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Às duas por três, estaremos na Champions outra vez

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Cabeçalho Futebol Nacional

Após o apito final dado pelo árbitro Ovidiu Haţegan no jogo entre Juventus e FC Porto, o previsível confirmou-se: Portugal terá menos uma equipa na Liga dos Campeões na época 2018/2019, passando de três clubes nacionais para dois. Com a mais curta prestação europeia dos últimos 15 anos, a Liga Portuguesa cai dois lugares no ranking da UEFA, cedendo o quinto lugar à França e permitindo à Rússia subir ao sexto lugar.

Nesta altura – e sabendo a Liga que Portugal ainda terá no próximo ano três equipas na “Liga Milionária” –, resta reunir esforços e ideias com os clubes e pensar no próximo passo a dar na estratégia europeia – se é que a Liga tem uma – para recuperar o prestigiado quinto lugar. Porque a verdade é que há fatores crónicos que parecem sempre dirigir os clubes portugueses rumo ao fracasso europeu. E que fatores são esses?

Um deles é, quer queiramos quer não, financeiro. Quando se trata de comparar recursos financeiros entre a Liga Portuguesa e as restantes ligas de topo europeias, a nossa sai em desvantagem. Em praticamente tudo: a nível de orçamento individual e de valor de mercado de cada clube (basta uma pesquisa pelo portal Transfermarkt), a nível de assistências nos estádios ou até ao que os direitos televisivos dizem respeito. E nisso, grande parte da culpa recai sobre a Liga, que ainda não soube abraçar na totalidade uma postura de futebol-negócio como as demais.

Fonte: Sporting CP
Fonte: Sporting CP

Um dos golpes que demonstraram essa passividade ou ingenuidade negocial do organismo foi a abordagem feita na venda dos direitos televisivos. A Liga NOS é a única das principais ligas europeias, segundo a KPMG, que não vendeu os seus direitos televisivos em conjunto, mas sim pela iniciativa individual de cada clube. Quem beneficiou deste modelo? Os Três Grandes, claro está. Quem foi prejudicada? A Liga, que se torna mais desequilibrada, diminuindo as possibilidades de os restantes clubes nacionais se reforçarem e fazerem boa figura europeia. E não só: com equipas ainda mais fracas, o nosso campeonato torna-se “um passeio” para Sporting, FC Porto e SL Benfica, que não tendo desafios à altura nas competições domésticas vão mal preparados para as competições europeias – quantas vezes vimos os Três Grandes a golear na Liga, debatendo-se depois, com dificuldade, contra equipas medianas na Europa?

Mas talvez mais importante do que os motivos financeiros, existe um outro fator de que nos esquecemos muitas vezes: somos fracos mentalmente. Talento e qualidade não nos faltam, mas esses não são equilibrados com um espírito vencedor e corajoso. Pensei que a conquista do EURO 2016 – alicerçada mais na mentalidade do que na qualidade do futebol – dissipasse uma atitude medrosa que os nossos clubes demonstram na Europa, mas tal não aconteceu. Jorge Jesus disse recentemente que os treinadores portugueses são os melhores do mundo. Todos os dias, numa enxurrada de rumores, os média repetem que os jogadores portugueses são desejados por meia europa. Mas se temos tão bons treinadores e jogadores, porque nos subjugamos a uma habitual auto desvalorização e exaltamos as qualidades do adversário, ignorando as nossas? Alguns dizem que as competições europeias não são “o nosso campeonato”. Se continuarmos a repetir este discurso, talvez não o seja. Não se pede um campeão europeu português, mas pede-se sim empenho e coragem.

Foto de Capa: Sports Illustrated

Lahm: O fim uma história de amor

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Cabeçalho Liga Alemã

7 Bundesligas, 6 Taças da Alemanha, 1 Taça da Liga, 3 Supertaças alemãs, 1 Champions, 1 Supertaça europeia, 1 Campeonato do Mundo de Clubes e 1 Campeonato do Mundo de Seleções. Poder-se-ia pensar que fosse o palmarés de qualquer clube do mundo, juntamente com a seleção do seu país. Mas desengane-se quem pensa assim, isto são “só” as conquistas de um ícone do futebol moderno, que está prestes a deixar mais pobre a modalidade, de seu nome Philipp Lahm.

Em 2005/2006 Felix Magath viu nele capacidade para o colocar a jogar com regularidade na equipa principal do Bayern de Munique e, desde então, treinadores como Hitzfeld, Van Gaal, Heynckes, Guardiola ou Ancelotti não abdicaram mais dele – tornou-se capitão e foi peça fulcral das muitas conquistas do clube bávaro na última década.

Vinte anos de ligação ao Bayern de Munique, só interrompidos por dois empréstimos ao Estugarda, representam uma história de amor como já existem poucas no mundo dos milhões em que vive o futebol atualmente. Certamente não lhe faltaram propostas de outros colossos ao longo deste tempo, mas a opção foi sempre ficar, envergar com orgulho a braçadeira de capitão que havia conquistado e transmitir a quem chegava ao plantel os valores do clube.

Lahm foi sempre um exemplo a seguir Fonte: FC Bayern
Lahm foi sempre um exemplo a seguir
Fonte: FC Bayern

Apesar do seu 1,70m, é muito difícil de bater defensivamente e tornou-se num lateral com bastante propensão ofensiva, não sendo raras as vezes que aparece na área contrária, onde o vimos a fazer alguns golos de belo efeito ao longo da carreira. O alemão é daqueles jogadores que não sabe o que é jogar mal e que qualquer treinador gosta de ter no seu plantel. Prova disso foi a adaptação  a médio-centro, papel que  Guardiola lhe deu quando o retirou da lateral-direita. Lahm respondeu à altura, com a sobriedade e a qualidade que lhe é reconhecida.

Também na seleção alemã, desde cedo conquistou o seu lugar e chegou às 113 internacionalizações. Foi, aliás, este 1.70m de jogador fantástico que levantou a última taça do campeonato do mundo no Brasil, em 2016, quando capitaneava a seleção do seu país. Respeitado por colegas e adversários, é o protótipo de jogador correto, simples, eficaz, útil, admirado e aplaudido por qualquer campo por onde passe.

Anunciada a retirada do futebol, os espetadores mais atentos pasmam-se, tal é a qualidade e a regularidade que ainda empresta ao futebol. Mas é esta a forma de estar de Lahm, sabe o que fazer e quando fazer na altura correta. Sem grandes alaridos, anunciou que se retiraria no final desta temporada, muito provavelmente com mais uma Bundesliga no bolso e a deixar a ideia que o futebol continuaria a lucrar com a sua presença, mas assim será mais notada a sua ausência. Obrigado, pequeno-grande Lahm, o desporto-rei ficará mais pobre, certamente.

Foto de capa: FC Bayern

Artigo revisto por: Patrícia Nel

Nova regra garante duas vagas a Portugal

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Cabeçalho modalidadesA partir da próxima época, 2017/2018, irá haver um prémio para os três países com melhor ranking europeu de Futsal, presenteando-os com duas vagas na UEFA Futsal Cup. E uma vez que Portugal está entre esse lote, ocupando neste momento o terceiro lugar, apenas atrás da Rússia e da Espanha e à frente, entre outras, da Itália, está garantido que teremos dois representantes já na próxima edição.

Não é inédito, pois na temporada 2010/11, SL Benfica e Sporting CP tiveram acesso à competição pois as águias eram os campeões europeus em título no decorrer dessa época. Caso isso agora suceda, isto é, caso uma equipa russa, espanhola ou portuguesa triunfe na Liga dos Campeões de Futsal, existe uma vaga suplementar para o quarto classificado, a Itália, que leva também dois clubes. Parece-me uma medida que visa recompensar alguns países tais como Portugal, Itália, Ucrânia, Azerbaijão, para que lutem ainda com mais motivação pelo lugar mais baixo do pódio para no fim da época poderem ter essa benesse. Até porque não fazia grande sentido o líder do ranking ter tantas vagas como o último classificado, no meu entender.

Bem sei que entram em fases diferentes, com base no coeficiente de cada país, mas mesmo assim não me parecia justa a distinção. Assim parece-me já bem mais ajustado e não estou somente a dizer isto porque o nosso país beneficia com esta situação; mesmo em termos de participantes podemos ter algumas novidades, já que vão os dois finalistas da Liga Sport Zone e já tivemos equipas como a Desportiva do Fundão, o Sporting de Braga ou a Burinhosa, nestes últimos anos, a tentarem chegar à final dos play-offs e a dificultarem muito a vida aos grandes de Lisboa, embora nestes anos mais recentes só o Fundão tenha chegado aos jogos decisivos do campeonato, perdendo na temporada 2013/14 para o Sporting depois de tombar o Benfica nas meias-finais.

É bastante complicado igualar o feito de Joel Rocha em 2013/14, mas não é impossível Fonte: Jornal do Fundão
É bastante complicado igualar o feito de Joel Rocha em 2013/14, mas não é impossível
Fonte: Jornal do Fundão

Com isto o que eu quero dizer é que as equipas mais “pequenas” vão dar tudo para se apurarem para a final, sabendo que isso lhes garante desde logo a entrada na principal prova de clubes da UEFA em Futsal, a menos que percam a final com o Benfica e o Sporting seja campeão europeu. Mas isso são contas de outro rosário e certamente que teremos oportunidade de voltar a falar neste tema.

Foto de capa: manchester futsal

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

“King” Roger, “Mad” Kyrgios e a Magia do Ténis em Indian Wells

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Cabeçalho modalidadesChegados próximo da fase decisiva do BNP Paribas Open, e tal como já havia sido anteriormente previsto, a emoção tem tomado conta dos adeptos de ténis em Indian Wells. O torneio tem sido repleto de jogos de grande qualidade, sobretudo na vertente masculina, com alguns dos mais cotados tenistas da atualidade a medirem forças e a proporcionarem momentos marcantes para a história da modalidade.

Na vertente feminina as surpresas não têm sido muitas e este tem sido, acima de tudo, um torneio de confirmações. Confirma-se que Venus Williams parece um “poço sem fundo” tenístico, uma verdadeira lenda ao nível da longevidade e da resiliência face aos problemas de saúde que a impediram de ser uma figura ainda mais relevante na história da modalidade; confirma-se que Caroline Wozniacki está atualmente a um nível mais próximo daquele que a levou ao lugar cimeiro do ranking WTA no passado; confirma-se que Angelique Kerber está, sobretudo em termos anímicos, a um nível marcadamente inferior ao da temporada passada; confirma-se que “inconsistência” é a palavra que melhor descreve o ténis de Simona Halep; confirma-se que Agnieszka Radwanska tem sentido dificuldades para, neste início de temporada, (re)encontrar o seu melhor ténis; confirma-se que Karolina Pliskova é hoje em dia uma das melhores e mais fiáveis tenista do mundo e, como tal, é a principal candidata à vitória do BNP Paribas Open.

Karolina Pliskova em ação Fonte: BNP Paribas Open
Karolina Pliskova em ação
Fonte: BNP Paribas Open

Porém, é na vertente masculina que Indian Wells tem levado ao rubro os adeptos de ténis e, em particular, os aficionados portugueses que vêem nos quartos-de-final da competição dois tenistas que irão estar presentes no Estoril Open: Pablo Carreño-Busta e Nick Kyrgios (estando o primeiro já apurado para a semifinal). Nick Kyrgios, nunca perdendo a loucura que o carateriza, tem conseguido manter a concentração e a estabilidade emocional e, com um serviço e uma pancada de direita absolutamente extraordinários, conseguiu levar de vencida Novak Djokovic nos oitavos-de-final do torneio. O sérvio, claramente pouco confiante e padecendo do facto de não ter uma verdadeira arma no seu jogo, continua a não conseguir encontrar o seu melhor ténis e a ser uma sombra de si mesmo.

Tenistas como Stan Wawrinka e Dominic Thiem têm beneficiado do bom sorteio que tiveram e, um deles, estará na meia-final do BNP Paribas Open. Porém, a grande figura do torneio tem sido Roger “King” Federer, a exibir-se a um nível verdadeiramente assombroso, que “atropelou” Rafael Nadal para se apurar para os quartos-de-final em Indian Wells. Com o jogo de pés que lhe é caraterístico e a bater a esquerda de uma forma que nunca antes havia sido vista, Federer está hoje a jogar melhor do que há 10 anos atrás e, mantendo a forma atual, faz os adeptos de ténis sonhar e acreditar que, com a eventual exceção de Roland-Garros, poderá vencer os restantes torneios do Grand Slam da presente temporada. Porém, o desafio que se segue (Nick Kyrgios) é imenso, pela qualidade do australiano, e é um verdadeiro confronto entre o passado e o futuro. Na base para o desfecho do encontro estarão, certamente, a capacidade física de Federer e a capacidade mental de Kyrgios.

Federer foi rei e senhor no jogo Fonte: BNP Paribas Open
Federer foi rei e senhor no jogo
Fonte: BNP Paribas Open

O BNP Paribas Open ainda não terminou mas trouxe mais confirmações do que surpresas. Na generalidade, aqueles que tiveram bons desempenhos do Australian Open mantêm-se em competição em Indian Wells, ao passo que as desilusões do torneio australiano tiveram também desempenhos modestos no deserto californiano. Naquela que pode ser a temporada de aproximação (ou mesmo do atingir!) do número 1 do ranking WTA por parte de Karolina Pliskova, Roger Federer mostra a todos os adeptos de ténis que o talento não tem idade e que atualmente, a jogar com menos pressão do que outrora, o relógio suíço é cada vez mais pura filigrana.

Foto de capa: BNP Paribas Open

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Reus: quando é que as lesões dão tréguas?

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Cabeçalho Liga Alemã

Aclamado como um dos melhores jogadores alemães, a carreira de Marco Reus tem sido tudo menos “dourada”.

O internacional alemão destacou-se no Borussia Mönchengladbach, o que lhe valeu uma transferência para o clube do seu coração, o outro Borussia, o Dortmund. Desde então, a sua carreira tem sido um calvário. Falhou o Mundial 2014 – onde a sua seleção se sagrou campeã – e o Euro 2016, por exemplo.

Dotado de uma técnica fora do comum, o alemão, quando está em forma, é um dos melhores extremos de futebol mundial. Não é à toa que numa seleção que conta com Ozil, Muller e Kroos, por exemplo, o nome de Reus seja, muitas vezes, o de maior destaque – seja pelo futebol ou pelas sucessivas lesões.

Atuando preferencialmente pelo lado esquerdo do ataque, é aí que o futebol de “Marcinho” – como é conhecido – se explana na sua plenitude. O jogador do Borussia alia a uma técnica brilhante, um poder de decisão igualmente bom e uma apetência para a baliza que lhe permite ser também um goleador. O problema está nas lesões.

Nunca saberemos o que podia ser o futebol se tivéssemos um Marco Reus forte fisicamente. A qualidade está lá, é-lhe – com todo o mérito – reconhecida por todos, mas os problemas físicos têm ensombrado a carreira daquele que podia ser o melhor jogador alemão.

A dúvida que persiste, época após época, é esta: poderia, um grande Reus, ajudar o Borussia a voltar aos títulos ou, quem sabe, poderia o próprio alemão alcançar outros voos e mudar-se para um clube com uma dimensão ainda maior? Infelizmente, o tempo para desfazermos as dúvidas começa a escassear. Para já, vamo-nos deliciando com as poucas vezes que Marco Reus está, realmente, em condições.

Foto de Capa: Facebook de Marco Reus

Artigo revisto por: Diana Martins

Varzim SC: Uma equipa com alma de Primeira Liga

Cabeçalho Futebol NacionalNo Norte, na cidade de Póvoa de Varzim, mora um clube histórico no futebol português. O Varzim é, em Portugal, uma das equipas com maior número de participações na primeira liga e, depois de uma fase em que o clube passava por grandes dificuldades, esta temporada têm demonstrado que o lugar do Varzim é na primeira liga.

Na cidade da Póvoa, os lobos do mar ou poveiros, as alcunhas para os adeptos do clube, já suspiram por uma participação na Primeira Liga. De facto, o Varzim está presente no imaginário de qualquer adepto português que se preze. A equipa alvinegra, depois de um período em que tinha presença habitual na primeira liga, já não joga no principal escalão do futebol português desde 2002, ou seja, há 15 anos.

Depois da descida à segunda divisão, na época 2002-2003, o melhor que o Varzim conseguiu foi um 5º lugar em 2005.  Seguiram-se anos em que a equipa não passava do meio da tabela, acumulando duas descidas ao Campeonato Nacional de Séniores, regressando, de novo, e em definitivo, à segunda liga, na temporada passada com um prometedor nono lugar de estreia, numa época em que passaram pelo clube três técnicos diferentes.

O antigo estádio do Varzim remete-nos para a década de 80 e 90, num estádio que tem sido talismã para a equipa poveira Fonte: Varzim SC
O antigo estádio do Varzim remete-nos para a década de 80 e 90, num estádio que tem sido talismã para a equipa poveira
Fonte: Varzim SC

Esta temporada, o objetivo era fazer melhor, privilegiando um futebol positivo e adotando uma política de formação e rentabilização de jovens jogadores. A época da equipa poveira, começou com Armando Evangelista. O treinador que tinha passado pelo Vitória SC B e pelo Vitória SC, durante sete jogos, foi a grande aposta da direção do clube alvinegro para a época. A ideia era a de apostar num técnico com experiência e que, ao mesmo tempo, estivesse à vontade a trabalhar com jovens. A ideia era boa, mas não resultou. Depois de 13 jogos à frente do clube da Póvoa do Varzim, o técnico somava apenas quatro vitórias.

O despedimento acabou por surgir e, para treinador, a escolha recaiu em João Eusébio, homem responsável pela formação do clube. Nem sempre os despedimentos a meio da temporada resultam bem mas, desta vez, a entrada de João Eusébio como treinador do clube poveiro fez milagres. Desde que o técnico assumiu o comando do clube, o Varzim soma 14 vitórias em 26 jogos, ocupando o terceiro lugar do campeonato, a apenas sete pontos do lugar que dá direito à subida e com menos um jogo.

Foto de Capa:  Varzim SC

O Sporting e o silêncio dos inocentes

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sporting cp cabeçalho 2Desde as eleições que alguns “notáveis”  leões parecem ter hibernado, tirando o Espadinha que durou mais uns dias até perceber que ninguém lhe passava cavaco.

Quem surgia diariamente com insultos, entrevistas e acusações desapareceu. Até mesmo “adeptos anónimos” de grupos afectos ao Sporting, que faziam publicações anti Bruno de Carvalho de meia em meia hora, deixaram de aparecer. Mas será que esses fervorosos Sportinguistas o são unicamente de uma forma circunstancial ou tinham algum tipo de interesse para só lutarem pelo Sporting naquele momento? Nunca saberemos, mas sabemos que muitos deles deixaram de ter internet em casa. Quanto a mim, nunca ficarei em casa, com ou sem internet desde que seja para defender o meu clube do coração.

Pelo menos sabemos que entrevistas diárias de muitos daqueles inocentes e desinteressados sócios não teremos nos próximos três anos e meio. Não teremos também flyers e panfletos. Depois desses três anos e meio, o inverno que agora começa nos reinos desses leões terminará, o sol voltará a surgir por entre as nuvens, e lá voltarão a acordar e sair das suas grutas frias e tristes para mais seis meses a tentar alimentar-se de ódios, disputas antigas, privilégios perdidos.

Assim se percebe que esses inocentes não lutam verdadeiramente pelo Sporting, mas pelos seus interesses. Lutam quando percebem que surge uma fragilidade na muralha do reino do leão que possam aproveitar para entrarem e poderem ganhar um lugar, de novo, em tão ambicionado condado.

10 Recuperações Incríveis na Era ‘Champions’

Cabeçalho Futebol Internacional

O dia 8 de Março de 2017 deixou uma marca que muito dificilmente se apagará da história do futebol. Daqui a 100 anos ainda se falará de uma equipa que se superou além da imensidade do seu talento e mostrou ao mundo que quem acredita e faz acreditar, tem o poder de ultrapassar as fronteiras daquilo a que é conhecido como o impossível.

O Barcelona, declaradamente ao ataque, ao derrotar um PSG venenoso no contra-ataque, por 6-1 depois de perder por 4-0 em Paris assinou, provavelmente, a maior recuperação de sempre na história da Liga dos Campeões, suplantando todas as outras.

Essas tais outras, porém, não devem ser entregues ao esquecimento, porque revelaram, igualmente, doses enormes de crença, sacrifício e superação.

Assim, dado o contexto da histórica recuperação blaugrana, e, já agora, a do supreendente Mónaco de Jardim sobre o Manchester City de Guardiola, olhamos para outras reviravoltas históricas em eliminatórias (sim, inclui finais) na “era Champions” (desde 1991/92). Curiosamente, tal como a “remontada” do Barça, a nossa viagem começa em Paris…

O que mudaria na WWE?

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Cabeçalho modalidades Estamos em plena Nova Era na WWE. Um dos marcos importantes foi o Draft, que aconteceu no dia 19 de julho, e nesse episódio do Smackdown Live, ficaram definidos os plantéis de Raw e Smackdown.

Campeões foram divididos, novos títulos foram criados, novas superstars emergiram, novas estrelas se formaram, e passado oito meses, é altura de fazer uma revisão geral às consequências do Draft e ao estado atual da WWE.

Assim, escolhi quatro fatores que mudaria na WWE atualmente, que decorrem fundamentalmente, mas não só, do WWE Draft.

Plantéis mais equilibrados

O primeiro problema que o Draft colocou prendeu-se logo pelas regras. Foi anunciado que, por ser um show de três horas, o Monday Night Raw teria direito a três escolhas, enquanto o Smackdown teria duas, pela duração do show ser duas horas. ERRADO!

Porque razão vamos estabelecer uma distinção entre Raw e Smackdown? Só por causa da duração dos dois programas? Que importância têm a duração dos shows? NENHUMA!

Logicamente, esta distinção colocaria o Raw em vantagem, por ter mais escolhas que o Smackdown Live. Assim foi!

As regras do draft da WWE Fonte: WWE
As regras do draft da WWE
Fonte: WWE

Atualmente, todo o star power está na marca vermelha, enquanto a marca azul tem um plantel mais reduzido, com poucas opções, e por isso, com poucos recursos para criar novas histórias, interessantes e cativantes.

A minha solução para o próximo Draft é que acabem com esta distinção entre Raw e Smackdown, e ambas as marcas tenham o mesmo número de escolhas, que resulta em plantéis mais uniformizados. O star power também tem de ser melhor gerido, de modo a ficar em igual número em ambos os shows.

Emoções a um mês do fim

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Cabeçalho modalidadesFalta pouco menos de um mês para o final da época regular e, exatamente, 31 dias para o início dos playoffs.

Se hoje fosse dia 12 de Abril, os oito classificados da Conferência Oeste seriam, pela respetiva ordem, Golden State Warriors, San Antonio Spurs, Houston Rockets, Utah Jazz, Los Angeles Clippers, Oklahoma City Thunder, Memphis Grizzlies e Denver Nuggets. Enquanto no Este contariamos com a presença de Cleaveland Cavaliers, Boston Celtics, Washington Wizards, Toronto Raptors, Atlanta Hawks, Indiana Pacers, Detroit Pistons e Milwaukee Bucks.

No entanto, em 28 dias tudo pode mudar e os únicos que já garantiram, matematicamente, os playoffs foram os rapazes do pódio da Conferência Oeste. Todas as outras equipas, incluindo os campeões, ainda não têm o playoff garantido. Claro que, em breve, LeBron & Co. o garantirão.

Quanto às classificações e pontuações, os Golden State já não se encontram tão afastados do segundo lugar. Desde que os homens de Steve Kerr garantiram a presença no playoff, a sua prestação tem vindo a descer. Já não são tão assustadores e os números impressionantes que estamos acostumados a ver marcados no placard, também desapareceram. A verdade é que, já sem Kevin Durant, Kerr não arrisca os seus melhores homens e aproveita para dar tempo aos menos utilizados. A equipa de Popovich aproveita a estratégia dos Warriors para tentar acabar a época regular em primeiro.

A luta está animada entre Warriors e Spurs Fonte: Globo
A luta está animada entre Warriors e Spurs
Fonte: Globo

No Este, os Toronto deixaram as equipas de Boston e Washington passar-lhes a perna e encontram-se, agora, no quarto lugar. Já os Cavaliers, que contam com três derrotas nos últimos cinco jogos, sentem a aproximação dos segundo e terceiro classificados e temem “pela vida”. No último jogo, frente aos Piston, venceram, por 128 – 96, o que poderá ser o ponto de viragem para os campeões que têm vindo a sofrer nos últimos tempos. Na luta por um lugar nos playoffs estão os Chicago Bulls e os Miami Heat que se encontram muito próximos dos Milwaukee Bucks. No fundo da tabela, contamos com LA Lakers de um lado e Brooklyn Nets do outro.

Foto de capa:ESPN

Artigo revisto por: Francisca Carvalho