Em semana de emoções fortes com 2 jogos muito importantes e com sortes bem distintas para o FC Porto, quem mais se destacou foi Yacine Brahimi.
Depois do jogo frente à Juventus, que terminou com derrota azul e branca por duas bolas a zero, fiz referência a Brahimi como a figura do jogo. Ontem, na difícil vitória no derby da invicta frente ao Boavista voltou a ser o argelino uma das figuras de proa do FC Porto.
Todos nos lembramos daquilo a que costumo chamar: “O furacão Brahimi”. Este furacão passou pela cidade do Porto há quase três anos nos primeiros meses da temporada inaugural do FC Porto de Julen Lopetegui. Yacine de seu nome, passeou classe e espalhou o pânico nos relvados portugueses durante 4 meses a fio. Era capa dos diários desportivos quase “dia sim dia sim” e lá fora os grandes tubarões salivavam perante o brilho do diamante africano que o Porto recrutara ao Granada de Espanha.
Fonte: FC Porto
Passado o furacão, deu-se “O eclipse Brahimi”. Quatro meses volvidos e, depois de ter disputado a CAN pela sua seleção, era o fim. Parecia que se tinha esgotado o bom futebol de Brahimi. Aparecia, é certo, a espaços, mas o mais usual era vermos um jogador egoísta, inconsequente e previsível. O tempo foi passando e a cabeça do futebolista distanciava-se cada vez mais do clube, da cidade e do país. Diz-se que no passado verão esteve praticamente vendido mas o dia 31 de Agosto chegou e Yacine continuava a ser o dono e senhor da camisola 8 portista. Deu-se, então, um hiato de 3 meses nos quais alternou entre o banco e a bancada.
Neste período chegaram, inclusive, a ser levantadas suspeitas de problemas disciplinares. No entanto, em meados de Dezembro, numa partida frente ao SC Braga, Otávio lesionou-se e Brahimi assumiu, sem mais o largar, o lugar no onze do FC Porto. E desta feita, nem mesmo a presença na CAN esvaziou a sua influência na equipa.
Como grande benfiquista, não posso desistir à primeira derrota, nem vangloriar-me à primeira vitória. Não só devo apoiar a equipa nos maus momentos, assim como não devo questionar o porquê das coisas correrem ainda melhor. Por outras palavras, o Sport Lisboa e Benfica é um nome ímpar no futebol e Mundial e, como tal, não se deve contentar com pouco, deve sempre esperar tudo do melhor que o Mundo do futebol nos pode oferecer. Se a “marca Benfica” é das mais poderosas do desporto rei, deve continuar a ser dignificada dentro e fora de portas.
Inicialmente, reconheço todo o brilhante trabalho pela direção do nosso clube. Se há quinze anos atrás, o Benfica encontrava-se no abismo, com falta de investimento e reconhecimento internacional e com milhões de dívidas, as coisas têm vindo a mudar. Hoje em dia o Sport Lisboa e Benfica é o clube com mais sócios do Mundo (segundo o Livro do Guiness), é um clube com um dos melhores centros de estágio do Mundo, o Seixal, é um clube com um canal próprio, alcançou a hegemonia do futebol nacional na última década, tem uma estrutura ligada ao futebol, apenas ao alcance dos melhores e, com isto, surgem patrocínios milionários e também vendas milionárias. A verdade é que, uma coisa se mantém e é, sobre isto, que eu pretendo falar.
Caro Luis Filipe Vieira, a mesma cantiga da dívida continua desde os inícios do seu primeiro mandato. Se primeiramente entendia a dívida que provinha do passado, hoje em dia, sem grandes avanços, essa mesma desculpa já devia estar ultrapassada. Se o clube procura a independência financeira, a transparência e os resultados financeiros, mês após mês, devem correr no mesmo caminho!
Com isto, como não sou cego, gostava que me respondesse a uma pergunta importante: Se a dívida do Benfica não tem pressa em ser corrigida, porque é que tem pressa a vender os nossos jogadores? Se recebemos mais de 400 milhões do contrato com a NOS e conseguimos vender jogadores nas ordens dos 100 milhões por época, onde vai parar esse dinheiro todo? Será para abater a nossa dívida ou será para abater a sua dívida pessoal.
O mote para o sucesso, é claro e esclarecedor, “Primeiro o Benfica” Fonte: SL Benfica
No plano desportivo, o Benfica tem estado bastante bem em contexto nacional, então, um clube como o nosso tem que ir em busca do tão aclamado sucesso internacional. Como o próprio Luis Filipe Vieira o disse, o Benfica irá encontrar-se num futuro bastante próximo, com um onze constituído com vários jogadores provenientes do Seixal e estará em condições de vencer a Liga dos Campeões. Como será possível chegar a esse objetivo se todas as épocas vendemos as nossas estrelas? Como será possível se uma estrela da formação dura, no máximo, duas épocas no plantel principal?
Em Portugal, e, um pouco por todo o mundo, os adeptos dão grande atenção às contratações. Quem são os novos craques que vão entrar no plantel, quais são as novas estrelas que vão surgir, quais são os jogadores que vão brilhar e entusiasmar os adeptos. Os treinadores, costumam ficar para segundo plano. Enquanto que um jogador, tenha maior ou menor qualidade, tem sempre mais espaço para errar, o treinador já não tem esse privilégio. O futebol é feito de contratações, vendas mas também de despedimentos. E no nosso campeonato, nas últimas temporadas, os despedimentos de treinadores têm sido muito comuns, resta saber o porquê. Mas já lá vamos.
O Mundo do futebol, normalmente exige resultados no imediato. Em Portugal, não se foge a esta regra. Os treinadores, cada vez mais, são avaliados pelos resultados que as suas equipas obtém, independentemente das suas equipas jogarem melhor ou pior, independentemente do passado no clube – vede o caso recente de Ranieri no Leicester. Esta temporada, na liga portuguesa, apenas 5 equipas mantêm o treinador que iniciou a temporada. Números absolutamente assustadores. A ideia de despedir um treinador, passa sempre por trazer outro que consiga melhores resultados e que consiga dar a volta a uma situação menos boa mas, na liga portuguesa, esta ideia não resultou.
O Braga, que segundo as apostas da bet365 tinha 1001 de odds para se sagrar campeão esta temporada, começou a época com José Peseiro, à passagem da 14.ª jornada, estava em 3.º lugar, a seis pontos do líder. Depois de uma eliminação na Taça de Portugal, perante o Sp. Covilhã, António Salvador, decidiu que José Peseiro não teria mais condições para permanecer no clube. Embora a campanha do técnico não estivesse a ser propriamente brilhante, o Braga estava acima dos seus objetivos e estava próximo dos lugares cimeiros. Para o lugar de Peseiro, veio Jorge Simão, técnico que até estava a fazer um bom trabalho no Desportivo de Chaves mas que ainda estava pouco preparado para assumir um clube com maior dimensão. Jorge Simão, chegou ao clube com um discurso ambicioso, foi buscar alguns dos seus jogadores em Chaves e prometeu um Braga mais forte. A verdade é que em 13 jogos, o técnico dos minhotos conseguiu apenas cinco vitórias, contra cinco derrotas e três empates. Para além disso, a equipa encontra-se agora em quarto lugar, a seis pontos do terceiro, e com o quinto lugar, Vitória de Guimarães, a apenas dois pontos.
A sul, em Lisboa, existe outro caso, onde um novo treinador não implicou necessariamente resultados. À passagem da 14ª jornada, Fabiano Freitas, que havia começado a segunda temporada consecutiva como treinador do Estoril, foi despedido. O técnico brasileiro deixou a equipa no 13.º lugar com 14 pontos. Para substituir o técnico, veio um nome desconhecido da maior parte dos adeptos, o espanhol, Pedro Gómez Carmona. Nove jornadas depois, a equipa venceu apenas por uma vez e somou três empates, sendo que ocupa agora o 15.º lugar da competição, numa posição algo delicada no que diz respeito à permanência no campeonato.
Manuel Machado é um dos treinadores mais experientes do nosso campeonato Fonte: CD Nacional
Nas ilhas, no arquipélago da Madeira, existe caso semelhante. O Nacional, liderado por Manuel Machado, um homem com alguns anos de casa, não estava a conseguir bons resultados e decidiu despedir o experiente técnico, dando oportunidade a Pedrag Jokanovic. A ideia dos insulares era de tentar reverter a situação da equipa, que se encontrava em lugares de descida. Ora, desde que Manuel Machado saiu do clube, os madeirense não conseguiram voltar a vencer. Com Jokanovic ao comando da equipa, já com 7 jogos disputados, a equipa soma quatro empates e três derrotas e permanece no mesmo lugar em que Manuel Machado havia deixado a equipa.
Em Portugal continua a existir pouca paciência para os treinadores. Os treinadores passam de bestias a bestas numa fração muito curta de tempo e dependem cada vez mais dos resultados que obtém, independentemente das formas com que se atingem determinados resultados. Portugal, não é um caso isolado nesta história dos despedimentos, mas esta época tem-se despedido treinadores, no nosso campeonato, de forma demasiado lisonjeira. Os dirigentes e os adeptos são cada vez mais exigentes, olham pouco para o processo de jogo e mais para os resultados, para os objetivos.
Infelizmente, esta mentalidade irá continuar nos próximos tempos. Mesmo que a mudança, por vezes, seja positiva, em alguns casos, a mesma pode não ser a resposta ideal. A ideia comum que impera na atualidade é que o treinador é responsável por tudo o que de bom ou mau se passa nos jogos. A verdade é que o treinador não é nenhum Deus, capaz de colmatar as deficiências de uma equipa, não é o treinador que vai colocar a bola dentro da baliza ou fora. O treinador é, responsável, apenas, pela transmissão de ferramentas aos seus jogadores para que estes possam resolver os problemas que o jogo vai apresentar. Os jogadores, o planeamento da época, a comunicação de determinado clube, o próprio apoio ou falta dele por parte dos adeptos, vão ser igualmente importantes para o resultado final dos encontros. O treinador não deve ser sempre o responsável máximo pelas derrotas, tal como não o deve ser nas vitórias. Os jogadores vão continuar a ser os maiores protagonistas do jogo.
Na final da Taça da Liga de Futsal, que conta nesta época desportiva com a sua segunda edição, o Sporting CP impôs-se à AD Fundão por naturais 4-0, no pavilhão de Gondomar, contando com três dos quatro troféus principais em título (o único que lhe falta para ter a hegemonia total é a supertaça, que foi ganha pelo SL Benfica, em 2016).
Há que reconhecer quando o adversário está mais forte e tem um plantel mais equilibrado (neste caso, estou a falar para os nossos leitores afetos ao Benfica). O Sporting bateu na final o carrasco das águias, nos quartos-de-final, e garantiu a sua segunda Taça da Liga em outras tantas edições. Relativamente ao jogo de ontem, creio que não há muito a dizer. Os leões conseguiram furar a organização defensiva do Fundão e sacaram uma vitória tranquila e natural, perante um excelente opositor, só que hoje não inverteu a superioridade da equipa verde e branca.
Tem que se reconhecer a grande evolução da equipa beirã nos últimos anos, pois já tem aparecido em grandes finais com alguma regularidade (para além desta, esteve o ano passado nesta mesma competição, e ganhou a Taça de Portugal, na época 2013/14, ao Benfica após prolongamento, ano em que chegou à final do Campeonato Nacional, onde só foi travado pelo Sporting). A partir do momento em que o atual treinador do SL Benfica, Joel Rocha, orientou a equipa beirã, que a formação do distrito de Castelo Branco se afirmou como uma das equipas mais fortes no panorama nacional, lutando acerrimamente pelo estatuto de terceira melhor equipa do país, só suplantada pelos grandes de Lisboa.
Este foi o pavilhão onde se discutiu a Taça da Liga este ano, o Pavilhão Multiusos de Gondomar Fonte: FPF
Porventura, e alinhando com o meu discurso de início de artigo, os leões parecem ter o plantel mais equilibrado e forte de Portugal e um dos melhores de toda a Europa. A aposta este ano foi forte e o primeiro objetivo já está conseguido. Vem aí em Abril um dos grandes desejos do clube leonino e a razão explicativa do enorme investimento: a UEFA Futsal Cup, que este ano se discute no pavilhão do Kairat Almaty, no Cazaquistão, e onde o representante português procura um título inédito no seu palmarés.
Veremos como irá acabar a época leonina, mas o certo é que esta já para está a decorrer de forma perfeita, tirando a perda da Supertaça contra o eterno rival, mas em competições respeitantes à época em curso, a equipa verde e branca está na liderança do Campeonato, nos oitavos-de-final da Taça de Portugal e na finalfour da competição europeia, comprovando a sua grande forma nesta época.
Vários meses depois da finalíssima do Campeonato Nacional de Seniores e da final da Challenge Cup, o SL Benfica voltou ao reduto do ABC para disputar um jogo. A principal diferença é que na altura ambas as equipas lutavam pelos dois títulos, enquanto que nesta altura só um milagre levará ambas as equipas a lutarem pelo campeonato e, relativamente às competições europeias, o ABC já foi eliminado da EHF Champions League e o SL Benfica continua numa boa posição para chegar à fase seguinte da EHF Cup, algo que ajudará a salvar a época, juntamente com a conquista da Supertaça e a luta pela Taça de Portugal.
Os árbitros do jogo grande da 24ª jornada do Campeonato Andebol 1 foram Duarte Santos e Ricardo Fonseca. Mariano Ortega, treinador do SL Benfica, surpreendeu ao iniciar a partida com o jovem Alexandre Cavalcanti no sete inicial, na posição de lateral esquerdo. Ambos os ataques mostraram dificuldades ofensivas, inicialmente, tendo o primeiro golo sido marcado pelo jovem André Gomes, com quatro minutos e meio jogados. Depois deste momento, ambas as equipas se soltaram e apresentaram um andebol mais rápido, com vários bons pormenores. Aos 10 minutos, os forasteiros tinham uma vantagem de dois golos (5-7).
Por volta dos 15 minutos, a “toada” do jogo mantinha-se, mas os dois guarda-redes começavam a aparecer no jogo. Apesar de uma das marcas deste Benfica de Mariano Ortega ser a rotação da equipa, o treinador espanhol só fez a principal alteração ofensiva por volta do minuto 18, quando trocou Uelington Silva por Alexandre Cavalcanti. Aos 20 minutos, os “encarnados” mantinham a vantagem de dois golos (8-10).
A equipa da casa ainda teve força para chegar ao empate e até dar a volta ao resultado antes do intervalo, indo para os balneários a vencer 13-12.
Pedro Spinola foi o homem do jogo. Fonte: ABC
A segunda parte acabou por ser diferente: a equipa de Carlos Resende não desperdiçou a vantagem numérica, logo no início do segundo tempo, e dilatou a vantagem no marcador. O SL Benfica não encontrou as melhores soluções para contrariar o adversário e já não conseguiu voltar a equilibrar o resultado.
O ABC/UMinho manteve-se na frente do marcador até ao final do jogo e venceu por 29-23, ficando assim a dois pontos do terceiro lugar da classificação geral, sendo que a equipa de Braga tem um jogo em atraso. Pedro Spínola, do ABC/UMinho, foi o melhor marcador do jogo, com nove golos. Nota positiva, do lado do SL Benfica, para a boa exibição de Alexandre Cavalcanti, com seis golos, um jogador que costuma apenas dar o seu contributo em tarefas defensivas, e para a boa resposta dada pelo jovem guarda-redes, Gustavo Capdeville, que aproveitou a ausência de Nikola Mitrevski e a exibição mais apagada de Hugo Figueira para mostrar que terá um grande futuro pela frente.
No início desta tarde, o Municipal de Barcelos encheu-se para aquele que seria o último jogo da 16ª jornada do Campeonato Nacional de Hóquei em Patins, que colocava frente a frente o OC Barcelos e o SL Benfica. Naquele que terá sido um dos melhores jogos desta temporada, o encontro terminou com empate a 6-6 e três cartões vermelhos.
O Benfica foi a equipa a entrar melhor em pista e, rapidamente, colocou à prova Ricardo Silva, guarda-redes do Barcelos, que respondeu bem a duas seticadas fortes de Diogo Rafael. No entanto, este período durou pouco, visto que Nicolia viu um cartão azul devido a um enganchamento sobre Miguel Vieira “Vieirinha”. Reinado Ventura, especialista neste tipo de lances, acabou por enrolar o esférico por cima e na recarga atirou ao lado.
Em superioridade numérica, o Barcelos ia criando vários problemas a Traball, mas o Benfica também não se deixava ficar e, sempre que conseguia, também incomodava o guarda-redes da casa. Finalizados os dois minutos de suspensão, tudo continuava a zeros.
Num jogo rápido, com piscinas entre as duas meias pistas, Hugo Costa acabou por ver um cartão vermelho, após uma agressão a Diogo Rafael. Deste modo, o Benfica tinha pela frente um período de vantagem numérica de quatro minutos. No livre direto correspondente, o internacional espanhol Jordi Adroher permitiu a defesa de Ricardo Silva.
A situação de power-play mostrou o Benfica a apertar o cerco, mas a mesma veio a ser anulada, em virtude de uma falta de Miguel Rocha sobre Luís Querido, onde o jogador encarnado viu um cartão azul. Para marcar o livre direto, foi escolhido Álvaro Morais “Alvarinho”, outro dos especialistas nesta equipa do Barcelos nesta categoria. “Alvarinho” não deixou os créditos em mãos alheias e fez o 1-0 para o Óquei. De seguida, Vieirinha quase fez o 2-0, ao ser isolado por Luís Querido, mas não conseguiu ultrapassar Traball.
Mais uma vez o Municipal de Barcelos voltou a encher Fonte: Óquei Clube de Barcelos
Após todos estes acontecimentos, o Benfica, ainda dispôs de algum tempo de superioridade numérica. Todavia, não conseguiu aproveitar a superioridade em pista, apesar das várias oportunidades, muito devido a um Ricardo Silva que, como já nos vem habituando há muito, estava numa grande tarde.
Finalizada esta grande parte do primeiro tempo, tudo voltava ao normal, ou seja, cinco contra cinco e o jogo continuou rápido, emotivo e com várias ocasiões para as duas equipas.
Com menos de dez minutos para o intervalo, os encarnados conseguiram chegar ao empate. Através de um livre indireto, à entrada da área do Barcelos, Valter Neves repôs a igualdade, ainda que tenha tido a sorte da bola desviar no stick de Alvarinho.
Nos últimos minutos da primeira parte, o ritmo baixou, algo normal tendo em conta a velocidade do jogo até essa altura. Contudo, isso não fez com que Ricardo Silva ou Traball tivessem tido menos trabalho, bem pelo contrário. Se o marcador não se voltou a alterar, muito se deveu aos mesmos.
Onze do Boavista FC: Vágner, Edu Machado, Lucas Tagliapietra, Carlos Santos, Talocha, Fábio Espinho, Carraça, Anderson Carvalho, Renato Santos, Iuri Medeiros e Iván Bulos;
Onze do FC Porto: Iker Casillas, Maxi Pereira, Willy Boly, Iván Marcano, Alex Telles, Danilo Pereira, Óliver Torres, André André, Jesús Corona, Soares e Yacine Brahimi;
Este é um daqueles dérbis perdidos do futebol, que fugiu ao olhar dos adeptos durante alguns anos, porém, a rivalidade persiste, especialmente do lado portuense. Afinal, o adepto é quem impera e, no fundo, as rivalidades começam sempre dele: neles começa algo que divide a cidade. NES surpreendeu em colocar André Silva no banco para testar um 4-3-3. Experiências para Turim? Outra novidade foi o surgimento de Boly no onze, no lugar do castigado Felipe. Sim, Boly, aquele francês que veio do SC Braga e custou cerca de 6 milhões de euros. Miguel Leal não traz surpresas e a única novidade foi a ausência de Idris por castigo, substituído por Carraça. O jogo não se tinha iniciado e o ambiente já estava incrível: fumos, cânticos, luzes, tarjas e estádio cheio. Assim se provava que a rivalidade não estava morta e que isto ainda é um dérbi.
O jogo iniciou-se com um BFC impressionante e com um remate de Óliver no coração da área que podia ter dado golo, caso fosse mais colocado. Instantes depois, Brahimi fazia das suas e ganhava canto, infrutífero devido a cabeceamento para fora de Boly. Pouco antes dos 5 minutos, Boly cometeu o segundo erro do jogo, depois de fazer um passe para ninguém, ao falhar uma abordagem ao lance,. Fruto disso, a bola sobrou para Iuri Medeiros que, felizmente, após o drible, rematou à figura de Casillas. A resposta do FC Porto foi mortífera. Óliver fez uma abertura fenomenal para Corona que cruzou para o meio da área onde Soares finalizou de primeira. Após o golo, o BFC reforçou a pressão e subiu linhas. A atitude compensou e os axadrezados podiam ter feito golo na sequência de um cruzamento de Fábio Espinho, mas Boly cortou de cabeça. Ficara o aviso: não nos vamos resignar.
Fonte: FC Porto
Os adeptos e o dérbi assim o exigiam. Aos 15 minutos, Corona driblou magicamente 2 adversários e cruzou para Soares. O brasileiro envolveu-se com o central do BFC e pediu penalti, mas desta vez o árbitro não caiu, bem ajuizado. Passados 20 minutos, a emoção persistia: os comandados de Leal continuavam perigosos como os de NES e o jogo era, numa palavra, intenso. O trio composto por Espinho, Medeiros e Bulos era como um alerta permanente de perigo. Aos 29 minutos, Casillas fez uma defesa monstruosa ao defender um remate acrobático de Anderson Carvalho de dentro da grande área. Aos 33, foi a vez de Vágner. Brahimi fintou 3 numa diagonal e colocou em Soares que rematou para golo, mas estava lá o guardião axadrezado.
Momentos depois, Soares tentou o chapéu a Vágner e falhou um golo cantado. Brahimi perdeu mais uma assistência. Aos 37 minutos, foi Brahimi a desperdiçar uma oportunidade, na sequência de uma jogada coletiva fenomenal iniciada por ele. Aos 43 minutos, houve entrada assassina sobre Corona, já que Talocha chega tarde ao lance e atinge o mexicano no tendão de Aquiles. Esse foi um lance que manchou a primeira parte, até então excelente, pois seguiram-se os excessos que as grandes paixões germinam. Resumidamente: um empurrão da vítima ao agressor e um desdobrar de réplicas que se alastraram, inclusive, pelas equipas técnicas.
Findos os primeiros 45 minutos, ficava na retina um grande dérbi. Teve de tudo: fantasia, intensidade, raça, bom futebol e confusão.
O jogo reiniciou já com Jota no lugar de Corona e com 3 atuações disciplinares após o fim da primeira parte: amarelo para Corona e expulsões para NES e de Alfredo, treinador de guarda redes do BFC. Apesar de tudo, mantinha-se a bitola: intensidade, muita intensidade. Aos 53 minutos podia mesmo ter havido golo para o BFC, mas Casillas, como se um líbero fosse, fez um excelente corte de cabeça em antecipação. No FCP, apesar da troca na ala direita, permanecia a dinâmica de Brahimi em vagabundear pelo meio-campo ofensivo. No entanto, Jota não abria tanto na direita, sendo essa função delegada a André André. Aos 58 minutos, o árbitro comete um erro colossal: não só não assinala um penalti claro sobre Maxi, como ainda amarela o jogador por simulação, excluindo-o do próximo jogo. Antes disso, Leal retirava Espinho para meter Schembri. Sim, aquele que Pirlo disse que parecia querer casar com ele, tal foi a veemência com que o marcou numa partida internacional.
Aos 66, novo erro de Boly. O francês falhou completamente a abordagem a um cruzamento e, não fosse Marcano, teria havido golo de Schembri. Pouco depois, Casillas fez novamente de líbero e foi providencial a impedir o golo. Aos 70 minutos, saiu Brahimi para entrar Otávio. Estava desgastado o argelino. Uma coisa era clara, o BFC subiu ainda mais as linhas e o FCP sentia muitas dificuldades em ter bola no meio-campo, devido à pressão acrescida. NES tenta segurar o jogo sem bola, mas Boly ameaçava frequentemente esta estratégia. Aos 75, Soares aguentou, qual tanque, a bola e serviu André André para o remate à entrada da área. O português não tinha o canhão calibrado e o tiro saiu por cima. Entretanto, Leal colocara Bukia no lugar de Renato Santos.
Aos 81 minutos, o árbitro expulsou Maxi Pereira, em nova decisão questionável. A atuação disciplinar incorreta reestabeleceu a igualdade numérica que uma lesão de Henrique desfizera momentos antes. NES respondeu à ameaça e colocou Layún em campo, retirando André André. Nesta fase, o jogo já era mais coração que cabeça e, como tal, foram várias as interrupções e as faltas. Apesar disso, uma coisa era clara: a pressão incessante do BFC na busca do empate. Ainda assim, permaneceu a vantagem do FCP.
No final, foi uma vitória num campo muito difícil, um grande dérbi e um só aspeto negativo: o capítulo disciplinar e a atuação lastimável da 3ª equipa em campo.
Em fim-de-semana de Carnaval, o Estádio José Santos Pinto abriu portas para receber o jogo entre o Sporting da Covilhã e a equipa “B” do Futebol Clube do Porto. Com uma maior afluência que o habitual, estavam criadas as condições para que fosse um bom jogo.
O Covilhã, que vinha de uma série de quatro jogos em doze dias, começou um pouco mais apático, permitindo aos pupilos de António Folha dois lances de perigo que, caso não fosse a atenção de Igor, dariam em dois golos prematuros.
Por sua vez, as investidas da equipa da casa, que só começou a responder a partir dos vinte minutos, eram feitas pelas alas, pelos pés de Harramiz e Medarious, que impunham sempre velocidade nos ataques serranos.
Os leões da serra iam equilibrando cada vez mais o jogo. Harramiz, numa bela jogada em que se liberta de três adversários, cruza para dentro da área, onde aparece Erivelto a rematar muito por cima da baliza. Também Soares e Chaby tentaram a sua sorte, mas sem problemas de maior para Godiño.
Do outro lado do campo, os ataques dos dragões eram levados a cabo, principalmente, por Rui Pedro que, através de uma jogada individual pelo lado direito, não conseguiu melhor que rematar às malhas laterais da baliza.
A grande oportunidade da primeira parte pertenceu mesmo à equipa de Filipe Gouveia, através de Erivelto. Prince isola o avançado brasileiro que, apenas com Godiño pela frente, preferiu rematar mais em jeito que em força, permitindo assim uma boa intervenção por parte do guarda-redes mexicano.
O jogo acabava por chegar ao intervalo bastante equilibrado. Os “bês” do Futebol Clube do Porto, faziam valer o seu poderio físico, enquanto o Covilhã, visivelmente desgastado, fazia os seus ataques através da circulação de bola entre todos os jogadores, havendo algumas jogadas rápidas por parte dos alas.
O Covilhã não sucumbiu ao cansaço de quatro jogos em 12 dias. Fonte: Facebook do Sporting Clube da Covilhã
A segunda parte começou muito combativa, com o Porto a obrigar o Covilhã a jogar longo e a errar, mas sem grande efeito, visto que a equipa da casa acabava por pressionar muito alto quando perdia a posse de bola e tentava sempre manter o esférico no meio-campo do adversário.
Os dragões iam ameaçando através de bola parada. Govea era um dos casos, em que um dos seus livres rasou a barra da baliza de Igor.
Apesar da intensidade com que o jogo havia recomeçado, este depressa esmoreceu, tendo o árbitro parte da culpa desta situação. Cada vez mais se observava a dualidade de critérios para as equipas. Apesar de não estar envolvido em nenhum lance fulcral para o resultado, notava-se que havia mais facilidade de mostrar a cartolina amarela a jogadores do Covilhã que a jogadores do Porto, por faltas muito similares.
Os golos acabariam por aparecer nos últimos minutos de jogo. Primeiro, os leões da serra colocam-se em vantagem por intermédio de Sambinha. Godiño defende um livre batido por Ponde, bastante tenso, para a frente, onde aparece o recém entrado Sambinha para cabecear a bola para dentro da baliza.
A festa acabou por durar apenas três minutos, visto que André Pereira, que tinha acabado de entrar, marcou para a equipa forasteira, em que apenas teve de encostar, depois de cruzamento de Galeno.
O jogo acabaria por não ter muito mais história, sendo justo o empate para ambas as equipas. A equipa B do Futebol Clube do Porto continua a lutar para fugir dos lugares do play-off de despromoção, enquanto o Covilhã perdeu a oportunidade de se aproximar dos lugares cimeiros.
Dois momentos de inspiração de Ibrahimovic patrocinaram, em Wembley, o 2.º título da época para o Manchester United e o 24.º da carreira de José Mourinho, que, com esta Taça da Liga, confirmou o epíteto de devorador de finais, desta vez à custa de um Southampton que fez por merecer muito mais do que aquilo que o jogo lhe trouxe – dada a tendência de domínio de jogo, o prolongamento já seria lisonjeiro para os “Red Devils”.
Apostado em vencer mais um troféu, mas ciente do esforço a que o plantel tem estado sujeito, José Mourinho decidiu não arriscar a utilização do “tocado” Mkihtaryan e deixou Rashford no banco, fazendo entrar Lingard para a faixa direita do ataque. Isto teve um efeito contrário ao desejado: condicionou o United na pressão à saída de bola do Southampton, que conseguia, facilmente, esticar-se no meio-campo adversário.
Isto trouxe resultados práticos – aos 10 minutos, perante uma oferta de Cédric, Gabiaddini só teve de encostar, mas o árbitro anulou (mal) o lance por fora-de-jogo. Os Saints continuaram a ter mais bola, com a mira na baliza de De Gea, mas foi o United a primeira equipa a fazer funcionar o placard – Ibrahimovic, a cerca de 30 metros da baliza, inaugurou o marcador.
O United baixou as linhas, passou a pressionar mais atrás, mas a qualidade de circulação e transporte (Redmond esteve exímio nesse capítulo) do Southampton eram imperturbáveis, e estiveram na génese de mais um lance de perigo – Ward Prose, à entrada da área, rematou forte, mas De Gea foi ao chão e impediu o empate.
Na resposta, o United fez o 2-0. Rojo deu uma ajuda ao ataque, tabelou com Pogba e deu para Lingard. O miúdo aproveitou a passividade da defesa do Southamtpon e voltou a marcar numa final, seis meses depois da Community Shield. O Southampton não desanimou e até reagiu bem a mais um golpe de injustiça do jogo. A sorte fugiu, mas isso não os impedia de a procurar. E foram recompensados, claro. A terminar a primeira parte, Redmond conduziu (pois claro) um ataque, que derivou para o lado direito, onde apareceu Ward Prowse a visar a cabeça de Gabbiadini, que aproveitou para reduzir a desvantagem.
Gabbiadini deu esperança aos Saints Fonte: SkySports
Ciente da galvanização do adversário, José Mourinho retirou Mata e colocou Carrick, de forma a impedir estancar o meio-campo e neutralizar as subidas de Redmond, uma medida que se revelou insuficiente. Os Saints não desistiram de procurar a sorte e, se esta numa primeira instância foi madrasta (Redmond viu De Gea negar-lhe um golo cantado), revelou-se, depois, conquistada pela audácia dos rapazes de Claude Puel – na sequência de um canto a favor do Southampton, Davies, ao evitar que o United saísse para o contra-ataque, assistiu Gabbiadini e este, na carreira de tiro, fuzilou De Gea. 2-2.
O empate fez crescer Redmond, Ward-Prowse, Gabbiadini e companhia. Parecia que um título estava próximo. O adversário estava encostado, eles tinham o ímpeto do seu lado, e só tinham de insistir para que o golo acontecesse. Romeu, após canto (outra vez), atirou ao poste. Acreditava-se. Nas bancadas só se ouvia os adeptos do Southampton, e a bola estava mais feliz nos pés dos jogadores dos Saints.
O United via jogar, e só num lance começado em Martial e terminado em Lingard conseguiu esboçar uma reacção. Puel tirou Tadic e fez entrar Buffal. A equipa manteve-se firme, continuava a assumir o jogo, e sentia-se que se podia fazer história antes mesmo de um prolongamento que o relógio anunciava.
O United estava tão aflito que teve de ligar ao seu especialista – “Dr. Zlatan, precisamos de si outra vez”. E lá veio ele. Aos 89 minutos, recuperou a bola no meio-campo dos “Red Devils”, após canto a favor do Southamtpon (única vez que o United conseguiu sair após uma bola parada dos Saints) e iniciou um contra-ataque que viria a concluir – servido por Herrera, na insistência, cabeceou para o 3-2 final. Já era tarde para reagir. Mesmo para este Southampton.
O texto desta semana foca-se na análise aos jogadores que o SL Benfica emprestou esta época e que estão sobre vigilância de Rui Vitória. Hoje não é Rui Vitória a analisar, mas sim eu.
Começando pelo sector defensivo, o primeiro nome é César. O central brasileiro chegou aos encarnados na época de 2014 e concretizou apenas 11 jogos de águia ao peito. As faltas de oportunidades levaram o brasileiro a regressar ao Brasil para representar nas duas épocas seguintes o Flamengo. Este ano, o destino foi a região da Madeira. O Nacional adquiriu por empréstimo o jogador e já concretizou 19 encontros. Os problemas do plantel no inicio da época levaram, na altura, Manuel Machado a apostar no brasileiro para fazer a posição de trinco e defesa direito. Parece-me que será difícil ver o jogador de 24 com titular frequente do Benfica. Além da (pouca) qualidade que mostra o brasileiro, o sector dos encarnados conta com um suficiente número de alternativas e na equipa B está ainda Ruben Dias. O brasileiro deverá regressar no final da época, mas é um caso a ser bem estudado por Rui Vitória.
Marçal tem estado em bom destaque em França Fonte: Ouest France
Vindo, curiosamente, do Nacional, faz parte dos quadros do Benfica o esquerdino Marçal. O defesa brasileiro está emprestado aos franceses do Guingamp e tem sido aposta bem regular do clube. O atleta de 28 anos continua a não ser aposta de Rui Vitória que já o emprestou anteriormente ao Gaziantepspor da Turquia. Com características ofensivas bem notáveis, parece que o único problema em não aparecer nas escolhas do plantel sénior encarnado é a falta de oportunidades e concorrência pesada. Atualmente o Benfica tem 4 defesas esquerdos e um produto a ser formado no Seixal, Yuri Ribeiro.
Alexandre Alfaiate, o menino de ouro. O jovem central está emprestado ao coletivo da Académica mas só realizou 8 partidas. Sem nunca ter sido utilizado na equipa A, o português internacional nas camadas jovens é um dos jogadores que mais esperanças tenho de ver vingar na primeira liga. Contudo, devido a uma enorme concorrência no sector, a vida do Alexandre não será fácil. Primeiro passo? Convencer Costinha de que é útil na defesa dos estudantes.
Para terminar o sector defensivo temos Hildeberto Pereira. Sem nunca ter pisado o relvado da Luz, o jovem lateral formado no Seixal está a cumprir a primeira época ao mais alto nível. Emprestado ao Nottingham Forest, o português tem sido adaptado a extremo direito e já conta com 22 jogos e 2 golos concretizados. O único ponto a corrigir é a sua forma de encarar lances de perigo. O jogador é agressivo na disputa de lances e muitas são as vezes que é “amarelado”. Esta época já foi expulso uma vez. A sua tenra idade, a polivalência e o rótulo “Seixal” fazem de Hildeberto um jogador que deverá regressar para vingar, no final da época. O espaço onde poderá encaixar-se é o lado direito da defesa. Depois de duas épocas de grande qualidade de Nelson Semedo, o internacional português deverá rumar a algum clube internacional. Nota para a presença do defesa direito Pedro Pereira, “mortinho” por mostrar trabalho.