 e 6-3). A principal desilusão acabou por ser Kristina Mladenovic, que parece não ter conseguido afastar os fantasmas da segunda metade da temporada 2017 e que, sem apelo nem agravo, foi afastada do torneio logo na primeira ronda do mesmo pela qualifier Aliaksandra Sasnovich (1-6, 6-3 e 7-5).

Poderá Svitolina conquistar um Grand Slam em 2018? Fonte: Facebook do Brisbane International - Australian Open Series
Poderá Svitolina conquistar um Grand Slam em 2018?
Fonte: Facebook do Brisbane International – Australian Open Series

Sasnovich, tenista bielorrussa de 23 anos de idade e atual número 88 do ranking WTA, viria mesmo a ser a grande surpresa do torneio ao, vinda do qualifying, ter conseguido atingir a final. Lá encontrou Elina Svitolina, tenista ucraniana que nem teve vida facilitada já que, para chegar à final, teve que superar adversárias como Carla Suárez-Navarro, Johanna Konta ou Karolina Pliskova. O encontro decisivo, esse acabou por ter pouca história: Svitolina dominou totalmente quase todos os pontos e, em apenas 67 minutos, esmagou Sasnovich por 6-2 e 6-1.

Depois de ter realizado uma excelente temporada em 2017 Elina Svitolina, atual número seis do ranking WTA, parece agora transportar esse bom momento para 2018. Com apenas 23 anos de idade este é já o 10º título conquistado pela tenista ucraniana que, depois de na temporada transata ter conquistado cinco troféus em cinco finais disputadas, venceu no Brisbane International a sua sexta final consecutiva. Já por aqui se havia dito que Svitolina seria um nome a ter em atenção nos principais torneios; depois desta entrada de rompante em 2018, seguramente, as suas adversárias estarão já em sentido!

Foto de Capa: Facebook do Brisbane International – Australian Open Series

Estrelas da Formação: Diogo Costa

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fc porto cabeçalhoA formação do FC Porto é, na minha opinião, a que possui mais talento em Portugal. Uma prova disso tem sido os resultados obtidos pela equipa B dos Dragões: Um título da Segunda Liga (2015/16), uma conquista internacional na época passada no prestigiado torneio Premier League International Cup com uma goleada na final por 5-0 diante os ingleses do Sunderland AFC. Esta época a equipa B do FC Porto comanda a Segunda Liga.

Diogo Costa é um dos maiores talentos da formação portista, com 18 anos (idade de Sub 19) é já titular da equipa B azul e branca. É o guarda-redes com maior potencial da sua geração, titular dos Sub-20 de Portugal e chamado com frequência aos trabalhos dos Sub 21 é uma prova do seu potencial.

É um guarda-redes muito sereno, tranquilo e muito frio na sua tomada de decisões, entre os postes é fortíssimo com uma agilidade e reflexos acima da média. Consistente nas suas saídas da baliza quer no futebol aéreo quer na velocidade com que encara os adversários. O seu jogo com os pés é razoável mas é o ponto onde tem de trabalhar mais e onde ainda pode melhorar muito.

Diogo Costa é o guarda-redes mais talentoso da sua geração Fonte: FC Porto
Diogo Costa é o guarda-redes mais talentoso da sua geração
Fonte: FC Porto

Diogo Costa conta já com 41 internacionalizações pelas seleções jovens de Portugal, onde já somou 3531 minutos de utilização. Foi campeão europeu de Sub-17, foi titular no Mundial de Sub-20 (com 17 anos) realizando exibições de grande nível.

Na presente época leva já 23 jogos realizados e tem sido um dos pilares da magnífica época da equipa B portista que comanda a Segunda Liga. A baliza dos azuis e brancos tem o futuro garantido com este jovem de imenso potencial e onde vejo muitas semelhanças com o “monstro” das balizas que foi Vítor Baía.

A comparação com Baía é sempre ingrata porque estamos a falar na minha opinião do melhor guarda-redes de sempre do nosso futebol, mas acredito, que o Diogo Costa pode atingir esse nível.

 

Foto de Capa: mundodosguardaredes.pt

artigo revisto por: Ana Ferreira