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Adequar o recinto ao espetáculo

Cabeçalho Futebol Nacional

Não se procura arrumar as claques para um canto, mas sim dar-lhes as condições ideais para que produzam o seu próprio espetáculo, garantindo a segurança do resto da assistência.

As claques, por muito criticadas que sejam, fazem parte, hoje em dia, do espetáculo que é o futebol. Já não se vê um jogo de futebol nas primeiras divisões sem aqueles cânticos em uníssono que tentam empurrar a equipa para os três pontos, fim de semana após fim de semana.

As safe standing, bancadas destinadas para se assistir ao evento em pé, eram muito populares nos campos do Reino Unido, mas uma série de episódios fatais levou à proibição deste tipo de bancadas. Para que fossem novamente permitidas, várias claques e grupos associados de claques tentaram reverter esta decisão junto da FIFA e UEFA alegando que os novos modelos de cadeiras e as novas estruturas destas bancadas garantiam a segurança dos seus utilizadores. Embora exijam bancadas uniformizadas e todas repletas de lugares sentados para as competições europeias, estas entidades reguladoras e tutoras do futebol não obrigam ao mesmo procedimento nas provas caseiras.

O Orlando City SC, da MLS, fez obras num setor do seu estádio de forma a adotar as zonas em pé Fonte: MLS
O Orlando City SC, da MLS, fez obras num setor do seu estádio de forma a adotar as zonas em pé
Fonte: MLS

Muitos clubes têm adotado este tipo de bancadas para certos setores dos seus redutos de forma a permitir uma melhor organização e acomodação das suas claques, que passam todo o tempo do jogo em pé a entoar cânticos e a movimentar as suas bandeiras. O Orlando City SC, da MLS, permite, até, o uso de pirotecnia nestas zonas e os seus jogos em casa são característicos pelos “fumos roxos” provenientes de um dos topos do estádio. Uma das vantagens desta medida evidencia-se quando, de um momento para o outro, todas as bandeiras são recolhidas e dão lugar aos famosos tifos que voltarão, mais tarde, a ser substituídos pelas bandeiras. Exemplo disso é a “Yellow Wall”, o extraordinário cenário montado a cada jogo do BV Borussia Dortmund e cujos vídeos e imagens correm o mundo a cada partida realizada.

As opções para alternar o tipo de bancada entre jogos europeus e nacionais são várias e não passará por aí o problema de implantação desta medida. Por um lado, existem as cadeiras fixas através de parafusos e que podem ser removidas conforme a intenção, mas isso levanta um outro problema; em situações de extrema violência, a facilidade de as retirar e usar como objeto de arremesso é elevada e isso é algo que não se quer.

O Ano Verde e Branco

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Findado o ano de 2017, é altura de fazer um balanço de todas as conquistas do mesmo. Para a construção deste palmarés foram adoptados os seguintes critérios: provas oficiais, de escalões seniores/absolutos e finais, isto é, não foram contabilizadas conquistas de etapas ou “provas intermédias”.

Andebol | Campeonato Nacional; EHF Challenge Cup

Atletismo feminino | Campeonato Nacional de Pista; Campeonato Nacional de Corta-Mato; Campeonato Nacional de Pista Coberta; Campeonato Nacional de Corta-Mato Curto; Campeonato Nacional de Estrada; Taça de Portugal de Saltos; Campeonato Regional de Pista ; Campeonato Regional de Inverno

Atletismo: Leoas acrescentam Corta-Mato à hegemonia nacional e Leões reconquistam Nacional de Pista Coberta Fonte: Sporting Fans - Modalidades
Atletismo: Leoas acrescentam Corta-Mato à hegemonia nacional e Leões reconquistam Nacional de Pista Coberta
Fonte: Sporting Fans – Modalidades

Atletismo masculino | Campeonato Nacional de Corta-Mato; Campeonato Nacional de Pista Coberta; Taça de Portugal de Saltos; Campeonato Regional de Inverno

Bilhar masculino | Campeonato Nacional de Pool Português; Supertaça de Carambola; Campeonato Distrital de Pool Português; Campeonato Distrital de Pool

Ciclismo masculino | Troféu Liberty Seguros

Futebol feminino | Campeonato Nacional; Taça de Portugal; Supertaça

Futsal masculino | Campeonato Nacional; Taça da Liga; Supertaça; Taça de Honra da AFL

Ginástica feminina | Taça de Portugal de Trampolins

Ginástica masculina | Campeonato Nacional de Trampolins; Campeonato Nacional de Duplo-Mini Trampolim

Goalball | Campeonato Nacional; Taça de Portugal; Supertaça

Golfe | Campeonato Nacional Interclubes sem Campo em Net

Judo masculino | Campeonato Nacional

Verde foi a cor do ano de 2017 no Futsal

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Cabeçalho modalidadesO ano de 2017 não foi tão intenso como o ano que o antecedeu, pelo menos em termos de competições de seleções, pelo menos fases finais, mas já lá iremos. Em termos nacionais, tivemos um domínio quase absoluto do Sporting CP, o campeão do principal escalão após bater na final do play-off o SC Braga por três jogos a um, juntando a essa conquista a Taça da Liga, ganha numa final de sentido único, selada com uma vitória sobre a Desportiva do Fundão por quatro bolas a zero.

O único troféu que escapou aos verde e brancos foi a Taça de Portugal, conquistada pelo eterno rival SL Benfica após eliminar os leões na meia-final após marcação de grandes penalidades, vencendo na final contra o CCRD Burinhosa. O conjunto encarnado venceu a equipa de Pataias no jogo decisivo por cinco a um e conseguiu assim apurar-se para a Supertaça, onde ia jogar contra o Sporting. Para abrir a nova época 17/18 tivemos mais uma edição do grande derby com a vitória a cair para o lado sportinguista, com um triunfo de três bolas a duas.

O domínio interno dos jogadores orientados por Nuno Dias teve continuidade nas competições europeias, mas ainda não foi desta que o conjunto leonino conseguiu o tão desejado cetro Europeu. Pela segunda ocasião, o Sporting CP chegou à final da UEFA Futsal Cup mas voltou a ter o mesmo destino de 2010/11 (derrota com os italianos do Montesilvano), perdendo neste ano com os espanhóis do Inter Movistar FS por claros 7-0, num jogo onde a equipa do português Ricardinho provou porque razão é um dos coletivos mais temidos do mundo.

Em 2018, os leões vão tentar um inédito título europeu Fonte: Sporting CP
Em 2018, os leões vão tentar um inédito título europeu
Fonte: Sporting CP

Nesta época, tivemos um estreante absoluto na UFC, os guerreiros do minho, apontando uma estreia bastante positiva, entretanto terminada na Ronda de Elite, conseguindo mesmo assim um honroso terceiro lugar num grupo com o campeão europeu em título Inter Movistar, Kairat Almaty e o campeão romeno Deva. O Sporting, por seu turno, voltou a garantir vaga entre as quatro melhores equipas do Velho Continente para ver se em 2018 consegue quebrar a “maldição”.

Na primeira divisão a vida não podia estar a correr melhor aos comandados do Nuno Dias, com um pleno de vitórias nos 16 encontros até então discutidos, sendo que a competição ainda não arrancou nas Taças. Em termos de seleções foi um ano relativamente calmo mas mesmo assim ainda houve a qualificação para o campeonato europeu de 2018 na Eslovénia, para onde Portugal cumpriu o seu objetivo de se qualificar e daqui a relativamente pouco tempo vai lutar com as demais seleções pelo título continental.

Foto de Capa: Sporting CP

FC Paços Ferreira 2-3 FC Porto: Dragões asseguram última vaga na “Final Four” em Jogo Difícil

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O Estádio Capital do Móvel recebeu neste sábado as duas equipas do Norte com aspirações de alcançar a última vaga da meia-final da “final four” onde o Sporting CP já esperava o seu adversário. O FC Porto nunca conquistou a Taça da Liga mas Sérgio Conceição já demonstrou a vontade de vencer o troféu e o seu onze escolhido para esta partida refletia essa mesma determinação em passar à próxima fase da competição. Por sua vez, a equipa de Petit apresentava-se numa má fase da época já que não venceu os últimos cinco jogos. O jogo viria a ser um bom espetáculo de futebol com uma primeira parte frenética e com cinco golos no encontro.

A partida iniciou-se e os primeiros dez minutos do encontro foram confusos. As duas equipas mostraram dificuldades em colocar a bola no chão e em criar jogadas de perigo. A equipa do FC Paços Ferreira conseguiu nesta fase inicial jogar de igual para igual frente aos dragões e por duas vezes testaram a atenção da defensiva portista com dois cruzamentos rasteiros, primeiro por Hendrio e depois por Luiz Phellype.

Yacine Brahimi mostrou desde cedo estar num dia “sim” e foi dos pés do argelino que surgiu o primeiro lance de real perigo para o FC Porto. Aos 17 minutos, apesar de Brahimi estar a ser carregado, este consegue isolar Soares que permite a defesa de Defendi. Na cobrança do canto, Alex Telles cruza teleguiado para a cabeça de Reyes e o mexicano inaugura o marcador mostrando uma vez mais a sua excelente capacidade no jogo aéreo. Dois jogos consecutivos em que Reyes marca golos semelhantes.

Três minutos depois, o grande início de jogo de Brahimi é coroado com um golaço. O argelino, com uma excelente jogada individual, conduz a bola desde o meio-campo e na cara do golo finaliza com força.

Brahimi esteve inspirado e marcou um golaço para o 2-0 no encontro Fonte: Fora-de-jogo
Brahimi esteve inspirado e marcou um golaço para o 2-0 no encontro
Fonte: Fora-de-jogo

Aos 25 minutos quase que surge o terceiro golo dos dragões com André André a fugir pela esquerda e a cruzar rasteiro para Ricardo que remata com a bola a desviar ainda em Miguel Vieira. O FC Paços Ferreira ressentiu-se do segundo golo e tornou-se fácil para o FC Porto entrar na área adversária. No entanto, contra a corrente do jogo a equipa da capital do móvel viria a reduzir aos 30 minutos por Luiz Phellype, com o avançado brasileiro a trabalhar bem sobre um Diego Reyes muito passivo. Três golos em trinta minutos! Jogo aberto com este golo do avançado brasileiro a reabrir a partida.

Brahimi, com a “corda toda” nesta primeira parte a desequilibrar a defensiva pacense e, uma vez mais, a criar perigo, desta vez a desmarcar Marega e o maliano apesar de chegar a contornar Defendi perde o ângulo e ainda arrisca o remate que acaba por sair à figura do guardião dos castores. Em cima do intervalo, choque no Estádio Cidade do Móvel! Depois de estar a vencer por dois golos, a equipa portista a permitir com facilidade a recuperação do FC Paços de Ferreira, com o avançado Luiz Phellype a bisar e a levar para os balneários o jogo empatado e com indecisão no resultado. Dois golos em dois remates para a equipa de Petit.

Na entrada do segundo tempo era visível que Sérgio Conceição estava bastante insatisfeito com o desfecho da primeira parte e essa insatisfação manifestou-se com duas mexidas logo ao intervalo, com as entradas de Aboubakar e Corona. Mensagem clara do técnico azul e branco de que não iria tolerar facilitismos. E bastaram cinco minutos para Aboubakar desfazer o empate. O homem-golo dos dragões, na primeira vez que toca na bola, a marcar de cabeça após um bom cruzamento de Ricardo.

Apesar do golo a equipa pacense mostrou-se obstinada e com vontade de discutir o jogo até ao fim e foi isso mesmo que aconteceu. Aboubakar veio realmente agitar o encontro e em cima do minuto 70, depois de uma boa jogada individual, quase bisou na partida mas Defendi protagonizou uma excelente defesa. A segunda parte apresentou-nos um jogo bastante diferente do primeiro tempo com menos intensidade e menos lances de perigo. O FC Porto controlou bem o encontro durante a segunda parte e com a qualificação bem encaminhada já que no outro encontro do grupo o Rio Ave FC vencia o Leixões SC por 3-1.

Até ao final do encontro, o FC Paços Ferreira ainda esteve perto do empate, com Andrezinho a rematar ligeiramente por cima da baliza de Casillas. O jogo ainda viria aquecer até ao apito afinal, desta vez com Herrera a ver um polémico vermelho direto num lance desnecessário em que o mexicano dá uma cotovelada a Andrezinho. O FC Porto chegava naturalmente à vitória e assegurava assim a última vaga para a meia-final da “final four” onde espera à equipa portista o “clássico” frente ao Sporting CP.

Moreirense FC 3-3 Vitória SC: Muitos golos num jogo que pouco valeu aos intervenientes

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O Moreirense FC e o Vitória SC entraram hoje em campo, em Moreira de Cónegos, para a última jornada da fase de grupos da Taça de Liga. A partida terminou empatada a três, num jogo em que os golos de nada serviram às duas equipas, uma vez que em Santa Maria da Feira a UD Oliveirense empatou com o CD Feirense e garantiu a qualificação para as meias finais da prova, onde vai encontrar o já apurado Vitória FC.

Num jogo em que as duas equipas precisavam de vencer mas nenhuma estava dependente de si própria, era o Moreirense FC que se encontrava em melhor posição para seguir para a Final Four da Taça da Liga. Ainda assim, foram mesmo os vimaranenses os primeiros a chegar ao golo, ainda antes dos dez minutos de jogo. Numa incursão ofensiva, o Vitória SC beneficiou de uma falha na defesa da equipa da casa, com o guarda redes Felipe a falhar o alívio e a atirar contra Hurtado, que não desperdiçou e a abriu o marcador no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas.

A vantagem no marcador fez os visitantes crescerem na partida mas, aos 19 minutos, os cónegos podiam ter feito o empate, por intermédio de Rúben Lima. Na conversão de um livre, o jogador obrigou Miguel a uma boa defesa e, na sequência do lance, rematou novamente para a intervenção do jovem guarda redes da formação às ordens de Pedro Martins. Ainda assim, o Vitória SC chegou mesmo ao segundo golo à passagem dos 23 minutos, e novamente por Hurtado. Os jogadores do Moreirense FC ficaram a reclamar uma falta no seu meio campo, Hélder aproveitou e apareceu solto na frente, onde serviu o colega para bisar na partida.

Numa fase em que a superioridade dos vimaranenses parecia clara, Alfa Semedo fez o golo e reduziu a desvantagem verde e branca, na sequência de um cruzamento de Schons.E, já em cima do intervalo, a igualdade acabou por chegar, desta vez por Aouacheria que, de cabeça, deu seguimento ao cruzamento de Arsénio e fez o 2×2.

As duas equipas demonstraram vontade de marcar e chegar à vitória durante todo o jogo Fonte: Bola na Rede
As duas equipas demonstraram vontade de marcar e chegar à vitória durante todo o jogo
Fonte: Bola na Rede

O resultado em Moreira de Cónegos pouco importava ao intervalo, uma vez que a UD Oliveirense se encontrava a vencer o seu jogo, em Santa Maria da Feira, frente ao CD Feirense, mas a segunda parte voltou a trazer consigo ambição de ambos os lados para chegar ao golo. Aos 53 minutos, oportunidade de perigo para o Moreirense FC, com Aouacheria a aparecer na frente, mas Vigário e Kiko seguiram no seu encalço e conseguiram travá-lo, ainda que em falta, de acordo com o árbitro da partida, Hugo Miguel.

O lance acabou mesmo por resultar na expulsão de Vigário e o Vitória SC viu-se reduzido a dez unidades. Muito activo na frente e sem tirar os olhos da baliza, Hurtado converteu com perigo um livre no lado direito do ataque, aos 58 minutos, obrigando Felipe uma boa defesa. E, mesmo em inferioridade, os vimaranenses conseguiram colocar-se novamente na frente do marcador, com Rincon a fazer, aos 64 minutos, o terceiro golo da equipa e o quinto na partida. A iguadade foi resposta, ainda assim, cerca de três minutos depois, através do capitão, Arsénio, que apenas teve que encostar para o fundo das redes da baliza de Miguel.

Dos dois lados, o foco na baliza adversária permaneceu até ao apito final mas a chuva de golos não foi suficiente para nenhum dos intervenientes na partida. Do grupo C é mesmo a UD Oliveirense que segue para a Final Four da Taça da Liga, deixando para trás três adversários de primeira liga no grupo.

Caldas SC 1-1 (4-2, g.p.) Académica OAF: O sonho permanece vivo

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Eram 11h da manhã e o recinto já estava pintado de preto e branco. De um lado adeptos da equipa caldense, do outro adeptos da Académica. A festa da taça era um sinónimo que descrevia muito bem aquela moldura humana. Ontem já estavam vendidos os 1500 ingressos que o Caldas havia cedido à equipa de Coimbra. Do lado dos visitados e após uma vitória histórica contra o Arouca os adeptos acreditavam que podiam seguir em frente e demonstraram-no com a presença no estádio. Há muitos anos que o Campo da Mata, nas Caldas da Rainha, não via uma enchente assim.

Os dados estavam lançados. A partida começa e o equilíbrio pauta aquilo que iriam ser os primeiros 15 minutos de jogo. O Caldas atacava de forma mais pragmática, enquanto a Académica tentava impor o seu jogo. Corria o minuto 16´ quando João Rodrigues, conhecido também por Tarzan, antecipa-se a um defesa da Académica e com um remate rasteiro coloca a equipa da casa em vantagem no marcador. O guarda-redes forasteiro ainda defendeu, mas não conseguiu evitar que a bola entrasse na baliza. 1-0 ganhava o Caldas.

Um jogo onde as faltas foram recorrentes, de parte a parte, e em que o primeiro lance de perigo da Académica só chegou ao minuto 34. Grande remate de Luisinho que Luís Paulo conseguiu desviar para canto.

A Académica subia no jogo e consequentemente a equipa caldense recuava, situação que se agravou com a expulsão dos extremos do Caldas. Luís Farinha viu dois cartões amarelos no espaço de três minutos. O jogo ia para o intervalo com o Caldas na frente e já com um jogador a menos. O treinador da Académica Ricardo Soares também já tinha sido expulso por protestos, já perto do final da primeira parte.

Desde o intervalo que a equipa caldense jogava reduzida a dez jogadores
Desde o intervalo que a equipa caldense jogava reduzida a dez jogadores

A segunda parte trouxe um jogador da equipa de Coimbra ao jogo, Harramiz substituía Guima e a Académica ficava assim com dois jogadores muito perto de zona de finalização.

Neste momento a partida já só tinha um sentido – a equipa que luta pela subida ao principal escalão português atacava, enquanto o Caldas, clube que atua na série D do Campeonato Nacional Prio, tentava defender o resultado como podia. Baixou as linhas e deixava Pedro Emanuel sozinho na frente numa tarefa algo ingrata.

Tanto tentou a Académica, ora rematando de fora de área ora através de cruzamentos, que acabou mesmo por marcar. Mike Moura de cabeça empatava a partida numa altura em que a equipa da casa jogava apenas com nove jogadores. O lateral direito do Caldas, Juvenal, estava fora de campo a ser assistido.

Até ao final dos 90 minutos nada mudou. Foram muitos os lances de perigo que a briosa criou, mas que foram sendo evitado, tanto pela falta de sorte da equipa de Coimbra como pela grande exibição do guardião caldense.

No prolongamento o rumo do jogo permaneceu igual. A equipa das Caldas ia aguentando como conseguia e a Académica tentava evitar as grandes penalidades – o que não aconteceu.

No desempate por grandes penalidades a equipa das Caldas levou a melhor. André Simões, que foi o principal jogador na fase de construção do Caldas, marcava o penalti decisivo e, uma vez mais, a equipa caldense levava a melhor sobre equipas da segunda divisão. Na próxima eliminatória da Taça de Portugal o Caldas vai receber em sua casa a equipa do Farense e para os adeptos do clube da cidade das Caldas da Rainha o sonho do Jamor permanece vivo.

A segunda fornada de emprestados

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A lista de atuais empréstimos do Benfica é de tal maneira grande que mereceu uma segunda parte (ver PARTE 1), uma outra parte para analisar a atual situação dos jogadores que acabaram por partir temporariamente.

Pedro Nuno, o estudante de Tondela. Chegou ao Benfica há dois anos e leva já quase outros dois emprestado ao Tondela. Este ano, com 12 partidas realizadas, leva quase as 14 da época passada e tem sido utilizado em muitos jogos consecutivos. Contudo, raros sãos os jogos onde permanece os 90 minutos acabando por ser substituído ou entrar ao longo da segunda parte. É um jovem jogador com qualidade de distribuidor de jogo mas que ainda só tem pernas para palcos mais pequenos, para palcos onde a exigência não é a da Luz.

Patrick Vieira, da madeira para a península. Chegou este ano do Marítimo e foi rapidamente emprestado para o Setúbal mas até ao momento conta com apenas 13 minutos nas pernas. É um jogador que chegou ao Benfica pelas mãos de Luís Filipe Vieira e não por Rui Vitória. O tempo ditará o seu futuro mas não deve passar por representar o Benfica.

Cesar, também da Madeira para a península. Desta vez, o jogador em questão tem-se arrastado de empréstimo em empréstimo e não parece ter qualidade suficiente para impor-se no plantel do Benfica. Chegou a hora de dizer “adeus” em definitivo ao central brasileiro.

Hamdou Mohamed Elhouni, o desconhecido. Chegou ao Benfica na mesma altura que Pedro Nuno mas fez o seu anterior percurso no Santa Clara. Desde que chegou ao Benfica esteve sempre emprestado ao Chaves. Não sou muito conhecedor das suas características mas o números não o destacam dos restantes concorrentes aos corredores ofensivos.

Pêpê, outro menino do Seixal. Fez o seu percurso de formação no Benfica mas este ano acabou por sair por empréstimo para o Estoril – Praia. Habituado a jogar a médio defensivo, mostrou já qualidade para jogar do lado direito e a sua tenra idade, 20 anos, fazem dele um jogador a ter em atenção na restante época. No futuro, quem sabe, não será opção da equipa A do Benfica.

Matos Milos, eu gosto tanto de ti! Sou admirador do croata e dos seus movimentos na ala direita. Trata-se de uma boa opção para defesa direito mas também pode jogar no centro da defesa. Este ano, no Lechia, tem 11 encontros realizados. O final da época será determinante para o jogador e caso o Benfica não o queira por agora, um empréstimo para um clube da primeira liga portuguesa deve ser bem equacionado.

Mato Milos foi contratado, mas nunca jogou no SL Benfica Fonte: SL Benfica
Mato Milos foi contratado, mas nunca jogou no SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Diego Lopes, o amigo do Oblak. Diego Lopes foi já um dos mais promissores jogadores do futebol português muito pelo que mostrou na posição 10 no Rio Ave. Destacou-se sempre pela sua visão de jogo e pelos momentos de decisão no último terço do terreno. Nunca se fixou no plantel principal da Luz e merece muito mais do que jogar na Turquia.

Taarabat, sem palavras. É sair. Rapidamente. Tudo para dar espaço ao plantel e não gastarmos os valores que andamos a gastar desde a sua chegada.

Murillo, de Tondela para a Turquia. Não sou conhecedor do seu futebol mas do pouco que vi não tem qualidade para jogar no Benfica.

Óscar Benítez, onde tu andas amigo! Chegou na época passa e fez pré-época onde mostrou muitíssima qualidade em jogar nas costas do avançado. Quando se pensava que iria fixar-se no plantel, acabou emprestado ao Sporting de Braga e agora ao Boca Juniores. Na minha opinião deveria voltar ao plantel e a equipa técnica deveria tentar perceber de que forma o argentino pode oferecer qualidade ao plantel.

Assim se conclui a “fornada de emprestados” onde, na minha opinião, podemos perceber que há um exagero de número de jogadores ligados ao Benfica. Muitos por negócios típicos de Vieira onde não percebemos de que forma podem ajudar o atual plantel do Benfica. O futuro o dirá mas é necessário, no próximo mercado, analisar e solucionar todos os casos de empréstimos de forma a que o jogador e os clubes ganhem com isso!

Foto de Capa: SL Benfica

Encontro da Minha Vida: Juan Martín del Potro vs Roger Federer (US Open 2009)

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Cabeçalho modalidadesDos incontáveis encontros de ténis que vi na minha vida, um de que nunca me irei esquecer é a final do US Open 2009. Federer era rei e senhor do circuito ATP na altura, tendo ganho Roland Garros e Wimbledon nesse ano e sendo número 1 mundial por larga margem. Era também rei e senhor em Nova Iorque, onde procurava o seu sexto título seguido, o que seria um recorde na Era Open (até hoje ainda nem conseguiu ganhar o mesmo Grand Slam seis anos seguidos).

O seu rival era, pelo terceiro ano seguido na final em Nova Iorque (Djokovic 2007, Murray 2008) um jovem de 20 anos na sua primeira final de um torneio do Grand Slam. Del Potro tinha causado imensos problemas a Federer nas meias-finais de Roland Garros e tinha vencido Nadal 6-2 6-2 6-2 nas meias-finais em Nova Iorque e com o seu jogo baseado na consistência e profundidade de pancadas e uma direita bombástica pensava-se que seria uma questão de tempo até conquistar grandes títulos, mas que, tal como tinha acontecido a Djokovic e Murray, a pressão duma primeira final de Grand Slam contra alguém da craveira de Federer seria demasiado elevada.

O início da final parecia confirmar essas previsões, com Federer a vencer o primeiro set facilmente e a encontrar-se a servir para ganhar o segundo set, 30-0 acima. Mas de repente uma série de direitas vertiginosas de del Potro apanharam Federer de surpresa e viraram o rumo dos acontecimentos. O Argentino quebrou o serviço de Federer e venceu o segundo set no tie-break. A inexperiência del Potro nestas andanças revelou-se de novo no terceiro set, em que o Argentino esteve um break acima mas acabou por perder, fazendo múltiplas duplas faltas no último jogo. Parecia tudo encaminhado para o desfecho previsível, mas o que aconteceu a partir daí é uma grande parte da lenda que se tornou del Potro no circuito ATP apesar duma carreira destruída por lesões. Del Potro começou a bater direitas cada vez mais fortes e a mostrar nervos de aço nos pontos importantes, forçando uma quinta partida para decidir o título.

Na partida decisiva, del Potro mostrou estofo de campeão e esteve absolutamente imparável, batendo um winner de direita atrás de outro até completar a enorme surpresa e levantar o troféu. Era a primeira vez que Federer perdia em Nova Iorque desde 2003 e a primeira vez que perdia numa final dum torneio dum Grand Slam para outro jogador que não Rafael Nadal. Del Potro tinha confirmado o seu estatuto de grande promessa e futuro grande campeão, alguém que todos os amantes da modalidade estavam ansiosos por acompanhar na década que se avizinhava. Como sabemos, as coisas não correram bem como previsto, mas esta final do US Open 2009 permanece um momento icónico na história da modalidade.

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Foto de Capa: Metro

Vitória FC 2-2 SL Benfica: Empate sem sabor no Bonfim

Cabeçalho Futebol NacionalComo seria de esperar, o Benfica entrou em campo com uma equipa saída do banco. Sem Luisão, Varela, Fejsa ou Grimaldo, os encarnados visitaram esta noite o Bonfim para uma partida que servia apenas para cumprir calendário. Com tudo decidido no grupo A, estando o Vitória já qualificado para a final four, não se esperava um jogo interessante. 

A verdade é que as equipas entraram com vontade de jogar futebol e logo aos três minutos, Felipe Augusto desperdiçou uma grande oportunidade, depois de um excelente trabalho de Eliseu, atirando a bola por cima da baliza de Pedro Trigueira.  Nem dez minuto depois, foi a vez da dupla maravilha do Bonfim, João Amaral e Gonçalo Paciência, levarem perigo até Svilar, mas o camisola nove cabeceou ao lado. Mas o perigo não ficou por aqui: aos 16′ João Amaral voltou a brilhar e assistiu Nenê Bonilha que viu o seu remate negado pelo jovem guarda redes belga, que foi enorme e tapou a sua baliza.

O primeiro golo da partida acabaria por surgir aos 31 minutos por parte de Gonçalo Paciência. O avançado sadino cabeceou para defesa de Svilar, que não agarrou a bola, acabando esta por sobrar para o homem do Vitória. Mérito dos sadinos, no entanto nota de culpa para a equipa do Benfica que, do meio campo para trás, parece não existir. O guarda redes encarnado chocou com a cabeça no poste, aquando da primeira defesa, levando a que fosse pedida assistência médica pelo mesmo. A substituição acabou mesmo por acontecer e Varela assumiu a baliza. Depois da substituição foi marcado um livre a favor do Vitória e, o ex-sadino Bruno Varela, saiu da baliza e deixou a bola entrar. Assim, aos 39 minutos, Pedro Pinto fez o segundo golo do Vitória, depois de um cruzamento de Nuno Pinto. O Vitória também não se livrou  de lesões e viu o seu jogador Nenê Bonilha sair de ambulância depois do lance do golo. Costinha foi o homem escolhido por Couceiro para assumir o lugar do camisola oito.

O Vitória chegou ao intervalo a ganhar 2-0, resultado mais que justo Fonte: SL Benfica
O Vitória chegou ao intervalo a ganhar 2-0, resultado mais que justo
Fonte: SL Benfica

O pouco Benfica que entrou em campo foi desaparecendo até ao intervalo, enquanto o Vitória, motivado, continuou a pressionar alto. Na segunda metade, os encarnados entraram da mesma maneira que saíram e aos 48 minutos o Vitória poderia ter feito o terceiro golo, se não fosse uma enorme defesa de Bruno Varela, depois de (outra) grande asneira de Felipe Augusto.

Com os sadinos sempre mais perto do golo que o Benfica, a verdade é que Seferovic, depois de uma grande jogada criada por João Carvalho, foi o homem que marcou o primeiro golo da segunda metade, reduzindo assim a desvantagem, aos 52 minutos. O Vitória deixou-se afetar psicologicamente pelo golo e permitiu que as águias fossem subindo no terreno. E tanto permitiu que aos 58 minutos Rúben Dias não perdoou e cabeceou para as redes da baliza de Trigueira, estabelecendo a igualdade no Bonfim.

Ambas as equipas perderam força depois do golo do empate e o jogo tornou-se naquilo que se esperava de início: morno e sem grande emoção. Com ataques sem grande perigo de parte a parte, caminhou-se até aos 90.

CF Os Belenenses 1-1 Sporting CP: Leão q.b.

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Em dia de decisões no Restelo, Os Belenenses e o Sporting CP defrontaram-se na terceira e última jornada da Taça da Liga, num dérbi da capital. Ambos os técnicos optaram por não mexer muito nas equipas, destacando-se apenas a entrada de Maurides no conjunto dos azuis do Restelo e do outro lado, Jorge Jesus deixou Gelson Martins no banco de suplentes. Antes do apito inicial, cumpriu-se um minuto de silêncio em homenagem a Edu Ferreira, jovem boavisteiro que falecera no passado dia 24 de Dezembro.

Nos primeiros minutos da partida assistiu-se a um baixo ritmo de jogo do Sporting, que contrastou com uma fase de maior pressão ao portador da bola por parte dos comandados de Domingos Paciência. Só aos treze minutos, houve realmente uma jogada digna de registo com Marcos Acuña a rematar forte para uma boa defesa de Filipe Mendes. A partir deste momento, a equipa do Sporting tomou as rédeas do jogo, tendo oportunidades aos 25 e aos 30 minutos com Bas Dost a não conseguir corresponder de forma eficaz, já dentro da área, ao cruzamento de Bruno Fernandes e com Battaglia a rematar forte ao lado do poste direito, respetivamente. À ida para o intervalo, o resultado justificava-se claramente.

O Sporting conseguiu o apuramento para a final four, a disputar em Braga Fonte: Facebook oficial de Os Belenenses
O Sporting conseguiu o apuramento para a final four, a disputar em Braga
Fonte: Facebook oficial de Os Belenenses

No segundo tempo, o Belenenses entrou novamente pressionante, chegando por certos momentos a assustar o conjunto leonino depois de Maurides falhar à boca da baliza, “um golo cantado” após desperdiçar um excelente cruzamento por parte de Fredy. À hora de jogo, surgiram dois momentos importantes para a equipa de Alvalade, um livre perigoso cobrado por Mathieu e a entrada de Gelson Martins que, como já é hábito, desequilibrou o corredor direito do ataque do Sporting. Numa fase em que o Belenenses tinha que se “aventurar” mais na frente de ataque para garantir a passagem, o jogo abriu e com isso surgiram mais oportunidades de perigo e, de seguida, golos. Ao minuto 67, num contra-ataque, Bruno Fernandes rematou colocado e a bola passou pertíssimo do poste esquerdo da baliza de Filipe Mendes e a vinte minutos do fim, os golos.

Primeiro, Acuña numa jogada furtuita consegue ter espaço para rematar e fez um golo de belo efeito. Em resposta, na jogada seguinte, após um cruzamento do lado esquerdo da equipa de Belém, Coates num lance de infelicidade, faz auto-golo. Até fim do jogo, não houve grande motivo de destaque, o Sporting conteve as intenções do Belenenses fazer o golo da vitória e sabendo que o empate lhe era suficiente para carimbar o passaporte rumo à final four em Braga, no próximo mês de Janeiro, aguentou o resultado.